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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Dimensões humanas do uso e cobertura das terras na Amazônia: uma contribuição do LBA]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[An understanding of changes in Amazonian landscapes depends on documentation about alterations in land cover. This article highlights the efforts of the Large Scale Biosphere-Atmosphere Experiment in Amazônia (LBA) related to the topic. In particular, a longitudinal study has analyzed the social and biophysical dimensions of land use/land cover, using a multi-scalar georeferenced approach. The study areas represent a gradient of soil fertility in Amazônia and include distinct landscape mosaics, from the Amazon estuary and the Bragantina region to northeastern Rondônia. Within the project, we emphasize studies in areas of rural settlement due to their social relevance and their impacts on land cover in local and regional scales. To illustrate the potential of such studies, we present comparative results for Machadinho d'Oeste and Vale do Anari, State of Rondônia. The multitemporal analysis included Landsat images and fieldwork. Land owners, loggers, rubber tapers, and other local actors were interviewed about their production systems and land-use history. The calculation of spatial metrics supported our conclusions. The results indicate that settlement design and institutional aspects play a central role in the process of landscape change. The combination of private lots with communal forest reserves, managed by local populations, produces positive outcomes in maintaining larger patches of forest. The methods used contribute to the analysis, integration, and monitoring of land use and land cover in Amazônia, subsidizing policies that incorporate the social and environmental dimensions of regional development.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"  SIZE="2"><b>PROJETO    LBA</b></FONT></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Dimens&otilde;es    humanas do uso e cobertura das terras na Amaz&ocirc;nia: uma contribui&ccedil;&atilde;o    do LBA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Human dimensions    of land use and land cover in the Amazon: a contribution from LBA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Mateus Batistella<SUP>I</SUP>;    Emilio F. Moran<SUP>II</SUP></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</SUP>Embrapa    Monitoramento por Sat&eacute;lite, Av. Dr. J&uacute;lio Soares de Arruda, 803,    Campinas, SP, CEP 13.088-300, BRASIL , E-mail: <a href="mailto:mb@cnpm.embrapa.br">mb@cnpm.embrapa.br</a>    <br>   <SUP>II</SUP>Anthropological Center for Training and Research on Global Environmental    Change, Indiana University &#151; ACT, Student Bldg. 331, Bloomington, IN 47405,    EUA, E-mail: <a href="mailto:moran@indiana.edu">moran@indiana.edu</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</B></FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">O entendimento    das mudan&ccedil;as em paisagens amaz&ocirc;nicas depende de documenta&ccedil;&atilde;o    das altera&ccedil;&otilde;es na cobertura da terra. Este artigo parte de resultados    do Experimento de Larga Escala de Biosfera-Atmosfera na Amaz&ocirc;nia (LBA)    relativos ao tema para focalizar um estudo transversal que analisa as dimens&otilde;es    sociais e biof&iacute;sicas dessas transforma&ccedil;&otilde;es. As &aacute;reas    de estudo representam um gradiente de fertilidade de solos e inclui distintos    mosaicos de paisagens, desde o estu&aacute;rio Amaz&ocirc;nico e a Regi&atilde;o    Bragantina at&eacute; o nordeste de Rond&ocirc;nia. &Aacute;reas de assentamento    rural s&atilde;o enfatizadas, devido a sua relev&acirc;ncia social e a seus    impactos sobre a cobertura das terras em escala local e regional. Para exemplificar    o potencial destes estudos, apresentamos resultados comparativos para Machadinho    d'Oeste e Vale do Anari, RO. A an&aacute;lise multitemporal utilizou imagens    do sat&eacute;lite Landsat e levantamentos de campo. Propriet&aacute;rios, seringueiros,    madeireiros e outros atores locais foram entrevistados sobre seus sistemas de    produ&ccedil;&atilde;o e a hist&oacute;ria de uso das terras. O c&aacute;lculo    de m&eacute;tricas espaciais embasou nossas conclus&otilde;es. Os resultados    indicam que o desenho do assentamento e aspectos institucionais t&ecirc;m um    papel importante no processo de altera&ccedil;&atilde;o da paisagem. A combina&ccedil;&atilde;o    de lotes privados com reservas comuns, manejadas por popula&ccedil;&otilde;es    locais, pode produzir efeitos positivos na manuten&ccedil;&atilde;o de maiores    manchas de floresta. A metodologia utilizada oferece potenciais de integra&ccedil;&atilde;o,    an&aacute;lise e monitoramento do uso e cobertura das terras na Amaz&ocirc;nia,    visando fornecer subs&iacute;dios a pol&iacute;ticas que valorizem as dimens&otilde;es    sociais e ambientais do desenvolvimento da regi&atilde;o.</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2"><B>Palavras-chave:    </B> Amaz&ocirc;nia, Rond&ocirc;nia, uso e cobertura das terras, dimens&otilde;es    humanas, LBA</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</B></FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">An understanding    of changes in Amazonian landscapes depends on documentation about alterations    in land cover. This article highlights the efforts of the Large Scale Biosphere-Atmosphere    Experiment in Amaz&ocirc;nia (LBA) related to the topic. In particular, a longitudinal    study has analyzed the social and biophysical dimensions of land use/land cover,    using a multi-scalar georeferenced approach. The study areas represent a gradient    of soil fertility in Amaz&ocirc;nia and include distinct landscape mosaics,    from the Amazon estuary and the Bragantina region to northeastern Rond&ocirc;nia.    Within the project, we emphasize studies in areas of rural settlement due to    their social relevance and their impacts on land cover in local and regional    scales. To illustrate the potential of such studies, we present comparative    results for Machadinho d'Oeste and Vale do Anari, State of Rond&ocirc;nia. The    multitemporal analysis included Landsat images and fieldwork. Land owners, loggers,    rubber tapers, and other local actors were interviewed about their production    systems and land-use history. The calculation of spatial metrics supported our    conclusions. The results indicate that settlement design and institutional aspects    play a central role in the process of landscape change. The combination of private    lots with communal forest reserves, managed by local populations, produces positive    outcomes in maintaining larger patches of forest. The methods used contribute    to the analysis, integration, and monitoring of land use and land cover in Amaz&ocirc;nia,    subsidizing policies that incorporate the social and environmental dimensions    of regional development.</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2"><B>Key words: </B>Amaz&ocirc;nia,    Rond&ocirc;nia, land use, land cover, human dimensions, LBA</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>O LBA E AS TRAJET&Oacute;RIAS    DE USO E COBERTURA DAS TERRAS NA AMAZ&Ocirc;NIA</B></FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">O entendimento    das mudan&ccedil;as na paisagem amaz&ocirc;nica depende de documenta&ccedil;&atilde;o    das altera&ccedil;&otilde;es passadas e atuais na cobertura da terra. O Experimento    de Larga Escala de Biosfera-Atmosfera na Amaz&ocirc;nia (LBA) financia projetos    que contribuem para esse entendimento. V&aacute;rios destes projetos tratam    o uso e cobertura das terras como um t&oacute;pico secund&aacute;rio ao seu    foco nas ci&ecirc;ncias atmosf&eacute;ricas, hidrologia, din&acirc;mica de nutrientes    ou do carbono. Alguns projetos espec&iacute;ficos investem no desenvolvimento    da habilidade em predizer a localiza&ccedil;&atilde;o e a magnitude das futuras    transforma&ccedil;&otilde;es na regi&atilde;o amaz&ocirc;nica, procurando responder    &agrave;s seguintes perguntas:</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">&#149; Que caracter&iacute;sticas    definem os diferentes usos das terras existentes na Amaz&ocirc;nia?</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">&#149; Como s&atilde;o    as mudan&ccedil;as de uso das terras em escalas locais e regionais?</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">&#149; Como a terra    pode ser usada para promover uma renda domiciliar sustent&aacute;vel e a conserva&ccedil;&atilde;o    da rica biodiversidade regional?</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Para responder    essas quest&otilde;es, os grupos de pesquisa em uso e cobertura das terras do    LBA estudam:</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">&#149; Taxas, localiza&ccedil;&atilde;o    e padr&otilde;es espaciais de convers&atilde;o de florestas para uso agropecu&aacute;rio;</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">&#149; Taxas de    sucess&atilde;o secund&aacute;ria;</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">&#149; Par&acirc;metros    que controlam o uso das terras, atr&aacute;ves de estudos de caso, dados censit&aacute;rios,    dados de sensoriamento remoto e sistemas de informa&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas    (SIG);</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">&#149; Freq&uuml;&ecirc;ncia    e susceptibilidade ao fogo utilizando sensores orbitais e sub-orbitais com bandas    no infra-vermelho termal e campanhas de campo;</FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">&#149; Extens&atilde;o    de inunda&ccedil;&otilde;es utilizando sensores orbitais e sub-orbitais com    bandas nas faixas do vis&iacute;vel, infra-vermelho e microondas;</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">&#149; Vetores    de mudan&ccedil;as de uso e futuras coberturas das terras utilizando modelos    em v&aacute;rias escalas.</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Um estudo transversal    da Bacia Amaz&ocirc;nica analisa as dimens&otilde;es sociais e biof&iacute;sicas    do uso e cobertura das terras em sete localidades: Ilha de Maraj&oacute;, Zona    Bragantina, Tom&eacute;-A&ccedil;u, Altamira, Santar&eacute;m, Manaus e nordeste    de Rond&ocirc;nia. O grupo de pesquisa, liderado por Emilio Moran (Indiana University,    EUA), Mateus Batistella (Embrapa Monitoramento por Sat&eacute;lite), Eduardo    Brondizio (Indiana University, EUA), Dalton Valeriano e Jos&eacute; Sime&atilde;o    de Medeiros (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, INPE), Paul Mausel e    Ryan Jensen (Indiana State University, EUA) e Lars Hedin (Princeton University,    EUA), tem contribu&iacute;do com os seguintes conhecimentos:</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">&#149; Diferen&ccedil;as    na qualidade dos solos explicam grande parte da vari&acirc;ncia das taxas de    sucess&atilde;o secund&aacute;ria, escolha da cultura e perman&ecirc;ncia dos    colonos na propriedade rural (Moran <I>et al</I>., 2000);</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">&#149; As diferen&ccedil;as    na qualidade dos solos se mostram ainda mais determinantes quando s&atilde;o    feitas compara&ccedil;&otilde;es entre regi&otilde;es (Tucker <I>et al</I>.,    1998);</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">&#149; O uso ou    manejo da terra explicam melhor as diferen&ccedil;as nas taxas de sucess&atilde;o    secund&aacute;ria quando se comparam localidades dentro de uma certa regi&atilde;o    (Moran &amp; Brondizio, 1998);</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">&#149; Est&aacute;gios    de sucess&atilde;o secund&aacute;ria s&atilde;o associados a padr&otilde;es    espaciais e espectrais que podem ser capturados atrav&eacute;s do processamento    de imagens de sensoriamento remoto e utilizados para estimar a distribui&ccedil;&atilde;o    espacial da biomassa com alta precis&atilde;o. S&atilde;o realizadas intensivas    campanhas de campo para aumentar a acur&aacute;cia das classifica&ccedil;&otilde;es    e estimativas (Moran <I>et al</I>., 1994; Lu <I>et al</I>., 2002; Lu <I>et al</I>.,    2003a);</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">&#149; An&aacute;lises    de mistura espectral e classificadores espaciais-espectrais t&ecirc;m capturado    a heterogeneidade do mosaico de paisagens com maior acur&aacute;cia (Lu <I>et    al</I>., 2004);</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">&#149; Processos    de sucess&atilde;o secund&aacute;ria, mudan&ccedil;as na biomassa e transforma&ccedil;&otilde;es    no uso e cobertura das terras variam conforme a escala. &Eacute; fundamental    adotar crit&eacute;rios multi-escalares na obten&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise    de dados para examinar como certas vari&aacute;veis s&atilde;o mais importantes    em algumas escalas e menos importantes em outras (Batistella &amp; Brondizio,    2004); </FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">&#149; A arquitetura    dos assentamentos afeta a estrutura da paisagem e os processos de fragmenta&ccedil;&atilde;o    da floresta. Assentamentos ortogonais ("espinha de peixe") produzem maior fragmenta&ccedil;&atilde;o    florestal, menor complexidade espacial e menor intercala&ccedil;&atilde;o entre    classes da paisagem que assentamentos com desenho baseado na topografia (Batistella    <I>et al</I>., 2003);</FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">&#149; Al&eacute;m    das vari&aacute;veis biof&iacute;sicas, para entender o uso e cobertura das    terras &eacute; preciso considerar o papel das vari&aacute;veis sociais, tais    como regimes de posse da terra, tempo e tipo de assentamento, ciclos de desenvolvimento    dos domic&iacute;lios, efeitos de coortes de colonos nos padr&otilde;es de uso    das terras, entre outros (McCracken <I>et al</I>., 1999);</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">&#149; Existe uma    trajet&oacute;ria consistente para os ciclos de desmatamento por colonos na    fronteira agropecu&aacute;ria amaz&ocirc;nica (efeito de coorte), no qual os    domic&iacute;lios t&ecirc;m um per&iacute;odo inicial de altas taxas de desmatamento,    seguido por um forte decl&iacute;nio do corte da floresta, at&eacute; que a    pr&oacute;xima gera&ccedil;&atilde;o assuma a propriedade, iniciando um novo    (mas n&atilde;o t&atilde;o intenso) aumento do desmatamento     <BR>   (Brondizio <I>et al</I>., 2002);</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">&#149; O efeito    de <I>coorte </I>persiste apesar dos efeitos peri&oacute;dicos. Eventos como    baixos cr&eacute;ditos, hiperinfla&ccedil;&atilde;o e outros sinais de mercado    afetam a magnitude do desmatamento, mas n&atilde;o sua trajet&oacute;ria (Evans    <I>et al</I>., 2001);</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">&#149; A conserva&ccedil;&atilde;o    de grandes &aacute;reas florestais &eacute; dependente de arranjos institucionais    e fundi&aacute;rios relativos &agrave;s necessidades da popula&ccedil;&atilde;o    de colonos e &agrave; demarca&ccedil;&atilde;o de reservas com direito de uso    restrito aos atores locais (Batistella, 2001).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>UMA S&Iacute;NTESE    MULTI-ESCALAR</B></FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Com o objetivo    de ampliar e sintetizar nosso entendimento sobre as mudan&ccedil;as de uso e    cobertura das terras amaz&ocirc;nicas, os autores propuseram o estudo intitulado    "Dimens&otilde;es f&iacute;sicas e humanas do uso e cobertura das terras na    Amaz&ocirc;nia: uma s&iacute;ntese multi-escalar". Este projeto baseia-se em    atividades cient&iacute;ficas integradas e na colabora&ccedil;&atilde;o com    outros projetos do LBA-ECO, o programa de pesquisas que d&aacute; continuidade    ao LBA. A estrat&eacute;gia metodol&oacute;gica utiliza uma abordagem georreferenciada    multi-escalar que inclui coleta e an&aacute;lise de amostras de solo, avalia&ccedil;&atilde;o    da estrutura e composi&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o, hist&oacute;ricos    de uso das terras, an&aacute;lises institucionais, demografia de domic&iacute;lios    rurais e classifica&ccedil;&otilde;es multitemporais de imagens de sat&eacute;lites    para entender trajet&oacute;rias de mudan&ccedil;as no uso e cobertura das terras.    A <a href="#a">Figura 1</a> ilustra o esquema conceitual adotado para o projeto.    As sete &aacute;reas de estudo representam um gradiente de fertilidade de solos    na Amaz&ocirc;nia e inclui distintos mosaicos de classes de uso e cobertura    das terras do leste para oeste, desde o estu&aacute;rio Amaz&ocirc;nico e a    Regi&atilde;o Bragantina at&eacute; o nordeste de Rond&ocirc;nia. As pesquisas    incluem:</FONT></P>     <p><a name="a"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/aa/v35n2/n2a14f01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">&#149; Desenvolvimento    de uma s&iacute;ntese multi-escalar sobre a din&acirc;mica de mudan&ccedil;a    no uso e cobertura das terras, integrando as sete &aacute;reas de estudo, para    entender a import&acirc;ncia de vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas, econ&ocirc;micas,    institucionais e biof&iacute;sicas nas trajet&oacute;rias observadas nos &uacute;ltimos    25 anos;</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">&#149; Desenvolvimento    de uma an&aacute;lise de diferentes plataformas e sensores (e.g., MODIS, ETM+    e IKONOS) para a discrimina&ccedil;&atilde;o de classes de cobertura das terras    utilizando distintos procedimentos de classifica&ccedil;&atilde;o e modelagem    (e.g., an&aacute;lises de mistura espectral, redes neurais e classficadores    espaciais-espectrais);</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">&#149; Desenvolvimento    de um estudo integrado de uso das terras, cobertura das terras e intera&ccedil;&otilde;es    terra-&aacute;gua em bacias hidrogr&aacute;ficas, incluindo pelo menos duas    de nossas &aacute;reas de estudo com maior robustez de dados (i.e., a regi&atilde;o    de Santar&eacute;m-Altamira), com foco em quest&otilde;es fundamentais relacionadas    aos controles em intera&ccedil;&otilde;es nutrientes-carbono e &agrave; sustentabilidade    de florestas na Bacia Amaz&ocirc;nica;</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">&#149; Desenvolvimento    de uma estrat&eacute;gia de colabora&ccedil;&atilde;o para contribuir com esfor&ccedil;os    de modelagem e s&iacute;ntese atrav&eacute;s de parcerias com outros projetos    do LBA-ECO, treinamentos e dissemina&ccedil;&atilde;o de um sistema de informa&ccedil;&otilde;es    para o benef&iacute;cio do programa LBA.</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Em particular,    nosso projeto enfatiza estudos em &aacute;reas de assentamento rural devido    ao impacto que causam sobre a cobertura das terras em escala local e regional.    Poucas iniciativas pol&iacute;ticas t&ecirc;m a relev&acirc;ncia social, econ&ocirc;mica    e ambiental dos projetos de coloniza&ccedil;&atilde;o rural na Amaz&ocirc;nia.    Na hist&oacute;ria destes assentamentos est&atilde;o escritos o sucesso ou fracasso    de milhares de fam&iacute;lias, quest&otilde;es de desenvolvimento rural e produ&ccedil;&atilde;o    de alimentos, cria&ccedil;&atilde;o de infra-estrutura e a din&acirc;mica de    desmatamento e ocupa&ccedil;&atilde;o. In&uacute;meros fatores afetam o processo,    tais como o potencial produtivo dos solos, a demanda pela terra, os conflitos    fundi&aacute;rios, as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, o regime de mercados    internos e externos. Apesar da import&acirc;ncia da quest&atilde;o, ainda s&atilde;o    raros os exemplos de planejamento e acompanhamento de assentamentos na Amaz&ocirc;nia    que aproveitem o potencial de t&eacute;cnicas da geoinforma&ccedil;&atilde;o    para entender e integrar analiticamente as trajet&oacute;rias destas paisagens    em transforma&ccedil;&atilde;o (Batistella &amp; Brondizio, 2004). </FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Partindo de pesquisas    realizadas na Universidade de Indiana em colabora&ccedil;&atilde;o com a Embrapa    Monitoramento por Sat&eacute;lite e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais    (INPE), temos avaliado e monitorado &aacute;reas de coloniza&ccedil;&atilde;o,    integrando dados de sensoriamento remoto, pesquisas antropol&oacute;gicas e    ecol&oacute;gicas em sistemas de informa&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas    que permitem an&aacute;lises e s&iacute;nteses espa&ccedil;o-temporais em diversos    n&iacute;veis. Estes estudos t&ecirc;m contribu&iacute;do ao entendimento da    varia&ccedil;&atilde;o em taxas de desmatamento e regenera&ccedil;&atilde;o    florestal, da articula&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias agropecu&aacute;rias    entre colonos e grupos de colonos (coortes), e do papel da infra-estrutura,    do mercado e dos atores locais nestes processos. </FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">A abordagem desses    temas tem fun&ccedil;&atilde;o primordial em an&aacute;lises de impacto ambiental    dos assentamentos e em zoneamentos de &aacute;reas em fronteira agropecu&aacute;ria    do ponto de vista de seus potenciais e limita&ccedil;&otilde;es locais e regionais.    Os resultados fornecem subs&iacute;dios pr&aacute;ticos aos tomadores de decis&atilde;o    nas &aacute;reas do planejamento e desenvolvimento, tanto na esfera p&uacute;blica    como privada. Em particular, estudos comparativos dessa natureza t&ecirc;m aplica&ccedil;&atilde;o    direta nas pol&iacute;ticas de reforma agr&aacute;ria, desenvolvimento regional    e conserva&ccedil;&atilde;o. Para exemplificar o potencial destes estudos, tomemos    os casos de Machadinho d'Oeste e Vale do Anari, no Estado de Rond&ocirc;nia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>OS MODELOS DE    ASSENTAMENTO RURAL EM MACHADINHO D'OESTE E VALE DO ANARI, RO</B></FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Os processos de    coloniza&ccedil;&atilde;o na Amaz&ocirc;nia t&ecirc;m atra&iacute;do consider&aacute;vel    aten&ccedil;&atilde;o nos &uacute;ltimos trinta anos, principalmente devido    ao desmatamento associado &agrave; apropria&ccedil;&atilde;o da terra. Desmatamentos    em larga escala iniciaram com a decis&atilde;o de deslocar a capital nacional    para o centro do Brasil e a constru&ccedil;&atilde;o de uma rede de estradas    conectando a regi&atilde;o com o sul e o nordeste do pa&iacute;s (Moran, 1981).    Durante e ap&oacute;s o Programa de Integra&ccedil;&atilde;o Nacional (PIN),    no come&ccedil;o dos anos 70, a constru&ccedil;&atilde;o de estradas esteve    relacionada ao desenvolvimento e a projetos de coloniza&ccedil;&atilde;o estabelecidos    pelo Instituto Nacional de Coloniza&ccedil;&atilde;o e Reforma Agr&aacute;ria    (INCRA) (Kohlhepp, 1984; Schmink &amp; Wood, 1992; Browder &amp; Godfrey, 1997).    Com os incentivos pol&iacute;ticos a esses programas de desenvolvimento, assentamentos    foram implementados com base em infra-estrutura prec&aacute;ria, desprezando    caracter&iacute;sticas biof&iacute;sicas e provendo pouco apoio &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o    social (Fearnside, 1986).</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Em Rond&ocirc;nia,    seguindo a estrat&eacute;gia nacional de ocupa&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento    amaz&ocirc;nico, projetos de coloniza&ccedil;&atilde;o iniciados pelo governo    brasileiro tiveram papel central nas mudan&ccedil;as das paisagens do Estado    (Fearnside, 1989; Alves <I>et al</I>., 1999). Dois programas estaduais financiados    pelo Banco Mundial facilitaram a implementa&ccedil;&atilde;o destes projetos:    o POLONOROESTE, entre 1981 e 1985, tamb&eacute;m respons&aacute;vel pelo asfaltamento    da BR-364 (Cuiab&aacute;-Porto Velho), a principal estrada cortando o Estado;    e o PLANAFLORO, entre 1992 e 1999, que concluiu o zoneamento ecol&oacute;gico-econ&ocirc;mico    de Rond&ocirc;nia (Mahar &amp; Ducrot, 1998). </FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Os incentivos para    estabelecer projetos de coloniza&ccedil;&atilde;o, associados com o asfaltamento    da BR-364, impulsionaram a ocupa&ccedil;&atilde;o rural do Estado. Um consider&aacute;vel    deslocamento de migrantes em busca de terra pr&oacute;pria foi atra&iacute;do    a Rond&ocirc;nia, onde a atividade agropecu&aacute;ria produziu altera&ccedil;&otilde;es    na paisagem num ritmo jamais visto na Amaz&ocirc;nia (Dale <I>et al</I>., 1993;    Rond&ocirc;nia, 1998a).</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">A grande maioria    dos assentamentos foi baseada em um desenho ortogonal. O assentamento Vale do    Anari, estabelecido no in&iacute;cio dos anos 80, &eacute; um exemplo desse    processo. Anari reproduziu o modelo estrutural e institucional de outros projetos    de assentamento, negligenciando aspectos ambientais e sociais. Apenas em 1982,    ap&oacute;s ser criticado pela propaga&ccedil;&atilde;o desse modelo de desenvolvimento    e ocupa&ccedil;&atilde;o rural, o INCRA implementou um novo modelo de assentamento.</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Essa nova iniciativa    incorporou uma rede vi&aacute;ria hierarquizada que levou em conta a topografia    e a rede hidrogr&aacute;fica, al&eacute;m de contemplar os atores locais com    um modelo institucional diferenciado. Localizado ao norte do Vale do Anari (<a href="#b">Figura    2</a>), Machadinho d'Oeste combinou lotes privados com reservas florestais comuns.    Estudos de sistemas de produ&ccedil;&atilde;o e estrutura da paisagem em Machadinho    d'Oeste sugerem que este seja um modelo mais adequado de coloniza&ccedil;&atilde;o    (Miranda &amp; Mattos, 1993; Batistella <I>et al</I>., 2003).</FONT></P>     <p><a name="b"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aa/v35n2/n2a14f02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Machadinho e Anari    s&atilde;o adjacentes e foram implementados no mesmo per&iacute;odo. Eles t&ecirc;m    fei&ccedil;&otilde;es biof&iacute;sicas similares e os colonos possu&iacute;am    caracter&iacute;sticas s&oacute;cio-econ&ocirc;micas semelhantes, constituindo    uma oportunidade &uacute;nica para um estudo comparativo. No entanto, diferentes    consequ&ecirc;ncias em termos de uso e cobertura das terras ap&oacute;s seu    estabelecimento e consolida&ccedil;&atilde;o indicam que o desenho do assentamento    e as diferen&ccedil;as institucionais t&ecirc;m um papel importante no processo    de altera&ccedil;&atilde;o da paisagem.</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Anari e Machadinho    est&atilde;o localizados a cerca de 400km de Porto Velho, em &aacute;rea de    floresta tropical ombr&oacute;fila aberta. A esta&ccedil;&atilde;o chuvosa se    estende de outubro a abril e a esta&ccedil;&atilde;o seca de junho a agosto.    Maio e setembro s&atilde;o meses de transi&ccedil;&atilde;o entre as duas esta&ccedil;&otilde;es.    A m&eacute;dia anual de precipita&ccedil;&atilde;o varia de 2200 a 2500mm. A    m&eacute;dia anual de temperatura &eacute; de 25,5<SUP>0 </SUP>C e a umidade    relativa do ar varia de 80 a 85% (Rond&ocirc;nia 1998b). Predominam na regi&atilde;o    argissolos amarelos, gleissolos h&aacute;plicos, latossolos amarelos, latossolos    vermelho-amarelo e nitossolo vermelho (Valladares <I>et al.</I>, 2003). A &aacute;rea    total de estudo abrange aproximadamente 3.000km<SUP>2</SUP>.</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Ambos os assentamentos    foram criados pelo INCRA &agrave; luz da emancipa&ccedil;&atilde;o do Estado    de Rond&ocirc;nia em1981. Eles representaram projetos pioneiros de assentamento    no nordeste de Rond&ocirc;nia, quando ocorreu um dram&aacute;tico aumento populacional    devido &agrave;s cont&iacute;nuas ondas migrat&oacute;rias. A coloniza&ccedil;&atilde;o    da por&ccedil;&atilde;o sul do Estado atraiu migrantes de outras regi&otilde;es    do Brasil criando a demanda por novos projetos de assentamento para acomodar    a popula&ccedil;&atilde;o que crescia em torno de 16% ao ano entre 1970 e 1980,    enquanto a taxa de crescimento populacional do pa&iacute;s era de 2,5% ao ano    (Rond&ocirc;nia, 1996).</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">O sistema de titularidade    da terra inclu&iacute;a tr&ecirc;s est&aacute;gios. A fase de implementa&ccedil;&atilde;o    durou cerca de 3 anos, quando foi realizada a demarca&ccedil;&atilde;o, distribui&ccedil;&atilde;o    e regulariza&ccedil;&atilde;o dos lotes. A fase de consolida&ccedil;&atilde;o    durou entre 5 e 10 anos, quando os colonos tiveram o direito de utilizar o lote    e deveriam evidenciar essa utiliza&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de benfeitorias,    que inclu&iacute;am o desmatamento e a prepara&ccedil;&atilde;o do terreno para    plantio, mas n&atilde;o podiam vender o lote. Durante a fase de emancipa&ccedil;&atilde;o,    o t&iacute;tulo da terra foi entregue aos colonos pelo INCRA.</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Outra similaridade    entre os dois assentamentos est&aacute; relacionada &agrave;s caracter&iacute;sticas    s&oacute;cio-econ&ocirc;micas dos colonos iniciais. Grande parte dos colonos    em Rond&ocirc;nia vieram do sul e sudeste do Brasil, principalmente dos estados    de Minas Gerais e Paran&aacute; (Millikan, 1992). Em Machadinho e Anari, os    colonos foram selecionados do excesso de contingente de inscritos em projetos    anteriores de assentamento, baseado em dois conjuntos de crit&eacute;rios. O    crit&eacute;rio eliminat&oacute;rio incluiu atributos pessoais do candidato    (i.e., idade, conduta e v&iacute;nculo empregat&iacute;cio) e bens (i.e., renda,    outras posses de terra e inscri&ccedil;&otilde;es pr&eacute;vias a projetos    do INCRA). O crit&eacute;rio classificat&oacute;rio incluiu a idade dos colonos,    capacidade familiar de trabalho e habilidades para a atividade agropecu&aacute;ria.    O lote cedido aos colonos era de cerca de 50ha, metade da &aacute;rea do lote    em outros projetos de assentamento na Amaz&ocirc;nia durante aquele per&iacute;odo.    A redu&ccedil;&atilde;o no tamanho das parcelas foi uma tentativa de acomodar    o grande crescimento populacional em Rond&ocirc;nia de maneira mais efetiva.</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Apesar das similaridades    em alguns aspectos, Anari e Machadinho tinham grandes diferen&ccedil;as em sua    implementa&ccedil;&atilde;o. Eles foram concebidos sob desenhos institucionais    muito distintos, que afetaram as decis&otilde;es de uso da terra. Os assentamentos    tamb&eacute;m diferiam em sua grade de propriedades e em como a infra-estrutura    foi instalada e mantida durante a fase de consolida&ccedil;&atilde;o. Ainda    hoje, qualquer pessoa dirigindo atrav&eacute;s dos assentamentos pode diferenciar    as ruas pavimentadas de Machadinho, suas lojas e pequenos hot&eacute;is, e as    estradas com cascalho na &aacute;rea rural, em contraste com a aus&ecirc;ncia    de servi&ccedil;os e infra-estrutura em Anari. As consequ&ecirc;ncias destas    similaridades e diferen&ccedil;as no uso e cobertura das terras e na estrutura    da paisagem s&atilde;o indicadas a seguir.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&Eacute;TODOS</B></FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">O estudo comparativo    entre Machadinho e Anari foi baseado na coleta e manipula&ccedil;&atilde;o de    dados espaciais prim&aacute;rios e secund&aacute;rios, integrados em um sistema    de informa&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas (SIG). Dados sobre o meio f&iacute;sico    e infra-estrutura, tais como topografia, rede de drenagem e rede vi&aacute;ria    foram obtidos de mapas oficiais na escala 1:100.000. Tamb&eacute;m foram realizadas    pesquisas bibliogr&aacute;ficas e entrevistas para obter dados sobre o contexto    s&oacute;cio-econ&ocirc;mico regional e a hist&oacute;ria de implementa&ccedil;&atilde;o    de cada assentamento.</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">A an&aacute;lise    multitemporal do uso e cobertura das terras utilizou imagens do sat&eacute;lite    Landsat (Batistella, 2001). Imagens da esta&ccedil;&atilde;o seca de 1988, 1994    e 1998 foram classificadas em floresta, sucess&atilde;o secund&aacute;ria avan&ccedil;ada,    sucess&atilde;o secund&aacute;ria inicial, pastagem, agricultura, solo exposto,    infra-estrutura e corpos d'&aacute;gua. Os resultados tamb&eacute;m foram integrados    no SIG.</FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Etapas de campo    foram realizadas durante a esta&ccedil;&atilde;o seca de 1999, 2000 e 2002.    Atrav&eacute;s de percursos a&eacute;reos e terrestres, foram realizadas cerca    de 1.000 observa&ccedil;&otilde;es sobre a cobertura das terras em ambos os    assentamentos. Receptores GPS (sistema de posicionamento global) permitiram    a localiza&ccedil;&atilde;o das fei&ccedil;&otilde;es observadas nas imagens    de sat&eacute;lite georreferenciadas. </FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Propriet&aacute;rios    foram entrevistados sobre seus sistemas de produ&ccedil;&atilde;o e a hist&oacute;ria    de uso das terras em suas propriedades. Entrevistas tamb&eacute;m foram realizadas    com seringueiros, madeireiros, representantes de associa&ccedil;&otilde;es,    pol&iacute;ticos, grupos religiosos e outros membros da comunidade para investigar    como aspectos ecol&oacute;gicos e institucionais influenciam o acesso e valor    dos recursos naturais para os diferentes atores. O c&aacute;lculo de m&eacute;tricas    espaciais para avaliar a estrutura e mudan&ccedil;a das paisagens em ambos assentamentos    embasaram nossas conclus&otilde;es (<a href="/img/revistas/aa/v35n2/n2a14t01.jpg">Tabela 1</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>PAISAGENS EM    TRANSFORMA&Ccedil;&Atilde;O</b></FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">A <a href="/img/revistas/aa/v35n2/n2a14f03.jpg">Figura    3</a> ilustra as trajet&oacute;rias de altera&ccedil;&atilde;o da paisagem em    Machadinho e Anari. Os processos s&atilde;o semelhantes. No entanto, comparando    os resultados de uso e cobertura das terras entre os dois assentamentos, observam-se    importantes diferen&ccedil;as (<a href="#c">Figuras 4-A</a> e <a href="#4b">4-B</a>).    Durante o est&aacute;gio inicial de implementa&ccedil;&atilde;o, ambos os assentamentos    tinham porcentagens similares de floresta e pastagem. Dez anos mais tarde, a    cobertura florestal caiu para 50,8% em Anari e 65,7% em Machadinho. A convers&atilde;o    da floresta tamb&eacute;m foi diferente nas duas &aacute;reas. Em Anari, a extens&atilde;o    das pastagens aumentou tr&ecirc;s vezes, alcan&ccedil;ando 18,5% do assentamento.    Em Machadinho, o aumento foi menor que duas vezes e as pastagens cobriam menos    que 10% do assentamento em 1998. Enquanto as &aacute;reas de agricultura tamb&eacute;m    s&atilde;o maiores em Anari em 1998 (10,3%), Machadinho teve um crescimento    mais r&aacute;pido desta atividade (apenas 1% em 1988 e 7,1% em 1998). De acordo    com os propriet&aacute;rios, a condi&ccedil;&atilde;o e a produtividade da agricultura    &eacute; melhor em Machadinho. Isto &eacute; confirmado pelos &iacute;ndices    oficiais (IBGE, 2000), sugerindo um melhor manejo das culturas neste assentamento.    Uma indica&ccedil;&atilde;o de maior abandono dos campos agr&iacute;colas e    das pastagens em Anari &eacute; indiretamente revelada pela extens&atilde;o    total das &aacute;reas de regenera&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o    (sucess&atilde;o secund&aacute;ria inicial e avan&ccedil;ada): 16,8% em Anari    e 13,5% em Machadinho. Se considerarmos que uma extens&atilde;o consider&aacute;vel    dessas &aacute;reas &eacute; efetivamente utilizada tamb&eacute;m para a pecu&aacute;ria,    a tend&ecirc;ncia de extensifica&ccedil;&atilde;o das pastagens em Anari torna-se    ainda mais clara. A <a href="#c">Figuras 4-A</a> ilustra a redu&ccedil;&atilde;o    mais dr&aacute;stica das &aacute;reas de floresta em Anari. A <a href="#4b">Figuras    4-B</a> enfatiza a predomin&acirc;ncia absoluta das &aacute;reas de pastagem    em Anari, em contraste a rela&ccedil;&otilde;es mais balanceadas entre classes    de uso e cobertura das terras em Machadinho.</FONT></P>     <p><a name="c"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aa/v35n2/n2a14f04.jpg">    <br><a name="4b"></a><img src="/img/revistas/aa/v35n2/n2a14f04b.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">A exist&ecirc;ncia    de reservas florestais manejadas pelos seringueiros locais em Machadinho &eacute;    um importante fator condicionando a estrutura da paisagem, em particular a maior    propor&ccedil;&atilde;o de cobertura florestal. Prova disso &eacute; o fato    de ambos os assentamentos terem porcentagem similar de floresta se apenas as    propriedades s&atilde;o consideradas: 83,1% em 1988, 65,1% em 1994 e 50,5% em    1998 (<a href="#c">Figura 4-A</A>). Estes resultados indicam claramente como    a combina&ccedil;&atilde;o de lotes privados com reservas florestais comuns    pode produzir efeitos positivos na manuten&ccedil;&atilde;o de maiores manchas    de floresta.</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">As reservas comuns    em Machadinho contribuem com um menor &iacute;ndice de fragmenta&ccedil;&atilde;o    florestal, como indicado pela an&aacute;lise de m&eacute;tricas espaciais. Algumas    m&eacute;tricas foram calculadas para classes agregadas de uso e cobertura das    terras em Machadinho e Anari (i.e., floresta, sucess&atilde;o secund&aacute;ria    e agropecu&aacute;ria). As <a href="#g">Tabelas 2-4</a> ilustram os resultados    para n&uacute;mero de manchas (NM), tamanho m&eacute;dio das manchas (TMM) e    &iacute;ndice da maior mancha (IMM), respectivamente.</FONT></P>     <p><a name="g"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aa/v35n2/n2a14t02.jpg"></p>     <p><a name="h"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aa/v35n2/n2a14t03.jpg"></p>     <p><a name="i"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/aa/v35n2/n2a14t04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Em Machadinho,    o TMM dos fragmentos florestais caiu de 319ha (NM=592) em 1988, para 219ha (NM=741)    em 1994 e 167ha (NM=838) em 1998. Em Anari, estas m&eacute;tricas s&atilde;o    573ha (NM=166) em 1988, 230ha (NM=325) em 1994 e 114ha (NM=556) em 1998. Um    ritmo diferente de fragmenta&ccedil;&atilde;o florestal &eacute; indicado por    estas m&eacute;tricas. Embora o NM de florestas cres&ccedil;a em ambos os assentamentos,    em Anari havia um n&uacute;mero bem menor de fragmentos em 1988, que praticamente    triplicou entre 1988 e 1998. Em Machadinho, o aumento foi de apenas 1,4 vezes.    O TMM das florestas tamb&eacute;m indica maiores n&iacute;veis de fragmenta&ccedil;&atilde;o    em Anari. Ele diminuiu duas vezes em Machadinho e cinco vezes em Anari. O TMM    de vegeta&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria e agropecu&aacute;ria &eacute;    sempre maior em Anari no per&iacute;odo analisado. O NM para essas classes &eacute;    menor em Anari e mais est&aacute;vel em Machadinho. Estas tend&ecirc;ncias s&atilde;o    diretamente afetadas pelo aumento na extens&atilde;o das pastagens em Anari    (<a href="#g">Tabelas 2</a> e <a href="#h">3</a>).</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">O IMM &eacute;    uma medida do tamanho da maior mancha de uma classe em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; &aacute;rea total da paisagem. O IMM para florestas diminuiu com o    tempo a 10,7% em Machadinho e 4,5% em Anari (<a href="#i">Tabela 4</a>). Ecologicamente,    as maiores manchas de floresta s&atilde;o em geral mais importantes, indicando    uma resist&ecirc;ncia da paisagem &agrave; fragmenta&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m    disso, algumas esp&eacute;cies precisam de uma &uacute;nica e extensa mancha    como seu habitat prim&aacute;rio de manuten&ccedil;&atilde;o e reprodu&ccedil;&atilde;o    (Burkey, 1989). A extens&atilde;o da maior reserva florestal comum em Machadinho    (Reserva Extrativista Estadual Aquariquara) afeta positivamente os resultados    para o IMM. Certamente, essa reserva e as florestas privadas adjacentes comp&otilde;em    o valor de IMM de floresta neste assentamento. O valor de IMM para florestas    em Machadinho tende a permanecer est&aacute;vel enquanto decresce continuamente    em Anari. A maior mancha de floresta em Machadinho tem 22.892ha. A Reserva Aquariquara    tem 18.100ha. Mesmo se as &aacute;reas florestais cont&iacute;guas &agrave;    reserva forem desmatadas, a manuten&ccedil;&atilde;o da reserva estabilizar&aacute;    o IMM em 8,5%.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES    FINAIS</B></FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">A integra&ccedil;&atilde;o    de procedimentos metodol&oacute;gicos em estudos sobre assentamentos rurais    na Amaz&ocirc;nia deve envolver a necessidade de interrogar os processos s&oacute;cio-econ&ocirc;micos    e suas implica&ccedil;&otilde;es ambientais. Os compartimentos biof&iacute;sicos,    o contexto pol&iacute;tico-administrativo e os arranjos espa&ccedil;o-temporais    de ocupa&ccedil;&atilde;o delimitam unidades fundamentais de an&aacute;lise    a considerar. Os compartimentos biof&iacute;sicos definem diferentes potenciais    e limita&ccedil;&otilde;es das &aacute;reas ocupadas, podendo ser analisados    em planos de informa&ccedil;&atilde;o relativos &agrave; topografia, bacias    hidrogr&aacute;ficas, solos, classes de uso e cobertura da terra, entre outros.</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">O contexto pol&iacute;tico-administrativo    e o arranjo espa&ccedil;o-temporal de ocupa&ccedil;&atilde;o pode ser hierarquizado    em diferentes unidades, tais como munic&iacute;pio, assentamento, reservas,    coorte de lotes e lotes (Batistella &amp; Brondizio, 2004).</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Para transitar    nesses diversos n&iacute;veis de abordagem, propomos uma iniciativa multi-escalar    e multi-dimensional, procurando caracterizar e monitorar os assentamentos sob    as seguintes perspectivas:</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">&#149; Dimens&atilde;o    espacial &#151; localiza&ccedil;&atilde;o e articula&ccedil;&atilde;o entre lotes,    glebas, reservas e o conjunto de assentamentos no munic&iacute;pio e infra-estrutura    regional; </FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">&#149; Dimens&atilde;o    temporal &#151; caracteriza&ccedil;&atilde;o de fases de ocupa&ccedil;&atilde;o com    a chegada progressiva de colonos, a expans&atilde;o da fronteira agropecu&aacute;ria    e os processos de urbaniza&ccedil;&atilde;o;</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">&#149; Dimens&atilde;o    s&oacute;cio-econ&ocirc;mica e demogr&aacute;fica local &#151; caracteriza&ccedil;&atilde;o    de elementos s&oacute;cio-econ&ocirc;micos e culturais da popula&ccedil;&atilde;o,    tais como origem, rela&ccedil;&otilde;es sociais na fronteira e experi&ecirc;ncia    como produtor; </FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">&#149; Dimens&atilde;o    s&oacute;cio-econ&ocirc;mica e demogr&aacute;fica regional &#151; indicadores econ&ocirc;micos    de produ&ccedil;&atilde;o e din&acirc;mica populacional influenciando as trajet&oacute;rias    de uso da terra nos assentamentos.</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">A integra&ccedil;&atilde;o    entre estas dimens&otilde;es distintas e interagentes ocorre atrav&eacute;s    da an&aacute;lise dos componentes tem&aacute;ticos, integrados na base de dados    georreferenciados, definindo espacialmente o conjunto de lotes a ser analisado    e sua rela&ccedil;&atilde;o com o assentamento, a paisagem, o munic&iacute;pio    e outros centros regionais. </FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">A Amaz&ocirc;nia    apresenta atualmente uma variedade de arquiteturas de assentamentos e complexos    fundi&aacute;rios. Esse mosaico de situa&ccedil;&otilde;es espaciais inclui    os famosos assentamentos 'espinha de peixe', &aacute;reas de coloniza&ccedil;&atilde;o    espont&acirc;nea ou desordenada, grandes projetos agropecu&aacute;rios, assentamentos    com desenho baseado na topografia, sistemas radiais, entre outros. Informa&ccedil;&otilde;es    sobre a posi&ccedil;&atilde;o de lotes individuais na paisagem, tamanho dos    lotes, tempo de ocupa&ccedil;&atilde;o e rela&ccedil;&atilde;o com a infra-estrutura,    o contexto s&oacute;cio-econ&ocirc;mico e o ambiente biof&iacute;sico s&atilde;o    fundamentais para qualquer an&aacute;lise representativa, por exemplo do desmatamento    e de seus impactos.</FONT></P>     <P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Utilizando &aacute;reas    de estudo em Rond&ocirc;nia, ilustramos neste trabalho uma metodologia que oferece    potenciais de integra&ccedil;&atilde;o, an&aacute;lise e monitoramento em um    n&iacute;vel de detalhe suficiente para a tomada de decis&otilde;es referentes    ao desenvolvimento rural, melhoramento de infra-estrutura e monitoramento ambiental    para a variedade de situa&ccedil;&otilde;es observadas. Em particular, vale    salientar a import&acirc;ncia das reservas florestais comuns, com direito de    uso &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es locais, como um instrumento eficaz na    manuten&ccedil;&atilde;o de menores &iacute;ndices de fragmenta&ccedil;&atilde;o    da paisagem.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>BIBLIOGRAFIA    CITADA</B></FONT></P>     <!-- ref --><P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Alves, D. S.; Pereira,    J. L. G.; de Sousa, C. L.; Soares, J. V.; Yamaguchi, F. 1999. Characterizing    landscape changes in Central Rond&ocirc;nia using Landsat TM imagery.<I> International    Journal of Remote Sensing</I>, 20(14): 2877&#151;2882.</FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0044-5967200500020001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Batistella, M.    2001. <I>Landscape change and land-use/land-cover dynamics in Rond&ocirc;nia,    Brazilian Amazon</I>. PhD dissertation, School of Public and Environmental Affairs,    Indiana University, USA. 399p.</FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0044-5967200500020001400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Batistella, M.;    Brondizio, E. S. 2004. Uma estrat&eacute;gia integrada de monitoramento e an&aacute;lise    de impacto ambiental de assenta-mentos rurais na Amaz&ocirc;nia. <I>In:</I>    Romeiro, A.R. (org), <I>Avalia&ccedil;&atilde;o e contabiliza&ccedil;&atilde;o    de impactos ambientais</I>. Ed. Unicamp, Campinas, p. 74-86.</FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0044-5967200500020001400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Batistella, M.;    Robeson, S.; Moran, E. F. 2003. Settlement design and landscape change in Amaz&ocirc;nia:    a multi-temporal evaluation using spatial metrics. <I>Photogrammetric Engeneering    and Remote Sensing</I>, 69(7): 805-812.</FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0044-5967200500020001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Brondizio, E. S.;    McCracken, S. D.; Moran, E. F.; Siqueira, A. D.; Nelson, D. R.&#160;; Rodriguez-Pedraza,    C. 2002. The colonist footprint: towards a conceptual framework of deforestation    trajectories among small farmers in Frontier Amaz&ocirc;nia. In: Wood, C.; Porro,    R. (Eds.).<I> Land Use and Deforestation in the Amazon</I>. University Press    of Florida, Gainesville, FL, USA.</FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0044-5967200500020001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Browder, J. O.;    Godfrey, B. J. 1997. <I>Rainforest cities: urbanization, development, and globalization    of the Brazilian Amazon</I>. Columbia University Press, New York, USA.</FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0044-5967200500020001400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Burkey, T. V. 1989.    Extinction in nature reserves: the effect of fragmentation and the importance    of migration between reserve fragments. <I>Oikos</I>, 55: 75&#151;81.</FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0044-5967200500020001400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Dale, V. H.; O'Neill,    R. V.; Pedlowski, M.; Southworth, F. 1993. Causes and effects of land-use change    in Central Rond&ocirc;nia, Brazil. <I>Photogrammetric Engineering and Remote    Sensing</I>, 59(6): 997-1005.</FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0044-5967200500020001400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Evans, T. P.; Manire,    A.; de Castro, F.; Brondizio, E. S.; McCracken, S. D. 2001. A dynamic model    of household decision making and parcel-level land cover change in the eastern    Amazon. <I>Ecological Modeling</I>, 143(1-2): 95&#151;113.</FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0044-5967200500020001400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Fearnside, P. M.    1986. Settlement in Rond&ocirc;nia and the token role of science and technology    in Brazil's Amazonian development. <I>Interciencia</I>, 11(5): 229&#151;236.</FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0044-5967200500020001400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Fearnside, P. M.    1989<I>. A ocupa&ccedil;&atilde;o humana de Rond&ocirc;nia: impactos, limites    e planejamento</I>. SCT/PR-CNPq, Assessoria Editorial e Divulga&ccedil;&atilde;o    Cient&iacute;fica, Bras&iacute;lia. 76p.</FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0044-5967200500020001400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">IBGE. 2000. <I>Levantamento    sistem&aacute;tico da produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola</I>. Instituto    Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE), Porto Velho, RO.</FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0044-5967200500020001400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Kohlhepp, G. 1984.    Development planning and practices of economic exploitation in Amazonia. <I>In:</I>    Sioli, H. (Ed.). <I>The Amazon: limnology and landscape ecology of a mighty    tropical river and its basin</I>. Dr. W. Junk Publishers, Dordrecht, the Netherlands.    p.649&#151;673.</FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0044-5967200500020001400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Lu, D.; Mausel,    P. W.; Brondizio, E. S.; Moran, E. F. 2002. Assessment of atmospheric correction    methods for Landsat TM data applicable to Amazon basin LBA research. <I>International    Journal of Remote Sensing</I>, 23: 2651-2671.</FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0044-5967200500020001400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Lu, D.; Mausel,    P.; Batistella, M.; Moran, E. F. 2004. Comparison of land-cover classification    methods in the Brazilian Amazon Basin. <I>Photogrammetric Engineering and Remote    Sensing</I>, 70:723-731.</FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0044-5967200500020001400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Lu, D.; Moran,    E. F.; Batistella, M. 2003a. Linear Mixture Model Applied to Amazonian Vegetation    Classification. <I>Remote Sensing of Environment</I>, 87: 456-469.</FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0044-5967200500020001400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Mahar, D.; Ducrot,    E. 1998. <I>Land-use zoning on tropical frontiers: emerging lessons from the    Brazilian Amazon</I>. The World Bank, Washington, D.C., USA. 25p.</FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0044-5967200500020001400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">McCracken, S. D.;    Brondizio, E. S.; Nelson, D. R.; Moran, E. F.; Siqueira, A. D.; Rodriguez-Pedraza,    C. 1999. 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Tropical deforestation and society: lessons from Rond&ocirc;nia, Brazil.    <I>Latin American Perspectives</I>, 72(19): 45&#151;72.</FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0044-5967200500020001400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Miranda, E. E.    de&#160;; Mattos, C. 1993.<I> Machadinho d'Oeste: de colonos a municipes na    floresta tropical de Rond&ocirc;nia</I>. 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Integrating Amazonian vegetation, land-use,    and satellite data. <I>BioScience</I>, 44(5): 329&#151;339.</FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0044-5967200500020001400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Moran, E. F.; Brondizio,    E. S.; Tucker, J. M.; Silva-Forsberg, M. C.; McCracken, S. D.; Falesi, I. 2000.    Effects of soil fertility and land-use on forest succession in Amaz&ocirc;nia.    <I>Forest Ecology and Management</I>, 139: 93-108.</FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0044-5967200500020001400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Rond&ocirc;nia.    1996. <I>Rond&ocirc;nia: desenvolver e preservar</I>. Governo de Rond&ocirc;nia/    Instituto de Terras de Rond&ocirc;nia, Porto Velho, RO. 31p.</FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0044-5967200500020001400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Rond&ocirc;nia.    1998a. <I>Avalia&ccedil;&atilde;o do desmatamento em Rond&ocirc;nia: 1978-1997</I>.    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Governo de Rond&ocirc;nia/ PLANAFLORO, Porto Velho,    RO. 401p.</FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0044-5967200500020001400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Schmink, M.; Wood,    C. H. 1992. <I>Contested Frontiers in Amazonia</I>. Columbia University Press,    New York, USA.</FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0044-5967200500020001400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Tucker, J. M.;    Brondizio, E. S.; Moran, E. F. 1998. Rates of forest regrowth in eastern Amaz&ocirc;nia:    a comparison of Altamira and Bragantina regions, Par&aacute; State, Brazil.    <I>Interciencia</I>, 23(2): 64&#151;73.</FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0044-5967200500020001400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" SIZE="2">Valladares, G.    S.; Bognola, I.; Gouvea, J<B>. </B>2003. Levantamento pedol&oacute;gico da gleba    de Machadinho, RO<B>.</B> <I>In:</I> Congresso Brasileiro de Ci&ecirc;ncia do    Solo, 29, 2003. Ribeir&atilde;o Preto. <I>Anais</I>... Unesp/Sociedade Brasileira    de Ci&ecirc;ncia do Solo, S&atilde;o Paulo, 2003. CD-ROM.</FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0044-5967200500020001400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>&nbsp;</P>     ]]></body>
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