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PRESS RELEASE

GOLDBERG, Alejandro  and  SILVEIRA, Cássio. Desigualdad social, condiciones de acceso a la salud pública y procesos de atención en inmigrantes bolivianos de Buenos Aires y São Paulo: una indagación comparativa. Saude soc. [online]. 2013, vol.22, n.2, pp. 283-297. ISSN 0104-1290.  http://dx.doi.org/10.1590/S0104-12902013000200003.



 

Condições de saúde de imigrantes bolivianos

 

 

O artigo, realizado por pesquisadores brasileiros e argentinos, do campo das ciências sociais, publicado no periódico Saúde e Sociedade, vol.22, n.2, de abril/junho de 2013, tem a originalidade de ressaltar diferenças e semelhanças entre os casos de bolivianos imigrantes nas cidades de São Paulo e Buenos Aires, suas condições de saúde e acesso a serviços de saúde ocorrentes nesta década. Bolivianos nas duas cidades trabalham principalmente em oficinas de costura do setor têxtil, na ilegalidade, sob condições trabalhistas, de moradia e sanitárias inadequadas, estando sujeitos a enfermidades infecciosas, sumamente a tuberculose pulmonar, tendo apresentado um aumento da incidência da doença entre esse o grupo de imigrantes nas duas cidades. Os resultados do trabalho são propostos à Revista Saúde e Sociedade e poderão, por sua originalidade, estimular a reflexão e novas pesquisas sobre a temática.

O acesso a serviços de saúde para diagnóstico ou tratamento diferencia-se nas duas cidades. São Paulo desenvolve políticas inclusivas, atendendo aos bolivianos, mesmo que ilegais, mediante atenção primária orientada pelo princípio da discriminação positiva, desenvolvida pelo Programa de Agentes Comunitários (PACS) e a Estratégia de Saúde da Família (ESF), enquanto em Buenos Aires o acesso dos imigrantes ilegais aos serviços de saúde é mais dificultado em virtude de processos estigmatizantes por parte de setores da população e dos próprios serviços locais de saúde.

As condições sociais e os modos de vida decorrentes do fenômeno da imigração, sobretudo, a ilegal, resultam que os imigrantes bolivianos se constituam em pessoas vulneráveis e vulneradas, mas nos dois casos se demonstra serem as mulheres as que mais se relacionam com os serviços de saúde e lutam em prol de seus direitos contra as situações sociais e trabalhistas desfavoráveis.

 

 

Contato:
Paulo Antônio De Carvalho Fortes
Professor Titular. Faculdade de Sa úde Pública da Universidade de São Paulo
E-mail: pacfusp@usp.br