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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prevalência de aleitamento materno exclusivo nos 3 primeiros meses de vida e seus determinantes no Sul do Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Prevalence of exclusive breastfeeding and its determiners in the first 3 months of life in the South of Brazil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: To determine the prevalence of exclusive breastfeeding during the first 3 months of life and its determinant factors in a city in the South region of Brazil. METHODS: Prospective study of a cohort of babies born between September 2002 and May 2003 in the city of Pelotas, RS. Data were obtained in interviews, at maternity units and during home visits, with mothers of babies aged between 1 and 3 months. Factors related to the cessation of breastfeeding were subjected to univariate, bivariate and multivariate analysis. RESULTS: Nine hundred and forty mothers of children aged 3 months or less were interviewed, 39% of whom were still exclusively breastfeeding and around 1/3 of whom no longer breastfed. Multivariate analysis by logistic regression demonstrated a significant association between interruption of exclusive breastfeeding before 3 months and maternal employment, use of a pacifier, low family income (between one and three times the minimum wage), and less than 5 years' paternal education. CONCLUSIONS: Exclusive breastfeeding throughout the first 3 months of life is an uncommon practice among the population of Pelotas, RS, in particular when the mother works away from home, the father has little education and the child is given a pacifier, which reinforces the need to continue stimulating exclusive breastfeeding during the first months of life.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Aleitamento materno]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="4"><a name="topo"></a><b>Prevalência de aleitamento    materno exclusivo nos 3 primeiros meses de vida e seus determinantes no Sul    do Brasil</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Maria Laura W. Mascarenhas<sup>I</sup>; Elaine    P. Albernaz<sup>II</sup>; Mirian B. da Silva<sup>III</sup>; Regina B. da Silveira<sup>IV</sup></b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Mestre em Sa&uacute;de e Comportamento,    Universidade Cat&oacute;lica de Pelotas (UCPEL), Pelotas, RS. Professora assistente,    N&uacute;cleo de Pediatria, UCPEL, Pelotas, RS    <br>   <sup>II</sup>Doutora em Epidemiologia, Universidade Federal de Pelotas (UFPEL),    Pelotas, RS. Professora adjunta, Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o    em Sa&uacute;de e Comportamento, UCPEL, Pelotas, RS    <br>   <sup>III</sup>Mestre em Sa&uacute;de e Comportamento, UCPEL, Pelotas, RS. Professora    assistente, N&uacute;cleo de Pediatria, UCPEL, Pelotas, RS    <br>   <sup>IV</sup>Mestre em Sa&uacute;de e Comportamento, UCPEL, Pelotas, RS. Professora    assistente, N&uacute;cleo de Pediatria, UCPEL, Pelotas, RS</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><a href="#end">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>  <hr size="1" noshade>     <p> <font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b> OBJETIVO:</b> Determinar a preval&ecirc;ncia    do aleitamento materno exclusivo nos 3 primeiros meses de vida e os fatores    determinantes em uma cidade da Regi&atilde;o Sul do Brasil.    <br>   <b>M&Eacute;TODOS:</b> Estudo de coorte prospectivo, envolvendo beb&ecirc;s    nascidos entre setembro de 2002 e maio de 2003 na cidade de Pelotas (RS). Os    dados foram obtidos atrav&eacute;s de entrevistas, nas maternidades e no domic&iacute;lio,    com m&atilde;es de beb&ecirc;s entre 1 e 3 meses de idade. Para an&aacute;lise    dos fatores relacionados &agrave; interrup&ccedil;&atilde;o do aleitamento materno,    foram realizadas an&aacute;lises univariada, bivariada e multivariada.     <br>   <b>RESULTADOS:</b> Foram entrevistadas 940 m&atilde;es de beb&ecirc;s com at&eacute;    3 meses de idade, sendo que 39% destes recebiam aleitamento exclusivo e cerca    de 1/3 j&aacute; n&atilde;o mamava mais. Ap&oacute;s an&aacute;lise multivariada    por regress&atilde;o log&iacute;stica, trabalho materno, uso de chupeta, renda    familiar entre um e tr&ecirc;s sal&aacute;rios m&iacute;nimos e escolaridade    paterna menor que 5 anos mostraram associa&ccedil;&atilde;o significativa com    interrup&ccedil;&atilde;o do aleitamento exclusivo antes dos 3 meses de vida.        <br>   <b>CONCLUS&Otilde;ES:</b> O aleitamento materno exclusivo nos primeiros 3 meses    &eacute; pouco praticado na popula&ccedil;&atilde;o de Pelotas (RS), em especial    quando a m&atilde;e trabalha fora do lar, o pai tem pouca escolaridade e a crian&ccedil;a    faz uso de chupeta, o que refor&ccedil;a a necessidade de se continuar estimulando    a amamenta&ccedil;&atilde;o exclusiva nos primeiros meses de vida. </font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b>    Aleitamento materno, lacta&ccedil;&atilde;o, alimenta&ccedil;&atilde;o infantil.</font></p>  <hr noshade size="1">     <p>&nbsp; </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">O alimento ideal para crian&ccedil;as nos primeiros    meses de vida &eacute;, sem d&uacute;vida, o leite materno. Suas vantagens est&atilde;o    muito bem documentadas na literatura mundial<sup>1-3</sup>. Com base em evid&ecirc;ncias    cient&iacute;ficas, a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS)    recomenda a pr&aacute;tica de aleitamento materno exclusivo por 6 meses, al&eacute;m    de sua manuten&ccedil;&atilde;o, com a adi&ccedil;&atilde;o de alimentos complementares,    at&eacute; os 2 anos ou mais<sup>4</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Estudos demonstram que crian&ccedil;as amamentadas    exclusivamente ao seio s&atilde;o menos acometidas por doen&ccedil;as como diarr&eacute;ia<sup>5</sup>    e desidrata&ccedil;&atilde;o<sup>6</sup>. H&aacute; evid&ecirc;ncias de que    o aleitamento nos primeiros meses de vida diminui o risco de hospitaliza&ccedil;&atilde;o    por pneumonia<sup>7</sup>. Entre outras vantagens, est&atilde;o os ganhos na    &aacute;rea cognitiva<sup>8</sup> e a prote&ccedil;&atilde;o contra doen&ccedil;a    at&oacute;pica<sup>9</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Os &iacute;ndices de aleitamento materno exclusivo    na cidade de Pelotas encontram-se em estudo publicado em 1998, que mostra dados    de duas coortes<sup>10</sup>. Em 1993, aos 3 meses de idade, 13% dos beb&ecirc;s    encontravam-se em aleitamento exclusivo e 39% j&aacute; estavam desmamados.    Em 1998, com a mesma idade, cerca de 57% dos beb&ecirc;s estavam em aleitamento    exclusivo e 11% j&aacute; estavam desmamados. No entanto, essa &uacute;ltima    coorte era formada por crian&ccedil;as sem restri&ccedil;&otilde;es ao crescimento    (a termo, m&atilde;es n&atilde;o fumantes, bom n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico    e sem morbidade perinatal) e cujas m&atilde;es recebiam apoio adicional para    manuten&ccedil;&atilde;o do aleitamento exclusivo.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Em um estudo de interven&ccedil;&atilde;o, realizado    na mesma cidade em 2000, foi verificado que, aos 4 meses de idade, 29% dos beb&ecirc;s    mamavam exclusivamente no peito e 31% j&aacute; haviam sido desmamados. Esse    estudo tamb&eacute;m foi realizado com uma amostra de crian&ccedil;as que n&atilde;o    era representativa da popula&ccedil;&atilde;o geral (beb&ecirc;s sem restri&ccedil;&atilde;o    ao crescimento e que tamb&eacute;m recebiam suporte adicional para a amamenta&ccedil;&atilde;o)<sup>11</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Alguns estudos<sup>12-14</sup> apontam fatores    associados de forma positiva ao aleitamento materno exclusivo, como maior escolaridade    materna, situa&ccedil;&atilde;o conjugal com v&iacute;nculo, rec&eacute;m-nascido    com idade gestacional maior que 37 semanas, m&atilde;es com experi&ecirc;ncia    anterior com amamenta&ccedil;&atilde;o e mulheres que residem em sua pr&oacute;pria    casa. Outro estudo<sup>15</sup> demostrou que a interrup&ccedil;&atilde;o da    amamenta&ccedil;&atilde;o exclusiva nos primeiros meses est&aacute; associada    &agrave; baixa renda familiar, pouca idade materna, primiparidade e retorno    da m&atilde;e ao trabalho.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Observa-se que os estudos demonstram uma heterogeneidade    na pr&aacute;tica da amamenta&ccedil;&atilde;o nos diferentes locais, inclusive    nas diversas regi&otilde;es dentro do pr&oacute;prio pa&iacute;s. Isso leva    a crer que a realiza&ccedil;&atilde;o de diagn&oacute;sticos locais da situa&ccedil;&atilde;o    da amamenta&ccedil;&atilde;o &eacute; de fundamental import&acirc;ncia na elabora&ccedil;&atilde;o    de pol&iacute;ticas de incentivo &agrave; amamenta&ccedil;&atilde;o.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo tem como objetivo avaliar a    preval&ecirc;ncia do aleitamento materno exclusivo nos 3 primeiros meses de    vida na cidade de Pelotas e identificar os fatores que interferem nessa pr&aacute;tica.</font></p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>M&eacute;todos</b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Estudo de coorte prospectivo, no qual foram avaliados    v&aacute;rios desfechos. A pesquisa apresentou dois componentes: perinatal (triagem    hospitalar) e acompanhamento (visitas domiciliares aos beb&ecirc;s com 1, 3    e 6 meses de idade). O componente perinatal constou de entrevistas feitas com    todas as m&atilde;es de crian&ccedil;as que nasceram nas maternidades da cidade    de Pelotas, no per&iacute;odo de setembro de 2002 a maio de 2003, estimando-se    a ocorr&ecirc;ncia de 400 partos/m&ecirc;s. O acompanhamento domiciliar foi    realizado no per&iacute;odo de setembro de 2002 a novembro de 2003. A amostra    para o acompanhamento, de aproximadamente 30% das m&atilde;es entrevistadas    na maternidade, foi obtida atrav&eacute;s de uma lista de n&uacute;meros aleat&oacute;rios    sistem&aacute;ticos, produzida no programa SPSS. Para este estudo, foram utilizadas    informa&ccedil;&otilde;es do componente perinatal e das visitas de acompanhamento    domiciliar aos 90 dias de vida do beb&ecirc;.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Foram considerados eleg&iacute;veis para inclus&atilde;o    no estudo todos os rec&eacute;m-nascidos de m&atilde;es residentes na zona urbana    da cidade de Pelotas e que n&atilde;o apresentassem problemas considerados contra-indica&ccedil;&otilde;es    &agrave; amamenta&ccedil;&atilde;o (exemplo: rec&eacute;m-nascidos com malforma&ccedil;&otilde;es    graves e m&atilde;es soropositivas para HIV). Todas as m&atilde;es inclu&iacute;das    no estudo, ap&oacute;s terem sido devidamente esclarecidas sobre a pesquisa,    assinaram o termo de consentimento. As d&iacute;ades m&atilde;e-beb&ecirc; que    n&atilde;o foram localizadas para aplica&ccedil;&atilde;o dos question&aacute;rios,    ou que se recusaram a participar ou a continuar no estudo, foram consideradas    como perdas.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A amostra foi calculada baseada em um intervalo    de confian&ccedil;a de 95% (IC95%) e poder estat&iacute;stico de 90% para exposi&ccedil;&otilde;es,    variando entre 15 e 80%, estimando-se um risco relativo (RR) de 2,0. Acrescentou-se    15% para poss&iacute;veis perdas e controle de fatores de confus&atilde;o em    potencial, o que totalizou 600 m&atilde;es-beb&ecirc;s. Como este estudo fez    parte de uma pesquisa com v&aacute;rios desfechos, o total da amostra foi de    973 d&iacute;ades m&atilde;es-beb&ecirc;s. Tanto na maternidade quanto no seguimento,    foram utilizados question&aacute;rios padronizados, os quais foram aplicados    por estudantes de medicina previamente treinados. A veracidade das informa&ccedil;&otilde;es    dos question&aacute;rios foi checada atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o    de um question&aacute;rio sintetizado a 10% da amostra, selecionada de forma    aleat&oacute;ria.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">As categorias de aleitamento materno utilizadas    neste estudo foram as preconizadas pela OMS/Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana    de Sa&uacute;de (OMS/OPAS, 1991)<sup>16</sup>, ou seja, foram consideradas em    aleitamento materno exclusivo as crian&ccedil;as que recebiam somente leite    materno; em aleitamento materno predominante, as crian&ccedil;as que recebiam,    al&eacute;m do leite materno, &aacute;gua, ch&aacute;s ou sucos e; em aleitamento    materno, as crian&ccedil;as que recebiam qualquer quantidade di&aacute;ria de    leite materno, independente de estarem recebendo ou n&atilde;o outros alimentos.    Foram consideradas em aleitamento parcial as crian&ccedil;as que recebiam, al&eacute;m    do leite materno, outro tipo de leite e, em desmame, as crian&ccedil;as em que    o aleitamento materno foi interrompido ao longo do seguimento.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Para an&aacute;lise dos dados, foram utilizados    o programa Epi-Info 6.0 e o pacote estat&iacute;stico SPSS para Windows 8.0,    obedecendo ao modelo hier&aacute;rquico criado, encontrando-se, no primeiro    n&iacute;vel, as vari&aacute;veis relativas aos fatores demogr&aacute;ficos    (sexo do beb&ecirc;, cor e idade materna) e socioecon&ocirc;micos (renda familiar    e escolaridade dos pais); no segundo n&iacute;vel, as caracter&iacute;sticas    maternas (paridade, tabagismo, tipo de parto, n&uacute;mero de consultas pr&eacute;-natal    e trabalho materno, definido como a m&atilde;e que estava trabalhando no m&ecirc;s    da visita) e; no terceiro n&iacute;vel, as caracter&iacute;sticas do beb&ecirc;    (idade gestacional, peso de nascimento e uso de chupeta, definido como o beb&ecirc;    estar recebendo chupeta no m&ecirc;s da visita). Foram realizados o c&aacute;lculo    das freq&uuml;&ecirc;ncias das vari&aacute;veis, a an&aacute;lise bivariada    entre os fatores de exposi&ccedil;&atilde;o e o desfecho entre os fatores de    exposi&ccedil;&atilde;o e outras vari&aacute;veis e entre o desfecho e outras    vari&aacute;veis. Em todas as an&aacute;lises, foi usado o n&iacute;vel de signific&acirc;ncia    p <u>&lt;</u> 0,05. Na an&aacute;lise multivariada, foram inclu&iacute;das as    vari&aacute;veis cuja associa&ccedil;&atilde;o com o desfecho apresentaram valor    de p <u>&lt;</u> 0,20, para estudar poss&iacute;veis fatores de confus&atilde;o.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">O projeto de pesquisa foi aprovado pelas comiss&otilde;es    de pesquisa e &eacute;tica em sa&uacute;de da Santa Casa de Miseric&oacute;rdia    de Pelotas e da Funda&ccedil;&atilde;o de Apoio Universit&aacute;rio (FAU).    Al&eacute;m disso, foi aprovado pelo comit&ecirc; de &eacute;tica em pesquisa    da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e pela comiss&atilde;o cient&iacute;fica    da Universidade Cat&oacute;lica de Pelotas.</font>      <p>&nbsp; </p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Resultados</b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">No per&iacute;odo do estudo, ocorreram 3.449    nascimentos, entre os quais 81% (2.799) de beb&ecirc;s cujas m&atilde;es residiam    na cidade de Pelotas. Dessas crian&ccedil;as, 29 nasceram fora do hospital,    mas foram inclu&iacute;das no estudo. Dez pacientes tiveram alta hospitalar    antecipada e n&atilde;o puderam ser localizadas posteriormente, e 26 eram soropositivas    para HIV, sendo, portanto, exclu&iacute;das. Quatorze m&atilde;es (0,4%) n&atilde;o    aceitaram participar do estudo, e oito recusaram-se devido ao &oacute;bito precoce    dos beb&ecirc;s. A popula&ccedil;&atilde;o final entrevistada no componente    perinatal foi de 2.741 m&atilde;es, o que representou 98% de todos os nascimentos    da popula&ccedil;&atilde;o-alvo. Dessa amostra, foram selecionadas, aleatoriamente,    973 m&atilde;es-beb&ecirc;s para acompanhamento domiciliar com 1, 3 e 6 meses    de idade.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">No acompanhamento de 3 meses, foram respondidos    940 question&aacute;rios, totalizando 3,4% de perdas, com 13 &oacute;bitos,    cinco endere&ccedil;os n&atilde;o localizados, seis mudan&ccedil;as de cidade    e cinco exclus&otilde;es (uma m&atilde;e HIV positiva, duas com doen&ccedil;a    mental e ado&ccedil;&otilde;es). Houve ainda quatro recusas.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Na distribui&ccedil;&atilde;o da amostra, conforme    caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas, socioecon&ocirc;micas e reprodutivas,    n&atilde;o se observou diferen&ccedil;a estatisticamente significativa entre    a popula&ccedil;&atilde;o da triagem hospitalar e a amostra selecionada, de    forma aleat&oacute;ria, para o acompanhamento domiciliar. Cerca de 68% da amostra    possu&iacute;am renda familiar de at&eacute; tr&ecirc;s sal&aacute;rios m&iacute;nimos    (SM), 45% dos pais e 41% das m&atilde;es estudaram de 5 a 8 anos. Cerca de 50%    das m&atilde;es tinham entre 20 e 29 anos, 39% tiveram parto ces&aacute;reo,    66% n&atilde;o trabalhavam e 1/4 fumou durante a gravidez. A maioria das m&atilde;es    (76%) realizou seis ou mais consultas pr&eacute;-natais; o &iacute;ndice de    baixo peso ao nascer foi de aproximadamente 9%, e 12% dos beb&ecirc;s nasceram    antes de 37 semanas de gesta&ccedil;&atilde;o.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o ao padr&atilde;o de    aleitamento no terceiro m&ecirc;s, p&ocirc;de-se observar que apenas 39% da    amostra recebia aleitamento materno exclusivo. O uso de &aacute;gua/ch&aacute;    foi encontrado em 13% da amostra. A principal raz&atilde;o apontada pelas m&atilde;es    para a introdu&ccedil;&atilde;o de l&iacute;quidos foi a presen&ccedil;a de    c&oacute;licas (41%). Cerca de 19% estavam em aleitamento parcial, e o motivo    para introdu&ccedil;&atilde;o de outros alimentos foi o beb&ecirc; sentir fome    (46%). Aos 3 meses, 1/3 dos beb&ecirc;s j&aacute; estava desmamado. A chupeta    estava sendo usada em 64% dos beb&ecirc;s, e a raz&atilde;o apontada pela m&atilde;e    foi "porque acalma o beb&ecirc;" (53%).</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="/img/revistas/jped/v82n4/a11tab01.gif">Tabela 1</a>    mostra a an&aacute;lise bivariada dos fatores relacionados &agrave; interrup&ccedil;&atilde;o    do aleitamento materno exclusivo antes dos 3 meses de idade. Renda familiar    igual ou menor a tr&ecirc;s SM, escolaridade dos pais at&eacute; 8 anos, tabagismo    na gravidez, trabalho materno aos 3 meses e uso de chupeta aos 3 meses estiveram    relacionados &agrave; aus&ecirc;ncia de aleitamento materno exclusivo no terceiro    m&ecirc;s. Os fatores renda familiar e escolaridade materna mostraram efeito    dose-resposta, e o uso de chupeta aumentou em 90% o risco dos beb&ecirc;s n&atilde;o    estarem mamando exclusivamente.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#tab2">Tabela 2</a>, encontra-se    a an&aacute;lise multivariada das vari&aacute;veis relacionadas ao aleitamento    materno exclusivo no terceiro m&ecirc;s. Pode-se observar que alguns fatores    n&atilde;o se mantiveram associados ao desfecho ap&oacute;s o ajuste para fatores    de confus&atilde;o. Somente o fato de a m&atilde;e estar trabalhando fora, renda    familiar entre um e cinco SM, escolaridade paterna abaixo de 5 anos e o uso    de chupeta apresentaram associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa.    Os beb&ecirc;s que usaram chupeta tiveram um risco quatro vezes maior de n&atilde;o    mamarem exclusivamente. Houve uma tend&ecirc;ncia (p = 0,06) entre as m&atilde;es    que fumaram na gravidez de amamentarem menos de forma exclusiva.</font></p>      <p><a name="tab2"></a></p>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><img src="/img/revistas/jped/v82n4/a11tab02.gif"></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b> Discuss&atilde;o</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O aleitamento materno exclusivo &eacute; uma    forma segura, econ&ocirc;mica e emocionalmente satisfat&oacute;ria de alimentar    os beb&ecirc;s, especialmente nos pa&iacute;ses em desenvolvimento.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Este foi um estudo longitudinal de base populacional,    que permitiu avaliar os &iacute;ndices de aleitamento materno e determinar os    fatores associados &agrave; interrup&ccedil;&atilde;o precoce do aleitamento    materno exclusivo nos 3 primeiros meses de vida. Como este estudo fez parte    de uma pesquisa que avaliou v&aacute;rios desfechos, apresentou como limita&ccedil;&atilde;o    o fato de n&atilde;o terem sido coletados dados espec&iacute;ficos quanto &agrave;    freq&uuml;&ecirc;ncia, tanto do uso de chupeta como do uso de alimentos complementares.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Os &iacute;ndices de aleitamento em Pelotas (RS)    ainda n&atilde;o s&atilde;o os ideais, como demonstram os dados encontrados    em estudos realizados nessa cidade em 1993, 1998<sup>10</sup> e 2000<sup>11</sup>.    Por&eacute;m, esses estudos n&atilde;o foram representativos da popula&ccedil;&atilde;o    geral.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">P&ocirc;de-se observar que menor escolaridade    paterna esteve diretamente associada &agrave; interrup&ccedil;&atilde;o do aleitamento    materno exclusivo nos 3 primeiros meses de vida. &Eacute; poss&iacute;vel que    pais com maior escolaridade estejam melhor informados e conscientizados sobre    os benef&iacute;cios da amamenta&ccedil;&atilde;o, confirmando a influ&ecirc;ncia    do pai sobre o processo de amamenta&ccedil;&atilde;o, geralmente subestimada    pelos profissionais de sa&uacute;de. Os resultados encontrados em estudo conduzido    por Litmann<sup>17</sup> tamb&eacute;m indicam essa possibilidade.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados do presente estudo evidenciaram    associa&ccedil;&atilde;o entre as condi&ccedil;&otilde;es de vida e h&aacute;bitos    culturais da popula&ccedil;&atilde;o com a pr&aacute;tica alimentar nos 3 primeiros    meses de vida. Beb&ecirc;s oriundos de fam&iacute;lias de baixa renda (entre    um e tr&ecirc;s SM) tiveram maior chance de interromper o aleitamento exclusivo    antes do terceiro m&ecirc;s. Esse achado reveste-se de import&acirc;ncia singular,    na medida em que essas crian&ccedil;as s&atilde;o justamente as que est&atilde;o    mais expostas a outros fatores que aumentam a morbimortalidade infantil.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Interessante observar que as crian&ccedil;as    de fam&iacute;lias extremamente pobres (menos ou igual a um SM) n&atilde;o tiveram    risco aumentado de n&atilde;o estarem em aleitamento materno exclusivo aos 3    meses, provavelmente por falta absoluta de condi&ccedil;&otilde;es de adquirir    o substituto para o leite materno.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o ao tempo de gesta&ccedil;&atilde;o    e peso do rec&eacute;m-nascido, ap&oacute;s an&aacute;lise por regress&atilde;o    log&iacute;stica ajustada, n&atilde;o houve associa&ccedil;&atilde;o significativa,    resultado contr&aacute;rio a outro estudo, em que o baixo peso ao nascer esteve    associado negativamente &agrave; inicia&ccedil;&atilde;o e &agrave; dura&ccedil;&atilde;o    do aleitamento materno exclusivo<sup>18</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o ao tabagismo materno    durante a gesta&ccedil;&atilde;o e interrup&ccedil;&atilde;o do aleitamento    exclusivo antes do terceiro m&ecirc;s de vida, n&atilde;o houve signific&acirc;ncia    estat&iacute;stica ap&oacute;s controle para fatores de confus&atilde;o.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Observou-se, entretanto, uma tend&ecirc;ncia    entre as m&atilde;es que fumaram durante a gesta&ccedil;&atilde;o de amamentarem    exclusivamente por menos tempo. Existe a possibilidade de que os mesmos fatores    emocionais que levam ao tabagismo interfiram negativamente na motiva&ccedil;&atilde;o    da mulher para amamentar. Resultado semelhante p&ocirc;de ser encontrado em    um estudo realizado por Silveira et al.<sup>19</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Observou-se associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente    significativa entre trabalho materno aos 3 meses e aus&ecirc;ncia de aleitamento    exclusivo nessa idade. &Eacute; muito prov&aacute;vel que isso tenha ocorrido    porque, nesse per&iacute;odo, algumas mulheres retornam da licen&ccedil;a-maternidade,    o que as afasta de seus beb&ecirc;s por cerca de 8 horas di&aacute;rias e demonstra    n&atilde;o s&oacute; a import&acirc;ncia da licen&ccedil;a-maternidade, mas    tamb&eacute;m da orienta&ccedil;&atilde;o para as m&atilde;es ordenharem seu    leite, a fim de manterem seus beb&ecirc;s em aleitamento mesmo em sua aus&ecirc;ncia.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Algumas pesquisas demonstraram que a introdu&ccedil;&atilde;o    de &aacute;gua ou ch&aacute; (aleitamento predominante) &eacute; uma pr&aacute;tica    freq&uuml;ente, principalmente nos pa&iacute;ses em desenvolvimento<sup>7,20</sup>.    No presente estudo, os resultados foram semelhantes, pois observou-se que a    oferta desses l&iacute;quidos ocorreu precocemente. Essa associa&ccedil;&atilde;o    diminui a prote&ccedil;&atilde;o do leite materno contra processos infecciosos,    assim como a dura&ccedil;&atilde;o do aleitamento materno<sup>21</sup> e constitui    uma pr&aacute;tica desnecess&aacute;ria quando o beb&ecirc; est&aacute; em aleitamento    exclusivo, mesmo em pa&iacute;ses de clima tropical<sup>22</sup>. Outros autores    brasileiros demonstraram ser precoce a introdu&ccedil;&atilde;o de l&iacute;quidos    em crian&ccedil;as amamentadas exclusivamente<sup>23,24</sup>. Credita-se a    essas infus&otilde;es propriedades calmantes e laxativas, representando uma    pr&aacute;tica arraigada em nossa cultura, mesmo em popula&ccedil;&otilde;es    orientadas para n&atilde;o as utilizar.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Observou-se forte associa&ccedil;&atilde;o entre    o uso de chupeta aos 3 meses e aus&ecirc;ncia de aleitamento materno exclusivo    nessa idade, o que demonstra que, apesar da popula&ccedil;&atilde;o estar orientada    para evitar o uso da chupeta , esse &eacute; um h&aacute;bito cultural de dif&iacute;cil    controle e erradica&ccedil;&atilde;o. Em estudo realizado em Pelotas (RS) no    ano de 1993, observou-se que o uso de chupeta esteve presente em 67% dos beb&ecirc;s    no primeiro m&ecirc;s e 80% no terceiro m&ecirc;s<sup>25</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">O estudo de Soares demonstrou que o uso de chupeta    foi mais freq&uuml;ente nas crian&ccedil;as n&atilde;o amamentadas exclusivamente<sup>26</sup>.    Kramer et al. demonstraram que, dos beb&ecirc;s expostos ao uso de chupeta,    73% descontinuaram o aleitamento materno exclusivo antes dos 3 meses de idade;    para os n&atilde;o-expostos, a preval&ecirc;ncia foi de 58%<sup>27</sup>. Victora    et al. confirmam essa observa&ccedil;&atilde;o, concluindo que a associa&ccedil;&atilde;o    entre o uso de chupeta e o desmame precoce &eacute; complexa e que a chupeta    seria um fator contribuinte para o desmame entre as m&atilde;es que n&atilde;o    se sentem totalmente confort&aacute;veis com a amamenta&ccedil;&atilde;o. &Eacute;    poss&iacute;vel que a chupeta seja um marcador de dificuldades no aleitamento    e n&atilde;o o causador direto do desmame<sup>28</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo detectou fatores que podem    interferir na dura&ccedil;&atilde;o da amamenta&ccedil;&atilde;o exclusiva e,    conseq&uuml;entemente, na sa&uacute;de das crian&ccedil;as nos primeiros meses    de vida. V&aacute;rios estudos t&ecirc;m demonstrado efeito protetor do leite    materno contra morbimortalidade infantil; por essa raz&atilde;o, &eacute; de    fundamental import&acirc;ncia a ado&ccedil;&atilde;o dessa pr&aacute;tica, especialmente    em popula&ccedil;&otilde;es pobres em que o risco de morrer por doen&ccedil;as    infecciosas nas crian&ccedil;as n&atilde;o amamentadas &eacute; alto<sup>3,6-8</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Dados obtidos em inqu&eacute;rito nacional, realizado    em 1999<sup>29</sup>, demonstram tend&ecirc;ncia ascendente na pr&aacute;tica    de aleitamento materno. No entanto, n&atilde;o foi constatado aumento significativo    do aleitamento materno exclusivo, fato que confirma uma tend&ecirc;ncia mundial    de que, embora tenha ocorrido um grande avan&ccedil;o, a dura&ccedil;&atilde;o    do aleitamento materno exclusivo est&aacute; distante do que &eacute; preconizado    pela OMS<sup>4</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Os presentes resultados sugerem que a pr&aacute;tica    do aleitamento materno exclusivo ainda apresenta &iacute;ndices inferiores aos    recomendados, o que refor&ccedil;a a necessidade de se continuar estimulando    a amamenta&ccedil;&atilde;o nos primeiros meses de vida.</font></p>      <p>&nbsp; </p>      <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b> </font></p>      <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Cohen RJ, Brown KH, Canahuati J, Rivera LL,    Dewey KG. Effects of age of introduction of complementary foods on infant breast    milk intake, total energy intake, and growth: a randomized intervention study    in Honduras. Lancet. 1994;344:288-93.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S0021-7557200600050001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Aggett PJ. Research priorities in complementary    feeding: International Paediatric Association (IPA) and European Society of    Paediatric Gastroenterology, Hepatology, and Nutrition (ESPGHAN) Workshop. Pediatrics.    2000;106:1271.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S0021-7557200600050001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Victora CG, Smith PG, Vaughan JP, Nobre LC,    Lombardi C, Teixeira AM, et al. Evidence for protection by breast-feeding against    infant deaths from infectious diseases in Brazil. Lancet. 1987;2:319-22.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S0021-7557200600050001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. World Health Organization. Infant and young    child nutrition: global strategy on infant and young child feeding. Geneva;    2002. (Fifty-fifth World Health Assembly, A55/15).</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0021-7557200600050001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Victora CG, Smith PG, Vaughan JP, Nobre LC,    Lombardi C, Teixeira AM, et al. Infant feeding and death due to diarrhea: a    case-control study. Am J Epidemiol. 1989;129:1032-41.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0021-7557200600050001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Victora VG, Fuchs SC, Kirkwood BR, Lombardi    C, Barros FC. Breast-feeding nutritional status and other prognostic factors    for dehydration among young children with diarrhea in Brazil. Bull World Health    Organ. 1992;70:467-75.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0021-7557200600050001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Cesar JA, Victora CG, Barros FC, Santos IS,    Flores JA. Impact of breast feeding on admission for pneumonia during postneonatal    period in Brazil: nested case-control study. BMJ. 1999;318:1316-20.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0021-7557200600050001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Lucas A, Morley R, Cole TJ, Lister G, Leeson-Payne    C. Breast milk and subsequent intelligence quotient in children born preterm.    Lancet. 1992;339:261-4.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0021-7557200600050001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. van Odijk J, Kull I, Borres MP, Brandtzaeg    P, Edberg U, Hanson LA, et al. Breastfeeding and allergic disease: a multidisciplinary    review of the literature (1966 2001) on the mode of early feeding in infancy    and its impact on later atopic manifestations. Allergy. 2003;58:833-43.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0021-7557200600050001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Albernaz E, Giugliani ER, Victora CG. Supporting    breastfeeding: a successful experience. J Hum Lact. 1998;14:283-5.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0021-7557200600050001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Albernaz E, Victora CG, Haisma H, Wrigth    A, Coward WA. Lactation counseling increases breast-feeding duration but not    breast milk intake as measured by isotopic methods. J Nutr. 2003;133:205-10.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0021-7557200600050001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Vituri SC, de Brito ASJ. Preval&ecirc;ncia    do aleitamento materno em crian&ccedil;as at&eacute; o sexto m&ecirc;s de idade    na cidade de Maring&aacute;, estado do Paran&aacute;, Brasil. Acta Sci Health    Sci. 2003;25:141-6.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0021-7557200600050001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Aidam BA, Perez-Escamilla R, Lartey A, Aidam    J. Factors associated with exclusive breastfeeding in Accra, Ghana. Eur J Clin    Nutr. 2005;59:789-96.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0021-7557200600050001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Ven&acirc;ncio SI, Escuder MML, Kitocco P,    Rea MF, Monteiro CA. Freq&uuml;&ecirc;ncia e determinantes do aleitamento materno    em munic&iacute;pios do Estado de S&atilde;o Paulo. Rev Saude Publica. 2002;36:313-8.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0021-7557200600050001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Oliveira LPM, Assis AMO, Gomes GSS, Prado    MS, Barreto ML. Dura&ccedil;&atilde;o do aleitamento materno, regime alimentar    e fatores associados segundo condi&ccedil;&otilde;es de vida em Salvador, Bahia,    Brasil. Cad Saude Publica. 2005;21:1519-30.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0021-7557200600050001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Organizaci&oacute;n Mundial de la Salud.    Indicadores para evaluar las practicas de lactancia materna. Genebra; 1991.    (OMS/CED/SER/91,14).</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0021-7557200600050001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Littman H, Medendorp SV, Goldfarb J. The    decision to breastfeed: the importance of father's approval. 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Fatores associados    &agrave; dura&ccedil;&atilde;o do aleitamento materno em tr&ecirc;s munic&iacute;pios    na regi&atilde;o do alto Jequitinhonha, Minas Gerais, Brasil. Cad. Saude Publica.    2006;22:69-77.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0021-7557200600050001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20. Wayland C. Breastfeeding patterns in Rio    Branco, Acre, Brazil: a survey of reasons for weaning. Cad Saude Publica. 2004;20:1757-61.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0021-7557200600050001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">21. Brown KH, Black RE, Roma&ntilde;a GL, Kanashiro    HC. Infant-feeding practices and their relationship with diarrhea and other    diseases in Huascar (Lima), Peru. Pediatrics. 1989;83:31-40.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0021-7557200600050001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">22. Sachdev HP, Krishna J, Puri RK, Satyanarayana    L, Kumar S. Water supplementation in exclusively breastfed infants during summer    in the tropics. Lancet. 1991;337:929-33.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0021-7557200600050001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">23. Marques NM, Lira PIC, Lima MC, Silva NL,    Batista Filho M, Huttly SR, et al. Breastfeeding and early weaning practices    in northeast Brazil: a longitudinal study. <a href="http://www.pediatrics.org/cgi/content/full/108/4/e66." target="_blank">http://www.pediatrics.org/cgi/content/full/108/4/e66.</a>    Acesso: 24/04/2006.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0021-7557200600050001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">24. Vieira GO, Silva LR, Vieira TO, Almeida JAG,    Cabral VA. H&aacute;bitos alimentares em crian&ccedil;as menores de 1 ano amamentadas    e n&atilde;o-amamentadas. J Pediatr (Rio J). 2004;80:411-6.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0021-7557200600050001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">25. Victora CG, Tomasi E, Olinto MT, Barros FC.    Use of pacifiers and breastfeeding duration. Lancet. 1993;341:404-6.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0021-7557200600050001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">26. Soares MEM, Giugliani ERJ, Braun ML, Salgado    ACN, Oliveira AP, Aguiar PR. Uso de chupetas e sua rela&ccedil;&atilde;o com    o desmame precoce em popula&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as nascidas em    Hospital Amigo da Crian&ccedil;a. J Pediatr (Rio J). 2003;79:309-16.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0021-7557200600050001100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">27. Kramer MS, Barr RG, Dagenais S, Yang H, Jones    P, Ciofani L, et al. Pacifier use, early weaning, and cry/fuss behavior. A randomized    controlled trial. JAMA. 2001;286:322-6.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0021-7557200600050001100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">28. Victora CG, Behague DP, Barros FC, Olinto    MT, Weiderpass E. Pacifier use and short breastfeeding duration: cause, consequence    or coincidence? Pediatrics. 1997;99:445-53.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0021-7557200600050001100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">29. Brasil, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    Secretaria de Pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de, &Aacute;rea de Sa&uacute;de    da Crian&ccedil;a. Preval&ecirc;ncia de aleitamento materno nas capitais brasileiras    e no Distrito Federal. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2001.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0021-7557200600050001100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>      <p> <font size="2" face="Verdana"><a name="end"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/jped/v82n4/seta.gif" border="0"></a>    <b>Correspond&ecirc;ncia:</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Maria Laura Wrege    Mascarenhas    <br>   Rua Canoas, 553, Laranjal    <br>   CEP 96090-130 - Pelotas, RS    <br>   Tel.: (53) 3226.3822    <br>   E-mail: <a href="mailto:malaura.m@terra.com.br">malaura.m@terra.com.br</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Artigo submetido em 27.06.05, aceito em 22.03.06.</font></p>       ]]></body><back>
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