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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Triagem auditiva em idosos: comparação entre auto-relato e audiometria]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,FIOCRUZ Escola Nacional de Saúde Pública Departamento de Epidemiologia e Métodos Quantitativos em Saúde]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Despite its high prevalence in the aged, hearing loss has been poorly investigated. Audiometry is the gold standard for evaluation of hearing loss, but large-scale use of the procedure involves operational difficulties. Thus, self-report may be an alternative. AIM: To determine if a single global question is valid for use in epidemiologic research. STUDY DESIGN: Systematic review. MATERIAL AND METHOD: A search of the medical literature from 1990 to 2004 was performed using MEDLINE and LILACS. The references of the articles identified in the electronic search were also reviewed. STUDY SELECTION AND DATA EXTRACTION: The articles that compared the results obtained with self-report to a single global question with those obtained by pure tone audiometry were selected. Data about the prevalence of hearing loss, and sensitivity, specificity and predictive values were extracted. DATA SYNTHESIS: Ten longitudinal studies were included. A single global question seems to be an acceptable indicator of hearing loss, sensitive and reasonably specific, mainly if the hearing loss is identified as the tone average that includes frequencies up to 2 or 4 kHz, at 40 dBHL level, in the best ear. CONCLUSION: A single global question shows good performance in identifying older persons with hearing loss and can be recommended for an epidemiologic study if audiometric measurements cannot be performed.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp; </p>     <p><font size="4" face="Verdana"><B><a name="tx"></a>Triagem auditiva em idosos:    compara&ccedil;&atilde;o entre auto-relato e audiometria </B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp; </p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Cl&aacute;udia Maria Valete-Rosalino<SUP>I</SUP>;    Suely Rozenfeld<SUP>II</SUP></B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><SUP>I</SUP>M&eacute;dica, P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o    em Otorrrino, T&iacute;tulo de Especialista em Otorrino, Mestre em Otorrino    e Cursando Doutorado em Sa&uacute;de P&uacute;blica (Tecnologista/Professora)    - Servi&ccedil;o de Otorrinolaringologia do Instituto de Pesquisas Cl&iacute;nicas    Evandro Chagas - FIOCRUZ; Departamento de Otorrinolaringologia e Oftalmologia    – Universidade Federal do Rio de Janeiro; Doutoranda em Sa&uacute;de P&uacute;blica    da Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica – FIOCRUZ    <br>   <SUP>II</SUP>M&eacute;dica, Mestre e Doutora    em Sa&uacute;de P&uacute;blica (Pesquisadora) - Departamento de Epidemiologia    e M&eacute;todos Quantitativos em Sa&uacute;de - Escola Nacional de Sa&uacute;de    P&uacute;blica – FIOCRUZ</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <a href="#END">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="VERDANA"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Apesar da alta preval&ecirc;ncia entre idosos,    a perda auditiva &eacute; pouco investigada. A audiometria &eacute; o teste    padr&atilde;o ouro para avalia&ccedil;&atilde;o de perda auditiva, mas sua realiza&ccedil;&atilde;o    em larga escala traz dificuldades operacionais. O auto-relato pode ser uma alternativa.    <B>    <br>   OBJETIVO:</B> Determinar se uma &uacute;nica quest&atilde;o gen&eacute;rica    tem validade para ser utilizada em pesquisas epidemiol&oacute;gicas.    <br>   <B>FORMA DE ESTUDO:</B>Revis&atilde;o sistem&aacute;tica. <B>    <br>   MATERIAL E M&Eacute;TODO:</B> Foi realizada uma pesquisa da literatura m&eacute;dica    nas bases de dados MEDLINE e LILACS, no per&iacute;odo de 1990 a 2004. Foram    analisados tamb&eacute;m artigos citados nas refer&ecirc;ncias dos artigos identificados    na busca eletr&ocirc;nica. Foram selecionados os artigos que compararam os resultados    obtidos atrav&eacute;s de auto-relato, por meio de uma quest&atilde;o &uacute;nica    gen&eacute;rica, e da audiometria tonal. Foram extra&iacute;dos os dados de    preval&ecirc;ncia da perda auditiva, e de sensibilidade, especificidade e valores    preditivos.    <br>   <B>RESULTADO: </B>Foram inclu&iacute;dos dez estudos transversais. A quest&atilde;o    &uacute;nica gen&eacute;rica parece ser um indicador aceit&aacute;vel de perda    auditiva, sens&iacute;vel e razoavelmente espec&iacute;fico, principalmente    quando a perda &eacute; identificada como sendo a m&eacute;dia tonal que inclua    freq&uuml;&ecirc;ncias at&eacute; 2 ou 4 kHz, a um n&iacute;vel de 40 dBNA,    na melhor orelha. <B>    <br>   CONCLUS&Atilde;O:</B> Uma quest&atilde;o &uacute;nica gen&eacute;rica tem uma    boa performance em identificar idosos com perda auditiva e pode, portanto, ser    recomendada para um estudo epidemiol&oacute;gico que n&atilde;o possa realizar    medidas audiom&eacute;tricas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> perda auditiva, idoso,    question&aacute;rios, audiometria e validade. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"> <B>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B> </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considerando a idade de 60 anos como divisor    entre idosos e n&atilde;o-idosos, observamos atrav&eacute;s de dados do Instituto    Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) que houve aumento do percentual    de idosos (60 anos e mais) no Brasil de 5,07% em 1970 para 8,56% em 2000<SUP>1</SUP>.    O n&uacute;mero de idosos passou de 3 milh&otilde;es em 1960 para 7 milh&otilde;es    em 1975, para 14 milh&otilde;es em 2002 (um aumento de 500% em quarenta anos),    e estima-se que alcan&ccedil;ar&aacute; 32 milh&otilde;es em 2020<SUP>2</SUP>.    Se ocorrerem avan&ccedil;os maiores na queda de mortalidade nas idades avan&ccedil;adas,    este processo ser&aacute; mais acelerado<SUP>1</SUP>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entre as patologias cuja freq&uuml;&ecirc;ncia    cresce com o envelhecimento destacam-se &agrave;s ligadas ao ouvido interno.    A perda auditiva &eacute; a terceira condi&ccedil;&atilde;o cr&ocirc;nica mais    prevalente entre idosos americanos, ap&oacute;s a hipertens&atilde;o e a artrite<SUP>3</SUP>.    No Brasil, estudos mostram uma preval&ecirc;ncia de perda auditiva entre idosos    que varia de 20 a 85%<SUP>4-7</SUP>. A perda auditiva tem sido associada a impacto    psicossocial negativo<SUP>8</SUP>, com inabilidade para realizar tarefas dom&eacute;sticas    pesadas<SUP>9</SUP> e o aumento de acidentes ocupacionais<SUP>10</SUP>. A perda    sensorial auditiva n&atilde;o corrigida por aparelhos auditivos de amplia&ccedil;&atilde;o    sonora individual (AASI) est&aacute; associada, em idosos, com preju&iacute;zo    da auto-sufici&ecirc;ncia nas atividades instrumentais di&aacute;rias e do relacionamento    social, e com aumento da mortalidade no sexo masculino<SUP>11</SUP>. O desejo    de usar pr&oacute;tese auditiva n&atilde;o est&aacute; associado &agrave; severidade    do comprometimento auditivo, mas sim ao status funcional do indiv&iacute;duo,    sendo maior entre os indiv&iacute;duos mais independentes<SUP>8</SUP>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar da alta preval&ecirc;ncia entre idosos,    a perda auditiva &eacute; um dos problemas n&atilde;o investigados durante o    exame m&eacute;dico tradicional neste grupo et&aacute;rio<SUP>12</SUP>. A triagem    pode ser &uacute;til na sua identifica&ccedil;&atilde;o em aten&ccedil;&atilde;o    prim&aacute;ria da sa&uacute;de, uma vez que o seu in&iacute;cio &eacute; insidioso    e os pacientes, freq&uuml;entemente, n&atilde;o t&ecirc;m consci&ecirc;ncia.    A audiometria &eacute; o teste padr&atilde;o ouro, mas a sua realiza&ccedil;&atilde;o    &eacute; dificultada em alguns locais devido a problemas de acesso, refer&ecirc;ncia,    e reembolso. Desta forma, muitos cl&iacute;nicos confiam nos question&aacute;rios    auto-administrados<SUP>13</SUP>. No campo da pesquisa, os inqu&eacute;ritos    de largas escalas do status auditivo podem fornecer pistas sobre tend&ecirc;ncias    temporais na preval&ecirc;ncia da perda auditiva e contribuir na identifica&ccedil;&atilde;o    de &aacute;reas geogr&aacute;ficas e subgrupos de popula&ccedil;&otilde;es sob    risco (g&ecirc;nero, ra&ccedil;a e etnicidade). Estes inqu&eacute;ritos podem    ser um meio r&aacute;pido e barato para proporcionar estimativas em grandes    popula&ccedil;&otilde;es, onde os gastos (equipamento audiom&eacute;trico e    pessoal treinado) e a restri&ccedil;&atilde;o de tempo sejam proibitivos<SUP>14</SUP>.    Quest&otilde;es isoladas gen&eacute;ricas sobre a audi&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m    t&ecirc;m sido utilizadas em estudos epidemiol&oacute;gicos. O auto-relato pode    ser um indicador de perda auditiva, e &eacute; de administra&ccedil;&atilde;o    r&aacute;pida e barata<SUP>15</SUP>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma vez que o teste ouro para a perda auditiva,    a audiometria, requer pessoal treinado, cabine ac&uacute;stica e equipamento,    dificultando assim a sua execu&ccedil;&atilde;o em larga escala, nosso objetivo    final &eacute; determinar se uma &uacute;nica quest&atilde;o gen&eacute;rica    tem validade para ser utilizada em pesquisas epidemiol&oacute;gicas. Este trabalho    tem como prop&oacute;sito revisar estudos que tiveram como objetivo comparar    os resultados obtidos com o uso de quest&otilde;es isoladas com os resultados    obtidos atrav&eacute;s da audiometria tonal na avalia&ccedil;&atilde;o da perda    auditiva em idosos. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>MATERIAL E M&Eacute;TODO </B></font></p>     <p><b><font size="2" face="Verdana"><I>Identifica&ccedil;&atilde;o e sele&ccedil;&atilde;o    dos estudos</I></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi realizada uma pesquisa da literatura m&eacute;dica    nas bases de dados MEDLINE e LILACS, no per&iacute;odo de 1990 a 2004, para    recuperar artigos comparando os resultados obtidos na avalia&ccedil;&atilde;o    da perda auditiva, em idosos, atrav&eacute;s do auto-relato por meio de uma    quest&atilde;o &uacute;nica gen&eacute;rica e da audiometria tonal. Na busca    eletr&ocirc;nica foram utilizados os termos <I>hearing loss, hearing impairment,    deafness, presbycusis, questionnaires, self-report, question, validity, audiometry</I>,    isoladamente e em combina&ccedil;&atilde;o e aceitos artigos em todos os idiomas.    Foram analisados tamb&eacute;m artigos citados nas refer&ecirc;ncias dos artigos    identificados na busca eletr&ocirc;nica. Foram selecionados dez artigos da MEDLINE,    e nenhum artigo da LILACS. Foi exclu&iacute;do um artigo por n&atilde;o fornecer    dados isolados sobre a validade da utiliza&ccedil;&atilde;o de pergunta &uacute;nica    gen&eacute;rica na avalia&ccedil;&atilde;o da perda auditiva em compara&ccedil;&atilde;o    com a audiometria tonal<SUP>16</SUP>, um artigo que n&atilde;o especificou os    resultados entre idosos<SUP>17</SUP> e um outro artigo que n&atilde;o comparou    os resultados da pergunta &uacute;nica com a audiometria<SUP>18</SUP>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><B><I>Extra&ccedil;&atilde;o dos dados</I></B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram extra&iacute;dos os dados de preval&ecirc;ncia    da perda auditiva observada pela audiometria, perda estimada pela pergunta e    a diferen&ccedil;a entre as preval&ecirc;ncias da perda auditiva observada e    estimada. A sensibilidade, especificidade e os valores preditivos da avalia&ccedil;&atilde;o    da perda auditiva atrav&eacute;s da quest&atilde;o &uacute;nica gen&eacute;rica    em compara&ccedil;&atilde;o com a audiometria tamb&eacute;m foram inclu&iacute;dos.    Um estudo apresentou estimativa da raz&atilde;o de chances (OR) da pergunta    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; perda auditiva medida por audiometria e outro    avaliou a associa&ccedil;&atilde;o entre a pergunta e a m&eacute;dia dos limiares    auditivos em diferentes freq&uuml;&ecirc;ncias. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B><I>Caracter&iacute;sticas dos Estudos Analisados</I></B>    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#tab01">Tabela 1</a> est&atilde;o    descritas as caracter&iacute;sticas gerais dos estudos analisados. Foram localizados    dez estudos transversais, sendo que sete eram de base populacional<SUP>13-15,19-22</SUP>,    um em moradores de casa de sa&uacute;de<SUP>23</SUP>, um em trabalhadores de    uma companhia tecnol&oacute;gica<SUP>24</SUP> e um de base hospitalar<SUP>8</SUP>.    Os estudos envolveram um n&uacute;mero amostral que variou de 198 a 12.495,    a exce&ccedil;&atilde;o de um estudo que incluiu apenas 63 indiv&iacute;duos<SUP>8</SUP>.    Todos os estudos inclu&iacute;ram indiv&iacute;duos com 60 anos ou mais, sendo    que um incluiu apenas mulheres<SUP>20</SUP>.</font></p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rboto/v71n2/a13tab01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os crit&eacute;rios de perda auditiva pela audiometria    tonal variaram segundo as freq&uuml;&ecirc;ncias, as intensidades e as orelhas    avaliadas. Sete estudos avaliaram a m&eacute;dia tonal (MT), com varia&ccedil;&atilde;o    das freq&uuml;&ecirc;ncias utilizadas em seu c&aacute;lculo entre 0,5, 1, 2,    3 e 4 quilo-hertz (kHz)<SUP>14,15,19-21,23,24</SUP>. Tr&ecirc;s estudos utilizaram    os limiares individuais das freq&uuml;&ecirc;ncias, sendo dois de 1 e 2 kHz<SUP>13,21    </SUP>e um de 1 e 3 kHz<SUP>8</SUP>. Um estudo utilizou os limiares isolados    das freq&uuml;&ecirc;ncias de 0,5, 1, 2, 4 e 8 kHz e comparou as m&eacute;dias    dos limiares de cada freq&uuml;&ecirc;ncia com o auto-relato de perda auditiva<SUP>22</SUP>.    A intensidade do est&iacute;mulo utilizada como ponto de corte foi de 25 decib&eacute;is    de n&iacute;vel de audi&ccedil;&atilde;o (dBNA) em sete estudos<SUP>14,15,19-21,23,24</SUP>.    Quatro estudos utilizaram a intensidade de 40 dBNA como ponto de corte<SUP>13,15,20,21</SUP>.    Apenas um estudo utilizou 60 dBNA como ponto de corte<SUP>15</SUP> e outro utilizou    as intensidade de 30 e 50 dBNA<SUP>8</SUP>. Sete estudos utilizaram a melhor    orelha na avalia&ccedil;&atilde;o da perda auditiva<SUP>15,19,20-24</SUP> e    tr&ecirc;s utilizaram a pior orelha<SUP>14,20,22</SUP>. Tr&ecirc;s estudos consideraram    ambas as orelhas ou a pior orelha<SUP>8,13,21</SUP>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As perguntas utilizadas foram semelhantes entre    si, sendo que cinco estudos utilizaram perguntas com respostas bin&aacute;rias    (sim ou n&atilde;o)<SUP>8,13,19-21</SUP>, dois consideraram a resposta "don't    know" e a exclu&iacute;ram do estudo<SUP>14,15</SUP>, um considerou a     resposta "don't know" como sendo positiva para perda auditiva e a    avaliou em conjunto com o "yes"<SUP>23</SUP>, um considerou a resposta    "occasionally" em conjunto com a resposta "yes" na an&aacute;lise    da preval&ecirc;ncia estimada da perda auditiva, mas a considerou de forma isolada    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s demais avalia&ccedil;&otilde;es<SUP>22</SUP>.    Outros dois utilizaram perguntas com m&uacute;ltiplas categorias de respostas,    sendo que Hashimoto et al. (2004)<SUP>24</SUP> consideraram como negativo para    perda auditiva apenas a op&ccedil;&atilde;o "no hearing problem" e    Nondahl et al. (1998)<SUP>14</SUP> considerou como positivas para a perda auditiva    as op&ccedil;&otilde;es "fair" e "poor". </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><B><I>S&iacute;ntese dos Dados dos Estudos Analisados</I></B>    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab02">Tabela 2</a> apresenta as    preval&ecirc;ncias observada e estimada, a sensibilidade, a especificidade e    os valores preditivos encontrados nos diferentes estudos. </font></p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rboto/v71n2/a13tab02.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A preval&ecirc;ncia observada pela audiometria    tonal variou de 2% (&gt; 60 dBNA<SUP>15</SUP>) a 83%<SUP>8</SUP>. Excluindo    o estudo de Hashimoto et al. (2004)<SUP>24</SUP> que estudou indiv&iacute;duos    acima de 30 anos, a preval&ecirc;ncia observada foi maior usando como ponto    de corte a intensidade de 25 dBNA (29 a 60%) do que usando os pontos de corte    de 40 dBNA (11 a 27%) e 60 dBNA (2%). Excluindo da an&aacute;lise o valor do    ponto de corte de 60 dBNA, os estudos que avaliaram at&eacute; a freq&uuml;&ecirc;ncia    de 2 kHz apresentaram menores valores de preval&ecirc;ncia observada (11 a 54%)    que os que avaliaram at&eacute; 4 kHz (18 a 60%). Considerando a orelha avaliada,    a melhor orelha apresentou menores valores de preval&ecirc;ncia observada (11    a 54%) que a pior orelha (18 a 60%). A preval&ecirc;ncia estimada variou de    6,1% (indiv&iacute;duos a partir de 60 anos em Hashimoto et al., 2004) a 60%<SUP>23</SUP>.    Em n&uacute;meros absolutos, a diferen&ccedil;a entre a preval&ecirc;ncia observada    e a estimada variou de 0,9 (50-59 anos em Hashimoto et al., 2004) a 49 (&gt;    60 dBNA<SUP>15</SUP>). Ou seja, a preval&ecirc;ncia observada aumenta com a    diminui&ccedil;&atilde;o do ponto de corte da intensidade, com o aumento da    freq&uuml;&ecirc;ncia avaliada e quando se considera a pior orelha. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A sensibilidade variou de 14% (a partir de 60    anos<SUP>24</SUP>) a 100% (&gt; 60 dBNA<SUP>15</SUP>) e a especificidade variou    de 50% (&gt; 60 dBNA<SUP>15</SUP>) a 95% (a partir de 60 anos<SUP>24</SUP>).    O valor preditivo positivo (VPP) variou de 5% (&gt; 60 dBNA<SUP>15</SUP>) a    97%<SUP>8</SUP> e o valor preditivo negativo (VPN) variou de 31%<SUP>8</SUP>    a 100% (&gt; 60 dBNA<SUP>15</SUP>). Observamos que as sensibilidades das duas    quest&otilde;es com m&uacute;ltiplas op&ccedil;&otilde;es de respostas foram    as menores, e por isso na an&aacute;lise a seguir n&atilde;o incluiremos os    seus resultados. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s freq&uuml;&ecirc;ncias pesquisadas,    Clark et al. (1991)<SUP>20</SUP> foram os &uacute;nicos que apresentaram resultados    com dois crit&eacute;rios distintos, pelas freq&uuml;&ecirc;ncias utilizadas,    de perda auditiva atrav&eacute;s da audiometria tonal. Seus resultados sugerem    que a utiliza&ccedil;&atilde;o da m&eacute;dia tonal com as freq&uuml;&ecirc;ncias    de 1, 2, 3 e 4 kHz apresentam menores valores de sensibilidade e VPN e maiores    valores de especificidade e VPP, em compara&ccedil;&atilde;o com a m&eacute;dia    tonal com as freq&uuml;&ecirc;ncias de 1 e 2 kHz. A sensibilidade foi maior    quando usando 40 dBNA como ponto de corte (70 a 93%) e foi mais baixa quando    o ponto de corte foi 25 dBNA (51 a 89,9%). Contrariamente, a especificidade    foi maior usando o ponto de corte de 25 dBNA (50,6 a 88%) que usando 40 dBNA    (56 a 77%). Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; orelha utilizada, a melhor orelha    levou a valores maiores de sensibilidade (56 a 100%) que a pior orelha (51 a    81%), e a pior orelha levou a maiores valores de especificidade (71 a 88%) que    a melhor orelha (50 a 86,9%). O VPP foi maior quando usando 25 dBNA (62,2 a    86%) como ponto de corte e foi mais baixo quando o ponto de corte foi 40 dBNA    menor (25 a 54%). O VPN foi maior quando usando 40 dBNA (87 a 98%) como ponto    de corte e foi mais baixo quando o ponto de corte foi 25 dBNA menor (43 a 93,8%).    Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; orelha utilizada, a melhor orelha levou a    valores maiores de valor preditivo negativo (58,2 a 98%) que a pior orelha (43    a 95%), e a pior orelha levou a maiores valores de valor preditivo positivo    (40 a 86%) que a melhor orelha (25 a 79,8%). O &uacute;nico estudo utilizando    como ponto de corte 60 dBNA apresentou os maiores valores de sensibilidade e    de VPN (100%) e os menores valores de especificidade (50%) e do VPP (5%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Gates et al. (1990)<SUP>19</SUP> referem que    a propor&ccedil;&atilde;o de homens notando um problema auditivo (50%) foi maior    que a propor&ccedil;&atilde;o de mulheres (35%), (<font face="Symbol">c</font><SUP>2</SUP>=    38,58, p&lt;0,0001). Para homens e mulheres a preval&ecirc;ncia do comprometimento    auditivo auto-relatado aumentou com cada grupo et&aacute;rio de 5 anos (mulheres:    <font face="Symbol">c</font><SUP>2</SUP>= 57,2, p&lt;0,001; homens: <font face="Symbol">c</font><SUP>2</SUP>=    18,1, p= 0,02). A m&eacute;dia tonal na melhor orelha nos 683 pacientes que    relataram um problema auditivo foi significativamente pior que nos 979 que negaram    problemas auditivos. A m&eacute;dia tonal pura na melhor orelha foi significativamente    maior entre homens (MT 0,5-2 kHz= 22,0 ± 0,52; MT 0,5-3 kHz= 27,9 ±    0,53) do que entre mulheres (MT 0,5-2 kHz= 20,4 ± 0,42; MT 0,5-3 kHz= 22,7    ± 0,43). Com o aumento da idade &eacute; observada uma piora generalizada    dos limiares em todas as freq&uuml;&ecirc;ncias, em especial nas mais altas.    Foi verificada uma diferen&ccedil;a significativa (<font face="Symbol">c</font><SUP>2</SUP>=    6,23, p= 0,013) entre a propor&ccedil;&atilde;o de homens (32,5%) e de mulheres    (26,7%) que foram classificados como tendo perda auditiva pela MT 0,5-2 kHz.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Reuben et al. (1998)<SUP>21</SUP> observaram    em pessoas com auto-relato positivo de perda auditiva uma chance quase 10 vezes    maior (OR=9,8, IC: 7,8-12,4) de ter perda auditiva em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;s pessoas com auto-relato negativo segundo o crit&eacute;rio de limiar    de 1 ou 2 kHz &gt; 40 dBNA em ambas as orelhas ou limiar de 1 e 2 kHz &gt; 40    dBNA em uma orelha, e quase cinco vezes maior (OR= 4,8, IC: 4,0-5,9) segundo    o crit&eacute;rio de m&eacute;dia tonal de 1, 2 e 4 kHz <U>&gt;</U>25 dBNA na    melhor orelha. A preval&ecirc;ncia observada da perda auditiva foi significativamente    maior em homens, nos grupos mais velhos e com o crit&eacute;rio de ponto de    corte em 25 dBNA. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Nondahl et al. (1998)<SUP>14</SUP> verificaram    uma acur&aacute;cia de 71% da quest&atilde;o 1 (resposta bin&aacute;ria) e uma    acur&aacute;cia de 70% da quest&atilde;o 2 (m&uacute;ltiplas categorias de resposta).    Eles observaram que as quest&otilde;es tinham sensibilidade e VPP maiores nos    homens e especificidade, VPN e acur&aacute;cia geral    maior em mulheres. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; idade observaram que as    quest&otilde;es tinham maior sensibilidade no grupo mais jovem (48-64 anos),    assim como na maioria das vezes tamb&eacute;m apresentaram maior acur&aacute;cia    e melhor estimativa de preval&ecirc;ncia neste grupo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sindhusake et al. (2001)<SUP>15</SUP> relataram    os resultados de sensibilidade e especificidade separados por sexo e idade e    observaram que estes foram minimamente afetados. A quest&atilde;o apresentou    maior sensibilidade e menor especificidade no sexo masculino, e maiores sensibilidade    e especificidade no grupo mais jovem (abaixo de 70 anos). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uchida et al. (2003)<SUP>22</SUP> observaram    que a preval&ecirc;ncia do auto-relato da perda auditiva era significativamente    maior nos indiv&iacute;duos mais velhos e, em ambos os sexos, e que era maior    em mulheres na faixa de 40 a 59 anos. Eles observaram rela&ccedil;&atilde;o    estatisticamente significativa entre o auto-relato da perda auditiva e os limiares    tonais puros, na melhor e na pior orelhas, em todos os grupos et&aacute;rios.    Ou seja, os limiares, na mesma faixa et&aacute;ria e na mesma freq&uuml;&ecirc;ncia,    foram significativamente maiores em rela&ccedil;&atilde;o aos tr&ecirc;s grupos    de respondentes ("yes", "occasionally" e "no"),    sendo os limiares do grupo que responderam "yes" a quest&atilde;o    maiores que os que responderam "occasionally", que por sua vez foram    maiores que os que responderam "no". Observaram tamb&eacute;m limiares    significativamente maiores em homens e a cada faixa et&aacute;ria com aumento    de dez anos de idade em cada grupo de respondentes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Hashimoto et al. (2004)<SUP>24</SUP> relataram    uma concord&acirc;ncia entre o auto-relato de perda auditiva e o crit&eacute;rio    de perda auditiva pela audiometria tonal de seu estudo de 90% na faixa et&aacute;ria    de 50-59 anos e de 83% a partir dos 60 anos. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>DISCUSS&Atilde;O</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esse estudo visou comparar as estimativas de    preval&ecirc;ncia da perda auditiva obtidos atrav&eacute;s de dois m&eacute;todos:    o auto-relato e a audiometria. Segundo a an&aacute;lise da literatura revista,    a quest&atilde;o &uacute;nica gen&eacute;rica parece ser um indicador aceit&aacute;vel    de perda auditiva, sens&iacute;vel e razoavelmente espec&iacute;fico, principalmente    quando a perda &eacute; identificada como sendo a m&eacute;dia tonal com freq&uuml;&ecirc;ncias    at&eacute; 2 ou 4 kHz, a um n&iacute;vel de 40 dBNA, na melhor orelha. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A compara&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia    da perda auditiva entre os estudos &eacute; dificultada pelas diferen&ccedil;as    nas popula&ccedil;&otilde;es investigadas e nos crit&eacute;rios audiom&eacute;tricos    utilizados na sua defini&ccedil;&atilde;o<SUP>14,20</SUP>. A preval&ecirc;ncia    da perda auditiva &eacute; menor em mulheres e nos mais jovens<SUP>20</SUP>.    Al&eacute;m disso, idosos selecionados em casa de sa&uacute;de<SUP>23</SUP>    ou em ambiente hospitalar<SUP>8</SUP> representam um grupo selecionado de fragilidade,    com mais co-morbidades quando comparados a idosos saud&aacute;veis da popula&ccedil;&atilde;o    em geral, levando a um aumento da preval&ecirc;ncia da perda auditiva em compara&ccedil;&atilde;o    com estudos em base populacional<SUP>8,20</SUP>. A discrep&acirc;ncia entre    os achados de Hashimoto et al. (2004)<SUP>24</SUP> e os demais estudos pode    estar relacionada &agrave; popula&ccedil;&atilde;o por ele investigada, que    era de trabalhadores de uma ind&uacute;stria. Portanto, parte das pessoas estudadas    poderia n&atilde;o querer confessar seu comprometimento auditivo por medo de    perder o emprego, assim como poderia simular na audiometria. Al&eacute;m disso,    existe a possibilidade de os resultados serem afetados pelo efeito de trabalhadores-saud&aacute;veis,    embora a preval&ecirc;ncia deles seja compar&aacute;vel a estudos japoneses    nacionais<SUP>24</SUP>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As defini&ccedil;&otilde;es de perda auditiva    avaliada pela m&eacute;dia tonal na literatura corrente variam de acordo com    a orelha usada para classificar o indiv&iacute;duo (ex. melhor, pior, direita,    esquerda ou ambas) e com as freq&uuml;&ecirc;ncias inclu&iacute;das na m&eacute;dia    tonal para determinar a melhor e a pior orelha<SUP>22</SUP>. A utiliza&ccedil;&atilde;o    da pior orelha na defini&ccedil;&atilde;o da perda auditiva faz com que sua    preval&ecirc;ncia aumente<SUP>14</SUP>. A inclus&atilde;o da freq&uuml;&ecirc;ncia    de 4 kHz tamb&eacute;m aumenta a preval&ecirc;ncia da perda auditiva<SUP>14,23</SUP>    j&aacute; que, enquanto as freq&uuml;&ecirc;ncias de 0,5 a 2 kHz s&atilde;o    consideradas importantes na identifica&ccedil;&atilde;o de incapacidade relacionada    &agrave; audi&ccedil;&atilde;o, as freq&uuml;&ecirc;ncias de 3 e 4 kHz est&atilde;o    entre as primeiras a mostrarem um decl&iacute;nio relacionado &agrave; idade    e s&atilde;o importantes no entendimento da fala, particularmente em ambiente    ruidoso<SUP>20</SUP>. Embora v&aacute;rias defini&ccedil;&otilde;es de perda    auditiva tenham sido propostas, nenhuma tem aceita&ccedil;&atilde;o universal,    sendo que uma defini&ccedil;&atilde;o muito rigorosa (baixa intensidade como    ponto de corte, p. ex. 25 dBNA) resulta em uma alta preval&ecirc;ncia de perda    auditiva<SUP>19</SUP>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o ao auto-relato da perda    auditiva em compara&ccedil;&atilde;o com os crit&eacute;rios de classifica&ccedil;&atilde;o    pela audiometria tonal, a utiliza&ccedil;&atilde;o da melhor orelha &eacute;    justificada pelo fato de a pior orelha tender a ser compensada pela fun&ccedil;&atilde;o    do melhor lado na percep&ccedil;&atilde;o subjetiva<SUP>24</SUP>. A autopercep&ccedil;&atilde;o    da perda auditiva parece estar mais concordante com a m&eacute;dia tonal das    freq&uuml;&ecirc;ncias m&eacute;dias (1, 2, 3 e 4 kHz)<SUP>16</SUP> e &eacute;    mais freq&uuml;ente nos indiv&iacute;duos com perda auditiva moderadamente severa    do que entre aqueles com perda auditiva leve<SUP>8,23</SUP>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s perguntas    utilizadas, as quest&otilde;es com m&uacute;ltiplas op&ccedil;&otilde;es<SUP>14,24</SUP>    apresentaram as mais baixas sensibilidades, em compara&ccedil;&atilde;o com    as perguntas de respostas bin&aacute;rias. O tipo de pergunta utilizado por    Hashimoto et al. (2004)<SUP>24</SUP> pode ter causado confus&atilde;o, uma vez    que a resposta "same as before" pode ter sido usada para significar    "nenhum problema auditivo desde ent&atilde;o", embora quando eles    classificaram "same as before" como n&atilde;o tendo perda auditiva,    eles n&atilde;o observaram mudan&ccedil;as significativas na sensibilidade e    especificidade da pergunta. Al&eacute;m disso, embora as perguntas com respostas    bin&aacute;rias tenham sido semelhantes entre si, algumas perguntas, como a    utilizada por Gates et al. (1990<SUP>19</SUP> e 2003<SUP>13</SUP>), podem ter    dado aos participantes a impress&atilde;o de dificuldades mais s&eacute;rias,    o que pode ter diminu&iacute;do a preval&ecirc;ncia estimada da perda auditiva<SUP>14</SUP>.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Voeks et al. (1993)<SUP>23</SUP> consideraram    resposta equ&iacute;voca do tipo "don't know" como sendo indicador    positivo de perda auditiva, por considerarem que esta estrat&eacute;gia d&aacute;    um m&aacute;ximo  de sensibilidade &agrave;s    quest&otilde;es, enquanto outros estudos consideraram respostas equ&iacute;vocas    como <I>missing values</I><SUP>14,15</SUP>. No entanto, o grupo investigado    por Voeks et al. (1993)<SUP>23</SUP> tinha indiv&iacute;duos com d&eacute;ficit    cognitivo, o que pode ter prejudicado a identifica&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s    de question&aacute;rio e diminu&iacute;do a sensibilidade, j&aacute; que observamos    que dos tr&ecirc;s estudos acima citados, a menor sensibilidade alcan&ccedil;ada    foi justamente a do estudo de Voeks et al. (1993)<SUP>23</SUP>. Al&eacute;m    disso, no estudo de Voeks et al. (1993)<SUP>23</SUP> foi observado que a resposta    equ&iacute;voca foi mais freq&uuml;ente no grupo sem perda auditiva pela audiometria,    aumentando o n&uacute;mero de falsos positivos e justificando assim a baixa    especificidade encontrada por eles. Eles tamb&eacute;m referem que uma resposta    "yes" d&aacute; uma quase certeza de perda auditiva, enquanto uma    resposta "don't know" d&aacute; um pouco mais de 50% de certeza<SUP>23</SUP>.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo Hashimoto, Nomura e Yano (2004)<SUP>24</SUP>,    quest&otilde;es simples como "Do you feel you have a hearing loss?"    s&atilde;o baseadas numa avalia&ccedil;&atilde;o subjetiva da estado individual    de sa&uacute;de, e portanto podem ser distorcidas por outros sintomas psicossom&aacute;ticos    e status de sa&uacute;de mental. Eles observaram uma maior propor&ccedil;&atilde;o    de falsos positivos naqueles com mais de duas queixas de sintomas som&aacute;ticos,    e especularam que estes s&atilde;o provavelmente mais sens&iacute;veis as suas    sensa&ccedil;&otilde;es som&aacute;ticas de qualquer tipo, e a sua queixa de    perda auditiva pode ser exagerado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; verdadeira    acuidade auditiva. Logo, pode ser poss&iacute;vel que queixas subjetivas de    dificuldades auditivas sem o comprometimento diagnosticado objetivamente possam    refletir problemas psicossociais dos examinados na comunica&ccedil;&atilde;o    di&aacute;ria em seu ambiente de trabalho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A triagem tenta aumentar a probabilidade que    a pessoa com uma determinada disfun&ccedil;&atilde;o seja identificada (sensibilidade)    e excluir aquelas sem a disfun&ccedil;&atilde;o (especificidade). Na pr&aacute;tica,    nem todos os casos ser&atilde;o identificados (falsos negativos), e algumas    pessoas sem a disfun&ccedil;&atilde;o ser&atilde;o incorretamente diagnosticadas    (falsos positivos)<SUP>13</SUP>. No tema em quest&atilde;o, quanto mais sens&iacute;vel    o teste para a presen&ccedil;a da perda auditiva, maior a probabilidade de falsos    positivos, sendo que dentre esses, muitos poderiam ter algum grau de disfun&ccedil;&atilde;o,    mesmo que n&atilde;o alcan&ccedil;ando o crit&eacute;rio determinado pela audiometria    e, portanto se beneficiariam de uma refer&ecirc;ncia para avalia&ccedil;&atilde;o    completa audiom&eacute;trica<SUP>13</SUP>. Hashimoto et al. (2004)<SUP>24</SUP>    referem que a discrep&acirc;ncia de seus achados em rela&ccedil;&atilde;o a    outros estudos deve estar relacionada ao alto n&uacute;mero de falsos negativos.    J&aacute; que os indiv&iacute;duos dessa amostra s&atilde;o relativamente mais    jovens comparados a outros estudos, e que a fala normal &eacute; conduzida em    freq&uuml;&ecirc;ncias em torno de 1 kHz, mesmo que os indiv&iacute;duos estudados    tivessem sinais precoces de comprometimento auditivo sensorioneural, este n&atilde;o    seria reconhecido na sua comunica&ccedil;&atilde;o verbal di&aacute;ria. Eles    explicam o n&uacute;mero de falsos negativos no estudo deles pelo fato de que    a propor&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos que se queixaram de dificuldades    auditivas foi menor no grupo de pessoas que tinha perda auditiva apenas na freq&uuml;&ecirc;ncia    de 4 kHz, comparado ao grupo que tinha comprometimento em 1 e 4 kHz. Relatam    tamb&eacute;m que como a audiometria era realizada anualmente, pode ter ocorrido    um pequeno vi&eacute;s de aprendizado e, al&eacute;m disso, as pessoas podem    ter afirmado terem dificuldade auditiva por lembraram dos resultados com perda    auditiva da audiometria dos anos anteriores. Isto pode reduzir artificialmente    os falsos negativos, e a sensibilidade real pode ficar ainda menor<SUP>24</SUP>.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o aos resultados dos estudos    por sexo e idade, Gates et al. (1990)<SUP>19</SUP> alertam para o poss&iacute;vel    papel da exposi&ccedil;&atilde;o ao ru&iacute;do como etiologia da diferen&ccedil;a    entre homens e mulheres, enquanto Uchida et al. (2003)<SUP>22</SUP> observaram    que os homens tendiam a subestimar sua dificuldade auditiva mais que mulheres.    Sindhusake et al. (2001)<SUP>15</SUP> n&atilde;o encontraram diferen&ccedil;as    estatisticamente significativas em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo e a idade,    e Nondahl et al (1998)<SUP>14</SUP> n&atilde;o descreveram se as diferen&ccedil;as    encontradas por eles eram estatisticamente significativas. A maior sensibilidade    da quest&atilde;o no grupo mais jovem encontrada nestes dois estudos<SUP>14,15</SUP>    pode ser explicada pela baixa autopercep&ccedil;&atilde;o ou nega&ccedil;&atilde;o    de problemas pelos idosos<SUP>8</SUP>, j&aacute; que existe uma cren&ccedil;a    popular entre eles de que a perda auditiva &eacute; uma parte normal do envelhecimento    e n&atilde;o um problema de sa&uacute;de que mere&ccedil;a aten&ccedil;&atilde;o    especial<SUP>14</SUP>, fazendo-os subestimar sua dificuldade auditiva<SUP>22</SUP>.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o aos dois estudos que    n&atilde;o apresentaram resultados de sensibilidade, especificidade e valores    preditivos, Reuben et al. (1998)<SUP>21</SUP> realizaram seu estudo no meio    dos anos de 1970, podendo a tend&ecirc;ncia secular amea&ccedil;ar a generaliza&ccedil;&atilde;o    dos dados de preval&ecirc;ncia e a validade do estudo, al&eacute;m de terem    utilizado uma amostra relativamente jovem, no m&aacute;ximo 74 anos, o que deve    ter diminu&iacute;do o n&uacute;mero de indiv&iacute;duos com triagem positiva.    J&aacute; Uchida et al. (2003)<SUP>22</SUP> obtiveram uma performance razo&aacute;vel    da quest&atilde;o por eles utilizada na estratifica&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos    por n&iacute;vel auditivo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Gates et al. (1990)<SUP>19</SUP> afirmam que    a audi&ccedil;&atilde;o &eacute; pobremente descrita atrav&eacute;s de um &uacute;nico    par&acirc;metro, seja o auto-relato ou os limiares tonais, sendo altamente prevalente    entre idosos e aumentando nos grupos mais velhos. Poucos estudos com amostras    representativas da popula&ccedil;&atilde;o utilizam a audiometria como m&eacute;todo    de avalia&ccedil;&atilde;o auditiva. Um estudo de base populacional permite    a generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados, desde que em &aacute;reas geogr&aacute;ficas,    etnias e exposi&ccedil;&otilde;es ao ru&iacute;do semelhantes. Estudos que se    baseiam em amostras de conveni&ecirc;ncia ou cl&iacute;nica, ou em estimativas    derivadas de outras regi&otilde;es geogr&aacute;ficas, podem obter resultados    falsos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; perda auditiva. Se o objetivo da aferi&ccedil;&atilde;o    da perda auditiva &eacute; o de associ&aacute;-la a outros fatores, ent&atilde;o    o conhecimento das caracter&iacute;sticas das medidas de erro de um question&aacute;rio    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; audiometria atrav&eacute;s de um estudo de    valida&ccedil;&atilde;o &eacute; conveniente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em rela&ccedil;&atilde;o a nossa revis&atilde;o    bibliogr&aacute;fica devemos acrescentar que n&atilde;o conseguimos achar estudos    brasileiros que fizessem a compara&ccedil;&atilde;o entre uma &uacute;nica pergunta    e a audiometria tonal, e portanto n&atilde;o temos estimativas que possam ser    generalizadas para a popula&ccedil;&atilde;o brasileira. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>CONCLUS&Atilde;O E SUGEST&Otilde;ES</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Uma quest&atilde;o &uacute;nica gen&eacute;rica    tem uma boa performance em identificar idosos com perda auditiva e pode portanto    ser recomendada para um estudo epidemiol&oacute;gico que n&atilde;o possa realizar    medidas audiom&eacute;tricas. Considerando que n&atilde;o temos estimativas    que possam ser generalizadas para a popula&ccedil;&atilde;o brasileira, seria    recomend&aacute;vel que fosse realizado um estudo de valida&ccedil;&atilde;o    de uma pergunta &uacute;nica gen&eacute;rica em compara&ccedil;&atilde;o com    a audiometria, permitindo assim a utiliza&ccedil;&atilde;o desta ferramenta    &uacute;til em estudos epidemiol&oacute;gicos brasileiros, com a vantagem de    poder estudar um grande n&uacute;mero de indiv&iacute;duos. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</B>    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 1. Carvalho JAM &amp; Garcia RA. O envelhecimento    da popula&ccedil;&atilde;o brasileira: um enfoque demogr&aacute;fico. Cad Sa&uacute;de    P&uacute;blica 2003; 19 (Pt 3): 725-34. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6295719&pid=S0034-7299200500020001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 2. Lima-Costa MF &amp; Veras R. Sa&uacute;de    p&uacute;blica e envelhecimento. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica 2003; 19 (Pt    3): 700-1. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6295720&pid=S0034-7299200500020001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 3. Cruickshanks KJ, Wiley TL, Tweed TS, Klein    BEK, Klein R, Mares-Perlman JA &amp; Nondahl DM. Prevalence of hearing loss    in older adults in Beaver Dam, Wisconsin. The epidemiology of hearing loss.    Am J Epidemiol 1998; 148 (Pt 9): 879-86. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6295721&pid=S0034-7299200500020001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 4. "Semana nacional de preven&ccedil;&atilde;o    &agrave; surdez - prevenir &eacute; ouvir", 1997. Sociedade Brasileira    de Otorrinolaringologia (SBORL). (<a href="http://www.sborl.org.br" target="_blank">http://www.sborl.org.br</a>).    </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6295722&pid=S0034-7299200500020001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 5. Bilton T, Ramos LR, Ebel S, Teixeira LS &amp;    Tega LP. Preval&ecirc;ncia da defici&ecirc;ncia auditiva em uma popula&ccedil;&atilde;o    idosa. Mundo Sa&uacute;de 1997; 21 (Pt 4): 218-25. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6295723&pid=S0034-7299200500020001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 6. Rozenfeld S. Rea&ccedil;&otilde;es adversas    aos medicamentos em idosos: as quedas em mulheres como iatrogenia farmacoterap&ecirc;utica    &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o&#93;. Rio de Janeiro (RJ): Universidade do Estado    do Rio de Janeiro; 1997. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6295724&pid=S0034-7299200500020001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 7. Viude A. Fatores associados &agrave; presbiacusia    em idosos. &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o&#93;. S&atilde;o Paulo (SP): Universidade    de S&atilde;o Paulo; 2002. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6295725&pid=S0034-7299200500020001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 8. Wu HY, Chin JJ &amp; Tong HMH. Screeening    for hearing impairment in a cohort of elderly patients attending a hospital    geriatric medicine service. Singapore Med J 2004; 45 (Pt 2): 79-84. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6295726&pid=S0034-7299200500020001300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 9. Clark K, Sowers MR, Wallace RB, Jannausch    ML, Lemke J, Anderson CV. Age-Related Hearing Loss and Bone Mass in a Population    of Rural Women Aged 60 to 85 Years. Ann Epidemiol 1995; 5 (Pt 1): 8-14. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6295727&pid=S0034-7299200500020001300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Zwerling C, Whitten PS, Davis CS &amp; Sprince    NL. Occupational injuries among workers with disabilities. The National Health    Interview Survey, 1985-1994. J Am Med Assoc 1997; 278 (Pt 24): 2163-9. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6295728&pid=S0034-7299200500020001300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Appollonio I, Carabellese C, Frattola L &amp;    Trabucchi M. Effects of sensory aids on the quality of life and mortality of    elderly people: a multivariate analysis. Age ageing 1996; 25: 89-96. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6295729&pid=S0034-7299200500020001300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Moore AA &amp; Siu AL. Screening for common    problems in ambulatory elderly: clinical confirmation of a screening instrument.    Am J Med 1996; 100: 438-43. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6295730&pid=S0034-7299200500020001300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Gates GA, Murphy M, Rees TS, Fraher A. Screening    for handicapping hearing loss in the elderly. J Fam Pract 2003; 52 (Pt 1): 56-62.    </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6295731&pid=S0034-7299200500020001300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Nondahl DM, Karen JC, Wiley TL, Tweed TS,    Klein R &amp; Klein BEK. Accuracy of self-reported hearing loss. Audiology 1998;    37: 295-301. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6295732&pid=S0034-7299200500020001300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Sindhusake D, Mitchell P, Smith W, Golding    M, Newall P, Hartley D &amp; Rubin G. Validation of self-reported hearing loss.    The Blue Mountains Hearing Study. Int J Epidemiol 2001; 30: 1371-8. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6295733&pid=S0034-7299200500020001300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Gomes MI, Hwang S, Sobotova L &amp; Stark    AD. A comparison of self-reported hearing loss and audiometry in a cohort of    New York farmers. J Speech Lang Hear Res 2001; 44: 1201-8. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6295734&pid=S0034-7299200500020001300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Wilson, DH, Walsh, PG, Sanchez, L, Davis,    AC, Taylor, AW, Tucker, G &amp; Meagher, I. The epidemiology of hearing impairment    in an Australian adult population. Int J Epidemiol 1999; 28 (Pt 2): 247-52.    </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6295735&pid=S0034-7299200500020001300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. McCusker J, Bellavance F, Cardin S, Trepanier    S &amp; The Identification of Seniors at Risk (ISAR) Steering Committee. Screening    for geriatric problems in the emergency department: reliability and validity.    Acad Emerg Med 1998; 5 (Pt 9): 883-93. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6295736&pid=S0034-7299200500020001300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. Gates, GA, Cooper, JC, Kannel, WB &amp; Miller,    NJ. Hearing in the elderly: the Framingham cohort, 1983-1985. Part I. Basic    audiometric test results. Ear Hear 1990; 11 (Pt 4): 247-56. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6295737&pid=S0034-7299200500020001300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20. Clark K, Sowers M, Wallace RB &amp; Anderson    C. The accuracy of self-reported hearing loss in women aged 60-85. Am J Epidemiol    1991; 134 (Pt 7): 704-8. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6295738&pid=S0034-7299200500020001300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">21. Reuben DB, Walsh K, Moore AA, Damesyn M &amp;    Greendale GA. Hearing loss in community-dwelling older persons: national prevalence    data and identification using simple questions. J Am Geriatric Soc 1998; 46:    1008-11. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6295739&pid=S0034-7299200500020001300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">22. Uchida Y, Nakashima T, Ando F, Niino N &amp;    Shimokata H. Prevalence of self-perceived auditory problems and their relation    to audiometric thresholds in a middle-aged to elderly population. Acta Otolaryngol    2003; 123: 618-26. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6295740&pid=S0034-7299200500020001300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">23. Voeks SK, Gallagher CM, Langer EH &amp; Drinka    PJ. Self-reported hearing difficulty and audiometric thresholds in nursing home    residents. J Fam Pract 1993; 36 (Pt 1): 54-8. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6295741&pid=S0034-7299200500020001300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">24. Hashimoto H, Nomura K &amp; Yano E. Psychosomatic    status affects the relationship between subjective hearing difficulties and    the results of audiometry. J Clin Epidemiol 2004; 57: 381-5.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6295742&pid=S0034-7299200500020001300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="end"></a><a href="#tx"><img src="/img/revistas/rboto/v71n2/seta.gif" border="0"></a>    Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Cl&aacute;udia Maria Valete-Rosalino    <br>   Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz, Instituto de Pesquisa Cl&iacute;nica Evandro    Chagas, Servi&ccedil;o de Otorrinolaringologia    <br>   Av. Brasil 4365    <br>   21045-900    <br>   Rio de Janeiro, RJ, Brasil    <br>   phone:+55 21 38659525    <br>   fax:+55 21 38659541    <br>   e-mail: <a href="mailto:cmvalete@ipec.fiocruz.br">cmvalete@ipec.fiocruz.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Artigo recebido em 08 de mar&ccedil;o de 2005.    Artigo aceito em 01 de abril de 2005.</font></p>      ]]></body><back>
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