<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0101-9880</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Brasileira de Coloproctologia]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev bras. colo-proctol.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0101-9880</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Cidade Editora Científica Ltda]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0101-98802011000200008</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0101-98802011000200008</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise da resposta ao biofeedback nos pacientes com incontinência fecal]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Analysis of biofeedback for fecal incontinence]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Accetta]]></surname>
<given-names><![CDATA[André Figueiredo]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vasconcelos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ricardo S.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[del Cueto]]></surname>
<given-names><![CDATA[Gisele]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pupo Neto]]></surname>
<given-names><![CDATA[João de A.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A04"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lacombe]]></surname>
<given-names><![CDATA[Domingos]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A04"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Accetta]]></surname>
<given-names><![CDATA[Italo]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal Fluminense Faculdade de Medicina ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Niterói RJ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Hospital Universitário Clementino Fraga Filho  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Rio de Janeiro RJ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Hospital Municipal Miguel Couto  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Rio de Janeiro RJ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A04">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Rio de Janeiro Faculdade de Medicina ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Rio de Janeiro RJ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<volume>31</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>165</fpage>
<lpage>168</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0101-98802011000200008&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0101-98802011000200008&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0101-98802011000200008&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Incontinência fecal é uma condição com importante impacto na qualidade de vida, e inúmeras formas de tratamento são descritas. Objetivo: Avaliar a resposta ao tratamento por biofeedback e o perfil epidemiológico dos pacientes com incontinência fecal, descrevendo os critérios de seleção e a técnica utilizada. Métodos: Estudo retrospectivo dos pacientes tratados em três anos (junho de 2005 a junho de 2008). Resultados: Trinta pacientes, sendo 26 mulheres e 4 homens, com idade média de 66 anos. O número de gestações e partos normais variou de nenhuma a seis e a histerectomia esteve presente em nove casos. Todos os pacientes apresentavam hipotonia na manometria. Dezoito pacientes ficaram satisfeitos com o tratamento proposto, dez ficaram parcialmente satisfeitos, nenhum ficou completamente insatisfeito, e dois abandonaram a terapia. Conclusão: O tratamento clínico associado ao biofeedback pode ser eficaz para a melhoria dos sintomas; entretanto, o entendimento e compreensão do problema por parte do paciente parece ser o efeito mais importante para esses resultados. A presença de diabetes mellitus, cirurgias orificiais e histerectomia podem ter relação com as queixas de incontinência.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Fecal incontinence is a disabling condition with relevant social costs. Many therapies are described. Objective: To evaluate the response to biofeedback and epidemiological profile, describing the used technique. Methods: A retrospective study in 3 years (June 2005 - June 2008). Results: Thirty patients, 26 women and 4 men, with an average age of 66. The number of normal pregnancies and births varied from none to six and hysterectomy was present in nine. Hypotonia in manometry was present in all patients. Eighteen patients were satisfied, ten were partially met, none was completely dissatisfied, and two have abandoned the therapy. Conclusion: The clinical therapy to biofeedback can be effective for incontinence, but the comprehension by patient appears to be the most important. Diabetes mellitus, anorectal surgery and hysterectomy were related to complaints of incontinence.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[biofeedback]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[incontinência fecal]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[exercício]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[manometria]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[qualidade de vida]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[biofeedback]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[fecal incontinence]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[exercise]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[manometry]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[quality of life]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>An&aacute;lise da resposta ao <I>biofeedback</I> nos       pacientes com incontin&ecirc;ncia   fecal</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Analysis of biofeedback for fecal incontinence</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Andr&eacute; Figueiredo Accetta<Sup>I</Sup>;   Ricardo S. Vasconcelos<Sup>II</Sup>; Gisele del Cueto<Sup>III</Sup>; Jo&atilde;o   de A. Pupo Neto<Sup>IV</Sup>; Domingos Lacombe<Sup>IV</Sup>; Italo Accetta<Sup>V</Sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><Sup>I</Sup>Professor de Cirurgia da Faculdade     de Medicina DA Universidade Federal Fluminense (UFF) - Niter&oacute;i (RJ),     Brasil    <br>     <Sup>II</Sup>M&eacute;dico     Coloproctologista do Hospital Universit&aacute;rio Clementino Fraga Filho     (HUCFF) -Rio de Janeiro (RJ), Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>     <Sup>III</Sup>M&eacute;dica     Coloproctologista do Hospital Municipal Miguel Couto -Rio de Janeiro     (RJ), Brasil    <br>     <Sup>IV</Sup>Professor Adjunto de Coloproctologia     da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) - Rio     de Janeiro (RJ), Brasil    <br>     <Sup>V</Sup>Professor Titular     de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense (UFF);     Professor da Universidade Gama Filho -Rio de Janeiro (RJ), Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="top"></a><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Incontin&ecirc;ncia fecal &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o com importante   impacto na qualidade de vida, e in&uacute;meras formas de tratamento s&atilde;o   descritas. Objetivo: Avaliar a resposta ao tratamento por biofeedback e o perfil   epidemiol&oacute;gico dos pacientes com incontin&ecirc;ncia fecal, descrevendo   os crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o e a t&eacute;cnica utilizada.   M&eacute;todos: Estudo retrospectivo dos pacientes tratados em tr&ecirc;s anos   (junho de 2005 a junho de 2008). Resultados: Trinta pacientes, sendo 26 mulheres   e 4 homens, com idade m&eacute;dia de 66 anos. O n&uacute;mero de gesta&ccedil;&otilde;es   e partos normais variou de nenhuma a seis e a histerectomia esteve presente   em nove casos. Todos os pacientes apresentavam hipotonia na manometria.   Dezoito pacientes ficaram satisfeitos com o tratamento proposto, dez ficaram   parcialmente satisfeitos, nenhum ficou completamente insatisfeito, e dois abandonaram   a terapia. Conclus&atilde;o: O tratamento cl&iacute;nico associado ao biofeedback   pode ser eficaz para a melhoria dos sintomas; entretanto, o entendimento e   compreens&atilde;o do problema por parte do paciente parece ser o efeito mais   importante para esses resultados. A presen&ccedil;a de diabetes mellitus, cirurgias   orificiais e histerectomia podem ter rela&ccedil;&atilde;o com as queixas de   incontin&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> biofeedback; incontin&ecirc;ncia fecal; exerc&iacute;cio; manometria; qualidade de vida.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Fecal incontinence is a disabling condition with relevant social costs. Many   therapies are described. Objective: To evaluate the response to biofeedback   and epidemiological profile, describing the used technique. Methods: A retrospective   study in 3 years (June 2005 - June 2008). Results: Thirty patients, 26 women   and 4 men, with an average age of 66. The number of normal pregnancies and   births varied from none to six and hysterectomy was present in nine. Hypotonia   in manometry was present in all patients. Eighteen patients were satisfied,   ten were partially met, none was completely dissatisfied, and two have abandoned   the therapy. Conclusion: The clinical therapy to biofeedback can be effective   for incontinence, but the comprehension by patient appears to be the most important.   Diabetes mellitus, anorectal surgery and hysterectomy were related to complaints   of incontinence.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords:</b> biofeedback; fecal incontinence; exercise; manometry; quality   of life.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Incontin&ecirc;ncia fecal &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o     com relevante custo social. Atinge principalmente pessoas idosas<Sup>1</Sup>, e com o envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o, est&aacute; cada vez mais presente nos consult&oacute;rios de coloproctologia. Possui etilogia multifatorial, raz&atilde;o pela qual n&atilde;o existe um tratamento universal, devendo ser individualizado para cada caso. In&uacute;meras formas de terapia s&atilde;o descritas, que variam desde a medidas higieno-diet&eacute;ticas, drogas constipantes, at&eacute; cirurgias complexas. Avaliar a resposta ao <I>biofeedback</I> e o perfil epidemiol&oacute;gico dos pacientes com incontin&ecirc;ncia fecal foi o principal objetivo deste trabalho.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>PACIENTES E M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entre junho de 2005 a junho de 2008, 30 pacientes     com queixas de incontin&ecirc;ncia fecal foram submetidos, por n&oacute;s,     a tratamento com <I>biofeedback</I>. Em todos, foi realizado estudo manom&eacute;trico complementado com exames de imagem (resson&acirc;ncia magn&eacute;tica e ultrassom endoanal), quando necess&aacute;rios. O man&ocirc;metro utilizado foi o Viotti 6600 de fluxo cont&iacute;nuo com quatro canais. O tratamento teve dura&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s semanas e, ap&oacute;s o per&iacute;odo, foi avaliada a resposta atrav&eacute;s de um question&aacute;rio subjetivo, para definir o grau de satisfa&ccedil;&atilde;o e da qualidade de vida. Tamb&eacute;m foi realizado um <I>follow up</I> com quatro meses, atrav&eacute;s de contato telef&ocirc;nico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pacientes com quadro de importante d&eacute;ficit neurol&oacute;gico p&oacute;s-traumatismo cr&acirc;nio-encef&aacute;lico, traumatismo raquimedular ou acidente vascular encef&aacute;lico e hipotonia total com &acirc;nus entreaberto foram exclu&iacute;dos da presente s&eacute;rie. A ruptura esfincteriana, pass&iacute;vel de corre&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m foi crit&eacute;rio de exclus&atilde;o,     pois acreditamos que o <I>biofeedbak</I> n&atilde;o traria nenhum benef&iacute;cio e poderia postergar o tratamento definitivo. Pacientes que n&atilde;o compreenderam a din&acirc;mica da terapia, tamb&eacute;m n&atilde;o foram submetidos ao <I>biofeedback</I>.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p   ><font size="2" face="Verdana"><b>T&eacute;cnica</b></font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">Nossa         t&eacute;cnica constou de uma consulta semanal durante tr&ecirc;s semanas, na qual eram explicados os m&eacute;todos e realizados exames f&iacute;sicos e manom&eacute;tricos. Na primeira consulta, a terapia era explicada detalhadamente, bem como a fisiologia da evacua&ccedil;&atilde;o e a import&acirc;ncia da colabora&ccedil;&atilde;o e coopera&ccedil;&atilde;o         para o sucesso do tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em todos os pacientes foi associado tratamento     cl&iacute;nico com fibras (30g/dia) e loperamida (2mg/dia). A proposta era que os exerc&iacute;cios fossem feitos duas vezes por dia no domic&iacute;lio. Houve livre acesso ao m&eacute;dico assistente, atrav&eacute;s de contato pessoal ou telef&ocirc;nico para esclarecimento de d&uacute;vidas. Os pacientes tamb&eacute;m eram orientados a fazer anota&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria da alimenta&ccedil;&atilde;o, a fim de detectar poss&iacute;veis alimentos causadores de escape. </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">Didaticamente,         os exerc&iacute;cios eram divididos em tr&ecirc;s etapas: a primeira tratava-se na identifica&ccedil;&atilde;o da musculatura adequada. A segunda, fase de contra&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida, 15 contra&ccedil;&otilde;es com intervalos de 5 segundos eram realizadas. Um descanso de 3 minutos era proposto antes da &uacute;ltima etapa, a fase de contra&ccedil;&atilde;o lenta, na qual 15 longas e mantidas contra&ccedil;&otilde;es         eram executadas. </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">Durante todo o processo, o paciente acompanhava <I>on time</I> suas             curvas de press&atilde;o no monitor, atrav&eacute;s de <I>softwares</I> ilustrativos.             Nas outras semanas, as s&eacute;ries eram repetidas com distens&atilde;o             da ampola retal, com o volume encontrado no <I>theshold</I>. </font></p>    <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O grupo estudado foi constitu&iacute;do por 26 (86%) pacientes do sexo feminino e 4 (14%) do sexo masculino, com idade m&eacute;dia de 66 anos (37/84). Cinco (16%) pacientes eram hipertensos, 4 (13%) eram diab&eacute;ticos e 3 (10%) apresentavam essas duas comorbidades. Dois (6%) pacientes apresentavam incontin&ecirc;ncia urin&aacute;ria associada &agrave; fecal, e dois (6%), tratavam doen&ccedil;a inflamat&oacute;ria intestinal, um doen&ccedil;a de Crohn e outro retocolite ulcerativa. Nas mulheres, o n&uacute;meros de gesta&ccedil;&otilde;es e partos normais variou de 0 a 6. Nove (30%) pacientes apresentavam alguma cirurgia orificial pr&eacute;via,     sendo que a hemorroidectomia esteve presente em 6 (20%) casos. Nove mulheres     (34%) eram histerectomizadas. Todos os pacientes apresentavam algum grau de hipotonia esfincteriana comprovada na manometria. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dezoito (60%) pacientes ficaram satisfeitos com o tratamento proposto, dez (34%) ficaram parcialmente satisfeitos, nenhum ficou completamente insatisfeito, e dois (6%) abandonaram o tratamento.</font></p>    <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Incontin&ecirc;ncia fecal &eacute; definida como perda recorrente e incontrol&aacute;vel     de material fecal<Sup>2</Sup>. As principais causas s&atilde;o as anormalidades da mobilidade intestinal (diarreia ou constipa&ccedil;&atilde;o), altera&ccedil;&atilde;o na sensibilidade e baixa complac&ecirc;ncia retal, fraqueza ou dano da musculatura p&eacute;lvica, ou uma combina&ccedil;&atilde;o desses fatores<Sup>2,3</Sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sua incid&ecirc;ncia varia de 2 a 7% na popula&ccedil;&atilde;o     adulta<Sup>2</Sup>; por&eacute;m acredita-se que esse n&uacute;mero seja maior, pois muitos pacientes n&atilde;o     procuram ajuda profissional<Sup>4</Sup>. &Eacute; mais frequente em mulheres, principalmente ap&oacute;s traumas obst&eacute;tricos, onde dois mecanismos de inj&uacute;ria s&atilde;o descritos: a destrui&ccedil;&atilde;o direta do esf&iacute;ncter     anal e a neuropatia degenerativa do nervo pudendo<Sup>4,5</Sup>. N&atilde;o h&aacute; relato de mortalidade atribu&iacute;da a incontin&ecirc;ncia fecal; entretanto, existe morbidade significativa nas doen&ccedil;as de pele, infec&ccedil;&otilde;es urin&aacute;rias, al&eacute;m do impacto na qualidade de vida<Sup>2</Sup>.</font></p>    <p><font size="2" face="Verdana"><I>Biofeedback</I> &eacute; relatado como efetivo para tratamento da incontin&ecirc;ncia fecal h&aacute; v&aacute;rios         anos<Sup>2</Sup>. Foi inicialmente descrito na d&eacute;cada de 1970, como forma de melhorar os resultados dos programas de exerc&iacute;cios p&eacute;lvicos<Sup>4</Sup>.</font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; definido como um conjunto de exerc&iacute;cios da musculatura anal e perineal, medidas educativas, orienta&ccedil;&atilde;o alimentar, social e medicamentosa, que visam melhorar a habilidade volunt&aacute;ria do esf&iacute;ncter anal externo e puboretal, em resposta a distens&atilde;o             retal<Sup>6</Sup>. &Eacute; realizado sob orienta&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica ambulatorial e domiciliar. J&aacute; foi diversas vezes investigado; entretanto, devido aos m&uacute;ltiplos protocolos existentes, diversos crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o e t&eacute;cnicas utilizadas, &eacute; dif&iacute;cil             comparar os estudos de maneira universal<Sup>7,8</Sup>. Dessa maneira,             seu mecanismo exato de a&ccedil;&atilde;o permanece obscuro<Sup>9</Sup>.</font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">Didaticamente,                 atua de tr&ecirc;s formas: na coordena&ccedil;&atilde;o motora, na for&ccedil;a                 muscular e na sensibilidade retal<Sup>6</Sup>. Para Chiarioni et al.<Sup>10</Sup> a                 principal disfun&ccedil;&atilde;o nos pacientes com urg&ecirc;ncia e escape para l&iacute;quidos &eacute; corrigida com a melhoria da for&ccedil;a muscular. Em contraste, a incontin&ecirc;ncia para s&oacute;lidos &eacute; melhor                 controlada com o treinamento da sensibilidade retal<Sup>11</Sup>. </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; evidente que cada tipo de incontin&ecirc;ncia tem uma causa de disfun&ccedil;&atilde;o,                     devendo o protocolo de tratamento ser individualizado para                     cada caso<Sup>6</Sup>. Infelizmente, poucas vezes detectamos                     uma causa espec&iacute;fica da incontin&ecirc;ncia, o que dificulta estabelecer uma terapia padr&atilde;o. </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">O efeito <I>feedback</I> ocorre                         quando o paciente entende e compreende a fisiopatologia                         do seu tipo de incontin&ecirc;ncia. Dessa maneira cria-se uma cadeia de retroalimenta&ccedil;&atilde;o com o m&eacute;dico assistente e com o tratamento, o que colabora para um melhor resultado. Acreditamos que a visualiza&ccedil;&atilde;o de figuras an&aacute;logas ao esf&iacute;ncter anal ou a gr&aacute;ficos de press&atilde;o no monitor, durante os exerc&iacute;cios, auxiliam a cria&ccedil;&atilde;o                         do efeito <I>feedback</I>. Entretanto, muitos autores                         acreditam que algum efeito placebo tamb&eacute;m pode                         ocorrer<Sup>7,8</Sup>. </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; consenso que o uso de exames mais sofisticados, n&atilde;o substitui um bom exame cl&iacute;nico                             com toque retal<Sup>1</Sup>. No nosso trabalho, apenas                             a manometria foi indicada de rotina. Exames como                             ultrassonografia endoanal e resson&acirc;ncia nuclear magn&eacute;tica s&oacute; foram solicitados para esclarecimento diagn&oacute;stico, a fim de descartar les&otilde;es pass&iacute;veis de corre&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica. O tempo de lat&ecirc;ncia do pudendo tamb&eacute;m n&atilde;o foi solicitado, pois acreditamos que ele n&atilde;o                             serve para triar candidatos ao <I>biofeedback</I>.</font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">Diversos autores tiveram bons resultados combinando o <I>biofeedback</I> com                                 outros m&eacute;todos de reabilita&ccedil;&atilde;o, como fisioterapia e eletroestimula&ccedil;&atilde;o<Sup>7</Sup>. Fynes et al.<Sup>5</Sup>, compararam o <I>biofeedback</I> convencional                                 associado &agrave; estimula&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica no esf&iacute;ncter anal com eletromiografia audiovisual p&oacute;s-trauma obst&eacute;trico, com bons &iacute;ndices de satisfa&ccedil;&atilde;o.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Byrne et al.<Sup>1</Sup> realizaram consultas de <I>biofeedback</I> por                                     telefone para os pacientes que tinham dificuldade                                     de ir para o hospital, obtendo resultados                                     semelhantes aos da literatura, e ainda sugeriu                                     uma redu&ccedil;&atilde;o do regime de tratamento. </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">Crit&eacute;rios subjetivos e objetivos ap&oacute;s                                         tratamento com <I>biofeedback</I> s&atilde;o amplamente discutidos. Diversos artigos mostram discrep&acirc;ncia entre esses resultados, o que reflete a etiologia multifatorial e at&eacute; mesmo ps&iacute;quica da incontin&ecirc;ncia                                         fecal<Sup>12,13,14</Sup>. Tamb&eacute;m &eacute; controverso realizar exames manom&eacute;tricos ap&oacute;s                                         o tratamento<Sup>6</Sup>. No nosso trabalho,                                         apenas crit&eacute;rios subjetivos foram avaliados, e n&atilde;o foi realizada manometria de controle. Acreditamos que o mais importante, ap&oacute;s                                         o <I>biofeedback</I>, &eacute; a melhoria                                         da qualidade de vida e o retorno das                                         atividades habituais, mesmo ainda havendo                                         hipotonia esfincteriana e escape eventual. </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">Algumas                                             revis&otilde;es concluem que o <I>biofeedback</I> &eacute; o tratamento de primeira linha para a incontin&ecirc;ncia                                             fecal<Sup>4,9</Sup>. Entretanto,                                             ele n&atilde;o substitui, nem posterga, o tratamento cir&uacute;rgico.                                             Pode ser usado como tratamento adjuvante,                                             melhorando os resultados das esfincteroplastias<Sup>5,6</Sup>.</font></p>    <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tratamento cl&iacute;nico associado ao <I>biofeedback</I> pode     ser eficaz para a melhoria dos sintomas e da qualidade de vida dos pacientes     com queixas de incontin&ecirc;ncia fecal. Os resultados foram semelhantes ao da literatura consultada. Acreditamos que o entendimento e compreens&atilde;o     do problema, por parte do paciente, parece ser o efeito mais importante para esses resultados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A presen&ccedil;a de <I>diabetes mellitus</I>,     cirurgias orificiais e histerectomia tiveram rela&ccedil;&atilde;o com as queixas de incontin&ecirc;ncia; entretanto, novos estudos com maior casu&iacute;stica e an&aacute;lise estat&iacute;stica devem ser realizados para confirma&ccedil;&atilde;o dessa hip&oacute;tese. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1.	Byrne CM, Solomon MJ, Rex J, Young JM, Heggie D, Merlino C. Telephone vs face-to-face biofeedback for fecal incontinence: comparison of two techniques in 239 patients. Dis Colon Rectum 2005;48(12):2281-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000062&pid=S0101-9880201100020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2.	Heymen S, Jones KR, Ringel Y, Scarlett Y, Whitehead WE. Biofeedback treatment of fecal incontinence. A critical review. Dis Colon Rectum 2001;44(5):728-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000064&pid=S0101-9880201100020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3.	Terra MP, Dobben AC, Berghmans B, Deutekom M, Baeten CGMI, Janssen LWM, et al. Electrical stimulation and pelvic floor muscle training with biofeedback in patients with fecal incontinence: a cohort study of 281 patients. Dis Colon Rectum 2006;49(8):1149-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S0101-9880201100020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4.	Solomon MJ, Pager CK, Rex J, Roberts R, Manning J. Randomized, controlled trial of biofeedback with anal manometry, transanal ultrasound, or pelvic floor retraining with digital guidance alone in the treatment of mild to moderate fecal incontinence. Dis Colon Rectum 2003;46(6):703-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S0101-9880201100020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5.	Fynes MM, Marshall K, Cassidy M, Behan M, Walsh D, Phil D, et al. A prospective, randomized study comparing the effect of augmented biofeedback with sensory biofeedback alone on fecal incontinence after obstetric trauma. Dis Colon Rectum 1999;42(6):753-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S0101-9880201100020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6.     Mart&iacute;nez-Puente MC, Pascual-Montero JA, Garc&iacute;a-Olmo D. Customized     biofeedback therapy improves results in fecal incontinence. Int J Colorectal     Dis 2004;19(3):210-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S0101-9880201100020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7.	Peticca L, Pietroletti R, Ayabaca SM, Pescatori M. Combined biofeedback, physiotherapy and electrostimulation for fecal incontinence. Tech Coloproctol 2000;4:157-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0101-9880201100020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8.	Norton C, Kamm MA. Outcome of biofeedback for fecal incontinence. Br J Surg 1999;86(9):1159-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0101-9880201100020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9.	Enck P. Biofeedback training in disordered defecation: a critical review. Gig Dis Sci 1993;38(11):1953-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0101-9880201100020000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10.	Chiarioni G, Scattolini C, Bonfante F, Vantini I. Liquid stool incontinence with severe urgency: anorectal function and effective biofeedback treatment. Gut 1993;34(11):1576-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0101-9880201100020000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11.	Chiarioni G, Bassoti G, Stegagnini S, Vantini I, Whitehead WE. Sensory retraining is key to biofeedback therapy for formed stool fecal incontinence. Am J Gastroenterol 2002;97(1):109-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0101-9880201100020000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12.	Leroi AM, Dorival MP, Lecouturier MF, Saiter C, Welter ML, Touchais JY, et al. Pudendal neuropathy and severity of incontinence but not presence of an anal sphincter defect may determine the response to biofeedback therapy in fecal incontinence. Dis Colon Rectum 1999;42(6):762-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0101-9880201100020000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13.	Loening-Baucke V. Efficacy of biofeedback training in improviving fecal incontinence and anorectal physiologic function. Gut 1990;31(12):1395-402.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0101-9880201100020000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14.   Miner PB, Donelly TC, Read NW. Investigation of the mode of action of biofeedback   in treatment of fecal incontinence. Gig Dis Sci 1990;35(10):1291-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0101-9880201100020000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="end"></a></b><a href="#top"><img src="/img/revistas/rbc/v31n2/seta.jpg" border="0"></a> <b>Endere&ccedil;o       para correspond&ecirc;ncia:</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Andr&eacute; F.   Accetta    <br>   Rua Mariz e Barros, 51, apto 1.201 - Icara&iacute;    <br>   CEP: 24220-120 - Niter&oacute;i   (RJ), Brasil    <br>   E-mail: <a href="mailto:aaccetta@gmail.com">aaccetta@gmail.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em: 19/12/2008    <br> Aprovado em: 09/03/2009</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Fonte de financiamento: n&atilde;o h&aacute;    <br> Conflito de interesse: nada a declarar    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Trabalho realizado no Hospital Universit&aacute;rio Clementino Fraga Filho (HUCFF) &#8211; Rio de Janeiro (RJ), Brasil.</font></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Byrne]]></surname>
<given-names><![CDATA[CM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Solomon]]></surname>
<given-names><![CDATA[MJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rex]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Young]]></surname>
<given-names><![CDATA[JM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Heggie]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Merlino]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Telephone vs face-to-face biofeedback for fecal incontinence: comparison of two techniques in 239 patients]]></article-title>
<source><![CDATA[Dis Colon Rectum]]></source>
<year>2005</year>
<volume>48</volume>
<numero>12</numero>
<issue>12</issue>
<page-range>2281-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Heymen]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jones]]></surname>
<given-names><![CDATA[KR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ringel]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Scarlett]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Whitehead]]></surname>
<given-names><![CDATA[WE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Biofeedback treatment of fecal incontinence: A critical review]]></article-title>
<source><![CDATA[Dis Colon Rectum]]></source>
<year>2001</year>
<volume>44</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>728-36</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Terra]]></surname>
<given-names><![CDATA[MP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dobben]]></surname>
<given-names><![CDATA[AC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Berghmans]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Deutekom]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Baeten]]></surname>
<given-names><![CDATA[CGMI]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Janssen]]></surname>
<given-names><![CDATA[LWM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Electrical stimulation and pelvic floor muscle training with biofeedback in patients with fecal incontinence: a cohort study of 281 patients]]></article-title>
<source><![CDATA[Dis Colon Rectum]]></source>
<year>2006</year>
<volume>49</volume>
<numero>8</numero>
<issue>8</issue>
<page-range>1149-59</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Solomon]]></surname>
<given-names><![CDATA[MJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pager]]></surname>
<given-names><![CDATA[CK]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rex]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roberts]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Manning]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Randomized, controlled trial of biofeedback with anal manometry, transanal ultrasound, or pelvic floor retraining with digital guidance alone in the treatment of mild to moderate fecal incontinence]]></article-title>
<source><![CDATA[Dis Colon Rectum]]></source>
<year>2003</year>
<volume>46</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>703-10</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fynes]]></surname>
<given-names><![CDATA[MM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marshall]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cassidy]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Behan]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Walsh]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Phil]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A prospective, randomized study comparing the effect of augmented biofeedback with sensory biofeedback alone on fecal incontinence after obstetric trauma]]></article-title>
<source><![CDATA[Dis Colon Rectum]]></source>
<year>1999</year>
<volume>42</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>753-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Martínez-Puente]]></surname>
<given-names><![CDATA[MC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pascual-Montero]]></surname>
<given-names><![CDATA[JA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[García-Olmo]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Customized biofeedback therapy improves results in fecal incontinence]]></article-title>
<source><![CDATA[Int J Colorectal Dis]]></source>
<year>2004</year>
<volume>19</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>210-4</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Peticca]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pietroletti]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ayabaca]]></surname>
<given-names><![CDATA[SM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pescatori]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Combined biofeedback, physiotherapy and electrostimulation for fecal incontinence]]></article-title>
<source><![CDATA[Tech Coloproctol]]></source>
<year>2000</year>
<volume>4</volume>
<page-range>157-61</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Norton]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kamm]]></surname>
<given-names><![CDATA[MA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Outcome of biofeedback for fecal incontinence]]></article-title>
<source><![CDATA[Br J Surg]]></source>
<year>1999</year>
<volume>86</volume>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
<page-range>1159-63</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Enck]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Biofeedback training in disordered defecation: a critical review]]></article-title>
<source><![CDATA[Gig Dis Sci]]></source>
<year>1993</year>
<volume>38</volume>
<numero>11</numero>
<issue>11</issue>
<page-range>1953-60</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Chiarioni]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Scattolini]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bonfante]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vantini]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Liquid stool incontinence with severe urgency: anorectal function and effective biofeedback treatment]]></article-title>
<source><![CDATA[Gut]]></source>
<year>1993</year>
<volume>34</volume>
<numero>11</numero>
<issue>11</issue>
<page-range>1576-80</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Chiarioni]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bassoti]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stegagnini]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vantini]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Whitehead]]></surname>
<given-names><![CDATA[WE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sensory retraining is key to biofeedback therapy for formed stool fecal incontinence]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Gastroenterol]]></source>
<year>2002</year>
<volume>97</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>109-17</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Leroi]]></surname>
<given-names><![CDATA[AM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dorival]]></surname>
<given-names><![CDATA[MP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lecouturier]]></surname>
<given-names><![CDATA[MF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Saiter]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Welter]]></surname>
<given-names><![CDATA[ML]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Touchais]]></surname>
<given-names><![CDATA[JY]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pudendal neuropathy and severity of incontinence but not presence of an anal sphincter defect may determine the response to biofeedback therapy in fecal incontinence]]></article-title>
<source><![CDATA[Dis Colon Rectum]]></source>
<year>1999</year>
<volume>42</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>762-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Loening-Baucke]]></surname>
<given-names><![CDATA[V]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Efficacy of biofeedback training in improviving fecal incontinence and anorectal physiologic function]]></article-title>
<source><![CDATA[Gut]]></source>
<year>1990</year>
<volume>31</volume>
<numero>12</numero>
<issue>12</issue>
<page-range>1395-402</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Miner]]></surname>
<given-names><![CDATA[PB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Donelly]]></surname>
<given-names><![CDATA[TC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Read]]></surname>
<given-names><![CDATA[NW]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Investigation of the mode of action of biofeedback in treatment of fecal incontinence]]></article-title>
<source><![CDATA[Gig Dis Sci]]></source>
<year>1990</year>
<volume>35</volume>
<numero>10</numero>
<issue>10</issue>
<page-range>1291-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
