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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Dermatoses em pacientes com diabetes mellitus]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: It is yet unknown the relationship between diabetes and determinants or triggering factors of skin lesions in diabetic patients. The purpose of the present study was to investigate the presence of unreported skin lesions in diabetic patients and their relationship with metabolic control of diabetes. METHODS: A total of 403 diabetic patients, 31% type 1 and 69% type 2, underwent dermatological examination in an outpatient clinic of a university hospital. The endocrine-metabolic evaluation was carried out by an endocrinologist followed by the dermatological evaluation by a dermatologist. The metabolic control of 136 patients was evaluated using glycated hemoglobin. RESULTS: High number of dermophytosis (82.6%) followed by different types of skin lesions such as acne and actinic degeneration (66.7%), pyoderma (5%), cutaneous tumors (3%) and necrobiosis lipoidic (1%) were found. Among the most common skin lesions in diabetic patients, confirmed by histopathology, there were seen necrobiosis lipoidic (2 cases, 0.4%), diabetic dermopathy (5 cases, 1.2%) and foot ulcerations (3 cases, 0.7%). Glycated hemoglobin was 7.2% in both type 1 and 2 patients with adequate metabolic control and 11.9% and 12.7% in type 1 and 2 diabetic patients, respectively, with inadequate metabolic controls. A higher prevalence of dermatophytoses was seen in the both groups with inadequate metabolic control. CONCLUSIONS: The results showed a high prevalence of skin lesions in diabetic patients, especially dermatophytoses. Thus, poor metabolic control of diabetes increases patient's susceptibility to skin infections.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Dermatopatias]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS    ORIGINAIS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="top10"></a>Dermatoses    em pacientes com diabetes mellitus</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>N T Foss; D    P Polon; M H Takada; M C Foss-Freitas; M C Foss</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Departamento de    Cl&iacute;nica M&eacute;dica. Faculdade de Medicina de Ribeir&atilde;o Preto.    Universidade de S&atilde;o Paulo. Ribeir&atilde;o Preto, SP, Brasil</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back10">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>OBJETIVO: </b>Ainda    &eacute; desconhecida a rela&ccedil;&atilde;o do diabetes com fatores determinantes    ou precipitantes de les&otilde;es dermatol&oacute;gicas em pacientes diab&eacute;ticos.    Assim, o objetivo do estudo foi investigar a presen&ccedil;a de les&otilde;es    cut&acirc;neas, n&atilde;o referidas pelo paciente diab&eacute;tico e sua rela&ccedil;&atilde;o    com o controle metab&oacute;lico da doen&ccedil;a.    <br>   <b>M&Eacute;TODOS: </b>Foram examinados 403 pacientes, dos quais 31% eram diab&eacute;ticos    do tipo 1 e 69% do tipo 2. Em ambulat&oacute;rio de um hospital universit&aacute;rio,    os pacientes foram atendidos por endocrinologista para a avalia&ccedil;&atilde;o    end&oacute;crino-metab&oacute;lica e por dermatologista para a avalia&ccedil;&atilde;o    dermatol&oacute;gica. O grau de controle metab&oacute;lico foi documentado em    136 pacientes por meio da dosagem de hemoglobina glicada.    <br>   <b>RESULTADOS: </b>Houve predom&iacute;nio de dermatofitoses (82,6%), seguido    de grupo de dermatoses como acne e degenera&ccedil;&atilde;o act&iacute;nica    (66,7%), piodermites (5%), tumores cut&acirc;neos (3%) e necrobiose lipo&iacute;dica    (1%). Entre as dermatoses mais comuns em diab&eacute;ticos, foram confirmados    com exame histol&oacute;gico: dois diagn&oacute;sticos de necrobiose (0,4%),    cinco de dermopatia diab&eacute;tica (1,2%) e tr&ecirc;s casos de mal perfurante    plantar (0,7%). Os valores da hemoglobina glicada foram: 7,2% em pacientes com    controle metab&oacute;lico adequado nos dois tipos de diabetes e de 11,9% e    12,7% nos tipos 1 e 2, respectivamente, com controle inadequado. Nos pacientes    com controle metab&oacute;lico inadequado foi observada freq&uuml;&ecirc;ncia    maior de dermatofitoses, em ambos os tipos de diabetes.    <br>   <b>CONCLUS&Otilde;ES: </b>Os    dados revelaram freq&uuml;&ecirc;ncia elevada de les&atilde;o dermatol&oacute;gica    nos pacientes diab&eacute;ticos, especialmente dermatofitoses. Dessa forma,    o descontrole metab&oacute;lico do diab&eacute;tico propicia maior suscetibilidade    a infec&ccedil;&otilde;es cut&acirc;neas.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Descritores:    </b>Dermatopatias. Dermatomicoses. Diabetes mellitus. Controle metab&oacute;lico.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Diabetes mellitus (DM) caracteriza-se por uma s&iacute;ndrome cl&iacute;nica de evolu&ccedil;&atilde;o cr&ocirc;nica e degenerativa, dada por dist&uacute;rbio na secre&ccedil;&atilde;o e/ou a&ccedil;&atilde;o da insulina no organismo, que determina um conjunto de altera&ccedil;&otilde;es metab&oacute;licas, caracterizadas principalmente pela hiperglicemia.<sup>12</sup> &Eacute; dividido, com base nos mecanismos etiopatog&ecirc;nicos e fisiopatol&oacute;gicos em diabetes do tipo 1 e do tipo 2.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O DM tipo 1 &eacute;,    geralmente, um dist&uacute;rbio auto-imune, com produ&ccedil;&atilde;o de auto-anticorpos    contra as c&eacute;lulas <font face="Symbol">b</font> das ilhotas de Langerhans,    e conseq&uuml;entemente, leva &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o    de insulina. Desenvolve-se em indiv&iacute;duos geneticamente suscet&iacute;veis    e pode estar associado a variados fatores ambientais.<sup>8</sup> Por outro    lado, no DM tipo 2 o mecanismo patog&ecirc;nico &eacute; diferente, pois a hiperglicemia    cr&ocirc;nica &eacute; causada, predominantemente, por resist&ecirc;ncia da    c&eacute;lula alvo (muscular, adiposa e hep&aacute;tica) &agrave; a&ccedil;&atilde;o    da insulina circulante. A DM tipo 2 &eacute; freq&uuml;entemente associada &agrave;    defici&ecirc;ncia quantitativa e qualitativa da secre&ccedil;&atilde;o de insulina    para o controle dos n&iacute;veis glic&ecirc;micos normais.<sup>4</sup></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em ambas as formas da doen&ccedil;a h&aacute; descri&ccedil;&otilde;es de aumento da incid&ecirc;ncia de infec&ccedil;&otilde;es, que em diab&eacute;ticos apresentam curso cl&iacute;nico mais grave e constituem uma das complica&ccedil;&otilde;es cr&ocirc;nicas freq&uuml;entes na evolu&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a.<sup>15</sup> As causas dessa maior suscetibilidade &agrave;s infec&ccedil;&otilde;es em diab&eacute;ticos n&atilde;o s&atilde;o esclarecidas. Estudos anteriores sugerem que poderia estar associada &agrave; presen&ccedil;a de defeito imunol&oacute;gico caracter&iacute;stico do diab&eacute;tico,<sup>5</sup> mas tamb&eacute;m, &agrave; micro/macro angiopatia e/ou neuropatia diab&eacute;tica.<sup>13</sup></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A elucida&ccedil;&atilde;o dos mecanismos fisiopatol&oacute;gicos que envolvem as complica&ccedil;&otilde;es cr&ocirc;nicas dos diab&eacute;ticos &eacute; de fundamental import&acirc;ncia, pois constituem fatores que comprometem a qualidade de vida dos pacientes com aumento significante da morbidade e mortalidade. Estudos multic&ecirc;ntricos como o DCCT (<i>Diabetes Control and Complication Trial</i>)<sup>6</sup> e UKPDS (<i>United Kingdom Prospective Diabetes Study</i>)<sup>19,20</sup> t&ecirc;m mostrado que o controle metab&oacute;lico parece ser fator importante na evolu&ccedil;&atilde;o das complica&ccedil;&otilde;es cr&ocirc;nicas.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; conhecido que a hiperglicemia cr&ocirc;nica tem influ&ecirc;ncia no aparecimento das complica&ccedil;&otilde;es cr&ocirc;nicas por indu&ccedil;&atilde;o da glica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-enzim&aacute;tica de prote&iacute;nas.<sup>2</sup> Tais produtos s&atilde;o inicialmente revers&iacute;veis, por&eacute;m, devido &agrave; hiperglicemia cr&ocirc;nica, algumas prote&iacute;nas sofrem altera&ccedil;&otilde;es significantes nas paredes dos vasos, levando ao comprometimento do tecido local.<sup>7</sup> Isso pode ocorrer com as prote&iacute;nas do endot&eacute;lio e do col&aacute;geno, por exemplo, acarretando em maior suscetibilidade &agrave;s infec&ccedil;&otilde;es. Quanto maior a glicemia, maior o ac&uacute;mulo do metab&oacute;lito glicosilado.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m da situa&ccedil;&atilde;o metab&oacute;lica descrita, devem ser mencionados outros fatores que favorecem o aumento de infec&ccedil;&otilde;es em diab&eacute;ticos. S&atilde;o eles: as complica&ccedil;&otilde;es cr&ocirc;nicas vasculares ou neurol&oacute;gicas, as altera&ccedil;&otilde;es da resposta imunol&oacute;gica, especialmente redu&ccedil;&atilde;o da quimiotaxia e da fagocitose de neutr&oacute;filos de diab&eacute;ticos em rela&ccedil;&atilde;o aos normais. Outro aspecto que tem sido descrito &eacute; que c&eacute;lulas epiteliais e de mucosa de diab&eacute;ticos apresentam aumento da ader&ecirc;ncia para alguns pat&oacute;genos como a <i>Candida albicans</i> na mucosa bucal e vaginal e <i>Escherichia coli</i> nas c&eacute;lulas do epit&eacute;lio urin&aacute;rio.<sup>17</sup></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, considerando essa vulnerabilidade dos diab&eacute;ticos &agrave;s infec&ccedil;&otilde;es, o presente estudo tem como objetivo principal investigar a presen&ccedil;a de les&otilde;es cut&acirc;neas em pacientes diab&eacute;ticos, ainda que sem queixas espec&iacute;ficas de les&otilde;es dermatol&oacute;gicas.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&Eacute;TODOS</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foram examinados 403 pacientes atendidos em ambulat&oacute;rio de um hospital universit&aacute;rio localizado no munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto, SP, durante o ano de 2000. Desses, 31% eram diab&eacute;ticos do tipo 1 e 69% do tipo 2, idade m&eacute;dia de 19,9&plusmn;2,3 anos e 63,1&plusmn;3,4 anos (respectivamente), maioria do sexo feminino (65,3%) e cor branca (70,3%). Os pacientes foram atendidos por endocrinologista para a avalia&ccedil;&atilde;o metab&oacute;lica e, ent&atilde;o, por dermatologista para a avalia&ccedil;&atilde;o dermatol&oacute;gica. O grau de controle metab&oacute;lico do DM foi documentado em 136 desses pacientes por meio de dosagem de hemoglobina glicada pelo m&eacute;todo de cromatografia de troca i&ocirc;nica.<sup>18</sup> Foi considerado controle adequado hemoglobina glicada menor que 8% e superior a esse valor, controle inadequado.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A an&aacute;lise estat&iacute;stica utilizou o teste param&eacute;trico <i>t</i> de <i>Student</i> e foi adotado o n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5%.<sup>16</sup></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>RESULTADOS</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os resultados do    exame dermatol&oacute;gico mostraram que a maioria deles apresentava les&otilde;es    cut&acirc;neas, embora n&atilde;o houvessem sido referidas durante as consultas    m&eacute;dicas. Foram detectadas 1.198 manifesta&ccedil;&otilde;es cut&acirc;neas,    correspondendo de tr&ecirc;s a quatro (m&eacute;dia=3,7) manifesta&ccedil;&otilde;es    dermatol&oacute;gicas por paciente. Houve predom&iacute;nio da presen&ccedil;a    de dermatofitoses (82,6%), seguido de grupo de dermatoses como acne (4,7%),    degenera&ccedil;&atilde;o act&iacute;nica, que englobava casos de ceratoses    act&iacute;nica, solar e seborreica, melanose solar e poiquilodermia (62,0%),    piodermites (5%), tumores cut&acirc;neos de caracter&iacute;stica maligna (3%)    e necrobiose lipo&iacute;dica (0,4%). Apenas 19% dos pacientes n&atilde;o apresentavam    qualquer les&atilde;o cut&acirc;nea, como se observa na <a href="#tab1">Tabela    1</a>.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rsp/v39n4/25543t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entre as dematofitoses, encontrou-se onicomicose em 42,6% (n=172) e <i>tinea pedis</i> em 29,2% (n=118) dos pacientes diab&eacute;ticos. A associa&ccedil;&atilde;o de <i>tinea</i> (<i>pedis</i> e <i>cruris</i> ou <i>pedis</i>, <i>corporis</i> e <i>cruris</i>) foi observada em 30 pacientes correspondendo a 9% dos casos de dermatofitoses. A candid&iacute;ase interdigital foi observada em 13% (n=52) dos doentes e pitir&iacute;ase versicolor em 5,2% (n=21) dos diab&eacute;ticos examinados. Foram observados 19 casos (5%) de piodermites, sem refer&ecirc;ncia pr&eacute;via dos pacientes, entre elas foliculites, furunculoses, ectima e at&eacute; dois casos de erisipela, sendo um deles em fase inicial de evolu&ccedil;&atilde;o, sem tratamento.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tanto os diab&eacute;ticos tipo 1 quanto dos tipo 2 apresentaram les&otilde;es cut&acirc;neas de etiologia infecciosa, como piodermites e micoses superficiais. Os casos de acne foram encontrados exclusivamente em tipo 1. Tumores cut&acirc;neos, como epitelioma basocelular, foram observados apenas em pacientes tipo 2, associados ou n&atilde;o a elastose.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Acantose nigricante foi encontrada em 6% (n=24) constituindo achado interessante, pois a maioria dos doentes n&atilde;o havia notado as les&otilde;es. Entretanto, foi observado que doen&ccedil;as como dermopatia diab&eacute;tica e necrobiose lipo&iacute;dica <i>diabeticorum</i>, mais freq&uuml;entes em diab&eacute;ticos, foram raras nos doentes examinados. Foram confirmados com exame histol&oacute;gico apenas dois (0,4%) diagn&oacute;sticos de necrobiose, cinco (1,2%) de dermopatia diab&eacute;tica e ainda, tr&ecirc;s (0,7%) casos de mal perfurante plantar. Outro aspecto relevante &eacute; que xerose cut&acirc;nea foi encontrada na maioria dos diab&eacute;ticos. Nos pacientes que apresentaram concomit&acirc;ncia de les&otilde;es, as associa&ccedil;&otilde;es mais freq&uuml;entes foram: xerose cut&acirc;nea e dermatofitose; ceratose seborreica, onicomicose e xerose; acne juvenil e <i>tinea pedis</i>.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dos 136 diab&eacute;ticos    com avalia&ccedil;&atilde;o metab&oacute;lica por meio da dosagem de hemoglobina    glicada, 28 (20,6%) eram tipo 1 e 108 (79,4%) do tipo 2. Entre os diab&eacute;ticos    tipo 1, 14% apresentavam controle metab&oacute;lico adequado, enquanto que 17%    dos diab&eacute;ticos tipo 2 apresentou hemoglobina glicada menor que 8% (<a href="/img/revistas/rsp/v39n4/25543t2.gif">Tabela    2</a>).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A idade foi em    m&eacute;dia de 23,7 anos no grupo de tipo 1 com controle adequado e 20,3 anos    naqueles com controle metab&oacute;lico inadequado, j&aacute; entre os diab&eacute;ticos    tipo 2 a idade m&eacute;dia foi aproximadamente de 58 anos, para todos os doentes    independentemente do controle metab&oacute;lico. A hemoglobina glicada foi em    m&eacute;dia de 7,2% nos grupos de controle metab&oacute;lico adequado nos dois    tipos de diabetes (tipo 1 e 2) e 11,9% nos tipo 1 e 12,7% nos diab&eacute;ticos    tipo 2 com controle inadequado (<a href="/img/revistas/rsp/v39n4/25543t2.gif">Tabela 2</a>).    N&atilde;o houve diferen&ccedil;as estat&iacute;sticas significantes entre as    idades e dura&ccedil;&atilde;o do DM nos dois grupos de controle metab&oacute;lico    adequado e inadequado tanto entre os diab&eacute;ticos tipo 1 e tipo 2.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entretanto, quando    os pacientes foram agrupados segundo o controle metab&oacute;lico, observou-se    que diab&eacute;ticos com controle adequado apresentavam xerose (25%), ceratose    seborr&eacute;ica (20,8%), elastose solar (20,8%), dermatofitose (12,5%), dermatite    seborr&eacute;ica (12,5%) e acantose nigricante (4,2%) enquanto que entre os    pacientes com controle metab&oacute;lico inadequado 55,3% apresentavam dermatofitose,    12,5% candid&iacute;ase, 7,2% acne, 6,2% ceratose seborr&eacute;ica, 5,4% acantose    nigricante, 5,4 % elastose solar, 4,4% dermatite seborr&eacute;ica e 3,6% xerose    (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rsp/v39n4/25543t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os resultados mostraram que foi elevada a detec&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es cut&acirc;neas em diab&eacute;ticos, pois 81% dos pacientes apresentaram variados tipos de dermatoses. Algumas dessas les&otilde;es eram bem definidas e em fase cr&ocirc;nica de evolu&ccedil;&atilde;o e embora n&atilde;o referidas pelo paciente, foram detectadas apenas ao exame dermatol&oacute;gico. A observa&ccedil;&atilde;o de mais de uma les&atilde;o na maioria dos diab&eacute;ticos examinados concorda com Bub &amp; Olerud,<sup>3</sup> de que quase todos pacientes com DM apresentam les&otilde;es cut&acirc;neas. Dessa maneira, prop&otilde;e-se que a pele dos diab&eacute;ticos seja cuidadosamente examinada.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Verificou-se tamb&eacute;m, que 82,6% das dermatoses encontradas referem-se &agrave;s dermatofitoses, sendo 42,6% delas onicopatias por fungos. Cerca de 10% das les&otilde;es f&uacute;ngicas eram de <i>t&iacute;neas corporis e cruris</i>, ambas assintom&aacute;ticas, dados semelhantes aos observados por Lugo-Somolinos &amp; Sanches.<sup>11</sup> Essas micoses superficiais (<i>tinea</i>) s&atilde;o geralmente pruriginosas,<sup>17</sup> o que pode sugerir que a manifesta&ccedil;&atilde;o de prurido est&aacute; prejudicada no diab&eacute;tico. Isso talvez ocorra pelo comprometimento da inerva&ccedil;&atilde;o superficial causada pela neuropatia diab&eacute;tica, condi&ccedil;&atilde;o que predisp&otilde;e ao aparecimento de infec&ccedil;&otilde;es e traumatismos.<sup>1</sup></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outro fator que contribui para a instala&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es cut&acirc;neas &eacute; a presen&ccedil;a de macro e microangiopatias do paciente diab&eacute;tico. Elas geram altera&ccedil;&otilde;es vasculares, como aumento da permeabilidade e diminui&ccedil;&atilde;o da resposta dos vasos &agrave; inerva&ccedil;&atilde;o simp&aacute;tica, com conseq&uuml;ente queda da capacidade de rea&ccedil;&atilde;o ao estresse t&eacute;rmico e/ou hip&oacute;xia local.<sup>3</sup></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Adicionalmente, &eacute; conhecido que a coloniza&ccedil;&atilde;o da pele queratinizada por fungo requer que esse fungo atravesse a barreira natural da camada c&oacute;rnea. Isso inclui, entre v&aacute;rios fatores, a presen&ccedil;a de &aacute;cidos graxos fungist&aacute;ticos produzidos pelos queratin&oacute;citos.<sup>14</sup> Desse modo, a penetra&ccedil;&atilde;o dos esporos na epiderme depende da integridade dessa barreira e tamb&eacute;m da defesa contra a infec&ccedil;&atilde;o, presente nas camadas mais profundas da epiderme, e relacionada &agrave; ativa&ccedil;&atilde;o da resposta imunol&oacute;gica, ambas comprometidas na pele do diab&eacute;tico.<sup>3</sup></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m da relevante freq&uuml;&ecirc;ncia de dermatofitoses, observou-se ainda que a detec&ccedil;&atilde;o de pele seca, espessada e descamante, caracterizando o quadro de xerose cut&acirc;nea, foi o achado mais freq&uuml;ente nos pacientes examinados. A xerose estava associada a outras dermatoses (64%) ou como manifesta&ccedil;&atilde;o isolada (21%), provavelmente, relacionada a maior forma&ccedil;&atilde;o e ac&uacute;mulo de radicais livres ou produtos finais da glicosila&ccedil;&atilde;o (<i>advanced glycosylation end products</i> - AGE). Tal processo &eacute; acentuado na pele de pacientes com DM.<sup>3</sup> De fato, a hiperglicemia ou eleva&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de outras hexoses, pentoses ou seus derivados fosforilados observado no DM, leva ao aumento na forma&ccedil;&atilde;o de produtos de Amadori que agem como percussores da produ&ccedil;&atilde;o de AGE.<sup>2</sup> A presen&ccedil;a de xerose cut&acirc;nea pode ser relacionada &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es metab&oacute;licas que resultam na forma&ccedil;&atilde;o de AGE, e ainda ao controle metab&oacute;lico. A hiperglicemia leva a glicosila&ccedil;&atilde;o n&atilde;o enzim&aacute;tica destes produtos glicados, diretamente correlacionados com o grau de controle metab&oacute;lico do DM.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esses resultados foram observados entre os diab&eacute;ticos tipo 1 em controle metab&oacute;lico adequado, onde 41% dos pacientes examinados n&atilde;o apresentavam les&otilde;es cut&acirc;neas. Enquanto que no grupo de diab&eacute;ticos tipo 1 em controle metab&oacute;lico inadequado, com faixas et&aacute;rias e dura&ccedil;&atilde;o do DM semelhantes, observou-se a presen&ccedil;a freq&uuml;ente de les&otilde;es cut&acirc;neas infecciosas e acantose nigricante. Nesse grupo em controle metab&oacute;lico inadequado, apenas 6% dos pacientes n&atilde;o apresentavam les&otilde;es cut&acirc;neas.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Destaca-se tamb&eacute;m, nos diab&eacute;ticos tipo 1, a presen&ccedil;a de ceratose seborreica (13%), dermatose mais freq&uuml;entemente observada em pacientes de outra faixa et&aacute;ria (acima de 50 anos de idade). Isso sugere que a evolu&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a associada &agrave; libera&ccedil;&atilde;o de produtos glicados facilitaria o desenvolvimento dessas les&otilde;es.<sup>7</sup></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No grupo de diab&eacute;ticos tipo 2, foi observado predom&iacute;nio de dermatoses infecciosas, como a dermatofitose e a candid&iacute;ase, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s les&otilde;es de ceratose seborreica e act&iacute;nica. Da mesma forma, em pacientes com diabetes tipo 2 com controle metab&oacute;lico inadequado, a freq&uuml;&ecirc;ncia de dermatofitoses e candid&iacute;ase cut&acirc;nea foi acentuadamente maior que naqueles com controle metab&oacute;lico adequado. Esse dado concorda com os relatados por Gupta et al,<sup>9</sup> que mostraram a presen&ccedil;a de 26% de onicomicose em grupo de diab&eacute;ticos tipo 1 e 2, correspondendo a aproximadamente um ter&ccedil;o desses pacientes.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Se, entretanto, n&atilde;o foi observada rela&ccedil;&atilde;o entre o n&uacute;mero de les&otilde;es cut&acirc;neas e a dura&ccedil;&atilde;o do DM, encontrou-se percentagens maiores de les&otilde;es como elastose solar, associadas aos processos de envelhecimento e degenera&ccedil;&atilde;o da pele nas faixas et&aacute;rias maiores, e de les&otilde;es como acne em faixas menores.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os resultados sugerem    que o DM tende a acentuar os processos de envelhecimento da pele, como mostra    a <a href="#tab3">Tabela 3</a>. Constatou-se freq&uuml;&ecirc;ncia acentuada    de elastose solar e ceratose seborreica em diab&eacute;ticos tipo 2 e presen&ccedil;a,    significante, de ceratose seborreica no grupo de diab&eacute;ticos tipo 1, constitu&iacute;do    de jovens (m&eacute;dia de idade: 20 anos), independente do controle metab&oacute;lico.    Adicionalmente, foi observado aumento no n&uacute;mero de les&otilde;es cut&acirc;neas    de etiologia infecciosa, tanto bacterianas como f&uacute;ngicas entre os diab&eacute;ticos    tipo 1 e 2 em controle metab&oacute;lico inadequado. Tal dado sugere que o descontrole    metab&oacute;lico do diab&eacute;tico representa maior suscetibilidade a infec&ccedil;&otilde;es    cut&acirc;neas. Ainda, elas podem evoluir para manifesta&ccedil;&otilde;es mais    graves nesses pacientes, resultando em acentua&ccedil;&atilde;o da altera&ccedil;&atilde;o    metab&oacute;lica e comprometimento do estado geral do paciente.<sup>10</sup></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, conclui-se que o exame dermatol&oacute;gico cuidadoso deve ser associado ao seguimento ambulatorial dos pacientes diab&eacute;ticos, a fim de proporcionar o tratamento adequado das dermatoses diagnosticadas. Dessa forma, ser&aacute; poss&iacute;vel eliminar a associa&ccedil;&atilde;o de fatores que poderiam acentuar as dificuldades de controle da doen&ccedil;a.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Ansel JC, Armstrong CA, Song I, Quinlan KL, Olerud JE, Caughman SW, Bunnett NW. Interactions of the skin and nervous system. <i>J Invest Dermatol Symp Proc</i> 1997;2:23-6.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000064&pid=S0034-8910200500040002400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Beisswenger PJ, Moor LL, Curphey TJ. Relationship between glycemic control and colagen-linked advanced glycosylation end products in type I diabetes. <i>Diabetes care</i> 1993;16:689-94.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S0034-8910200500040002400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Bub JL, Olerud JE. Diabetes Mellitus. In: Freedberg IM, Elsen AZ, Wolff K, Austen KF, Goldsmith LA, Katz SI, McGrow-Hill, editors. Chapter 168. Fitzpatrick's dermatology in general medicine. New York: McGraw-Hill; 2003. p. 1651-61.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S0034-8910200500040002400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. De Fronzo RA, Ferrannini E. Insulin resistance. A multifacetted syndrome responsible for type 2 diabetes mellitus, obesity, hypertention, dyslipidemia and atherosclerotic cardiovascular disease. <i>Diabetes Care</i> 1991;14:173-94.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S0034-8910200500040002400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Delamaire M, Maugendre D, Moreno M, Le Goff MC, Allannic H, Genetet B. Impaired leucocyte functions in diabetic patients. <i>Diabet Med</i> 1997;14:29-34.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S0034-8910200500040002400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Diabetes Control and Complications Trial Research Group. The effect of intensive treatment of diabetes on the development and progression of long-term complications in insulin-dependent diabetes mellitus. <i>N Engl J Med</i> 1993;329:977-86.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S0034-8910200500040002400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Dyer DG, Dunn JA, Thorpe SR, Bailie KE, Lyons TJ, McCance DR, Baynes JW. Accumulation of mailard reaction products in skin collagen in diabetes and aging. <i>J Clin Invest</i> 1993;91:2463-9.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S0034-8910200500040002400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Eisenbarth GS. Type 1 diabetes mellitus. A chronic autoimmune disease. <i>N Engl J Med</i> 1986;314:1360-8.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S0034-8910200500040002400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Gupta AK, Konnikov N, MacDonald P, Rich P, Rodger NW, Edmonds MW et al. Prevalence and epidemiology of toenail onychomycosis in diabetic subjects: a multicentre survey. <i>Br J Dermatol</i> 1998;139:665-71.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S0034-8910200500040002400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Josh N, Caputo GM, Wettekamp MR, Karchmer AW. Infections in patients with diabetes melitus. <i>N Engl J Med</i> 1999;16:1906-12.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S0034-8910200500040002400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Lugo-Somolinos A, Sanchez JL. Prevalence of dermatophytosis in patients with diabetes. <i>J Am Acad Dermatol</i> 1992;26:408-10.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0034-8910200500040002400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. Marble A, Krall LP, Bradley RF, Christlieb AR, Soeldner JS, editors. Joslin's diabetes mellitus. 12<sup>th</sup> ed. Philadelphia: Lea-Febiger; 1985. p. 526-52.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0034-8910200500040002400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. McMahon MM, Bristian BR. Host defenses and susceptibility to infections in patients with diabetes mellitus. <i>Infec Dis Clin of North Am</i> 1995;9:1-9.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0034-8910200500040002400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14. Nelson MM, Martin AG, Heffernan MP. Superficial fungal infections: dermatophytosis, onychomicosis, tinea Nigra, Piedra. Fungal diseases with cutaneous involvment. In: Freedberg IM, Elsen AZ, Wolff K, Austen KF, Goldsmith LA, Katz SI, editors. Fitzpatrick's dermatology in general medicine. New York: McGraw Hill; 2003. Chapter 205, Section 29, p. 1989-2005.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0034-8910200500040002400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15. Shah BR, Hux JE. Quantifying the risk of infectious disease for people with diabetes. <i>Diabetes Care</i> 2003;26:510-3.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0034-8910200500040002400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16. Shott S. Statistics for health professionals. Philadelphia: W.B. 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Intensive blood-glucose control with sulphonylureas or insulin compared with conventional treatment and risk of complications in patients with type 2 diabetes (UKPDS 33). <i>Lancet</i> 1998;352:837-53.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0034-8910200500040002400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">20. UK Prospective Diabetes Study Group (UKPDS). Effect of intensive blood-glucose control with metiformin on complications in overweight patients with type 2 diabetes (UKPDS 34). <i>Lancet</i> 1998;352:854-65.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0034-8910200500040002400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back10"></a><a href="#top10"><img src="/img/revistas/rsp/v39n4/seta.gif" border="0"></a>    <b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</b>    <br>   Norma Tiraboschi    Foss    <br>   Hospital das Cl&iacute;nicas - FMRP/USP    <br>   Av. Bandeirantes, 3900    <br>   14049-900 Ribeir&atilde;o Preto, SP, Brasil    <br>   E-mail: <a href="mailto:ntfoss@fmrp.usp.br">ntfoss@fmrp.usp.br</a></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em 21/10/2004.    Aprovado em 11/3/2005.</font></p>     ]]></body>
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