<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0034-7612</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista de Administração Pública]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Adm. Pública]]></abbrev-journal-title>
<issn>0034-7612</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Fundação Getúlio Vargas]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0034-76122007000500004</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0034-76122007000500004</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O processo de conversão de sistemas de produção de hortaliças convencionais para orgânicos]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Converting conventional horticulture into organic]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Assis]]></surname>
<given-names><![CDATA[Renato Linhares de]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Romeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ademar Ribeiro]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Centro Nacional de Pesquisa de Agrobiologia ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Seropédica RJ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade Estadual de Campinas Instituto de Economia ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Campinas SP]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>10</month>
<year>2007</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>10</month>
<year>2007</year>
</pub-date>
<volume>41</volume>
<numero>5</numero>
<fpage>863</fpage>
<lpage>885</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0034-76122007000500004&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0034-76122007000500004&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0034-76122007000500004&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Este artigo analisa o processo de conversão para a olericultura orgânica por meio de estudos de caso junto a agricultores com comercialização em supermercados ou feiras específicas, constatando que o Estado sempre esteve à margem do processo de difusão da agricultura orgânica, determinando o estabelecimento de uma cultura de "independência" por parte desse setor produtivo. Pelo fato de a produção de hortaliças exigir um contato constante com o mercado e o processo de inovação tecnológica, há uma baixa demanda de apoio por parte pelos agricultores, independentemente do estrato socioeconômico. O artigo mostra também que ações públicas destinadas a promover a conversão para sistemas orgânicos têm maior receptividade junto a produtores familiares, em função da maior exigência por mão-de-obra na agricultura orgânica em relação à convencional, resultando em maiores custos monetários para os que recorrem à mão-de-obra contratada.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article analyzes the process of converting conventional horticulture into organic systems. The study was based on a research made with organic farmers commercializing their produce in specialized organic markets. The State has always been absent, having no dissemination policy for organic farming methods, thus contributing for the sector's 'independent stance'. This situation and the specific technological and commercial dynamics of organic horticulture also explain why the farmers have a low demand for state support, whatever their socio-economic level. The article emphasizes the fact that public polices for converting conventional into organic practices are more likely to be successful with family farmers, due to the higher demand of labor by organic farming, which is more costly for those who resort to hired help.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[agricultura orgânica]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[difusão de tecnologia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[políticas públicas]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[horticultura]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[agroecologia]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[organic agriculture]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[technology dissemination]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[public policies]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[horticulture]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[agroecology]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>O processo de convers&atilde;o de sistemas    de produ&ccedil;&atilde;o de hortali&ccedil;as convencionais para org&acirc;nicos</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Converting conventional horticulture into    organic</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Renato Linhares de Assis<sup><sup>I</sup></sup>;    Ademar Ribeiro Romeiro<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Engenheiro agr&ocirc;nomo (DSc),    pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&aacute;ria/Centro Nacional    de Pesquisa de Agrobiologia (Embrapa Agrobiologia). Endere&ccedil;o: Caixa Postal    74.505 — CEP 23850-970, Serop&eacute;dica, RJ, Brasil. E-mail: <a href="mailto:renato@cnpab.embrapa.br">renato@cnpab.embrapa.br</a>    <br>   <sup>II</sup>Economista (DSc), professor do Instituto de Economia da Universidade    Estadual de Campinas (IE-Unicamp). Endere&ccedil;o: Cidade Universit&aacute;ria,    Caixa Postal 6.135 — CEP 13083-970, Campinas, SP, Brasil. E-mail: <a href="mailto:ademar@eco.unicamp.br">ademar@eco.unicamp.br</a>    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="VERDANA"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este artigo analisa o processo de convers&atilde;o    para a olericultura org&acirc;nica por meio de estudos de caso junto a agricultores    com comercializa&ccedil;&atilde;o em supermercados ou feiras espec&iacute;ficas,    constatando que o Estado sempre esteve &agrave; margem do processo de difus&atilde;o    da agricultura org&acirc;nica, determinando o estabelecimento de uma cultura    de "independ&ecirc;ncia" por parte desse setor produtivo. Pelo fato    de a produ&ccedil;&atilde;o de hortali&ccedil;as exigir um contato constante    com o mercado e o processo de inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, h&aacute;    uma baixa demanda de apoio por parte pelos agricultores, independentemente do    estrato socioecon&ocirc;mico. O artigo mostra tamb&eacute;m que a&ccedil;&otilde;es    p&uacute;blicas destinadas a promover a convers&atilde;o para sistemas org&acirc;nicos    t&ecirc;m maior receptividade junto a produtores familiares, em fun&ccedil;&atilde;o    da maior exig&ecirc;ncia por m&atilde;o-de-obra na agricultura org&acirc;nica    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; convencional, resultando em maiores custos    monet&aacute;rios para os que recorrem &agrave; m&atilde;o-de-obra contratada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Palavras-chave: </b>agricultura org&acirc;nica;    difus&atilde;o de tecnologia; pol&iacute;ticas p&uacute;blicas; horticultura;    agroecologia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">This article analyzes the process of converting    conventional horticulture into organic systems. The study was based on a research    made with organic farmers commercializing their produce in specialized organic    markets. The State has always been absent, having no dissemination policy for    organic farming methods, thus contributing for the sector's 'independent    stance'. This situation and the specific technological and commercial    dynamics of organic horticulture also explain why the farmers have a low demand    for state support, whatever their socio-economic level. The article emphasizes    the fact that public polices for converting conventional into organic practices    are more likely to be successful with family farmers, due to the higher demand    of labor by organic farming, which is more costly for those who resort to hired    help.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Keywords: </b>organic agriculture; technology    dissemination; public policies; horticulture; agroecology.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Muitos aspectos est&atilde;o envolvidos na convers&atilde;o    de sistemas convencionais para sistemas org&acirc;nicos de produ&ccedil;&atilde;o,    em especial os econ&ocirc;micos e pol&iacute;ticos que condicionam a ado&ccedil;&atilde;o    da agricultura org&acirc;nica junto a diferentes estratos socioecon&ocirc;micos    de agricultores, e que precisam ser considerados quando se pensa na difus&atilde;o    em larga escala dessa forma de produ&ccedil;&atilde;o, exigindo um apoio mais    expressivo, que considere suas especificidades, por parte da pol&iacute;tica    agr&iacute;cola do Estado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A exist&ecirc;ncia de custos e barreiras &agrave;    entrada, relacionados &agrave; perda inicial de produtividade devido ao tempo    para recondicionamento do solo, e &agrave;s incertezas geradas pela estrutura    ainda prec&aacute;ria de comercializa&ccedil;&atilde;o, tem desestimulado uma    resposta mais efetiva da maioria dos agricultores, mesmo considerando o n&iacute;vel    de pre&ccedil;os que os consumidores est&atilde;o dispostos a pagar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Historicamente, os primeiros movimentos ligados    &agrave; agricultura org&acirc;nica no Brasil sempre estiveram relacionados    &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de hortigranjeiros. O chamado segmento de FLV    (frutas, legumes e verduras) frescos, principalmente hortali&ccedil;as (legumes    e verduras), foi a alavanca das iniciativas pioneiras surgidas no Rio de Janeiro,    Bras&iacute;lia, Rio Grande do Sul, S&atilde;o Paulo e Paran&aacute;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; comercializa&ccedil;&atilde;o    de hortali&ccedil;as org&acirc;nicas, ela teve origem em dois sistemas principais:    as feiras livres e a entrega de cestas a domic&iacute;lio que, apesar do sucesso    inicial, t&ecirc;m representado dificuldades para a expans&atilde;o da olericultura    org&acirc;nica para um grande n&uacute;mero de agricultores (Amaral, 1996).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diante desse quadro, os supermercados aparecem    cada vez mais como um caminho para uma efetiva expans&atilde;o desse mercado.    No Brasil, seguindo uma tend&ecirc;ncia mundial, grandes redes de supermercados    t&ecirc;m mostrado interesse crescente nesses produtos, que &eacute; para muitos    agricultores org&acirc;nicos uma importante alternativa para comercializa&ccedil;&atilde;o    de seus produtos (Meirelles, 1997).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o ao potencial de mercado    para a produ&ccedil;&atilde;o de FLV org&acirc;nicos, Assis e colaboradores    (1995), analisando o mercado fluminense, apontam para a exist&ecirc;ncia de    uma demanda ainda em aberto nesse sentido. Na cidade de S&atilde;o Paulo, pesquisa    de opini&atilde;o p&uacute;blica realizada na zona Sudoeste (bairros de classe    m&eacute;dia e alta), sobre o mercado de legumes e verduras (LV) org&acirc;nicos,    concluiu tamb&eacute;m sobre o potencial de crescimento desse mercado, j&aacute;    que os compradores desses produtos possuem consci&ecirc;ncia dos problemas de    contamina&ccedil;&atilde;o das hortali&ccedil;as produzidas com agrot&oacute;xicos.    A mesma pesquisa coloca ainda que a grande maioria prefere LV org&acirc;nicos,    admitindo pagar de 20% a 30% mais caro por isso, desde que a venda seja feita    em condi&ccedil;&otilde;es atraentes e garantidas (Instituto Gallup, 1996).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este artigo pretende analisar os fatores econ&ocirc;micos    e pol&iacute;ticos que condicionam a evolu&ccedil;&atilde;o de sistemas org&acirc;nicos    de produ&ccedil;&atilde;o de hortali&ccedil;as no Brasil, limitando sua difus&atilde;o    em face do potencial existente. Com essa finalidade, foram apresentados os resultados    de estudos de casos relativos &agrave; produ&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica    de hortali&ccedil;as no estado de S&atilde;o Paulo. Tal estudo permitiu analisar    o processo de convers&atilde;o de sistemas de produ&ccedil;&atilde;o de hortali&ccedil;as    convencionais para org&acirc;nicas, bem como as demandas de pol&iacute;ticas    espec&iacute;ficas que favore&ccedil;am sua difus&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>2. Metodologia</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Para a realiza&ccedil;&atilde;o deste artigo,    procuramos delimitar o universo de agricultores a ser estudado de acordo com    o objetivo pretendido. Assim, optamos por trabalhar com agricultores ligados    &agrave; Associa&ccedil;&atilde;o de Agricultura Org&acirc;nica (AAO), sediada    na cidade de S&atilde;o Paulo, e com &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o, no    que se refere &agrave; horticultura, concentrada no estado de S&atilde;o Paulo.    Esses agricultores s&atilde;o respons&aacute;veis pela maior parte da produ&ccedil;&atilde;o    org&acirc;nica do estado, que &eacute; comercializada fundamentalmente por meio    de supermercados e da feira de produtos org&acirc;nicos no Parque da &Aacute;gua    Branca em S&atilde;o Paulo, gerenciada pela AAO.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considerando o objetivo da pesquisa, estabelecemos    como crit&eacute;rios para amostragem dos agricultores, o tempo de experi&ecirc;ncia    com olericultura org&acirc;nica e o tipo principal de mercado trabalhado pelo    agricultor, no caso feira de produtos org&acirc;nicos e supermercados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave; forma de comercializa&ccedil;&atilde;o,    recorremos a olericultores vinculados &agrave; Associa&ccedil;&atilde;o de Produtores    Horta &amp; Arte, que comercializa a produ&ccedil;&atilde;o junto a grandes    redes de supermercados, bem como a olericultores que comercializam sua produ&ccedil;&atilde;o    na feira do Parque da &Aacute;gua Branca.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Buscamos limitar a amostra de agricultores em    fun&ccedil;&atilde;o de um tempo m&iacute;nimo de experi&ecirc;ncia com o mercado    de produtos org&acirc;nicos, de um ano e meio, o que caracterizava a totalidade    dos 20 olericultores que utilizavam a citada feira, e 42 dos olericultores vinculados    &agrave; Horta &amp; Arte, num total de 62 agricultores, dos quais conseguimos    entrevistar 59.<a name="tx01"></a><a href="#nt01"><sup>1</sup></a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para a realiza&ccedil;&atilde;o das entrevistas,    utilizamos roteiro com perguntas que permitiam respostas abertas, que posteriormente    foram agrupadas e tabuladas em fun&ccedil;&atilde;o da id&eacute;ia geral do    pensamento apresentado pelos agricultores em rela&ccedil;&atilde;o a cada questionamento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>3. Resultados e discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tempo &eacute; um fator importante para qualquer    convers&atilde;o, sendo necess&aacute;rio estabelecer limites para que sejam    efetuados alguns ajustes na rotina e no aprendizado de t&eacute;cnicas utilizadas    na agricultura org&acirc;nica (Vitoi, 2000). No entanto, a forma como isso ir&aacute;    ocorrer depende da estrat&eacute;gia de convers&atilde;o a ser adotada como    est&aacute; no <a href="#qdr01">quadro 1</a>. &Eacute; poss&iacute;vel explicar    as diversas estrat&eacute;gias adotadas a partir de uma an&aacute;lise dos pontos    fortes e fracos da propriedade, bem como da defini&ccedil;&atilde;o de aptid&otilde;es,    da experi&ecirc;ncia do agricultor, do tipo de m&atilde;o-de-obra utilizada    e do mercado (Vitoi, 2000).</font></p>     <p><a name="qdr01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rap/v41n5/a04qdr01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dois par&acirc;metros s&atilde;o fundamentais    nesta an&aacute;lise: a forma de organiza&ccedil;&atilde;o social da produ&ccedil;&atilde;o    (<a href="#qdr02">quadro 2</a>) e o padr&atilde;o tecnol&oacute;gico da unidade    de produ&ccedil;&atilde;o no in&iacute;cio do processo de convers&atilde;o (<a href="#qdr03">quadro    3</a>), que ir&atilde;o determinar, al&eacute;m da estrat&eacute;gia a ser adotada,    a velocidade com que se processar&aacute; a convers&atilde;o e a inser&ccedil;&atilde;o    no mercado.</font></p>     <p><a name="qdr02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rap/v41n5/a04qdr02.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="qdr03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rap/v41n5/a04qdr03.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Silva (1999) mostra que na produ&ccedil;&atilde;o    agr&iacute;cola a vari&aacute;vel tecnol&oacute;gica encontra-se associada com    a disponibilidade de recursos f&iacute;sicos e financeiros e com o processo    de produ&ccedil;&atilde;o e de trabalho, considerando-se, neste &uacute;ltimo    caso, a divis&atilde;o interna do trabalho entre os membros da fam&iacute;lia    ou a m&atilde;o-de-obra contratada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A esse respeito, particularmente em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; agricultura org&acirc;nica, Lampkin (1990) destaca a import&acirc;ncia    da condi&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica do agricultor para a convers&atilde;o    a esse sistema de produ&ccedil;&atilde;o, relacionando-a, junto com o acesso    &agrave; informa&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica, como condicionante &agrave;    implementa&ccedil;&atilde;o do processo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Depois disso, determina-se a estrat&eacute;gia    de convers&atilde;o a ser implementada, que independentemente da escolha ser&aacute;    sempre gradual e, como conv&eacute;m a um processo de natureza biol&oacute;gica    e educativa, sem um roteiro, mas com um conjunto de preceitos a serem seguidos    e adaptados nas diferentes situa&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><i>Sistemas de produ&ccedil;&atilde;o dos    olericultores org&acirc;nicos entrevistados</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os olericultores org&acirc;nicos foram agrupados    de acordo com as categorias de organiza&ccedil;&atilde;o social da produ&ccedil;&atilde;o    apresentadas no <a href="#qdr02">quadro 2</a>, resultando na separa&ccedil;&atilde;o    inicial em tr&ecirc;s tipos: empresa familiar (F); empresa de ger&ecirc;ncia    familiar (G); e empresa capitalista (C). Posteriormente, como n&atilde;o observamos    diferen&ccedil;as marcantes no padr&atilde;o de capitaliza&ccedil;&atilde;o    entre os agricultores dos tipos F e G, somente os agricultores do tipo C foram    subdivididos, de acordo com o n&uacute;mero de empregados, em tr&ecirc;s grupos:    C1, C2 e C3. O total foi ent&atilde;o de cinco diferentes tipos entre os entrevistados,    conforme descrito no <a href="#qdr04">quadro 4</a>, onde pode ser observado,    al&eacute;m do n&uacute;mero total de agricultores para cada tipo, a distribui&ccedil;&atilde;o    deles em fun&ccedil;&atilde;o do mercado principal utilizado para a comercializa&ccedil;&atilde;o    da produ&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><a name="qdr04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rap/v41n5/a04qdr04.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Percebemos a&iacute; uma distribui&ccedil;&atilde;o    mais homog&ecirc;nea entre os diferentes tipos somente para os agricultores    com produ&ccedil;&atilde;o voltada para o mercado de supermercados, havendo    uma concentra&ccedil;&atilde;o dos agricultores que utilizam as feiras de produtos    org&acirc;nicos como mercado principal no tipo C (60%), com destaque para o    tipo C1.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o ao tempo de experi&ecirc;ncia    dos entrevistados com a agricultura org&acirc;nica, podemos ver na <a href="#tab01">tabela    1</a> que h&aacute; uma forte concentra&ccedil;&atilde;o, independentemente    do tipo de agricultor, na faixa de um ano e meio a tr&ecirc;s anos (29 produtores    — 49,1%). Isto ocorre quase exclusivamente em fun&ccedil;&atilde;o dos    horticultores que vendem a produ&ccedil;&atilde;o em supermercados, sendo essa    faixa ocupada por 28 (71,8%) dos que utilizam esse canal de comercializa&ccedil;&atilde;o.    J&aacute; entre os que comercializam a produ&ccedil;&atilde;o em feiras de produtos    org&acirc;nicos, 16 entrevistados (80%) t&ecirc;m mais de seis anos de experi&ecirc;ncia    com a olericultura org&acirc;nica.</font></p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rap/v41n5/a04tab01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Isso confirma o fato mencionado na introdu&ccedil;&atilde;o,    de que a origem da agricultura org&acirc;nica no Brasil est&aacute; intimamente    ligada ao mercado de feiras, enquanto as iniciativas relacionadas ao mercado    dos supermercados s&atilde;o mais recentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O resultado &eacute; interessante quando o confrontamos    com o fato de que entre os 20 entrevistados com mais de seis anos de experi&ecirc;ncia    com a produ&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica, 17 (85%) s&atilde;o agricultores    neorrurais, dos quais 13 (81%) possuem outra fonte de renda.<sup><a name="tx02"></a><a href="#nt02">2</a></sup>    Entre produtores neorrurais, 14 (82%) foram enquadrados na categoria de empres&aacute;rios    capitalistas, que representa 52% do total, o que confirma a observa&ccedil;&atilde;o    de Assis e colaboradores (1996) de que as iniciativas pioneiras de produ&ccedil;&atilde;o    org&acirc;nica, especialmente as de hortali&ccedil;as, partiram de agricultores    com origem urbana.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> H&aacute; um pioneirismo na ado&ccedil;&atilde;o    da agricultura org&acirc;nica por parte dos olericultores mais capitalizados    (tipo C), indicando a import&acirc;ncia da capitaliza&ccedil;&atilde;o do produtor    no processo de convers&atilde;o para esse sistema de produ&ccedil;&atilde;o.    Em rela&ccedil;&atilde;o ao acesso &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o    existem diferen&ccedil;as marcantes entre os diferentes tipos de agricultores    apresentados no <a href="#qdr04">quadro 4</a>, pela pr&oacute;pria caracter&iacute;stica    da produ&ccedil;&atilde;o e comercializa&ccedil;&atilde;o de hortali&ccedil;as    em geral que, em fun&ccedil;&atilde;o do seu dinamismo, exige do agricultor    uma rela&ccedil;&atilde;o mais constante com o mercado e com o processo de inova&ccedil;&atilde;o    tecnol&oacute;gica. A express&atilde;o disso &eacute; o fato de que, excetuando-se    os 17 (29%) produtores neorrurais que nunca produziram de forma convencional,    os outros 42 (71%) horticultores eram detentores, no in&iacute;cio do processo    de convers&atilde;o para a agricultura org&acirc;nica, de unidades de produ&ccedil;&atilde;o    inseridas no pacote da "revolu&ccedil;&atilde;o verde" conforme descrito    no <a href="#qdr03">quadro 3</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave; forma de ocupa&ccedil;&atilde;o    do espa&ccedil;o agr&iacute;cola n&atilde;o observamos diferen&ccedil;as entre    os tipos de agricultores descritos no <a href="#qdr04">quadro 4</a>. Somente    10 agricultores (16,9%) n&atilde;o mant&ecirc;m &aacute;rea de reserva; entre    eles, seis utilizavam &aacute;rea arrendada. No que tange &agrave; presen&ccedil;a    de outras atividades econ&ocirc;micas, &eacute; fato apenas para 12 agricultores    (20,3%); j&aacute; em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; atividade de produ&ccedil;&atilde;o    animal, apenas seis entrevistados est&atilde;o enquadrados. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Esses resultados indicam uma tend&ecirc;ncia    dos entrevistados em manter a diversifica&ccedil;&atilde;o mais em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; paisagem como um todo,<a name="tx03"></a><a href="#nt03"><sup>3</sup></a>    com a manuten&ccedil;&atilde;o de um percentual de &aacute;rea de reserva razo&aacute;vel,    como descrito na <a href="#tab02">tabela 2</a>, em que a varia&ccedil;&atilde;o    de &aacute;rea sem uso econ&ocirc;mico/reserva entre os tipos de agricultores    &eacute; de 29% a 42%.</font></p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rap/v41n5/a04tab02.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A id&eacute;ia de diversifica&ccedil;&atilde;o    de atividades, fundamental do ponto de vista agroecol&oacute;gico, aparece na    olericultura org&acirc;nica de forma pol&ecirc;mica, o que pode ser creditado    ao fato de que a produ&ccedil;&atilde;o de hortali&ccedil;as envolve um processo    de comercializa&ccedil;&atilde;o extremamente din&acirc;mico, podendo ser comprometido    se uma produ&ccedil;&atilde;o diversificada n&atilde;o for bem administrada    e n&atilde;o estiver voltada para as caracter&iacute;sticas do mercado trabalhado.    Junte-se a isso o fato de que entre os que possuem outra atividade econ&ocirc;mica,    al&eacute;m da produ&ccedil;&atilde;o hort&iacute;cola, oito possuem atua&ccedil;&atilde;o    voltada para o mercado de feiras, representando 40% dos que comercializam dessa    forma.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Isso se confirma tamb&eacute;m para a diversifica&ccedil;&atilde;o    do n&uacute;mero de hortali&ccedil;as cultivadas, que se relaciona, como podemos    constatar na <a href="#tab03">tabela 3</a>, com o tipo de mercado utilizado.    H&aacute; uma tend&ecirc;ncia, por parte dos olericultores voltados para o mercado    de feiras, em manter um maior n&uacute;mero de hortali&ccedil;as no campo, em    compara&ccedil;&atilde;o aos que comercializam a produ&ccedil;&atilde;o junto    aos supermercados. Isso ocorre na medida em que os primeiros relacionam-se diretamente    com consumidores que demandam acima de tudo uma diversidade de produtos, enquanto    os segundos visam um mercado mais competitivo, que exige basicamente const&acirc;ncia    no abastecimento de determinados produtos, exigindo uma certa especializa&ccedil;&atilde;o    de atividades por parte desses agricultores.<a name="tx04"></a><a href="#nt04"><sup>4</sup></a></font></p>     <p><a name="tab03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rap/v41n5/a04tab03.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outra caracter&iacute;stica importante, do ponto    de vista agroecol&oacute;gico para a produ&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica de    hortali&ccedil;as, &eacute; a aduba&ccedil;&atilde;o verde, tecnologia que despertou    interesse de questionamento sistem&aacute;tico junto aos olericultores estudados,    ap&oacute;s as entrevistas com a primeira metade de agricultores ligados ao    com&eacute;rcio em supermercados (20). Resolvemos, ent&atilde;o, perguntar aos    39 entrevistados seguintes (19 ligados a supermercados e 20 produtores que comercializavam    em feira de produtos org&acirc;nicos) sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o    dessa pr&aacute;tica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como resultado, 31 (79,5%) agricultores (11 feirantes    e 20 voltados para o com&eacute;rcio em supermercados) afirmaram que utilizavam    a aduba&ccedil;&atilde;o verde, enquanto oito (20,5%) n&atilde;o utilizavam    (todos relacionados &agrave; feira de produtos org&acirc;nicos). Logo, a diversifica&ccedil;&atilde;o    da produ&ccedil;&atilde;o &eacute; fator condicionante importante para a realiza&ccedil;&atilde;o    dessa pr&aacute;tica de manejo de solo, j&aacute; que o n&uacute;mero m&eacute;dio    de hortali&ccedil;as &eacute; nove (&plusmn;30) para os que usam adubos verdes e 19    (&plusmn; 30)<a name="tx05"></a><a href="#nt05"><sup>5</sup></a> para os que n&atilde;o    fazem aduba&ccedil;&atilde;o verde.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><i>Caracter&iacute;sticas pessoais e do ambiente    social dos olericultores org&acirc;nicos entrevistados</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#tab04">tabela 4</a> &eacute; apresentada    a m&eacute;dia de idade dos agricultores. Os produtores dos diferentes tipos    (<a href="#qdr04">quadro 4</a>) apresentam m&eacute;dias bem pr&oacute;ximas,    todos na faixa de 42 a 46 anos, com m&eacute;dia geral de 43 anos. Em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; escolaridade, os horticultores com curso superior em sua totalidade    s&atilde;o agricultores neorrurais<a name="tx06"></a><a href="#nt06"><sup>6</sup></a>    e, conforme pode ser observado na <a href="#tab05">tabela 5</a>, enquadrados    em sua maioria na categoria dos empres&aacute;rios capitalistas (tipo C).</font></p>     <p><a name="tab04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rap/v41n5/a04tab04.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab05"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rap/v41n5/a04tab05.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para a implementa&ccedil;&atilde;o das iniciativas    pioneiras desses agricultores neorrurais com agricultura org&acirc;nica, al&eacute;m    da import&acirc;ncia de um maior n&iacute;vel de capitaliza&ccedil;&atilde;o,    em grande parte associada a fontes de rendas n&atilde;o agr&iacute;colas, junta-se    tamb&eacute;m a quest&atilde;o de um maior n&iacute;vel de escolaridade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; posse da terra,    podemos ver, na <a href="#tab06">tabela 6</a>, que a grande maioria (39 entrevistados    — 66%) &eacute; composta de olericultores propriet&aacute;rios da terra,    incluindo-se a&iacute; a totalidade dos agricultores que comp&otilde;em o tipo    C3. No entanto, h&aacute; um percentual elevado de olericultores que utilizam    arrendamento (18 entrevistados<a name="tx07"></a><a href="#nt07"><sup>7</sup></a>    — 30%), o que &eacute; reflexo da estrat&eacute;gia de convers&atilde;o    para a agricultura org&acirc;nica, j&aacute; que arrendaram &aacute;reas que    estavam em pousio ou j&aacute; possu&iacute;am certifica&ccedil;&atilde;o anterior.<a name="tx08"></a><a href="#nt08"><sup>8</sup></a></font></p>     <p><a name="tab06"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rap/v41n5/a04tab06.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto aos tipos de v&iacute;nculos empregat&iacute;cios    utilizados pelos olericultores entrevistados verificamos que os empres&aacute;rios    capitalistas (tipos C1, C2 e C3) apresentam tend&ecirc;ncia a utilizar mais    empregados fixos (assalariados), enquanto os agricultores caracterizados como    empresas de ger&ecirc;ncia familiar (tipo G), a utilizar mais empregados diaristas    (<a href="#tab07">tabela 7</a>). Isso indica que, diferentemente do que muitos    afirmam, n&atilde;o &eacute; a ado&ccedil;&atilde;o de sistemas de produ&ccedil;&atilde;o    org&acirc;nicos que garantem rela&ccedil;&otilde;es de emprego mais est&aacute;veis,    mas sim o n&iacute;vel de capitaliza&ccedil;&atilde;o dos agricultores envolvidos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab07"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rap/v41n5/a04tab07.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Refor&ccedil;ando esse pensamento, quando analisamos    as mudan&ccedil;as ocorridas na rela&ccedil;&atilde;o patr&atilde;o-empregado,    com a ado&ccedil;&atilde;o do sistema org&acirc;nico de produ&ccedil;&atilde;o,    verificamos que entre os 18 entrevistados (30%) que utilizavam anteriormente    m&atilde;o-de-obra assalariada, somente nove olericultores org&acirc;nicos (50%)    perceberam mudan&ccedil;a no relacionamento. A forma como isso ocorreu est&aacute;    na <a href="#tab08">tabela 8</a>, com predom&iacute;nio para a melhoria nas    rela&ccedil;&otilde;es de amizade e confian&ccedil;a m&uacute;tua.</font></p>     <p><a name="tab08"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rap/v41n5/a04tab08.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">No entanto, considerando que antes do in&iacute;cio    do processo de convers&atilde;o da agricultura convencional para a agricultura    org&acirc;nica, somente 18 (30%) dos olericultores entrevistados utilizavam    empregados (fixos, diaristas e meeiros) e, analisando como um todo, os dados    da <a href="#tab07">tabela 7</a> em conjunto com os da <a href="#tab09">tabela    9</a>, constatamos que a mudan&ccedil;a do sistema de produ&ccedil;&atilde;o    contribuiu para elevar o n&iacute;vel de emprego.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab09"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rap/v41n5/a04tab09.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entendemos isso como um indicativo de que a agricultura    org&acirc;nica pode aumentar o afluxo de renda junto &agrave;s comunidades rurais    e sua difus&atilde;o ser utilizada como instrumento para favorecer o processo    de desenvolvimento rural, particularmente quando este tenha como foco os espa&ccedil;os    locais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Essa contribui&ccedil;&atilde;o da agricultura    org&acirc;nica ao processo de desenvolvimento foi verificada junto aos olericultores    entrevistados ligados ao com&eacute;rcio em supermercados e estavam concentrados    no munic&iacute;pio de Ibi&uacute;na (29 agricultores).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><i>Caracter&iacute;sticas dos processos de    convers&atilde;o para a agricultura org&acirc;nica dos olericultores entrevistados</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que se refere &agrave; convers&atilde;o de    sistema de produ&ccedil;&atilde;o convencional para org&acirc;nico, 19 entrevistados    (32,2%) colocaram que fizeram a mudan&ccedil;a na &aacute;rea onde j&aacute;    produziam hortali&ccedil;as anteriormente,<sup><a name="tx09"></a><a href="#nt09">9</a></sup>    passando por um per&iacute;odo de convers&atilde;o/certifica&ccedil;&atilde;o    que variou de seis meses a dois anos e meio.<a name="tx10"></a><a href="#nt10"><sup>10</sup></a>    Independentemente do hist&oacute;rico de contamina&ccedil;&atilde;o por agroqu&iacute;micos    da unidade de produ&ccedil;&atilde;o, essa varia&ccedil;&atilde;o de tempo se    deu em fun&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia de convers&atilde;o (<a href="#qdr01">quadro    1</a>) escolhida pelo agricultor, que foi determinada por sua capacidade de    investimento para viabilizar a mudan&ccedil;a em toda a &aacute;rea de produ&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O n&iacute;vel de capitaliza&ccedil;&atilde;o    inicial do agricultor determinou a velocidade do processo de convers&atilde;o/certifica&ccedil;&atilde;o,    tornando poss&iacute;vel ou n&atilde;o parar totalmente com a produ&ccedil;&atilde;o    convencional para iniciar a produ&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica, ou fazendo    com que isso fosse feito em outra &aacute;rea, via compra de terra ou arrendamento    de &aacute;rea em pousio ou j&aacute; certificada anteriormente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#tab10">tabela 10</a>, vemos que    somente seis agricultores (10%) adotaram a estrat&eacute;gia de convers&atilde;o    radical e imediata de parte da unidade produtiva. Isso significou o estabelecimento    de t&aacute;ticas econ&ocirc;micas diferenciadas pelos olericultores, para conseguirem    viabiliza&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica durante o per&iacute;odo de convers&atilde;o.    Somente 11 (19%) afirmaram ter poupan&ccedil;a anterior que os permitiu aguardar    o per&iacute;odo de convers&atilde;o sem a necessidade de outra atividade econ&ocirc;mica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab10"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rap/v41n5/a04tab10.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entre os 42 (71%) restantes, verificamos que:    10 (24%) exerceram atividades econ&ocirc;micas n&atilde;o-agr&iacute;colas durante    o per&iacute;odo de convers&atilde;o; quatro (10%) eram olericultores que sempre    utilizaram &aacute;rea arrendada, tendo mudado para &aacute;rea que se encontrava    em pousio por ocasi&atilde;o do in&iacute;cio da produ&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica;    cinco (12%) arrendaram &aacute;rea j&aacute; certificada de ex-patr&atilde;o    produtor org&acirc;nico; seis (14%) estavam afastados da atividade agr&iacute;cola    estando a &aacute;rea de produ&ccedil;&atilde;o em pousio; e 17 (40%) s&atilde;o    agricultores neorrurais que tamb&eacute;m iniciaram a produ&ccedil;&atilde;o    em &aacute;rea que estava em pousio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Levando em considera&ccedil;&atilde;o as queixas    relativas &agrave;s dificuldades para a implementa&ccedil;&atilde;o da convers&atilde;o    para sistemas org&acirc;nicos de produ&ccedil;&atilde;o, observadas durante    as entrevistas com a primeira metade de agricultores com produ&ccedil;&atilde;o    voltada para o mercado de supermercados (20), resolvemos, da mesma forma que    para a aduba&ccedil;&atilde;o verde, arg&uuml;ir os entrevistados seguintes    (19 produtores que atuam junto a supermercados e 20 que comercializam em feira    de produtos org&acirc;nicos) a respeito da diferen&ccedil;a entre o custo de    produ&ccedil;&atilde;o dos sistemas convencionais e org&acirc;nicos. Como resultado    obtivemos: 31 agricultores consideraram ser maior o custo de produ&ccedil;&atilde;o    do sistema org&acirc;nico; cinco colocaram que o sistema convencional apresenta    maior custo; e tr&ecirc;s disseram que n&atilde;o percebiam diferen&ccedil;a    entre os dois sistemas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esse entendimento, no entanto, est&aacute; em    grande parte relacionado &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da rentabilidade agr&iacute;cola    provocada pela mudan&ccedil;a do sistema de produ&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o    ao custo de produ&ccedil;&atilde;o diretamente, j&aacute; que a maioria (14    = 74%) dos que j&aacute; cultivavam hortali&ccedil;as (19 entrevistados) relacionam    essa eleva&ccedil;&atilde;o &agrave; perda inicial de produtividade durante    o per&iacute;odo de convers&atilde;o para a agricultura org&acirc;nica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#tab11">tabela 11</a> s&atilde;o    apresentados os motivos dos entrevistados que afirmaram ter tido perda inicial    de produtividade. Destaca-se a necessidade de que o solo seja recondicionado,    pois o manejo agr&iacute;cola deve, sempre que poss&iacute;vel, favorecer &agrave;    din&acirc;mica biol&oacute;gica do solo.</font></p>     <p><a name="tab11"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rap/v41n5/a04tab11.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outro importante componente do custo de produ&ccedil;&atilde;o    da olericultura org&acirc;nica &eacute; a m&atilde;o-de-obra, que foi reconhecida    dessa forma por 52 agricultores (88,1%) que afirmaram que a convers&atilde;o    do sistema de produ&ccedil;&atilde;o convencional para org&acirc;nico aumenta    a demanda de m&atilde;o-de-obra, no entanto esse acr&eacute;scimo pode variar    de 10% a 200% (<img src="/img/revistas/rap/v41n5/x3_barra.gif">    = 65%).<sup><a name="tx11"></a><a href="#nt11">11</a></sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entendemos que esse aumento se deve ao grau de    reestrutura&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;todos de produ&ccedil;&atilde;o, principalmente    relacionados &agrave; maior intensidade de uso das &aacute;reas aptas ao cultivo    e ao beneficiamento e &agrave; embalagem (<a href="#tab12">tabela 12</a>), que    demandam mais trabalho independentemente do sistema de produ&ccedil;&atilde;o    (org&acirc;nico ou convencional) adotado, sendo a varia&ccedil;&atilde;o percentual    anotada em fun&ccedil;&atilde;o do grau em que isso j&aacute; era feito pelo    agricultor.</font></p>     <p><a name="tab12"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rap/v41n5/a04tab12.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">No entanto, analisando o sistema de produ&ccedil;&atilde;o    org&acirc;nico comparativamente ao sistema convencional, verificamos que o primeiro    demanda mais m&atilde;o-de-obra, especialmente para a realiza&ccedil;&atilde;o    de capinas manuais, o que ficou confirmado pela maioria dos 24 olericultores    (46%) que colocaram a import&acirc;ncia da m&atilde;o-de-obra como componente    do custo de produ&ccedil;&atilde;o de hortali&ccedil;as org&acirc;nicas, 18    agricultores (75%) citaram o aumento da necessidade de capinas como principal    motivo para o aumento na demanda por trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Verificamos ainda a necessidade de um investimento    inicial para a implementa&ccedil;&atilde;o do processo de convers&atilde;o,    cujo tempo necess&aacute;rio para recuper&aacute;-lo, na opini&atilde;o dos    entrevistados, &eacute; apresentado na <a href="#tab13">tabela 13</a>. &Eacute;    interessante observar que para a grande maioria isso ocorre no per&iacute;odo    de seis meses a um ano (23 entrevistados — 38,9%) ou de um ano e meio    a dois anos (17 entrevistados — 28,8%), com exce&ccedil;&otilde;es junto    aos tipos G, C1, C2 e C3, relacionadas a agricultores neorrurais, e que provavelmente    t&ecirc;m liga&ccedil;&atilde;o com a falta de experi&ecirc;ncia anterior desses    produtores com a pr&oacute;pria agricultura, independentemente do sistema de    produ&ccedil;&atilde;o (org&acirc;nico ou convencional).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab13"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rap/v41n5/a04tab13.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#tab14">tabela 14</a> est&atilde;o    os motivos dos olericultores entrevistados para adotarem o sistema org&acirc;nico    de produ&ccedil;&atilde;o. Independentemente do tipo de agricultor (<a href="#qdr04">quadro    4</a>), o principal fator &eacute; a possibilidade de melhor remunera&ccedil;&atilde;o    financeira e a estabilidade de pre&ccedil;os no mercado de hortali&ccedil;as    org&acirc;nicas (resposta de 36 agricultores — 61,0%), ficando em segundo    lugar a preocupa&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de pessoal e da fam&iacute;lia    (resposta de 30 agricultores — 50,8%).</font></p>     <p><a name="tab14"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rap/v41n5/a04tab14.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com a preval&ecirc;ncia da motiva&ccedil;&atilde;o    econ&ocirc;mica, da mesma forma que a an&aacute;lise do acesso a informa&ccedil;&otilde;es,    aparece a import&acirc;ncia da caracter&iacute;stica din&acirc;mica da comercializa&ccedil;&atilde;o    de hortali&ccedil;as que, independentemente do sistema de produ&ccedil;&atilde;o    (convencional ou org&acirc;nico), estabelece um v&iacute;nculo estreito entre    o produtor e o mercado, j&aacute; que dos agricultores com essa motiva&ccedil;&atilde;o,    32 (91,4%) j&aacute; produziam hortali&ccedil;as anteriormente.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Outra ressalva importante &eacute; sobre os agricultores    que apresentaram motiva&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica para a ado&ccedil;&atilde;o    da agricultura org&acirc;nica como sistema de produ&ccedil;&atilde;o, pois eles    s&atilde;o em sua totalidade neorrurais. Considerando o que j&aacute; foi colocado    para esses agricultores anteriormente, constatamos que com base em um bom n&iacute;vel    escolar, a partir de motiva&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica e &agrave; custa    de capital oriundo de outra fonte de renda, esses agricultores tiveram papel    fundamental na implanta&ccedil;&atilde;o da agricultura org&acirc;nica no Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#tab15">tabela 15</a> s&atilde;o    apresentadas as dificuldades, iniciais e atuais, relatadas pelos olericultores    entrevistados, onde o destaque inicial &eacute; o aprendizado do manejo org&acirc;nico,    citado por 31 olericultores (52,5%). Em segundo lugar, dois itens que tamb&eacute;m    devem ser destacados na tabela s&atilde;o os que se referem &agrave; falta de    tecnologia apropriada e de capacidade de investimento, que apresentam n&uacute;mero    de cita&ccedil;&otilde;es quase id&ecirc;nticos nas duas &eacute;pocas consideradas.    Al&eacute;m disso, sobressai a aus&ecirc;ncia, excetuando-se a quest&atilde;o    tecnol&oacute;gica, de itens relacionados ao papel do Estado na difus&atilde;o    da agricultura org&acirc;nica.</font></p>     <p><a name="tab15"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rap/v41n5/a04tab15.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; disponibilidade    de cr&eacute;dito agr&iacute;cola, verificamos que o preconceito em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; agricultura org&acirc;nica, presente nos &oacute;rg&atilde;os estatais    na fase inicial de sua difus&atilde;o, tem sido amenizado j&aacute; que entre    os entrevistados, 24 (40,7%) que utilizam cr&eacute;dito agr&iacute;cola n&atilde;o    tiveram dificuldades em obt&ecirc;-lo por produzirem de forma org&acirc;nica,    inclusive, no caso de 22 deles (91,7%), a linha de cr&eacute;dito de custeio    do governo federal &eacute; espec&iacute;fica para a agricultura org&acirc;nica.    Em rela&ccedil;&atilde;o aos 35 (59,3%) que n&atilde;o utilizam cr&eacute;dito    agr&iacute;cola, os motivos colocados para isso s&atilde;o apresentados na <a href="#tab16">tabela    16</a>, e nenhum dos motivos citados &eacute; relativo a impedimentos pelo fato    de produzirem de forma org&acirc;nica.</font></p>     <p><a name="tab16"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rap/v41n5/a04tab16.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Observamos ainda que os olericultores entrevistados    procuraram estabelecer caminhos que favore&ccedil;am a difus&atilde;o do sistema    de produ&ccedil;&atilde;o em quest&atilde;o, independentes do estado, conforme    an&aacute;lise da <a href="#tab17">tabela 17</a>, onde s&atilde;o apresentados    os mecanismos utilizados para obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es    t&eacute;cnicas, e destaca-se a assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica de agr&ocirc;nomo    da Horta &amp; Arte, citada por 39 entrevistados (66,1%)<a name="tx12"></a><a href="#nt12"><sup>12</sup></a>    que utilizam essa associa&ccedil;&atilde;o para comercializar a produ&ccedil;&atilde;o    de forma conjunta em supermercados, tamb&eacute;m sobressai, mais uma vez, a    aus&ecirc;ncia de mecanismos que indiquem o apoio do setor p&uacute;blico &agrave;    difus&atilde;o da agricultura org&acirc;nica.</font></p>     <p><a name="tab17"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rap/v41n5/a04tab17.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Al&eacute;m dos dois tipos de mercados principais    utilizados pelos entrevistados (supermercado e feira de produtos org&acirc;nicos),    observamos tamb&eacute;m outros utilizados por alguns agricultores: mercado    local (quatro); cestas de produtos org&acirc;nicos entregues em domic&iacute;lios    (quatro); lojas de produtos naturais (dois); restaurantes (um).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Quanto ao &aacute;gio obtido no mercado de produtos    org&acirc;nicos pelos entrevistados, varia entre 10% e 150% (m&eacute;dia =    42%), sendo considerado adequado &agrave; realidade da olericultura org&acirc;nica    por 55 agricultores, enquanto quatro afirmaram de forma contr&aacute;ria (um    recebia 10% e outro 40%, tendo colocado respectivamente que deveria ser de 20%    e 100%, enquanto os outros dois colocaram que recebiam 35% e 50%, mas n&atilde;o    informaram quanto seria o ideal).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>4. Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Como forma de suprir as defici&ecirc;ncias das    diferentes categorias socioecon&ocirc;micas consideradas, que dificultam uma    difus&atilde;o ampla da agricultura org&acirc;nica, vemos um papel preponderante    a ser cumprido pelo Estado que, conforme observado nos estudos de casos, historicamente    sempre esteve &agrave; margem do processo de difus&atilde;o da agricultura org&acirc;nica    no Brasil. Tal difus&atilde;o ocorreu inicialmente baseada em iniciativas de    produtores, em especial neorrurais, com forte convic&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica    e estrutura financeira que lhes permitiu suportar uma longa fase inicial de    experimenta&ccedil;&atilde;o baseada na tentativa e erro e gerou o estabelecimento    de uma cultura de "independ&ecirc;ncia" em rela&ccedil;&atilde;o ao    setor p&uacute;blico por parte dos movimentos de agricultura org&acirc;nica    no Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Atualmente, apesar do progresso consider&aacute;vel    que esses movimentos j&aacute; conseguiram alcan&ccedil;ar, s&atilde;o necess&aacute;rios    est&iacute;mulos adicionais que permitam outros avan&ccedil;os na difus&atilde;o    da agricultura org&acirc;nica. Notamos que, apesar dos ind&iacute;cios de mudan&ccedil;a    verificados nos estudos de casos, no sentido da ameniza&ccedil;&atilde;o do    "preconceito" inicial em rela&ccedil;&atilde;o a esse tipo de produ&ccedil;&atilde;o    junto &agrave;s estruturas do setor p&uacute;blico, as iniciativas s&atilde;o    poucas, restringindo-se a algumas linhas de cr&eacute;dito e um pouco de pesquisa    e extens&atilde;o sem muita coordena&ccedil;&atilde;o entre elas. &Eacute; preciso    estabelecer pol&iacute;ticas p&uacute;blicas espec&iacute;ficas, nos &acirc;mbitos    federal, estadual e municipal, que tenham como mote a promo&ccedil;&atilde;o    e difus&atilde;o da agricultura org&acirc;nica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Devido a dificuldades relacionadas ao acesso    de informa&ccedil;&otilde;es e &agrave; baixa intera&ccedil;&atilde;o com o    mercado, entende-se que a produ&ccedil;&atilde;o familiar de uma forma geral    &eacute; mais demandante de apoio de pol&iacute;ticas espec&iacute;ficas que    favore&ccedil;am o processo de convers&atilde;o para a agricultura org&acirc;nica.    Por outro lado, devido a um menor custo de convers&atilde;o e a facilidades    que apresenta para manter uma produ&ccedil;&atilde;o diversificada, concomitante    a uma adequada supervis&atilde;o e controle das diferentes atividades decorrentes,    essa forma de organiza&ccedil;&atilde;o social da produ&ccedil;&atilde;o apresenta    maior potencial de retorno desse apoio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No caso da olericultura org&acirc;nica especificamente,    n&atilde;o observamos diferen&ccedil;as marcantes entre produ&ccedil;&atilde;o    familiar e n&atilde;o-familiar no que tange &agrave; intera&ccedil;&atilde;o    com o mercado e o acesso a informa&ccedil;&otilde;es. Isso se deve &agrave;s    caracter&iacute;sticas extremamente din&acirc;micas da produ&ccedil;&atilde;o    de hortali&ccedil;as, que exigem do agricultor um contato constante com o mercado    e o processo de inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entretanto, apesar disso, entendemos que a&ccedil;&otilde;es    p&uacute;blicas destinadas a facilitar o processo de convers&atilde;o para a    olericultura org&acirc;nica, de produtores que utilizam exclusivamente m&atilde;o-de-obra    familiar, ter&atilde;o maior retorno do que no caso de outros produtores. Um    fator importante para explicar esse entendimento &eacute; a maior exig&ecirc;ncia    por m&atilde;o-de-obra na agricultura org&acirc;nica em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; agricultura convencional. Para os produtores que utilizam somente o    trabalho familiar isso n&atilde;o representa um entrave, dada a maior disponibilidade    de m&atilde;ode-obra que possuem, enquanto para os produtores que recorrem &agrave;    m&atilde;o-deobra contratada, a maior demanda por trabalho se traduz em maiores    custos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">AMARAL, M. B. <I>Comercializa&ccedil;&atilde;o    de produtos org&acirc;nicos</I>. Curitiba: &#91;s.n.&#93;, 1996. 14 p. ms.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0034-7612200700050000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ASSIS, R. L. de; AREZZO, D. C. de; DE-POLLI,    H. Consumo de produtos da agricultura org&acirc;nica no estado do Rio de Janeiro.    <I>Revista de Administra&ccedil;&atilde;o</I>, S&atilde;o Paulo, v. 30, n. 1,    p. 84-89, 1995.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0034-7612200700050000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">FEIDEN, A. Convers&atilde;o de sistemas de produ&ccedil;&atilde;o    convencionais para sistemas de produ&ccedil;&atilde;o org&acirc;nicos. In: EMBRAPA    AGROBIOLOGIA. <I>Curso introdut&oacute;rio &agrave; agroecologia</I>. Serop&eacute;dica:    Embrapa Agrobiologia, UFRRJ, Anca, 2000. 9 p. ms.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0034-7612200700050000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">INSTITUTO GALLUP DE OPINI&Atilde;O P&Uacute;BLICA.    <I>O mercado de legumes e verduras org&acirc;nicos — </i>realizado para    o S&iacute;tio Boa Terra. S&atilde;o Paulo: Gallup, 1996. 32 p. ms.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0034-7612200700050000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">LAMPKIN, N. <I>Organic farming</I>. Cambridge:    Farming Press, 1990. 715 p.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0034-7612200700050000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> <font size="2" face="Verdana">MEIRELLES, L. Produ&ccedil;&atilde;o e comercializa&ccedil;&atilde;o    de hortali&ccedil;as org&acirc;nicas. <I>Horticultura Brasileira</I>, Bras&iacute;lia,    v. 15, p. 205-210, 1997.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0034-7612200700050000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">PAY&Eacute;S, M. A. M. <I>Sistemas de produ&ccedil;&atilde;o    predominantes na regi&atilde;o de Irati — Paran&aacute;</I>; um estudo    de tipologia e diferencia&ccedil;&atilde;o de produtores rurais. Londrina: Funda&ccedil;&atilde;o    Instituto Agron&ocirc;mico do Paran&aacute; (Iapar), 1993. 86 p.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0034-7612200700050000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SILVA, J. G. da. <I>Tecnologia e agricultura    familiar</I>. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 1999.    238 p.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0034-7612200700050000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">VITOI, V. Convers&atilde;o n&atilde;o &eacute;    apenas uma mudan&ccedil;a de dire&ccedil;&atilde;o, mas um processo educativo.    <I>T&aacute; na Rede</i>, Serop&eacute;dica, n. 4, p. 4-5, 2000.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0034-7612200700050000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Artigo recebido em jun. 2006 e aceito em maio    2007.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="nt01"></a><a href="#tx01">1</a> Distribu&iacute;dos    pelos seguintes munic&iacute;pios: Ibi&uacute;na (29), Vargem Grande Paulista    (4), Cotia (4), S&atilde;o Roque (3), Mairinque (2), Jarinu (2), Mogi das Cruzes    (2), S&atilde;o Paulo (1), Suzano (1), Santo Ant&ocirc;nio de Posse (1), Itu    (1), Tatu&iacute; (1), Piedade (1), Tiet&ecirc; (1), Itupeva (1), Cordeir&oacute;polis    (1), Serra Negra (1), Leme (1) e Botucatu (1), no estado de S&atilde;o Paulo;    e Ouro Fino (1) no estado de Minas Gerais.    <br>   <a name="nt02"></a><a href="#tx02">2</a> A maioria desses horticultores org&acirc;nicos    (7 = 54%) possu&iacute;a a renda n&atilde;o-agr&iacute;cola como principal.    <br>   <a name="nt03"></a><a href="#tx03">3</a> Diversidade de esp&eacute;cies de hortali&ccedil;as    e &aacute;rea de reserva.    <br>   <a name="nt04"></a><a href="#tx04">4</a> Diferentemente das feiras livres tradicionais,    onde se observa uma especializa&ccedil;&atilde;o das bancas, nas feiras de produtos    org&acirc;nicos h&aacute; uma demanda dos consumidores por uma diversifica&ccedil;&atilde;o    dos produtos nas bancas. Isso ocorre porque nesse tipo de mercado, mais do que    o selo org&acirc;nico, o que determina a confian&ccedil;a do consumidor &eacute;    o contato direto com o agricultor, trazendo uma conseq&uuml;ente fidelidade    de consumo que para ser mantida exige um certo n&iacute;vel constante de diversifica&ccedil;&atilde;o    dos produtos.    <br>   <a name="nt05"></a><a href="#tx05">5</a> Valores entre par&ecirc;nteses representam    a amplitude de varia&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; m&eacute;dia.    <br>   <a name="nt06"></a><a href="#tx06">6</a> Entre os 17 olericultores caracterizados    como neorrurais, somente um n&atilde;o possu&iacute;a curso superior.    <br>   <a name="nt07"></a><a href="#tx07">7</a> Somat&oacute;rio dos que utilizam somente    &aacute;rea arrendada e dos propriet&aacute;rios que utilizam &aacute;rea arrendada    concomitantemente.    <br>   <a name="nt08"></a><a href="#tx08">8</a> Verificamos que quatro agricultores    arrendaram &aacute;rea j&aacute; certificada para a produ&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica    de ex-patr&atilde;o.    <br>   <a name="nt09"></a><a href="#tx09">9</a> Todos esses agricultores foram caracterizados    como detentores de unidades produtivas inseridas no pacote da "revolu&ccedil;&atilde;o    verde", conforme o <a href="#qdr03">quadro 3</a>.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a name="nt10"></a><a href="#tx10">10</a> O per&iacute;odo durou seis meses,    um ano, dois anos e dois anos e meio, respectivamente, para cinco, 12, um e    um agricultores.    <br>   <a name="nt11"></a><a href="#tx11">11</a> Entre os agricultores restantes tr&ecirc;s    se colocaram sem condi&ccedil;&otilde;es de responder por n&atilde;o ter experi&ecirc;ncia    anterior com produ&ccedil;&atilde;o de hortali&ccedil;as; dois informaram que    a mudan&ccedil;a n&atilde;o afeta a demanda de m&atilde;o-de-obra; e dois disseram    que a demanda de m&atilde;o-de-obra reduz-se, sendo que para um em 40% isso    &eacute; por ter conseguido racionalizar o conjunto de atividades envolvidas    na produ&ccedil;&atilde;o de hortali&ccedil;as, enquanto o outro colocou que    a redu&ccedil;&atilde;o ocorreu em fun&ccedil;&atilde;o de ter mecanizado a    produ&ccedil;&atilde;o e eliminado a necessidade de capinas com o uso de pl&aacute;stico    nos canteiros, mas n&atilde;o informou em que propor&ccedil;&atilde;o isso ocorreu.    <br>   <a name="nt12"></a><a href="#tx12">12</a> Entre esses agricultores somente tr&ecirc;s    citaram outros mecanismos para obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es    t&eacute;cnicas.</font></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[AMARAL]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Comercialização de produtos orgânicos]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[Curitiba ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ASSIS]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. L. de]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[AREZZO]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. C. de]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[DE-POLLI]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Consumo de produtos da agricultura orgânica no estado do Rio de Janeiro]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Administração]]></source>
<year>1995</year>
<volume>30</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>84-89</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FEIDEN]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Conversão de sistemas de produção convencionais para sistemas de produção orgânicos]]></article-title>
<collab>EMBRAPA AGROBIOLOGIA</collab>
<source><![CDATA[Curso introdutório à agroecologia]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[Seropédica ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Embrapa AgrobiologiaUFRRJAnca]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>INSTITUTO GALLUP DE OPINIÃO PÚBLICA</collab>
<source><![CDATA[O mercado de legumes e verduras orgânicos: realizado para o Sítio Boa Terra]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Gallup]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[LAMPKIN]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Organic farming]]></source>
<year>1990</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Farming Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MEIRELLES]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Produção e comercialização de hortaliças orgânicas]]></article-title>
<source><![CDATA[Horticultura Brasileira]]></source>
<year>1997</year>
<volume>15</volume>
<page-range>205-210</page-range><publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PAYÉS]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. A. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Sistemas de produção predominantes na região de Irati - Paraná: um estudo de tipologia e diferenciação de produtores rurais]]></source>
<year>1993</year>
<publisher-loc><![CDATA[Londrina ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Fundação Instituto Agronômico do Paraná (Iapar)]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SILVA]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. G. da]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Tecnologia e agricultura familiar]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade Federal do Rio Grande do Sul]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[VITOI]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Conversão não é apenas uma mudança de direção, mas um processo educativo]]></article-title>
<source><![CDATA[Tá na Rede]]></source>
<year>2000</year>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>4-5</page-range><publisher-loc><![CDATA[Seropédica ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
