<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0021-7557</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Jornal de Pediatria]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[J. Pediatr. (Rio J.)]]></abbrev-journal-title>
<issn>0021-7557</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira de Pediatria]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0021-75572006000500003</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0021-75572006000500003</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Que padrões usar para medir obesidade em crianças?]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Measuring obesity in children: what standards to use?]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tomkins]]></surname>
<given-names><![CDATA[Andrew]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,University College London Institute of Child Health Centre for International Child Health]]></institution>
<addr-line><![CDATA[London UK]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>08</month>
<year>2006</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>08</month>
<year>2006</year>
</pub-date>
<volume>82</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>246</fpage>
<lpage>248</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0021-75572006000500003&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0021-75572006000500003&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0021-75572006000500003&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>EDITORIAIS</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="4"><b>Que padrões usar para medir obesidade em crianças?</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Andrew Tomkins</b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Professor of International Child Health, Centre    for International Child Health, Institute of Child Health, University College    London, London, UK</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana">A obesidade infantil &eacute; um problema de    sa&uacute;de p&uacute;blica que preocupa cada vez mais devido ao crescimento    r&aacute;pido de sua preval&ecirc;ncia em muitos pa&iacute;ses em todo o mundo<sup>1</sup>.    A obesidade contribui para a doen&ccedil;a card&iacute;aca precoce, s&iacute;ndrome    metab&oacute;lica, inclusive hiperlipidemia e diabetes, hipertens&atilde;o e    derrame<sup>2</sup>. O desenvolvimento de pol&iacute;ticas e programas para    melhorar a qualidade da nutri&ccedil;&atilde;o infantil s&oacute; ser&aacute;    poss&iacute;vel com base em evid&ecirc;ncias se for obtido algum tipo de informa&ccedil;&atilde;o    sobre quantas crian&ccedil;as apresentam sobrepeso e sobre o quanto o risco    para sua sa&uacute;de aumenta por estarem em um n&iacute;vel espec&iacute;fico    de sobrepeso ou franca obesidade. Em adultos, essa &eacute; uma quest&atilde;o    relativamente simples, em fun&ccedil;&atilde;o do risco estat&iacute;stico bem    estabelecido de morbidade precoce e mortalidade associado a um &iacute;ndice    de massa corporal (IMC) (kg/m<sup>2</sup>) &gt; 25 (sobrepeso) ou &gt;30 (obesidade)<sup>3,4</sup>.    H&aacute; claras evid&ecirc;ncias de estudos longitudinais de que a obesidade    infantil &eacute; associada com maior risco de problemas vasculares e metab&oacute;licos    na idade adulta<sup>5</sup>. Contudo, diversos m&eacute;todos s&atilde;o atualmente    usados para medir a obesidade em crian&ccedil;as; o desafio &eacute; selecionar    o melhor e segui-lo coerentemente para avaliar e monitorar a obesidade infantil    na pr&aacute;tica cl&iacute;nica e na sa&uacute;de p&uacute;blica.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">H&aacute; diversas quest&otilde;es a serem consideradas    na decis&atilde;o de quais pontos de corte traduzem um n&iacute;vel "seguro"    de estatura corporal na inf&acirc;ncia. A primeira &eacute; a idade. Em uma    compara&ccedil;&atilde;o de seis conjuntos de dados internacionais, a mediana    de IMC est&aacute; em torno de 13 ao nascimento, aumenta para 17 no primeiro    ano de vida, diminui para 15,5 aos 6 anos e aumenta novamente para 21 aos 20    anos<sup>6</sup>. O segundo &eacute; a diversidade &eacute;tnica. H&aacute;    diferen&ccedil;as na distribui&ccedil;&atilde;o da gordura corporal em indiv&iacute;duos    de ascend&ecirc;ncias diferentes, embora ainda n&atilde;o esteja claro at&eacute;    que ponto isso se deve a diferen&ccedil;as alimentares. O terceiro fator &eacute;    a puberdade. Existem diferen&ccedil;as claras na forma do corpo de meninos e    meninas, e a idade de in&iacute;cio da puberdade muda o formato de toda e qualquer    curva de IMC espec&iacute;fica da idade.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Uma pergunta fundamental ainda precisa ser feita    em n&iacute;vel nacional e internacional - que padr&otilde;es devem ser usados    para diagnosticar sobrepeso em crian&ccedil;as? Em maio de 2000, um importante    artigo foi publicado por Cole et al. descrevendo o peso e a altura em diferentes    idades, tanto em meninos quanto em meninas, usando dados populacionais dos Estados    Unidos, Cingapura, Holanda, Hong Kong, Reino Unido e Brasil<sup>6,7</sup>. Foram    utilizados conjuntos de dados de grande porte e rigorosamente montados, com    cada levantamento englobando mais de 10.000 sujeitos com idade variando de 6    a 18 anos. As curvas dos percentis de IMC nessas crian&ccedil;as foram constru&iacute;das    pelo m&eacute;todo LSM<sup>7</sup>. Nesse m&eacute;todo, os dados s&atilde;o    resumidos em termos de tr&ecirc;s curvas suavizadas espec&iacute;ficas para    a idade, chamadas de "L" (lambda), "M" (mu) e "S" (sigma). As curvas M e S correspondem    &agrave; mediana e aos coeficientes de varia&ccedil;&atilde;o do IMC em cada    faixa de 2 anos. A curva L d&aacute; conta da substancial distor&ccedil;&atilde;o    dependente da idade na distribui&ccedil;&atilde;o do IMC. Os valores m&eacute;dios    para o c&aacute;lculo LMS podem ent&atilde;o ser apresentados em uma tabela    ou figura. A l&oacute;gica para utilizar esse enfoque estat&iacute;stico espec&iacute;fico    &eacute; explicada no artigo de Cole et al. N&atilde;o surpreende terem sido    verificadas diferen&ccedil;as entre os seis conjuntos de dados em termos das    curvas constru&iacute;das a partir da mediana de IMC por idade para meninos    e meninas. Contudo, o formato b&aacute;sico das curvas foi bastante semelhante.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Os dados tamb&eacute;m foram expressos como percentis    de sobrepeso (usando o IMC adulto de 25) e obesidade (usando o IMC adulto de    30). Essas curvas de percentis ficaram muito mais pr&oacute;ximas entre si do    que as curvas de medianas. Tomando como ponto de corte aos 18 anos um IMC de    25, a porcentagem acima do ponto de corte (sobrepeso) variou de 4,7% nos meninos    brasileiros at&eacute; 18,1% em meninos estadunidenses. Os n&uacute;meros equivalentes    para as meninas foram 15,2% e 16,5% respectivamente. Utilizando o percentil    para um IMC de 30 (obesidade) aos 18 anos, a porcentagem acima do ponto de corte    foi de 0,1% em meninos brasileiros, chegando a 3,3% em meninos estadunidenses.    Os n&uacute;meros equivalentes em meninas foram 2,0% e 4,0%, respectivamente.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados dessa an&aacute;lise foram refor&ccedil;ados    pelo For&ccedil;a-Tarefa Internacional em Obesidade (<i>International Obesity    Task Force</i>), que produziu uma tabela de pontos de corte internacionais de    IMC para sobrepeso e obesidade, por sexo, entre 2 e 18 anos. Embora esse enfoque    forne&ccedil;a um ponto de corte baseado na idade e no sexo para sobrepeso e    obesidade, ligado ao risco no adulto, os autores apontam que o grau de risco    associado a esses pontos de corte em crian&ccedil;as, em termos do risco adverso    &agrave; sa&uacute;de na idade adulta, n&atilde;o foi validado em muitos pa&iacute;ses,    e que estudos longitudinais s&atilde;o uma necessidade urgente<sup>8</sup>.    </font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Depois disso, um grande n&uacute;mero de artigos    sobre obesidade infantil foram publicados, alguns dos quais utilizando diferentes    padr&otilde;es e optando pelos pontos de corte mais liberais representados pelos    percentis 85° ou 95&deg; dos padr&otilde;es nacionais para sobrepeso e obesidade,    respectivamente. Esses pontos de corte foram criticamente comparados aos pontos    de corte de IMC<sup>9</sup>. Jebb &amp; Prentice<sup>10</sup> tamb&eacute;m    questionaram o uso de percentis em vez de dados de IMC ajustados. Em primeiro    lugar, eles observaram que valores diferentes s&atilde;o obtidos conforme o    padr&atilde;o de percentis utilizado, o que impossibilita compara&ccedil;&otilde;es    internacionais. Em segundo lugar, eles apontam a obviedade da previs&atilde;o    de que, se os pontos de corte percentis s&atilde;o usados para medir sobrepeso    e obesidade, sempre haver&aacute; 15% de sobrepeso e 5% de obesidade. Em terceiro    lugar, eles observaram que a escolha dos percentis 85° e 95°, usada por diversos    pesquisadores, efetivamente aumenta o n&uacute;mero aparente de crian&ccedil;as    com sobrepeso e obesas. Eles argumentam fortemente em favor do uso do padr&atilde;o    de refer&ecirc;ncia da For&ccedil;a de Trabalho Internacional em Obesidade,    como na Tabela 4 do artigo de Cole e colegas<sup>6</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">O artigo de Conde &amp; Monteiro<sup>11</sup>,    da Universidade de S&atilde;o Paulo, publicado neste n&uacute;mero, tem, portanto,    valor consider&aacute;vel. Eles utilizaram dados de mais de 25.000 crian&ccedil;as    entre 2 e 19 anos extra&iacute;dos do conjunto da Pesquisa Nacional de Sa&uacute;de    e Nutri&ccedil;&atilde;o de 1989. Eles tamb&eacute;m utilizaram o m&eacute;todo    LMS para calcular os par&acirc;metros para as curvas de IMC e acrescentaram    uma an&aacute;lise adicional para comparar esses par&acirc;metros em diferentes    idades. Usaram os pontos de corte de IMC de 17,5, 25 e 30 aos 20 anos. O resultado    &eacute; um conjunto de dados detalhado, com os dados tabulados em intervalos    de 3 meses para cada sexo. Dessa forma, os dados brasileiros foram comparados    com IMCs de adultos associados a risco conhecido em diversos pa&iacute;ses.    O conjunto de dados analisado pelos autores foi especialmente s&oacute;lido,    com baixas taxas de exclus&atilde;o ou rejei&ccedil;&atilde;o; a subdivis&atilde;o    da an&aacute;lise em agrupamentos de 3 meses significa que as diferen&ccedil;as    sutis no estado nutricional das popula&ccedil;&otilde;es podem ser comparadas    com muito cuidado. For exemplo, futuras an&aacute;lises relativas ao impacto    da mudan&ccedil;a na idade da menarca ou da preven&ccedil;&atilde;o da obesidade    s&atilde;o agora poss&iacute;veis.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">H&aacute; diversas vantagens claras de usar o    m&eacute;todo LMS para analisar conjuntos de dados detalhados como no artigo    de Conde &amp; Monteiro, e os autores apontam a capacidade de modelar de forma    independente o coeficiente de varia&ccedil;&atilde;o melhor do que o desvio    padr&atilde;o. Ainda existem os que argumentam em favor do uso de conjuntos    de dados nacionais analisados de acordo com percentis somente em vez de percentis    relacionados a pontos de corte de IMC em adultos. Contudo, em qualquer pa&iacute;s    onde esteja ocorrendo uma transi&ccedil;&atilde;o nutricional, os m&eacute;todos    que se limitam &agrave; an&aacute;lise somente com percentis ter&atilde;o pouca    probabilidade de detectar mudan&ccedil;as verdadeiras na preval&ecirc;ncia de    obesidade, e cabe esperar que o artigo de Conde &amp; Monteiro venha a ser usado    para planejamento e monitoramento nacional.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Um aspecto especialmente interessante do artigo    de Conde &amp; Monteiro &eacute; o uso de percentis com um IMC de 17,5 como    ponto de corte para d&eacute;ficit nutricional. Este &eacute; um acr&eacute;scimo    especialmente &uacute;til em comunidades onde algumas crian&ccedil;as podem    apresentar baixo peso enquanto outras apresentam sobrepeso. A dupla carga da    desnutri&ccedil;&atilde;o &eacute; cada vez mais reconhecida internacionalmente.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">O conjunto de dados no artigo de Conde &amp;    Monteiro permite agora uma s&eacute;rie de estudos, inclusive uma avalia&ccedil;&atilde;o    longitudinal de risco de acordo com IMC infantil. Espera-se que esses dados    permitam a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos de seguimento<sup>12,13</sup>.    Esses dados tamb&eacute;m possibilitar&atilde;o uma avalia&ccedil;&atilde;o    do impacto da mudan&ccedil;a secular no desenvolvimento infantil, inclusive    da menarca no crescimento. Mais importante, esse artigo permite agora uma an&aacute;lise    cuidadosa de estudos sobre aspectos socioecon&ocirc;micos, nutricionais e de    atividade f&iacute;sica a serem desenvolvidos no Brasil e em outros lugares,    comparando o progresso e o impacto das interven&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de    p&uacute;blica em crian&ccedil;as cada vez mais vulner&aacute;veis porque s&atilde;o    muito gordas.</font></p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"> 1. Stettler N. Comment: the global epidemic    of childhood obesity: is there a role for the paediatrician? Obes Rev. 2004;5    Suppl 1:1-3.</font> </p>        <p> <font size="2" face="Verdana">2. Berenson GS, Srinivasan SR, Wattigney WA,    Harsha DW. Obesity and cardiovascular risk in children. Ann N Y Acad Sci. 1993;699:93-103.</font> </p>        <p><font size="2" face="Verdana"> 3. Garrow, JS. Energy balance and obesity in    man. Amsterdam: Elsevier; 1978.</font> </p>        <p><font size="2" face="Verdana">4. Garrow, JS. Obesity and related diseases.    London: Churchill Livingstone; 1988.</font> </p>        <p><font size="2" face="Verdana">5.Power    C, Lake JK, Cole TJ. Measurement and long-term health risks of child and adolescent    fatness. Int J Obes Relat Metab Disord. 1997;21:507-26.</font> </p>        <p><font size="2" face="Verdana">6. Cole TJ, Bellizzi MC, Flegal KM, Dietz WH.    Establishing a standard definition for child overweight and obesity worldwide:    international survey. BMJ. 2000;320:1240-3.</font> </p>        <p><font size="2" face="Verdana">7. Cole TJ, Freeman JV, Preece MA. British 1990    growth reference centiles for weight, height, body mass index and head circumference    fitted by maximum penalized likelihood. Stat Med. 1998;17:407-29.</font> </p>        <p><font size="2" face="Verdana">8. Must A, Jacques PF, Dallal GE, Bajema CJ,    Dietz WH. Long-term morbidity and mortality of overweight adolescents. A follow-up    of the Harvard Growth Study of 1922 to 1935. N Engl J Med. 1992;327:1350-5.</font> </p>        <p><font size="2" face="Verdana">9. Wang Y, Wang JQ. A comparison of international    references for the assessment of child and adolescent overweight and obesity    in different populations. Eur J Clin Nutr. 2002;56:973-82.</font> </p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">10. Jebb SA, Prentice AM. Single definition of    overweight and obesity should be used. BMJ. 2001;323:999.</font> </p>        <p><font size="2" face="Verdana">11. Conde WL, Monteiro CA. Body mass index cutoff    points for evaluation of nutritional status in Brazilian children and adolescents.    J Pediatr (Rio J). 2006;82:266-72.</font> </p>        <p><font size="2" face="Verdana">12. Bellizzi MC, Dietz WH. Workshop on childhood    obesity: summary of the discussion. Am J Clin Nutr. 1999;70:173S-5S.</font> </p>        <p><font size="2" face="Verdana">13. Reilly JJ. Assessment of childhood obesity:    national reference data or international approach? Obes Res. 2002;10:838-40.</font> </p>       ]]></body>
</article>
