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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Problems resulting from alcohol consumption by drivers have been studied worldwide, and epidemiological research points to high injury and death rates related to drinking-and-driving. However, equivalent data are limited in Brazil. In this study, 913 drivers were stopped on public roads with heavy traffic and high concentrations of bars, restaurants, and nightclubs in Belo Horizonte, Minas Gerais State, and asked to answer a questionnaire and submit to an active breathalyzer test. The study was done in December 2005 and December 2006. The study adopted the internationally accepted sobriety checkpoint method. In the sample, 38.0% of drivers showed some trace of alcohol in their exhaled air, and 19.6% were at or above the legal limit (0.6g/l). These figures were five times those found in similar surveys in other countries. The findings suggest a critical drinking-and-driving problem in Belo Horizonte (and probably elsewhere in Brazil) and the need for on-going research, the development of specific public policies to deal with the problem, and effective enforcement of the existing law.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Consumo de Bebidas Alcoólicas]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGO</b>    ARTICLE</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Preval&ecirc;ncia    do beber e dirigir em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Drinking-and-driving    prevalence in Belo Horizonte, Minas Gerais State, Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Valdir Ribeiro    Campos<sup>I</sup>; Rog&eacute;rio Salgado<sup>I</sup>; Mariela Campos Rocha<sup>I</sup>;    S&eacute;rgio Duailibi<sup>II, III</sup>; Ronaldo Laranjeira<sup>II, III</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Secretaria    de Desenvolvimento Social e de Esportes, Belo Horizonte, Brasil    <br>   <sup>II</sup>Unidade de Pesquisa em &Aacute;lcool e Drogas, S&atilde;o Paulo,    Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Universidade Federal de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo, Brasil</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back">Correspond&ecirc;ncia</a>    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os problemas decorrentes    do consumo de &aacute;lcool em motoristas s&atilde;o estudados internacionalmente,    e estudos epidemiol&oacute;gicos indicam alta preval&ecirc;ncia de morbidade    e mortalidade relacionadas ao beber e dirigir, entretanto existem escassos dados    nacionais a respeito. Neste presente estudo, 913 condutores de ve&iacute;culos    foram parados, em vias p&uacute;blicas de tr&aacute;fego com maiores concentra&ccedil;&otilde;es    de bares, restaurantes e casas noturnas, em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil    e solicitados que respondessem a um question&aacute;rio e fizessem o teste do    baf&ocirc;metro ativo. Esta pesquisa foi realizada no m&ecirc;s de dezembro    de 2005 e dezembro de 2006. Para tanto, adotamos a metodologia do tipo pontos    de fiscaliza&ccedil;&atilde;o de sobriedade utilizada internacionalmente. Na    nossa amostra, 38,0% dos motoristas apresentavam algum tra&ccedil;o de &aacute;lcool    no ar expirado e 19,6% estavam com n&iacute;veis de &aacute;lcool iguais ou    acima dos limites legais (0,6g/l). Esses dados foram cinco vezes maiores do    que aqueles encontrados em pesquisas semelhantes, em outros pa&iacute;ses. Os    achados deste estudo sugerem a relev&acirc;ncia do problema na cidade de Belo    Horizonte (e provavelmente no Brasil), a necessidade de pesquisas permanentes,    do desenvolvimento de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas espec&iacute;ficas para    o assunto e do eficaz cumprimento da lei existente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Consumo de Bebidas    Alco&oacute;licas; Condu&ccedil;&atilde;o de Ve&iacute;culo; Legisla&ccedil;&atilde;o</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Problems resulting    from alcohol consumption by drivers have been studied worldwide, and epidemiological    research points to high injury and death rates related to drinking-and-driving.    However, equivalent data are limited in Brazil. In this study, 913 drivers were    stopped on public roads with heavy traffic and high concentrations of bars,    restaurants, and nightclubs in Belo Horizonte, Minas Gerais State, and asked    to answer a questionnaire and submit to an active breathalyzer test. The study    was done in December 2005 and December 2006. The study adopted the internationally    accepted sobriety checkpoint method. In the sample, 38.0% of drivers showed    some trace of alcohol in their exhaled air, and 19.6% were at or above the legal    limit (0.6g/l). These figures were five times those found in similar surveys    in other countries. The findings suggest a critical drinking-and-driving problem    in Belo Horizonte (and probably elsewhere in Brazil) and the need for on-going    research, the development of specific public policies to deal with the problem,    and effective enforcement of the existing law.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Alcohol Drinking;    Automobile Driving; Legislation</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de (OMS) estima que existam 2 bilh&otilde;es de consumidores    de bebidas alco&oacute;licas em todo o mundo e, desses, 76,3 milh&otilde;es    com diagn&oacute;stico de transtornos relacionadas ao uso de &aacute;lcool.    Os &iacute;ndices de morbidade e mortalidade relacionados a essa realidade s&atilde;o    consider&aacute;veis <sup>1</sup>. Os acidentes automobil&iacute;sticos ocupam    papel proeminente nas estat&iacute;sticas, pois, em todo o mundo, entre um quarto    e a metade dos acidentes de tr&acirc;nsito com v&iacute;timas fatais est&atilde;o    associados ao uso do &aacute;lcool por algum dos respons&aacute;veis pela ocorr&ecirc;ncia    <sup>2</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A bebida proporciona    aos motoristas um falso senso de confian&ccedil;a, prejudicando habilidades    como: a aten&ccedil;&atilde;o, a coordena&ccedil;&atilde;o, a acuidade visual    e o julgamento de velocidade, tempo e dist&acirc;ncia <sup>3</sup>. Decr&eacute;scimos    no desempenho aparecem, at&eacute; mesmo, na ingest&atilde;o de um &uacute;nico    drinque, apesar de freq&uuml;entemente a pessoa ficar certa de que seu desempenho,    na verdade, melhorou <sup>4</sup>. Mesmo quantidades pequenas de &aacute;lcool,    abaixo dos limites legais, aumentam as chances de ocorrerem acidentes <sup>5</sup>.    Por exemplo, em adolescentes, o risco de acidentes aumenta ap&oacute;s apenas    uma dose de bebida, dobra ap&oacute;s duas e aumenta em dez vezes ap&oacute;s    cinco doses <sup>5</sup>. Essa condi&ccedil;&atilde;o &eacute; extremamente    preocupante em motoristas jovens &#150; que t&ecirc;m 55 vezes mais chances    de se envolver em acidentes de tr&acirc;nsito do que um indiv&iacute;duo de    65 anos &#150; devido a alguns fatores como: a pouca experi&ecirc;ncia como    condutor, a impulsividade, o h&aacute;bito de dirigir em alta velocidade e o    uso menos freq&uuml;ente do cinto de seguran&ccedil;a <sup>2</sup>. A maioria    dos acidentes fatais, relacionados ao uso de bebida alco&oacute;lica e dire&ccedil;&atilde;o,    ocorre na faixa et&aacute;ria dos 21 aos 24 anos, e 80% deles ocorrem no per&iacute;odo    das 20 &agrave;s 4 horas da manh&atilde; das noites dos fins de semana <sup>6,7</sup>.    O &aacute;lcool diminui a efici&ecirc;ncia cerebral e reduz a vis&atilde;o noturna    em 25% e o tempo de rea&ccedil;&atilde;o em at&eacute; 30%. Esses efeitos s&atilde;o    mais intensos quanto menor a toler&acirc;ncia ao &aacute;lcool <sup>8</sup>.    Diversos estudos t&ecirc;m mostrado a associa&ccedil;&atilde;o entre os acidentes    de tr&acirc;nsito envolvendo jovens e o ato de beber e dirigir e t&ecirc;m tamb&eacute;m    sugerido medidas de regula&ccedil;&atilde;o desse comportamento para redu&ccedil;&atilde;o    dos riscos de acidentes de tr&acirc;nsito <sup>9,10,11</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desde a d&eacute;cada    de 80, iniciou-se em v&aacute;rios pa&iacute;ses, notadamente nos Estados Unidos,    uma s&eacute;rie de mudan&ccedil;as na legisla&ccedil;&atilde;o, resultando    em a&ccedil;&otilde;es preventivas e coibitivas relacionadas ao ato de dirigir    alcoolizado. Estudo realizado por Lund &amp; Wolfe <sup>12</sup>, sobre a mudan&ccedil;a    na incid&ecirc;ncia do beber e dirigir nos Estados Unidos, entre 1973 e 1986,    apontou uma queda de um ter&ccedil;o ou mais nas taxas de acidentes fatais ap&oacute;s    a ado&ccedil;&atilde;o do baf&ocirc;metro.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A import&acirc;ncia    do "beber e dirigir" pode ser demonstrada pelos elevados custos sociais do consumo    de bebidas alco&oacute;licas e suas conseq&uuml;&ecirc;ncias para os acidentados,    podendo ser considerado um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica nos pa&iacute;ses    em desenvolvimento, considerando-se o pesado fardo econ&ocirc;mico-social resultante    da soma dos preju&iacute;zos materiais, da assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de    e referentes &agrave; perda de produtividade <sup>8</sup>. No Brasil, os poucos    estudos existentes apontam o beber e dirigir como um problema relevante. Apesar    de quase n&atilde;o possuir dados epidemiol&oacute;gicos da ocorr&ecirc;ncia    de acidentes de tr&acirc;nsito relacionados ao uso de bebidas alco&oacute;licas,    o Brasil &eacute; um dos pa&iacute;ses com maiores propor&ccedil;&otilde;es    de problemas relacionados a esse consumo, com imensos custos sociais. Pesquisa    encomendada pelo Governo Federal, sobre os custos dos acidentes de tr&acirc;nsito,    mostra, em seus resultados preliminares, que 53% dos acidentados no tr&acirc;nsito,    atendidos no Ambulat&oacute;rio de Emerg&ecirc;ncia do Hospital das Cl&iacute;nicas,    em S&atilde;o Paulo, num determinado per&iacute;odo, estavam com &iacute;ndices    de alcoolemia superiores aos permitidos pelo <i>C&oacute;digo de Tr&acirc;nsito    Brasileiro</i>, sendo em sua maioria pessoas do sexo masculino com idade entre    15 e 29 anos <sup>13</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pesquisa realizada    em Belo Horizonte, com pacientes &#150; v&iacute;timas de acidentes de tr&acirc;nsito    &#150; atendidos em tr&ecirc;s hospitais da capital, apontou que 15% de todos    os envolvidos haviam consumido bebidas alco&oacute;licas nas 8 horas anteriores    ao acidente, sendo que os motoristas tiveram o maior percentual (27,7%) de respostas    positivas para o consumo de bebidas alco&oacute;licas. Foi constatado, ainda,    que o per&iacute;odo de maior ocorr&ecirc;ncia de acidentes automobil&iacute;sticos    &eacute; o de 0 &agrave;s 6 horas da manh&atilde;, principalmente, nos s&aacute;bados    e domingos, apesar do volume de tr&aacute;fego ser bem menor nesses dias <sup>14</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, este artigo    visa identificar, na amostra estudada, padr&otilde;es de comportamento em rela&ccedil;&atilde;o    ao beber e dirigir em Belo Horizonte. Os resultados desta pesquisa s&atilde;o    os primeiros dados coletados atrav&eacute;s da metodologia do uso do baf&ocirc;metro    de forma aleat&oacute;ria, em uma amostra, em uma capital do pa&iacute;s.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O levantamento    de dados foi realizado no m&ecirc;s de dezembro de 2005 e dezembro de 2006,    nas noites de sexta-feira e s&aacute;bado, no hor&aacute;rio de 22 &agrave;s    3 horas da madrugada, em "postos de fiscaliza&ccedil;&atilde;o de sobriedade"    (<i>sobriety checkpoint</i>), estabelecidos em vias p&uacute;blicas consideradas    estrat&eacute;gicas e de tr&aacute;fego mais intenso, com maiores concentra&ccedil;&otilde;es    de bares, restaurantes e casas noturnas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os pontos de checagem    foram previamente estabelecidos, de acordo com mapeamento da Empresa de Transportes    e Tr&acirc;nsito de Belo Horizonte (BHTRANS), e envolveu a participa&ccedil;&atilde;o    da pol&iacute;cia de tr&acirc;nsito, uma equipe de 30 pesquisadores, 2 supervisores,    2 coordenadores e pessoal de apoio da Sub-Secretaria Estadual Antidrogas de    Minas Gerais. Desse modo, uma vez escolhidos, aleatoriamente, os ve&iacute;culos    pelo coordenador do grupo, os motoristas eram parados por policiais do comando    de tr&acirc;nsito, devidamente equipados e identificados, que desviavam os ve&iacute;culos    para o ponto de checagem e verificavam as condi&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a    do tr&aacute;fego, dos condutores, dos passageiros e de toda a equipe de pesquisadores,    supervisores, coordenadores e pessoal de apoio envolvidos no trabalho de abordagem,    evitando, assim, riscos de assalto, atropelamento e acidentes. Em seguida, o    pesquisador explicava a cada motorista o motivo da parada, informando tratar-se    de uma pesquisa educativa, e os que concordavam em participar assinavam um <i>Termo    de Consentimento Livre e Esclarecido</i> e recebiam um folheto educativo sobre    a rela&ccedil;&atilde;o &aacute;lcool e dire&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ap&oacute;s esse    procedimento, aquele condutor que aceitasse participar da pesquisa respondia    um question&aacute;rio an&ocirc;nimo sobre: os dados s&oacute;cio-econ&ocirc;micos    e demogr&aacute;ficos, comportamento quanto ao padr&atilde;o do uso de bebidas    alco&oacute;licas, comportamento quanto ao padr&atilde;o do uso de bebidas alco&oacute;licas    e dire&ccedil;&atilde;o, conhecimento sobre parte da lei que rege esses assuntos    no tr&acirc;nsito e opini&atilde;o sobre o uso do baf&ocirc;metro. Em seguida,    o condutor era convidado a se submeter ao teste do baf&ocirc;metro ativo, o    que lhe era assegurado de que os dados auferidos no baf&ocirc;metro n&atilde;o    seriam compartilhados com a pol&iacute;cia. Ap&oacute;s a aceita&ccedil;&atilde;o    em submeter-se ao teste, o coordenador da equipe explicava ao condutor o funcionamento    do aparelho, e os valores nele obtidos eram devidamente registrados no question&aacute;rio    aplicado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por fim, o entrevistador    realizava uma avalia&ccedil;&atilde;o do estado geral do condutor (classificando-o    como: normal, sob efeito de &aacute;lcool ou outras drogas, mas sem embriaguez,    ou visivelmente embriagado), do tipo de ve&iacute;culo, do n&uacute;mero de    passageiros e do uso de equipamentos de seguran&ccedil;a. Esses procedimentos    tiveram, em m&eacute;dia, a dura&ccedil;&atilde;o de cinco minutos, e algumas    medidas de seguran&ccedil;a foram adotadas em rela&ccedil;&atilde;o aos motoristas    com n&iacute;veis de &aacute;lcool igual ou superior ao limite estabelecido    por lei. Foram disponibilizados 10 motoristas profissionais da Sub Secretaria    Antidrogas de Minas Gerais, que estiveram o tempo todo &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o,    para conduzir &agrave;s suas resid&ecirc;ncias os entrevistados que apresentassem    teor alco&oacute;lico incompat&iacute;vel com a dire&ccedil;&atilde;o. E aquele    que recusasse a assist&ecirc;ncia de um motorista ou era orientado a trocar    de dire&ccedil;&atilde;o com o acompanhante, caso este reunisse as condi&ccedil;&otilde;es    legais para conduzir o ve&iacute;culo, ou lhe era sugerido aguardar juntamente    com a equipe at&eacute; estar em melhores condi&ccedil;&otilde;es de conduzir    o ve&iacute;culo, ou ainda era aconselhado a solicitar algu&eacute;m em perfeitas    condi&ccedil;&otilde;es para que pudesse vir buscar o ve&iacute;culo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m do    mais, os materiais e os m&eacute;todos referentes ao uso dos baf&ocirc;metros    &#150; manuseio adequado, condicionamento, baterias e fontes de eletricidade,    limpeza e esteriliza&ccedil;&atilde;o de bicos utilizados &#150; foram, tamb&eacute;m,    objeto de adequada instru&ccedil;&atilde;o durante a etapa de treinamento das    equipes, incluindo a aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi verificado    atrav&eacute;s deste estudo a aplicabilidade e aceitabilidade do baf&ocirc;metro    na coleta de dados. E esta pesquisa, ainda, pretende auxiliar na configura&ccedil;&atilde;o    de desenhos para pesquisas e orientar interven&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea    do ato de beber e dirigir.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><u>An&aacute;lise    estat&iacute;stica</u></b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi utilizado como    banco de dados e instrumento de an&aacute;lise estat&iacute;stica o aplicativo    SPSS (SPSS Inc., Chicago, Estados Unidos). A pesquisa foi conduzida dentro dos    padr&otilde;es da <i>Declara&ccedil;&atilde;o de Helsinki</i> e aprovada pela    comiss&atilde;o de &eacute;tica da Escola Paulista de Medicina, Universidade    Federal de S&atilde;o Paulo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><u>Participa&ccedil;&atilde;o    na pesquisa</u></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foram entrevistados    990 condutores, distribu&iacute;dos entre carros, motocicletas e utilit&aacute;rios,    sendo que 913 condutores (92,2%) aceitaram participar em pelo menos uma das    etapas da pesquisa (question&aacute;rio e baf&ocirc;metro ativo).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><u>Dados s&oacute;cio-econ&ocirc;micos    e demogr&aacute;ficos</u></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A distribui&ccedil;&atilde;o    por sexo e faixa et&aacute;ria estabeleceu uma rela&ccedil;&atilde;o de 4 homens    para cada mulher e uma predomin&acirc;ncia da faixa de 18 a 30 anos (55,5%)    respectivamente. Quanto ao estado civil, houve uma maior freq&uuml;&ecirc;ncia    de solteiros (66,6%). O grau de instru&ccedil;&atilde;o concentrou-se na faixa    dos que possuem n&iacute;vel superior completo ou incompleto (76,8%), dos que    t&ecirc;m emprego formal e renda familiar acima de 8 sal&aacute;rios m&iacute;nimos    (73,7%), coincidindo com o perfil s&oacute;cio-econ&ocirc;mico dos moradores    da regi&atilde;o pesquisada.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><u>Dados referentes    ao padr&atilde;o de consumo </u></b></font><u><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>de    bebidas alco&oacute;licas</b></font></u></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O consumo de bebidas    alco&oacute;licas durante a semana foi assim distribu&iacute;do: 60,4% declararam    beber 1 a 2 dias por semana, mantendo este mesmo percentual na faixa et&aacute;ria    dos 18 aos 30 anos, 8,4% bebem 3 a 4 dias por semana, 1,9% bebem todos os dias    da semana, 2,8% bebem de 15/15 dias ou n&atilde;o t&ecirc;m periodicidade e    2,1% raramente fazem uso de bebidas alco&oacute;licas. As bebidas mais usadas    s&atilde;o: a cerveja (51,8%), o vinho (11,2%), os destilados &#150; u&iacute;sque,    vodca, conhaque e pinga (10,8%), e as bebidas tipo <i>ice</i> (1,3%), com a    quantidade de uso em m&eacute;dia: de 2 a 3 copos ou latas de cerveja/chope,    1 a 3 copos/ta&ccedil;as de vinho e de uma a duas doses de destilados. Dos que    participaram da pesquisa, 368 (40,3%) declararam ter ingerido bebida alco&oacute;lica    no dia da entrevista e 330 (36,1%) recusaram o teste do baf&ocirc;metro.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><u>Dados referentes    ao comportamento no tr&acirc;nsito</u></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As informa&ccedil;&otilde;es    sobre o envolvimento em acidentes de tr&acirc;nsito, as medidas adotadas quando    os motoristas bebem, a avalia&ccedil;&atilde;o do estado geral do condutor,    realizada pelo entrevistador, e o conhecimento da legisla&ccedil;&atilde;o de    tr&acirc;nsito, em rela&ccedil;&atilde;o ao uso de &aacute;lcool, por parte    dos motoristas, apresentaram os seguintes dados: 334 (36,6% dos entrevistados)    declararam j&aacute; ter se envolvido em acidentes de tr&acirc;nsito como motoristas,    sendo que, entre estes, 200 (60%) tem o padr&atilde;o de consumo de &aacute;lcool    de dois dias por semana e 185 (55,4%) tem a predomin&acirc;ncia na faixa et&aacute;ria    dos 18 aos 30 anos. Dentre as atitudes que os entrevistados adotam quando bebem,    a maioria 544 (59,6%) informou que entrega o ve&iacute;culo a outro motorista,    ou pega um &ocirc;nibus, um t&aacute;xi ou uma carona, e apenas 209 (22,9%)    admitiram considerar que a bebida n&atilde;o atrapalha ao dirigir e adotam medidas    de prote&ccedil;&atilde;o, como: tomar caf&eacute;, dirigir bem devagar e ter    mais aten&ccedil;&atilde;o quando faz uso de &aacute;lcool. Na avalia&ccedil;&atilde;o    sobre o estado geral do condutor, 14% dos motoristas estavam visivelmente sob    efeito de &aacute;lcool ou de outras drogas com ou sem embriaguez. Na verifica&ccedil;&atilde;o    dos conhecimentos sobre a legisla&ccedil;&atilde;o de tr&acirc;nsito em rela&ccedil;&atilde;o    ao uso de &aacute;lcool, os entrevistados consideraram mais grave dirigir alcoolizado    (51,8%) e apenas 13,1% souberam informar corretamente o teor de &aacute;lcool    no sangue estabelecido pelo <i>C&oacute;digo de Tr&acirc;nsito Brasileiro</i>    para que uma pessoa seja impedida de dirigir (0,6g/l) <sup>15</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><u>Aceita&ccedil;&atilde;o    do baf&ocirc;metro ativo</u></b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dos 913 entrevistados    que aceitaram participar da pesquisa respondendo ao question&aacute;rio, 83,8%    declararam ser favor&aacute;veis ao uso do baf&ocirc;metro, e 579 (63,4%) aceitaram    ser submetidos ao teste. Os resultados obtidos apontam que 19,6% dos entrevistados    dirigiam com n&iacute;veis de &aacute;lcool iguais ou superiores aos limites    legais (0,6g/l), e 18,4% apresentavam algum &iacute;ndice de &aacute;lcool no    ar expirado, portanto, 38% dos condutores dirigiam com algum n&iacute;vel de    &aacute;lcool no sangue. Dentre esses, apenas 45 entrevistados (20,5%) foram    identificados pelos entrevistadores como estando sob efeito de bebidas alco&oacute;licas    ou outras drogas (<a href="/img/revistas/csp/v24n4/13f1.gif">Figura 1</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os problemas decorrentes    do consumo de &aacute;lcool em motoristas s&atilde;o estudados internacionalmente,    e estudos epidemiol&oacute;gicos indicam alta preval&ecirc;ncia de morbidade    e mortalidade relacionadas ao beber e dirigir. A OMS sugere quatro a&ccedil;&otilde;es    para controlar os problemas relacionados ao uso de bebidas alco&oacute;licas    e dire&ccedil;&atilde;o: redu&ccedil;&atilde;o dos limites de alcoolemia para    dirigir, estabelecimento de postos de fiscaliza&ccedil;&atilde;o de sobriedade    com uso de baf&ocirc;metro, suspens&atilde;o administrativa da licen&ccedil;a    de motoristas intoxicados e gradua&ccedil;&atilde;o do licenciamento para motoristas    novatos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No Brasil, existem    escassos dados nacionais a respeito dos padr&otilde;es de comportamento em rela&ccedil;&atilde;o    ao ato de beber e dirigir. Este estudo &eacute; um dos pioneiros a apresentar    dados sobre tais padr&otilde;es de comportamento numa grande capital do pa&iacute;s,    obtidos atrav&eacute;s da metodologia do estabelecimento de postos de checagem    de sobriedade com o uso de baf&ocirc;metros. Os resultados apontam que mais    da metade dos entrevistados &eacute; jovem, de 18 a 30 anos, e que mant&eacute;m    um padr&atilde;o de consumo de bebidas alco&oacute;licas de um a dois dias por    semana, com propor&ccedil;&atilde;o de g&ecirc;nero de quatro homens para cada    mulher. A influ&ecirc;ncia das propagandas de bebidas alco&oacute;licas, sob    h&aacute;bitos culturais, se faz perceber atrav&eacute;s da prefer&ecirc;ncia,    por mais da metade dos usu&aacute;rios da subst&acirc;ncia, pelo consumo do    chope e da cerveja &#150; associados com jovens, personalidades do esporte,    vida art&iacute;stica, virilidade, sensualidade, divers&otilde;es nos finais    de semana e para encontros em bares, restaurantes e casas noturnas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando-se    que mais de um ter&ccedil;o dos entrevistados, que aceitaram responder ao question&aacute;rio,    declararam j&aacute; ter se envolvido em acidentes de tr&acirc;nsito como motoristas,    sendo que, entre esses, a maioria &eacute; jovem, com um padr&atilde;o de consumo    de bebidas alco&oacute;licas de um a dois dias por semana, e que o hor&aacute;rio    e os dias de realiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa foram favor&aacute;veis, assim    como o risco de acidentes entre jovens aumenta ap&oacute;s qualquer concentra&ccedil;&atilde;o    de bebida alco&oacute;lica, pode-se dizer que os dados s&atilde;o preocupantes,    pois o risco relativo de acidentes automobil&iacute;sticos, para jovens que    dirigem depois de beber, aumenta ap&oacute;s apenas uma dose de bebida, dobra    ap&oacute;s duas e aumenta em dez vezes ap&oacute;s cinco doses. A cren&ccedil;a    de que os condutores que fizeram uso de &aacute;lcool e se envolveram em acidentes    automobil&iacute;sticos seriam aqueles que fazem uso cr&ocirc;nico de &aacute;lcool    ou s&atilde;o dependentes dele n&atilde;o se aplica nesses achados, mas lembra    o usu&aacute;rio de &aacute;lcool bem mais pr&oacute;ximo do nosso dia-a-dia.    Isso porque, a bebida alco&oacute;lica, proporciona aos motoristas um falso    senso de confian&ccedil;a prejudicando habilidades como a aten&ccedil;&atilde;o,    a coordena&ccedil;&atilde;o e o tempo de rea&ccedil;&atilde;o, principalmente,    no hor&aacute;rio noturno.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apesar de a maioria    dos condutores estar consciente sobre os riscos do uso de &aacute;lcool e dire&ccedil;&atilde;o,    ser favor&aacute;veis ao uso do baf&ocirc;metro como instrumento de controle    de acidentes de tr&acirc;nsito, de 90% dos que ingeriram bebidas alco&oacute;licas    no dia da entrevista ter recusado o teste do baf&ocirc;metro e , na percep&ccedil;&atilde;o    dos entrevistadores, estar sob efeito de &aacute;lcool e outras drogas, o teste    do baf&ocirc;metro, de fato, mostrou-se efetivo em apontar que mais de um ter&ccedil;o    dos submetidos ao teste (38%) dirigiam com algum n&iacute;vel de &aacute;lcool    no sangue. A discrep&acirc;ncia desses dados pode indicar que mesmo motoristas    conscientes sobre o risco de beber e dirigir, aparentemente s&oacute;brios,    podem estar intoxicados pelo uso de &aacute;lcool, com senso subjetivo do beber    seguro e certos da aus&ecirc;ncia de medidas preventivas e coercitivas ao dirigir    alcoolizado, oferecendo, assim, risco para si mesmo e para outras pessoas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, a presente    pesquisa, apresentou dados b&aacute;sicos de uma dada regi&atilde;o da cidade,    contribuindo para o conhecimento, as orienta&ccedil;&otilde;es, as interven&ccedil;&otilde;es    e as configura&ccedil;&otilde;es de desenhos de pesquisas futuras a respeito    do uso de bebidas alco&oacute;licas e dire&ccedil;&atilde;o. Outros estudos    em regi&otilde;es diversificadas da cidade e interior do estado poder&atilde;o    avaliar melhor a amplitude do problema.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><u>Conclus&atilde;o</u></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os valores encontrados    na aplica&ccedil;&atilde;o do baf&ocirc;metro ativo acusaram que 19,6% dos motoristas    apresentaram n&iacute;veis de alcoolemia iguais ou acima dos limites legais,    que &eacute; de 0,6g/l, e 18,4% apresentaram algum n&iacute;vel de &aacute;lcool    no ar expirado, com um total de 38% dos que dirigiam com algum n&iacute;vel    de &aacute;lcool no sangue. Esses achados apontam para um &iacute;ndice cinco    vezes maior aos encontrados em pesquisas semelhantes realizadas em outros pa&iacute;ses.    Dessa forma, os achados deste estudo sugerem a relev&acirc;ncia do problema    de beber e dirigir na cidade de Belo Horizonte (e provavelmente no Brasil).    Contudo, o objetivo principal deste estudo foi o de fazer o primeiro levantamento    de dados, numa grande capital do pa&iacute;s, sobre o uso de bebida alco&oacute;lica    e dire&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos, com o uso de baf&ocirc;metros, e    o de possibilitar que essas informa&ccedil;&otilde;es venham real&ccedil;ar    a necessidade de pesquisas permanentes, do desenvolvimento de pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas espec&iacute;ficas para o assunto e do eficaz cumprimento da    lei existente.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">V. R. Campos participou    da revis&atilde;o da literatura, planejamento e coordena&ccedil;&atilde;o da    coleta e an&aacute;lise dos dados, discuss&atilde;o dos dados, organiza&ccedil;&atilde;o    e reda&ccedil;&atilde;o final deste artigo. R. Salgado participou do planejamento    e coordena&ccedil;&atilde;o da coleta e an&aacute;lise dos dados. M. C. Rocha    participou da coleta e an&aacute;lise dos dados. S. Duailibi participou da revis&atilde;o    da literatura, discuss&atilde;o dos dados e reda&ccedil;&atilde;o final deste    artigo. R. Laranjeira participou do planejamento da pesquisa, an&aacute;lise    e revis&atilde;o do texto final.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao apoio da Secretaria    de Desenvolvimento Social e de Esportes/Subsecretaria Antidrogas do Governo    do Estado de Minas Gerais, atrav&eacute;s de seu programa de pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas (Interven&ccedil;&atilde;o Comunit&aacute;ria para a Redu&ccedil;&atilde;o    de Problemas Relacionados ao Consumo de &Aacute;lcool e Outras Drogas). &Agrave;    Pol&iacute;cia Militar de Minas Gerais, aos acad&ecirc;micos de psicologia da    Faculdade Metropolitana, aos acad&ecirc;micos de psicologia e enfermagem da    Funda&ccedil;&atilde;o Mineira de Educa&ccedil;&atilde;o e Cultura (Universidade    FUMEC) e aos residentes de psiquiatria do Instituto de Previd&ecirc;ncia dos    Servidores do Estado de Minas Gerais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. World Health    Organization. Global status report on alcohol 2004. Geneva: Department of Mental    Health and Substance Abuse; 2004.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S0102-311X200800040001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Spinsk I, Laranjeira    RR. O fen&ocirc;meno do dirigir alcoolizado no Brasil e no mundo: revis&atilde;o    da literatura. Rev ABPAPAL 1998; 20:160-5.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S0102-311X200800040001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Royal Society    for the Prevention of Accidents. Drinking and driving policy paper. <a href="http://www.rospa.com/roadsafety/info/drink_drive.pdf" target="_blank">http://www.rospa.com/roadsafety/info/drink_drive.pdf</a>    (acessado em 22/Mar/2007).</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S0102-311X200800040001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. Edwards G. A    pol&iacute;tica do &aacute;lcool e o bem comum. Porto Alegre: Editora Artes    M&eacute;dicas; 1998.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0102-311X200800040001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Chou SP, Grant    BF, Dawson DA, Stinson FS, Saha T, Pickering RP. Twelve-month prevalence and    changes in driving after drinking: United States, 1991-1992 and 2001-2002. Drug    Alcohol Depend 2005; 80:223-30.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0102-311X200800040001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Center for Disease    Control and Prevetion. Involvement by young drivers and fatal alcohol related-motor-vehicle    crash &#150; United States, 1982- 2001. MMWR Morb Mortal Wkly Rep 2002; 51:1089-91.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0102-311X200800040001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Fell JC, Nash    CE. The nature of the alcohol problem in U.S. fatal crashes. Health Educ Q 1989;    16:335-43.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0102-311X200800040001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Shults RA, Elder    RW, Sleet DA, Nichols JL, Alao MO, Carande-Kulis VG, et al. Reviews of evidence    regarding interventions to reduce alcohol-impaired driving. Am J Prev Med 2001;    21 Suppl:66-88.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0102-311X200800040001300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Horwood LJ,    Fergusson DM. Drink driving and traffic accidents and young people. Accid Anal    Prev 2000; 32:805-14.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0102-311X200800040001300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Fergusson D,    Swain-Campbell N, Horwood J. Risky driving behaviour in young people: prevalence,    personal characteristics and traffic accidents. Aust N Z J Public Health 2003;    27:337-42.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0102-311X200800040001300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Johnson FW,    Gruenewald PJ, Treno AJ. Age-related differences in risks of drinking and driving    in gender and ethnic groups. Alcohol Clin Exp Res 1998; 22:2013-22.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0102-311X200800040001300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. Lund AK, Wolfe    AC. Changes in the incidence of alcohol-impaired driving in the United States,    1973-1986. J Stud Alcohol 1991; 52:293-301.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0102-311X200800040001300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. A pol&iacute;tica do minist&eacute;rio da sa&uacute;de para    aten&ccedil;&atilde;o integral a usu&aacute;rios de &aacute;lcool e outras drogas.    Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2004.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0102-311X200800040001300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14. Empresa de    Transportes e Tr&acirc;nsito de Belo Horizonte, Secretaria Municipal de Sa&uacute;de.    Pesquisa de levantamento de v&iacute;timas de acidentes de tr&acirc;nsito em    Belo Horizonte. Belo Horizonte: Prefeitura de Belo Horizonte; 2001.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0102-311X200800040001300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15. Minist&eacute;rio    das Cidades. C&oacute;digo de Tr&acirc;nsito Brasileiro: Lei nº. 9503 de 23    de setembro de 1997. <a href="http://www.denatran.gov.br/ctb.htm" target="_blank">http://www.denatran.gov.br/ctb.htm</a>    (acessado em 08/Mai/2007).</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0102-311X200800040001300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="back"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/csp/v24n4/seta.gif" border="0"></a>    Correspond&ecirc;ncia:    <br>  </b>  V. R. Campos    <br>   Subsecretaria Antidrogas de Minas Gerais    <br>   Secretaria de Desenvolvimento Social e de Esportes    <br>   Rua Gon&ccedil;alves Dias 354    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   apto. 1001, Belo Horizonte, MG    <br>   30140-090, Brasil    <br>   <a href="mailto:vrcampos@terra.com.br">vrcampos@terra.com.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em 15/Mai/2007    <br>   Vers&atilde;o final reapresentada em 31/Ago/2007    <br>   Aprovado em 24/Set/2007</font></p>      ]]></body><back>
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