<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0034-7329</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Brasileira de Política Internacional]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. bras. polít. int.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0034-7329</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Brasileiro de Relações Internacionais]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0034-73292012000100001</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0034-73292012000100001</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O Barão do Rio Branco e a inserção internacional do Brasil]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lessa]]></surname>
<given-names><![CDATA[Antônio Carlos]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade de Brasília (UnB) Instituto de Relações Internacionais ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Revista Brasileira de Política Internacional (RBPI)  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<volume>55</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>5</fpage>
<lpage>8</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0034-73292012000100001&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0034-73292012000100001&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0034-73292012000100001&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana">O Bar&atilde;o do   Rio Branco  e a inser&ccedil;&atilde;o internacional do Brasil</font></b><font size="2" face="Verdana"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Ant&ocirc;nio Carlos Lessa</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Professor do Instituto de Rela&ccedil;&otilde;es   Internacionais da Universidade de Bras&iacute;lia (UnB), pesquisador do    Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq) e editor   da <i>Revista Brasileira de     Pol&iacute;tica Internacional </i>(RBPI) (<a href="mailto:alessa@unb.br">alessa@unb.br</a>)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 2012 &eacute; lembrado o centen&aacute;rio da morte de Jos&eacute; Maria   da Silva Paranhos J&uacute;nior, o Bar&atilde;o do Rio Branco, que por uma d&eacute;cada dirigiu o   Itamaraty, imprimindo-lhe rumo que marcou a pol&iacute;tica externa do Brasil pelo   meio s&eacute;culo que se seguiu. As just&iacute;ssimas homenagens de 2012 procuram p&ocirc;r em   relevo a grande obra diplom&aacute;tica de Rio Branco, e o situam como um dos grandes   perfis da hist&oacute;ria brasileira. De fato, os seus muitos feitos &#150; dentre os quais   o papel decisivo que desempenhou na conclus&atilde;o da negocia&ccedil;&atilde;o de todos os dossi&ecirc;s   de limites &#150; marcaram definitivamente a trajet&oacute;ria internacional do Brasil ao   longo do s&eacute;culo 20,  e o eternizaram como o patrono da diplomacia brasileira.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">H&aacute; grande e excelente literatura sobre Paranhos e   sobre a pol&iacute;tica externa que lhe coube formular e implementar, que real&ccedil;a tr&ecirc;s   grandes temas, de certo modo, imposs&iacute;veis de serem separados em qualquer tentativa   de explica&ccedil;&atilde;o sobre o Bar&atilde;o e sobre a import&acirc;ncia que assumiu para a hist&oacute;ria   das rela&ccedil;&otilde;es internacionais do Brasil. A<i> Revista Brasileira de Pol&iacute;tica Internacional</i>, inclusive, tem sido um ve&iacute;culo privilegiado desse debate.<a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title=""><sup>1</sup></a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O primeiro grande tema &eacute; o homem. Dono de   personalidade controversa, Paranhos era filho de um dos mais importantes   l&iacute;deres do Imp&eacute;rio, o Visconde do Rio Branco, com quem inclusive trabalhou,   secretariando em importante miss&atilde;o ao Prata. Muitos historiadores justamente   chamam a aten&ccedil;&atilde;o para o quanto a influ&ecirc;ncia do pai foi decisiva na forma&ccedil;&atilde;o da   vis&atilde;o de mundo do jovem Paranhos, firmando-lhe as no&ccedil;&otilde;es fundamentais de poder,   prest&iacute;gio e realismo pol&iacute;tico que depois instru&iacute;ram a sua gest&atilde;o &agrave; frente da   diplomacia brasileira. De certo modo, Paranhos assistiu, na antessala de sua   casa, tendo seu pai como ator principal ou como articulador de fundo, a   formula&ccedil;&atilde;o e a implementa&ccedil;&atilde;o das bases da inser&ccedil;&atilde;o internacional do Brasil na   fase madura do Imp&eacute;rio. Na mesma vertente, Paranhos foi um homem inspirado por   grande curiosidade intelectual, demonstrada em interesses diversos &#150; mais   especialmente, pela dedica&ccedil;&atilde;o com afinco &agrave; hist&oacute;ria do Brasil. Do mesmo modo,   se dedicou com intensidade quando jovem aos prazeres mundanos, com uma   trajet&oacute;ria de vida que, pelos padr&otilde;es sociais da &eacute;poca, poderiam ser considerados verdadeiramente escandalosos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O segundo tema inspirador da larga historiografia   sobre Rio Branco &eacute; a carreira de diplomata. H&aacute; aqui vis&otilde;es excelentes sobre a   forma&ccedil;&atilde;o do servidor do Estado, que se depreende especialmente da sua   comunica&ccedil;&atilde;o epistolar, na qual se mostrou um observador atento das transforma&ccedil;&otilde;es   da pol&iacute;tica mundial do seu tempo. Da passagem discreta como c&ocirc;nsul do Brasil em   Liverpool, ao despontar como especialista bem-sucedido nas causas de limites, o   que realmente sobressai &eacute; o agigantamento diante da opini&atilde;o p&uacute;blica brasileira,   que o trouxe de volta ao Brasil como Ministro de Estado das Rela&ccedil;&otilde;es   Exteriores. A gest&atilde;o Rio Branco &agrave; frente do Itamaraty &eacute; de fato um divisor de   &aacute;guas, tanto do ponto de vista administrativo, no que toca &agrave; moderniza&ccedil;&atilde;o de   procedimentos da Secretaria de Estado, quanto pol&iacute;tico. A consolida&ccedil;&atilde;o dos   limites &#150; com a conclus&atilde;o das negocia&ccedil;&otilde;es com todos os vizinhos de ent&atilde;o &#150;, a   engenharia pol&iacute;tica para a Am&eacute;rica do Sul, a rivalidade com a Argentina e o   comando inspirado pela no&ccedil;&atilde;o fundamental de prest&iacute;gio, entre outros marcos,   comp&otilde;em um alentado comp&ecirc;ndio da hist&oacute;ria do Brasil, no qual Rio Branco   desponta como um tra&ccedil;o de uni&atilde;o, ligando as tradi&ccedil;&otilde;es da inser&ccedil;&atilde;o internacional do Imp&eacute;rio ao modus operandi titubeante da Rep&uacute;blica nascente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Curiosamente, o grande diplomata da fase inicial da   Rep&uacute;blica era um monarquista ardoroso, admirador incondicional da figura do   Imperador deposto, o que conforma, inclusive, o perfil do bom diplomata, que   serve ao Estado,    e n&atilde;o aos governos de plant&atilde;o e aos regimes que se alternam. Rio Branco, pois,   nessa dimens&atilde;o, emprestou lastro e estabilidade &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es exteriores do   Brasil republicano, sanando o d&eacute;ficit de poder que caracterizou o comando das   rela&ccedil;&otilde;es exteriores desde o advento do novo regime, emprestando-lhe um sentido   de oportunidade em leituras essencialmente pragm&aacute;ticas dos interesses do Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em temas como as rela&ccedil;&otilde;es com os Estados Unidos, por   exemplo, que constitui eixo central das an&aacute;lises sobre a pol&iacute;tica exterior da   Rep&uacute;blica nascente, Rio Branco sepultou as leituras rom&acirc;nticas que instru&iacute;ram   as rela&ccedil;&otilde;es com o grande vizinho do Norte, e as converteu na engrenagem central   da estrat&eacute;gia de inser&ccedil;&atilde;o internacional que o Brasil buscou desenvolver em seu   tempo, e pelas d&eacute;cadas seguintes. Concluiu-se sob a sua gest&atilde;o a migra&ccedil;&atilde;o do   Brasil para o sistema de poder dos Estados Unidos, com o arremate pragm&aacute;tico da transi&ccedil;&atilde;o que come&ccedil;a a se observar logo nos primeiros momentos da Rep&uacute;blica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A estrat&eacute;gia internacional pensada por Rio Branco,   entretanto, n&atilde;o tinha um componente modernizador. A sua a&ccedil;&atilde;o foi de molde a   conformar as grandes amizades internacionais do Brasil, especialmente a de   refor&ccedil;ar os v&iacute;nculos do setor agroexportador com os grandes mercados   consumidores de produtos prim&aacute;rios, essencialmente os do caf&eacute;. &Eacute; pol&iacute;tica que, portanto,   se comp&otilde;e com os comandos    e os interesses da pol&iacute;tica externa da Rep&uacute;blica nascente, &agrave; qual se agrega uma   certa no&ccedil;&atilde;o de prest&iacute;gio e de poder derivado do pr&oacute;prio alinhamento com os   Estados Unidos. Mas n&atilde;o se percebem, em seu c&aacute;lculo pol&iacute;tico, a&ccedil;&otilde;es que apontem   para uma concep&ccedil;&atilde;o muito diferente das possibilidades econ&ocirc;micas do Pa&iacute;s, ou de   um eventual potencial de moderniza&ccedil;&atilde;o tocado por industrializa&ccedil;&atilde;o, de que seria   o melhor exemplo o extraordin&aacute;rio ritmo de desenvolvimento que se observava justamente nos Estados Unidos j&aacute; h&aacute; algumas d&eacute;cadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O terceiro grande tema foi motivo de menor aten&ccedil;&atilde;o na   literatura, mas &eacute;, certamente, o de maior impacto para as rela&ccedil;&otilde;es exteriores   do Brasil ao longo de todo o s&eacute;culo 20: &eacute; o legado do Bar&atilde;o, que alguns analistas   sugerem constituir um modelo de inser&ccedil;&atilde;o internacional de formas incertas, mas   que se assenta em um grande pilar, o lugar central assumido pelas rela&ccedil;&otilde;es   brasileiro-norte-americanas. Sob essa    perspectiva, o Brasil estaria irremediavelmente inserido em um novo sistema   hegem&ocirc;nico, o que foi confirmado nas d&eacute;cadas que se seguiram, pelo menos at&eacute; o   advento de um comando universalista para a inser&ccedil;&atilde;o internacional do Pa&iacute;s, que   se configura na d&eacute;cada de 1960. Ao cabo, o problema fundamental, como legado pelo   Bar&atilde;o, &eacute; o da intensidade das rela&ccedil;&otilde;es com os Estados Unidos: a partir de   ent&atilde;o, o Brasil estaria inarredavelmente alinhado &agrave; vis&atilde;o de mundo da grande   pot&ecirc;ncia hemisf&eacute;rica, e a quest&atilde;o central, sob esse aspecto, seria a de   encontrar equil&iacute;brio entre o comando do alinhamento autom&aacute;tico e o do alinhamento pragm&aacute;tico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diz-se que Rio Branco morreu ainda investido como   ministro de Estado, mas demission&aacute;rio, bastante irritado com os desmandos da   Rep&uacute;blica. Delirou em seu leito de morte, imprecando contra o regime.   Poder-se-ia imaginar que, em seu del&iacute;rio, amaldi&ccedil;oou os seus sucessores: "os   brasileiros n&atilde;o compreender&atilde;o esse mecanismo, de sutil equil&iacute;brio, e o Brasil   para sempre oscilar&aacute; entre o alinhamento pragm&aacute;tico e o alinhamento   autom&aacute;tico". Se isso realmente passou pela mente delirante do chanceler   moribundo, n&atilde;o se sabe. O que &eacute; fato &eacute; que realmente os brasileiros tiveram   grande dificuldade de encontrar tal equil&iacute;brio, que se imp&ocirc;s somente com o   envelhecimento do modelo de inser&ccedil;&atilde;o internacional americanista, e com a   necessidade de realizar interesses mais complexos, que n&atilde;o cabiam nas margens   estreitas daquele modo de se conceber a pol&iacute;tica externa e os v&iacute;nculos preferenciais do Brasil com os Estados Unidos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Rio Branco, a sua gest&atilde;o e o seu legado ainda podem   ser objeto de grandes interpreta&ccedil;&otilde;es, interpreta&ccedil;&otilde;es originais, calcadas em   pesquisa hist&oacute;rica de ponta, moderna, metodologicamente amparada pelas   inova&ccedil;&otilde;es que se tem observado na disciplina ao longo dos &uacute;ltimos anos. Do   mesmo modo que &eacute; responsabilidade dos programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o incentivar a   pesquisa de alto n&iacute;vel sobre a inser&ccedil;&atilde;o internacional do Brasil, &eacute; miss&atilde;o dos   grandes ve&iacute;culos cient&iacute;ficos acolher e publicar os seus melhores e mais   impactantes resultados. &Eacute; o que temos feito na <i>Revista Brasileira de Pol&iacute;tica Internacional</i> desde as suas origens. Estamos certos de que o equil&iacute;brio entre diferentes   abordagens metodol&oacute;gicas, tradi&ccedil;&otilde;es epistemol&oacute;gicas    e disciplinas comp&otilde;e o grande diferencial da nossa Revista, que gostamos de   real&ccedil;ar e de valorizar. Cremos que a nossa Revista &eacute; vetor fundamentalmente   importante do debate historiogr&aacute;fico sobre pol&iacute;tica exterior do Brasil em   geral, como se v&ecirc;, por exemplo, nos trabalhos que temos publicados sobre o Bar&atilde;o e a sua grande obra diplom&aacute;tica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="">1</a>  Ver, por exemplo: ALMEIDA, Paulo R. de. O legado do   Bara&#771;o: Rio Branco e a moderna diplomacia brasileira. <i>Rev. bras. pol&iacute;t. int.</i>,   v. 39, n&#176; 2, 1996, p. 125&#150;135; BATH, S&eacute;rgio. O sesquicentena&#769;rio do   nascimento do Bara&#771;o do Rio Branco. <i>Rev.     bras. pol&iacute;t. int.</i>, v. 37, n&#176; 2, 1994, p. 117&#150;119; BUENO, Clodoaldo.   A competi&ccedil;&atilde;o alem&atilde; no Brasil no in&iacute;cio do S&eacute;culo XX: o incidente da Panther. <i>Rev. bras. pol&iacute;t. int.</i>,   v. 38, n&#176; 1, 1995, p. 64&#150;74; CONDURU, G. F. O subsistema americano, Rio Branco   e o ABC. <i>Rev. bras. pol&iacute;t.     int.</i>, v. 41, n&#176; 2, 1998,    p. 59&#150;82; DORATIOTO, F. F. M. A pol&iacute;tica platina do Bar&atilde;o do Rio Branco. <i>Rev. bras. pol&iacute;t. int.</i>,   v. 43, 2000,    p. 130&#150;149; PEIXOTO, Renato Amado. "Depois aconte&ccedil;a o que acontecer": por uma   rediscuss&atilde;o do Caso Panther    e da pol&iacute;tica externa de Rio Branco. <i>Rev.     bras. pol&iacute;t. int.</i>, v. 54, n&#176; 1. 2011,p. 44&#150;66; PEREIRA, P. J. DOS R.   A Pol&iacute;tica Externa da Primeira Rep&uacute;blica e os Estados Unidos: a atua&ccedil;&atilde;o de   Joaquim Nabuco em Washigton (1905&#150;1910). <i>Rev.     bras. pol&iacute;t. int.</i>, v. 48, n&#176; 2, 2005, p. 111&#150;128; VILALVA, Mario. O   Bar&atilde;o do Rio Branco: seu tempo, sua obra e seu legado. <i>Rev. bras. pol&iacute;t. int.</i>, v. 38, n&#176; 1, 1995, p. 117&#150;124.</font></p>      ]]></body>
</article>
