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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O significado do grupo de apoio para a família de recém-nascidos de risco e equipe de profissionais na unidade neonatal]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: To investigate the influence of support groups on the family of risk newborn infants and on neonatal unit workers. METHODS: We used a qualitative approach, and as theoretical basis, family-centered care. The study was conducted in the neonatal unit of Hospital Prontolinda, in Pernambuco, Brazil. From January to June 2004, 25 meetings were held by the family support group. Data were collected through the observations of participants and through tape-recorded interviews with 13 mothers, six fathers, two grandmothers and 16 healthcare workers. The interviews were submitted to speech content analysis (thematic modality). RESULTS: The analysis revealed that the support group to the family of risk newborns provided parents and family members with information, emotional support and strengthening so that they could come to terms with the birth of their child and his/her admission to the neonatal unit, in addition to enabling parents to take care of the newborn infant. There was interpersonal growth in the interaction between parents, family members, and healthcare workers. CONCLUSIONS: The support group to the family of risk newborns uses an approach that is based on family-centered care. These principles allow restoring parental competence, helping healthcare workers to respect values and feelings of family members, and establishing a collaborative work between parents and healthcare workers in the neonatal unit.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Grupos de apoio]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="4"><a name="topo"></a><b>O significado do grupo    de apoio para a família de recém-nascidos de risco e equipe de profissionais    na unidade neonatal</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Virgínia Buarque<sup>I</sup>; Marilia de Carvalho    Lima<sup>II</sup>; Russel Parry Scott<sup>III</sup>; Maria Gorete L. Vasconcelos<sup>IV</sup></b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Mestre, Universidade Federal de Pernambuco    (UFPE), Recife, PE, Brasil. Neonatologista, Hospital das Cl&iacute;nicas, UFPE,    Recife, PE. Coordenadora, Unidade Neonatal, Hospital Prontolinda, Olinda, PE    <br>   <sup>II</sup>PhD, London School of Hygiene and Tropical Medicine (LSHTM), London,    England. Professora adjunta, Departamento Materno-Infantil, UFPE, Recife, PE    <br>   <sup>III</sup>PhD, University of Texas, Austin, USA. Professor adjunto, Dep.    de Ci&ecirc;ncias Sociais, Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em    Antropologia, UFPE, Recife, PE    <br>   <sup>IV</sup>Doutora, Escola de Enfermagem de Ribeir&atilde;o Preto, Universidade    de S&atilde;o Paulo (USP), S&atilde;o Paulo, SP. Professora adjunta, Departamento    de Enfermagem, UFPE, Recife, PE</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><a href="#end">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>  <hr size="1" noshade>     <p> <font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"><b>OBJETIVO:</B> Investigar o significado do grupo  de apoio para a fam&iacute;lia de rec&eacute;m-nascidos de risco e equipe de profissionais  na unidade neonatal.     <br> <B>METODOLOGIA:</B> Utilizou-se a abordagem qualitativa e, como referencial te&oacute;rico,  o cuidado centrado na fam&iacute;lia. O estudo foi realizado na unidade neonatal  do Hospital Prontolinda, em Pernambuco. No per&iacute;odo de janeiro a junho de  2004, foram realizadas 25 reuni&otilde;es do grupo de apoio para a fam&iacute;lia.  A coleta de dados foi realizada atrav&eacute;s da observa&ccedil;&atilde;o participante  das reuni&otilde;es do grupo e de entrevistas gravadas com 13 m&atilde;es, seis  pais, duas av&oacute;s e 16 profissionais de sa&uacute;de. As falas foram submetidas  &agrave; an&aacute;lise de conte&uacute;do, modalidade tem&aacute;tica.     <br> <b>RESULTADOS: </b>A an&aacute;lise evidenciou que o grupo de apoio para a fam&iacute;lia  de neonatos de risco proporcionou informa&ccedil;&atilde;o, apoio emocional e  fortalecimento aos pais e familiares para que vivenciassem o nascimento e a hospitaliza&ccedil;&atilde;o  do filho na unidade neonatal, al&eacute;m de t&ecirc;-los capacitado para assumir  os cuidados com o rec&eacute;m-nascido. Paralelamente, houve crescimento interpessoal  m&uacute;tuo na intera&ccedil;&atilde;o entre pais, familiares e equipe de profissionais  da unidade neonatal.     <br> <B>CONCLUS&Otilde;ES:</B> O grupo de apoio para a fam&iacute;lia de neonatos de  risco na unidade neonatal representa uma abordagem fundamentada nos princ&iacute;pios  do cuidado centrado na fam&iacute;lia. A partir de tais princ&iacute;pios, pode-se  restabelecer a compet&ecirc;ncia parental, ajudar a equipe de profissionais a  respeitar valores e sentimentos dos familiares, bem como contribuir para que pais  e profissionais trabalhem em parceria na unidade neonatal.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"><B>Palavras-chave:</b> Grupos de apoio, família, recém-nascidos, unidade terapia  intensiva neonatal.</font></p>  <hr noshade size="1">     <p>&nbsp; </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Ao acompanhar as transforma&ccedil;&otilde;es    ocorridas na assist&ecirc;ncia neonatal, observa-se a presen&ccedil;a cada vez    mais freq&uuml;ente da fam&iacute;lia, convivendo com os profissionais no ambiente    da unidade neonatal. Neste contexto, &eacute; importante refletir sobre as repercuss&otilde;es    para os pais e familiares do nascimento e da hospitaliza&ccedil;&atilde;o do    rec&eacute;m-nascido de risco e sobre a maneira mais adequada que essa fam&iacute;lia    deveria ser abordada, no sentido de promover uma melhor adapta&ccedil;&atilde;o    nessa fase cr&iacute;tica vivenciada pelo neonato, pais e familiares e compartilhada    com a equipe de profissionais da unidade neonatal.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Entende-se como rec&eacute;m-nascido de risco    aquele que tenha maior chance de morrer durante ou logo ap&oacute;s o parto,    ou que apresente um problema cong&ecirc;nito ou perinatal que necessite de interven&ccedil;&atilde;o    imediata<sup>1</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="/img/revistas/jped/v82n4/a12fig01.gif">Figura 1</a>    demonstra as repercuss&otilde;es do nascimento e hospitaliza&ccedil;&atilde;o    do rec&eacute;m-nascido e as poss&iacute;veis fontes de estresse para os pais    e familiares<sup>2</sup>. Ressalta-se a import&acirc;ncia do conhecimento da    hist&oacute;ria familiar, pessoal, pr&eacute;-natal e perinatal dos pais, para    entender melhor o que cada fam&iacute;lia traz consigo, na sua trajet&oacute;ria    de vida, para vivenciar o nascimento e a hospitaliza&ccedil;&atilde;o do filho.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Quando o rec&eacute;m-nascido &eacute; admitido    na unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN), existem aspectos inter-relacionados    determinantes para o estresse da fam&iacute;lia<sup>2-5</sup>: a apar&ecirc;ncia    f&iacute;sica do rec&eacute;m-nascido, prematuro ou doente, causa estresse para    os pais, pois difere das suas expectativas, interferindo no desenvolvimento    do apego e na intera&ccedil;&atilde;o pais-filho<sup>3</sup>; a severidade da    doen&ccedil;a e o tratamento transformam-se em uma fonte prim&aacute;ria de    estresse, uma vez que o filho est&aacute; hospitalizado na UTIN<sup>6,7</sup>.    Interligadas a essas fontes de estresse, est&atilde;o as preocupa&ccedil;&otilde;es    sobre o progn&oacute;stico, ou seja, incertezas sobre o bem-estar e o resultado    a longo prazo acerca da sa&uacute;de do filho. A perda da compet&ecirc;ncia    parental pode influenciar precoce e negativamente a intera&ccedil;&atilde;o    pais-filho, representando o maior fator de estresse para os pais de neonatos    prematuros<sup>2-5,8,9</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Vari&aacute;veis relacionadas ao ambiente e &agrave;    equipe de profissionais da UTIN est&atilde;o inseridas em todo esse contexto    vivenciado pelos pais, que n&atilde;o apenas devem se adaptar a um ambiente    hospitalar de alta tecnologia, mas tamb&eacute;m come&ccedil;ar a experi&ecirc;ncia    de se tornarem pais em um lugar coletivo e desconhecido<sup>10</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Dessa forma, o estresse emocional da experi&ecirc;ncia    neonatal e a percep&ccedil;&atilde;o dos pais de que seu filho &eacute; diferente    de um rec&eacute;m-nascido saud&aacute;vel, reconhecendo sua imagem como sendo    "especial", por ter sobrevivido &agrave; hospitaliza&ccedil;&atilde;o na UTIN    e "vulner&aacute;vel", pelo medo, a longo prazo, de seq&uuml;elas, direcionam    para uma paternidade compensat&oacute;ria com altera&ccedil;&atilde;o no relacionamento    pais-filho.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Uma percep&ccedil;&atilde;o distorcida faz com    que os pais, que passam a se concentrar mais nas defici&ecirc;ncias e vulnerabilidade    do que nos recursos presentes no filho, comecem a superproteg&ecirc;-lo<sup>11</sup>.    Essa altera&ccedil;&atilde;o do estilo da paternidade pode refletir na sa&uacute;de    e no resultado do desenvolvimento infantil<sup>8,12</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A qualidade do ambiente familiar tem maior poder    preditivo para o desenvolvimento neuropsicomotor da crian&ccedil;a do que os    riscos perinatais<sup>8,12</sup>. Fatores como o alto n&iacute;vel de estresse    familiar, a baixa responsividade materna e a altera&ccedil;&atilde;o da compet&ecirc;ncia    parental parecem atuar diretamente no desenvolvimento infantil<sup>13</sup>.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Descrevem-se duas fontes de suporte para pais    de rec&eacute;m-nascidos na UTIN: o apoio formal, por parte da equipe de profissionais,    e o informal, provido pela fam&iacute;lia e amigos<sup>14</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A literatura ressalta a import&acirc;ncia da    equipe de profissionais em mobilizar e fortalecer os recursos das fam&iacute;lias,    implementando os grupos de apoio, que s&atilde;o usados como meio de estruturar    o trabalho na UTIN de forma mais responsiva &agrave;s necessidades do neonato,    oferecendo aos pais a oportunidade para lidar com o nascimento e a hospitaliza&ccedil;&atilde;o    de seu filho<sup>15</sup>. O ideal &eacute; esse grupo ter composi&ccedil;&atilde;o    interdisciplinar, sendo formado por neonatologista, enfermeiro, psic&oacute;logo    e outros profissionais<sup>16-19</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">V&aacute;rias UTIN disp&otilde;em de grupo de    apoio<sup>14,17-19</sup>. Os familiares participantes interagem mais com seus    filhos durante a hospitaliza&ccedil;&atilde;o e t&ecirc;m maior interesse no    seu desenvolvimento ap&oacute;s a alta hospitalar<sup>17,19</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">No Hospital Prontolinda, desde 2001, foi estruturado    o grupo de apoio. Nesse contexto, o estudo foi realizado com o objetivo de investigar    o significado do grupo de apoio para a fam&iacute;lia de rec&eacute;m-nascido    de risco e equipe de profissionais na unidade neonatal.</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>M&eacute;todos</b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Os princ&iacute;pios metodol&oacute;gicos utilizados    baseiam-se na pesquisa qualitativa. Segundo Minayo<sup>20</sup>, essa abordagem    considera o significado e a intencionalidade presentes nos atos, nas rela&ccedil;&otilde;es    e nas estruturas sociais, na medida em que se levam em conta os n&iacute;veis    mais profundos das rela&ccedil;&otilde;es sociais, as quais n&atilde;o podem    ser operacionalizadas em n&uacute;meros e vari&aacute;veis. Para tanto, elegeu-se    como referencial te&oacute;rico o cuidado centrado na fam&iacute;lia, que tem    sido referido pela Association for Children's Care como uma filosofia do cuidado    que reconhece e respeita o papel central que a fam&iacute;lia exerce na vida    do rec&eacute;m-nascido. Seus principais componentes, citados por Shelton et    al.<sup>21</sup>, est&atilde;o descritos na <a href="#tab1">Tabela 1</a>.</font></p>      <p><a name="tab1"></a></p>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><img src="/img/revistas/jped/v82n4/a12tab01.gif"></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana">O estudo foi realizado no Hospital Prontolinda,  institui&ccedil;&atilde;o particular, habilitada no n&iacute;vel terci&aacute;rio  para o atendimento &agrave; gestante e ao rec&eacute;m-nascido de risco, localizada  no munic&iacute;pio de Olinda, pertencente &agrave; Regi&atilde;o Metropolitana  de Recife (PE).</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A partir da admiss&atilde;o do rec&eacute;m-nascido    na UTIN, a fam&iacute;lia &eacute; convidada para participar do grupo de apoio,    cuja equipe interdisciplinar &eacute; composta por neonatologista, enfermeira,    psic&oacute;loga, m&eacute;dica coordenadora do aleitamento materno, al&eacute;m    da pesquisadora principal (Virginia Buarque). Nas reuni&otilde;es do grupo,    que ocorrem semanalmente e em etapas seq&uuml;enciais, esses profissionais abordam    temas direcionados &agrave;s necessidades dos familiares, como apresentado na    <a href="/img/revistas/jped/v82n4/a12tab02.gif">Tabela 2</a>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Para maior rigor metodol&oacute;gico, foi utilizada    a estrat&eacute;gia de triangula&ccedil;&atilde;o, com base em Denzin<sup>22</sup>.    Foram privilegiadas as falas e a&ccedil;&otilde;es dos familiares e profissionais    de sa&uacute;de. As t&eacute;cnicas de investiga&ccedil;&atilde;o utilizadas    foram a observa&ccedil;&atilde;o participante das reuni&otilde;es do grupo de    apoio (registrando no di&aacute;rio de campo a ades&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o    dos familiares e profissionais &agrave;s reuni&otilde;es, temas abordados, intera&ccedil;&atilde;o    entre os participantes, opini&otilde;es e coment&aacute;rios) e a entrevista    aberta a partir da seguinte quest&atilde;o norteadora: "O que voc&ecirc; acha    sobre o grupo de apoio para a fam&iacute;lia?". As entrevistas foram realizadas    em local privativo, com dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 45 minutos, gravadas    e conduzidas pela pesquisadora principal.</font></p>         <p><font size="2" face="Verdana">Os crit&eacute;rios para inclus&atilde;o dos    familiares foram: participa&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria; ter um rec&eacute;m-nascido    que recebeu assist&ecirc;ncia na UTIN, por per&iacute;odo igual ou superior    a 7 dias; participar de, no m&iacute;nimo, tr&ecirc;s reuni&otilde;es; e estar    definida a alta hospitalar, momento em que o rec&eacute;m-nascido e familiares    j&aacute; vivenciaram as v&aacute;rias etapas da hospitaliza&ccedil;&atilde;o.    Foram exclu&iacute;dos da pesquisa familiares dos rec&eacute;m-nascidos cuja    neonatologista acompanhante era a pesquisadora principal.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Para a escolha dos profissionais de sa&uacute;de,    foram considerados aqueles que convivem maior tempo com as fam&iacute;lias na    UTIN e que trabalham concomitantemente em outros hospitais particulares, com    uma estrutura de atendimento semelhante &agrave; do hospital pesquisado, diferindo    apenas quanto &agrave; aus&ecirc;ncia do trabalho com o grupo de apoio, para    que o profissional comparasse sua viv&ecirc;ncia com fam&iacute;lias em UTIN    com e sem o trabalho do grupo de apoio.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Respeitando esses crit&eacute;rios e atingindo    os princ&iacute;pios adotados para amostra em pesquisas qualitativas<sup>20</sup>    (privilegiar os sujeitos sociais mais relevantes para o aprofundamento e abrang&ecirc;ncia    da compreens&atilde;o do problema a ser pesquisado e a satura&ccedil;&atilde;o    dos dados), foram entrevistados: 13 m&atilde;es, seis pais, dois av&oacute;s    e 16 profissionais de sa&uacute;de, ap&oacute;s o recebimento do parecer favor&aacute;vel    do comit&ecirc; de &eacute;tica em pesquisas do Centro de Ci&ecirc;ncias da    Sa&uacute;de e com a autoriza&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da assinatura    do termo de consentimento livre e esclarecido.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">As entrevistas foram submetidas &agrave; an&aacute;lise    de conte&uacute;do, modalidade tem&aacute;tica<sup>23</sup> e, para ilustra&ccedil;&atilde;o,    foram apresentadas algumas falas.</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Resultado e discuss&atilde;o </b> </font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">De janeiro a junho de 2004, foram realizadas    25 reuni&otilde;es do grupo de apoio para a fam&iacute;lia, com maior participa&ccedil;&atilde;o    das m&atilde;es (73 vezes), do que dos pais (27 vezes) e av&oacute;s (26 vezes).    Destes familiares, 21 preencheram os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o e foram    entrevistados.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Dos rec&eacute;m-nascidos inclu&iacute;dos na    pesquisa, 85,7% foram prematuros e 92,8% tinham peso ao nascer menor do que    2.500 g. A perman&ecirc;ncia hospitalar variou de 14 dias a 5 meses, 50% apresentaram    evolu&ccedil;&atilde;o grave e 78,6% receberam alta hospitalar.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Entre os profissionais de sa&uacute;de entrevistados,    50% foram auxiliares de enfermagem, 25% enfermeiras e 25% neonatologistas. Cerca    de 87,5% trabalham tamb&eacute;m em outras UTIN. Nenhum deles conhecia o grupo    de apoio em outras UTIN.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A partir da percep&ccedil;&atilde;o dos familiares    e da equipe de profissionais da UTIN acerca do significado do grupo de apoio,    foram identificados cinco n&uacute;cleos tem&aacute;ticos: os valores informativo,    emocional, de capacita&ccedil;&atilde;o, de fortalecimento e da aprendizagem    m&uacute;tua.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">O valor informativo do grupo de apoio revelou-se    atrav&eacute;s do desenvolvimento da primeira e terceira etapas da din&acirc;mica    do grupo com a caracteriza&ccedil;&atilde;o do rec&eacute;m-nascido de risco,    suas particularidades, evolu&ccedil;&atilde;o, progn&oacute;stico, situa&ccedil;&otilde;es    especiais (&oacute;bitos e malforma&ccedil;&otilde;es), normas e rotinas da    UTIN, etc. Destaca-se a contribui&ccedil;&atilde;o do valor informativo, no    sentido de diminuir a preocupa&ccedil;&atilde;o e oferecer tranq&uuml;ilidade    aos familiares.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">- A neonatologista fala: "Os pais ser&atilde;o    informados sobre os problemas apresentados pelo beb&ecirc; e como est&atilde;o    reagindo" (Di&aacute;rio de Campo).</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">- "Voc&ecirc;s n&atilde;o t&ecirc;m problema    de explicar nada... tiram todas as d&uacute;vidas do que t&aacute; acontecendo    com o beb&ecirc; e das coisas da UTI... e tranq&uuml;iliza mais os pais" (M&atilde;e    11).</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">- "Os pais participam mais da doen&ccedil;a e    da perman&ecirc;ncia do beb&ecirc; na UTI e... sofrem menos porque est&atilde;o    a par de tudo o que est&aacute; acontecendo com o beb&ecirc;" (Auxiliar de Enfermagem    1).</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">O valor emocional, correlacionado &agrave; segunda    etapa da din&acirc;mica do grupo de apoio, foi evidenciado durante a abordagem    dos temas relativos &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o dos familiares, ap&oacute;s    o nascimento e durante a hospitaliza&ccedil;&atilde;o do filho na UTIN, possibilitando-lhes    expressar seus sentimentos (medo, culpa, raiva, inseguran&ccedil;a, etc.), lidar    com as dificuldades vivenciadas com a separa&ccedil;&atilde;o e com a vincula&ccedil;&atilde;o    com o filho.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">- "Voc&ecirc; fica muito fragilizada... me senti    culpada por tudo... tinha medo de perder a minha filha.(...) N&atilde;o era    s&oacute; o quadro cl&iacute;nico dela que eu ia v&ecirc; l&aacute;, mas o emocional    mesmo ... poder falar e ser ouvida... eu fiquei mais segura" (M&atilde;e 5).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">- A m&atilde;e (M&atilde;e 4) est&aacute; recebendo    alta da maternidade, e o filho continua na UTIN; ela diz: "estou me sentindo    p&eacute;ssima!" (Di&aacute;rio de Campo).</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">- "Com o grupo de pais, o apoio emocional ameniza    o estresse... tudo &eacute; desabafado" (Enfermeira 2).</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">O valor de capacita&ccedil;&atilde;o corresponde    &agrave; quarta etapa da din&acirc;mica do grupo de apoio, com a prepara&ccedil;&atilde;o    da fam&iacute;lia para cuidar do rec&eacute;m-nascido nas diversas fases evolutivas    sob orienta&ccedil;&atilde;o da equipe de profissionais da UTIN.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">- "Aquele momento do grupo de apoio foi importante    porque, se n&atilde;o fosse aqueles conhecimentos, ficaria mais dif&iacute;cil    dela (a m&atilde;e) cuidar de um beb&ecirc; prematuro, e ela n&atilde;o teve    dificuldades" (Av&oacute; 1 rec&eacute;m-nascido 4).</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">- "Estou me sentindo segura pra ir pra casa,    isso aqui foi uma escola... aprendi a cuidar da minha filha" (M&atilde;e 10).</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Para os profissionais de sa&uacute;de, a capacita&ccedil;&atilde;o    &eacute; entendida como uma rotina inserida nas atividades da assist&ecirc;ncia    ao neonato, e n&atilde;o diretamente correlacionada e dependente da din&acirc;mica    do grupo de apoio.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">O valor de fortalecimento do grupo de apoio compreende    o compartilhamento das diversas experi&ecirc;ncias entre os familiares e seus    rec&eacute;m-nascidos, nas diferentes fases evolutivas, e com a equipe de profissionais    da UTIN.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">- "Achei interessante a gente trocar o que est&aacute;    sentindo... fortalece muito. (...) Escutar, v&ecirc; a opini&atilde;o dos outros    pais. (...) O grupo d&aacute; essa sustenta&ccedil;&atilde;o" (Pai 2 rec&eacute;m-nascido    5).</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">- Umas das m&atilde;es participantes (M&atilde;e    10) registra: "Muitas vezes fui fortalecida pelos depoimentos das outras m&atilde;es    mais antigas no grupo" (Di&aacute;rio de Campo).</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">- "Um hor&aacute;rio em que a fam&iacute;lia    tem para sentar, falar da experi&ecirc;ncia deles, compartilhar com outras pessoas    que est&atilde;o passando pela mesma situa&ccedil;&atilde;o... dividir experi&ecirc;ncias    com a equipe de sa&uacute;de... a fam&iacute;lia fica mais fortalecida" (Neonatologista    2).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Dentro do valor da aprendizagem m&uacute;tua    para familiares e equipe de profissionais, foram agrupados v&aacute;rios outros    valores: confian&ccedil;a, esperan&ccedil;a, seguran&ccedil;a, verdade, honestidade,    respeito, aten&ccedil;&atilde;o, considera&ccedil;&atilde;o, compaix&atilde;o,    solidariedade, afeto, amizade, estima, acolhimento, motiva&ccedil;&atilde;o,    humaniza&ccedil;&atilde;o, empatia, harmonia, entre outros.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">- "Deixam a gente &agrave; vontade... tem abertura    de falar. (...) Afeto, aten&ccedil;&atilde;o, carinho (...) e respeito com os    familiares ... falar a verdade, isso me tranq&uuml;ilizou bastante, a parti    dali adquiri confian&ccedil;a" (Av&oacute; 1 rec&eacute;m-nascido 4).</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">- "No grupo, a gente sente a participa&ccedil;&atilde;o    da equipe. Senti seguran&ccedil;a e acolhimento", relata o pai (Pai 8) (Di&aacute;rio    de Campo).</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">- "&Eacute; um aprendizado para todos. (...)    Sinto os pais mais confiantes, respeitando o nosso trabalho... sinto a seguran&ccedil;a    deles... trabalhamos com harmonia" (Auxiliar de Enfermagem 2).</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; evidente que o tipo de suporte oferecido    ao abordar fam&iacute;lias vivenciando a hospitaliza&ccedil;&atilde;o do filho    na UTIN, no decurso do grupo de apoio, depende do contexto evolutivo de cada    rec&eacute;m-nascido, se este se encontra na fase aguda ou cr&ocirc;nica, e    ainda da gravidade de sua condi&ccedil;&atilde;o<sup>16</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Pais e familiares, a partir do nascimento e durante    a fase aguda da hospitaliza&ccedil;&atilde;o do filho, continuam pesquisando    a situa&ccedil;&atilde;o e juntando tanta informa&ccedil;&atilde;o quanto poss&iacute;vel    acerca do rec&eacute;m-nascido. Tendo por base os temas abordados no grupo de    apoio, suas percep&ccedil;&otilde;es sobre o filho encontram-se calcadas na    realidade e mostrando-se minimamente distorcidas por fantasias, quando recebem    informa&ccedil;&otilde;es freq&uuml;entes, repetidas, sem pressa e adequadas    ao seu grau de preocupa&ccedil;&atilde;o e de compreens&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; importante incluir n&atilde;o apenas    os problemas que o rec&eacute;m-nascido est&aacute; enfrentando, mas tamb&eacute;m    os seus aspectos positivos, em vez de ressaltar o equipamento ou a doen&ccedil;a.    Sendo assim, diversos autores ressaltam a necessidade de informa&ccedil;&atilde;o    precisa e atualizada, para que os familiares se adaptem com sucesso ao nascimento    e &agrave; hospitaliza&ccedil;&atilde;o de seu filho na UTIN e, paralelamente,    tenham a seguran&ccedil;a de que a UTIN disp&otilde;e de todos os recursos t&eacute;cnicos,    al&eacute;m dos profissionais especializados para uma assist&ecirc;ncia adequada<sup>24,25</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Por outro lado, o valor emocional do grupo de    apoio est&aacute; relacionado ao cuidado neonatal que promove habilidades de    enfrentamento e adapta&ccedil;&atilde;o dos familiares, ap&oacute;s o nascimento    e durante hospitaliza&ccedil;&atilde;o do filho na UTIN. Os pais continuam atentos    para os sentimentos negativos ao longo da crise, sendo capazes de express&aacute;-los    atrav&eacute;s da verbaliza&ccedil;&atilde;o ou de outras formas de express&atilde;o,    em suas intera&ccedil;&otilde;es com outros familiares e com a equipe de profissionais    da UTIN. Destaca-se o trabalho da psic&oacute;loga, abordando temas espec&iacute;ficos,    e o apoio de outros pais e familiares participantes, com rec&eacute;m-nascidos    em fases evolutivas diferentes.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Smith et al.<sup>16</sup> referem que os pais    participantes de grupos de apoio experimentaram significativa diminui&ccedil;&atilde;o    do estresse, bem como redu&ccedil;&atilde;o de sentimentos de isolamento social,    maior intera&ccedil;&atilde;o com o filho, melhorando a habilidade de serem    pais, com resultados positivos no desenvolvimento infantil<sup>8,9,15,17,25-27</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Coeso com o valor de capacita&ccedil;&atilde;o    do grupo de apoio, v&aacute;rios autores referem que a participa&ccedil;&atilde;o    dos pais nos cuidados administrados ao filho restaura a compet&ecirc;ncia e    a confian&ccedil;a parental; ficam mais responsivos &agrave; presen&ccedil;a    do filho, e a intera&ccedil;&atilde;o entre eles aumenta, bem como a percep&ccedil;&atilde;o    do controle da situa&ccedil;&atilde;o durante a hospitaliza&ccedil;&atilde;o    do rec&eacute;m-nascido<sup>6,18,24,25,2</sup>.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Os pais de um rec&eacute;m-nascido cronicamente    enfermo vivenciam uma situa&ccedil;&atilde;o de incerteza, n&atilde;o sabendo    ao certo se seus filhos melhorar&atilde;o de maneira significativa, se continuar&atilde;o    em um estado de enfermidade cr&ocirc;nica, ou morrer&atilde;o. Dessa forma,    o apoio deve abranger os aspectos informativos, emocionais, de fortalecimento    e de capacita&ccedil;&atilde;o. Esses pais t&ecirc;m necessidades menores de    informa&ccedil;&otilde;es e maiores de apoio emocional, visto que, freq&uuml;entemente,    se sentem isolados<sup>16</sup>. Para Wiggins<sup>24</sup>, os pais devem ser    orientados a avaliar o processo de seus filhos periodicamente, talvez em semanas,    em vez de dias, para que possam aliviar seus sentimentos de frustra&ccedil;&atilde;o.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Nas atividades do grupo de apoio para os familiares    de neonatos cronicamente doentes, destaca-se: o "apoio pais-para-pais" que,    atrav&eacute;s do depoimento de casais ex-participantes do grupo, conseguem    ajud&aacute;-los, de uma maneira efetiva, consistente e de forma que evidencia    o valor de fortalecimento dessa abordagem com a fam&iacute;lia<sup>6,29</sup>;    e a import&acirc;ncia da participa&ccedil;&atilde;o das av&oacute;s, com o objetivo    de ampliar a rede de apoio aos pais, no ambiente hospitalar e em casa.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Em situa&ccedil;&otilde;es em que o rec&eacute;m-nascido    evolui com risco iminente de morte, ou quando esta se concretiza, a abordagem    deve ser individualizada. Os pais e familiares reconhecem o valor informativo,    emocional e de fortalecimento do grupo de apoio. As informa&ccedil;&otilde;es    honestas, repetidas e atualizadas da evolu&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel    da condi&ccedil;&atilde;o do rec&eacute;m-nascido, a certeza de que o filho    recebeu assist&ecirc;ncia adequada e a preocupa&ccedil;&atilde;o com o bem-estar    emocional dos pais com a participa&ccedil;&atilde;o dos familiares devem ser    uma constante durante toda essa fase.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Em todas as etapas da evolu&ccedil;&atilde;o    do rec&eacute;m-nascido, seus familiares interagem com a equipe de profissionais    da UTIN. O valor da aprendizagem m&uacute;tua do grupo de apoio refere-se ao    processo de cuidar, o qual propicia uma intera&ccedil;&atilde;o efetiva, com    um crescimento interpessoal entre pais e equipe de profissionais da UTIN. V&aacute;rios    autores enfatizam a import&acirc;ncia de uma intera&ccedil;&atilde;o com reciprocidade    entre pais, familiares e equipe de profissionais da UTIN, ou seja, um relacionamento    de colabora&ccedil;&atilde;o e confian&ccedil;a m&uacute;tuas com responsabilidade    e limita&ccedil;&otilde;es comuns para todos<sup>17,18,27,28</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Smith et al.<sup>16</sup> ressaltam as desvantagens    dos grupos de apoio que utilizam exclusivamente o apoio formal. &Eacute; poss&iacute;vel    que o fato de ouvir outros pais que est&atilde;o compartilhando experi&ecirc;ncias    traum&aacute;ticas semelhantes constitua um fardo emocional adicional para os    que est&atilde;o tentando manter as pr&oacute;prias emo&ccedil;&otilde;es sob    controle. Para esses pais, poderia ser mais &uacute;til um apoio direcionado,    de seus familiares, ou seja, receber um apoio sem a necessidade de retribu&iacute;-lo.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#fig2">Figura 2</a> apresenta o modelo    do grupo de apoio para a fam&iacute;lia, baseado nos resultados desta pesquisa.    A fam&iacute;lia &eacute; colocada como foco central do grupo, que, por sua    vez, prov&ecirc; ajuda desenvolvendo estrat&eacute;gias de apoio emocional,    de fortalecimento e de informa&ccedil;&otilde;es, aumentando a percep&ccedil;&atilde;o    saud&aacute;vel da crise do nascimento e hospitaliza&ccedil;&atilde;o do rec&eacute;m-nascido    de risco, al&eacute;m de possibilitar a capacita&ccedil;&atilde;o, no sentido    de restaurar a compet&ecirc;ncia parental. Deve abranger o apoio formal, realizado    por uma equipe interdisciplinar de profissionais, e o apoio informal, representado    pela participa&ccedil;&atilde;o dos familiares em todas as etapas do processo    vivenciado pelos pais. Destacamos o apoio intergeracional<sup>30</sup> das av&oacute;s    entre os familiares participantes e o apoio volunt&aacute;rio pais-para-pais    entre os amigos participantes do grupo.</font></p>      <p><a name="fig2" id="fig2"></a></p>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><img src="/img/revistas/jped/v82n4/a12fig02.gif"></p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Enfim, considera-se que a concep&ccedil;&atilde;o    de se trabalhar com um grupo de apoio para os familiares de neonatos de risco    esteja fundamentada nos princ&iacute;pios do cuidado centrado na fam&iacute;lia.    A partir de tais princ&iacute;pios, pode-se restabelecer a compet&ecirc;ncia    parental, ajudar a equipe de profissionais a respeitar valores e sentimentos    dos familiares e contribuir para que pais e profissionais trabalhem em parceria    na unidade neonatal.</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b> </font></p>      <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Kenner C. Enfermagem neonatal. 2ª ed. Rio    de Janeiro: Reichmann &amp; Affonso; 2001.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0021-7557200600050001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> <font size="2" face="Verdana">2. Miles MS, Holditch-Davis D. Parenting the    prematurely born child: pathways of influence. Semin Perinatol. 1997;21:254-66.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0021-7557200600050001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> <font size="2" face="Verdana">3. Affonso DD, Hurst I, Mayberry LJ, Haller    L, Yost K, Lynch ME. Stressors reported by mothers of hospitalized premature    infants. Neonatal Netw. 1992;11:63-70.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0021-7557200600050001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> <font size="2" face="Verdana">4. Miles MS, Funk SG, Kasper, MA. The neonatal    intensive care unit environment: sources of stress for parents. AACN Clin Issues    Crit Care Nurs. 1991;2:346-54.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0021-7557200600050001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> <font size="2" face="Verdana">5. Miles MS, Funk SG, Kasper MA. The stress    response of mothers and fathers of preterm infants. Res Nurs Health. 1992;15:261-9.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0021-7557200600050001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> <font size="2" face="Verdana">6. Roman LA, Lindsay JK, Boger RP, DeWys M,    Beaumont EJ, Jones AS, et al. Parent-to-parent support initiated in the neonatal    intensive care unit. Res Nurs Health. 1995;18:385-94.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0021-7557200600050001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> <font size="2" face="Verdana">7. Singer LT, Bruening P, Davillier M, Hawkins    S, Yamashita T. Social support psychological distress and parenting strains    in mothers of very low birth weight infants' family relations. Fam Relat. 1996;45:343-50.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0021-7557200600050001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> <font size="2" face="Verdana">8. Linhares MBM, Carvalho AEV, Padovani FHP,    Bordin MBM, Martins IMB, Martinez FEA Compreens&atilde;o do fator de risco da    prematuridade sob a &oacute;tica desenvolvimental: In: Marturano EM, Linhares    MBL, Loureiro SR. Vulnerabilidade e prote&ccedil;&atilde;o: indicadores na trajet&oacute;ria    de desenvolvimento do escolar. S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo; 2004.    p. 11-37.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0021-7557200600050001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> <font size="2" face="Verdana">9. Santelli B, Turnbull A, Higgins C. Parent    to parent support and health care. Pediatr Nurs. 1997;23:303-6.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0021-7557200600050001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> <font size="2" face="Verdana">10. Bialoskurski M, Cox CL, Hayes JA. The nature    of attachment in neonatal intensive care unit. J Perinat Neonatal Nurs. 1999;13:66-77.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0021-7557200600050001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> <font size="2" face="Verdana">11. Brazelton TB. Momentos decisivos do desenvolvimento    infantil. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes; 1994.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0021-7557200600050001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> <font size="2" face="Verdana">12. Miles MS, Holditch-Davis D. Compensatory    parenting: how mothers describe parenting their 3-year-old prematurely born    children. J Pediatr Nurs. 1995;10:243-53.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0021-7557200600050001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> <font size="2" face="Verdana">13. Allen EC, Manuel JC, Legault C, Naughton    MJ, Pivor C, O'Shea TM. Perception of child vulnerability among mothers of former    premature infants. Pediatrics. 2004;113:267-73.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0021-7557200600050001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> <font size="2" face="Verdana">14. Gomes MM. As repercuss&otilde;es familiares    da hospitaliza&ccedil;&atilde;o do rec&eacute;m-nascido na UTI neonatal: construindo    possibilidades de cuidado &#91;tese&#93;. S&atilde;o Paulo: Escola Paulista de Medicina,    Universidade Federal de S&atilde;o Paulo; 1999.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0021-7557200600050001200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> <font size="2" face="Verdana">15. Sylvest A, Peitersen B. Parent groups. Crisis    intervention for parents of extremely premature infants during hospitalization.    Ugeskr Laeger. 2000;162:659-62.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0021-7557200600050001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> <font size="2" face="Verdana">16. Smith K, Gabard D, Dale D, Drucker A. Parents    opinions about attending parent support groups. Child Health Care. 1994;23:127-36.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0021-7557200600050001200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> <font size="2" face="Verdana">17. Bracht M, Ardal F, Bot A, Cheng CM. Initiation    and maintenance of a hospital-based parent group for parents of premature infants:    key factors for success. Neonatal Netw. 1998;17:33-7.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0021-7557200600050001200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. Pearson J, Andersen K. Evaluation of a program    to promote positive parenting in the neonatal intensive care unit. Neonatal    Netw. 2001:20:43-8.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0021-7557200600050001200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. Eriksson BS, Pehrsson, G. Evaluation of psycho-social    support to parents with an infant born preterm. J Child Health Care. 2002;6:19-33.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0021-7557200600050001200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20. Minayo MCS. O desafio do conhecimento: pesquisa    qualitativa em sa&uacute;de. 8ª ed. S&atilde;o Paulo: Hucitec; 2004.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0021-7557200600050001200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">21. Shelton TL, Jeppson ES, Jonhnson BH. Family-centered    care for children with special health care needs. Washington: Association for    care of children's health; 1987.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0021-7557200600050001200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">22. Denzin NK. The research act. 3rd ed. New    York: McGraw Hill; 1989.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0021-7557200600050001200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">23. Bardin L. An&aacute;lise de conte&uacute;do.    Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70; 1979.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0021-7557200600050001200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">24. Wiggins JB. A fam&iacute;lia na unidade de    terapia intensiva neonatal. In: Avery GB, Fletcher MA, MacDonald MG. Neonatologia:    fisiopatologia e tratamento do rec&eacute;m-nascido. 4ª ed. Rio de Janeiro:    Medsi; 1999. p. 69-78.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0021-7557200600050001200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">25. Barros L. Initial beliefs, emotions and coping    processes of parents of high-risk babies. <a href="http://aifref.uqam.ca/actes/pdf_ang/barros.pdf" target="_blank">http://aifref.uqam.ca/actes/pdf_ang/barros.pdf.</a>    Acesso: 25/04/2004.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0021-7557200600050001200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">26. Ward K. Perceived needs of parents of critically    ill infants in a neonatal intensive care unit (NICU). Pediatr Nurs. 2001;27:281-6.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0021-7557200600050001200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">27. Vasconcelos MGL. Implanta&ccedil;&atilde;o    de um grupo de apoio &agrave; m&atilde;e acompanhante de rec&eacute;m-nascido    pr&eacute;-termo e de baixo peso em um hospital amigo da crian&ccedil;a na cidade    de Recife, PE &#91;tese&#93;. S&atilde;o Paulo: Universidade de S&atilde;o Paulo; 2004.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0021-7557200600050001200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">28. VandenBerg KA. Supporting parents in the    NICU: guidelines for promoting parent confidence and competence. Neonatal Netw.    2000;19:63-4.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0021-7557200600050001200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">29. Lindsay JK, Roman L, DeWys M, Eager M, Levick    J, Quinn M. Creative caring in the NICU: parent-to-parent support. Neonatal    Netw. 1993;12:37-44.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0021-7557200600050001200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">30. Prudhoe CM, Peters DL. Social support of    parents and grandparents in the neonatal intensive care unit. Pediatr Nurs.    1995;21:140-6.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0021-7557200600050001200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>      <p> <font size="2" face="Verdana"><a name="end"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/jped/v82n4/seta.gif" border="0"></a>    <b>Correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Virg&iacute;nia Buarque    <br>   Rua Vitoriano Palhares, 218/501 - Torre    <br>   CEP 50710-190 - Recife, PE    <br>   Tel.: (81) 9282.8282    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   E-mail: <a href="mailto:virginia.buarque@bol.com.br">virginia.buarque@bol.com.br</a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Artigo submetido em 27.09.05, aceito em 22.03.06.</font></p>       ]]></body><back>
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