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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação audiológica e eletrofisiológica em crianças com transtornos psiquiátricos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Individuals with psychiatric disorders can present perception, attention and memory deficits, raising doubts about peripheral and/or central hearing loss. Thus, the aim of this study is to describe the audiological and electrophysiological results of individuals with psychiatric disorders, looking for peripheral and/or central auditory disorders. METHODS: 20 individuals with autism and Asperger syndrome and 20 individuals without psychiatric disorders from eight to 19 years of age, were submitted to audiological and electrophysiological evaluation. RESULTS: No alterations were observed on the audiological evaluation in all the individuals. In ABR, 50% of individuals with autism and 30% with Asperger syndrome presented alterations. Significant statistical differences were observed between the groups in the quantitative analysis. All groups presented alterations in AMLR and P300. In AMLR, no significant statistical differences were observed between the groups in the qualitative and quantitative analyses. In the P300, we noticed significant statistical differences between Asperger and control groups in the quantitative analysis. CONCLUSIONS: A high occurrence of alterations in auditory evoked potentials was seen in children with psychiatric disorders, although in some analysis it was observed a non-statistically significant difference when comparing study and control groups. We stress the need for a more careful investigation of the auditory function in this population.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[autismo]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><a name="corr2"></a>Avalia&ccedil;&atilde;o audiol&oacute;gica e eletrofisiol&oacute;gica em crian&ccedil;as com transtornos psiqui&aacute;tricos</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Carla Gentile Matas<sup>I</sup>; Isabela Crivellaro  Gon&ccedil;alves<sup>II</sup>; Fernanda Cristina Leite Magliaro<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Profa. Dra. do Curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de S&atilde;o Paulo    <br>     <sup>II</sup>Fonoaudi&oacute;loga, Mestranda em Ci&ecirc;ncias pelo Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias da Reabilita&ccedil;&atilde;o - &Aacute;rea de Concentra&ccedil;&atilde;o: Comunica&ccedil;&atilde;o Humana - Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da Universidade de S&atilde;o Paulo    <br>     <sup>III</sup>Mestre em Ci&ecirc;ncias pelo Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Fisiopatologia Experimental da Faculdade de Medicina da Universidade de S&atilde;o Paulo. Doutoranda em Ci&ecirc;ncias pelo Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias da Reabilita&ccedil;&atilde;o - &Aacute;rea de Concentra&ccedil;&atilde;o: Comunica&ccedil;&atilde;o Humana - Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da Universidade de S&atilde;o Paulo. Curso de Fonoaudiologia do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da Universidade de S&atilde;o Paulo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#corr1">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b> RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Indiv&iacute;duos com transtornos psiqui&aacute;tricos podem apresentar dist&uacute;rbios perceptuais, de aten&ccedil;&atilde;o e mem&oacute;ria, questionando-se a presen&ccedil;a de perdas auditivas perif&eacute;ricas e/ou centrais. Assim, o objetivo deste trabalho &eacute; descrever os resultados obtidos nas avalia&ccedil;&otilde;es audiol&oacute;gica e eletrofisiol&oacute;gica, verificando a ocorr&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es auditivas perif&eacute;ricas e/ou centrais nesta popula&ccedil;&atilde;o.     <br> <b>CASU&Iacute;STICA E M&Eacute;TODOS:</b> Foram avaliados 20 indiv&iacute;duos com autismo e s&iacute;ndrome de Asperger, e 20 indiv&iacute;duos em desenvolvimento t&iacute;pico, entre oito e 19 anos.    <br>  <b>RESULTADOS:</b> Todos os indiv&iacute;duos apresentaram resultados normais na avalia&ccedil;&atilde;o audiol&oacute;gica. No PEATE, 50% dos indiv&iacute;duos com autismo e 30% com s&iacute;ndrome de Asperger apresentaram altera&ccedil;&otilde;es, havendo diferen&ccedil;a estatisticamente significante na an&aacute;lise dos dados quantitativos em ambos os grupos. Em todos os grupos verificaram-se altera&ccedil;&otilde;es no PEAML e P300. No PEAML, n&atilde;o houve diferen&ccedil;a estatisticamente significante entre os grupos na an&aacute;lise dos dados quantitativos e qualitativos. No P300, observou-se diferen&ccedil;a estatisticamente significante quando comparados os grupos controle e s&iacute;ndrome de Asperger na an&aacute;lise dos dados quantitativos.     <br> <b>CONCLUS&Atilde;O:</b> Verificou-se grande ocorr&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es nos potenciais evocados auditivos em crian&ccedil;as autistas e com s&iacute;ndrome de Asperger, embora em algumas an&aacute;lises realizadas n&atilde;o tenha sido constatada diferen&ccedil;a estatisticamente significante. Enfatiza-se a import&acirc;ncia da investiga&ccedil;&atilde;o minuciosa da fun&ccedil;&atilde;o auditiva em indiv&iacute;duos com transtornos psiqui&aacute;tricos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> autismo, potenciais evocados auditivos, s&iacute;ndrome de asperger, testes auditivos, transtornos da linguagem.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre os quadros psiqui&aacute;tricos infantis encontram-se os Transtornos Globais do Desenvolvimento, que se referem a um grupo de transtornos caracterizados por altera&ccedil;&otilde;es qualitativas das intera&ccedil;&otilde;es sociais rec&iacute;procas e modalidades de comunica&ccedil;&atilde;o e por um repert&oacute;rio de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. Estas anomalias qualitativas constituem uma caracter&iacute;stica global do funcionamento do sujeito, em todas as ocasi&otilde;es.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Autismo Infantil &eacute; considerado um transtorno global do desenvolvimento, no qual h&aacute; um desenvolvimento anormal e/ou comprometido, que se manifesta antes dos tr&ecirc;s anos de idade, sendo esta patologia mais freq&uuml;ente em meninos (3-4:1) do que em meninas. Dentre os Transtornos Globais do Desenvolvimento h&aacute; tamb&eacute;m a s&iacute;ndrome de Asperger, um transtorno de validade nosol&oacute;gica incerta, caracterizado por uma altera&ccedil;&atilde;o qualitativa das intera&ccedil;&otilde;es sociais rec&iacute;procas, semelhante &agrave; observada no autismo, com repert&oacute;rio de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. Ele se diferencia do autismo essencialmente pelo fato de n&atilde;o ser acompanhado por retardo ou defici&ecirc;ncia de linguagem ou do desenvolvimento cognitivo.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sabe-se que crian&ccedil;as com Autismo e s&iacute;ndrome de Asperger podem apresentar dist&uacute;rbios perceptuais, de aten&ccedil;&atilde;o e de mem&oacute;ria, sendo muitas vezes questionada a presen&ccedil;a ou n&atilde;o de perdas auditivas perif&eacute;ricas e/ou centrais. Levando-se em considera&ccedil;&atilde;o estes aspectos, torna-se importante a investiga&ccedil;&atilde;o da integridade da via auditiva nesta popula&ccedil;&atilde;o, tanto em sua por&ccedil;&atilde;o perif&eacute;rica quanto central.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os potenciais evocados auditivos podem ser classificados em precoces, m&eacute;dios e tardios.<sup>2 </sup>As duas principais raz&otilde;es para a utiliza&ccedil;&atilde;o destes testes s&atilde;o: determinar o limiar de detec&ccedil;&atilde;o do sinal ac&uacute;stico e inferir sobre a integridade funcional e estrutural dos componentes neurais das vias auditivas.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encef&aacute;lico (PEATE), considerado o potencial evocado auditivo mais utilizado na pr&aacute;tica cl&iacute;nica, &eacute; um exame objetivo que avalia a integridade da via auditiva desde o nervo auditivo at&eacute; o tronco encef&aacute;lico, sendo muito utilizado na avalia&ccedil;&atilde;o de neonatos e de crian&ccedil;as com dist&uacute;rbios neurol&oacute;gicos e psiqui&aacute;tricos, dif&iacute;ceis de serem avaliadas por meio dos procedimentos audiol&oacute;gicos de rotina.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Potencial Evocado Auditivo de M&eacute;dia Lat&ecirc;ncia (PEAML) &eacute; uma s&eacute;rie de ondas que ocorrem entre 10 e 80 milissegundos (ms) ap&oacute;s o in&iacute;cio do est&iacute;mulo ac&uacute;stico. Os m&uacute;ltiplos geradores do PEAML incluem a via auditiva t&aacute;lamo-cortical, a forma&ccedil;&atilde;o reticular mesencef&aacute;lica e o col&iacute;culo inferior, sendo este utilizado clinicamente na determina&ccedil;&atilde;o do limiar eletrofisiol&oacute;gico auditivo na faixa de freq&uuml;&ecirc;ncias baixas, na avalia&ccedil;&atilde;o do funcionamento da via auditiva e poss&iacute;vel localiza&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es neste trajeto, auxiliando tamb&eacute;m no diagn&oacute;stico de s&iacute;ndromes que comprometem o sistema de gera&ccedil;&atilde;o das ondas e no monitoramento intra-operat&oacute;rio.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os Potenciais Evocados Auditivos de Longa Lat&ecirc;ncia (PEALL), tamb&eacute;m denominados tardios, ocorrem entre 70 e 500ms ap&oacute;s a estimula&ccedil;&atilde;o auditiva, surgindo ap&oacute;s o PEAML. Embora os s&iacute;tios geradores destes potenciais n&atilde;o sejam bem conhecidos, eles s&atilde;o utilizados clinicamente auxiliando no diagn&oacute;stico de altera&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas do desenvolvimento, podendo indicar altera&ccedil;&otilde;es na fun&ccedil;&atilde;o da linguagem. O P300 &eacute; um potencial tardio e end&oacute;geno e, os processos de aten&ccedil;&atilde;o, discrimina&ccedil;&atilde;o auditiva, mem&oacute;ria e perspectiva sem&acirc;ntica parecem estar envolvidos na gera&ccedil;&atilde;o desse potencial.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi descrever os resultados obtidos nas avalia&ccedil;&otilde;es audiol&oacute;gica e eletrofisiol&oacute;gica da audi&ccedil;&atilde;o, verificando a ocorr&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es auditivas perif&eacute;ricas e/ou centrais em indiv&iacute;duos com transtornos psiqui&aacute;tricos e comparar estes resultados com os obtidos em indiv&iacute;duos em desenvolvimento t&iacute;pico da mesma faixa et&aacute;ria.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta pesquisa foiaprovada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica da Institui&ccedil;&atilde;o em que foi realizada, com protocolo de pesquisa nº 455/03. As avalia&ccedil;&otilde;es foram realizadas ap&oacute;s a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido pelos pais ou respons&aacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O material do presente estudo constou dos resultados das avalia&ccedil;&otilde;es audiol&oacute;gicas e eletrofisiol&oacute;gicas da audi&ccedil;&atilde;o, obtidos em 40 indiv&iacute;duos, com idades entre oito e 19 anos: dez pertencentes ao grupo autismo (GA), sendo nove do g&ecirc;nero masculino e um do g&ecirc;nero feminino; dez pertencentes ao grupo s&iacute;ndrome de Asperger (GSA), sendo nove do g&ecirc;nero masculino e um do g&ecirc;nero feminino e 20 pertencentes ao grupo controle (GC), sendo tr&ecirc;s do g&ecirc;nero masculino e 17 do g&ecirc;nero feminino. Os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o para os grupos GA e GSA foram encontrar-se dentro da faixa et&aacute;ria estabelecida e apresentar diagn&oacute;stico m&eacute;dico de Autismo Infantil com menor comprometimento cognitivo ou apresentar diagn&oacute;stico m&eacute;dico de S&iacute;ndrome de Asperger. Os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o para o grupo controle foram: encontrar-se dentro da faixa et&aacute;ria estabelecida e apresentar hist&oacute;rico de desenvolvimento neuropsicomotor normal, aus&ecirc;ncia de queixas psiqui&aacute;tricas, neurol&oacute;gicas, de linguagem, audiol&oacute;gicas e de altera&ccedil;&atilde;o do processamento auditivo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na anamnese foi realizada a coleta da hist&oacute;ria cl&iacute;nica do paciente e a seguir iniciou-se a inspe&ccedil;&atilde;o do meato ac&uacute;stico externo com otosc&oacute;pio da marca Heine. As medidas de imit&acirc;ncia ac&uacute;stica foram realizadas com imitanci&ocirc;metro Modelo GSI 33, da marca Grason-Stadler e abrangeram a timpanometria com o tom de sonda de 226 Hz, e a pesquisa do reflexo ac&uacute;stico do m&uacute;sculo estap&eacute;dio (ipsi e contralateral) nas freq&uuml;&ecirc;ncias de 500, 1000, 2000 e 4000 Hz. Na audiometria tonal liminar, realizada em cabina ac&uacute;stica, foram avaliadas as freq&uuml;&ecirc;ncias de 250 a 8000 Hz por via a&eacute;rea, e 500 a 4000 Hz por via &oacute;ssea (nas freq&uuml;&ecirc;ncias com limiares de via a&eacute;rea maiores do que 20 dB NA). A audiometria vocal foi realizada por meio do Limiar de Reconhecimento de Fala (LRF) e &Iacute;ndice Percentual de Reconhecimento de Fala (IPRF).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A avalia&ccedil;&atilde;o eletrofisiol&oacute;gica da audi&ccedil;&atilde;o teve in&iacute;cio ap&oacute;s o t&eacute;rmino da avalia&ccedil;&atilde;o audiol&oacute;gica, empregando-se como procedimentos: PEATE, PEAML e o Potencial Cognitivo P300, realizados com o equipamento modelo Traveler Express da marca Biologic. Os potenciais evocados auditivos foram obtidos com os indiv&iacute;duos sentados em uma poltrona reclin&aacute;vel, dentro de uma sala tratada ac&uacute;stica e eletricamente. A superf&iacute;cie da pele foi limpa com pasta abrasiva, e os eletrodos fixados por meio de pasta eletrol&iacute;tica e fita adesiva (MicroporeT). Os est&iacute;mulos ac&uacute;sticos foram apresentados por um par de fones supra-aurais, modelo TDH-39, eliciando as respostas. O primeiro potencial realizado foi o P300, seguido do PEAML e, por &uacute;ltimo, o PEATE. Os valores de imped&acirc;ncia dos eletrodos eram verificados antes do in&iacute;cio de cada exame, devendo encontrar-se abaixo de 5 kOhms. Para a obten&ccedil;&atilde;o do P300 utilizou-se o est&iacute;mulo do tipo "tone burst" a 75 dB nHL, nas freq&uuml;&ecirc;ncias de 1000 Hz (est&iacute;mulo freq&uuml;ente) e 1500 Hz (est&iacute;mulo raro), apresentados de forma rand&ocirc;mica pelo computador, com janela de an&aacute;lise de 512ms, filtros passa-alto de 30.00 Hz e passa-baixo de 1.00 Hz, e ganho de 15000, sendo empregado um total de 300 est&iacute;mulos. Os eletrodos foram posicionados no v&eacute;rtex (Cz), nas mast&oacute;ides direita e esquerda (M2 e M1) e na fronte (Fpz), segundo a norma International Electrode System (IES) 10-20, sendo considerado como eletrodo ativo, aquele fixado na mast&oacute;ide da orelha avaliada; refer&ecirc;ncia, aquele fixado no v&eacute;rtex e eletrodo terra, aquele fixado na fronte. Dos 300 est&iacute;mulos apresentados, 15% a 20% referiam-se ao est&iacute;mulo raro. Cada indiv&iacute;duo foi orientado a identific&aacute;-lo, contando mentalmente ou levantando a m&atilde;o toda vez que este aparecesse.<sup>6</sup> Foram verificadas a presen&ccedil;a e aus&ecirc;ncia deste potencial, bem como a lat&ecirc;ncia do mesmo, quando presente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No PEAML, o est&iacute;mulo utilizado foi o click, apresentado monoauralmente a 70 dB n HL, numa velocidade de apresenta&ccedil;&atilde;o de 10 clicks por segundo, sendo empregado um total de 1000 est&iacute;mulos. A janela de an&aacute;lise foi de 99840ms, filtros passa-altas de 150.00 Hz e passa-baixa de 10.00 Hz, e ganho de 100.000. Os eletrodos foram posicionados nas mast&oacute;ides direita e esquerda (M2 e M1), nas jun&ccedil;&otilde;es t&ecirc;mporo-parietais direita e esquerda (C4 e C3) e na fronte (Fpz), de acordo com a norma IES 10-20, sendo considerados como eletrodos ativos os fixados nas mast&oacute;ides, refer&ecirc;ncia os fixados nas jun&ccedil;&otilde;es t&ecirc;mporo-parietais, e eletrodo terra o fixado na fronte.<sup>7</sup> Os resultados foram analisados a partir da lat&ecirc;ncia e amplitude da onda Pa, pois esta &eacute; usualmente a onda de maior amplitude e, portanto, a mais facilmente visualizada.<sup>3</sup> Embora a literatura especializada revelar que as modalidades contralaterais s&atilde;o as mais indicadas para an&aacute;lise da onda Pa<sup>8</sup>, esta foi obtida em ambas as modalidades, ipsilateral e contralateral - C3/M1, C4/M2, C3/M2, C4/M1). Para a obten&ccedil;&atilde;o do PEATE, utilizou-se est&iacute;mulo do tipo click de polaridade rarefeita, apresentado monoauralmente a 80 dB n HL, a uma velocidade de apresenta&ccedil;&atilde;o de 19 clicks por segundo, dura&ccedil;&atilde;o de 0,1ms, sendo empregado um total de 2000 est&iacute;mulos. A janela de an&aacute;lise foi de 10240ms, filtros passa-altas de 3000 Hz e passa-baixa de 100.000 Hz, e ganho de 150.000. Os eletrodos foram posicionados na fronte (Fpz) e nas mast&oacute;ides direita e esquerda (M2 e M1), de acordo com a norma IES 10-20, sendo considerado como eletrodo ativo o fixado na mast&oacute;ide da orelha testada; refer&ecirc;ncia, o fixado na fronte, e eletrodo terra, o fixado na orelha contralateral da orelha testada.<sup>7</sup> Foram obtidos dois registros para cada lado, a fim de verificar a reprodutibilidade dos tra&ccedil;ados e, conseq&uuml;entemente, a presen&ccedil;a das ondas. Foram verificadas as lat&ecirc;ncias absolutas das ondas I, III e V, e interpicos I-III, III-V e I-V.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O indiv&iacute;duo foi considerado alterado quando pelo menos uma das orelhas, ou um dos lados, apresentava altera&ccedil;&atilde;o. Os resultados das avalia&ccedil;&otilde;es audiol&oacute;gicas foram analisados de forma qualitativa, enquanto que os resultados das avalia&ccedil;&otilde;es eletrofisiol&oacute;gicas foram analisados de forma qualitativa e quantitativa, para todos os grupos. A an&aacute;lise dos dados qualitativos foi realizada por meio da compara&ccedil;&atilde;o dos resultados normais e alterados, em cada grupo e entre os grupos, em todas as avalia&ccedil;&otilde;es da audi&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, foram comparados os tipos de altera&ccedil;&otilde;es encontradas em cada grupo e entre os grupos, por&eacute;m, apenas nas avalia&ccedil;&otilde;es eletrofisiol&oacute;gicas da audi&ccedil;&atilde;o. Para a an&aacute;lise das vari&aacute;veis qualitativas, foram utilizados o teste de igualdade de duas propor&ccedil;&otilde;es e o intervalo de confian&ccedil;a para propor&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi realizada tamb&eacute;m uma an&aacute;lise dos dados quantitativos por meio do c&aacute;lculo da m&eacute;dia, mediana, desvio padr&atilde;o, limite inferior, limite superior, valores m&iacute;nimos e m&aacute;ximos dos resultados de cada potencial evocado auditivo, para cada grupo. Al&eacute;m disso, foram comparadas as m&eacute;dias entre os grupos e verificados os n&iacute;veis de signific&acirc;ncia para cada compara&ccedil;&atilde;o. Para a an&aacute;lise das vari&aacute;veis quantitativas, foram utilizados os testes de Wilcoxon, o teste de Mann-Whitnney e o intervalo de confian&ccedil;a para a m&eacute;dia. O n&iacute;vel de signific&acirc;ncia adotado foi de 0,05 (5%) e todos os intervalos de confian&ccedil;a foram constru&iacute;dos com 95% de confian&ccedil;a estat&iacute;stica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o aos resultados das avalia&ccedil;&otilde;es audiol&oacute;gicas, verificou-se diferen&ccedil;a estatisticamente significante entre os resultados normal e alterado, para os grupos GC, GA e GSA, visto que todos os indiv&iacute;duos avaliados apresentaram resultados normais. Desta forma, n&atilde;o foi poss&iacute;vel comparar os grupos GC e GA, bem como GC e GSA.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados das avalia&ccedil;&otilde;es eletrofisiol&oacute;gicas da audi&ccedil;&atilde;o foram caracterizados separadamente, sendo esta parte dividida em tr&ecirc;s, uma para cada potencial evocado auditivo realizado (PEATE, PEAML e P300).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Parte I - Caracteriza&ccedil;&atilde;o dos resultados do Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encef&aacute;lico nos grupos controle, autismo e s&iacute;ndrome de Asperger.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na <a href="/img/revistas/rboto/v75n1/a21tab01.jpg">Tabela 1</a>, encontra-se a distribui&ccedil;&atilde;o de resultados normais e alterados no PEATE nos grupos controle, autismo e s&iacute;ndrome de Asperger.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As altera&ccedil;&otilde;es presentes nos grupos GA e GSA foram do tipo Tronco Encef&aacute;lico Baixo. N&atilde;o foi poss&iacute;vel realizar a compara&ccedil;&atilde;o dos tipos de altera&ccedil;&atilde;o entre os grupos GC e GA e GC e GSA, uma vez que o GC n&atilde;o apresentou resultados alterados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na an&aacute;lise dos dados quantitativos, comparando-se os valores de lat&ecirc;ncias absolutas das ondas I, III e V e dos interpicos I-III, III-V e I-V, entre as orelhas direita e esquerda nos grupos GC, GA e GSA, n&atilde;o foi observada diferen&ccedil;a estatisticamente significante. Desta forma, para a compara&ccedil;&atilde;o entre os grupos, foram considerados os valores de lat&ecirc;ncias absolutas e interpicos de ambas as orelhas. Quando comparados os valores de lat&ecirc;ncias absolutas das ondas I, III e V e interpicos I-III, III-V e I-V entre os grupos GC e GA e GC e GSA, observaram-se diferen&ccedil;as m&eacute;dias estatisticamente significantes para os valores de lat&ecirc;ncias absolutas das ondas I e III e interpico III-V, bem como uma tend&ecirc;ncia &agrave; diferen&ccedil;a estatisticamente significante para o interpico I-III, entre os GC e GA. Verificou-se tamb&eacute;m diferen&ccedil;a estatisticamente significante para os valores de lat&ecirc;ncias absolutas da onda V, entre os grupos GC e GSA.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Parte II - Caracteriza&ccedil;&atilde;o dos resultados do Potencial Evocado Auditivo de M&eacute;dia Lat&ecirc;ncia nos grupos controle, autismo e s&iacute;ndrome de Asperger.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A seguir, encontram-se os dados referentes &agrave; an&aacute;lise dos dados qualitativos do PEAML (<a href="/img/revistas/rboto/v75n1/a21tab02.jpg">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando comparados os grupos GC e GA (p-valor=0,196) e GC e GSA (p-valor=0,439), n&atilde;o se observa diferen&ccedil;a estatisticamente significante (<a href="/img/revistas/rboto/v75n1/a21tab03.jpg">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para o grupo GC, encontra-se diferen&ccedil;a estatisticamente significante quando comparada a ocorr&ecirc;ncia das altera&ccedil;&otilde;es do tipo Ambas e Efeito Orelha (p-valor=0,008). Para o grupo GA, verificou-se diferen&ccedil;a estatisticamente significante quando comparadas as altera&ccedil;&otilde;es do tipo Efeito Eletrodo e Efeito Orelha (p-valor=0,014), e Ambas e Efeito Orelha (p-valor=0,014). No grupo GSA, comparando-se os tipos de altera&ccedil;&otilde;es, observa-se diferen&ccedil;a estatisticamente significante entre os tipos Ambas e Efeito Eletrodo (p-valor=0,028). Quando comparados os grupos em rela&ccedil;&atilde;o aos tipos de altera&ccedil;&otilde;es encontradas, verificou-se diferen&ccedil;a estatisticamente significante entre os grupos GC e GA para a altera&ccedil;&atilde;o do tipo Efeito Orelha (p-valor=0,002), bem como uma tend&ecirc;ncia &agrave; signific&acirc;ncia para a altera&ccedil;&atilde;o do tipo Ambas (p-valor=0,051).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; an&aacute;lise dos dados quantitativos, quando comparados os valores da amplitude Na-Pa, para as modalidades C3/M1 e C3/M2, e C4/M1 e C4/M2, constatou-se diferen&ccedil;a estatisticamente significante entre as amplitudes Na-Pa quando comparadas as modalidades C4/M1 e C4/M2 para o GSA (<a href="/img/revistas/rboto/v75n1/a21tab04.jpg">Tabela 4</a>) e uma tend&ecirc;ncia &agrave; diferen&ccedil;a estatisticamente para esta compara&ccedil;&atilde;o no GA (p-valor=0,052). Na compara&ccedil;&atilde;o das amplitudes Na-Pa entre as modalidades C3/M1 e C4/M1 e entre C3/M2 e C4/M2, para cada grupo, verificou-se que somente ocorreu diferen&ccedil;a estatisticamente significante para o GA (p-valor=0,047), entre as modalidades C3/M2 e C4/M2. Comparando-se os valores de amplitude Na-Pa, para cada modalidade estudada (C3/M1, C3/M2, C4/M1, C4/M2), entre os grupos GC e GA e GC e GSA, n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significantes (<a href="/img/revistas/rboto/v75n1/a21tab04.jpg">Tabela 4</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Parte III - Caracteriza&ccedil;&atilde;o dos resultados do Potencial Cognitivo (P300) nos grupos controle, autismo e s&iacute;ndrome de Asperger.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na <a href="/img/revistas/rboto/v75n1/a21tab05.jpg">Tabela 5</a> encontram-se os resultados obtidos relacionados &agrave; an&aacute;lise dos dados qualitativos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Comparando-se os resultados dos grupos GC e GA bem como GC e GSA, as diferen&ccedil;as encontradas n&atilde;o foram consideradas estatisticamente significantes (p-valor=0,127, respectivamente).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na <a href="/img/revistas/rboto/v75n1/a21tab06.jpg">Tabela 6</a>, encontra-se a distribui&ccedil;&atilde;o dos tipos de altera&ccedil;&otilde;es encontradas no P300 para os grupos estudados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na compara&ccedil;&atilde;o entre os tipos de altera&ccedil;&otilde;es dentro de um mesmo grupo, verificou-se diferen&ccedil;a estatisticamente significante entre as altera&ccedil;&otilde;es aus&ecirc;ncia de resposta e atraso de lat&ecirc;ncia (p-valor=0,014), bem como Ambas e atraso de lat&ecirc;ncia (p-valor=0,014) no grupo GC, e entre Ambas e atraso de lat&ecirc;ncia no grupo GSA (p-valor=0,028). Tais diferen&ccedil;as n&atilde;o foram observadas no grupo GA. N&atilde;o foi observada diferen&ccedil;a estatisticamente significante quando comparados os grupos GC e GA e GC e GSA para cada tipo de altera&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na compara&ccedil;&atilde;o dos valores de lat&ecirc;ncia da onda P300 entre as orelhas direita e esquerda, n&atilde;o houve diferen&ccedil;a estatisticamente significante nos grupos estudados. Comparando-se os valores de lat&ecirc;ncia da onda P300 entre os grupos GC e GA e GC e GSA, verificou-se diferen&ccedil;a estatisticamente significante entre os grupos GC e GSA.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No presente estudo, n&atilde;o foram encontradas altera&ccedil;&otilde;es nos resultados qualitativos das avalia&ccedil;&otilde;es audiol&oacute;gicas dos grupos GC, GA e GSA, corroborando os achados de Rosenblum et al.<sup>9</sup> Por outro lado, Taylor et al.<sup>10</sup> observaram, por meio do PEATE, uma alta incid&ecirc;ncia de perda auditiva na popula&ccedil;&atilde;o autista (30% apresentaram perda auditiva de grau moderado e 10% apresentaram perda auditiva de grau severo a profundo). Os resultados observados na presente pesquisa tamb&eacute;m n&atilde;o concordaram com os obtidos por Rosenhall et al.<sup>11</sup>. Segundo os autores, 7,9% das crian&ccedil;as apresentaram perda auditiva de grau leve a moderado, 1,6% apresentaram perda auditiva unilateral e 3,5% apresentaram perda auditiva profunda ou surdez, representando uma preval&ecirc;ncia consideravelmente acima da encontrada na popula&ccedil;&atilde;o geral. Os autores ressaltaram a import&acirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o audiol&oacute;gica em indiv&iacute;duos autistas, visto que os indiv&iacute;duos com perda profunda devem ser encaminhados para reabilita&ccedil;&atilde;o aural e os indiv&iacute;duos com perda auditiva de grau leve a moderado devem ser acompanhados em fun&ccedil;&atilde;o do risco de deteriora&ccedil;&atilde;o auditiva.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na an&aacute;lise dos resultados qualitativos do PEATE, verificou-se que os grupos GA e GSA apresentaram resultados alterados, enquanto que o grupo GC apresentou apenas resultados normais. Al&eacute;m disso, observou-se diferen&ccedil;a estatisticamente significante quando comparados os grupos GC e GA e GC e GSA.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na presente pesquisa, 50% dos indiv&iacute;duos autistas e 30% dos indiv&iacute;duos com s&iacute;ndrome de Asperger avaliados apresentaram altera&ccedil;&atilde;o neste potencial, achados semelhantes aos obtidos por outros estudos<sup>12,13</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o aos tipos de altera&ccedil;&otilde;es encontradas, tem-se que o &uacute;nico tipo de altera&ccedil;&atilde;o observada para os grupos GA e GSA foi a do tipo Tronco Encef&aacute;lico Baixo (TEB), havendo diferen&ccedil;a estatisticamente significante entre a altera&ccedil;&atilde;o do tipo TEB e as demais altera&ccedil;&otilde;es (Tronco Encef&aacute;lico Alto e Ambas).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A compara&ccedil;&atilde;o das m&eacute;dias dos valores de lat&ecirc;ncias absolutas e interpicos entre os grupos GC e GA e GC e GSA indicou a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as m&eacute;dias estatisticamente significantes para os valores de lat&ecirc;ncias absolutas das ondas I e III e interpico III-V, bem como uma tend&ecirc;ncia a diferen&ccedil;a estatisticamente significante para o interpico I-III, quando comparados os grupos GC e GA. Desta forma, estes resultados indicaram que os indiv&iacute;duos autistas apresentaram atraso na condu&ccedil;&atilde;o do impulso nervoso, principalmente nas regi&otilde;es do tronco encef&aacute;lico baixo. Tais resultados concordam parcialmente com os resultados de Rosenblum et al.<sup>9</sup>, que descreveram aumento nos tempos de lat&ecirc;ncia das ondas III e IV em indiv&iacute;duos autistas, bem como com os apresentados por Taylor et al.<sup>10</sup>, que encontraram um aumento nos interpicos I-III e I-V em indiv&iacute;duos autistas. Estudos<sup>12,14</sup> verificaram, respectivamente, aumento do valor m&eacute;dio da lat&ecirc;ncia da onda V e aumento no interpico I-III, no grupo de indiv&iacute;duos autistas, quando comparado ao grupo controle. Ressalta-se, desta forma, uma grande preval&ecirc;ncia de estudos que apontam para uma disfun&ccedil;&atilde;o em tronco encef&aacute;lico de indiv&iacute;duos com autismo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados da presente pesquisa n&atilde;o corroboraram aqueles encontrados por Coutinho et al.<sup>15</sup>, cujo resultado indicou valores de lat&ecirc;ncias absolutas das ondas I, III e V e interpicos I-III, III-V e I-V normais em dois indiv&iacute;duos autistas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para o grupo GSA, observou-se diferen&ccedil;a estatisticamente significante para os valores de lat&ecirc;ncia das ondas III e V, quando comparado ao GC, concordando com os resultados apresentados por Gillberg et al.<sup>13</sup>. &Eacute; escasso o n&uacute;mero de estudos que objetivam investigar os resultados obtidos em potenciais evocados auditivos em indiv&iacute;duos com s&iacute;ndrome de Asperger. Embora tal s&iacute;ndrome seja considerada por muitos autores um quadro que comp&otilde;e o espectro aut&iacute;stico, segundo a CID-101, ela se diferencia do autismo essencialmente pelo fato de que n&atilde;o se acompanha de um retardo ou de uma defici&ecirc;ncia de linguagem ou do desenvolvimento cognitivo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o ao PEAML, &eacute; importante ressaltar a grande quantidade de resultados alterados observados no GC, n&atilde;o havendo diferen&ccedil;a estatisticamente significante entre os resultados normal e alterado para este grupo. Segundo autores<sup>16,17</sup>, o PEAML &eacute; um instrumento &uacute;til na avalia&ccedil;&atilde;o dos dist&uacute;rbios do processamento auditivo (PA). Considerando que, para o presente estudo, n&atilde;o foi realizada a avalia&ccedil;&atilde;o comportamental do processamento auditivo, pode-se hipotetizar que os indiv&iacute;duos do GC poderiam apresentar altera&ccedil;&otilde;es do PA, as quais justificariam as altera&ccedil;&otilde;es encontradas no PEAML.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Verificou-se uma tend&ecirc;ncia &agrave; signific&acirc;ncia quando comparados os resultados normal e alterado no grupo GA. Quando comparados os grupos GC e GA (p-valor=0,196), e GC e GSA (p-valor=0,439), n&atilde;o foi observada diferen&ccedil;a estatisticamente significante. Sabe-se que indiv&iacute;duos autistas apresentam como caracter&iacute;sticas comportamentais dist&uacute;rbios de fala, linguagem, dist&uacute;rbios de percep&ccedil;&atilde;o, de desenvolvimento e de relacionamento social18, podendo estes dist&uacute;rbios estar relacionados com altera&ccedil;&otilde;es do processamento auditivo. Assim sendo, as altera&ccedil;&otilde;es encontradas no PEAML podem ser reflexo das dificuldades no processamento da informa&ccedil;&atilde;o auditiva em regi&otilde;es corticais e subcorticais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No grupo GA, a altera&ccedil;&atilde;o mais encontrada foi a do tipo Efeito Orelha (100%). Quando comparados os grupos GC e GA, observou-se diferen&ccedil;a estatisticamente significante para a altera&ccedil;&atilde;o do tipo Efeito Orelha (p-valor=0,002). Na an&aacute;lise dos dados quantitativos do PEAML, comparando-se as m&eacute;dias da amplitude entre os grupos GC e GA e GC e GSA, n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significantes. Em estudo realizado19, n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as significantes entre os grupos autista e controle, para os valores de lat&ecirc;ncia e amplitude do componente Pa (amplitude Pa-Nb), no entanto, foram encontradas anormalidades nos componentes P1 (amplitude P1-Nb) em indiv&iacute;duos autistas, sugerindo que o sistema ascendente de ativa&ccedil;&atilde;o reticular e/ou seu alvo tal&acirc;mico p&oacute;s-sin&aacute;ptico podem apresentar disfun&ccedil;&atilde;o nesta popula&ccedil;&atilde;o. A altera&ccedil;&atilde;o do tipo Ambas foi a mais encontrada no GSA (75%). Na literatura especializada, n&atilde;o foram encontradas pesquisas que tenham estudado o PEAML nesta popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o ao P300, todos os grupos avaliados apresentaram resultados alterados, sendo que apenas para o GC foi observada diferen&ccedil;a estatisticamente significante entre os resultados normal e alterado, com uma ocorr&ecirc;ncia maior de resultados normais (85%). Em ambos os grupos, GA e GSA, verificou-se uma ocorr&ecirc;ncia de 40% de resultados alterados. Na compara&ccedil;&atilde;o entre GC e GA e GC e GSA n&atilde;o foram verificadas diferen&ccedil;as estatisticamente significantes. Pesquisadores<sup>20</sup> reportaram a presen&ccedil;a de altera&ccedil;&otilde;es no P300 de sujeitos autistas, quando comparadas &agrave;s respostas de sujeitos controles. Segundo tais pesquisadores, tais resultados s&atilde;o consistentes com a id&eacute;ia de que existem altera&ccedil;&otilde;es auditivas no autismo que podem, em alguns casos, envolver baixos n&iacute;veis de transmiss&atilde;o neural que podem se manifestar como anormalidades envolvendo aspectos altos do processamento, relacionadas ao registro e armazenamento da informa&ccedil;&atilde;o auditiva. Al&eacute;m disso, sugerem que as altera&ccedil;&otilde;es severas de linguagem na inf&acirc;ncia podem ser secund&aacute;rias a d&eacute;ficits b&aacute;sicos no alto processamento auditivo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Critchley et al.<sup>21</sup> constataram, por meio de resson&acirc;ncia magn&eacute;tica funcional, que indiv&iacute;duos autistas e com s&iacute;ndrome de Asperger apresentaram atividades significantemente diferentes na regi&atilde;o cerebelar, mesol&iacute;mbica e c&oacute;rtex temporal, concluindo que tais diferen&ccedil;as parecem estar relacionadas ao desenvolvimento neural. Considerando tais diferen&ccedil;as biol&oacute;gicas e a participa&ccedil;&atilde;o do c&oacute;rtex temporal no processamento da informa&ccedil;&atilde;o auditiva, pode-se inferir sobre uma poss&iacute;vel correla&ccedil;&atilde;o entre as atividades anormais cerebrais apresentadas por estes indiv&iacute;duos e a ocorr&ecirc;ncia de resultados alterados no P300.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Gage et al.<sup>22</sup> obtiveram evid&ecirc;ncias emp&iacute;ricas de que a matura&ccedil;&atilde;o do sistema cortical auditivo em crian&ccedil;as autistas pode seguir uma via diferencial quando comparada a crian&ccedil;as normais, particularmente no hemisf&eacute;rio direito e conclu&iacute;ram que tais resultados sugerem que as altera&ccedil;&otilde;es de linguagem, bem como a sensitividade at&iacute;pica ao som apresentada por indiv&iacute;duos autistas, pode estar relacionada a anormalidades no processamento cortical auditivo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Jansson-Verkasalo et al.<sup>23</sup>, em estudo com potenciais evocados auditivos, indicaram que crian&ccedil;as com s&iacute;ndrome de Asperger apresentaram altera&ccedil;&otilde;es na codifica&ccedil;&atilde;o da caracter&iacute;stica transiente do som, assim como na discrimina&ccedil;&atilde;o sonora e conclu&iacute;ram que o processamento auditivo sensorial &eacute; deficiente nestas crian&ccedil;as e que tais d&eacute;ficits podem estar relacionados aos problemas perceptuais apresentados por crian&ccedil;as com esta s&iacute;ndrome.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As altera&ccedil;&otilde;es do tipo atraso de lat&ecirc;ncia da onda P300 foram as mais freq&uuml;entes nos grupos GSA (75%) e correspondeu a 50% das altera&ccedil;&otilde;es apresentadas por indiv&iacute;duos autistas. Tais achados demonstraram que estes indiv&iacute;duos apresentaram altera&ccedil;&otilde;es que refletem suas dificuldades atencionais e por vezes cognitivas, visto que o atraso na lat&ecirc;ncia da onda P300 indica a exist&ecirc;ncia de um poss&iacute;vel d&eacute;ficit no processamento cognitivo<sup>24</sup>. Autores<sup>5</sup> ressaltaram a import&acirc;ncia do P300 para o estudo das fun&ccedil;&otilde;es cognitivas e atencionais, j&aacute; que os processos de discrimina&ccedil;&atilde;o auditiva, mem&oacute;ria, perspectiva sem&acirc;ntica e aten&ccedil;&atilde;o encontram-se diretamente relacionados &agrave; gera&ccedil;&atilde;o deste potencial.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando comparados os valores de lat&ecirc;ncia da onda P300 dos grupos GC e GA, n&atilde;o houve diferen&ccedil;a estatisticamente significante. Este achado corroborou aqueles apresentados por Niwa et al.<sup>25</sup>, Erwin et al.<sup>26</sup> e Ferri et al.<sup>27</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Comparando-se os valores de lat&ecirc;ncia da onda P300 dos grupos GC e GSA, verificou-se a presen&ccedil;a de diferen&ccedil;a estatisticamente significante. Assim sendo, tem-se que o presente estudo mostrou resultados discrepantes, quando comparadas as an&aacute;lises dos dados qualitativos e quantitativos. Esta discrep&acirc;ncia est&aacute; provavelmente relacionada ao m&eacute;todo utilizado para a realiza&ccedil;&atilde;o das diferentes an&aacute;lises. Tendo-se em vista a grande abrang&ecirc;ncia da faixa de valores em que a lat&ecirc;ncia da onda P300 &eacute; considerada normal, quando se calcula o valor m&eacute;dio da lat&ecirc;ncia da onda para cada grupo, uma somat&oacute;ria de valores bastante diversificada &eacute; considerada, visto que valores num&eacute;ricos muito diferentes podem receber a mesma classifica&ccedil;&atilde;o, como, por exemplo, normais. Sendo assim, a m&eacute;dia entre os grupos mostrou diferen&ccedil;a significante pois, provavelmente, muitos indiv&iacute;duos apresentaram valores de lat&ecirc;ncia lim&iacute;trofes. J&aacute; para a an&aacute;lise dos dados qualitativos, as vari&aacute;veis eram apenas duas (normal e alterado).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Kujala et al.<sup>28</sup>, ao realizar potenciais evocados auditivos de longa lat&ecirc;ncia com paradigmas semelhantes ao P300 em indiv&iacute;duos com s&iacute;ndrome de Asperger, verificaram grande ocorr&ecirc;ncia de resultados alterados, sendo as altera&ccedil;&otilde;es mais comuns a diminui&ccedil;&atilde;o da amplitude e o aumento da lat&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; importante ressaltar que, embora para algumas compara&ccedil;&otilde;es realizadas no presente estudo n&atilde;o tenham sido observadas diferen&ccedil;as estatisticamente significantes entre os grupos controle e estudo (autismo ou s&iacute;ndrome de Asperger), grande parte da literatura especializada consultada apontou para a exist&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es no sistema nervoso auditivo central, principalmente em n&iacute;veis subcorticais e corticais, nas popula&ccedil;&otilde;es estudadas. Al&eacute;m disso, se faz necess&aacute;ria a realiza&ccedil;&atilde;o de mais estudos a fim de se investigar a fun&ccedil;&atilde;o auditiva central destes indiv&iacute;duos, principalmente no que tange a s&iacute;ndrome de Asperger, que apresenta literatura bastante restrita em rela&ccedil;&atilde;o aos potenciais evocados auditivos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A utiliza&ccedil;&atilde;o e a associa&ccedil;&atilde;o de diferentes m&eacute;todos de avalia&ccedil;&atilde;o, sejam eles objetivos e subjetivos, s&atilde;o importantes para a identifica&ccedil;&atilde;o e de altera&ccedil;&otilde;es do sistema auditivo perif&eacute;rico e central e caracteriza&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o auditiva em popula&ccedil;&otilde;es especiais, principalmente quando se considera a exist&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es de linguagem, visto que altera&ccedil;&otilde;es auditivas podem comprometer a aquisi&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de linguagem, bem como todo o processo de reabilita&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Frente aos resultados pode-se concluir que indiv&iacute;duos com autismo e s&iacute;ndrome de Asperger: n&atilde;o apresentaram altera&ccedil;&otilde;es nas avalia&ccedil;&otilde;es audiol&oacute;gicas, sugerindo integridade da via auditiva perif&eacute;rica e limiares de audibilidade normais; apresentaram altera&ccedil;&otilde;es no PEATE, sugerindo comprometimento da via auditiva em tronco encef&aacute;lico baixo, relacionadas principalmente a altera&ccedil;&otilde;es da sincronia na gera&ccedil;&atilde;o e transmiss&atilde;o dos impulsos neuroel&eacute;tricos ao longo da via auditiva em tronco encef&aacute;lico; apresentaram grande ocorr&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es no PEAML, embora n&atilde;o tenha sido verificada diferen&ccedil;a estatisticamente significante quando comparados ao grupo controle, visto que tal grupo tamb&eacute;m apresentou uma grande ocorr&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es neste potencial; apresentaram grande ocorr&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es no P300, embora n&atilde;o tenha sido verificada diferen&ccedil;a estatisticamente significante quando comparados ao grupo controle na an&aacute;lise dos dados qualitativos, sugerindo comprometimento da via auditiva em regi&otilde;es corticais e d&eacute;ficit do processamento auditivo da informa&ccedil;&atilde;o auditiva.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1.	Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial De Sa&uacute;de (OMS). Classifica&ccedil;&atilde;o de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID - 10. Descri&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas e de diretrizes  diagn&oacute;sticas.  Tradu&ccedil;&atilde;o Dorgival  Caetano.  Porto  Alegre: Artes M&eacute;dicas;1993. p. 246-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320632&pid=S0034-7299200900010002100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2.	Picton  TW, Hillyard  SA, Kraus HI, Galambos  R. Human  auditory evoked potentials. Electroencephalogr Clin Neurophysiol. 1974;36:179-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320634&pid=S0034-7299200900010002100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3.	Kraus N, Kileny P, McGee T. Potenciais Auditivos Evocados de M&eacute;dia Lat&ecirc;ncia (MLR). In: Katz J, org. Tratado de Audiologia Cl&iacute;nica. 4a ed. S&atilde;o Paulo: Manole; 1999. p. 384-402.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320636&pid=S0034-7299200900010002100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4.	Matas CG, Frazza MM, Munhoz MLL. Aplica&ccedil;&atilde;o do potencial evocado auditivo de tronco encef&aacute;lico em audiologia pedi&aacute;trica. In: Basseto, MCA, Brock R, Wajnsztejn R. Neonatologia: um convite &agrave; atua&ccedil;&atilde;o fonoaudiol&oacute;gica. S&atilde;o Paulo: Lovise; 1998. p.301-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320638&pid=S0034-7299200900010002100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5.	Kraus N, McGee T. Potenciais Auditivos Evocados de Longa Lat&ecirc;ncia. In: Katz J, org. Tratado de Audiologia Cl&iacute;nica. 4a ed. S&atilde;o Paulo: Manole; 1999. p.403-420.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320640&pid=S0034-7299200900010002100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6.	Junqueira CAO, Frizzo ACF. Potenciais evocados auditivos e curta, m&eacute;dia e longa lat&ecirc;ncia. In: Aquino AMCM, org. Processamento auditivo - Eletrofisiologia e Psicoac&uacute;stica. S&atilde;o Paulo: Lovise; 2002. p. 63-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320642&pid=S0034-7299200900010002100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7.	Hall III JW. Handbook of auditory evoked responses. Boston: Allyn and Bacon, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320644&pid=S0034-7299200900010002100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8.	Kimura D. Some effects of temporal-lobe damage on auditory perception. Can J Psychol. 1961;15:156-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320646&pid=S0034-7299200900010002100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9.	Rosenblum SM, Arick JR, Krug DA, Stubbs EG, Young NB, Pelson RO. Auditory brainstem evoked responses in autistic children. J. Autism Dev Disord. 1980;10(2):215-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320648&pid=S0034-7299200900010002100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10.	Taylor MJ, Rosenblatt B, Linschoten L. Auditory brainstem responses abnormalities  in  autistic  children. Can  J Neurol  Sci. 1982;   9(4):429-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320650&pid=S0034-7299200900010002100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11.	Rosenhall U, Nordin V, Sandstrom M, Ahlsen G, Gillberg C. Autism and hearing loss. J Autism Dev Disord. 1999;29(5):349-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320652&pid=S0034-7299200900010002100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12.	Gillberg C, Rosenhall U, Johansson E. Auditory brainstem responses in childhood psychosis. J Autism Dev Disord. 1983;13(2):181-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320654&pid=S0034-7299200900010002100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13.	Gillberg C, Steffenburg S, Jakobsson G. Neurobiological findings in 20  relatively gifted  children with Kanner-type  autism or Asperger syndrome. Dev Med Child Neurol. 1987;29(5):641-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320656&pid=S0034-7299200900010002100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14.	Maziade M, M&eacute;rette C, Cayer M, Roy MA, Szatmari P, C&ocirc;t&eacute; R et al. Prolongation of Brainstem Auditory-Evoked Responses  in Autistic Probands  and  Their  unaffected  Relatives.  Arch Gen  Psychiatry. 2000;57(11):1077-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320658&pid=S0034-7299200900010002100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15.	Coutinho MB, Rocha V,  Santos MC. Auditory brainstem  response in two children with autism. Int J Pediatr Otorhinolaringol. 2002;66: 81-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320660&pid=S0034-7299200900010002100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16.	&Ouml;zdamar &Ouml;, Kraus N. Auditory middle-latency responses in humans. Audiology. 1983;22:34-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320662&pid=S0034-7299200900010002100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17.	Schochat E. Potenciais Evocados Auditivos. In: Carvallo RMM. Fonoaudiologia Informa&ccedil;&atilde;o para Forma&ccedil;&atilde;o: Procedimentos em audiologia.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2003. p. 57-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320664&pid=S0034-7299200900010002100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18.	Ritvo ER. Autism diagnosis, current research and management. New York: Spectrum Publications Inc; 1976.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320666&pid=S0034-7299200900010002100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19.	Buchwald JS, Erwin R, Van Lancker D, Guthrie D, Schwafel J, Tanguay  P. Midlatency  auditory  evoked  responses:  P1  abnormalities in  adult  autistic  subjects.  Electroencephalogr  Clin Neurophysiol. 1992;84(2):164-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320668&pid=S0034-7299200900010002100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20.	Novick B, Vaughan Jr HG, Kurtzberg D, Simson R. An electrophysiologic indication of auditory processing defects in autism. Psychiatry Research. 1980;3(1):107-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320670&pid=S0034-7299200900010002100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21.	Critchley HD, Daly EM, Bullmore ET, Williams SCR, Van Amelsvoort T, Robertson DM et al. The functional neuroanatomy of social behavior Changes in cerebral blood flow when people with autistic disorder process facial expressions. Brain. 2000;123:2203-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320672&pid=S0034-7299200900010002100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22.	Gage NM, Siegel B, Roberts TPL. Cortical auditory system maturational abnormalities in children with autism disorder: an MEG investigation. Dev Brain Res. 2003;144:201-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320674&pid=S0034-7299200900010002100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23.	Jansson-Verkasalo E, Ceponiene R, Kielinen M, Suominen K, Jantti V, Linna SL et al. Deficient auditory processing in children with Asperger Syndrome, as indexed by event-related potentials. Neurosci Lett. 2003;338(3):197-200.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320676&pid=S0034-7299200900010002100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24.	Picton TW. The P300 wave of the human event-related potential. J Clin Neurophysiol. 1992;9(4):456-79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320678&pid=S0034-7299200900010002100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25.	Niwa, S, Ohta M, Yamazaki K. P300 and stimulus evaluation process in autistic subjects. J. Autism Dev Disord. 1983;13(1):33-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320680&pid=S0034-7299200900010002100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26.	Erwin R, Van Lancker D, Guthrie D, Schwafel J, Tanguay P, Buchwald JS. P3 responses to prosodic stimuli in adult autistic subjects. Electroenceph Clin Neurophysiol. 1991;80:561-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320682&pid=S0034-7299200900010002100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27.	Ferri R, Elia M, Agarwal N,  Lanuzza B, Musumeci  SA, Pennisi G. The mismatch negativity and  the P3a components of  the auditory event-related  potentials  in  autistic  low-functioning  subjects.  Clin Neurophysiol. 2003;114:1671-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320684&pid=S0034-7299200900010002100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28.	Kujala T, Lepisto T, Nieminem-von Wendt T, Naatanen P, Naatanen R. Neurophysiological evidence for cortical discrimination impairment of prosody in Asperger syndrome. Neurosci Lett. 2005;383(3):260-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6320686&pid=S0034-7299200900010002100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="corr1"></a><a href="#corr2"><img src="/img/revistas/rboto/v75n1/seta.gif" border="0"></a> <b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>  Carla Gentile Matas    <br> Rua Cipot&acirc;nea, 51 - Cidade Universit&aacute;ria    <br>  Butant&atilde; - S&atilde;o Paulo/SP - 05360-160</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este artigo foi submetido no SGP (Sistema de Gest&atilde;o de Publica&ccedil;&otilde;es) da RBORL em 24 de setembro de 2007. cod. 4816    <br> Artigo aceito em 29 de novembro de 2007</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo a Pesquisa do Estado de S&atilde;o Paulo - FAPESP, processo nº 03/06159-0.</font></p>      ]]></body><back>
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