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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Anemia em lactentes de baixa renda em aleitamento materno exclusivo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: To verify the behavior of hemoglobin levels and anemia prevalence in full term infants, aged 3 to 6 months and on exclusive breastfeeding. METHODS: A cross-sectional study of 242 infants aged 3 to 6 months with birth weights of more than 2,500 g, on exclusive breastfeeding and monitored by the Program for the Promotion of Infant Growth and Development, part of the Paraisópolis Einstein Community Program. Hemoglobin was assayed by finger prick between the third and sixth months of life. Anemia was defined as Hb < 10.3 g/dL (Saarinen) or Hb < 10 g/dL (Brault-Dubuc) for infants aged 3 to 5 months and as Hb < 11.0 g/dL (WHO) for infants aged 6 months. RESULTS: Mean hemoglobin concentration was 11.3 and 11.4 g/dL at 3 and 4 months and 11.2 and 11.1 g/dL at 5 and 6 months, respectively. The percentage of anemic infants varied depending on age and the cutoff adopted, being 11.8, 10.2 and 8.3% at 3, 4 and 5 months, respectively, according to the Brault-Dubuc criteria, and 20.6, 14.8 and 10.4% by the Saarinen criteria. Anemia prevalence at 6 months was 37.5%. CONCLUSIONS: Anemia prevalence rates observed among infants aged between 3 and 6 months varied from 8.3 to 37.5%, justifying increased attention on the part of pediatricians to the hemoglobin levels of infants who are on exclusive breastfeeding, come from low-income families and present risk factors for iron deficiency.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[deficiência de ferro]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="4"><a name="topo"></a><b>Anemia em lactentes de    baixa renda em aleitamento materno exclusivo</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Marco Antonio A. Torres<sup>I</sup>; Josefina    A. P. Braga<sup>II</sup>; José Augusto A. C. Taddei<sup>III</sup>; Fernando    J. Nóbrega<sup>IV</sup></b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Mestre. Pediatra nutr&oacute;logo,    Disciplina de Nutri&ccedil;&atilde;o e Metabolismo, Departamento de Pediatria,    Universidade Federal de S&atilde;o Paulo - Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-EPM),    S&atilde;o Paulo, SP. <i>In memoriam.</i>    <br>   <sup>II</sup>Pediatra hematologista. Professor Doutor adjunto, Disciplina de    Especialidades Pedi&aacute;tricas, UNIFESP-EPM, S&atilde;o Paulo, SP    <br>   <sup>III</sup> Professor livre-docente e chefe, Disciplina de Nutrologia, Departamento    de Pediatria, UNIFESP-EPM, S&atilde;o Paulo, SP    <br>   <sup>IV</sup>Professor titular aposentado, Disciplina de Nutrologia, Departamento    de Pediatria, UNIFESP, S&atilde;o Paulo, SP. Orientador, Curso de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o    em Nutri&ccedil;&atilde;o,UNIFESP-EPM, S&atilde;o Paulo, SP. Coordenador, Programa    Einstein de Nutri&ccedil;&atilde;o na Comunidade (PENC), UNIFESP, S&atilde;o    Paulo, SP. Coordenador, N&uacute;cleo de Ensino e Pesquisa em Nutri&ccedil;&atilde;o    Humana, Instituto de Ensino e Pesquisa, Hospital Israelita Albert Einstein,    S&atilde;o Paulo, SP</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><a href="#end">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>  <hr size="1" noshade>     <p> <font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b> OBJETIVO:</b>Verificar o comportamento dos    valores da hemoglobina e a preval&ecirc;ncia de anemia entre lactentes de termo    de 3 a 6 meses de idade em aleitamento materno exclusivo.    <br>   <b>M&Eacute;TODOS:</b> Estudo transversal em 242 lactentes de 3 a 6 meses de    idade com peso de nascimento superior a 2.500 g, em aleitamento materno exclusivo    e em acompanhamento no Programa de Promo&ccedil;&atilde;o do Crescimento e Desenvolvimento    do Lactente do Programa Einstein na Comunidade de Parais&oacute;polis. A dosagem    de hemoglobina foi realizada por meio de pun&ccedil;&atilde;o digital entre    o terceiro e o sexto meses de vida. Adotaram-se os valores de Hb &lt; 10,3 g/dL    (Saarinen) e Hb &lt; 10 g/dL (Brault-Dubuc) como crit&eacute;rio de anemia nas    idades de 3 a 5 meses e Hb &lt; 11,0 g/dL (OMS) para os lactentes de 6 meses.    <br>   <b>RESULTADOS:</b> A media da hemoglobina foi de 11,3 e 11,4 g/dL aos 3 e 4    meses, 11,2 e 11,1 g/dL aos 5 e 6 meses, respectivamente. A porcentagem de an&ecirc;micos    variou conforme a idade e o padr&atilde;o adotado, sendo de 11,8, 10,2 e 8,3%    aos 3, 4 e 5 meses, segundo o crit&eacute;rio adotado por Brault-Dubuc, e de    20,6, 14,8 e 10,4%, respectivamente, para o crit&eacute;rio de Saarinen. Aos    6 meses, a preval&ecirc;ncia de anemia foi de 37,5%.     <br>   <b>CONCLUS&Otilde;ES:</b> Observaram-se preval&ecirc;ncias de anemia variando    entre 8,3 e 37,5% nos lactentes do terceiro ao sexto m&ecirc;s de vida, que    justificam maior aten&ccedil;&atilde;o do pediatra em rela&ccedil;&atilde;o    aos n&iacute;veis de hemoglobina em lactentes em aleitamento materno exclusivo,    que perten&ccedil;am a fam&iacute;lias de baixa renda e que apresentem fatores    de risco para defici&ecirc;ncia de ferro.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b>    Anemia,aleitamento materno,defici&ecirc;ncia de ferro.</font></p>  <hr noshade size="1">     <p>&nbsp; </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">O aleitamento materno exclusivo nos 6 primeiros    meses de vida &eacute; a forma ideal para se alimentar um lactente, garantindo    suas necessidades nutricionais, padr&atilde;o de crescimento e desenvolvimento    adequados e estreitamento do v&iacute;nculo m&atilde;e-filho. &Eacute; muito    freq&uuml;ente, em nosso meio, a aus&ecirc;ncia de amamenta&ccedil;&atilde;o,    sua interrup&ccedil;&atilde;o precoce, ou a introdu&ccedil;&atilde;o de outros    alimentos na dieta do lactente, principalmente antes dos 4 meses de idade. Isso    traz conseq&uuml;&ecirc;ncias para sua sa&uacute;de, como o contato com prote&iacute;nas    estranhas a seu organismo, preju&iacute;zo na digest&atilde;o e assimila&ccedil;&atilde;o    de nutrientes e exposi&ccedil;&atilde;o a agentes infecciosos que se refletem    no padr&atilde;o de seu crescimento e desenvolvimento<sup>1-4</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Existe consenso entre os profissionais de sa&uacute;de    de que a pr&aacute;tica do aleitamento materno exclusivo at&eacute; o sexto    m&ecirc;s de vida impede a instala&ccedil;&atilde;o da defici&ecirc;ncia de    ferro e da anemia ferropriva. Mesmo que o aleitamento materno previna a anemia    ferropriva no lactente, existem controv&eacute;rsias sobre o per&iacute;odo    de prote&ccedil;&atilde;o que o leite materno confere<sup>5-8</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A maior dificuldade em tratar essa quest&atilde;o    talvez esteja na aus&ecirc;ncia de um padr&atilde;o do comportamento da hemoglobina    em crian&ccedil;as em aleitamento materno exclusivo, nos 6 primeiros meses de    vida.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Este trabalho foi realizado com o objetivo de    verificar o comportamento da hemoglobina e a ocorr&ecirc;ncia da anemia em lactentes    de termo amamentados exclusivamente ao seio at&eacute; o sexto m&ecirc;s de    vida utilizando duas das curvas existentes na identifica&ccedil;&atilde;o dessa    car&ecirc;ncia nutricional</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>M&eacute;todos</b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Trabalho realizado em 242 lactentes de 3 a 6    meses de idade, nascidos com peso superior a 2.500 g, alimentados exclusivamente    no seio materno, sucessivamente matriculados no Programa de Promo&ccedil;&atilde;o    do Crescimento e Desenvolvimento do Lactente (PPCD) do Programa Einstein na    Comunidade de Parais&oacute;polis no per&iacute;odo de janeiro de 2003 a mar&ccedil;o    de 2004 e submetidos a dosagem de hemoglobina entre 3 e 6 meses de idade. Esse    tamanho amostral permite estimar preval&ecirc;ncias da ordem de 45% com precis&atilde;o    e erro tipo I de 0,10.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A favela de Parais&oacute;polis &eacute; a segunda    maior comunidade carente do munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo. Situada no    bairro do Morumbi, rodeada por edif&iacute;cios e moradias de alto luxo, tem    popula&ccedil;&atilde;o estimada em 60.000 habitantes. Dentro dessa comunidade,    o Hospital Albert Einstein implantou o Programa Einstein na Comunidade de Parais&oacute;polis,    que consiste de um ambulat&oacute;rio para atendimento de crian&ccedil;as de    0 a 10 anos e de um centro de promo&ccedil;&atilde;o e aten&ccedil;&atilde;o    &agrave; sa&uacute;de, onde se realiza o PPCD.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O PPCD &eacute; um programa de a&ccedil;&otilde;es    educativas junto a m&atilde;es de rec&eacute;m-nascidos e lactentes de 0 a 1    ano de idade, realizado por equipe interprofissional, complementar &agrave;    puericultura realizada pelas unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de. Sua atua&ccedil;&atilde;o    &eacute; embasada em tr&ecirc;s pilares: est&iacute;mulo ao aleitamento materno,    recupera&ccedil;&atilde;o e estreitamento do v&iacute;nculo m&atilde;e-filho    e a&ccedil;&otilde;es educativas em sa&uacute;de e nutri&ccedil;&atilde;o.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">O trabalho &eacute; realizado por meio de atividades    em grupos com a participa&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 20 m&atilde;es. O    tempo de dura&ccedil;&atilde;o de cada encontro educativo &eacute; de 2 horas.    Durante esse per&iacute;odo, s&atilde;o realizadas atividades voltadas para    a necessidade da faixa et&aacute;ria da crian&ccedil;a, como tira-d&uacute;vidas,    estimula&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento neuromotor, avalia&ccedil;&atilde;o    fonoaudiol&oacute;gica, fortalecimento do v&iacute;nculo m&atilde;e-filho, discuss&atilde;o    de temas e pr&aacute;ticas em cozinha experimental. Cada uma dessas atividades    &eacute; feita por um tipo de profissional que ocupa um per&iacute;odo de tempo    nos encontros educativos e est&aacute; presente de acordo com a necessidade    da faixa et&aacute;ria do lactente<sup>9</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">No momento da matr&iacute;cula, &eacute; preenchido    um instrumento contendo as informa&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas do    n&uacute;cleo familiar, os dados da gesta&ccedil;&atilde;o, parto e nascimento    da crian&ccedil;a. A cada retorno, as informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o atualizadas    e anotados os dados da alimenta&ccedil;&atilde;o. Durante os 3 primeiros meses    de vida, o lactente &eacute; acompanhado semanalmente. Dos 3 aos 6 meses, quinzenalmente.    Dos 6 aos 12 meses, mensalmente.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">O est&iacute;mulo ao aleitamento materno &eacute;    um dos objetivos principais do PPCD, e toda a equipe interprofissional atua    de forma integrada na promo&ccedil;&atilde;o, manuten&ccedil;&atilde;o e resolu&ccedil;&atilde;o    dos problemas apresentados pela m&atilde;e durante o aleitamento. &Eacute; bastante    freq&uuml;ente o sucesso na relacta&ccedil;&atilde;o, na qual esse procedimento    &eacute; fact&iacute;vel.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A vigil&acirc;ncia da anemia carencial ferropriva    foi feita com uma coleta de sangue antes do lactente completar 6 meses. A dosagem    de hemoglobina foi obtida por meio de pun&ccedil;&atilde;o digital e realizada    pelo m&eacute;todo colorim&eacute;trico em aparelhos port&aacute;teis Hemocue<sup>10</sup>.    Para caracteriza&ccedil;&atilde;o da anemia, utilizaram-se os padr&otilde;es    de Saarinen et al.<sup>11</sup>, que consideram an&ecirc;mico o lactente dos    3 aos 5 meses que apresente hemoglobina inferior a 10,3 g/dL, al&eacute;m do    padr&atilde;o de Brault-Dubuc et al.<sup>12</sup>, que adotam valor inferior    a 10,0 g/dL para as idades especificadas. A partir dos 6 meses, foi utilizado    o padr&atilde;o da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS),    que caracteriza anemia quando a hemoglobina for inferior a 11,0 g/dL<sup>13</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">O c&aacute;lculo da hemoglobina estimada para    cada idade estudada foi realizado segundo equa&ccedil;&atilde;o proposta por    Szarfarc et al.<sup>14</sup>, atendendo &agrave;s seguintes premissas: o rec&eacute;m-nascido    tem 75 mg Fe/kg de peso, 85% dos quais sob a forma de hemoglobina; o volume    sang&uuml;&iacute;neo corresponde a 85 mL/kg de peso, e cada grama de hemoglobina    cont&eacute;m 3,4 mg de ferro. Ent&atilde;o:</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Hb estimada = (PN x 75 x 0,85 x 100) / (3,4 x    85 x PA) g/dL, onde PN e PA s&atilde;o, respectivamente, peso ao nascer e peso    atual em kg.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Para an&aacute;lise dos dados, utilizaram-se    os programas Epi-Info (Centers for Disease Control and Prevention, Atlanta,    GA, EUA) e Stata 8.0 (Stata Corporation, College Station, TX, EUA). Para a avalia&ccedil;&atilde;o    estat&iacute;stica das diferen&ccedil;as de propor&ccedil;&atilde;o, foi utilizado    o teste do qui-quadrado. Na an&aacute;lise das diferen&ccedil;as de m&eacute;dias,    utilizou-se ANOVA<sup>15</sup>. O n&iacute;vel de signific&acirc;ncia adotado    em todas as an&aacute;lises foi de 0,05.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A pesquisa foi aprovada pelo comit&ecirc; de    &eacute;tica do Hospital Israelita Albert Einstein, S&atilde;o Paulo (SP), Brasil.</font></p>      <p>&nbsp; </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>Resultados</b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados da caracteriza&ccedil;&atilde;o    socioecon&ocirc;mica est&atilde;o apresentados na <a href="/img/revistas/jped/v82n4/a10tab01.gif">Tabela    1</a>. Os dados referentes &agrave; renda familiar mostraram que existem 6,7%    das fam&iacute;lias sem nenhum ingresso de renda mensal e, em 38,3%, a renda    <i>per capita</i> &eacute; inferior a 0,5 sal&aacute;rio m&iacute;nimo mensal,    ou seja, 45,0% das fam&iacute;lias estudadas vivem abaixo da linha de pobreza.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Trabalham fora do lar 21,3% das m&atilde;es entrevistadas.    Do total de m&atilde;es analisadas, 25,4% tinham idade inferior a 20 anos e    48,5% n&atilde;o tinham completado o ensino fundamental.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o ao lactente, 33,5% nasceram    com peso inferior a 3.000 g. Por ocasi&atilde;o da dosagem da hemoglobina, os    242 lactentes analisados dividiam-se quanto &agrave; idade dessa maneira: 34    (3 meses), 88 (4 meses), 48 (5 meses) e 72 (6 meses).</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#fig1">Figura 1</a>, est&aacute;    representado o comportamento das m&eacute;dias das hemoglobinas observadas e    estimadas para cada idade estudada e a curva do padr&atilde;o de Saarinen et    al.<sup>11</sup>.</font></p>      <p><a name="fig1"></a></p>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><img src="/img/revistas/jped/v82n4/a10fig01.gif"></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana">Os valores observados s&atilde;o inferiores aos    do padr&atilde;o de Saarinen et al.<sup>11</sup> em todas as idades estudadas,    aumentando essa diferen&ccedil;a &agrave; medida que aumenta a idade do lactente.    Por sua vez, os valores observados s&atilde;o semelhantes aos estimados aos    3 e 4 meses e superiores aos 5 e 6 meses.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Os dados referentes &agrave; preval&ecirc;ncia    de anemia segundo a faixa et&aacute;ria, de acordo com os padr&otilde;es de    Saarinen et al. e de Brault-Dubuc et al.<sup>11,12</sup>, est&atilde;o representados    na <a href="#tab2">Tabela 2</a>. No total da amostra de lactentes entre 3 e 6    meses de idade em aleitamento materno exclusivo, encontrou-se anemia instalada    em 18,2 e 21,5% em cada um dos padr&otilde;es utilizados.</font></p>      <p><a name="tab2"></a></p>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><img src="/img/revistas/jped/v82n4/a10tab02.gif"></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana">Na amostra, 55 lactentes nasceram com peso insuficiente    (menor de 3.000 g) e 155 com peso superior a 3.000 g. A preval&ecirc;ncia de    anemia nesses dois grupos foi de 16,4 e 13,9%, respectivamente (<font face="Symbol">c</font><sup>2</sup>    = 0,15, n&atilde;o-significante). Estudou-se, tamb&eacute;m, a rela&ccedil;&atilde;o    entre a presen&ccedil;a de anemia e a idade da m&atilde;e dividida em maiores    e menores de 20 anos. Nos lactentes nascidos de m&atilde;es maiores de 20 anos,    encontrou-se preval&ecirc;ncia de 14,5% e, em menores de 20 anos, de 19,0% (<font face="Symbol">c</font><sup>2</sup>    = 0,72, n&atilde;o-significante). </font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b> Discuss&atilde;o</b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A anemia ferropriva apresenta elevada preval&ecirc;ncia    em lactentes em nosso pa&iacute;s, in&uacute;meras conseq&uuml;&ecirc;ncias    s&atilde;o descritas na literatura, como maior risco de infec&ccedil;&otilde;es,    comprometimento do crescimento, altera&ccedil;&otilde;es neurocognitivas. Assim,    a preven&ccedil;&atilde;o e o tratamento precoce s&atilde;o essenciais. &Eacute;    reconhecido que lactentes que sofreram determinadas situa&ccedil;&otilde;es    na fase intra-&uacute;tero e perinatal apresentam maior risco para a defici&ecirc;ncia    de ferro. Podem determinar baixa reserva de ferro, ao nascimento, o diabetes    melito materno, retardo de crescimento intra-uterino e condi&ccedil;&otilde;es    que alteram a massa de eritr&oacute;citos no concepto, tais como hemorragia    feto-materna, descolamento prematuro de placenta, placenta pr&eacute;via, inser&ccedil;&atilde;o    velamentosa do cord&atilde;o umbilical, transfus&atilde;o feto-fetal e clampeamento    precoce de cord&atilde;o<sup>16-19</sup>. Embora controverso, alguns autores    admitem que gestantes que apresentam baixas reservas de ferro (Hb &lt; 8,5 g/dL)    possam constituir importante causa de defici&ecirc;ncia de ferro na inf&acirc;ncia<sup>16</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A velocidade de crescimento muito acelerada nos    primeiros meses de vida pode levar ao aumento da necessidade de ferro, podendo    causar esgotamento precoce do ferro end&oacute;geno e aumentando o risco de    anemia.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Neste estudo, avaliaram-se apenas lactentes nascidos    com peso superior a 2.500 g e alimentados exclusivamente ao seio materno. O    ganho ponderal desses lactentes foi bastante acentuado em ambos os sexos, a    partir do segundo m&ecirc;s de vida, situando-se o peso m&eacute;dio acima do    percentil 50 da curva do NCHS at&eacute; o sexto m&ecirc;s de vida, embora estivesse    abaixo do percentil at&eacute; os 2 meses de idade<sup>20</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Ao comparar o comportamento da curva das m&eacute;dias    das hemoglobinas do padr&atilde;o de Saarinen et al.<sup>11</sup> e o observado    na amostra estudada, fica evidente que as m&eacute;dias das hemoglobinas das    crian&ccedil;as de Parais&oacute;polis, mesmo nascidas de termo e com peso superior    a 2.500 g, apresentam diferen&ccedil;as importantes desde os 4 meses (-1,1 g/dL)    at&eacute; os 6 meses (-1,5 g/dL). Uma explica&ccedil;&atilde;o plaus&iacute;vel    para essa observa&ccedil;&atilde;o seria o crescimento ponderal acelerado dos    2 aos 6 meses de idade.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Por outro lado, na compara&ccedil;&atilde;o entre    as hemoglobinas observadas e esperadas, verificou-se que os lactentes amamentados    exclusivamente ao seio apresentam m&eacute;dia bastante superior ao esperado    aos 5 e 6 meses de idade, apesar da elevada velocidade de crescimento observada    nessas crian&ccedil;as, o que refor&ccedil;a a elevada biodisponibilidade do    ferro encontrado no leite materno<sup>21</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A an&aacute;lise comparativa da presen&ccedil;a    de anemia utilizando dois padr&otilde;es internacionais mostra diferen&ccedil;as    importantes aos 3 meses de idade, em fun&ccedil;&atilde;o do ponto de corte    aos 2 meses, que &eacute; de 10,0 g/dL, e de pequenas diferen&ccedil;as aos    4 e 5 meses. Ambos mostram que existe percentual preocupante de lactentes que,    antes de completar 6 meses de idade, apresentam anemia. Mais preocupante ainda    &eacute; a constata&ccedil;&atilde;o que, ao completar 6 meses, esse percentual    chegue a 37,5%.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">O encontro de altas taxas de anemia em nosso    estudo assemelha-se ao observado por Chaves<sup>22</sup>, que observou concentra&ccedil;&otilde;es    m&eacute;dias de hemoglobina de 10 e 10,4 g/dL, respectivamente, aos 3 e 6 meses,    em crian&ccedil;as em aleitamento materno exclusivo acompanhadas em centro de    lacta&ccedil;&atilde;o. De refer&ecirc;ncia para os pa&iacute;ses de l&iacute;ngua    portuguesa, esses achados tamb&eacute;m foram semelhantes aos encontrados por    Vieira<sup>23</sup>, em lactentes de mesma faixa et&aacute;ria, acompanhados    tamb&eacute;m em centro de refer&ecirc;ncia para lacta&ccedil;&atilde;o em Bel&eacute;m    do Par&aacute;.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Essa elevada taxa de anemia chama a aten&ccedil;&atilde;o.    Um dos pontos que poderia ser questionado seriam os valores de corte adotados    para os n&iacute;veis de hemoglobina, uma vez que existem controv&eacute;rsias    na literatura sobre a partir de qual valor da dosagem da hemoglobina &eacute;    estabelecido o diagn&oacute;stico de anemia em crian&ccedil;as menores de 6    meses em aleitamento materno, al&eacute;m de que o valor proposto pela OMS<sup>24</sup>    para diagnosticar anemia ap&oacute;s os 6 meses nem sempre se mostra adequado.    Dessa forma procuramos, em nosso estudo, adotar mais que um par&acirc;metro    para definir anemia nessas crian&ccedil;as. A escolha de mais de um crit&eacute;rio    permitiu avaliarmos com maior seguran&ccedil;a a preval&ecirc;ncia de anemia    nas respectivas faixas et&aacute;rias.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Outra hip&oacute;tese &eacute; a de que algumas    crian&ccedil;as poderiam apresentar fatores de risco para defici&ecirc;ncia    de ferro, como baixa renda familiar, peso de nascimento inferior a 3.000 g,    crescimento acelerado, e que talvez esses fatores isoladamente ou somados possam    ter contribu&iacute;do para a queda dos n&iacute;veis de hemoglobina, visto    que 1/3 dos lactentes nasceram com peso insuficiente e 45% das fam&iacute;lias    estudadas vivem abaixo da linha de pobreza, somando-se o fato de que essas crian&ccedil;as    apresentaram ganho de peso acima do esperado.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A dosagem de hemoglobina &eacute; o exame de    escolha para estudos populacionais e a &uacute;ltima manifesta&ccedil;&atilde;o    da defici&ecirc;ncia de ferro<sup>25</sup>. A utiliza&ccedil;&atilde;o de outros    exames para avaliar a defici&ecirc;ncia de ferro poderia aprofundar o diagn&oacute;stico    das reservas de ferro nessa popula&ccedil;&atilde;o. Entretanto, o objetivo    deste trabalho foi levantar a quest&atilde;o, sem questionar a import&acirc;ncia,    os benef&iacute;cios e a efetividade do aleitamento materno exclusivo para todos    os lactentes. A Sociedade Brasileira de Pediatria prop&otilde;e o in&iacute;cio    da suplementa&ccedil;&atilde;o de ferro para crian&ccedil;as amamentadas exclusivamente    ao seio a partir dos 6 meses de idade<sup>26,27</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Observaram-se preval&ecirc;ncias de anemia variando    entre 8,3 e 37,5% do terceiro ao sexto m&ecirc;s de vida, o que justifica uma    maior aten&ccedil;&atilde;o do pediatra em rela&ccedil;&atilde;o aos n&iacute;veis    de hemoglobina em lactentes menores de 6 meses em aleitamento materno exclusivo    e que estejam em situa&ccedil;&atilde;o de risco para ferro-defici&ecirc;ncia<sup>14</sup>.    Cabe ainda ressaltar a import&acirc;ncia do aleitamento materno, que permitiu    ganho ponderal acentuado e apresentou papel protetor, impedindo n&iacute;veis    menores de hemoglobina nessas crian&ccedil;as.</font></p>      <p>&nbsp; </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b> </font></p>      <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Coutinho SB. Influ&ecirc;ncia do tipo de aleitamento    sobre o ganho pondo-estatural de crian&ccedil;as no primeiro ano de vida. J    Pediatr (Rio J). 1988;64:75-82.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0021-7557200600050001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Akr&eacute; J. Alimenta&ccedil;&atilde;o infantil:    bases fisiol&oacute;gicas. Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de.    2&ordf; ed. Genebra: OMS; 1997.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0021-7557200600050001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Giugliani ERJ. O aleitamento materno na pr&aacute;tica    cl&iacute;nica. J Pediatr (Rio J). 2000;76:S238-52.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0021-7557200600050001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Lamounier JA, Vieira GO, Gouveia LC. Composi&ccedil;&atilde;o    do leite humano: fatores nutricionais. In: Rego JD. Aleitamento materno. S&atilde;o    Paulo: Atheneu; 2001. p. 47-58.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0021-7557200600050001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. McMillan JA, Landaw SA, Oski FA. Iron sufficiency    in breast-fed infants and the availability of iron from human milk. Pediatrics.    1976;58:686-91.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0021-7557200600050001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Duncan B, Schifman RB, Corrigan JJ Jr., Schaefer    C. Iron and the exclusively breast-fed infant from birth to six months. J Pediatr    Gastroenterol Nutr. 1985;4:421-5.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0021-7557200600050001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Pizarro F, Yip R, Dallman PR, Olivares M,    Hertrampf E, Walter T. Iron status with different infant feeding regimens: relevance    to screening and prevention of iron deficiency. J Pediatr. 1991;118:687-92.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0021-7557200600050001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Calvo EB, Galindo AC, Aspres NB. Iron status    in exclusively breast-fed infants. Pediatrics. 1992;90:375-9.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0021-7557200600050001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Torres MAA, Souza DR, Sato K, Nascimento CL,    Mader CN, Silva EP, et al. O papel da equipe interprofissional na promo&ccedil;&atilde;o    do crescimento e desenvolvimento do lactente. Rev Paul Pediatr. 2003;21:186-90.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0021-7557200600050001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Hudson-Thomas M, Bingham KC, Simmons WK.    An evaluation of the HemoCue for measuring haemoglobin in field studies in Jamaica.    Bull World Health Organ. 1994;72:423-6.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0021-7557200600050001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Saarinen UM, Siimes MA. Developmental changes    in red blood cell counts and indices of infants after exclusion of iron deficiency    by laboratory criteria and continuous iron supplementation. J Pediatr. 1978;92:412-6.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0021-7557200600050001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Brault-Dubuc M, Nadeau M, Dickie J. Iron    status of French-Canadian children: a three year follow-up study. Hum Nutr Appl    Nutr. 1983;37 A:210-21.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0021-7557200600050001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de.    Grupo Cient&iacute;fico de Anemias Nutricionais. Genebra: Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de; 1968. S&eacute;rie de Informes T&eacute;cnicos n&ordm;    405.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0021-7557200600050001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Szarfarc SC, Souza SB, Furumoto RA, Brunken    GS, Assis, AM, Gaudenzi, EN, et al. Concentra&ccedil;&atilde;o de hemoglobina    em crian&ccedil;as do nascimento at&eacute; um ano de vida. Cad Saude Publica.    2004;20:266-74.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0021-7557200600050001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Kirkwood BR, Sterne JA. Essentials of medical    statistics. 2nd ed. Oxford: Blackwell; 2003.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0021-7557200600050001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Lozoff B. Perinatal iron deficiency and the    developing brain. Pediatr Res. 2000;48:137-9.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0021-7557200600050001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Oski FA, Naiman JL. Anemia in the neonatal    period. In: Oski FA, Naiman JL. Hematologic problems in the newborn. 3rd ed.    Philadelphia: WB Saunders; 1982. p. 56-86.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0021-7557200600050001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. Georgieff MK, Wewerka SW, Nelson CA, Deregnier    RA. Iron status at 9 months of infants with low iron stores at birth. J Pediatr.    2002;141:405-9.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0021-7557200600050001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. Allen LH. Anemia and iron deficiency: effects    on pregnancy outcome. Am J Clin Nutr. 2000;71:1280S-4S.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0021-7557200600050001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20. Torres MAA, N&oacute;brega FJ. Promoting    growth and development of infants by a multidisciplinary team, in the community    of Parais&oacute;polis. Einstein. 2004;2:23-7.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0021-7557200600050001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">21. Griffin IJ, Abrams SA. Iron and breastfeeding.    Pediatr Clin North Am. 2001;48:401-13.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0021-7557200600050001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">22. Chaves SP. Crescimento e concentra&ccedil;&atilde;o    de hemoglobina de lactentes em aleitamento materno exclusivo &#91;disserta&ccedil;&atilde;o&#93;.    S&atilde;o Paulo: Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade de    S&atilde;o Paulo; 1999.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0021-7557200600050001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">23. Vieira Marques RFS. Crescimento, Hemoglobina    e Ferritina S&eacute;rica em crian&ccedil;as de 0 a 6 meses em aleitamento materno    exclusivo &#91;disserta&ccedil;&atilde;o&#93;. S&atilde;o Paulo: Universidade Federal    de S&atilde;o Paulo; 2000</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0021-7557200600050001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">24. Demaeyer E. Preventing and controlling iron    deficiency anaemia through primary health care: a guide for health administrators    and programme managers. Geneva: World Health Organization; 1989.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0021-7557200600050001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">25. International Nutritional Anemia Consultative    Group. Iron deficiency in infancy and childhood. Geneva: INACG and World Health    Organization; 1979. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0021-7557200600050001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">26. Departamento de Nutri&ccedil;&atilde;o da    Sociedade Brasileira de Pediatria. Proposta de atua&ccedil;&atilde;o no combate    &agrave; anemia ferropriva na comunidade. Nestl&eacute; Nutri&ccedil;&atilde;o:    Temas Nutr Pediatr. 2001;1:13-7.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0021-7557200600050001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">27. Departamento de Nutri&ccedil;&atilde;o da    Sociedade Brasileira de Pediatria. Alimenta&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as    nos primeiros anos de vida. Rev Paul Pediatr. 1998;16:112-7.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0021-7557200600050001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a name="end"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/jped/v82n4/seta.gif" border="0"></a>    <b>Correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Jos&eacute; A. A. C. Taddei    <br>   Disciplina de Nutrologia - UNIFESP-EPM    <br>   Rua Loefgreen, 1647    <br>   CEP 04040-032 - S&atilde;o Paulo, SP    <br>   Tel./Fax: (11) 5573.1246    <br>   E-mail:<a href="mailto:taddei.dped@epm.br">taddei.dped@epm.br</a>, <a href="mailto:nutsec@yahoo.com.br">nutsec@yahoo.com.br</a>    </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Artigo submetido em 24.10.05, aceito em 22.03.06.</font></p>       ]]></body><back>
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