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<article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0101-32622011000200003</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O ensino médio no contexto do Plano Nacional de Educação: o que ainda precisa ser feito]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[High school in the context of the National Education Plan: what still needs to be done]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Estadual Paulista Departamento de Educação ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this paper is to analyze some proposed objectives and targets for secondary education in the "old" National Education Plan (nep Law n. 10172/01), in order to evaluate which of them have been fully achieved, which have been partially achieved and which have not been affected along the last decade, since a new nep is being proposed. Moreover, our goal is also to assess to what extent attaining or not the targets proposed in the early 1990s have influenced the perception and expectations of high school students regarding their admission to higher education in a near future. This text approaches issues related to the attendance and provision of secondary education and specific pedagogical issues at high-school level.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Plano Nacional de Educação]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Ensino profissional]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Vocational education]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>O ensino m&eacute;dio no contexto do Plano    Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o: o que ainda precisa ser feito</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>High school in the context of the National    Education Plan: what still needs to be done</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Carlos da Fonseca Brand&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Livre-docente em Educa&ccedil;&atilde;o e professor    adjunto do Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o (campus de Assis) e do Programa    de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o (campus de Mar&iacute;lia)    da Universidade Estadual Paulista (UNESP). <i>E-mail</i>: <a href="mailto:cbrandao@assis.unesp.br">cbrandao@assis.unesp.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A inten&ccedil;&atilde;o desse artigo &eacute;    analisar alguns objetivos e metas propostos para o ensino m&eacute;dio, pelo    "antigo" Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o (pne Lei n. 10.172/01),    no sentido de avaliar quais deles foram totalmente alcan&ccedil;ados, quais    foram parcialmente alcan&ccedil;ados e quais n&atilde;o foram atingidos, visto    que um novo pne est&aacute; sendo proposto. Por outro lado, nosso objetivo tamb&eacute;m    &eacute; avaliar em que medida o alcance ou n&atilde;o das metas propostas no    in&iacute;cio da d&eacute;cada passada influencia na percep&ccedil;&atilde;o    e nas expectativas dos alunos do ensino m&eacute;dio em rela&ccedil;&atilde;o    ao seu ingresso, num futuro pr&oacute;ximo, no ensino superior. Ser&atilde;o    abordadas quest&otilde;es referentes ao atendimento e &agrave; oferta de ensino    m&eacute;dio e suas quest&otilde;es pedag&oacute;gicas espec&iacute;ficas. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> Ensino m&eacute;dio. Plano    Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o. Ensino profissional.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">The aim of this paper is to analyze some proposed    objectives and targets for secondary education in the "old" National    Education Plan (nep Law n. 10172/01), in order to evaluate which of them have    been fully achieved, which have been partially achieved and which have not been    affected along the last decade, since a new nep is being proposed. Moreover,    our goal is also to assess to what extent attaining or not the targets proposed    in the early 1990s have influenced the perception and expectations of high school    students regarding their admission to higher education in a near future. This    text approaches issues related to the attendance and provision of secondary    education and specific pedagogical issues at high-school level. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words: </b>High school education. National    Education Plan. Vocational education.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Parece ter se constitu&iacute;do em um consenso    entre os autores que pesquisam sobre a pol&iacute;tica educacional brasileira    recente que o Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o (pne), vigente at&eacute;    janeiro de 2011, n&atilde;o alcan&ccedil;ou grande parte das metas e objetivos    propostos, seja por ter se configurado mais como um "rol de boas inten&ccedil;&otilde;es"    (Kuenzer, 2010, p. 852), seja por n&atilde;o ter se constitu&iacute;do em "pol&iacute;tica    de Estado" (Dourado, 2010, p. 693), seja pela aus&ecirc;ncia de "articula&ccedil;&atilde;o    dos diversos setores da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e da sociedade    na sua formula&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o" (Aguiar,    2010, p. 712) ou, ainda, pela aus&ecirc;ncia de "instrumentos concretos"    que permitissem "o acompanhamento e avalia&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica    do cumprimento de suas metas" (<i>Educa&ccedil;&atilde;o &amp; Sociedade</i>,    2010, p. 652).<a href="#nt1"><sup>1</sup></a><a name="tx1"></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Assim, partindo do pressuposto de que esse poss&iacute;vel    consenso tamb&eacute;m se reflete quando analisamos a realidade do ensino m&eacute;dio    brasileiro, temos como objetivo nesse artigo abordar quest&otilde;es relativas    &agrave; oferta e ao atendimento deste n&iacute;vel de ensino, &agrave; infraestrutura,    ao ensino profissional e sua rela&ccedil;&atilde;o com o ensino m&eacute;dio,    com suas quest&otilde;es pedag&oacute;gicas espec&iacute;ficas, &agrave; gest&atilde;o    escolar e ao financiamento do ensino m&eacute;dio, sempre tendo como pano de    fundo, as metas propostas pelo pne (Lei n. 10.172/01), cuja "validade"    expirou em janeiro de 2011. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para in&iacute;cio de nossa discuss&atilde;o,    consideramos de suma import&acirc;ncia destacar a aprova&ccedil;&atilde;o da    Emenda Constitucional n. 59/2009, que deu nova reda&ccedil;&atilde;o ao artigo    208 da nossa Constitui&ccedil;&atilde;o, tornando a educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica    obrigat&oacute;ria e gratuita dos 4 aos 17 anos de idade, inclusive para todos    os que n&atilde;o tiveram acesso a ela na idade pr&oacute;pria.<a href="#nt2"><sup>2</sup></a><a name="tx2"></a>    A aprova&ccedil;&atilde;o dessa Emenda reflete uma conquista decorrente de uma    luta hist&oacute;rica, quer seja, a luta para que o ensino m&eacute;dio tamb&eacute;m    fosse considerado como uma etapa de escolaridade constitucionalmente obrigat&oacute;ria    e gratuita para todos os brasileiros, dentro de uma concep&ccedil;&atilde;o    de educa&ccedil;&atilde;o como direito de todos. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Concebido como etapa final da educa&ccedil;&atilde;o    b&aacute;sica, o ensino m&eacute;dio possui a dupla fun&ccedil;&atilde;o de    preparar para a continuidade de estudos e ao mesmo tempo para o mundo do trabalho    (Brand&atilde;o, 2004). Para Kuenzer (1997, p. 10), essa dupla fun&ccedil;&atilde;o    "n&atilde;o &eacute; uma quest&atilde;o apenas pedag&oacute;gica, mas pol&iacute;tica,    determinada pelas mudan&ccedil;as nas bases materiais de produ&ccedil;&atilde;o,    a partir do que se define a cada &eacute;poca, uma rela&ccedil;&atilde;o peculiar    entre trabalho e educa&ccedil;&atilde;o". </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Durante o governo fhc (1995-2002), o ensino m&eacute;dio    foi alvo de uma reforma estrutural e curricular, por meio do Decreto n. 2.208/97.<a href="#nt3"><sup>3</sup></a><a name="tx3"></a>    Este estabeleceu a separa&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria entre o ensino    m&eacute;dio e a educa&ccedil;&atilde;o profissional. O aspecto estrutural mais    evidente dessa reforma foi a separa&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria do ensino    m&eacute;dio de car&aacute;ter proped&ecirc;utico daquele de car&aacute;ter    profissionalizante. No &acirc;mbito curricular, a modifica&ccedil;&atilde;o    mais significativa foi a introdu&ccedil;&atilde;o da ideia do desenvolvimento    das compet&ecirc;ncias como objetivo central das novas diretrizes curriculares    desse n&iacute;vel de ensino. Al&eacute;m do "modelo de compet&ecirc;ncias",    outra caracter&iacute;stica fundamental da reforma do ensino m&eacute;dio empreendida    pelo governo fhc foi a valoriza&ccedil;&atilde;o excessiva dos "m&eacute;todos    ativos". Nesse aspecto, o cuidado que se deve tomar "&eacute; o de    que a atividade e a experi&ecirc;ncia n&atilde;o sejam transformadas em simples    `ativismo' e sobrepostas aos conte&uacute;dos" (Zibas, 2005a, p. 34). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Um dos objetivos dessa separa&ccedil;&atilde;o    era tornar o ensino profissional de n&iacute;vel m&eacute;dio mais curto e,    portanto, de mais r&aacute;pida conclus&atilde;o. Contrariamente a essa concep&ccedil;&atilde;o,    Frigotto considera que, para voltarmos a ter um ensino m&eacute;dio entendido    como parte fundamental da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e articulado    com o mundo do trabalho, da ci&ecirc;ncia e da cultura, precisamos, inicialmente,    desconstruir "o entulho ideol&oacute;gico imposto pelas classes dominantes    da teoria do capital, da pedagogia das compet&ecirc;ncias, da empregabilidade,    do empreendedorismo e da ideia que cursinhos curtos profissionalizantes, sem    uma educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica de qualidade, os introduzem r&aacute;pido    ao emprego" (Frigotto, 2005, p. 77).<a href="#nt4"><sup>4</sup></a><a name="tx4"></a></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A possibilidade de reintegra&ccedil;&atilde;o    entre o ensino m&eacute;dio e o ensino profissional foi institu&iacute;da pelo    Decreto n. 5.154/04, j&aacute; no governo Lula (2003-2010). Por&eacute;m, essa    reintegra&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; obrigat&oacute;ria, ou seja,    este Decreto "trouxe a abertura e o est&iacute;mulo &agrave; forma&ccedil;&atilde;o    integrada, mas n&atilde;o trouxe a garantia de sua implementa&ccedil;&atilde;o"    (Ciavatta, 2005, p. 102), n&atilde;o incorporando "os pressupostos da integra&ccedil;&atilde;o"    entre ensino m&eacute;dio e educa&ccedil;&atilde;o profissional (Ramos, 2005,    p. 125). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na realidade educacional cotidiana, a conquista    da obrigatoriedade e gratuidade do ensino m&eacute;dio como preceito constitucional,    efetivada pela Emenda Constitucional n. 59/2009, ter&aacute; reflexos diretos,    no curto, m&eacute;dio e longo prazos, na quest&atilde;o da oferta e do atendimento    do ensino m&eacute;dio, entre tantas outras consequ&ecirc;ncias a serem verificadas,    <i>a posteriori</i>. Assim sendo, come&ccedil;aremos nossa an&aacute;lise exatamente    por essa quest&atilde;o: a oferta e o atendimento do ensino m&eacute;dio no    contexto da realidade educacional brasileira atual.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Oferta e atendimento no ensino m&eacute;dio</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Se considerarmos que o ensino m&eacute;dio pode    se constituir n&atilde;o s&oacute; em um importante fator de qualifica&ccedil;&atilde;o    profissional, mas tamb&eacute;m num instrumento de valoriza&ccedil;&atilde;o    da cidadania e de prepara&ccedil;&atilde;o para os estudos de n&iacute;vel superior,    enfrentar o desafio da universaliza&ccedil;&atilde;o desse n&iacute;vel de ensino,    atendendo inclusive aos que a ele n&atilde;o tiveram acesso na idade pr&oacute;pria,    torna-se um desafio de suma import&acirc;ncia.<a href="#nt5"><sup>5</sup></a><a name="tx5"></a>    Para se ter uma ideia do tamanho deste desafio, em 2004, aproximadamente 20%    dos jovens brasileiros na faixa et&aacute;ria de 15 a 25 anos n&atilde;o trabalhavam    nem estudavam.<a href="#nt6"><sup>6</sup></a><a name="tx6"></a> Em 2006, 37%    dos jovens dessa mesma faixa et&aacute;ria n&atilde;o haviam sequer conclu&iacute;do    o ensino fundamental.<a href="#nt7"><sup>7</sup></a><a name="tx7"></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, as estat&iacute;sticas mostram    que o n&uacute;mero de alunos que concluem o ensino fundamental, estando, portanto,    em condi&ccedil;&otilde;es formais de ingressarem no ensino m&eacute;dio, aumenta    ano ap&oacute;s ano. Ainda assim, apenas </font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">45% dos jovens brasileiros concluem o ensino      m&eacute;dio e, destes, aproximadamente 60% o fazem em situa&ccedil;&atilde;o      prec&aacute;ria noturno e/ou supletivo. Desagregados por regi&atilde;o e pela      classifica&ccedil;&atilde;o urbana e rural, estes dados assumem outras dimens&otilde;es      da desigualdade. (Frigotto, Ciavatta &amp; Ramos, 2005, p. 7)</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e    Estat&iacute;stica (IBGE), em 2002, dos quase 28 milh&otilde;es de alunos que    conclu&iacute;ram o ensino fundamental, apenas pouco mais de 9 milh&otilde;es    se matricularam no ensino m&eacute;dio no ano seguinte (2003), ou seja, um percentual    de aproximadamente um ter&ccedil;o dos concluintes do ensino fundamental efetuou    suas matr&iacute;culas no ensino m&eacute;dio.<a href="#nt8"><sup>8</sup></a><a name="tx8"></a>    Em 2009, portanto, transcorridos sete anos, o n&uacute;mero total de matr&iacute;culas    no ensino m&eacute;dio decresceu para pouco mais de 8,3 milh&otilde;es. Em termos    relativos, esses n&uacute;meros indicam que aproximadamente metade dos jovens    brasileiros de 15 a 17 anos est&aacute; fora do ensino m&eacute;dio (Brasil,    2009a). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ao mesmo tempo em que o n&uacute;mero de matr&iacute;culas    no ensino m&eacute;dio diminuiu, o n&uacute;mero de matr&iacute;culas na modalidade    Educa&ccedil;&atilde;o de Jovens e Adultos (eja), exclusivamente no n&iacute;vel    do ensino m&eacute;dio, cresceu, no mesmo per&iacute;odo, mais de 55%, o que    significa uma migra&ccedil;&atilde;o acentuada dos jovens estudantes para a    modalidade de forma&ccedil;&atilde;o mais r&aacute;pida, embora nem sempre de    melhor qualidade (Brasil, 2009a). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por sua vez, a exclus&atilde;o do ensino m&eacute;dio    deve-se, tamb&eacute;m, &agrave;s baixas taxas de conclus&atilde;o do ensino    fundamental (por volta de 70% em 2009), que, por sua vez, est&aacute; associada    &agrave; baixa qualidade daquele n&iacute;vel de ensino, materializada nos &iacute;ndices    de repet&ecirc;ncia e evas&atilde;o (11,1% e 3,7% em 2009, respectivamente).    O Censo Escolar de 2006 mostrava que, naquele momento, o &iacute;ndice de evas&atilde;o    no ensino m&eacute;dio era de 15,3% e a taxa de repet&ecirc;ncia era de 11,5%.    J&aacute; em 2009, enquanto o &iacute;ndice de evas&atilde;o diminui para 11,5%,    o &iacute;ndice de repet&ecirc;ncia aumentou para 12,6% (Brasil, 2009a). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Sobre a hist&oacute;rica quest&atilde;o da evas&atilde;o    e da repet&ecirc;ncia nos diversos n&iacute;veis de ensino no Brasil, Oliveira    (2003, p. 20) afirma que a situa&ccedil;&atilde;o do sistema educacional,</font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">(...) na qual saltam aos olhos as altas taxas      de reprova&ccedil;&atilde;o e evas&atilde;o escolar, &eacute; explicada pelos      neoliberais como decorrentes da incompet&ecirc;ncia por parte do poder p&uacute;blico      de gerenciar a educa&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o ser&aacute; nunca redundante      relembrar que a defici&ecirc;ncia por parte do poder p&uacute;blico em investir      em &aacute;reas sociais &eacute; consequ&ecirc;ncia direta da captura do Estado      por parte dos setores empresariais, os quais, em nenhum momento, deixaram      de se aproveitar das benesses pol&iacute;ticas e econ&ocirc;micas promovidas      pelo setor p&uacute;blico, que historicamente serviu como ponto de apoio,      principalmente para viabilizar a acumula&ccedil;&atilde;o do capital.</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Esse cen&aacute;rio &eacute; muito preocupante,    entre outros motivos, por conta da constante e, em alguns momentos, acelerada    eleva&ccedil;&atilde;o do grau de escolaridade exigido pelo mercado de trabalho.    Assim, apesar de fatores como o aumento da cobertura do ensino fundamental,    a regulariza&ccedil;&atilde;o do fluxo escolar e as exig&ecirc;ncias do mundo    do trabalho por melhor qualifica&ccedil;&atilde;o da m&atilde;o de obra, podemos    dizer que as metas referentes &agrave; oferta e atendimento do ensino m&eacute;dio    previstas no pne 2001-2011 n&atilde;o s&oacute; n&atilde;o foram alcan&ccedil;adas,    como tamb&eacute;m estamos razoavelmente distantes da universaliza&ccedil;&atilde;o,    com qualidade, da oferta e do atendimento desse n&iacute;vel de ensino, o que    se constitui em um imenso desafio a ser ainda enfrentado. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Quest&otilde;es pedag&oacute;gicas espec&iacute;ficas    do ensino m&eacute;dio</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dedicamos essa parte de nosso artigo &agrave;    an&aacute;lise de quest&otilde;es que, no nosso entendimento, tratam de aspectos    prioritariamente pedag&oacute;gicos, referentes ao ensino m&eacute;dio. Neste    enfoque encaixam-se tr&ecirc;s quest&otilde;es: uma nova concep&ccedil;&atilde;o    curricular para o ensino m&eacute;dio; o desempenho dos alunos deste n&iacute;vel    nos exames nacionais de avalia&ccedil;&atilde;o (saeb, enem, entre outros);    e, por &uacute;ltimo, a quest&atilde;o das distor&ccedil;&otilde;es na rela&ccedil;&atilde;o    idade/s&eacute;rie no ensino m&eacute;dio.<a href="#nt9"><sup>9</sup></a><a name="tx9"></a></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Uma nova estrutura&ccedil;&atilde;o curricular    para o ensino m&eacute;dio foi implantada nas escolas p&uacute;blicas brasileiras    desse n&iacute;vel de ensino, a partir das Diretrizes Curriculares Nacionais    para o Ensino M&eacute;dio (dcnem), elaboradas pelo Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o    em 1998. Segundo Zibas (2005b, p. 1074-1076), os "professores t&ecirc;m    pouca informa&ccedil;&atilde;o sobre essa reforma, relacionando-a, em um primeiro    momento, apenas ao material recebido, &agrave;s mudan&ccedil;as nas grades curriculares    e aos processos de avalia&ccedil;&atilde;o", e os 25% do total da grade    curricular para o oferecimento de disciplinas do interesse da comunidade em    que a escola se insere "tem servido, na verdade, para atender interesses    docentes". Na opini&atilde;o desta autora, as dcnem possuem o objetivo    impl&iacute;cito de "diuturnizar" esse n&iacute;vel de ensino, fazendo    com que em muitos Estados brasileiros houvesse um "incentivo para que os    alunos mais velhos optassem por cursos supletivos".</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">J&aacute; Celso Carvalho considera que os Par&acirc;metros    Curriculares Nacionais (pcn), tamb&eacute;m elaborados no in&iacute;cio do governo    fhc (1995-2002) e de onde tamb&eacute;m derivam as dcnem , transmitem "concep&ccedil;&otilde;es    de um indiv&iacute;duo naturalizado, de uma sociedade sem hist&oacute;ria e    sem contradi&ccedil;&otilde;es". Tais concep&ccedil;&otilde;es "depararam-se    com a dura realidade das escolas p&uacute;blicas. Nelas, professores e alunos,    sujeitos hist&oacute;ricos e concretos, viviam o embate cotidiano posto pela    necessidade de reprodu&ccedil;&atilde;o de sua condi&ccedil;&atilde;o em uma    sociedade historicamente contradit&oacute;ria" (Carvalho, 2005, p. 25,    29-31).<a href="#nt10"><sup>10</sup></a><a name="tx10"></a></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&Eacute; controversa a quest&atilde;o do desempenho    dos alunos do ensino m&eacute;dio nos exames nacionais de avalia&ccedil;&atilde;o    (saeb, enem, entre outros). Por um lado, dados do Sistema de Avalia&ccedil;&atilde;o    da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica (saeb) indicam que o desempenho em L&iacute;ngua    Portuguesa e em Matem&aacute;tica dos alunos da 3&#170; s&eacute;rie do ensino    m&eacute;dio piorou entre os anos de 1995 e 2005.<a href="#nt11"><sup>11</sup></a><a name="tx11"></a>    O desempenho m&eacute;dio dos alunos da 3&#170; s&eacute;rie do ensino m&eacute;dio    em L&iacute;ngua Portuguesa decaiu aproximadamente 11,1%, passando de uma m&eacute;dia    nacional de 290,0 pontos para 257,6 pontos. J&aacute; a taxa de alunos que n&atilde;o    conseguem interpretar o enunciado de uma quest&atilde;o para chegar ao resultado    matem&aacute;tico caiu 7,4%, passando de uma m&eacute;dia nacional de 281,9    pontos para 271,3 pontos. Esses n&uacute;meros significam, por exemplo, que    aproximadamente 20% dos jovens do ensino m&eacute;dio t&ecirc;m conhecimentos    de Matem&aacute;tica no n&iacute;vel de um aluno de 5&#176; ano do ensino fundamental.    </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, o desempenho dos alunos brasileiros    de ensino m&eacute;dio no teste do <i>Programme for International Student Assessment</i>    (pisa) melhorou consideravelmente entre os anos de 2000 e 2009.<a href="#nt12"><sup>12</sup></a><a name="tx12"></a>    Em 2000, esse teste foi aplicado pela primeira vez e teve seu enfoque na leitura.    Os alunos brasileiros ficaram entre os &uacute;ltimos colocados entre alunos    de ensino m&eacute;dio de 32 pa&iacute;ses. J&aacute; em 2009, o mesmo teste    teve seu enfoque direcionado para o desempenho em leitura, matem&aacute;tica    e ci&ecirc;ncias e, na m&eacute;dia geral, os alunos brasileiros ficaram em    53&#176;, entre 65 pa&iacute;ses. Dos pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina    que participaram do pisa 2009, os alunos brasileiros da 3&#170; s&eacute;rie    do ensino m&eacute;dio obtiveram m&eacute;dias superiores &agrave;s dos seus    colegas da Col&ocirc;mbia, Argentina, Panam&aacute; e Peru. Por&eacute;m, obtiveram    m&eacute;dias inferiores &agrave;s dos seus colegas do Chile, Uruguai e M&eacute;xico.    </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para Zibas (2005b, p. 1077), a "introdu&ccedil;&atilde;o    de avalia&ccedil;&otilde;es do sistema, por meio de exames como o enem e o saeb,    ou a participa&ccedil;&atilde;o de alunos brasileiros em testes internacionais,    como o pisa, acaba trazendo indica&ccedil;&otilde;es quanto &agrave; fragilidade    do processo escolar e ao car&aacute;ter in&oacute;cuo da reforma" do ensino    m&eacute;dio implementada pelo governo fhc. J&aacute; na opini&atilde;o de Oliveira,    esse problema n&atilde;o pode ser tratado sob a &oacute;tica da responsabiliza&ccedil;&atilde;o    individual do aluno, mas sim como responsabilidade da pol&iacute;tica educacional    implementada pelo Estado, pois, do contr&aacute;rio, "dificulta-se a possibilidade    de eleva&ccedil;&atilde;o dos patamares de desempenho escolar dos alunos oriundos    da classe trabalhadora" (2003, p. 22). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na quest&atilde;o das distor&ccedil;&otilde;es    na rela&ccedil;&atilde;o idade/s&eacute;rie presentes no ensino m&eacute;dio    brasileiro, temos que, em 2007, do total de matr&iacute;culas neste n&iacute;vel,    pouco mais 50% delas eram de "jovens na idade esperada" (Aguiar, 2010,    p. 720). Isso significou, segundo Kuenzer (2010), um aumento da taxa de distor&ccedil;&atilde;o    idade/s&eacute;rie de 0,38 em 2000 para 0,54 em 2007. Estes dados, somados ao    indicador de que metade dos jovens brasileiros de 15 a 17 anos n&atilde;o est&aacute;    matriculada no ensino m&eacute;dio, como seria de se esperar, nos mostram um    quadro sombrio.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&Eacute; poss&iacute;vel que esse elevado &iacute;ndice    de distor&ccedil;&atilde;o na rela&ccedil;&atilde;o idade/s&eacute;rie seja    devido a uma organiza&ccedil;&atilde;o did&aacute;tico-pedag&oacute;gica que    n&atilde;o contempla mais os anseios dos jovens, especialmente daqueles que,    nessa idade, j&aacute; s&atilde;o trabalhadores. Para Aguiar (2010, p. 720),    este &iacute;ndice reflete, de maneira indireta, a "hist&oacute;rica falta    de identidade do ensino m&eacute;dio" brasileiro. J&aacute; para Kuenzer    (2010), esses dados tamb&eacute;m s&atilde;o reflexos do discurso da democratiza&ccedil;&atilde;o    do acesso ao ensino m&eacute;dio para os jovens trabalhadores. Por&eacute;m,    quando a educa&ccedil;&atilde;o geral no caso, o ensino m&eacute;dio proped&ecirc;utico    , que antes era ofertada exclusivamente para as classes dominantes, passou a    ser "disponibilizada aos trabalhadores, banalizou-se e desqualificou-se"    (Kuenzer, op. cit., p. 863 e 865). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Consideramos que s&oacute; um maci&ccedil;o investimento    no ensino m&eacute;dio, no curto, m&eacute;dio e longo prazos, far&aacute; com    que seja poss&iacute;vel reverter as altas taxas abandono e repet&ecirc;ncia    e, por consequ&ecirc;ncia, no m&eacute;dio e longo prazos, tamb&eacute;m a elevada    taxa de distor&ccedil;&atilde;o na rela&ccedil;&atilde;o idade/s&eacute;rie.    Quando falamos em "maci&ccedil;o investimento" nos referimos a investimentos    em infraestrutura, que se constitui em um aspecto fundamental, visto que "n&atilde;o    h&aacute; como ter qualidade em espa&ccedil;os prec&aacute;rios", mas tamb&eacute;m    estamos nos referindo a investimentos em "projetos pedag&oacute;gicos que    atendam &agrave; diversidade cultural, &eacute;tnica e de g&ecirc;nero, que    assegurem acessibilidade, que sejam inclusivos e que ofere&ccedil;am seguran&ccedil;a",    tornando, assim, o ensino m&eacute;dio mais atraente para os jovens brasileiros,    sejam eles trabalhadores ou n&atilde;o (idem, ibid., p. 870).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Depois de analisarmos o alcance ou n&atilde;o    de algumas metas que dizem respeito &agrave; oferta, ao atendimento e a quest&otilde;es    pedag&oacute;gicas espec&iacute;ficas do ensino m&eacute;dio brasileiro, constantes    do pne 2001-2011, chegamos &agrave; conclus&atilde;o de que o "retrato"    do ensino m&eacute;dio brasileiro atual &eacute; pouco animador. Por&eacute;m,    consideramos que, da "fotografia" que apresentamos, emergem alguns    apontamentos que necessitam ser real&ccedil;ados em "letras garrafais".</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"> O primeiro deles &eacute; a necessidade de que    o pr&oacute;ximo Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o (2011-2020) se constitua    efetivamente em uma pol&iacute;tica de Estado e por este seja integralmente    incorporado. O pr&oacute;ximo pne n&atilde;o pode ser nem um rol de metas a    serem alcan&ccedil;adas, nem, muito menos, se constituir apenas em uma "carta    de boas inten&ccedil;&otilde;es". Especificamente em rela&ccedil;&atilde;o    ao ensino m&eacute;dio, o novo pne tem que, no m&iacute;nimo, indicar uma amplia&ccedil;&atilde;o    e reorganiza&ccedil;&atilde;o do ensino m&eacute;dio, seja ele de car&aacute;ter    proped&ecirc;utico ou profissional, deixando claro que quando falamos em amplia&ccedil;&atilde;o    estamos, na verdade, querendo dizer universaliza&ccedil;&atilde;o do ensino    m&eacute;dio.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O segundo ponto a ser real&ccedil;ado &eacute;    exatamente a quest&atilde;o da universaliza&ccedil;&atilde;o da oferta de ensino    m&eacute;dio. A universaliza&ccedil;&atilde;o desse n&iacute;vel de ensino por    si s&oacute; n&atilde;o representa tudo. Ela deve vir acompanhada de a&ccedil;&otilde;es    que conduzam, no curto, m&eacute;dio e longo prazos, &agrave; redu&ccedil;&atilde;o    significativa dos n&iacute;veis de abandono, repet&ecirc;ncia e de distor&ccedil;&atilde;o    na rela&ccedil;&atilde;o idade/s&eacute;rie presentes no ensino m&eacute;dio.    A an&aacute;lise do pne 2001-2011 nos mostrou que, nesse per&iacute;odo, n&atilde;o    ocorreram mudan&ccedil;as significativas na expans&atilde;o do acesso, no aumento    do tempo m&eacute;dio de perman&ecirc;ncia, na diminui&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o    idade/s&eacute;rie e, portanto, na eleva&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de    sucesso (conclus&atilde;o) no ensino m&eacute;dio. A modifica&ccedil;&atilde;o,    no sentido da melhora, desses &iacute;ndices implica, necessariamente mas n&atilde;o    exclusivamente , o aumento substancial do montante de recursos financeiros destinados    a esse n&iacute;vel de ensino. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O terceiro ponto que queremos destacar &eacute;    que entendemos que, concomitantemente ao aumento dos recursos financeiros destinados    ao ensino m&eacute;dio, h&aacute; que se pensar, discutir e propor novos modelos    de organiza&ccedil;&atilde;o did&aacute;tica, pedag&oacute;gica e metodol&oacute;gica    para o ensino m&eacute;dio sem que se caia novamente na dualidade ensino m&eacute;dio    proped&ecirc;utico destinado aos jovens das classes sociais mais favorecidas    e ensino m&eacute;dio profissional destinado aos jovens das classes sociais    menos favorecidas. Atender jovens trabalhadores das classes sociais menos favorecidas    nessa modalidade de ensino p&uacute;blico, de car&aacute;ter proped&ecirc;utico,    significa oferecer esse tipo de ensino no per&iacute;odo noturno, gratuito,    com a mesma qualidade do que &eacute; oferecido no per&iacute;odo diurno. Por    outro lado, fazer com que esses mesmos jovens trabalhadores das classes menos    favorecidas possam optar pelo ensino m&eacute;dio p&uacute;blico, de car&aacute;ter    profissionalizante e tamb&eacute;m gratuito, significa oferec&ecirc;-lo de maneira    integrada ao ensino m&eacute;dio proped&ecirc;utico, tamb&eacute;m p&uacute;blico.    </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Assim, diante do quadro que apresentamos neste    artigo, se f&ocirc;ssemos discutir as expectativas dos alunos do ensino m&eacute;dio    brasileiro em rela&ccedil;&atilde;o ao seu poss&iacute;vel ingresso no ensino    superior, estar&iacute;amos limitados a um universo que n&atilde;o compreenderia    nem metade dos jovens brasileiros de 15 a 17 anos. Portanto, optamos deliberadamente    por deixar essa quest&atilde;o de lado e focar nossa an&aacute;lise no que ainda    precisa ser feito. Isso nos leva a dizer com todas as letras que o maior desafio    da pol&iacute;tica p&uacute;blica educacional brasileira para a pr&oacute;xima    d&eacute;cada, entendida como pol&iacute;tica de Estado e n&atilde;o como pol&iacute;tica    de governo, especificamente no que se refere ao ensino m&eacute;dio, &eacute;    trazer nossos jovens "de volta" para a escola, fazer com que eles    nela permane&ccedil;am e que concluam com sucesso o ensino m&eacute;dio. Mas    n&atilde;o estamos nos referindo a qualquer escola. Aquela a que nos referimos    &eacute; uma escola que seja capaz de transmitir os conte&uacute;dos historicamente    acumulados pela humanidade, em suas mais diversas manifesta&ccedil;&otilde;es,    especialmente nas artes, nas ci&ecirc;ncias, nas l&iacute;nguas, na hist&oacute;ria,    na tecnologia, no mundo do trabalho e na cultura, e que, ao mesmo tempo, seja    capaz de compreender e interagir com os anseios e expectativas dos nossos jovens,    seja ela dirigida &agrave; qualifica&ccedil;&atilde;o para o trabalho ou ao    prosseguimento dos estudos. Enfim, que seja uma escola socialmente inclusiva.    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Notas</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><a name="nt1"></a><a href="#tx1">1</a>. Alguns    autores, como, por exemplo, Kuenzer (2010, p. 852), afirmam que h&aacute; uma    aus&ecirc;ncia de estudos e pesquisas de avalia&ccedil;&atilde;o sobre o pne    2001-2011. Por&eacute;m, consideramos essa afirma&ccedil;&atilde;o equivocada,    visto termos encontrado diversos estudos dessa natureza (Brand&atilde;o, 2006;    Brasil, 2004a e 2009b), um desses utilizado, inclusive, pela pr&oacute;pria    autora.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a name="nt2"></a><a href="#tx2">2</a>. A promulga&ccedil;&atilde;o    da Emenda Constitucional n. 59/2009 tamb&eacute;m obrigou que a atual LDB (Lei    n. 9.394/96) fosse modificada em seu artigo 4&#186;, inciso ii, e artigo 10,    inciso VI (cf. Brand&atilde;o, 2010, p. 27 e 46).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a name="nt3"></a><a href="#tx3">3</a>. O Conselho    Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o (CNE) normatizou o Decreto n. 2.208/97 por    meio da publica&ccedil;&atilde;o das Diretrizes Curriculares Nacionais para    o Ensino M&eacute;dio e para a Educa&ccedil;&atilde;o Profissional (Pareceres    ceb/cne n. 15 e 16/98, respectivamente). Tais diretrizes s&atilde;o resultantes    da proposta da Comiss&atilde;o Econ&ocirc;mica para a Am&eacute;rica Latina    (CEPAL), cujo "elemento central a ser perseguido &eacute; a difus&atilde;o    do progresso t&eacute;cnico, o que sugere que toda a proposi&ccedil;&atilde;o    &eacute; fortemente marcada pelo determinismo tecnol&oacute;gico" e pela    "preocupa&ccedil;&atilde;o com a introdu&ccedil;&atilde;o das novas tecnologias    de produ&ccedil;&atilde;o, de organiza&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o do trabalho"    (Ferretti, 2003, p. 323-324).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a name="nt4"></a><a href="#tx4">4</a>. O <i>Relat&oacute;rio    para a unesco da Comiss&atilde;o Internacional sobre Educa&ccedil;&atilde;o    para o S&eacute;culo XXI</i> tamb&eacute;m prop&otilde;e que o ensino m&eacute;dio    seja mais flex&iacute;vel, tanto em seu tempo de dura&ccedil;&atilde;o como    em sua organiza&ccedil;&atilde;o (cf. Delors, 2001, p. 134-139), o que, para    alguns autores, significa uma concep&ccedil;&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o    m&eacute;dia "claramente elitista" (cf. Shiroma, Moraes &amp; Evangelista,    2000, p. 67-68). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a name="nt5"></a><a href="#tx5">5</a>. Segundo    Ramon de Oliveira, at&eacute; fins do s&eacute;culo passado, para o empresariado    industrial brasileiro, "a melhoria da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica    n&atilde;o pressupunha a universaliza&ccedil;&atilde;o do ensino m&eacute;dio".    Qualidade da educa&ccedil;&atilde;o no ensino m&eacute;dio significava melhor    "qualifica&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a de trabalho, reafirmando mais    uma vez a subordina&ccedil;&atilde;o da escola aos interesses imediatos de convers&atilde;o    industrial" (Oliveira, 2005, p. 92-93). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a name="nt6"></a><a href="#tx6">6</a>. Dispon&iacute;vel    em: &lt;<a href="http://www.ibge.gov.br/pnad2004" target="_blank">http://www.ibge.gov.br/pnad2004</a>&gt;.    Acesso em: 28 dez. 2010. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a name="nt7"></a><a href="#tx7">7</a>. Dispon&iacute;vel    em: &lt;<a href="http://www.inep.gov.br" target="_blank">http://www.inep.gov.br</a>&gt;.    Acesso em: 28 dez. 2010. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a name="nt8"></a><a href="#tx8">8</a>. Dispon&iacute;vel    em: &lt;<a href="http://www.inep.gov.br" target="_blank">http://www.inep.gov.br</a>&gt;.    Acesso em: 28 dez. 2010. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a name="nt9"></a><a href="#tx9">9</a>. Uma quinta    quest&atilde;o prioritariamente &eacute; a repet&ecirc;ncia e evas&atilde;o    no ensino m&eacute;dio. Por&eacute;m, j&aacute; discutimos essa quest&atilde;o    no item anterior, quando tratamos da oferta e do atendimento do ensino m&eacute;dio.    Outra importante quest&atilde;o de concep&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica    do (e no) ensino m&eacute;dio &eacute; a que Kuenzer (2007 e 2010) denomina    de "dualidade estrutural". Por&eacute;m, consideramos que essa discuss&atilde;o    nos tiraria, em boa medida, do foco desse artigo. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a name="nt10"></a><a href="#tx10">10</a>. Atualmente,    o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o est&aacute; implantando, desde    2010, um programa intitulado "Ensino M&eacute;dio Inovador", que prop&otilde;e    uma nova em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s dcnem abordagem dos conte&uacute;dos    presentes nos curr&iacute;culos do ensino m&eacute;dio. O cne, por sua vez,    est&aacute; discutindo uma atualiza&ccedil;&atilde;o das dcnem, tendo como uma    de suas refer&ecirc;ncias este programa do Minist&eacute;rio (cf. Ensino M&eacute;dio...,    2011, p. 5). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><a name="nt11"></a><a href="#tx11">11</a>. Dados    do &uacute;ltimo ano dispon&iacute;veis na p&aacute;gina do INEP, em: &lt;<a href="http://provabrasil.inep.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=82&Itemid=99" target="_blank">http://provabrasil.inep.gov.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=82&amp;Itemid=99</a>&gt;.    Acesso em: 1&#186; mar. 2011. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a name="nt12"></a><a href="#tx12">12</a>. Dados    do &uacute;ltimo ano dispon&iacute;veis na p&aacute;gina do INEP, em: &lt;<a href="http://www.inep.gov.br/imprensa/noticias/internacional/news10_02.htm" target="_blank">http://www.inep.gov.br/imprensa/noticias/internacional/news10_02.htm</a>&gt;.    Acesso em: 1&#186; mar. 2011.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">AGUIAR, M.A.S. Avalia&ccedil;&atilde;o do Plano    Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o 2001-2009: quest&otilde;es para reflex&atilde;o.    <i>Educa&ccedil;&atilde;o &amp; </i>Sociedade, Campinas, v. 31, n. 112, p. 707-727,    jul./set. 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0101-3262201100020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">BRAND&Atilde;O, C.F. <i>Estrutura e funcionamento    do ensino</i>. S&atilde;o Paulo: avercamp, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0101-3262201100020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">BRAND&Atilde;O, C.F. <i>pne passo a passo</i>:    Lei n. 10.172/2001; discuss&atilde;o dos objetivos e metas do Plano Nacional    de Educa&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: avercamp, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0101-3262201100020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">BRAND&Atilde;O, C.F. <i>ldb passo a passo</i>:    Lei de Diretrizes e Bases da Educa&ccedil;&atilde;o Nacional (Lei n. 9.394/96),    comentada e interpretada, artigo por artigo. 4. ed. S&atilde;o Paulo: avercamp,    2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0101-3262201100020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">BRASIL. C&acirc;mara dos Deputados. <i>Avalia&ccedil;&atilde;o    t&eacute;cnica do Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o</i>. Bras&iacute;lia,    DF: C&acirc;mara dos Deputados; Coordena&ccedil;&atilde;o de Publica&ccedil;&otilde;es,    2004a. (A&ccedil;&atilde;o Parlamentar, n. 294).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0101-3262201100020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">BRASIL. Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o.    Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP). <i>Qualidade    da educa&ccedil;&atilde;o</i>: uma nova leitura do desempenho dos estudantes    da 3&#170; s&eacute;rie do Ensino M&eacute;dio. Bras&iacute;lia, DF: INEP, 2004b.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0101-3262201100020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">BRASIL. Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o.    Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP). <i>Sinopse estat&iacute;stica    da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica 2009</i>. Bras&iacute;lia, DF: INEP,    2009a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0101-3262201100020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">BRASIL. Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o.    Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o    do Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o</i>: 2001-2008. Bras&iacute;lia,    DF: INEP, 2009b.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0101-3262201100020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">CARVALHO, C. Reforma da educa&ccedil;&atilde;o    no contexto de crise do capitalismo contempor&acirc;neo. <i>Impulso</i>, Piracicaba,    v. 16, n. 40, p. 21-33, maio/ago. 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0101-3262201100020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">CIAVATTA, M. A forma&ccedil;&atilde;o integrada:    a escola e o trabalho como lugares de mem&oacute;ria e identidade. In: Frigotto,    G.; Ciavatta, M.; Ramos, M. (Org.). <i>Ensino m&eacute;dio integrado</i>: concep&ccedil;&otilde;es    e contradi&ccedil;&otilde;es. S&atilde;o Paulo: Cortez, 2005. p. 83-105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0101-3262201100020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">DELORS, J. <i>Educa&ccedil;&atilde;o</i>: um    tesouro a descobrir; relat&oacute;rio para a unesco da Comiss&atilde;o Internacional    sobre Educa&ccedil;&atilde;o para o s&eacute;culo xxi. 6. ed. S&atilde;o Paulo:    Cortez; Bras&iacute;lia, DF: mec; unesco, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0101-3262201100020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">DOURADO, L.F. Avalia&ccedil;&atilde;o do Plano    Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o 2001-2009: quest&otilde;es estruturais e    conjunturais de uma pol&iacute;tica. <i>Educa&ccedil;&atilde;o &amp; Sociedade</i>,    Campinas, v. 31, n. 112, p. 677-705, jul./set. 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0101-3262201100020000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">EDITORIAL. <i>Educa&ccedil;&atilde;o &amp; Sociedade</i>,    Campinas, v. 31, n. 112, p. 649-653, jul./set. 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0101-3262201100020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">ENSINO M&eacute;dio: pintou mudan&ccedil;a. <i>Folha    de S. Paulo</i>, S&atilde;o Paulo, 28 fev. 2011. Cotidiano, p. 5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0101-3262201100020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">FERRETTI, C.J. A reforma do ensino m&eacute;dio:    uma cr&iacute;tica em tr&ecirc;s n&iacute;veis. In: Barbosa, R.L.L. (Org.).    <i>Forma&ccedil;&atilde;o de educadores</i>: desafios e perspectivas. S&atilde;o    Paulo: UNESP, 2003. p. 319-335.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0101-3262201100020000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">FRIGOTTO, G. Concep&ccedil;&otilde;es e mudan&ccedil;as    no mundo do trabalho e o ensino m&eacute;dio. In: Frigotto, G.; Ciavatta, M.;    Ramos, M. (Org.). <i>Ensino m&eacute;dio integrado</i>: concep&ccedil;&otilde;es    e contradi&ccedil;&otilde;es. S&atilde;o Paulo: Cortez, 2005. p. 57-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0101-3262201100020000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">FRIGOTTO, G.; CIAVATTA, M.; RAMOS, M. (Org.).    <i>Ensino m&eacute;dio integrado</i>: concep&ccedil;&otilde;es e contradi&ccedil;&otilde;es.    S&atilde;o Paulo: Cortez, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0101-3262201100020000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">KUENZER, A.Z. <i>Ensino m&eacute;dio e profissional</i>:    as pol&iacute;ticas do Estado neoliberal. S&atilde;o Paulo: Cortez, 1997. (Quest&otilde;es    de nossa &eacute;poca, n. 63).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0101-3262201100020000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">KUENZER, A.Z. Da dualidade assumida &agrave;    dualidade negada: o discurso da flexibiliza&ccedil;&atilde;o justifica a inclus&atilde;o    excludente. <i>Educa&ccedil;&atilde;o &amp; Sociedade</i>, Campinas, v. 28,    n. 100, p. 1153-1178, out. 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0101-3262201100020000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">KUENZER, A.Z. O ensino m&eacute;dio no Plano    Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o 2011-2020: superando a d&eacute;cada perdida?    <i>Educa&ccedil;&atilde;o &amp; Sociedade</i>, Campinas, v. 31, n. 112, p. 851-873,    jul./set. 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0101-3262201100020000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">OLIVEIRA, R. <i>A (des)qualifica&ccedil;&atilde;o    da educa&ccedil;&atilde;o profissional brasileira</i>. S&atilde;o Paulo: Cortez,    2003. (Quest&otilde;es de nossa &eacute;poca, n. 101).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0101-3262201100020000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">OLIVEIRA, R. <i>Empresariado industrial e educa&ccedil;&atilde;o    brasileira</i>: qualificar para competir? S&atilde;o Paulo: Cortez, 2005. (Quest&otilde;es    de nossa &eacute;poca, n. 124).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0101-3262201100020000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">RAMOS, M.N. Possibilidades e desafios na organiza&ccedil;&atilde;o    do curr&iacute;culo integrado. In: Frigotto, G.; Ciavatta, M.; Ramos, M. (Org.).    <i>Ensino m&eacute;dio integrado</i>: concep&ccedil;&otilde;es e contradi&ccedil;&otilde;es.    S&atilde;o Paulo: Cortez, 2005. p. 106-127.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0101-3262201100020000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">SHIROMA, E.O.; MORAES, M.C.M.; EVANGELISTA, O.    <i>Pol&iacute;tica educacional</i>. Rio de Janeiro: DP&amp;A, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0101-3262201100020000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">ZIBAS, D.M.L. A reforma do ensino m&eacute;dio    nos anos de 1990: o parto da montanha e as novas perspectivas. <i>Revista Brasileira    de Educa&ccedil;&atilde;o</i>, Rio de Janeiro; Campinas, n. 28, p. 24-36, jan./abr.    2005a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0101-3262201100020000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">ZIBAS, D.M.L. Refundar o ensino m&eacute;dio?:    alguns antecedentes e atuais desdobramentos das pol&iacute;ticas dos anos de    1990. <i>Educa&ccedil;&atilde;o &amp; Sociedade</i>, Campinas, v. 26, n. 92,    p. 1067-1086, out. 2005b.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0101-3262201100020000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Sites consultados</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">FUNDA&Ccedil;&Atilde;O Instituto Brasileiro de    Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE). Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.IBGE.gov.br" target="_blank">www.ibge.gov.br</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0101-3262201100020000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">INSTITUTO Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais    "An&iacute;sio Teixeira" (INEP). Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.INEP.gov.br" target="_blank">www.inep.gov.br</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0101-3262201100020000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Recebido em 24 de mar&ccedil;o&#160;de 2011.    <br>   Aprovado em 28 de abril de 2011.</font></p>      ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[AGUIAR]]></surname>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação do Plano Nacional de Educação 2001-2009: questões para reflexão]]></article-title>
<source><![CDATA[Educação & Sociedade]]></source>
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<surname><![CDATA[BRANDÃO]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.F.]]></given-names>
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