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<journal-title><![CDATA[Revista Brasileira de Política Internacional]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Do realismo à emancipação: o papel dos fatores econômicos nos estudos de segurança]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this paper is to demonstrate that economic factors were subordinated to the realist rationale in the subfield of security studies in almost the entire period of its existence. After the end of the Cold War, the realist shielding that hindered the treatment of economic factors per se in traditional approaches was breached by approaches that considered the individual, and not the State, as the subject of security.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana">Do realismo &agrave; emancipa&ccedil;&atilde;o: o papel dos  fatores econ&ocirc;micos nos estudos de seguran&ccedil;a</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">From realism to emancipation:  the role of economic factors in security studies</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Fabiano Mielniczuk</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Doutor em Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais pelo Instituto de Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais da Pontif&iacute;cia Universidade    Cat&oacute;lica do Rio de Janeiro (IRI/PUC-Rio), mestre em Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais pelo mesmo Instituto e graduado    em Ci&ecirc;ncias Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). &Eacute; Professor Assistente I de  Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais do IRI/PUC-Rio (<a href="mailto:fpmiel@gmail.com">fpmiel@gmail.com</a>)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O artigo pretende demonstrar que os fatores   econ&ocirc;micos desempenharam um papel subordinado ao rationale   realista na sub&aacute;rea dos estudos de seguran&ccedil;a durante a maior parte de sua   hist&oacute;ria. Ap&oacute;s o fim da Guerra Fria, a blindagem realista que impedia que   fatores econ&ocirc;micos fossem tratados per se nas abordagens tradicionais foi   rompida por abordagens que colocaram os indiv&iacute;duos, e n&atilde;o mais os Estados, como   sujeitos de seguran&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> estudos de seguran&ccedil;a; fatores econ&ocirc;micos; realismo.</font></p> <hr size="1" noshade>    <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The aim of this paper is to   demonstrate that economic factors were subordinated to the realist rationale in   the subfield of security studies in almost the entire period of its existence. After   the end of the Cold War, the realist shielding that hindered the treatment of   economic factors per se in traditional approaches was breached by approaches   that considered the individual, and not the State, as the subject of security.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords:</b> security studies; economic factors; realism.</font></p> <hr size="1" noshade>    <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o: a analogia interna e os fatores econ&ocirc;micos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Para que o comportamento dos Estados seja motivado   apenas pela busca pela sobreviv&ecirc;ncia, segundo Bull (2007, 57), &eacute; necess&aacute;rio   lan&ccedil;ar m&atilde;o da analogia interna, ou seja, comparar os homens no estado de   natureza de Hobbes aos Estados no sistema internacional moderno. Todavia, o   autor apresenta tr&ecirc;s motivos para justificar o motivo pelo qual tal compara&ccedil;&atilde;o   &eacute; inapropriada. Em primeiro lugar, porque n&atilde;o h&aacute; semelhan&ccedil;a entre os dois   "contextos". Na situa&ccedil;&atilde;o hipot&eacute;tica de Hobbes, a)&nbsp;a preocupa&ccedil;&atilde;o com   seguran&ccedil;a impossibilita a exist&ecirc;ncia de atividades relacionadas &agrave; economia   interna e externa, bem como ao bem-estar da popula&ccedil;&atilde;o; b)&nbsp;n&atilde;o h&aacute; no&ccedil;&otilde;es de   certo ou errado, de justo ou injusto, ou o conceito de propriedade; e   c)&nbsp;os indiv&iacute;duos vivem em um estado de guerra potencial. Dessas tr&ecirc;s   caracter&iacute;sticas, apenas a &uacute;ltima se assemelha &agrave; preocupa&ccedil;&atilde;o dos Estados   modernos com sua defesa. A segunda debilidade refere-se aos elementos   necess&aacute;rios para manter a ordem interna. N&atilde;o s&atilde;o apenas a for&ccedil;a e o medo que   mant&ecirc;m os indiv&iacute;duos em ordem dentro do Estado; eles tamb&eacute;m se relacionam em   sociedade por "interesse m&uacute;tuo, o sentido de comunidade ou de vontade geral, o   h&aacute;bito ou a in&eacute;rcia"    (Bull 2007, 60). O autor lembra que essa flexibilidade pode ser aplicada aos   Estados no sistema internacional, como sugere a descri&ccedil;&atilde;o do estado de natureza   de    Locke. Em terceiro lugar, os pr&oacute;prios limites da analogia entre homens e   Estados devem ser ressaltados: devido &agrave;s diferen&ccedil;as nas suas constitui&ccedil;&otilde;es, &eacute;   poss&iacute;vel crer    que a anarquia entre esses &uacute;ltimos &eacute; toler&aacute;vel, ao passo que entre os primeiros   n&atilde;o. Os armamentos nucleares e a desigualdade entre os Estados no sistema internacional refor&ccedil;am a inadequa&ccedil;&atilde;o da analogia interna nessa dimens&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A an&aacute;lise proposta por Bull (2007) encontra-se   exatamente na se&ccedil;&atilde;o que replica o t&iacute;tulo de sua obra. Com ela, o autor pretende   refor&ccedil;ar seu argumento    a favor da exist&ecirc;ncia de uma sociedade internacional, baseada em normas e   valores comuns, a despeito da inexist&ecirc;ncia de uma autoridade superior aos seus   membros, ou seja, uma sociedade an&aacute;rquica. Por conta disso, as tr&ecirc;s cr&iacute;ticas refor&ccedil;am</font><font size="2" face="Verdana"> a coexist&ecirc;ncia de coopera&ccedil;&atilde;o e conflito no sistema internacional. Por&eacute;m, ao   passo que as duas primeiras indicam claramente uma sociedade anterior ao Estado    (&agrave; exce&ccedil;&atilde;o do estado de guerra citado na primeira cr&iacute;tica), a &uacute;ltima indica   como &eacute; poss&iacute;vel a manuten&ccedil;&atilde;o de uma sociedade <i>entre</i> os Estados. A for&ccedil;a do argumento da terceira cr&iacute;tica permite entender por que o   sistema de estados antecede a sociedade internacional,<a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title=""><sup>1</sup></a> da mesma   maneira que as op&ccedil;&otilde;es cosmopolitas s&atilde;o descartadas em sua abordagem. A   import&acirc;ncia da analogia reside, portanto, no fato de que situa Bull comodamente   entre Hobbes e Kant: Bull (2007) &eacute; um grociano para quem o realismo implica   aceitar a realidade da coopera&ccedil;&atilde;o, mas ser c&eacute;tico sobre a realidade de uma   sociedade global.<a href="#_ftn2" name="_ftnref2" title=""><sup>2</sup></a> Todavia, a op&ccedil;&atilde;o realista de Bull (2007)<a href="#_ftn3" name="_ftnref3" title=""><sup>3</sup></a> faz com que ele negligencie alguns   aspectos relativos ao conte&uacute;do das duas primeiras cr&iacute;ticas,    a saber, atividades relacionadas &agrave; economia interna e externa, e os interesses   m&uacute;tuos que unem os indiv&iacute;duos de acordo com suas pr&aacute;ticas, bem como defini&ccedil;&otilde;es   de justo e injusto, de certo e errado que antecedem a regulamenta&ccedil;&atilde;o do estado,   mas s&atilde;o particulares a cada sociedade. Por isso o com&eacute;rcio internacional n&atilde;o &eacute;   tratado em seu livro como uma das institui&ccedil;&otilde;es da sociedade de estados, e o   am&aacute;lgama nas rela&ccedil;&otilde;es entre os indiv&iacute;duos &eacute; constru&iacute;do a partir de princ&iacute;pios   universais que os mant&ecirc;m unidos em todas as sociedades: o respeito &agrave; vida, &agrave;   verdade e  &agrave; propriedade (Bull 2007).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As consequ&ecirc;ncias da analogia interna s&atilde;o ainda mais   relevantes para os estudos de seguran&ccedil;a,<a href="#_ftn4" name="_ftnref4" title=""><sup>4</sup></a> pois sua ado&ccedil;&atilde;o ocorreu de maneira   parcial pelos seus praticantes (majoritariamente realistas) no in&iacute;cio de sua   institucionaliza&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica. Como heran&ccedil;a, a &aacute;rea de seguran&ccedil;a &eacute; perpassada   por afirma&ccedil;&otilde;es de que "entre os homens como entre os Estados, a anarquia, ou a   aus&ecirc;ncia de governo, est&aacute; associada &agrave; ocorr&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia" (Waltz 2002,   144), ou que "(…) states do not trust each other in anarchy and they have   incentives to commit aggression against each other" (Merasheimer 1990, 47), ou,   ainda, que "(…) states worry that today's friend may be tomorrow's enemy in   war, and fear that achievements of joint gains that advantage a friend in the   present might produce a more dangerous <i>potential</i> foe in the future" (Griego 1988, 487). Essa vis&atilde;o se perpetua na pr&oacute;pria   defini&ccedil;&atilde;o do escopo sugerida pelos realistas nos debates sobre a amplia&ccedil;&atilde;o do   conceito. Para Walt (1991), o fen&ocirc;meno da guerra &eacute; o objeto dos estudos de   seguran&ccedil;a, pois a guerra entre os Estados &eacute; uma possibilidade que os acad&ecirc;micos   assumem como real. Walt (1991) aceita, portanto, a defini&ccedil;&atilde;o de Nye e   Lynn-Jones (1988) de que se deve estudar a amea&ccedil;a, o uso e o controle da for&ccedil;a militar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A preocupa&ccedil;&atilde;o com a delimita&ccedil;&atilde;o do que pode ou n&atilde;o ser   estudado indica o grau de influ&ecirc;ncia do realismo no processo de   institucionaliza&ccedil;&atilde;o da sub&aacute;rea.    O problema &eacute; que esse processo tem como fundamento uma leitura parcial da   analogia interna que acarretou uma consequ&ecirc;ncia crucial para os estudos de   seguran&ccedil;a: a import&acirc;ncia dos fatores econ&ocirc;micos e de interesses m&uacute;tuos entre os   indiv&iacute;duos como modo de se alcan&ccedil;ar a "absence of threats" ou a "low   probability of damage to acquired values" (Baldwin 2001, 13)<a href="#_ftn5" name="_ftnref5" title=""><sup>5</sup></a> foi   completamente descartada. Assim, o que era uma possibilidade em Bull (2007) n&atilde;o   foi sequer cogitado pelos acad&ecirc;micos da sub&aacute;rea. Pelo contr&aacute;rio: fatores   econ&ocirc;micos s&atilde;o incorporados na an&aacute;lise realista como forma de explicar o   aumento das amea&ccedil;as "aos valores adquiridos" e a recorr&ecirc;ncia de guerras no sistema internacional (Gilpin 1983).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente artigo pretende entender como foi poss&iacute;vel   essa omiss&atilde;o e qual sua consequ&ecirc;ncia para os debates te&oacute;ricos do P&oacute;s-Guerra   Fria. Para tanto, tentarei responder a duas perguntas. Quais as condi&ccedil;&otilde;es de   possibilidade para que os fatores econ&ocirc;micos desempenhassem apenas um papel   subordinado, ou seja, estivessem submetidos a um <i>rationale</i> realista e n&atilde;o fossem   considerados como alternativas anal&iacute;ticas v&aacute;lidas para a ado&ccedil;&atilde;o de novas   teorias de seguran&ccedil;a? Qual o impacto dessa hist&oacute;ria disciplinar para as   discuss&otilde;es sobre o modo como os estudos de seguran&ccedil;a devem ser concebidos ap&oacute;s   o fim da Guerra Fria? As respostas s&atilde;o oferecidas nas pr&oacute;ximas tr&ecirc;s se&ccedil;&otilde;es. A &uacute;ltima se&ccedil;&atilde;o retoma o argumento e explora suas consequ&ecirc;ncias te&oacute;ricas e pr&aacute;ticas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>O papel subordinado dos fatores econ&ocirc;micos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As principais narrativas sobre a trajet&oacute;ria dos   estudos de seguran&ccedil;a coincidem de sua origem at&eacute; o in&iacute;cio dos anos 1980. Elas   partem da institucionaliza&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo posterior &agrave; segunda guerra, passam   pela "idade de ouro" durante os anos 1950 e 1960, pelo arrefecimento da &aacute;rea na   d&eacute;cada de 1970 e por uma esp&eacute;cie de ressurgimento nos anos 1980/1990 (Walt   1991; Waever e Buzan 2007; Prins 1998; Nye e Lynn-Jones 1988; Lynn-Jones 1991;   Smith 1999). Esse ressurgimento &eacute; marcado, para alguns, pela rediscuss&atilde;o do   conceito de seguran&ccedil;a, principalmente no que diz respeito ao seu escopo (Ullman   1983; Mathews 1989; Haftendorn 1991; Kolodziej 1992). Para outros, pelo   "renascimento" dos estudos de seguran&ccedil;a com mais vigor e comprometimento com o   foco tradicional em torno da preocupa&ccedil;&atilde;o com a guerra (Walt 1991; Lynn-Jones 1991). Sobre as origens da disciplina, dois aspectos merecem destaque.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O primeiro &eacute; a rela&ccedil;&atilde;o estreita entre os especialistas   de seguran&ccedil;a e o meio pol&iacute;tico-estrat&eacute;gico, incluindo o departamento de estado   e <i>think-tanks</i>.   A sub&aacute;rea de estudos de seguran&ccedil;a surgiu da necessidade de o governo   norte-americano contar com um grupo de acad&ecirc;micos capazes de instru&iacute;-lo frente   a duas situa&ccedil;&otilde;es inauditas: a emerg&ecirc;ncia da Guerra Fria e o artefato da bomba   nuclear. Esse contexto trouxe algumas consequ&ecirc;ncias. Segundo Walt (1991), a   &ecirc;nfase nos estudos sobre os efeitos das armas nucleares e a aus&ecirc;ncia de   evid&ecirc;ncias emp&iacute;ricas sobre as quais trabalhar, por motivos &oacute;bvios, criou a   situa&ccedil;&atilde;o ideal para que o m&eacute;todo dedutivo fosse priorizado. Por sua vez, a   tens&atilde;o que marcou a origem da Guerra Fria conferiu aos pressupostos do modelo   da escolha racional, utilizado como fundamento para a aplica&ccedil;&atilde;o da teoria dos   jogos, uma confort&aacute;vel semelhan&ccedil;a com a "realidade" internacional de ent&atilde;o: n&atilde;o   havia espa&ccedil;o para o questionamento sobre a motiva&ccedil;&atilde;o dos atores, ou porque se   assumia que os atores (leia-se, a URSS) buscariam a expans&atilde;o e precisavam ser   dissuadidos, ou porque muitos praticantes eram civis    a servi&ccedil;o do departamento de Estado, e n&atilde;o seria adequado enfatizar problemas   nos processos de tomada de decis&atilde;o. A cria&ccedil;&atilde;o do dilema do prisioneiro por   membros da RAND ilustra bem a rela&ccedil;&atilde;o entre teoria e pr&aacute;tica que marcou o in&iacute;cio das atividades na sub&aacute;rea (Weaver e Buzan 2007, 387).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O segundo aspecto &eacute; que a rela&ccedil;&atilde;o estreita entre o   mundo pol&iacute;tico-estrat&eacute;gico e a pr&aacute;tica acad&ecirc;mica eleva os acontecimentos da   pol&iacute;tica internacional ao patamar de fatores determinantes para explicar as   mudan&ccedil;as na evolu&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica do campo (Fierke 2007, 24&#150;26). Mesmo que alguns   enfatizem que a esterilidade da d&eacute;cada de 1970 decorreu da exaust&atilde;o das   possibilidades te&oacute;ricas oferecidas pela teoria de dissuas&atilde;o, ou at&eacute; mesmo da   profissionaliza&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica da &aacute;rea, a crise do petr&oacute;leo, a derrota na guerra   do Vietn&atilde; e a d&eacute;tente entre as duas superpot&ecirc;ncias s&atilde;o citados como exemplos de   que mudan&ccedil;as na pol&iacute;tica internacional afetaram significativamente a sub&aacute;rea.<a href="#_ftn6" name="_ftnref6" title=""><sup>6</sup></a> Da   mesma forma, a Segunda Guerra Fria teria sido o combust&iacute;vel para que a &aacute;rea   voltasse a prosperar nos anos 1980. Todavia, em raz&atilde;o da primeira   caracter&iacute;stica, os "acontecimentos da pol&iacute;tica internacional" s&atilde;o definidos   pelos membros da comunidade pol&iacute;tico-estrat&eacute;gica. Dessa maneira, a din&acirc;mica da   rela&ccedil;&atilde;o entre os dois aspectos se assemelha a um ciclo de autoalimenta&ccedil;&atilde;o: os   acontecimentos de pol&iacute;tica internacional importantes para a &aacute;rea de seguran&ccedil;a   s&atilde;o definidos pela comunidade pol&iacute;tico-estrat&eacute;gica, a qual oferece os   instrumentos para os acad&ecirc;micos estudarem uma realidade que muda de acordo com   a interpreta&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m oferecida pela mesma comunidade. Enquanto   para Walt (1991) essa rela&ccedil;&atilde;o n&atilde;o apresenta problemas, Kolodziej (1992, 429) &eacute;   bastante assertivo sobre suas limita&ccedil;&otilde;es: "The latter (<i>state power brokers,     policymakers, and managers of violence</i>) decide what   is real, relevant, and controllable; the security scholar, using scientific   methods and rigorous empirical procedures, is then relegated to the subservient task of assessing the feasibility of policy proposals generated elsewhere."</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Conhecer a din&acirc;mica de funcionamento do ciclo &eacute;   fundamental para entender os limites impostos &agrave; compreens&atilde;o dos problemas de   seguran&ccedil;a. Por&eacute;m, tamb&eacute;m &eacute; importante para entender os limites que a teoria   imp&otilde;e &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o desses problemas. Nesse sentido, o que &eacute; v&aacute;lido para a teoria   de rela&ccedil;&otilde;es internacionais como um todo &eacute; ainda mais importante nos estudos de   seguran&ccedil;a: as teorias influenciam a pr&aacute;tica pol&iacute;tica, pois na medida em que se   estabelecem como senso comum, elas limitam o que pode ser tratado nos debates   sobre sua implementa&ccedil;&atilde;o. Os que n&atilde;o compartilhavam dos pressupostos aceitos s&atilde;o   ridicularizados e taxados de "n&atilde;o realistas" (Smith 1996, 13). O relato de   Smith (1999, 13) resume bem o modus operandi na sub&aacute;rea de estudos de seguran&ccedil;a, ent&atilde;o tratada como estudos estrat&eacute;gicos.</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana">I was none the less working within a     theoretical worldview that took the strategic world as a world much like the     natural world. Thus, my definitions of the social fabric of that world were     determined by my epistemological assumptions. My epistemology, therefore, led     not only to the methods I would use, but critically it also led to me defining     the furniture of the social world in a very specific way. In true rational     choice fashion, I accepted the definition of the game, and from this came the     interests and identities of the actors, as well as the ways of knowing these,     and the ways of focusing on how to achieve some game outcomes rather than     others.</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">Portanto, n&atilde;o surpreende que a teoria realista tenha   ocupado a posi&ccedil;&atilde;o de teoria dominante durante a maior parte da hist&oacute;ria da   sub&aacute;rea. Na verdade, ela se apresentava aos praticantes como a &uacute;nica   alternativa poss&iacute;vel, e como a maneira correta de conceber, planejar e executar   projetos na &aacute;rea de seguran&ccedil;a. As mudan&ccedil;as na realidade da pol&iacute;tica   internacional, que poderiam representar uma amea&ccedil;a a sua hegemonia, eram   inofensivas, posto que filtradas tanto pela comunidade pol&iacute;tico-estrat&eacute;gica   quanto pelos pressupostos epistemol&oacute;gicos que fundamentavam as an&aacute;lises   acad&ecirc;micas. A constata&ccedil;&atilde;o de que alguns escritos pol&ecirc;micos "conditioned   the intellectual environment of the immediate postwar years to be caustic about   alleged 'idealism' (…) in the interests of security" (Prins 1998, 783) refor&ccedil;a   ainda mais o argumento. Entre esses textos, dois merecem especial   aten&ccedil;&atilde;o: a segunda edi&ccedil;&atilde;o do livro de Carr (2001), de 1946, e a obra de Morgenthau (2003), de 1948.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Exemplos de subordina&ccedil;&atilde;o dos fatores econ&ocirc;micos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em Vinte Anos de Crise, Carr   (2001) critica o pressuposto da harmonia de interesses, sobre o qual est&aacute;   assentada a teoria econ&ocirc;mica liberal cl&aacute;ssica, pois sua aceita&ccedil;&atilde;o favorece   apenas aos poderosos. O mecanismo da harmonia de interesses implica que cada   indiv&iacute;duo, ao buscar a realiza&ccedil;&atilde;o de seus interesses, contribui para a   realiza&ccedil;&atilde;o do interesse da coletividade. N&atilde;o haveria, portanto, contradi&ccedil;&atilde;o,   mas complementaridade entre interesses individuais e coletivos. Isso porque, ao   buscarem ganhos econ&ocirc;micos individuais, todos ganhariam com a melhor aloca&ccedil;&atilde;o   da riqueza coletivamente. Internamente, esse foi o mito constru&iacute;do pela   burguesia para que os prolet&aacute;rios aceitassem seu papel inferior na ordem   emergente. Internacionalmente, as ideias liberais s&atilde;o defendidas pelos Estados   mais desenvolvidos e transformadas em valores universais apenas quando sua   aplica&ccedil;&atilde;o favorece a consecu&ccedil;&atilde;o dos objetivos econ&ocirc;micos desses Estados.   Todavia, a cr&iacute;tica de Carr (2001) n&atilde;o se restringe apenas aos fatores   econ&ocirc;micos per se. O autor denuncia que a mesma rela&ccedil;&atilde;o feita entre interesses   individuais e coletivos no que diz respeito &agrave; riqueza &eacute; utilizada na esfera   pol&iacute;tica, relacionando uma suposta harmonia de interesses entre os Estados e a   manuten&ccedil;&atilde;o da paz. Para o autor, esse uso pol&iacute;tico segue a mesma l&oacute;gica   "interesseira" do uso econ&ocirc;mico: "O pressuposto ut&oacute;pico de que existe um mundo   interessado na paz, que &eacute; identific&aacute;vel ao interesse individual de cada na&ccedil;&atilde;o,   ajudou os pol&iacute;ticos e escritores pol&iacute;ticos a fugirem do fato intrag&aacute;vel da   exist&ecirc;ncia de diverg&ecirc;ncias fundamentais de interesses entre as na&ccedil;&otilde;es desejosas de manterem o status quo, e as na&ccedil;&otilde;es desejosas de mud&aacute;-lo" (Carr 2001, 72).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Morgenthau (2003), em Pol&iacute;tica   entre as Na&ccedil;&otilde;es, confere aos fatores econ&ocirc;micos o mesmo papel secund&aacute;rio   atribu&iacute;do por Carr (2001) em rela&ccedil;&atilde;o aos objetivos dos Estados. Sua an&aacute;lise   sobre o imperialismo demonstra que motiva&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas n&atilde;o possuem valor   intr&iacute;nseco para as a&ccedil;&otilde;es dos Estados. Assim, fatores econ&ocirc;micos s&atilde;o apenas   meios para a realiza&ccedil;&atilde;o de fins ditados pela pol&iacute;tica de poder (nesse caso, a   subvers&atilde;o do status quo). Da mesma forma, a capacidade industrial &eacute; mencionada   como um dos elementos do poder nacional, bem como os recursos naturais   utilizados como mat&eacute;ria-prima nos processos de produ&ccedil;&atilde;o de riqueza. Todavia,   esses dois elementos (recursos naturais e capacidade industrial) se somam &agrave;   geografia, prepara&ccedil;&atilde;o militar, popula&ccedil;&atilde;o, &iacute;ndole nacional, moral nacional,   qualidade de sua diplomacia e outros, e s&atilde;o computados no c&aacute;lculo de poder do   Estado sem que lhe sejam atribu&iacute;das val&ecirc;ncias distintas. Ao que tudo indica,   esses fatores s&atilde;o importantes como constituintes do poder do Estado, antes que   esse poder seja comparado com o poder dos demais. Isso implica a nega&ccedil;&atilde;o de   qualquer possibilidade de intera&ccedil;&atilde;o entre esses fatores antes de serem   arregimentados para dar origem &agrave; categoria "poder nacional". A l&oacute;gica end&oacute;gena   &eacute; refor&ccedil;ada pelo sexto princ&iacute;pio do realismo, a saber, a autonomia da esfera   pol&iacute;tica. De acordo com Morgenthau (2003, 22): "&#91;o realista pol&iacute;tico&#93; raciocina   em termos do interesse definido como poder; enquanto o economista pensa em   fun&ccedil;&atilde;o do interesse definido como riqueza; o advogado toma por base a   conformidade da a&ccedil;&atilde;o de acordo com as normas legais (…)." Desse modo, a   separa&ccedil;&atilde;o entre a ci&ecirc;ncia econ&ocirc;mica e a ci&ecirc;ncia da pol&iacute;tica internacional &eacute;   sedimentada, e passa a valer tamb&eacute;m para o objeto de ambas (fatores econ&ocirc;micos e pol&iacute;ticos).<a href="#_ftn7" name="_ftnref7" title=""><sup>7</sup></a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Adicionadas aos outros aspectos mencionados, as obras   de Carr (2001) e Morgenthau (2003) s&atilde;o essenciais para entender como a sub&aacute;rea   de estudos de seguran&ccedil;a floresceu com seu horizonte te&oacute;rico blindado contra o   tratamento dos fatores econ&ocirc;micos fora dos limites impostos pela perspectiva   realista. Essa blindagem realista implica que tais fatores n&atilde;o seriam omitidos,   mas deveriam se subordinar aos interesses dos Estados e n&atilde;o teriam qualquer   valor explicativo quando deles apartados. Tal aspecto &eacute; tornado expl&iacute;cito em um   dos artigos de refer&ecirc;ncia na sub&aacute;rea, o famoso National   Security as an Ambiguous Symbol, escrito por Arnold Wolfers e publicado   na Political Science Quarterly, em 1952. Nele, o   autor destaca que a defini&ccedil;&atilde;o do conceito de interesse nacional passara por   transforma&ccedil;&otilde;es importantes do "entre-guerras" ao per&iacute;odo da Guerra Fria,   principalmente no que dizia respeito &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre fatores econ&ocirc;micos e a   seguran&ccedil;a nacional. Wolfers afirma que os debates sobre a atua&ccedil;&atilde;o externa   norte-americana ap&oacute;s a depress&atilde;o dos anos 1930 giravam em torno da preced&ecirc;ncia   de grupos econ&ocirc;micos na formula&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica externa, cujos interesses nem   sempre se coadunavam com os interesses do bem comum. J&aacute; no per&iacute;odo da Guerra   Fria, o medo do p&uacute;blico norte-americano era de que seus representantes agissem   em defesa de interesses da comunidade mundial, perdendo de vista os interesses   do pa&iacute;s. Entre esses dois extremos, o conceito de interesse nacional que   prevaleceu durante a Guerra Fria foi definido em termos da seguran&ccedil;a nacional,   de modo que os fatores econ&ocirc;micos passaram a ser subordinados &agrave;s quest&otilde;es de   seguran&ccedil;a: "while it would be wrong to say that economic interest has ceased to   attract attention, it is overshadowed today by the national security interest"   (Wolfers 1952, 482).    O exemplo de Wolfers sobre o projeto da St. Lawrence Seaway &eacute; bastante ilustrativo:</font></p>     <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">"Even in the recent debates on the St.     Lawrence Seaway, clearly in the first instance an economic enterprise, the     defenders of the project, when seeking to impress their listeners with the     "national interest" involved, spoke mainly of the value of the Seaway for the     military defense in wartime while some opponents stressed its vulnerability to     attack." (Wolfers 1952, 482)</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">H&aacute; de se reconhecer, tamb&eacute;m, a ambiguidade da   blindagem sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre a ci&ecirc;ncia econ&ocirc;mica e a ci&ecirc;ncia da pol&iacute;tica   internacional. Como mencionado, a Guerra Fria e as armas nucleares criaram as   condi&ccedil;&otilde;es ideais para ado&ccedil;&atilde;o do modelo de ator racional e da teoria dos jogos   como ferramentas epistemo-metodol&oacute;gicas. Todavia, a jun&ccedil;&atilde;o entre esse contexto   e a proximidade entre acad&ecirc;micos e a comunidade pol&iacute;tico-estrat&eacute;gica determinou   que o ator estrat&eacute;gico adotado pelos modelos anal&iacute;ticos fosse constitu&iacute;do a   partir de premissas radicalmente opostas &agrave;s que fundamentam a constru&ccedil;&atilde;o do   ator econ&ocirc;mico. Como ressalta Kolodziej (2005, 184), os economistas assumem que   a racionalidade dos atores est&aacute; respaldada na liberdade de fazer escolhas no   mercado, ao passo que o estrategista pressup&otilde;e que os atores recorrem a op&ccedil;&otilde;es   de coer&ccedil;&atilde;o em raz&atilde;o da necessidade de fazer valer seus interesses frente a amea&ccedil;as.   Apesar das advert&ecirc;ncias de Kaplan (1961a, 1961b),    a metodologia e a epistemologia importadas das ci&ecirc;ncias econ&ocirc;micas continuaram sendo empregadas para explicar a ontologia da pol&iacute;tica internacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A tentativa de Bellany (1981) de elaborar uma teoria   "econ&ocirc;mica" de seguran&ccedil;a internacional ilustra bem como a ado&ccedil;&atilde;o de um modelo   de an&aacute;lise baseado nessa ci&ecirc;ncia adequou-se aos limites impostos pela blindagem   realista. De acordo com ele, "security can be likened to any   good or commodity in which states (…) are prepared to trade internationally,   and for which states are prepared to pay a price." De modo mais espec&iacute;fico, o   autor atesta que "(…) security belongs to the class of all commodities and   services traded internationally&#151;subject to independently determined   fluctuations in demand and supply, traded in large amounts (alliance   commitments) or small (simple arms transfers) and produced with different   degrees of advantage, or comparative advantage, by different states." (Bellany   1981, 100&#150;101). A quest&atilde;o &eacute; que seu modelo econ&ocirc;mico, baseado nas semelhan&ccedil;as   entre o ambiente de mercado e o sistema internacional an&aacute;rquico, pressup&otilde;e a   desarmonia de interesses entre fornecedores e compradores de seguran&ccedil;a como   fator crucial para a determina&ccedil;&atilde;o do "pre&ccedil;o" a ser pago para alcan&ccedil;&aacute;-la. Por   exemplo, na "compra" de seguran&ccedil;a em transa&ccedil;&otilde;es de pouco valor (compra de armas   leves), os pagamentos poderiam ser feitos por transfer&ecirc;ncia em dinheiro.   Todavia, quando se tratassem de transa&ccedil;&otilde;es envolvendo valores elevados de seguran&ccedil;a,   como a prote&ccedil;&atilde;o contra um inimigo, outros "recursos de seguran&ccedil;a" mais valiosos   deveriam ser mobilizados, tais como a concess&atilde;o de direitos especiais de   com&eacute;rcio ao "fornecedor". Nesse contexto, os fatores econ&ocirc;micos que dirigem a   a&ccedil;&atilde;o dos atores no mercado s&atilde;o transformados em "recursos de seguran&ccedil;a" que se   submetem &agrave; l&oacute;gica de atua&ccedil;&atilde;o dos Estados em economias nacionais tratadas como autarquias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por mais que a preocupa&ccedil;&atilde;o com a interdepend&ecirc;ncia e os   impactos da crise econ&ocirc;mica dos anos 1970 na seguran&ccedil;a dos Estados servisse   como justificativa para as cr&iacute;ticas &agrave; submiss&atilde;o dos aspectos econ&ocirc;micos &agrave;   l&oacute;gica realista, tais contribui&ccedil;&otilde;es n&atilde;o conseguiam se libertar da blindagem.   Mondale (1974) sustentava que, na conjuntura de crise econ&ocirc;mica, os Estados deveriam   perceber "(…) the worldwide sense of common economic interest that is an   essential underpinning of a relatively peaceful world" (Mondale 1974, 7). O   autor reconhece, por&eacute;m, que seu argumento havia se tornado poss&iacute;vel apenas   porque "fortunately this crisis coincides with a period in which political and   military security issues are muted, and some of the major divisions in the   world are being bridged and even healed" (Mondale 1974, 6), e se refere   explicitamente &agrave; d&eacute;tente como respons&aacute;vel por atenuar a import&acirc;ncia dos fatores   pol&iacute;ticos e militares no per&iacute;odo e permitir que os aspectos econ&ocirc;micos fossem   tratados a partir de interesses convergentes. Mas a autonomia dos aspectos   econ&ocirc;micos nessa conjuntura &eacute; posta em cheque quando seu tratamento &eacute; justificado   a partir dos impactos que a crise traria aos interesses pol&iacute;ticos e militares   dos Estados, o que fica claro na afirma&ccedil;&atilde;o de que "(…) a more grave &#91;sic&#93;   economic crisis in the West could generate dangerous temptations for the   relatively less affected Communist countries, possibly reviving their hope for   the 'demise of capitalism' and encouraging a more aggressive and interventionist foreign policy" (Mondale 1974, 6).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A mesma limita&ccedil;&atilde;o pode ser encontrada nos estudos   sobre interdepend&ecirc;ncia complexa de Keohane e Nye (2001). Beneficiados pelo   ambiente internacional da d&eacute;tente, os autores avan&ccedil;aram uma s&eacute;rie de hip&oacute;teses   sobre a import&acirc;ncia de atores n&atilde;o estatais, principalmente do setor econ&ocirc;mico,   cujos comportamentos influenciavam os resultados das intera&ccedil;&otilde;es dos Estados.   Tais trabalhos foram inovadores para a disciplina de rela&ccedil;&otilde;es internacionais   que, segundo um analista, tinha sido at&eacute; ent&atilde;o "(…) dominated by security   studies and a hierarchy of importance in which economic goals and influences on   policy were less significant than military goals and influences" (Gourevith   1999, &#91;s.p.&#93;). Entretanto, nos anos 1980, quando a d&eacute;tente definitivamente deu   lugar a um novo per&iacute;odo de confronta&ccedil;&atilde;o na Guerra Fria, a agenda da   interdepend&ecirc;ncia complexa foi deixada de lado pelos seus praticantes. A partir   da publica&ccedil;&atilde;o de <i>Theory of     International Politics</i>, escrito por Waltz e lan&ccedil;ado em 1979, os   debates acad&ecirc;micos nos quais os antigos "interdependentistas" passaram a se   engajar concentravam-se na possibilidade de coopera&ccedil;&atilde;o sob a anarquia (Axelrod   e Keohane 1985). Esse movimento trouxe &agrave; tona, novamente, tanto o Estado como   ator principal quanto a proemin&ecirc;ncia da dimens&atilde;o pol&iacute;tico-militar nos estudos   de seguran&ccedil;a. Em decorr&ecirc;ncia, os aspectos econ&ocirc;micos voltaram a ter um car&aacute;ter subordinado &agrave; d&eacute;marche realista.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>A redefini&ccedil;&atilde;o do conceito de seguran&ccedil;a e os fatores econ&ocirc;micos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; nesse contexto de hegemonia waltziana que Ullman   (1983) inaugura o debate sobre a redefini&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a nos anos 1980. O   primeiro ponto a ser destacado &eacute; que sua contribui&ccedil;&atilde;o est&aacute; inserida nas   discuss&otilde;es sobre seguran&ccedil;a nacional norte-americana. Portanto, o texto se   relaciona com um momento marcado pela pol&iacute;tica mais assertiva de Ronald Reagan,   com o aumento dos gastos em defesa e discuss&otilde;es sobre a Iniciativa de Defesa   Estrat&eacute;gica. Nesse contexto, seu objetivo &eacute; demonstrar que problemas n&atilde;o   militares tamb&eacute;m podem afetar a seguran&ccedil;a nacional. O autor afirma que a   redefini&ccedil;&atilde;o do conceito de seguran&ccedil;a deve ser feita por interm&eacute;dio da an&aacute;lise   de diferentes dimens&otilde;es. Entre elas, &eacute; necess&aacute;rio discutir as fontes de amea&ccedil;a   &agrave; seguran&ccedil;a nacional. Sugere-se, ent&atilde;o, que o conceito seja redefinido tendo   como base duas formas de amea&ccedil;a: amea&ccedil;as de degrada&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida dos   habitantes em um curto espa&ccedil;o de tempo e amea&ccedil;as de diminui&ccedil;&atilde;o da margem de   manobra na tomada de decis&otilde;es do Estado ou de atores dentro do Estado (Ullman   1983, 133). A import&acirc;ncia dos fatores econ&ocirc;micos se relaciona aos dois tipos de   amea&ccedil;a. No primeiro caso, a restri&ccedil;&atilde;o ao acesso de mat&eacute;ria-prima&nbsp;&#150; a qual   poderia ser causada por problemas ambientais, sociais, culturais, etc. nos   pa&iacute;ses de origem&nbsp;&#150; resultaria na r&aacute;pida degrada&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida   dos norte-americanos. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; segunda amea&ccedil;a, tamb&eacute;m problemas demogr&aacute;ficos,   clim&aacute;ticos e econ&ocirc;micos poderiam ser os fatores respons&aacute;veis por reduzir a   margem de a&ccedil;&atilde;o do governo norte-americano no futuro. Ullman (1983) alerta que   esses s&atilde;o cen&aacute;rios poss&iacute;veis, pois a demanda por recursos naturais tende a   aumentar, uma vez que o crescimento populacional se intensifica. O autor chega   a mencionar que no futuro haveria uma tend&ecirc;ncia para "resource wars" (Ullman   1983, 140). Entretanto, se o conceito de seguran&ccedil;a nacional fosse definido   apenas em termos de amea&ccedil;as militares, as origens desses problemas n&atilde;o seriam percebidas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nye e Lynn-Jones (1988) concedem que, al&eacute;m da   preocupa&ccedil;&atilde;o com a guerra, as alian&ccedil;as entre os Estados e os aspectos militares   que os amea&ccedil;am, &eacute; importante incorporar as dimens&otilde;es econ&ocirc;mica, sociol&oacute;gica e   psicol&oacute;gica na defini&ccedil;&atilde;o do escopo da sub&aacute;rea, desde que estejam associadas ao   problema pol&iacute;tico central da percep&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;a entre Estados soberanos.   Posteriormente, Lynn-Jones (1991) &eacute; expl&iacute;cito ao afirmar que o tipo de amea&ccedil;a   dessas dimens&otilde;es, as abordagens anal&iacute;ticas mais apropriadas para lidar com   elas, e as estrat&eacute;gias para respond&ecirc;-las s&atilde;o bastante diferentes dos problemas   que caracterizam o foco da &aacute;rea de estudos de seguran&ccedil;a. Nesse sentido, a   defini&ccedil;&atilde;o do objeto continua bastante associada aos estudos sobre a guerra e a   paz, embora seja um pouco mais abrangente do que a &aacute;rea de estudos   estrat&eacute;gicos. Os fatores econ&ocirc;micos s&atilde;o mencionados apenas como refer&ecirc;ncia ao   suposto decl&iacute;nio norte-americano na d&eacute;cada de 1980, dentro de uma l&oacute;gica que   confere a tais fatores uma posi&ccedil;&atilde;o subalterna em rela&ccedil;&atilde;o aos aspectos   militares. Para Lynn-Jones (1991, &#91;s.p.&#93;), "this debate raised   issues of the likely direction and importance of shifts in the structure of the   international system, the bases of power, the relationship between economics   and security, and the proper direction for U.S. grand strategy." Mesmo assim, o autor enfatiza que a rela&ccedil;&atilde;o entre as duas &aacute;reas precisa ser estudada</font></p>     <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">(…) to move beyond simplistic arguments     that poverty breeds instability; the relationship between economic development     and war is far more complex, and this issue is critically important in many     countries and regions. There should also be additional studies of the role of     the military-industrial complex, the relationship between military power,     international economic openness, and economic stability, and why some states     choose economic over military gains. (Lynn-Jones 1991, &#91;s.p.&#93;) </font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">Mathews (1989, 167) apresenta um verdadeiro manifesto   a favor da amplia&ccedil;&atilde;o do conceito de seguran&ccedil;a, particularmente para englobar a   aspectos ambientais, mas que se aplica tamb&eacute;m a fatores econ&ocirc;micos e pol&iacute;ticos,   tratados como estreitamente relacionados aos primeiros. Os fatores econ&ocirc;micos   s&atilde;o classificados a partir da tradicional categoria de mat&eacute;rias-primas ou   recursos naturais necess&aacute;rios para garantir o bem-estar da popula&ccedil;&atilde;o, que devem   ser extra&iacute;dos por meio de pr&aacute;ticas econ&ocirc;micas autossustent&aacute;veis. Isso poderia   indicar a preocupa&ccedil;&atilde;o com os fatores econ&ocirc;micos que afetam a seguran&ccedil;a dos   habitantes dos pa&iacute;ses de origem das mat&eacute;rias-primas, o que representaria a   mudan&ccedil;a de foco em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; amplia&ccedil;&atilde;o do conceito proposta por Ullman (1983).   Mas a autora &eacute; ainda mais audaciosa: a popula&ccedil;&atilde;o a ser protegida n&atilde;o &eacute; a   popula&ccedil;&atilde;o de um Estado, mas sim a esp&eacute;cie humana amea&ccedil;ada pelos riscos da   contradi&ccedil;&atilde;o entre degrada&ccedil;&atilde;o ambiental e aumento demogr&aacute;fico. Mathews   (1989, 174) chega a afirmar que "our accepted definition of the limits of   national sovereignty as coinciding with national borders is obsolete." Por&eacute;m,   quando prop&otilde;e algumas medidas, poucas seriam postas em pr&aacute;tica sem o aval dos   Estados: a)&nbsp;criar um c&aacute;lculo de PNB que desconte das riquezas produzidas   os danos ambientais causados no processo produtivo; b)&nbsp;criar indicadores   sobre a situa&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica global; c)&nbsp;fomentar a participa&ccedil;&atilde;o de ONGs na   implementa&ccedil;&atilde;o programas de sustentabilidade para os pa&iacute;ses em desenvolvimento "without weakening national governments"; d)&nbsp;mais   coopera&ccedil;&atilde;o do mundo industrializado para resolver os problemas do mundo em   desenvolvimento; e)&nbsp;iniciativas dos Estados em n&iacute;vel regional, dada a   natureza geogr&aacute;fica dos problemas ambientais. Deve-se ressaltar, todavia, que o   vi&eacute;s etnoc&ecirc;ntrico em sua an&aacute;lise &eacute; claro. Por exemplo, ao tratar dos problemas   ambientais causados pelos pa&iacute;ses perif&eacute;ricos, a autora &eacute; bastante precisa ao   indicar culpados; ao tratar da emiss&atilde;o de di&oacute;xido de carbono na atmosfera,   emiss&otilde;es originadas principalmente nos pa&iacute;ses ricos, a responsabilidade fica  a encargo da "humanidade" (Mathews, 1989, 168).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A contribui&ccedil;&atilde;o de   Hafterdorn (1991) reside na distin&ccedil;&atilde;o entre os conceitos de seguran&ccedil;a em tr&ecirc;s   "n&iacute;veis": nacional, internacional e global. Para cada um desses "n&iacute;veis", a   autora associa uma corrente de pensamento diferente. O conceito de seguran&ccedil;a   nacional estaria vinculado a uma vertente realista (Hobbes), e os sujeitos de   seguran&ccedil;a a ele associados seriam os Estados; a seguran&ccedil;a internacional   corresponderia a uma vertente institucionalista (Grotius), e seu sujeito de   seguran&ccedil;a seriam os arranjos que os Estados estabelecem em uma sociedade interdependente;   e, por &uacute;ltimo, a no&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a global remeteria ao liberalismo (Kant), e o   sujeito de seguran&ccedil;a seria a figura do indiv&iacute;duo. Segundo ela, o termo correto   a ser empregado &eacute; seguran&ccedil;a internacional, tendo em vista que os armamentos   nucleares for&ccedil;am os Estados a considerar a seguran&ccedil;a como um bem compartilhado.   "States are interdependent   in their security affairs such that the security of one is strongly affected by   the actions of the other, and vice-versa" (Hafterdorn 1991, 9). Essa seria a situa&ccedil;&atilde;o do mundo p&oacute;s-Guerra Fria, e   poderia ser definida como um regime de seguran&ccedil;a. Todavia, a autora reconhece   que esse regime s&oacute; funcionaria para os pa&iacute;ses industrializados, e que, no   terceiro mundo, a &ecirc;nfase dos assuntos de seguran&ccedil;a &eacute; outra: estabilidade   interna, homogeneidade &eacute;tnica e crescimento econ&ocirc;mico. Em raz&atilde;o disso,   Hafterdorn (1991) defende a amplia&ccedil;&atilde;o do conceito de seguran&ccedil;a para as   dimens&otilde;es negligenciadas&nbsp;&#150; economia, ecologia    e pol&iacute;tica dom&eacute;stica&nbsp;&#150; de modo que o conceito tenha validade universal. Em   torno desse novo programa de pesquisa, a autora sugere que se estude a rela&ccedil;&atilde;o   entre amea&ccedil;as militares e as amea&ccedil;as associadas a essas dimens&otilde;es, e que, nas   sociedades industrializadas do Ocidente, os problemas militares ser&atilde;o substitu&iacute;dos por desafios econ&ocirc;micos e ecol&oacute;gicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por sua vez, Walt   (1991) acredita que propostas de amplia&ccedil;&atilde;o do campo n&atilde;o devem se afastar da   tem&aacute;tica da guerra, sob o risco de que a coer&ecirc;ncia intelectual que confere   identidade &agrave; disciplina e a efic&aacute;cia das alternativas apresentadas pelos   especialistas em rela&ccedil;&atilde;o aos problemas enfrentados pelos l&iacute;deres pol&iacute;ticos   sejam destru&iacute;das. O autor vislumbra &oacute;timas oportunidades para o futuro da   sub&aacute;rea ap&oacute;s a Guerra Fria, pois "the collapse of the Cold War order will   create new policy problems and new research puzzles" (Walt 1991, 222). Nesse   sentido, Walt (1991) adverte que a melhor postura para os praticantes &eacute; a de   n&atilde;o se aproximar muito do mundo da pol&iacute;tica, para manter o rigor acad&ecirc;mico, mas   tamb&eacute;m de n&atilde;o perder a vincula&ccedil;&atilde;o com ele, para se manter conectado &agrave;   realidade. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; import&acirc;ncia dos fatores econ&ocirc;micos, a rela&ccedil;&atilde;o entre   economia e seguran&ccedil;a no p&oacute;s-Guerra Fria seguiria a mesma tend&ecirc;ncia apresentada   por Lynn-Jones (1991): um eixo constitu&iacute;do em torno da rela&ccedil;&atilde;o entre desempenho   econ&ocirc;mico e gastos militares; um segundo eixo que envolve a import&acirc;ncia   estrat&eacute;gica dos recursos econ&ocirc;micos e sua rela&ccedil;&atilde;o com as causas de conflitos   internacionais, com &ecirc;nfase para a depend&ecirc;ncia dos Estados em rela&ccedil;&atilde;o a recursos   naturais e mat&eacute;rias-primas; e, por &uacute;ltimo, um terceiro eixo no qual s&atilde;o   tratadas quest&otilde;es relacionadas &agrave; influ&ecirc;ncia do complexo industrial-militar como causa de guerras (Walt 1991, 227).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">J&aacute; Kolodziej (1992)   introduz a no&ccedil;&atilde;o de estruturas de seguran&ccedil;a, definidas a partir das dimens&otilde;es   militar, econ&ocirc;mica e pol&iacute;tica (de legitimidade), e lembra que o neorrealismo   n&atilde;o foi capaz de prever o fim da Guerra Fria por se deter apenas &agrave; dimens&atilde;o   militar. A &ecirc;nfase de sua abordagem recai, explicitamente, sobre a dimens&atilde;o   econ&ocirc;mica, entendida a partir dos princ&iacute;pios "naturais" de acordo com a teoria   econ&ocirc;mica cl&aacute;ssica, e sobre a dimens&atilde;o pol&iacute;tica, tamb&eacute;m alicer&ccedil;ada em ideias   liberais, como representa&ccedil;&atilde;o popular e legitimidade do governante. Todavia, ao   mesmo tempo em que afirma ser o indiv&iacute;duo a fonte das riquezas e do bem-estar,   reconhece o papel do Estado em manter as institui&ccedil;&otilde;es que possibilitam esses   ganhos. &Eacute; essa tens&atilde;o que legitima o tratamento da sociedade civil econ&ocirc;mica   como uma unidade de an&aacute;lise nos estudos de seguran&ccedil;a (Kolodziej 1992, 427&#150;428).   Exatamente por seus pressupostos liberais, e por considerar o indiv&iacute;duo como   sujeito de seguran&ccedil;a, os fatores econ&ocirc;micos s&atilde;o priorizados em sua an&aacute;lise, e   subvertem &agrave; l&oacute;gica de subordina&ccedil;&atilde;o imposta pela vis&atilde;o realista. Por isso Kolodziej   (1992) condena a aus&ecirc;ncia dos fatores econ&ocirc;micos na proposta de Walt (1991).   Para ele, conferir um papel secund&aacute;rio a fatores econ&ocirc;micos &eacute; lament&aacute;vel,   principalmente no momento em que os interesses nacionais est&atilde;o sendo   redefinidos em fun&ccedil;&atilde;o dos ajustes necess&aacute;rios no contexto p&oacute;s-Guerra Fria, bem como das demandas por bem-estar:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana">For the security scholar, the theoretical     issue begins, not ends, with the questions of what, how, and why individuals,     groups, and communities get what they want through force, threats, or other     coercive means. To confine security analysts to force and violence and to     insulate security analysis from other disciplines and their tested findings     about nonviolent human behavior is akin to asking the physicist to confine     himself to classical mechanics when he knows quantum mechanics is more     suitable. (Kolodziej 1992, 434)</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora tenha sido   formulada em sua nova roupagem da Escola de Copenhague mais tarde (Buzan e   Wilde 1998), a contribui&ccedil;&atilde;o de Buzan (1997)<a href="#_ftn8" name="_ftnref8" title=""><sup>8</sup></a> para a rediscuss&atilde;o   do conceito tamb&eacute;m merece destaque. A inova&ccedil;&atilde;o da Escola de Copenhague &eacute; sua   defini&ccedil;&atilde;o de securitiza&ccedil;&atilde;o.<a href="#_ftn9" name="_ftnref9" title=""><sup>9</sup></a> Com esse termo, pretende-se   ampliar o conceito de seguran&ccedil;a sem perder a coer&ecirc;ncia necess&aacute;ria para definir   os contornos da sub&aacute;rea. Para que haja securitiza&ccedil;&atilde;o, &eacute; necess&aacute;rio que amea&ccedil;as   existenciais "reais" aos objetos de refer&ecirc;ncia sejam denunciadas por um agente   securitizador e ganhem respaldo (debate p&uacute;blico), de modo que medidas   extraordin&aacute;rias possam ser empregadas para control&aacute;-las. A ideia de uma amea&ccedil;a   real relaciona-se &agrave; diferen&ccedil;a entre "seguran&ccedil;a" e "seguran&ccedil;a internacional": "although   it shares some qualities with 'social security', (…) international security has   its own distinctive and more extreme meaning. Unlike 'social security', which has strong links   to matters of entitlement and justice, international security is more firmly   rooted in traditions of power politics" (Buzan 1997, 13). Por isso, assuntos de seguran&ccedil;a internacional t&ecirc;m   uma agenda pr&oacute;pria, a qual &eacute; formulada a partir da cren&ccedil;a de que &aacute;rea lida com   aspectos relacionados &agrave; sobreviv&ecirc;ncia. Ao se referir a economia internacional, Buzan   afirma que "if it spins into a major crisis then it will be a central security   issue, but if ways are found to overcome or contain crisis, and keep the system   tolerably stable, then most economic issues will remain off, or marginal to,   the security agenda" (Buzan 1997, 11). A   formula&ccedil;&atilde;o "amplia" o conceito de seguran&ccedil;a para incorporar outros aspectos   al&eacute;m dos militares, principalmente porque os atores de securitiza&ccedil;&atilde;o podem ser   l&iacute;deres pol&iacute;ticos, sociais ou intelectuais, e os objetos podem ser de qualquer natureza, incluindo fatores econ&ocirc;micos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A contribui&ccedil;&atilde;o mais radical ao debate partiu do   realismo ut&oacute;pico de Booth (1991), para quem o conceito de seguran&ccedil;a &eacute; definido   em rela&ccedil;&atilde;o ao conceito de emancipa&ccedil;&atilde;o, como se cada um refletisse uma face   diferente da mesma moeda. "Emancipation means freeing people   from those constraints that stop them carrying out what freely they would   choose to do, of which war, poverty, oppression and poor education are a few.   (…) It is emancipation, not power and order, in both theory and practice that   leads to stable security" (Booth 1991, 539). Definido dessa maneira, o   conceito de seguran&ccedil;a contempla todas as dimens&otilde;es da exist&ecirc;ncia humana e se   apresenta como o mais "amplo" entre todos os conceitos apresentados no debate.   Em rela&ccedil;&atilde;o aos fatores econ&ocirc;micos, abandona-se a concep&ccedil;&atilde;o de que tais fatores   estariam subordinados &agrave; l&oacute;gica dos interesses dos Estados, como preconizado   pela teoria realista, e assume-se que sua fun&ccedil;&atilde;o &eacute; a de suprir a aus&ecirc;ncia das   condi&ccedil;&otilde;es materiais necess&aacute;rias para que os indiv&iacute;duos exer&ccedil;am sua liberdade.   Fica claro, portanto, a prioridade dos indiv&iacute;duos como sujeitos de seguran&ccedil;a,   os quais devem ser tratados como fins, ao passo que os Estados s&atilde;o apenas um   meio para sua emancipa&ccedil;&atilde;o. A ideia de que os indiv&iacute;duos podem viver em harmonia   uma vez que emancipados n&atilde;o reflete nenhuma concep&ccedil;&atilde;o anterior de natureza humana, mas sim a cren&ccedil;a no papel da raz&atilde;o e no valor dos seres humanos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Rumo a uma nova dimens&atilde;o dos fatores econ&ocirc;micos?</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; poss&iacute;vel organizar o   debate sobre o objeto dos estudos de seguran&ccedil;a conforme a <a href="#fig01">Figura 1</a>. Nela, as   contribui&ccedil;&otilde;es s&atilde;o distribu&iacute;das em um espa&ccedil;o que chamei de horizonte   te&oacute;rico do conceito de seguran&ccedil;a. Os autores est&atilde;o distribu&iacute;dos em um   eixo vertical que indica o sujeito de seguran&ccedil;a, em uma grada&ccedil;&atilde;o que vai do   Estado &agrave; categoria Indiv&iacute;duo/Humanidade, e ao longo de um eixo horizontal que   indica o escopo aceito para o conceito de seguran&ccedil;a, que varia entre restrito e   ampliado. As elipses indicam diferentes graus de comprometimento das an&aacute;lises   com a blindagem realista conforme definida na se&ccedil;&atilde;o 3. Portanto, em um extremo   do eixo diagonal, tem-se a menor elipse, que compreende as an&aacute;lises mais   pr&oacute;ximas ao conceito de seguran&ccedil;a empregado pelos praticantes no in&iacute;cio da   institucionaliza&ccedil;&atilde;o da disciplina. No outro, as contribui&ccedil;&otilde;es de Kolodziej (1992) e Booth (1991) que n&atilde;o s&atilde;o afetadas pela blindagem.<a href="#_ftn10" name="_ftnref10" title=""><sup>10</sup></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbpi/v55n1/a02fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tr&ecirc;s considera&ccedil;&otilde;es sobre o modo como o horizonte   te&oacute;rico est&aacute; organizado merecem destaque. Em primeiro lugar, parece inadequado   estabelecer cont&iacute;nuos entre categorias que s&atilde;o absolutas: n&atilde;o existe uma   abordagem cujo sujeito de seguran&ccedil;a seja mais ou menos indiv&iacute;duo, mais ou menos   Estado, mais ou menos humanidade. Na verdade, o que o eixo vertical indica s&atilde;o   aproxima&ccedil;&otilde;es, e at&eacute; poss&iacute;veis sobreposi&ccedil;&otilde;es entre os sujeitos. Walt (1991) &eacute;   claro de que as amea&ccedil;as que definem o conceito s&atilde;o voltadas contra o Estado.   Booth (1991) tamb&eacute;m &eacute; claro sobre o objeto de seguran&ccedil;a ser o indiv&iacute;duo. J&aacute;   Haftendorn (1991) define seguran&ccedil;a internacional como a seguran&ccedil;a dos Estados,   mas reconhece a possibilidade de que o sujeito seja a humanidade. Ullman (1983)   confere prioridade aos indiv&iacute;duos, mas s&atilde;o indiv&iacute;duos de um Estado particular.   Mathews (1989) considera a humanidade como o sujeito de seguran&ccedil;a, por&eacute;m a viabilidade de seu projeto de seguran&ccedil;a est&aacute; estreitamente vinculada ao Estado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pode parecer estranho que debatedores identificados   pela literatura como "ampliacionistas" estejam situados t&atilde;o pr&oacute;ximos do polo   mais proeminente da vis&atilde;o "restrita". Isso ocorre em fun&ccedil;&atilde;o do peso que o   sujeito de seguran&ccedil;a, nesse caso o Estado, possui como limitador das   possibilidades te&oacute;ricas. Assim, embora Nye e Lynn-Jones (1988) aceitem que   temas econ&ocirc;micos, sociol&oacute;gicos e psicol&oacute;gicos sejam levados em considera&ccedil;&atilde;o   pelos estudos de seguran&ccedil;a, eles s&atilde;o incorporados apenas quando aprovados no   crit&eacute;rio de representar ou n&atilde;o amea&ccedil;as ao Estado. Ullman (1983) e Haftendorn   (1991) tamb&eacute;m, mas em menor grau, dado o peso conferido a outros sujeitos de   seguran&ccedil;a. Mathews (1989) prop&otilde;e uma an&aacute;lise realmente ampla, mas ainda   dependente do Estado. Kolodziej (1992) escapa da blindagem realista ao definir   o escopo em termos liberais, e Booth (1991) em fun&ccedil;&atilde;o do conceito de emancipa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por &uacute;ltimo, cabe indicar o lugar da Escola de   Copenhague nesse horizonte te&oacute;rico. No eixo vertical, ela est&aacute; situada no meio,   como forma de indicar que o objeto de refer&ecirc;ncia para seguran&ccedil;a pode variar de   acordo com os rumos da securitiza&ccedil;&atilde;o. O mesmo ocorre no eixo horizontal. Embora   sejam os mais proeminentes entre os "ampliacionistas", a amplia&ccedil;&atilde;o depender&aacute; do   objeto de refer&ecirc;ncia a ser escolhido e dos rumos do processo de securitiza&ccedil;&atilde;o.   Portanto, &eacute; correto afirmar que a Escola de Copenhague &eacute; contra   a manuten&ccedil;&atilde;o de uma defini&ccedil;&atilde;o estreita dos estudos de seguran&ccedil;a, como a de   estudos estrat&eacute;gicos. Todavia, afirmar que ela &eacute; a favor   da amplia&ccedil;&atilde;o s&oacute; faz sentido se o conte&uacute;do emp&iacute;rico das an&aacute;lises da Escola for   levado em considera&ccedil;&atilde;o; da&iacute; a import&acirc;ncia dos setores em suas an&aacute;lises (Buzan e   Wilde 1998). Esse &eacute; um dos motivos pelo qual a Escola de Copenhague est&aacute;   situada no centro do eixo horizontal. O outro diz respeito ao tratamento dos fatores econ&ocirc;micos, e ser&aacute; visto a seguir.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; ao longo da diagonal que se cria entre os eixos do   sujeito de seguran&ccedil;a e do escopo do conceito que se pode avaliar se o   tratamento conferido aos fatores econ&ocirc;micos &eacute; subordinado ou insubordinado &agrave;   blindagem realista. Na elipse menor est&atilde;o os autores que defendem a import&acirc;ncia   dos fatores econ&ocirc;micos apenas em rela&ccedil;&atilde;o aos interesses do poder nacional, &agrave;<i> la</i> Carr (2001) e   Morgenthau (2003). Entre os dois extremos da diagonal est&atilde;o Haftendorn (1991) e   Ullman (1983), muito mais pr&oacute;ximos do grupo realista em fun&ccedil;&atilde;o do   comprometimento com os regimes para a seguran&ccedil;a internacional da primeira, e   com o governo norte-americano, na an&aacute;lise de seguran&ccedil;a nacional do segundo; e   Mathews (1989), que s&oacute; n&atilde;o se encontra ao lado de Kolodziej (1992) e Booth   (1991) porque os aspectos econ&ocirc;micos est&atilde;o subordinados a uma l&oacute;gica   inteiramente ambiental, e em raz&atilde;o da j&aacute; referida depend&ecirc;ncia dos Estados. Como   foi visto, a Escola de Copenhague "amplia" o conceito de seguran&ccedil;a para al&eacute;m do   setor militar tamb&eacute;m porque os agentes de securitiza&ccedil;&atilde;o e os objetos de   refer&ecirc;ncia deixam de estar vinculados ao governo, e tamb&eacute;m podem ser oriundos   de outros setores. Na pr&aacute;tica, todavia, pode-se perguntar quem possui os meios   para responder "extraordinariamente" &agrave;s amea&ccedil;as securitizadas, e quem possui   influ&ecirc;ncia para apressar o caminho que o entendimento intersubjetivo dos atores   envolvidos deve percorrer para que um objeto de refer&ecirc;ncia do extremo n&atilde;o   politizado passe ao de seguran&ccedil;a no processo de securitiza&ccedil;&atilde;o. Desconsiderar a   "social security" e os assuntos de "entitlement and justice" durante esse   processo limita a compreens&atilde;o da import&acirc;ncia dos fatores econ&ocirc;micos para os   governos na &aacute;rea de seguran&ccedil;a internacional e, ironicamente, deixa a abordagem   ref&eacute;m da blindagem realista. Esse &eacute; o segundo motivo pelo qual a Escola se encontra no meio do eixo horizontal da <a href="#fig01">Figura 1</a>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Os &uacute;nicos que escapam das imposi&ccedil;&otilde;es cognitivas da   blindagem realista s&atilde;o Kolodziej (1992) e Booth (1991). Em sua leitura   posterior, Kolodziej (2005) confere aos fatores econ&ocirc;micos centralidade em suas   an&aacute;lises de seguran&ccedil;a. Eles s&atilde;o elementos que fogem do controle dos Estados, ao   se distribu&iacute;rem transacionalmente originando uma sociedade econ&ocirc;mica civil que   afeta os resultados na &aacute;rea de seguran&ccedil;a. O fim da Guerra Fria, para o autor,   s&oacute; pode ser entendido a partir deles. A rela&ccedil;&atilde;o entre emancipa&ccedil;&atilde;o e seguran&ccedil;a   em Booth (1991) tamb&eacute;m o projeta para al&eacute;m das limita&ccedil;&otilde;es realistas. Ao inserir   no debate o conceito de justi&ccedil;a, a dualidade emancipa&ccedil;&atilde;o/seguran&ccedil;a mant&eacute;m sua   for&ccedil;a normativa apenas se as condi&ccedil;&otilde;es de satisfa&ccedil;&atilde;o das necessidades materiais   dos indiv&iacute;duos estiverem em evid&ecirc;ncia. A busca pela emancipa&ccedil;&atilde;o pode ser   entendida como a luta por justi&ccedil;a social e condi&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas dignas, podendo   desencadear mudan&ccedil;as significativas no cen&aacute;rio internacional. Ali&aacute;s, essa &eacute; a aspira&ccedil;&atilde;o de seu realismo ut&oacute;pico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tratamento dos aspectos econ&ocirc;micos a partir dessa   nova dimens&atilde;o criou as condi&ccedil;&otilde;es de possibilidade para que o conceito de   seguran&ccedil;a econ&ocirc;mica, antes tratado no &acirc;mbito das contribui&ccedil;&otilde;es tradicionais e   subordinados aos interesses dos Estados (Cable 1995), passasse a ser tratado   sob a perspectiva do conceito mais amplo de seguran&ccedil;a humana. De acordo com   Timothy (2004), o marco de nascimento do conceito de seguran&ccedil;a humana foi o   Relat&oacute;rio sobre Desenvolvimento Humano, lan&ccedil;ado em 1994 pelo Programa das   Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o qual serviu de base para as   discuss&otilde;es da C&uacute;pula Mundial sobre Desenvolvimento Social, realizada em   Copenhague, no ano seguinte. Segundo o documento, intitulado <i>New Dimensions of Human Security</i>,   para se alcan&ccedil;ar seguran&ccedil;a econ&ocirc;mica &eacute; necess&aacute;rio que os indiv&iacute;duos tenham "(…) an assured basic income&#151;usually from productive and remunerative work, or   in the last resort from some publicly financed safety net" (UNPD 1994, 25).   Fica claro, portanto, que os fatores econ&ocirc;micos s&atilde;o desvinculados da l&oacute;gica   realista no momento em que o indiv&iacute;duo ascende &agrave; posi&ccedil;&atilde;o de sujeito de   seguran&ccedil;a. Por sua vez, o indiv&iacute;duo adquire esse status no momento em que a   blindagem realista nos estudos de seguran&ccedil;a se rompe. Em resumo, fissuras na   blindagem permitiram que o indiv&iacute;duo fosse visto como sujeito de seguran&ccedil;a e,   em consequ&ecirc;ncia,   os fatores econ&ocirc;micos fossem tratados de maneira aut&ocirc;noma em rela&ccedil;&atilde;o aos postulados realistas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma das formas de verificar a credibilidade da rela&ccedil;&atilde;o   entre o fim da blindagem realista e um novo papel para os fatores de seguran&ccedil;a   &eacute; a de contrapor tentativas anteriores de redefini&ccedil;&atilde;o do conceito de seguran&ccedil;a   a partir da dimens&atilde;o individual e seus efeitos nas teorias de seguran&ccedil;a. Como   aponta Bajpai (2000), as tentativas de redefinir seguran&ccedil;a a partir da dimens&atilde;o   humana se iniciaram j&aacute; na d&eacute;cada de 1960. Grupos de intelectuais, pol&iacute;ticos e   acad&ecirc;micos, entre outros, atuavam para "humanizar" o conceito de seguran&ccedil;a,   seja no Clube de Roma, na Comiss&atilde;o Independente para Assuntos de Desenvolvimento   Internacional (Comiss&atilde;o Brandt), ou na Comiss&atilde;o Independente para Desarmamento   e Assuntos de Seguran&ccedil;a (Comiss&atilde;o Palme). Por&eacute;m, nenhuma delas conseguiu afetar   significativamente a sub&aacute;rea de seguran&ccedil;a a ponto de que o sujeito de seguran&ccedil;a   fosse problematizado teoricamente, pois essas iniciativas surgiram durante o per&iacute;odo de bipolaridade, no qual a blindagem realista imperava.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">J&aacute; o relat&oacute;rio do PNUD foi lan&ccedil;ado em uma conjuntura   completamente distinta. Segundo Timothy (2004, 19), "the 1994   UNDP report was framed well after the break-up of the Soviet Union, when   nuclear war between the U.S. and the Soviet Union no longer posed an imminent   threat", fator que pode ter sido crucial para refletir "(…) the hope that   states would recognize a "peace dividend" and redirect spending from defense to   socioeconomic programs." Nesse per&iacute;odo, a blindagem realista j&aacute; havia se   rompido, e os praticantes da sub&aacute;rea problematizavam quem seria o sujeito de   seguran&ccedil;a. O exemplo que ilustra bem os impactos do conceito de seguran&ccedil;a   humana nos estudos de seguran&ccedil;a foi o col&oacute;quio sobre o conceito, organizado   pela Security Dialogue, uma importante publica&ccedil;&atilde;o da   sub&aacute;rea, o qual contou com a participa&ccedil;&atilde;o de 21 acad&ecirc;micos que ofereceram suas   vis&otilde;es sobre o tema (Owen 2004). Embora as opini&otilde;es sobre sua relev&acirc;ncia   variassem, a possibilidade de discuti-lo representou uma mudan&ccedil;a significativa   em rela&ccedil;&atilde;o ao consenso anterior sobre o papel do Estado como sujeito de seguran&ccedil;a. Essa mudan&ccedil;a permitiu a insubordina&ccedil;&atilde;o dos aspectos econ&ocirc;micos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao longo do texto, procurei demonstrar que os fatores   econ&ocirc;micos ocuparam um papel subordinado aos interesses dos Estados nas   abordagens dos estudos de seguran&ccedil;a em raz&atilde;o de uma "blindagem realista" que   marcou o nascimento institucional da disciplina no final dos anos 1940.   Obviamente, houve tentativas de enfatizar a import&acirc;ncia desses fatores como   causas determinantes para a coopera&ccedil;&atilde;o entre os Estados. Todavia, essas   contribui&ccedil;&otilde;es ou eram associadas a outras especialidades, como a rela&ccedil;&atilde;o entre   o funcionalismo e os estudos de integra&ccedil;&atilde;o europeia, ou tratadas como relativas   &agrave; economia pol&iacute;tica internacional, como no caso dos estudos de   interdepend&ecirc;ncia.<a href="#_ftn11" name="_ftnref11" title=""><sup>11</sup></a> Quando os fatores econ&ocirc;micos lidavam especificamente com o objeto da sub&aacute;rea, o   objeto foi virado do avesso e passou a ser a paz, e n&atilde;o a guerra. Dessa forma,   a disciplina de estudos de seguran&ccedil;a permaneceu imune &agrave; amea&ccedil;a. O di&aacute;logo entre   teorias de motiva&ccedil;&atilde;o e conte&uacute;do explicitamente econ&ocirc;mico, como a teoria de   regimes, e a &aacute;rea de estudos de seguran&ccedil;a teve in&iacute;cio, efetivamente, quando   aquela deixou de ser uma abordagem liberal e passou a ser um exemplo de   "realismo estrutural modificado", para usar o malabarismo verbal de Keohane   (1984), no qual os fatores econ&ocirc;micos se subordinavam aos interesses dos   Estados. O compartilhamento de uma mesma vis&atilde;o sobre esses fatores foi   essencial para que ocorresse a tentativa de s&iacute;ntese Neo-Neo.<a href="#_ftn12" name="_ftnref12" title=""><sup>12</sup></a> Esse debate &eacute;   a prova, ali&aacute;s, do vigor da blindagem realista que se estabelecera 30 anos   antes. O m&eacute;todo e a epistemologia eram econ&ocirc;micos, e o substrato ontol&oacute;gico, pol&iacute;tico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesse meio tempo a realidade da pol&iacute;tica mundial tinha   mudado, a economia tinha mudado, e cada vez mais a blindagem realista passou a   ser pressionada.    A gota d'&aacute;gua foi o fim da Guerra Fria, n&atilde;o previsto pelos realistas e   explicado por muitos a partir de fatores econ&ocirc;micos (Kolodziej 2005). Ali&aacute;s, &eacute;   interessante como os autores pr&oacute;ximos ao realismo procuram outras explica&ccedil;&otilde;es   para invalidar ou, no m&iacute;nimo, atenuar o peso desses fatores para o fim da URSS   (por exemplo, Deudney e Ikenberry 1991/1992; Tuminez 2003). De todo modo, n&atilde;o   acredito que seja apenas a realidade externa &agrave; acad&ecirc;mica a respons&aacute;vel por   causar mudan&ccedil;as no modo como a academia enxerga essa mesma realidade. A maior   profissionaliza&ccedil;&atilde;o dos acad&ecirc;micos e a separa&ccedil;&atilde;o entre think-tanks   e o mundo universit&aacute;rio, bem como mudan&ccedil;as na filosofia das ci&ecirc;ncias naturais   que abalaram as cren&ccedil;as sobre a "realidade" dos empreendimentos cient&iacute;ficos nas   ci&ecirc;ncias sociais tamb&eacute;m devem ser considerados (Wight 2005). &Eacute; nesse contexto   que a blindagem realista come&ccedil;a a ser trincada e os fatores econ&ocirc;micos passam a   fazer parte "insubordinadamente" da disciplina por interm&eacute;dio do liberalismo e   das teorias cr&iacute;ticas, na esteira dos debates sobre a amplia&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o do   conceito de seguran&ccedil;a. A esse processo chamei de "nova dimens&atilde;o dos fatores   econ&ocirc;micos", devido ao lugar conferido ao indiv&iacute;duo como sujeito de seguran&ccedil;a,   e n&atilde;o mais ao Estado, bem como aos fatores econ&ocirc;micos, associados ao bem-estar   e &agrave; liberdade dos indiv&iacute;duos, e n&atilde;o mais aos interesses estrat&eacute;gicos dos Estados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O artigo n&atilde;o pretendeu tratar das novas abordagens de   seguran&ccedil;a per se. Como o pr&oacute;prio t&iacute;tulo indica, a &ecirc;nfase recaiu sobre   exist&ecirc;ncia de uma blindagem realista que restringiu o modo como os acad&ecirc;micos   da sub&aacute;rea de seguran&ccedil;a trataram os aspectos econ&ocirc;micos na maior parte da   hist&oacute;ria disciplinar. Nesse sentido,    o artigo restringiu-se aos fatores econ&ocirc;micos. Todavia, a emerg&ecirc;ncia do   conceito de seguran&ccedil;a humana, que conta com outras dimens&otilde;es al&eacute;m da dimens&atilde;o   de seguran&ccedil;a econ&ocirc;mica, &eacute; um fen&ocirc;meno que merece ser estudado com mais   detalhamento.    At&eacute; que ponto suas dimens&otilde;es alimentar, de sa&uacute;de e ambiental, entre outras,   tamb&eacute;m n&atilde;o sofreram os mesmos efeitos exercidos pela blindagem realista sobre   os fatores econ&ocirc;micos? A resposta a essa quest&atilde;o est&aacute; al&eacute;m do escopo do presente artigo, mas merece ser o objeto de publica&ccedil;&otilde;es futuras.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">AXELROD, R.; KEOHANE, R. O. (1985) Achieving Cooperation under Anarchy: Strategies and Institutions. <i>World Politics</i>, v. 38, no. 1, p. 226&#150;254.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0034-7329201200010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Baldwin, David. (1995) Security Studies and   the End of the Cold War. <i>World     Politics, </i>vol<i>.</i> 48, no. 1, p. 117&#150;141.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0034-7329201200010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Baldwin, David. (2001) The concept of   security. <i>Review of International Studies, </i>vol. 23, no. 1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0034-7329201200010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BAJPAI, K. (2000) Human security: concept and measurement. <i>KROC Institute Occasional Paper</i>, v. 19, p. 1&#150;64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0034-7329201200010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BELLANY, I. (1981)   Towards a Theory of International Security. <i>Political Studies</i>, v. 29, no. 1,  p. 100&#150;105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0034-7329201200010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Booth, Ken. (1991) Security in Anarchy: Utopian Realism in Theory and Practice. <i>International Affairs</i>, vol. 67, no. 3, p. 527&#150;545.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0034-7329201200010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Bull,   Hedley. (2002) <i>A Sociedade     An&aacute;rquica. </i>S&atilde;o Paulo: Imprensa Oficial do Estado / Editora da UnB / IPRI.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0034-7329201200010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Buzan, Barry; Wilde, Jaap de. (1998) <i>Security: A New Framework for Analysis</i>. Boulder: Lynne Rienner Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0034-7329201200010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Buzan, Barry. (1984) Economic Structure and   International Security: The Limits of the Liberal Case. <i>International     Organization</i>, vol. 38, no. 4, p. 597&#150;624.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0034-7329201200010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Buzan, Barry .(1983) <i>People, States and Fear: The National Security Problem in International Relations</i>. Brighton: Wheatsheaf Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0034-7329201200010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Buzan, Barry. (1997) Rethinking Security   after the Cold War. <i>Cooperation     and Conflict</i>,  vol. 32, no. 1, p. 5&#150;28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0034-7329201200010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Cable, Vincent. (1995) What is International   Economic Security? <i>International     Affairs,  </i>vol. 71, no. 2, p. 305&#150;324.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0034-7329201200010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Carr,   Edward. (2001) <i>Vinte     anos de crise 1919-1939: uma introdu&ccedil;&atilde;o aos estudos das rela&ccedil;&otilde;es     internacionais.</i> Bras&iacute;lia: Editora da UnB.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0034-7329201200010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Deudney, Daniel e Ikenberry, John. (1991/1992) The International Sources of   Soviet Change. <i>International Security</i> vol. 16, no. 3, p. 74&#150;118.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0034-7329201200010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Fierke, Karin. (2007) <i>Critical Approaches to International Security</i>. Cambridge: Polity.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0034-7329201200010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GOUREVITCH, Peter A.   (1999) Robert O. Keohane: The Study of International Relations. <i>The American Political     Science Association Online</i>, September, s/p.   Endere&ccedil;o: <a href="http://www.apsanet.org/PS/sept99/keohane.cfm" target="_blank">http://www.apsanet.org/PS/sept99/keohane.cfm</a> Acesso: 5 de julho de 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0034-7329201200010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Gilpin, Robert. (1983) <i>War and Change in World Politics</i>. Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0034-7329201200010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Grieco, Joseph. (1988) Anarchy and the   Limits of International Cooperation: A Realist Critique of the Newest Liberal   Institutionalism. <i>International Organization</i>, vol. 42, no. 3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0034-7329201200010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Haftendorn, Helga (1991). The Security   Puzzle: Theory-Building and Discipline-Building in International Security. <i>International Studies Quarterly</i>, vol. 35, no. 1, p. 3&#150;17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0034-7329201200010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Kaplan, Morton. (1961a) Is International   Relations a Discipline? <i>The Journal of Politics, </i>vol. 23, no. 3, p. 462&#150;476.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0034-7329201200010000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Kaplan, Morton. (1961b) Problems of Theory Building and Theory Confirmation in International Politics. <i>World Politics. </i>vol<i>.</i> 14, no. 1, p. 474&#150;475.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0034-7329201200010000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Keohane, Robert e Nye, Joseph. (2001) <i>Power and Interdependence</i>. New York: Longman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0034-7329201200010000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Keohane, Robert. (1984) <i>After hegemony: cooperation and discord in the world political economy</i>. Princeton: Princeton University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0034-7329201200010000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Kolodziej, Edward. (2005) <i>Security and   International Relations</i>. Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0034-7329201200010000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Kolodziej, Edward. (1992) Renaissance in Security Studies? Caveat Lector! <i>International Studies Quarterly</i>, vol. 36, no. 4, p. 421&#150;438.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0034-7329201200010000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Linklater, Andrew e Suganami, Hidemi. (2006) <i>The English School of International   Relations: A Contemporary Reassessment</i>. Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0034-7329201200010000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Little, Richard. (2007) <i>The Balance of Power in International Relations: Metaphors, Myths and Models</i>. Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0034-7329201200010000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Lynn-Jones, S. (1991) International Security   Studies after the Cold War: An Agenda for the Future. <i>Presentation at the     Annual Meeting of the International Security Studies Section of the International Studies Association, Annapolis, Maryland</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0034-7329201200010000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Mathews, Jessica. (1989) Redefining   Security. <i>Foreign Affairs,</i> vol. 68, no. 2, p. 162&#150;177.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0034-7329201200010000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Mearsheimer, John. (1990) Back to the Future: Instability in Europe after the Cold War. <i>International Security, </i>vol. 15, no. 1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0034-7329201200010000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MONDALE, Walter. (1974) Beyond Detente: Toward International Economic Security. Foreign Affairs, vol. 53, no. 1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0034-7329201200010000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Morgenthau,   Hans. (2003) <i>A     Pol&iacute;tica entre as Na&ccedil;&otilde;es: A luta pelo poder e pela paz</i>. Bras&iacute;lia: Editora da UnB/ Imprensa Oficial do Estado de S&atilde;o Paulo/IPRI.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0034-7329201200010000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Nye, Joseph e Lynn-Jones, S. (1988) International Security Studies: A Report of a Conference on the State of the Field. <i>International Security,</i> vol. 12, no. 4, p. 5&#150;27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0034-7329201200010000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Onuf, Nicholas. (1979) "International Legal   Order as an Idea," <i>The     American Journal of International Law,</i> vol. 73, no. 2, p. 244&#150;266.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0034-7329201200010000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">OWEN, T. (2004) Human   Security &#150; Conflict, Critique and Consensus: Colloquium Remarks and a Proposal for a Threshold-Based Definition. <i>Security     Dialogue</i>, v. 35, no. 3, p. 373&#150;387, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0034-7329201200010000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Prins, Gwyn. (1998) The Four-Stroke Cycle in Security Studies. <i>International   Affairs, </i>vol. 74,  no. 4, p. 781&#150;808.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0034-7329201200010000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Smith, Steve. (1996) Positivism and beyond<i>. In: </i>Steve Smith, Ken Booth and Marysia Zalewski (eds).<i> International Theory:   Positivism and Beyond.</i> Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0034-7329201200010000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Smith, Steve. (2005) The Contested Concept   of Security.<i> In: Booth, K (ed.) Critical Security Studies and World Politics.</i> Boulder/London: Lynne Rienner Publishers, p. 51&#150;55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0034-7329201200010000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Smith, Steve. (1999) The increasing   insecurity of security studies: Conceptualizing security in the last twenty   years. <i>Contemporary Security Policy</i>, vol. 20, no. 3, p. 72&#150;101.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0034-7329201200010000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">TIMOTHY, Kristen. (2004) Human Security   Discourse at the United Nations. <i>Peace Review</i>, vol. 16, no. 1, p. 19&#150;24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0034-7329201200010000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Tuminez, Astrid. (2003) Nationalism, Ethnic Pressures, and the Breakup of the Soviet Union. <i>Journal of Cold War Studies, </i>vol. 5, no. 4, p. 81&#150;136.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0034-7329201200010000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ullman, Richard. (1983) Redefining Security.     <i>International Security,</i> vol. 8, no. 1, p. 129&#150;153.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0034-7329201200010000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">UNDP (1994). Human Development Report. New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0034-7329201200010000200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Waever, Ole; Buzan, Barry. (2007) After The Return to Theory: The Past,   Present, and Future of security Studies<i>. In: Collins, A. (ed.)     Contemporary Security Studies.</i> New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0034-7329201200010000200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Waever, Ole. (1995) Securitization and   Desecuritization<i>. In</i>: Lipschutz, R.<i> (Ed.) On Security.</i> New York: Columbia University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0034-7329201200010000200045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Waever, Ole. (1996) The rise and fall of the   inter-paradigm debate.<i>   In: </i>Steve Smith, Ken Booth and Marysia Zalewski   (eds)<i>.     International Theory: Positivism and Beyond.</i> Cambridge: Cambridge University Press, p. 149&#150;185.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0034-7329201200010000200046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Walt, Stephen. (1991) The Renaissance of   Security Studies. <i>International Studies Quarterly</i>, vol. 35, no. 2, p. 212&#150;213.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0034-7329201200010000200047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Waltz,   Kenneth. (2002) <i>Teoria das Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>. Lisboa: Gradiva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0034-7329201200010000200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Wight, Colin. (2005) Philosophy of Social   Science and International Relations. In: Carlsnaes, W; Risse-Kappen, T;   Simmons, BA (eds.).<i>   Handbook of International Relations.</i> London: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0034-7329201200010000200049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Wolfers, Arnold. (1952) National Security as an Ambiguous Symbol. <i>Political Science Quarterly</i>, vol. 67, no. 4, p. 481&#150;502.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0034-7329201200010000200050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 1&#186; de maio de 2011</font>    <br> <font size="2" face="Verdana">Aprovado em 29 de setembro de 2011</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="" id="_ftn1">1</a>&nbsp;   Essa interpreta&ccedil;&atilde;o destaca a coer&ecirc;ncia do argumento de Bull (2007) a respeito   da anteced&ecirc;ncia ontol&oacute;gica do sistema de estados. Embora cite a analogia   interna em sua an&aacute;lise, Little (2007) n&atilde;o considera suas consequ&ecirc;ncias, o que   contradiz o fundamento de sua an&aacute;lise.</font><br />   <font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title="" id="_ftn2">2</a>&nbsp;     Onuf (1979) apresenta uma an&aacute;lise semelhante em rela&ccedil;&atilde;o ao papel da analogia     interna e sugere que a ordem internacional legal prescinde de uma autoridade     como a do Estado.</font><br />     <font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref3" name="_ftn3" title="" id="_ftn3">3</a> &nbsp;A analogia interna &eacute; utilizada por Linklater e Suganami (2006) para refor&ccedil;ar o     argumento de que a Escola Inglesa possui um vi&eacute;s construtivista. Minha an&aacute;lise     sugere que o argumento &eacute; incorreto para a obra de Bull (2007).</font><br />     <font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref4" name="_ftn4" title="" id="_ftn4">4</a>&nbsp;     Optei por adotar o termo <i>estudos       de seguran&ccedil;a</i> para evitar a associa&ccedil;&atilde;o entre <i>regime de seguran&ccedil;a</i> e <i>seguran&ccedil;a internacional</i>,     conforme sugerido por Haftendorn (1991). Sigo, assim, a nomenclatura de     Lynn-Jones (1991), sem aceitar a defini&ccedil;&atilde;o oferecida por ele sobre o escopo do     conceito.</font><br />     <font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref5" name="_ftn5" title="" id="_ftn5">5</a> Esse objeto de refer&ecirc;ncia, "acquired values", est&aacute; baseado em Wolfers (1952).</font><br />     <font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref6" name="_ftn6" title="" id="_ftn6">6</a>&nbsp;     Essa &eacute; claramente a conclus&atilde;o de Baldwin (1995).</font><br />     <font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref7" name="_ftn7" title="" id="_ftn7">7</a> Em outra passagem, essa distin&ccedil;&atilde;o fica     ainda mais clara: "foi exatamente por meio de um (...) processo de emancipa&ccedil;&atilde;o     de outros moldes de pensamento, e pelo desenvolvimento de um padr&atilde;o adequado a     seu campo de atua&ccedil;&atilde;o, que a economia engendrou uma teoria aut&ocirc;noma das     atividades econ&ocirc;micas do homem. O prop&oacute;sito do realismo pol&iacute;tico est&aacute; em     contribuir para um desenvolvimento similar no campo da pol&iacute;tica." (Morgenthau     2003, 27)<br />     </font><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref8" name="_ftn8" title="" id="_ftn8">8</a> Em rela&ccedil;&atilde;o aos fatores econ&ocirc;micos, as primeiras tentativas de ampliar o     conceito estavam claramente inseridas na blindagem realista. Ver Buzan (1983;     1984).</font><br />     <font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref9" name="_ftn9" title="" id="_ftn9">9</a> O conceito &eacute; originalmente formulado em Waever (1995).</font><br />     <font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref10" name="_ftn10" title="" id="_ftn10">10</a> Aqui tamb&eacute;m entrariam as abordagens de Seguran&ccedil;a Humana. Ver Smith (2005,     51&#150;55).<br />     </font><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref11" name="_ftn11" title="" id="_ftn11">11</a> Ver Keohane e Nye (2001).</font><br />     <font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref12" name="_ftn12" title="" id="_ftn12">12</a> Ver Waever (1996).</font></p>      ]]></body><back>
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