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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gráficos de crescimento para bebês alimentados com leite materno]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Pelotas Faculdade de Medicina ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>EDITORIAIS</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><a name="autor"></a><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Gr&aacute;ficos    de crescimento para beb&ecirc;s alimentados com leite materno </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Mercedes de    Onis<sup>I</sup>; Cesar G. Victora<sup>II</sup> </b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <sup>I</sup>Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de, Su&iacute;&ccedil;a. MD, PhD, M&eacute;dico, Coordenador    de Estudos do Departamento de Nutri&ccedil;&atilde;o    <br>   <sup>II</sup>MD, PhD em Epidemiologia. Professor, Faculdade de Medicina, Universidade    Federal de Pelotas (UFPEL)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#end">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os gr&aacute;ficos    de crescimento s&atilde;o itens essenciais no arsenal de ferramentas do pediatra.    Eles s&atilde;o valiosos porque ajudam a determinar at&eacute; que ponto est&atilde;o    sendo atendidas as necessidades fisiol&oacute;gicas que garantem o crescimento    e o desenvolvimento durante o importante per&iacute;odo da inf&acirc;ncia. Contudo,    como bem apontam Marques e colegas, no artigo publicado no presente n&uacute;mero    do Jornal de Pediatria<sup>1</sup>, a interpreta&ccedil;&atilde;o da trajet&oacute;ria    de crescimento dos beb&ecirc;s alimentados com leite materno, muitas vezes utilizada    para avaliar at&eacute; que ponto a lacta&ccedil;&atilde;o &eacute; adequada,    assim como para orientar a respeito da introdu&ccedil;&atilde;o de alimentos    complementares, &eacute; altamente dependente dos dados de refer&ecirc;ncia    utilizados. A exatid&atilde;o do aconselhamento a respeito da alimenta&ccedil;&atilde;o    pode ser prejudicada se os gr&aacute;ficos de crescimento usados como refer&ecirc;ncia    n&atilde;o representam adequadamente o padr&atilde;o de crescimento fisiol&oacute;gico    dos beb&ecirc;s alimentados com leite materno.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">J&aacute; se admite    que a refer&ecirc;ncia de crescimento atualmente recomendada para uso internacional    &#150; ou seja, as curvas de crescimento do Centro Nacional para Estat&iacute;sticas    em Sa&uacute;de dos Estados Unidos/Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de    (NCHS/WHO) &#150; apresenta uma s&eacute;rie de limita&ccedil;&otilde;es relacionadas    &agrave; origem e ao tipo dos dados. Tais limita&ccedil;&otilde;es tornam essa    refer&ecirc;ncia inadequada para avaliar o crescimento de beb&ecirc;s que recebem    leite materno<sup>2</sup>. Um dos problemas mais importantes dessa refer&ecirc;ncia    &eacute; que foi baseada em beb&ecirc;s norte-americanos alimentados predominantemente    com leites infantis. Os padr&otilde;es de crescimento desses beb&ecirc;s, j&aacute;    se sabe, se desviam substancialmente do padr&atilde;o dos beb&ecirc;s saud&aacute;veis    alimentados com leite materno<sup>3</sup>. A diverg&ecirc;ncia entre o padr&atilde;o    de crescimento dos beb&ecirc;s saud&aacute;veis que recebem leite materno e    outras refer&ecirc;ncias nacionais de crescimento que, como a NCHS/WHO, s&atilde;o    em grande parte baseadas em beb&ecirc;s que recebem leites infantis, foi recentemente    documentada<sup>4,5</sup>. A inconsist&ecirc;ncia entre as curvas atuais de    crescimento e as diretrizes para a alimenta&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as,    que recomendam o leite materno como fonte ideal de nutri&ccedil;&atilde;o durante    a primeira inf&acirc;ncia<sup>6,7</sup>, &eacute; motivo de grande preocupa&ccedil;&atilde;o.    Existem muitas evid&ecirc;ncias que sugerem a necessidade de refer&ecirc;ncias    de crescimento baseadas em beb&ecirc;s alimentados com leite materno. Em pa&iacute;ses    como o Brasil, onde as diretrizes para a alimenta&ccedil;&atilde;o de beb&ecirc;s    recomendam a amamenta&ccedil;&atilde;o exclusiva como a fonte ideal de nutri&ccedil;&atilde;o    nos primeiros seis meses de vida, os m&eacute;dicos deveriam oferecer orienta&ccedil;&atilde;o    antecipat&oacute;ria, no sentido de alertar os pais sobre as imperfei&ccedil;&otilde;es    dos padr&otilde;es de crescimento que s&atilde;o atualmente utilizados. De outra    forma, ele estar&atilde;o se arriscando a passar os primeiros meses de vida    tentando tranq&uuml;ilizar os pais sobre o fato de que o crescimento aparentemente    insuficiente de seus beb&ecirc;s n&atilde;o &eacute; motivo de preocupa&ccedil;&atilde;o    (ou pior, come&ccedil;ando uma investiga&ccedil;&atilde;o para d&eacute;ficit    de crescimento e introduzindo mamadeira suplementar), ao inv&eacute;s de parabenizar    os pais por terem alimentado seus beb&ecirc;s exclusivamente com leite materno.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tendo reconhecido    os problemas da curva de crescimento da NCHS/WHO, utilizada como refer&ecirc;ncia    internacional, em 1994 a OMS come&ccedil;ou a planejar novos padr&otilde;es    que, diferentemente da atual refer&ecirc;ncia, seriam baseados em uma amostra    internacional de beb&ecirc;s saud&aacute;veis alimentados com leite materno,    e retrataria como as crian&ccedil;as "deveriam"crescer em todos os pa&iacute;ses,    em vez de refletir apenas como as crian&ccedil;as cresceram em um dado per&iacute;odo    e lugar<sup>8</sup>. O Estudo Multic&ecirc;ntrico de Refer&ecirc;ncia para o    Crescimento, da OMS (WHO Multicentre Growth Reference Study, MGRS), realizado    entre 1997 e 2003, enfocou a coleta de dados de crescimento e outros dados relacionados    de aproximadamente 8.500 crian&ccedil;as de meios &eacute;tnicos e culturais    bastante diversos, inclusive um grupo de crian&ccedil;as brasileiras<sup>9</sup>.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em resumo, o delineamento    do MGRS combinou um estudo longitudinal do nascimento aos 24 meses com um estudo    transversal de crian&ccedil;as com idade entre 18 e 71 meses. As sub-popula&ccedil;&otilde;es    do estudo tinham condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas favor&aacute;veis    ao crescimento, baixa mobilidade, <u>&gt;</u> 20% das m&atilde;es seguindo as    recomenda&ccedil;&otilde;es de alimenta&ccedil;&atilde;o e acesso a apoio para    amamenta&ccedil;&atilde;o. Os crit&eacute;rios individuais de inclus&atilde;o    consistiram na aus&ecirc;ncia de restri&ccedil;&otilde;es ambientais ou de sa&uacute;de    ao crescimento, ades&atilde;o &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es de alimenta&ccedil;&atilde;o    descritas no MGRS, m&atilde;es n&atilde;o fumantes, gesta&ccedil;&atilde;o &uacute;nica    a termo e aus&ecirc;ncia de morbidade significativa. No estudo longitudinal,    as m&atilde;es e os rec&eacute;m-nascidos foram triados e recrutados por ocasi&atilde;o    do nascimento, tendo sido visitados em casa 21 vezes: nas semanas 1, 2, 4 e    6; mensalmente dos 2 aos 12 meses; e a cada dois meses no segundo ano de vida.    Al&eacute;m dos dados sobre antropometria e desenvolvimento motor, foram coletadas    informa&ccedil;&otilde;es sobre caracter&iacute;sticas socioecon&ocirc;micas,    demogr&aacute;ficas e ambientais, fatores perinatais e pr&aacute;ticas alimentares<sup>8</sup>.    No Brasil, a cidade de Pelotas funcionou como local piloto para o estudo, e    teve um papel importante no estudo internacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em compara&ccedil;&atilde;o    a outros estudos menores descrevendo o crescimento de beb&ecirc;s alimentados    com leite materno, o MGRS tem a vantagem de ter come&ccedil;ado a partir de    uma base populacional bem definida e de ter trabalhado com crit&eacute;rios    de inclus&atilde;o e exclus&atilde;o expl&iacute;citos, com medidas altamente    padronizadas e controle de qualidade, al&eacute;m de altos &iacute;ndices de    seguimento (em Pelotas, por exemplo, 96% dos beb&ecirc;s recrutados para o estudo    foram seguidos at&eacute; os 6 meses de idade, 94% at&eacute; 12 meses e 91%    at&eacute; 24 meses).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com base nesses    novos dados, diversas curvas-padr&atilde;o de crescimento ser&atilde;o projetadas.    Tais curvas ter&atilde;o muitas caracter&iacute;sticas inovadoras quando comparadas    com as curvas existentes. Em primeiro lugar, o MGRS foi projetado para fornecer    dados que descrevem "como as crian&ccedil;as deveriam crescer",    mediante a formula&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o    que inclu&iacute;ram comportamentos espec&iacute;ficos, relacionados &agrave;    sa&uacute;de, que s&atilde;o consistentes com as atuais recomenda&ccedil;&otilde;es    de promo&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de (por exemplo, normas de amamenta&ccedil;&atilde;o,    cuidado pedi&aacute;trico padr&atilde;o e exig&ecirc;ncias quanto a n&atilde;o    fumar). Esse novo enfoque &eacute; fundamentalmente diferente daquele utilizado    nas refer&ecirc;ncias descritivas tradicionais. Ao adotar um enfoque "prescritivo",    o desenho do protocolo foi al&eacute;m de uma atualiza&ccedil;&atilde;o de como    crian&ccedil;as em popula&ccedil;&otilde;es presumivelmente saud&aacute;veis    crescem em um momento e local espec&iacute;ficos. Em vez disso, o protocolo    reconhece explicitamente a necessidade de "padr&otilde;es"(isto &eacute;,    mecanismos que possibilitem julgamentos de valor pela incorpora&ccedil;&atilde;o    de normas ou metas em sua constru&ccedil;&atilde;o). Provavelmente, a atual    epidemia de obesidade em muitos pa&iacute;ses desenvolvidos teria sido detectada    mais cedo se uma refer&ecirc;ncia internacional prescritiva existisse h&aacute;    20 anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outra caracter&iacute;stica-chave    da nova refer&ecirc;ncia &eacute; que ela torna a amamenta&ccedil;&atilde;o    com leite materno a "norma" biol&oacute;gica, e estabelece os beb&ecirc;s    que recebem leite materno como o modelo normativo de crescimento. As pol&iacute;ticas    de sa&uacute;de e o apoio p&uacute;blico &agrave; amamenta&ccedil;&atilde;o    com leite materno ser&atilde;o refor&ccedil;ados quando os beb&ecirc;s alimentados    dessa forma se tornarem a refer&ecirc;ncia para o crescimento e desenvolvimento    normal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em terceiro lugar,    a amostra conjunta dos seis pa&iacute;ses participantes (Brasil, Gana, &Iacute;ndia,    Noruega, Om&atilde; e Estados Unidos) permitir&aacute; o desenvolvimento de    uma refer&ecirc;ncia verdadeiramente internacional (em compara&ccedil;&atilde;o    com a atual refer&ecirc;ncia internacional, baseada em crian&ccedil;as de apenas    um pa&iacute;s) e a reafirma&ccedil;&atilde;o do fato de que as popula&ccedil;&otilde;es    de crian&ccedil;as crescem de forma semelhante nas principais regi&otilde;es    do mundo quando suas necessidades de sa&uacute;de e cuidado s&atilde;o atendidas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em quarto lugar,    a riqueza dos dados coletados permitir&aacute; a substitui&ccedil;&atilde;o    das refer&ecirc;ncias correntes sobre crescimento alcan&ccedil;ado (peso para    idade, comprimento/altura para idade e peso para comprimento/altura) e o desenvolvimento    de novas refer&ecirc;ncias para as pregas cut&acirc;neas subescapular e tricipital,    per&iacute;metro braquial e cef&aacute;lico e &iacute;ndice de massa corporal.    Essas refer&ecirc;ncias inovadoras s&atilde;o especialmente &uacute;teis para    o monitoramento da epidemia crescente de obesidade infantil, que parece especialmente    grave na Am&eacute;rica Latina.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em quinto lugar,    a natureza longitudinal do estudo tamb&eacute;m permitir&aacute; o desenvolvimento    de padr&otilde;es para velocidade de crescimento. Os pediatras n&atilde;o ter&atilde;o    de esperar at&eacute; que as crian&ccedil;as cruzem o limiar das metas de crescimento    para diagnosticar sub ou supernutri&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que as refer&ecirc;ncias    de velocidade de crescimento possibilitar&atilde;o a identifica&ccedil;&atilde;o    precoce de crian&ccedil;as a caminho de se tornarem sub ou supernutridas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em &uacute;ltimo    lugar, o desenvolvimento de dados concomitantes de refer&ecirc;ncia sobre desenvolvimento    motor possibilitar&aacute; o estabelecimento de uma rela&ccedil;&atilde;o singular    entre o crescimento f&iacute;sico e o desenvolvimento motor. A principal desvantagem    das novas curvas de crescimento, contudo, &eacute; que elas incluir&atilde;o    crian&ccedil;as apenas at&eacute; a idade de 5 anos. &Eacute; evidente a necessidade    de expandir esta iniciativa a crian&ccedil;as mais velhas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A finaliza&ccedil;&atilde;o    das refer&ecirc;ncias de peso, comprimento e per&iacute;metro cef&aacute;lico    &eacute; esperada para antes do fim de 2005. As demais refer&ecirc;ncias estar&atilde;o    prontas em 2006<sup>8</sup>. A transi&ccedil;&atilde;o global sem percal&ccedil;os    para as novas refer&ecirc;ncias nos pa&iacute;ses que atualmente utilizam as    refer&ecirc;ncias de crescimento da NCHS/WHO merece cuidado especial<sup>8</sup>.    Uma pesquisa internacional recente sobre as pr&aacute;ticas nacionais no uso    e interpreta&ccedil;&atilde;o de gr&aacute;ficos de crescimento indicou que    o processo de substituir as atuais curvas de crescimento precisa ir al&eacute;m    da simples mudan&ccedil;a de gr&aacute;ficos, e incluir, isso sim, uma revis&atilde;o    das pr&aacute;ticas de monitoramento do crescimento como um todo<sup>10</sup>.    Iniciativas de treinamento intensivo em todos os n&iacute;veis ser&atilde;o    necess&aacute;rias para superar as dificuldades enfrentadas por profissionais    da sa&uacute;de com o uso e interpreta&ccedil;&atilde;o das curvas de crescimento    e disseminar o conhecimento a respeito de interven&ccedil;&otilde;es efetivas    para evitar ou tratar o crescimento excessivo ou inadequado, tanto em n&iacute;vel    individual quanto populacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As baixas taxas    de amamenta&ccedil;&atilde;o exclusiva em todo o mundo geraram d&uacute;vidas    a respeito da viabilidade de se recomendar uma dieta infantil que &eacute; t&atilde;o    pouco praticada. Contudo, evid&ecirc;ncias recentes demonstram que o aconselhamento    a respeito de amamenta&ccedil;&atilde;o com leite materno dispensado em hospitais    e na comunidade &eacute; uma forma economicamente vi&aacute;vel de aumentar    as taxas de amamenta&ccedil;&atilde;o exclusiva<sup>11-16</sup>. A experi&ecirc;ncia    do MGRS confirma essa observa&ccedil;&atilde;o no cen&aacute;rio brasileiro<sup>17</sup>.    A maior efetividade observada em estudos sobre apoio em comunidades com n&iacute;veis    altos de amamenta&ccedil;&atilde;o com leite materno indica que uma cultura    inicial de amamenta&ccedil;&atilde;o com leite materno interage de forma sin&eacute;rgica    com a oferta de apoio adicional<sup>15</sup>. Seria de se pensar que as estrat&eacute;gias    que lan&ccedil;am m&atilde;o principalmente de apoio face a face seriam mais    eficazes do que aquelas que se baseiam principalmente em contatos telef&ocirc;nicos<sup>15</sup>.    O que &eacute; claro &eacute; que o apoio &agrave;s m&atilde;es precisa continuar    ap&oacute;s a alta hospitalar e precisa incluir orienta&ccedil;&atilde;o a respeito    de t&eacute;cnicas de amamenta&ccedil;&atilde;o e formas de resolver os problemas    que podem vir a ocorrer<sup>16</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Virtualmente todas    as m&atilde;es podem amamentar, desde que tenham informa&ccedil;&otilde;es exatas    e apoio dentro de suas fam&iacute;lias e comunidades e por parte do sistema    de sa&uacute;de. O principal desafio &#150; e a &uacute;nica forma de estabelecer    programas bem-sucedidos de aconselhamento para amamenta&ccedil;&atilde;o &#150;    &eacute; como entender os diversos fatores que determinam a amamenta&ccedil;&atilde;o    exclusiva em diferentes cen&aacute;rios. Tais fatores incluem: 1) pol&iacute;ticas    nacionais de amamenta&ccedil;&atilde;o com leite materno; 2) fatores socioecon&ocirc;micos    e culturais (atitudes m&eacute;dicas, publicidade, press&atilde;o familiar,    exig&ecirc;ncias de trabalho materno, legisla&ccedil;&atilde;o trabalhista da    mulher, cren&ccedil;as maternas); 3) fatores biol&oacute;gicos (tamanho e sexo    do beb&ecirc;, taxa de crescimento e desenvolvimento, interesse/desejo, apetite    e capacidade de lacta&ccedil;&atilde;o materna); e 4) epidemiologia local de    HIV/AIDS. A implementa&ccedil;&atilde;o de programas de aconselhamento de amamenta&ccedil;&atilde;o    em larga escala exigir&aacute; recursos substanciais e comprometimento pol&iacute;tico.    Idealmente, o apoio &agrave; amamenta&ccedil;&atilde;o pela m&atilde;e deveria    ser oferecido como parte da rotina dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Isso    implica a necessidade de treinar trabalhadores da sa&uacute;de qualificados,    conselheiros leigos e pares e consultores de lacta&ccedil;&atilde;o certificados    que possam auxiliar na constru&ccedil;&atilde;o da confian&ccedil;a da m&atilde;e,    melhorar t&eacute;cnicas de alimenta&ccedil;&atilde;o e evitar ou resolver os    problemas de amamenta&ccedil;&atilde;o. De forma semelhante, as mulheres assalariadas    exigir&atilde;o condi&ccedil;&otilde;es m&iacute;nimas para prolongar a dura&ccedil;&atilde;o    da amamenta&ccedil;&atilde;o exclusiva, tais como licen&ccedil;a-maternidade    remunerada, esquemas de trabalho de meio-turno, creches no local de trabalho,    instala&ccedil;&otilde;es para tirar e estocar leite materno e intervalos para    amamenta&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Marques R, Lopez    F, Braga J. O crescimento de crian&ccedil;as alimentadas com leite materno exclusivo    nos primeiros 6 meses de vida. J Pediatr (Rio J). 2004;80:99-105.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. WHO. Physical    status: the use and interpretation of anthropometry. Report of a WHO Expert    Committee. Technical Report Series No. 854. Geneva: World Health Organization;    1995.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. WHO Working    Group on Infant Growth. An evaluation of infant growth. Geneva: World Health    Organization; 1994.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Cole TJ, Paul    AA, Whitehead RG. Weight reference charts for British long-term breastfed infants.    Acta Paediatr. 2002;91:1296-1300.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. de Onis M, Onyango    AW. The Centers for Disease Control and Prevention 2000 growth charts and the    growth of breastfed infants. Acta Paediatrica. 2003;92:413-19.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Giugliani ERJ,    Victora CG. Normas alimentares para crian&ccedil;as brasileiras menores de 2    anos. Bases Cient&iacute;ficas. Bras&iacute;lia: OPAS/OMS; 1997.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. WHO. The optimal    duration of exclusive breastfeeding. Report of an Expert Consultation. Geneva:    World Health Organization; 2002.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. de Onis M, Garza    C, Victora CG, Bhan MK, Norum K. The WHO Multicentre Growth Reference Study    (MGRS): Rationale, planning, and implementation. Food Nutr Bull. 2004;25 Suppl:1-89.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Ara&uacute;jo    CL, Albernaz E, Tomasi E, Victora CG. Implementation of the WHO Multicentre    Growth Reference Study in Brazil. Food Nutr Bull. 2004;25 Suppl:53-9.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. de Onis M,    Wijnhoven TMA, Onyango AW. Worldwide practices in child growth monitoring. J    Pediatr. In Press 2004.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Morrow AL,    Guerrero ML, Shults J, Calva JJ, Lutter C, Bravo J, et al. Efficacy of home-based    peer counselling to promote exclusive breastfeeding: a randomised controlled    trial. Lancet. 1999;353:1226-31.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Haider R, Ashworth    A, Kabir I, Huttly SR. Effect of community-based peer counsellors on exclusive    breastfeeding practices in Dhaka, Bangladesh: a randomised controlled trial.    Lancet. 2000;356:1643-7.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Lutter CK,    Perez-Escamilla R, Segall A, Sanghvi T, Teruya K, Wickham C. The effectiveness    of a hospital-based program to promote exclusive breastfeeding among low-income    women in Brazil. Am J Public Health. 1997;87:659-63.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Bhandari N,    Bahl R, Mazumdar S, Martines J, Black RE, Bhan MK, and the other members of    the Infant Feeding Study Group. Effect of community-based promotion of exclusive    breastfeeding on diarrhoeal illness and growth: a cluster randomised controlled    trial. Lancet. 2003;361:1418-23.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Sikorski J,    Renfrew MJ, Pindoria S, Wade A. Support for breastfeeding mothers (Cochrane    Review). In: The Cochrane Library, Issue 1, 2002. Oxford: Update Software.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Albernaz E,    Victora CG. Impacto do aconselhamento face a face sobre a dura&ccedil;&atilde;o    do aleitamento exclusivo: um estudo de revis&atilde;o. Pan Am J Public Health.    2003;14:17-24.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Albernaz E,    Giugliani ERJ, Victora CG. Supporting breastfeeding: a successful experience.    J Hum Lact. 1998;14:283-5.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="end"></a><a href="#autor"><img src="/img/revistas/jped/v80n2/seta.gif" border="0"></a>    <b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</b>    <br>   Cesar G. Victora    <br>   Hospital Escola- UFPEL    <br>   Rua Professor Ara&uacute;jo, 538 - Pelotas, RS    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Brasil Fone: +55 (53) 227.7944    <br>   E-mail: <a href="mailto:cvictora@terra.com.br">cvictora@terra.com.br</a></font></p>      ]]></body>
</article>
