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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Percepção ambiental dos produtores e qualidade do solo em propriedades orgânicas e convencionais]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The organic farming system production should result in more rational use of natural resources, especially the soil. Organic producers are required to adopt soil conservation practices and attend to other principles of that system. This work evaluated the management practices and soil conservation techniques used by organic and conventional producers in counties Socorro (Mantiqueira and Mogiana) and Ibiúna, located in the State of São Paulo. The objectives of this research were to verify producers' adoption of conservation practices as well as soil quality in organic and conventional agriculture. It was developed and the implemented a questionnaire, with site visits for verification of conservation practices and occurrence of erosion in 30 properties. The results of the environmental perception were expressed as indices to indicate the diversity of land use, the conservative attitude, the perception of erosion and impact on water resources. Soil chemical, physical and biological attributes indicators of soil quality were analyzed. It was concluded that organic producers have a higher perception on conservation procedure and organic farms generally have a higher diversity of crops; however, they do not have higher diversity of land use. The organic production of lettuce in Ibiúna showed higher biological activity and higher percentage of colonization by mycorrhizal fungi. The organic system had higher organic matter content and lower potassium. There was no significant difference on the physical attributes evaluated comparing conventional and organic systems.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[agricultura orgânica]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SOLOS E NUTRI&Ccedil;&Atilde;O DE PLANTAS</b>    <br>   <b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="titulo"></a><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Percep&ccedil;&atilde;o ambiental dos produtores e qualidade do solo em propriedades org&acirc;nicas e convencionais</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Environmental perception of producers and soil quality in organic and conventional farming systems</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Araci Kamiyama<sup>I,</sup><a href="#not"><sup>*</sup></a>; Isabella Clerici de Maria<sup>II</sup>; Daniel Costa Coelho de Souza<sup>III</sup>;    Adriana Parada Dias da Silveira<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SMA). Av. Prof. Frederico Hermann Jr., 345. Pr&eacute;dio 12, 1.ºandar, 05459-900 S&atilde;o Paulo (SP). E-mail: <a href="mailto:aracik@ambiente.sp.gov.br">aracik@ambiente.sp.gov.br</a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>II</sup>Instituto Agron&ocirc;mico, Campinas (SP). Av. Bar&atilde;o de Itapura, 1481, 13020-902 Campinas (SP), Brasil. E-mail: <a href="mailto:icdmaria@iac.sp.gov.br">icdmaria@iac.sp.gov.br</a>; <a href="mailto:apdsil@iac.sp.gov.br">apdsil@iac.sp.gov.br</a>    <br>   <sup>III</sup>Estagi&aacute;rio em n&iacute;vel de gradua&ccedil;&atilde;o do Instituto Agron&ocirc;mico. E-mail: <a href="mailto:danielccsouza@hotmail.com">danielccsouza@hotmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O sistema org&acirc;nico de produ&ccedil;&atilde;o deve resultar na utiliza&ccedil;&atilde;o mais racional dos recursos naturais, sobretudo do solo. Os produtores org&acirc;nicos devem adotar pr&aacute;ticas conservacionistas, al&eacute;m de atender a outros princ&iacute;pios deste sistema de produ&ccedil;&atilde;o. Neste trabalho foram avaliadas as pr&aacute;ticas de manejo e conserva&ccedil;&atilde;o do solo adotadas por produtores org&acirc;nicos e convencionais nas regi&otilde;es dos munic&iacute;pios de Socorro (Serra da Mantiqueira e Mogiana) e Ibi&uacute;na, situados no Estado de S&atilde;o Paulo. O objetivo dessa pesquisa foi verificar o grau de ado&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas conservacionistas pelos produtores e avaliar a qualidade do solo na agricultura org&acirc;nica e convencional. Foi elaborado e aplicado um question&aacute;rio, com visitas locais para verifica&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas conservacionistas e ocorr&ecirc;ncia de eros&atilde;o, em 30 propriedades. Os resultados foram expressos em &iacute;ndices indicadores de diversidade de uso do solo, atitude conservacionista, percep&ccedil;&atilde;o de eros&atilde;o e do impacto sobre os recursos h&iacute;dricos. Foram tamb&eacute;m realizadas an&aacute;lises de atributos qu&iacute;micos, f&iacute;sicos e biol&oacute;gicos indicadores da qualidade do solo. Concluiu-se que os produtores org&acirc;nicos t&ecirc;m maior percep&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; atitude conservacionista e nas propriedades org&acirc;nicas h&aacute; maior diversidade de cultivos, embora n&atilde;o haja maior diversidade geral de uso do solo. A produ&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica de alface, em Ibi&uacute;na proporcionou maior atividade biol&oacute;gica no solo e maior coloniza&ccedil;&atilde;o por fungos micorr&iacute;zicos arbusculares. O sistema org&acirc;nico possui maiores teores de mat&eacute;ria org&acirc;nica e menores de pot&aacute;ssio e n&atilde;o houve diferen&ccedil;a entre os atributos f&iacute;sicos do solo dos sistemas org&acirc;nico e convencional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> agricultura org&acirc;nica, pr&aacute;ticas conservacionistas, atividade biol&oacute;gica.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The organic farming system production should result in more rational use of natural resources, especially the soil. Organic producers are required to adopt soil conservation practices and attend to other principles of that system. This work evaluated the management practices and soil conservation techniques used by organic and conventional producers in counties Socorro (Mantiqueira and Mogiana) and Ibi&uacute;na, located in the State of S&atilde;o Paulo. The objectives of this research were to verify producers' adoption of conservation practices as well as soil quality in organic and conventional agriculture. It was developed and the implemented a questionnaire, with site visits for verification of conservation practices and occurrence of erosion in 30 properties. The results of the environmental perception were expressed as indices to indicate the diversity of land use, the conservative attitude, the perception of erosion and impact on water resources. Soil chemical, physical and biological attributes indicators of soil quality were analyzed. It was concluded that organic producers have a higher perception on conservation procedure and organic farms generally have a higher diversity of crops; however, they do not have higher diversity of land use. The organic production of lettuce in Ibi&uacute;na showed higher biological activity and higher percentage of colonization by mycorrhizal fungi. The organic system had higher organic matter content and lower potassium. There was no significant difference on the physical attributes evaluated comparing conventional and organic systems.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key words:</b> organic agriculture, conservationist practices, biological activity.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>1. INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A agricultura moderna, sobretudo a partir dos anos 50, priorizou um modelo tecnol&oacute;gico com base no uso intensivo da mecaniza&ccedil;&atilde;o, adubos minerais de alta solubilidade e agrot&oacute;xicos. Esse modelo elevou a produtividade das culturas, mas gerou incontest&aacute;veis problemas ambientais, com destaque para a degrada&ccedil;&atilde;o dos solos por eros&atilde;o, perda de mat&eacute;ria org&acirc;nica e compacta&ccedil;&atilde;o, devido &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas agr&iacute;colas inadequadas (Bertoni e Lombardi Neto, 1990; Ehlers, 1996).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">H&aacute; uma crescente preocupa&ccedil;&atilde;o da sociedade com a sa&uacute;de e o meio ambiente, o que tem produzido reflexos nos sistemas de produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola consolidando a demanda mundial por alimentos mais saud&aacute;veis e produzidos de forma sustent&aacute;vel. Mesmo a agricultura convencional pode ser mais sustent&aacute;vel adotando t&eacute;cnicas tradicionais da agricultura org&acirc;nica (Pimentel et al., 2005).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O conceito mais simplificado de qualidade do solo foi formulado por Larson e Pierce (1991), como "aptid&atilde;o para uso". Outros autores sugerem uma defini&ccedil;&atilde;o mais complexa, como a capacidade do solo funcionar dentro dos limites de um ecossistema, sustentando a produtividade biol&oacute;gica, mantendo a qualidade do meio ambiente e promovendo a sa&uacute;de das plantas e dos animais (Doran e Parkin, 1994).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O tradicional uso agr&iacute;cola dos solos, embora com ampla varia&ccedil;&atilde;o de sistemas de manejo, tem sido genericamente denominado como sistema convencional. O revolvimento cont&iacute;nuo e intenso no preparo, a falta de cobertura do solo e a n&atilde;o-observ&acirc;ncia da capacidade de uso das terras podem resultar em diminui&ccedil;&atilde;o da qualidade do solo, entendida, resumidamente, como sua capacidade de manter uma produ&ccedil;&atilde;o de modo sustent&aacute;vel (Costa et al., 2006).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para avaliar qualidade do solo &eacute; necess&aacute;rio determinar valores de suas propriedades consideradas como atributos indicadores. Gregorich et al. (1994) relacionam a efici&ecirc;ncia de atributos-chaves como a mat&eacute;ria org&acirc;nica, que &eacute; um dos componentes vitais do ciclo da vida e exerce importantes efeitos ben&eacute;ficos sobre as propriedades qu&iacute;micas, f&iacute;sicas e biol&oacute;gicas do solo (Kiehl, 1985). J&aacute; Larson e Pierce (1991) e Doran e Parkin (1994) prop&otilde;em um conjunto numeroso de atributos qu&iacute;micos, f&iacute;sicos e biol&oacute;gicos do solo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O sistema org&acirc;nico de produ&ccedil;&atilde;o, com suas pr&aacute;ticas e formas de manejo alternativas ao sistema convencional, objetivando a sustentabilidade econ&ocirc;mica e ecol&oacute;gica dos agroecossistemas, revela o melhor desempenho em termos de qualidade do solo e &aacute;gua, segundo Rodrigues e Campanhola (2003).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Estado de S&atilde;o Paulo, duas regi&otilde;es t&ecirc;m se destacado pela presen&ccedil;a de iniciativas governamentais e n&atilde;o-governamentais para a promo&ccedil;&atilde;o da agricultura org&acirc;nica: Serra da Mantiqueira e Mogiana, que abrangem as bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundia&iacute; (PCJ) e a regi&atilde;o da bacia hidrogr&aacute;fica da represa de Itupararanga, com destaque para o munic&iacute;pio de Ibi&uacute;na.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O fato das duas regi&otilde;es constitu&iacute;rem-se em importantes produtoras de &aacute;gua e alimentos, fundamentais para o abastecimento das regi&otilde;es metropolitanas de S&atilde;o Paulo, Campinas e Sorocaba, torna-se necess&aacute;ria uma proposta de desenvolvimento sustent&aacute;vel para essas regi&otilde;es, que signifique o bem-estar dessa popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; fundamental o desenvolvimento de projetos de pesquisa que utilizem procedimentos de verifica&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas alternativas adotadas pelos agricultores org&acirc;nicos que possam resultar em melhor qualidade ambiental. Assim, ser&atilde;o constru&iacute;das bases t&eacute;cnicas e documentais para uma proposta de agricultura mais sustent&aacute;vel para essas regi&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta pesquisa foi orientada em duas hip&oacute;teses: a de que os produtores org&acirc;nicos t&ecirc;m maior percep&ccedil;&atilde;o ambiental e adotam pr&aacute;ticas conservacionistas e a de que a agricultura org&acirc;nica resulta em melhor qualidade do solo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2. MATERIAL E M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para avaliar a ado&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas conservacionistas pelos produtores org&acirc;nicos e convencionais, foram selecionadas duas regi&otilde;es do Estado de S&atilde;o Paulo, onde o cultivo org&acirc;nico &eacute; difundido, abrangendo principalmente os munic&iacute;pios de Socorro (regi&atilde;o da Serra da Mantiqueira e Mogiana) e de Ibi&uacute;na (Serra de Paranapiacaba).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A metodologia utilizada constou da elabora&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o de um question&aacute;rio abordando os itens: informa&ccedil;&otilde;es gerais sobre a propriedade (localiza&ccedil;&atilde;o; tamanho; atividade principal, m&atilde;o de obra) e o produtor (escolaridade, tempo na atividade, moradia/trabalho); informa&ccedil;&otilde;es objetivas (uso do solo, insumos, manejo, sistema de produ&ccedil;&atilde;o); informa&ccedil;&otilde;es sobre atitudes conservacionistas (legisla&ccedil;&atilde;o, vegeta&ccedil;&atilde;o nativa, recursos h&iacute;dricos, res&iacute;duos s&oacute;lidos, conserva&ccedil;&atilde;o do solo).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O question&aacute;rio foi aplicado em 30 propriedades, sendo 16 com sistemas org&acirc;nicos e 14 com sistemas convencionais, entre julho e setembro de 2008. A maioria das propriedades est&aacute; localizada em &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o do Programa de Microbacias Hidrogr&aacute;ficas da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento, o que sugere equival&ecirc;ncia no n&iacute;vel de informa&ccedil;&otilde;es sobre pr&aacute;ticas conservacionistas entre eles. A maioria das propriedades (90%) possui de entre 1,5 a 14 ha.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por meio da aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio foram obtidas informa&ccedil;&otilde;es sobre a ado&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas conservacionistas pelos agricultores e sobre o sistema de produ&ccedil;&atilde;o adotado (convencional e org&acirc;nico), a fim de permitir a avalia&ccedil;&atilde;o da percep&ccedil;&atilde;o destes sistemas sobre a atitude conservacionista em geral, al&eacute;m de informa&ccedil;&otilde;es sobre a diversidade de uso da terra. Durante a aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio, nas visitas &agrave;s propriedades, foram realizadas constata&ccedil;&otilde;es e avalia&ccedil;&otilde;es locais pelo entrevistador, registrando-se no momento da entrevista informa&ccedil;&otilde;es sobre a conserva&ccedil;&atilde;o dos solos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados obtidos com a aplica&ccedil;&atilde;o dos question&aacute;rios foram utilizados para o c&aacute;lculo dos &iacute;ndices relacionados a seguir, tendo como base o trabalho desenvolvido por Alves (2006).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>&Iacute;ndices de Diversidade</b></font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <blockquote> <b>a) &Iacute;ndice Geral de Uso da Terra (IGU):</b> quantifica os sistemas produtivos ou tipos de explora&ccedil;&atilde;o efetivamente adotados na propriedade e &eacute; calculado com base nas informa&ccedil;&otilde;es sobre o uso do solo (Equa&ccedil;&atilde;o 1). Foram consideradas tanto as atividades comerciais como as de consumo familiar, tendo como refer&ecirc;ncia os seguintes usos do solo: cultura anual; horticultura; fruticultura; floricultura; cafeicultura; sistemas agroflorestais; produ&ccedil;&atilde;o animal; pastagens; mata; reflorestamento. </blockquote> </font>     <p align="center"><img src="/img/revistas/brag/v70n1/a24equ01.jpg"></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sendo:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">UTi: indicador das diferentes atividades pesquisadas;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">i: n&uacute;mero indicador das atividades (culturas ou explora&ccedil;&otilde;es) na propriedade.</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <blockquote> <b>b) &Iacute;ndice Geral de Diversidade de Uso do Solo (IGD):</b> quantifica a diversidade da produ&ccedil;&atilde;o da propriedade, relacionando o n&uacute;mero de itens avaliados em cada propriedade com o maior n&uacute;mero encontrado entre as propriedades (Equa&ccedil;&atilde;o 2). </blockquote> </font>     <p align="center"><img src="/img/revistas/brag/v70n1/a24equ02.jpg"></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sendo:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DTi: indicador da diversidade geral de uso do solo;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">i: indicador dos diferentes usos do solo, considerando o n&uacute;mero de itens pesquisados em cada uso ou atividade;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nu: n&uacute;mero m&aacute;ximo de itens avaliados.</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <blockquote> <b>c) &Iacute;ndice de Diversidade da Horticultura (IHD):</b> quantifica a diversifica&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o hort&iacute;cola. Como a maioria dos produtores entrevistados (28 entre 30) s&atilde;o horticultores, com &aacute;reas pequenas (apenas 10% t&ecirc;m &aacute;rea total superior a 14 ha) e utilizadas intensamente com esta atividade, o &iacute;ndice indica a diversidade do uso da terra neste caso. Para o c&aacute;lculo foi considerado o maior n&uacute;mero de itens hort&iacute;colas analisados entre os produtores entrevistados e o n&uacute;mero de itens de cada produtor (Equa&ccedil;&atilde;o 3). </blockquote> </font>     <p align="center"><img src="/img/revistas/brag/v70n1/a24equ03.jpg"></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sendo:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">UHi: indicador do uso da terra para os diferentes itens hort&iacute;colas pesquisados;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">i: indicador dos diferentes usos hort&iacute;colas;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nu: N&uacute;mero de itens pesquisados entre os produtores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os &iacute;ndices IGU, IGD e IHD variam de zero (0) a um (1), e quanto mais pr&oacute;ximo de zero menor &eacute; a diversidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>&Iacute;ndices de Percep&ccedil;&atilde;o Ambiental</b></font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote> <b>d) &Iacute;ndice de Percep&ccedil;&atilde;o sobre Atitude Conservacionista (IPAC):</b> avalia a capacidade de percep&ccedil;&atilde;o do produtor com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas conservacionistas na propriedade, de acordo com a Equa&ccedil;&atilde;o 4, em resposta aos itens do question&aacute;rio correspondentes a: eros&atilde;o e pr&aacute;ticas de conserva&ccedil;&atilde;o do solo; plantas indicadoras de qualidade do solo; mata; organismos do solo; sistemas de manejo e pr&aacute;ticas adotadas; aduba&ccedil;&atilde;o mineral, verde, org&acirc;nica; quebra-ventos; queimadas; an&aacute;lise de solo e &aacute;gua. </blockquote> </font>     <p align="center"><img src="/img/revistas/brag/v70n1/a24equ04.jpg"></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sendo:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">i: indicador das diferentes percep&ccedil;&otilde;es conservacionistas;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">AC: indicador da percep&ccedil;&atilde;o sobre atitude conservacionista;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ni: n&uacute;mero de indicadores.</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <blockquote> <b>e) &Iacute;ndice de Percep&ccedil;&atilde;o da Eros&atilde;o do Solo (IES):</b> avalia a capacidade de percep&ccedil;&atilde;o do produtor com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; eros&atilde;o do solo. Para este &iacute;ndice foram usadas sete quest&otilde;es relacionadas com as pr&aacute;ticas de controle de eros&atilde;o do solo, o conhecimento que o produtor tem sobre o que &eacute; eros&atilde;o e sua aus&ecirc;ncia/presen&ccedil;a efetiva (Equa&ccedil;&atilde;o 5). </blockquote> </font>     <p align="center"><img src="/img/revistas/brag/v70n1/a24equ05.jpg"></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sendo:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">i: indicador das diferentes formas de se avaliar a eros&atilde;o;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">VEi: indicador da percep&ccedil;&atilde;o da exist&ecirc;ncia de eros&atilde;o;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ni: n&uacute;mero de indicadores.</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <blockquote> <b>f) &Iacute;ndice de Percep&ccedil;&atilde;o de Impacto do Uso de Recursos H&iacute;dricos (IRH):</b> avalia a capacidade de percep&ccedil;&atilde;o do produtor quanto &agrave;s quest&otilde;es relacionadas ao impacto de suas atividades e atitudes sobre os recursos h&iacute;dricos, incluindo legisla&ccedil;&atilde;o, uso e qualidade da &aacute;gua na propriedade, conforme a Equa&ccedil;&atilde;o 6. </blockquote> </font>     <p align="center"><img src="/img/revistas/brag/v70n1/a24equ06.jpg"></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sendo:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">i: indicador dos diferentes tipos de impacto aos Recursos H&iacute;dricos;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">RHi: indicador da percep&ccedil;&atilde;o da exist&ecirc;ncia de impacto sobre os recursos h&iacute;dricos;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ni: n&uacute;mero de itens do question&aacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os &iacute;ndices IPAC, IES e IRH variam de zero a um, e quanto mais pr&oacute;ximo de zero menor a percep&ccedil;&atilde;o do produtor.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Qualidade do Solo</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para avaliar a qualidade do solo foram determinados atributos f&iacute;sicos, qu&iacute;micos e biol&oacute;gicos do solo. Em cada propriedade foi selecionada uma gleba que estivesse sendo cultivada preferencialmente com alface. Outros cultivos amostrados foram: cana-de-a&ccedil;&uacute;car, morango, feij&atilde;o, couve. Entre agosto e outubro de 2008, cada uma das glebas foi dividida em tr&ecirc;s subparcelas ou repeti&ccedil;&otilde;es, nas quais foram tomadas amostras compostas para as an&aacute;lises laboratoriais (f&iacute;sicas, qu&iacute;micas e microbiol&oacute;gicas). Para as an&aacute;lises de coloniza&ccedil;&atilde;o micorr&iacute;zica foram coletadas ra&iacute;zes de plantas de alface no mesmo local das amostragens de solo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>a) Atributos F&iacute;sicos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Densidade do solo:</b> Foram utilizados an&eacute;is de bordos cortantes com capacidade interna de 100 cm<sup>3</sup> para coletar o solo na camada superficial, correspondendo &agrave; camada cultivada (0 a 0,20 m de profundidade). As amostras foram secas em estufa a 110 ºC at&eacute; massa constante. O valor da densidade foi obtido por meio da rela&ccedil;&atilde;o entre a massa de solo e o volume do anel (Camargo et al., 1986).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Estabilidade de agregados:</b> Foram coletadas 10 subamostras de solo correspondentes &agrave; camada cultivada do solo (0-0,20 m) com aux&iacute;lio de um enxad&atilde;o e uma p&aacute; reta para compor uma amostra composta por subparcela. No laborat&oacute;rio, com as amostras secas ao ar, realizou-se um peneiramento a seco para a separa&ccedil;&atilde;o dos agregados de di&acirc;metro entre 9,52 mm e 4,00 mm em agitador mec&acirc;nico, pelo tempo de dez minutos. Da fra&ccedil;&atilde;o retida na peneira de 4,00 mm, separaram-se 50 g de agregados. Essa foi umedecida com &aacute;gua e ap&oacute;s 10 minutos, peneirada em agitador mec&acirc;nico em recipientes com &aacute;gua, utilizando-se um jogo de peneiras com malhas de abertura de 7,93 mm, 6,35 mm, 4,00 mm, 2,00 mm, 1,00 mm e 0,5 mm. A fra&ccedil;&atilde;o de agregados retida em cada peneira foi colocada em copos de alum&iacute;nio e levada &agrave; estufa &agrave; temperatura de 105-110 ºC. Depois de, em m&eacute;dia 48 horas ou at&eacute; obten&ccedil;&atilde;o de massa constante, as amostras foram pesadas e os resultados corrigidos em fun&ccedil;&atilde;o da umidade inicial da amostra. Os agregados retidos em cada peneira foram agrupados, formando, em fun&ccedil;&atilde;o de seu di&acirc;metro, as classes: menores de 2 mm; entre 2 e 4 mm e maiores de 4 mm (Kemper e Chepil, 1965).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>b) Atributos Biol&oacute;gicos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para determina&ccedil;&atilde;o dos atributos biol&oacute;gicos, foi coletado o solo envolto ao sistema radicular, de cerca de 1,5 a 2,0 kg, correspondendo &agrave; camada de 0,0-0,2 m, sendo 10 subamostras para compor a amostra composta de cada repeti&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Carbono da biomassa microbiana:</b> As amostras fumigadas pelo clorof&oacute;rmio e n&atilde;o fumigadas foram incubadas por quatro dias. Em separado, ap&oacute;s este per&iacute;odo, as amostras foram preparadas para a titula&ccedil;&atilde;o, em um erlenmeyr (8 mL do filtrado + 2 mL de K<sub>2</sub>Cr<sub>2</sub>O<sub>7</sub> + 10 ml de H<sub>2</sub>SO<sub>4</sub> concentrado + 5 mL de H<sub>3</sub>PO<sub>4</sub> concentrado) e aquecidas por 60 minutos em banho-maria. A titula&ccedil;&atilde;o foi feita com Sulfato Ferroso Amoniacal - NH<sub>3</sub> Fe(SO<sub>4</sub>)<sub>2</sub>, utilizando a ferro&iacute;na como indicador (5 gotas). O carbono liberado pela morte dos micro-organismos pelo clorof&oacute;rmio (fumiga&ccedil;&atilde;o) foi determinado por extra&ccedil;&atilde;o (K<sub>2</sub>SO<sub>4</sub>) e calculado multiplicando-se a diferen&ccedil;a entre o carbono extra&iacute;do do solo fumigado e n&atilde;o fumigado, em &#181;g C g<sup>-1 </sup>dia<sup>-1</sup> (Vance et al., 1987).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Respira&ccedil;&atilde;o basal da biomassa microbiana:</b> As amostras foram levadas para a sala de incuba&ccedil;&atilde;o por tr&ecirc;s dias, a 25-30 ºC. Ap&oacute;s o per&iacute;odo de incuba&ccedil;&atilde;o foi inserido, dentro do frasco contendo as 50 gramas de solo incubado, um erlenmeyer contendo 10 mL de NaOH 0,1 N. Fechou-se hermeticamente o recipiente de vidro e foi mantido em sala de incuba&ccedil;&atilde;o por mais tr&ecirc;s dias para as amostras de Ibi&uacute;na e dois dias as de Socorro. Em seguida, foram preparadas para a titula&ccedil;&atilde;o: retirou-se o erlenmeyer, adicionando a ele 1 mL de BaCL<sub>2</sub> (cloreto de b&aacute;rio) a 50% e duas gotas de fenolftale&iacute;na. Logo em seguida, fez-se a titula&ccedil;&atilde;o com HCL a 0,1 N at&eacute; a mudan&ccedil;a de cor rosa para incolor. Os resultados foram expressos em &#181;gC g<sup>-1 </sup>dia<sup>-1</sup> (Anderson e Domsch, 1978).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Coloniza&ccedil;&atilde;o micorr&iacute;zica:</b> Para a an&aacute;lise de coloniza&ccedil;&atilde;o micorr&iacute;zica selecionou-se a cultura de alface (<i>Lactuca sativa</i> L), nas propriedades do munic&iacute;pio de Ibi&uacute;na. Foram coletadas ra&iacute;zes de plantas de alface com idade entre 30 e 40 dias, sendo 12 amostras no sistema org&acirc;nico (quatro propriedades) e nove amostras no sistema convencional (tr&ecirc;s propriedades). As amostras foram lavadas e acondicionadas em &aacute;lcool 50%. Para ter boa colora&ccedil;&atilde;o, permitindo boa visualiza&ccedil;&atilde;o das estruturas, as ra&iacute;zes foram clarificadas com KOH a 10% por 10 minutos e acidificadas com HCL a 2% por 12 horas. Em seguida, efetuou-se a colora&ccedil;&atilde;o com Trypan blue por cinco minutos fervendo em banho-maria (Phillips e Hayman, 1970). A porcentagem de coloniza&ccedil;&atilde;o foi avaliada pelo m&eacute;todo da l&acirc;mina com segmentos de raiz (Giovannetti e Mosse, 1980), que consiste em lavar as ra&iacute;zes com &aacute;gua corrente ap&oacute;s a colora&ccedil;&atilde;o, separar pequenos segmentos (1 cm) de cada amostra e montar em l&acirc;minas para serem lidas com aux&iacute;lio de microsc&oacute;pio (aumento de at&eacute; 40 vezes).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>c) Atributos Qu&iacute;micos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com aux&iacute;lio de um trado, foram coletadas 10 subamostras de solo para formar cada amostra composta de solo da camada 0 a 0,20 m. As amostras foram secas ao ar e passadas em peneira de malha de 2 mm, preparadas e analisadas, de acordo com a rotina anal&iacute;tica do Instituto Agron&ocirc;mico de Campinas (Raij et al., 2001), determinando-se: mat&eacute;ria org&acirc;nica pelo m&eacute;todo colorim&eacute;trico do dicromato de s&oacute;dio; P por extra&ccedil;&atilde;o com resina trocadora de &iacute;ons e determinado pelo m&eacute;todo do vanadato-molibdato; satura&ccedil;&atilde;o por bases (V %) e a capacidade de troca de c&aacute;tions (CTC potencial) foram calculadas a partir dos valores de K, Ca, Mg (m&eacute;todo da resina) e H + Al (m&eacute;todo da solu&ccedil;&atilde;o tamp&atilde;o SMP); Zn, Cu e Mn extra&iacute;dos pelo m&eacute;todo do DTPA pH 7,3 e determina&ccedil;&atilde;o por ICP-OES.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O delineamento experimental adotado para an&aacute;lise dos dados foi inteiramente casualizado, com dois sistemas, dois locais e quatro repeti&ccedil;&otilde;es. Os resultados foram submetidos &agrave; an&aacute;lise de vari&acirc;ncia e aplica&ccedil;&atilde;o do teste t (com 10% de signific&acirc;ncia) para compara&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dias, aplicando-se aos &iacute;ndices com distribui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o normal uma transforma&ccedil;&atilde;o de dados (valor-m&eacute;dia/desvio-padr&atilde;o).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3. RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>&Iacute;ndices de Diversidade</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Valores m&eacute;dios dos &iacute;ndices de diversidade de uso do solo (IGU, IHD e IGD) foram calculados para cada sistema (org&acirc;nico e convencional) e regi&atilde;o (Ibi&uacute;na e Socorro), conforme apresentado na <a href="/img/revistas/brag/v70n1/a24tab01.jpg">tabela 1</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados do &iacute;ndice geral de uso da terra (IGU) indicam que n&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;a significativa entre os dois sistemas de produ&ccedil;&atilde;o quanto &agrave;s atividades ou explora&ccedil;&otilde;es desenvolvidas nas propriedades, porque, mesmo as propriedades org&acirc;nicas possuem baixa integra&ccedil;&atilde;o entre as atividades, contr&aacute;rio ao esperado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando o total de itens cultivados ou explorados, no qual se baseou o c&aacute;lculo do &Iacute;ndice Geral de Diversidade de Uso do Solo (IGD), o sistema org&acirc;nico tinha maior diversidade que o sistema convencional. No munic&iacute;pio de Socorro, nesse &iacute;ndice houve diferen&ccedil;a significativa entre os dois sistemas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O &Iacute;ndice de Diversidade da Horticultura (IHD) diferiu significativamente entre os produtores pesquisados na regi&atilde;o de Socorro, ou seja, a diversidade de uso do solo para horticultura &eacute; maior entre os produtores org&acirc;nicos em rela&ccedil;&atilde;o aos convencionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados observados para os dois &iacute;ndices (IGD e IHD) est&atilde;o de acordo com o esperado, pois uma das finalidades do sistema org&acirc;nico de produ&ccedil;&atilde;o &eacute; a recomposi&ccedil;&atilde;o ou incremento da diversidade biol&oacute;gica dos ecossistemas modificados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Contudo, na regi&atilde;o de Ibi&uacute;na, o resultado n&atilde;o foi o esperado na compara&ccedil;&atilde;o entre os dois sistemas, n&atilde;o diferindo significativamente entre eles quanto aos &iacute;ndices IGD e IHD.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>&Iacute;ndices de percep&ccedil;&atilde;o ambiental</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os valores m&eacute;dios dos &iacute;ndices de percep&ccedil;&atilde;o ambiental (IPAC, IES, IRH) s&atilde;o apresentados na <a href="/img/revistas/brag/v70n1/a24tab02.jpg">tabela 2</a>. Os produtores org&acirc;nicos apresentaram maior percep&ccedil;&atilde;o ambiental quando comparados aos convencionais, resultado verificado em todos os &iacute;ndices de percep&ccedil;&atilde;o (atitude conservacionista, eros&atilde;o do solo e impacto sobre os recursos h&iacute;dricos), exceto para o IES em Ibi&uacute;na e o IRH em Socorro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De forma geral, os resultados concordam com outros estudos que demonstraram maior ado&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas conservacionistas por produtores org&acirc;nicos e maior percep&ccedil;&atilde;o quanto aos impactos no uso de recursos naturais, como o de Rodrigues e Campanhola (2003), com melhor desempenho ambiental em horticultores org&acirc;nicos, quando comparados com os convencionais na regi&atilde;o de Ibi&uacute;na. Em Capim Branco, regi&atilde;o do cintur&atilde;o verde de Belo Horizonte (MG), Tubaldini e Coelho (2002) conclu&iacute;ram que a agricultura org&acirc;nica na regi&atilde;o &eacute; praticada com bases sustent&aacute;veis desde a conserva&ccedil;&atilde;o do solo at&eacute; o manejo das culturas. Os autores destacam, tamb&eacute;m, a preocupa&ccedil;&atilde;o dos produtores org&acirc;nicos com a qualidade da &aacute;gua.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Atributos f&iacute;sicos e biol&oacute;gicos da qualidade do solo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os atributos f&iacute;sicos representam a estrutura do solo. Quanto maior a densidade, menor a porosidade e a permeabilidade &agrave; &aacute;gua. Os solos com agregados n&atilde;o est&aacute;veis s&atilde;o menos resistentes &agrave; eros&atilde;o e tendem a formar crostas ou selamentos, reduzindo a infiltra&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua no perfil do solo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Seria esperado que o sistema org&acirc;nico tivesse melhor qualidade f&iacute;sica do solo. No entanto, n&atilde;o houve diferen&ccedil;a significativa entre os dois sistemas, conforme resultados apresentados na <a href="/img/revistas/brag/v70n1/a24tab03.jpg">tabela 3</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Theodoro et al. (2003) comparando &aacute;reas de cultivo de caf&eacute; nos sistemas org&acirc;nico e convencional, verificaram maiores teores de nutrientes no solo no sistema org&acirc;nico, mas tamb&eacute;m n&atilde;o observaram diferen&ccedil;as em propriedades f&iacute;sicas do solo como densidade e estabilidade de agregados. Neste trabalho, tal fato pode ser explicado pelo tipo de preparo do solo na horticultura, que &eacute; semelhante nos dois sistemas, com utiliza&ccedil;&atilde;o de implemento do tipo enxada rotativa seguidamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na avalia&ccedil;&atilde;o dos atributos biol&oacute;gicos, observou-se maior atividade microbiana, medida pela respira&ccedil;&atilde;o basal, nas propriedades org&acirc;nicas de Ibi&uacute;na (<a href="/img/revistas/brag/v70n1/a24tab03.jpg">Tabela 3</a>). Resultados semelhantes foram obtidos por Bettiol et al. (2002) que, comparando os efeitos de sistemas de cultivo org&acirc;nico e convencional, em cultivos de tomate e milho, sobre a comunidade de organismos do solo, observaram que as contagens das popula&ccedil;&otilde;es de micro-organismos foram semelhantes para os dois sistemas de produ&ccedil;&atilde;o, mas a atividade microbiana, avaliada pela libera&ccedil;&atilde;o de CO<sub>2</sub>, foi superior no sistema org&acirc;nico. Sampaio et al. (2008), comparando sistemas de cultivo convencional e org&acirc;nico de frutas, verificaram que a ado&ccedil;&atilde;o do sistema org&acirc;nico aumentou a atividade microbiana e o conte&uacute;do de carbono org&acirc;nico do solo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O sistema org&acirc;nico proporcionou maior respira&ccedil;&atilde;o basal, indicando maior atividade microbiana, o que pode ser consequ&ecirc;ncia de maior quantidade de material org&acirc;nico adicionado ao solo que estimulou a atividade de heterotr&oacute;ficos aer&oacute;bicos. Alta atividade da microbiota do solo pode estar relacionada &agrave; maior disponibilidade de res&iacute;duos com baixa rela&ccedil;&atilde;o C/N (Fortes Neto, 2000).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A coloniza&ccedil;&atilde;o micorr&iacute;zica das ra&iacute;zes de alface, apenas no munic&iacute;pio de Ibi&uacute;na e em culturas com 30-40 dias, tamb&eacute;m diferiu significativamente entre os sistemas, sendo a maior coloniza&ccedil;&atilde;o desses fungos constatada nas ra&iacute;zes de plantas cultivadas sob o sistema org&acirc;nico. Os valores obtidos para a coloniza&ccedil;&atilde;o micorr&iacute;zica, em porcentagem, foram de 76,2 para o sistema org&acirc;nico e 67,3 para o sistema convencional, com um coeficiente de varia&ccedil;&atilde;o de 15,2%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo Primavesi (1987), a adi&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica de mat&eacute;ria org&acirc;nica e a rota&ccedil;&atilde;o de culturas, pr&aacute;ticas normalmente utilizadas pelos produtores org&acirc;nicos avaliados, s&atilde;o essenciais para a manuten&ccedil;&atilde;o da atividade dos micro-organismos no solo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em outros estudos, notam-se resultados positivos de indicadores biol&oacute;gicos para sistema org&acirc;nico, como o realizado por Valarini et al. (2007a), que conclu&iacute;ram que o sistema org&acirc;nico de produ&ccedil;&atilde;o de tomate proporciona maior diversidade microbiana do solo em rela&ccedil;&atilde;o ao convencional, em Serra Negra (SP). Fran&ccedil;a et al. (2007), estudando aspectos da atividade microbiana do solo em pomares de citros sob sistemas org&acirc;nico e convencional, verificaram que no sistema org&acirc;nico houve maior carbono da biomassa microbiana e respira&ccedil;&atilde;o basal e maior riqueza e diversidade de esp&eacute;cies de fungos micorr&iacute;zicos arbusculares.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Atributos qu&iacute;micos da qualidade do solo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos resultados dos atributos qu&iacute;micos (<a href="/img/revistas/brag/v70n1/a24tab04.jpg">Tabela 4</a>), apenas para a mat&eacute;ria org&acirc;nica (MO) e pot&aacute;ssio (K) os valores m&eacute;dios diferiram significativamente (teste t, a 10% de signific&acirc;ncia), sendo maior o teor de MO para o sistema org&acirc;nico e maior o teor de K para o convencional. Pelos resultados, observa-se tamb&eacute;m, que o maior teor de mat&eacute;ria org&acirc;nica observado no sistema org&acirc;nico n&atilde;o foi acompanhado de maior valor da CTC para este sistema de produ&ccedil;&atilde;o. Esse fato pode ser decorrente da baixa utiliza&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;ria org&acirc;nica diversificada, como concluiu Valarini et al. (2007b).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O nutriente f&oacute;sforo proporcionou valores considerados muito altos tanto no sistema org&acirc;nico, como no convencional (Raij et al., 1996). Esse excesso provavelmente ocorre devido &agrave; n&atilde;o-utiliza&ccedil;&atilde;o de um sistema de aduba&ccedil;&atilde;o equilibrada, seja qu&iacute;mica seja org&acirc;nica. Partelli et al. (2009) observaram que o cultivo de caf&eacute; org&acirc;nico utiliza fontes n&atilde;o sol&uacute;veis de f&oacute;sforo e grande quantidade e variedade de material org&acirc;nico em seu manejo. Dessa forma, no estudo realizado, esse autores verificaram que a adi&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos vegetais e adubos fosfatados naturais no solo do cafeeiro org&acirc;nico proporcionam aumento de f&oacute;sforo dispon&iacute;vel no solo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O mesmo pode estar ocorrendo com o pot&aacute;ssio no sistema convencional, cujo valor m&eacute;dio &eacute; considerado alto, de acordo com Raij et al., 1996. Nota-se que mesmo a menor quantidade observada para o pot&aacute;ssio no sistema org&acirc;nico, este tamb&eacute;m &eacute; considerado alto, indicando que n&atilde;o h&aacute; problemas de defici&ecirc;ncia desse elemento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto &agrave; satura&ccedil;&atilde;o por bases, ambos os sistemas est&atilde;o abaixo dos valores de refer&ecirc;ncia de 70% a 80%. A rela&ccedil;&atilde;o Ca/Mg no sistema org&acirc;nico estava faixa ideal de 5:1 a 7:1 e em Ibi&uacute;na para os dois sistemas de produ&ccedil;&atilde;o, mas fora da faixa, nos dois sistemas em Socorro. Mais uma vez, a n&atilde;o-utiliza&ccedil;&atilde;o de um sistema de aduba&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica equilibrada nos dois sistemas pode ser a causa. Os micronutrientes est&atilde;o dentro da faixa considerada alta nos dois sistemas, org&acirc;nico e convencional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora tenha sido verificado que os produtores org&acirc;nicos possuem maior percep&ccedil;&atilde;o ambiental e diversidade geral de uso do solo, os &iacute;ndices de qualidade demonstram que o manejo utilizado por eles em alguns aspectos, sobretudo no preparo do solo, ainda se assemelham ao sistema convencional. Pr&aacute;ticas alternativas adaptadas &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas dos agricultores org&acirc;nicos s&atilde;o ainda necess&aacute;rias para melhorar a qualidade dos solos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por&eacute;m, em outro estudo, Valarini et al. (2007b), considerando a an&aacute;lise integrada de indicadores de qualidade do solo em propriedades org&acirc;nicas e convencionais com cultivo de hortali&ccedil;as, nos munic&iacute;pios de Ibi&uacute;na e Socorro, constataram resultados semelhantes para a fertilidade qu&iacute;mica, f&iacute;sica e biol&oacute;gica. Segundo os autores, esses resultados s&atilde;o explicados pelo ciclo curto dessas culturas e pela alta exig&ecirc;ncia nutricional e indicam necessidades de melhorias nas pr&aacute;ticas de manejo tanto nas propriedades org&acirc;nicas como nas convencionais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>4. CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <blockquote>       <p>1. Produtores org&acirc;nicos possuem maior percep&ccedil;&atilde;o ambiental que os convencionais, quanto &agrave; sua atitude conservacionista, incid&ecirc;ncia de eros&atilde;o do solo e impacto sobre o uso de recursos h&iacute;dricos.</p>       <p>2. Observaram-se nas propriedades org&acirc;nicas maior diversidade de cultivos, indicada neste trabalho pelo &Iacute;ndice Geral de Diversidade Uso do Solo (IGD), mas n&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;a entre os sistemas quanto &agrave;s atividades ou explora&ccedil;&otilde;es desenvolvidas nas propriedades, conforme o &Iacute;ndice Geral de Uso da Terra (IGU).</p>       <p>3. Em Ibi&uacute;na h&aacute; maior atividade biol&oacute;gica no sistema de produ&ccedil;&atilde;o org&acirc;nico que no sistema convencional.</p>       <p>4. Os sistemas de produ&ccedil;&atilde;o org&acirc;nicos avaliados possuem maior teor de mat&eacute;ria org&acirc;nica e menor teor de pot&aacute;ssio no solo comparativamente aos sistemas convencionais, contudo a qualidade f&iacute;sica do solo n&atilde;o &eacute; diferente entre os dois sistemas.</p> </blockquote> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>AGRADECIMENTOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os autores agradecem aos agricultores org&acirc;nicos e convencionais, "atores principais" e motivo maior que levou &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o deste trabalho; aos pesquisadores Dr. Joaquim Adelino de Azevedo Silva, Dr. Sebasti&atilde;o Wilson Tivelli e ao Prof. Dr. Gerd Sparovek, pelas orienta&ccedil;&otilde;es no desenvolvimento deste trabalho.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ALVES, M.C. A percep&ccedil;&atilde;o ambiental de produtores rurais assentados no Estado de S&atilde;o Paulo. 2006. 126f. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Agroecologia) - Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", Universidade de S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0006-8705201100010002400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ANDERSON, J.P.E.; DOMSCH, K.H. A physiological method for the quantitative measurement of microbial biomass in soils. Soil Biology and Biochemistry, v.10, p.215-221, 1978.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0006-8705201100010002400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BERTONI, J.; LOMBARDI NETO F. Conserva&ccedil;&atilde;o do solo. 3.ed. S&atilde;o Paulo: &Iacute;cone, 1990. 335 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0006-8705201100010002400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BETTIOL, W.; GHINI, R.; GALV&Atilde;O, J.A.H.; LIGO, M.A.V.; MINEIRO, J.L.C. Soil organisms in organic and conventional cropping systems. Scientia Agricola, v.59, p.565-572, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0006-8705201100010002400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CAMARGO, O.A.; MONIZ, A.C.; JORGE, J.A.; VALADARES, J.M.A.S. M&eacute;todos de an&aacute;lise qu&iacute;mica, mineral&oacute;gica e f&iacute;sica de solos do Instituto Agron&ocirc;mico de Campinas. Campinas: Instituto Agron&ocirc;mico, 1986. 94p. (IAC, Boletim T&eacute;cnico, 106)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0006-8705201100010002400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">COSTA, E.A.; GOEDERT, W.J.; SOUSA, D.M.G. Qualidade de solo submetido a sistemas de cultivo com preparo convencional e plantio direto. Pesquisa Agropecu&aacute;ria Brasileira, v.41, p.1185-1191, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0006-8705201100010002400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DORAN, J.W.; PARKIN, T.B. Defining and assessing soil quality. In: DORAN, J.W.; COLEMAN, D.C.; BEZDICEK, D.F.; STEWART, B.A. (Ed.). Defining soil quality for a sustainable environment. Madison: Soil Science Society of America, 1994. p.3-22. (Publication, n.35)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0006-8705201100010002400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">EHLERS, E. Agricultura Sustent&aacute;vel: origens e perspectivas de um novo paradigma. S&atilde;o Paulo: Livros da Terra, 1996. 178 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0006-8705201100010002400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FRAN&Ccedil;A, S.C.; GOMES-DA-COSTA, S. M.; SILVEIRA, A.P.D. Microbial Activity and arbuscular Mycorrhizal Fungal Diversity in Conventional and Organic Citrus Orchards. Biological Agriculture and Horticulture, v.25, p. 91-102, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0006-8705201100010002400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FORTES NETO, P. Degrada&ccedil;&atilde;o de bioss&oacute;lido incorporado ao solo avaliada atrav&eacute;s de medidas microbiol&oacute;gicas. 2000. 113f. Tese (Doutorado em Solos e Nutri&ccedil;&atilde;o de Plantas) - Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", Universidade de S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0006-8705201100010002400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">GIOVANNETTI, M.; MOSSE, B. An evaluation of techniques for measuring vesicular-arbuscular infection in roots. New Phytologist, v.84, p.489-500, 1980.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0006-8705201100010002400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">GREGORICH, E.G.; CARTER, M.R.; ANGERS, D.A.; MONREAL, C.M.; ELLERT, B.H. Towards a minimum data set to assess soil organic matter quality in agricultural soils. Canadian Journal of Soil Science, v.74, p.367-375, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0006-8705201100010002400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">KEMPER, W.D.; CHEPIL, W.S. Size distribution of aggregates. In: BLACK, C.A.; EVANS, D.D.; WHITE, J.L.; ESMINGER, L.E.; CLARK, F.E. (Eds.). Methods of soil analysis: Physical and mineralogical properties, including statistics of measurement and sampling. Madison: American Society of Agronomy, 1965. p.499-510.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0006-8705201100010002400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">KIEHL, J.E. Fertilizantes org&acirc;nicos. Piracicaba: Agron&ocirc;mica Ceres, 1985. 492p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0006-8705201100010002400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LARSON, W.E.; PIERCE, F.J. Conservation and enhancement of soil quality. In: INTERNATIONAL BOARD FOR SOIL RESEARCH AND MANAGEMENT; EVALUATION FOR SUSTAINABLE LAND MANAGEMENT IN THE DEVELOPING WORLD, 12., 1991, Bangkok. Proccedings... Bangkok: IBSRAM, 1991., v.2, p.175-203.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0006-8705201100010002400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">PARTELLI, F.L.; BUSATO, J.G.; VIEIRA, H.D.; VIANA, A.P.; CANELLAS, L.P. Qualidade da mat&eacute;ria org&acirc;nica e distribui&ccedil;&atilde;o do f&oacute;sforo no solo de lavouras org&acirc;nicas de caf&eacute; Conilon. Ci&ecirc;ncia Rural, v.39, p.2065-2072, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0006-8705201100010002400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">PHILLIPS, J.M.; HAIMAN, D.S. Improved procedures for clearing roots and staining parasitic and vesicular-arbuscular mycorrhizal for rapid assessment of infection. Transactions of the British Mycological Society, v.55, p.158-160, 1970.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0006-8705201100010002400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">PIMENTEL, D.; HEPPERLY. P.; HANSON J.; DOUDS D.; SEIDEL R. Environmental, energetic, and economic comparisons of organic and conventional farming systems. Bioscience, v.55, p.573-582, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0006-8705201100010002400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">PRIMAVESI, A.M. Manejo ecol&oacute;gico do solo: a agricultura em regi&otilde;es tropicais. 9.ed. S&atilde;o Paulo: Nobel, 1987. 549p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0006-8705201100010002400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">RAIJ, B. van; CANTARELLA, H.; QUAGGIO, J.A.; FURLANI, A.M.C. Recomenda&ccedil;&otilde;es de aduba&ccedil;&atilde;o e calagem para o Estado de S&atilde;o Paulo. 2.ed. Campinas: Instituto Agron&ocirc;mico, 1996. 300p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0006-8705201100010002400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">RAIJ, B. van; ANDRADE, J.C.; CANTARELLA, H.; QUAGGIO, J.A. An&aacute;lise qu&iacute;mica para avalia&ccedil;&atilde;o da fertilidade de solos tropicais. Campinas: Instituto Agron&ocirc;mico, 2001. 285p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0006-8705201100010002400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">RODRIGUES, G.S.; CAMPANHOLA, C. Sistema integrado de avalia&ccedil;&atilde;o de impacto ambiental aplicado a atividades do Novo Rural. Pesquisa Agropecu&aacute;ria Brasileira, v. 38, p. 445-451, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0006-8705201100010002400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SAMPAIO, D.B.; ARA&Uacute;JO, A.S.F.; SANTOS,V.B. Avalia&ccedil;&atilde;o de indicadores biol&oacute;gicos de qualidade do solo sob sistemas de cultivo convencional e org&acirc;nico de frutas. Ci&ecirc;ncia e Agrotecnologia, v.32, p. 353-359, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0006-8705201100010002400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">THEODORO, V. C. A.; ALVARENGA, M. I. N.; R. J.; GUIMAR&Atilde;ES, R. J.; SOUZA, C. A. S. Altera&ccedil;&otilde;es qu&iacute;micas em solo submetido a diferentes formas de manejo do cafeeiro. Revista Brasileira de Ci&ecirc;ncia do Solo, v.27, p.1039-1047, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0006-8705201100010002400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">TUBALDINI, M.A.; COELHO, P.E. Forma&ccedil;&atilde;o de p&oacute;lo de horticultura org&acirc;nica: a influ&ecirc;ncia do trabalho familiar e assalariado e o meio ambiente. In: ENCONTRO DA ASSOCIA&Ccedil;&Atilde;O BRASILEIRA DE ESTUDOS POPULACIONAIS, 13., 2002, Ouro Preto. Anais eletr&ocirc;nicos... Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.abep.nepo.unicamp.br/docs/anais/pdf/2002/GT_MA_PO40_Tubaldini_texto.pdf" target="_blank">http://www.abep.nepo.unicamp.br/docs/anais/pdf/2002/GT_MA_PO40_Tubaldini_textopdf</a>. Acesso em 10 de janeiro de 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0006-8705201100010002400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
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