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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article presents a review of the literature on organizational forgetting and its consequences for the process of organizational learning, so as to assess the importance attributed to organizational forgetting, considering that it interferes in the learning process. The literature reviewed showed great interest in learning as a competitive differential. On the other hand, organizational forgetting and its developments are underestimated in the processes of organizational learning.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Esquecimento    organizacional e suas consequ&ecirc;ncias no processo de aprendizagem organizacional</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Organizational    forgetting and its consequences for the process of organizational learning</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Lourdes de Costa    Remor<sup>I</sup>; Ang&eacute;lica C. D. Miranda<sup>II</sup>; Neri dos Santos<sup>III</sup>;    Andreia Val&eacute;ria Steil<sup>IV</sup>; Carlos Augusto Monguilhott Remor<sup>V</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Mestre    em engenharia de produ&ccedil;&atilde;o pela Universidade Federal de Santa Catarina    (UFSC). Enfermeira na Secretaria de Estado da Sa&uacute;de de Santa Catarina.    Doutoranda no Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Engenharia e    Gest&atilde;o do Conhecimento (UFSC). Endere&ccedil;o: Rua Presidente Coutinho,    212, ap. 101 - CEP 88015-230, Florian&oacute;polis, SC, Brasil. E-mail: <a href="mailto:louremor@matrix.com.br">louremor@matrix.com.br</a>    <br>   <sup>II</sup>Professora assistente no Departamento de Biblioteconomia e Hist&oacute;ria    da Funda&ccedil;&atilde;o Universidade Federal do Rio Grande. Mestre em engenharia    de produ&ccedil;&atilde;o pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).    Doutoranda no Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Engenharia e    Gest&atilde;o do Conhecimento pela UFSC. Endere&ccedil;o: Rua Costa Rica, 575    - CEP 96212-020, Rio Grande, RS, Brasil. E-mail: <a href="mailto:angelicam@furg.br">angelicam@furg.br</a></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>III</sup>Professor    no Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Engenharia e Gest&atilde;o    do Conhecimento da Universidade Federal de Santa Catarina (PPEGC/UFSC) - Bairro    Trindade - CEP 88040-970, Florian&oacute;polis, SC, Brasil. E-mail: <a href="mailto:neri@deps.ufsc.br">neri@deps.ufsc.br</a></font>    <br>   <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>IV</sup>Professora    no Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Engenharia e Gest&atilde;o    do Conhecimento da Universidade Federal de Santa Catarina (PPEGC/UFSC) - Bairro    Trindade - CEP 88040-970, Florian&oacute;polis, SC, Brasil. E-mail: <a href="mailto:andrea@stela.org.br">andrea@stela.org.br</a></font>    <br>   <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>V</sup>Professor    no Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Engenharia e Gest&atilde;o    do Conhecimento da Universidade Federal de Santa Catarina (PPEGC/UFSC). Chefe    do Departamento de Psicologia da UFSC. Rua Presidente Coutinho, 212, ap. 101    - CEP 88015-230, Florian&oacute;polis, SC, Brasil. E-mail: <a href="mailto:tutoremor@gmail.com">tutoremor@gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este artigo apresenta    uma revis&atilde;o da literatura sobre o tema "esquecimento organizacional"    e suas consequ&ecirc;ncias no processo de aprendizagem organizacional. O objetivo    da revis&atilde;o &eacute; mostrar a import&acirc;ncia atribu&iacute;da ao esquecimento    organizacional, considerando que acreditamos que ele interfere no processo da    aprendizagem. Na literatura, percebe-se haver grande interesse na aprendizagem    como um diferencial competitivo na busca por resultados. Por outro lado, parecem    ser subvalorizados o esquecimento organizacional e seus desdobramentos nos processos    de aprendizagem organizacional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>    esquecimento organizacional; aprendizagem organizacional; mem&oacute;ria.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">This article presents    a review of the literature on organizational forgetting and its consequences    for the process of organizational learning, so as to assess the importance attributed    to organizational forgetting, considering that it interferes in the learning    process. The literature reviewed showed great interest in learning as a competitive    differential. On the other hand, organizational forgetting and its developments    are underestimated in the processes of organizational learning.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Key words:</b>    organizational forgetting; organizational learning; memory.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O esquecimento    &eacute; um conceito que perpassa as &aacute;reas de psicologia, psiquiatria,    neurologia e a aprendizagem organizacional, entre outras.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Neste artigo, por    meio de uma pesquisa de revis&atilde;o de literatura, s&atilde;o mostradas as    &aacute;reas que destacam o esquecimento organizacional, sua relev&acirc;ncia    nos processos de aprendizagem nas organiza&ccedil;&otilde;es e quais fatores    interferem para que esse processo seja desencadeado. Ser&atilde;o descritos    os tipos de esquecimento mencionados pelos autores, oriundos da pesquisa bibliogr&aacute;fica.    Tamb&eacute;m ser&atilde;o apresentados os conceitos de mem&oacute;ria, esquecimento,    esquecimento organizacional e as suas rela&ccedil;&otilde;es com os processos    de aprendizagem organizacional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O interesse pelo    estudo do tema "esquecimento organizacional" surgiu em decorr&ecirc;ncia de    uma pesquisa realizada no portal da Capes e em bases de dados de peri&oacute;dicos    eletr&ocirc;nicos, em que foi encontrado somente um documento em portugu&ecirc;s,    relativo ao esquecimento. Chamou-nos a aten&ccedil;&atilde;o que o esquecimento    organizacional, considerado um fator importante para o processo de aprendizagem    organizacional e outros processos de aquisi&ccedil;&atilde;o e transmiss&atilde;o    de conhecimento, tenha encontrado t&atilde;o pouca express&atilde;o na literatura.    Assim, afirmam Holan e Phillips (2005:393), quando mencionam que, "na din&acirc;mica    de cria&ccedil;&atilde;o e transfer&ecirc;ncia de conhecimento, o esquecimento    organizacional teve comparativamente menos aten&ccedil;&atilde;o".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Huber (1991, citado    por KE e WEI, 2006:1) afirma que "a amplitude e a profundidade da aprendizagem    organizacional s&atilde;o relacionadas &agrave;s suas quatro constru&ccedil;&otilde;es    - aquisi&ccedil;&atilde;o, distribui&ccedil;&atilde;o e interpreta&ccedil;&atilde;o    do conhecimento e mem&oacute;ria organizacional". A partir da&iacute;, para    alcan&ccedil;ar nossos objetivos, pretende-se realizar um levantamento bibliogr&aacute;fico    sobre o termo esquecimento organizacional, relacionando ap&oacute;s o destaque    atribu&iacute;do a esse termo no processo de aprendizagem que envolve o armazenamento    de conhecimento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>2. Metodologia</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A metodologia utilizada    para este artigo foi o levantamento bibliogr&aacute;fico. Foram pesquisados    em diversas bases de dados termos relativos ao tema "esquecimento organizacional".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nas tabelas est&atilde;o    os termos pesquisados, em que &iacute;ndices foram procurados e documentos recuperados.    Destaca-se que a base Scielo apresenta t&iacute;tulos de peri&oacute;dicos que    n&atilde;o t&ecirc;m acesso livre. Assim, o mesmo t&iacute;tulo foi procurado    no portal da Capes. Na primeira etapa, foi feita uma pesquisa na base Scielo,    diretamente nos &iacute;ndices dos artigos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como se percebe    na <a href="#t1">tabela 1</a>, os termos pesquisados n&atilde;o recuperaram    documentos dentro da &aacute;rea de interesse. A quarta pesquisa realizada recuperou    20 documentos, sendo eles das &aacute;reas de psiquiatria, sociologia, psicologia    e antropologia. Na revis&atilde;o da literatura, citam-se os de maior relev&acirc;ncia.    Na quinta pesquisa, foram recuperados 14 documentos, usando-se o termo "esquecer".    Ressaltam-se as &aacute;reas da sa&uacute;de, antropologia, psicologia e educa&ccedil;&atilde;o.    No nono resultado, foram encontrados 15 documentos. Em virtude de o Scielo apresentar,    em alguns momentos, resumos e <i>abstracts,</i> muitos desses j&aacute; haviam    sido analisados para este artigo, quando pesquisado o termo "esquecer". Assim,    essa pesquisa foi considerada somente para fins de an&aacute;lise.</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rap/v44n3/06t01.gif" usemap="#Map" border="0">    <map name="Map">      <area shape="rect" coords="277,19,378,34" href="http://www.scielo.br" target="_blank">   </map> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na segunda etapa,    a pesquisa foi feita no portal da Capes, por t&iacute;tulos de peri&oacute;dicos.    Realizou-se uma procura em peri&oacute;dicos que estivessem ligados &agrave;    &aacute;rea da administra&ccedil;&atilde;o, tendo em seu t&iacute;tulo as palavras    "administra&ccedil;&atilde;o" ou "gest&atilde;o". Depois, em cada peri&oacute;dico,    pesquisaram-se os termos, conforme a <a href="#t2">tabela 2</a>.</font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rap/v44n3/06t02.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como o portal re&uacute;ne    um grande n&uacute;mero de t&iacute;tulos de peri&oacute;dicos nacionais e internacionais,    procuraram-se inicialmente os nacionais, a fim de recuperar artigos no Brasil,    referentes ao tema "esquecimento organizacional".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Algumas revistas    dispon&iacute;veis no portal n&atilde;o responderam &agrave;s tentativas de    acesso. Em outras, percebeu-se um sistema pouco flex&iacute;vel para consulta,    com obst&aacute;culos tais como exig&ecirc;ncia de cadastro para acesso, ou    uma interface de pesquisa pesada e demorada. Como o objeto deste artigo n&atilde;o    &eacute; a cr&iacute;tica de sistemas de acesso e/ou interface dos peri&oacute;dicos,    n&atilde;o se entrar&aacute; em detalhes ou se questionar&aacute; sobre os t&iacute;tulos    desses peri&oacute;dicos. Importante ressaltar que no Brasil encontrou-se somente    um artigo sobre o tema.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pesquisa realizada    no portal da Capes com o intuito de conhecer o termo "esquecimento organizacional"    em t&iacute;tulos internacionais resultou em documentos de diversas &aacute;reas.    No pr&oacute;ximo item apresentam-se as ideias centrais dos trabalhos encontrados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>3. Resultados    da revis&atilde;o da literatura sobre esquecimento organizacional</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O tema "esquecimento"    est&aacute; ligado &agrave; mem&oacute;ria. Aqui concentrou-se especificamente    em palavras-chave que tivessem rela&ccedil;&atilde;o com o verbo "esquecer".    Em virtude de o nosso interesse relacionar-se com a vis&atilde;o organizacional,    na metodologia foram explicitadas as formas de pesquisa. Como os termos em quest&atilde;o    n&atilde;o foram encontrados dentro da vis&atilde;o desejada, utilizou-se o    <i>Dicion&aacute;rio Aur&eacute;lio</i> (1999) que traz o termo "desaprender"    como sin&ocirc;nimo de "esquecer". As palavras "desaprendizagem" e "desaprender"    foram inclu&iacute;das. O resultado foi o mesmo, ou seja, n&atilde;o foram encontrados    documentos pertinentes a esse assunto.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foram encontrados    artigos relacionados &agrave; &aacute;rea de psicologia, abordando a vis&atilde;o    de Freud (Rothe-Neves, 2002), sobre teorias pioneiras que buscaram explicar    o fen&ocirc;meno do esquecimento (Pergher, 2003), tratando-o como o fen&ocirc;meno    no qual ocorre uma incapacidade de lembrar informa&ccedil;&otilde;es que estavam    anteriormente dispon&iacute;veis para serem recordadas. Tamb&eacute;m verificou-se    na &aacute;rea da educa&ccedil;&atilde;o e da &eacute;tica, sobressaindo a abordagem    de Arist&oacute;teles sobre a "doutrina da vida reta" (Lastoria, 2003:1).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Izquierdo, Bevilaqua    e Cammarota (2006) abordam as diversas formas de esquecer, por&eacute;m destacam    a que referem como a mais estudada: a extin&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O artigo brasileiro    encontrado sobre o tema "esquecimento organizacional" foi de Quinello (2006).    O autor analisa a rela&ccedil;&atilde;o entre mem&oacute;ria e esquecimento    organizacional na gera&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidades operacionais. Seu    referencial te&oacute;rico trata sobre organiza&ccedil;&otilde;es aprendizes,    mem&oacute;ria e esquecimento organizacional e organiza&ccedil;&otilde;es com    caracter&iacute;sticas de alta confiabilidade operacional. Dos textos pesquisados,    esse foi o que tratou especificamente do tema deste artigo. Nas bases pesquisadas,    n&atilde;o foram encontrados outros trabalhos que abordassem o tema.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na pesquisa de    textos internacionais, localizou-se, da mesma forma que no Brasil, grande quantidade    de textos nas &aacute;reas de mem&oacute;ria, cogni&ccedil;&atilde;o, psicologia,    entre outras. Reitera-se que o objetivo deste trabalho &eacute; a mem&oacute;ria    organizacional, assim concentrou-se aten&ccedil;&atilde;o somente &agrave;queles    relacionados ao tema de interesse.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Peters (1994:128),    em seu artigo "To <i>forget is sublime",</i> diz: <i>"decentralization is the    most obvious solution for unlearning bad corporate habits".<a name="top1"></a><a href="#back1"><sup>1</sup></a></i>    O autor ainda diz que: <i>"Learning how to do some things well and establishing    a largely invariant corporate culture are musts for success"</i> (Peters, 1994:2).<a name="top2"></a><a href="#back2"><sup>2</sup></a>    Essa vis&atilde;o trata da quest&atilde;o da descentraliza&ccedil;&atilde;o    como uma iniciativa para esquecer coisas ruins que acontecem na organiza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No texto de Shlomo    e Nissan (1987:80) &eacute; abordado o tema "esquecimento organizacional" a    partir de uma estrutura para analisar e incorporar a aprendizagem e o esquecimento    em ambientes organizacionais. Destacam os autores que o esquecimento de uma    atividade pode acontecer quando o produto ou o processo foi mudado ou por produ&ccedil;&atilde;o    intermitente do mesmo produto.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">J&aacute; Feldman    e Feldman (2006:861) ressaltam um importante aspecto de o esquecimento "ser    tradicionalmente negligenciado pelos estudos da organiza&ccedil;&atilde;o".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Conforme Govindarajan    e Trimble (2006:48), <i>"forgetting is not a matter of intellectual recognition    alone. Organizations have memories that are more powerful than individuals".<a name="top3"></a><a href="#back3"><sup>3</sup></a></i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outros autores    abordaram esse tema de forma clara e direta, proporcionando abordagens importantes    a esse respeito para as organiza&ccedil;&otilde;es: Holan e Phillips (2004;    2005); Rao e Argote (2006).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>4. Esquecimento    organizacional</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O senso comum utiliza,    para referir o esquecimento, a concep&ccedil;&atilde;o lexical que traz como    conceito "o fato de esquecer(-se), de tirar da mem&oacute;ria, de perder a lembran&ccedil;a    de algu&eacute;m ou de algo". E esquecer como "deixar sair da mem&oacute;ria;    perder da lembran&ccedil;a" <i>(Dicion&aacute;rio Aur&eacute;lio,</i> 1999).    No senso comum n&atilde;o h&aacute; concep&ccedil;&atilde;o de mem&oacute;ria    organizacional nem de esquecimento organizacional. Estes s&atilde;o conceitos    da ci&ecirc;ncia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na psicologia,    o esquecimento caracteriza-se como uma falha de mem&oacute;ria individual. Por    outro lado, pode ser uma fun&ccedil;&atilde;o importante para que, em seu lugar,    possa ser colocada outra lembran&ccedil;a. Nosso aparelho ps&iacute;quico funciona    de modo que a fun&ccedil;&atilde;o perceptiva consciente capta os est&iacute;mulos,    mas n&atilde;o os registra. Os registros do percebido caracterizam-se como outra    fun&ccedil;&atilde;o, chamada, em seu conjunto, de mem&oacute;ria. Nossos sentidos    captam e percebem muito mais conte&uacute;dos, situa&ccedil;&otilde;es e sensa&ccedil;&otilde;es    do que podemos reter em nossa mem&oacute;ria consciente. Assim, &eacute; necess&aacute;rio    que alguma parte do que &eacute; percebido seja deixada de lado. Esse fato tamb&eacute;m    &eacute; esquecimento, mas &eacute; um esquecimento seletivo, e ocorre em fun&ccedil;&atilde;o    da necessidade e da relev&acirc;ncia dos fatores percebidos em rela&ccedil;&atilde;o    ao processo de compreens&atilde;o (Freud, 1976a).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ainda em termos    individuais, h&aacute; outro tipo de esquecimento que se caracteriza n&atilde;o    por uma economia necess&aacute;ria em fun&ccedil;&atilde;o do excesso de informa&ccedil;&otilde;es,    mas por uma verdadeira intercepta&ccedil;&atilde;o, como consequ&ecirc;ncia    de interesses incompat&iacute;veis que entram em conflito (Freud, 1976b).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Se no primeiro    processo o esquecimento permitia a realiza&ccedil;&atilde;o de tarefa e de uma    concatena&ccedil;&atilde;o delas, de forma coerente e organizada, j&aacute;    que selecionava o relevante e descartava o desnecess&aacute;rio para os interesses    em quest&atilde;o, esse outro se caracteriza como um obst&aacute;culo. Suas    raz&otilde;es se encontram em conflitos de interesses entre duas inst&acirc;ncias    ps&iacute;quicas. Podemos conceber o aparelho ps&iacute;quico entre uma inst&acirc;ncia    consciente, que sabe e conhece o que se passa e o que quer, e uma inst&acirc;ncia    inconsciente, da qual n&atilde;o se sabe, mas que deseja intensamente (Freud,    1976b).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O que interessa    neste artigo &eacute; o esquecimento organizacional, j&aacute; n&atilde;o mais    considerado uma falha de mem&oacute;ria do indiv&iacute;duo, mas da organiza&ccedil;&atilde;o.    Do que se pode concluir que a organiza&ccedil;&atilde;o &eacute; concebida como    um "ente" que possui mem&oacute;ria. A express&atilde;o "mem&oacute;ria organizacional"    &eacute; uma importa&ccedil;&atilde;o do campo individual, mas permite estabelecer    correla&ccedil;&otilde;es entre esses dois campos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo Rao e Argote    (2006:78), a mem&oacute;ria da organiza&ccedil;&atilde;o &eacute; o conte&uacute;do    distribu&iacute;do em v&aacute;rios reservat&oacute;rios, reposit&oacute;rios    ou caixas de reten&ccedil;&atilde;o. Os conhecimentos embutidos nos indiv&iacute;duos    interagem com o conhecimento embutido em pap&eacute;is e rotinas. Para Holan    e Phillips (2005:396), indiferentemente do m&eacute;todo de produ&ccedil;&atilde;o,    &eacute; geralmente aceito que conhecimento organizacional &eacute; embutido    em algum tipo de mem&oacute;ria organizacional, que n&atilde;o desaparece apesar    de indiv&iacute;duos irem e virem. Na mesma dire&ccedil;&atilde;o, os autores    citam que uma maneira de reter o conhecimento &eacute; estruturar o trabalho.    Isso atenua os efeitos prejudiciais da rotatividade nas organiza&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Holan e Phillips    (2004:8-9) distinguem diferentes modos de esquecimento e identificam os processos    subjacentes dos quais eles dependem. Os autores falam sobre o esquecimento acidental    em contraposi&ccedil;&atilde;o ao proposital.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O esquecimento    acidental:</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#9660 ocorre      quando uma organiza&ccedil;&atilde;o &eacute; incapaz de reter uma parte do      conhecimento novo, que n&atilde;o foi integrada no sistema da mem&oacute;ria      e, assim, &eacute; perdida rapidamente.</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#9660 ocorre      em consequ&ecirc;ncia de perda acidental de conhecimento que foi armazenado      no sistema da mem&oacute;ria da organiza&ccedil;&atilde;o.</font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Essas duas modalidades    compartilham o fato de que s&atilde;o acidentais e frequentemente prejudiciais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">J&aacute; o esquecimento    proposital:</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#9660 envolve      a remo&ccedil;&atilde;o de alguma parte de conhecimento novo da organiza&ccedil;&atilde;o,      antes que se torne embutida na sua mem&oacute;ria.</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#9660 acontece      quando algum tipo de conhecimento estabelecido &eacute; propositadamente removido      da mem&oacute;ria. Isso &eacute; dif&iacute;cil de conseguir porque os conhecimentos      s&atilde;o interligados e interdependentes. Partes do conhecimento organizacional      profundamente arraigado s&atilde;o mantidas por v&aacute;rias outras partes      de conhecimento organizacional que dependam dele.</font></p>       <p>&nbsp;</p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>5. Esquecimento    no processo de aprendizagem organizacional</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A aprendizagem    envolve uma gama de conhecimento, tanto ampla quanto complexa, da psicologia    individual, que inclui as teorias de aprendizagem. Essas teorias consideram    os fatores relacionados &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o e compreens&atilde;o    do conhecimento e s&atilde;o refer&ecirc;ncias da psicologia que n&atilde;o    constituem o tema central deste artigo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A quest&atilde;o    deste artigo se refere a essa express&atilde;o metaforizada, chamada "aprendizagem    organizacional". Ela conforma outra teoriza&ccedil;&atilde;o sobre o tema, na    qual a aprendizagem organizacional &eacute; tomada como funcionamento, conserva&ccedil;&atilde;o    e descarte de mem&oacute;ria do conhecimento, mais do que aquisi&ccedil;&atilde;o    do conhecimento. Referindo-se &agrave; administra&ccedil;&atilde;o da aprendizagem    organizacional, Pawlowsky (2003:75) sugere quatro dimens&otilde;es integrativas:</font></p>     <blockquote>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#9660&nbsp;      n&iacute;veis de sistemas de aprendizagem - do indiv&iacute;duo para a rede;</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#9660&nbsp;      modos de aprendizagem - cognitivo, cultural e por a&ccedil;&atilde;o;</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#9660&nbsp;      tipos de aprendizagem - &uacute;nico-loop, duplo-loop e d&ecirc;utero;</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#9660&nbsp;      fases de um processo de aprendizagem.</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Especificamente    aqui, cabe destacar as fases do processo de aprendizagem organizacional classificadas    por Huber (1991), citado por Pawlowsky (2003:76), que caracterizou o processo    de aprendizagem organizacional como constitu&iacute;do de aquisi&ccedil;&atilde;o,    distribui&ccedil;&atilde;o, interpreta&ccedil;&atilde;o e memoriza&ccedil;&atilde;o    de conhecimento. Assim, ressalta-se o papel e a relev&acirc;ncia dos efeitos    do esquecimento na aprendizagem organizacional e sua rela&ccedil;&atilde;o com    a fase de memoriza&ccedil;&atilde;o do conhecimento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O esquecimento    &eacute; necess&aacute;rio para a aprendizagem, tanto quanto pode ser prejudicial.    &Eacute; necess&aacute;rio para dar lugar aos conhecimentos novos, para evitar    que conhecimentos incompat&iacute;veis entre si e com a organiza&ccedil;&atilde;o    sejam incorporados na mem&oacute;ria e para a forma&ccedil;&atilde;o de uma    mem&oacute;ria seletivamente &uacute;til e dirigida para os objetivos da organiza&ccedil;&atilde;o.    Da&iacute;, um tipo de esquecimento ben&eacute;fico, necess&aacute;rio para    os processos de mudan&ccedil;as e de avan&ccedil;os, pode ser aceito. Holan    e Phillips (2004:394) citam que v&aacute;rios escritores real&ccedil;am a import&acirc;ncia    de desaprender o conhecimento velho como um passo anterior para aprender algo    novo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Muitas vezes a    implanta&ccedil;&atilde;o de um processo de aprendizagem organizacional se d&aacute;    de forma impositiva e sem muita prepara&ccedil;&atilde;o para a nova situa&ccedil;&atilde;o.    O indiv&iacute;duo resiste at&eacute; porque desconhece o processo, n&atilde;o    entendendo o que a mudan&ccedil;a pode lhe trazer, nem como benef&iacute;cios    para a organiza&ccedil;&atilde;o nem para ele, preocupando-se mormente com os    poss&iacute;veis riscos para si mesmo. Assim, essa situa&ccedil;&atilde;o, na    medida em que implica alguma possibilidade de incerteza e risco, necessita,    para obter a sua colabora&ccedil;&atilde;o, alguma compensa&ccedil;&atilde;o.    Em lugar de querer compartilhar o conhecimento, pode crer que seja melhor ret&ecirc;-lo    para si pr&oacute;prio como garantia de seus <i>status,</i> lugar, cargo, emprego,    evitando que esse conhecimento seja incorporado na mem&oacute;ria da organiza&ccedil;&atilde;o.    V&ecirc;-se assim a import&acirc;ncia que deve ser dada aos fatores que interferem    no processo de aprendizagem organizacional e, sobretudo, ao esquecimento organizacional,    como os que incidem como resist&ecirc;ncias opositivas, fixa&ccedil;&otilde;es    e manuten&ccedil;&atilde;o do estado atual, que em geral &eacute; visto como    sin&ocirc;nimo de seguran&ccedil;a psicol&oacute;gica (Antal; Lenhardt e Rosenbrock,    2003). A partir da&iacute;, percebe-se a relev&acirc;ncia do esquecimento na    aprendizagem organizacional e principalmente na constru&ccedil;&atilde;o da    mem&oacute;ria. Contudo, na revis&atilde;o da literatura brasileira, encontrou-se    somente um artigo sobre esquecimento organizacional, e na literatura estrangeira,    se comparados aos artigos sobre a aprendizagem organizacional, tamb&eacute;m    n&atilde;o s&atilde;o numerosos. Os existentes est&atilde;o ligados a outras    &aacute;reas que n&atilde;o a de interesse.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O texto de Pawlowsky    (2003:64) &eacute; bastante claro quando diz que, "embora exista aceita&ccedil;&atilde;o    difundida da no&ccedil;&atilde;o de aprendizagem organizacional e sua import&acirc;ncia    para o desempenho estrat&eacute;gico, nenhuma teoria ou modelo de aprendizagem    organizacional &eacute; amplamente aceita".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Se n&atilde;o existe    um consenso acerca da aprendizagem organizacional, considerando que as discuss&otilde;es    ainda giram em torno de defini&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas e conceituais,    a import&acirc;ncia do esquecimento no processo da aprendizagem organizacional    parece n&atilde;o estar estabelecida.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>6. Considera&ccedil;&otilde;es    finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Verificou-se com    este artigo que o tema "esquecimento" aparece de v&aacute;rias formas na literatura.    Diversos te&oacute;ricos destacam sua import&acirc;ncia na psicologia, na psiquiatria,    entre outros. Do ponto de vista da administra&ccedil;&atilde;o - objeto deste    artigo - s&atilde;o encontradas dificuldades. Na literatura brasileira acerca    do assunto, tratando-se de trabalhos cient&iacute;ficos ou <i>cases,</i> observou-se    inexist&ecirc;ncia nas diversas bases pesquisadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Constatou-se, ent&atilde;o,    que o esquecimento organizacional citado na literatura por Holan e Phillips    (2005:393) parece ter menos import&acirc;ncia na literatura, comparativamente    &agrave; aprendizagem organizacional. Contudo, h&aacute; ind&iacute;cios de    que o esquecimento organizacional esteja sendo mais considerado atualmente,    visto que os documentos encontrados, relevantes para a gest&atilde;o e administra&ccedil;&atilde;o,    a respeito desse assunto, s&atilde;o de produ&ccedil;&atilde;o recente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A aprendizagem    organizacional &eacute; descrita por alguns autores cl&aacute;ssicos como uma    vantagem competitiva das organiza&ccedil;&otilde;es. Segundo De Geus (1988)    e Stata (1989), citados por L&oacute;pez, Pe&oacute;n e Ord&aacute;s (2005:    227), "te&oacute;ricos argumentam que, em ambientes tempor&aacute;rios, a capacidade    de aprender mais r&aacute;pido que os concorrentes &eacute; a &uacute;nica vantagem    competitiva sustent&aacute;vel".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Observou-se, de    acordo com as leituras realizadas e as abordagens dos textos pesquisados, a    import&acirc;ncia de desaprender (ou esquecer) para se construir um novo aprendizado.    Certamente, cada organiza&ccedil;&atilde;o buscar&aacute; sua melhor forma de    atuar. Se para alguns a crise ser&aacute; a melhor forma de buscar novas formas    de compreens&atilde;o, para outros, todas as oportunidades, quer positivas ou    negativas, podem ser o caminho para o aprendizado. Nesse patamar, aprender a    esquecer ou esquecer-se do que aprendeu ser&atilde;o mais do que jogos de palavras,    pois poder&atilde;o significar a sobreviv&ecirc;ncia de uma organiza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando que    a mem&oacute;ria &eacute; importante como armazenamento e preserva&ccedil;&atilde;o    do conhecimento e at&eacute; para a sua constitui&ccedil;&atilde;o, &eacute;    necess&aacute;rio certo esquecimento. Fica a quest&atilde;o de por que o esquecimento,    na literatura, parece ter ficado em segundo plano. Na literatura brasileira    encontramos somente um registro sobre esquecimento organizacional, e na literatura    estrangeira foram poucos os registros recuperados. Entretanto, como n&atilde;o    h&aacute; consenso sobre as teorias da aprendizagem organizacional, h&aacute;    que se considerar que a aten&ccedil;&atilde;o desejada para a import&acirc;ncia    do esquecimento, na forma&ccedil;&atilde;o de uma mem&oacute;ria organizacional    &uacute;til e seletiva, ainda esteja distante. E, por isso, a aprendizagem organizacional,    como tamb&eacute;m o esquecimento ligado &agrave; mem&oacute;ria organizacional,    parte do processo de aprendizagem, torne-se um campo favor&aacute;vel para pesquisas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ANTAL, A. B.; LENHARDT,    U.; ROSENBROCK, R. Barriers to organizational learning. In: DIERKES, M. et al.    <i>Handbook of organizational learning and knowledge.</i> Oxford: Oxford University    Press, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0034-7612201000030000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">DICION&Aacute;RIO    Aur&eacute;lio Eletr&ocirc;nico s&eacute;culo XXI, vers&atilde;o 3.0: Lexikon    Inform&aacute;tica. 1999. 1 CD-rom.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0034-7612201000030000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">FELDMAN, Regina    M.; FELDMAN, Steven P. What links the chain: an essay on organizational remembering    as practice. <i>Organization,</i> London, v. 13, n. 6, p. 861, Nov. 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0034-7612201000030000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">FREUD, S. O ego    e o id. In:______. <i>Edi&ccedil;&atilde;o eletr&ocirc;nica brasileira das obras    psicol&oacute;gicas completas de Sigmund Freud.</i> Rio de Janeiro: Imago, 1976a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0034-7612201000030000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. O inconsciente.    In:______. <i>Edi&ccedil;&atilde;o eletr&ocirc;nica brasileira das obras psicol&oacute;gicas    completas de Sigmund Freud.</i> Rio de Janeiro: Imago, 1976b.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0034-7612201000030000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">GOVINDARAJAN, Vijay;    TRIMBLE, Chris. How forgetting leads to innovation. <i>Chief Executive,</i>    Mar. 2006; n. 216; ABI/Inform Global, p. 46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0034-7612201000030000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">HOLAN, P. M.; PHILLIPS,    N. Remembrance of things past? The dynamics of organizational forgetting. <i>Management    Science,</i> v. 50, n. 11, p. 1603-1613, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0034-7612201000030000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______;______.    Organizational forgetting. In: EASTERBY-SMITH; LYLES, Marjorie (Eds.). <i>Handbook    of organizational learning and knowledge management.</i> Malden: Blackwell,    2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0034-7612201000030000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">IZQUIERDO, Iv&aacute;n;    BEVILAQUA, Lia R. M.; CAMMAROTA, Mart&iacute;n. A arte de esquecer. <i>Estud.    Av.,</i> S&atilde;o Paulo, v. 20, n. 58, 2006. Dispon&iacute;vel em: &lt; <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142006000300024&lng=pt&nrm=iso" target="_blank">www.scielo.br/scielo.    php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142006000300024&amp;lng=pt&amp;nrm=iso</a>&gt;.    Acesso em: 12 maio 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0034-7612201000030000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">KE, W.; WEI, K.    K. Organizational learning process: its antecedents and consequences in enterprise    system implementation. <i>Journal of Global Information Management,</i> v. 14,    n. 1, p. 1-22, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0034-7612201000030000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">LASTORIA, Luiz    A. Calmon Nabuco. Impasses &eacute;ticos na educa&ccedil;&atilde;o hoje. <i>Educ.    Soc.,</i> Campinas, v. 24, n. 83, 2003. Dispon&iacute;vel em: &lt; <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-73302003000200006&lng=pt&nrm=iso" target="_blank">www.scielo.br/    scielo. php?script=sci_arttext&amp;pid=S0101-73302003000200006&amp;lng=pt&amp;nrm=iso</a>&gt;.    Acesso em: 5 jun. 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0034-7612201000030000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">L&Oacute;PEZ, S.    P.; PE&Oacute;N, J. M. M.; ORD&Aacute;S, C. J. V. Organizational learning as    a determining factor in business performance. <i>The Learning Organization,</i>    v. 12, n. 3, p. 227-245, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0034-7612201000030000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">PAWLOWSKY, P. The    treatment of organizational learning in management science. In: DIERKES, M.    et al. <i>Handbook of organizational learning and knowledge.</i> Oxford: Oxford    University Press, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0034-7612201000030000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">PERGHER, Giovanni    Kuckartz; STEIN, Lilian Milnitsky. Compreendendo o esquecimento: teorias cl&aacute;ssicas    e seus fundamentos experimentais. <i>Psicol.,</i> S&atilde;o Paulo, USP, v.    14, n. 1, 2003. Dispon&iacute;vel em: &lt; <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010365642003000100008&lng=pt&nrm=iso" target="_blank">www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;p    id=S010365642003000100008&amp;lng=pt&amp;nrm=iso</a>&gt;. Acesso em: 12 maio    2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0034-7612201000030000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">PETERS, Tom. To    forget is sublime. <i>Forbes,</i> New York, p. 128, Apr. 11, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0034-7612201000030000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">QUINELLO, Robson.    Organizational memory and forgetfulness generating vulnerabilities in complex    environments. <i>Revista de Administra&ccedil;&atilde;o Contempor&acirc;nea,</i>    v. 10, ed. especial, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0034-7612201000030000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">RAO, R. D.; ARGOTE,    L. Organizational learning and forgetting: the effects of turnover and structure.    <i>European Management Review,</i> v. 3, p. 77-85, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0034-7612201000030000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ROTHE-NEVES, Rui;    NEVES, Antonio Francisco das. Freud e o esquecimento de Schopenhauer em <i>Die    Flucht ins Vergessen,</i> de Marcel Zentner. <i>Psicol. Reflex. Crit.,</i> v.    15, n. 2, p. 461-464, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0034-7612201000030000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SHLOMO, G.; NISSAN,    L. Incorporating forgetting into learning curves. <i>International Journal of    Operations &amp; Production Management,</i> Bradford, v. 7, n. 4, p. 80-95,    1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0034-7612201000030000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Artigo recebido    em jan. 2008 e aceito em maio 2009.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back1"></a><a href="#top1">1</a>    A descentraliza&ccedil;&atilde;o &eacute; a forma mais &oacute;bvia para desaprender    maus h&aacute;bitos corporativos.    <br>   <a name="back2"></a><a href="#top2">2</a> Aprender a fazer bem algumas coisas    e estabelecer uma est&aacute;vel cultura corporativa s&atilde;o imperativos    para o sucesso.    <br>   <a name="back3"></a><a href="#top3">3</a> O esquecimento n&atilde;o &eacute;    um assunto de reconhecimento intelectual apenas. Organiza&ccedil;&otilde;es    t&ecirc;m mem&oacute;rias que s&atilde;o mais poderosas que as dos indiv&iacute;duos.    </font></p>      ]]></body><back>
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