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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Surto em berçário por Klebsiella pneumoniae produtora de beta-lactamase de espectro estendido atribuído à colonização de profissional de saúde portador de onicomicose]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Outbreak of extended-spectrum beta-lactamase-producing Klebsiella pneumoniae in an intermediate-risk neonatal unit linked to onychomycosis in a healthcare worker]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: To describe an outbreak of extended-spectrum beta-lactamase-producing Klebsiella pneumoniae in an intermediate-risk neonatal unit. METHODS: After the identification of the first cases, the situation was regarded as an outbreak, and basic preventive measures against nosocomial infections were strictly enforced, and possible sources of dissemination were investigated. RESULTS: The outbreak lasted for 6 months and affected 36 newborn infants, causing seven infections and 29 colonizations. In the first stage of the outbreak, patients developed infection, but in the second stage, they were asymptomatic and were only identified by surveillance cultures. The outbreak was controlled after the identification and treatment of the healthcare worker who had been diagnosed with onychomycosis and whose hands were contaminated with extended-spectrum beta-lactamase-producing Klebsiella pneumoniae. CONCLUSION: The detection and control of occult dissemination of this multiresistant bacterium among low-risk newborn infants prevented its endemic dissemination in the neonatal unit, as well as the exposure of critically ill and susceptible patients to the infection.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Infecção hospitalar]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[epidemiologia]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[epidemiology]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>COMUNICA&Ccedil;&Atilde;O BREVE    </b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="4"><a name="topo"></a><b>Surto em berçário por <i>Klebsiella    pneumoniae</i> produtora de beta-lactamase de espectro estendido atribuído à    colonização de profissional de saúde portador de onicomicose</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Valéria C. Cassettari<sup>I</sup>; Isa R.    Silveira<sup>II</sup>; Ana Cristina Balsamo<sup>III</sup>; Fábio Franco<sup>IV</sup></b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Médica, Especialista em Doenças Infecciosas    e Parasitárias, Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, Hospital Universitário,    Universidade de São Paulo (HU-USP), São Paulo, SP    <br>   <sup>II</sup>Enfermeira, Especialista em Epidemiologia, Serviço de Controle    de Infecção Hospitalar, HU-USP, São Paulo, SP    <br>   <sup>III</sup>Enfermeira, Mestre, Serviço de Controle de Infecção Hospitalar,    HU-USP, São Paulo, SP    <br>   <sup>IV</sup>Médico, Especialista em Doenças Infecciosas e Parasitárias, Serviço    de Controle de Infecção Hospitalar, HU-USP, São Paulo, SP</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><a href="#end">Correspondência</a></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>  <hr size="1" noshade>     <p> <font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b> OBJETIVO:</b> Descrever surto por <i>Klebsiella    pneumoniae</i> produtora de beta-lactamase de espectro estendido em ber&ccedil;&aacute;rio    de risco intermedi&aacute;rio.    <br>   <b>M&Eacute;TODOS:</b> Ap&oacute;s identifica&ccedil;&atilde;o dos primeiros    casos, a situa&ccedil;&atilde;o foi conduzida como surto, sendo intensificadas    as medidas b&aacute;sicas de preven&ccedil;&atilde;o de infec&ccedil;&otilde;es    hospitalares e investigadas poss&iacute;veis fontes de dissemina&ccedil;&atilde;o    da bact&eacute;ria.    <br>   <b>RESULTADOS:</b> O surto durou 6 meses e atingiu 36 rec&eacute;m-nascidos,    causando sete infec&ccedil;&otilde;es e 29 coloniza&ccedil;&otilde;es. Na primeira    fase do surto, os portadores evolu&iacute;ram com infec&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m,    na segunda fase, os portadores eram assintom&aacute;ticos e s&oacute; foram    identificados por culturas de vigil&acirc;ncia. O surto foi resolvido ap&oacute;s    identifica&ccedil;&atilde;o e tratamento de profissional de sa&uacute;de que    apresentava onicomicose e era portadora de <i>Klebsiella pneumoniae</i> produtora    de beta-lactamase de espectro estendido nas m&atilde;os.     <br>   <b>CONCLUS&Atilde;O:</b> Detec&ccedil;&atilde;o e controle da dissemina&ccedil;&atilde;o    oculta da bact&eacute;ria multirresistente entre os rec&eacute;m-nascidos de    menor risco evitou sua instala&ccedil;&atilde;o end&ecirc;mica no ber&ccedil;&aacute;rio,    bem como a conseq&uuml;ente exposi&ccedil;&atilde;o dos pacientes mais graves    e suscet&iacute;veis &agrave; infec&ccedil;&atilde;o.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b>    Infec&ccedil;&atilde;o hospitalar,<i>klebsiella</i>,epidemiologia.</font></p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp; </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"><i>Klebsiella pneumoniae</i> &eacute;    um bacilo gram-negativo presente no trato gastrointestinal de indiv&iacute;duos    h&iacute;gidos. &Eacute; importante pat&oacute;geno de infec&ccedil;&otilde;es    hospitalares, causando surtos em unidades de interna&ccedil;&atilde;o de pacientes    cr&iacute;ticos, e s&atilde;o descritas situa&ccedil;&otilde;es em que sua presen&ccedil;a    se tornou end&ecirc;mica<sup>1</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"> A progress&atilde;o da resist&ecirc;ncia de    <i>Klebsiella pneumoniae</i> aos antibi&oacute;ticos tem causado grande preocupa&ccedil;&atilde;o    desde a d&eacute;cada de 1980, com o aparecimento de <i>Klebsiella pneumoniae</i>    produtora de beta-lactamase de espectro estendido (ESBL), classe de enzimas    que conferem resist&ecirc;ncia a todas as cefalosporinas<sup>2</sup>, ocasionando    surtos em unidades neonatais de terapia intensiva<sup>3-5</sup>. A situa&ccedil;&atilde;o    mostrou-se mais alarmante no Brasil ap&oacute;s a identifica&ccedil;&atilde;o    de <i>Klebsiella pneumoniae</i> com express&atilde;o concomitante de metalo-beta-lactamase    IMP-1 e de beta-lactamase de espectro estendido CTX-M<sup>6</sup>, pois a produ&ccedil;&atilde;o    conjunta dessas enzimas resultou em resist&ecirc;ncia da bact&eacute;ria a todos    os antibi&oacute;ticos dispon&iacute;veis para tratamento, inclusive aos carbapen&ecirc;micos.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"> Estudos realizados a partir de surtos por <i>Klebsiella</i>    ESBL demonstraram que seu surgimento &eacute; freq&uuml;entemente associado    ao uso de cefalosporinas de terceira gera&ccedil;&atilde;o<sup>7</sup>, e que    o profissional de sa&uacute;de atua como ve&iacute;culo de transmiss&atilde;o    da bact&eacute;ria entre pacientes<sup>3-5,8</sup>, sendo o trato intestinal    de indiv&iacute;duos colonizados seu principal reservat&oacute;rio. Restri&ccedil;&atilde;o    de cefalosporinas de terceira gera&ccedil;&atilde;o e fortalecimento das normas    b&aacute;sicas de preven&ccedil;&atilde;o das infec&ccedil;&otilde;es hospitalares    s&atilde;o consideradas as principais medidas para controle de surto causados    por <i>Klebsiella</i> ESBL.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"> Os estudos atualmente dispon&iacute;veis sobre    <i>Klebsiella</i> ESBL enfocam predominantemente unidades de terapia intensiva,    sendo escassas informa&ccedil;&otilde;es sobre surtos causados por essa bact&eacute;ria    em ber&ccedil;&aacute;rio de risco intermedi&aacute;rio.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"> Descrevemos rara ocorr&ecirc;ncia e controle    de surto por <i>Klebsiella</i> ESBL em ber&ccedil;&aacute;rio de risco intermedi&aacute;rio,    n&atilde;o relacionado ao uso extensivo de cefalosporinas de terceira gera&ccedil;&atilde;o    e atribu&iacute;vel &agrave; coloniza&ccedil;&atilde;o cr&ocirc;nica de profissional    de sa&uacute;de com onicomicose.</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Descrição</b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"><b><i>Local</i></b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O surto ocorreu no ber&ccedil;&aacute;rio do    Hospital Universit&aacute;rio da Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o    Paulo, Brasil. Esse ber&ccedil;&aacute;rio possui 17 leitos ativos e movimento    m&eacute;dio de 450 pacientes-dia/m&ecirc;s. Atende a rec&eacute;m-nascidos    com patologias de risco intermedi&aacute;rio (como icter&iacute;cia neonatal,    desconforto respirat&oacute;rio precoce, s&iacute;filis cong&ecirc;nita, risco    infeccioso materno, entre outras). O hospital disp&otilde;e de unidade de terapia    intensiva neonatal, para onde se encaminham os casos cr&iacute;ticos, os quais    podem retornar ao ber&ccedil;&aacute;rio ap&oacute;s melhora cl&iacute;nica.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"><b><i>Descri&ccedil;&atilde;o do surto</i></b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"> Para melhor compreens&atilde;o, dividimos o    surto em duas fases epidemiologicamente distintas.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"><i>Primeira fase do surto</i></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"> Entre agosto e in&iacute;cio de novembro de    2004, ocorreu no ber&ccedil;&aacute;rio um surto de infec&ccedil;&otilde;es    por <i>Klebsiella</i> ESBL (<a href="#fig1">Figura 1</a>). Foram duas infec&ccedil;&otilde;es    urin&aacute;rias, duas conjuntivites e tr&ecirc;s infec&ccedil;&otilde;es da    corrente sang&uuml;&iacute;nea. Houve duas coloniza&ccedil;&otilde;es, com a    bact&eacute;ria isolada em urocultura. A taxa de ataque foi de 3% (nove pacientes    acometidos em 318 interna&ccedil;&otilde;es).</font></p>      <p><a name="fig1"></a> </p>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><img src="/img/revistas/jped/v82n4/a15fig01.gif"></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana">Os m&eacute;todos microbiol&oacute;gicos utilizados    para isolamento da bact&eacute;ria foram hemocultura automatizada (Bact Alert),    urocultura semeada em &aacute;gar-sangue e Mac Conkey, cultura de secre&ccedil;&otilde;es    em &aacute;gar-sangue. A identifica&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie e o antibiograma    foram automatizados, com confirma&ccedil;&atilde;o manual do fen&oacute;tipo    ESBL por t&eacute;cnica de aproxima&ccedil;&atilde;o de discos (DDS - <i>double-disc    synergism</i>) utilizando discos de cefalosporinas da primeira &agrave; quarta    gera&ccedil;&atilde;o, aztreonam e amoxicilina clavulanato.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Durante 3 meses, procederam-se &agrave;s medidas    habituais de investiga&ccedil;&atilde;o e controle de surtos:</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">- informa&ccedil;&atilde;o dos profissionais    da unidade sobre o surto;</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">- refor&ccedil;o das precau&ccedil;&otilde;es-padr&atilde;o    e de contato, sendo introduzido &aacute;lcool gel para higieniza&ccedil;&atilde;o    das m&atilde;os;</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">- investiga&ccedil;&atilde;o de procedimentos    invasivos e outros poss&iacute;veis fatores de risco comuns aos pacientes acometidos;</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">- inspe&ccedil;&atilde;o dos conte&uacute;dos,    frascos e processo de manipula&ccedil;&atilde;o de produtos hospitalares, a    fim de identificar poss&iacute;veis falhas;</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">- suspens&atilde;o do uso e realiza&ccedil;&atilde;o    de cultura de frascos de creme hidratante de uso comum, utilizados no per&iacute;neo    dos rec&eacute;m-nascidos. Essas culturas resultaram negativas;</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"> - orienta&ccedil;&atilde;o da equipe m&eacute;dica    para restri&ccedil;&atilde;o de cefalosporinas de terceira gera&ccedil;&atilde;o.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"> Verificou-se posteriormente que os antibi&oacute;ticos    mais utilizados pelos rec&eacute;m-nascidos acometidos (antes da cultura positiva    para <i>Klebsiella</i> ESBL), foram amicacina (utilizada por 100% dos acometidos)    e penicilina (utilizada por 78% dos acometidos). Cefalosporina de terceira gera&ccedil;&atilde;o    (cefotaxima) foi utilizada apenas por 22% dos acometidos.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"><i>Segunda fase do surto</i></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"> O aparecimento de novos casos persistiu mesmo    ap&oacute;s implanta&ccedil;&atilde;o das medidas iniciais de controle. Portanto,    no quarto m&ecirc;s do surto, iniciou-se coleta de <i>swab</i> retal de todos    os pacientes internados, uma vez por semana. O material foi semeado em &aacute;gar-sangue,    e a identifica&ccedil;&atilde;o, antibiograma e confirma&ccedil;&atilde;o do    fen&oacute;tipo ESBL realizados conforme descrito anteriormente.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> De novembro de 2004 a fevereiro de 2005, as    culturas de vigil&acirc;ncia detectaram 27 novos casos de coloniza&ccedil;&atilde;o    por <i>Klebsiella</i> ESBL, por&eacute;m sem nenhum caso novo de infec&ccedil;&atilde;o.    A taxa de ataque nessa fase do surto foi de 8% (27 pacientes acometidos em 349    interna&ccedil;&otilde;es).</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"> Nessa fase do surto, os antibi&oacute;ticos    mais utilizados pelos rec&eacute;m-nascidos acometidos tamb&eacute;m foram amicacina    (78% haviam utilizado) e penicilina (74%). Cefalosporina de terceira gera&ccedil;&atilde;o    (cefotaxima) foi utilizada por apenas 15% dos acometidos.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"> As medidas gerais para controle de surtos continuaram    sendo refor&ccedil;adas, com implementa&ccedil;&atilde;o de modifica&ccedil;&otilde;es    nas rotinas de banho e trocas de fraldas e intensifica&ccedil;&atilde;o da desinfec&ccedil;&atilde;o    de superf&iacute;cies com &aacute;lcool 70%. Por&eacute;m, as culturas de vigil&acirc;ncia    continuaram identificando novos casos de coloniza&ccedil;&atilde;o. Concomitantemente,    as taxas de infec&ccedil;&atilde;o hospitalares permaneciam abaixo da m&eacute;dia    dos anos anteriores (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"> Em fevereiro de 2005, foram inspecionadas as    m&atilde;os de todos os 48 profissionais do ber&ccedil;&aacute;rio, sendo colhidos    <i>swabs</i> das m&atilde;os de nove que apresentavam les&otilde;es dermatol&oacute;gicas    de qualquer natureza. Oito desses profissionais tiveram cultura das m&atilde;os    negativas para <i>Klebsiella</i> ESBL. Eles apresentavam onicomicose (dois casos)    ou les&otilde;es descamativas e fissuras (seis casos).</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"> Uma profissional de enfermagem do per&iacute;odo    noturno, que apresentava onicomicose, teve <i>swab</i> das m&atilde;os positivo    para <i>Klebsiella</i> ESBL. A profissional foi afastada do contato direto com    os pacientes durante 1 semana, recebendo ciprofloxacina oral e t&oacute;pica    para descoloniza&ccedil;&atilde;o do leito ungueal, al&eacute;m de iniciar tratamento    para onicomicose com fluconazol oral. Cultura do raspado das unhas isolou <i>Candida    spp</i>, e a onicomicose evoluiu com r&aacute;pida melhora ap&oacute;s institui&ccedil;&atilde;o    do tratamento.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"><b><i>Resolu&ccedil;&atilde;o do surto</i></b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"> Ap&oacute;s 1 semana de tratamento, a funcion&aacute;ria    retornou &agrave;s atividades habituais e teve <i>swab</i> das m&atilde;os negativo    para <i>Klebsiella</i> ESBL. Os <i>swabs</i> retais semanais de vigil&acirc;ncia    continuaram sendo colhidos dos pacientes durante 1 m&ecirc;s ap&oacute;s o in&iacute;cio    do tratamento da profissional, resultando todos negativos. O surto foi considerado    controlado, e as coletas de cultura de vigil&acirc;ncia foram interrompidas.    Ap&oacute;s 1 m&ecirc;s de intervalo, foi realizado novo rastreamento confirmat&oacute;rio,    com coleta de <i>swabs</i> retais de todos os pacientes internados, resultando    novamente todos negativos.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"> Todos os demais profissionais que tinham les&otilde;es    dermatol&oacute;gicas nas m&atilde;os foram encaminhados para atendimento m&eacute;dico.</font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b> Discuss&atilde;o</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A segunda fase desse surto demonstra a capacidade    de dissemina&ccedil;&atilde;o oculta da bact&eacute;ria multirresistente, que,    em determinado momento, pode causar apenas coloniza&ccedil;&atilde;o em grande    n&uacute;mero de pacientes com baixo risco para aquisi&ccedil;&atilde;o de infec&ccedil;&otilde;es.    Caso a situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o fosse percebida e controlada, poderia    ocorrer instala&ccedil;&atilde;o end&ecirc;mica da bact&eacute;ria, com risco    permanente de infec&ccedil;&otilde;es para pacientes mais suscet&iacute;veis.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"> A principal limita&ccedil;&atilde;o do estudo    desse surto &eacute; a aus&ecirc;ncia de dados de tipagem genot&iacute;pica    dos isolados de <i>Klebsiella</i> ESBL, n&atilde;o sendo poss&iacute;vel verificar    se o surto decorreu da dissemina&ccedil;&atilde;o de uma ou mais linhagens de    bact&eacute;rias, e se a cepa das m&atilde;os da profissional coincidia com    as dos pacientes. Entretanto, consideramos muito sugestivo de rela&ccedil;&atilde;o    causa-efeito o impacto imediato do tratamento da profissional na interrup&ccedil;&atilde;o    do surto, ap&oacute;s fracasso das demais medidas de controle.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"> O surto dividiu-se epidemiologicamente em duas    fases. Na primeira, que durou 3 meses, a bact&eacute;ria causou predominantemente    infec&ccedil;&otilde;es e foi identificada em amostras solicitadas para investiga&ccedil;&atilde;o    cl&iacute;nica de pacientes febris. Na segunda, que durou mais 3 meses, houve    exclusivamente coloniza&ccedil;&atilde;o sem infec&ccedil;&atilde;o, identificada    por <i>swabs</i> retais solicitados pelo Servi&ccedil;o de Controle de Infec&ccedil;&atilde;o    Hospitalar para procura de coloniza&ccedil;&atilde;o oculta.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"> Nas duas fases, os antibi&oacute;ticos mais    utilizados foram penicilina e amicacina. Nesse aspecto, esse surto por <i>Klebsiella</i>    ESBL difere de outros descritos, freq&uuml;entemente associados ao uso de cefalosporinas    de terceira gera&ccedil;&atilde;o<sup>7</sup>. Penicilina e amicacina s&atilde;o    largamente empregados no tratamento de infec&ccedil;&otilde;es neonatais, merecendo    estudo posterior sua poss&iacute;vel participa&ccedil;&atilde;o como fator de    risco para coloniza&ccedil;&atilde;o por <i>Klebsiella</i> ESBL diante de exposi&ccedil;&atilde;o    ambiental.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"> No segundo per&iacute;odo do surto, houve forte    ades&atilde;o dos profissionais &agrave;s medidas de preven&ccedil;&atilde;o    de infec&ccedil;&otilde;es hospitalares, que se refletiu nas baixas taxas de    infec&ccedil;&atilde;o e na aus&ecirc;ncia de infec&ccedil;&otilde;es pela bact&eacute;ria    multirresistente (<a href="#fig1">Figura 1</a>). Embora a dissemina&ccedil;&atilde;o    da bact&eacute;ria entre os pacientes tenha sido extensa, seu impacto cl&iacute;nico    foi nulo nessa fase, quando as medidas de preven&ccedil;&atilde;o de infec&ccedil;&otilde;es    estavam fortalecidas.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"> A cultura das m&atilde;os dos profissionais    foi necess&aacute;ria em fun&ccedil;&atilde;o da n&atilde;o efetividade das    medidas anteriores. A coleta foi dirigida apenas aos profissionais com les&otilde;es    nas m&atilde;os, portanto mais predispostos &agrave; coloniza&ccedil;&atilde;o    por microrganismos n&atilde;o habituais<sup>9</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"> A identifica&ccedil;&atilde;o e tratamento da    profissional colonizada resultou em imediato controle do surto. Inferimos que    a profissional tenha adquirido <i>Klebsiella</i> ESBL de um dos primeiros pacientes    acometidos e depois tenha servido como reservat&oacute;rio e disseminador da    bact&eacute;ria. &Eacute; o segundo surto descrito na literatura envolvendo    coloniza&ccedil;&atilde;o por <i>Klebsiella</i> ESBL de profissional de sa&uacute;de    com onicomicose<sup>5</sup>, merecendo estudo microbiol&oacute;gico posterior    para verificar a poss&iacute;vel rela&ccedil;&atilde;o dessa bact&eacute;ria    com fungos, especialmente <i>Candida spp</i><sup>10</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"> A identifica&ccedil;&atilde;o de profissionais    de sa&uacute;de com les&otilde;es dermatol&oacute;gicas nas m&atilde;os refor&ccedil;a    a import&acirc;ncia de um programa completo de avalia&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica    da sa&uacute;de desses profissionais para garantir a qualidade do atendimento    aos pacientes.</font></p>      <p>&nbsp; </p>      <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b> </font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. DiPersio JR, Deshpande LM, Biedenbach DJ,    Toleman MA, Walsh TR, Jones RN. Evolution and dissemination of extended-spectrum    beta-lactamase producing Klebsiella pneumoniae: epidemiology and molecular report    from the SENTRY Antimicrobial Surveillance Program (1997-2003). Diagn Microbiol    Infect Dis. 2005;51:1-7.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S0021-7557200600050001500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Black SR, Bonten MJM, Weinstein RA. Enterobacteriaceae.    In: Mayhall CG, editor. Hospital Epidemiology and Infection Control. 3rd ed.    Philadelphia: Lippincott Williams Wilkins; 2004. p. 545-74.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0021-7557200600050001500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Gupta A, Della-Latta P, Todd B, San Gabriel    P, Haas J, Wu F, et al. Outbreak of extended-spectrum-beta-lactamase-producing    Klebsiella pneumoniae in a neonatal intensive care unit linked to artificial    nails. Infect Control Hosp Epidemiol. 2004;25:210-5.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0021-7557200600050001500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Gastmeier P, Groneberg K, Weist K, Ruden H.    A cluster of nosocomial Klebsiella pneumoniae bloodstream infections in a neonatal    intensive care department: identification of transmission and intervention.    Am J Infect Control. 2003;31:424-30.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0021-7557200600050001500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Boszczowski I, Nicoletti C, Puccini DM, Pinheiro    M, Soares RE, Van der Heijden IM, et al. Outbreak of extended spectrum beta-lactamase    producing Klebsiella pneumoniae infection in a neonatal intensive care unit    related to onychomycosis in a health care worker. Pediatr Infect Dis J. 2005;24:648-50.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0021-7557200600050001500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Lincopan N, McCulloch JA, Reinert C, Cassettari    VC, Gales AC, Mamizuka EM. First isolation of metallo-beta-lactamase producing    multiresistant Klebsiella pneumoniae from a patient in Brazil. J Clin Microbiol.    2005;43:516-9.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0021-7557200600050001500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Rahal JJ, Urban C, Horn D, Freeman K, Segal-Maurer    S, Maurer J, et al. Class restriction of cephalosporin use to control total    cephalosporin resistance in nosocomial Klebsiella. JAMA. 1998;280:1233-7.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0021-7557200600050001500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Jacoby GA. Extended-spectrum beta-lactamases    and other enzymes providing resistance to oxyimino-beta-lactams. Infect Dis    Clin North Am. 1997;11:875-87.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0021-7557200600050001500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Larson EL, Hughes CA, Pyrek JD, Sparks SM,    Cagatay EU, Bartkus JM. Changes in bacterial flora associated with skin damage    on hands of health care personnel. Am J Infect Control. 1998;26:513-21.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0021-7557200600050001500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Hermann C, Hermann J, Munzel U, Ruchel R.    Bacterial flora accompanying Candida yeasts in clinical specimens. Mycoses.    1999;42:619-27.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0021-7557200600050001500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>      <p> <font size="2" face="Verdana"><a name="end"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/jped/v82n4/seta.gif" border="0"></a>    <b>Correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Valéria Chiaratto Cassettari    <br>   Rua Nazaré Paulista, 163/123-E    <br>   CEP 05448-000 - São Paulo, SP    <br>   Tel.: (11) 3039.9242    <br>   E-mail: <a href="mailto:valeriac@hu.usp.br">valeriac@hu.usp.br </a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Artigo submetido em 16.02.06, aceito em 07.04.06.</font></p>       ]]></body><back>
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