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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Hortas urbanas e periurbanas: o que nos diz a literatura brasileira?]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Growing vegetables in backyards and in community gardens gained importance as an alternative policy for the reduction of poverty and the increasing of household food intake since the final years of the late century in Brazil. The Brazilian experiences have been reported in different scientific publications but until now, there has not been an attempt to evaluate those results. For that purpose, Brazilian scientific publications were sought in the sites www.google.com.br, www.scielo.com.br, www.periodicos.capes.gov.br and in the Lattes platform from CNPq. The results showed that the majority of publications were available to download free. The number of publications increased between 1996 and 2009 and most of them were published in Congresses and Meetings. Vegetable cultivation contributed to increase of the welfare of population. Nonetheless, several difficulties were reported: chiefly among these, the lack of social organization, lack of access to technical assistance, capital, land and water. Until now, the majority of these projects have been of short duration (less than three years); therefore it is necessary to carry out long term researches in order to evaluate strategies for overcoming these difficulties.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>P&Aacute;GINA DO HORTICULTOR</b> GROWER'S PAGE</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Hortas urbanas e periurbanas: o que nos diz a literatura brasileira?</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Urban and periurban gardens: what does the Brazilian literature tell us?</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Marina Castelo Branco<sup>I</sup>; Fl&aacute;via A de Alc&acirc;ntara<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Embrapa Sede, Depto. Pesquisa e Desenvolvimento, Parque Esta&ccedil;&atilde;o Biol&oacute;gica, Av W3 Norte (final), Ed. Sede, 70770-901 Bras&iacute;lia-DF; <a href="mailto:castelo@embrapa.br">castelo@embrapa.br</a><br />   <sup>II</sup>Embrapa Arroz e Feij&atilde;o, C. Postal 179, 75375-000 Sto. Antonio de Goi&aacute;s-GO; <a href="mailto:alcantara@cnpaf.embrapa.br">alcantara@cnpaf.embrapa.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade />     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O cultivo dom&eacute;stico de hortali&ccedil;as e hortas comunit&aacute;rias ganhou import&acirc;ncia como uma pol&iacute;tica alternativa de redu&ccedil;&atilde;o da pobreza e melhoria das condi&ccedil;&otilde;es alimentares das fam&iacute;lias no Brasil desde o final do s&eacute;culo passado. As experi&ecirc;ncias brasileiras foram relatadas em diferentes tipos de publica&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas, mas at&eacute; o momento, esses resultados n&atilde;o foram avaliados. Assim sendo, publica&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas brasileiras sobre o tema foram buscadas nas p&aacute;ginas www.google.com.br, www.scielo.com.br, www.periodicos.capes.gov.br e na plataforma Lattes do CNPq para essa avalia&ccedil;&atilde;o. Os resultados mostraram que a maioria das publica&ccedil;&otilde;es estavam dispon&iacute;veis gratuitamente. O n&uacute;mero de publica&ccedil;&otilde;es aumentou entre 1996 e 2009 e a maioria delas foi publicada em Encontros e Congressos. O cultivo de hortali&ccedil;as contribuiu para aumentar o bem-estar da popula&ccedil;&atilde;o. No entanto, diversas dificuldades foram relatadas, sendo as mais importantes a falta de organiza&ccedil;&atilde;o social e a falta de acesso a assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica, capital, terra e &aacute;gua. At&eacute; o momento, a maioria desses projetos foi de curta dura&ccedil;&atilde;o (menos de tr&ecirc;s anos). Assim sendo, &eacute; necess&aacute;rio que pesquisas multidisciplinares e de longo prazo sejam conduzidas a fim de que sejam melhor avaliados e compreendidos os benef&iacute;cios e dificuldades dos projetos e as formas encontradas para superar essas dificuldades .</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Agricultura urbana, agricultura periurbana. levantamento, avalia&ccedil;&atilde;o, sustentabilidade.</font></p> <hr size="1" noshade />     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Growing vegetables in backyards and in community gardens gained importance as an alternative policy for the reduction of poverty and the increasing of household food intake since the final years of the late century in Brazil. The Brazilian experiences have been reported in different scientific publications but until now, there has not been an attempt to evaluate those results. For that purpose, Brazilian scientific publications were sought in the sites www.google.com.br, www.scielo.com.br, www.periodicos.capes.gov.br and in the Lattes platform from CNPq. The results showed that the majority of publications were available to download free. The number of publications increased between 1996 and 2009 and most of them were published in Congresses and Meetings. Vegetable cultivation contributed to increase of the welfare of population. Nonetheless, several difficulties were reported: chiefly among these, the lack of social organization, lack of access to technical assistance, capital, land and water. Until now, the majority of these projects have been of short duration (less than three years); therefore it is necessary to carry out long term researches in order to evaluate strategies for overcoming these difficulties.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords:</b> Urban agriculture, survey, evaluation, sustainability.</font></p> <hr size="1" noshade />     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O cultivo de hortali&ccedil;as nas &aacute;reas urbanas e periurbanas, com ou sem o apoio governamental, tomou impulso a partir de 1980 na Am&eacute;rica Latina, &Aacute;frica e &Aacute;sia como uma estrat&eacute;gia de sobreviv&ecirc;ncia das popula&ccedil;&otilde;es mais pobres atingidas pela crise econ&ocirc;mica que se instalou nessas regi&otilde;es (Maxwell, 1995; Bryld, 2003). No Brasil, hortas urbanas e periurbanas come&ccedil;aram a ter grande &ecirc;nfase nessa &eacute;poca com apoio dos governos municipais e institui&ccedil;&otilde;es locais (Farf&aacute;n <i>et al</i>., 2008; Monteiro &amp; Monteiro, 2008).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir do in&iacute;cio deste s&eacute;culo, o apoio a hortas urbanas e periurbanas no Brasil passou a fazer parte da pol&iacute;tica nacional de redu&ccedil;&atilde;o da pobreza e garantia de seguran&ccedil;a alimentar. Algumas dessas hortas foram financiadas com recursos federais e estavam inclu&iacute;das no Programa Nacional de Agricultura Urbana. Dados do Governo Federal de outubro de 2008 indicavam que esse Programa financiou, al&eacute;m de hortas comunit&aacute;rias em todas as regi&otilde;es brasileiras, atividades como apicultura, avicultura e lavouras comunit&aacute;rias. Foram beneficiadas cerca de 700.000 pessoas com um investimento de R$36 milh&otilde;es (Minist&eacute;rio do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, s.d.). Por&eacute;m, vale ressaltar que o Governo Federal n&atilde;o foi o &uacute;nico financiador de tais projetos; recursos estaduais e municipais tamb&eacute;m foram investidos nessa a&ccedil;&atilde;o, o que significa que os valores investidos eram muito maiores dos que os aqui apresentados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de incentivo a hortas urbanas e periurbanas impulsionaram o desenvolvimento dessa estrat&eacute;gia de combate &agrave; pobreza. O relato de algumas dessas experi&ecirc;ncias se traduziu na publica&ccedil;&atilde;o de trabalhos em revistas indexadas e n&atilde;o indexadas, em anais e resumos de congressos, em monografias e teses. No entanto, a avalia&ccedil;&atilde;o dos resultados descritos nessas publica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o foi feita at&eacute; o momento. Tal avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; necess&aacute;ria para que se possa verificar a situa&ccedil;&atilde;o atual n&atilde;o s&oacute; da pesquisa sobre o tema, mas tamb&eacute;m dos resultados alcan&ccedil;ados pelos programas executados. Al&eacute;m disso, a partir de uma melhor compreens&atilde;o dos resultados alcan&ccedil;ados ser&aacute; poss&iacute;vel apontar propostas futuras de trabalho. Assim, este trabalho tem como objetivo, utilizando a literatura brasileira sobre hortas urbanas e periurbanas dispon&iacute;vel, realizar uma avalia&ccedil;&atilde;o geral sobre os resultados alcan&ccedil;ados por essa estrat&eacute;gia de redu&ccedil;&atilde;o da pobreza implantada em nosso pa&iacute;s.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>MATERIAL E M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram utilizadas as bases de dados <a href="http://www.google.com.br" target="_blank">www.google.com.br</a>, <a href="http://www.scielo.com.br" target="_blank">www.scielo.com.br</a>, <a href="http://www.periodicos.capes.gov.br" target="_blank">www.periodicos.capes.gov.br</a> e Lattes do CNPq, em que o curr&iacute;culo de pesquisadores, professores e estudantes foram examinados, para compilar a literatura brasileira sobre hortas urbanas e periurbanas no per&iacute;odo 1996-2010<a name="1a"></a><a href="#1b"><sup>1</sup></a>. O ano de 1996 foi escolhido como marco inicial porque nesse ano foi encontrado o primeiro trabalho referente a esse assunto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a identifica&ccedil;&atilde;o dos trabalhos foram feitas buscas utilizando-se as palavras-chave "hortas urbanas", "hortas comunit&aacute;rias", "hortas periurbanas", "quintais", "agricultura urbana" e "agricultura periurbana". O levantamento foi realizado entre os meses de outubro de 2009 e abril de 2010. Foram considerados trabalhos publicados em revistas indexadas ou n&atilde;o, trabalhos de congressos, teses e monografias, relat&oacute;rios t&eacute;cnicos, boletins t&eacute;cnicos e de pesquisa, legisla&ccedil;&atilde;o e projetos de implanta&ccedil;&atilde;o de hortas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Baseados nas fontes de pesquisas descritas anteriormente foram encontrados 191 trabalhos publicados na literatura brasileira sobre hortas urbanas e periurbanas no per&iacute;odo 1996-2010. Foram publicados 84 trabalhos em Encontros e Congressos, 43 artigos em revistas indexadas e n&atilde;o indexadas, 27 cap&iacute;tulos de livros, 14 teses e monografias, 11 relat&oacute;rios t&eacute;cnicos, cinco Boletins T&eacute;cnicos, quatro leis e tr&ecirc;s projetos de lei referentes ao tema.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda que os trabalhos encontrados estivessem dispersos por v&aacute;rios tipos de publica&ccedil;&otilde;es, verificou-se que, com apenas uma exce&ccedil;&atilde;o (cap&iacute;tulos de livros), no m&iacute;nimo 78% dos trabalhos estavam dispon&iacute;veis na Internet. A organiza&ccedil;&atilde;o dessas informa&ccedil;&otilde;es em uma base de dados &uacute;nica facilita o acesso aos dados gerados por parte dos interessados nesse assunto.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com rela&ccedil;&atilde;o ao local de realiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhos, Minas Gerais, Goi&aacute;s, S&atilde;o Paulo, Rio de Janeiro e Piau&iacute; foram os estados que apareceram em maior n&uacute;mero: 32, 30, 27, 24 e 11 trabalhos respectivamente. Minas Gerais e S&atilde;o Paulo foram os estados que apresentaram o relato de experi&ecirc;ncias de um maior n&uacute;mero de cidades: 16 e 12 respectivamente. Por outro lado, alguns estados, com um consider&aacute;vel n&uacute;mero de publica&ccedil;&otilde;es, divulgaram experi&ecirc;ncias de um n&uacute;mero menor de cidades. Esse &eacute; o exemplo dos estados de Goi&aacute;s e Piau&iacute;. Ainda que Goi&aacute;s tenha apresentado o segundo maior n&uacute;mero de trabalhos/estado, esses se referiram a experi&ecirc;ncias de apenas oito cidades, sendo que a experi&ecirc;ncia da cidade de Santo Ant&ocirc;nio do Descoberto foi relatada em 25 trabalhos diferentes. Em rela&ccedil;&atilde;o ao Piau&iacute;, dos 11 trabalhos publicados, oito foram provenientes de Teresina. A explica&ccedil;&atilde;o para a diferen&ccedil;a entre o n&uacute;mero de trabalhos publicados e o n&uacute;mero de cidades onde estes foram realizados &eacute; que, em alguns casos, os trabalhos de uma cidade se originaram do mesmo tipo de informa&ccedil;&atilde;o, isto &eacute;, disserta&ccedil;&otilde;es geraram resumos de congresso e trabalhos cient&iacute;ficos. Em outros casos, o mesmo tipo de informa&ccedil;&atilde;o foi publicado em resumos e em um ou mais trabalhos cient&iacute;ficos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Independentemente do n&uacute;mero de trabalhos e das cidades de origem dessas informa&ccedil;&otilde;es, a divulga&ccedil;&atilde;o dos resultados alcan&ccedil;ados pelas hortas urbanas e periurbanas brasileiras certamente est&aacute; relacionada &agrave; presen&ccedil;a de pesquisadores, t&eacute;cnicos de extens&atilde;o e estudantes que acompanharam ou acompanham a evolu&ccedil;&atilde;o desses projetos. Considerando essa informa&ccedil;&atilde;o, &eacute; bem prov&aacute;vel que essa m&atilde;o-de-obra estivesse mais dispon&iacute;vel nos estados que abarcaram o maior n&uacute;mero de cidades, ou seja, Minas Gerais e S&atilde;o Paulo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A prov&aacute;vel falta de pessoal capacitado para relatar e avaliar um n&uacute;mero maior de experi&ecirc;ncias de hortas urbanas e periurbanas brasileiras gera, al&eacute;m da falta de um relato/avalia&ccedil;&atilde;o mais profunda dos projetos, o desconhecimento dos resultados alcan&ccedil;ados por muitos dos projetos financiados com recursos p&uacute;blicos. Para confirmar a hip&oacute;tese de que nem todos os resultados est&atilde;o relatados/avaliados, foi realizado um levantamento complementar no <i>site</i> <a href="http://www.google.com.br" target="_blank">www.google.com.br</a>, onde se buscou not&iacute;cias governamentais ou jornal&iacute;sticas com os temas "hortas urbanas", "hortas periurbanas" e "hortas comunit&aacute;rias". O resultado da busca confirmou a hip&oacute;tese levantada, ou seja, as experi&ecirc;ncias de v&aacute;rias cidades n&atilde;o foram avaliadas/relatadas em trabalhos ou textos t&eacute;cnico-cient&iacute;ficos, mas sim comentadas em not&iacute;cias governamentais ou mat&eacute;rias jornal&iacute;sticas (<a href="/img/revistas/hb/v29n3/a28tab01M.jpg">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No que se refere ao ano da publica&ccedil;&atilde;o, observou-se um aumento no n&uacute;mero de trabalhos a partir de 2004 (<a href="#fig1">Figura 1</a>). Essa tend&ecirc;ncia de crescimento aparentemente foi determinada por dois fatores. O primeiro foi a &ecirc;nfase dada pelos governos &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas visando a redu&ccedil;&atilde;o da pobreza, o que teve como conseq&uuml;&ecirc;ncia a libera&ccedil;&atilde;o de recursos financeiros para projetos de hortas urbanas e periurbanas. Entre as v&aacute;rias institui&ccedil;&otilde;es financiadoras, al&eacute;m de minist&eacute;rios, governos estaduais e municipais, vale destacar a presen&ccedil;a das empresas estatais e ONGs. As ONGs foram citadas como financiadoras e/ou como entidades que implantaram 17 projetos, enquanto as empresas estatais foram citadas como financiadoras em sete trabalhos. O segundo fator que explica o crescimento do n&uacute;mero de publica&ccedil;&otilde;es a partir de 2004 &eacute; o tempo necess&aacute;rio para a obten&ccedil;&atilde;o dos resultados, j&aacute; que as fases de implanta&ccedil;&atilde;o dos projetos, coleta, compila&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise das informa&ccedil;&otilde;es demandam um tempo razo&aacute;vel.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/hb/v29n3/a28fig01.jpg" /></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados dos trabalhos publicados mostraram que as hortas urbanas e periurbanas  estavam localizadas tanto em terrenos p&uacute;blicos quanto privados. Para os 55 trabalhos onde foi feita refer&ecirc;ncia ao tipo de propriedade da terra, as hortas dom&eacute;sticas geralmente pertencentes a uma &uacute;nica fam&iacute;lia e sem subs&iacute;dios governamentais, foram as predominantes (38 trabalhos). Hortas comunit&aacute;rias com subs&iacute;dios governamentais, conduzidas em &aacute;reas p&uacute;blicas, vieram em segundo lugar (16 trabalhos). Foram ainda citadas hortas em &aacute;reas privadas sem nenhum tipo de especifica&ccedil;&atilde;o (14 trabalhos), &aacute;reas privadas arrendadas (oito trabalhos) e &aacute;reas privadas apossadas (dois trabalhos). &Eacute; prov&aacute;vel que o n&uacute;mero de hortas em &aacute;reas p&uacute;blicas ou privadas esteja aqui subestimado, uma vez que na maioria dos trabalhos n&atilde;o se fez refer&ecirc;ncia ao tipo de posse da terra.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O tipo de posse da terra &eacute; importante quando se pensa na manuten&ccedil;&atilde;o desses projetos no longo prazo e em sua sustentabilidade social, econ&ocirc;mica e ambiental. Hortas cultivadas em &aacute;reas urbanas particulares ou p&uacute;blicas, sem qualquer tipo de regulamenta&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o atividades inseguras para os horticultores porque os projetos: a) dependem da vontade pol&iacute;tica moment&acirc;nea dos governantes nos casos onde h&aacute; subs&iacute;dios governamentais envolvidos; b) sofrem press&otilde;es provenientes da expans&atilde;o urbana desordenada dos munic&iacute;pios, o que afeta a &aacute;rea dispon&iacute;vel para cultivo; c) t&ecirc;m dificuldades para a forma&ccedil;&atilde;o de parcerias, o que dificulta o acesso a recursos financeiros para custeio e/ou investimento; d) t&ecirc;m dificuldades de acesso ao cr&eacute;dito oficial, como por exemplo o PRONAF, devido a falta de regulamenta&ccedil;&atilde;o da posse da terra; e) t&ecirc;m dificuldades para criar incentivos para a realiza&ccedil;&atilde;o de investimentos por parte dos horticultores urbanos. Isto porque como esta ocupa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; permanente, os horticultores t&ecirc;m medo de ser desalojados a qualquer instante (Zall&eacute;, 1999; Arruda, 2006; Resende &amp; Cleps Jr., 2006; Farf&aacute;n <i>et al.</i>, 2008; Siqueira, 2009).Outro aspecto negativo relacionado &agrave; falta de regulamenta&ccedil;&atilde;o da agricultura urbana e periurbana &eacute; que isso pode dificultar, em alguns casos, a constru&ccedil;&atilde;o de um conceito de produ&ccedil;&atilde;o conservacionista e sustent&aacute;vel. Isto &eacute;, a falta de v&iacute;nculo com a terra, somado muitas vezes &agrave; necessidade de satisfa&ccedil;&atilde;o de necessidades imediatas (alimentos ou renda), pode levar &agrave; exaust&atilde;o da capacidade produtiva do solo e &agrave; falta de cuidado com outros aspectos relacionados ao ambiente, com o consequente abandono da atividade naquela &aacute;rea, devido a sua degrada&ccedil;&atilde;o (Alc&acirc;ntara, 2007; Monteiro &amp; Mendon&ccedil;a, 2007).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda que a regulamenta&ccedil;&atilde;o das atividades agr&iacute;colas urbanas e periurbanas seja um dos aspectos fundamentais para a garantia da sua sustentabilidade, essa n&atilde;o parece ser uma preocupa&ccedil;&atilde;o dos governos locais. Dos 80 munic&iacute;pios para os quais h&aacute; relatos de hortas urbanas e periurbanas, a regulamenta&ccedil;&atilde;o da atividade foi encontrada em apenas seis. Nesses casos a legisla&ccedil;&atilde;o aprovada atribu&iacute;a vantagens como redu&ccedil;&atilde;o de impostos para terrenos privados ocupados com atividades relacionadas &agrave; agricultura urbana ou regulamentava a ocupa&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas p&uacute;blicas e a destina&ccedil;&atilde;o de recursos financeiros. No que se refere aos estados, Minas Gerais era o &uacute;nico estado que possu&iacute;a uma legisla&ccedil;&atilde;o que regulamentava a agricultura urbana e periurbana (Lei 15.973 de 12/01/2006). A regulamenta&ccedil;&atilde;o dessa atividade pode contribuir para o aumento da &aacute;rea cultivada e dos investimentos por parte dos produtores, o que pode significar a garantia da sobreviv&ecirc;ncia dos projetos no longo prazo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Relatos de projetos desenvolvidos a longo prazo foram raros. Quando o tempo de exist&ecirc;ncia de projetos de hortas comunit&aacute;rias era citado, a maioria tinha menos de tr&ecirc;s anos, ou seja, eram experi&ecirc;ncias de curto prazo. Em alguns casos, as experi&ecirc;ncias tinham menos de seis meses e relatavam apenas o resultado de uma colheita. Em apenas quatro cidades (Petrolina, Juazeiro, Teresina e Sete Lagoas) foram encontradas hortas com mais de 20 anos de exist&ecirc;ncia. No caso de Petrolina e Juazeiro, a estreita rela&ccedil;&atilde;o das hortas com escolas municipais, gerando benef&iacute;cios m&uacute;tuos, era a raz&atilde;o para a explica&ccedil;&atilde;o da manuten&ccedil;&atilde;o da atividade (Farf&aacute;n <i>et al.,</i> 2008). No caso de Teresina, as hortas foram criadas pela Prefeitura na metade da d&eacute;cada de 1980 com o intuito de prover ocupa&ccedil;&atilde;o a crian&ccedil;as ap&oacute;s a escola. Em 1997 outras hortas foram implantadas sob redes el&eacute;tricas de alta tens&atilde;o, para atender a popula&ccedil;&atilde;o carente da cidade (Monteiro &amp; Monteiro, 2008). Sete Lagoas &eacute; um caso expressivo de sucesso; as hortas se mant&ecirc;m h&aacute; mais de 20 anos com apoio da Prefeitura (Carvalho <i>et al</i>., 2009).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda que a maioria das hortas tivesse um curto tempo de exist&ecirc;ncia, as avalia&ccedil;&otilde;es dos resultados alcan&ccedil;ados no curto prazo mostraram que, aparentemente, a pol&iacute;tica p&uacute;blica de redu&ccedil;&atilde;o da pobreza desenhada pelos governos atingiu parte do seu objetivo. Nos trabalhos onde as caracter&iacute;sticas s&oacute;cio-econ&ocirc;micas das fam&iacute;lias foram citadas, foi observado que as popula&ccedil;&otilde;es envolvidas nesses projetos eram compostas por indiv&iacute;duos pobres. Eles eram aposentados, desempregados ou tinham, em sua maioria, empregos informais. Essa popula&ccedil;&atilde;o era de baixa renda, tinha um baixo n&iacute;vel educacional e era predominantemente formada por adultos com idade superior a 40 anos, o que sugere que os jovens buscavam outras atividades (<a href="#tab2">Tabela 2</a>). Foi observada ainda uma predomin&acirc;ncia das mulheres (<a href="#tab2">Tabela 2</a>). Isso se explica pelo fato de que as mulheres ainda assumem a maior parcela de responsabilidade no cuidado do lar e, essas hortas, como estavam normalmente perto das resid&ecirc;ncias, facilitavam o trabalho agr&iacute;cola e o trabalho de cuidado do lar, al&eacute;m de serem uma fonte de renda complementar (Drescher, 1999; Merzthal, 2004; Farf&aacute;n, 2008).</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/hb/v29n3/a28tab02.jpg" /></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O foco dos projetos na popula&ccedil;&atilde;o mais pobre gerou diversos benef&iacute;cios os quais foram descritos em 94 trabalhos. Para efeito dessa avalia&ccedil;&atilde;o, os benef&iacute;cios foram divididos em benef&iacute;cios privados, sociais e ambientais. Observou-se que os benef&iacute;cios privados, ou seja, os benef&iacute;cios relacionados diretamente aos participantes dos projetos, foram os benef&iacute;cios mais enfatizados nesses relatos. &Ecirc;nfase menor foi dada aos benef&iacute;cios sociais e ambientais que tamb&eacute;m s&atilde;o gerados por essas hortas (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/hb/v29n3/a28tab03.jpg" /></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o aos benef&iacute;cios privados, a possibilidade de obten&ccedil;&atilde;o de renda direta pela comercializa&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o foi o benef&iacute;cio mais destacado (<a href="#tab3">Tabela 3</a>). Contudo, essa renda direta s&oacute; foi quantificada em tr&ecirc;s trabalhos. Um sal&aacute;rio m&iacute;nimo foi a renda m&aacute;xima obtida, sendo essa renda bastante vari&aacute;vel entre os produtores. A intensidade de cultivo e a frequ&ecirc;ncia de cultivo dos lotes foram os fatores apontados para as diferen&ccedil;as de renda observadas (Castelo Branco, 2007a).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A renda direta foi obtida com diferentes formas de comercializa&ccedil;&atilde;o, todas informais. A comercializa&ccedil;&atilde;o na pr&oacute;pria horta foi a predominante. Ela foi relatada em 12 trabalhos. Outros tipos de comercializa&ccedil;&atilde;o relatados foram: em feiras livres ou mercado (10 trabalhos), de porta em porta (sete trabalhos) e venda para atravessadores (tr&ecirc;s trabalhos). A observa&ccedil;&atilde;o dos diferentes tipos de comercializa&ccedil;&atilde;o aponta para uma desorganiza&ccedil;&atilde;o social dos produtores. Isso porque a comercializa&ccedil;&atilde;o na pr&oacute;pria horta, na feira livre/mercado e de porta em porta era feita individualmente pelos produtores, os quais competiam entre si e em alguns casos essa competi&ccedil;&atilde;o poderia comprometer a sustentabilidade da atividade (Castelo Branco, 2007b; Monteiro &amp; Monteiro, 2008). Um aspecto que deve ser observado com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; comercializa&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o pelos agricultores urbanos &eacute; que os projetos de agricultura urbana subsidiados por recursos governamentais podem ter impactos negativos sobre a renda dos produtores agr&iacute;colas locais, muitos tamb&eacute;m pobres e que n&atilde;o contam com subs&iacute;dios governamentais (Castelo Branco 2007a). Esse aspecto, que n&atilde;o foi at&eacute; hoje avaliado, pode significar que os projetos de agricultura urbana subsidiados podem estar apenas "deslocando a mis&eacute;ria" nos locais onde eles s&atilde;o implantados. Pesquisas futuras dever&atilde;o levar esse aspecto em considera&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o aos benef&iacute;cios sociais e ambientais, as hortas urbanas e periurbanas contribuem para melhorar indiretamente a vida da comunidade local (<a href="#tab3">Tabela 3</a>). Aqui merecem destaque o aumento das rela&ccedil;&otilde;es pessoais na comunidade, a melhoria da organiza&ccedil;&atilde;o da sociedade local e a melhoria da paisagem urbana pela elimina&ccedil;&atilde;o de terrenos abandonados, o que reduz a incid&ecirc;ncia de doen&ccedil;as. Vale destacar ainda os benef&iacute;cios relacionados &agrave; redu&ccedil;&atilde;o dos custos de transporte dos alimentos e &agrave; redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de CO<sub>2</sub>. Esses benef&iacute;cios, que s&atilde;o gerados pela produ&ccedil;&atilde;o local de alimentos, ainda n&atilde;o t&ecirc;m o devido destaque na agenda brasileira, mas a exemplo do que ocorre nos EUA e Europa (Pirog <i>et al</i>., 2001; Fleury, 2007), dever&atilde;o ter um maior destaque nos pr&oacute;ximos anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda com rela&ccedil;&atilde;o aos benef&iacute;cios sociais e ambientais descritos na <a href="#tab3">Tabela 3</a>, verificou-se que poucas quantifica&ccedil;&otilde;es foram realizadas nos trabalhos avaliados. Diversas raz&otilde;es podem explicar esses resultados. Sabe-se que algumas dessas quantifica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o extremamente dif&iacute;ceis de serem realizadas. Isso porque, para alguns casos, as informa&ccedil;&otilde;es necessitariam ser anotadas pelos participantes dos projetos ou pelos pesquisadores envolvidos. O baixo n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o formal dos participantes, e a impossibilidade de acompanhamento constante por parte dos pesquisadores envolvidos no projeto, s&atilde;o, sem d&uacute;vida alguma, duas das raz&otilde;es para a dificuldade de coleta das informa&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para a quantifica&ccedil;&atilde;o dos resultados. Outro motivo para a baixa quantifica&ccedil;&atilde;o dos benef&iacute;cios sociais e ambientais &eacute; que em muitos casos &eacute; praticamente imposs&iacute;vel faz&ecirc;-lo, j&aacute; que muitos benef&iacute;cios s&atilde;o intang&iacute;veis, como por exemplo, o benef&iacute;cio "incremento de v&iacute;nculos afetivos e solid&aacute;rios entre participantes e comunidades".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A mensura&ccedil;&atilde;o dos benef&iacute;cios sociais, econ&ocirc;micos e ambientais gerados pelas hortas urbanas e periurbanas, quando poss&iacute;vel, e as metodologias empregadas para faz&ecirc;-lo, se apresentam, sem d&uacute;vida alguma, como um amplo campo de investiga&ccedil;&atilde;o para os pr&oacute;ximos anos. Essa mensura&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de permitir a amplia&ccedil;&atilde;o dos resultados alcan&ccedil;ados por esses projetos, certamente contribuir&aacute; para a avalia&ccedil;&atilde;o da efici&ecirc;ncia e efic&aacute;cia das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas desenvolvidas pelos governos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">At&eacute; o momento foram comentados apenas os benef&iacute;cios gerados pelas hortas urbanas e periurbanas. No entanto, para gerarem esses benef&iacute;cios as hortas trilharam um longo caminho, muitas vezes repleto de dificuldades. O relato dessas dificuldades, classificadas em dificuldades sociais, pol&iacute;ticas, t&eacute;cnicas, ambientais e econ&ocirc;micas, foi encontrado em 55 trabalhos (<a href="/img/revistas/hb/v29n3/a28tab04M.jpg">Tabela 4</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As dificuldades sociais foram as que apareceram em maior n&uacute;mero e predominaram a falta de acesso a assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica, a falta de organiza&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria e a falta de acesso a capital e &aacute;gua (<a href="/img/revistas/hb/v29n3/a28tab04M.jpg">Tabela 4</a>). Essas dificuldades podem gerar problemas n&atilde;o s&oacute; para os horticultores, mas tamb&eacute;m para a comunidade consumidora desses produtos. Esse &eacute; o caso da falta de assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica para o controle de pragas, que pode levar ao uso de produtos n&atilde;o registrados nas lavouras, como observado em Americana (Prela-Pantano <i>et al</i>., s.d.) As dificuldades pol&iacute;ticas apareceram em segundo lugar, seguidas pelas dificuldades ambientais e econ&ocirc;micas, nesta ordem. &Eacute; importante observar que existe uma interrela&ccedil;&atilde;o entre as dificuldades apontadas. A aus&ecirc;ncia de recursos financeiros para a constru&ccedil;&atilde;o de infraestrutura b&aacute;sica (constru&ccedil;&atilde;o de galp&otilde;es para o armazenamento de adubos) causou a polui&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua que era utilizada na irriga&ccedil;&atilde;o das hortali&ccedil;as consumidas por uma comunidade (Castelo Branco <i>et al</i>., 2009). Outro exemplo dessa interrela&ccedil;&atilde;o &eacute; que o espa&ccedil;o insuficiente para a produ&ccedil;&atilde;o pode dificultar tamb&eacute;m a implanta&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas de conserva&ccedil;&atilde;o ambiental. Em dois casos, a limita&ccedil;&atilde;o de &aacute;rea de produ&ccedil;&atilde;o n&atilde;o permitiu o cultivo de adubos verdes para melhoria do solo (Alc&acirc;ntara, 2007; Querino <i>et al.,</i> 2008).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A avalia&ccedil;&atilde;o das principais dificuldades encontradas nas hortas urbanas e periurbanas sugere que o sucesso desses projetos parece depender muito mais da organiza&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria e da decis&atilde;o pol&iacute;tica de apoi&aacute;-los, do que propriamente da disponibiliza&ccedil;&atilde;o de tecnologias. No que se refere ao apoio a esses projetos, estes devem prever, al&eacute;m de recursos para assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica e compra de insumos, recursos para a implanta&ccedil;&atilde;o de infraestrutura b&aacute;sica, a fim de se reduzir os preju&iacute;zos que porventura possam ser causados &agrave; comunidade urbana. Os projetos tamb&eacute;m devem ter &aacute;rea suficiente para a implanta&ccedil;&atilde;o de tecnologias, como aduba&ccedil;&atilde;o verde, que permitam reduzir a depend&ecirc;ncia de insumos externos, o que consequentemente reduz a depend&ecirc;ncia de recursos governamentais ou de outras institui&ccedil;&otilde;es no longo prazo. Isso abre a possibilidade de uma maior independ&ecirc;ncia para os produtores urbanos e periurbanos. Al&eacute;m disso, esse espa&ccedil;o deve ser planejado e manejado agronomicamente de forma que outras pr&aacute;ticas conservacionistas sejam utilizadas. Este tipo de planejamento e manejo s&atilde;o fatores que podem contribuir para o uso ambientalmente sustent&aacute;vel das &aacute;reas cultivadas, ou seja, ao ser levado em considera&ccedil;&atilde;o permite que uma &aacute;rea seja utilizada sem que ocorra a degrada&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea. Em resumo, os resultados apresentados na literatura sugerem que as hortas urbanas e periurbanas  geram diversos benef&iacute;cios e podem ser um instrumento importante para a redu&ccedil;&atilde;o da pobreza, garantia da seguran&ccedil;a alimentar e melhoria das condi&ccedil;&otilde;es ambientais periurbanas e urbanas, se as dificuldades encontradas puderem ser superadas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, para a melhor compreens&atilde;o do desenvolvimento desses projetos e seus impactos, &eacute; necess&aacute;rio o acompanhamento destes por um prazo maior do que o at&eacute; aqui realizado. Com estudos multidisciplinares e de longo prazo, algumas perguntas b&aacute;sicas, mas de extrema import&acirc;ncia, poderiam ser respondidas. Entre essas perguntas, podem ser citadas: a) Qual o impacto das mudan&ccedil;as pol&iacute;ticas  no pa&iacute;s (mudan&ccedil;as governamentais, por exemplo) sobre a sustentabilidade desses projetos? b) Quais as reais melhorias sociais e econ&ocirc;micas para a popula&ccedil;&atilde;o beneficiada no longo prazo? c) Quais os impactos econ&ocirc;micos e sociais desses projetos, muitas vezes subsidiados, sobre os produtores familiares de uma regi&atilde;o, que produzem hortali&ccedil;as sem subs&iacute;dios governamentais para o mercado local? d) Como se desenvolve a produ&ccedil;&atilde;o de hortali&ccedil;as nessas hortas ao longo do tempo? Quais as modifica&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas observadas? Quais os benef&iacute;cios/custos dessas modifica&ccedil;&otilde;es? e) Qual o impacto da produ&ccedil;&atilde;o urbana sobre a qualidade do solo e a disponibilidade e qualidade da &aacute;gua? f) Quais medidas dever&atilde;o ser tomadas para a garantia da sustentabilidade social, econ&ocirc;mica e ambiental desses projetos?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essas e outras perguntas s&atilde;o um grande campo de investiga&ccedil;&atilde;o para os pr&oacute;ximos anos e, certamente, dever&atilde;o apontar benef&iacute;cios e custos a longo prazo e direcionar as reformula&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o necess&aacute;rias para o maior sucesso dessa estrat&eacute;gia de redu&ccedil;&atilde;o da pobreza.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ALC&Acirc;NTARA FA. 2007. Manejo do solo na Horta Urbana de Santo Ant&ocirc;nio do Descoberto. In: CASTELO BRANCO M; ALC&Acirc;NTARA FA; MELO PE (eds) Hortas Comunit&aacute;rias Volume 1: <i>O Projeto Horta Urbana de Santo Ant&ocirc;nio do Descoberto</i>. Bras&iacute;lia: Embrapa Hortali&ccedil;as. 160p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S0102-0536201100030002800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ARRUDA J. 2006. Agricultura urbana e peri-urbana em Campinas-SP: an&aacute;lise do Programa de Hortas Comunit&aacute;rias como subs&iacute;dio para pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Campinas: Unicamp. 162p. (Tese mestrado). Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="http://biblioteca.universia.net/ficha.do?id=26627861" target="_blank">http://biblioteca.universia.net/ficha.do?id=26627861</a>&gt;. Acessado em 19 de novembro de 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S0102-0536201100030002800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BRYLD E. 2003. Potentials, problems, and policy implications for urban agriculture in developing countries. <i>Agricultural and Human Values</i> 20: 79-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S0102-0536201100030002800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CARVALHO ERO; TEIXEIRA AMC; FRAN&Ccedil;A ELT. 2009. As hortas comunit&aacute;rias urbanas de Sete Lagoas-MG. In: CONGRESSO PAN-AMERICANO DE INCENTIVO AO CONSUMO DE FRUTAS E HORTALI&Ccedil;AS PARA A PROMO&Ccedil;&Atilde;O DA SA&Uacute;DE, 5, 2009. Bras&iacute;lia. <i>Resumos..</i>. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="http://nutricao.saude.gov.br/evento/5_congresso_frutas_hortalicas/?folder=OQ" target="_blank">http://nutricao.saude.gov.br/evento/5_congresso_frutas_hortalicas/?folder=OQ</a>&gt;. Acessado em 17 de dezembro de 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S0102-0536201100030002800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CASTELO BRANCO M. 2007a. Custos e Benef&iacute;cios do Projeto Horta Urbana de Santo Ant&ocirc;nio do Descoberto. In: CASTELO BRANCO M; ALC&Acirc;NTARA FA; MELO PE (eds). <i>Hortas Comunit&aacute;rias volume 1</i>: o projeto Horta Urbana de Santo Ant&ocirc;nio do Descoberto. 1 ed. Bras&iacute;lia: Embrapa Hortali&ccedil;as, p. 77-87.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0102-0536201100030002800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CASTELO BRANCO M. 2007b. A Horta Urbana de Santo Ant&ocirc;nio do Descoberto na vis&atilde;o das fam&iacute;lias. In: CASTELO BRANCO M; ALC&Acirc;NTARA FA; MELO PE (eds). <i>Hortas Comunit&aacute;rias volume 1</i>: o projeto Horta Urbana de Santo Ant&ocirc;nio do Descoberto. Bras&iacute;lia: Embrapa Hortali&ccedil;as, p. 103-141.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0102-0536201100030002800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CASTELO BRANCO M; MELO PE; ALC&Acirc;NTARA FA. 2009. Agricultura familiar nas cidades: pesquisa e inclus&atilde;o social por meio de um projeto de horta urbana. In: SOUZA ISF; CABRAL JRF (eds). <i>Ci&ecirc;ncia como instrumento de inclus&atilde;o social</i>. Bras&iacute;lia Embrapa Informa&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica, p. 145-165.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0102-0536201100030002800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DRESCHER .W. 1999. Urban agriculture in the seasonal tropics: the case of Lusaka, Zambia. In: KOC M; MacRAE R; MOUGEOT LJA; WELSH J (eds). <i>For hunger-proof cities. Sustainable urban food systems</i>. Ottawa: IDRC. p. 67-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0102-0536201100030002800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FARF&Aacute;N SJA. 2008. <i>Diagn&oacute;stico de hortas comunit&aacute;rias no dipolo Juazeiro-BA e Petrolina-PE: perfil e demandas de pesquisas.</i> Juazeiro: UNEB. 105p. (Tese mestrado).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0102-0536201100030002800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FARFAN SJA; ARAG&Atilde;O CA; ALBUQUERQUE GCAA. 2008. Hortas comunit&aacute;rias urbanas no dipolo Juazeiro-BA Petrolina-PE: perfil social econ&ocirc;mico e demandas de apoio. In: II SEMILUSO SEMIN&Aacute;RIO LUSO-BRASILEIRO, AGRICULTURA FAMILIAR E DESERTIFICA&Ccedil;&Atilde;O, 2., 2008. Jo&atilde;o Pessoa. &#91;trabalho&#93; Jo&atilde;o Pessoa: Editora Universit&aacute;ria/UFPB. 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0102-0536201100030002800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FLEURY A. 2007. Community Supported Agriculture: French approaches. Urban Agriculture Magazine, v. 18, p.19-21. Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="http://www.ruaf.org/index.php?q=system/files/files/Article+5.pdf" target="_blank">http://www.ruaf.org/index.php?q=system/files/files/Article+5.pdf</a>&gt; Acessado em 13 de dezembro de 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0102-0536201100030002800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MAXWELL DG. 1995. Alternative food security strategy: a household analysis or urban agriculture in Kampala. <i>Food Policy</i> 23: 411-424.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0102-0536201100030002800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MERZTHAL G. 2004. Urban Agriculture in Rosario: an opportunity for gender equality. <i>Urban Agriculture Magazine</i> 12: 8-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0102-0536201100030002800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MINIST&Eacute;RIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE A FOME. 2010, 7 de mar&ccedil;o. <i>MDS em n&uacute;meros</i>. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.mds.gov.br/sites/mds-em-numeros" target="_blank">http://www.mds.gov.br/sites/mds-em-numeros</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0102-0536201100030002800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MONTEIRO D; MENDON&Ccedil;A MM. 2007. Promo&ccedil;&atilde;o da agroecologia na cidade: reflex&otilde;es a partir do programa de agricultura urbana da AS-PTA. In: ENCONTRO NACIONAL DE AGROECOLOGIA, 2., 2007. Recife. <i>Anais...</i> Recife: RTS. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.aspta.org.br/programas-de-agricultura-urbana/parceiros-locais/livro%20CCA%20AS-PTA-RJ.pdf/view" target="_blank">http://www.aspta.org.br/programas-de-agricultura-urbana/parceiros-locais/livro%20CCA%20AS-PTA-RJ.pdf/view</a>&gt;. Acessado em 9 de dezembro de 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0102-0536201100030002800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MONTEIRO MSL; MONTEIRO JPR. 2008. Hortas comunit&aacute;rias de Teresina: gera&ccedil;&atilde;o de renda e conseq&uuml;&ecirc;ncias ambientais. In: <i>Hortas Comunit&aacute;rias</i>: os projetos horta urbana de Teresina e hortas peri-urbanas do Novo Gama e Abadia de Goi&aacute;s. Vol. 2. Bras&iacute;lia; Embrapa Hortali&ccedil;as, p. 15-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0102-0536201100030002800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">PIROG R; PELT T; ENSHAYAN K; COOK E. 2009. Food, fuel and freeways: an Iowa perspective on how far food travels, fuel usage, and greenhouse gas emission. Iowa: Iowa State University/Leopold Center for Sustainable Agriculture. 37p. 2001. Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="http://www.leopold.iastate.edu/pubs/staff/ppp/food_mil.pdf" target="_blank">http://www.leopold.iastate.edu/pubs/staff/ppp/food_mil.pdf</a>&gt; Acessado em 17 de novembro de 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0102-0536201100030002800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">PRELA-PANTANO A; CARDOZO GM; SURACI RG; TRANI PE. 2011. Levantamento de hortas comunit&aacute;ria e familiar em &aacute;reas urbanas e periurbanas no munic&iacute;pio de Americana, regi&atilde;o metropolitana de Campinas-SP. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.infobibos.com/Artigos/2009_2/Horta/index.htm" target="_blank">http://www.infobibos.com/Artigos/2009_2/Horta/index.htm</a>. Acessado em 17 de maio de 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0102-0536201100030002800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">QUERINO RB; MARS&Aacute;RO J&Uacute;NIOR AL; VIEIRA BAH; SANTOS CSV; LUZ FJF; ZILLI JE; NECHET KL; C0STA MCG; MATTOS PSR; MEDEIROS RD. 2008. Diagn&oacute;stico de pequenas propriedades de hortifrutigranjeiros em Boa Vista/RR. Boa Vista: Embrapa Roraima. 28p. (Embrapa Roraima. Documentos, 11). Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="http://www.cpafrr.embrapa.br/embrapa/attachments/301_doc112008_peqpropried_.pdf" target="_blank">http://www.cpafrr.embrapa.br/embrapa/attachments/301_doc112008_peqpropried_.pdf</a>&gt;. Acessado em 23 de novembro de 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0102-0536201100030002800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">RESENDE S; CLEPS JR, J. 2006. A agricultura urbana em Uberl&acirc;ndia (MG). <i>Caminhos de Geografia</i> 7: 191-199. Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="http://www.caminhosdegeografia.ig.ufu.br/viewarticle.php?id=1085&amp;layout=abstract" target="_blank">http://www.caminhosdegeografia.ig.ufu.br/viewarticle.php?id=1085&amp;layout=abstract</a>&gt;. Acessado em 10 de dezembro de 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0102-0536201100030002800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SIQUEIRA MFB. 2009. Avalia&ccedil;&atilde;o de projeto de agricultura familiar em faixa de dutos, Baixada Fluminense-RJ. Campinas: UNICAMP. 130p (Tese mestrado). Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="http://libdigi. unicam p.br/document/?code=000441840" target="_blank">http://libdigi. unicam p.br/document/?code=000441840</a>&gt;. Acessado em 16 de dezembro de 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0102-0536201100030002800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ZALL&Eacute; D. 1999. Strat&eacute;gies politiques pour l&aacute;griculture urbaine, role et responsabilit&eacute; d&ecirc;s autorit&eacute;s communales: Le cas du Mali. In: SMITH OB (ed). <i>Agriculture urbaine en Afrique de l'Ouest.</i> Ottawa: IDRC. p. 1-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0102-0536201100030002800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em 9 de setembro de 2010; aceito em 18 de maio de 2011)<br />   (Received on September 9, 2010; accepted on May 18, 2011)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="1b"></a><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#1a">1</a> A literatura usada como base para esse trabalho est&aacute; na publica&ccedil;&atilde;o "Brazilian Bibliography of urban and periurban gardens: 1996 to 2010" dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ryerson.ca/foodsecurity/projects/urbanagriculture/papers.html" target="_blank">www.ryerson.ca/foodsecurity/projects/urbanagriculture/papers.html</a></font></p>      ]]></body><back>
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