<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0102-3586</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Jornal de Pneumologia]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[J. Pneumologia]]></abbrev-journal-title>
<issn>0102-3586</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0102-35862003000600008</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0102-35862003000600008</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perfil e seguimento dos pacientes portadores de Mycobacterium sp. do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Profile and follow-up of patients with Mycobacterium sp. at the Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Froes]]></surname>
<given-names><![CDATA[Giselle Carvalho]]></given-names>
</name>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Coutinho]]></surname>
<given-names><![CDATA[Rosane Luiza]]></given-names>
</name>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ávila]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marcelo Nardy de]]></given-names>
</name>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cançado]]></surname>
<given-names><![CDATA[Leandra Rocha]]></given-names>
</name>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Miranda]]></surname>
<given-names><![CDATA[Silvana Spíndola de]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2003</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2003</year>
</pub-date>
<volume>29</volume>
<numero>6</numero>
<fpage>365</fpage>
<lpage>370</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0102-35862003000600008&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0102-35862003000600008&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0102-35862003000600008&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[INTRODUÇÃO: Em levantamentos feitos no Laboratório de Micobactérias do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais, em anos anteriores, constatou-se que cerca de 42% dos pacientes portadores de micobacterioses não haviam iniciado o tratamento por desconhecerem o diagnóstico. OBJETIVO: Avaliar o perfil dos pacientes portadores de micobacterioses do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais. Descrever o seguimento desses pacientes e sua inserção no sistema de saúde, comparando com a proposta do Programa Nacional de Controle da Tuberculose. MÉTODO: A partir dos registros do Laboratório Central do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais de janeiro a dezembro de 2002, os autores selecionaram os pacientes com diagnóstico bacteriológico de micobacterioses e efetuaram a busca ativa e o seguimento desses pacientes. RESULTADOS: De um total de 66 pacientes,62 (94%) tinham cepas do Mycobacterium tuberculosis e quatro (6%), micobactéria não tuberculosa; quatro desses 62 pacientes (6%) foram transferidos para outras instituições. Após a busca ativa, de um total de 58 pacientes, 37 (63%) estavam curados, 11 (19%) faleceram, sendo que destes, sete (64%) eram positivos para o vírus da imunodeficiência humana (HIV), um (2%) recusou tratamento e nove (16%) não foram encontrados. CONCLUSÃO: Não foi a falta de diagnóstico o que impossibilitou o paciente de receber seu tratamento e, sim, uma estrutura inadequada, com baixa conscientização de todos os envolvidos, demonstrando a desorganização no controle da tuberculose em nível hospitalar. A cura dos pacientes foi aquém da exigida pelo Ministério da Saúde, devido à grande quantidade de soropositivos para o HIV. Os óbitos foram relacionados ao HIV e ao desconhecimento da doença. É fundamental que os profissionais que atuam em nível laboratorial realizem pesquisas operacionais em tuberculose em conjunto com profissionais da área clínica, pois somente dessa forma serão identificadas respostas aos problemas da prática clínico-laboratorial em nosso meio.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[BACKGROUND: Surveys of patients diagnosed with mycobacteriosis,taken at the Laboratory of Mycobacteriology of the Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais, have shown that lack of information concerning diagnosis prevented 42% from initiating treatment. OBJECTIVE: To evaluate the profile of patients with mycobacterial infection attending the Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais. To describe the follow up of those patients and compare it to the guidelines made by the National Program for the Control of Tuberculosis. METHODS: The files of patients diagnosed with mycobacterium infection during 2002 were selected from the archives of the Laboratory of Mycobacteriology of the Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais. An active search for these patients was carried out and follow-up exams were then performed. RESULTS: Of the 66 patients selected, 62 (94%) were positive for Mycobacterium tuberculosis and 4 (6%) had nontuberculous mycobacteriosis. Another 4 (6%) had been transferred to other institutions. Of the remaining 58, 37 (63%) had been cured, 1 (2%) had refused treatment, 9 (16%) were not found and 11 (19%) had died. Of the 11 deaths, 7 (64%) had tested positive for HIV. CONCLUSION: Patients failed to receive treatment not due to lack of diagnosis, but to inadequate structure, low awareness levels of all parties, and lack of tuberculosis control organization at the hospital level. Due to the high number of HIV-positive patients, the number of patients cured was lower than that required by the National Health Ministry. Deaths were attributed to HIV infection and lack of knowledge about the disease. In order to identify and address the problems associated with clinical laboratory practice, laboratory professionals must work in concert with their clinical counterparts when carrying out operational research on tuberculosis.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Tuberculose]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Micobacteriose]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Tuberculosis]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Mycobacterium infections]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGO    ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="topo"></a>Perfil    e seguimento dos pacientes portadores de <I>Mycobacterium sp. </I>do Hospital    das Cl&iacute;nicas da Universidade Federal de Minas Gerais<a href="#nota"><SUP>*</SUP></a></b>    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Giselle Carvalho    Froes<SUP>I</SUP>; Rosane Luiza Coutinho<SUP>I</SUP>; Marcelo Nardy de &Aacute;vila<SUP>I</SUP>;    Leandra Rocha Can&ccedil;ado<SUP>I</SUP>; Silvana Sp&iacute;ndola de Miranda<SUP>II</SUP>    </b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Graduando    de Medicina Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica    <br>   <sup>II</sup>Coordenadora de Pesquisa em Micobacterioses</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#end">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O:    </b> Em levantamentos feitos no Laborat&oacute;rio de Micobact&eacute;rias do    Hospital das Cl&iacute;nicas da Universidade Federal de Minas Gerais, em anos    anteriores, constatou-se que cerca de 42% dos pacientes portadores de micobacterioses    n&atilde;o haviam iniciado o tratamento por desconhecerem o diagn&oacute;stico.    <br>   <b>OBJETIVO:</b> Avaliar o perfil dos pacientes portadores de micobacterioses    do Hospital das Cl&iacute;nicas da Universidade Federal de Minas Gerais. Descrever    o seguimento desses pacientes e sua inser&ccedil;&atilde;o no sistema de sa&uacute;de,    comparando com a proposta do Programa Nacional de Controle da Tuberculose.    <br>   <b>M&Eacute;TODO:</b> A partir dos registros do Laborat&oacute;rio Central do    Hospital das Cl&iacute;nicas da Universidade Federal de Minas Gerais de janeiro    a dezembro de 2002, os autores selecionaram os pacientes com diagn&oacute;stico    bacteriol&oacute;gico de micobacterioses e efetuaram a busca ativa e o seguimento    desses pacientes.    <br>   <b>RESULTADOS:</b> De um total de 66 pacientes,62 (94%) tinham cepas do <I>Mycobacterium    tuberculosis</I> e quatro (6%), micobact&eacute;ria n&atilde;o tuberculosa;    quatro desses 62 pacientes (6%) foram transferidos para outras institui&ccedil;&otilde;es.    Ap&oacute;s a busca ativa, de um total de 58 pacientes, 37 (63%) estavam curados,    11 (19%) faleceram, sendo que destes, sete (64%) eram positivos para o v&iacute;rus    da imunodefici&ecirc;ncia humana (HIV), um (2%) recusou tratamento e nove (16%)    n&atilde;o foram encontrados.    <br>   <b>CONCLUS&Atilde;O: </b>N&atilde;o foi a falta de diagn&oacute;stico o que    impossibilitou o paciente de receber seu tratamento e, sim, uma estrutura inadequada,    com baixa conscientiza&ccedil;&atilde;o de todos os envolvidos, demonstrando    a desorganiza&ccedil;&atilde;o no controle da tuberculose em n&iacute;vel hospitalar.    A cura dos pacientes foi aqu&eacute;m da exigida pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    devido &agrave; grande quantidade de soropositivos para o HIV. Os &oacute;bitos    foram relacionados ao HIV e ao desconhecimento da doen&ccedil;a. &Eacute; fundamental    que os profissionais que atuam em n&iacute;vel laboratorial realizem pesquisas    operacionais em tuberculose em conjunto com profissionais da &aacute;rea cl&iacute;nica,    pois somente dessa forma ser&atilde;o identificadas respostas aos problemas    da pr&aacute;tica cl&iacute;nico-laboratorial em nosso meio. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Descritores:</b>    Tuberculose/diagn&oacute;stico. Micobacteriose/complica&ccedil;&otilde;es. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Siglas e abreviaturas    utilizadas neste trabalho</i>    <br>   AIDS &#150; S&iacute;ndrome da imunodefici&ecirc;ncia adquirida    <br>   HC/UFMG &#150; Hospital das Cl&iacute;nicas da Universidade Federal de Minas    Gerais    <br>   HIV &#150; V&iacute;rus da imunodefici&ecirc;ncia humana    <br>   MNT &#150; Micobact&eacute;ria n&atilde;o tuberculosa    <br>   Mtb &#150; Mycobacterium tuberculosis    <br>   OMS &#150; Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de    <br>   PNCT &#150; Programa Nacional de Controle da Tuberculose    <br>   TB &#150; Tuberculose </font></p>     <p>&nbsp; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o    </b> </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A tuberculose (TB)    &eacute; hoje a primeira causa de morte no mundo entre mulheres de 15 a 44 anos    e a segunda entre os homens da mesma faixa et&aacute;ria. Em pa&iacute;ses em    desenvolvimento, &eacute; respons&aacute;vel por maior n&uacute;mero de mortes    que todas as outras doen&ccedil;as infecto-contagiosas juntas, a despeito de    ser uma doen&ccedil;a cujo tratamento oferece 97% de efic&aacute;cia.<SUP>(1)</SUP>    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estima-se que 40    a 50 mil &oacute;bitos anuais s&atilde;o causados pela tuberculose na Am&eacute;rica.    A situa&ccedil;&atilde;o &eacute; grave, principalmente porque se estima que    20% a 30% dos tuberculosos com alto risco de morrer n&atilde;o s&atilde;o notificados    nem tratados. No Brasil, durante o ano de 2001, notificou-se um total de 82.866    casos de tuberculose, o que correspondeu a um coeficiente de incid&ecirc;ncia    de 42,28 por 100.000 habitantes, sendo que 24,40/100.000 constituem os casos    pulmonares positivos ao exame de escarro, 11,75/100.000 os casos pulmonares    sem confirma&ccedil;&atilde;o bacteriol&oacute;gica e 5,88/100.000 os casos    de tuberculose extrapulmonar.<SUP>(2)</SUP> A raz&atilde;o de acometimento da    tuberculose dos homens em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s mulheres, de 1998    a 2000, foi de 1,8:1.<SUP>(3)</SUP> A taxa de mortalidade no Brasil para o ano    de 2001 foi de 3,07/100.000 habitantes, correspondendo a 5.294 &oacute;bitos.    Entretanto, a taxa estimada &eacute; bem superior, de 11,0/100.000 habitantes.<SUP>(1,2)</SUP>    Apesar de ter havido redu&ccedil;&atilde;o significativa da taxa de &oacute;bitos    no Brasil desde 1977, a situa&ccedil;&atilde;o ainda &eacute; preocupante. Em    Minas Gerais, a incid&ecirc;ncia da doen&ccedil;a no ano de 2001 foi de 34,1/100.000    habitantes e, em Belo Horizonte, de 61,71/100.000 habitantes.<SUP>(4)</SUP>    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial de Sa&uacute;de (OMS), em 1999 foram estimados 637 mil casos de tuberculose    associados ao v&iacute;rus da imunodefici&ecirc;ncia humana (HIV). Na Am&eacute;rica    Latina, &Aacute;frica e em algumas popula&ccedil;&otilde;es de pa&iacute;ses    desenvolvidos, 30% a 60% dos infectados pelo HIV est&atilde;o co-infectados    pelo bacilo da tuberculose.<SUP>(1)</SUP> No Brasil, entre 1980 e junho de 2000,    ocorreram 190.523 casos de s&iacute;ndrome da imunodefici&ecirc;ncia adquirida    (AIDS). Estima-se que, destes, 20% a 40% desenvolveram tuberculose.<SUP>(1)</SUP>    Em Belo Horizonte, 9% dos pacientes notificados com tuberculose s&atilde;o portadores    do HIV.<SUP>(5)</SUP> </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de prop&otilde;e procurar os casos de TB, diagnosticar principalmente    os bacil&iacute;feros, tratar adequadamente os doentes, prevenir a doen&ccedil;a    e estabelecer medidas de biosseguran&ccedil;a. A meta &eacute; identificar 90%    dos casos e curar 85% dos pacientes at&eacute; 2005.<SUP>(6)</SUP> </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No Hospital das    Cl&iacute;nicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC/UFMG), diagnosticamos    por baciloscopia e/ou cultura cerca de 60 casos de tuberculose anualmente. Esses    pacientes s&atilde;o provenientes das enfermarias, pronto-atendimento (PA) do    HC/UFMG, dos ambulat&oacute;rios (HC/UFMG)e do Centro de Refer&ecirc;ncia Orestes    Diniz/HIV/AIDS (CTR/HIV/AIDS). </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em levantamentos    feitos no Laborat&oacute;rio de Micobact&eacute;rias do Hospital das Cl&iacute;nicas    da UFMG em anos anteriores, observamos que cerca de 42% dos pacientes portadores    de micobacterioses n&atilde;o tinham iniciado seus tratamentos, pois desconheciam    o diagn&oacute;stico, mostrando, assim, a desorganiza&ccedil;&atilde;o no controle    da tuberculose em n&iacute;vel hospitalar.<SUP>(7)</SUP> </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tendo observado    esse dado preocupante, iniciamos em nosso complexo hospitalar universit&aacute;rio    a reestrutura&ccedil;&atilde;o dos setores que recebem pacientes sintom&aacute;ticos    respirat&oacute;rios. Avaliamos o perfil dos pacientes com diagn&oacute;stico    bacteriol&oacute;gico de micobacterioses do HC/UFMG durante o ano de 2002, com    especial interesse no seguimento desses pacientes, e na sua busca e inser&ccedil;&atilde;o    no sistema de sa&uacute;de, de acordo com as propostas do Programa Nacional    de Controle da Tuberculose (PNCT).<SUP>(8)</SUP> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&eacute;todo    </b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Selecionamos os    pacientes com amostras cl&iacute;nicas positivas (baciloscopia e/ou cultura)    atrav&eacute;s do registro no Laborat&oacute;rio de Micobact&eacute;rias no    per&iacute;odo de janeiro a dezembro de 2002. Obtivemos um total de 2.279 amostras,    correspondendo a aproximadamente 700 indiv&iacute;duos. Foram inclu&iacute;dos    os diagn&oacute;sticos de <I>Mycobacterium tuberculosis</I> (Mtb) e de micobact&eacute;ria    n&atilde;o tuberculosa (MNT). A baciloscopia foi feita pelas t&eacute;cnicas    de Ziehl-Neelsen e fluoresc&ecirc;ncia, a cultura em meio de Lowenstein-Jensen.    O teste de identifica&ccedil;&atilde;o foi feito atrav&eacute;s de testes bioqu&iacute;micos    e o teste de sensibilidade, pelo m&eacute;todo de propor&ccedil;&atilde;o. Ambos    foram realizados em todas as amostras positivas em cultura.<SUP>(9,10)</SUP>    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em 66 pacientes    as amostras cl&iacute;nicas foram positivas pela baciloscopia e/ou cultura para    micobact&eacute;rias. Em quatro (6%) amostras foi identificada MNT; 19,5% do    diagn&oacute;stico bacteriol&oacute;gico dos pacientes com Mtb foram obtidos    somente pela cultura, como demonstrado na <a href="#tab1">Tabela 1</a>. </font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/jpneu/v29n6/a08t01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A partir dos registros    do laborat&oacute;rio, iniciamos a busca dos pacientes, como demonstrado no    fluxograma da <a href="/img/revistas/jpneu/v29n6/a08f01.gif">Figura 1</a>. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Avaliamos o perfil    dos 66 pacientes com diagn&oacute;stico bacteriol&oacute;gico de micobacterioses    quanto &agrave;s seguintes vari&aacute;veis: g&ecirc;nero, idade, proced&ecirc;ncia,    passado de tuberculose, cl&iacute;nica sugestiva de tuberculose, perfil radiol&oacute;gico,    <I>status</I> imunol&oacute;gico para o HIV (ELISA e <I>Western Blot</I>) e    seguimento (cura, fal&ecirc;ncia de tratamento, abandono, transfer&ecirc;ncia,    &oacute;bito e pacientes n&atilde;o encontrados). Consideramos os pacientes    para os quais a sorologia anti-HIV n&atilde;o foi solicitada e os que estavam    aguardando o resultado como tendo sorologia desconhecida. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dos 66 pacientes,    27 (41%) eram provenientes do Hospital das Cl&iacute;nicas (21% do pronto-atendimento    e 20% das enfermarias); 37 (56%), dos ambulat&oacute;rios; e dois (3%), de origem    desconhecida. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os prontu&aacute;rios    foram revisados ap&oacute;s seis meses do in&iacute;cio do tratamento para concluir    o caso. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Todos os pacientes    encontrados foram convidados a responder a um question&aacute;rio, ap&oacute;s    consentimento, em que foram abordadas quest&otilde;es referentes aos dados sociais,    cl&iacute;nicos e epidemiol&oacute;gicos (Comit&ecirc; de &Eacute;tica da UFMG,    parecer n&#186; 162/01). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Resultados </b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dentre os 62 pacientes    com Mtb, 35 (56,5%) eram do sexo masculino e 27 (43,5%) do feminino (1,3:1).    Dos quatro pacientes com MNT, tr&ecirc;s eram do sexo masculino e um do feminino.    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi poss&iacute;vel    encontrar os prontu&aacute;rios de 58 (88%) dos 66 pacientes. Destes, 54 tinham    Mtb. A idade variou de 19 a 84 anos, com mediana de 35 anos, estando a maioria    dos acometidos entre 25 e 57 anos. Quanto &agrave; proced&ecirc;ncia, dos 54    pacientes com Mtb, 32 (59%) eram de Belo Horizonte (MG); nove (17%), da regi&atilde;o    metropolitana de Belo Horizonte; 12 (22%), de outras cidades de Minas Gerais;    e um (2%), de outro Estado. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dos 54 pacientes    com Mtb que tiveram seus prontu&aacute;rios revistos, 53 (98%) apresentavam    cl&iacute;nica sugestiva de tuberculose e um (2%) n&atilde;o possu&iacute;a    essa informa&ccedil;&atilde;o em seu prontu&aacute;rio. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um paciente tinha    TB renal. Dos 53 pacientes com diagn&oacute;stico de TB pulmonar, a radiografia    de t&oacute;rax foi compat&iacute;vel em 46 (87%) deles. N&atilde;o foram encontradas    as radiografias de sete (13%) desses pacientes. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os pacientes bacil&iacute;feros    iniciaram o tratamento em 11,4 dias, em m&eacute;dia. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foram entrevistados    29 (54%) dos 54 pacientes com Mtb, sendo que apenas quatro (14%) destes relataram    passado de tuberculose. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Eram soropositivos    para o HIV 25 (46%) dos 54 pacientes, sendo que, destes, 17 (68%) eram do sexo    masculino e oito (32%) do feminino. Do total de 54 pacientes, nove (17%) eram    soronegativos e 20 (37%) tinham sorologia desconhecida (tr&ecirc;s com sorologia    em andamento e 17, cuja sorologia n&atilde;o foi solicitada). Dos 11 pacientes    portadores de Mtb que faleceram, sete eram HIV positivos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os oito (15%) pacientes    que n&atilde;o tinham conhecimento do diagn&oacute;stico de tuberculose foram    procurados pela unidade de sa&uacute;de, o que resultou nos seguintes dados:    um teve alta por cura, um recusou o tratamento, tr&ecirc;s n&atilde;o foram    encontrados e tr&ecirc;s faleceram. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">At&eacute; o momento    em que os casos foram acompanhados, n&atilde;o foi observada fal&ecirc;ncia    de tratamento ou abandono. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dos 62 pacientes    com diagn&oacute;stico de Mtb, quatro foram transferidos. O seguimento dos demais    58 pacientes est&aacute; demonstrado na <a href="#fig2">Figura 2</a>. </font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/jpneu/v29n6/a08f02.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os quatro pacientes    em retratamento eram HIV negativos e todos curaram-se. Excluindo-se esses pacientes,    a taxa de cura total seria de 61% (33/54). </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na <a href="#tab2">Tabela    2</a> apresentamos as taxas de cura dos pacientes que tiveram seus prontu&aacute;rios    encontrados. </font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/jpneu/v29n6/a08t02.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em quatro (6%)    dos 66 casos as micobact&eacute;rias eram n&atilde;o tuberculosas, sendo que    um desses pacientes, que era soropositivo para o HIV, faleceu. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Discuss&atilde;o    </b> </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Neste estudo, partimos    do diagn&oacute;stico laboratorial de Mtb, como demonstrado na <a href="#tab1">Tabela    1</a>, por&eacute;m, cabem algumas considera&ccedil;&otilde;es. Em nosso laborat&oacute;rio,    80,5% dos pacientes tiveram o diagn&oacute;stico de TB apenas atrav&eacute;s    da baciloscopia. A cultura elevou a taxa de diagn&oacute;stico em 19,4%, o que    demonstra a necessidade de sua realiza&ccedil;&atilde;o em nosso hospital. Uma    amostra foi insuficiente para realizar a cultura, por&eacute;m, consideramos    que o paciente tinha o diagn&oacute;stico de tuberculose, pois evoluiu para    cura ap&oacute;s tratamento com o esquema I.<SUP>(8)</SUP> &Eacute; tamb&eacute;m    necess&aacute;ria a implanta&ccedil;&atilde;o de novas t&eacute;cnicas efetivas    e r&aacute;pidas para o diagn&oacute;stico da tuberculose.<SUP>(11,12)</SUP>    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebemos no HC/UFMG    principalmente pacientes procedentes de Belo Horizonte e regi&atilde;o metropolitana.    Uma grande percentagem de pacientes era proveniente do pronto-atendimento (21%)    e enfermarias (20%). Portanto, a porta de entrada desses pacientes foi a unidade    de pronto-atendimento. Isso reflete as defici&ecirc;ncias no atendimento prim&aacute;rio,    eleva a casu&iacute;stica de morbimortalidade e exp&otilde;e os profissionais    de sa&uacute;de ao risco de infec&ccedil;&atilde;o pelo Mtb, j&aacute; que a    maioria dos hospitais n&atilde;o possui estrat&eacute;gias de biosseguran&ccedil;a.<SUP>(11)</SUP>    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dentre os pacientes    acometidos pela tuberculose, n&atilde;o observamos diferen&ccedil;a significativa    na propor&ccedil;&atilde;o entre homens e mulheres (1,3:1). Esse fato poderia    ser explicado pela nossa pequena casu&iacute;stica e/ou pela disputa no mercado    de trabalho, que culmina com a sa&iacute;da das mulheres de sua resid&ecirc;ncia    e maior exposi&ccedil;&atilde;o aos riscos, biol&oacute;gicos ou n&atilde;o,    da sociedade contempor&acirc;nea. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A tuberculose acometeu    principalmente indiv&iacute;duos da faixa et&aacute;ria produtiva entre 25 e    57 anos, o que reflete a contribui&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a para o    comprometimento do quadro econ&ocirc;mico do pa&iacute;s.<SUP>(1,11)</SUP> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em nossa casu&iacute;stica,    46% dos pacientes com tuberculose eram portadores do HIV, sendo a freq&uuml;&ecirc;ncia    desse v&iacute;rus maior no sexo masculino, em concord&acirc;ncia com os dados    da literatura.<SUP>(11-13)</SUP> Observamos que a taxa de positividade para    o HIV encontrada em pacientes com tuberculose atendidos no hospital foi muito    superior &agrave;quela referida nos atendidos nas unidades prim&aacute;rias    de sa&uacute;de. Al&eacute;m disso, a maioria dos &oacute;bitos ocorreu em pacientes    HIV positivos. Devemos ressaltar, entretanto, que nossa casu&iacute;stica &eacute;    influenciada pelo recebimento de pacientes do CTR/HIV/AIDS. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O desconhecimento    do <I>status</I> imunol&oacute;gico de 37% dos pacientes com Mtb foi devido,    na maioria dos casos, &agrave; n&atilde;o solicita&ccedil;&atilde;o do exame.    Isso pode refletir a falta de informa&ccedil;&atilde;o ou baixa conscientiza&ccedil;&atilde;o    dos profissionais de sa&uacute;de e a aus&ecirc;ncia de uma rotina adequada    em hospitais gerais. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Neste trabalho    observamos que a alta por cura est&aacute; aqu&eacute;m da meta esperada pelo    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, que seria de 85% de cura dos casos em que    se utiliza o esquema I.<SUP>(8)</SUP> Esse resultado poderia ser justificado    pela grande percentagem de pacientes HIV positivos e pelo desconhecimento da    sorologia pela sua maioria. Se exclu&iacute;ssemos os pacientes com retratamento,    a taxa de cura seria menor (61%), j&aacute; que, destes, todos se curaram. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nos prontu&aacute;rios    revistos, a cl&iacute;nica e as radiografias de t&oacute;rax dos pacientes eram    compat&iacute;veis com tuberculose, mesmo nos pacientes soropositivos para o    HIV. Isso sugere que, com o uso do esquema anti-retroviral de alta pot&ecirc;ncia    introduzido no Brasil no final de 1996, eles passaram a se comportar como pacientes    imunocompetentes, diferentemente do que foi observado em outro hospital universit&aacute;rio    no Rio de Janeiro (RJ).<SUP>(14)</SUP> </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um dos maiores    problemas na busca dos prontu&aacute;rios foi a falta de dados nos pedidos dos    exames, tais como o n&uacute;mero de prontu&aacute;rio, o nome completo do paciente,    ou o nome do m&eacute;dico. A procura das fichas provenientes do PA constituiu    outro problema, pois os pacientes que l&aacute; permanecem por menos de 24h    n&atilde;o t&ecirc;m prontu&aacute;rios e suas fichas n&atilde;o s&atilde;o    arquivadas de maneira organizada, o que tornou imposs&iacute;vel encontr&aacute;-las.    O certo &eacute; que existe uma desorganiza&ccedil;&atilde;o evidente, que est&aacute;    sendo revista e melhorada. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O preenchimento    inadequado dos prontu&aacute;rios &eacute; hist&oacute;rico, o que muitas vezes    inviabiliza v&aacute;rios estudos. Em vista disso, temos uma proposta de criar    fichas com facilidade de preenchimento para amenizar o problema. Tamb&eacute;m    enfrentamos algumas recusas para o preenchimento do question&aacute;rio, o que    &eacute; normal dentro de qualquer estudo, embora os pacientes que concederam    a entrevista tivessem tido o mesmo atendimento e aten&ccedil;&atilde;o por parte    dos pesquisadores quanto aqueles que se recusaram a conced&ecirc;-la. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os pacientes que    n&atilde;o tinham conhecimento do diagn&oacute;stico (15%) foram exaustivamente    procurados por n&oacute;s e pela unidade de sa&uacute;de, sendo que alguns foram    encontrados tardiamente e outros j&aacute; haviam falecido sem que tivessem    iniciado o tratamento. Um grande esfor&ccedil;o deve ser feito na organiza&ccedil;&atilde;o    do sistema para facilitar e melhorar o encontro desses pacientes, que tamb&eacute;m    devem ser orientados a retornar para buscar os resultados da cultura quando    de suas baciloscopias negativas. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um paciente recusou    o tratamento apesar dos esfor&ccedil;os em convenc&ecirc;-lo a inici&aacute;-lo,    por&eacute;m, a equipe de sa&uacute;de continuou trabalhando no caso. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Poucos casos foram    diagnosticados com MNT. Tr&ecirc;s tinham suspeita de coloniza&ccedil;&atilde;o    ou contamina&ccedil;&atilde;o (um com s&iacute;ndrome de Sj&ouml;gren, um com    l&uacute;pus eritematoso sist&ecirc;mico e um HIV positivo) e todos evolu&iacute;ram    bem sem tratamento. O paciente HIV positivo teve doen&ccedil;a disseminada por    MNT (isolada de s&iacute;tio est&eacute;ril), falecendo em poucas semanas. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A m&eacute;dia    de 11,4 dias entre o diagn&oacute;stico e o in&iacute;cio do tratamento &eacute;    elevada. Muito tem que ser feito para que pacientes com diagn&oacute;stico confirmado    de tuberculose sejam tratados o mais r&aacute;pido poss&iacute;vel, impedindo    a cadeia de transmiss&atilde;o do bacilo. Entretanto, recursos humanos e financeiros    para que possamos efetivamente controlar a doen&ccedil;a muitas vezes n&atilde;o    chegam aos setores interessados. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A cria&ccedil;&atilde;o    do fluxograma permitiu melhor avalia&ccedil;&atilde;o do perfil e do seguimento    dos pacientes com <I>Mycobacterium sp.</I> do HC/UFMG. Sendo assim, ele pode    vir a ser &uacute;til tamb&eacute;m para outros servi&ccedil;os. Podemos acrescentar    a esse fluxograma a busca no Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o da Secretaria    Estadual de Sa&uacute;de, o que permitiria recuperar os casos n&atilde;o encontrados,    mas notificados em outras unidades. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Enquanto n&atilde;o    for estabelecida pelos formuladores de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de a implanta&ccedil;&atilde;o de programas de controle de tuberculose    em n&iacute;vel hospitalar, com caracter&iacute;sticas de atua&ccedil;&otilde;es    em multidisciplinaridade, incluindo quest&otilde;es de diagn&oacute;stico, tratamento    e biosseguran&ccedil;a, erros v&atilde;o-se repetir. Este estudo demonstrou    que n&atilde;o foi a falta de diagn&oacute;stico que impossibilitou o paciente    de receber seu tratamento, mas, sim, uma estrutura inadequada, com baixa conscientiza&ccedil;&atilde;o    de todos os envolvidos. Nenhum outro estudo que descreva o que acontece ap&oacute;s    o diagn&oacute;stico laboratorial foi encontrado ap&oacute;s levantamento da    literatura nacional. &Eacute; fundamental que os profissionais que atuam em    n&iacute;vel laboratorial realizem pesquisas operacionais em tuberculose juntamente    com profissionais da &aacute;rea cl&iacute;nica, pois somente dessa forma ser&atilde;o    encontradas respostas para os problemas da pr&aacute;tica cl&iacute;nico-laboratorial.    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Agradecimentos    </b> </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Agradecemos aos    funcion&aacute;rios do Laborat&oacute;rio Central do Hospital das Cl&iacute;nicas    da UFMG, setor de Micobact&eacute;rias, aos profissionais e, principalmente,    aos pacientes que contribu&iacute;ram de forma direta ou indireta para a realiza&ccedil;&atilde;o    deste trabalho. Tamb&eacute;m, em especial, ao Professor Afr&acirc;nio Lineu    Kritski, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pela revis&atilde;o do texto.    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias    </b> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de. Centro de    Refer&ecirc;ncia Prof. H&eacute;lio Fraga/Sociedade Brasileira de Pneumologia    e Tisiologia. Controle da tuberculose &#150; Uma proposta de integra&ccedil;&atilde;o    ensino-servi&ccedil;o. 5&#170; ed. Rio de Janeiro; 2002. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0102-3586200300060000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://dtr2001.saude.gov.br/sps/areastecnicas">http://dtr2001.saude.gov.br/sps/areastecnicas</a>.    </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0102-3586200300060000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Secretaria de Pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de. Situa&ccedil;&atilde;o    da tuberculose no Brasil. Bras&iacute;lia, 2002. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0102-3586200300060000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. DATASUS. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://tabnet.datasus.gov.br">http://tabnet.datasus.gov.br</a>.    </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0102-3586200300060000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Dados do Sistema    de Informa&ccedil;&atilde;o da Secretaria Estadual de Sa&uacute;de de Minas    Gerais. Belo Horizonte, 2001. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0102-3586200300060000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de. Tuberculose    Guia de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica. Bras&iacute;lia, 2002. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0102-3586200300060000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Anjos Moreira    J, Froes GC, Spindola de Miranda S. Cases of tuberculosis diagnosed at Federal    University Hospital, Belo Horizonte, MG, Brazil. In: 33rd World Conference on    Lung Health of the International Union Against Tuberculosis and Lung Disease    (IUATLD). Montreal, Canada, 6-10 Oct. 2002. Int J Tuberc Lung Dis 2002;6(10    Suppl 1): S1-210. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0102-3586200300060000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de. Plano Nacional    de Controle da Tuberculose Normas t&eacute;cnicas, estrutura e operacionaliza&ccedil;&atilde;o.    Bras&iacute;lia; 2000. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0102-3586200300060000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de. Centro de    Refer&ecirc;ncia Prof. H&eacute;lio Fraga. Manual de bacteriologia da tuberculose.    2&#170; ed. Rio de Janeiro, 1994. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0102-3586200300060000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Canetti G,    Rist N, Grosset J. Mesure da la sensibilit&eacute; du bacille de la tuberculeux    aux antibacillares par la m&eacute;thode des proportions. Rev Tuberc Pneumol    1963;27:217. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0102-3586200300060000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Kritski AL,    Conde MB, Souza GRM. Tuberculose: do ambulat&oacute;rio &agrave; enfermaria.    2&#170; ed. S&atilde;o Paulo: Atheneu, 2000. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0102-3586200300060000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. Kritski AL,    Lapa e Silva JR, Conde MB. Tuberculosis and HIV: renewed challenge. Mem Inst    Oswaldo Cruz 1998;93:417-21. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0102-3586200300060000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Muzy de Souza    GR, Gon&ccedil;alves M, Carvalho ACC. Controle de infec&ccedil;&atilde;o hospitalar    por tuberculose. Pulm&atilde;o RJ 1997;6:220-7. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0102-3586200300060000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14. Mello FCQ,    Lacerda APM, Gounder C, Salles CLG, Madeira FB, Gomes SA, Kritski A. The impact    of institution of HAART in the co-infection tuberculosis and HIV in a reference    hospital for AIDS in Rio de Janeiro, Brazil. Am J Respir Crit Care Med 2001;163:A496.    </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0102-3586200300060000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="end"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/jpneu/v29n6/seta.gif" border="0"></a>    <b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</b>     <br>   Silvana Sp&iacute;ndola de Miranda    <br>   Departamento de Cl&iacute;nica M&eacute;dica/Pneumologia, 4<u><sup>o</sup></u>    and.    <br>   Av. Alfredo Balena, 120     <br>   Santa Efig&ecirc;nia. &#150; 30103-100    <br>   Tel.: (31) 3248-9599    <br>   E-mail: <a href="mailto:spindola@medicina.ufmg.br">spindola@medicina.ufmg.br</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido para    publica&ccedil;&atilde;o em 16/6/03. Aprovado, ap&oacute;s revis&atilde;o, em    25/8/03. </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Veja coment&aacute;rios    no Editorial, na p&aacute;gina 337    <br>   <a name="nota"></a><a href="#topo">*</a> Trabalho realizado no Hospital das    Cl&iacute;nicas da Universidade Federal de Minas Gerais. </font></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Ministério da Saúde^dFundação Nacional de Saúde. Centro de Referência Prof. Hélio Fraga/Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia</collab>
<source><![CDATA[Controle da tuberculose: Uma proposta de integração ensino-serviço]]></source>
<year>2002</year>
<edition>5</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="">
<source><![CDATA[Ministério da Saúde]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Ministério da Saúde^dSecretaria de Políticas de Saúde</collab>
<source><![CDATA[Situação da tuberculose no Brasil]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="">
<source><![CDATA[DATASUS]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="">
<source><![CDATA[Dados do Sistema de Informação da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Belo Horizonte ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Ministério da Saúde^dFundação Nacional de Saúde</collab>
<source><![CDATA[Tuberculose Guia de vigilância epidemiológica]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Anjos Moreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Froes]]></surname>
<given-names><![CDATA[GC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Spindola de Miranda]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cases of tuberculosis diagnosed at Federal University Hospital, Belo Horizonte, MG, Brazil]]></article-title>
<source><![CDATA[Int J Tuberc Lung Dis]]></source>
<year>2002</year>
<volume>6</volume>
<numero>10 Suppl 1</numero>
<issue>10 Suppl 1</issue>
<page-range>S1-210</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Ministério da Saúde^dFundação Nacional de Saúde</collab>
<source><![CDATA[Plano Nacional de Controle da Tuberculose Normas técnicas, estrutura e operacionalização]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Ministério da Saúde^dFundação Nacional de Saúde</collab>
<source><![CDATA[Centro de Referência Prof. Hélio Fraga: Manual de bacteriologia da tuberculose]]></source>
<year>1994</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Canetti]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rist]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Grosset]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[Mesure da la sensibilité du bacille de la tuberculeux aux antibacillares par la méthode des proportions]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Tuberc Pneumol]]></source>
<year>1963</year>
<volume>27</volume>
<page-range>217</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kritski]]></surname>
<given-names><![CDATA[AL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Conde]]></surname>
<given-names><![CDATA[MB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[GRM.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Tuberculose: do ambulatório à enfermaria]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Atheneu]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kritski]]></surname>
<given-names><![CDATA[AL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lapa]]></surname>
<given-names><![CDATA[e Silva JR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Conde]]></surname>
<given-names><![CDATA[MB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Tuberculosis and HIV: renewed challenge]]></article-title>
<source><![CDATA[Mem Inst Oswaldo Cruz]]></source>
<year>1998</year>
<volume>93</volume>
<page-range>417-21</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Muzy]]></surname>
<given-names><![CDATA[de Souza GR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[ACC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Controle de infecção hospitalar por tuberculose]]></article-title>
<source><![CDATA[Pulmão RJ]]></source>
<year>1997</year>
<volume>6</volume>
<page-range>220-7</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mello]]></surname>
<given-names><![CDATA[FCQ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lacerda]]></surname>
<given-names><![CDATA[APM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gounder]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Salles]]></surname>
<given-names><![CDATA[CLG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Madeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[FB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gomes]]></surname>
<given-names><![CDATA[SA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kritski]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The impact of institution of HAART in the co-infection tuberculosis and HIV in a reference hospital for AIDS in Rio de Janeiro, Brazil]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Respir Crit Care Med]]></source>
<year>2001</year>
<volume>163</volume>
<page-range>A496</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
