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<article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0101-32622011000300005</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Condições de trabalho do professor de Sociologia]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper aims to present the working conditions of Sociology professors, in the current period, and also describe and analyze the changes resulting from a series of laws approved in semester of 2009, in São Paulo State. The text is structured as follows: (1) Brief history of Sociology as a discipline in schools. This topic presents the history of the discipline through educational policies, emphasizing on their effects in the most recent period in São Paulo State. (2) Working conditions. The purpose of this topic is to analyze four points related to working conditions, according to the legislation discussed. The points are as follows: (2.1) Salary; (2.2) Journeywork; (2.3) Career and (2.4) Labor Relations. This paper is justified by the understanding of the consequences of new laws in academic labor and in the history and institutionalization of Sociology as a discipline in schools.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGOS</font></b></p>     <p>&nbsp; </p>     <p> </p>     <p><b><font face="Verdana" size="4">Condi&ccedil;&otilde;es de trabalho do professor    de Sociologia</font></b><font face="Verdana" size="2"> </font></p>     <p>&nbsp; </p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Working conditions of Sociology professors</b>    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> </p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">Ana L&uacute;cia Lennert</font></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Mestre em Educa&ccedil;&atilde;o e professora    do ensino m&eacute;dio do Centro Federal de Educa&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica    do Rio de Janeiro (cefet/rj),     <br>   E-mail: <a href="mailto:analu_lennert@yahoo.com.br">analu_lennert@yahoo.com.br</a>    </font></p>     <p> </p>     <p> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1"noshade>     <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p>     <p><font face="Verdana" size="2"> O artigo tem como objetivo apresentar as condi&ccedil;&otilde;es    de trabalho dos professores de Sociologia, no per&iacute;odo atual, e, tamb&eacute;m,    descrever e analisar as mudan&ccedil;as advindas de um conjunto de leis aprovadas    no segundo semestre de 2009, no estado de S&atilde;o Paulo. O texto estrutura-se    da seguinte forma: (1) Breve hist&oacute;rico da Sociologia como disciplina    escolar. Este t&oacute;pico apresenta a hist&oacute;ria da disciplina por meio    das pol&iacute;ticas educacionais, colocando &ecirc;nfase nos seus desdobramentos    no per&iacute;odo mais recente no Estado de S&atilde;o Paulo. (2) Condi&ccedil;&otilde;es    de trabalho. O objetivo deste t&oacute;pico &eacute; o de analisar quatro pontos    referentes &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, que se relacionam    com a legisla&ccedil;&atilde;o discutida. Os pontos s&atilde;o os seguintes:    (2.1) Sal&aacute;rio; (2.2) Jornada de trabalho; (2.3) Carreira e (2.4) Rela&ccedil;&otilde;es    de trabalho. Este artigo justifica-se pela compreens&atilde;o dos reflexos das    novas leis no trabalho docente e na trajet&oacute;ria e institucionaliza&ccedil;&atilde;o    da Sociologia como disciplina escolar. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave: </b>Professor de Sociologia.    Condi&ccedil;&otilde;es de trabalho. Escola. </font></p> <hr size="1"noshade>     <p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"> This paper aims to present the working conditions    of Sociology professors, in the current period, and also describe and analyze    the changes resulting from a series of laws approved in semester of 2009, in    S&atilde;o Paulo State. The text is structured as follows: (1) Brief history    of Sociology as a discipline in schools. This topic presents the history of    the discipline through educational policies, emphasizing on their effects in    the most recent period in S&atilde;o Paulo State. (2) Working conditions. The    purpose of this topic is to analyze four points related to working conditions,    according to the legislation discussed. The points are as follows: (2.1) Salary;    (2.2) Journeywork; (2.3) Career and (2.4) Labor Relations. This paper is justified    by the understanding of the consequences of new laws in academic labor and in    the history and institutionalization of Sociology as a discipline in schools.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords:</b> Sociology professors. Working    conditions. School. </font></p> <hr size="1"noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Esclarecimento inicial acerca dos procedimentos    metodol&oacute;gicos adotados durante a investiga&ccedil;&atilde;o </b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para o processo de constru&ccedil;&atilde;o das    caracter&iacute;sticas mais gerais dos professores, como grupo de trabalhadores,    recorreu-se aos dados estat&iacute;sticos do Censo Escolar da Educa&ccedil;&atilde;o    B&aacute;sica, elaborado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais    An&iacute;sio Teixeira, do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, e aos    dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios, elaborada pelo    Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica, ambos de 2007. Esses    dados estat&iacute;sticos ajudaram na an&aacute;lise dos depoimentos orais dos    professores de Sociologia. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com o objetivo de compor a amostra de professores    a serem entrevistados, solicitou-se &agrave;s Diretorias de Ensino de Campinas,    Leste e Oeste, dados sobre as escolas que possu&iacute;am a disciplina Sociologia    no curr&iacute;culo, acompanhados de informa&ccedil;&otilde;es sobre que professores    a ministravam e, desses, quem eram os formados em Ci&ecirc;ncias Sociais. Ambas    as Diretorias de Ensino forneceram listas com os nomes das escolas que possu&iacute;am    a disciplina Sociologia e a quantidade de professores de Sociologia por escola,    nos anos de 2006 e 2007. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Entretanto, em 2008, ao iniciar a pesquisa de    campo, a disciplina foi exclu&iacute;da do curr&iacute;culo. Surgiram d&uacute;vidas:    onde encontrar os professores de Sociologia se a disciplina n&atilde;o estava    mais presente no curr&iacute;culo? Em quais atividades estariam trabalhando    os professores de Sociologia concursados (com contrato de trabalho efetivo)?    Encontrar-se-iam professores de Sociologia tempor&aacute;rios (com contrato    por tempo determinado) ou eventuais (sem contrato algum)? </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A solu&ccedil;&atilde;o encontrada foi trabalhar    com uma pesquisa explorat&oacute;ria em todas as escolas listadas pelas Diretorias    de Ensino, perguntando se havia ou n&atilde;o professores formados em Ci&ecirc;ncias    Sociais e em quais disciplinas estariam trabalhando. O total de escolas listadas    pelas Diretorias de Ensino, com a disciplina Sociologia, era de 21, sendo 9    da regi&atilde;o Leste e 12 da Oeste. Na pesquisa explorat&oacute;ria, verificou-se    que 3 escolas indicadas (2 da Diretoria de Ensino Leste e 1 da Oeste) n&atilde;o    possu&iacute;am a disciplina Sociologia j&aacute; h&aacute; algum tempo (pelo    menos dois anos antes da pesquisa). Percebeu-se que os dados n&atilde;o estavam    atualizados, pois as Diretorias de Ensino n&atilde;o possu&iacute;am um banco    de dados sobre os professores (forma&ccedil;&atilde;o, disciplina, quantidade    de aulas e condi&ccedil;&atilde;o de emprego) nem sobre o curr&iacute;culo das    escolas. Assim, n&atilde;o havia um quadro com os formados em Ci&ecirc;ncias    Sociais trabalhando nas escolas. Ao chegar &agrave;s escolas, a situa&ccedil;&atilde;o    se reproduzia; poucos souberam responder &agrave; pergunta: &quot;quem &eacute;    o professor de Sociologia desta escola&quot; ou &quot;h&aacute; algum professor    formado em Ci&ecirc;ncias Sociais&quot;? Descobriu-se que n&atilde;o havia &quot;fichas&quot;    ou &quot;prontu&aacute;rios&quot; de professores, nem curr&iacute;culos nos    arquivos da escola, de modo que, em tr&ecirc;s ocasi&otilde;es, apontaram o    professor de Filosofia. Tamb&eacute;m n&atilde;o souberam informar se o antigo    professor de Sociologia estaria ou n&atilde;o trabalhando em escolas p&uacute;blicas    estaduais. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Encontraram-se 13 professores de Sociologia em    atividade no ano de 2008: 6 estavam nas escolas listadas pelas Diretorias de    Ensino; 6 em escolas diferentes; 1 em diversas escolas. Os outros dois professores    encontrados n&atilde;o estavam mais lecionando: um havia solicitado exonera&ccedil;&atilde;o    para dedicar-se &agrave; p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o; um estava desempregado    por falta de aulas. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Do total de 15 professores localizados, 7 s&atilde;o    homens e 8 mulheres. Entre os homens, prevaleciam os contratos de trabalho efetivo    e, entre as mulheres, os contratos por tempo determinado. A &uacute;nica mulher    efetiva era da disciplina de Hist&oacute;ria. Os contratos prec&aacute;rios    (tempor&aacute;rios e eventuais) prevaleciam sobre os efetivos, conforme pode    ser observado no <a href="#qua1">Quadro 1</a>. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font face="Verdana" size="2"><a name="qua1"></a><img src="/img/revistas/ccedes/v31n85/05v31n85qua1.jpg" width="572" height="294"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">O contato com os professores foi realizado por    telefone ou pessoalmente nas escolas; indagados sobre a participa&ccedil;&atilde;o    na pesquisa, apenas dois n&atilde;o concordaram em conceder entrevista, e os    motivos n&atilde;o foram mencionados. Do universo encontrado, foram entrevistados    11 professores, dos quais 6 s&atilde;o homens: 3 efetivos, 2 tempor&aacute;rios    e 1 eventual; e 5 s&atilde;o mulheres: 1 efetiva, 3 tempor&aacute;rias e 1 desempregada.    As entrevistas duraram em m&eacute;dia 60 minutos cada e todas foram registradas    em gravador. </font></p>     <p> </p>     <p><font face="Verdana" size="2">As entrevistas tiveram como foco a trajet&oacute;ria    profissional dos professores. O tipo de entrevista realizada foi semiorientada    (Queiroz, 1991), tamb&eacute;m conhecida como semiestruturada (L&uuml;dke &amp;    Andr&eacute;, 1986). Nesse g&ecirc;nero de entrevista h&aacute; um roteiro,    no entanto procura-se preservar a flexibilidade, ou seja, tenta-se n&atilde;o    direcionar as respostas do depoente (L&uuml;dke &amp; Andr&eacute;, 1986; Zago    et al., 2003). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O caderno de campo tamb&eacute;m auxiliou na    an&aacute;lise dos depoimentos. Essas anota&ccedil;&otilde;es forneceram informa&ccedil;&otilde;es    sobre o entrevistado e seu local de trabalho, sobre a rela&ccedil;&atilde;o    pesquisador-depoente e como ocorreu a aplica&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica.    Tamb&eacute;m se mostrou indispens&aacute;vel para anotar dados que surgiram    numa conversa mais descontra&iacute;da, ap&oacute;s a entrevista (Zago et al.,    2003). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Breve hist&oacute;rico da Sociologia como    disciplina escolar </b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os professores de Sociologia est&atilde;o em    uma situa&ccedil;&atilde;o de maior vulnerabilidade se comparados aos professores    de outras disciplinas, tal condi&ccedil;&atilde;o deve-se &agrave; trajet&oacute;ria    intermitente da Sociologia no curr&iacute;culo escolar, a ser mencionada brevemente    a seguir. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para fins de exposi&ccedil;&atilde;o, a hist&oacute;ria    da Sociologia como disciplina escolar pode ser dividida em tr&ecirc;s per&iacute;odos,    segundo a proposta de Machado (1987), expandida at&eacute; os dias atuais. Considera-se    a hist&oacute;ria da disciplina expressa por meio das pol&iacute;ticas educacionais,    enfatizando seus desdobramentos no estado de S&atilde;o Paulo. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O primeiro per&iacute;odo, de 1925 a 1942, caracterizou-se    pela presen&ccedil;a da Sociologia no ensino secund&aacute;rio. A disciplina    foi introduzida no ensino secund&aacute;rio pela reforma Jo&atilde;o Lu&iacute;s    Alves-Rocha Vaz. O decreto (n. 16.782-A, de 13 de janeiro de 1925) dava prefer&ecirc;ncia,    na matr&iacute;cula das escolas superiores, aos candidatos aprovados bachar&eacute;is    em ci&ecirc;ncias e letras, independente da sua classifica&ccedil;&atilde;o    no exame vestibular. Os bachar&eacute;is em ci&ecirc;ncias e letras eram todos    aqueles estudantes que haviam cursado o 6&#186; ano (&uacute;ltimo ano do ensino    secund&aacute;rio, de car&aacute;ter opcional). A Sociologia aparecia como disciplina    obrigat&oacute;ria nesse ano (Machado, 1987). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O segundo per&iacute;odo, de 1942 a 1984, definiu-se    pela exclus&atilde;o ou presen&ccedil;a opcional da Sociologia no curr&iacute;culo.    A disciplina foi exclu&iacute;da do ensino secund&aacute;rio pela reforma Capanema    (1942), durante o Estado Novo (fase ditatorial de Get&uacute;lio Vargas). O    Estado Novo contava com aparelhos de repress&atilde;o e propaganda muito estruturados,    e a escola inseria-se nesse aparato repressivo e ideol&oacute;gico. Segundo    Costa Pinto (1949, p. 297), a Sociologia &quot;era menosprezada como objeto    de instru&ccedil;&atilde;o e quase temida como instrumento de educa&ccedil;&atilde;o&quot;,    raz&atilde;o pela qual foi exclu&iacute;da do curr&iacute;culo escolar. A reforma    Capanema vigorou at&eacute; 1961, quando ent&atilde;o foi aprovada nova Lei    de Diretrizes e Bases (ldb n. 4.024, de 20 de dezembro de 1961). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A Lei de Diretrizes e Bases de 1961 dava maior    autonomia aos &oacute;rg&atilde;os estaduais, permitindo que estes, por meio    de seus conselhos de educa&ccedil;&atilde;o, indicassem disciplinas obrigat&oacute;rias    e disciplinas optativas para a composi&ccedil;&atilde;o do curr&iacute;culo.    No estado de S&atilde;o Paulo, a Sociologia poderia ser escolhida como disciplina    optativa numa rela&ccedil;&atilde;o de aproximadamente 150 disciplinas do mesmo    g&ecirc;nero (Machado, 1987). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Durante o regime militar, foi publicada nova    ldb (n. 5.692, de 11 de agosto de 1971). Essa lei tornava o 2&#186; grau (ensino    m&eacute;dio) eminentemente profissionalizante e inclu&iacute;a Educa&ccedil;&atilde;o    Moral e C&iacute;vica (emc) e Organiza&ccedil;&atilde;o Social e Pol&iacute;tica    Brasileira (ospb) como disciplinas obrigat&oacute;rias tanto no ensino fundamental    e m&eacute;dio quanto no superior. A Lei n. 5.692, al&eacute;m disso, inclu&iacute;a    Estudos Sociais no 1&#186; grau (ensino fundamental) e estabelecia as licenciaturas    curtas em Estudos Sociais para formar rapidamente professores para o mercado    de trabalho. Dessa forma, reduziu-se sensivelmente a carga hor&aacute;ria das    disciplinas Geografia e Hist&oacute;ria e completou-se a quase exclus&atilde;o    da Sociologia e da Filosofia do curr&iacute;culo. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Durante a d&eacute;cada de 1970, no estado de    S&atilde;o Paulo, a Sociologia constava como disciplina optativa numa lista    de aproximadamente 600 disciplinas (Machado, 1987, p. 132). Moraes (2003) afirma    que a disciplina apresentava dificuldades para ser inclu&iacute;da no 2&#186;    grau (ensino m&eacute;dio), por conta do preconceito reinante segundo o qual    se confundia Sociologia com socialismo, e mesmo pela quase substitui&ccedil;&atilde;o    do car&aacute;ter cr&iacute;tico de sua abordagem das quest&otilde;es sociais    e pol&iacute;ticas nacionais pelo tom ufanista e conservador da disciplina obrigat&oacute;ria,    Organiza&ccedil;&atilde;o Social e Pol&iacute;tica Brasileira (ospb). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O terceiro per&iacute;odo, de 1984 aos dias atuais,    &eacute; retratado pelo retorno da Sociologia ao curr&iacute;culo e por sua    tentativa de consolida&ccedil;&atilde;o. Nesse per&iacute;odo, dois acontecimentos    foram importantes para a volta da Sociologia ao curr&iacute;culo escolar: a    transi&ccedil;&atilde;o para a democracia nos anos de 1980 e, mais recentemente,    a elabora&ccedil;&atilde;o e aprova&ccedil;&atilde;o da Lei de Diretrizes e    Bases da Educa&ccedil;&atilde;o Nacional (ldb n. 9.394/1996). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ambos os fatos estimularam o questionamento da    legisla&ccedil;&atilde;o educacional ent&atilde;o vigente e possibilitaram a    organiza&ccedil;&atilde;o de um movimento pela inclus&atilde;o da Sociologia    na escola. Por&eacute;m, enquanto nas d&eacute;cadas de 1980 e 1990 a Sociologia    permaneceu como disciplina optativa (Resolu&ccedil;&atilde;o da Secretaria daEduca&ccedil;&atilde;o    de S&atilde;o Paulo n. 236/1983), em 2006 ela adquiriu car&aacute;ter obrigat&oacute;rio    (Resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o n. 4/2006).    </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No estado de S&atilde;o Paulo, a aprova&ccedil;&atilde;o    da Sociologia como disciplina obrigat&oacute;ria n&atilde;o significou sua inclus&atilde;o    imediata no curr&iacute;culo escolar. Ainda em 2006, o governo do estado colocou-se    contr&aacute;rio &agrave; Resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o,    argumentando que a medida interferia &quot;na autonomia dos sistemas de ensino    e das unidades escolares&quot; e que seriam necess&aacute;rios &quot;estudos    aprofundados&quot; &quot;quanto aos recursos humanos e financeiros necess&aacute;rios    a implementa&ccedil;&atilde;o com qualidade&quot;, observados na Indica&ccedil;&atilde;o    do Conselho Estadual de Educa&ccedil;&atilde;o n. 62/2006. Entretanto, n&atilde;o    foi realizado nenhum estudo por parte do governo estadual e a Sociologia permaneceu    como disciplina optativa nas escolas no ano de 2007. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Em 2008, a Sociologia foi exclu&iacute;da do    curr&iacute;culo, e em seu lugar foi colocada a disciplina &quot;Apoio Curricular&quot;    (Resolu&ccedil;&atilde;o da Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o do Estado de    S&atilde;o Paulo n. 92/2007).<a href="#nt1"><sup>1</sup></a> <a name="tx1"></a>De    acordo com o documento, a disciplina &quot;Apoio Curricular&quot; constitui-se    em prepara&ccedil;&atilde;o para o prosseguimento dos estudos em n&iacute;vel    superior. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Observou-se que o prescrito na lei nem sempre    corresponde &agrave; realidade da escola, conforme se depreende do depoimento    do professor a seguir, h&aacute; mais de 30 anos no magist&eacute;rio. De acordo    com seu relato, os professores n&atilde;o receberam nenhuma orienta&ccedil;&atilde;o    da Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o sobre os conte&uacute;dos e processos    desenvolvidos na disciplina &quot;Apoio Curricular&quot;, prevalecendo um verdadeiro    desconhecimento quanto ao seu sentido. </font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">Estou com quintas, sextas, s&eacute;timas,      oitavas &#91;s&eacute;ries&#93;, e o tal PD &#91;disciplina de Apoio Curricular da Parte      Diversificada do Curr&iacute;culo&#93;, esse monstrinho que ningu&eacute;m sabe      o que &eacute;. (Professor efetivo, 30 anos no magist&eacute;rio) </font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Em 2009, a Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o    do estado declarou que incluiria Sociologia nas tr&ecirc;s s&eacute;ries do    ensino m&eacute;dio e abriria concurso p&uacute;blico para o cargo de professor    de Sociologia no ano seguinte.<a name="tx2"></a><a href="#nt2"><sup>2</sup></a>    Entretanto, questiona-se em que medida a inclus&atilde;o da Sociologia no curr&iacute;culo    modificar&aacute; as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho dos professores da    disciplina, uma vez que o contexto de flexibiliza&ccedil;&atilde;o e precariza&ccedil;&atilde;o    do trabalho em geral parece contaminar as rela&ccedil;&otilde;es de trabalho    no setor p&uacute;blico. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Sal&aacute;rio</b> </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Consideraram-se n&atilde;o somente as condi&ccedil;&otilde;es    de trabalho do professor efetivo, mas tamb&eacute;m do professor com contrato    por tempo determinado (professor tempor&aacute;rio ou Ocupante de Fun&ccedil;&atilde;o    Atividade ofa) e do professor sem contrato algum (eventual). Segundo dados da    Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o, em 2008, no estado de S&atilde;o Paulo,    somente 128 professores de Sociologia possu&iacute;am contrato efetivo, em um    universo de aproximadamente 5.600 escolas p&uacute;blicas. A pesquisa realizada    em Campinas (SP) encontrou a maioria dos professores de Sociologia em exerc&iacute;cio    nas escolas p&uacute;blicas no ano de 2008 com contrato de trabalho por tempo    determinado (ou tempor&aacute;rio) (73%). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Existem diferen&ccedil;as na composi&ccedil;&atilde;o    do sal&aacute;rio do professor efetivo em rela&ccedil;&atilde;o ao sal&aacute;rio    do professor tempor&aacute;rio e do professor eventual. Essas diferen&ccedil;as    revelam as desigualdades nas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho docente. Como    se pode observar no <a href="/img/revistas/ccedes/v31n85/05v31n85qua2.jpg">Quadro 2</a>, o sal&aacute;rio    do professor efetivo &eacute; composto de duas fra&ccedil;&otilde;es: o sal&aacute;rio-base,    especificado conforme a carga hor&aacute;ria de contrata&ccedil;&atilde;o, e    o sal&aacute;rio adicional, que &eacute; um complemento assim calculado: a)    20% sobre o valor das aulas dadas em locais de prec&aacute;ria infraestrutura    ou de periculosidade; b) 20% sobre o valor das aulas ministradas no per&iacute;odo    noturno; c) 5% sobre o sal&aacute;rio-base a cada cinco anos de servi&ccedil;o;    d) 1/6 dos vencimentos integrais a cada 20 anos de atividade. </font></p>     <p></p>     <p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> </p>     <p><font face="Verdana" size="2">J&aacute; o sal&aacute;rio do professor tempor&aacute;rio    &eacute; composto apenas do valor pago pelas aulas dadas, adicionado dos mesmos    complementos que os do professor efetivo. Contudo, se quiser receber 5% adicionais    a cada cinco anos precisa comprovar o efetivo exerc&iacute;cio da doc&ecirc;ncia.    Al&eacute;m disso, caso consiga alcan&ccedil;ar 20 anos de atividade nessa situa&ccedil;&atilde;o    de transitoriedade, precisa pleitear judicialmente o 1/6 dos vencimentos. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Essas complexas regras de c&aacute;lculo salarial    dificultam o entendimento e o manejo do professor tempor&aacute;rio. Em entrevista,    uma professora com contrato de trabalho tempor&aacute;rio, h&aacute; 25 anos    no magist&eacute;rio, teve dificuldade de falar sobre a composi&ccedil;&atilde;o    do seu sal&aacute;rio e, tamb&eacute;m, sobre o tempo de sua aposentadoria,    objeto do depoimento a seguir: </font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">Ah, olha, como que eu nunca fui efetiva no      estado, eu estou a&iacute; com minha aposentadoria meio enrolada, n&eacute;,      porque como ofa &#91;Ocupante de Fun&ccedil;&atilde;o Atividade ou professor tempor&aacute;rio&#93;,      e at&eacute; um tempo atr&aacute;s a gente tinha que entrar com uma aposentadoria      assim em outra condi&ccedil;&atilde;o, n&eacute;. Mas a gente n&atilde;o tem      as mesmas vantagens que o efetivo. E os &uacute;ltimos cinco anos, eu dei      o qu&ecirc;, quatro, cinco, seis aulas. E para quem &eacute; ofa principalmente,      tem que contar os &uacute;ltimos dez anos a&iacute;, os &uacute;ltimos seis,      sete anos, dez anos n&atilde;o sei, porque os outros at&eacute; poderiam escolher      per&iacute;odos... Ent&atilde;o, n&atilde;o sei. (Professora tempor&aacute;ria,      25 anos no magist&eacute;rio) </font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">O sal&aacute;rio do professor eventual, assim    como o do professor tempor&aacute;rio, &eacute; composto apenas do valor pago    pelas aulas dadas, adicionado de 20% para as aulas em locais de prec&aacute;ria    infraestrutura ou de periculosidade e 20% para as aulas em per&iacute;odo noturno.    O professor eventual n&atilde;o tem seu tempo de servi&ccedil;o contabilizado    para acr&eacute;scimos salariais ou aposentadoria, estando em uma situa&ccedil;&atilde;o    ainda mais prec&aacute;ria que o professor tempor&aacute;rio. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A forma de composi&ccedil;&atilde;o salarial    indica que h&aacute; um incentivo para que o professor tempor&aacute;rio e o    professor eventual procurem aumentar a parte complementar do seu sal&aacute;rio,    seja por meio da doc&ecirc;ncia em escolas da periferia, seja por meio de aulas    no per&iacute;odo noturno. No caso espec&iacute;fico da cidade de Campinas,    os professores tempor&aacute;rios entrevistados preferiam compor sua grade hor&aacute;ria    com escolas de periferia. J&aacute; os professores efetivos lecionavam todos    em escolas centrais, o que talvez seja poss&iacute;vel pelo sal&aacute;rio-base    a que t&ecirc;m direito. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Qual a nova forma de c&aacute;lculo salarial    prescrita na Lei n. 1.097/09? A nova lei traz importantes mudan&ccedil;as na    composi&ccedil;&atilde;o salarial: se de um lado mant&eacute;m as regras e os    efeitos expostos anteriormente,<a name="tx3"></a><a href="#nt3"><sup>3</sup></a>    de outro, cria uma pol&iacute;tica de remunera&ccedil;&atilde;o diferencial,    de acordo com o desempenho individual em prova a ser realizada uma vez por ano.    </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por meio dessa nova pol&iacute;tica, o sal&aacute;rio    do professor pode variar de 25 a 100% da remunera&ccedil;&atilde;o inicial,    dependendo da faixa em que ele se enquadre: da faixa 1 para 2, aumento de 25%    da remunera&ccedil;&atilde;o inicial; para a faixa 3, 50% da remunera&ccedil;&atilde;o    inicial; para a faixa 4, 75%; para a faixa 5, 100%. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por&eacute;m, para pleitear o acr&eacute;scimo    salarial, o professor deve preencher alguns requisitos: (a) ter quatro anos    de servi&ccedil;o; (b) ser ass&iacute;duo (n&atilde;o faltar); (c) ter quatro    anos de perman&ecirc;ncia na mesma escola e (d) obter nota m&iacute;nima na    prova, numa escala de 6 a 9, de acordo com a faixa que quer alcan&ccedil;ar:    da faixa 1 para 2, nota 6; para a 3, nota 7; para a 4, 8; para a 5, 9. E, para    concorrer &agrave; outra mudan&ccedil;a de faixa, precisa aguardar tr&ecirc;s    anos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Contudo, o que em um primeiro momento parece    algo positivo, por propor um acr&eacute;scimo &agrave; remunera&ccedil;&atilde;o    do professor, em um segundo momento, quando analisado com mais cautela, revela    contradi&ccedil;&otilde;es. O primeiro aspecto negativo &eacute; o fato de que    o atendimento a todos os requisitos (a) tempo de servi&ccedil;o; (b) assiduidade;    (c) tempo de perman&ecirc;ncia na mesma escola; (d) nota na prova n&atilde;o    garante aumento salarial, pois somente 20% dos mais bem classificados s&atilde;o    promovidos de uma faixa para outra. A justificativa do governo &eacute; de que    com isso se pretende manter uma competi&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel, al&eacute;m    de respeitar a disponibilidade or&ccedil;ament&aacute;ria. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Outro ponto negativo &eacute; que o acr&eacute;scimo    salarial do professor est&aacute; atrelado a vari&aacute;veis que ele tem dificuldade    de controlar, a come&ccedil;ar pelo limite de 20% para a promo&ccedil;&atilde;o    at&eacute; a quantidade de faltas e o tempo de perman&ecirc;ncia na mesma escola.    O governo do estado exige do professor que n&atilde;o falte ou que permane&ccedil;a    na mesma escola, mas n&atilde;o resolve problemas que causam o absente&iacute;smo    e a mobilidade, como a falta de infraestrutura nas escolas, a superlota&ccedil;&atilde;o    das salas, a indisciplina dos alunos, o cansa&ccedil;o extremo provocado pelas    longas jornadas de trabalho, a falta de valoriza&ccedil;&atilde;o profissional,    o risco de viol&ecirc;ncia etc. As observa&ccedil;&otilde;es de campo e os depoimentos    dos professores confirmaram as p&eacute;ssimas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho    a que est&atilde;o submetidos. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por fim, o sistema de promo&ccedil;&atilde;o    implementado pela Lei n. 1.097/09 n&atilde;o alcan&ccedil;a todos os professores    com contrato efetivo, como j&aacute; exposto anteriormente, acabando com a isonomia    salarial, fazendo com que em uma mesma escola existam professores com igual    forma&ccedil;&atilde;o, jornadas de trabalho e atribui&ccedil;&otilde;es equivalentes,    mas com sal&aacute;rios diferenciados. A lei tamb&eacute;m n&atilde;o inclui    professores tempor&aacute;rios e professores eventuais, grande parte dos professores    de Sociologia, agravando ainda mais as rela&ccedil;&otilde;es de desigualdade    no local de trabalho. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Jornada de trabalho</b> </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Existe uma diferen&ccedil;a na jornada de trabalho    do professor efetivo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; jornada de trabalho do    professor tempor&aacute;rio e do professor eventual. Para o professor efetivo    do estado de S&atilde;o Paulo, existem dois tipos diferentes de jornada: a m&iacute;nima    e a b&aacute;sica. A jornada m&iacute;nima &eacute; de 24 horas, composta por    20 horas de atividades com alunos e 4 horas de atividades pedag&oacute;gicas,    que s&atilde;o constitu&iacute;das por reuni&otilde;es coletivas, prepara&ccedil;&atilde;o    de aulas, corre&ccedil;&atilde;o de exerc&iacute;cios, entre outras. A jornada    b&aacute;sica &eacute; de 30 horas, composta por 25 horas de atividades com    alunos e 5 horas de atividades pedag&oacute;gicas. Para cada ano letivo, o professor    efetivo faz a op&ccedil;&atilde;o entre a jornada m&iacute;nima ou a b&aacute;sica.    Para o professor tempor&aacute;rio, a jornada de trabalho n&atilde;o tem um    limite m&iacute;nimo de horas, sendo composta de acordo com o n&uacute;mero    de aulas dispon&iacute;veis no processo de atribui&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p> </p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nas escolas, o processo de atribui&ccedil;&atilde;o    de aulas acontece no in&iacute;cio de cada ano. Todo professor efetivo define    sua carga hor&aacute;ria de acordo com a jornada escolhida. Caso sobrem aulas    n&atilde;o atribu&iacute;das, estas s&atilde;o oferecidas aos efetivos, da mesma    ou de outras escolas, que podem escolher livremente, caso queiram ampliar sua    jornada com aulas extras. Se, ap&oacute;s essa etapa, ainda restarem aulas a    serem atribu&iacute;das, elas ser&atilde;o direcionadas para a diretoria de    ensino, que realizar&aacute; a atribui&ccedil;&atilde;o aos professores tempor&aacute;rios,    os quais podem escolher segundo uma pontua&ccedil;&atilde;o baseada em tempo    anterior de doc&ecirc;ncia e titula&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por&eacute;m, o processo de atribui&ccedil;&atilde;o    de aulas n&atilde;o se encerra no in&iacute;cio do ano, estendendo-se por todo    o ano letivo, para os afastamentos que ocorrerem nesse per&iacute;odo. Caso    um professor necessite afastar-se por um per&iacute;odo de tempo determinado,    primeiro, verifica-se na pr&oacute;pria escola a exist&ecirc;ncia de professor    que queira assumir as aulas. Se n&atilde;o houver professor para assumi-las,    elas s&atilde;o direcionadas para a diretoria de ensino para serem atribu&iacute;das    a um professor tempor&aacute;rio. Assim, o professor tempor&aacute;rio que queira    ampliar sua carga hor&aacute;ria pode assumir aulas que sobrem ao longo do ano    letivo. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Do processo de atribui&ccedil;&atilde;o de aulas    decorrem algumas consequ&ecirc;ncias importantes. A primeira delas &eacute;    que, para o professor efetivo que decide dedicar-se somente ao ensino, &eacute;    aberta a possibilidade de estabelecer uma longa jornada de trabalho, o que garante    maior rendimento. Dois professores efetivos entrevistados afirmaram ter uma    m&eacute;dia di&aacute;ria de trabalho de mais de 12 horas. Havia, por&eacute;m,    um professor efetivo que possu&iacute;a uma segunda ocupa&ccedil;&atilde;o remunerada<a name="tx4"></a><a href="#nt4"><sup>4</sup></a>    e fazia jornada b&aacute;sica (de 30 horas). Nesse caso, a decis&atilde;o de    trabalhar menos horas na escola era compat&iacute;vel com outra atividade produtiva.    </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Outra consequ&ecirc;ncia importante &eacute;    que recai sobre o professor tempor&aacute;rio o maior &ocirc;nus em termos de    distribui&ccedil;&atilde;o de aulas por diversas escolas e em diferentes hor&aacute;rios.    Ele assume as aulas que sobram no processo de atribui&ccedil;&atilde;o de aulas    no in&iacute;cio do ano e complementa sua jornada no decorrer do ano letivo.    Como depende da disponibilidade de aulas, torna-se mais dif&iacute;cil para    esse professor obter rendimentos suficientes para seu pr&oacute;prio sustento.    O fato de somente um entre os sete professores tempor&aacute;rios entrevistados    n&atilde;o possuir uma segunda atividade remunerada &eacute; indicativo dessa    realidade.<a name="tx5"></a><a href="#nt5"><sup>5</sup></a> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Observou-se que tanto o professor efetivo como    o professor tempor&aacute;rio possu&iacute;am uma extensa jornada de trabalho,    realizada na escola ou em espa&ccedil;os n&atilde;o escolares. &Eacute; poss&iacute;vel    imaginar os preju&iacute;zos de longas jornadas de trabalho &agrave; sa&uacute;de    do professor (cansa&ccedil;o, desgaste f&iacute;sico, doen&ccedil;as ps&iacute;quicas,    entre outros) e &agrave; sua vida pessoal (falta de tempo para si e para a fam&iacute;lia,    para o lazer e o descanso). Diante desse quadro, o processo de ensino fica prejudicado,    uma vez que o professor n&atilde;o tem tempo para estudar e preparar as aulas,    ele falta ou afasta-se constantemente por problemas de sa&uacute;de etc.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O depoimento de um professor efetivo, h&aacute;    30 anos no magist&eacute;rio, reafirma o desgaste de uma extensa jornada de    trabalho. </font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">Mas com 40 horas semanais de aula &eacute;      imposs&iacute;vel! Voc&ecirc; tentar fazer alguma outra coisa, se voc&ecirc;      der uma atividade toda semana e levar pra casa no fim de semana, voc&ecirc;      n&atilde;o tem vida privada. Voc&ecirc; n&atilde;o tem. &Eacute; uma coisa      muito grave, &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o grav&iacute;ssima. &Eacute;      uma dupla explora&ccedil;&atilde;o da jornada de trabalho, o professor tem      uma dupla jornada de trabalho explorada e n&atilde;o reconhecida at&eacute;      salarialmente. Aqui tem dois computadores, mas voc&ecirc; n&atilde;o tem tempo      de sentar na frente deles. (Professor efetivo, 30 anos no magist&eacute;rio)      </font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Qual o lugar do professor de Sociologia diante    das altera&ccedil;&otilde;es na jornada de trabalho implementadas pela Lei n.    1.094/09? A nova lei cria mais duas faixas de jornada de trabalho, de 12 e 40    horas semanais. A jornada integral de 40 horas &eacute; composta por 33 horas    de atividades com alunos e 7 horas de atividades pedag&oacute;gicas. J&aacute;    a jornada reduzida de 12 horas &eacute; composta por 10 horas de atividades    com alunos e 2 horas de atividades pedag&oacute;gicas (ver <a href="/img/revistas/ccedes/v31n85/05v31n85qua3.jpg">Quadro    3</a>). </font></p>     <p> </p>     <p><font face="Verdana" size="2">Acima, apresenta-se um quadro com as jornadas    de trabalho e suas respectivas remunera&ccedil;&otilde;es (ver <a href="#qua4">Quadro    4</a>). Um dos aspectos que se pode apreender desse quadro &eacute; que um professor,    com diploma de n&iacute;vel superior, que se enquadre na faixa das 12 horas    tem uma remunera&ccedil;&atilde;o menor do que um sal&aacute;rio m&iacute;nimo,<a name="tx6"></a><a href="#nt6"><sup>6</sup></a>    o que expressa materialmente a desvaloriza&ccedil;&atilde;o da profiss&atilde;o    docente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font face="Verdana" size="2"><a name="qua4"></a><img src="/img/revistas/ccedes/v31n85/05v31n85qua4.jpg" width="449" height="302"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Outro resultado prov&aacute;vel &eacute; que    o baixo sal&aacute;rio leva o professor a aumentar sua jornada de trabalho,    a buscar novas fontes de renda, isto &eacute;, a expandir e intensificar a jornada    de trabalho, o que acaba por prejudicar o tempo destinado aos estudos e &agrave;    prepara&ccedil;&atilde;o de aulas e, consequentemente, a qualidade de ensino    oferecida aos alunos. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Carreira</b> </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Quais elementos da trajet&oacute;ria profissional    dos professores de Sociologia podem ser destacados, considerando a hist&oacute;ria    singular da disciplina no curr&iacute;culo escolar? Pode-se afirmar que a trajet&oacute;ria    intermitente da Sociologia nas escolas inibe a demanda por professores da disciplina    e, consequentemente, a realiza&ccedil;&atilde;o de concursos p&uacute;blicos    na &aacute;rea. No estado de S&atilde;o Paulo, de 1984<a name="tx7"></a><a href="#nt7"><sup>7</sup></a>    at&eacute; 2009, foram realizados somente dois concursos para o cargo de professor    de Sociologia, sendo que o primeiro concurso, de 1986, disponibilizou somente    29 vagas.<a name="tx8"></a><a href="#nt8"><sup>8</sup></a> </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ademais, a reduzida carga hor&aacute;ria da Sociologia,<a name="tx9"></a><a href="#nt9"><sup>9</sup></a>    quando presente no curr&iacute;culo, faz com que o professor, que queira lecionar    somente a disciplina, tenha de compor sua jornada em diferentes escolas e hor&aacute;rios.    Por&eacute;m, enquanto o professor efetivo faz essa op&ccedil;&atilde;o para    lecionar somente a disciplina Sociologia, o professor tempor&aacute;rio e o    professor eventual n&atilde;o t&ecirc;m outra escolha a n&atilde;o ser assumir    as aulas que sobram durante o processo de atribui&ccedil;&atilde;o, que podem    ser de Sociologia ou n&atilde;o. E deixam essas aulas assim que o prazo de substitui&ccedil;&atilde;o    chega ao fim. Um professor tempor&aacute;rio, h&aacute; 25 anos no magist&eacute;rio,    comparou sua trajet&oacute;ria de trabalho ao modo de vida n&ocirc;made do povo    cigano: </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">E depois fui como cigano. ofa &#91;Ocupante de Fun&ccedil;&atilde;o    Atividade, professor tempor&aacute;rio&#93; &eacute; como cigano, vai de escola    em escola. A&iacute; passei por v&aacute;rias escolas. (Professor tempor&aacute;rio,    25 anos no magist&eacute;rio) </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O professor de Sociologia n&atilde;o &eacute;    conhecido na escola, pois est&aacute; sempre transitando de uma escola para    outra. Os excertos do caderno de campo, a seguir, demonstram tanto o desconhecimento    desse profissional no local de trabalho quanto a forma como ele se percebe nesse    ambiente, tal um &quot;elefante branco&quot;.</font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">A professora chegou atrasada, com pressa, falou      r&aacute;pido comigo e disse que n&atilde;o era a professora de Sociologia.      Na verdade, ela era professora de Filosofia. A coordenadora pedag&oacute;gica      havia indicado, por engano, a professora de Filosofia. A professora comentou      comigo que sempre cometiam o mesmo equ&iacute;voco. (Caderno de Campo, 4/12/2007.      &quot;Primeira visita &agrave; escola&quot;) </font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">Subi at&eacute; a sala, alguns alunos no corredor,      somente quatro alunas na sala, professora estava corrigindo trabalhos. Eu      me apresentei. Ela disse sorrindo que eu queria estudar o &quot;elefante branco&quot;      &#91;Dic. Aur&eacute;lio: Animal raro, pouco numeroso. Presente que, n&atilde;o      sendo mau, d&aacute; muito trabalho, muita importuna&ccedil;&atilde;o. Coisa      de pouca ou nenhuma import&acirc;ncia pr&aacute;tica&#93;. (Caderno de Campo,      7/12/2007. &quot;Primeiro contato com a professora de Sociologia&quot;) </font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">A inspetora de alunos informou que a professora      de Sociologia n&atilde;o trabalhava mais na escola e pediu que eu falasse      com outra funcion&aacute;ria. A funcion&aacute;ria me passou o telefone da      professora e disse que havia um professor de Hist&oacute;ria, formado em Ci&ecirc;ncias      Sociais, e que, por coincid&ecirc;ncia, ele estava em reuni&atilde;o na escola      aquela manh&atilde;. (...) Nesse dia, fiquei sabendo que ele estava na escola      h&aacute; dois anos, como professor tempor&aacute;rio, que havia feito complementa&ccedil;&atilde;o      em Hist&oacute;ria, o que lhe garantia mais aulas, mas que tinha dificuldade      em seguir trabalhando nas mesmas escolas, por causa da sua situa&ccedil;&atilde;o      contratual. O que me chamou aten&ccedil;&atilde;o &eacute; que o professor      n&atilde;o conhecia a professora de Sociologia da escola. (Caderno de Campo,      15/2/2008. &quot;Professora de Sociologia n&atilde;o estava mais trabalhando      na escola. Descoberta de outro professor formado em Ci&ecirc;ncias Sociais&quot;)      </font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Da caracter&iacute;stica de transitoriedade do    trabalho, pode-se afirmar que o professor de Sociologia tem dificuldade de construir    uma carreira, no sentido desenvolvido por Sennett (2000), de trabalho &quot;linear&quot;,    &quot;para a vida inteira&quot;, o que tem consequ&ecirc;ncias negativas n&atilde;o    somente para sua vida pessoal, mas tamb&eacute;m para seu trabalho com os alunos.    &Eacute; dif&iacute;cil planejar um trabalho de longo prazo quando se est&aacute;    constantemente mudando de turma e escola. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Quais os efeitos da Lei n. 1.093/09, que regula    o contrato do professor tempor&aacute;rio? Est&aacute; previsto na Lei n. 1.093/09    que os contratos de trabalho por tempo determinado ser&atilde;o extintos em    dois anos (at&eacute; 2011). A partir dessa data, o professor contratado para    substitui&ccedil;&atilde;o docente ser&aacute; eventual, sem contrato de trabalho,    recebendo somente por aula dada. Nessa lei tamb&eacute;m est&aacute; previsto    um intervalo de 200 dias para que o professor seja contratado novamente, o que    significa que ele trabalhar&aacute; na escola p&uacute;blica em anos intercalados,    ano sim ano n&atilde;o. Caso perca aulas, com o retorno do titular, ele ter&aacute;    de aceitar aquelas dispon&iacute;veis na Diretoria de Ensino, em qualquer escola    e hor&aacute;rio, ou ser&aacute; demitido. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Observa-se, ent&atilde;o, a total desregulamenta&ccedil;&atilde;o    do trabalho docente. O professor n&atilde;o ter&aacute; direitos agregados ao    trabalho, como f&eacute;rias e 13&#186; sal&aacute;rio. Tampouco poder&aacute;    escolher se assume ou n&atilde;o as aulas que sobram no processo de atribui&ccedil;&atilde;o    ou por quanto tempo permanecer&aacute; no ensino, tendo necessariamente de se    afastar do trabalho por um ano. Aumenta assim, ainda mais, o sentido de transitoriedade    do seu trabalho. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Rela&ccedil;&otilde;es de trabalho</b> </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As mudan&ccedil;as constantes de escola e de    turma tamb&eacute;m dificultam o estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es de    amizade, que possibilitariam a realiza&ccedil;&atilde;o de um trabalho conjunto,    com outros professores. Este professor efetivo, h&aacute; 14 anos no magist&eacute;rio,    foi obrigado a mudar de escola por conta da exclus&atilde;o da Sociologia dos    curr&iacute;culos em 2008. Ele relatou a dificuldade de estabelecer rela&ccedil;&otilde;es    de amizade com os professores dessa nova escola: </font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">Ent&atilde;o, eu estou sofrendo muito, est&aacute;      dif&iacute;cil de bater papo! (rindo) Aqui n&atilde;o tem uma discuss&atilde;o      sobre sociedade e pol&iacute;tica na hora do intervalo, nem piada se faz.      Ent&atilde;o se fazia muita piada l&aacute; na outra escola, o pessoal era      muito mais politizado. Aqui j&aacute;... ningu&eacute;m gosta de pol&iacute;tica...      (Professor efetivo, 14 anos no magist&eacute;rio) </font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Richard Sennett (2000) afirma que a rela&ccedil;&atilde;o    de confian&ccedil;a no local de trabalho demora um tempo para ser constru&iacute;da.    No caso do professor de Sociologia, como ele est&aacute; constantemente mudando    de escola, n&atilde;o h&aacute; um investimento por parte de outros professores    em estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o de amizade. O professor de Sociologia    se sente &quot;&agrave; margem&quot;, n&atilde;o &eacute; convidado a participar    dos projetos coletivos da escola, pois os outros professores &quot;veem que    a coisa n&atilde;o vai ter continuidade&quot;, nas palavras de uma professora    de Sociologia desempregada, h&aacute; 14 anos no magist&eacute;rio. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Outra professora de Sociologia tempor&aacute;ria,    h&aacute; 12 anos no magist&eacute;rio, relatou o caso de uma escola onde as    cadeiras na sala dos professores tinham os nomes dos professores efetivos marcados    em seus encostos. Os professores tempor&aacute;rios n&atilde;o tinham lugar    para se sentar. Como pensar a participa&ccedil;&atilde;o dos professores tempor&aacute;rios    nas decis&otilde;es da escola, se eles n&atilde;o possuem ao menos a possibilidade    de se sentar na sala dos professores? </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Observou-se que a situa&ccedil;&atilde;o contratual    era fator que unia, separava e hierarquizava os professores de uma escola. Desse    modo, pode-se afirmar que os professores de Sociologia n&atilde;o eram um grupo    coeso, porque possu&iacute;am, em sua maioria, contratos de trabalho por tempo    determinado (tempor&aacute;rios) ou n&atilde;o possu&iacute;am contrato algum    (eventuais). Estavam sempre transitando de uma escola a outra, trabalhavam sozinhos    ou eram em n&uacute;mero reduzido, n&atilde;o participavam das decis&otilde;es    coletivas, eram geralmente confundidos com os professores de Filosofia. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais </b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A hist&oacute;ria singular da Sociologia nas    escolas dificultou a realiza&ccedil;&atilde;o de concursos p&uacute;blicos na    &aacute;rea. O fato de existirem somente 128 professores de Sociologia com contrato    efetivo em todo o estado de S&atilde;o Paulo, em um universo de 5.600 escolas    p&uacute;blicas, aponta para a precariedade da forma de contrata&ccedil;&atilde;o    docente, o que p&ocirc;de ser comprovado na pesquisa realizada em Campinas (SP),    nos anos de 2006 a 2009. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A inclus&atilde;o da Sociologia como disciplina    obrigat&oacute;ria no curr&iacute;culo abre a possibilidade de concurso p&uacute;blico    para o cargo de professor de Sociologia, mas deve-se atentar para o fato de    professores efetivos de outras disciplinas poderem assumir Sociologia como carga    complementar, <a name="tx10"></a><a href="#nt10"><sup>10</sup></a> o que diminuiria    o n&uacute;mero de vagas ofertadas no concurso. Assim, muitos professores, licenciados    em Ci&ecirc;ncias Sociais, que desejarem lecionar Sociologia ter&atilde;o de    se sujeitar a contratos transit&oacute;rios e prec&aacute;rios. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ao mesmo tempo, o contexto de flexibiliza&ccedil;&atilde;o    e precariza&ccedil;&atilde;o do trabalho em geral contamina as rela&ccedil;&otilde;es    de trabalho no setor p&uacute;blico, prejudicando, tamb&eacute;m, os professores    com contrato efetivo. A implementa&ccedil;&atilde;o das novas leis &eacute;    indicativa desse contexto. A Lei n. 1.094/09, que reduz a jornada de trabalho,    n&atilde;o prev&ecirc; remunera&ccedil;&atilde;o suficiente para a sobreviv&ecirc;ncia    do professor, o que o obriga a complementar sua carga hor&aacute;ria com mais    aulas. N&atilde;o se resolvem, assim, problemas decorrentes da intensifica&ccedil;&atilde;o    do trabalho, como o desgaste f&iacute;sico e a falta de tempo para preparar    aulas. A Lei n. 1.097/09, que estabelece o sistema de progress&atilde;o salarial    individual, transfere para a esfera pessoal algo que deveria ser coletivo, ou    seja, todos os professores deveriam ter melhores remunera&ccedil;&otilde;es.    Com rela&ccedil;&atilde;o ao professor tempor&aacute;rio, a Lei n. 1.093/09    estabelece que o professor com esse tipo de contrato passa a ser eventual e    precisa, obrigatoriamente, afastar-se do ensino por um ano letivo, retirando,    dessa forma, os poucos direitos desse professor. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por fim, considerando a trajet&oacute;ria intermitente    da Sociologia e sua recente inclus&atilde;o como disciplina obrigat&oacute;ria    no ensino m&eacute;dio, pondera-se a necessidade de consolidar sua presen&ccedil;a    no curr&iacute;culo. Nesse ponto, &eacute; importante que o professor fa&ccedil;a    um trabalho de qualidade, que justifique a presen&ccedil;a da disciplina na    escola. Entretanto, &eacute; necess&aacute;rio oferecer condi&ccedil;&otilde;es    de trabalho adequadas a esse professor, assegurando que ele tenha tempo e condi&ccedil;&otilde;es    materiais para estudar e preparar aulas, para realizar um trabalho que fa&ccedil;a    sentido para ele e os alunos. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="3">Refer&ecirc;ncias</font></b></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">APEOESP. <i>Manual do professor</i>. S&atilde;o    Paulo, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0101-3262201100030000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">BRASIL. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996.    Estabelece as diretrizes e bases da educa&ccedil;&atilde;o nacional. <i>Di&aacute;rio    Oficial da Uni&atilde;o,</i> Bras&iacute;lia, df, 23/12/1996. Se&ccedil;&atilde;o    I, p. 27833-27841. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www2.camara.gov.br/proposicoes" target="_blank">http://www2.camara.gov.br/proposicoes</a>&gt;.    Acesso em: jul. 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0101-3262201100030000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">BRASIL. Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o.    Conselho Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o. Resolu&ccedil;&atilde;o da C&acirc;mara    de Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica n. 4/2006. Altera o artigo 10 da Resolu&ccedil;&atilde;o    cne/ceb n. 3/98, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino    M&eacute;dio. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.ufrgs.br/ensinosociologia" target="_blank">http://www.ufrgs.br/ensinosociologia</a>&gt;.    Acesso em: jul. 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0101-3262201100030000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">COSTA PINTO, L.A. Ensino da Sociologia nas escolas    normais. <i>Revista Sociologia</i>, S&atilde;o Paulo, v. 11, n. 3, p. 290-308,    set. 1949.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0101-3262201100030000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">CUNHA, L.A. Educa&ccedil;&atilde;o e sociedade    no Brasil. In: anpocs. <i>O que se deve ler em Ci&ecirc;ncias Sociais no Brasil</i>.    S&atilde;o Paulo: anpocs; Cortez, 1986. v. 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0101-3262201100030000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">LENNERT, A.L. <i>Professores de Sociologia:</i>    rela&ccedil;&otilde;es e condi&ccedil;&otilde;es de trabalho. 2009. Disserta&ccedil;&atilde;o    (Mestrado em Educa&ccedil;&atilde;o) Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade    Estadual de Campinas, Campinas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0101-3262201100030000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">L&Uuml;DKE, M.; ANDR&Eacute;, M.E.D.A. <i>Pesquisa    em educa&ccedil;&atilde;o: </i>abordagens qualitativas. S&atilde;o Paulo: epu,    1986.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0101-3262201100030000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">MACHADO, C.S. O ensino de Sociologia na escola    secund&aacute;ria: levantamento preliminar. <i>Revista da Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o</i>,    S&atilde;o Paulo, v. 13, n. 1, p. 115-142, jan./jun. 1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0101-3262201100030000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">MATTOS, S.S. <i>Considera&ccedil;&otilde;es sobre    a forma&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica da asesp e a profissionaliza&ccedil;&atilde;o    do soci&oacute;logo</i>. S&atilde;o Paulo: asesp, 1993. Dispon&iacute;vel em:    &lt;<a href="http://www.sociologos.org.br/textos/sociol/histori1.htm" target="_blank">http://www.sociologos.org.br/textos/sociol/histori1.htm</a>&gt;.    Acesso em: jul. 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0101-3262201100030000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">MORAES, A.C. Licenciatura em Ci&ecirc;ncias Sociais    e ensino de Sociologia: entre o balan&ccedil;o e o relato. <i>Tempo Social</i>,    S&atilde;o Paulo, v. 15, n. 1, p. 5-20, abr. 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0101-3262201100030000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">QUEIROZ, M.I.P. <i>Varia&ccedil;&otilde;es sobre    a t&eacute;cnica do gravador no registro da informa&ccedil;&atilde;o viva</i>.    S&atilde;o Paulo: T.A. Queiroz, 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0101-3262201100030000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">QUEIROZ, M.I.P. <i>O pesquisador, o problema    da pesquisa, a escolha das t&eacute;cnicas:</i> algumas reflex&otilde;es. S&atilde;o    Paulo: ceru, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0101-3262201100030000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">S&Atilde;O PAULO. Assembleia Legislativa. Secretaria-Geral    Parlamentar. Departamento de Documenta&ccedil;&atilde;o e Informa&ccedil;&atilde;o.    Lei Complementar n. 1.093, de 16/7/2009. Disp&otilde;e sobre a contrata&ccedil;&atilde;o    por tempo determinado de que trata o inciso X do artigo 115 da Constitui&ccedil;&atilde;o    Estadual. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.al.sp.gov.br/portal/site/Internet/IntegraDDILEI?vgnextoid=2ddd0b9198067110VgnVCM100000590014ac%20RCRD&tipoNorma=2" target="_blank">http://www.al.sp.gov.br/portal/site/Internet/IntegraDDILEI?vgnextoid=2ddd0b9198067110VgnVCM100000590014ac    RCRD&amp;tipoNorma=2</a>&gt;. Acesso em: jul. 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0101-3262201100030000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">S&Atilde;O PAULO. Assembleia Legislativa. Secretaria-Geral    Parlamentar. Departamento de Documenta&ccedil;&atilde;o e Informa&ccedil;&atilde;o.    Lei Complementar n. 1.094, de 16/7/2009. Institui a Jornada Integral de Trabalho    Docente e a Jornada Reduzida de Trabalho Docente para os integrantes do Quadro    do Magist&eacute;rio da Secretaria da Educa&ccedil;&atilde;o, e cria os cargos    de docente que especifica. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.al.sp.gov.br/portal/site/Internet/IntegraDDILEI?vgnextoid=2ddd%200b9198067110VgnVCM100000590014acRCRD&tipoNorma=2" target="_blank">http://www.al.sp.gov.br/portal/site/Internet/IntegraDDILEI?vgnextoid=2ddd    0b9198067110VgnVCM100000590014acRCRD&amp;tipoNorma=2</a>&gt;. Acesso em: jul.    2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0101-3262201100030000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">S&Atilde;O PAULO. Assembleia Legislativa. Secretaria-Geral    Parlamentar. Departamento de Documenta&ccedil;&atilde;o e Informa&ccedil;&atilde;o.    Lei Complementar n. 1.097, de 27/10/2009. Institui o sistema de promo&ccedil;&atilde;o    para os integrantes do Quadro do Magist&eacute;rio da Secretaria da Educa&ccedil;&atilde;o    e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.al.sp.gov.br/portal/site/Internet/IntegraDDILEI?vgnextoid=2ddd0b9198067110Vgn%20VCM100000590014acRCRD&tipoNorma=2" target="_blank">http://www.al.sp.gov.br/portal/site/Internet/IntegraDDILEI?vgnextoid=2ddd0b9198067110Vgn    VCM100000590014acRCRD&amp;tipoNorma=2</a>&gt;. Acesso em: jul. 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0101-3262201100030000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">S&Atilde;O PAULO. Secretaria da Educa&ccedil;&atilde;o.    Conselho Estadual de Educa&ccedil;&atilde;o. Indica&ccedil;&atilde;o n. 62/2006.    Aprovada em: 20/9/2006. N&atilde;o obrigatoriedade de Filosofia e Sociologia    no curr&iacute;culo em 2007. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.ceesp.sp.gov.br/Indicacoes/in_62_06.htm" target="_blank">http://www.ceesp.sp.gov.br/Indicacoes/in_62_06.htm</a>&gt;.    Acesso em: jul. 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0101-3262201100030000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">S&Atilde;O PAULO. Secretaria da Educa&ccedil;&atilde;o.    Resolu&ccedil;&atilde;o n. 92, de 19/12/2007. Estabelece diretrizes para a organiza&ccedil;&atilde;o    curricular do ensino fundamental e m&eacute;dio nas escolas estaduais. Dispon&iacute;vel    em: &lt;<a href="http://www.dersv.com/Res92_07_organizacao_curricular.htm" target="_blank">http://www.dersv.com/Res92_07_organizacao_curricular.htm</a>&gt;.    Acesso em: jul. 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0101-3262201100030000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">S&Atilde;O PAULO. Secretaria da Educa&ccedil;&atilde;o.    Resolu&ccedil;&atilde;o n. 98, de 23/12/2008. Estabelece diretrizes para a organiza&ccedil;&atilde;o    curricular do ensino fundamental e m&eacute;dio nas escolas estaduais. Dispon&iacute;vel    em: &lt;<a href="http://siau.edunet.sp.gov.br/itemLise/arquivos/98_08.HTM" target="_blank">http://siau.edunet.sp.gov.br/itemLise/arquivos/98_08.HTM</a>&gt;.    Acesso em: jul. 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0101-3262201100030000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">SENNETT, R. <i>A corros&atilde;o do car&aacute;ter</i>.    Trad. de Marcos Santarrita. Rio de Janeiro: Record, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0101-3262201100030000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">ZAGO, N.; CARVALHO, M.P.; VILELA, R.A.T. (Org.).    <i>Itiner&aacute;rios de pesquisa:</i> perspectivas qualitativas em sociologia    da educa&ccedil;&atilde;o. Rio de Janeiro: dp&amp;a, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0101-3262201100030000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p> </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Recebido em 15 de agosto de 2010 </font>    <br>   <font face="Verdana" size="2">Aprovado em 22 de setembro de 2011 </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Notas </b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a name="nt1"></a><a href="#tx1">1</a>. Para    compor as seis aulas da disciplina &quot;Apoio Curricular&quot;, reduziram-se    aulas das &aacute;reas de &quot;Linguagens e C&oacute;digos&quot;, &quot;Ci&ecirc;ncias    da Natureza e Matem&aacute;tica&quot; e &quot;Ci&ecirc;ncias Humanas&quot;,    entretanto a &aacute;rea de &quot;Ci&ecirc;ncias Humanas&quot; foi a mais prejudicada    com a exclus&atilde;o das disciplinas &quot;Geografia&quot; e &quot;Sociologia&quot;    do 3&#186; ano do ensino m&eacute;dio. A exclus&atilde;o da Sociologia resultou    em sua aus&ecirc;ncia total do curr&iacute;culo, uma vez que ela estava presente    somente em uma das tr&ecirc;s s&eacute;ries do ensino m&eacute;dio at&eacute;    2007.     <br>   </font><font face="Verdana" size="2"><a name="nt2"></a><a href="#tx2">2</a>.    Apesar da &ecirc;nfase na descri&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o    e no papel do Estado na trajet&oacute;ria do ensino de Sociologia, n&atilde;o    se ignora que a mobiliza&ccedil;&atilde;o de sindicatos, universidades, comunidades    cient&iacute;ficas, alunos e professores do ensino m&eacute;dio e superior foi    fundamental para a elabora&ccedil;&atilde;o, aprova&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o    das leis que garantiram o retorno da Sociologia ao curr&iacute;culo escolar.    <br>   </font><font face="Verdana" size="2"><a name="nt3"></a><a href="#tx3">3</a>.    A titula&ccedil;&atilde;o (ou cursos de forma&ccedil;&atilde;o realizados pelo    professor) tamb&eacute;m &eacute; contabilizada para a evolu&ccedil;&atilde;o    salarial. N&atilde;o foi considerado este item na discuss&atilde;o do sal&aacute;rio.        <br>   </font><font face="Verdana" size="2"><a name="nt4"></a><a href="#tx4">4</a>.    Dono de uma pequena confec&ccedil;&atilde;o de roupas.     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font face="Verdana" size="2"><a name="nt5"></a><a href="#tx5">5</a>.    Dois s&atilde;o revendedores de cosm&eacute;ticos, uma &eacute; coordenadora    de escola infantil da rede municipal, uma &eacute; professora de educa&ccedil;&atilde;o    de jovens e adultos da rede municipal, um trabalha no escrit&oacute;rio de engenharia    do pai e um &eacute; presidente de ong e palestrante.     <br>   </font><font face="Verdana" size="2"><a name="nt6"></a><a href="#tx6">6</a>.    Sal&aacute;rio m&iacute;nimo: R$ 465,00, em 2009.     <br>   </font><font face="Verdana" size="2"><a name="nt7"></a><a href="#tx7">7</a>.    Ano em que a Sociologia foi reinserida na parte optativa do curr&iacute;culo.        <br>   </font><font face="Verdana" size="2"><a name="nt8"></a><a href="#tx8">8</a>.    Segundo o documento &quot;Considera&ccedil;&otilde;es sobre a forma&ccedil;&atilde;o    hist&oacute;rica da asesp e da profissionaliza&ccedil;&atilde;o do Soci&oacute;logo&quot;,    de S&eacute;rgio Sanandaj Matos, diretor da associa&ccedil;&atilde;o nas gest&otilde;es    89/91 e 91/93, o concurso de 1986 teve o provimento de 29 vagas. No entanto,    segundo informa&ccedil;&otilde;es de uma professora que realizou o concurso,    foram abertas apenas 19 vagas. N&atilde;o se conseguiu obter dados referentes    ao concurso de 1993.     <br>   </font><font face="Verdana" size="2"><a name="nt9"></a><a href="#tx9">9</a>.    Enquanto as &aacute;reas de &quot;Linguagens e C&oacute;digos&quot; e &quot;Ci&ecirc;ncias    da Natureza e Matem&aacute;tica&quot; possuem, em m&eacute;dia, 11 aulas por    semana em cada uma das s&eacute;ries do ensino m&eacute;dio, a &aacute;rea de    Ci&ecirc;ncias Humanas possui 8 aulas por semana. Na &aacute;rea de Ci&ecirc;ncias    Humanas, as disciplinas Hist&oacute;ria e Geografia possuem carga hor&aacute;ria    maior que a das disciplinas Filosofia e Sociologia. Enquanto as primeiras possuem    tr&ecirc;s aulas semanais por s&eacute;rie, as &uacute;ltimas possuem uma aula    semanal por s&eacute;rie (Resolu&ccedil;&atilde;o SE 98, de 23/12/2008).     <br>   </font><font face="Verdana" size="2"><a name="nt10"></a><a href="#tx10">10</a>.    Como descrito no t&oacute;pico &quot;Jornada de trabalho&quot;, que trata do    processo de atribui&ccedil;&atilde;o. </font></p>      ]]></body><back>
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<collab>APEOESP</collab>
<source><![CDATA[Manual do professor]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
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<collab>BRASIL</collab>
<source><![CDATA[Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional]]></source>
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<month>2/</month>
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<publisher-name><![CDATA[Diário Oficial da União]]></publisher-name>
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<source><![CDATA[Resolução da Câmara de Educação Básica n. 4/2006. Altera o artigo 10 da Resolução cne/ceb n. 3/98, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio]]></source>
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<surname><![CDATA[COSTA PINTO]]></surname>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ensino da Sociologia nas escolas normais]]></article-title>
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