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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Valores críticos do índice de massa corporal para classificação do estado nutricional de crianças e adolescentes brasileiros]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: To delineate a classification system, comprising reference curves and cutoff points, based on the distribution of body mass index (BMI) across a national reference population and designed for the assessment of the nutritional status of Brazilian children and adolescents. METHODS: Data from 13,279 males and 12,823 females aged from 2 to 19 years, extracted from the National Nutrition and Health Survey dataset (1989), were used to construct a reference curve. The LMS method was employed to calculate the BMI curve parameters and polynomial functions were used to model these parameters against age. The cutoff values for classifying nutritional status as underweight, overweight and obese were expressed as centiles and BMI values equivalent to 17.5, 25 and 30 kg/m² at 20 years, respectively. RESULTS: Values for the L, M and S parameters were tabulated at 6-month intervals for each sex. Using these values, a graph was plotted with nine BMI distribution reference centiles. Cutoff values were presented that are equivalent to BMIs of 17.5, 25 and 30 kg/m² at the start of adulthood. CONCLUSIONS: The classification system presented here can be used for clinical and epidemiological assessments, it is methodologically similar to the majority of national curves that have been presented to date and, furthermore, it offers a definition of underweight.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="4"><a name="topo"></a><b>Valores críticos do índice    de massa corporal para classificação do estado nutricional de crianças e adolescentes    brasileiros</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Wolney L. Conde<sup>I</sup>; Carlos A. Monteiro<sup>II</sup></b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Professor Doutor, Universidade de    S&atilde;o Paulo (USP), S&atilde;o Paulo, SP     <br>   <sup>II</sup>Professor titular, USP, S&atilde;o Paulo, SP</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#end">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>  <hr size="1" noshade>     <p> <font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"><b>OBJETIVO:</B> Delinear sistema de classifica&ccedil;&atilde;o,  composto de curva de refer&ecirc;ncia e valores cr&iacute;ticos, baseado na distribui&ccedil;&atilde;o  do &iacute;ndice de massa corporal (IMC) em popula&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncia  nacional e destinado &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o do estado nutricional de  crian&ccedil;as e adolescentes brasileiros.    <br>   <B>M&Eacute;TODO:</B> Dados de 13.279 homens e 12.823 mulheres com idade de    2 a 19 anos, extra&iacute;dos da Pesquisa Nacional Nutri&ccedil;&atilde;o e    Sa&uacute;de (1989), foram utilizados para construir a curva de refer&ecirc;ncia.    Utilizou-se o m&eacute;todo LMS para o c&aacute;lculo dos par&acirc;metros da    curva do IMC e a fun&ccedil;&atilde;o polinomial para modelar esses par&acirc;metros    ao longo das idades. Os valores cr&iacute;ticos para classifica&ccedil;&atilde;o    do estado nutricional em d&eacute;ficit de peso, excesso de peso e obesidade    foram expressos de acordo com centis e valores do IMC equivalentes a 17,5, 25    e 30 kg/m<sup>2</sup> , respectivamente, aos 20 anos.    <br> <b>RESULTADOS: </b>Os valores dos par&acirc;metros L, M e S foram tabulados em  intervalos semestrais para cada sexo. A partir desses valores, foi constru&iacute;do  o gr&aacute;fico com nove centis da distribui&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncia  do IMC. Foram apresentados os valores cr&iacute;ticos equivalentes aos valores  de 17,5, 25 e 30 kg/m<sup>2</sup> no in&iacute;cio da idade adulta.    <br> <B>CONCLUS&Atilde;O:</B> O sistema classificat&oacute;rio apresentado pode ser  utilizado em avalia&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas e epidemiol&oacute;gicas,  &eacute; similar metodologicamente &agrave; grande parte das curvas nacionais  j&aacute; apresentadas e oferece, ainda, a defini&ccedil;&atilde;o de baixo peso.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"><B>Palavras-chave:</b> Padr&atilde;o de refer&ecirc;ncia, estado nutricional,  crian&ccedil;as, adolescentes, IMC.</font></p>  <hr noshade size="1">     <p>&nbsp; </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O uso de medidas antropom&eacute;tricas na avalia&ccedil;&atilde;o    do estado nutricional tem se tornado, embora com limita&ccedil;&otilde;es, o    modo mais pr&aacute;tico e de menor custo para an&aacute;lise de indiv&iacute;duos    e popula&ccedil;&otilde;es, seja em a&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas, de    triagem, ou mesmo em monitora&ccedil;&atilde;o de tend&ecirc;ncias.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Um padr&atilde;o ou curva de refer&ecirc;ncia    antropom&eacute;trica &eacute; a representa&ccedil;&atilde;o sumarizada da distribui&ccedil;&atilde;o    de determinada medida antropom&eacute;trica segundo uma co-vari&aacute;vel (usualmente,    idade) em cada sexo<sup>1</sup>. As curvas de refer&ecirc;ncia representam o    "modelo emp&iacute;rico saud&aacute;vel" e servem, a um s&oacute; tempo, para    classificar (comparar com grupo de refer&ecirc;ncia) e para diagnosticar (separar    indiv&iacute;duos saud&aacute;veis dos n&atilde;o-saud&aacute;veis) o estado    nutricional de um indiv&iacute;duo ou popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A fundamenta&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico    antropom&eacute;trico do estado nutricional infantil vem oscilando, historicamente,    entre bases epidemiol&oacute;gicas e estat&iacute;sticas. Entre os primeiros    sistemas classificat&oacute;rios utilizados est&atilde;o aqueles propostos por    Gomez, McLaren e Waterlow. Essas propostas debatiam-se em torno dos indicadores    e desfechos selecionados para descrever e classificar o estado nutricional infantil<sup>2</sup>.    Waterlow, dentre os citados, &eacute; o primeiro a propor um sistema classificat&oacute;rio    efetivamente probabil&iacute;stico - isto &eacute;, estat&iacute;stico - para    lidar com a classifica&ccedil;&atilde;o do estado nutricional infantil. Essa    proposta foi adotada pela OMS em 1975<sup>3</sup> e, desde ent&atilde;o, tem    predominado no diagn&oacute;stico do estado nutricional infantil. Todavia, a    op&ccedil;&atilde;o pela classifica&ccedil;&atilde;o probabil&iacute;stica no    caso do estado nutricional infantil contrasta com a classifica&ccedil;&atilde;o    do estado nutricional em adultos a partir do &iacute;ndice de massa corporal    (IMC). Neste caso, o sistema classificat&oacute;rio est&aacute; baseado no risco    de mortalidade ou doen&ccedil;a associado a diferentes intervalos do IMC, um    crit&eacute;rio epidemiol&oacute;gico.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">O estado nutricional dos menores de 20 anos tradicionalmente    vem sendo classificado com base em crit&eacute;rios probabil&iacute;sticos.    Em 1997, a <i>International Obesity Task Force</i> (IOTF) prop&ocirc;s definir    o estado nutricional dos menores de 20 anos com base em desfechos que, na idade    adulta, definiam os diagn&oacute;sticos de desnutri&ccedil;&atilde;o, excesso    de peso e obesidade e/ou na altera&ccedil;&atilde;o de diversos indicadores    bioqu&iacute;micos associados a doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas na fase adulta<sup>4</sup>.    Em 2000, foi publicado o conjunto de valores cr&iacute;ticos para definir excesso    de peso e obesidade no grupo et&aacute;rio de 2 a 18 anos<sup>5</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">O uso das curvas baseadas no IMC para idade para    defini&ccedil;&atilde;o do estado nutricional em crian&ccedil;as e adolescentes    propiciou, por um lado, solu&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas e, por outro    lado, debates sobre o uso dessas curvas para avalia&ccedil;&atilde;o do estado    nutricional de grupos em crescimento. Os principais pontos em debate s&atilde;o:    1) a natureza universal ou particular da composi&ccedil;&atilde;o corporal,    aspecto refletido no debate sobre a ado&ccedil;&atilde;o de curva de refer&ecirc;ncia    local ou internacional<sup>6,7</sup>; 2) os fundamentos e propriedades do sistema    classificat&oacute;rio baseado no IMC para idade, o que se reflete no debate    sobre o uso de crit&eacute;rios estat&iacute;sticos ou epidemiol&oacute;gicos<sup>8</sup>    e; 3) a influ&ecirc;ncia da matura&ccedil;&atilde;o sexual sobre a composi&ccedil;&atilde;o    corporal e a necessidade de levar em conta ou n&atilde;o o est&aacute;gio de    matura&ccedil;&atilde;o sexual do avaliado<sup>9,10</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">O objetivo deste trabalho &eacute; apresentar    um sistema de refer&ecirc;ncia, baseado no IMC, para avalia&ccedil;&atilde;o    do estado nutricional de crian&ccedil;as e adolescentes brasileiros incluindo    o delineamento de uma curva de refer&ecirc;ncia e o estabelecimento de valores    cr&iacute;ticos "estat&iacute;sticos" e "funcionais" para o diagn&oacute;stico    da desnutri&ccedil;&atilde;o, do excesso de peso e da obesidade.</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Material e m&eacute;todos</b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">O conjunto de dados utilizado no delineamento    da curva nacional de refer&ecirc;ncia do IMC &eacute; origin&aacute;rio da Pesquisa    Nacional Sa&uacute;de e Nutri&ccedil;&atilde;o (PNSN) realizada pelo Instituto    Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica em 1989<sup>11</sup>. A prepara&ccedil;&atilde;o    rigorosa e o controle de qualidade observados na coleta das medidas antropom&eacute;tricas,    al&eacute;m da representatividade nacional (exceto &aacute;rea rural da Regi&atilde;o    Norte), foram decisivos na escolha dessa base de dados.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Para determinar a adequa&ccedil;&atilde;o dos    dados da PNSN aos prop&oacute;sitos deste trabalho, foi realizada a seguinte    an&aacute;lise: os dados da PNSN e do Estudo Nacional de Despesa Familiar (realizado    14,5 anos antes) foram padronizados por sexo e idade segundo valores de refer&ecirc;ncia    CDC 2000 para altura e peso e, a seguir, comparados. Foram observadas as tend&ecirc;ncias    seculares dos valores de altura para idade inferiores a -2 escores z e dos valores    de peso para idade maiores que 2 escores z. No per&iacute;odo, houve redu&ccedil;&atilde;o    no d&eacute;ficit de altura (-59,5%) e aumento no excesso de peso (106,5%).    A freq&uuml;&ecirc;ncia de indiv&iacute;duos com valores de peso para idade    superiores a 2 escores z na PNSN, no entanto, n&atilde;o ultrapassou o valor    probabil&iacute;stico da classifica&ccedil;&atilde;o.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Para este estudo, foram selecionados indiv&iacute;duos    entre 2 e 19 anos e dados completos sobre sexo, idade (expressa em m&ecirc;s),    altura (expressa em cm, com uma casa decimal) e peso (expresso em kg, com uma    casa decimal). A amostra ficou composta por 13.279 homens e 12.823 mulheres,    representando 99% dos indiv&iacute;duos dispon&iacute;veis em cada sexo.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Foram exclu&iacute;dos os valores do IMC inferiores    ou superiores a 4 desvios padr&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; m&eacute;dia,    segundo idade e sexo. O valor n&atilde;o convencional de &plusmn; 4 desvios    foi escolhido para preservar, ao m&aacute;ximo, a heterogeneidade da amostra.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">O m&eacute;todo utilizado na constru&ccedil;&atilde;o    da curva brasileira foi basicamente o mesmo utilizado na constru&ccedil;&atilde;o    do padr&atilde;o internacional do IMC<sup>5</sup>. Em ess&ecirc;ncia, o m&eacute;todo    LMS assume que, para dados independentes com valores positivos, a transforma&ccedil;&atilde;o    Box-Cox idade-espec&iacute;fica pode ser empregada para torn&aacute;-los normalmente    distribu&iacute;dos; os valores L, M e S s&atilde;o <i>natural cubic splines</i>    com <i>knots</i> em cada intervalo et&aacute;rio<sup>12</sup>. A amostra, em    cada sexo, foi separada em faixas et&aacute;rias de 3 meses. Essa subdivis&atilde;o    trimestral objetivou representar a diversidade da velocidade de crescimento    e somar, em cada estrato, 100 ou mais indiv&iacute;duos, n&uacute;mero considerado    o m&iacute;nimo adequado para o m&eacute;todo LMS. Em cada estrato, foram calculados    os par&acirc;metros L, M e S. O par&acirc;metro M expressa o valor mediano do    &iacute;ndice observado no interior de cada estrato; o par&acirc;metro S representa    o coeficiente de varia&ccedil;&atilde;o de cada estrato e o par&acirc;metro    L, o coeficiente (Box-Cox) empregado para a transforma&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica    dos valores do IMC com o objetivo de obter distribui&ccedil;&atilde;o normal    em cada estrato. O valor selecionado para o coeficiente L &eacute; aquele cuja    transforma&ccedil;&atilde;o produza a menor soma dos quadrados dos desvios da    vari&aacute;vel. A seguir, as curvas de cada par&acirc;metro foram suavizadas    pelo uso de polin&ocirc;mios em cada sexo. Finalmente, por interpola&ccedil;&atilde;o    baseada na m&eacute;dia aritm&eacute;tica, foram obtidos os valores mensais    da distribui&ccedil;&atilde;o.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Com esses tr&ecirc;s par&acirc;metros, torna-se    poss&iacute;vel construir a curva referente a qualquer centil desejado com o    emprego da f&oacute;rmula:</font></p> <table width="100%" border="0">   <tr>     <td width="70%"><font size="2" face="Verdana"><b>C<sub>100<font face="Symbol">a</font>(t)</sub>        = M<sub>(t)</sub> &#91;1 + L<sub>(t)</sub>S<sub>(t)</sub>Z<font face="Symbol"><sub>a</sub></font>&#93;<sup>1/L</sup><sub>(t),</sub></b></font></td>     <td width="30%"><font size="2" face="Verdana">(1)</font></td>   </tr> </table>     <p><font size="2" face="Verdana">na qual Z<sub><font face="Symbol">a</font></sub>    &eacute; o desvio normal equivalente para a &aacute;rea <font face="Symbol">a</font>;    C<sub>100<font face="Symbol">a</font>(t)</sub> &eacute; o centil correspondente    ao Z<font face="Symbol">a</font>;<i> t </i>&eacute; a idade em meses e L<sub>(t)</sub>,    M<sub>(t)</sub>, S<sub>(t)</sub> e C<sub>100<font face="Symbol">a</font>(t)</sub>    indicam os valores correspondentes para cada curva na idade<i> t</i>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Para criar os valores cr&iacute;ticos para classifica&ccedil;&atilde;o    do estado nutricional de acordo com o crit&eacute;rio estat&iacute;stico, foram    utilizados na f&oacute;rmula<sup>1</sup> os valores z equivalentes aos centis    85 e 95, recomendados para diagnosticar, respectivamente, excesso de peso e    obesidade<sup>13,14</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Para determina&ccedil;&atilde;o dos valores cr&iacute;ticos    segundo o crit&eacute;rio epidemiol&oacute;gico, foram fixados os valores finais    desejados aos 20 anos: IMC igual a 25 kg/m<sup>2</sup> no caso do excesso de    peso e IMC igual a 30 kg/m<sup>2</sup> no caso da obesidade. Aplicados na f&oacute;rmula    (2), esses valores permitir&atilde;o estimar, retrospectivamente, seus valores    equivalentes ao longo das idades anteriores.</font></p> <table width="100%" border="0">   <tr>     <td width="70%"><font size="2" face="Verdana"><b>Z = &#91;(IMC/M)<sup>L</sup>        -1&#93;/(LS)</b></font></td>     <td width="30%"><font size="2" face="Verdana">(2)</font></td>   </tr> </table>     <p><font size="2" face="Verdana">No caso do baixo peso, haja vista o ponto de    corte tradicionalmente recomendado (18,5 kg/m<sup>2</sup>) n&atilde;o ter se    mostrado adequado para essa classifica&ccedil;&atilde;o no padr&atilde;o internacional<sup>5</sup>,    foram realizadas an&aacute;lises adicionais a fim de se obter proposta que respondesse    a essa necessidade. A sele&ccedil;&atilde;o do valor cr&iacute;tico (aos 20    anos) para definir baixo peso levou em conta aspectos estat&iacute;sticos e    epidemiol&oacute;gicos. No caso do crit&eacute;rio estat&iacute;stico, procurou-se    manter ao m&aacute;ximo a compatibilidade com aqueles crit&eacute;rios estat&iacute;sticos    usualmente praticados, ou seja, o valor de -2 escores z para defini&ccedil;&atilde;o    de d&eacute;ficits nutricionais. No caso do crit&eacute;rio epidemiol&oacute;gico,    buscou-se contemplar a plausibilidade do diagn&oacute;stico, observada segundo    dois aspectos: 1) a preval&ecirc;ncia esperada - informada pela densidade de    freq&uuml;&ecirc;ncia do valor z - n&atilde;o pode ser igual ou superior &agrave;quela    preval&ecirc;ncia observada nas popula&ccedil;&otilde;es sob estudo, de modo    a reduzir o n&uacute;mero de casos falso-positivos e aprimorar a detec&ccedil;&atilde;o    dos verdadeiro-negativos; 2) foi selecionada a distribui&ccedil;&atilde;o do    IMC no in&iacute;cio da fase adulta pertencente ao quarto superior da renda    <i>per capita</i>, estrato social no qual &eacute; pouco prov&aacute;vel haver    d&eacute;ficit nutricional de natureza socioecon&ocirc;mica. Nesse grupo, o    centil 3 do IMC entre 19,5 e 20,4 anos assumiu valores de 17,57 kg/m<sup>2</sup>    no sexo masculino e 17,48 kg/m<sup>2</sup> no sexo feminino.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Aos 20 anos, na amostra de base populacional    da PNSN, o valor de z = -2 (p = 0,0228) equivale a valores de IMC de 17,78 kg/m<sup>2</sup>    no sexo masculino e 17,14 kg/m<sup>2</sup> no sexo feminino.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Baseado nos pressupostos e evid&ecirc;ncias mencionados,    selecionou-se, ent&atilde;o, a curva correspondente ao IMC de 17,5 kg/m<sup>2</sup>    (aos 20 anos) como ponto de corte para definir baixo peso na popula&ccedil;&atilde;o    brasileira. Assim, buscou-se conservar, tamb&eacute;m na classifica&ccedil;&atilde;o    do baixo peso, o uso do valor &uacute;nico em ambos os sexos para classifica&ccedil;&atilde;o    do estado nutricional de adultos.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Todas as an&aacute;lises foram realizadas com    o pacote estat&iacute;stico Stata (vers&atilde;o 8).</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Resultados</b> </font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">O baixo percentual (1%) de exclus&atilde;o, seja    por dados incompletos, seja por baixa plausibilidade biol&oacute;gica (IMC maior    ou menor que 4 desvios padr&atilde;o), &eacute; indicativo da consist&ecirc;ncia    dos valores ao longo do espectro et&aacute;rio e evid&ecirc;ncia da qualidade    das medidas antropom&eacute;tricas da base de dados utilizada, al&eacute;m de    contribuir para preservar a representatividade nacional da amostra.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A subdivis&atilde;o da amostra em grupos et&aacute;rios    trimestrais propiciou n&uacute;mero (n) m&eacute;dio de 190 casos (m&iacute;nimo    de 129 e m&aacute;ximo de 235) no sexo masculino e 183 (m&iacute;nimo de 132    e m&aacute;ximo de 229) no sexo feminino.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Os valores dos par&acirc;metros L, M e S para    a popula&ccedil;&atilde;o brasileira est&atilde;o apresentados em intervalos    semestrais segundo sexo na <a href="/img/revistas/jped/v82n4/a07tab01.gif">Tabela 1</a>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A suaviza&ccedil;&atilde;o das curvas em cada    sexo apresentou os seguintes resultados: a curva L foi alisada com polin&ocirc;mio    de 4&ordm; grau em ambos os sexos; a curva M, com polin&ocirc;mio de 4&ordm;    grau no sexo masculino e polin&ocirc;mio de 8&ordm; grau no sexo feminino; a    curva S foi ajustada com polin&ocirc;mio de 4&ordm; grau em ambos os sexos.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="/img/revistas/jped/v82n4/a07tab01.gif">Tabela 1</a>    apresenta os par&acirc;metros descritivos da distribui&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncia    do IMC para a popula&ccedil;&atilde;o brasileira entre 2 e 20 anos obtidos ao    final do processo de modelagem. A <a href="#fig1">Figura 1</a> apresenta, em    cada sexo, sete centis da distribui&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncia.</font></p>      <p><a name="fig1"></a></p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/jped/v82n4/a07fig01.gif"></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana">Os valores L permitem inferir a quantidade e o tipo  de ajuste necess&aacute;rio para normaliza&ccedil;&atilde;o do IMC no interior  de cada estrato. A preponder&acirc;ncia de valores negativos indica que os dados  empregados na elabora&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o proposto apresentavam  assimetria (<i>skewness</i>) &agrave; direita; a relativamente pequena amplitude  do par&acirc;metro L, em ambos os sexos, &eacute; indicativa da pequena magnitude  da assimetria que era necess&aacute;rio remover. A m&eacute;dia dos valores L  aproxima-se, nos dois sexos, de -1. No intervalo et&aacute;rio em que se espera  estejam contidos os momentos de pico do processo de matura&ccedil;&atilde;o sexual  (11 a 13 anos), o par&acirc;metro L apresenta valor m&eacute;dio de -1,20. O ponto  mais intenso de remo&ccedil;&atilde;o de assimetria situa-se na faixa et&aacute;ria  entre 6 e 11 anos, momento anterior ao in&iacute;cio do conjunto de fen&ocirc;menos  da matura&ccedil;&atilde;o sexual, com valores L de -1,36 no sexo masculino e  -1,38 no sexo feminino.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A variabilidade m&eacute;dia do IMC nos diferentes    estratos, expressa pelo par&acirc;metro S, foi cerca de 10% em cada sexo, com    pequena amplitude (de 8 a 14%). No intervalo et&aacute;rio no qual se espera    esteja contido o &aacute;pice do processo de matura&ccedil;&atilde;o sexual    (11 a 13 anos), o par&acirc;metro S apresenta m&eacute;dia de 13,2%.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A trajet&oacute;ria das curvas S ao longo da    idade &eacute;, de in&iacute;cio, declinante at&eacute; pr&oacute;ximo de 52    meses (4,3 anos). A partir dessa idade, assume trajet&oacute;ria ascendente    at&eacute; o per&iacute;odo esperado da matura&ccedil;&atilde;o sexual (11 a    13 anos). Nesse per&iacute;odo, em ambos os sexos, os valores S atingem seus    maiores valores. A seguir, ocorre per&iacute;odo curto de estabiliza&ccedil;&atilde;o    em torno dos valores mais altos. Ap&oacute;s a fase de matura&ccedil;&atilde;o    sexual, a curva S assume caracter&iacute;sticas diferenciadas segundo o sexo.    No sexo masculino, a trajet&oacute;ria da curva S apresenta n&iacute;tida redu&ccedil;&atilde;o    da variabilidade, enquanto, no sexo feminino, a redu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o    &eacute; t&atilde;o acentuada e a variabilidade permanece em torno de valores    pr&oacute;ximos &agrave;queles do final da etapa de matura&ccedil;&atilde;o    sexual.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="/img/revistas/jped/v82n4/a07tab02.gif">Tabela 2</a>    apresenta os valores cr&iacute;ticos para classifica&ccedil;&atilde;o do baixo    peso (curva equivalente ao IMC 17,5 kg/m<sup>2</sup> aos 20 anos), excesso de    peso (curva equivalente ao IMC 25 kg/m<sup>2</sup> aos 20 anos) e obesidade    (curva equivalente ao IMC 30 kg/m<sup>2</sup> aos 20 anos) para a popula&ccedil;&atilde;o    brasileira entre 2 e 20 anos obtidos a partir do emprego da f&oacute;rmula (1).</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">As curvas dos centis tradicionalmente utilizados    como pontos de corte no caso do sobrepeso (centil 85) e da obesidade (centil    95) e as dos valores baseados em desfechos no in&iacute;cio da vida adulta (25    kg/m<sup>2</sup> e 30 kg/m<sup>2</sup>, respectivamente) est&atilde;o expressas    na <a href="#fig2">Figura 2</a>. No sexo masculino, os valores das preval&ecirc;ncias    de baixo peso, sobrepeso e obesidade seriam superiores &agrave;queles obtidos    se, ao inv&eacute;s dos pontos de corte baseados nos valores dos adultos, fossem    adotados os centis que tradicionalmente definem esses diagn&oacute;sticos. No    caso do sexo feminino, a mesma "superestima&ccedil;&atilde;o" existiria apenas    para o diagn&oacute;stico da obesidade; sobrepeso e baixo peso seriam classificados    de forma semelhante empregando-se os centis 85 e 3 ou os valores equivalentes    a 25 kg/m<sup>2</sup> e 17,5 kg/m<sup>2</sup>, respectivamente.</font> </p>      <p><a name="fig2"></a></p>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><img src="/img/revistas/jped/v82n4/a07fig02.gif"></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b> Discuss&atilde;o</b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A discuss&atilde;o sobre as propriedades de um    sistema nacional baseado no IMC para classifica&ccedil;&atilde;o do estado nutricional    em crian&ccedil;as e adolescentes pode ser desdobrada na 1) aprecia&ccedil;&atilde;o    da adequa&ccedil;&atilde;o da amostra utilizada na constru&ccedil;&atilde;o    da refer&ecirc;ncia e 2) na aprecia&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios selecionados    para identificar os problemas nutricionais que se quer diagnosticar.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A an&aacute;lise do per&iacute;odo 1974/1975    a 1989 e a an&aacute;lise do quarto mais rico da amostra da PNSN demonstram    que a base de dados selecionada n&atilde;o foi afetada negativamente pelas tend&ecirc;ncias    seculares do peso e da altura no grupo selecionado.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Dois outros trabalhos publicados, tamb&eacute;m    baseados na PNSN, descrevem a distribui&ccedil;&atilde;o do IMC segundo idade    e sexo entre crian&ccedil;as e adolescentes brasileiros. O primeiro deles utilizou    a faixa de 10 a 17 anos, em intervalos et&aacute;rios anuais. Os percentis 10    e 90 foram propostos como pontos de corte para o diagn&oacute;stico de d&eacute;ficit    nutricional e sobrepeso, respectivamente. O percentil 90 foi escolhido por apresentar,    aos 18 anos, valor coincidente com 25 kg/m<sup>2</sup>. Os valores apresentados    foram suavizados por m&eacute;dia m&oacute;vel<sup>15</sup>. O segundo trabalho    utilizou a faixa de 0 a 25 anos, em cada sexo. Os valores apresentados n&atilde;o    foram submetidos a qualquer modelagem<sup>16</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Embora com diferen&ccedil;as no procedimento    estat&iacute;stico, os dois trabalhos apresentam valores semelhantes para a    distribui&ccedil;&atilde;o do IMC entre 10 e 17 anos, faixa et&aacute;ria comum    aos dois trabalhos. A diferen&ccedil;a essencial entre os dois trabalhos &eacute;    que, enquanto Sichieri &amp; Allam<sup>15</sup> geraram sua distribui&ccedil;&atilde;o    como uma refer&ecirc;ncia nacional para a classifica&ccedil;&atilde;o nutricional    segundo o IMC, Anjos et al.<sup>16</sup> explicitamente recomendam que sua distribui&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o seja utilizada para diagn&oacute;stico nutricional.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A modelagem de dados que se modificam com a idade    e s&atilde;o, originalmente, assim&eacute;tricos pode ser feita por diferentes    m&eacute;todos<sup>17</sup>. O uso do m&eacute;todo LMS permitiu aplicar a transforma&ccedil;&atilde;o    Box-Cox (eficiente na remo&ccedil;&atilde;o de assimetria), bem como modelar    independentemente o coeficiente de varia&ccedil;&atilde;o, mais do que do desvio    padr&atilde;o em si. Adicionalmente, o fato de o LMS ser o m&eacute;todo mais    amplamente utilizado no delineamento de curvas de refer&ecirc;ncia do IMC permite    maior comparabilidade internacional entre os par&acirc;metros aqui constru&iacute;dos    e aqueles de curvas de outros pa&iacute;ses ou internacionais. Alguns exerc&iacute;cios    j&aacute; realizados com esse intuito t&ecirc;m demonstrado que o uso da curva    internacional pode alterar a preval&ecirc;ncia do excesso de peso medida ao    longo da inf&acirc;ncia e da adolesc&ecirc;ncia. O sentido da altera&ccedil;&atilde;o    depender&aacute; da faixa et&aacute;ria e das caracter&iacute;sticas do pa&iacute;s<sup>18,19</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A decis&atilde;o sobre qual crit&eacute;rio adotar    para a classifica&ccedil;&atilde;o do estado nutricional em crian&ccedil;as    e adolescentes a partir do IMC &eacute; mat&eacute;ria ainda em aberto, embora    mais recentemente esteja se firmando a op&ccedil;&atilde;o pelo conjunto de    curvas que retroagem os valores da classifica&ccedil;&atilde;o do estado nutricional    entre adultos jovens para os indiv&iacute;duos com idade abaixo de 18 ou 20    anos. No caso brasileiro, a op&ccedil;&atilde;o pelo uso dos centis 85 e 95,    ao inv&eacute;s daqueles baseados no desfecho do IMC adulto, implicaria obter,    nas mulheres, valores mais altos para a preval&ecirc;ncia de obesidade e, entre    homens, obter valores mais altos para preval&ecirc;ncia da desnutri&ccedil;&atilde;o,    do excesso de peso e da obesidade. A observa&ccedil;&atilde;o de crescimento    na altura at&eacute; pr&oacute;ximo de 20 anos na popula&ccedil;&atilde;o utilizada    na constru&ccedil;&atilde;o da curva motivou a sele&ccedil;&atilde;o dessa idade    para o desfecho do IMC. A eventual op&ccedil;&atilde;o pelo sistema classificat&oacute;rio    baseado no desfecho em adultos deve, no entanto, ser realizada mediante debate    mais amplo, no qual o aspecto da classifica&ccedil;&atilde;o do d&eacute;ficit    nutricional deve ser tomado em conta.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A proposta aqui apresentada de utilizar o IMC    igual a 17,5 kg/m<sup>2</sup> como valor cr&iacute;tico para classifica&ccedil;&atilde;o    do d&eacute;ficit nutricional entre crian&ccedil;as e adolescentes requer, no    entanto, an&aacute;lises adicionais e discuss&otilde;es mais amplas antes de    sua eventual ado&ccedil;&atilde;o.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">O processo de matura&ccedil;&atilde;o sexual,    o qual cursa com modifica&ccedil;&otilde;es na composi&ccedil;&atilde;o corporal    do indiv&iacute;duo, pode tornar-se fator complicador para a avalia&ccedil;&atilde;o    nutricional baseada no IMC para idade. Assim, a an&aacute;lise das variabilidades    entre e em cada gera&ccedil;&atilde;o torna-se quest&atilde;o-chave para a resposta    &agrave; necessidade de controlar externamente ou n&atilde;o a fase de matura&ccedil;&atilde;o    sexual do indiv&iacute;duo.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Evid&ecirc;ncias obtidas a partir de estudos    populacionais apontam no sentido de a variabilidade intergeracional ser menor    que a intrageracional. Entre elas: 1) a pequena diferen&ccedil;a observada entre    pa&iacute;ses quanto &agrave; idade mediana da menarca e a redu&ccedil;&atilde;o    no ritmo da tend&ecirc;ncia secular, especialmente quando analisadas segundo    as diferentes etapas propostas por Tanner<sup>20</sup>; 2) ind&iacute;cios de    que, para o conjunto da popula&ccedil;&atilde;o, pa&iacute;ses como EUA e Holanda    n&atilde;o apresentam tend&ecirc;ncia &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da idade    da menarca no presente<sup>21,22</sup>; 3) no Brasil, estima-se a redu&ccedil;&atilde;o    na idade da menarca em 2,4 a 2,7 meses por d&eacute;cada<sup>23,24</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Tomadas em seu conjunto, essas evid&ecirc;ncias    permitem supor que o impacto da variabilidade intergeracional (inclu&iacute;das    as variabilidades intra e interindividuais) n&atilde;o dever&aacute; distorcer,    no caso brasileiro, o uso da curva aqui apresentada.</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>      <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Cole TJ. The use and construction of anthropometric    growth reference standards. Nutr Res Rev. 1993;6:19-50.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0021-7557200600050000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Zerfas AJ, Jelliffe DB, Jellife EFP. Epidemiology    and nutrition. In: Falkner F, Tanner JM, editors. Human growth - a comprehensive    treatise. New York: Plenum Press; 1986. p. 475-500.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0021-7557200600050000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Waterlow JC, Buzina R, Keller W, Lane JM,    Nichaman MZ, Tanner JM. The presentation and use of height and weight data for    comparing the nutritional status of groups of children under the age of 10 years.    Bull World Health Organ. 1977;55:489-98.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0021-7557200600050000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Bellizzi MC, Dietz WH. Workshop on childhood    obesity: summary of the discussion. Am J Clin Nutr. 1999;70:173S-5S.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0021-7557200600050000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Cole TJ, Bellizzi MC, Flegal KM, Dietz WH.    Establishing a standard definition for child overweight and obesity worldwide:    international survey. BMJ. 2000;320:1240-3.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0021-7557200600050000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Piers LS, Rowley KG, Soares MJ, O'Dea K. Relation    of adiposity and body fat distribution to body mass index in Australians of    Aboriginal and European ancestry. Eur J Clin Nutr. 2003;57:956-63.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0021-7557200600050000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Reilly JJ. Assessment of childhood obesity:    national reference data or international approach? Obes Res. 2002;10:838-40.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0021-7557200600050000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Cole TJ , Roede MJ. Centiles of body mass    index for Dutch children aged 0-20 years in 1980 - a baseline to assess recent    trends in obesity. Ann Hum Biol. 1999;26:303-8</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0021-7557200600050000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Wang Y. Is obesity associated with early sexual    maturation? A comparison of the association in American boys versus girls. Pediatrics.    2002;110:903-10.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0021-7557200600050000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Bini V, Celi F, Berioli MG, Bacosi ML, Stella    P, Giglio P, et al. Body mass index in children and adolescents according to    age and pubertal stage. Eur J Clin Nutr. 2000;54:214-8.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0021-7557200600050000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica,    Fundo das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Inf&acirc;ncia. Perfil estat&iacute;stico    de crian&ccedil;as e m&atilde;es no Brasil: aspectos de sa&uacute;de e nutri&ccedil;&atilde;o    de crian&ccedil;as no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE; 1992.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0021-7557200600050000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Cole TJ, Freeman JV, Preece MA. British 1990    growth reference centiles for weight, height, body mass index and head circumference    fitted by maximum penalized likelihood. Stat Med. 1998;17:407-29.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0021-7557200600050000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. World Health Organization. Physical status:    the use and interpretation of anthropometry. Geneva: WHO; 1995. WHO Technical    Report Series n&ordm; 854.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0021-7557200600050000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Barlow SE, Dietz WH. Management of child    and adolescent obesity: summary and recommendations based on reports from pediatricians,    pediatric nurse practitioners and registered dietitians. Pediatrics. 2002;110:236-8.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0021-7557200600050000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Sichieri R, Allam VLC. Avalia&ccedil;&atilde;o    do estado nutricional de adolescentes brasileiros atrav&eacute;s do &iacute;ndice    de massa corporal. 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Simplified estimation    of age-specific reference intervals for skewed data. Stat Med. 1997;16:2785-803.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0021-7557200600050000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. Wang Y, Wang JQ. A comparison of international    references for the assessment of child and adolescent overweight and obesity    in different populations. 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Pubertal development in the Netherlands 1965-1997.    Pediatr Res. 2001;50:479-86.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0021-7557200600050000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">23. Kac G, Auxiliadora de Santa Cruz Coel, Velasquez-Melendez    G. Secular trend in age at menarche for women born between 1920 and 1979 in    Rio de Janeiro, Brazil. Ann Hum Biol. 2000;27:423-8.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0021-7557200600050000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">24. Junqueira Do Lago M, Faerstein E, De Souza    Lopes C, Werneck GL; Pro-Saude Study (Rio de Janeiro, Brazil). Family socio-economic    background modified secular trends in age at menarche: evidence from the Pro-Saude    Study (Rio de Janeiro, Brazil). Ann Hum Biol. 2003;30:347-52.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0021-7557200600050000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <font size="2" face="Verdana"><a name="end"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/jped/v82n4/seta.gif" border="0"></a>    <b>Correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Wolney Conde    <br>   Av. Dr. Arnaldo, 715, Departamento de Nutri&ccedil;&atilde;o    <br>   CEP 01246-904 - S&atilde;o Paulo, SP    <br>   Tel./Fax: (11) 3066.7705    <br>   E-mail: <a href="mailto:wolney@usp.br">wolney@usp.br</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Artigo submetido em 27.09.05, aceito em 29.04.06.</font></p>       ]]></body><back>
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