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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Produção de sementes de cebola em sistemas convencional e de transição agroecológica]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present work had the objective to study conventional and agroecological systems of onion seed production. For this, three farms with agroecological production and two conventional farmsin Candiota and Hulha Negra, Rs, were followed . Six sampling plots were randomly marked each one with two meters over the production line. The variables studied were: bulb weight, bulb diameter, bulb number per area, number of stems per bulb, number of flowers per umbela, number of seeds per flower, seed moisture content, seed efficiency, germination, first counting, weight of 1000 seeds, accelerated aging, speed of germination seed health. Based on the results the following conclusions were taken: The production of onion seed by the agroecological system is economical possible and ecologically sustainable; onion seed production in conventional systems is less than 30% of its potential; we can consider that the agroecolgical and conventional production of onion seeds have similar potential and physiologic quality; and the number of flowers per umbela is the main component of onion seed production .]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="verdana"><b>Produ&ccedil;&atilde;o de sementes de cebola    em sistemas convencional e de transi&ccedil;&atilde;o agroecol&oacute;gica</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Onion seed production in conventional and    transistion agroecological systems</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Adriana Paula D'Agostini Contreiras Rodrigues<SUP>I</SUP>;    Clause F&aacute;tima de Brum Piana<SUP>II</SUP>; Silmar Teichert Peske<SUP>III</SUP>;    rlando Ant&ocirc;nio Lucca Filho<SUP>IV</SUP>; Francisco Amaral Villela<SUP>IV</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><SUP>I</sup>Eng. Agr&ocirc;noma, Drª., Profª.    do Programa de Mestrado Profissional em Produ&ccedil;&atilde;o e Gest&atilde;o    Agroindustrial da Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Regi&atilde;o    do Pantanal – UNIDERP – Cx. Postal 2153 – Rua Cear&aacute;, 333 – Bairro Miguel    Couto – Campo Grande/MS – CEP 79003-010 – <a href="mailto:adricontreiras@hotmail.com">adricontreiras@hotmail.com</a>    <br>   <SUP>II</sup>Bi&oacute;loga, Mestre, estudante de Doutorado do Curso de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o    em Agronomia/ Fitomelhoramento, UFPel – Pelotas, RS    <br>   <SUP>III</sup>Eng. Agr&ocirc;nomo, Ph.D., Prof. Titular. Departamento de Fitotecnia/FAEM/UFPel    <br>   <SUP>IV</sup>Professor Associado do Depto. de Fitotecnia – FAEM/UFPel</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente trabalho teve como objetivo fazer    um estudo nos sistemas de produ&ccedil;&atilde;o de semente de cebola convencional    e agroecol&oacute;gico. Foram acompanhadas tr&ecirc;s propriedades nos munic&iacute;pios    de Candiota e Hulha Negra, RS, de produ&ccedil;&atilde;o agroecol&oacute;gicas    e duas convencionais, sendo marcadas aleatoriamente seis unidades de amostragem,    cada uma delas com dois metros sobre a linha de produ&ccedil;&atilde;o, em cada    uma das propriedades. As vari&aacute;veis estudadas foram peso de bulbo, di&acirc;metro    bulbo quantidade de bulbos por &aacute;rea, quantidade de hastes por bulbo,    quantidade de flores por umbela, quantidade de sementes por flor, teor de &aacute;gua    da semente, rendimento de sementes, germina&ccedil;&atilde;o, primeira contagem,    peso de 1000 sementes, envelhecimento acelerado, &iacute;ndice e velocidade    de germina&ccedil;&atilde;o e sanidade de sementes, bem como o levantamento    dos custos de produ&ccedil;&atilde;o. A produ&ccedil;&atilde;o de semente de    cebola atrav&eacute;s do sistema de produ&ccedil;&atilde;o agroecol&oacute;gico    &eacute; economicamente vi&aacute;vel e ecologicamente sustent&aacute;vel. A    produ&ccedil;&atilde;o de semente de cebola em sistema convencional situa-se    em m&eacute;dia de 30% do seu potencial. O potencial de produ&ccedil;&atilde;o    e qualidade fisiol&oacute;gica da semente de cebola agroecol&oacute;gica e convencional    s&atilde;o similares. A vari&aacute;vel n&uacute;mero de flores por umbela pode    ser considerada o componente principal da produ&ccedil;&atilde;o de semente    de cebola. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Termos para indexa&ccedil;&atilde;o:</b> <I>Allium    cepa</I>, sementes de hortali&ccedil;as, produ&ccedil;&atilde;o agroecol&oacute;gicas.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The present work had the objective to study conventional    and agroecological systems of onion seed production. For this, three farms with    agroecological production and two conventional farmsin Candiota and Hulha Negra,    Rs, were followed . Six sampling plots were randomly marked each one with two    meters over the production line. The variables studied were: bulb weight, bulb    diameter, bulb number per area, number of stems per bulb, number of flowers    per umbela, number of seeds per flower, seed moisture content, seed efficiency,    germination, first counting, weight of 1000 seeds, accelerated aging, speed    of germination seed health. Based on the results the following conclusions were    taken: The production of onion seed by the agroecological system is economical    possible and ecologically sustainable; onion seed production in conventional    systems is less than 30% of its potential; we can consider that the agroecolgical    and conventional production of onion seeds have similar potential and physiologic    quality; and the number of flowers per umbela is the main component of onion    seed production .</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Index terms:</b> <I>Allium cepa</I>, vegetables    seeds, agroecological production.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A cebola (<I>Allium cepa </I>L.) &eacute; a mais    importante entre as esp&eacute;cies cultivadas da fam&iacute;lia Alliaceae,    considerando essencialmente o volume e o valor econ&ocirc;mico de seus bulbos    (Castellane et al., 1990).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Rio Grande do Sul responde por cerca de 18%    da produ&ccedil;&atilde;o nacional, o que faz da cebola a segunda hortali&ccedil;a    em import&acirc;ncia econ&ocirc;mica no estado, e a terceira no pa&iacute;s    (ICEPA-SC, 2005). Seu cultivo foi introduzido no Brasil pelos a&ccedil;orianos,    no s&eacute;culo XVIII, nos munic&iacute;pios de Mostardas, Rio Grande e S&atilde;o    Jos&eacute; do Norte no Estado do Rio Grande do Sul (Garcia, 1990). Em raz&atilde;o    da m&atilde;o-de-obra necess&aacute;ria, tamb&eacute;m tem grande relev&acirc;ncia    social.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Seu cultivo para produ&ccedil;&atilde;o de sementes,    na fronteira sudoeste do Rio Grande do Sul, teve in&iacute;cio h&aacute; mais    de 30 anos. Essa regi&atilde;o &eacute; considerada privilegiada para o cultivo    por apresentar condi&ccedil;&otilde;es de solo e clima prop&iacute;cios, principalmente    em rela&ccedil;&atilde;o a fotoper&iacute;odo, temperatura e umidade. O estado    &eacute; respons&aacute;vel por 90% da produ&ccedil;&atilde;o nacional e, desse    porcentual, 40% a 50% s&atilde;o produzidos nessa regi&atilde;o (Sampaio et    al., 1998). De acordo com os mesmos autores, a produtividade m&eacute;dia (350    kg/ha) de sementes de cebola na regi&atilde;o alcan&ccedil;a &iacute;ndice superior    ao de Minas Gerais (290 kg/ha), conforme Lorenzon &amp; Martinho (1994).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A cultura da cebola para produ&ccedil;&atilde;o    de bulbos, como tamb&eacute;m para produ&ccedil;&atilde;o de sementes era tradicionalmente    feita atrav&eacute;s do sistema convencional. No final dos anos 80, com a chegada    e o assentamento na regi&atilde;o sudoeste do RS de colonos vindos de diversas    partes do estado, foi introduzida uma nova proposta na agricultura, como alternativa    ao padr&atilde;o produtivo agr&iacute;cola convencional. Tal proposta enfatizava    a viabilidade econ&ocirc;mica dos assentamentos, centrada em um amplo conjunto    de medidas alternativas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sabe-se que o n&uacute;cleo, por excel&ecirc;ncia,    da produ&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel &eacute; a agricultura familiar.    No Brasil, mais especificamente, essa tecnologia est&aacute; sendo introduzida    n&atilde;o somente em &aacute;reas de cultivo de agricultura familiar em geral,    mas principalmente em assentamentos rurais. Percebe-se, desse modo, tratar-se    de um tipo de produ&ccedil;&atilde;o que tende a incorporar a dimens&atilde;o    hist&oacute;rico-social e a considerar os valores culturais e de senso comum    inerentes aos agricultores familiares (Costa Neto, 1999).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora a falta de informa&ccedil;&otilde;es oriundas    de institutos de pesquisa possa ter contribu&iacute;do para gerar dificuldades    e fomentar experi&ecirc;ncias negativas de muitos produtores, essas n&atilde;o    os fizeram esmorecer, pois eles s&atilde;o inovadores e experimentadores, desejosos    de adotar novas pr&aacute;ticas, buscando benef&iacute;cios pr&oacute;prios    e coletivos. Nos &uacute;ltimos cinq&uuml;enta anos, a inova&ccedil;&atilde;o    na agricultura tem sido impulsionada principalmente pela &ecirc;nfase em altos    rendimentos e no lucro da unidade produtiva. Apesar da continuidade dessa forte    press&atilde;o econ&ocirc;mica sobre a agricultura, muitos produtores convencionais    est&atilde;o preferindo fazer a transi&ccedil;&atilde;o para pr&aacute;ticas    que s&atilde;o mais consistentes ambientalmente e com o potencial de contribuir    para a sustentabilidade da agricultura em longo prazo (Gliessman, 2000).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A transforma&ccedil;&atilde;o ou a substitui&ccedil;&atilde;o    de um modelo de desenvolvimento para outro sup&otilde;e um processo de transi&ccedil;&atilde;o    que, em alguns momentos, caminha a passos lentos e, em outros, pode trazer mudan&ccedil;as    bruscas e qualitativamente diferenciadas. Esse processo de transi&ccedil;&atilde;o    significa a convers&atilde;o de uma agricultura tradicional para uma agricultura    ecol&oacute;gica e socialmente equilibrada, com base na sustentabilidade (Gom&eacute;z,    1997).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Desse modo, o manejo do solo e das plantas, orientado    pela agroecologia, pode se constituir numa promissora alternativa para obten&ccedil;&atilde;o    de sementes de qualidade, sem comprometer a sa&uacute;de dos agricultores e    contribuindo para a preserva&ccedil;&atilde;o ambiental. Diversas pr&aacute;ticas    v&ecirc;m sendo utilizadas com esta finalidade, entre elas citam-se a aduba&ccedil;&atilde;o    org&acirc;nica e os biofertilizantes enriquecidos. No entanto, esses fatores    de produ&ccedil;&atilde;o precisam ser avaliados especialmente quanto a adequa&ccedil;&atilde;o    pelos produtores de semente de cebola, objetivando um sistema de produ&ccedil;&atilde;o    sustent&aacute;vel.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A agricultura org&acirc;nica est&aacute; adquirindo    uma import&acirc;ncia crescente no setor agr&iacute;cola de diversos pa&iacute;ses,    independente do seu grau de desenvolvimento. A superf&iacute;cie agr&iacute;cola    &uacute;til destinada a cultivos org&acirc;nicos no Brasil, em cinco anos passou    de 120.000 para 400.000 ha, com perspectivas de aumentar 50% ainda este ano.    Um levantamento feito pela Federa&ccedil;&atilde;o Internacional de Agricultura    Org&acirc;nica revela que o mercado mundial de produtos do g&ecirc;nero movimentou    23 bilh&otilde;es de d&oacute;lares, em 2003, e que seu consumo cresce a uma    m&eacute;dia de 30% ao ano. No Brasil, o setor movimenta 120 milh&otilde;es    de d&oacute;lares, 30% dos quais vindos de exporta&ccedil;&otilde;es, valor    este que confirma a import&acirc;ncia crescente do setor, cuja taxa de crescimento    n&atilde;o &eacute; igualada por nenhum outro setor de alimentos convencionais.    De acordo com Schiedeck (2002), o mercado de alimentos produzidos sob a orienta&ccedil;&atilde;o    agroecol&oacute;gica, sem utiliza&ccedil;&atilde;o de agrot&oacute;xicos ou    adubos minerais, tem aumentado em todo o mundo. Alguns dados indicam que esse    segmento cresce anualmente cerca de 20% nos Estados Unidos, 40% na Europa e    50% no Brasil e para comprovar tais &iacute;ndices, basta verificar a prolifera&ccedil;&atilde;o    das feiras de produtores ecol&oacute;gicos nas cidades, o aumento dos espa&ccedil;os    para esses produtos nas g&ocirc;ndolas das grandes redes de supermercados e    os movimentos ambientalistas e de consumidores que buscam uma alimenta&ccedil;&atilde;o    mais saud&aacute;vel. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A agroecologia como ci&ecirc;ncia apresenta v&aacute;rias    dimens&otilde;es: ecol&oacute;gica, econ&ocirc;mica, social, cultural, pol&iacute;tica    e &eacute;tica. Nesse sentido e considerando a procura crescente por produtos    org&acirc;nicos e a necessidade de sistemas de produ&ccedil;&atilde;o adequados    ao cultivo de semente de cebola, o presente trabalho teve como objetivo fazer    um estudo nos sistemas de produ&ccedil;&atilde;o de sementes de cebola convencional    e agroecol&oacute;gico, indicando fatores que contribuam com o processo de implanta&ccedil;&atilde;o    ou transi&ccedil;&atilde;o de um determinado sistema de produ&ccedil;&atilde;o,    tornando-o economicamente vi&aacute;vel, fazendo com que a propriedade agr&iacute;cola    constitua, para o agricultor e sua fam&iacute;lia, uma fonte de estabilidade    econ&ocirc;mica, bem estar e garantia de sustentabilidade,</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>MATERIAL E M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estudo foi conduzido em propriedades que tradicionalmente    cultivam sementes de cebola em sistemas de produ&ccedil;&atilde;o convencional    e agroecol&oacute;gico, situadas nos munic&iacute;pios de Candiota e Hulha Negra,    regi&atilde;o geo-econ&ocirc;mica de Bag&eacute;, sudoeste do Estado do Rio    Grande do Sul, no ano agr&iacute;cola 2003. O clima da regi&atilde;o &eacute;    mesot&eacute;rmico, subtropical, com temperatura m&eacute;dia anual de 17,6ºC    e umidade relativa do ar entre 75 % e 85 %. Na <a href="#tab01">Tabela 1</a>    do ap&ecirc;ndice, encontram-se indicados os elementos meteorol&oacute;gicos    registrados no per&iacute;odo de condu&ccedil;&atilde;o do estudo.</font></p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbs/v29n3/a13tab01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram instaladas unidades de amostragem correspondente    aos sistemas de produ&ccedil;&atilde;o em lavouras de dois produtores em sistema    convencional e dois em sistema agroecol&oacute;gico. Em uma das propriedades    do sistema agroecol&oacute;gico, o estudo foi efetuado em duas &aacute;reas    distintas e com manejos de cultivo diferentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em cada lavoura, dos diferentes sistemas de produ&ccedil;&atilde;o,    foram marcadas aleatoriamente seis unidades de amostragem, cada uma delas com    dois metros ao longo da linha de produ&ccedil;&atilde;o, sendo a &aacute;rea    correspondente a 1,6 m<SUP>2</SUP>. O espa&ccedil;amento entre linhas foi de    0,8 m.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>SISTEMA CONVENCIONAL</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As propriedades nas quais foram efetuados os    estudos do sistema convencional eram de produtores da empresa Hortec Sementes    Ltda.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esse sistema de produ&ccedil;&atilde;o utiliza    m&atilde;o de obra contratada sob remunera&ccedil;&atilde;o financeira. Para    o preparo do solo das &aacute;reas de produ&ccedil;&atilde;o, foram realizadas    as opera&ccedil;&otilde;es de ara&ccedil;&atilde;o, gradagem e sulcagem. Todas    as opera&ccedil;&otilde;es de preparo do solo foram mecanizadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A cultivar plantada no sistema convencional I    foi Baia Periforme, em &aacute;rea de 4,5 ha, e no convencional II Bola Precoce,    em &aacute;rea de 2,5 ha. Os bulbos da categoria registrados foram produzidos    em Santa Catarina a partir de sementes b&aacute;sicas da EPAGRI. Nas duas &aacute;reas,    o plantio foi realizado em junho de 2003. A semente produzida foi da categoria    certificada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A aduba&ccedil;&atilde;o utilizada foi composta    da f&oacute;rmula 5-30-15 (400 kg/ha), Ur&eacute;ia (200 kg/ha), Cal 40 (3,0    l/ha), Super boro (1,0 l/ha), Hortif&oacute;s (18,0 l/ha), e Agrik 480 (6,0    l/ha). A aduba&ccedil;&atilde;o foi nos sulcos e em cobertura (40 dias ap&oacute;s    o plantio). Ap&oacute;s o plantio, foram realizadas aplica&ccedil;&otilde;es    de defensivos qu&iacute;micos como Ridomil, de modo preventivo para controle    do m&iacute;ldio (<I>Peronospora destructor</I>), na dose de 2,5 kg/ha, com    intervalos de sete dias; Folicur PM, ap&oacute;s o aparecimento dos primeiros    sintomas de mancha p&uacute;rpura (<I>Alternaria porri</I>), na dose de 1,0    kg/ha, com intervalos de 14 dias; Rovral, com a mesma indica&ccedil;&atilde;o    de Folicur, na dosagem de 150g/100l de &aacute;gua; Dithane, tamb&eacute;m ap&oacute;s    o aparecimento dos primeiros sintomas de mancha p&uacute;rpura (<I>Alternaria    porri</I>) e m&iacute;ldio (<I>Peronospora destructor</I>), na dose de 3,0 kg/ha,    com intervalos de sete dias e Karate Zeon, tamb&eacute;m ap&oacute;s o aparecimento    dos primeiros sintomas da trips do fumo (<I>Trips tabaci</I>), na dose de 100ml/ha,    com intervalos de tr&ecirc;s dias, atrav&eacute;s de pulveriza&ccedil;&otilde;es.    Tamb&eacute;m foram realizadas capinas para retirada de plantas invasoras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No momento da colheita das sementes, por&ccedil;&otilde;es    de tr&ecirc;s unidades de amostragem foram colhidas pelo produtor, alterando    a unidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>SISTEMA AGROECOL&Oacute;GICO E CARACTERIZA&Ccedil;&Atilde;O    DAS PROPRIEDADES</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As propriedades nas quais foram efetuados os    estudos do sistema agroecol&oacute;gico eram de produtores da marca Bionatur    Sementes e integrantes da Coperal (Cooperativa Regional dos Agricultores Assentados    Ltda).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A m&atilde;o de obra empregada na produ&ccedil;&atilde;o    agroecol&oacute;gica &eacute; totalmente familiar. Para o preparo do solo das    &aacute;reas de produ&ccedil;&atilde;o, foram realizadas opera&ccedil;&otilde;es    com grade aradora e grade de dente, seguida do arado pica-pau para marcar os    sulcos. Todas as opera&ccedil;&otilde;es de preparo do solo foram realizadas    com tra&ccedil;&atilde;o animal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A aduba&ccedil;&atilde;o utilizada foi composta    de uma mistura de MB4 (composto de rocha - 100 kg/ha), fosfato (100 kg/ha) e    composto Ecocitrus (adubo org&acirc;nico - 5000 kg/ha), incorporada nos sulcos.    Ap&oacute;s o plantio dos bulbos, foram realizadas tr&ecirc;s aplica&ccedil;&otilde;es    de calda bordaleza a 1%, entre o plantio e a flora&ccedil;&atilde;o, e aplica&ccedil;&otilde;es    do biofertilizante, desde o plantio at&eacute; o final do ciclo da cultura.    A fabrica&ccedil;&atilde;o do biofertilizante (200 litros), foi a partir do    Kit Supermagro, composto de sais de micronutrientes (boro, cobre, mangan&ecirc;s),    acrescido de 40 litros de esterco, 100 litros de &aacute;gua, quatro litros    de leite e cinco quilos de a&ccedil;&uacute;car ou mel. O tambor foi colocado    em exposi&ccedil;&atilde;o ao sol para ajudar na fermenta&ccedil;&atilde;o e,    a cada sete dias, era acrescentado um sal de micronutriente. O pH era mantido    em torno de 6,5.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tamb&eacute;m foram realizadas capinas para retirada    de plantas invasoras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Propriedade I – Gleba 1</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A cultivar foi Bola Precoce, de 04 a 08 de julho    de 2003, em &aacute;rea de 0,7 ha. Os bulbos da categoria certificados foram    produzidos nas cidades de Cangu&ccedil;u e S&atilde;o Jos&eacute; do Norte,    a partir de sementes b&aacute;sicas da EPAGRI (produ&ccedil;&atilde;o convencional).    Na resteva de mel&atilde;o, com preparo da &aacute;rea, e incorpora&ccedil;&atilde;o    da aduba&ccedil;&atilde;o, foram feitos o plantio e a cobertura dos bulbos em    consorcio com feij&atilde;o. As aplica&ccedil;&otilde;es do biofertilizante    eram realizadas nas folhas com pulverizador costal e nas ra&iacute;zes atrav&eacute;s    da &aacute;gua de irriga&ccedil;&atilde;o, com intervalos de sete dias entre    uma aplica&ccedil;&atilde;o e outra. No momento da colheita da semente, por&ccedil;&otilde;es    de duas unidades de amostragem foram colhidas pelo produtor, alterando a unidade.    A semente colhida foi da categoria certificada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Propriedade I – Gleba 2</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A cultivar foi Bola Precoce, de 08 a 10 de julho    de 2003, em uma &aacute;rea de 0,3 ha. Os bulbos da categoria certificados foram    produzidos nas cidades de Cangu&ccedil;u e S&atilde;o Jos&eacute; do Norte,    a partir de semente b&aacute;sica da EPAGRI (produ&ccedil;&atilde;o convencional).    Na resteva de milho e feij&atilde;o, com preparo da &aacute;rea foi feito o    plantio com a incorpora&ccedil;&atilde;o da aduba&ccedil;&atilde;o e cobertura    dos bulbos, um m&ecirc;s ap&oacute;s o plantio. As aplica&ccedil;&otilde;es    do biofertilizante foram realizadas nas folhas com pulverizador costal e nas    ra&iacute;zes atrav&eacute;s da &aacute;gua de irriga&ccedil;&atilde;o, com    intervalos de sete dias entre uma e outra. A semente colhida foi da categoria    certificada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Propriedade II</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A cultivar foi Baia Periforme, de 08 a 12 de    julho de 2003, em &aacute;rea de 0,7 ha. Os bulbos da categoria fiscalizados    foram produzidos na cidade de Cangu&ccedil;u, a partir de semente, certificada    da Bionatur (produ&ccedil;&atilde;o agroecol&oacute;gica). Na resteva de milho    e amendoim, com preparo da &aacute;rea e incorpora&ccedil;&atilde;o da aduba&ccedil;&atilde;o,    foram feitos o plantio e a cobertura dos bulbos quando a planta atingiu 10-15cm    de altura. As aplica&ccedil;&otilde;es do biofertilizante foram realizadas somente    nas folhas com pulverizador costal, com intervalos maiores entre uma aplica&ccedil;&atilde;o    e outra e menos regulares, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; propriedade I.    No momento da colheita da semente, parte de uma unidade de amostragem foi colhida    pelo produtor, alterando a unidade. A semente colhida foi da categoria fiscalizada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Colheita e Beneficiamento da Semente </b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A colheita da semente foi manual e escalonada,    de acordo com a matura&ccedil;&atilde;o. A limpeza das umbelas para retirada    das semente tamb&eacute;m foi manual. As sementes foram secas em exposi&ccedil;&atilde;o    ao ar ambiente sobre telados de madeira, at&eacute; que, ao serem comprimidas    entre as m&atilde;os, se desprendessem das umbelas. A limpeza completou-se com    o aux&iacute;lio de um t&uacute;nel de vento, durante dois minutos, para a retirada    de impurezas menores. Cada amostra de 17,34 g foi passada no soprador com abertura    de 1,8 cm. Ap&oacute;s, a semente e o descarte foram pesados. Ent&atilde;o,    foram acondicionadas em sacos de papel e armazenadas em c&acirc;mara seca, com    temperatura de 15ºC e 55 % de umidade relativa, para as avalia&ccedil;&otilde;es    posteriores. A semente nesse momento apresentava teor de &aacute;gua de 8% a    9 %.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Avalia&ccedil;&otilde;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As vari&aacute;veis estudadas nas unidades de    amostragem foram:</font></p>     <blockquote>        <p><font size="2" face="Verdana"><B>– Massa de bulbo (g): </b>obtido a      partir da pesagem individual de uma amostra correspondente a 10% do total      de bulbos implantados no sistema de produ&ccedil;&atilde;o agroecol&oacute;gico.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><B>– Di&acirc;metro de bulbo (mm): </b>obtido      a partir da medida do di&acirc;metro individual de uma amostra correspondente      a 10 % do total de bulbos implantados no sistema de produ&ccedil;&atilde;o      agroecol&oacute;gico.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><B>– N&uacute;mero de bulbos por &aacute;rea:      </b>obtido pela contagem de todos os bulbos plantados por unidade de amostragem,      sendo expresso em 1,6 m<SUP>2</SUP>.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><B>– N&uacute;mero de hastes por bulbo:      </b>obtido pela contagem do n&uacute;mero de hastes correspondentes a cada      bulbo plantado por unidade de amostragem.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><B>– N&uacute;mero de flores por umbela:      </b>obtido pela contagem do n&uacute;mero de flores correspondente a tr&ecirc;s      umbelas representativas de cada &aacute;rea de produ&ccedil;&atilde;o.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><B>– N&uacute;mero de sementes por c&aacute;psula:      </b>obtido pela contagem do n&uacute;mero de sementes de cada uma das c&aacute;psulas      correspondentes a cada uma das tr&ecirc;s umbelas representativas de cada      &aacute;rea de produ&ccedil;&atilde;o.</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><B>– Teor de &aacute;gua da semente:      </b>determina&ccedil;&atilde;o realizada segundo o m&eacute;todo da estufa      a 105º&plusmn; 3ºC, sendo utilizadas 5,0g de sementes, de acordo com as Regras para      An&aacute;lise de Sementes RAS (Brasil, 1992).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><B>– Rendimento de sementes (kg/ha):      </b>estimado a partir do peso da semente colhida por unidade de amostragem.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><B>– Germina&ccedil;&atilde;o (%): </b>realizada      com quatro subamostras de 100 sementes e temperatura de 20ºC, sendo as avalia&ccedil;&otilde;es      realizadas conforme RAS (Brasil, 1992).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><B>– Primeira contagem (%): </b>obtido      a partir do material utilizado no teste de germina&ccedil;&atilde;o. A primeira      contagem foi realizada aos seis dias ap&oacute;s o in&iacute;cio do teste.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><B>– Peso de 1000 sementes (g): </b>obtido      pela pesagem de oito subamostras de 100 sementes, segundo as determina&ccedil;&otilde;es      das RAS (Brasil, 1992).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><B>– Envelhecimento acelerado (%): </b>o      teste foi conduzido expondo a semente &agrave; temperatura de 42ºC/ 72 horas      a 100 % de UR, de acordo com a AOSA (1983), seguindo o teste de germina&ccedil;&atilde;o      RAS (Brasil, 1992), com avalia&ccedil;&atilde;o aos seis dias.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><B>– &Iacute;ndice de velocidade de germina&ccedil;&atilde;o      em substrato: </b>o teste foi conduzido conforme Nakagawa (1999), dentro do      laborat&oacute;rio em ambiente controlado, em bandejas de poliestireno expandido      de 200 c&eacute;lulas contendo substrato artificial (Plantmax&acirc;) e uma      semente por c&eacute;lula. Foram utilizadas quatro subamostras de 25 sementes      e realizadas contagens di&aacute;rias at&eacute; a estabiliza&ccedil;&atilde;o      da germina&ccedil;&atilde;o, sendo encerrado o teste aos 12 dias.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><B>– Velocidade de germina&ccedil;&atilde;o      em substrato (dias): </b>o teste foi conduzido conjuntamente com o &iacute;ndice      de velocidade de germina&ccedil;&atilde;o em substrato e o c&aacute;lculo      determinado conforme Nakagawa (1999).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><B>– Sanidade de semente (%): </b>avaliada      pelo m&eacute;todo do papel filtro, com quatro subamostras de 50 sementes      incubadas &agrave; em temperatura de 25º&plusmn; 2ºC, por sete dias, com 12 horas      de luz e 12 horas de escuro. Ap&oacute;s, a semente foram examinadas individualmente      sob microsc&oacute;pio estereosc&oacute;pico.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><B>– Custo de produ&ccedil;&atilde;o      (R$): </b>obtido a partir das opera&ccedil;&otilde;es e utiliza&ccedil;&atilde;o      de insumos para os diferentes sistemas de produ&ccedil;&atilde;o.</font> </p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Os dados foram apresentados atrav&eacute;s de    tabelas de distribui&ccedil;&otilde;es de freq&uuml;&ecirc;ncias e medidas descritivas    que foram executadas pelo programa WinStat – Sistema de An&aacute;lise Estat&iacute;stica    para Windows – Vers&atilde;o Beta (Machado e Concei&ccedil;&atilde;o, 2005).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SISTEMA CONVENCIONAL</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As distribui&ccedil;&otilde;es de freq&uuml;&ecirc;ncias    do n&uacute;mero de hastes por bulbo, nas duas propriedades do sistema de produ&ccedil;&atilde;o    convencional, s&atilde;o apresentadas na <a href="#tab01">Tabela 1</a>. O n&uacute;mero    de hastes por bulbo variou de zero a 13, sendo as maiores freq&uuml;&ecirc;ncias    observadas para cinco (14 %), sete (18 %) e dez (14 %) hastes na propriedade    I e tr&ecirc;s e cinco (ambas 19%), na propriedade II.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um dos componentes de maior import&acirc;ncia    no rendimento de sementes &eacute; o total de flores por umbela, que pode ser    de at&eacute; 2.000 flores (Castellane et al., 1990). Observa-se, nas distribui&ccedil;&otilde;es    de freq&uuml;&ecirc;ncias para o n&uacute;mero de sementes por c&aacute;psula    (<a href="#tab02">Tabelas 2</a> e <a href="#tab03">3</a>), que os valores m&aacute;ximos    de flores por umbela foram de 549 e 587, nas propriedades I e II, respectivamente,    valores muito inferiores ao limite m&aacute;ximo esperado. Verifica-se tamb&eacute;m    que a maioria das c&aacute;psulas (51%, na propriedade I, e 67%, na propriedade    II) apresentaram de duas a tr&ecirc;s sementes. De forma similar, Sampaio et    al. (1998) observaram que c&aacute;psulas que continham tr&ecirc;s sementes    ocorreram com maior freq&uuml;&ecirc;ncia (28%). Esses resultados demonstram    que o mecanismo da poliniza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tem sido eficiente na    produ&ccedil;&atilde;o de sementes de cebola e pode ser um dos principais causadores    da baixa produtividade.</font></p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbs/v29n3/a13tab02.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbs/v29n3/a13tab03.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com Castellane et al. (1990), pode    haver a forma&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima de seis sementes por flor (c&aacute;psula),    desde que a poliniza&ccedil;&atilde;o seja eficiente, pois a cebola possui ov&aacute;rio    trilocular, com dois &oacute;vulos em cada loja. Pode-se observar nas distribui&ccedil;&otilde;es    de freq&uuml;&ecirc;ncias para a quantidade de sementes por flor que poucas    flores expressaram seu potencial produtivo m&aacute;ximo de seis sementes (<a href="#tab02">Tabelas    2</a> e <a href="#tab03">3</a>). A quantidade mais freq&uuml;ente (moda) de    sementes por flor ficou em torno de tr&ecirc;s, para a maioria das umbelas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo Sampaio et al. (1998), a produtividade    m&eacute;dia de sementes obtida na regi&atilde;o n&atilde;o tem ultrapassado    300-350 kg/ha, e que, para o autor, &eacute; poss&iacute;vel obter-se valores    de at&eacute; 1000 kg/ha. A maior produtividade m&eacute;dia foi calculada para    a propriedade I (943,00 kg/ha), que se encontra pr&oacute;xima do limite m&aacute;ximo    de produ&ccedil;&atilde;o para esse sistema. Bem abaixo desse limite est&aacute;    a propriedade II com 470,67 kg/ha.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados obtidos para as vari&aacute;veis    analisadas em laborat&oacute;rio encontram-se na <a href="#tab04">Tabela 4</a>,    onde foi observado que a maior porcentagem de germina&ccedil;&atilde;o foi obtida    pela propriedade II (90%). O peso de 1000 sementes foi maior para a propriedade    I (3,17g), o que em parte explica a maior produtividade obtida por esse sistema.    O maior vigor de sementes para as vari&aacute;veis analisadas foi obtido pela    propriedade II, o que, de acordo com Carvalho e Nakagawa (2000), pode ser explicado    pelo fato de as sementes n&atilde;o se formarem todas ao mesmo tempo, de maneira    que as &uacute;ltimas a se formarem s&atilde;o normalmente menores ou de menor    densidade, resultando em sementes menos vigorosas. Para as vari&aacute;veis    &iacute;ndice de velocidade de emerg&ecirc;ncia e velocidade de emerg&ecirc;ncia    n&atilde;o ocorreram diferen&ccedil;as entre as propriedades.</font></p>     <p><a name="tab04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbs/v29n3/a13tab04.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; an&aacute;lise    da sanidade das sementes foi observado que a propriedade I apresentou maior    incid&ecirc;ncia total de fungos (26,9 %), enquanto que na propriedade II a    incid&ecirc;ncia foi de 21,3 %. Para as propriedades I e II, o fungo de maior    incid&ecirc;ncia foi <I>Stemphylium</I>, com 18,9% e 14,6%, respectivamente.    Entretanto, um maior n&uacute;mero de esp&eacute;cies f&uacute;ngicas foi observado    na propriedade II, embora os mesmos tenham ocorrido em menores porcentagens    de incid&ecirc;ncia (<a href="#tab05">Tabela 5</a>). Destaca-se que fungos patog&ecirc;nicos,    como <I>Alternaria porri</I> e <I>Fusarium sp</I>. n&atilde;o foram detectados    nas sementes da propriedade I. Tamb&eacute;m foi observado maior descarte nas    sementes obtidas na propriedade II, provavelmente devido aos fungos <I>A. porri    </I>e <I>Fusarium sp</I>, normalmente respons&aacute;veis por redu&ccedil;&atilde;o    do tamanho e peso de semente e reflexos negativos na qualidade fisiol&oacute;gica    das mesmas.</font></p>     <p><a name="tab05"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbs/v29n3/a13tab05.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SISTEMA AGROECOL&Oacute;GICO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A distribui&ccedil;&atilde;o de freq&uuml;&ecirc;ncias    do n&uacute;mero de hastes por bulbos para as duas propriedades do sistema agroecol&oacute;gico    encontra-se na <a href="#tab06">Tabela 6</a>. O n&uacute;mero de hastes por    bulbo variou de zero a nove, sendo de maior freq&uuml;&ecirc;ncia os bulbos    que apresentaram entre duas e cinco hastes. A propriedade I apresentou uma m&eacute;dia    de 4,3 hastes por bulbo, sendo 68% dos bulbos com tr&ecirc;s a cinco hastes.</font></p>     <p><a name="tab06"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rbs/v29n3/a13tab06.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados relativos &agrave; vari&aacute;vel    quantidade de bulbos e sementes por c&aacute;psula de cada propriedade s&atilde;o    apresentados nas <a href="#tab06">Tabelas 6</a> a <a href="#tab07">7</a>. A    quantidade total de flores das umbelas amostradas nas propriedades foi de 1.204,    1.110 e 1.162, respectivamente, para as propriedades I - gleba 1 e 2 e propriedade    II. Foram mais freq&uuml;entes as flores que apresentaram entre duas e tr&ecirc;s    sementes, e o n&uacute;mero m&aacute;ximo foi de seis sementes por flor.</font></p>     <p><a name="tab07"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbs/v29n3/a13tab07.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#tab08">Tabela 8</a>, s&atilde;o    apresentados m&eacute;dias (<img src="/img/revistas/rbs/v29n3/x4_barra.gif" align="absmiddle">)    e desvios padr&otilde;es (<I>s</I>) para a vari&aacute;vel quantidade de sementes    por c&aacute;psula, nas tr&ecirc;s umbelas amostradas em cada propriedade. As    caracter&iacute;sticas de simetria e mesocurtose observadas para essa vari&aacute;vel    s&atilde;o t&iacute;picas da distribui&ccedil;&atilde;o normal. Considerando    que a forma da distribui&ccedil;&atilde;o da quantidade de sementes se assemelha    &agrave; forma da distribui&ccedil;&atilde;o normal, &eacute; razo&aacute;vel    esperar que essa vari&aacute;vel apresente propriedades da normal. Uma propriedade    importante da distribui&ccedil;&atilde;o normal se refere &agrave;s propor&ccedil;&otilde;es    de valores que se encontram entre a m&eacute;dia e o desvio padr&atilde;o: no    intervalo entre a m&eacute;dia mais e menos um desvio padr&atilde;o (&#181;&plusmn;<font face="Symbol">s</font>)    esta propor&ccedil;&atilde;o &eacute; de 0,6825, entre a m&eacute;dia mais e    menos dois desvios padr&otilde;es (&#181;&plusmn;2<font face="Symbol">s</font>    &eacute; de 0,9544 e entre a m&eacute;dia mais e menos tr&ecirc;s desvios padr&otilde;es    (&#181;&plusmn;3<font face="Symbol">s</font> &eacute; de 0,9975    (Freund e Simon, 2000). Sendo assim, pode-se esperar que aproximadamente 68%    das flores apresentem quantidade de sementes no intervalo <img src="/img/revistas/rbs/v29n3/x4_barra.gif" align="absmiddle">&plusmn;<i>s</i>    e 95 % no intervalo <img src="/img/revistas/rbs/v29n3/x4_barra.gif" align="absmiddle">&plusmn;2<i>s</i>.    Por exemplo, na propriedade I – gleba 1, em torno de 68% das flores teriam entre    1,89 e 3,89 sementes, e 99% das flores teriam entre 0,89 e 4,89 (1 a 5 sementes).</font></p>     <p><a name="tab08"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rbs/v29n3/a13tab08.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maior produtividade m&eacute;dia observada    foi para a propriedade I – gleba 2 (711,67 kg/ha), em segundo lugar a propriedade    I – gleba 1 (612,5 kg/ha), tendo a propriedade II obtido a menor produtividade    (448,8 kg/ha). As produtividades mais elevadas, observadas na propriedade I    – glebas 1 e 2, possivelmente tenham resultado do manejo diferenciado adotado    pelo produtor. Nessas propriedades, as aplica&ccedil;&otilde;es do biofertilizante    foram efetuadas em per&iacute;odos regulares via pulveriza&ccedil;&atilde;o    foliar e na raiz, pela &aacute;gua de irriga&ccedil;&atilde;o (fertirriga&ccedil;&atilde;o),    o que confirma a tese de Camargo (1975) de que a utiliza&ccedil;&atilde;o de    adubos foliares substitui parcialmente a aduba&ccedil;&atilde;o radicular, em    20% a 25%, podendo ser utilizada em v&aacute;rias pulveriza&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, os biofertilizantes t&ecirc;m sido empregados    na agricultura ecol&oacute;gica como adubo foliar para aumentar a resist&ecirc;ncia    contra pragas e doen&ccedil;as. Al&eacute;m disso, o processo de produ&ccedil;&atilde;o    &eacute; bastante simples e por isso &eacute; vi&aacute;vel sua produ&ccedil;&atilde;o    na propriedade, desde que haja esterco dispon&iacute;vel (Penteado,1999). M&eacute;todos    alternativos de aduba&ccedil;&atilde;o, controle de doen&ccedil;as, pragas e    plantas indesej&aacute;veis t&ecirc;m sido muito estudados e, dentro dessa linha    de pesquisa, destaca-se o uso de mat&eacute;ria org&acirc;nica, atrav&eacute;s    tanto de sua incorpora&ccedil;&atilde;o ao solo como de sua transforma&ccedil;&atilde;o    para uso posterior na forma de biofertilizantes (Khatounian, 1997; Bettiol <I>et    al</I>., 1997).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ressalta-se tamb&eacute;m a maior experi&ecirc;ncia    deste produtor da propriedade I, que investe nesse sistema de produ&ccedil;&atilde;o    por um per&iacute;odo de tempo maior que o produtor da propriedade II. A diferen&ccedil;a    de produtividade entre as propriedades I e II tamb&eacute;m pode ser atribu&iacute;da    &agrave;s pr&aacute;ticas culturais utilizadas pelo produtor em &aacute;reas    distintas. Para a &aacute;rea onde foi implantado o sistema agroecol&oacute;gico    da propriedade I – gleba 2, ou seja, o de maior produtividade, a cobertura dos    bulbos foi realizada um m&ecirc;s ap&oacute;s o plantio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considerando que para a produ&ccedil;&atilde;o    de um hectare de semente de cebola s&atilde;o utilizadas tr&ecirc;s toneladas    de bulbos com massa m&eacute;dia de 100 g cada (30.000 bulbos), que cada bulbo    produz em m&eacute;dia 4,3 hastes (obtida no estudo) e que cada haste produzir&aacute;    uma umbela com 1000 flores, estima-se uma produ&ccedil;&atilde;o de 129.000.000    flores por hectare, onde cada flor poder&aacute; produzir at&eacute; seis sementes,    totalizando 774.000.000 sementes. Como 1000 sementes de cebola pesam 3,06 g,    ter-se-&aacute;, ent&atilde;o, um potencial de produ&ccedil;&atilde;o de 2.368    kg de sementes por hectare.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As produtividades m&eacute;dias observadas neste    estudo, para as duas propriedades do sistema agroecol&oacute;gico, encontram-se    bem abaixo do seu potencial, (menos de 30%). Isto pode ser explicado pelo fato    de o n&uacute;mero m&eacute;dio de flores por umbela (386,22) e o n&uacute;mero    m&eacute;dio de sementes por c&aacute;psula (3,01) das duas propriedades estarem    muito distantes do seu potencial m&aacute;ximo. Essa observa&ccedil;&atilde;o    sugere que a falta de poliniza&ccedil;&atilde;o pode ser um dos principais fatores    comprometedores desse componentes de rendimento, sendo respons&aacute;vel pelas    baixas produtividades na regi&atilde;o e que esse problema poderia ser minimizado    com o aumento do n&uacute;mero de agentes polinizadores nas &aacute;reas de    produ&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o    de adubos org&acirc;nicos, que se constituem em outro componente de rendimento    fundamental para esse sistema de produ&ccedil;&atilde;o, Lanna et al. (1994)    afirmam que no Brasil algumas fontes de adubos org&acirc;nicos, com e sem adi&ccedil;&atilde;o    de nutrientes, t&ecirc;m sido testadas em diferentes culturas. Isso confirma    a import&acirc;ncia que vem sendo dada &agrave; escolha do adubo org&acirc;nico,    com vistas ao aumento da produtividade e sua contribui&ccedil;&atilde;o relevante    na melhoria da qualidade das hortali&ccedil;as, bem como do composto humificado    ou curado que, sendo rico em nutrientes que passaram parcialmente da forma org&acirc;nica    para a forma mineral, assimil&aacute;vel pelas ra&iacute;zes e com maior teor    coloidal, atua como fertilizante e &eacute; respons&aacute;vel pela capacidade    melhoradora do solo (Barreto, 1985).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para as vari&aacute;veis analisadas em laborat&oacute;rio,    foi observado que a maior porcentagem de germina&ccedil;&atilde;o foi obtida    pela propriedade I – gleba 1 (92 %), e a menor pelas propriedades I – gleba    2 e propriedade II (85 %). O peso de 1000 sementes foi maior para a propriedade    I – gleba 2 (3,15 g), o que em parte explica a maior produtividade obtida por    esse sistema. O maior vigor de semente para as vari&aacute;veis analisadas e    de acordo com a <a href="#tab09">Tabela 9</a>, foi obtido na propriedade I –    gleba 1. Essas diferen&ccedil;as podem estar associadas &agrave; experi&ecirc;ncia    do produtor e aos tratos culturais utilizados, como mencionado anteriormente.</font></p>     <p><a name="tab09"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbs/v29n3/a13tab09.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; an&aacute;lise    sanit&aacute;ria da semente foi observado que a propriedade I – gleba 2 apresentou    maior incid&ecirc;ncia total de fungos (81%), e que a menor foi na mesma propriedade    , gleba 1 (21,6%). Entre as esp&eacute;cies de fungos detectadas, as que apresentaram    maior incid&ecirc;ncia foram: <I>Alternaria alternata </I>(27,1%), <I>Penicillium    </I>(21,9%) e <I>Aspergilus flavus</I> (16,1%), todas na propriedade II (Tabela    10).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Observa-se tamb&eacute;m que nas sementes produzidas    na propriedade II foram encontradas tr&ecirc;s esp&eacute;cies de fungos n&atilde;o    detectadas nas sementes da propriedade I – glebas 1 e 2 (<I>Alternaria porri, Helmintosporium sp</I>. e <I>Rhizopus sp</I>.). As doen&ccedil;as de maior    incid&ecirc;ncia na cebola s&atilde;o m&iacute;ldio (<I>Peronospora destructor</I>),    alternaria (<I>Alternaria porri</I>), raiz rosada (<I>Pyrenochaeta terrestris</I>)    e mais recentemente a antracnose foliar (<I>Colletotrichum gloesporioides</I>    sp. <I>cepae</I>) (ICEPA-SC, 2005). Dessas, a <I>Alternaria porri</I> &eacute;    um dos principais pat&oacute;genos, respons&aacute;vel por redu&ccedil;&otilde;es    de rendimento do cultivo e de qualidade de semente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES GERAIS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora o objetivo deste estudo n&atilde;o tenha    sido tra&ccedil;ar um comparativo entre os diferentes sistemas de produ&ccedil;&atilde;o,    algumas considera&ccedil;&otilde;es podem ser feitas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A produ&ccedil;&atilde;o de semente de cebola,    em sistema convencional, &eacute; realizada em grandes extens&otilde;es, com    a utiliza&ccedil;&atilde;o de defensivos qu&iacute;micos, tanto para a preven&ccedil;&atilde;o    quanto para a erradica&ccedil;&atilde;o de pragas e doen&ccedil;as, enquanto    que, no sistema agroecol&oacute;gico, &eacute; efetuada em pequenas propriedades,    de forma diversificada e sem a utiliza&ccedil;&atilde;o de defensivos qu&iacute;micos,    pois &eacute; baseada no tratamento preventivo e n&atilde;o curativo. Entretanto,    apesar dessas diferen&ccedil;as, &eacute; poss&iacute;vel produzir semente de    cebola em ambos os sistemas, com a mesma qualidade fisiol&oacute;gica e com    potencial produtivo semelhante.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ainda que o sistema de produ&ccedil;&atilde;o    convencional tenha, em m&eacute;dia, maior produtividade e, conseq&uuml;entemente,    maior margem de lucro, o custo de produ&ccedil;&atilde;o para o sistema agroecol&oacute;gico    &eacute; menor; de modo que a transi&ccedil;&atilde;o do sistema convencional    para o agroecol&oacute;gico &eacute; poss&iacute;vel e, sob o ponto de vista    da seguran&ccedil;a ambiental, &eacute; at&eacute; desej&aacute;vel.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O maior pre&ccedil;o do produto final no sistema    de produ&ccedil;&atilde;o agroecol&oacute;gico se deve ao fato de os riscos    tamb&eacute;m serem maiores.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p> <ul>       <li>          <p><font size="2" face="Verdana">A produ&ccedil;&atilde;o de sementes de cebola        atrav&eacute;s do sistema de produ&ccedil;&atilde;o agroecol&oacute;gico        &eacute; economicamente vi&aacute;vel e ecologicamente sustent&aacute;vel.</font></p>   </li>       <li>          <p><font size="2" face="Verdana">Pode-se considerar que o potencial de produ&ccedil;&atilde;o        e qualidade fisiol&oacute;gica da semente de cebola agroecol&oacute;gica        e convencional sejam similares. A produ&ccedil;&atilde;o de semente de cebola        em ambos os sistemas alcan&ccedil;a em m&eacute;dia 30% do seu potencial.</font></p>   </li>       <li>          <p><font size="2" face="Verdana">A vari&aacute;vel quantidade de flores por        umbela pode ser considerado o componente principal da produ&ccedil;&atilde;o        de semente de cebola.</font></p>   </li>     </ul>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ASSOCIATION OF OFFICIAL SEED ANALYSTS - AOSA.    <B>Seed vigour testing handbook</B>. East Lansing, 1983. 93 p. (Contribution,    32).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0101-3122200700030001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BARRETTO, D. X. Composto Org&acirc;nico. In:<B>    Pr&aacute;tica em Agricultura Org&acirc;nica</B>. S&atilde;o Paulo: &Iacute;cone    Ed. Ltda, 1985. p. 51-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0101-3122200700030001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BETTIOL, W.; TRACH, R.; GALV&Atilde;O, J.A.H.    <B>Controle de doen&ccedil;as de plantas com biofertilizantes</B>. Jaguari&uacute;na:    EMBRAPA-CNPMA, 1997. 22p. (EMBRAPA-CNPMA. Circular T&eacute;cnica, 02).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0101-3122200700030001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BRASIL. Minist&eacute;rio da Agricultura e Reforma    Agr&aacute;ria. <B>Regras para An&aacute;lise de Sementes</B>. Bras&iacute;lia:    SNDA/DNDV/CLAV, 1992. 365p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0101-3122200700030001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CAMARGO, P. N. D. <B>Manual de Aduba&ccedil;&atilde;o    Foliar.</B> S&atilde;o Paulo: Herba, 1975.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0101-3122200700030001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>CARVALHO, N. M. e NAKAGAWA, J. </b>Sementes:    Ci&ecirc;ncia, tecnologia e produ&ccedil;&atilde;o.<B> Jaboticabal: FUNEP, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0101-3122200700030001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CASTELLANE, P. D.; NICOLOSI, W. M.; HASEGAWA,    M. <B>Produ&ccedil;&atilde;o de sementes de hortali&ccedil;as</B>. Jaboticabal,    FCAV/Funep, 261p. 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0101-3122200700030001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">COSTA NETO, C. Agricultura Sustent&aacute;vel,    Tecnologias e Sociedade. In: CARVALHO COSTA, L.F. <I>et al</I>. (org.) <B>Mundo    Rural e Tempo Presente</B>. Rio de Janeiro: Mauad, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0101-3122200700030001300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">FREUND, J.E., SIMON, G.A. <B>Estat&iacute;stica    Aplicada. Economia, Administra&ccedil;&atilde;o e Contabilidade</B>. 9.ed.,    Porto Alegre: Bookman, 2000. 404p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0101-3122200700030001300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GARCIA, A. <B>Vers&atilde;o preliminar de um    Programa Estadual de Produ&ccedil;&atilde;o e Comercializa&ccedil;&atilde;o    de Bulbos e Sementes de Cebola</B>. EMBRAPA/IPAGRO/MARA/EMATER. 68p, 1990. (Publica&ccedil;&atilde;o    avulsa).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0101-3122200700030001300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GLIESSMAN, S. R. <B>Agroecologia. Processos ecol&oacute;gicos    em agricultura sustent&aacute;vel</B>. Porto Alegre: Universidade Federal do    Rio Grande do Sul - UFRGS, 2000. 653p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0101-3122200700030001300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GOM&Eacute;Z, H. W. Desenvolvimento sustent&aacute;vel,    agr&iacute;cola e capitalismo. In: <B>Desenvolvimento sustent&aacute;vel. Necessidade    e/ou disponibilidade?.</B> Santa Cruz do Sul: Nobel – UNISC, 1997. p. 65-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0101-3122200700030001300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ICEPA-SC. <B>Informes conjunturais sobre a cultura    da cebola.</B> Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.icepa.com.br" target="_blank">http://www.icepa.    com.br</a>&gt;. Acesso as 14:20h em: 18 out. 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0101-3122200700030001300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">KHATOUNIAN, C. A. <B>Ciclo de Palestras sobre    Agricultura Org&acirc;nica,</B> 2ª. Ed. S&atilde;o Paulo: Fund. Cargill, 1997,    149 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0101-3122200700030001300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">LANNA, F.C.A.; ABREU, C. L.; ABREU, J. G.; SILVA,    V. Resposta de cultivares de melancia cultivadas sob aduba&ccedil;&atilde;o    qu&iacute;mica e org&acirc;nica. <B>Horticultura</B>, v.12, n.1, p.85, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0101-3122200700030001300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">LORENZON, M. C. A.; MARTINHO, M. R. Comportamento    das abelhas africanizadas (<I>Apis mellifera </I>L.) quando aprisionadas em    ensaios de poliniza&ccedil;&atilde;o. <B>Pesquisa Agropecu&aacute;ria Brasileira</B>,    Bras&iacute;lia, v. 29, n. 11, p. 1685-1690, nov. 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0101-3122200700030001300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MACHADO, A.A.; CONCEI&Ccedil;&Atilde;O, A.R.    <B>WinStat - Sistema de An&aacute;lise Estat&iacute;stica para Windows</B>.    Vers&atilde;o Beta. Universidade Federal de Pelotas, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0101-3122200700030001300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">NAKAGAWA, J. Testes de vigor baseados no desempenho    das pl&acirc;ntulas. In: KRZYZANOWSKI, F.C.; VIEIRA, R.D.; FRAN&Ccedil;A-NETO,    J.B. <B>Vigor de sementes: conceitos e testes</B>. Londrina: ABRATES, 1999,    cap. 2, p. 1-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0101-3122200700030001300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SAMPAIO, T. G.; SAMPAIO, N. V.; SOARES, P. F.    Estudo de componentes do rendimento na produ&ccedil;&atilde;o de sementes de    cebola (<I>Allium cepa </I>L.). <B>Revista Cient&iacute;fica Rural</B>, Bag&eacute;,    v. 3, n. 1, p. 1-7, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S0101-3122200700030001300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SCHIEDECK, G. <B>Ambi&ecirc;ncia e resposta agron&ocirc;mica    de meloeiro (<I>Cucumis melo</I> L.) cultivado sob aduba&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica    em ambiente protegido. </B>Pelotas. 100p. Tese (Doutorado em Agronomia – Produ&ccedil;&atilde;o    Vegetal) – Faculdade de Agronomia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S0101-3122200700030001300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Submetido em 03/02/2007.    <br>   Aceito para publica&ccedil;&atilde;o em 04/06/2007.</font></p>      ]]></body><back>
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