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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Achados otoneurológicos em indivíduos portadores de Diabetes mellitus Tipo 1]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Metabolic alterations, as they occur in Diabetes mellitus, have been mentioned in the development and maintenance of complaints related to the vestibular and auditory organs. AIM: To investigate the vestibular system in Type 1 Diabetic mellitus population. MATERIAL AND METHOD: The present study was developed with 19 individuals, being 10 females (52.6%) and 9 males (47.3%), with ages varying from 8 to 25 years old, with medical diagnosis of Type 1 Diabetes mellitus. For result comparison, a control group was selected with others 19 individuals, matching the study group in age and gender. The evaluation protocol encompassed interview, otoscopic inspection, dynamic and static balance evaluation, cerebellar tests and vectoelectronystagmographic evaluation. STUDY DESIGN: Clinical prospective. RESULTS: Alteration in the vectoelectronystagmographic evaluation were found in 36.84% (n=7) Type 1 Diabetes mellitus individuals, being 21.06% (n=4) Peripheral Deficiency Vestibular Syndrome and 15.79% (n=3) Peripheral Irritative Vestibular Syndrome. CONCLUSION: We conclude that Type 1 Diabetes mellitus individuals can have their vestibular organ affected, even if there are no otoneurologic complaints.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[testes da função vestibular]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><B><a name="tx"></a>Achados otoneurol&oacute;gicos    em indiv&iacute;duos portadores de Diabetes mellitus Tipo 1</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Rafaele Rigon<SUP>I</SUP>; Angela Garcia Rossi<SUP>II</SUP>;    Pedro Luiz C&oacute;ser<SUP>III</sup></B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><SUP>I</sup>Fonoaudi&oacute;loga, P&oacute;s-graduanda    no Mestrado em Dist&uacute;rbios da Comunica&ccedil;&atilde;o Humana pela Universidade    Federal de Santa Maria    <br>   <SUP>II</SUP>Fonoaudi&oacute;loga, Doutora em Dist&uacute;rbios da Comunica&ccedil;&atilde;o    Humana pela Universidade Federal de S&atilde;o Paulo - Escola Paulista de Medicina    (Professora Adjunta do Departamento de Otorrino-Fonoaudiologia da Universidade    Federal de Santa Maria    <br>   <SUP>III</SUP>M&eacute;dico, Doutor em Dist&uacute;rbios da Comunica&ccedil;&atilde;o    Humana pela Universidade Federal de S&atilde;o Paulo - Escola Paulista de Medicina,    Professor Adjunto de Otorrinolaringologia do Departamento de Cl&iacute;nica    M&eacute;dica da Universidade Federal de Santa Maria</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="VERDANA"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Altera&ccedil;&otilde;es metab&oacute;licas,    como acontecem no Diabetes mellitus, t&ecirc;m sido mencionadas no desenvolvimento    e manuten&ccedil;&atilde;o das queixas relacionadas ao aparelho vestibular e    auditivo.    <br>   <b>OBJETIVO: </b> Investigar o aparelho vestibular em uma popula&ccedil;&atilde;o    de indiv&iacute;duos portadores de Diabetes mellitus Tipo 1.    <br>   <B>MATERIAL E M&Eacute;TODO: </B> Foram avaliados 19 indiv&iacute;duos, sendo    10 do g&ecirc;nero feminino (52,6%) e 9 do g&ecirc;nero masculino (47,3%), com    idades variando de 8 a 25 anos, com diagn&oacute;stico m&eacute;dico de Diabetes    mellitus tipo 1. Para compara&ccedil;&atilde;o dos resultados, foi selecionado    um grupo controle com outros 19 indiv&iacute;duos, equiparando-se idade e sexo.    O protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o consistiu de anamnese, inspe&ccedil;&atilde;o    otosc&oacute;pica, avalia&ccedil;&atilde;o do equil&iacute;brio est&aacute;tico    e din&acirc;mico, provas cerebelares e avalia&ccedil;&atilde;o vectoeletronistagmogr&aacute;fica.    <br>   <B>DESENHO CIENT&Iacute;FICO: </B>Cl&iacute;nico prospectivo.    <br>   <b>RESULTADOS: </b> Encontrou-se na amostra estudada altera&ccedil;&atilde;o    &agrave; vectoeletronistagmografia em 36,84% (n=7) dos indiv&iacute;duos portadores    de Diabetes mellitus Tipo 1, sendo 21,06% (n=4) S&iacute;ndrome Vestibular Perif&eacute;rica    Deficit&aacute;ria e 15,79% (n=3) S&iacute;ndrome Vestibular Perif&eacute;rica    Irritativa.    <br>   <B>CONCLUS&Atilde;O: </B> Concluiu-se que indiv&iacute;duos com Diabetes mellitus    Tipo 1 podem ter seu aparelho vestibular comprometido, mesmo que n&atilde;o    apresentem queixas otoneurol&oacute;gicas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> diabetes mellitus, testes    da fun&ccedil;&atilde;o vestibular, tontura.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo dados da Sociedade Brasileira de Diabetes,    estima-se que 151 milh&otilde;es de pessoas no mundo s&atilde;o portadoras do    Diabetes, ou seja, 4,6% da popula&ccedil;&atilde;o mundial. No Brasil o Diabetes    mellitus atinge 7,6% da popula&ccedil;&atilde;o<SUP>1</SUP>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Diabetes mellitus &eacute; uma doen&ccedil;a    sist&ecirc;mica cr&ocirc;nica, relacionada a uma defici&ecirc;ncia absoluta    ou relativa de insulina, que se manifesta por uma deficiente fun&ccedil;&atilde;o    secretora de insulina pelo p&acirc;ncreas e/ou por uma a&ccedil;&atilde;o deficiente    da insulina nos tecidos-alvo<SUP>2</SUP> e, segundo Kuzuya<SUP>3</SUP>, a defici&ecirc;ncia    de a&ccedil;&atilde;o da insulina causa hiperglicemia cr&ocirc;nica, levando    a anormalidades caracter&iacute;sticas no metabolismo do carboidrato, lip&iacute;deo,    prote&iacute;na e outros. Rybak<SUP>4</SUP> ainda coloca que o Diabetes mellitus    pode estar associado &agrave; disfun&ccedil;&atilde;o vestibular.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O metabolismo da glicose tem grande influ&ecirc;ncia    no ouvido interno e tanto a hipoglicemia como a hiperglicemia podem alterar    seu funcionamento normal. Os pacientes com altera&ccedil;&otilde;es do metabolismo    da glicose, como acontece no Diabetes, podem apresentar sintomas auditivos,    vestibulares ou mistos<SUP>5</SUP>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando ocorrem altera&ccedil;&otilde;es na libera&ccedil;&atilde;o    de insulina pelo p&acirc;ncreas ou na sua liga&ccedil;&atilde;o com seu receptor    com altera&ccedil;&otilde;es secund&aacute;rias na glicemia, h&aacute; preju&iacute;zo    da obten&ccedil;&atilde;o de energia e conseq&uuml;ente mal funcionamento da    orelha interna<SUP>6</SUP>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Devido ao elevado n&uacute;mero de indiv&iacute;duos    portadores de Diabetes mellitus estimado na popula&ccedil;&atilde;o brasileira,    h&aacute; uma crescente preocupa&ccedil;&atilde;o por parte dos profissionais    da &aacute;rea da sa&uacute;de em pesquisar as implica&ccedil;&otilde;es desta    patologia, buscando evitar poss&iacute;veis transtornos secund&aacute;rios ao    diabetes, que podem reduzir a qualidade de vida destes indiv&iacute;duos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tendo em vista a estreita rela&ccedil;&atilde;o    entre os dist&uacute;rbios metab&oacute;licos dos carboidratos e as altera&ccedil;&otilde;es    vestibulares e/ou auditivas e a grande preval&ecirc;ncia destes dist&uacute;rbios    na popula&ccedil;&atilde;o em geral, justifica-se a realiza&ccedil;&atilde;o    deste estudo que tem como objetivo investigar o aparelho vestibular em uma popula&ccedil;&atilde;o    de indiv&iacute;duos portadores de Diabetes mellitus Tipo 1.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><B>MATERIAL E M&Eacute;TODO</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A popula&ccedil;&atilde;o selecionada para este    estudo consistiu de 29 indiv&iacute;duos, com diagn&oacute;stico m&eacute;dico    de Diabetes mellitus Tipo 1, sendo a coleta de dados realizada de abril a dezembro    de 2005.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dos 29 indiv&iacute;duos selecionados, 10 indiv&iacute;duos    foram exclu&iacute;dos deste estudo: um indiv&iacute;duo do g&ecirc;nero feminino,    por ser gestante quando selecionado para fazer os exames; um indiv&iacute;duo    do g&ecirc;nero masculino por ser portador de defici&ecirc;ncia visual adquirida    ap&oacute;s o Diabetes; um indiv&iacute;duo do g&ecirc;nero masculino por ser    portador de defici&ecirc;ncia auditiva e visual adquiridas anteriormente ao    Diabetes; e outros sete indiv&iacute;duos, quatro do g&ecirc;nero feminino e    tr&ecirc;s do g&ecirc;nero masculino, por n&atilde;o terem comparecido para    a realiza&ccedil;&atilde;o dos exames nas datas e hor&aacute;rios marcados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&oacute;s a exclus&atilde;o de 10 indiv&iacute;duos    dos 29 selecionados para o estudo, a amostra estudada consistiu de 19 indiv&iacute;duos,    sendo 10 do g&ecirc;nero feminino (52,6%) e 9 do g&ecirc;nero masculino (47,3%),    com idades variando de 8 a 25 anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para compara&ccedil;&atilde;o dos resultados,    foi selecionado um grupo controle, equiparando-se idade e sexo. Este grupo foi    composto por 19 indiv&iacute;duos, sendo 10 do g&ecirc;nero feminino e 9 do    g&ecirc;nero masculino, com idades variando de 8 a 25 anos. Como crit&eacute;rio    de inclus&atilde;o ao estudo, estes indiv&iacute;duos n&atilde;o deveriam apresentar    qualquer queixa auditiva e/ou vestibular, bem como diagn&oacute;stico m&eacute;dico    de Diabetes mellitus Tipo 1 ou outras doen&ccedil;as que pudessem interferir    na avalia&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Todos os indiv&iacute;duos participantes desta    pesquisa (Grupo dos Diab&eacute;ticos e Grupo Controle), antes de serem submetidos    ao protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o, foram informados do procedimento da    avalia&ccedil;&atilde;o e, concordando com ele, assinaram um termo de consentimento    (o pr&oacute;prio indiv&iacute;duo quando maior de idade ou se menor de idade,    uma pessoa respons&aacute;vel por ele) para a realiza&ccedil;&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o.    Esta pesquisa foi aprovada em mar&ccedil;o de 2005 pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica    em Pesquisa da institui&ccedil;&atilde;o em que foi realizado sob o n&uacute;mero    de Protocolo 005/2005.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O protocolo da avalia&ccedil;&atilde;o otoneurol&oacute;gica    consistiu de anamnese, inspe&ccedil;&atilde;o otosc&oacute;pica, avalia&ccedil;&atilde;o    do equil&iacute;brio est&aacute;tico e din&acirc;mico, provas cerebelares e    avalia&ccedil;&atilde;o vectoeletronistagmogr&aacute;fica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Inicialmente foi realizada a anamnese, composta    por quest&otilde;es sobre o Diabetes, tais como: tempo da doen&ccedil;a, uso    de insulina, controle alimentar e complica&ccedil;&otilde;es como crises de    hiperglicemia e hipoglicemia e outras complica&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de;    queixas auditivas; e queixas vestibulares, como presen&ccedil;a ou n&atilde;o    de tontura, n&aacute;useas, v&ocirc;mitos, desequil&iacute;brios e cefal&eacute;ia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para a avalia&ccedil;&atilde;o do equil&iacute;brio    est&aacute;tico e din&acirc;mico e da fun&ccedil;&atilde;o cerebelar, foram    realizadas as provas de Marcha, Romberg, Romberg-Barr&eacute;, Unterberger,    Bra&ccedil;os Estendidos, Diadococinesia e Dismetria (isto &eacute;, &iacute;ndex-joelho-nariz),    as quais primeiramente foram executadas com os olhos abertos e logo ap&oacute;s    com olhos fechados. Os movimentos realizados foram mantidos. Estes s&atilde;o    testes de import&acirc;ncia complementar, pela possibilidade de oferecerem informa&ccedil;&otilde;es    topodiagn&oacute;sticas adicionais, no confronto com outros dados do exame da    fun&ccedil;&atilde;o vestibular, e nunca isoladamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para a realiza&ccedil;&atilde;o do exame vestibular    foi utilizado o Sistema Computadorizado de Vectoeletronistagmografia SCV 5.0,    proposto por Castagno<SUP>7</SUP>. Este sistema consiste em um m&eacute;todo    de inscri&ccedil;&atilde;o dos movimentos oculares baseado na capta&ccedil;&atilde;o,    por meio de eletrodos de superf&iacute;cie, da varia&ccedil;&atilde;o de potencial    el&eacute;trico entre a c&oacute;rnea (+) e a retina (-) que ocorre quando movimentamos    os olhos. &Eacute; destinado basicamente ao registro do nistagmo que &eacute;    o movimento de maior interesse em Otoneurologia, dotado de um conjunto de componentes    lentas e r&aacute;pidas que se sucedem alternadamente.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A pele do indiv&iacute;duo foi higienizada com    uso de algod&atilde;o e &aacute;lcool para que a capta&ccedil;&atilde;o do potencial    el&eacute;trico ocorresse de forma efetiva por meio de quatro eletrodos, constitu&iacute;dos    de prata de baixa polariza&ccedil;&atilde;o, fixados na regi&atilde;o periorbit&aacute;ria    atrav&eacute;s de pasta eletrol&iacute;tica e fita adesiva. O eletrodo indiferente    (terra) foi fixado na regi&atilde;o frontal, o eletrodo superior na linha m&eacute;dia    (dois cent&iacute;metros acima da glabela) e um eletrodo em cada canto externo    dos olhos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">S&atilde;o partes do exame: a calibra&ccedil;&atilde;o    dos movimentos oculares; nistagmo semi-espont&acirc;neo (NSE), direcional ou    de fixa&ccedil;&atilde;o; nistagmo espont&acirc;neo (NE) com olhos abertos e    olhos fechados; nistagmo optocin&eacute;tico; rastreio pendular; prova rotat&oacute;ria    pendular decrescente (PRPD); e, prova cal&oacute;rica, realizada com &aacute;gua    em temperatura quente (44ºC) e fria (30ºC e, se n&atilde;o houvesse resposta,    18ºC), segundo Fitzgerald &amp; Hallpike<SUP>8</SUP>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram analisados os tra&ccedil;ados dos exames    quanto ao tipo de calibra&ccedil;&atilde;o, presen&ccedil;a de nistagmos semi-espont&acirc;neo    e espont&acirc;neo, simetria ao nistagmo optocin&eacute;tico, tipo de rastreio    pendular, simetria aos batimentos nist&aacute;gmicos hor&aacute;rio e anti-hor&aacute;rio    na PRPD e an&aacute;lise quantitativa e qualitativa da prova cal&oacute;rica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A an&aacute;lise qualitativa se refere &agrave;    hiperreflexia, quando qualquer um dos valores obtidos for maior que 50°/s; hiporreflexia,    quando h&aacute; qualquer valor menor que 3°/s; e, arreflexia, quando n&atilde;o    se obt&eacute;m resposta, na mesma orelha, nas tr&ecirc;s temperaturas pesquisadas    (44°C, 30°C e 18°C).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A an&aacute;lise quantitativa &eacute; efetuada    quando os resultados obtidos nas quatro estimula&ccedil;&otilde;es estiverem    normais (entre 3°/s e 50°/s). Para compara&ccedil;&atilde;o dos valores correspondentes    &agrave; mesma orelha ou &agrave; mesma dire&ccedil;&atilde;o de batimentos,    foi utilizada a F&oacute;rmula de Jongkees. Considera-se normal quando esse    &iacute;ndice for menor que 30%; preponder&acirc;ncia labir&iacute;ntica (PL),    quando os dois valores referentes &agrave; mesma orelha forem maiores que as    respostas da outra orelha; e, preponder&acirc;ncia direcional (PD), quando os    dois valores referentes aos nistagmos de mesma dire&ccedil;&atilde;o forem maiores    que os de dire&ccedil;&atilde;o oposta. A PL caracteriza uma labirintopatia    deficit&aacute;ria (do lado em que os valores de nistagmo p&oacute;s-cal&oacute;rico    s&atilde;o menores) e a PD caracteriza uma labirintopatia irritativa<SUP>9</SUP>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; poss&iacute;vel estabelecer as seguintes    localiza&ccedil;&otilde;es da les&atilde;o: perif&eacute;rica, situada no labirinto    e/ou VIII nervo, at&eacute; sua entrada no tronco cerebral; e, central, situada    a partir da entrada do VIII nervo no tronco cerebral, em seus n&uacute;cleos,    vias e inter-rela&ccedil;&otilde;es<SUP>10</SUP>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para a an&aacute;lise dos dados foram comparados    os achados as avalia&ccedil;&otilde;es do equil&iacute;brio est&aacute;tico    e din&acirc;mico e exame vestibular entre o grupo de indiv&iacute;duos portadores    de Diabetes mellitus Tipo I com um grupo controle, al&eacute;m de terem sido    feitas compara&ccedil;&otilde;es relacionando queixas de tontura com preval&ecirc;ncia    de altera&ccedil;&otilde;es &agrave; Vectoeletronistagmografia (VENG). Para    compara&ccedil;&atilde;o dos valores de Nistagmo Optocin&eacute;tico, PRPD e    Prova Cal&oacute;rica, foi aplicado o teste de Kruskal-Wallis para verificar    diferen&ccedil;as estatisticamente significantes entre os grupos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>RESULTADO</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na amostra estudada, de indiv&iacute;duos portadores    de Diabetes mellitus Tipo 1, quando estes foram questionados sobre queixa de    tontura, 42% dos indiv&iacute;duos referiram n&atilde;o ter esta queixa, enquanto    47% dos indiv&iacute;duos referiram apresentar esta queixa em epis&oacute;dios    espec&iacute;ficos de hipoglicemia, e 11% referiram apresentar tontura por outras    causas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab01">Tabela 1</a> apresenta os    resultados a avalia&ccedil;&atilde;o do equil&iacute;brio est&aacute;tico e    din&acirc;mico e da fun&ccedil;&atilde;o cerebelar nos grupos Controle e Diab&eacute;tico.</font></p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rboto/v73n1/a17tab01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab02">Tabela 2</a> apresenta os    resultados da Vectoeletronistagmografia, dos grupos Controle e Diab&eacute;tico.</font></p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rboto/v73n1/a17tab02.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#tab03">Tabela 3</a>.</font></p>     <p><a name="tab03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rboto/v73n1/a17tab03.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">An&aacute;lise do teste: No n&iacute;vel de signific&acirc;ncia    de 5% (0,05), o valor de p &eacute; maior que 0,05, portanto, n&atilde;o existe    diferen&ccedil;a significante entre as m&eacute;dias da pesquisa do Nistagmo    Optocin&eacute;tico entre os grupos Controle e Diab&eacute;tico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#tab04">Tabela 4</a>.</font></p>     <p><a name="tab04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rboto/v73n1/a17tab04.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">An&aacute;lise do teste: No n&iacute;vel de signific&acirc;ncia    de 5% (0,05), todos os valores de p s&atilde;o maiores que 0,05, portanto, n&atilde;o    existe diferen&ccedil;a significante entre as m&eacute;dias de VACL nos sentidos    hor&aacute;rio e anti-hor&aacute;rio e no Predomino direcional do nistagmo,    entre os grupos Controle e Diab&eacute;tico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#tab05">Tabela 5</a>.</font></p>     <p><a name="tab05"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rboto/v73n1/a17tab05.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">An&aacute;lise do teste: No n&iacute;vel de signific&acirc;ncia    de 5% (0,05), os valores de p s&atilde;o maiores que 0,05 nas temperaturas de    44°C OD, 30°C OD e 30°C OE, portanto, existe diferen&ccedil;a significante entre    as m&eacute;dias dos valores de VACL nestas temperaturas, entre os grupos Controle    e Diab&eacute;tico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; queixa de    tontura relacionada &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es &agrave; VENG, do total    de sete indiv&iacute;duos que apresentaram altera&ccedil;&atilde;o ao exame    no grupo de pacientes portadores de Diabetes mellitus, 14,28% (n=1) n&atilde;o    tinham queixa, 14,28% (n=1) apresentaram queixa de tontura por outras causas    e 71,42% (n=5) apresentaram queixa de tontura em epis&oacute;dios espec&iacute;ficos    de hipoglicemia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><B>DISCUSS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A preval&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es    a VENG, relacionada a g&ecirc;nero, n&atilde;o apresentou-se significativa em    nossa amostra, uma vez que 4 indiv&iacute;duos do g&ecirc;nero feminino e 3    do g&ecirc;nero masculino apresentaram altera&ccedil;&atilde;o. Na literatura    consultada n&atilde;o encontrou-se men&ccedil;&atilde;o a este tipo de achado    em popula&ccedil;&atilde;o com idade e dist&uacute;rbio metab&oacute;lico semelhantes,    levando-nos a concluir que n&atilde;o deve haver diferen&ccedil;a significativa    a altera&ccedil;&atilde;o vestibular em rela&ccedil;&atilde;o a g&ecirc;nero,    nesta popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em nossa amostra, nove indiv&iacute;duos (47,36%)    apresentaram queixa de tontura em epis&oacute;dios espec&iacute;ficos de hipoglicemia.    Cinco destes indiv&iacute;duos (26,31%) apresentaram altera&ccedil;&atilde;o    &agrave; VENG, sendo tr&ecirc;s indiv&iacute;duos (15,78%) com S&iacute;ndrome    vestibular perif&eacute;rica deficit&aacute;ria e os outros dois (10,52%) com    S&iacute;ndrome vestibular perif&eacute;rica irritativa. Sherer &amp; Lobo<SUP>11</SUP>    tamb&eacute;m encontraram queixas relacionadas a epis&oacute;dios espec&iacute;ficos    de hipoglicemia estudando uma popula&ccedil;&atilde;o de 12 indiv&iacute;duos    portadores de Diabetes mellitus Tipo I, sendo que esta queixa esteve presente    em 25% dos indiv&iacute;duos de sua amostra e, todos que relataram este tipo    de epis&oacute;dios de tontura apresentaram S&iacute;ndrome Vestibular Irritativa    &agrave; eletronistagmografia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dois indiv&iacute;duos (10,52%) apresentaram    queixa de tontura por outras causas que n&atilde;o hipoglicemia ou hiperglicemia,    sendo encontrada altera&ccedil;&atilde;o &agrave; VENG em um destes indiv&iacute;duos.    Este indiv&iacute;duo apresentou S&iacute;ndrome vestibular perif&eacute;rica    deficit&aacute;ria e tempo de dura&ccedil;&atilde;o de Diabetes inferior a um    ano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os outros oito indiv&iacute;duos n&atilde;o apresentaram    queixa de tontura de qualquer tipo, por&eacute;m encontrou-se altera&ccedil;&atilde;o    &agrave; VENG em um destes indiv&iacute;duos, este apresentando S&iacute;ndrome    vestibular perif&eacute;rica irritativa, e tempo de dura&ccedil;&atilde;o de    Diabetes de um ano. Biurrun<SUP>12</SUP>, em uma amostra de 46 indiv&iacute;duos    portadores de Diabetes mellitus Tipo I, nenhum relatou queixa de sintomas vestibulares,    sendo encontrada altera&ccedil;&atilde;o a eletronistagmografia em 12 indiv&iacute;duos    (2 indiv&iacute;duos com predom&iacute;nio labir&iacute;ntico e os outros 10    indiv&iacute;duos com preponder&acirc;ncia direcional). Rybak4 cita que h&aacute;    alta incid&ecirc;ncia de anormalidades &agrave; eletronistagmografia em pacientes    com Diabetes mellitus, sem que apresentem queixas de vertigem.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Comparando-se os resultados da avalia&ccedil;&atilde;o    do equil&iacute;brio est&aacute;tico e din&acirc;mico (Marcha, Romberg, Romberg-Barr&eacute;    e Unterberger) e da fun&ccedil;&atilde;o cerebelar (Bra&ccedil;os Estendidos,    Dismetria e Diadococinesia) entre os grupos Controle e Diab&eacute;tico, n&atilde;o    se encontrou nenhuma diferen&ccedil;a significativa nestes achados. Na literatura    consultada, n&atilde;o encontramos men&ccedil;&atilde;o a estas provas neste    tipo de popula&ccedil;&atilde;o para compara&ccedil;&atilde;o dos resultados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Agrave;s provas de calibra&ccedil;&atilde;o    dos movimentos oculares, rastreio pendular, nistagmo espont&acirc;neo e nistagmo    semi-espont&acirc;neo, n&atilde;o se encontraram grandes diferen&ccedil;as do    grupo dos indiv&iacute;duos portadores de Diabetes em compara&ccedil;&atilde;o    ao grupo controle.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apenas um indiv&iacute;duo apresentou nistagmo    espont&acirc;neo com olhos fechados com VACL de 3°/s que pode ser considerado    como normal segundo Ganan&ccedil;a<SUP>13</SUP>, que diz que em indiv&iacute;duos    normais pode ser observado este tipo de nistagmo, embora raro, com velocidade    igual ou inferior a 6°/s. E como foi um achado isolado no exame deste indiv&iacute;duo,    n&atilde;o apresentando qualquer outra altera&ccedil;&atilde;o nas demais provas,    n&atilde;o foi considerado como alterado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para as provas de Nistagmo Optocin&eacute;tico    e PRPD, aplicou-se o teste de Kruskal-Wallis para verificar diferen&ccedil;a    estatisticamente significante entre os grupos, n&atilde;o sendo encontrada nenhuma    diferen&ccedil;a significativa. Gawron<SUP>14</SUP> encontrou altera&ccedil;&atilde;o    do nistagmo optocin&eacute;tico em 37,90% de sua amostra, relacionando esta    altera&ccedil;&atilde;o com a longa dura&ccedil;&atilde;o do Diabetes e atribuindo-a    a um comprometimento central. O n&atilde;o achado deste tipo de altera&ccedil;&atilde;o    em nossa amostra poderia ser explicado pelo reduzido tamanho desta com longo    tempo de dura&ccedil;&atilde;o de Diabetes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Aplicando-se o teste de Kruskal-Wallis para verificar    diferen&ccedil;a estatisticamente significante entre as m&eacute;dias dos valores    de VACL obtidos a estimula&ccedil;&atilde;o labir&iacute;ntica na Prova Cal&oacute;rica    nas temperaturas de 44°C e 30°C em ambas as orelhas direita e esquerda, entre    os grupos Controle e Diab&eacute;tico, encontrou-se diferen&ccedil;a significativa    &agrave;s temperaturas de 44°C OD, 30°C OD e 30°C OE, sendo esta diferen&ccedil;a    mais significativa na temperatura de 30°C em ambas as orelhas. As m&eacute;dias    dos valores de VACL foram menores no grupo diab&eacute;tico do que no controle.    Biurrun<SUP>12</SUP> tamb&eacute;m encontrou respostas diminu&iacute;das ao    nistagmo p&oacute;s-cal&oacute;rico nos indiv&iacute;duos diab&eacute;ticos,    comparando-os com um grupo controle, sendo esta diferen&ccedil;a estatisticamente    significante nas temperaturas de 44°C e 30°C na orelha esquerda.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">&Agrave; prova cal&oacute;rica, encontrou-se    altera&ccedil;&atilde;o em 36,84% (n=7) da amostra, sendo 21,06% (n=4) com predom&iacute;nio    labir&iacute;ntico, dois para a direita e dois para a esquerda e 15,79% (n=3)    com preponder&acirc;ncia direcional do nistagmo, sendo um para direita e dois    para esquerda. O restante da amostra, 63,15% (n=12), apresentou resultados normais.    Biurrun12 numa amostra de 46 pacientes com Diabetes mellitus Tipo 1, relata    ter encontrado altera&ccedil;&atilde;o &agrave; prova cal&oacute;rica na eletronistagmografia    em 26% (n=12) dos pacientes, sendo 4,33% (n=2) dos pacientes com predom&iacute;nio    labir&iacute;ntico direito e 21,6% (n=10) dos pacientes com preponder&acirc;ncia    direcional, seis para direita e quatro para esquerda. Sherer &amp; Lobo<SUP>11</SUP>    encontraram numa amostra de 12 indiv&iacute;duos tamb&eacute;m portadores de    Diabetes mellitus tipo 1, resultados normais a esta prova em 33,33% da amostra,    enquanto que 50% (n=6) dos indiv&iacute;duos apresentaram predom&iacute;nio    direcional do nistagmo e os outros 16,7% (n=2), predom&iacute;nio labir&iacute;ntico,    n&atilde;o especificando o lado. Gawron<SUP>14</SUP>, numa amostra de 95 indiv&iacute;duos,    caracterizados pelo mesmo dist&uacute;rbio metab&oacute;lico acima citado, encontraram,    na prova cal&oacute;rica, predom&iacute;nio labir&iacute;ntico em 4,22% (n=4)    e preponder&acirc;ncia direcional em 7,36% (n=7) da amostra, tamb&eacute;m n&atilde;o    especificando o lado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com os dados obtidos &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o    vectoeletronistagmogr&aacute;fica, encontrou-se altera&ccedil;&atilde;o neste    exame em 36,84% (n=7) da amostra, sendo 21,06% (n=4) S&iacute;ndrome vestibular    perif&eacute;rica deficit&aacute;ria e 15,79% (n=3) S&iacute;ndrome vestibular    perif&eacute;rica irritativa. O restante da amostra, 63,15% (n=12), apresentou    resultados normais. Biurrun<SUP>12</SUP> n&atilde;o qualificou as altera&ccedil;&otilde;es    encontradas &agrave; eletronistagmografia como S&iacute;ndromes vestibulares,    apenas descreveu os tipos de altera&ccedil;&otilde;es encontradas. Sherer &amp;    Lobo<SUP>11</SUP> encontraram numa amostra de 12 indiv&iacute;duos resultados    normais &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o otoneurol&oacute;gica em 33,33% da    amostra, enquanto que 50% (n=6) dos indiv&iacute;duos tiveram como resultado    S&iacute;ndrome Vestibular Perif&eacute;rica Irritativa e 16,7% (n=2), S&iacute;ndrome    vestibular perif&eacute;rica deficit&aacute;ria. Gawron<SUP>14</SUP> tamb&eacute;m    n&atilde;o qualificou as altera&ccedil;&otilde;es encontradas &agrave; eletronistagmografia    como S&iacute;ndromes vestibulares, apenas descreveu os tipos de altera&ccedil;&otilde;es    encontradas, colocando que a maioria das altera&ccedil;&otilde;es encontradas    tinha caracter&iacute;sticas de altera&ccedil;&atilde;o central. Verificamos    que nossos achados concordam com a literatura consultada, embora encontradas    altera&ccedil;&otilde;es de diferentes tipos em diferentes propor&ccedil;&otilde;es    comparando-se nossos achados com os acima citados. Por&eacute;m, apesar disso,    pudemos constatar que realmente h&aacute; a presen&ccedil;a de altera&ccedil;&otilde;es    &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o vestibular nesta popula&ccedil;&atilde;o pesquisada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nossos achados est&atilde;o de acordo com Biurrun<SUP>12</SUP>,    Rybak<SUP>4</SUP>, Jaur&eacute;gui-Renaud<SUP>15</SUP>, Darlington<SUP>16</SUP>,    Perez<SUP>17</SUP>, Gawron<SUP>14</SUP>, Gawron<SUP>18</SUP>, Nicholson<SUP>19</SUP>    e Sherer e Lobo<SUP>11</SUP>, que afirmam que h&aacute; altera&ccedil;&otilde;es    vestibulares, de diferentes tipos, em indiv&iacute;duos portadores de Diabetes    mellitus.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para finalizar, n&atilde;o podemos deixar de    ressaltar que encontrou-se pouqu&iacute;ssima literatura a respeito de pesquisas    relacionando o Diabetes mellitus Tipo I com altera&ccedil;&otilde;es do aparelho    vestibular, caracterizando tipos de altera&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave;    presen&ccedil;a de queixas de tontura, bem como com tempo de dura&ccedil;&atilde;o    deste dist&uacute;rbio metab&oacute;lico, como foi realizado neste estudo, apesar    de ter sido quase unanimidade entre os autores consultados, que dist&uacute;rbios    metab&oacute;licos s&atilde;o causadores de altera&ccedil;&otilde;es no sistema    vestibular.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diante dos achados deste estudo, sugere-se que    seja dada maior aten&ccedil;&atilde;o ao aparelho vestibular na popula&ccedil;&atilde;o    de indiv&iacute;duos portadores de Diabetes mellitus Tipo 1, incluindo a investiga&ccedil;&atilde;o    otoneurol&oacute;gica nos exames de rotina desta popula&ccedil;&atilde;o, bem    como a realiza&ccedil;&atilde;o de mais estudos com um n&uacute;mero maior de    indiv&iacute;duos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>CONCLUS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com a realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo,    no qual o funcionamento do aparelho vestibular de indiv&iacute;duos portadores    de Diabetes mellitus Tipo 1 foi avaliado por meio de um protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o    otoneurol&oacute;gica, concluiu-se que o perfeito funcionamento do aparelho    vestibular pode ter seu funcionamento prejudicado em indiv&iacute;duos portadores    deste tipo de Diabetes, mesmo que estes indiv&iacute;duos n&atilde;o apresentem    queixas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 1. Sociedade Brasileira de Diabetes. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.diabetes.org.br/imprensa/estatisticas/index.php#Cal" target="_blank">http://www.diabetes.org.br/    imprensa/estatisticas/index.php#Cal</a>. Acessado em 20 de junho 2005.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320180&pid=S0034-7299200700010001700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 2. Guyton AC. Endocrinologia e Reprodu&ccedil;&atilde;o    - Horm&ocirc;nios do C&oacute;rtex Supra-Renal, Insulina e Glucagon. In: Guyton    AC. Fisiologia Humana. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1988. p. 472-83.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320181&pid=S0034-7299200700010001700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 3. Kuzuya T, Nakagawa S, Satoh J, Kanazawa Y,    Iwamoto Y, Kobayashi M, et al. Report of the Committee on the classification    and diagnostic criteria of diabetes mellitus. Diabetes Res Clin Pract 2002;55(1):65-85.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320182&pid=S0034-7299200700010001700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 4. Rybak LP. Metabolic disorders of the vestibular    system. Otolaryngol Head Neck Surg 1995;112(1):128-32.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320183&pid=S0034-7299200700010001700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 5. Bittar RSM, Sanchez TG, Santoro PP, Medeiros    IRT. O metabolismo da glicose e o ouvido interno. Arq Fund Otorrinolaringol    1998;2(1).</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320184&pid=S0034-7299200700010001700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 6. Ferreira Jr CA, Guimar&atilde;es RES, Becker    HMG, Silva CDL, Gon&ccedil;alves TML, Crosara PFTB et al. Avalia&ccedil;&atilde;o    metab&oacute;lica do paciente com labirintopatia. Arq Fund Otorrinolaringol    2000;4:28-32.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320185&pid=S0034-7299200700010001700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 7. Castagno LA. Dist&uacute;rbio do equil&iacute;brio:    um protocolo de investiga&ccedil;&atilde;o racional. Rev Bras Otorrinolaringol    1994;60(2).</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320186&pid=S0034-7299200700010001700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 8. Fitzgerald G, Hallpike CS. Studies in human    vestibular function: observations on directional preponderance of alorcic nystagmus    resulting from cerebral lesion. Brain 1942;65:115-37.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320187&pid=S0034-7299200700010001700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 9. Mor R, Fragoso M, Taguchi CK, Figueiredo    JFFR. Vestibulometria e Fonoaudiologia - Como realizar e interpretar. S&atilde;o    Paulo: Lovise; 2001.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320188&pid=S0034-7299200700010001700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Ganan&ccedil;a MM, Albernaz PLM, Almeida    CIR, Baleeiro EM, Fukuda Y, Weckz LM. Achados electroculogr&aacute;ficos em    pessoas normais e pacientes com s&iacute;ndromes vestibulares perif&eacute;ricas    e centrais. In: Albernaz PLM, Ganan&ccedil;a MM. Vertigem. 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Rev    Bras Otorrinolaringol 2002;68(3):355-60.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320190&pid=S0034-7299200700010001700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Biurrun O, Ferrer JP, Lorente J, De Espana    R, Gomis R, Traserra J. Asymptomatic electronystagmographic abnormalities in    patients with type I diabetes mellitus. ORL J Otorhinolaryngol Relat Spec 1991;53(6):335-8.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320191&pid=S0034-7299200700010001700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Ganan&ccedil;a MM, Caovilla HH, Munhoz MSL,    Silva MLG, Frazza MM. As etapas da equilibriometria. In: Caovilla HH, Ganan&ccedil;a    MM, Munhoz MSL, Silva MLG. Equilibriometria Cl&iacute;nica (S&eacute;rie otoneurol&oacute;gica).    S&atilde;o Paulo: Atheneu, 2000. p. 41-114.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320192&pid=S0034-7299200700010001700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Gawron W, Pospiech L, Orendorz-Fraczkowska    K, Noczynska A. Are there any disturbances in vestibular organ of children and    Young adults with Type I diabetes? Diabetologia 2002;45(5):728-34.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320193&pid=S0034-7299200700010001700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Jauregui-Renaud K, Dominguez-Rubio B, Ibarra-Olmos    A, Gonzalez-Barcena D. Trastornos otoneurol&oacute;gicos en la diabetes insulinodependiente.    Rev Invest Clin 1998;50(2):137-8.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320194&pid=S0034-7299200700010001700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Darlington CL, Erasmus J, Nicholson M, King    J, Smith PF. Comparison of visual-vestibular interaction in insulin-dependent    and non-insulin-dependent diabetes mellitus. Neuroreport 2000;11(3):487-90.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320195&pid=S0034-7299200700010001700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Perez R, Ziv E, Freeman S, Sichel JY, Sohmer    H. Vestibular end-organ impairment in an animal model of type 2 diabetes mellitus.    Laryngoscope 2001;111(1):110-3.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320196&pid=S0034-7299200700010001700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. Gawron W, Pospiech L, Orendorz-Fraczkowska    K, Noczynska A. Wplyw zaburzen metabolicznych w cukrzycy typu 1 na odruchy przedsionkowo-rdzeniowe    u dzieci i mlodych os&oacute;b doroslych. Otolaryngol Pol 2002;56(4):451-7.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320197&pid=S0034-7299200700010001700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. Nicholson M, King J, Smith PF, Darlington    CL. Vestibulo-ocular, optokinetic and postural function in diabetes mellitus.    Neuroreport 2002;13(1):153-7.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320198&pid=S0034-7299200700010001700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="end"></a><a href="#tx"><img src="/img/revistas/rboto/v73n1/seta.gif" border="0"></a>    Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Rafaele Rigon    <br>   Rua Prof. Jo&atilde;o Bel&eacute;m 37/302 Centro    <br>   97015-540 Santa Maria RS    <br>   E-mail: <a href="mailto:rafarigon@hotmail.com">rafarigon@hotmail.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este artigo foi submetido no SGP (Sistema de    Gest&atilde;o de Publica&ccedil;&otilde;es) da RBORL em 16 de fevereiro de 2006.    cod. 1728.    <br>   Artigo aceito em 10 de agosto de 2006.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Bolsa de estudos - CAPES    <br>   Universidade Federal de Santa Maria - Ambulat&oacute;rio de Otologia do Hospital    Universit&aacute;rio de Santa Maria.</font></p>      ]]></body><back>
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