<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0021-7557</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Jornal de Pediatria]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[J. Pediatr. (Rio J.)]]></abbrev-journal-title>
<issn>0021-7557</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira de Pediatria]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0021-75572006000500001</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0021-75572006000500001</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A infecção parasitária protege contra a alergia?]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Does parasitic infection protect against allergy?]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sorensen]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ricardo U.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sakali]]></surname>
<given-names><![CDATA[Pierre]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Louisiana State University Health Science Center Department of Pediatrics]]></institution>
<addr-line><![CDATA[New Orleans LA]]></addr-line>
<country>USA</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Louisiana State University Health Science Center Allergy/Immunology Division]]></institution>
<addr-line><![CDATA[New Orleans LA]]></addr-line>
<country>USA</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>08</month>
<year>2006</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>08</month>
<year>2006</year>
</pub-date>
<volume>82</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>241</fpage>
<lpage>242</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0021-75572006000500001&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0021-75572006000500001&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0021-75572006000500001&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>EDITORIAIS</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="4"><b>A infecção parasitária protege contra a alergia?    </b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ricardo U. Sorensen<sup>I</sup>; Pierre Sakali<sup>II</sup></b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"><SUP>I</sup>MD, Professor and Chairman, Department    of Pediatrics, Health Science Center, Louisiana State University, New Orleans,    LA, USA    <BR>   <SUP>II</sup>MD, Fellow in Training, Allergy/Immunology Division, Health Science    Center, Louisiana State University, New Orleans, LA, USA</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A imunoglobulina E (IgE) tem um papel central    na patog&ecirc;nese das rea&ccedil;&otilde;es de hipersensibilidade imediata    devido a sua capacidade de se ligar especificamente a receptores IgE de alta    afinidade em mast&oacute;citos ou bas&oacute;filos pela cadeia alfa do receptor    FC &eacute;psilon tipo I (Fc-&eacute;psilon RI-<font face="Symbol">a</font>)<sup>1</sup>.    Al&eacute;m de sua capacidade de ativar mast&oacute;citos e bas&oacute;filos,    a IgE pode se ligar ao receptor IgE de baixa afinidade (CD23, ou Fc-&eacute;psilon    RII) nas c&eacute;lulas B para ampliar as respostas imunes celulares e humorais    na doen&ccedil;a al&eacute;rgica<sup>2</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A presen&ccedil;a de concentra&ccedil;&otilde;es    de IgE de altas a moderadas tem sido associada a doen&ccedil;a al&eacute;rgica    mediada por IgE, especialmente alergia alimentar e uma de suas principais manifesta&ccedil;&otilde;es,    a dermatite at&oacute;pica. Em rec&eacute;m-nascidos e lactentes jovens assintom&aacute;ticos,    as concentra&ccedil;&otilde;es elevadas de IgE s&atilde;o um indicador da probabilidade    de desenvolvimento de doen&ccedil;a al&eacute;rgica, al&eacute;m de serem um    indicador progn&oacute;stico em adultos com certos tipos de doen&ccedil;as al&eacute;rgicas    cr&ocirc;nicas. As concentra&ccedil;&otilde;es s&eacute;ricas de IgE s&atilde;o    altamente vari&aacute;veis. Contudo, quando os n&iacute;veis de IgE s&atilde;o    comparados em indiv&iacute;duos al&eacute;rgicos e n&atilde;o al&eacute;rgicos,    a concentra&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de IgE nos indiv&iacute;duos al&eacute;rgicos    &eacute; sempre mais alta do que nos n&atilde;o al&eacute;rgicos. Dados recentes    sugerem que os mast&oacute;citos podem contribuir para as respostas inflamat&oacute;rias    mediadas pelos eosin&oacute;filos. Os mast&oacute;citos podem ser ativados por    ant&iacute;geno e imunoglobulina E via libera&ccedil;&atilde;o de proteases,    leucotrienos, mediadores de lip&iacute;dios e histamina, contribuindo para a    infla&ccedil;&atilde;o do tecido e permitindo o recrutamento de eosin&oacute;filos    para o tecido.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Concentra&ccedil;&otilde;es elevadas de IgE tamb&eacute;m    podem ser observadas em certas infec&ccedil;&otilde;es, como HIV e hepatite    cr&ocirc;nica, em doen&ccedil;as de imunodefici&ecirc;ncia que afetam os linf&oacute;citos    T reguladores, na rara s&iacute;ndrome hiper-IgE, com infec&ccedil;&otilde;es    recorrentes, e em algumas doen&ccedil;as parasit&aacute;rias.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Nas infec&ccedil;&otilde;es parasit&aacute;rias,    o aumento das concentra&ccedil;&otilde;es de IgE ocorre durante as fases metazo&aacute;rias,    com aparente associa&ccedil;&atilde;o entre n&iacute;veis crescentes de invas&atilde;o    do tecido e n&iacute;veis crescentes de IgE. Os parasitas mais comuns associados    com o aumento dos n&iacute;veis de IgE incluem a larva migrans visceral (<i>Toxocara    canis</i>), capilar&iacute;ase intestinal (<i>Capillaria philippinensis</i>),    esquistossomose, ancilostom&iacute;ase e equinococose.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">O aumento nas concentra&ccedil;&otilde;es de    IgE resulta da produ&ccedil;&atilde;o tanto de IgE espec&iacute;fica aos parasitas    quanto de IgE inespec&iacute;fica<sup>3,4</sup>. Um mecanismo proposto para    explicar o aumento nos n&iacute;veis totais de IgE &eacute; a secre&ccedil;&atilde;o,    por parasitas, de fatores que estimulam a produ&ccedil;&atilde;o de IL-4, levando    ao aumento dos n&iacute;veis de IgE<sup>5,6</sup>. N&atilde;o est&aacute; claro    se o aumento na produ&ccedil;&atilde;o de IL-4 tamb&eacute;m pode promover a    produ&ccedil;&atilde;o de IgE espec&iacute;fica contra al&eacute;rgenos comuns,    por&eacute;m &eacute; conceb&iacute;vel que isso possa ocorrer, pelo menos em    alguns pacientes. Quando a doen&ccedil;a parasit&aacute;ria intestinal &eacute;    tratada com sucesso por meio de drogas antiparasitas, observou-se que os n&iacute;veis    s&eacute;ricos de IgE diminuem consideravelmente com o tempo. Contudo, quando    anticorpos IgE antiparasita coexistem com anticorpos IgE antialerg&ecirc;nicos,    o efeito da diminui&ccedil;&atilde;o nos n&iacute;veis de IgE antiparasita e    IgE total sobre as manifesta&ccedil;&otilde;es da alergia respirat&oacute;ria    &eacute; vari&aacute;vel e ainda controverso.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A observa&ccedil;&atilde;o em pa&iacute;ses em    desenvolvimento, com alta carga de infec&ccedil;&otilde;es parasit&aacute;rias,    sugeriu um efeito protetor das infec&ccedil;&otilde;es parasit&aacute;rias contra    as manifesta&ccedil;&otilde;es al&eacute;rgicas mediadas pela IgE. Nesses pa&iacute;ses,    a preval&ecirc;ncia de doen&ccedil;as at&oacute;picas &eacute; muito menor do    que nas na&ccedil;&otilde;es industrializadas. As infec&ccedil;&otilde;es parasit&aacute;rias    se correlacionam com a produ&ccedil;&atilde;o de interleucina 10 (IL 10) induzida    por helmintos, que, por sua vez, foi inversamente associada a sensibiliza&ccedil;&atilde;o    al&eacute;rgica. Esses achados sugerem que as propriedades antiinflamat&oacute;rias    da IL-10 induzida pela infec&ccedil;&atilde;o por helmintos podem atenuar a    resposta alerg&ecirc;nica ou promover toler&acirc;ncia<sup>7</sup>. Essa rela&ccedil;&atilde;o    inversa com sensibilidade reduzida ao teste cut&acirc;neo foi demonstrada em    infec&ccedil;&otilde;es por helmintos, entre eles ascarid&iacute;ase, tricur&iacute;ase    e ancilostom&iacute;ase<sup>8</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Tamb&eacute;m j&aacute; foi postulado que os    n&iacute;veis elevados de IgE resultantes de infec&ccedil;&otilde;es parasit&aacute;rias    saturam os receptores de IgE nos mast&oacute;citos, impedindo a liga&ccedil;&atilde;o    de quantidades suficientes de IgE espec&iacute;fica contra os al&eacute;rgenos    para produzir testes cut&acirc;neos positivos para aeroal&eacute;rgenos. Esse    achado &eacute; consistente com as observa&ccedil;&otilde;es de Nielsen et al.    de que a libera&ccedil;&atilde;o de histamina por bas&oacute;filos em pacientes    infectados por <i>Toxocara canis</i> ou <i>Ascaris suum</i> est&aacute; relacionada    &agrave; propor&ccedil;&atilde;o de IgE espec&iacute;fica contra o parasita    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; IgE s&eacute;rica total. Na verdade, o est&iacute;mulo    de uma resposta policlonal intensa pela IgE pode ser um mecanismo pelo qual    os parasitas tentam evitar os efeitos protetores dos anticorpos IgE parasita-espec&iacute;ficos<sup>9</sup>.    </font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A inibi&ccedil;&atilde;o de manifesta&ccedil;&otilde;es    al&eacute;rgicas em doen&ccedil;as parasit&aacute;rias &eacute; refor&ccedil;ada    ainda pelo aumento das manifesta&ccedil;&otilde;es de alergia depois do tratamento    da doen&ccedil;a parasit&aacute;ria, conforme relatam alguns autores.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">No presente n&uacute;mero do Jornal de Pediatria,    Medeiros et al. tratam da rela&ccedil;&atilde;o entre doen&ccedil;as al&eacute;rgicas,    inclusive rinite, dermatite at&oacute;pica e especialmente asma, e as manifesta&ccedil;&otilde;es    de <i>Ascaris</i> intestinal em uma popula&ccedil;&atilde;o jovem no Norte do    Brasil<sup>10</sup>. Um total de 101 pacientes do sexo masculino ou feminino    com asma e/ou rinite al&eacute;rgica, com idade entre 12 e 21 anos, foram selecionados    para avalia&ccedil;&atilde;o. Todos os pacientes apresentavam evid&ecirc;ncia    de sensibiliza&ccedil;&atilde;o por aeroal&eacute;rgenos comprovada por altos    n&iacute;veis de anticorpos IgE espec&iacute;ficos detectados <i>in vitro </i>ou    por teste cut&acirc;neo. As infec&ccedil;&otilde;es parasit&aacute;rias foram    avaliadas pela an&aacute;lise cl&aacute;ssica de fezes e t&iacute;tulos de IgE    espec&iacute;fica anti-&aacute;scaris. Foi observada eosinofilia em quase 50%    dos participantes, e a IgE anti-&aacute;scaris foi positiva em 73% dos indiv&iacute;duos,    embora o exame parasitol&oacute;gico das fezes tenha gerado resultados positivos    em apenas 34% dos sujeitos do estudo.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Uma observa&ccedil;&atilde;o importante neste    estudo foi a preval&ecirc;ncia incomumente alta de infec&ccedil;&atilde;o parasit&aacute;ria    em uma coorte de paciente at&oacute;picos. Essa observa&ccedil;&atilde;o contrasta    com a menor ocorr&ecirc;ncia de doen&ccedil;as at&oacute;picas relatada em &aacute;reas    com alta preval&ecirc;ncia de infec&ccedil;&otilde;es parasit&aacute;rias<sup>11,12</sup>.    Embora diversos controles de interesse n&atilde;o tenham sido levados em conta    neste estudo, o relato de Medeiros et al. sugere a necessidade de investiga&ccedil;&otilde;es    adicionais sobre o papel real da infec&ccedil;&atilde;o parasit&aacute;ria na    doen&ccedil;a al&eacute;rgica para determinar se a infec&ccedil;&atilde;o parasit&aacute;ria    oferece de fato prote&ccedil;&atilde;o contra as manifesta&ccedil;&otilde;es    da doen&ccedil;a al&eacute;rgica ou se o desfecho da associa&ccedil;&atilde;o    entre as duas doen&ccedil;as &eacute; mais dependente das condi&ccedil;&otilde;es    locais de exposi&ccedil;&atilde;o e sensibiliza&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea    do estudo, como discutem eloq&uuml;entemente os autores do relato.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Que conclus&otilde;es podemos tirar do artigo    de Medeiros et al. para o pediatra cl&iacute;nico?</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Em termos de diagn&oacute;stico, os autores do    estudo sugerem que a quantifica&ccedil;&atilde;o de IgE anti-&aacute;scaris    pode ser mais &uacute;til do que o exame parasitol&oacute;gico de fezes em pacientes    com alergia respirat&oacute;ria e altos n&iacute;veis de IgE total, embora n&atilde;o    se saiba exatamente por quanto tempo depois da erradica&ccedil;&atilde;o do    parasita os anticorpos IgE anti-&aacute;scaris persistem. Com certeza, a presen&ccedil;a    concomitante de eosinofilia sugere infesta&ccedil;&atilde;o parasit&aacute;ria    ativa. Na presen&ccedil;a de concentra&ccedil;&otilde;es elevadas de IgE e eosinofilia    em pacientes com manifesta&ccedil;&otilde;es al&eacute;rgicas como dermatite    at&oacute;pica, rinite ou asma, com ou sem evid&ecirc;ncia de sensibiliza&ccedil;&atilde;o    da IgE a al&eacute;rgenos alimentares ou inalantes, &eacute; preciso pesquisar    ativamente e descartar a possibilidade de infesta&ccedil;&atilde;o parasit&aacute;ria.    O estudo de Medeiros et al. mostra ainda que em pacientes com infesta&ccedil;&otilde;es    parasit&aacute;rias e sintomas al&eacute;rgicos, a coexist&ecirc;ncia de anticorpos    IgE espec&iacute;ficos antiparasita e antialerg&ecirc;nicos deve ser considerada    e estudada.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Para o manejo da doen&ccedil;a parasit&aacute;ria    com alergia respirat&oacute;ria coexistente, o relato de Medeiros et al. sugere    claramente que, pelo menos em algumas popula&ccedil;&otilde;es de pacientes,    as infesta&ccedil;&otilde;es parasit&aacute;rias e a eleva&ccedil;&atilde;o    dos anticorpos IgE totais e espec&iacute;ficos antiparasita n&atilde;o oferecem    prote&ccedil;&atilde;o significativa contra o desenvolvimento de alergia. Assim,    o manejo adequado da infec&ccedil;&atilde;o parasit&aacute;ria e das alergias    respirat&oacute;rias deve ser feito simultaneamente, como requerido, sem receio    de que o tratamento de uma condi&ccedil;&atilde;o possa exacerbar a outra.</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b> </font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">1. Turner H, Kinet JP. Signaling through the    high affinity IgE receptor Fc epsilon RI. Nature. 1999;25:B24-30.</font> </p>        <p><font size="2" face="Verdana">2. Delespesse G, Sarfati M, Wu C, Fournier S,    Letellier M. The low affinity receptor for IgE. Immunol Rev. 1992;125:77-97.</font></p>         <p><font size="2" face="Verdana">3. Rosenberg EB, Whalen GE, Bennich H, Johansson    SG . Increasing circulating IgE in a new parasitic disease: human intestinal    capillariasis. N Engl J Med. 1970;283:1148-9.</font> </p>        <p><font size="2" face="Verdana">4. Rosenberg EB, Polmar SH, Whalen GE. Increased    circulating IgE in trichinosis. Ann Intern Med. 1971;75:575-8.</font> </p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">5. Dessaint JP, Capron M, Bout D. Quantitative    determination of specific IgE antibodies to schistosome antigens and serum IgE    levels in patients with schistosomiasis (S. mansoni or S. haematobium). Clin    Exp Immunol. 1975;20:427.</font> </p>        <p> <font size="2" face="Verdana">6. Yamaoka KA, Kolb JP, Miyasaka N, Inuo G,    Fujita K. Purified excretory-secretory component of filarial parasite enhances    FcepsilonRII/CD23 expression on human splenic B and T cells and IgE synthesis    while potentiating T-helper type 2-related cytokine generation from T cells.    Immunology. 1994;81:507-12. </font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">7. van den Biggelaar AHJ, van Ree R, Rodrigues    LC. Decreased atopy in children infected with Schistosoma haematobium: a role    for parasite-induced interleukin-10. Lancet. 2000;356:1723-7.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">8. Cooper PJ, Chico ME, Rodrigues LC. Reduced    risk of atopy among school-age children infected with geohelminth parasites    in a rural area of the tropics. J Allergy Clin Immunol. 2003;111:995-1000. </font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">9. Nielsen BW, Lind P, Hansen B, Reimert CM,    Nansen P, Schiotz PO. Immune responses to nematode exoantigens: sensitizing    antibodies and basophil histamine release. Allergy. 1994;49:427-35. </font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">10. Medeiros D, Silva AR, Rizzo JA, Motta ME,    de Oliveira FH, Sarinho ES. Total IgE level in respiratory allergy: study of    patients at high risk for helminthic infection. J Pediatr (Rio J). 2006;82:255-9</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">11. Schafer T. Meyer T. Ring J. Wichmann HE.    Heinrich J. Worm infestation and the negative association with eczema (atopic/nonatopic)    and allergic sensitization. Allergy. 2005;60:1014-20. </font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">12. Smits HH. Hartgers FC. Yazdanbakhsh M. Helminth    infections: protection from atopic disorders. Curr Allergy &amp; Asthma Rep.    2005;5:42-50.</font></p>       ]]></body>
</article>
