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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Recuperação de área degradada com sistema agroflorestal no Vale do Rio Doce, Minas Gerais]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Vale do Rio Doce, MG presents an ancestral history of occupation and use of soil that has contributed to environmental degradation, mostly caused by pasture with fire always being used as a form of management. Agroforestry systems have shown efficient results in recovering these degraded areas. This study assessed the effects of an agroforestry system on the recovery of degraded areas where the soil was degraded by pasture in Ilha Funda, Periquto, Minas Gerais. The system was implanted in 1994 and it has followed agro-ecological principles focused on natural regeneration and species succession. In 1998, some soil samples were collected in the recovery area and two other areas contiguous to it: a degraded one, similar to the recovery area at the beginning of the process and the other composed by pasture. The chemical attributes of the soil were determined and organic matter characterization was carried out. The recovery area soil using the agroforestry system showed better conditions than the pasture and the degraded area soils, presenting a greater organic carbon dynamics and better nutrient content. Although the amount of total soil organic carbon was higher in the pasture soil, the agroforestry system is fast achieving the same amounts of stable carbon formulas found in the pasture soil and showing greater dynamics in the less stable organic fractions. This study confirmed the efficiency of the agroforestry systems conducted according to the agroecological principles for recovery of degraded areas.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Agroecologia]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Recupera&ccedil;&atilde;o    de &aacute;rea degradada com sistema agroflorestal no Vale do Rio Doce, Minas    Gerais</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Recovery of    degraded areas using agroforestry systems in Vale do Rio Doce, Minas Gerais</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Claudenir F&aacute;vero<sup>I</sup>;    Ivana Cristina Lovo<sup>II</sup>; Eduardo de S&aacute; Mendon&ccedil;a<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Faculdade    de Ci&ecirc;ncias Agr&aacute;rias da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha    e Mucuri. E-mail: &lt;<a href="mailto:prufvjm@yahoo.com.br">prufvjm@yahoo.com.br</a>&gt;    <br>   <sup>II</sup>Ipes-Promoci&oacute;n del Desarrollo Sostenible, Assessoria Nacional    em Agricultura Urbana. E-mail: &lt;<a href="mailto:iclovo@uai.com.br">iclovo@uai.com.br</a>&gt;    <br>   <sup>III</sup>Departamento de Solos da Universidade Federal de Vi&ccedil;osa    -UFV. 36570-000 Vi&ccedil;osa-MG. E-mail: &lt;<a href="mailto:esm@ufv.br">esm@ufv.br</a>&gt;</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Vale do Rio Doce,    MG, apresenta um hist&oacute;rico de ocupa&ccedil;&atilde;o e uso do solo que    favorece a degrada&ccedil;&atilde;o ambiental, em que predominam pastagens sob    o uso constante de queimadas. Os sistemas agroflorestais t&ecirc;m-se mostrado    eficientes na recupera&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas degradadas. Neste estudo    foram avaliados os efeitos de um sistema agroflorestal na recupera&ccedil;&atilde;o    do solo em &aacute;rea degradada por pastagem na comunidade de Ilha Funda, Munic&iacute;pio    de Periquito, Minas Gerais. A implanta&ccedil;&atilde;o do sistema se deu em    1994 e est&aacute; sendo conduzido segundo os princ&iacute;pios agroecol&oacute;gicos,    potencializando a regenera&ccedil;&atilde;o natural e a sucess&atilde;o de esp&eacute;cies.    Em 1998, foram coletadas amostras de solo na &aacute;rea em recupera&ccedil;&atilde;o    e em duas &aacute;reas adjacentes: uma &aacute;rea degradada, que se encontrava    em condi&ccedil;&otilde;es semelhantes &agrave;s da &aacute;rea em recupera&ccedil;&atilde;o    no in&iacute;cio do processo, e outra ocupada por pastagem. Foram determinados    atributos qu&iacute;micos do solo e realizada a caracteriza&ccedil;&atilde;o    da mat&eacute;ria org&acirc;nica. O solo da &aacute;rea em recupera&ccedil;&atilde;o    com sistema agroflorestal mostrou-se em melhores condi&ccedil;&otilde;es do    que o solo sob pastagem e o da &aacute;rea degradada, apresentando maior din&acirc;mica    do carbono org&acirc;nico e maior disponibilidade de nutrientes. Embora o teor    de carbono org&acirc;nico total apresentado pelo solo sob pastagem tenha sido    maior que nas demais condi&ccedil;&otilde;es avaliadas, o solo do sistema agroflorestal    j&aacute; est&aacute; se igualando ao da pastagem no ac&uacute;mulo das formas    mais est&aacute;veis de carbono e apresentando maior din&acirc;mica das fra&ccedil;&otilde;es    org&acirc;nicas menos est&aacute;veis. Este estudo comprovou a efici&ecirc;ncia    dos sistemas agroflorestais, conduzidos segundo os princ&iacute;pios agroecol&oacute;gicos,    na recupera&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas degradadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:    </b> Agroecologia, regenera&ccedil;&atilde;o natural e sucess&atilde;o de esp&eacute;cies.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Vale do Rio Doce,    MG presents an ancestral history of occupation and use of soil that has contributed    to environmental degradation, mostly caused by pasture with fire always being    used as a form of management. Agroforestry systems have shown efficient results    in recovering these degraded areas. This study assessed the effects of an agroforestry    system on the recovery of degraded areas where the soil was degraded by pasture    in Ilha Funda, Periquto, Minas Gerais. The system was implanted in 1994 and    it has followed agro-ecological principles focused on natural regeneration and    species succession. In 1998, some soil samples were collected in the recovery    area and two other areas contiguous to it: a degraded one, similar to the recovery    area at the beginning of the process and the other composed by pasture. The    chemical attributes of the soil were determined and organic matter characterization    was carried out. The recovery area soil using the agroforestry system showed    better conditions than the pasture and the degraded area soils, presenting a    greater organic carbon dynamics and better nutrient content. Although the amount    of total soil organic carbon was higher in the pasture soil, the agroforestry    system is fast achieving the same amounts of stable carbon formulas found in    the pasture soil and showing greater dynamics in the less stable organic fractions.    This study confirmed the efficiency of the agroforestry systems conducted according    to the agroecological principles for recovery of degraded areas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>    Agroecology, natural regeneration and species succession.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>1. INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Historicamente,    os solos do Vale do Rio Doce, Minas Gerais, foram utilizados, em sua maioria,    com pastagens plantadas e utiliza&ccedil;&atilde;o constante do fogo como t&eacute;cnica    de renova&ccedil;&atilde;o destas. A pr&aacute;tica da queimada das pastagens    resulta em perdas de nutrientes por volatiliza&ccedil;&atilde;o, escorrimento    superficial e lixivia&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de expor o solo ao impacto    direto das gotas das chuvas, acelerando os processos erosivos (Kauffman et al.,    1998; ELLINGSON et al., 2000).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O relevo dessa    regi&atilde;o &eacute;, predominantemente, ondulado e forte ondulado, com predomin&acirc;ncia    de Argissolo nas eleva&ccedil;&otilde;es das &aacute;reas de cotas mais baixas.    A pluviosidade &eacute; concentrada nos meses de dezembro e janeiro (1.000 a    1.500 mm anuais), ocorrendo chuvas torrenciais (BARUQUI, 1982).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como conseq&uuml;&ecirc;ncia    da forma de uso do solo, aliada &agrave;s caracter&iacute;sticas ambientais    que favorecem a eros&atilde;o acelerada, o Vale do Rio Doce &eacute; uma das    regi&otilde;es com maior ocorr&ecirc;ncia de &aacute;reas degradadas no Estado    de Minas Gerais (FAVERO, 2001).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os sistemas agroflorestais    (SAFs) implantados e conduzidos sob os princ&iacute;pios da agroecologia, al&eacute;m    de serem produtivos, podem recuperar &aacute;reas degradadas devido &agrave;s    melhorias que promovem nas condi&ccedil;&otilde;es do solo e pelas intera&ccedil;&otilde;es    positivas entre seus componentes (FRANCO, 2000; MENDON&Ccedil;A et al., 2001;    ALTIERI, 2002; CARDOSO, 2002). A recupera&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas degradadas    atrav&eacute;s de SAFs, na perspectiva agroecol&oacute;gica, pressup&otilde;e    a potencializa&ccedil;&atilde;o da regenera&ccedil;&atilde;o natural e da sucess&atilde;o    de esp&eacute;cies. De acordo com G&ouml;tsch (1995), citado por Peneireiro    (1999), para que isso ocorra &eacute; fundamental a compreens&atilde;o do funcionamento    do ecossistema original e a replica&ccedil;&atilde;o dos processos que ocorrem    naturalmente. As esp&eacute;cies de interesse devem ser inseridas no sistema    dentro da l&oacute;gica sucessional, baseando-se na origem evolutiva de cada    esp&eacute;cie. Na sucess&atilde;o natural, cada cons&oacute;rcio de esp&eacute;cies    cria as condi&ccedil;&otilde;es para uma nova e diferente composi&ccedil;&atilde;o,    ou seja, cada cons&oacute;rcio &eacute; determinado pelo anterior e determina    o seguinte (VAZ DA SILVA, 2001).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em locais com limita&ccedil;&otilde;es    ambientais &agrave; sucess&atilde;o de esp&eacute;cies, a regenera&ccedil;&atilde;o    natural pode ser potencializada atrav&eacute;s do plantio de esp&eacute;cies    facilitadoras. A capacidade de estabelecimento em condi&ccedil;&otilde;es limitantes,    a atra&ccedil;&atilde;o da fauna, o crescimento r&aacute;pido e a grande deposi&ccedil;&atilde;o    de serapilheira s&atilde;o caracter&iacute;sticas desej&aacute;veis para essas    esp&eacute;cies (CHADA et al., 2004). Esp&eacute;cies leguminosas apresentam    vantagem adicional por estabelecerem simbiose com bact&eacute;rias fixadoras    de N<sub>2</sub> atmosf&eacute;rico. Resultados de pesquisas indicaram que plantios    de leguminosas beneficiam a regenera&ccedil;&atilde;o natural de esp&eacute;cies    nativas (CAMPELLO, 1999; CHADA et al., 2004).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este trabalho foi    realizado com o objetivo de avaliar os efeitos na recupera&ccedil;&atilde;o    do solo de um sistema agroflorestal, conduzido segundo princ&iacute;pios agroecol&oacute;gicos,    em &aacute;rea degradada por pastagem, no Vale do Rio Doce, MG.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>2. MATERIAL    E M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em 1994, o Centro    Agroecol&oacute;gico Tamandu&aacute; - CAT, em parceria com a Associa&ccedil;&atilde;o    Comunit&aacute;ria de Ilha Funda - ACIF, iniciou um processo de recupera&ccedil;&atilde;o    de &aacute;rea degradada por pastagem na comunidade de Ilha Funda, Munic&iacute;pio    de Periquito, no Vale do Rio Doce, Minas Gerais. &Agrave; &eacute;poca do desenvolvimento    do trabalho residiam na comunidade de Ilha Funda, localizada na por&ccedil;&atilde;o    mais elevada da bacia do c&oacute;rrego Ilha Funda, 13 fam&iacute;lias de camponeses    descendentes de quilombolas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O processo de recupera&ccedil;&atilde;o    foi conduzido em uma &aacute;rea de aproximadamente 2 ha, localizada no topo    e ter&ccedil;o superior da encosta com exposi&ccedil;&atilde;o nordeste, coordenadas    19º 07' 18'' latitude sul, 42º 16' 14'' longitude oeste e 330 m de altitude.    O solo ocorrente na &aacute;rea &eacute; um Latossolo Vermelho-Amarelo Distr&oacute;fico    (FAVERO, 2001).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A &aacute;rea foi    utilizada por v&aacute;rias d&eacute;cadas com pastagem e constantes queimadas.    No in&iacute;cio do processo de recupera&ccedil;&atilde;o, a &aacute;rea apresentava    marcas de ocorr&ecirc;ncia de intensos processos erosivos, com exposi&ccedil;&atilde;o    dos horizontes B e C dos solos na maior parte da &aacute;rea e presen&ccedil;a    de vo&ccedil;orocas. Nas poucas partes com cobertura vegetal ocorriam brachiaria    (<i>Brachiaria decumbens</i>) e capim-gordura (<i>Melinis minutiflora</i>),    al&eacute;m de algumas esp&eacute;cies herb&aacute;ceas nativas, principalmente    uma gram&iacute;nea denominada, pela popula&ccedil;&atilde;o local, "rabo-de-burro".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em novembro de    1994, iniciou-se a implanta&ccedil;&atilde;o de um sistema agroflorestal, seguindo    os princ&iacute;pios da sucess&atilde;o an&aacute;loga (G&Ouml;TSCH, 1995; VAZ    DA SILVA, 2001), procedendo-se ao manejo das esp&eacute;cies espont&acirc;neas    e &agrave; introdu&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies nativas e ex&oacute;ticas,    visando potencializar a regenera&ccedil;&atilde;o natural e propiciar a sucess&atilde;o    de esp&eacute;cies.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Depois do cercamento    da &aacute;rea foram adotadas medidas para diminuir a eros&atilde;o, como a    constru&ccedil;&atilde;o manual de cord&otilde;es em n&iacute;vel em toda a    &aacute;rea e de pali&ccedil;adas nas vo&ccedil;orocas, utilizando-se na constru&ccedil;&atilde;o    desses cord&otilde;es bambu dispon&iacute;vel nas proximidades da &aacute;rea.    Foi plantado capineira ao longo dos cord&otilde;es. A vegeta&ccedil;&atilde;o    presente foi toda ro&ccedil;ada e o material, depositado na superf&iacute;cie    do solo. Em seguida foi semeado, a lan&ccedil;o, um coquetel de leguminosas    herb&aacute;ceas e arbustivas constitu&iacute;do pelas esp&eacute;cies feij&atilde;o-de-porco    (<i>Canavalia ensiformes</i>), feij&atilde;o-bravo-do-cear&aacute; (<i>Canavalia    brasiliensis</i>), mucuna-preta (<i>Mucuna aterrima</i>) e guandu (<i>Cajanus    cajan</i>).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Progressivamente,    foram introduzidas na &aacute;rea diversas esp&eacute;cies, como abacaxi (<i>Ananas    comosus</i>), mandioca (<i>Manihot esculenta</i>), ac&aacute;cias (<i>Acacia    mangium</i> e <i>Acacia auriculiformis</i>), piteira (<i>Agave americana</i>),    sombreiro (<i>Clitorea racemosa</i>), brauninha (<i>Swartzia corrugata Benth</i>),    ip&ecirc;-amarelo (<i>Tabebuia alba</i>) e ip&ecirc;-roxo (<i>Tabebuia heptaphylla</i>).    No plantio de cada esp&eacute;cie, procurou-se adotar o mesmo espa&ccedil;amento    usado quando a esp&eacute;cie &eacute; plantada isoladamente. As esp&eacute;cies    arb&oacute;reas foram plantadas ao lado do abacaxi, pois este conservam maior    umidade no seu entorno, criando um ambiente prop&iacute;cio ao desenvolvimento    de outras esp&eacute;cies.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Anualmente, as    esp&eacute;cies espont&acirc;neas e as leguminosas introduzidas s&atilde;o manejadas,    ro&ccedil;ando-se as esp&eacute;cies herb&aacute;ceas no final de ciclo e preservando-se    as arbustivas e arb&oacute;reas que surgem no sistema, al&eacute;m das esp&eacute;cies    introduzidas, seguindo os princ&iacute;pios preconizados pelas <i>capinas seletivas</i>    e <i>podas rejuvenescedoras</i>, de acordo com G&ouml;tsch (1996).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No segundo semestre    de 1998 foram coletadas as amostras de solo para an&aacute;lise. No momento    da coleta, o sistema apresentava predomin&acirc;ncia de esp&eacute;cies nativas    pioneiras. Foram coletadas amostras de solo da &aacute;rea em recupera&ccedil;&atilde;o    com sistema agroflorestal - SAF e em duas &aacute;reas adjacentes: uma, que    se encontrava em condi&ccedil;&otilde;es semelhantes &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es    da &aacute;rea em recupera&ccedil;&atilde;o no in&iacute;cio do processo, denominada    &aacute;rea degradada - DEG e outra, ocupada por pastagem com predomin&acirc;ncia    do capim-gordura (<i>Melinis minutiflora</i>) - PAS.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As amostras de    solo foram coletadas em tr&ecirc;s profundidades: 0 a 5 cm, 5 a 15 cm e 15 a    25 cm, sendo realizadas em cada &aacute;rea e profundidade tr&ecirc;s amostragens    compostas, constitu&iacute;das por 10 amostras simples de cada amostra composta.    As amostras foram secas e peneiradas (malha de 2 mm). Das amostras secas, foram    utilizadas subamostras para realiza&ccedil;&atilde;o de an&aacute;lises qu&iacute;micas    e caracteriza&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria org&acirc;nica do solo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foram determinados    os atributos qu&iacute;micos: <i>pH em H<sub>2</sub>O</i> na rela&ccedil;&atilde;o    1:2,5; <i>acidez troc&aacute;vel</i> (Al<sup>3+</sup>) - extra&iacute;do com    KCl 1 mol/L e titulado com NaOH 0,025 mol/L; <i>acidez potencial</i> (H + Al)    - extra&iacute;do com acetato de c&aacute;lcio 1 mol/L em pH 7,0 e titulado    com NaOH 0,0606 mol/L; <i>c&aacute;lcio</i> e <i>magn&eacute;sio</i> (Ca<sup>2+</sup>    e Mg<sup>2+</sup>) - extra&iacute;dos com KCl 1 mol/L e determinados por espectrometria    de absor&ccedil;&atilde;o at&ocirc;mica; <i>pot&aacute;ssio</i> (K<sup>+</sup>)    - extra&iacute;do com Mehlich-1 e determinado por fotometria de chama; <i>soma    de bases</i> (SB); <i>capacidade de troca cati&ocirc;nica efetiva</i> (CTCe);    <i>capacidade de troca cati&ocirc;nica total a pH 7,0</i> (CTCt); <i>porcentagem    de satura&ccedil;&atilde;o de bases</i> (V); <i>porcentagem de satura&ccedil;&atilde;o    com alum&iacute;nio</i> (m) (EMBRAPA, 1997); e <i>f&oacute;sforo dispon&iacute;vel</i>,    pela extra&ccedil;&atilde;o com Mehlich-1 e leitura da absorv&acirc;ncia a 725    nm em espectrofot&ocirc;metro, conforme Defelipo e Ribeiro (1981).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na caracteriza&ccedil;&atilde;o    da mat&eacute;ria org&acirc;nica do solo foram determinados: <i>Carbono org&acirc;nico    total</i> - m&eacute;todo de Yeomans e Bremner (1988); <i>Fracionamento de subst&acirc;ncias    h&uacute;micas e determina&ccedil;&atilde;o do teor de carbono nas fra&ccedil;&otilde;es</i>,    segundo a t&eacute;cnica de solubilidade diferencial, utilizando-se os conceitos    de fra&ccedil;&otilde;es h&uacute;micas estabelecidos pela Sociedade Internacional    de Subst&acirc;ncias H&uacute;micas (Hayes et al., 1989). O carbono nos extratos    das fra&ccedil;&otilde;es &aacute;cido f&uacute;lvico e &aacute;cido h&uacute;mico    foi determinado segundo o m&eacute;todo de Yeomans e Bremner (1988), utilizando-se    al&iacute;quotas de 5 ml de extrato e 5 ml de dicromato de pot&aacute;ssio 0,017    mol L<sup>-1</sup>. O carbono da fra&ccedil;&atilde;o humina (FHU) foi calculado    por diferen&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o ao carbono org&acirc;nico total:    FHU = COT - (FAF + FAH); <i>Mat&eacute;ria Org&acirc;nica Leve</i> (MOL) - determinada    gravimetricamente ap&oacute;s flota&ccedil;&atilde;o em &aacute;gua e separa&ccedil;&atilde;o    em peneira de 1 mm de malha; <i>Carbono L&aacute;bil</i> (CLA) - extra&iacute;do    com NaHSO<sub>4</sub>.H<sub>2</sub>O 0,025 mol L<sup>-1</sup> (Medeiros, 1999);    e <i>Carbono Sol&uacute;vel em &Aacute;gua</i> (CSA) - extra&iacute;do com &aacute;gua    destilada na rela&ccedil;&atilde;o solo:&aacute;gua de 1:2 (MENDON&Ccedil;A,    1992).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os dados foram    submetidos &agrave; an&aacute;lise de vari&acirc;ncia no esquema fatorial 3<sup>2</sup>    (3 sistemas x 3 profundidades), em blocos ao acaso com tr&ecirc;s repeti&ccedil;&otilde;es.    As m&eacute;dias foram comparadas pelo teste de Student-Newmans-Keuls a 5% de    probabilidade. Os valores das formas de carbono foram correlacionadas entre    si, atrav&eacute;s do teste de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>3. RESULTADOS    E DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em raz&atilde;o    dos longos per&iacute;odos sem chuvas e do intenso ataque de formigas-cortadeiras,    muitas plantas introduzidas no sistema agroflorestal n&atilde;o sobreviveram.    Das esp&eacute;cies introduzidas, al&eacute;m do abacaxi e da mandioca, as que    mais persistiram foram as ac&aacute;cias e o ip&ecirc;-amarelo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os valores m&eacute;dios    de atributos qu&iacute;micos da &aacute;rea em recupera&ccedil;&atilde;o com    sistema agroflorestal, da &aacute;rea com pastagem e da &aacute;rea degradada    encontram-se no <a href="/img/revistas/rarv/v32n5/11q1.gif">Quadro 1</a>. Nas    tr&ecirc;s &aacute;reas estudadas, o solo apresentou baixos teores de nutrientes,    pH baixo e altos teores de alum&iacute;nio troc&aacute;vel, caracterizando o    solo como &aacute;lico, exceto sob sistema agroflorestal na profundidade de    0 a 5 cm, em que a satura&ccedil;&atilde;o por alum&iacute;nio &eacute; menor    que 50%, permanecendo nessa condi&ccedil;&atilde;o o distrofismo. O pH, os teores    de pot&aacute;ssio e magn&eacute;sio, a soma de bases e a satura&ccedil;&atilde;o    por bases foram maiores no solo sob sistema agroflorestal, mas nessa condi&ccedil;&atilde;o    esses valores foram maiores na profundidade de 0 a 5 cm. O solo sob sistema    agroflorestal apresentou, tamb&eacute;m, menor teor de Al<sup>3+</sup> e menor    valor de satura&ccedil;&atilde;o por alum&iacute;nio que as demais condi&ccedil;&otilde;es    avaliadas. Na &aacute;rea degradada, o solo apresentou menor valor de pH, menor    teor de pot&aacute;ssio e maior teor de Al<sup>3+</sup> que na &aacute;rea de    pastagem. No geral, n&atilde;o houve diferen&ccedil;as significativas entre    as condi&ccedil;&otilde;es estudadas, quanto aos teores de f&oacute;sforo e    c&aacute;lcio. Entretanto, na profundidade de 0 a 5 cm o teor de Ca<sup>2+</sup>    foi maior no solo sob sistema agroflorestal.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ap&oacute;s quatro    anos de implanta&ccedil;&atilde;o do sistema agroflorestal, observaram-se melhorias    significativas na disponibilidade de nutrientes no solo da &aacute;rea em recupera&ccedil;&atilde;o    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; &aacute;rea degradada. O manejo do sistema    tem proporcionado enriquecimento das camadas superficiais do solo em nutrientes    pelo constante aporte de biomassa e conseq&uuml;ente disponibiliza&ccedil;&atilde;o    de nutrientes provenientes das camadas mais profundas do solo, comprovando a    efici&ecirc;ncia desse sistema na ciclagem de nutrientes. Resultados semelhantes    foram obtidos por Peneireiro (1999), Mendon&ccedil;a et al. (2001), Favero (2001),    Cardoso et al. (2003a) e Cardoso et al. (2003b), em sistemas agroflorestais    de outras regi&otilde;es brasileiras.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na &aacute;rea    com pastagem est&aacute; havendo exporta&ccedil;&atilde;o de nutrientes do solo    devido ao pastoreio e &agrave; eros&atilde;o. Por apresentar um sistema radicular    restrito &agrave;s camadas mais superficiais do solo, a pastagem &eacute; menos    eficiente que o sistema agroflorestal na promo&ccedil;&atilde;o da ciclagem    de nutrientes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A redu&ccedil;&atilde;o    da acidez troc&aacute;vel no solo sob sistema agroflorestal est&aacute; diretamente    ligada ao maior aporte de material org&acirc;nico nesse sistema, promovendo    complexa&ccedil;&atilde;o do Al<sup>3+</sup> com as formas mais l&aacute;beis    de mat&eacute;ria org&acirc;nica. Mendon&ccedil;a (1995) demonstrou que grandes    quantidades de Al est&atilde;o ligadas &agrave; mat&eacute;ria org&acirc;nica    do solo, reduzindo a acidez troc&aacute;vel.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os valores m&eacute;dios    das caracter&iacute;sticas da mat&eacute;ria org&acirc;nica na &aacute;rea em    recupera&ccedil;&atilde;o com sistema agroflorestal, na &aacute;rea com pastagem    e na &aacute;rea degradada, encontram-se no <a href="/img/revistas/rarv/v32n5/11q2.gif">Quadro    2</a>. O teor de carbono org&acirc;nico total foi maior no solo sob pastagem    e menor no solo da &aacute;rea degradada, assumindo-se o solo do sistema agroflorestal    posi&ccedil;&atilde;o intermedi&aacute;ria. V&aacute;rios estudos t&ecirc;m    revelado a maior presen&ccedil;a de carbono org&acirc;nico em solos sob pastagens    em rela&ccedil;&atilde;o a outros sistemas (CHON&Eacute;; et al., 1991; CERRI    et al., 1992, 1996). A pastagem avaliada &eacute; constitu&iacute;da, predominantemente,    pela gram&iacute;nea capim-gordura (<i>Melinis minutiflora</i>). Em raz&atilde;o    da efici&ecirc;ncia fotossint&eacute;tica e do sistema radicular fasciculado    e abundante, as gram&iacute;neas proporcionam constante aporte de material org&acirc;nico    ao solo (QASEM, 1992).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O teor de carbono    presente na fra&ccedil;&atilde;o &aacute;cidos f&uacute;lvicos foi maior no    solo sob pastagem, sendo a vari&aacute;vel que apresentou maior correla&ccedil;&atilde;o    positiva com o teor de carbono org&acirc;nico total (<a href="/img/revistas/rarv/v32n5/11q2.gif">Quadros    2</a> e <a href="/img/revistas/rarv/v32n5/11q3.gif">3</a>). J&aacute; o teor    de carbono na fra&ccedil;&atilde;o &aacute;cidos h&uacute;micos n&atilde;o se    diferenciou significativamente entre as condi&ccedil;&otilde;es de solo sob    pastagem e solo sob sistema agroflorestal, sendo nestes maiores que no solo    da &aacute;rea degradada. A aus&ecirc;ncia da fra&ccedil;&atilde;o &aacute;cidos    f&uacute;lvicos no solo da &aacute;rea degradada indica um est&aacute;gio muito    avan&ccedil;ado de degrada&ccedil;&atilde;o (STEVENSON, 1994).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">N&atilde;o foram    observadas diferen&ccedil;as significativas quanto aos teores de carbono na    fra&ccedil;&atilde;o humina, evidenciando-se que, embora com menor quantidade    de mat&eacute;ria org&acirc;nica total, o sistema agroflorestal est&aacute;    se igualando &agrave; pastagem na acumula&ccedil;&atilde;o de formas mais est&aacute;veis    de carbono org&acirc;nico no solo. A rela&ccedil;&atilde;o FAF + FAH/FHU m&eacute;dia    do solo sob sistema agroflorestal (0,53) n&atilde;o diferiu significativamente    do solo sob pastagem (0,63), demonstrando que aquele est&aacute; em plena recupera&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os teores de mat&eacute;ria    org&acirc;nica leve e de carbono sol&uacute;vel em &aacute;gua foram maiores    no solo sob sistema agroflorestal, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s demais    condi&ccedil;&otilde;es avaliadas (<a href="#fig1">Figuras 1</a> e <a href="#fig2">2</a>).    Da mesma forma que para o teor de carbono org&acirc;nico total, os teores de    mat&eacute;ria org&acirc;nica leve e de carbono sol&uacute;vel em &aacute;gua,    no sistema agroflorestal, foram maiores na camada de 0 a 5 cm. Esses resultados    indicam que o sistema agroflorestal est&aacute; proporcionando cont&iacute;nuo    aporte de material org&acirc;nico &agrave; superf&iacute;cie do solo maior do    que a pastagem. Esse material &eacute; diversificado, tendo origem nas esp&eacute;cies    nativas, predominantemente gram&iacute;neas e nas esp&eacute;cies introduzidas,    entre elas v&aacute;rias leguminosas. Essa diversidade do material org&acirc;nico    e a mistura de esp&eacute;cies gram&iacute;neas e leguminosas tornam o material    mais facilmente decompon&iacute;vel pela biota do solo, explicando os maiores    valores de carbono sol&uacute;vel em &aacute;gua presente nessa condi&ccedil;&atilde;o    que, juntamente com a mat&eacute;ria org&acirc;nica leve, proporciona maior    ciclagem e disponibilidade de nutrientes.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rarv/v32n5/11f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rarv/v32n5/11f2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Observou-se, tamb&eacute;m,    correla&ccedil;&atilde;o positiva entre a mat&eacute;ria org&acirc;nica leve    e o carbono sol&uacute;vel em &aacute;gua (<a href="/img/revistas/rarv/v32n5/11q3.gif">Quadro    3</a>). A n&atilde;o-signific&acirc;ncia das correla&ccedil;&otilde;es entre    os teores de carbono l&aacute;bil e as formas menos est&aacute;veis de carbono    (FAF e CSA) indicam que o extrator utilizado (NaHSO<sub>4</sub>.H<sub>2</sub>O    0,025 mol L<sup>-1</sup>) est&aacute; extraindo formas mais est&aacute;veis    de carbono, demandando ajustes na metodologia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>4. CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O sistema agroflorestal,    conduzido segundo princ&iacute;pios agroecol&oacute;gicos, est&aacute; promovendo    recupera&ccedil;&atilde;o de &aacute;rea degradada por pastagem no Vale do Rio    Doce, MG, em raz&atilde;o da maior din&acirc;mica do carbono org&acirc;nico    e disponibiliza&ccedil;&atilde;o de nutrientes no solo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pastagem apresentou    maior teor de carbono org&acirc;nico total no solo. No entanto, o solo do sistema    agroflorestal j&aacute; est&aacute; se igualando ao da pastagem na acumula&ccedil;&atilde;o    de formas mais est&aacute;veis de carbono.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>5. AGRADECIMENTOS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao Centro Agroecol&oacute;gico    Tamandu&aacute; - CAT e &agrave; Associa&ccedil;&atilde;o Comunit&aacute;ria    de Ilha Funda - ACIF, pelo apoio e pela disponibiliza&ccedil;&atilde;o de material.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>6. REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ALTIERI, M. <b>Agroecologia:</b>    bases cient&iacute;ficas para uma agricultura sustent&aacute;vel. Gua&iacute;ba:    Agropecu&aacute;ria, 2002. 592p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S0100-6762200800050001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BARUQUI, F. M.    <b>Inter-rela&ccedil;&otilde;es solo-pastagens nas regi&otilde;es Mata e Rio    Doce do estado de Minas Gerais</b>. 1982. 119f. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado    em Solos e Nutri&ccedil;&atilde;o de Plantas) - Universidade Federal de Vi&ccedil;osa,    Vi&ccedil;osa, MG, 1982.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0100-6762200800050001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CAMPELLO, E. F.    C. <b>A Influ&ecirc;ncia de leguminosas arb&oacute;reas fixadoras de nitrog&ecirc;nio    na sucess&atilde;o vegetal em &aacute;reas degradadas na Amaz&ocirc;nia</b>.    1999. 121f. Tese (Doutorado em Ci&ecirc;ncia Florestal) - Universidade Federal    de Vi&ccedil;osa, Vi&ccedil;osa, MG, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0100-6762200800050001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CARDOSO, I. M.    <b>Phosporus in agroforestry systems:</b> a contribution to sustainable agriculture    in the Zona da Mata of Minas Gerais, Brazil. 2002. 134f. Thesis (Ph.D.) - Wageningen    University, Wageningen, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0100-6762200800050001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CARDOSO, I. M.    et al. Phosphorus pools in Oxisols under shaded and unshaded coffee systems    on farmers' fields in Brazil. <b>Agroforestry Systems</b>, v.58, n.1, p.55-64,    2003a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0100-6762200800050001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CARDOSO, I. M.    et al. Analysis of phosphorus by 31PNMR in Oxisols under agroforestry and conventional    coffee systems in Brazil. <b>Geoderma</b>, v.112, n.1, p.51-70, 2003b.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0100-6762200800050001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CERRI, C. C. et    al. Din&acirc;mica do carbono nos solos da Amaz&ocirc;nia. In: Alvarez, V. H.;    Fontes, L. E. F.; Fontes, M. P. F. (Eds.) <b>O solo nos grandes dom&iacute;nios    morfoclim&aacute;ticos do Brasil e o desenvolvimento sustentado</b>. Vi&ccedil;osa,    MG: SBCS, Universidade Federal de Vi&ccedil;osa, 1996. p.61-69.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0100-6762200800050001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CERRI, C. C.; MORAES,    J. F. L.; VOLKOFF, B. Din&acirc;mica do carbono org&acirc;nico em solos vinculados    a pastagens da Amaz&ocirc;nia brasileira. <b>Investigation Agr&aacute;ria</b>,v.1,    p.95-102, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0100-6762200800050001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CHADA, S. S.; CAMPELLO,    E. F. C.; FARIA, S. M. Sucess&atilde;o vegetal em uma encosta reflorestada com    leguminosas arb&oacute;reas em Angra dos Reis, RJ. <b>Revista &Aacute;rvore</b>,    v.28, n.6, p.801-809, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0100-6762200800050001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CHON&Eacute;, T.    ET al. Changes in organic matter in an Oxisol from the central Amazon forest    during eigth years as pasture, determined by <sup>13</sup>C isotopic composition.    In: BERTHELIN, J. (Ed) <b>Diversity of environmental biogeochemistry</b>. Amsterdam:    Elsevier, 1991. p.397-405.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0100-6762200800050001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">DEFELIPO, B. V.;    RIBEIRO, A. C. <b>An&aacute;lise qu&iacute;mica do solo;</b> metodologia. Vi&ccedil;osa,    MG: Universidade Federal de Vi&ccedil;osa, 1981.17p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0100-6762200800050001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ELLINGSON, L. J.    et al. Soil N dynamics associated with deforestation, biomass burning, and pasture    conversion in a Mexical tropical dry forest. <b>Forest Ecology and Management</b>,    v.137, n.1, p.41-51, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0100-6762200800050001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">EMPRESA BRASILEIRA    DE PESQUISA AGROPECU&Aacute;RIA - Embrapa. Centro Nacional de Pesquisa de Solos.    <b>Manual de m&eacute;todos de an&aacute;lise de solo</b>. Rio de Janeiro: 1997.    212p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0100-6762200800050001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">FAVERO, C. <b>Uso    e degrada&ccedil;&atilde;o de solos na microrregi&atilde;o de Governador Valadares,    MG</b>. 2001. 80f. Tese (Doutorado em Solos e Nutri&ccedil;&atilde;o de Plantas)    - Universidade Federal de Vi&ccedil;osa, Vi&ccedil;osa, MG, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0100-6762200800050001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">FRANCO, F. S. <b>Sistemas    agroflorestais: uma contribui&ccedil;&atilde;o para a conserva&ccedil;&atilde;o    dos recursos naturais na Zona da Mata de Minas Gerais</b>. 2000. 128f. Tese    (Doutorado em Ci&ecirc;ncia Florestal) - Universidade Federal de Vi&ccedil;osa,    Vi&ccedil;osa, MG, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0100-6762200800050001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">G&Ouml;TSCH, E.    <b>Break-through in agriculture</b>. Rio de Janeiro: AS-PTA, 1995. 22p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0100-6762200800050001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">G&Ouml;TSCH, E.    <b>O renascer da agricultura</b>. Rio de Janeiro: AS-PTA, 1996. 24p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0100-6762200800050001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">HAYES, M. H. B.;    MACCARTHY, P.; MALCOLM, R.L. The search for structure: setting the scene. In:    Hayes, M. H. B. (Ed) <b>Humic substances II: In search of structure</b>. Chichester:    John Wiley, 1989. 764p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0100-6762200800050001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">KAUFFMAN, J. B.;    CUMMINGS, D. L.; WARD, D. E. Fire in the Brazilian Amazon: 2- biomass, nutrient    pools and losses in cattle pasture. <b>Oecologia</b>, v.113, n.3, p.415-427,    1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0100-6762200800050001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MEDEIROS, M. L.    <b>Carbono org&acirc;nico extra&iacute;do por solu&ccedil;&otilde;es de KNO<sub>3</sub>,    K<sub>2</sub>SO<sub>4</sub> e Na HSO<sub>4</sub> e sua rela&ccedil;&atilde;o    com outras formas de carbono do solo</b>. 1999. 56f. Disserta&ccedil;&atilde;o    (Mestrado em Solos e Nutri&ccedil;&atilde;o de Plantas) - Universidade Federal    de Vi&ccedil;osa, Vi&ccedil;osa, MG, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0100-6762200800050001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MENDON&Ccedil;A,    E.S. Oxida&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria org&acirc;nica e sua rela&ccedil;&atilde;o    com diferentes formas de alum&iacute;nio de latossolos. <b>R. Bras. Ci. 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Thesis (Ph.D.) - University    of Reading, Reading, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0100-6762200800050001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MENDON&Ccedil;A,    E. S.; LEITE, L. F. C.; FERREIRA NETO, P. S. F. Cultivo do caf&eacute; em sistema    agroflorestal: uma op&ccedil;&atilde;o para recupera&ccedil;&atilde;o de solos    degradados. <b>Revista &Aacute;rvore</b>, v.25, n.3, p.375-383, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0100-6762200800050001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">PENEIREIRO, F.    M. <b>Sistemas agroflorestais dirigidos pela sucess&atilde;o natural:</b> um    estudo de caso. 1999. 138f. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Ci&ecirc;ncia    Florestal) - Escola Superior de Agricultura Luis de Queir&oacute;z, Piracicaba,    1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0100-6762200800050001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">QASEM, J. R. Nutrient    accumulation by weeds and their associated vegetable crops. <b>Journal of Horticultural    Science</b>, v.67, n.2, p.189-195, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0100-6762200800050001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SCHNITZER, M. Organic    matter characterization. In: Page, A. L. (Ed.) <b>Methods of soil analysis,    chemical and microbiological properties</b>. Madison: American Society of Agronomy,    1982. Part 2. p.581-594.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0100-6762200800050001100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">STEVENSON, F. J.    <b>Humus chemistry:</b> genesis, composition, reactions. New York: J. Willey,    1994. 496p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0100-6762200800050001100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">VAZ DA SILVA, P.    P. Agroforester&iacute;a en Brasil: una experiencia de regeneraci&oacute;n an&aacute;loga.    <b>Boletin de Ileia</b>, Enero, p.5-7, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0100-6762200800050001100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">YEOMANS, J. C.;    BREMNER, J. M. A rapid and precise method for routine determination of organic    carbon in soil. <b>Communications in Soil Science and Plant Analysis,</b> v.19,    n.13, p.1467-1476, 1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0100-6762200800050001100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em 01.08.2007    e aceito para publica&ccedil;&atilde;o em 22.08.2008.</font></p>     ]]></body>
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