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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Funcionamento diferencial dos itens do teste não-verbal de inteligência SON-R 2½-7[a]]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The presence of a considerable amount of items with differential functioning can make a test less valid. Therefore, the existence of Differential Item Functioning (DIF) in the intelligence test SON-R 2½-7[a] was investigated. This is the abridged edition of the SON-R 2½-7 with normatization and validation studies realized in various European countries. The data of the Brazilian normatization sample of 1,200 children were used to verify the presence of DIF in relation to gender and region using the IRT method. Of a total of 60 items, 5 items were indicated as having DIF for gender and 13 items as having DIF between regions. It was concluded that the majority of the items were adequate, which makes the use of the test feasible in a national context.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Funcionamento    diferencial dos itens do teste n&atilde;o-verbal de intelig&ecirc;ncia SON-R    2&#189;-7&#91;a&#93;</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Differential    item functioning of the SON-R 2&#189;-7&#91;a&#93; non-verbal intelligence test</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Camila Akemi    Karino<a href="#back"><sup>1</sup></a>; Jacob Arie Laros; Girlene Ribeiro de    Jesus</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Universidade de    Bras&iacute;lia</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A presen&ccedil;a    de uma quantidade consider&aacute;vel de itens com funcionamento diferencial    (DIF) pode tornar um teste menos v&aacute;lido. Assim, este estudo investigou    a exist&ecirc;ncia de DIF no teste de intelig&ecirc;ncia SON-R 2&#189;-7&#91;a&#93;.    O teste &eacute; a vers&atilde;o abreviada do SON-R 2&#189;-7, normatizado e    validado em v&aacute;rios pa&iacute;ses da Europa. Os dados de 1.200 crian&ccedil;as    da normatiza&ccedil;&atilde;o brasileira foram utilizados para identificar a    presen&ccedil;a de DIF em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; g&ecirc;nero e regi&atilde;o,    usando o m&eacute;todo da TRI. Os resultados indicaram que, de um total de 60    itens, 5 itens apresentaram DIF entre os sexos e 13 itens apresentaram DIF entre    as regi&otilde;es. Conclui-se que h&aacute; adequabilidade da maioria dos itens,    o que viabiliza o uso do SON-R 2&#189;-7&#91;a&#93; em contexto nacional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>    DIF, SON-R 2&#189;-7&#91;a&#93;, teste de intelig&ecirc;ncia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">The presence of    a considerable amount of items with differential functioning can make a test    less valid. Therefore, the existence of Differential Item Functioning (DIF)    in the intelligence test SON-R 2&#189;-7&#91;a&#93; was investigated. This is    the abridged edition of the SON-R 2&#189;-7 with normatization and validation    studies realized in various European countries. The data of the Brazilian normatization    sample of 1,200 children were used to verify the presence of DIF in relation    to gender and region using the IRT method. Of a total of 60 items, 5 items were    indicated as having DIF for gender and 13 items as having DIF between regions.    It was concluded that the majority of the items were adequate, which makes the    use of the test feasible in a national context.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>    DIF, SON-R 2&#189;-7&#91;a&#93;, intelligence test.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em certa avalia&ccedil;&atilde;o    de intelig&ecirc;ncia de uma crian&ccedil;a de 7 anos, residente na periferia    de Bras&iacute;lia, a psic&oacute;loga pergunta: "O que voc&ecirc; faria se    encontrasse uma bolsa ou carteira de algu&eacute;m em uma loja?". A crian&ccedil;a    responde: "procurava o telefone para ..., (pausa pensando), quer dizer eu pegava    o dinheiro e as coisas para mim".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O exemplo apresentado    refere-se a um item do subteste Compreens&atilde;o do teste WISC-III (Wechsler,    2002). A crian&ccedil;a recebeu uma pontua&ccedil;&atilde;o zero, pois se esperava    uma resposta que mostrasse o intuito dela devolver o pertence ao dono (2 pontos)    ou de procurar identificar o dono (1 ponto). Contudo, pode-se questionar o quanto    o item realmente mensurou intelig&ecirc;ncia. A resposta pode n&atilde;o estar    de acordo com os padr&otilde;es desej&aacute;veis da sociedade, mas est&aacute;    de acordo com a realidade e educa&ccedil;&atilde;o recebida pela crian&ccedil;a.    Sua resposta &eacute; coerente, apresenta adequado racioc&iacute;nio l&oacute;gico    e verbal. Por que ent&atilde;o atribuir zero &agrave; resposta? Essa &eacute;    uma das fortes cr&iacute;ticas que t&ecirc;m sido feitas aos testes tradicionais    de intelig&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De acordo com alguns    autores (Weiss, 1982; Thorndike, Hagen &amp; Sattler, 1986; Tellegen &amp; Laros,    2004), os testes de intelig&ecirc;ncia geral, como o Stanford-Binet e os testes    de intelig&ecirc;ncia Wechsler, focam mais na intelig&ecirc;ncia adquirida ao    longo de um processo formal de aprendizagem, denominada intelig&ecirc;ncia cristalizada.    Com isso, grupos sociais que n&atilde;o tiveram acesso &agrave;s mesmas condi&ccedil;&otilde;es    de aprendizagem podem ter seu desempenho no teste prejudicado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Itens como identificar    a parte faltante de um piano ou perguntas como "Qual a dist&acirc;ncia entre    S&atilde;o Paulo e Lisboa?" do teste WISC-III s&atilde;o &uacute;teis para avaliar    a intelig&ecirc;ncia de crian&ccedil;as de um determinado contexto social. Todavia,    a resposta errada de uma crian&ccedil;a que n&atilde;o teve acesso &agrave;s    mesmas condi&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o formal, n&atilde;o    significa que ela &eacute; incapaz de adquirir certos conhecimentos ou habilidades.    Assim, testes de intelig&ecirc;ncia que aferem, sobretudo, o resultado final    de um processo formal de aprendizagem, podem acabar subestimando a habilidade    de crian&ccedil;as que tiveram menos oportunidades - em geral, grupos de minorias    &eacute;tnicas ou de baixo n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico (Tellegen &amp;    Laros, 2004; Tellegen &amp; Laros, 2005). Pode-se ressaltar que uma avalia&ccedil;&atilde;o    ou um diagn&oacute;stico mal feito pode trazer consequ&ecirc;ncias s&eacute;rias    para a crian&ccedil;a, como a discrimina&ccedil;&atilde;o e o preconceito.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De acordo com Jesus    (2009), o SON-R 2&#189;-7&#91;a&#93; diferencia-se dos testes tradicionais de    intelig&ecirc;ncia por buscar mensurar o potencial para aprendizagem da crian&ccedil;a,    ou seja, a intelig&ecirc;ncia fluida. A cada item &eacute; apresentada uma situa&ccedil;&atilde;o-problema    para que a crian&ccedil;a, a partir dos est&iacute;mulos apresentados, busque    a melhor solu&ccedil;&atilde;o. Esse teste foi normatizado para o Brasil em    2008 e consiste de quatro subtestes: Categorias, Situa&ccedil;&otilde;es, Mosaicos    e Padr&otilde;es (Laros, Tellegen, Jesus &amp; Karino, no prelo). Exemplos dos    itens dos quatro subtestes s&atilde;o oferecidos no <i>Manual and Research Report</i>    do SON-R 2&#189;-7 que est&aacute; dispon&iacute;vel no web site dos testes    SON (<a href="http://www.testresearch.nl" target="_blank">www.testresearch.nl</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma das grandes    vantagens do teste SON-R 2&#189;-7&#91;a&#93; diz respeito &agrave; maior facilidade    para adequa&ccedil;&atilde;o a diferentes culturas, uma vez que o processo de    adapta&ccedil;&atilde;o de testes n&atilde;o-verbais &eacute; menos complicado    do que o exigido para testes que utilizam linguagem escrita ou falada como parte    do seu conte&uacute;do. N&atilde;o obstante, o fato de os testes n&atilde;o-verbais    n&atilde;o exigirem tradu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o significa que esses instrumentos    possam ser utilizados sem estudos que verifiquem sua adequa&ccedil;&atilde;o    &agrave; cultura na qual ser&atilde;o utilizados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A esse respeito,    Van de Vijver e Poortinga (1997) assinalam que as propriedades psicom&eacute;tricas    como validade e fidedignidade de instrumentos psicol&oacute;gicos desenvolvidos    em uma determinada cultura, n&atilde;o podem ser assumidas em outra sem ser    empiricamente demonstradas. O vi&eacute;s, por exemplo, pode mudar as propriedades    psicom&eacute;tricas de um instrumento quando ele &eacute; usado em uma cultura    diferente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dessa forma, o    presente estudo tem como foco a investiga&ccedil;&atilde;o de DIF no SON-R 2&#189;-7&#91;a&#93;,    pois apesar de ser um teste n&atilde;o verbal, muitas vezes o DIF pode ser ind&iacute;cio    de vi&eacute;s cultural. Tal investiga&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m &eacute;    importante, uma vez que se trata de um novo teste que est&aacute; sendo utilizado    no cen&aacute;rio nacional, com valida&ccedil;&atilde;o e normatiza&ccedil;&atilde;o    recentes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No Brasil, v&aacute;rios    autores verificaram a necessidade de testes psicol&oacute;gicos v&aacute;lidos    e com normas nacionais, especificamente na &aacute;rea das habilidades cognitivas    de crian&ccedil;as pr&eacute;-escolares e escolares (Mu&ntilde;iz, Prieto, Almeida    &amp; Bartram, 1999; Oakland, Wechsler, Bensuan &amp; Stafford, 1994; Hu &amp;    Oakland, 1991). Uma grande parte dos testes brasileiros s&atilde;o tradu&ccedil;&otilde;es    de vers&otilde;es internacionais, n&atilde;o passaram por um adequado processo    de valida&ccedil;&atilde;o e normatiza&ccedil;&atilde;o e, mesmo assim, acabam    sendo utilizados no pa&iacute;s inteiro (Alves, 2002; Noronha &amp; Alchieri,    2002; Noronha et al., 2003; Noronha, Primi &amp; Alchieri, 2004). O teste SON-R    2&#189;-7&#91;a&#93;, por ser um instrumento desenvolvido para crian&ccedil;as    entre 2 anos e meio a 7 anos e por ser o primeiro teste de intelig&ecirc;ncia    no Brasil a possuir normas nacionais, vem de certo modo suprir parte dessa defici&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Contudo, mesmo    com o adequado processo de normatiza&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o    de um teste, ainda n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel garantir uma avalia&ccedil;&atilde;o    totalmente justa. Os itens do instrumento podem privilegiar um grupo em detrimento    de outro. Por exemplo, um item que aborda conte&uacute;dos relacionados a futebol    pode privilegiar meninos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s meninas. Deste modo,    os itens podem apresentar vieses e/ou funcionamento diferencial (DIF). O DIF    &eacute; um termo estat&iacute;stico utilizado para descrever a situa&ccedil;&atilde;o    na qual pessoas de um grupo respondem de forma correta um item mais frequentemente    do que pessoas de outro grupo com mesma habilidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse contexto,    a introdu&ccedil;&atilde;o do termo 'differential item functioning' (DIF) possibilita    a distin&ccedil;&atilde;o entre impacto do item e vi&eacute;s do item. O impacto    do item descreve a situa&ccedil;&atilde;o na qual o DIF existe porque existem    diferen&ccedil;as reais entre os grupos no que tange ao construto que est&aacute;    sendo mensurado por meio do item. Por sua vez, o vi&eacute;s do item descreve    a situa&ccedil;&atilde;o na qual existe DIF devido a algumas caracter&iacute;sticas    dos itens do teste ou da situa&ccedil;&atilde;o de testagem, as quais n&atilde;o    s&atilde;o relevantes para o construto de interesse (portanto, para o prop&oacute;sito    do teste) (Zumbo, 2007). Dessa forma, DIF quer dizer que existem diferen&ccedil;as    e s&oacute; se pode falar de vi&eacute;s quando existem argumentos v&aacute;lidos    que explicam o desempenho diferencial (Camilli &amp; Shepard, 1994).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os diferentes m&eacute;todos    utilizados para verificar a exist&ecirc;ncia de DIF permitem analisar se os    itens de um teste est&atilde;o funcionando da mesma forma em v&aacute;rios grupos    de respondentes. Dessa forma, configura-se como uma boa forma de verificar a    invari&acirc;ncia da mensura&ccedil;&atilde;o, ou seja, o teste funciona da    mesma forma para diferentes grupos de respondentes?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O termo DIF tem    sido preferido pelo fato de fornecer uma informa&ccedil;&atilde;o sem preconceito,    pois apenas indica propriedades estat&iacute;sticas diferentes de acordo com    o grupo ao qual foi aplicado (Alves, 2004). &Eacute; o poss&iacute;vel funcionamento    diferencial dos itens de instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o que guia este    estudo, n&atilde;o necessariamente identificar os vieses. No entanto, &eacute;    preciso admitir que esses dois construtos caminham, na maioria das vezes, juntos    e o cuidado com os poss&iacute;veis vieses pode auxiliar na constru&ccedil;&atilde;o    de um teste com menos DIF.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma an&aacute;lise    de vieses culturais j&aacute; foi realizada no Brasil com a vers&atilde;o do    SON-R para a faixa et&aacute;ria entre 5 e 17 anos (Tellegen &amp; Laros, 2004).    No referido estudo, alguns subtestes do teste SON-R 5&#189;-17 foram aplicados    em crian&ccedil;as brasileiras. Dois procedimentos foram seguidos para avaliar    o vi&eacute;s do item: dificuldade do item e reconhecimento dos desenhos que    compunham os itens. Os autores encontraram 14 itens com vi&eacute;s cultural,    dos quais quatro favoreciam as crian&ccedil;as brasileiras.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Antes do estudo    de normatiza&ccedil;&atilde;o do teste SON-R 2&#189;-7&#91;a&#93;, foi realizado    tamb&eacute;m um estudo piloto em Bras&iacute;lia com 130 crian&ccedil;as (Jesus,    2009). Este estudo teve como objetivo adequar o conte&uacute;do do teste para    a realidade brasileira. Desse estudo piloto, que teve como objetivo fazer a    valida&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do do SON-R 2&#189;-7, participaram    cerca de dez especialistas da &aacute;rea de psicologia e neuropsicologia infantil    e estudantes de gradua&ccedil;&atilde;o e p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    em Psicologia. Como o subteste Categorias foi apontado como problem&aacute;tico    este foi aplicado em cinco crian&ccedil;as com idade na faixa et&aacute;ria    do teste. No total, sete itens do subteste Categorias sofreram modifica&ccedil;&otilde;es    da vers&atilde;o do SON-R 2&#189;-7, holandesa, para a vers&atilde;o do SON-R    2&#189;-7&#91;a&#93;, vers&atilde;o reduzida brasileira.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi utilizado como    par&acirc;metro para a modifica&ccedil;&atilde;o dos itens, al&eacute;m da an&aacute;lise    dos especialistas e estudantes de psicologia citados, a avalia&ccedil;&atilde;o    feita pelas crian&ccedil;as acerca das figuras. Por exemplo: (a) um chap&eacute;u    muito utilizado na Europa foi confundido com um sof&aacute; e com ferro de passar    roupas pelas crian&ccedil;as brasileiras; (b) a figura de uma x&iacute;cara    infantil holandesa foi confundida com um pinico pelas crian&ccedil;as brasileiras.    Essas e outras figuras com problemas semelhantes foram modificadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Todos esses cuidados    j&aacute; apresentados contribuem para minimizar os poss&iacute;veis vieses    culturais. Contudo, ainda n&atilde;o imunizam o teste de possuir itens com funcionamento    diferencial. Como j&aacute; discutido, nem todo item com DIF possui claramente    um vi&eacute;s (Camilli &amp; Shepard, 1994).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A import&acirc;ncia    de uma avalia&ccedil;&atilde;o justa e fidedigna, juntamente com o papel relevante    do SON-R 2&#189;-7&#91;a&#93; para o contexto brasileiro, justifica o presente    estudo. Dessa forma, pretende-se aqui avaliar o funcionamento diferencial dos    itens que comp&otilde;em as escalas de racioc&iacute;nio e de execu&ccedil;&atilde;o    do teste de intelig&ecirc;ncia SON-R 2&#189;-7&#91;a&#93;, considerando dois    grupos de an&aacute;lise: g&ecirc;nero e regi&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Funcionamento    Diferencial do Item (DIF)</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O fato de os meninos    obterem um percentual de acerto maior em testes de racioc&iacute;nio espacial    do que meninas pode indicar DIF no teste ou uma maior habilidade dos meninos    nesse tipo de tarefa (Hogan, 2006; Jardine &amp; Martin, 1983).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; com essa    preocupa&ccedil;&atilde;o que surge o paradoxo de Simpson (Andriola, 2001).    De acordo com este paradoxo, temos que comparar o compar&aacute;vel. Assim,    as diferen&ccedil;as na probabilidade de acerto do item somente podem ser comparadas    se os sujeitos possuem a mesma magnitude do tra&ccedil;o latente que est&aacute;    sendo medido.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">H&aacute; v&aacute;rios    m&eacute;todos utilizados ultimamente para a an&aacute;lise do comportamento    diferencial do item, que consideram o paradoxo de Simpson: Delta-plot, Mantel-Haenszel,    regress&atilde;o log&iacute;stica e uma t&eacute;cnica baseada na Teoria de    Resposta ao Item (TRI) (Alves, 2004; Andriola, 2001). Neste estudo, optamos    por utilizar o m&eacute;todo da TRI.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na TRI, um item    possui DIF quando a Curva Caracter&iacute;stica do Item (CCI) difere para dois    ou mais grupos, considerando o n&iacute;vel da vari&aacute;vel latente (Lord,    1980). A CCI, para dados dicot&ocirc;micos, expressa a partir de uma curva monot&ocirc;nica    crescente a probabilidade de acerto ao item de acordo com o aumento da magnitude    do construto avaliado (Hambleton, Swaminatham &amp; Rogers, 1991).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m da    compara&ccedil;&atilde;o das CCIs, na TRI, a an&aacute;lise de DIF pode ser    feita a partir da compara&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros dos itens (Cohen,    Kim &amp; Baker, 1993). Essa t&eacute;cnica foi proposta por Lord (1980) e define    que um item apresentar&aacute; DIF se o valor do par&acirc;metro <i>b</i> estimado    para uma popula&ccedil;&atilde;o possuir diferen&ccedil;as significativas com    o valor estimado em outra popula&ccedil;&atilde;o. Para tanto, &eacute; preciso    definir um grupo de refer&ecirc;ncia, que servir&aacute; como base de compara&ccedil;&atilde;o.    Neste estudo, essas duas t&eacute;cnicas foram utilizadas para analisar DIF,    considerando as vari&aacute;veis sexo e regi&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&eacute;todo</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Participantes</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para esse estudo    utilizamos a base de dados composta por 1.200 crian&ccedil;as participantes    da pesquisa de normatiza&ccedil;&atilde;o do teste SON-R 2&#189;-7&#91;a&#93;    no Brasil (Jesus, 2009). As crian&ccedil;as tinham entre 3 e 7 anos, com cerca    de 240 crian&ccedil;as em cada uma das cinco idades contempladas. Tamb&eacute;m    foi mantida uma divis&atilde;o igualit&aacute;ria entre os sexos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A amostra foi desenhada    considerando: o IDHM (&Iacute;ndice de Desenvolvimento Humana composto de tr&ecirc;s    fatores: renda, longevidade e educa&ccedil;&atilde;o) das cidades brasileiras,    a densidade de crian&ccedil;as na faixa et&aacute;ria do teste em cada regi&atilde;o,    a localiza&ccedil;&atilde;o das cidades (capital e interior), o tipo de escola    (p&uacute;blica ou particular) e a escolaridade. No total, foram 36 munic&iacute;pios    participantes de 13 estados brasileiros: Amazonas, Bahia, Cear&aacute;, Distrito    Federal, Goi&aacute;s, Maranh&atilde;o, Minas Gerais, Par&aacute;, Paran&aacute;,    Rio de Janeiro, Rio Grande do sul, S&atilde;o Paulo e Tocantins. Um detalhamento    maior sobre a amostra da pesquisa pode ser encontrado em Jesus (2009) e Laros,    Tellegen, Jesus e Karino (no prelo).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Instrumento</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O instrumento utilizado    foi o teste n&atilde;o-verbal de intelig&ecirc;ncia SON-R 2&#189;-7&#91;a&#93;,    que &eacute; a vers&atilde;o reduzida e normatizada para a popula&ccedil;&atilde;o    brasileira do teste n&atilde;o-verbal de intelig&ecirc;ncia SON-R 2&#189;-7,    vers&atilde;o europ&eacute;ia. O teste SON-R 2&#189;-7 foi normatizado e validado    na Holanda em 1998 com base em uma amostra de 1.124 crian&ccedil;as (Tellegen,    Winkel, Wijnberg-Williams &amp; Laros, 1998). Em 2008, foi realizada a normatiza&ccedil;&atilde;o    brasileira da vers&atilde;o reduzida do teste em uma amostra de 1.200 crian&ccedil;as    de todas as regi&otilde;es do pa&iacute;s (Jesus, 2009). O teste &eacute; de    aplica&ccedil;&atilde;o individual e sua vers&atilde;o reduzida &eacute; composta    por quatro subtestes: Mosaicos, Categorias, Situa&ccedil;&otilde;es e Padr&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No subteste Mosaicos,    a crian&ccedil;a precisa copiar padr&otilde;es de mosaicos em uma moldura utilizando    quadrados vermelhos, amarelos e vermelhos/amarelos. No subteste padr&otilde;es,    a crian&ccedil;a precisa copiar com um l&aacute;pis uma forma geom&eacute;trica.    Esses dois subtestes possuem, respectivamente, 15 e 16 itens, e comp&otilde;em    a escala de execu&ccedil;&atilde;o (SON-EE).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O subteste Categorias    &eacute; constitu&iacute;do por 15 itens. Nesse subteste a crian&ccedil;a precisa    escolher as figuras que possuem algo em comum com a categoria apresentada. Por    exemplo, s&atilde;o apresentadas tr&ecirc;s figuras de boneca que formam uma    categoria e a crian&ccedil;a precisa escolher entre 5 figuras, as duas que complementam    esta categoria. Por fim, o subteste Situa&ccedil;&otilde;es &eacute; composto    por 14 itens e exige que a crian&ccedil;a escolha a op&ccedil;&atilde;o que    melhor complete uma figura ou situa&ccedil;&atilde;o, de modo a deix&aacute;-la    consistente e coerente. Esses dois &uacute;ltimos subtestes comp&otilde;em a    escala de racioc&iacute;nio (SON-ER), racioc&iacute;nio concreto e abstrato.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As an&aacute;lises    de qualidade psicom&eacute;trica, fidedignidade e validade do instrumento foram    realizadas por Jesus (2009). Nessas an&aacute;lises, verificou-se boa consist&ecirc;ncia    interna do instrumento (fidedignidade m&eacute;dia de 0,92), adequada validade    de construto (confirma&ccedil;&atilde;o da estrutura e cargas fatoriais em m&eacute;dia    superiores a 0,40) e validade convergente (correla&ccedil;&atilde;o de 0,75    e 0,67 com WIPPSI-III e WISC-III, respectivamente) (Laros, Tellegen, Jesus e    Karino, no prelo).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Procedimento</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A coleta de dados    foi realizada na casa das crian&ccedil;as ou em institui&ccedil;&otilde;es como:    igrejas, escolas e creches. As institui&ccedil;&otilde;es foram selecionadas    por conveni&ecirc;ncia e as crian&ccedil;as foram selecionadas de acordo com    o crit&eacute;rio de idade. Os pais recebiam uma carta de explica&ccedil;&atilde;o    da pesquisa e, caso concordassem com a participa&ccedil;&atilde;o do seu filho,    assinavam o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No dia marcado,    um aplicador treinado comparecia &agrave; institui&ccedil;&atilde;o para a realiza&ccedil;&atilde;o    da avalia&ccedil;&atilde;o. Todas as aplica&ccedil;&otilde;es foram individuais    e realizadas em uma &uacute;nica se&ccedil;&atilde;o. Ao final, foi encaminhado    aos pais ou respons&aacute;veis um relat&oacute;rio com o desempenho da crian&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>An&aacute;lises    dos Dados</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As an&aacute;lises    foram realizadas considerando o sexo e a regi&atilde;o onde as crian&ccedil;as    residiam. Quando considerada a vari&aacute;vel sexo, o masculino foi o grupo    de refer&ecirc;ncia e o feminino o grupo focal. Na an&aacute;lise por regi&atilde;o,    o Sudeste foi o grupo de refer&ecirc;ncia e as demais regi&otilde;es, os grupos    focais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As an&aacute;lises    foram feitas com base no modelo log&iacute;stico de dois par&acirc;metros da    Teoria de Resposta ao Item (TRI) e para tanto foi utilizado o programa Bilog-MG    3.0. Para verifica&ccedil;&atilde;o de DIF foram comparados os par&acirc;metros    dos itens, e para aqueles itens que apresentaram DIF foi analisada tamb&eacute;m    a Curva Caracter&iacute;stica do Item (CCI).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao definir o grupo    de refer&ecirc;ncia no Bilog-MG 3.0 e realizando a calibra&ccedil;&atilde;o    conjunta, isto &eacute;, a equaliza&ccedil;&atilde;o com grupos m&uacute;ltiplos,    a escala de profici&ecirc;ncia do teste, bem como os resultados dos diferentes    grupos, se tornam compar&aacute;veis em uma m&eacute;trica comum.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para apresenta&ccedil;&atilde;o    dos resultados, primeiramente s&atilde;o mostradas as m&eacute;dias de cada    grupo na escala de QI (m&eacute;dia=100 e desvio-padr&atilde;o=15), para que    se tenha uma no&ccedil;&atilde;o geral da amostra utilizada. Posteriormente,    ser&atilde;o descritos os resultados da an&aacute;lise de DIF por sexo e, por    fim, os resultados da an&aacute;lise de DIF por regi&atilde;o. Nas an&aacute;lises    de DIF, iremos apresentar as compara&ccedil;&otilde;es dos par&acirc;metros    e a an&aacute;lise das diferen&ccedil;as. Somente para os itens que apresentaram    DIF ser&atilde;o realizadas as an&aacute;lises da CCI.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na <a href="/img/revistas/ptp/v28n1/03t01.jpg">Tabela    1</a> s&atilde;o apresentadas as estat&iacute;sticas descritivas das escalas    de execu&ccedil;&atilde;o (EE), de racioc&iacute;nio (ER) e do QI total do SON-R    2&#189;-7&#91;a&#93; de cada um dos grupos. Nota-se que o quantitativo de participantes    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vari&aacute;vel sexo &eacute; igualitariamente    dividido. J&aacute; o quantitativo de participantes por regi&atilde;o seguiu    proporcional &agrave; densidade de crian&ccedil;as nessa faixa et&aacute;ria    em cada localidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ainda em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; <a href="/img/revistas/ptp/v28n1/03t01.jpg">Tabela 1</a>, verificamos m&eacute;dias    e desvios-padr&atilde;o muito semelhantes entre os dois sexos, n&atilde;o apresentando    diferen&ccedil;as significativas (Teste <i>t</i>, considerando p=0,005). J&aacute;    a an&aacute;lise das m&eacute;dias por regi&atilde;o mostra diferen&ccedil;as    mais relevantes, sobretudo na escala de racioc&iacute;nio. A an&aacute;lise    de vari&acirc;ncia (ANOVA) indicou a exist&ecirc;ncia de alguma diferen&ccedil;a    entre as m&eacute;dias das cinco regi&otilde;es (p=0,005). Essa diferen&ccedil;a    era esperada, considerando as diferen&ccedil;as regionais existentes em nosso    pa&iacute;s e independentemente de DIF nos instrumentos de mensura&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na <a href="/img/revistas/ptp/v28n1/03t02.jpg">Tabela    2</a> apresentamos o par&acirc;metro <i>b</i> dos itens da escala de racioc&iacute;nio    de acordo com o grupo de refer&ecirc;ncia (GR= masculino) e focal (GF=feminino).    Podemos observar que dos 29 itens que comp&otilde;em a escala de racioc&iacute;nio,    11 possuem diferen&ccedil;as positivas, o que indica favorecimento ao GR e 18    possuem diferen&ccedil;as negativas, o que beneficia o GF. Entretanto, apenas    2 itens (CAT6 e SIT9) possuem diferen&ccedil;a significativa entre os par&acirc;metros    (p=0,001).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A an&aacute;lise    da CCI dos itens CAT6 e SIT9 mostra que a probabilidade de acerto foi maior    para o grupo feminino do que para o grupo masculino (<a href="/img/revistas/ptp/v28n1/03f01.jpg">Figura    1</a>). Nota-se tamb&eacute;m que o funcionamento diferencial &eacute; uniforme,    ou seja, em nenhum ponto do eixo da habilidade o grupo masculino tem maior probabilidade    de acerto do que o grupo feminino.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">J&aacute; na <a href="/img/revistas/ptp/v28n1/03t03.jpg">Tabela    3</a>, mostramos o par&acirc;metro <i>b</i> dos itens da escala de execu&ccedil;&atilde;o,    ainda de acordo com a vari&aacute;vel sexo. Nesta escala, temos uma divis&atilde;o    mais igualit&aacute;ria entre os grupos, sendo que 16 itens parecem favorecer    o GR (diferen&ccedil;a positiva) e 15 o GF (diferen&ccedil;a negativa). Dos    31 itens que comp&otilde;em a escala de execu&ccedil;&atilde;o, apenas tr&ecirc;s    apresentaram diferen&ccedil;as de par&acirc;metro significativas (p=0,001):    MOS4, MOS11 e PAD13. Ao contr&aacute;rio do ocorrido na escala de racioc&iacute;nio,    os tr&ecirc;s itens favorecem o GR, como pode ser visto na <a href="/img/revistas/ptp/v28n1/03f01.jpg">Figura    1</a>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os DIFs encontrados    na escala de execu&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m s&atilde;o uniformes, favorecendo    ao longo de toda a escala de habilidade o grupo masculino (<a href="/img/revistas/ptp/v28n1/03f01.jpg">Figura    1</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na <a href="/img/revistas/ptp/v28n1/03t04.jpg">Tabela    4</a>, as an&aacute;lises de DIF dos itens da escala de racioc&iacute;nio por    regi&atilde;o s&atilde;o apresentadas. Utilizamos como grupo de refer&ecirc;ncia    a regi&atilde;o Sudeste. A partir do c&aacute;lculo de signific&acirc;ncia (p=0,001),    tr&ecirc;s itens apresentaram DIF: CAT8, CAT14 e SIT7. Em todos os casos, o    GR (sudeste) foi beneficiado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s regi&otilde;es    norte, sul e nordeste, respectivamente. Vale destacar que nenhum item apresentou    DIF para todas as regi&otilde;es, simultaneamente nessa escala.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apesar da an&aacute;lise    de compara&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros ter apontado diferen&ccedil;a    significativa para esses tr&ecirc;s itens da escala de racioc&iacute;nio, a    an&aacute;lise da CCI indica que as diferen&ccedil;as s&atilde;o bastante sutis    (<a href="#f2">Figura 2</a>). Em especial no item CAT14 verificamos a aus&ecirc;ncia    de crian&ccedil;as na faixa de habilidade acima de 0,98, o que poderia explicar    a diferen&ccedil;a de funcionamento encontrada.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ptp/v28n1/03f02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na <a href="/img/revistas/ptp/v28n1/03t05.jpg">Tabela    5</a> est&atilde;o presentes os par&acirc;metros <i>b</i> dos itens da escala    de execu&ccedil;&atilde;o por regi&atilde;o. Verificamos a exist&ecirc;ncia    de dez itens com DIF (p=0,001): MOS11, PAD1, PAD4, PAD8, PAD9, PAD10, PAD11,    PAD12, PAD13 e PAD14, sendo que o PAD14 apresentou DIF nas quatro regi&otilde;es    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; regi&atilde;o Sudeste.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A an&aacute;lise    gr&aacute;fica dos itens com DIF na escala de execu&ccedil;&atilde;o (<a href="/img/revistas/ptp/v28n1/03f03.jpg">Figura    3</a>) nos permite observar que dos dez itens, apenas dois apresentam DIFs mais    relevantes (PAD4 e PAD14). O PAD4 possui um DIF uniforme, pois a probabilidade    de acertar o item da regi&atilde;o Centro-Oeste &eacute; sempre maior do que    das demais regi&otilde;es ao longo do espectro de habilidade. J&aacute; o PAD14,    parece ter probabilidades de acerto bastante diferente para as 5 regi&otilde;es.    Em ordem, as regi&otilde;es mais favorecidas foram: Norte, Sul, Nordeste, Sudeste    e por fim, Centro-Oeste.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nos demais oito    itens que apresentaram DIF, a an&aacute;lise gr&aacute;fica nos indica curvas    muito semelhantes, o que nos leva a questionar se h&aacute; realmente um funcionamento    diferencial. No Item MOS11, por exemplo, houve DIF da regi&atilde;o Centro-Oeste    porque ela foi comparada com a regi&atilde;o Sudeste, caso mudasse o grupo de    refer&ecirc;ncia, a diferen&ccedil;a poderia n&atilde;o ser significativa. Outro    fator que poderia estar relacionado &eacute; o quantitativo de crian&ccedil;as    que responderam aos itens. Nota-se que a maioria dos itens com DIF s&atilde;o    os do final dos subtestes e, portanto, mais dif&iacute;ceis e menos respondidos.    Inclusive os itens PAD15 e PAD 16 foram retirados automaticamente das an&aacute;lises    pelo programa Bilog-MG, por possu&iacute;rem poucas respostas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De modo geral,    na an&aacute;lise por sexo, encontramos dois itens com DIF na escala de racioc&iacute;nio    e tr&ecirc;s itens na escala de execu&ccedil;&atilde;o. Considerando o fato    que dificilmente uma prova ou teste ser&atilde;o totalmente isentos de DIF (Mu&ntilde;iz,    1997), esse quantitativo baixo de itens com funcionamento diferencial nos permite    concluir que o teste SON-R 2&#189;-7&#91;a&#93; &eacute; adequado para o uso    tanto com meninas quanto com meninos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nota-se que nos    itens com DIF, na escala de racioc&iacute;nio, as meninas possuem uma probabilidade    mais alta de acerto e, na escala de execu&ccedil;&atilde;o, os meninos passam    a ter uma probabilidade mais alta. Isso nos remete a uma discuss&atilde;o te&oacute;rica,    uma vez que existe a concep&ccedil;&atilde;o de que h&aacute; uma superioridade    masculina nos testes de habilidade espacial, enquanto que as mulheres possuem    vantagem nas tarefas relacionadas &agrave; habilidade verbal (Hogan, 2006; Jardine    &amp; Martin, 1983). No SON-R 2&#189;-7&#91;a&#93; n&atilde;o h&aacute; subtestes    verbais, mas a escala de racioc&iacute;nio possui similaridades com a escala    de processamento verbal (ambas avaliam racioc&iacute;nio abstrato) e a escala    de execu&ccedil;&atilde;o exige predominantemente o racioc&iacute;nio espacial,    o que condiz com a literatura e n&atilde;o necessariamente sugere impacto.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com rela&ccedil;&atilde;o    ao DIF por regi&atilde;o, verificamos a exist&ecirc;ncia de tr&ecirc;s itens    com DIF na escala de racioc&iacute;nio e 10 itens na escala de execu&ccedil;&atilde;o.    Como se tratam de cinco regi&otilde;es, a mudan&ccedil;a do grupo de refer&ecirc;ncia    pode levar a resultados diferentes. Assim, apesar de um quantitativo maior de    itens com DIF entre as regi&otilde;es, esses resultados devem ser interpretados    com cautela, uma vez que se trata de um teste validado para a realidade brasileira    com par&acirc;metros psicom&eacute;tricos muito robustos (ver Jesus, 2009).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na escala de execu&ccedil;&atilde;o    houve um n&uacute;mero maior de itens com DIF do que na escala de racioc&iacute;nio.    Esse resultado parece indicar que os estudos anteriores com o SON-R 5&#189;-17    (Tellegen &amp; Laros, 2004) e SON-R 2&#189;-7&#91;a&#93; (Jesus, 2009), que    buscaram analisar vieses nos itens dos testes SON, tiveram fun&ccedil;&atilde;o    importante para o aprimoramento do instrumento. Nesses estudos, foram feitas    diversas modifica&ccedil;&otilde;es justamente nos itens da escala de racioc&iacute;nio    a fim de diminuir os vieses culturais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por outro lado,    esses resultados tamb&eacute;m confirmam a afirma&ccedil;&atilde;o de que nem    todo item com DIF possui claramente um vi&eacute;s (Camilli &amp; Shepard, 1994),    uma vez que os itens da escala de execu&ccedil;&atilde;o s&atilde;o constitu&iacute;dos    basicamente por figuras abstratas e geom&eacute;tricas, que geralmente s&atilde;o    tidas como imparciais. Nesse caso, as diferen&ccedil;as entre os grupos podem-se    dever a fatores aleat&oacute;rios, n&atilde;o necessariamente relacionados a    vi&eacute;s cultural.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Neste estudo, t&iacute;nhamos    como objetivo identificar a presen&ccedil;a de DIF, de acordo com o crit&eacute;rio    de compara&ccedil;&atilde;o do par&acirc;metro <i>b</i> e com a an&aacute;lise    da CCI (Cohen, Kim &amp; Baker, 1993). N&atilde;o obstante, seria interessante    que novos estudos fossem realizados buscando aumentar o quantitativo de crian&ccedil;as    em cada regi&atilde;o ou utilizando outra t&eacute;cnica de detec&ccedil;&atilde;o    de DIF. &Eacute; por meio da detec&ccedil;&atilde;o de DIF que podemos aperfei&ccedil;oar    os testes e evitar que grupos sejam desfavorecidos (Hambleton, 1989).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em suma, esse estudo    visa contribuir para o campo da avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica de    crian&ccedil;as, pois se verifica nessa &aacute;rea muitas lacunas que precisam    ser atendidas (Noronha, Primi &amp; Alchieri, 2004; Oakland, Wechsler, Bensuan    &amp; Stafford, 1994). H&aacute; lacunas metodol&oacute;gicas, que dependem    de n&oacute;s pesquisadores para serem sanadas. Dessa forma, &eacute; preciso    reconhecer poss&iacute;veis falhas existentes nos testes e buscar aprimorar.    Existem tamb&eacute;m lacunas na pr&aacute;tica profissional, relacionadas &agrave;    escolha e ao modo de utiliza&ccedil;&atilde;o dos testes. Com rela&ccedil;&atilde;o    a essa &uacute;ltima, &eacute; preciso chamar a aten&ccedil;&atilde;o para o    fato de que ela somente ser&aacute; suprida com o apoio de toda a classe de    psic&oacute;logos usu&aacute;rios de testes. A melhoria da qualidade dos testes    psicol&oacute;gicos deve ser uma exig&ecirc;ncia de todos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Alves, C. B. (2004).    <i>Diferentes t&eacute;cnicas no estudo do Funcionamento Diferencial dos Itens:    uma an&aacute;lise com os dados do Exame Nacional de Cursos.</i> Disserta&ccedil;&atilde;o    de mestrado, Universidade de Bras&iacute;lia, Bras&iacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0102-3772201200010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Alves, I. C. B.    (2002). Instrumentos dispon&iacute;veis no Brasil para avalia&ccedil;&atilde;o    da intelig&ecirc;ncia. In R. Primi (Ed.), <i>Temas em avalia&ccedil;&atilde;o    psicol&oacute;gica</i> (pp. 80-102). Campinas, SP: Impress&atilde;o Digital    do Brasil Gr&aacute;fica e Editora Ltda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0102-3772201200010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Andriola, W. B.    (2000). Funcionamento diferencial dos itens (DIF): estudo com analogias para    medir racioc&iacute;nio verbal. <i>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica,    13</i>, 475-483.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0102-3772201200010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Andriola, W. B.    (2001). Descri&ccedil;&atilde;o dos principais m&eacute;todos para detectar    o funcionamento diferencial dos itens (DIF). <i>Psicologia: Reflex&atilde;o    e Cr&iacute;tica, 14</i>, 643-652.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0102-3772201200010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Camilli, G., &amp;    Shepard, L. A. (1994). <i>Methods for identifying biased test items</i>. Thousand    Oaks, CA: Sage Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0102-3772201200010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cohen, A. S., Kim,    S., &amp; Baker, F. B. (1993). Detection of differential item functioning in    the graded response model. <i>Applied Psychological Measurement, 17,</i> 335-350.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0102-3772201200010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hambleton, H. K.,    Swaminatham, H., &amp; Rogers, H. J. (1991). <i>Fundamentals of item response    theory.</i> Newbury Park, CA: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0102-3772201200010000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hambleton, R. K.    (1989). Principles and selected applications of item response theory. In R.    L. Linn (Ed.), <i>Educational measurement</i> (pp. 147-200). New York: Macmillan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0102-3772201200010000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hambleton, R. K.    (1990). Item response theory: introduction and biography. <i>Psicothema, 11</i>,    97-107.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0102-3772201200010000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hogan, T. P. (2006).    <i>Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; pr&aacute;tica de testes psicol&oacute;gicos</i>.    Rio de Janeiro: LTC - Livros e T&eacute;cnicos e Cient&iacute;ficos Editora    S.A.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0102-3772201200010000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hu, S., &amp; Oakland,    T. (1991). Global and regional perspectives on testing children and youth: an    empirical study. <i>International study of psychology</i>, <i>26</i>, 329-344.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0102-3772201200010000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Jardine, R., &amp;    Martin, N. G. (1983). Spatial ability and throwing accuracy. <i>Behavior Genetics,    13</i>, 331-340.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0102-3772201200010000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Jesus, G. R., de    (2009). <i>Normatiza&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o do teste n&atilde;o-verbal    de intelig&ecirc;ncia SON-R 2&#189;-7&#91;a&#93; para o Brasil.</i> Tese de    Doutorado, Universidade de Bras&iacute;lia, Bras&iacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0102-3772201200010000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Laros, J. A., Tellegen,    P. J., Jesus, G. R., de &amp; Karino, C. A. (no prelo). <i>SON-R 2&#189;-7&#91;a&#93;,    Teste n&atilde;o-verbal de intelig&ecirc;ncia. Manual com normatiza&ccedil;&atilde;o    e valida&ccedil;&atilde;o brasileira.</i></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Lord, E. M. (1980).    <i>Applications of item response theory to practical testing problems.</i> New    Jersey: Lawrence Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0102-3772201200010000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mu&ntilde;iz, J.    (1997). <i>Introducci&oacute;n a la teor&iacute;a de respuesta ao los items.</i>    Madrid: Pir&acirc;mide.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0102-3772201200010000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mu&ntilde;iz, J.,    Prieto, G., Almeida, L., &amp; Bartram, D. (1999). Test use in Spain, Portugal    and Latin American Countries. <i>European Journal of Psychological Assessment,    15</i>, 151-157.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0102-3772201200010000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Noronha, A. P.    P., &amp; Alchieri, J. C. (2002). Reflex&otilde;es sobre os instrumentos de    avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica. In R. Primi (Ed.), <i>Temas em avalia&ccedil;&atilde;o    psicol&oacute;gica</i> (pp. 7-16). Campinas, SP: Impress&atilde;o Digital do    Brasil Gr&aacute;fica e Editora Ltda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0102-3772201200010000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Noronha, A. P.    P., Primi, R., &amp; Alchieri, J. C. (2004). Par&acirc;metros psicom&eacute;tricos:    uma an&aacute;lise dos testes psicol&oacute;gicos comercializados no Brasil.    <i>Psicologia: Ci&ecirc;ncia e Profiss&atilde;o. 24</i>, 88-99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0102-3772201200010000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Noronha, A. P.    P., Vendramini, C. M. M., Cangu&ccedil;u, C., Souza, C. V. R. de, Cob&ecirc;ro,    C., Paula, L. M. de, Franco M. O. de, Lima, O. M. P. de, Guerra, P. B. C. de,    &amp; Filizatti, R. (2003). Propriedades psicom&eacute;tricas em manuais de    testes de intelig&ecirc;ncia. <i>Psicologia em Estudo, 8</i>, 93-99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0102-3772201200010000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Oakland, T., Wechsler,    S., Bensuan, E., &amp; Stafford, M. (1994). The construct of intelligence among    Brazilian children: An exploratory study. <i>School Psychology International,    15,</i> 361-370.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0102-3772201200010000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tellegen, P. J.,    &amp; Laros, J. A. (2004). Cultural bias in the SON-R test: Comparative study    of Brazilian and Dutch children. <i>Psicologia: Teoria e Pesquisa, 20</i>, 103-111.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0102-3772201200010000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tellegen, P., Winkel,    M., Wijnberg-Williams, B. J., &amp; Laros (1998). <i>Snijders-Oomen Nonverbal    Intelligence Test SON-R 2&#189;-7: Manual and research report</i>. The Netherlands:    Swets Test Publishers.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tellegen, P. J.,    &amp; Laros, J. A. (2005). <i>Fair assessment of children from cultural minorities:    a description of the SON-R non-verbal intelligence tests</i>. Slovakia: Paper    presented at the UNESCO seminar.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Thorndike, R. L.,    Hagen, E. P., &amp; Sattler J. M. (1986). <i>The Stanford-Binet intelligence    scale: Fourth edition technical manual.</i> Chicago: The Riverside Publishing    Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0102-3772201200010000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Van de Vijver,    F. J. R., &amp; Poortinga, Y. H. (1997). Testing in culturally heterogeneous    populations: when are cultural loadings undesirable? <i>European Journal of    Psychological Assessment, 8</i>, 17-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0102-3772201200010000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Wechsler, D. (2002).    <i>WISC-III - Escala de Intelig&ecirc;ncia Wechsler para Crian&ccedil;as</i>:    Manual/David Wechsler, 3ª. Ed.; Vera L&uacute;cia Marques de Figueiredo. S&atilde;o    Paulo: Casa do Psic&oacute;logo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0102-3772201200010000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Weiss, D. J. (1982).    Improving measurement quality and efficiency with adaptive testing. <i>Applied    Psychological Measurement, 6,</i> 473-492.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0102-3772201200010000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Zumbo, B. D. (2007).    Three generations of differential item functioning (DIF) analyses: Considering    where it has been, where it is now, and where it is going. <i>Language Assessment    Quarterly, 4</i>, 223-233.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0102-3772201200010000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Recebido em    14.03.2010    <br>   Primeira decis&atilde;o editorial em 24.08.2010    <br>   Vers&atilde;o final em 30.09.2010    <br>   Aceito em 26.10.2010</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back"></a><a href="#top">1</a>    Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia: Departamento de Psicologia Social    e do Trabalho, Instituto de Psicologia, Campus Darcy Ribeiro, Universidade de    Bras&iacute;lia, Bras&iacute;lia, DF. <i>E-mail</i>: <a href="mailto:camilaakarino@gmail.com">camilaakarino@gmail.com</a></font></p>      ]]></body><back>
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