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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ensino de Sociologia: periodização e campanha pela obrigatoriedade]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Teaching of Sociology: periodization and campaign for obligatoriness]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Although the chronologies reports as a result of an objectivity of dates, such dates are marked by a choice and that choice is an indication of interpretation. The dates are far from indisputable data - are also constructed, as historical facts, are part of a release. In the case of sociology, the current interpretation of its presence/absence in high school should be a marked ideological context: in democratic periods, sociology is present, at times authoritarian, sociology is absent. Our hypothesis is that this interpretation derives from the perspective of those who are in favor of enforcing discipline; they say that sociology, by being critical, is a threat to the regime and is deleted. For us, other factors that conditioned this intermittence, especially the formation of an educational bureaucracy responsible for managing the curriculum.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Ensino médio]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGOS</font></b></p>     <p>&nbsp; </p>     <p> </p>     <p><b><font face="Verdana" size="4">Ensino de Sociologia: periodiza&ccedil;&atilde;o    e campanha pela obrigatoriedade </font></b></p>     <p>&nbsp; </p>     <p><b><font face="Verdana" size="3">Teaching of Sociology: periodization and campaign    for obligatoriness </font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> </p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">Amaury Moraes</font></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Doutor em Educa&ccedil;&atilde;o e professor    do Departamento de Metodologia do Ensino e Educa&ccedil;&atilde;o Comparada    da Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o, da Universidade de S&atilde;o Paulo    (usp), E-mail: <a href="mailto:acmoraes@usp.br">acmoraes@usp.br</a> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1"noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Embora as cronologias se apresentem como fruto    de uma objetividade de datas, tais datas est&atilde;o marcadas por uma escolha,    e tal escolha j&aacute; &eacute; &iacute;ndice de interpreta&ccedil;&atilde;o.    As datas est&atilde;o longe de ser dados indiscut&iacute;veis s&atilde;o constru&iacute;das    tamb&eacute;m, tal como os fatos hist&oacute;ricos: fazem parte de uma vers&atilde;o.    No caso da Sociologia, a interpreta&ccedil;&atilde;o corrente sobre sua presen&ccedil;a/aus&ecirc;ncia    na escola m&eacute;dia se deveria a contextos ideologicamente marcados: em per&iacute;odos    democr&aacute;ticos, a Sociologia est&aacute; presente; em per&iacute;odos autorit&aacute;rios,    ela est&aacute; ausente. Nossa hip&oacute;tese &eacute; de que essa interpreta&ccedil;&atilde;o    decorre da perspectiva dos que s&atilde;o a favor da obrigatoriedade da disciplina,    que dizem que a Sociologia, por ser cr&iacute;tica, &eacute; uma amea&ccedil;a    ao regime, sendo ent&atilde;o exclu&iacute;da. Para n&oacute;s, outros fatores    condicionaram essa intermit&ecirc;ncia, em especial a forma&ccedil;&atilde;o    de uma burocracia educacional respons&aacute;vel por administrar o curr&iacute;culo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> Ensino de Sociologia.    Ensino m&eacute;dio. Curr&iacute;culo. Burocracia educacional. </font></p> <hr size="1"noshade>     <p></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Although the chronologies reports as a result    of an objectivity of dates, such dates are marked by a choice and that choice    is an indication of interpretation. The dates are far from indisputable data    - are also constructed, as historical facts, are part of a release. In the case    of sociology, the current interpretation of its presence/absence in high school    should be a marked ideological context: in democratic periods, sociology is    present, at times authoritarian, sociology is absent. Our hypothesis is that    this interpretation derives from the perspective of those who are in favor of    enforcing discipline; they say that sociology, by being critical, is a threat    to the regime and is deleted. For us, other factors that conditioned this intermittence,    especially the formation of an educational bureaucracy responsible for managing    the curriculum. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords:</b> Teaching of Sociology. School.    Curriculum. Education Bureaucracy. </font></p> <hr size="1"noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Cronologias: 1882-1998 (<i>tom pol&ecirc;mico</i>)    </b> </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As cronologias encerram certo paradoxo. Apresentam-se    fundamentadas numa objetividade de datas que, no entanto, est&atilde;o marcadas    pela escolha que o autor da cronologia exerce e, mais do que isso, ou por isso,    tal escolha j&aacute; &eacute; &iacute;ndice de interpreta&ccedil;&atilde;o,    ou seja, est&aacute; sujeita a uma subjetividade. Isso para dizer que as datas    est&atilde;o longe de serem dados indiscut&iacute;veis e inolvid&aacute;veis    s&atilde;o <i>constru&iacute;das</i> tamb&eacute;m, tal e qual os fatos hist&oacute;ricos:    fazem parte de uma <i>vers&atilde;o</i>. Exemplos sobejamente conhecidos s&atilde;o    a data e o nome do fato que envolveu o in&iacute;cio de um per&iacute;odo marcante    da hist&oacute;ria recente do Brasil: 31 de mar&ccedil;o ou 1&#186; de abril?    Revolu&ccedil;&atilde;o ou golpe militar? Acresce que 1&#186; de abril &eacute;    mundialmente conhecido como &quot;dia da mentira&quot;, ou seja, j&aacute; &eacute;    um coment&aacute;rio a respeito do fato.<sup><a name="tx1"></a><a href="#nt1">1</a>    </sup>Mais recentemente, por conta das justificativas dos militares de n&atilde;o    estarem sozinhos na iniciativa do &quot;Movimento&quot; (outro nome da mesma    coisa), alguns renomearam o golpe como &quot;c&iacute;vico-militar&quot;. A    alus&atilde;o a esses exemplos n&atilde;o &eacute; gratuita, uma vez que, no    estabelecimento da cronologia sobre o ensino de Sociologia na escola secund&aacute;ria,    faz parte de algumas interpreta&ccedil;&otilde;es o recurso &agrave; ditadura    militar como patrocinadora da exclus&atilde;o do ensino da disciplina por motivos    ideol&oacute;gicos dos &quot;donos do poder&quot;, dos professores? </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Quando come&ccedil;amos a participar da campanha    pela obrigatoriedade da disciplina no n&iacute;vel m&eacute;dio, a data definida    como come&ccedil;o da hist&oacute;ria do ensino de Sociologia era 1891,<a name="tx2"></a><a href="#nt2"><sup>2</sup></a>    a passagem de Benjamim Constant pelo Minist&eacute;rio da Instru&ccedil;&atilde;o    P&uacute;blica durante o governo provis&oacute;rio de Deodoro da Fonseca, nos    primeiros anos da Rep&uacute;blica. Mas a Reforma Benjamim Constant, que entre    outras coisas tornava obrigat&oacute;rio o ensino da disciplina, nem chegou    a vingar devido a desentendimentos entre o autor e o marechal-presidente, morrendo    o ministro pouco depois de se iniciar o governo constitucional do qual nem fez    parte. Por outro lado, o alcance da obrigatoriedade n&atilde;o ultrapassava    a sede do governo, o Distrito Federal (Avellar, 1976), a cidade do Rio de Janeiro    e o Col&eacute;gio de Pedro II, pois a legisla&ccedil;&atilde;o federal, no    caso instru&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica , se restringia a institui&ccedil;&otilde;es    federais, tendo em vista a quase absoluta autonomia dos Estados. No m&aacute;ximo    o Col&eacute;gio de Pedro II servia de modelo, mas n&atilde;o se podia impor    nada aos estabelecimentos p&uacute;blicos e privados fora do controle central.    </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Independentemente disso, o avan&ccedil;o das    pesquisas sobre o tema acabou levando a retroceder ainda um pouco mais a data.    Rui Barbosa e os &quot;Pareceres&quot; de 1882-83 passaram a redefinir o in&iacute;cio    da presen&ccedil;a da Sociologia na educa&ccedil;&atilde;o brasileira. No entanto,    o projeto de Rui Barbosa, que nem foi lido nem aprovado, embora se referindo    tamb&eacute;m &agrave; escola secund&aacute;ria brasileira, para a qual propunha    o ensino de Sociologia, teria mais import&acirc;ncia em termos de reflex&atilde;o    em rela&ccedil;&atilde;o aos cursos superiores de Direito, ao sugerir a substitui&ccedil;&atilde;o    do Direito Natural uma abstra&ccedil;&atilde;o pelo ensino de Sociologia, mais    consent&acirc;neo com a ideia de origem social do Direito Positivo. Assim, quer    por n&atilde;o ter sido oficializada, quer pela n&atilde;o especificidade, os    pareceres de Rui Barbosa t&ecirc;m import&acirc;ncia relativa como um marco    na hist&oacute;ria do ensino de Sociologia na escola secund&aacute;ria brasileira.    </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Apesar das iniciativas legais mal-sucedidas,    a Sociologia come&ccedil;ou a entrar nas escolas nos cursos complementares ou    preparat&oacute;rios e no curso normal, este de forma&ccedil;&atilde;o de professores    prim&aacute;rios. Nesses come&ccedil;os, o ensino de Sociologia tinha tanto    um car&aacute;ter cientificista quanto uma expectativa c&iacute;vico-redentorista.    De certa forma, essas pretens&otilde;es vinham fundidas, pois com o &quot;conhecer    a realidade&quot; visava-se &quot;intervir na realidade&quot; (Meucci apud Santos,    2004; Meucci, 2000, 2002), de modo que a Sociologia aparecia assim duplamente    justificada. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em 1925, com a Reforma Rocha Vaz (Decreto n.    16.782-A, de 13/01/1925), a Sociologia torna-se obrigat&oacute;ria nos anos    finais dos cursos preparat&oacute;rios. Embora sua efetividade ainda seja limitada    pela autonomia dos Estados (Santos, 2004), j&aacute; se tem uma situa&ccedil;&atilde;o    de fato desenhada com a presen&ccedil;a da disciplina nas escolas secund&aacute;rias,    indo a lei apenas consagrar oficialmente o que j&aacute; parecia leg&iacute;timo,    em que pese a falta de dados quanto &agrave; abrang&ecirc;ncia de escolas, estados,    professores e alunos. Mas at&eacute; h&aacute; dados indiretos sobre isso, como    a exist&ecirc;ncia de livros did&aacute;ticos, programas oficiais e exames de    ingresso nas escolas superiores (Machado, 1987). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&Eacute; necess&aacute;rio dizer que esse espraiamento    do ensino de Sociologia ocorreu na aus&ecirc;ncia de cursos de forma&ccedil;&atilde;o    de professores de Sociologia, sendo comum a presen&ccedil;a de advogados, m&eacute;dicos    e engenheiros para cobrir essa car&ecirc;ncia. &Eacute; interessante tamb&eacute;m    notar que essa Reforma (1925), que, entre outras provid&ecirc;ncias, institui    a obrigatoriedade do ensino de Sociologia na escola secund&aacute;ria de ent&atilde;o    cursos preparat&oacute;rios e complementares , foi concebida durante o governo    talvez mais autorit&aacute;rio da chamada Rep&uacute;blica Velha, o de Arthur    Bernardes. O mesmo que, logo depois, em 1926, faria a reforma da Constitui&ccedil;&atilde;o    de 1891, centralizando o poder e limitando as garantias e direitos do cidad&atilde;o    (limita&ccedil;&atilde;o do <i>habeas corpus</i>, expuls&atilde;o de estrangeiros    indesej&aacute;veis, redu&ccedil;&atilde;o de vencimentos de ju&iacute;zes etc.).    Foi um governo realizado quase que integralmente sob estado de s&iacute;tio    (Basbaum, 1976;<i> Nosso S&eacute;culo</i>, 1980). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Outra data importante &eacute; 1931, ano da Reforma    Francisco Campos (Decreto n. 19.890, de 18 de abril de 1931), na sequ&ecirc;ncia    da vit&oacute;ria da Revolu&ccedil;&atilde;o de 1930 e cria&ccedil;&atilde;o    do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de P&uacute;blica.    No entanto, o que fica anotado nas v&aacute;rias cronologias &eacute; apenas    que tal reforma manteve a Sociologia como disciplina obrigat&oacute;ria. N&atilde;o    se aprofunda o sentido que isso teve no contexto do novo governo, que assume    poderes ilimitados, dados pela legitimidade da Revolu&ccedil;&atilde;o e pela    aus&ecirc;ncia de controles institucionais, consequ&ecirc;ncia da suspens&atilde;o    da Constitui&ccedil;&atilde;o (de 1891) e de &oacute;rg&atilde;os legislativos:    o presidente governa por decretos a pr&oacute;pria Reforma de 1931 veio por    decreto-lei (Avellar, 1976). Como parte da interven&ccedil;&atilde;o governamental    no campo da educa&ccedil;&atilde;o, estabeleceram-se as bases da cria&ccedil;&atilde;o    de universidades no pa&iacute;s (Decreto n. 19.851, de 11/04/1931, conhecido    como Estatuto da Universidade Brasileira), o que viria a ocorrer somente em    1934 com a funda&ccedil;&atilde;o da Universidade de S&atilde;o Paulo (usp).    No meio tempo, em 1933, apareceu o curso de Ci&ecirc;ncias Sociais na Escola    Livre de Sociologia e Pol&iacute;tica de S&atilde;o Paulo (elsp), de car&aacute;ter    especialmente t&eacute;cnico, de forma&ccedil;&atilde;o de quadros para a administra&ccedil;&atilde;o    p&uacute;blica e privada (Limongi, 1995). Um ano depois, como dissemos, como    parte da Faculdade de Filosofia, Ci&ecirc;ncias e Letras (ffcl), n&uacute;cleo    b&aacute;sico da usp (Antunha, 1984), &eacute; criado o curso de Ci&ecirc;ncias    Sociais, voltado para &quot;altos estudos&quot; ou &quot;estudos desinteressados&quot;    (idem, ibid.), definindo-se pela<i> pesquisa</i>.<sup><a name="tx3"></a><a href="#nt3"><sup>3</sup></a></sup>    Tanto o curso da elsp quanto o da usp contam com a presen&ccedil;a de estrangeiros    entre seus primeiros mestres, prevalecendo na USP uma influ&ecirc;ncia europeia    e na elsp, americana. Em 1935, com a cria&ccedil;&atilde;o da Universidade do    Distrito Federal, surge o terceiro curso de Ci&ecirc;ncias Sociais. Nenhum dos    tr&ecirc;s cursos leva o nome exclusivo de Sociologia, que &eacute; uma das    cadeiras, compondo, num primeiro momento com Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica,    e depois tamb&eacute;m com Antropologia, a organicidade das Ci&ecirc;ncias Sociais    no Brasil. Por ter surgido depois da exist&ecirc;ncia de Sociologia como disciplina    do secund&aacute;rio, permanecer&aacute; por d&eacute;cadas essa <i>distin&ccedil;&atilde;o</i><sup><a name="tx4"></a><a href="#nt4"><sup>4</sup></a></sup><i>    </i>entre os cursos superiores (Ci&ecirc;ncias Sociais) e a disciplina de n&iacute;vel    m&eacute;dio (Sociologia). Mas talvez a raz&atilde;o ainda mais forte para essa    separa&ccedil;&atilde;o &eacute; dada pelas caracter&iacute;sticas b&aacute;sicas    dos cursos superiores: forma&ccedil;&atilde;o de quadros para a burocracia estatal    e privada ou forma&ccedil;&atilde;o de pesquisadores, sempre amesquinhando a    forma&ccedil;&atilde;o de professores (F&eacute;tizon, 1984; Antunha, 1984;    Moraes, 2003a). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Na usp, por conta de certas dificuldades iniciais    para forma&ccedil;&atilde;o de turmas, surge a figura dos comissionados, orientando-se    o curso, em parte, para a forma&ccedil;&atilde;o de professores, mas nunca mais    foi poss&iacute;vel desempenhar satisfatoriamente essa orienta&ccedil;&atilde;o,    o que prejudicou enormemente a forma&ccedil;&atilde;o de uma tradi&ccedil;&atilde;o    na organiza&ccedil;&atilde;o de cursos de licenciatura.<sup><a name="tx5"></a><a href="#nt5"><sup>5</sup></a></sup>    Mesmo depois da legisla&ccedil;&atilde;o criar os cursos de licenciatura,<sup><a name="tx6"></a><a href="#nt6"><sup>6</sup></a></sup>    n&atilde;o se conseguiu elaborar um modelo apropriado para cursos de forma&ccedil;&atilde;o    de professores, vingando o modelo 3+1 at&eacute; recentemente.<sup><a name="tx7"></a><a href="#nt7"><sup>7</sup></a></sup>    </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A Reforma Capanema, de 1942, marca o fim da obrigatoriedade    do ensino de Sociologia na escola secund&aacute;ria (que durou, repita-se, de    1925 a 1942). A Reforma reorganizou a educa&ccedil;&atilde;o brasileira, em    especial redefinindo o ensino secund&aacute;rio, agora dividido em dois segmentos,    ginasial (4 anos) e colegial (3 anos), sendo que este se apresentava em dois    formatos opcionais para os alunos: cl&aacute;ssico e cient&iacute;fico, ambos    concebidos como preparat&oacute;rios para o ensino superior; o primeiro mais    voltado para as humanidades e o segundo, para as carreiras superiores t&eacute;cnico-cient&iacute;ficas    (Zotti, 2006; Piletti, 1987). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A quest&atilde;o aqui ainda n&atilde;o foi suficientemente    pesquisada e aprofundada. Pela leitura do Decreto n. 4.244/1942, n&atilde;o    fica clara a orienta&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tico-ideol&oacute;gica da Reforma    e somente a partir de certas observa&ccedil;&otilde;es por exemplo, de Costa    Pinto (1949) fica-se com a impress&atilde;o de que o car&aacute;ter da exclus&atilde;o    da Sociologia do curr&iacute;culo secund&aacute;rio atendia a raz&otilde;es    ideol&oacute;gicas. Mas &eacute; de se questionar se, de ambos os lados os que    s&atilde;o contra e os que s&atilde;o a favor da presen&ccedil;a da Sociologia    , n&atilde;o h&aacute; mesmo certo <i>parti-pris</i> ideol&oacute;gico ou no    m&iacute;nimo preconceitos rec&iacute;procos. Pode-se, no entanto, aventar uma    hip&oacute;tese de interpreta&ccedil;&atilde;o bastante diversa e que daria    conta tamb&eacute;m de explicar a exclus&atilde;o da Sociologia do curr&iacute;culo    do colegial, quer cl&aacute;ssico, quer cient&iacute;fico. A esta altura, 1942,    as Ci&ecirc;ncias Sociais, em geral, e a Sociologia, em particular, ainda n&atilde;o    tinham ganhado legitimidade para figurar como uma ci&ecirc;ncia e n&atilde;o    se assumiam como uma poss&iacute;vel alternativa a isso Literatura , de modo    que n&atilde;o cumpriam, de certa forma, os quesitos necess&aacute;rios para    se enquadrarem no curr&iacute;culo do cl&aacute;ssico ou do cient&iacute;fico.    Assim se expressa Fernando de Azevedo, em 1954, a respeito: </font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana" size="2">Confesso, por&eacute;m, que, dada a complexidade      de nossa ci&ecirc;ncia e o grau insuficiente de sistematiza&ccedil;&atilde;o      de conhecimentos sociol&oacute;gicos no estado atual e em raz&atilde;o dos      perigos de deturpa&ccedil;&atilde;o a que ainda est&aacute; exposto o seu      ensino entre n&oacute;s, seria prefer&iacute;vel conceder lugar preponderante,      no curr&iacute;culo do ensino secund&aacute;rio, &agrave;s ci&ecirc;ncias      f&iacute;sicas e experimentais, j&aacute; constitu&iacute;das e mais avan&ccedil;adas,      que j&aacute; atingiram um alto grau de precis&atilde;o nos seus conceitos      e nos seus m&eacute;todos, e cujo papel na educa&ccedil;&atilde;o geral dos      esp&iacute;ritos se exerceria mais facilmente pela compreens&atilde;o das      leis essenciais que governam a natureza e pela explica&ccedil;&atilde;o dos      mais simples desses fen&ocirc;menos e dos princ&iacute;pios fundamentais de      teorias mais ao alcance de adolescentes. (Azevedo, 1955, p. 64)<sup><a name="tx8"></a><a href="#nt8"><sup>8</sup></a></sup>      </font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, a organiza&ccedil;&atilde;o curricular    demonstra certa evolu&ccedil;&atilde;o da burocracia estatal na &aacute;rea    da educa&ccedil;&atilde;o. Ind&iacute;cio disso &eacute; a longevidade da estrutura    definida em 1942 que prevalecer&aacute; at&eacute; pelo menos 1971 (ldb n. 5.692),    perpassando a primeira ldb (n. 4.024/61), sem falar que a divis&atilde;o do    secund&aacute;rio em ginasial e colegial tanto permanece ainda hoje no formato    ensino fundamental II e ensino m&eacute;dio, como aproximava desde ent&atilde;o    o ginasial do prim&aacute;rio, como ocorre desde 1971<sup><a name="tx9"></a><a href="#nt9"><sup>9</sup></a></sup>    o 1&#186; grau de 8 anos chegando a 1996 (ldb n. 9.394), com o ensino fundamental    em dois tempos (ef i e ef ii), sempre entendido como parte daquilo que noutros    pa&iacute;ses chama-se educa&ccedil;&atilde;o elementar.<sup><a name="tx10"></a><a href="#nt10"><sup>10</sup></a></sup>    </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Retomando o argumento: entendemos que a exclus&atilde;o    da Sociologia do curr&iacute;culo prende-se menos a preconceitos ideol&oacute;gicos    e mais &agrave; indefini&ccedil;&atilde;o do papel dessa disciplina no contexto    de uma forma&ccedil;&atilde;o que se definia mais org&acirc;nica, resultado    do estabelecimento de uma burocracia mais t&eacute;cnica e mais exigente ou    convicta em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; concep&ccedil;&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o.<sup><a href="#nt11"><sup>11</sup></a></sup><a name="tx11"></a>    De certa forma, pode-se dizer que os defensores da Sociologia n&atilde;o conseguiram    convencer essa burocracia educacional quanto &agrave; necessidade de sua presen&ccedil;a    nos curr&iacute;culos. Assim, enquanto o cl&aacute;ssico era uma forma de manter    ou n&atilde;o contrariar interesses humanistas,<a href="#nt12"><sup>12</sup></a><sup></sup>    <a name="tx12"></a>a inova&ccedil;&atilde;o representada pelo cient&iacute;fico    j&aacute; indicava uma guinada na concep&ccedil;&atilde;o curricular, que tardiamente    trazia para a educa&ccedil;&atilde;o a moderniza&ccedil;&atilde;o, marca dos    anos de 1920 e 1930 no Brasil, projeto sempre perseguido... No limite, o que    temos &eacute; uma consagra&ccedil;&atilde;o da concep&ccedil;&atilde;o de escola    secund&aacute;ria, sobretudo agora do colegial, como preparat&oacute;ria para    o ensino superior, um curso proped&ecirc;utico, ali&aacute;s, como vinha sendo    definido desde que surgiram os cursos superiores no Brasil e precisou-se de    uma &quot;prepara&ccedil;&atilde;o&quot; n&atilde;o dada pela escola prim&aacute;ria    mais voltada para a especificidade dos cursos superiores. Nesse sentido, a Sociologia,    definindo-se cada vez mais como uma disciplina &quot;formativa&quot; e n&atilde;o    preparat&oacute;ria proped&ecirc;utica n&atilde;o tinha mais lugar nessa nova    configura&ccedil;&atilde;o (Fernandes, 1985). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A data seguinte &eacute; a primeira ldb, n. 4.024/1961.    Apesar de ter sido aprovada ap&oacute;s 13 anos de tramita&ccedil;&atilde;o    no Congresso, ou seja, bem ou mal, fruto de amplos debates, press&otilde;es    e negocia&ccedil;&otilde;es,<a href="#nt13"><sup>13</sup></a><sup></sup> <a name="tx13"></a>num    per&iacute;odo caracteristicamente democr&aacute;tico, n&atilde;o s&oacute;    n&atilde;o se previu o retorno da Sociologia para o colegial, como ainda n&atilde;o    se fez altera&ccedil;&atilde;o substancial em rela&ccedil;&atilde;o ao estabelecido    na Reforma Capanema. Desse jeito, a Sociologia tornou-se uma disciplina opcional    entre mais de uma centena, mantendo-se exclu&iacute;da de fato do curr&iacute;culo.    N&atilde;o h&aacute;, no entanto, registro nas cronologias (Carvalho, 2004;    Santos, 2004; machado, 1996; S&atilde;o Paulo, 2009) sobre as raz&otilde;es    ideol&oacute;gicas dessa aus&ecirc;ncia, o que &eacute; de se estranhar em vista    da constante leitura marcadamente ideol&oacute;gica que se faz em um ou outro    caso 1942 e 1971. &Eacute; bom lembrar tamb&eacute;m que, entre 1964 e 1971,    vigorou a Lei n. 4.024/61, n&atilde;o afetando nem positiva nem negativamente    o <i>status </i>da Sociologia na escola secund&aacute;ria (colegial). No m&aacute;ximo,    podemos citar o registro-den&uacute;ncia feito por Paulo Duarte no calor da    hora 1964 de uma proposta de exclus&atilde;o das Ci&ecirc;ncias Sociais dos    cursos universit&aacute;rios que teria circulado no Congresso Nacional (Carta    de Paulo Duarte, publicada pelo jornal <i>O Estado de S. Paulo</i>, em 15/05/1964,    apud adusp, 1978, p. 14). No entanto, parece, n&atilde;o teve maiores repercuss&otilde;es,    de modo que nem &eacute; citado por partid&aacute;rios da ideologiza&ccedil;&atilde;o    da exclus&atilde;o da disciplina, havendo necessidade de pesquisa para aprofundamento    do tema. O que aqui interessa &eacute; n&atilde;o haver fundamento objetivo    para figurar em tantas cronologias que, com o Golpe de 1964, a Sociologia foi    retirada dos curr&iacute;culos da escola secund&aacute;ria, acrescentando que    ia junto com a Filosofia, substitu&iacute;das por Educa&ccedil;&atilde;o Moral    e C&iacute;vica e Organiza&ccedil;&atilde;o Social e Pol&iacute;tica Brasileira    (Carvalho, 2004). Esquecem-se de que, por exemplo, a Reforma Benjamim Constant,    al&eacute;m de denominar a disciplina de Sociologia e Moral, ainda inclu&iacute;a    no curr&iacute;culo Instru&ccedil;&atilde;o Moral e C&iacute;vica; e no contexto    da Reforma de 1961 (Lei n. 4.024, a primeira ldb), o Conselho Federal de Educa&ccedil;&atilde;o    baixa indica&ccedil;&atilde;o em 1962, em que o artigo 3&#186; determinava como    uma das disciplinas obrigat&oacute;rias do sistema federal de ensino &quot;organiza&ccedil;&atilde;o    social e pol&iacute;tica brasileira&quot;, em ambos os ciclos (gin&aacute;sio    e colegial), e pelo artigo 6&#186;, &quot;educa&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica&quot;    poderia ser considerada entre as pr&aacute;ticas educativas (Piletti, 1987).    </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A ideologiza&ccedil;&atilde;o da exclus&atilde;o    da disciplina tem servido para justificar a volta da Sociologia ao ensino m&eacute;dio,    marcando-a como o &iacute;ndice de democracia de governantes e de interlocutores.    Em parte, isso se explica pelo fato de que, quando a Sociologia retorna &agrave;    escola secund&aacute;ria (2&#186; grau), no in&iacute;cio dos anos de 1980,    ela j&aacute; trazia essa marca de certo modo decorrente do contexto desse retorno:    a redemocratiza&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s (o governo Montoro em S&atilde;o    Paulo, por exemplo); e em parte porque esse retorno foi resultado da campanha    efetivada por associa&ccedil;&otilde;es profissionais (soci&oacute;logos), que    tinha ent&atilde;o um car&aacute;ter duplo tal como aconteceu recentemente:    visava-se mais amplamente a forma&ccedil;&atilde;o dos jovens e visava-se a    amplia&ccedil;&atilde;o do mercado de trabalho para egressos dos cursos de Ci&ecirc;ncias    Sociais. No entanto, essa justificativa sempre foi tratada superficialmente    e quase que unanimemente aceita: n&atilde;o se levou nunca em considera&ccedil;&atilde;o    o contexto da Reforma Benjamim Constant (1890), nem da Reforma Rocha Vaz (1925),    nem das Reformas Francisco Campos (1931 e 1932), nem a perman&ecirc;ncia da    Sociologia entre 1937 e 1942, per&iacute;odo francamente ditatorial, com tend&ecirc;ncias    fascistas. Nem se leva em conta que a exclus&atilde;o em 1942, com a Reforma    Capanema, se d&aacute; justamente no momento de guinada do governo Vargas para    o lado dos aliados e de reaproxima&ccedil;&atilde;o com os Estados Unidos o    Decreto-Lei n. 4.244 &eacute; de abril de 1942, tr&ecirc;s meses depois de o    Brasil anunciar seu rompimento com o Eixo (<i>Nosso S&eacute;culo</i>, 1980).    N&atilde;o se leva em considera&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m por que n&atilde;o    ocorre o retorno da disciplina no per&iacute;odo de 1946 a 1964 (para ficar    nos limites da Rep&uacute;blica Nova), embora definido como Rep&uacute;blica    Populista, mas reconhecido como democr&aacute;tico, com Constitui&ccedil;&atilde;o    vigendo e funcionamento irrestrito dos poderes Legislativo e Judici&aacute;rio.    Por outro lado, se aceita e se refor&ccedil;a uma poss&iacute;vel caracteriza&ccedil;&atilde;o    ideol&oacute;gica da disciplina, ignorando as tens&otilde;es internas &agrave;s    Ci&ecirc;ncias Sociais e &agrave; ci&ecirc;ncia Sociologia, e mesmo da disciplina    escolar que, at&eacute; os anos 1940, tendia mais para uma concep&ccedil;&atilde;o    conservadora, de controle social, do que de emancipa&ccedil;&atilde;o e cr&iacute;tica.    Com isso, h&aacute; uma tend&ecirc;ncia de se pensar a disciplina Sociologia    a escolha de conte&uacute;dos, por exemplo a partir de uma preocupa&ccedil;&atilde;o    ideol&oacute;gica, marcada pelas propostas de conscientiza&ccedil;&atilde;o    e interven&ccedil;&atilde;o na realidade.<a href="#nt14"><sup>14</sup></a><sup></sup>    <a name="tx14"></a>Uma concep&ccedil;&atilde;o menos engajada e mais formativa    por exemplo, de tratamento dos princ&iacute;pios epistemol&oacute;gicos e procedimentos    cient&iacute;ficos das Ci&ecirc;ncias Sociais, ou da discuss&atilde;o sobre    elabora&ccedil;&atilde;o de modelos te&oacute;ricos, ou mesmo sobre a constru&ccedil;&atilde;o    conceitual nestas ci&ecirc;ncias &eacute; posta de lado a partir de uma pseudocr&iacute;tica    a certa perspectiva de neutralidade e objetividade que essa concep&ccedil;&atilde;o    encerraria. Refor&ccedil;am-se assim elementos que d&atilde;o azo &agrave; cr&iacute;tica    conservadora ao dizer que o ensino de Sociologia visa, antes de tudo, a manipula&ccedil;&atilde;o    dos alunos, na verdade n&atilde;o existindo propriamente ensino, sen&atilde;o    doutrina&ccedil;&atilde;o.<sup><a href="#nt15"><sup>15</sup></a></sup><a name="tx15"></a>    </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">De fato, os anos de 1980 marcam o retorno da    Sociologia &agrave; escola secund&aacute;ria, ou seja, quatro d&eacute;cadas    depois de sua efetiva exclus&atilde;o do curr&iacute;culo. Como foi dito, esse    retorno est&aacute; associado ao per&iacute;odo de redemocratiza&ccedil;&atilde;o    da sociedade brasileira e aconteceu na sequ&ecirc;ncia de uma mudan&ccedil;a    na legisla&ccedil;&atilde;o educacional realizada pelo pr&oacute;prio governo    militar a Lei n. 7.044/82 , que flexibilizava a obrigatoriedade do 2&#186; grau    profissionalizante, abrindo espa&ccedil;o para uma escola m&eacute;dia de car&aacute;ter    formativo geral (Moraes, 2003a). Ent&atilde;o, a partir de 1983, temos um fen&ocirc;meno    parecido com aquele ocorrido nas primeiras d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX,    quando a Sociologia n&atilde;o era obrigat&oacute;ria, mas, num crescendo, passou    a figurar nos curr&iacute;culos das escolas secund&aacute;rias. Logo, o estado    de S&atilde;o Paulo, que j&aacute; tomara a dianteira nesse processo ao &quot;recomendar&quot;    a inclus&atilde;o da Sociologia no curr&iacute;culo de um das s&eacute;ries    (Resolu&ccedil;&atilde;o see/sp n. 236/83), amplia a legitimidade da disciplina,    realizando concurso p&uacute;blico, nomeando equipe t&eacute;cnica a partir    do recrutamento de professores que atuavam na rede p&uacute;blica e editando    uma primeira proposta program&aacute;tica para a disciplina, reconhecendo, ainda    que limitadamente, a sua import&acirc;ncia na forma&ccedil;&atilde;o dos estudantes.    Destaque-se aqui o sentido que essa primeira proposta curricular (1986) vai    ter: usando uma linguagem pedag&oacute;gica recente, podemos dizer que, sintomaticamente,    os &quot;movimentos sociais&quot; v&atilde;o constituir o tema transversal e    a aproxima&ccedil;&atilde;o com os alunos reconhecimento da fala e das experi&ecirc;ncias    de vida destes, incorporados ao debate dos temas cl&aacute;ssicos e emergentes    da disciplina ser&aacute; a estrat&eacute;gia did&aacute;tica recomendada (Takagi,    2007). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Com o passar do tempo, boa parte das unidades    da Federa&ccedil;&atilde;o haviam inclu&iacute;do a disciplina no curr&iacute;culo    de suas escolas, formalmente em leis ou at&eacute; mesmo nas Constitui&ccedil;&otilde;es    Estaduais: ora em todas as s&eacute;ries, ora em uma delas; ora em todas as    escolas, ora naquelas que decidissem inclu&iacute;-la. Foi-se formando ent&atilde;o    uma legitimidade dessa presen&ccedil;a e at&eacute; uma expectativa de sua obrigatoriedade.    Em 1993, novamente &eacute; aberto concurso para professores de Sociologia no    estado de S&atilde;o Paulo. No entanto, a partir de 1994, no mesmo estado, com    a mudan&ccedil;a de governo, come&ccedil;a a haver uma &quot;reestrutura&ccedil;&atilde;o    da rede p&uacute;blica&quot;, tendo por objetivo a redu&ccedil;&atilde;o do    seu tamanho e consequente economia de recursos. Isso, que &agrave; &eacute;poca    se chamou de &quot;racionaliza&ccedil;&atilde;o&quot;, efetivou-se, por exemplo,    &agrave; custa da diminui&ccedil;&atilde;o da grade curricular no per&iacute;odo    diurno (de 30 para 25 aulas/semana) e no noturno (de 25 para 20 aulas/semana).    Nesse contexto, em v&aacute;rias escolas, a disciplina Sociologia acabou muito    prejudicada, em vista da maior valoriza&ccedil;&atilde;o dada pela tradi&ccedil;&atilde;o    &agrave;s outras disciplinas, em especial de L&iacute;ngua Portuguesa e Matem&aacute;tica    (fen&ocirc;meno reeditado recentemente). Pode-se perceber, ent&atilde;o, um    refluxo na presen&ccedil;a da disciplina nas escolas, retornando a grade curricular,    na maioria dos casos, ao <i>status quo ante </i>1983. Noutros estados, como    Paran&aacute;, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, mant&eacute;m-se    ao menos uma situa&ccedil;&atilde;o est&aacute;vel, com concursos, propostas    curriculares e experi&ecirc;ncias de forma&ccedil;&atilde;o de professores.    No entanto, uma solidariedade pol&iacute;tica entre o governo de S&atilde;o    Paulo e o governo federal quanto a princ&iacute;pios de administra&ccedil;&atilde;o    tende a se espraiar para outros estados. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O ano de 1996 torna-se importante para a educa&ccedil;&atilde;o    brasileira, pois marca a chegada, ainda que tardia, da transi&ccedil;&atilde;o    democr&aacute;tica para a educa&ccedil;&atilde;o, embora tamb&eacute;m um tanto    amb&iacute;gua. O projeto de ldb que vinha tramitando no Congresso Nacional    desde 1988, de relatoria do deputado Jorge Hage, por efeito de v&aacute;rias    manobras, acaba abandonado e em seu lugar &eacute; aprovado o substitutivo do    senador Darcy Ribeiro, que &eacute; sancionado sob denomina&ccedil;&atilde;o    de ldben n. 9.394/96 (Otranto, 1996). Nesta lei, Sociologia &eacute; nomeada    claramente, junto com Filosofia; no entanto, o tratamento a ser dado a ambas    permanece obscuro na express&atilde;o &quot;dom&iacute;nio de conhecimentos    de Filosofia e Sociologia necess&aacute;rios ao exerc&iacute;cio da cidadania&quot;    (Lei n. 9.394/96, art. 36, &#167; 1&#186;, III). A leitura imediata e, de certa    forma, condicionada pelo interesse corporativo foi de que tal passagem significava    a obrigatoriedade da disciplina. No entanto, j&aacute; em 1997, por iniciativa    do deputado federal Padre Roque Zimmerman (pt-pr), come&ccedil;a a tramitar    na C&acirc;mara dos Deputados o Projeto de Lei (pl) n. 3.178/97, visando &agrave;    altera&ccedil;&atilde;o do artigo 36 da ldb, dando-lhe uma reda&ccedil;&atilde;o    menos amb&iacute;gua, propondo explicitamente que Filosofia e Sociologia fossem    disciplinas obrigat&oacute;rias no ensino m&eacute;dio. Assim se pronuncia o    deputado no referido pl: </font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">Dificilmente ser&aacute; bem-sucedida a inclus&atilde;o      de temas referentes a estes campos (Sociologia e Filosofia) pelas outras disciplinas,      com docentes que n&atilde;o tenham a forma&ccedil;&atilde;o plena e adequada      para o cumprimento dessa tarefa. Da&iacute; ser insatisfat&oacute;rio o texto      da atual ldb. </font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">O projeto &eacute; aprovado na C&acirc;mara e    segue para o Senado, onde recebe o n. 09/00. Tramita no Senado sem grandes dificuldades    at&eacute; chegar ao Plen&aacute;rio. Apesar das manobras do governo que se    opunha frontalmente ao projeto, este &eacute; aprovado em 18 de setembro de    2001. Menos de um m&ecirc;s depois, o Presidente da Rep&uacute;blica, Fernando    Henrique Cardoso, veta integralmente, com a justificativa de que: </font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">(...) o projeto de inclus&atilde;o da Filosofia      e da Sociologia como disciplinas obrigat&oacute;rias no curr&iacute;culo do      ensino m&eacute;dio implicar&aacute; a constitui&ccedil;&atilde;o de &ocirc;nus      para os estados e o Distrito Federal, pressupondo a necessidade da cria&ccedil;&atilde;o      de cargos para a contrata&ccedil;&atilde;o de professores de tais disciplinas,      com a agravante de que, segundo informa&ccedil;&otilde;es da Secretaria de      Educa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dia e Tecnol&oacute;gica, n&atilde;o h&aacute;      no pa&iacute;s forma&ccedil;&atilde;o suficiente de tais profissionais para      atender &agrave; demanda que advir&aacute; caso fosse sancionado o projeto,      situa&ccedil;&otilde;es que por si s&oacute; recomendam que seja vetado na      sua totalidade por ser contr&aacute;rio ao interesse p&uacute;blico. (Presid&ecirc;ncia      da Rep&uacute;blica, 2001) </font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">No meio tempo e at&eacute; para se entender melhor    o veto do Presidente, o Conselho Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o (cne) regulamentou    os artigos da ldb referentes ao ensino m&eacute;dio com a edi&ccedil;&atilde;o    das Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino M&eacute;dio (dcnem), Parecer    cne/ceb n. 15/98 e Resolu&ccedil;&atilde;o cne/ceb n. 03/98. Nesses documentos,    ficou estabelecido que o tratamento a ser dado aos conhecimentos da Sociologia    e Filosofia seria <i>interdisciplinar</i>, o que refor&ccedil;ou a campanha    pela aprova&ccedil;&atilde;o do projeto do Padre Roque, que ia em sentido contr&aacute;rio.    De acordo com as dcnem, as escolas poderiam diluir os conhecimentos de Sociologia    nos conte&uacute;dos de outras disciplinas, mesmo porque, segundo a concep&ccedil;&atilde;o    que sustentava tal parecer, tais disciplinas j&aacute; contemplavam aqueles    conhecimentos e certamente a principal raz&atilde;o pretendia-se transitar para    um curr&iacute;culo o menos &quot;disciplinarizado&quot; poss&iacute;vel, haja    vista a organiza&ccedil;&atilde;o por &aacute;reas de conhecimentos que as Diretrizes    propunham para a escola m&eacute;dia. Sabendo-se que a conselheira-relatora    das dcnem fora indicada pelo ministro da Educa&ccedil;&atilde;o e aprovada pelo    Presidente, estabeleceu-se uma solidariedade entre as partes: era do interesse    do governo conselheira, ministro e Presidente que a Sociologia n&atilde;o se    tornasse obrigat&oacute;ria, por isso o veto (Moraes, 2004). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Como entender o sentido do veto nesse contexto    de interpreta&ccedil;&atilde;o da intermit&ecirc;ncia da disciplina no ensino    m&eacute;dio? Observando os argumentos marcadamente ideol&oacute;gicos presentes    numa certa tradi&ccedil;&atilde;o dos debates, fica dif&iacute;cil admitir que    o sentido seria ainda aquele de identifica&ccedil;&atilde;o da disciplina com    uma perspectiva de esquerda, socialista, doutrinadora etc., em que pese tenham    aparecido na imprensa muitos exemplares de cr&iacute;ticas baseadas em tais    argumentos.<sup><a href="#nt16">16</a></sup> <a name="tx16"></a>Mas, por um    lado, est&aacute;vamos em um regime reconhecidamente democr&aacute;tico, com    governo eleito, liberdade de opini&atilde;o, poderes funcionando etc., nada    que justificasse se dizer que o ensino de Sociologia pudesse amea&ccedil;ar    os poderes constitu&iacute;dos a partir de uma subvers&atilde;o dos valores,    manipula&ccedil;&atilde;o dos jovens, entre outros. Aqui, como em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; Reforma Capanema de 1942, parece-nos que o que orientou a exclus&atilde;o    da disciplina pelas dcnem e o veto presidencial decorreu muito mais do contexto    burocr&aacute;tico educacional. Por exemplo, se observarmos bem as dcnem, a    ideia que a condicionou era a da interdisciplinaridade, ou da &quot;desdisciplinariza&ccedil;&atilde;o&quot;.    A defini&ccedil;&atilde;o por &aacute;reas de conhecimento representava certa    dificuldade de conceber um curr&iacute;culo totalmente interdisciplinar, ou    uma concess&atilde;o &agrave;s press&otilde;es da equipe que formulava os Par&acirc;metros    Curriculares Nacionais do Ensino M&eacute;dio (pcnem) e que tinha seus membros    recrutados nas sociedades cient&iacute;ficas, ciosas das suas especificidades    e de seus espa&ccedil;os no curr&iacute;culo<sup> </sup>(Moraes, Tomazi &amp;    Guimar&atilde;es, 2004), raz&atilde;o pela qual estes Par&acirc;metros acabaram    permanecendo disciplinares, incluindo os pcnem de Filosofia e Sociologia (Sociologia,    Antropologia e Pol&iacute;tica). Por outro lado, a ades&atilde;o expl&iacute;cita    das dcnem &agrave; Pedagogia das Compet&ecirc;ncias p&ocirc;s em xeque a defini&ccedil;&atilde;o    de conte&uacute;dos: ao inv&eacute;s de transmiss&atilde;o, aquisi&ccedil;&atilde;o    ou at&eacute; mesmo de constru&ccedil;&atilde;o de conhecimentos (conforme a    &uacute;ltima moda pedag&oacute;gica, a que se filiavam as dcnem), o que passou    a dominar o discurso pedag&oacute;gico, de que as Diretrizes s&atilde;o um exemplar    fiel, foi o &quot;desenvolvimento de compet&ecirc;ncias e habilidades&quot;    (Parecer cne/ceb n. 15/98; Perrenoud, 1998). Assim, seria necess&aacute;rio    aprofundar as pesquisas nesse sentido e n&atilde;o socorrer-se de uma explica&ccedil;&atilde;o    de duvidoso poder heur&iacute;stico, se bem que com efeitos pol&iacute;ticos    indiscut&iacute;veis. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Anos de campanha 1998-2008 (<i>tom de relato-quase-depoimento</i>)    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Depois do per&iacute;odo de efetiva obrigatoriedade    da Sociologia na escola secund&aacute;ria brasileira, entre os anos de 1925    e 1942, parece que sempre estivemos em campanha pelo &quot;retorno&quot; da    disciplina ao curr&iacute;culo. A tese de livre-doc&ecirc;ncia de Luiz de Aguiar    Costa Pinto <i>O ensino de Sociologia na escola secund&aacute;ria</i>, de 1947    (Sarandy, 2004) e sua posterior comunica&ccedil;&atilde;o no <i>Symposium</i>    e em artigo publicado na revista <i>Sociologia</i>, da Escola Livre de Sociologia    e Pol&iacute;tica (elsp), em 1949 <i>O ensino de Sociologia nas escolas secund&aacute;rias    </i>, no qual o autor faz severa cr&iacute;tica &agrave; Reforma Capanema (Costa    Pinto, 1949), parecem iniciar o debate em defesa do retorno da disciplina. Ali&aacute;s,    no <i>Symposium</i> organizado pela elsp e publicado naquela revista, em 1949,    v&aacute;rios autores comparecem para tecer suas considera&ccedil;&otilde;es    sobre o tema Ensino de Sociologia e Etnologia. &Eacute; curiosa a participa&ccedil;&atilde;o    de Antonio C&acirc;ndido, que defende a presen&ccedil;a da disciplina no curso    Normal, de forma&ccedil;&atilde;o de professores, e a questiona, no entanto,    no colegial. Assim se pronuncia o autor: </font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana" size="2">N&atilde;o nos parece, contrariamente &agrave;      opini&atilde;o predominante entre os soci&oacute;logos, que deva o seu ensino      ser estabelecido no curso colegial, de onde o retirou a reforma Capanema,      juntamente com a economia e a estat&iacute;stica. </font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">Com efeito, n&atilde;o apenas o curr&iacute;culo      do curso secund&aacute;rio, em ambos os ciclos, padece de sobrecarga, como      a sociologia &eacute; mat&eacute;ria que pressup&otilde;e conhecimentos de      hist&oacute;ria, geografia e filosofia. Seria de toda conveni&ecirc;ncia iniciar      o seu estudo depois de alguns anos dessas disciplinas, elas sim indispens&aacute;veis      &agrave; forma&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria (...). </font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">No curso normal, a sociologia est&aacute; bem      colocada, devendo-se notar que a finalidade do seu estudo deveria corresponder      principalmente ao sentido <i>a</i> da an&aacute;lise inicial deste artigo:      como <i>ponto de vista</i> &eacute; que seria &uacute;til ao educador (...).      (Candido<sup> </sup>, 1949, p. 283) </font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">O pr&oacute;ximo nome a tomar parte no debate    &eacute; Florestan Fernandes que, em 1954, apresenta a comunica&ccedil;&atilde;o    <i>O ensino de Sociologia na escola secund&aacute;ria brasileira</i> (Fernandes,    1955), durante o I Congresso Brasileiro de Sociologia, onde defende a presen&ccedil;a    dessa disciplina na escola secund&aacute;ria e avan&ccedil;a na discuss&atilde;o    sobre a sua conveniente implanta&ccedil;&atilde;o no gin&aacute;sio, como Elementos    de Ci&ecirc;ncias Sociais. Ap&oacute;s a exposi&ccedil;&atilde;o, o principal    questionamento apresentado nos debates foi sobre as dificuldades de se introduzir    a disciplina no contexto da escola secund&aacute;ria pelo car&aacute;ter &quot;informativo,    enciclop&eacute;dico e superficial&quot; desta (Azevedo, 1955, p. 326), de modo    que a Sociologia acabaria se acomodando a esta estrutura, n&atilde;o produzindo    os efeitos pretendidos. Fernandes (op. cit., p. 319) havia justificado sua apresenta&ccedil;&atilde;o    em vista de se &quot;debater a conveni&ecirc;ncia de mudar a estrutura do sistema    educacional do pa&iacute;s e a conveni&ecirc;ncia de aproveitar, de maneira    mais construtiva, as ci&ecirc;ncias humanas no curr&iacute;culo da escola secund&aacute;ria&quot;.    </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Depois disso, somente nos anos de 1980, retoma-se    o debate de modo mais consistente, a partir da cria&ccedil;&atilde;o de associa&ccedil;&otilde;es    de soci&oacute;logos, que culmina no retorno gradual e opcional da disciplina    ao curr&iacute;culo at&eacute; meados dos anos de 1990. A&iacute;, como j&aacute;    foi narrado, h&aacute; um refluxo, dando origem &agrave; nova campanha, entre    1997-2008. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Aqui a an&aacute;lise cede lugar ao depoimento,    quando entramos efetivamente na campanha, participando ora como professor de    Metodologia do Ensino de Ci&ecirc;ncias Sociais, ora como diretor do Sindicato    dos Soci&oacute;logos do Estado de S&atilde;o Paulo, ora como representante    da Sociedade Brasileira de Sociologia (sbs) e depois de sua Comiss&atilde;o    de Ensino. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em fins de mar&ccedil;o de 1999, ocorreu o V    Encontro de Cursos de Ci&ecirc;ncias Sociais, realizado na fflch-usp, ao qual    resolvemos comparecer e tomar p&eacute; da situa&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o    ao ensino de Sociologia. Hav&iacute;amos assumido h&aacute; pouco (1997) a cadeira    de Metodologia do Ensino de Ci&ecirc;ncias Sociais na Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o    da usp. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os debates sobre o ensino de Sociologia transcorriam    sem grandes novidades e, por isso, preocupou-nos a falta de discuss&atilde;o    sobre as dcnem, publicadas em 1998, como se elas n&atilde;o existissem ou, pior,    como se n&atilde;o estivessem produzindo resultados negativos sobre a presen&ccedil;a    da disciplina Sociologia nas escolas, particularmente no estado de S&atilde;o    Paulo: meus alunos estavam encontrando enorme dificuldade para a realiza&ccedil;&atilde;o    de est&aacute;gios... </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Ao intervirmos no debate, a mesa e o p&uacute;blico    nos ouviram com um misto de estranhamento e interesse. Ap&oacute;s os debates,    fomos convidados a escrever um artigo sobre o assunto para ser publicado na    <i>Revista Educa&ccedil;&atilde;o</i>, do Sindicato dos Professores do Ensino    Oficial do Estado de S&atilde;o Paulo (apeoesp). T&iacute;nhamos apenas uma    semana para tanto. O artigo (Moraes, 1999; 2004) foi escrito num tom pol&ecirc;mico,    n&atilde;o se enquadrando talvez nos padr&otilde;es editoriais cient&iacute;ficos,    mas tendo repercuss&otilde;es at&eacute; hoje. E nisso reconhecemos, tempos    depois, uma caracter&iacute;stica da produ&ccedil;&atilde;o, mesmo a estritamente    acad&ecirc;mica, em rela&ccedil;&atilde;o ao tema &quot;ensino de Sociologia&quot;:    o tom pessoal, pol&iacute;tico e persuasivo, atendendo especialmente aos objetivos    da campanha (Moraes, 2003a), talvez se excetuando o caso de Meucci (2000). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Engajados na campanha come&ccedil;amos a participar    de v&aacute;rios eventos de &acirc;mbito estadual e nacional e logo passamos    a fazer parte da diretoria do Sindicato e, como consequ&ecirc;ncia, frequentamos    atividades patrocinadas pela Federa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Soci&oacute;logos    (fns). &Eacute; necess&aacute;rio dizer que nos primeiros anos eram as inst&acirc;ncias    sindicais que conduziam os debates e davam espa&ccedil;o para a discuss&atilde;o    sobre o ensino de Sociologia. V&aacute;rios encontros de cursos, estaduais e    nacionais, foram organizados pelo sinsesp e fns-b, dos quais tivemos oportunidade    de participar. Nesses encontros, o mais interessante foi notar que a maioria    dos participantes eram professores universit&aacute;rios, coordenadores de cursos    de Ci&ecirc;ncias Sociais ou professores de metodologia ou pr&aacute;tica de    ensino, e uma minoria, dois ou tr&ecirc;s, diretores do Sindicato e Federa&ccedil;&atilde;o.    J&aacute; como diretor do sinsesp e professor da usp, fomos a eventos organizados    pelo Sindicato e Federa&ccedil;&atilde;o no interior de Congressos da sbs (em    Fortaleza, 2001, e Campinas, 2003). Como dissemos na mesa do F&oacute;rum sobre    Ensino de Sociologia, durante o XI Congresso Brasileiro de Sociologia (2003),    estando num f&oacute;rum est&aacute;vamos &quot;de fora&quot;. Ent&atilde;o,    ao contr&aacute;rio de falar para fora da comunidade em defesa do ensino de    Sociologia tom predominante nas outras falas da mesa , optamos por falar &quot;para    dentro&quot;, mostrando que ainda havia o que conquistar intramuros, uma vez    que pairava muita d&uacute;vida, para n&atilde;o dizer oposi&ccedil;&otilde;es    expl&iacute;citas, sobre as nossas pretens&otilde;es de tornar o ensino de Sociologia    obrigat&oacute;rio (Moraes, 2003b). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Durante esses primeiros anos 1999 a 2002 , conhecemos    a professora Heloisa Martins, que embora n&atilde;o se dispusesse a fazer parte    da diretoria do Sindicato, vinha acompanhando assiduamente os eventos e compartilhava    conosco das preocupa&ccedil;&otilde;es sobre o ensino de Sociologia. Ela resolveu    organizar um dossi&ecirc; sobre o tema na revista <i>Tempo Social</i>, do Departamento    de Sociologia da usp, convidando-nos para escrever sobre Ensino de Sociologia.    Pudemos mergulhar de modo um tanto mais profundo nas pesquisas sobre o tema    (Moraes, 2003a) </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em junho de 2004, como representante da sbs no    F&oacute;rum Curricular Nacional do Ensino M&eacute;dio, a professora Heloisa    Martins deveria participar das discuss&otilde;es que j&aacute; haviam iniciado    com o novo governo federal. N&atilde;o podendo comparecer em virtude de outros    compromissos, depositou em n&oacute;s toda confian&ccedil;a e abonou o nosso    nome perante a Diretoria da SBS. Da participa&ccedil;&atilde;o nesse F&oacute;rum    decorreu a coordena&ccedil;&atilde;o da equipe de Sociologia e a elabora&ccedil;&atilde;o    das chamadas <i>Orienta&ccedil;&otilde;es Curriculares do Ensino M&eacute;dio</i>    (ocem Sociologia) (2004; 2006). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em julho de 2004, ao organizar uma sess&atilde;o    especial na Reuni&atilde;o Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da    Ci&ecirc;ncia (sbpc), Heloisa Martins convidou-nos para debater o tema Ensino    de Sociologia, junto com as professoras Ileizi Silva, da uel/pr, e Clarissa    Baeta Neves, da ufrgs/rs (Moraes, 2008). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Durante o processo de elabora&ccedil;&atilde;o    das ocem, questionamos a Diretoria de Pol&iacute;ticas do Ensino M&eacute;dio    do mec sobre a legitimidade e consist&ecirc;ncia de estarmos participando das    atividades para elabora&ccedil;&atilde;o de um documento oficial sobre ensino    de Sociologia sem termos garantido que a disciplina se tornasse obrigat&oacute;ria.    Como consequ&ecirc;ncia, houve um compromisso do mec de encaminhar proposta    de altera&ccedil;&atilde;o da lei e incluir Sociologia (e Filosofia) como disciplina    obrigat&oacute;ria. Como resultado, foi-nos solicitado que apresent&aacute;ssemos    um parecer sobre a inclus&atilde;o da Sociologia no curr&iacute;culo do ensino    m&eacute;dio. Tal documento (Moraes, 2007) deu origem ao Parecer cen/ceb n.    38/06, que estabeleceu a obrigatoriedade da Sociologia e Filosofia em todas    as escolas p&uacute;blicas e privadas do pa&iacute;s. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A essa altura, embora ainda pertenc&ecirc;ssemos    ao Sindicato dos Soci&oacute;logos, hav&iacute;amos nos aproximado mais da sbs,    e ent&atilde;o fomos convidados para coordenar um gt sobre Ensino de Sociologia,    no xii Congresso Brasileiro de Sociologia, em Belo Horizonte, em 2005 (repetindo-se    o convite no xiii Congresso, Recife, 2007, no xiv Congresso, Rio de Janeiro,    2009; e no xv Congresso, Curitiba, 2011). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A publica&ccedil;&atilde;o das ocem Sociologia,    em que pese algumas cr&iacute;ticas, representou uma mudan&ccedil;a na pr&oacute;pria    campanha, ao menos no que diz respeito ao engajamento da sbs e de muitos professores    universit&aacute;rios. Ficava claro que nosso interesse filiava-se &agrave;quele    proposto por Florestan Fernandes em 1954: contribuir para a forma&ccedil;&atilde;o    dos jovens e intervir na estrutura do sistema educacional, em especial no que    se refere ao curr&iacute;culo. Dominado pela tradi&ccedil;&atilde;o e por equ&iacute;vocos    de concep&ccedil;&atilde;o, o curr&iacute;culo da escola m&eacute;dia brasileira    tem produzido resultados os mais sofr&iacute;veis, colocando o Brasil em termos    de aproveitamento escolar nos piores lugares em <i>rankings </i>internacionais.    E mesmo em exames nacionais (enem, saeb e saresp, sem contar os principais exames    vestibulares), a situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; muito melhor, apesar    dos esfor&ccedil;os, dos recursos investidos e at&eacute; de casos pontuais    de relativo progresso. Assim, nossa interven&ccedil;&atilde;o, representando    a sbs, explicitada durante audi&ecirc;ncia p&uacute;blica do Conselho Nacional    de Educa&ccedil;&atilde;o, por &eacute;poca dos debates sobre o parecer de nossa    autoria, enviado pelo mec &agrave;quele &oacute;rg&atilde;o, n&atilde;o tinha    outro prop&oacute;sito sen&atilde;o instar os conselheiros ao abandono de <i>parti-pris</i>    marcado, como dissemos, quer pela tradi&ccedil;&atilde;o, quer pela aceita&ccedil;&atilde;o    acr&iacute;tica de &quot;tend&ecirc;ncias pedag&oacute;gicas&quot;, solid&aacute;rias    do chamado processo de globaliza&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, que vinha    nas f&oacute;rmulas da flexibiliza&ccedil;&atilde;o, desregulamenta&ccedil;&atilde;o    e, no caso da educa&ccedil;&atilde;o, da desdisciplinariza&ccedil;&atilde;o    (Moraes, 2006). Nessa audi&ecirc;ncia, estavam presentes v&aacute;rias entidades    que h&aacute; anos vinham lutando pelo retorno da Sociologia &agrave; escola    m&eacute;dia sindicatos, associa&ccedil;&otilde;es profissionais e acad&ecirc;micas,    representantes da escola p&uacute;blica e entidades de representa&ccedil;&atilde;o    estudantil, entre outras. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O deslocamento da campanha para o Conselho Nacional    de Educa&ccedil;&atilde;o tinha sido uma sa&iacute;da para a dificuldade de    tramita&ccedil;&atilde;o no Congresso Nacional tanto pela derrubada do veto    presidencial de 2001, quanto pelos entraves e demora do processo legislativo    normal a que estava sujeito o Projeto de Lei n. 1.641/03 do deputado Ribamar    Alves (psb-ma). Assim, a aprova&ccedil;&atilde;o, ao fim e ao cabo, do Parecer    n. 38/2006, pelo cne, determinando o tratamento disciplinar e obrigat&oacute;rio    para Sociologia em escolas com curr&iacute;culo estruturado por disciplinas,    acabou contribuindo para uma maior legitima&ccedil;&atilde;o de sua presen&ccedil;a    nos curr&iacute;culos. No entanto, uma diverg&ecirc;ncia quanto &agrave; legitimidade    de o cne legislar sobre disciplinas foi logo evidenciada por a&ccedil;&atilde;o    do Conselho Estadual de Educa&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o Paulo (cee-sp),    para quem o cne feria a autonomia dos sistemas de ensino e especialmente a autonomia    das escolas. Com a edi&ccedil;&atilde;o da Indica&ccedil;&atilde;o n. 62/2006,    o cee-sp suspendia a vig&ecirc;ncia no territ&oacute;rio paulista do Parecer    emitido pelo cne. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As entidades de defesa da obrigatoriedade da    Sociologia tiveram, ent&atilde;o, de novamente recorrer ao Congresso Nacional    para &quot;pacificar&quot; a situa&ccedil;&atilde;o. Foram mais quase dois anos    de debates, idas e vindas para finalmente, em 2008, o Congresso aprovar o pl    n. 1.641/03 em tramita&ccedil;&atilde;o, sendo sancionado pelo Presidente em    exerc&iacute;cio Jos&eacute; Alencar como Lei n. 11.684/2008, que altera a ldb,    tornando obrigat&oacute;rias Sociologia e Filosofia nas tr&ecirc;s s&eacute;ries    do ensino m&eacute;dio. O debate agora passa a ser sobre a forma&ccedil;&atilde;o    do professor de Sociologia e os conte&uacute;dos a serem lecionados, mas isso    &eacute; outra hist&oacute;ria.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias </b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">ANTUNHA, H.C.G. Sauda&ccedil;&atilde;o ao professor    Paul Arbousse-Bastide. <i>Revista da Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o</i>,    S&atilde;o Paulo, v. 10, n. 2, p. 317-322, 1984.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0101-3262201100030000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ascher, N. Doutrina&ccedil;&atilde;o barata.    <i>Folha de S. Paulo</i>, S&atilde;o Paulo, 9 jun. 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0101-3262201100030000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">AVELLAR, H.A. <i>Hist&oacute;ria administrativa    e econ&ocirc;mica do Brasil</i>. Rio de Janeiro: fename, 1976.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0101-3262201100030000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">AZEVEDO, F. Discurso de encerramento. In: CONGRESSO    BRASILEIRO DE SOCIOLOGIA, 1., 1954, S&atilde;o Paulo. <i>Anais</i>... S&atilde;o    Paulo, 1955. p. 53-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0101-3262201100030000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Azevedo, R. Cuidem de suas crian&ccedil;as!:    os molestadores ideol&oacute;gicos v&ecirc;m a&iacute;. <i>Veja.com</i>, blog,    3 jun. 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0101-3262201100030000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">BASBAUM, L. <i>Hist&oacute;ria sincera da Rep&uacute;blica,    de 1889-1930</i>. S&atilde;o Paulo: Alfa-Omega, 1976.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0101-3262201100030000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">BOMENY, H.M. Darcy Ribeiro e a Escola de Pioneiros.    In: ENCONTRO ANUAL DA ANPOCS, 24., 2000, Petr&oacute;polis.&#160;<i>Anais..</i>.    Petr&oacute;polis, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0101-3262201100030000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">BOURDIEU, P. M&eacute;todo cient&iacute;fico    e hierarquia social dos objetos. In: Catani, A.; Nogueira, M.A. (Org.). <i>Escritos    de educa&ccedil;&atilde;o</i>. Petr&oacute;polis: Vozes, 2003. p. 33-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0101-3262201100030000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">CANDIDO, A. Sociologia, ensino e estudo. <i>Sociologia:    Revista Did&aacute;tica e Cient&iacute;fica</i>, S&atilde;o Paulo, v. 11, n.    3, p. 275-289, 1949.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0101-3262201100030000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">CARVALHO, L.M.G. (Org.). <i>Sociologia e ensino    em debate</i>. Iju&iacute;: Uniju&iacute;, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0101-3262201100030000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">FERNANDES, F. Comunica&ccedil;&atilde;o e debates.    In: CONGRESSO BRASILEIRO DE SOCIOLOGIA, 1., 1954, S&atilde;o Paulo. <i>Anais...    </i>S&atilde;o Paulo, 1955. p. 319-321; 325-328.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0101-3262201100030000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">FERNANDES, F. <i>O ensino de sociologia na escola    secund&aacute;ria brasileira:</i> 1&#186; dossi&ecirc; de ci&ecirc;ncias sociais.    S&atilde;o Paulo: ceupes-usp/cacs-puc, 1985. p. 46-58. (mimeo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0101-3262201100030000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->). </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">F&Eacute;TIZON, B.A.M. <i>Educar professores:    </i>(um questionamento dos cursos de licenciatura da Universidade de S&atilde;o    Paulo). S&atilde;o Paulo: feusp, 1984. (Estudos e documentos, v. 24).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0101-3262201100030000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ioschpe, G. Errar &eacute; humanas. <i>Veja.com</i>,    S&atilde;o Paulo, 30 jun. 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0101-3262201100030000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">LIMONGI, F. A Escola Livre de Sociologia e Pol&iacute;tica    em S&atilde;o Paulo. In: Miceli, S. (Org.). <i>Hist&oacute;ria das Ci&ecirc;ncias    Sociais no Brasil</i>. S&atilde;o Paulo: Sumar&eacute;; fapesp, 1995. v. 2,    p. 107-231.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0101-3262201100030000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">LIMONGI, F. Mentores e clientelas da Universidade    de S&atilde;o Paulo. In: Miceli, S. (Org.). <i>Hist&oacute;ria das Ci&ecirc;ncias    Sociais no Brasil</i>. S&atilde;o Paulo: Sumar&eacute;; fapesp, 1995. v. 2,    p.135-221.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0101-3262201100030000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><i>O LIVRO negro da usp:</i> o controle ideol&oacute;gico    na universidade. S&atilde;o Paulo: edusp, 1978.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0101-3262201100030000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Macedo, R. Sociologia &amp; Cia no cne &amp;    Cia. <i>O Estado de S. Paulo</i>, S&atilde;o Paulo, 20 jul. 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0101-3262201100030000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">MACHADO, C.S. O ensino da Sociologia na escola    secund&aacute;ria brasileira: levantamento preliminar. <i>Revista da Faculdade    de Educa&ccedil;&atilde;o</i>, S&atilde;o Paulo, v. 13, n. 1, p. 115-142, 1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0101-3262201100030000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">MACHADO, O. <i>O ensino de Ci&ecirc;ncias Sociais    na escola m&eacute;dia</i>. 1996. 199p. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado    em Educa&ccedil;&atilde;o) Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade    de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0101-3262201100030000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">MARTELLI, A.C.; MANCHOPE, E.C.P. A hist&oacute;ria    do curso de Pedagogia no Brasil: da sua cria&ccedil;&atilde;o ao contexto ap&oacute;s    ldb 9394/96. <i>Revista Eletr&ocirc;nica de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o</i>,    v. 3, n. 1, 2004. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://revistas.facecla.com.br/index.php/reped/article/view/517" target="_blank">http://revistas.facecla.com.br/index.php/reped/article/view/517</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0101-3262201100030000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">MEUCCI, S. <i>A institucionaliza&ccedil;&atilde;o    da Sociologia no Brasil</i>: os primeiros manuais e cursos. 2000. 157p. Disserta&ccedil;&atilde;o    (Mestrado em Sociologia) Instituto de Filosofia e Ci&ecirc;ncias Humanas, Universidade    Estadual de Campinas, Campinas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0101-3262201100030000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">MEUCCI, S. O significado dos cursos de Sociologia    nos cursos secund&aacute;rios no Brasil. In: CONGRESSO NACIONAL DE SOCI&Oacute;LOGOS,    12., 2002, Curitiba. <i>Anais...</i> Curitiba, 2002. p. 118 (mimeo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0101-3262201100030000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->). </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">MICELI, S. (Org.). <i>Hist&oacute;ria das Ci&ecirc;ncias    Sociais no Brasil</i>. S&atilde;o Paulo: Sumar&eacute;; fapesp, 1995. v. 2,    p. 107-231.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0101-3262201100030000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">MORAES, A.C.<b> </b>Por que Sociologia e Filosofia    no ensino m&eacute;dio? <i>Revista Educa&ccedil;&atilde;o</i>, S&atilde;o Paulo,    n. 10, p. 50-53, maio 1999. (Republicado em Carvalho, op. cit., p. 95-103).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0101-3262201100030000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">MORAES, A.C. Licenciatura em Ci&ecirc;ncias Sociais    e ensino de Sociologia: entre o balan&ccedil;o e o relato. <i>Tempo Social</i>,    S&atilde;o Paulo, v. 15, n. 1, p. 5-20, 2003a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0101-3262201100030000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">MORAES, A.C. <i>Sociologia no ensino m&eacute;dio</i>:    reconquistas hist&oacute;ricas reflex&otilde;es metaf&oacute;ricas. Texto apresentado    no F&oacute;rum Forma&ccedil;&atilde;o de Professores e Cursos de Ci&ecirc;ncias    Sociais, durante o XI Congresso Brasileiro de Sociologia, Campinas, 2003. Campinas,    2003b. (in&eacute;dito).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0101-3262201100030000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">MORAES, A.C. O veto de fhc: o sentido de um gesto.    In: Carvalho, L.M.G. (Org.). <i>Sociologia e ensino em debate</i>. Iju&iacute;:    Uniju&iacute;, 2004. p. 105-111.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0101-3262201100030000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">MORAES, A.C. Sociologia e Filosofia no ensino    m&eacute;dio: um resgate hist&oacute;rico, 2006. (Texto escrito para o jornal    <i>Folha de S. Paulo</i>, que o preteriu, permanecendo in&eacute;dito).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0101-3262201100030000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">MORAES, A.C. Parecer sobre o ensino de Filosofia    e Sociologia. <i>Media&ccedil;&otilde;es</i>, Londrina, v. 12, p. 239-248, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0101-3262201100030000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">MORAES, A.C. O que temos de aprender para ensinar    ci&ecirc;ncias sociais? <i>Cronos</i>, Natal, v. 8, p. 395-402, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0101-3262201100030000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">MORAES, A.C.; TOMAZI, N.D.; GUIMAR&Atilde;ES,    E.F. An&aacute;lise cr&iacute;ticas das dcn e pcn. In: SEMIN&Aacute;RIO Orienta&ccedil;&otilde;es    Curriculares do Ensino M&eacute;dio. Bras&iacute;lia, df: mec/seb, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0101-3262201100030000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">MORAES, A.C.; TOMAZI, N.D.; GUIMAR&Atilde;ES,    E.F. <i>Orienta&ccedil;&otilde;es curriculares do ensino m&eacute;dio</i>: Sociologia.    Bras&iacute;lia, df: mec/seb, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0101-3262201100030000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><i>Nosso S&eacute;culo</i>, 1900/1910 e 1930/1945.    S&atilde;o Paulo: Abril Cultural, 1980. v. 1, v. 3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0101-3262201100030000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">OTRANTO, C.R. A nova ldb da educa&ccedil;&atilde;o    nacional: seu tr&acirc;mite no congresso e as principais propostas de mudan&ccedil;a.&#160;<i>Revista    Universidade Rural</i>, Serop&eacute;dica (RJ), v. 18, n. 1-2, p. 11-16, dez.    1996. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.celia.na-web.net/pasta1/trabalho3.htm" target="_blank">http://www.celia.na-web.net/pasta1/trabalho3.htm</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0101-3262201100030000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">PERRENOUD, P. Construir compet&ecirc;ncias e    virar as costas aos saberes? <i>R&eacute;sonances</i>, mensuel de l'&Eacute;cole    Valaisanne, Dossier Savoirs et comp&eacute;tences, n. 3, p. 3-7, nov. 1998.    (Tradu&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria; mimeo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0101-3262201100030000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->). </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">PILETTI, N. Evolu&ccedil;&atilde;o do curr&iacute;culo    do curso secund&aacute;rio no Brasil. <i>Revista da Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o</i>,    S&atilde;o Paulo, v. 13, n. 2, p. 22-72, 1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0101-3262201100030000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">PONTE PRETA, S. (S&eacute;rgio Porto). <i>febeap&aacute;    1</i>: <i>Primeiro Festival de Besteira que Assola o Pa&iacute;s</i>. S&atilde;o    Paulo: C&iacute;rculo do Livro, s/d.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0101-3262201100030000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">SANTOS, M.B. A Sociologia no contexto das reformas    do ensino m&eacute;dio. In: Carvalho, L.M.G. (Org.). <i>Sociologia e ensino    em debate.</i> Iju&iacute;: Uniju&iacute;, 2004. p. 131-180 </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0101-3262201100030000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">S&Atilde;O PAULO (Estado). Proposta curricular    do Estado de S&atilde;o Paulo para a disciplina de Sociologia: ensino m&eacute;dio.    S&atilde;o Paulo, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0101-3262201100030000400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">SARANDY, F.M.S. <i>A sociologia volta &agrave;    escola: </i>um estudo dos manuais de Sociologia para o ensino m&eacute;dio no    Brasil. 2004. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Sociologia) Universidade    Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0101-3262201100030000400041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schwartsman, H. A volta da filosofia. <i>Folha    Online</i>, 12 jun. 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0101-3262201100030000400042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schwartzman, S. O curr&iacute;culo de sociologia    para o ensino m&eacute;dio do Rio de Janeiro. <i>Simon's Site</i> (blog), 7    mar. 2010. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.schwartzman.org.br/sitesimon/?p=1587&lang=pt-br" target="_blank">http://www.schwartzman.org.br/sitesimon/?p=1587&amp;lang=pt-br</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0101-3262201100030000400043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">TAKAGI, C.T.T. <i>Ensinar sociologia:</i> an&aacute;lise    dos recursos did&aacute;ticos. 2007. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em    Educa&ccedil;&atilde;o) Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0101-3262201100030000400044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">ZOTTI, S.A. O ensino secund&aacute;rio nas reformas    Francisco Campos e Gustavo Capanema: um olhar sobre a organiza&ccedil;&atilde;o    do curr&iacute;culo escolar. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE HIST&Oacute;RIA DA    EDUCA&Ccedil;&Atilde;O, 4., 2006, Goi&acirc;nia. <i>Anais</i>...<i> </i>Goi&acirc;nia,    2006. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.sbhe.org.br/novo/congressos/cbhe4/individuais-coautorais/eixo01/Solange%20Aparecida%20Zotti%20-%20Texto.pdf" target="_blank">http://www.sbhe.org.br/novo/congressos/cbhe4/individuais-coautorais/eixo01/Solange%20Aparecida%20Zotti%20-%20Texto.pdf</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0101-3262201100030000400045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->    </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Legisla&ccedil;&atilde;o </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">BRASIL. Conselho Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o.    C&acirc;mara de Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Parecer n. 15/98 e Resolu&ccedil;&atilde;o    n. 03/98. Estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino M&eacute;dio.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0101-3262201100030000400046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">BRASIL. Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica.    Veto ao Projeto de Lei n. 09/00. Mensagem n. 1.073, Bras&iacute;lia, df, 8 de    outubro de 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0101-3262201100030000400047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">BRASIL. Senado Federal. Decreto n. 981, de 8    de novembro de 1890. Approva o Regulamento da Instruc&ccedil;&atilde;o Primaria    e Secundaria do Districto Federal (Reforma Benjamim Constant).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0101-3262201100030000400048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">BRASIL. Senado Federal. Decreto n. 16782 A, de    13 de janeiro de 1925. Estabelece o concurso da uni&atilde;o para difus&atilde;o    do ensino prim&aacute;rio, organiza o departamento nacional do ensino, reforma    o ensino secund&aacute;rio e o superior e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0101-3262201100030000400049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">BRASIL. Senado Federal. Decreto n. 19.851, de    11 de abril de 1931. Estatuto da Universidade Brasileira.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0101-3262201100030000400050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">BRASIL. Senado Federal. Decreto n. 19.890, de    18 de abril de 1931. Disp&otilde;e sobre a organiza&ccedil;&atilde;o do ensino    secund&aacute;rio.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0101-3262201100030000400051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">BRASIL. Senado Federal. Decreto-Lei n. 1.190,    de 4 de abril de 1939. D&aacute; organiza&ccedil;&atilde;o &agrave; Faculdade    Nacional de Filosofia (Diretrizes para os Cursos de Licenciatura).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0101-3262201100030000400052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">BRASIL. Senado Federal. Decreto-Lei n. 4.244,    de 9 de abril de 1942. Lei org&acirc;nica do ensino secund&aacute;rio; Reforma    Capanema.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0101-3262201100030000400053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Recebido em 12 de agosto de 2010</font>    <br>   <font face="Verdana" size="2">Aprovado em 22 de setembro de 2011</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Notas </b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a name="nt1"></a><a href="#tx1">1</a>. Assim,    por exemplo, relata Stanislaw Ponte Preta, no febeap&aacute; 1: &quot;Abril,    m&ecirc;s que marcava o primeiro anivers&aacute;rio da `redentora'...&quot;    (Ponte Preta, s/d.).     <br>   </font><font face="Verdana" size="2"><a name="nt2"></a><a href="#tx2">2</a>.    Lejeune Mato Grosso de Carvalho refere-se v&aacute;rias vezes ao ano de 1891    (2004, p. 15, 18, 19) como o ano da reforma Benjamim Constant, quando o ano    correto &eacute; 1890 (conforme nota 4, a seguir), al&eacute;m de indicar como    Presidente da Rep&uacute;blica Floriano Peixoto e n&atilde;o Deodoro da Fonseca    (Carvalho, 2004, p. 18).    <br>   </font><font face="Verdana" size="2"><a name="nt3"></a><a href="#tx3">3</a>.    O que n&atilde;o se efetiva integralmente, uma vez que, para preencher as vagas,    &eacute; necess&aacute;ria uma manobra de Fernando de Azevedo comissionando    professores da escola p&uacute;blica secund&aacute;ria para fazer o curso (cf.    Limongi, 1995)<i>.     <br>   </i></font><font face="Verdana" size="2"><a name="nt4"></a><a href="#tx4">4</a>.    No sentido dado por Bourdieu (2003).     <br>   </font><font face="Verdana" size="2"><a name="nt5"></a><a href="#tx5">5</a>.    &Eacute; o caso de lembrar que o Estatuto da Universidade Brasileira (Decreto    n. 19.851, de11/04/1931) previa a possibilidade de uma Faculdade de <i>Educa&ccedil;&atilde;o</i>,    Ci&ecirc;ncias e Letras, orientada para a forma&ccedil;&atilde;o de professores,    como uma das unidades, entre tr&ecirc;s necess&aacute;rias, para a cria&ccedil;&atilde;o    de uma universidade. No entanto, ao se criar a usp o n&uacute;cleo b&aacute;sico    foi uma Faculdade de <i>Filosofia</i>, Ci&ecirc;ncias e Letras, o que fez toda    a diferen&ccedil;a ao orientar-se esta para a pesquisa.     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font face="Verdana" size="2"><a name="nt6"></a><a href="#tx6">6</a>.    Pelo Decreto-Lei n. 1.190, de 4 de abril de 1939 (art. 49). Ao bacharel, diplomado    nos termos do artigo anterior, que concluir regularmente o curso de Did&aacute;tica    referido no artigo 20 desta Lei ser&aacute; conferido o diploma de licenciado    no grupo de disciplinas que formarem o seu curso de bacharelado.     <br>   </font><font face="Verdana" size="2"><a name="nt7"></a><a href="#tx7">7</a>.    Essa contabilidade &eacute; falsa, pois h&aacute; muito os cursos n&atilde;o    mant&ecirc;m essa propor&ccedil;&atilde;o. Por exemplo, para 148 cr&eacute;ditos/37    disciplinas do curso de bacharelado, temos 24 cr&eacute;ditos/6 disciplinas    na licenciatura em Ci&ecirc;ncias Sociais na usp.     <br>   </font><font face="Verdana" size="2"><a name="nt8"></a><a href="#tx8">8</a>.    A respeito dessa quest&atilde;o, Bohmeny (2000, p. 12) observa que, &quot;na    Faculdade de Filosofia, Florestan Fernandes era uma ilha de sociologia cercada    de um oceano de literatos&quot; e de quanto, por outro lado, &quot;O pr&oacute;prio    Antonio Candido seria uma das v&iacute;timas preferenciais nesse processo restritivo    de institucionaliza&ccedil;&atilde;o e delimita&ccedil;&atilde;o de fronteiras    disciplinares&quot;, por conta de suas aproxima&ccedil;&otilde;es com a literatura.    <br>   </font><font face="Verdana" size="2"><a name="nt9"></a><a href="#tx9">9</a>.    No Decreto n. 4.244/42, encontramos: &quot;Art. 9&#186; - O ensino secund&aacute;rio    manter&aacute; liga&ccedil;&atilde;o com as outras modalidades de ensino pela    forma seguinte: 1. O curso ginasial estar&aacute; articulado com o ensino prim&aacute;rio,    de tal modo que deste para aquele o aluno transite em termos de met&oacute;dica    progress&atilde;o.&quot;    <br>   </font><font face="Verdana" size="2"><a name="nt10"></a><a href="#tx10">10</a>.    O ensino b&aacute;sico, entre n&oacute;s, ainda n&atilde;o atingiu a universaliza&ccedil;&atilde;o,    de modo que, por enquanto, o que temos &eacute; o ensino fundamental universalizado.    <br>   </font><font face="Verdana" size="2"><a name="nt11"></a><a href="#tx11">11</a>.    O Decreto-Lei n. 1.190, de 4 de Abril de 1939, al&eacute;m de ser refer&ecirc;ncia    para os cursos de licenciatura, criava, a partir da Faculdade Nacional de Filosofia,    o modelo para os cursos de Pedagogia, de modo que agora passamos a ter o profissional    de educa&ccedil;&atilde;o (cf. Martelli &amp; Manchope, 2004).    <br>   </font><font face="Verdana" size="2"><a name="nt12"></a><a href="#tx12">12</a>.    H&aacute; quem interprete a Reforma Capanema a partir das liga&ccedil;&otilde;es    do ministro com a Igreja Cat&oacute;lica (vide Santos, 2004)<i>.</i>     <br>   </font><font face="Verdana" size="2"><a name="nt13"></a><a href="#tx13">13</a>.    Sobretudo entre intelectuais liberais e representantes da Igreja Cat&oacute;lica,    entre escola p&uacute;blica laica e escola privada confessional, sobressaindo    Florestan Fernandes dentre os primeiros e Carlos Lacerda dentre os &uacute;ltimos.    <br>   </font><font face="Verdana" size="2"><a name="nt14"></a><a href="#tx14">14</a>.    Caso semelhante ao que acontece com Hist&oacute;ria, quando se pensa que o ensino    dessa disciplina far&aacute; os alunos se tornarem sujeitos da Hist&oacute;ria...    <br>   </font><font face="Verdana" size="2"><a name="nt15"></a><a href="#tx15">15</a>.    Vide os artigos de Ascher (2008), Azevedo (2008), Ioschpe (2008), Schwartsman    (2008), Macedo (2006), Schwartzman (2010).    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font face="Verdana" size="2"><a name="nt16"></a><a href="#tx16">16</a>.    Idem. </font></p>      ]]></body><back>
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<source><![CDATA[Decreto n. 981, de 8 de novembro de 1890. Approva o Regulamento da Instrucção Primaria e Secundaria do Districto Federal (Reforma Benjamim Constant)]]></source>
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<source><![CDATA[Decreto n. 16782 A, de 13 de janeiro de 1925. Estabelece o concurso da união para difusão do ensino primário, organiza o departamento nacional do ensino, reforma o ensino secundário e o superior e dá outras providências]]></source>
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<source><![CDATA[Decreto-Lei n. 1.190, de 4 de abril de 1939. Dá organização à Faculdade Nacional de Filosofia (Diretrizes para os Cursos de Licenciatura)]]></source>
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