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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A União Europeia entre o alargamento e a vizinhança: os casos dos Balcãs ocidentais e do Cáucaso do sul]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The paper deals with EU policies towards its eastern periphery, focusing on the Western Balkans and South Caucasus. Departing from a comparative approach, the paper argues that the establishment of a regional normative order, with clear goals of stabilization through variable geometry integration, has found clear limits. The paper flashes out these dynamics and establishes important lessons to be learned from the European approach to the Balkans and the Caucasus.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana">A Uni&atilde;o Europeia entre o alargamento e a vizinhan&ccedil;a: os casos dos Balc&atilde;s ocidentais e do C&aacute;ucaso do sul</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">The European Union between enlargement and the neighbourhood: cases from the Western Balkans and the South Caucasus</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Lic&iacute;nia Sim&atilde;o<sup>I</sup>; S&oacute;nia Rodrigues<sup>II</sup></font></b><font size="2" face="Verdana"> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Professora do Centro de Estudos   Sociais da Universidade de Coimbra, Portugal (<a href="mailto:liciniasimao@gmail.com">liciniasimao@gmail.com</a>)    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Professora do Departamento de Estudos Pol&iacute;ticos da Universidade Nova   de Lisboa, Portugal (<a href="mailto:sasrodrigues@gmail.com">sasrodrigues@gmail.com</a>)</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O artigo trata as pol&iacute;ticas da UE para a sua   periferia a leste, com enfoque nos Balc&atilde;s ocidentais e no C&aacute;ucaso do sul.   Partindo de uma abordagem comparativa, o artigo argumenta que a constru&ccedil;&atilde;o de   uma ordem regional normativa, com objetivos claros de estabiliza&ccedil;&atilde;o por meio da   integra&ccedil;&atilde;o de geometria vari&aacute;vel, tem encontrado limites. O artigo identifica   essas din&acirc;micas e procura retirar li&ccedil;&otilde;es da abordagem europeia aos Balc&atilde;s e ao   C&aacute;ucaso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b>  alargamento; Uni&atilde;o Europeia; vizinhan&ccedil;a.</font></p> <hr size="1" noshade>    <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The paper deals with EU policies towards its   eastern periphery, focusing on the Western Balkans and South Caucasus.   Departing from a comparative approach, the paper argues that the establishment   of a regional normative order, with clear goals of stabilization through   variable geometry integration, has found clear limits. The paper flashes out   these dynamics and establishes important lessons to be learned from the   European approach to the Balkans and the Caucasus.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords: </b></font><b><font size="2" face="Verdana"></font></b><font size="2" face="Verdana">enlargement;   European Union; neighbourhood.</font></p> <hr size="1" noshade>    <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As rela&ccedil;&otilde;es   externas da Uni&atilde;o Europeia (UE) t&ecirc;m sido marcadas por processos de alargamento   e aprofundamento da integra&ccedil;&atilde;o europeia. Os sucessivos alargamentos a novos   Estados-membros s&atilde;o vistos como o instrumento mais eficaz da pol&iacute;tica externa   europeia, promovendo a exporta&ccedil;&atilde;o do modelo de governa&ccedil;&atilde;o da UE para l&aacute; das   suas fronteiras (Hooghe e Marks 2001; Lavenex 2004) e atuando como for&ccedil;a   estabilizadora de longo prazo. Por outro lado, no quadro das pol&iacute;ticas de   proximidade desenvolvidas pela UE no contexto p&oacute;s-alargamento de 2004, a Uni&atilde;o   tem procurado aplicar instrumentos de condicionalidade e socializa&ccedil;&atilde;o   (Schimmelfennig 2001; Sedelmeier 2006), pr&oacute;ximos do modelo de alargamento   (Kelley 2006) e visando a resultados semelhantes. O estabelecimento de regimes   democr&aacute;ticos e de economias liberais tem avan&ccedil;ado lado a lado com a promo&ccedil;&atilde;o de   direitos humanos e do estado de direito. Esse &eacute; o modelo de sucesso europeu que   tem sido promovido na vizinhan&ccedil;a imediata da Uni&atilde;o, nomeadamente nos Balc&atilde;s   ocidentais e nos pa&iacute;ses abrangidos pela Parceria Oriental.<a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title=""><sup>1</sup></a> A   UE tem, por isso, promovido uma abordagem preventiva na gest&atilde;o dos conflitos na   vizinhan&ccedil;a, apoiando projetos de longo prazo e com graus diferentes de integra&ccedil;&atilde;o nas estruturas europeias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O sucesso europeu   e a exporta&ccedil;&atilde;o desse modelo implicam tamb&eacute;m um diagn&oacute;stico semelhante &agrave;s   necessidades dos vizinhos. Seja nos Balc&atilde;s ocidentais, seja nos pa&iacute;ses da   vizinhan&ccedil;a a leste, as propostas europeias t&ecirc;m sido fundamentadas numa   aprecia&ccedil;&atilde;o similar dos desafios que se colocam nessas regi&otilde;es: a necessidade de   fortalecer institui&ccedil;&otilde;es democr&aacute;ticas, de liberalizar e aprofundar a integra&ccedil;&atilde;o   econ&ocirc;mica com a UE, fortalecer do estado de direito como forma de combater   elevados n&iacute;veis de corrup&ccedil;&atilde;o, garantir o respeito pelos direitos humanos e   liberdades fundamentais e o respeito pela resolu&ccedil;&atilde;o pac&iacute;fica de disputas, entre   outros. Podemos, pois, dizer que a UE tem aplicado uma receita de sucesso aos   diferentes espa&ccedil;os pol&iacute;ticos e sociais nas suas fronteiras a leste, baseando-se   na sua pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia e na perspectiva de que os desafios que se colocam a essas regi&otilde;es s&atilde;o similares.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este artigo questiona a validade dessas assun&ccedil;&otilde;es e   prop&otilde;e olhar para o percurso dos Balc&atilde;s ocidentais e do C&aacute;ucaso do sul<a href="#_ftn2" name="_ftnref2" title=""><sup>2</sup></a> rumo &agrave; integra&ccedil;&atilde;o europeia. Se,   por um lado, a abordagem da UE para os Balc&atilde;s &eacute; de plena ades&atilde;o &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es   europeias, por outro lado, a aus&ecirc;ncia dessa perspectiva na vizinhan&ccedil;a,   nomeadamente no C&aacute;ucaso, tem um impacto negativo no progresso das reformas   internas e na estabiliza&ccedil;&atilde;o regional. O artigo identifica possibilidades e   limites na abordagem da UE, bem como elementos de proximidade e de dist&acirc;ncia   entre as duas regi&otilde;es. Quais as principais pol&iacute;ticas promovidas pela UE para   esses dois espa&ccedil;os pol&iacute;ticos? Que objetivos s&atilde;o estabelecidos? E que discurso   pol&iacute;tico &eacute; promovido pelas institui&ccedil;&otilde;es europeias? Por meio da an&aacute;lise das duas   regi&otilde;es e da abordagem da UE para ambas ser&aacute; poss&iacute;vel entender os principais   desafios que se colocam &agrave; concretiza&ccedil;&atilde;o de um projeto normativo de estabiliza&ccedil;&atilde;o regional, bem como &agrave; defini&ccedil;&atilde;o da Uni&atilde;o Europeia como um ator de pol&iacute;tica externa.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Desafinados na Iugosl&aacute;via, em coro pela Uni&atilde;o Europeia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A estrat&eacute;gia europeia para os Balc&atilde;s ocidentais,   delineada na Declara&ccedil;&atilde;o de Zagreb, em 2000, e reconfirmada na Cimeira de   Sal&ocirc;nica, em 2003, enfrenta no ano de 2011 novos desafios. A Cimeira de   Sal&ocirc;nica marca o in&iacute;cio da estrat&eacute;gia europeia para os Balc&atilde;s ocidentais e   confirma que "&#91;o&#93; futuro dos Balc&atilde;s &eacute; na Uni&atilde;o Europeia" (Thessaloniki   Declaration 2003). Nesse sentido, a futura plena integra&ccedil;&atilde;o da Cro&aacute;cia,   Maced&ocirc;nia, Montenegro, Alb&acirc;nia, B&oacute;snia-Herzegovina, S&eacute;rvia e Kosovo nas   institui&ccedil;&otilde;es europeias foi estipulada em Sal&ocirc;nica e especificada por meio de   instrumentos concretos para a regi&atilde;o, isto &eacute;, o percurso europeu dos Balc&atilde;s   ocidentais ser&aacute; alcan&ccedil;ado por meio das metas estipuladas no Processo de   Associa&ccedil;&atilde;o e Estabiliza&ccedil;&atilde;o.<a href="#_ftn3" name="_ftnref3" title=""><sup>3</sup></a> Contudo, a estrat&eacute;gia europeia contempla que o progresso desses Estados no   processo de integra&ccedil;&atilde;o europeia depende n&atilde;o s&oacute; dos seus pr&oacute;prios m&eacute;ritos no   cumprimento dos crit&eacute;rios de Copenhague, mas tamb&eacute;m da absoluta e inequ&iacute;voca coopera&ccedil;&atilde;o com o Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugosl&aacute;via.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesse sentido, apesar de a UE ter uma estrat&eacute;gia para   a regi&atilde;o dos Balc&atilde;s ocidentais, isso n&atilde;o implica a exist&ecirc;ncia de uma op&ccedil;&atilde;o de   entrada em bloco desses pa&iacute;ses nas estruturas europeias. Pelo contr&aacute;rio, aos   diferentes n&iacute;veis de progresso no cumprimento das reformas pr&eacute;-ades&atilde;o, exigidas   dos pa&iacute;ses candidatos, correspondem evolu&ccedil;&otilde;es igualmente diferenciadas. Assim,   al&eacute;m das pol&iacute;ticas europeias globais para os Balc&atilde;s ocidentais (como a   facilita&ccedil;&atilde;o na emiss&atilde;o de vistos, no &acirc;mbito dos Acordos de Associa&ccedil;&atilde;o e   Estabiliza&ccedil;&atilde;o), podemos ainda destacar os <i>instrumentos     financeiros</i> (como o Instrumento de Assist&ecirc;ncia de Pr&eacute;-Ades&atilde;o, a   Ag&ecirc;ncia Europeia de Reconstru&ccedil;&atilde;o e o programa CARDS) e os <i>instrumentos espec&iacute;ficos</i> (como a participa&ccedil;&atilde;o em programas comunit&aacute;rios e medidas comerciais   excepcionais), bem como <i>coopera&ccedil;&otilde;es     setoriais</i> (por meio de colabora&ccedil;&otilde;es com    a Funda&ccedil;&atilde;o Europeia para a Forma&ccedil;&atilde;o, em quest&otilde;es energ&eacute;ticas ou de seguran&ccedil;a nuclear, entre outros).<a href="#_ftn4" name="_ftnref4" title=""><sup>4</sup></a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; ineg&aacute;vel que desde junho de 2003 &#150; data da Cimeira   de Sal&ocirc;nica &#150;    a junho de 2010 &#150; data da Cimeira de Sarajevo &#150; algumas altera&ccedil;&otilde;es   consider&aacute;veis ocorreram, quer no cen&aacute;rio dos Balc&atilde;s ocidentais, quer nas   din&acirc;micas europeias de alargamento. No que respeita &agrave; movimenta&ccedil;&atilde;o das pe&ccedil;as no   puzzle balc&acirc;nico, a Eslov&ecirc;nia &eacute; um Estado membro desde 2004, a Cro&aacute;cia est&aacute; a   poucos passos da plena ades&atilde;o europeia, o Montenegro declarou a independ&ecirc;ncia   de Belgrado &#150; ap&oacute;s o referendo de 2006 &#150; e a S&eacute;rvia perdeu o territ&oacute;rio do   Kosovo &#150; com a declara&ccedil;&atilde;o unilateral de 2008. Para a B&oacute;snia-Herzegovina o   principal desafio &eacute; sobreviver enquanto um Estado &uacute;nico com duas rep&uacute;blicas   antag&ocirc;nicas. Na Maced&ocirc;nia a quest&atilde;o determinante e condicionante para o   aprofundamento da integra&ccedil;&atilde;o europeia permanece a disputa com a Gr&eacute;cia sobre o   nome do territ&oacute;rio e a Alb&acirc;nia mant&eacute;m deficits democr&aacute;ticos consider&aacute;veis que   abrandaram o seu progresso rumo &agrave; Europa das democracias. Nesse sentido, de um   pa&iacute;s, que foi a Iugosl&aacute;via at&eacute; &agrave; d&eacute;cada de 1990, a Europa tem hoje seis Estados   independentes,<a href="#_ftn5" name="_ftnref5" title=""><sup>5</sup></a> cuja principal op&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;tica   externa &eacute; a integra&ccedil;&atilde;o europeia. A esses pa&iacute;ses junta-se, consoante a Declara&ccedil;&atilde;o de Sal&ocirc;nica, o destino da Alb&acirc;nia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que respeita &agrave; perspectiva de futura expans&atilde;o   europeia &eacute; incontorn&aacute;vel que os alargamentos de 2004 e de 2007 refor&ccedil;aram o   efeito de fadiga e dificultaram a capacidade de absor&ccedil;&atilde;o das estruturas   europeias a novos Estados membros.  entrada em vigor do Tratado de Lisboa teria   minimizado esses efeitos, mas a atual crise econ&ocirc;mico-financeira europeia   agravou a situa&ccedil;&atilde;o e ter&aacute; efeitos, se n&atilde;o no alargamento da UE para os Balc&atilde;s   ocidentais &#150; reafirmado na reuni&atilde;o de alto n&iacute;vel da UE-Balc&atilde;s ocidentais   (Presid&ecirc;ncia Espanhola do Conselho da Uni&atilde;o Europeia 2010), em Sarajevo, em   junho de 2010 &#150;, pelo menos no ritmo geral de futuros alargamentos da Uni&atilde;o.   Ainda assim, e j&aacute; no ano de 2011, torna-se relevante destacar que apesar da   crise financeira ser presentemente a prioridade central na Europa, a   perspectiva de alargamento e/ou de integra&ccedil;&atilde;o aos Balc&atilde;s ocidentais n&atilde;o foi   afastada. Pelo contr&aacute;rio, as desloca&ccedil;&otilde;es &agrave; regi&atilde;o de Jos&eacute; Dur&atilde;o Barroso e de   Catherine Ashton, em maio &uacute;ltimo (B-92 2011a, 2011b), e de Angela Merkel, em   agosto &uacute;ltimo (RFE/RL 2011; DW 2011), confirmam a perspectiva de   alargamento/integra&ccedil;&atilde;o europeia &#150; desde que sejam cumpridos os crit&eacute;rios de   Copenhague pelos estados candidatos &#150;, op&ccedil;&atilde;o que refor&ccedil;a a manuten&ccedil;&atilde;o do   empenho das estruturas europeias na manuten&ccedil;&atilde;o da paz e da estabilidade nessa regi&atilde;o historicamente conturbada.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Os pa&iacute;ses dos Balc&atilde;s ocidentais t&ecirc;m sido vizinhos   dif&iacute;ceis para a UE. Primeiro, porque esta tem sido uma regi&atilde;o em quase   constante estado de guerra ou de conflito iminente. Segundo, porque as   ex-rep&uacute;blicas iugoslavas tornaram-se, simultaneamente, um assunto de <i>pol&iacute;tica externa</i> e de <i>pol&iacute;tica interna</i> europeia (Pond 2006), no sentido de que a perspectiva de integra&ccedil;&atilde;o europeia   representa um incentivo crucial nos respectivos processos democr&aacute;ticos, de   forma diferenciada mas com um objetivo comum: a democratiza&ccedil;&atilde;o, com vista &agrave;   ades&atilde;o europeia e &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o de paz na regi&atilde;o. Esse duplo objetivo da   estrat&eacute;gia europeia para os Balc&atilde;s ocidentais pode ser facilmente confirmado   por meio do impacto da declara&ccedil;&atilde;o unilateral de Kosovo nas rela&ccedil;&otilde;es entre a UE e a S&eacute;rvia (Rodrigues 2007; 2008).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste sentido, ser&aacute; pertinente relembrar alguns   acontecimentos anteriores a 17 de fevereiro de 2008, dia da &uacute;ltima altera&ccedil;&atilde;o de   fronteiras na antiga Iugosl&aacute;via. A European Union Rule of Law Mission (EULEX)<a href="#_ftn6" name="_ftnref6" title=""><sup>6</sup></a>, por exemplo, foi aprovada a 4   de fevereiro de 2008 apenas com a absten&ccedil;&atilde;o de Chipre, apesar de a Espanha, a   Gr&eacute;cia, a Eslov&aacute;quia e a Rom&ecirc;nia n&atilde;o reconhecerem o fim da soberania S&eacute;rvia   sobre o territ&oacute;rio do Kosovo. Desde ent&atilde;o, a UE adotou uma posi&ccedil;&atilde;o amb&iacute;gua para   equilibrar a quest&atilde;o do estatuto do Kosovo e a integra&ccedil;&atilde;o europeia da S&eacute;rvia:   "as propostas da Comiss&atilde;o n&atilde;o prejudicam as posi&ccedil;&otilde;es dos Estados-Membros da   Uni&atilde;o Europeia sobre o estatuto do Kosovo". No entanto, a presen&ccedil;a   institucional da UE no Kosovo &eacute; significativa, mantendo no terreno o seu   Representante Especial, Peter Feith<a href="#_ftn7" name="_ftnref7" title=""><sup>7</sup></a> &#150; cujo mandato visava a "aconselhar e   apoiar o Governo do Kosovo no processo pol&iacute;tico" (Council of the European Union   2010). Feith era simultaneamente o Representante Civil Internacional, com as   fun&ccedil;&otilde;es de "assegurar a plena implementa&ccedil;&atilde;o da proposta das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para   o estatuto do Kosovo &#91;independ&ecirc;ncia com supervis&atilde;o internacional&#93;"<a href="#_ftn8" name="_ftnref8" title=""><sup>8</sup></a> e "apoiar a integra&ccedil;&atilde;o europeia do Kosovo".<a href="#_ftn9" name="_ftnref9" title=""><sup>9</sup></a> A UE tem tamb&eacute;m a   miss&atilde;o EULEX, que tem como mandato "aconselhar as institui&ccedil;&otilde;es vigentes no   Kosovo em todas as &aacute;reas relacionados com o estado de direito" (Council of the European Union 2008).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesse sentido, podemos facilmente depreender que as   institui&ccedil;&otilde;es da UE t&ecirc;m lidado com a quest&atilde;o do Kosovo (European Commission   2009) sempre por meio da resolu&ccedil;&atilde;o 1244 do Conselho de Seguran&ccedil;a das Na&ccedil;&otilde;es   Unidas como o principal quadro institucional, mas tamb&eacute;m como se esse   territ&oacute;rio em lit&iacute;gio n&atilde;o fosse um estado amb&iacute;guo no processo de integra&ccedil;&atilde;o   europeia. Por outras palavras, podemos dizer que a UE &#150; enquanto ex-membro da   troika no per&iacute;odo p&oacute;s-apresenta&ccedil;&atilde;o do plano para a "independ&ecirc;ncia com   supervis&atilde;o internacional" de Martti Ahtisaari, juntamente com a R&uacute;ssia e os   Estados Unidos da Am&eacute;rica &#150; n&atilde;o permitiu a declara&ccedil;&atilde;o unilateral do Kosovo a priori, mas tamb&eacute;m n&atilde;o a contestou a posteriori.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que diz respeito ao impacto da declara&ccedil;&atilde;o   unilateral do Kosovo sobre o panorama pol&iacute;tico da S&eacute;rvia, podemos destacar que,   apesar do democrata Boris Tadic ter vencido as elei&ccedil;&otilde;es presidenciais, a 3 de   fevereiro de 2008, a coliga&ccedil;&atilde;o governamental no poder n&atilde;o resistiu ao p&oacute;s-17 de   fevereiro (<strong>Krasniqi</strong> 2008), em grande medida   porque os partidos no governo n&atilde;o conseguiram conciliar a op&ccedil;&atilde;o europeia,   juntamente com a defesa categ&oacute;rica da integridade territorial da S&eacute;rvia. As   consequentes elei&ccedil;&otilde;es de maio concederam a vit&oacute;ria aos ultranacionalistas do   Partido Radical S&eacute;rvio, de Tomislav Nikolic, mas foram o Partido Democrata e o   Partido Socialista &#150; do falecido ditador Slobodan Milosevic &#150;, por meio de uma coliga&ccedil;&atilde;o   pouco ortodoxa, que formaram o atual governo na S&eacute;rvia. Mais tarde, em julho,   Radovan Karadzic foi detido pelo Tribunal de Haia, fato que refor&ccedil;ou a op&ccedil;&atilde;o   europeia por parte da elite pol&iacute;tica s&eacute;rvia no poder, embora recusando sempre categoricamente a declara&ccedil;&atilde;o unilateral de independ&ecirc;ncia do Kosovo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar da plena coopera&ccedil;&atilde;o com o Tribunal de Haia ser   uma condi&ccedil;&atilde;o sine qua non para qualquer Estado dos Balc&atilde;s aprofundar a   respectiva integra&ccedil;&atilde;o europeia, a verdade &eacute; que em junho de 2010, o Conselho da   Uni&atilde;o Europeia aprovou a futura ratifica&ccedil;&atilde;o do Acordo de Associa&ccedil;&atilde;o e   Estabiliza&ccedil;&atilde;o com a S&eacute;rvia (B-92 2010), apesar de Ratko Mladic e Goran Hadzic (International Criminal Court for former Yugoslavia 2010)   serem na altura ainda procurados por crimes contra a humanidade. Nesse sentido,   essa "ced&ecirc;ncia" europeia perante a elite pol&iacute;tica s&eacute;rvia deve ser perspectivada   num enquadramento mais amplo, no sentido em que n&atilde;o podemos negligenciar o fato   do Tribunal Internacional de Justi&ccedil;a ter apresentado a &#91;j&aacute; conhecida&#93; decis&atilde;o   sobre a legalidade da declara&ccedil;&atilde;o unilateral do Kosovo (International   Court of Justice 2010) apenas um m&ecirc;s depois do sinal verde europeu para   a ratifica&ccedil;&atilde;o do Acordo de Associa&ccedil;&atilde;o e Estabiliza&ccedil;&atilde;o com Belgrado. Assim, e   perante o parecer jur&iacute;dico contr&aacute;rio &agrave;s pretens&otilde;es s&eacute;rvias, apenas o efeito da   integra&ccedil;&atilde;o europeia poderia minimizar as rea&ccedil;&otilde;es ultranacionalistas dos   radicais s&eacute;rvios<a href="#_ftn10" name="_ftnref10" title=""><sup>10</sup></a> face &agrave; perda do territ&oacute;rio de Kosovo (Brown 2001).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um ano depois, Ratko Mladic foi detido pelas   autoridades s&eacute;rvias numa aldeia do norte da S&eacute;rvia e extraditado para Haia para   ser julgado pelo Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugosl&aacute;via. A   deten&ccedil;&atilde;o do general b&oacute;snio-s&eacute;rvio, em maio de 2011, n&atilde;o s&oacute; reconfirma a   inequ&iacute;voca op&ccedil;&atilde;o europeia de Belgrado (B-92 2011), como tamb&eacute;m a preponder&acirc;ncia   da elite pol&iacute;tica moderada face aos ultranacionalistas s&eacute;rvios, apesar da quest&atilde;o   do Kosovo se manter como uma prioridade da pol&iacute;tica externa s&eacute;rvia. Uma vez   mais, a perspectiva da integra&ccedil;&atilde;o europeia &eacute; equacionada como um instrumento   normativo para obter a paz e a estabilidade nos Balc&atilde;s ocidentais, perspectiva   que pode ser confirmada por meio desse fr&aacute;gil equil&iacute;brio entre a integra&ccedil;&atilde;o   europeia da S&eacute;rvia e a independ&ecirc;ncia do Kosovo, n&atilde;o obstante as diferentes   posi&ccedil;&otilde;es dos 27 Estados membros relativamente ao estatuto final desse territ&oacute;rio balc&acirc;nico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o do referendo na Eslov&ecirc;nia &#150; que   permitiu a media&ccedil;&atilde;o internacional no conflito territorial com Zagreb   (EUObserver 2010) &#150;, o teste para futuros alargamentos europeus ir&aacute; acontecer   com a Cro&aacute;cia, em 2013.    Na Maced&ocirc;nia, o hist&oacute;rico conflito entre Atenas e Skopje sobre o nome que a    ex-rep&uacute;blica iugoslava pode usar dura j&aacute; quase vinte anos e n&atilde;o h&aacute; perspectiva   para uma solu&ccedil;&atilde;o consensual, o que certamente ir&aacute; atrasar o progresso da   integra&ccedil;&atilde;o europeia dos maced&ocirc;nios. Nas presentes circunst&acirc;ncias pol&iacute;ticas, ter&aacute;   que se manter uma forte presen&ccedil;a internacional na B&oacute;snia-Herzegovina para que   esse territ&oacute;rio continue a existir como um &uacute;nico Estado. A elite pol&iacute;tica no   Montenegro ter&aacute; que confirmar a consolida&ccedil;&atilde;o das reformas implementadas e, na   Alb&acirc;nia, as institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas ter&atilde;o que se habituar &agrave; ideia de que a   exist&ecirc;ncia de oposi&ccedil;&atilde;o ao governo &eacute; crucial para a viabilidade de um Estado democr&aacute;tico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A aprova&ccedil;&atilde;o da livre circula&ccedil;&atilde;o de pessoas no espa&ccedil;o   europeu (EUObserver 2009) com a S&eacute;rvia, a Maced&ocirc;nia e o Montenegro em 2009 &#150; e   potencialmente com os restantes Estados dos Balc&atilde;s ocidentais &#150; confirmou a   possibilidade de uma maior integra&ccedil;&atilde;o europeia, sob outras formas, enquanto a   cad&ecirc;ncia de futuros alargamentos europeus estiver condenada a um ritmo mais lento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A estrat&eacute;gia da UE para   os Balc&atilde;s ocidentais confirma a escolha do compromisso no alargamento, como o   instrumento europeu na rela&ccedil;&atilde;o com as novas democracias e os regimes em   transi&ccedil;&atilde;o/consolida&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica na regi&atilde;o dos Balc&atilde;s ocidentais (Scmitter   1999). Por outras palavras, o tradicional efeito de perten&ccedil;a &agrave; Uni&atilde;o Europeia   (Pridham 2001) como um indicador caracter&iacute;stico de um regime democr&aacute;tico   consolidado (Diamond e Plattner 1997) &#150; juntamente com os benef&iacute;cios econ&ocirc;micos   de pertencer ao grupo pol&iacute;tico-econ&ocirc;mico de democracias europeias &#150; poder&aacute; ser   destacado como o principal objetivo dos Estados dos Balc&atilde;s ocidentais no seu   prop&oacute;sito de pertencer a um espa&ccedil;o de paz, estabilidade e prosperidade na Europa.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>A pol&iacute;tica de vizinhan&ccedil;a para o C&aacute;ucaso do sul </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Pol&iacute;tica Europeia de Vizinhan&ccedil;a (PEV), desenhada   pela Comiss&atilde;o Europeia em 2003, visa a estruturar as rela&ccedil;&otilde;es da UE com os   Estados que se encontram na sua periferia imediata.<a href="#_ftn11" name="_ftnref11" title=""><sup>11</sup></a> Promovendo rela&ccedil;&otilde;es bilaterais,   baseadas em Planos de A&ccedil;&atilde;o individuais, a PEV privilegia os princ&iacute;pios de   diferencia&ccedil;&atilde;o e corresponsabiliza&ccedil;&atilde;o (<i>ownership</i>).   &Eacute; com base no progresso das reformas que o aprofundamento das rela&ccedil;&otilde;es com a UE   &eacute; definido, respeitando as particularidades e os ritmos    de cada um, embora a op&ccedil;&atilde;o de ades&atilde;o n&atilde;o esteja contemplada &#150; "tudo menos as   institui&ccedil;&otilde;es", segundo o ex-Presidente da Comiss&atilde;o, Romano Prodi (2002).    Os Planos de A&ccedil;&atilde;o cobrem um vasto leque de quest&otilde;es, desde reformas pol&iacute;ticas e   sociais a reformas econ&ocirc;micas, mas tamb&eacute;m pol&iacute;tica externa, seguran&ccedil;a e   resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos, conferindo-lhes uma natureza transversal. Tal como   Lynch (2005) refere "atrav&eacute;s da Pol&iacute;tica Europeia de Vizinhan&ccedil;a, a UE surge   enquanto ator de pol&iacute;tica externa, capaz de atuar fora da dicotomia ades&atilde;o/n&atilde;o   ades&atilde;o, recorrendo a um vasto leque de instrumentos para projetar os seus interesses".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A UE reconhece, assim, o seu papel central na proje&ccedil;&atilde;o   de estabilidade no espa&ccedil;o regional europeu (dentro e fora das suas fronteiras),   refor&ccedil;ando o seu perfil enquanto pot&ecirc;ncia regional. A PEV dever&aacute;, por isso, "em   complementaridade com a Estrat&eacute;gia Europeia em mat&eacute;ria de Seguran&ccedil;a, garantir &agrave;   UE um espectro completo de instrumentos de pol&iacute;tica externa, da ajuda &agrave;   dimens&atilde;o de seguran&ccedil;a e militar" (Balfour e Rotta 2005). A PEV configura,   assim, uma pol&iacute;tica ambiciosa e embrion&aacute;ria de um sistema para as rela&ccedil;&otilde;es   externas da Uni&atilde;o, fazendo uso do seu sistema de governa&ccedil;&atilde;o multinivelado e   transversal.<a href="#_ftn12" name="_ftnref12" title=""><sup>12</sup></a> Recorre a princ&iacute;pios de   condicionalidade e socializa&ccedil;&atilde;o,<a href="#_ftn13" name="_ftnref13" title=""><sup>13</sup></a> em formato dilu&iacute;do, incorporados das experi&ecirc;ncias dos alargamentos (Dannreuther 2006; Magen 2006, Kelley 2006).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Que papel cabe ent&atilde;o &agrave; periferia da Uni&atilde;o, na   consolida&ccedil;&atilde;o de uma comunidade pol&iacute;tica partilhada? Que din&acirc;micas espera a UE   desenvolver no C&aacute;ucaso do sul para inclu&iacute;-lo numa "zona de prosperidade e boa   vizinhan&ccedil;a &#91;…&#93; com quem a UE mant&eacute;m rela&ccedil;&otilde;es de proximidade, de paz e de   coopera&ccedil;&atilde;o" (European Commission 2003, 4)? A periferia parece cumprir a dupla   fun&ccedil;&atilde;o de salvaguardar o centro de choques securit&aacute;rios (por meio de controles   fronteiri&ccedil;os, da resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos, cria&ccedil;&atilde;o de novos mercados e acesso a   recursos energ&eacute;ticos) e simultaneamente ser um espa&ccedil;o f&eacute;rtil &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de   condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para o desenvolvimento econ&ocirc;mico e social. A ambiguidade   do discurso e o car&aacute;ter aberto da parceria com os vizinhos funcionam como uma   forma de incentivo e condicionalidade &#150; depende dos vizinhos reformar e   aproveitar as oportunidades de coopera&ccedil;&atilde;o refor&ccedil;ada e converg&ecirc;ncia pol&iacute;tica,   mas cabe &agrave; UE avaliar o grau de aproxima&ccedil;&atilde;o e a qualidade do esfor&ccedil;o. Essa   aparente impermeabilidade do centro e a sua posi&ccedil;&atilde;o privilegiada na redefini&ccedil;&atilde;o   de identidades poder&aacute; constituir um obst&aacute;culo ao desenvolvimento de uma   identidade partilhada com a periferia, na medida em que a defini&ccedil;&atilde;o "do que   constitui uma amea&ccedil;a" &agrave; comunidade de seguran&ccedil;a europeia (Lucarelli 2002,   49&#150;50)<a href="#_ftn14" name="_ftnref14" title=""><sup>14</sup></a> tem passado por identificar os vizinhos (a sua instabilidade e os seus regimes fr&aacute;geis) <i>como a amea&ccedil;a</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A converg&ecirc;ncia com os padr&otilde;es da UE e a participa&ccedil;&atilde;o   nos programas comunit&aacute;rios s&atilde;o instrumentos centrais para a socializa&ccedil;&atilde;o dos   vizinhos, cumprindo tamb&eacute;m a fun&ccedil;&atilde;o de incentivos. Embora a resposta inicial   dos Estados membros da UE tenha sido bastante conservadora nas ofertas   estendidas aos vizinhos do C&aacute;ucaso do sul, depois de 2009, com o   estabelecimento da Parceria Oriental, a UE est&aacute; a negociar novos acordos   pol&iacute;ticos (Acordos de Associa&ccedil;&atilde;o), prevendo a facilita&ccedil;&atilde;o de vistos e a cria&ccedil;&atilde;o   de uma Zona de Com&eacute;rcio Livre (<i>Deep     and Comprehensive Free Trade Area</i>) e reconhecendo as "aspira&ccedil;&otilde;es   europeias" de alguns dos vizinhos de leste (European Commission 2008). Os   custos pol&iacute;ticos e as dificuldades de reformar, nomeadamente, por meio da   incorpora&ccedil;&atilde;o do <i>aquis communautaire</i> na legisla&ccedil;&atilde;o nacional ou o desenvolvimento de rela&ccedil;&otilde;es regionais, em contextos   de grande volatilidade, s&atilde;o compensados pela coopera&ccedil;&atilde;o permanente e   transversal com os parceiros europeus, aumentando a legitimidade das reformas.   Contudo,    a vizinhan&ccedil;a a leste da UE, incluindo o C&aacute;ucaso, localiza-se nas franjas de   antigas estruturas imperiais (Waever 1997), entre uma zona de estabilidade e   progresso e v&aacute;rias zonas de turbul&ecirc;ncia (Rosenau 1990), o que aumenta a sua   import&acirc;ncia estrat&eacute;gica. Essa dimens&atilde;o estrat&eacute;gica da regi&atilde;o levanta problemas   de curto prazo, que o seu enquadramento num projeto de longo prazo de   integra&ccedil;&atilde;o na UE n&atilde;o parece ser capaz de resolver, tal como desenvolvido mais &agrave; frente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi por via das quest&otilde;es securit&aacute;rias e da janela de   oportunidade criada com a Revolu&ccedil;&atilde;o das Rosas na Ge&oacute;rgia, em 2003, que   relutantemente a regi&atilde;o do C&aacute;ucaso do sul, incluindo a Arm&ecirc;nia, o Azerbaij&atilde;o e   a Ge&oacute;rgia, passou de "nota de rodap&eacute;, a exemplo" do envolvimento preventivo que   a Uni&atilde;o pretende na sua periferia (Lynch 2003, 171). O Parlamento Europeu   manteve a regi&atilde;o na agenda pol&iacute;tica da Uni&atilde;o e, em 2003, respondendo &agrave;s suas   recomenda&ccedil;&otilde;es, o Conselho nomeou um Representante Especial da UE para o C&aacute;ucaso   do sul e, em junho de 2004, colocou no terreno a sua primeira miss&atilde;o civil   PESD, a EUJUST Themis. Paralelamente, a Comiss&atilde;o Europeia, que manteve os tr&ecirc;s   Estados do C&aacute;ucaso do sul fora do &acirc;mbito da PEV na sua comunica&ccedil;&atilde;o de 2003,   incluiu-os no seu documento estrat&eacute;gico de 2004, em resposta &agrave;s propostas do   Alto Representante para a PESC, Javier Solana, na Estrat&eacute;gia Europeia em   mat&eacute;ria de Seguran&ccedil;a. Adotada no Conselho Europeu de Bruxelas, em dezembro de   2003, esta refere explicitamente que a UE deve "passar agora a interessar-&#91;se&#93;   de forma mais acentuada e ativa, pelos problemas do sul do C&aacute;ucaso que, a seu   tempo, ser&aacute; tamb&eacute;m uma regi&atilde;o vizinha" (Council of the European Union 2003). A   UE reconhecia, assim, politicamente, uma realidade geogr&aacute;fica incontest&aacute;vel: &agrave;   medida que as fronteiras externas da Uni&atilde;o se expandem at&eacute; ao Mar Negro, os   seus interesses estrat&eacute;gicos tamb&eacute;m se definem no C&aacute;ucaso do sul, tornando essa   regi&atilde;o uma parte crucial para a seguran&ccedil;a da periferia da UE e do seu territ&oacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&oacute;s o alargamento de 2004, o envolvimento da UE nos   problemas dessa    regi&atilde;o tornou-se priorit&aacute;rio, justificando um discurso de "interesses" e   "responsa­bilidades" em projetar estabilidade para l&aacute; das suas fronteiras. &Agrave;   semelhan&ccedil;a do que aconteceu durante o &uacute;ltimo alargamento, a motiva&ccedil;&atilde;o maior   para a inclus&atilde;o do C&aacute;ucaso na PEV foi a necessidade de assegurar a estabilidade   do espa&ccedil;o europeu (Higashino 2004). As rela&ccedil;&otilde;es da UE com o C&aacute;ucaso do sul   t&ecirc;m-se centrado prioritariamente em tr&ecirc;s &aacute;reas: assist&ecirc;ncia aos processos de   transi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e econ&ocirc;mica, resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos, e apoio &agrave; concretiza&ccedil;&atilde;o   do potencial energ&eacute;tico da regi&atilde;o (Sim&atilde;o 2007). Essas &aacute;reas refletem os   objetivos definidos pela UE e pelos tr&ecirc;s Estados do C&aacute;ucaso no &acirc;mbito da PEV e   formam o n&uacute;cleo dos Planos de A&ccedil;&atilde;o, em vigor at&eacute; 2009. Refletem tamb&eacute;m a   ambi&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica de Vizinhan&ccedil;a de tratar v&aacute;rias &aacute;reas transversais e de   combinar mecanismos <i>soft</i> (reformas pol&iacute;ticas e econ&ocirc;micas) e <i>hard</i> (miss&otilde;es de Pol&iacute;tica Comum de Seguran&ccedil;a e Defesa<a href="#_ftn15" name="_ftnref15" title=""><sup>15</sup></a>) num mesmo enquadramento,   conferindo &agrave; UE um estatuto importante nos processos de estabiliza&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o   do Grande Mar Negro. A UE procura simultaneamente maior visibilidade e maior   coordena&ccedil;&atilde;o e efic&aacute;cia dos instrumentos &agrave; sua disposi&ccedil;&atilde;o, para exercer o seu   poder de atra&ccedil;&atilde;o numa regi&atilde;o estrat&eacute;gica em termos de recursos e rotas comerciais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora a inclus&atilde;o do C&aacute;ucaso na PEV, em 2004, tenha   sido recebida com diferentes graus de entusiasmo na regi&atilde;o, hoje esse   enquadramento &eacute; largamente reconhecido como o maior e mais relevante impulso &agrave;   moderniza&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o e, em teoria, a UE usufrui de uma legitimidade maior   para exercer a sua condicionalidade.<a href="#_ftn16" name="_ftnref16" title=""><sup>16</sup></a> Os l&iacute;deres georgianos que subiram ao poder com a Revolu&ccedil;&atilde;o das Rosas fizeram da   integra&ccedil;&atilde;o euro-atl&acirc;ntica uma prioridade, procurando garantir a sua soberania;   uma tend&ecirc;ncia ainda mais acentuada depois da guerra de 2008 com a R&uacute;ssia. A   Arm&ecirc;nia, por outro lado, v&ecirc; a coopera&ccedil;&atilde;o com a UE como um refor&ccedil;o &agrave; sua   pol&iacute;tica externa de complementaridade, criando uma alternativa &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es de   grande proximidade e depend&ecirc;ncia com Moscou. A coopera&ccedil;&atilde;o com o Azerbaij&atilde;o   representa, porventura, a exce&ccedil;&atilde;o a essa constata&ccedil;&atilde;o. Devido &agrave;s reservas   energ&eacute;ticas do C&aacute;spio, as autoridades em Bacu t&ecirc;m-se mostrado mais assertivas no seu relacionamento com Bruxelas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tem havido, por isso, sinais de que a PEV poder&aacute;   encontrar novos problemas no C&aacute;ucaso do sul. A situa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica nos tr&ecirc;s   pa&iacute;ses est&aacute; longe de ser aquela que foi idealizada pelos dirigentes europeus e   at&eacute; a Ge&oacute;rgia, considerada um dos "melhores alunos" na vizinhan&ccedil;a, tem visto   esmorecer as reformas internas e tem-se revelado incapaz de dar resposta aos   conflitos secessionistas no seu territ&oacute;rio, tendo entrado numa guerra com a   R&uacute;ssia pelo controlo da Oss&eacute;tia do Sul, em 2008. A Ge&oacute;rgia representa o exemplo   mais claro (por ser o parceiro mais reivindicativo da UE na regi&atilde;o) das   diferentes perspectivas sobre o envolvimento da UE. As autoridades   pr&oacute;-ocidentais em Tbilisi reivindicaram o apoio da UE &agrave;s suas tentativas de   internacionaliza&ccedil;&atilde;o dos conflitos na Abkhazia e na Oss&eacute;tia do Sul e de   altera&ccedil;&atilde;o do status quo. No entanto, foi apenas depois da guerra de 2008 que a   UE assumiu um papel central na seguran&ccedil;a da Ge&oacute;rgia e do C&aacute;ucaso do Sul, de uma   forma reativa, tendo desperdi&ccedil;ado importantes oportunidades de atuar   preventivamente, devido &agrave; relut&acirc;ncia dos Estados membros em assumir um papel pol&iacute;tico mais vis&iacute;vel na resolu&ccedil;&atilde;o desses conflitos.<a href="#_ftn17" name="_ftnref17" title=""><sup>17</sup></a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um dos maiores desafios da UE na vizinhan&ccedil;a passa por   definir espa&ccedil;os de coopera&ccedil;&atilde;o com a Federa&ccedil;&atilde;o Russa, na gest&atilde;o do Espa&ccedil;o Comum   de Seguran&ccedil;a Externa. Com a entrada na UE de novos Estados membros, a mem&oacute;ria   hist&oacute;rica do relacionamento da Europa com Moscou alterou-se, levando a UE a   agir de forma mais ativa em torno do Mar Negro e do Mar C&aacute;spio. Essa   pr&oacute;-atividade foi vista em Moscou com suspeita, tanto mais que os avan&ccedil;os da UE   t&ecirc;m sido acompanhados por avan&ccedil;os sim&eacute;tricos da NATO. Nesse sentido, o   desenvolvimento das rela&ccedil;&otilde;es entre a R&uacute;ssia, a UE e os EUA &eacute; fundamental para a   afirma&ccedil;&atilde;o de um pacto de estabilidade para a regi&atilde;o do C&aacute;ucaso<a href="#_ftn18" name="_ftnref18" title=""><sup>18</sup></a> e a   reconfigura&ccedil;&atilde;o do continente europeu. Uma luta por influ&ecirc;ncia sobre os destinos   da regi&atilde;o iria exacerbar a competi&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica e favorecer o desenvolvimento   fragmentado da regi&atilde;o, ao passo que uma coopera&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica em mat&eacute;ria de   seguran&ccedil;a, energia e desenvolvimento econ&ocirc;mico permitiria coordenar esfor&ccedil;os   para a estabilidade da periferia comum e criar as bases para uma rela&ccedil;&atilde;o efetiva entre a UE e a R&uacute;ssia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>A constru&ccedil;&atilde;o de uma ordem regional europeia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A base das rela&ccedil;&otilde;es externas da UE com os pa&iacute;ses na   sua periferia centra-se na promo&ccedil;&atilde;o de um modelo comum, com dimens&otilde;es de   estabiliza&ccedil;&atilde;o regional e diferentes n&iacute;veis de integra&ccedil;&atilde;o, embora com claras   linhas de continuidade (Missiroli 2003). A pol&iacute;tica de vizinhan&ccedil;a procura   reproduzir esse modelo de integra&ccedil;&atilde;o com recurso &agrave; condicionalidade positiva e   negativa, de forma mais dilu&iacute;da. Contudo, os fracos resultados obtidos, no que   respeita &agrave; transforma&ccedil;&atilde;o da vizinhan&ccedil;a de leste na aus&ecirc;ncia de claras   perspectivas de ades&atilde;o (Popescu e Wilson 2009), refor&ccedil;a a ideia de que a UE n&atilde;o foi ainda capaz de emancipar a sua pol&iacute;tica externa da heran&ccedil;a dos alargamentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nos Balc&atilde;s ocidentais a perspectiva de ades&atilde;o europeia   e o progresso dos respectivos processos de democratiza&ccedil;&atilde;o est&atilde;o tamb&eacute;m   diretamente interligados. O &iacute;mpeto promovido pelos Acordos de Associa&ccedil;&atilde;o e   Estabiliza&ccedil;&atilde;o, enquanto instrumento promotor de reformas democr&aacute;ticas, funciona   como um mecanismo de incentivo &agrave; democratiza&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o   da integra&ccedil;&atilde;o europeia, enquanto garantia primordial da manuten&ccedil;&atilde;o da   estabilidade na regi&atilde;o. No C&aacute;ucaso do sul, a ambiguidade construtiva adotada pela   UE para a sua vizinhan&ccedil;a tem mantido um n&iacute;vel de compromisso com as reformas   democr&aacute;ticas muito limitado. Al&eacute;m disso, ao contr&aacute;rio do que aconteceu nos   Balc&atilde;s ocidentais, no C&aacute;ucaso do sul, a UE n&atilde;o foi capaz de ligar a resolu&ccedil;&atilde;o   de conflitos ao desenvolvimento pol&iacute;tico e econ&ocirc;mico da regi&atilde;o, preferindo uma abordagem mais limitada, que se mostrou claramente inadequada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Podemos, pois, dizer que a UE encara a integra&ccedil;&atilde;o,   mesmo que com diferentes graus, como uma forma de promover a estabilidade   regional. Contudo, os n&iacute;veis de instabilidade em ambas as regi&otilde;es mant&ecirc;m-se   elevados e a gest&atilde;o das tens&otilde;es &eacute;tnicas e nacionalistas pela UE, subjacentes   aos conflitos nos Balc&atilde;s e no C&aacute;ucaso, fica condicionada pela manuten&ccedil;&atilde;o da   oferta de ades&atilde;o e pela relut&acirc;ncia em assumir um papel pol&iacute;tico de maior   relevo. Os impactos na ordem regional europeia e nos objetivos da UE de se   afirmar como um ator regional de seguran&ccedil;a s&atilde;o claros.    Por outro lado, a forte presen&ccedil;a internacional nos Balc&atilde;s e no C&aacute;ucaso do sul,   desde a d&eacute;cada de 1990, por meio de organiza&ccedil;&otilde;es como a NATO, a Organiza&ccedil;&atilde;o   para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Seguran&ccedil;a na Europa e as Na&ccedil;&otilde;es Unidas, tende a ser   gradualmente transferida para o contexto de integra&ccedil;&atilde;o europeia, em grande   medida, por as institui&ccedil;&otilde;es europeias oferecerem uma perspectiva de   estabiliza&ccedil;&atilde;o a longo prazo, por interm&eacute;dio da ades&atilde;o e da integra&ccedil;&atilde;o parcial,   o que refor&ccedil;a, mais uma vez,  a ideia de uma UE ator regional de seguran&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No contexto do C&aacute;ucaso do sul, a forte influ&ecirc;ncia de   Moscou na gest&atilde;o das quest&otilde;es de seguran&ccedil;a regionais tem limitado a capacidade   de estabiliza&ccedil;&atilde;o regional da UE. Para o C&aacute;ucaso do sul torna-se fundamental que   a crescente integra&ccedil;&atilde;o nas estruturas europeias n&atilde;o seja um processo   exclusivista e lhes permita manter as suas tradicionais pol&iacute;ticas externas de   complementaridade. Nesse sentido, o desenvolvimento de abordagens cooperativas   &agrave; seguran&ccedil;a regional entre a UE, a R&uacute;ssia e os Estados na periferia partilhada,   bem como outros atores regionais como a Turquia, o Ir&atilde; e at&eacute; os Estados Unidos   &eacute; fundamental para a estabilidade regional e para a capacidade da UE se afirmar como um ator de pol&iacute;tica externa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A compara&ccedil;&atilde;o entre as perspectivas europeias para os   Balc&atilde;s ocidentais e para o C&aacute;ucaso do sul revela como a promo&ccedil;&atilde;o de reformas   pol&iacute;ticas, sociais e econ&ocirc;micas, embora formando a base das pol&iacute;ticas de ades&atilde;o   e de vizinhan&ccedil;a, tem diferentes n&iacute;veis de legitimidade, receptividade e   implementa&ccedil;&atilde;o. O exerc&iacute;cio de condicionalidade pol&iacute;tica europeia &eacute; tamb&eacute;m   limitado pela forma como as elites locais implementam essas reformas e pela   percep&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os quanto ao papel da UE na gest&atilde;o de quest&otilde;es internas. Se   a realidade dos Balc&atilde;s ocidentais reflete esses pressupostos, de forma   semelhante as elites pol&iacute;ticas no C&aacute;ucaso t&ecirc;m demonstrado um compromisso   ret&oacute;rico com os processos de integra&ccedil;&atilde;o europeia, com resultados muito   limitados. A falta de incentivos de ades&atilde;o, incluindo pol&iacute;ticos e financeiros,   bem como a relutante capacidade da UE de responder aos dilemas regionais de seguran&ccedil;a, torna a op&ccedil;&atilde;o europeia menos atrativa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A perman&ecirc;ncia de conflitos armados ao longo do passado   recente dessas regi&otilde;es tem impactos profundos na forma como os contextos   dom&eacute;sticos t&ecirc;m evolu&iacute;do, condicionando os respectivos processos de   democratiza&ccedil;&atilde;o. No C&aacute;ucaso do sul, o principal objetivo &eacute; a resolu&ccedil;&atilde;o desses   conflitos e n&atilde;o a consolida&ccedil;&atilde;o de reformas internas ou o estabelecimento de   rela&ccedil;&otilde;es regionais pac&iacute;ficas. Nos Balc&atilde;s ocidentais, a perman&ecirc;ncia de   nacionalismos radicais no panorama pol&iacute;tico dos respectivos Estados, embora com   n&iacute;veis diferenciados de efervesc&ecirc;ncia, deve ser percepcionada como uma heran&ccedil;a   hist&oacute;rica das tens&otilde;es &eacute;tnicas conflituais e como uma das principais amea&ccedil;as &agrave; estabilidade da regi&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">Conclus&otilde;es</font></b><font size="3" face="Verdana"></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Este artigo procurou contribuir para a reflex&atilde;o sobre   a contribui&ccedil;&atilde;o da UE para a estabiliza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o pan-europeu, olhando para   as suas pol&iacute;ticas de alargamento e vizinhan&ccedil;a, aplicadas aos Balc&atilde;s ocidentais   e ao C&aacute;ucaso do sul. A conceitualiza&ccedil;&atilde;o da abordagem europeia sublinhou a   prefer&ecirc;ncia por modelos estruturais de pol&iacute;tica externa, frequentemente   dominados pela Comiss&atilde;o Europeia, em detrimento de abordagens pol&iacute;ticas   centradas em torno da reestrutura&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica da(s) sua(s) vizinhan&ccedil;a(s). O   desenvolvimento de rela&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas entre a UE e os Estados nos Balc&atilde;s e no   C&aacute;ucaso revela uma tend&ecirc;ncia hier&aacute;rquica e assim&eacute;trica, marcada por forte   condicionalidade democr&aacute;tica e diferentes n&iacute;veis de envolvimento da UE nas   din&acirc;micas regionais. A preval&ecirc;ncia das reformas democr&aacute;ticas e a consolida&ccedil;&atilde;o   de modelos econ&ocirc;micos e pol&iacute;ticos liberais &eacute; vista pela UE como parte   integrante na integra&ccedil;&atilde;o desses Estados numa comunidade pol&iacute;tica europeia de valores partilhados e com claros dividendos de seguran&ccedil;a regional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Contudo, a perman&ecirc;ncia desse modelo estrutural tem   enfrentado importantes limites nessas duas regi&otilde;es de grande import&acirc;ncia   estrat&eacute;gica para a UE. Dificuldades na socializa&ccedil;&atilde;o dos parceiros nos valores   comuns da democracia, dos direitos humanos e do estado de direito permanecem um   obst&aacute;culo importante na estabiliza&ccedil;&atilde;o regional e na integra&ccedil;&atilde;o dessas regi&otilde;es   nas estruturas de governan&ccedil;a internacional. Al&eacute;m disso, face &agrave; falta de   resultados econ&ocirc;micos com impacto positivo nas condi&ccedil;&otilde;es sociais dessas   sociedades e na aus&ecirc;ncia de capacidade financeira da UE de suportar essas   reformas, a press&atilde;o sobre os governos pr&oacute;-ocidentais aumenta e abre espa&ccedil;o a   outros discursos mais radicais e extremistas. As for&ccedil;as nacionalistas t&ecirc;m, por   isso, permanecido como importantes atores dom&eacute;sticos, com express&atilde;o particularmente   forte em alguns pa&iacute;ses dos Balc&atilde;s ocidentais, apesar de a integra&ccedil;&atilde;o europeia   ser a op&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;tica externa escolhida pelas elites pol&iacute;ticas moderadas,   atualmente no poder. Al&eacute;m disso, no caso dos pa&iacute;ses abrangidos pela PEV, essa   perspectiva de uma ades&atilde;o formal est&aacute; ausente, tornando os benef&iacute;cios da   integra&ccedil;&atilde;o parcial com a UE menos evidentes, diminuindo com isso a efic&aacute;cia da condicionalidade da UE.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados obtidos, quer em termos das reformas   pol&iacute;ticas e econ&ocirc;micas, quer em termos da resolu&ccedil;&atilde;o dos conflitos regionais,   t&ecirc;m sido claramente limitados no C&aacute;ucaso do sul e determinantes nos Balc&atilde;s   ocidentais. N&atilde;o s&oacute; deve ser destacado o papel crucial que as estruturas   europeias t&ecirc;m tido no fr&aacute;gil equil&iacute;brio entre a independ&ecirc;ncia do Kosovo e a mais   c&eacute;lere integra&ccedil;&atilde;o europeia da S&eacute;rvia, como tamb&eacute;m na manuten&ccedil;&atilde;o da op&ccedil;&atilde;o pelo   modelo democr&aacute;tico europeu no topo das prefer&ecirc;ncias nacionais dos restantes   jovens regimes democr&aacute;ticos provenientes da antiga Iugosl&aacute;via. A despeito das   importantes transforma&ccedil;&otilde;es em curso, quer nos Balc&atilde;s, quer no C&aacute;ucaso, a   capacidade dessas regi&otilde;es se emanciparem da depend&ecirc;ncia europeia parece ser   diminuta ou n&atilde;o desejada, ao passo que a sua integra&ccedil;&atilde;o nas estruturas da UE   ser&aacute;, na melhor das hip&oacute;teses, um processo longo    e incerto. Por fim, a acomoda&ccedil;&atilde;o de outros interesses regionais paralelos e   sobrepostos aos da UE &#150; nomeadamente da R&uacute;ssia, mas tamb&eacute;m da pr&oacute;pria Turquia &#150;   deixam muito a desejar. A quest&atilde;o do Kosovo permanece um fator de tens&atilde;o entre   Moscou e Bruxelas, ao passo que os conflitos na Ge&oacute;rgia e a diversifica&ccedil;&atilde;o   energ&eacute;tica da UE, com recursos do C&aacute;spio, t&ecirc;m sido vistas pela R&uacute;ssia como passos na altera&ccedil;&atilde;o dos equil&iacute;brios regionais de poder em seu detrimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Espera-se, por isso, que as altera&ccedil;&otilde;es introduzidas pelo   Tratado de Lisboa contribuam para a consolida&ccedil;&atilde;o de um ator pol&iacute;tico, com   capacidade de a&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica e de di&aacute;logo concertado com os seus parceiros na   gest&atilde;o dos problemas comuns. A posi&ccedil;&atilde;o do Alto Representante para a Pol&iacute;tica   Externa/Vice-presidente da Comiss&atilde;o, ocupada por Catherine Ashton, e o   desenvolvimento do Servi&ccedil;o Europeu de A&ccedil;&atilde;o Externa s&atilde;o importantes contribui&ccedil;&otilde;es nesse sentido.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">B-92 (2010)   European Union approves SAA ratification. 15 de junho. &#91;<a href="http://www.b92.net/eng/news/in_focus.php?id=96&amp;start=15&amp;nav_id=67784" target="_blank">http://www.b92.net/eng/news/in_focus.php?id=96&amp;start=15&amp;nav_id=67784</a>&#93; Disponibilidade: 31 de agosto de 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S0034-7329201200010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">B-92 (2011a)   Barroso meets with Cvetkovi&#263;   in Belgrade. 19 de maio. &#91;<a href="http://www.b92.net/eng/news/politics-article.php?yyyy=2011&amp;mm=05&amp;dd=19&amp;nav_id=74419" target="_blank">http://www.b92.net/eng/news/politics-article.php?yyyy=2011&amp;mm=05&amp;dd=19&amp;nav_id=74419</a>&#93;. Disponibilidade: 31 de agosto de 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S0034-7329201200010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">B-92 (2011b)   Ashton to visit Belgrade on May 26. 21 de maio. &#91;<a href="http://www.b92.net/eng/news/politics-article.php?yyyy=2011&amp;mm=05&amp;dd=21&amp;nav_id=74464" target="_blank">http://www.b92.net/eng/news/politics-article.php?yyyy=2011&amp;mm=05&amp;dd=21&amp;nav_id=74464</a>&#93;. Disponibilidade: 31 de agosto de 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S0034-7329201200010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BALFOUR, Rosa   e ROTTA, Alessandro (2005) Beyond Enlargement. The European Neighbourhood   Policy and its Tools. The International Spectator, Vol. XL, Nº 1, janeiro-mar&ccedil;o, p. 7&#150;20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0034-7329201200010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BROWN,   Michael et al (2001) Nationalism and Ethnic Conflict. Cambridge/Massachusetts: The Mit Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0034-7329201200010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CELAC, Sergiu et al (2000) <i>A Stability Pact for the South   Caucasus</i>. Brussels: Centre for European Policy Studies.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0034-7329201200010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CHECKEL,   Jeffrey. T. (2005) International Institutions and Socialization in Europe:   Introduction and Framework. International Organization, Vol. 59, nº 4, Outono, p. 801&#150;826.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0034-7329201200010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Constitution   of the Republic of Kosovo (2008). &#91;<a href="http://www.assembly-kosova.org/common/docs/Constitution1 of the Republic of Kosovo.pdf" target="_blank">http://www.assembly-kosova.org/common/docs/Constitution1%20of%20the%20Republic%20of%20Kosovo.pdf</a>&#93;. Disponibilidade: 31 de agosto de 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0034-7329201200010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">COUNCIL OF   THE EUROPEAN UNION (2003) European Security Strategy: A Secure Europe in a Better World. Bruxelas, 12 de dezembro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0034-7329201200010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">COUNCIL OF THE   EUROPEAN UNION (2008) Council Joint Action on the European Union Rule of Law Mission in Kosovo, EULEX Kosovo, 2008/124/CFSP, 4 de fevereiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0034-7329201200010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">COUNCIL OF   THE EUROPEAN UNION (2010) Council Joint Action appointing an European Union   Special Representative in Kosovo. Bruxelas: 25 de fevereiro de 2010. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ico-kos.org/archive/pdf/jointaction/jointactioneng.pdf" target="_blank">http://www.ico-kos.org/archive/pdf/jointaction/jointactioneng.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0034-7329201200010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">COUNCIL OF   THE EUROPEAN UNION (2011) Council Decision appointing the European Union   Special Representative in Kosovo. Bruxelas: 5 de maio de 2011. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:L:2011:119:0012:0014:EN:PDF" target="_blank">http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:L:2011:119:0012:0014:EN:PDF</a>. Disponibilidade: 31 de agosto de 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0034-7329201200010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">DANNREUTHER,   Roland (2006) Developing the alternative to enlargement: the European Neighbourhood Policy. European Foreign Affairs Review, nº 11, p. 183&#150;201.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0034-7329201200010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">DIAMOND,   Larry e PLATTNER, Marc, Eds. (1997) Consolidating the Third Wave Democracies &#150; theories and perspectives. Baltimore: The Johns Hopkins University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0034-7329201200010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">DW (2011)   Merkel campaigns for regional stability in Croatia, Serbia. Publicado em   Deutsche Welle, 23 de maio &#91;<a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,15336008,00.html" target="_blank">http://www.dw-world.de/dw/article/0,,15336008,00.html</a>&#93; Disponibilidade: 31 de agosto de 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0034-7329201200010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">EUROPEAN   COMMISSION (2003) Communication from the Commission to the Council and the   European Parliament on Wider Europe&#151; Neighbourhood: A New Framework for   relations with our Eastern and Southern Neighbours. COM(2003) 104 final,   Bruxelas,  11 de mar&ccedil;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0034-7329201200010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">EUROPEAN   COMMISSION (2008) Communication from the Commission to the European Parliament   and the Council Eastern Partnership, COM(2008) 823 final, Bruxelas, 3 de dezembro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0034-7329201200010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">EUROPEAN   COMMISSION (2009) Kosovo &#150; Fulfilling its European Perspective, IP/09/1516, Bruxelas, 14 de outubro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0034-7329201200010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">FILTENBORG,   Mette. S., et al (2002) An alternative theoretical approach to EU Foreign   Policy. 'Network Governance' and the case of the Northern Dimension initiative. Cooperation and Conflict, Vol. 37, nº 4, p. 387&#150;407.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0034-7329201200010000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">HOOGHE,   Liesbet e MARKS, Gary (2001) Multi-level Governance and European Integration. Lanham, MD: Rowman &amp; Littlefield Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0034-7329201200010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">INTERNATIONAL   COURT OF JUSTICE (2010) Accordance with International Law of the Unilateral   Declaration of Independence by the Provisional Institutions of Self-Government   of Kosovo. 15 de julho. &#91;<a href="http://www.icj-cij.org/docket/index.php?p1=3&amp;p2=1&amp;code=&amp;case=141&amp;k=21" target="_blank">http://www.icj-cij.org/docket/index.php?p1=3&amp;p2=1&amp;code=&amp;case=141&amp;k=21</a>&#93;. Disponibilidade: 31 de agosto de 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0034-7329201200010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">INTERNATIONAL   CRIMINAL COURT FOR FORMER YUGOSLAVIA (2010) Accused at large &#150; Fugitives. &#91;<a href="http://www.icty.org/" target="_blank">http://www.icty.org/</a>&#93;. Disponibilidade: 31 de agosto de 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0034-7329201200010000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">INTERNATIONAL   CRISIS GROUP (2006) Conflict Resolution in the South Caucasus:  The EU's Role, ICG Europe Report n° 173, 20 de mar&ccedil;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0034-7329201200010000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">KELLEY,   Judith (2006) New wine in old wineskins: promoting political reforms through   the new European Neighbourhood Policy. Journal of Common Market Studies, Vol. 44, Nº 1, p: 29&#150;55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0034-7329201200010000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">KNAUS,   Gerald e STIGLMAYER, Alexandra (2009) Visa-free travel for the Western Balkans   &#150;    a win-win situation. Publicado em EUObserver.com, Bruxelas, 15 de junho. &#91;<a href="http://euobserver.com/15/28298" target="_blank">http://euobserver.com/15/28298</a>&#93;. Disponibilidade: 31 de agosto de 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0034-7329201200010000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><strong>KRASNIQI, Jakup (2008)</strong> Kosovo Declaration of Independence, <strong>Assembly of Republic of Kosova, Pristina, 17 de fevereiro. &#91;</strong><a href="http://www.assembly-kosova.org/?cid=2,128,1635" target="_blank">http://www.assembly-kosova.org/?cid=2,128,1635</a><strong>&#93;. </strong>Disponibilidade: 31 de agosto de 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0034-7329201200010000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">LAVENEX,   Sandra (2004) EU External Governance in 'Wider Europe'. Journal of European Public Policy, Vol. 11, Nº 4, agosto, p. 680&#150;700.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0034-7329201200010000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">LUCARELLI,   Sonia (2002) Peace and Democracy: The Rediscovered Link. The EU, NATO and the   European System of Liberal-Democratic Security Communities<i>.</i> Research Project Final   Report, NATO Euro-Atlantic Partnership Council Individual Research Fellowships   &#150;  2000-2002 Programme.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0034-7329201200010000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">LYNCH, Dov   (2005) The Security Dimension of the European Neighbourhood Policy.  The International Spectator, Vol. XL, Nº 1, janeiro-mar&ccedil;o, p. 33&#150;34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0034-7329201200010000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">LYNCH, Dov   (2003) The EU: towards a strategy. In Lynch, Dov, Ed. <i>The South Caucasus:  a challenge for the EU</i>. Chaillot Papers, nº 65, p. 171&#150;196.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0034-7329201200010000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MAGEN,   Amichai (2006) The shadow of enlargement: can the European Neighbourhood Policy achieve compliance? CDDRL Working Papers, nº 68, agosto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0034-7329201200010000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MISSIROLI,   Antonio (2003) The EU and its changing neighbourhood. Stabilization,   integration and partnership. In DANNREUTHER, Roland, Ed. European Union Foreign   and Security Policy. Towards a Neighbourhood Strategy. London/New York: Routledge, p. 12&#150;26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0034-7329201200010000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">PETERS, Guy   B. e PIERRE, Jon (2002) Multilevel governance: a view from the garbage can. Manchester Papers in Politics, EPRU Series 1/2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0034-7329201200010000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">POND,   Elizabeth (2006) Endgame in the Balkans: Regime Change, European Style. Washington: Brookings Institution Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0034-7329201200010000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">POP,   Valentina (2010) EU relieved after Slovenian vote on border dispute. Publicado   em EUObserver.com, Bruxelas, 7 de junho. &#91;<a href="http://euobserver.com/15/30222" target="_blank">http://euobserver.com/15/30222</a>&#93;. Disponibilidade: 31 de agosto de 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0034-7329201200010000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">POPESCU,   Nicu e WILSON, Andrew (2009) The Limits of Enlargement-Lite: European and   Russian power in the Troubled neighbourhood. European Council on Foreign Relations, junho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0034-7329201200010000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">PRESID&Ecirc;NCIA   ESPANHOLA DO CONSELHO DA UNI&Atilde;O EUROPEIA (2010) Statement by the Chair of the High-Level Meeting on the Western Balkans. Sarajevo, 2 de junho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0034-7329201200010000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">PRIDHAM,   Geoffrey (2001) European integration and democratic consolidation in Southern   Europe. In PINTO, Ant&oacute;nio C. e TEIXEIRA, Nuno S. Eds. Southern Europe and the Making of the European Union: 1945-1980. New York: Boulder.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0034-7329201200010000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">PRODI,   Romano (2002) A Wider Europe &#150; A Proximity Policy as the key to stability. SPEECH/02/619, Bruxelas, 5&#150;6 de dezembro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0034-7329201200010000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">RFE/RL (2011) Merkel Urges Serbia-Kosovo Dialogue. Publicado   em Radio Free Europe/Radio Liberty, 23 de agosto &#91;<a href="http://www.rferl.org/content/merkel_balkans_croatia_serbia/24305119.html" target="_blank">http://www.rferl.org/content/merkel_balkans_croatia_serbia/24305119.html</a>&#93; Disponibilidade: 31 de agosto de 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0034-7329201200010000400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">RODRIGUES,   S&oacute;nia (2007) A UE e o futuro incerto do Kosovo. In Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais nº 14, junho, p. 99&#150;107.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0034-7329201200010000400041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">RODRIGUES,   S&oacute;nia (2008) A transi&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica no Kosovo. Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais  nº 20, dezembro, p. 85&#150;95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0034-7329201200010000400042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ROSENAU,   James. N. (1990) Turbulence in World Politics. A theory of Change and Continuity. Princeton. New Jersey: Princeton University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0034-7329201200010000400043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SCHIMMELFENNIG   Frank (2001) Community Trap: Liberal Norms, Rhetorical Action, and the Eastern   Enlargement of the European Union. International Organization, Vol. 55, Nº 1, p. 47&#150;80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0034-7329201200010000400044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SCMITTER,   Philippe C. (1999) Portugal: from Authoritarianism to Democracy. Lisboa: ICS &#150; Social Sciences Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0034-7329201200010000400045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SEDELMEIER,   Ulrich (2006) Pre-accession Conditionality and Post-accession Compliance in the   New Member States: a research note. In SADURSKI, Wojciech et&nbsp;al., Eds. Apr&egrave;s Enlargement.   Legal and political responses in Central and Eastern Europe. Florence:  EUI &#150; RSCAS, p. 145&#150;160.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0034-7329201200010000400046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SIM&Atilde;O,   Lic&iacute;nia (2007) Going Strategic in Eurasia: the European Neighbourhood Policy's   Challenges in the South Caucasus. Comunica&ccedil;&atilde;o apresentada no II Debate Nacional   sobre o Futuro da Europa, A Europa Aberta e as suas Fronteiras, Coimbra, 17&#150;18   de abril. &#91;<a href="http://www.ieei.pt/files/COIMBRA_Licinia_Simao.pdf" target="_blank">http://www.ieei.pt/files/COIMBRA_Licinia_Simao.pdf</a>&#93;. Disponibilidade: 31 de agosto de 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0034-7329201200010000400047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Thessaloniki Declaration (2003) EU-Western Balkans Summit &#150;   Declaration, 10229/03  (Presse 163) Press release, Thessaloniki, 21 de junho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0034-7329201200010000400048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">UNITED   NATIONS SECURITY COUNCIL (2007a) Letter dated 26 March 2007 from the   Secretary-General addressed to the President of the Security Council, S/2007/168.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0034-7329201200010000400049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">UNITED   NATIONS SECURITY COUNCIL (2007b) Comprehensive Proposal for the Kosovo Status Settlement, S/2007/168/Add. 1, 26 de mar&ccedil;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0034-7329201200010000400050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">WAEVER, Ole   (1997) Imperial Metaphors: Emerging European Analogies to Pre-Nation-State   Imperial Systems. In Tunander, Ola et al, Eds. Geopolitics in Post-Wall Europe. Security, Territory and Identity. Oslo: PRIO, p. 59&#150;93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0034-7329201200010000400051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">WEAVER, Ole (1998) Insecurity, security, and asecurity in the West   European non-war community. Adler, Emanuel e Barnett, Michael, Eds. Security Communities. Cambridge: Cambridge University Press, p. 69&#150;118.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0034-7329201200010000400052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 10 de setembro de 2011</font>    <br> <font size="2" face="Verdana">Aprovado em 25 de novembro de 2011</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="" id="_ftn1">1</a>&nbsp; Os pa&iacute;ses abrangidos pela Parceria oriental s&atilde;o os       vizinhos na fronteira leste da UE, nomeadamente Bielorr&uacute;ssia, Moldova e Ucr&acirc;nia e os tr&ecirc;s pa&iacute;ses do C&aacute;ucaso do Sul, Arm&ecirc;nia,       Azerbaij&atilde;o       e Ge&oacute;rgia.<br />     ]]></body>
<body><![CDATA[</font><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title="" id="_ftn2">2</a>&nbsp; A regi&atilde;o dos Balc&atilde;s ocidentais inclui       a Eslov&ecirc;nia, a Cro&aacute;cia, a B&oacute;snia-Herzegovina, a Maced&ocirc;nia, o Montenegro, a     Alb&acirc;nia, a S&eacute;rvia e o Kosovo.</font><br />     <font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref3" name="_ftn3" title="" id="_ftn3">3</a>&nbsp; O Processo de Associa&ccedil;&atilde;o e       Estabiliza&ccedil;&atilde;o pressup&otilde;e a elabora&ccedil;&atilde;o de Acordos de Associa&ccedil;&atilde;o e Estabiliza&ccedil;&atilde;o,       com a perspectiva de ades&atilde;o &agrave; Uni&atilde;o Europeia e ap&oacute;s a concord&acirc;ncia com os       crit&eacute;rios de Copenhague, que contemplam: i)&nbsp;o desenvolvimento das rela&ccedil;&otilde;es       econ&ocirc;micas e comerciais com a regi&atilde;o e na regi&atilde;o; ii)&nbsp;o desenvolvimento da       ajuda econ&ocirc;mica e financeira existente; iii)&nbsp;a ajuda &agrave; democratiza&ccedil;&atilde;o, &agrave;       sociedade civil, &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e ao desenvolvimento institucional; iv)&nbsp;a     ]]></body>
<body><![CDATA[  coopera&ccedil;&atilde;o no dom&iacute;nio da justi&ccedil;a e dos assuntos internos; e v)&nbsp;o       desenvolvimento do di&aacute;logo pol&iacute;tico. Informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel em &lt;<a     href="http://europa.eu/legislation_summaries/enlargement/western_balkans/index_pt.htm" target="_blank">http://europa.eu/legislation_summaries/enlargement/western_balkans/index_pt.htm</a>&gt;.     Disponibilidade: 31 de agosto de 2011.<br />     </font><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref4" name="_ftn4" title="" id="_ftn4">4</a>&nbsp; Informa&ccedil;&atilde;o detalhada sobre este     programas pode ser consultada em &lt;<a     href="http://europa.eu/legislation_summaries/enlargement/western_balkans/r18001_pt.htm" target="_blank">http://europa.eu/legislation_summaries/enlargement/western_balkans/</a>&gt;. Disponibilidade: 31 de agosto de 2011.</font><br />     <font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref5" name="_ftn5" title="" id="_ftn5">5</a>&nbsp; Nesse grupo de seis Estados       resultantes da antiga Jugosl&aacute;via n&atilde;o est&aacute; inclu&iacute;da a Eslov&ecirc;nia, por ser Estado       membro da UE desde 2004 e, dessa forma, n&atilde;o estar abrangida pela estrat&eacute;gia     ]]></body>
<body><![CDATA[europeia para os Balc&atilde;s ocidentais.<br />     </font><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref6" name="_ftn6" title="" id="_ftn6">6</a>&nbsp; Informa&ccedil;&atilde;o em &#91;<a     href="http://www.eulex-kosovo.eu/en/front/" target="_blank">http://www.eulex-kosovo.eu/en/front/</a>&#93;.     Disponibilidade: 31 de agosto de 2011.</font><br />     <font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref7" name="_ftn7" title="" id="_ftn7">7</a>&nbsp; Peter Feith foi Representante Especial       da UE para o Kosovo entre 4 de fevereiro de 2008 e 30 de abril de 2011.       Atualmente esse cargo &eacute; desempenhado por Fernando Gentilini. Ver Council of the     European Union (2011).<br />     </font><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref8" name="_ftn8" title="" id="_ftn8">8</a>&nbsp; Apesar do plano de Martti Ahtisaari       n&atilde;o ter sido aprovado pelo Conselho de Seguran&ccedil;a das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, as suas     ]]></body>
<body><![CDATA[  recomenda&ccedil;&otilde;es continuam a ser seguidas pelos l&iacute;deres pol&iacute;ticos no Kosovo, bem       como pelo Representante Internacional Civil &#150; figura criada por meio do plano       para o estatuto final do Kosovo das Na&ccedil;&otilde;es Unidas.        Ver United Nations Security Council (2007a, 2007b);     Constitution of the Republic of Kosovo (2008).<br />     </font><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref9" name="_ftn9" title="" id="_ftn9">9</a>&nbsp; Ver International Civilian Office. &#91;<a     href="http://www.ico-kos.org/" target="_blank">http://www.ico-kos.org/</a>&#93;.     Disponibilidade: 31 de agosto de 2011.</font><br />     <font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref10" name="_ftn10" title="" id="_ftn10">10</a>&nbsp; Segundo a concep&ccedil;&atilde;o de que a       perspectiva de integra&ccedil;&atilde;o europeia minimiza a emerg&ecirc;ncia e os efeitos do     ]]></body>
<body><![CDATA[ultranacionalismo radical e vice-versa.</font><br />     <font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref11" name="_ftn11" title="" id="_ftn11">11</a>&nbsp; A PEV engloba todos os pa&iacute;ses na       periferia da UE/27: Arg&eacute;lia, Arm&ecirc;nia, Autoridade Palestiniana, Azerbaij&atilde;o,       Egito, Ge&oacute;rgia, Israel, Jord&acirc;nia, L&iacute;bano, Marrocos, Moldova, Tun&iacute;sia, S&iacute;ria e       Ucr&acirc;nia. A L&iacute;bia e a Bielorr&uacute;ssia mant&ecirc;m regimes especiais de coopera&ccedil;&atilde;o com a       UE, devido &agrave; natureza dos sistemas pol&iacute;ticos vigentes nos dois Estados. A       Federa&ccedil;&atilde;o Russa manteve-se fora dessa pol&iacute;tica e desenvolve com a UE uma     parceria estrat&eacute;gica, que melhor reflete o estatuto especial dessa rela&ccedil;&atilde;o.</font><br />     <font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref12" name="_ftn12" title="" id="_ftn12">12</a>&nbsp; A governan&ccedil;a multin&iacute;vel e transversal       refere-se &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o de poder de decis&atilde;o ao longo de diferentes n&iacute;veis de     ]]></body>
<body><![CDATA[  autoridade e ao longo de diferentes &aacute;reas tem&aacute;ticas (Filtenborg et&nbsp;al.     2002; Hooghe e Marks 2001; Peters e Pierre 2002).</font><br />     <font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref13" name="_ftn13" title="" id="_ftn13">13</a>&nbsp; Os processos de condicionalidade e       socializa&ccedil;&atilde;o referem-se, por um lado, a um equil&iacute;brio de incentivos e       penaliza&ccedil;&otilde;es (condicionalidade) que visa a promover altera&ccedil;&otilde;es na conduta de um       ator, e, por outro lado, promover a incorpora&ccedil;&atilde;o de normas, valores e formas de       atua&ccedil;&atilde;o (socializa&ccedil;&atilde;o), quer por meio de um c&aacute;lculo racional ou por meio da       transforma&ccedil;&atilde;o da identidade de um outro ator. Ver Schimmelfennig (2005),     Checkel (2005) e Sedelmeier (2006). <br />     </font><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref14" name="_ftn14" title="" id="_ftn14">14</a>&nbsp; Weaver apresenta da seguinte forma a     ]]></body>
<body><![CDATA[  comunidade de seguran&ccedil;a europeia: "A Europa ocidental &eacute; uma comunidade de       seguran&ccedil;a. Ao contr&aacute;rio das expectativas da maioria dos estudiosos das       comunidades de seguran&ccedil;a, isso n&atilde;o foi alcan&ccedil;ado por meio da cria&ccedil;&atilde;o de       estruturas ou institui&ccedil;&otilde;es comuns de seguran&ccedil;a, mas primordialmente por       interm&eacute;dio de um processo de 'des-securitariza&ccedil;&atilde;o', uma progressiva       marginaliza&ccedil;&atilde;o das preocupa&ccedil;&otilde;es m&uacute;tuas de seguran&ccedil;a em benef&iacute;cio de outros     assuntos" (tradu&ccedil;&atilde;o das autoras). Ver Weaver (1998, 69). </font><br />     <font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref15" name="_ftn15" title="" id="_ftn15">15</a>&nbsp; A UE aprovou a sua primeira miss&atilde;o       civil de Pol&iacute;tica Externa de Seguran&ccedil;a e Defesa (Pol&iacute;tica Comum de Seguran&ccedil;a e       Defesa, depois do Tratado de Lisboa), EUJUST Themis para a Ge&oacute;rgia e mant&eacute;m,     ]]></body>
<body><![CDATA[  desde o cessar-fogo entre a R&uacute;ssia e a Ge&oacute;rgia, uma miss&atilde;o de monitoriza&ccedil;&atilde;o, a       EU Monitoring Mission (EUMM). Informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel em &lt;<a     href="http://www.consilium.europa.eu/showPage.aspx?id=701&amp;lang=EN" target="_blank">http://www.consilium.europa.eu/showPage.aspx?id=701&amp;lang=EN</a>&gt;     e &lt;<a     href="http://www.eumm.eu/%20" target="_blank">http://www.eumm.eu/</a>&gt;.</font><br />     <font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref16" name="_ftn16" title="" id="_ftn16">16</a>&nbsp; Entrevistas pessoais com elementos do       governo e da sociedade civil na Ge&oacute;rgia, na Arm&ecirc;nia e no Azerbaij&atilde;o, durante     2006 e 2007.</font><br />     <font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref17" name="_ftn17" title="" id="_ftn17">17</a>&nbsp; A Ge&oacute;rgia mant&eacute;m dois conflitos       separatistas na Abkhazia e na Oss&eacute;tia do Sul. O conflito de Nagorno-Karabakh     ]]></body>
<body><![CDATA[  op&otilde;e a Arm&ecirc;nia ao Azerbaij&atilde;o. Para mais informa&ccedil;&atilde;o sobre o papel da UE nesses     conflitos, ver International Crisis Group (2006).</font><br />     <font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref18" name="_ftn18" title="" id="_ftn18">18</a>&nbsp; O desenvolvimento de um "pacto de       estabilidade" para o C&aacute;ucaso foi estudado em pormenor pelo Centre for European     Policy Studies. Ver Celac et al (2000).</font> </p>      ]]></body><back>
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