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<journal-title><![CDATA[DELTA: Documentação de Estudos em Lingüística Teórica e Aplicada]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Intérpretes e confessionários como expressões de políticas linguísticas da Igreja voltadas à confissão]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Interpreters and confessionaries as expressions of linguistic policy of the Church related to confession]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this study was to analyse the linguistic policy of the Church with regard to confession in a multilingual context between the 16th and 18th Centuries. The documents used in the analysis included theological discussions in Europe about the legitimacy (or not) of the interpreter in this religious context, as well as confessionaries in indian languages during the evangelisation period carried out by the Spanish and the Portuguese. The confessions in indian languages were examined through their use of orientation signals used to guide the missionary in the dialogue with the penitent. The form of organization of the confessionaries in the Indian languages was a textual genre appropriate for learning a foreign language. In particular, we have compared the position of the Jesuits concerning the interpreter in two settings: before and after the establishment of a confessionary in Tupi. In conclusion, we examine the adaptations in the European discussion on the role of the interpreter brought about by the evangelisation of the Indians.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>ARTIGOS</b> ARTICLE</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Int&eacute;rpretes e confession&aacute;rios como express&otilde;es    de pol&iacute;ticas lingu&iacute;sticas da Igreja voltadas &agrave; confiss&atilde;o</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="3">Interpreters and confessionaries as expressions    of linguistic policy of the Church related to confession</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>C&acirc;ndida Barros</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Museu Em&iacute;lio Goeldi - Bel&eacute;m-Par&aacute;, E-mail: <a href="mailto:mcandida.barros@gmail.com">mcandida.barros@gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"> O objetivo do trabalho foi analisar a pol&iacute;tica    lingu&iacute;stica da Igreja em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; confiss&atilde;o em contexto multil&iacute;ngue entre os    s&eacute;culos XVI e XVIII. As fontes documentais  utilizadas na an&aacute;lise foram as discuss&otilde;es    teol&oacute;gicas europeias a respeito da legitimidade (ou n&atilde;o) do  int&eacute;rprete nesse    contexto religioso e os confession&aacute;rios em l&iacute;nguas ind&iacute;genas  produzidos  pela    evangeliza&ccedil;&atilde;o espanhola e portuguesa. Os confession&aacute;rios nas l&iacute;nguas ind&iacute;genas    foram observados  pelas marcas gr&aacute;ficas usadas para guiar o mission&aacute;rio no di&aacute;logo    com o penitente. A forma de organiza&ccedil;&atilde;o dos confession&aacute;rios nas l&iacute;nguas ind&iacute;genas    foi a de um g&ecirc;nero textual voltado para o aprendizado de l&iacute;ngua estrangeira.    Em particular, foram comparadas as posi&ccedil;&otilde;es dos jesu&iacute;tas no Brasil em rela&ccedil;&atilde;o    ao int&eacute;rprete em duas conjunturas, antes e depois da fixa&ccedil;&atilde;o de um confession&aacute;rio    tupi. Na conclus&atilde;o, foram observadas as adapta&ccedil;&otilde;es que a discuss&atilde;o europeia    a respeito do int&eacute;rprete recebeu na evangeliza&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndios.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> confiss&atilde;o; int&eacute;rprete    lingu&iacute;stico; confession&aacute;rios; &iacute;ndios.</font></p> <hr size="1" noshade>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">The aim of this study was to analyse the linguistic    policy of the Church with  regard to confession in a multilingual context between    the 16<sup>th</sup> and 18<sup>th</sup> Centuries. The documents used in the    analysis included theological discussions in Europe about the legitimacy (or    not) of the interpreter in this religious context, as well as confessionaries    in indian  languages during the evangelisation period carried out by the Spanish    and the Portuguese. The confessions in indian languages were examined through    their use of orientation signals used to guide the missionary in the dialogue    with the penitent. The form of organization of the confessionaries in the Indian    languages was a textual genre appropriate for learning a foreign language. In    particular, we have compared the position of the Jesuits concerning the interpreter    in two settings: before and after the establishment of a confessionary in Tupi.    In conclusion, we examine the adaptations in the European discussion on the    role of the interpreter brought about by the evangelisation of the Indians.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key-words: </b>confession; interpreter; confessionaries;    Indians.</font></p>   <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>1. Objetivos<a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title=""><sup>1</sup></a></b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O que um padre deveria fazer quando tivesse que    confessar um penitente a quem n&atilde;o entendia linguisticamente?  Deveria confessar    com ajuda de um int&eacute;rprete? Poderia aceitar a redu&ccedil;&atilde;o da verbaliza&ccedil;&atilde;o dos pecados?    Ou, ainda, poderia absolver o penitente apenas pelos seus sinais gestuais de    contri&ccedil;&atilde;o, sem entender o que ele lhe falava? Para um confessor, era importante    que as d&uacute;vidas em rela&ccedil;&atilde;o a como proceder na confiss&atilde;o em contexto multil&iacute;ngue    fossem resolvidas por envolverem sua consci&ecirc;ncia. Ele estaria pecando se absolvesse    indevidamente o penitente ou se deixasse de confess&aacute;-lo quando deveria faz&ecirc;-lo.    </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As d&uacute;vidas sobre como proceder na confiss&atilde;o em    situa&ccedil;&otilde;es com barreiras lingu&iacute;sticas pareceriam espec&iacute;ficas de um mission&aacute;rio    em alguma col&ocirc;nia portuguesa ou espanhola. Por&eacute;m, essas discuss&otilde;es foram pr&oacute;prias    do confessor na Europa, um continente pluril&iacute;ngue. O debate teol&oacute;gico europeu    repercutiu entre os mission&aacute;rios nas col&ocirc;nias, que o readaptaram para a situa&ccedil;&atilde;o    da confiss&atilde;o dos africanos trazidos como escravos (Sandoval 1627) e dos &iacute;ndios.     Neste trabalho restringiremos a an&aacute;lise &agrave; literatura confessional direcionada    aos &iacute;ndios. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Algumas das estrat&eacute;gias comunicativas discutidas    pela literatura confessional europeia e mission&aacute;ria sobre a confiss&atilde;o em contextos    de diversidade lingu&iacute;stica entre confessor e penitente foram: </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">a) a obrigatoriedade ou n&atilde;o de o penitente ter    de confessar por int&eacute;rprete quando o confessor n&atilde;o o compreendesse.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">b) a aceita&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o por parte do confessor    da redu&ccedil;&atilde;o da verbaliza&ccedil;&atilde;o dos pecados mortais na confiss&atilde;o. Essa estrat&eacute;gia    era definida como "dimidiar" os pecados, ou seja, <b>"</b>recibir la absolucion,    sin aver manifestado todos los pecados graves, que ocurren &agrave; la memoria" (Tapia    1723:149).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">c) a aceita&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o de se fazer uso unicamente    de sinais gestuais para relatar os pecados ou para expressar contri&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Essas duas &uacute;ltimas op&ccedil;&otilde;es representavam um afrouxamento    das condi&ccedil;&otilde;es de integridade da confiss&atilde;o, que determinavam que todos os pecados    fossem confessados (verbalizados) ao padre sob pena de n&atilde;o se obter a absolvi&ccedil;&atilde;o.    As tr&ecirc;s estrat&eacute;gias comunicativas n&atilde;o eram excludentes e poderiam ser combinadas.    Por exemplo, alguns defendiam dimidiar a confiss&atilde;o quando esta fosse intermediada    por um int&eacute;rprete. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Uma solu&ccedil;&atilde;o estabelecida pela evangeliza&ccedil;&atilde;o para    a confiss&atilde;o com barreiras lingu&iacute;sticas foi a elabora&ccedil;&atilde;o de confession&aacute;rios em    l&iacute;nguas ind&iacute;genas, estruturados por meio de perguntas que pediam apenas sim    ou n&atilde;o como resposta.  Esse g&ecirc;nero textual ganhou a forma de um roteiro de di&aacute;logo    para a confiss&atilde;o tornando o mission&aacute;rio independente da figura do int&eacute;rprete.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As posi&ccedil;&otilde;es defendidas pelos te&oacute;logos a respeito    de como proceder nas confiss&otilde;es em que padre e penitente n&atilde;o possu&iacute;am a mesma    l&iacute;ngua e as solu&ccedil;&otilde;es textuais estabelecidas pelos mission&aacute;rios para essas situa&ccedil;&otilde;es    ser&atilde;o definidas como express&otilde;es de pol&iacute;ticas lingu&iacute;sticas da Igreja.  Uma institui&ccedil;&atilde;o    t&atilde;o extensa e diferenciada como a Igreja n&atilde;o possu&iacute;a um consenso em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; pol&iacute;tica lingu&iacute;stica a ser usada na confiss&atilde;o. As diverg&ecirc;ncias entre os te&oacute;logos    apontam para a falta de consenso sobre esse tema. Tamb&eacute;m as bulas papais foram    vacilantes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; figura do int&eacute;rprete na confiss&atilde;o. O Papa Pio V (1566-1572)    permitiu a presen&ccedil;a do int&eacute;rprete na confiss&atilde;o (Hernaez 1879), enquanto o Papa    Clemente VIII (1592-1605) proibiu essa intermedia&ccedil;&atilde;o em 1602 (Pardo 2004). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O tema da confiss&atilde;o por int&eacute;rprete entre os s&eacute;culos    XVI e XVIII ser&aacute; analisado por meio de tr&ecirc;s t&oacute;picos:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">a) exemplifica&ccedil;&atilde;o desse debate teol&oacute;gico em autores    de manuais de penit&ecirc;ncia dos s&eacute;culos XVI e XVIII.  Dois autores ser&atilde;o revistos    em detalhes. Um deles &eacute; Martin de Azpilcueta Navarro, autor do <i>Manual de    confessor e penitente </i> (1ª  edi&ccedil;&atilde;o em portugu&ecirc;s em 1549). Esse livro foi    uma refer&ecirc;ncia importante para confessores na Europa e nas col&ocirc;nias entre os    s&eacute;culos XVI e XVII. O outro te&oacute;logo &eacute; Alonso de la Pe&ntilde;a Montenegro, autor de    <i>Itinerario para p&aacute;rrocos de indios</i>, obra muito difundida entre mission&aacute;rios    das evangeliza&ccedil;&otilde;es espanhola e portuguesa no s&eacute;culo XVIII.  </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">b) an&aacute;lise dos confession&aacute;rios em l&iacute;nguas ind&iacute;genas    como um g&ecirc;nero textual voltado a tornar o mission&aacute;rio independente do int&eacute;rprete    na confiss&atilde;o. Eles foram organizados como instrumentos pedag&oacute;gicos das l&iacute;nguas    dos &iacute;ndios.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">c) exposi&ccedil;&atilde;o das posi&ccedil;&otilde;es dos jesu&iacute;tas no Brasil    em rela&ccedil;&atilde;o ao int&eacute;rprete na confiss&atilde;o em duas conjunturas. Uma delas se refere    aos primeiros anos da evangeliza&ccedil;&atilde;o, quando n&atilde;o havia ainda a formula&ccedil;&atilde;o de    um confession&aacute;rio tupi escrito dispon&iacute;vel para os mission&aacute;rios. Nesse per&iacute;odo,    houve um debate entre o provincial jesu&iacute;tico e o bispo sobre a conveni&ecirc;ncia    do int&eacute;rprete na confiss&atilde;o. A segunda conjuntura a ser abordada ser&aacute; a primeira    metade do s&eacute;culo XVIII na Amaz&ocirc;nia, quando o confession&aacute;rio tupi j&aacute; estava formulado    no formato breve e longo. Nesse per&iacute;odo,  ser&aacute; dado foco &agrave; maneira pela qual    os jesu&iacute;tas confessavam os grupos ind&iacute;genas n&atilde;o tupi. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="3">2. Exemplos da discuss&atilde;o sobre o int&eacute;rprete    na literatura confessional europeia no s&eacute;culo XVI</font></b></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nenhuma outra situa&ccedil;&atilde;o de comunica&ccedil;&atilde;o entre padres    e fi&eacute;is suscitou o debate sobre o int&eacute;rprete como ocorreu na confiss&atilde;o. Na literatura    confessional europeia, a confiss&atilde;o em contexto multil&iacute;ngue foi tratada juntamente    com os casos nos quais os penitentes eram surdos, moribundos ou estivessem sob    a imin&ecirc;ncia de um naufr&aacute;gio. O comum a todas essas situa&ccedil;&otilde;es era a falta de    condi&ccedil;&otilde;es para uma comunica&ccedil;&atilde;o plena e em segredo entre o confessor e o penitente.    Essas quest&otilde;es se tornaram problemas no momento em que o Conc&iacute;lio de Latr&atilde;o    (1215-1216) transformou a confiss&atilde;o de p&uacute;blica (estabelecida entre o penitente    e a comunidade) para privada e secreta (entre confessor e penitente). Essa mudan&ccedil;a    ocorreu no bojo da expans&atilde;o dos sacramentos e da teoria do sacerdotalismo, que    acentuavam o papel do padre como intermedi&aacute;rio divino na absolvi&ccedil;&atilde;o dos pecados    (Almeida 1992:14). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As diferentes pr&aacute;ticas relativas &agrave; confiss&atilde;o    deram origem a diferentes g&ecirc;neros textuais. Os Penitenciais haviam surgido para    auxiliar a confiss&atilde;o p&uacute;blica atrav&eacute;s da enumera&ccedil;&atilde;o das san&ccedil;&otilde;es externas que    o fiel deveria fazer para obter a absolvi&ccedil;&atilde;o. Esse g&ecirc;nero de obra proliferou    no s&eacute;culo X. Os confession&aacute;rios, por sua vez, surgiram para preparar os padres    para a confiss&atilde;o por meio do di&aacute;logo privado com o penitente. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Um exemplo de discuss&atilde;o teol&oacute;gica no s&eacute;culo XVI    em rela&ccedil;&atilde;o a como o confessor deveria proceder em situa&ccedil;&otilde;es multil&iacute;ngues &eacute; o    <i>Manual de Confessores e Penitentes,</i> de Martin de Azpilcueta Navarro (1492-1586).    O livro foi traduzido para v&aacute;rias l&iacute;nguas europeias chegando a 92 edi&ccedil;&otilde;es at&eacute;    o s&eacute;culo XVII. Contam-se pelo menos dez edi&ccedil;&otilde;es desse livro entre os anos de    1553 e 1565, e 15 tradu&ccedil;&otilde;es para o latim at&eacute; 1605 (Delumeau 1991:74). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O sucesso do <i>Manual</i> de Navarro n&atilde;o se    limitou aos confessores na Europa. Tamb&eacute;m nas col&ocirc;nias portuguesas e espanholas,    o livro foi refer&ecirc;ncia para a confiss&atilde;o dos crist&atilde;os rec&eacute;m-convertidos. Na &Iacute;ndia,    a casa jesu&iacute;tica de Goa recomendava que o <i>Manual</i> de Navarro fosse um    dos poucos livros que os mission&aacute;rios poderiam ter. Os superiores eram orientados    para que permitissem que os confessores possu&iacute;ssem uma "summa de Navarro":</font></p>     <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">"N&atilde;o tenham os nossos multid&atilde;o de livros, ainda      que sej&atilde;o dados por seculares, nem levem mal o tirarem-lhe os superiores,      nem lhos deixarem levar de huma parte pera a outra. Deixem-lhe porem os superiores      os necess&aacute;rios, como s&atilde;o huma summa de Navarro aos confesssores e huma B&iacute;blia      e huma Escritura aos pregadores" (1594 apud Wicki 1980:441). </font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">No Jap&atilde;o, tamb&eacute;m havia disponibilidade da obra    de Navarro na biblioteca jesu&iacute;tica. Em 1556, existiam oito exemplares em um    per&iacute;odo em que s&oacute; havia quatro padres (Gay 1960:364). No M&eacute;xico, a partir do    segundo Conc&iacute;lio Mexicano (1565), e na Guatemala, durante o S&iacute;nodo de 1566,    o <i>Manual</i> de Navarro foi indicado como obra necess&aacute;ria a todo confessor    de &iacute;ndios (" a los menos tengan la Biblia y algunos sermonarios y el <i>Manual</i>    de Navarro o la <i>Summa</i><i> caietana</i> o <i>Sylvestrina</i>" apud Baciero    1995:65).           </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Alguns dos jesu&iacute;tas que chegaram ao Brasil em    1549 eram  pr&oacute;ximos de Navarro. Um deles era Juan Azpilcueta Navarro (1522-1557),    seu sobrinho. O outro era Manuel da N&oacute;brega (1517-1570), seu antigo aluno na    Universidade de Coimbra e primeiro provincial dos jesu&iacute;tas no Brasil. N&oacute;brega    manteve correspond&ecirc;ncia com Navarro, a quem fazia consultas sobre os casos de    consci&ecirc;ncia suscitados na convers&atilde;o dos &iacute;ndios no Brasil. H&aacute; correspond&ecirc;ncia    de N&oacute;brega para o te&oacute;logo, no ano da vinda do jesu&iacute;ta para o Brasil (Leite 1956:    vol.1:132).  </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Navarro faz refer&ecirc;ncias &agrave; evangeliza&ccedil;&atilde;o jesu&iacute;tica    no Brasil em seu <i>manual</i>, ao incluir a discuss&atilde;o sobre a legalidade ou    n&atilde;o da compra dos &iacute;ndios cativos  pelos colonos  (" por esta rezam se podia    salvar os Christ&atilde;os, que no Brasil &amp; outras partes compr&atilde; &amp;  vendem    os negros, que seus immigos querem matar pera os comer, ainda que de si sejam     livres, &amp; sejam mal presos" Navarro 1560:481) </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Navarro foi um defensor da legitimidade do uso    do int&eacute;rprete sempre que o  penitente estivesse impedido de confessar "por si".     Para Navarro, essa era uma tradi&ccedil;&atilde;o da Igreja:"Porque a polo interprete feyta,    sempre se usou, &amp; se usa na ygreja: &amp; a que por escrito se faz de presente    a presente" (Navarro 1560:352). A aceita&ccedil;&atilde;o do int&eacute;rprete em Navarro n&atilde;o se    restringia &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de risco de vida, como alguns te&oacute;logos defendiam, mas    em qualquer contexto em que houvesse barreiras lingu&iacute;sticas entre confessor    e penitente.       </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Exemplos de confession&aacute;rios contempor&acirc;neos ao    de Azpilcueta Navarro, por&eacute;m pouco favor&aacute;veis &agrave; presen&ccedil;a do int&eacute;rprete, foram     <i>Summa Caietana</i> (1566) e  <i>Breve instrucci&oacute;n de como se ha de administrar    el sacramento dela penitencia,</i>  de Bartolom&eacute; de Medina (1582). Essas duas    obras propunham outras estrat&eacute;gias comunicativas na situa&ccedil;&atilde;o de confiss&atilde;o com    barreiras lingu&iacute;sticas; por exemplo, os penitentes poderiam reduzir a verbaliza&ccedil;&atilde;o    dos pecados ou ainda poderiam ser absolvidos apenas pelo ato de contri&ccedil;&atilde;o. Para    a <i>Summa Caietana</i> (1566), o penitente poderia fazer uso do int&eacute;rprete    quando ele estivesse em perigo de vida, mas ainda nessa situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o era obrigado    a faz&ecirc;-lo:</font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">&#91;..&#93; qu&atilde;do o confessor n&atilde; intende a lingoa      do penitente (por serem de na&ccedil;&otilde;es diversas) ent&atilde; se o penitente se quer c&otilde;fessar      por int&eacute;rprete, sua confissam he valida: mas ninguem o obriga a que per interprete      se confesse: porque ninguem he obrigado por outrem se confessar, senam soo      per si mesmo  (<i>Summa</i> 1566:87v)</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Para o te&oacute;logo Bartolom&eacute; de Medina (1582), se    n&atilde;o houvesse disponibilidade de intermedi&aacute;rio lingu&iacute;stico em uma situa&ccedil;&atilde;o de    risco de vida do penitente, este poderia reduzir a verbaliza&ccedil;&atilde;o dos seus pecados    na sua confiss&atilde;o, deixando de fora parte dos pecados, ainda que o confessor    n&atilde;o entendesse o que ele dizia: </font></p>     <blockquote>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Vienese a confessar a esta casa un frances,      o aleman, y llama un castellano para que le confiesse, el qual no sabe  bien      su lengua, de  suerte, que en la confession no le entendera, sino qual, o      qual peccado: preguntase si le podra oyr de confession, y absolverle? De lo      dicho se collige que en el articulo de la muerte lo puede, y deue hazer no      auiendo otro a mano, mostrando el penitente dolor delo que ha dicho y hecho      (Medina 1582:228)</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Fora de situa&ccedil;&otilde;es de risco de vida, Medina considerava    que o confessor pecaria se viesse a absolver o penitente com apenas a redu&ccedil;&atilde;o    da verbaliza&ccedil;&atilde;o dos pecados:</font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">Pero no estando en esta necessidad &#91;amea&ccedil;a      de morte&#93;, no la ha de absolver, sino embiarle a otro que le entienda, y si      nolo ay en casa, que lo procure en otra parte, porque de otra manera peccara      el confessor en absolverlo, por causa de ponerse a peligro de absolver al      que no sabe, si trae buena disposicion, ni que peccados ha hecho  (Medina      1582:228).</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Medina transp&ocirc;s sua discuss&atilde;o sobre a confiss&atilde;o    com barreiras lingu&iacute;sticas para a situa&ccedil;&atilde;o da evangeliza&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndios.  Ele    desaprovava a pr&aacute;tica dos mission&aacute;rios de absolverem os &iacute;ndios sem compreenderem    as l&iacute;nguas destes ("De aqui se sigue, que el que confessare a los &Iacute;ndios, no    sabiendo bien su lengua: si los Indios no saben la Espa&ntilde;ola, peccara por las    razones sobredichas" Medina 1582:263). O coment&aacute;rio de Medina deixa entrever    que a absolvi&ccedil;&atilde;o estava sendo dada aos &iacute;ndios sem ser necess&aacute;ria a compreens&atilde;o    do que era dito pelo penitente. Essa teria sido uma das tend&ecirc;ncias da  pol&iacute;tica    lingu&iacute;stica dos mission&aacute;rios no s&eacute;culo XVI a respeito da confiss&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="3">3. A repercuss&atilde;o do debate sobre os int&eacute;rpretes    no mundo colonial: "Itinerario de p&aacute;rroco de indios", de Pe&ntilde;a Montenegro</font></b></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O galego Alonso de la Pe&ntilde;a Montenegro (1596-1687)    foi  reitor da Universidade de Santiago de Compostela, antes de ser bispo do    Equador entre 1654 e 1687. Sua experi&ecirc;ncia acad&ecirc;mica anterior &agrave; de bispo de    jurisdi&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena o levou a escrever um tratado de teologia dirigido especificamente    para os padres com atua&ccedil;&atilde;o entre os &iacute;ndios, como menciona o t&iacute;tulo da obra (<i>Itinerario    de p&aacute;rroco de indios)</i>.  Ele faz in&uacute;meras refer&ecirc;ncias a te&oacute;logos e moralistas    europeus. Segundo Bacieiro (1995:107), Montenegro cita 268 autores s&oacute; nos dois    primeiros volumes, grande parte deles por cita&ccedil;&atilde;o indireta. Montenegro teria    consultado extensivamente 34 desses autores, um dos quais Azpilcueta Navarro,    mencionado 35 vezes nas se&ccedil;&otilde;es analisadas por Bacieiro (1995).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O livro de Montenegro teve muita difus&atilde;o entre    os mission&aacute;rios.  Em cem anos, foi reimpresso seis vezes (1668,1678,1698,1730,1754,1771).    A repercuss&atilde;o da obra de Montenegro pode ser acompanhada pelas v&aacute;rias cita&ccedil;&otilde;es    do livro desse autor em diversas publica&ccedil;&otilde;es sobre l&iacute;nguas ind&iacute;genas elaboradas    pela evangeliza&ccedil;&atilde;o espanhola e portuguesa. H&aacute; cita&ccedil;&otilde;es da obra de Montenegro    em trabalhos sobre o nahuatl (Villacencio 1692, P&eacute;rez 1713), o qu&eacute;chua (Torres    Rubio 1745), o cumanagota (Tapia 1732), o opata (Aguirre 1765) e as l&iacute;nguas    coahuitecas (Garcia 1760). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Tamb&eacute;m entre os jesu&iacute;tas no Brasil houve leitores    de Pe&ntilde;a Montenegro. O padre Luis Vicencio Mamiani, autor de um catecismo kiriri    (1698), se baseia no bispo do Equador ao discutir sobre impedimentos de casamentos    de &iacute;ndios. Um catecismo tupi manuscrito do s&eacute;culo XVIII, de uso na Amaz&ocirc;nia,    segue Montenegro ao apresentar o calend&aacute;rio de dias de guarda para os &iacute;ndios    (An&ocirc;nimo 1750:412).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Outro leitor de Montenegro foi o jesu&iacute;ta an&ocirc;nimo    autor do confession&aacute;rio tupi de 1751, empregado em miss&otilde;es no Par&aacute;. Esse mission&aacute;rio    n&atilde;o faz refer&ecirc;ncia expl&iacute;cita ao bispo do Equador, mas ele reproduz um trecho    do bispo ao discutir de que maneira o confessor deveria perguntar sobre quantifica&ccedil;&atilde;o    dos pecados ao penitente ind&iacute;gena.  </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o ao tema da intermedia&ccedil;&atilde;o lingu&iacute;stica    na confiss&atilde;o, Montenegro adaptou  a discuss&atilde;o europeia para o contexto no qual    o penitente era um &iacute;ndio. Um cap&iacute;tulo do livro de Montenegro tem como t&iacute;tulo    a  pergunta "Si es licito confessar por int&eacute;rprete a los &iacute;ndios, cuando el cura    no sabe la lengua" (Pe&ntilde;a Montenegro 1996:vol.II:135). Montenegro responde &agrave;    quest&atilde;o por meio de uma argumenta&ccedil;&atilde;o teol&oacute;gica com v&aacute;rias refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas.    </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ele apresenta inicialmente a posi&ccedil;&atilde;o de um grupo    de te&oacute;logos - entre eles Caetano e Medina (Pe&ntilde;a Montenegro 1996:vol.II:136)     - que defendiam  que o penitente n&atilde;o estava obrigado a se confessar por int&eacute;rprete,    ainda que estivesse &agrave; beira da morte. Nesse contexto, a absolvi&ccedil;&atilde;o seria dada    apenas pelos sinais externos de contri&ccedil;&atilde;o (n&atilde;o verbaliza&ccedil;&atilde;o dos pecados). </font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">Y aun en este caso &#91;na hora da morte&#93;, donde      se aventura tanto, hay graves doctores que dicen que no obliga la confesion      por int&eacute;rprete, sino que haga un acto de contrici&oacute;n, y se deje morir, si no      quiere. As&iacute; lo dicen Vazquez, Conink, Cayetano, Soto, Ledesma, Victoria, Medina,      Mayor, Paludano, Su&aacute;rez, Valencia y otros (Pe&ntilde;a Montenegro 1996:II:136).</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Montenegro exemplifica casos que se ajustariam    &agrave; posi&ccedil;&atilde;o de absolvi&ccedil;&atilde;o sem intermedia&ccedil;&atilde;o do int&eacute;rprete. Um padre que tivesse    pecado mortalmente poderia rezar a missa sem ter se confessado, no caso de dispor    apenas de um confessor que n&atilde;o soubesse sua l&iacute;ngua. Nessa situa&ccedil;&atilde;o, bastaria    que ele fizesse o "acto de contricion, aunque tenga int&eacute;rprete por cuyo medio    puediese ser entendido y confesarse" (Pe&ntilde;a Montenegro 1996:vol.II:135). Tamb&eacute;m    um fiel poderia comungar na p&aacute;scoa sem confiss&atilde;o no caso de ele s&oacute; dispor de    um padre que n&atilde;o o compreendesse linguisticamente:</font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">Lo mismo se entiende, cuando los fieles han      de comulgar por pascua: que, si el sacerdote que tiene no los entiende para      poderlos confesar, estar&aacute;n excusados de confesarse, porque la confesi&oacute;n por      int&eacute;rprete no los obliga (Pe&ntilde;a Montenegro 1996:vol.II:135)</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Montenegro considera que a posi&ccedil;&atilde;o de evitar    o int&eacute;rprete e ao mesmo tempo aceitar a absolvi&ccedil;&atilde;o apenas pelos gestos contritos    do penitente era "prov&aacute;vel especulativamente", por&eacute;m invi&aacute;vel no caso dos &iacute;ndios    por eles serem r&uacute;sticos. R&uacute;stico ou miser&aacute;vel era uma categoria jur&iacute;dica usada    tamb&eacute;m nos confession&aacute;rios europeus (Pascual 1995:27) e transposta pelo Conc&iacute;lio    Limense como defini&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndios. A defini&ccedil;&atilde;o de r&uacute;sticos retirava o valor    de veracidade dos enunciados das pessoas definidas como tal, como nas considera&ccedil;&otilde;es    do jurista Juan Sol&oacute;rzano Pereyra: </font></p>     <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">como en los rusticos se escuse en los Indios,      quanto fuere possible, que no se les pida , ni tome juramento en sus causas      &ograve; pleytos por el peligro, &ograve; riesgo, en que los ponemos, de que se perjuren      con facilidad, como personas, que no hacen bastante concepto de la fuerza      del juramento, ni de la obligacion de decir verdad. (Sol&oacute;rzano Pereyra 1736:207).</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Montenegro negava que os &iacute;ndios, enquanto r&uacute;sticos,    fossem capazes de ter arrependimento dos pecados, e portanto era necess&aacute;ria     a presen&ccedil;a do intermedi&aacute;rio na confiss&atilde;o:</font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">Y as&iacute; digo que todas las veces que por la incapacidad      del penitente se duda que har&aacute; acto de contrici&oacute;n, est&aacute; obligado por precepto      divino y natural de propria caridad a confesar por int&eacute;rprete, para asegurar      su salvaci&oacute;n (Pe&ntilde;a Montenegro 1996:vol.II:136).</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Para Montenegro, o int&eacute;rprete era necess&aacute;rio    na confiss&atilde;o, ainda que o preceito do sigilo n&atilde;o fosse poss&iacute;vel de ser mantido    nessa situa&ccedil;&atilde;o. Era prefer&iacute;vel que o penitente perdesse a sua honra, devido    &agrave;s revela&ccedil;&otilde;es que o int&eacute;rprete faria do conte&uacute;do da confiss&atilde;o, a que ficasse    sem a absolvi&ccedil;&atilde;o dos pecados por n&atilde;o t&ecirc;-los verbalizado. Como atenuante, Montenegro    aceitava que o penitente deixasse de contar todos os seus pecados (dimidiar)    nas situa&ccedil;&otilde;es de confiss&atilde;o por int&eacute;rprete:</font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">Y si hallare que el penitente tiene en esto      &#91;confessar por int&eacute;rprete&#93; dificultad, podr&aacute; persuadirle a que se confiese      de algunos pecados, los que menos infamia y empacho le pueden causar, y as&iacute;      absolverlo sin que diga los dem&aacute;s, que perdonados los que confes&oacute; <i>directe</i>,      quedar&aacute;n absueltos <i>indirecte</i> los otros. (Pe&ntilde;a Montenegro 1996:vol.II:36)</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Montenegro orientava os p&aacute;rocos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s    categorias que poderiam participar como int&eacute;rpretes das confiss&otilde;es. Por ordem    de prefer&ecirc;ncia ele propunha o espanhol, o mesti&ccedil;o e o homem ind&iacute;gena. Mulheres    e b&ecirc;bados n&atilde;o deveriam ser escolhidos por n&atilde;o serem capazes de guardar segredo.    A forma de manter o sigilo da confiss&atilde;o por parte do int&eacute;rprete seria amea&ccedil;ar    com a&ccedil;oites e corte do cabelo aqueles que tornassem p&uacute;blicos os pecados que    tinham ouvido ao servirem como intermedi&aacute;rios:</font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">Finalmente, se escoja el que fuere de m&aacute;s entendimiento      y capacidad, advirti&eacute;ndole primero de la obligaci&oacute;n estrecha que tiene de      guardar secreto, pena de pecado mortal muy grave. Y porque &eacute;stos m&aacute;s hacen      por miedo que por amor, har&aacute; prudentemente el cura que al int&eacute;rprete le diga      que, fuera de ser ofensa de Dios, se enojar&aacute; mucho con &eacute;l, y que, en sabiendo       que ha descubierto algo de lo que oy&oacute;, le ha de castigar azot&aacute;ndolo y trasquil&aacute;ndolo      en p&uacute;blico (Pe&ntilde;a Montenegro 1996:vol.II:137)</font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Por fim, &eacute; importante observar que a argumenta&ccedil;&atilde;o    de Montenegro a favor do int&eacute;rprete n&atilde;o estava direcionada a qualquer l&iacute;ngua    ind&iacute;gena. Para as l&iacute;nguas gerais da evangeliza&ccedil;&atilde;o, havia, &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o, os confession&aacute;rios,    que permitiriam aos mission&aacute;rios confessarem sem intermedia&ccedil;&atilde;o do int&eacute;rprete.    Apenas para os &iacute;ndios que n&atilde;o falavam a l&iacute;ngua geral seria aceit&aacute;vel um intermedi&aacute;rio.    Dessa maneira, Pe&ntilde;a Montenegro readaptou a discuss&atilde;o teol&oacute;gica europeia sobre    a legitimidade do int&eacute;rprete no interior de uma pol&iacute;tica lingu&iacute;stica diferenciadora    das condutas a serem tomadas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; "l&iacute;ngua geral" e &agrave;s l&iacute;nguas particulares:    </font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">Y tenga muy en la memoria el cura esta doctrina      &#91;confessar por int&eacute;rprete&#93;, que es el caso muy practicable por tantas lenguas      e idiomas diferentes como hay, que no todos entienden la lengua general y      com&uacute;n, como la experiencia ense&ntilde;a. (Pe&ntilde;a Montenegro 1996:vol.II:136)</font></p> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>4. Os confession&aacute;rios coloniais bil&iacute;ngues    como express&atilde;o do debate teol&oacute;gico sobre o int&eacute;rprete</b></font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">"&#91;...&#93; concluyo, y soy de sentir (para descargo      de mi conciencia) que deben los Missioneros en cumplimiento de la suya, aplicarse      con zelo eficaz al uso del presente Manual; y juntamente &acirc; las Reglas del      Arte, que se hizo por solo el fin de formalo, y entenderlo; &#91;.....&#93; siendo      este modo &#91;o manual de penitencia&#93; el medio mas seguro de administrar &acirc; sus      Indios la medicina de los Sacramentos, y peligroso el de los Interpretes,      aunque sean muy limados, y ladinos " (Garcia 1760)</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">A passagem acima explicita a vis&atilde;o dos confession&aacute;rios    em l&iacute;nguas ind&iacute;genas como uma forma de evitar o int&eacute;rprete na confiss&atilde;o. O trecho    faz parte de um confession&aacute;rio de autoria de Bartolom&eacute; Garcia para ser usado    entre os &iacute;ndios "Pajalates, Orejones, Pacaos &#91;...&#93; y otras muchas diferentes,    que se hallan en las Missiones del Rio de San Antonio, y Rio Grande". Esses    grupos pertenciam &agrave; fam&iacute;lia lingu&iacute;stica coahuiteco e se encontravam no sudoeste    do Texas. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O examinador da obra de Garcia, Frei Joseph Guadalupe    Prado, tamb&eacute;m foi um leitor de Montenegro. O frei considerava que n&atilde;o se poderia    confiar no int&eacute;rprete ind&iacute;gena ("Porque aunque se les administran mediantes    sus Interpretes, esse medio es tan peligroso como expuesto &aacute; muchas falcedades,    y enganos" Guadalupe Prado apud  Garcia 1760: vi). O &iacute;ndio era classificado    como "r&uacute;stico", o que levava a se desacreditar no que dizia ("que seis Indios,    no valgan mas que por un testigo, en las Causas muy graves, &ocirc; valgame Dios!")    (Frei Guadalupe Prado apud Garcia 1760: vi).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O Segundo Conc&iacute;lio Limense (1567-1568) tamb&eacute;m    definia os confession&aacute;rios como um instrumento pedag&oacute;gico sobre as l&iacute;nguas ind&iacute;genas,    ao determinar que os padres com pouco conhecimento em qu&eacute;chua e aimara seguissem    o manual de penit&ecirc;ncia preparado por esse Conc&iacute;lio (Dur&aacute;n 1990: 345).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A fun&ccedil;&atilde;o dos confession&aacute;rios coloniais como auxiliar    lingu&iacute;stico para um mission&aacute;rio com pouco dom&iacute;nio dessas l&iacute;nguas levou a que    grande parte desses textos fosse organizada integralmente por meio de perguntas    que solicitavam apenas sim ou n&atilde;o. Pelo sim, o penitente confirmava ter cometido    algum pecado, enquanto o n&atilde;o representaria sua nega&ccedil;&atilde;o. Bastava ao mission&aacute;rio,    sem conhecimento da l&iacute;ngua, decifrar a ortografia como pauta para a oralidade,    seguir a ordem de perguntas e reconhecer um sim ou um n&atilde;o na  l&iacute;ngua em quest&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na tradi&ccedil;&atilde;o da evangeliza&ccedil;&atilde;o espanhola, o formato    breve do confession&aacute;rio  foi direcionado especificamente ao confessor com pouco    conhecimento da l&iacute;ngua, como o descreve o Padre Jos&eacute; de Acosta:</font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">"Se necesita tambien un confesionario breve      y completo para que los sacerdotes m&aacute;s ignorantes &#91;de las lenguas indigenas&#93;      sepan examinar y purgar las conciencias de los indios, en el cual se han de      explicar sobre todo las especies de pecados que son m&aacute;s familiares a los indios      (Dur&aacute;n 1990:501)</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Na evangeliza&ccedil;&atilde;o espanhola, muitos confession&aacute;rios    foram impressos em duas formas, a "breve" e a "larga", como o fez Alonso Molina.    Em 1565, ele publica uma vers&atilde;o abreviada,  direcionada para os sacerdotes que    come&ccedil;avam a confessar os nahuatl na l&iacute;ngua destes (Sell 1993).  </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os confession&aacute;rios tupi jesu&iacute;ticos tamb&eacute;m se    diferenciaram em rela&ccedil;&atilde;o a sua extens&atilde;o. A compara&ccedil;&atilde;o do cap&iacute;tulo referente    ao Sexto Mandamento (pecados contra a castidade) em tr&ecirc;s confession&aacute;rios tupi    de diferentes s&eacute;culos aponta para a exist&ecirc;ncia de formatos breves e longos (Barros,    Monserrat e Mota 2008). Os textos comparados foram o de Jos&eacute; de Anchieta (Cardoso    1992),  representativo da confiss&atilde;o no s&eacute;culo XVI; o de Ant&ocirc;nio de Ara&uacute;jo, reeditado    por Bartolomeu Le&atilde;o em 1686,  e  o de um c&oacute;dice an&ocirc;nimo de 1751. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A compara&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de itens lexicais usados    no Sexto Mandamento nos tr&ecirc;s confession&aacute;rios mostra que a vers&atilde;o setecentista    empregou menos termos: Anchieta empregou 233 itens, Ara&uacute;jo 227 e o texto de    1751 cerca de 119 (Barros, Monserrat e Mota 2008). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Outra forma de simplifica&ccedil;&atilde;o textual apresentada    pelo confession&aacute;rio breve de 1751 em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s duas outras vers&otilde;es (Anchieta    1992 e Ara&uacute;jo 1668)  diz respeito &agrave;s categorias diferenciadas de penitentes    no Sexto Mandamento. A vers&atilde;o de 1751 possui apenas duas ordens de perguntas,    para homens e mulheres casadas, diferentemente do texto de Ara&uacute;jo, que prop&otilde;e    matiza&ccedil;&otilde;es de perguntas para mulheres "devassas" e homens "trave&ccedil;os", al&eacute;m da    s&eacute;rie de perguntas para os casados dos dois g&ecirc;neros sexuais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O formato breve do confession&aacute;rio como espec&iacute;fico    para o mission&aacute;rio com pouco dom&iacute;nio da l&iacute;ngua levaria a postular a hip&oacute;tese    de que a vers&atilde;o reduzida do manual de penit&ecirc;ncia em tupi de 1751 estivesse voltada    para um grupo de jesu&iacute;tas com pouco conhecimento daquela l&iacute;ngua. O confession&aacute;rio    de 1751 estaria direcionado para o quadro de jesu&iacute;tas alem&atilde;es e italianos que    compunham o quadro da Companhia de Jesus rec&eacute;m-chegado &agrave; Amaz&ocirc;nia no s&eacute;culo    XVIII.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Alguns autores, como Azoulai (1993), definiram    os manuais de confession&aacute;rios na Europa e nas col&ocirc;nias como g&ecirc;neros estereotipados    pela sua forma similar de organiza&ccedil;&atilde;o em torno dos dez mandamentos da Lei de    Deus. A homogeneiza&ccedil;&atilde;o desse g&ecirc;nero textual na Europa e nas col&ocirc;nias chama aten&ccedil;&atilde;o    apenas para a fun&ccedil;&atilde;o comum de orienta&ccedil;&atilde;o teol&oacute;gica que teve para o confessor.    Essa posi&ccedil;&atilde;o deixa de observar a dist&acirc;ncia entre eles devido &agrave; fun&ccedil;&atilde;o das vers&otilde;es    coloniais como instrumento pedag&oacute;gico lingu&iacute;stico para os confessores sem dom&iacute;nio    naquelas l&iacute;nguas. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A fun&ccedil;&atilde;o do confession&aacute;rio colonial como instrumento    pedag&oacute;gico lingu&iacute;stico pode ser acompanhada pela riqueza dos tra&ccedil;os gr&aacute;ficos    usados nesses textos para ensinar e orientar o confessor no universo multil&iacute;ngue.    Essas marcas gr&aacute;ficas eram inexistentes nas obras de difus&atilde;o europeia. Alguns    dos recursos gr&aacute;ficos usados pelos confession&aacute;rios bil&iacute;ngues para guiar os confessores    de &iacute;ndios foram: </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">a) jogo de diferentes tipos de letras com distintas    fun&ccedil;&otilde;es textuais</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Uma caracter&iacute;stica de muitos confession&aacute;rios    bil&iacute;ngues foi o uso de tipos de letras diferentes (it&aacute;lico ou n&atilde;o) para indicar    o que deveria ser oralizado e o que era instru&ccedil;&atilde;o de procedimento para o confessor.    Essa &uacute;ltima era dada em espanhol ou em portugu&ecirc;s sem tradu&ccedil;&atilde;o e era para ser    lida silenciosamente pelo confessor e n&atilde;o para ser oralizada.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">b) uso da numera&ccedil;&atilde;o entre perguntas em espanhol    e nas l&iacute;nguas ind&iacute;genas para estabelecer rela&ccedil;&otilde;es de equival&ecirc;ncia sem&acirc;ntica    entre enunciados interlingu&iacute;sticos. A numera&ccedil;&atilde;o ou a forma de diagrama&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica    facilitaria ao confessor encontrar a tradu&ccedil;&atilde;o em espanhol das perguntas formuladas    nas l&iacute;nguas ind&iacute;genas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">c) registro das diferentes formas de perguntas    segundo o sexo do penitente.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Uma das exig&ecirc;ncias teol&oacute;gicas da confiss&atilde;o era    que o confessor soubesse diferenciar a qualidade da pessoa a confessar. Entre    essas diferen&ccedil;as, estava a das perguntas para homens e para mulheres. Essa quest&atilde;o    era particularmente importante no Sexto Mandamento. Os confession&aacute;rios em l&iacute;nguas    ind&iacute;genas ensinavam aos padres as diferentes formas de perguntar a ambos os    sexos:</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/delta/v27n2/a05fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em alguns casos, o confession&aacute;rio reproduzia    a pergunta em espanhol com diferen&ccedil;as de g&ecirc;nero sexual, apesar de n&atilde;o haver    nenhuma diferen&ccedil;a na tradu&ccedil;&atilde;o para a l&iacute;ngua ind&iacute;gena. Por&eacute;m sua explicita&ccedil;&atilde;o    facilitaria ao confessor em d&uacute;vida de como proceder:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/delta/v27n2/a05fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Alguns confession&aacute;rios auxiliam o confessor tamb&eacute;m    nas diferen&ccedil;as dialetais, como o exemplo acima.  O confession&aacute;rio em l&iacute;ngua    coahuiteca, de Bartolome Garcia (1760), propunha o uso do par&ecirc;ntesis com a marca    "vel" para indicar as  formas alternativas de enunciar a pergunta segundo a    aldeia na qual o confessor estivesse:</font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">quando solo en el Idioma de los Indios huviere      parenthesis, y dentro de &egrave;l la particula <i>vel,</i> entonces se denota, que      las palabras de aquel parenthesis pertenecen &acirc; las Missiones de el Rio Grande,      &ocirc; &acirc; otra Mission en particular; y assi en ellas se dexar&agrave; la palabra, &ocirc; palabras,      que anteceden &acirc; el tal parenthesis, desde la ultima coma; y en lugar de ellas      se oclocar&agrave;n &#91;sic&#93; las otras  (Garcia 1760: xv)</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">O confession&aacute;rio de Garcia, entretanto, n&atilde;o propunha    apenas uma confiss&atilde;o com diferen&ccedil;as dialetais nas l&iacute;nguas coahuitecas. Seu confession&aacute;rio    &eacute; apresentado tamb&eacute;m como roteiro a ser usado com &iacute;ndios de diferentes l&iacute;nguas,    que estavam nas miss&otilde;es. N&atilde;o se contemplava a figura do int&eacute;rprete quando o    penitente fosse de l&iacute;nguas particulares, mas sim o uso daquele mesmo formul&aacute;rio    impresso de perguntas, que ganhava o <i>status</i> de l&iacute;ngua geral, como indica    o examinador da obra:</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana" size="2">&#91;...&#93;  este Manual no solo es general, sino      generalissimo, quanto &aacute; dichas Missiones fundadas, mas que les adjunten Indios      de diversissimas lenguas, pues de esta que tratamos tenemos muy larga experiencia,      que la gente nueva &acirc; breve tiempo la entiende, &ocirc; habla, y los muchachos, que      son la porcion de nuestra mayor esperanza, al a&ntilde;o ya, como dicen, cortan el      pelo en el dicho Idioma"  (Frei Joseph Guadalupe Prado apud Garcia 1760: v)</font></p> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>5. A posi&ccedil;&atilde;o dos jesu&iacute;tas no Brasil em rela&ccedil;&atilde;o    ao uso do int&eacute;rprete na confiss&atilde;o </b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A figura do int&eacute;rprete na confiss&atilde;o ser&aacute; abordada    em duas conjunturas da evangeliza&ccedil;&atilde;o jesu&iacute;tica no Brasil: a) no s&eacute;culo XVI,    durante os primeiros anos em que N&oacute;brega atuou como superior dos jesu&iacute;tas (1549-1553)    , per&iacute;odo no qual  n&atilde;o havia ainda disponibilidade de confession&aacute;rios tupi,    e b) no s&eacute;culo XVIII, na Amaz&ocirc;nia, quando os confessores j&aacute; dispunham de confession&aacute;rios    breves (manuscrito de 1750 e 1751) e longos (a vers&atilde;o de Ant&ocirc;nio de Ara&uacute;jo 1618/1686).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No s&eacute;culo XVI, o provincial dos jesu&iacute;tas no Brasil,    Manuel da N&oacute;brega, e o primeiro bispo no Brasil, Pedro Fernandes, discutiram    por quase dois anos (1552-1553) sobre como deveria ser a confiss&atilde;o dos &iacute;ndios.    A disc&oacute;rdia entre eles come&ccedil;ou um m&ecirc;s depois da chegada do bispo. Fernandes    n&atilde;o concordava com algumas das pr&aacute;ticas jesu&iacute;ticas, como o uso de m&uacute;sica e de    orat&oacute;ria ind&iacute;gena na evangeliza&ccedil;&atilde;o e o emprego de int&eacute;rpretes na confiss&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O desentendimento entre eles &eacute; poss&iacute;vel de ser    acompanhado pelas cartas que escreveram para terceiros. O bispo escreveu ao    provincial dos jesu&iacute;tas em Portugal, Sim&atilde;o Rodrigues, e ao reitor do col&eacute;gio    jesu&iacute;tico de Santo Ant&atilde;o (Leite 1956:t.I:357) em Lisboa denunciando as pr&aacute;ticas    de evangeliza&ccedil;&atilde;o dos jesu&iacute;tas.  N&oacute;brega, por sua vez, enviou duas correspond&ecirc;ncias    para Sim&atilde;o Rodrigues, informando-o dos problemas com o bispo e solicitando que    "letrados" em Portugal fizessem um parecer sobre como proceder na confiss&atilde;o    dos &iacute;ndios.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Fernandes e N&oacute;brega faziam refer&ecirc;ncias aos mesmos    autores, entre eles Azpilcueta Navarro e Summa Caietana, mas com posi&ccedil;&otilde;es diferentes.    Fernandes n&atilde;o aceitava a posi&ccedil;&atilde;o dos te&oacute;logos ("Yo le dixe que no lo dev&iacute;a hazer    m&aacute;s &#91;confiss&atilde;o por meio de int&eacute;rpretes&#93;, aunque trezientos Navarros e seiscientos    Caietanos digan que se puede hazer" 1552 apud Leite 1956:t.I:361).  Ele criticava    N&oacute;brega por este ser mais te&oacute;rico do que pr&aacute;tico e por seguir &agrave; risca tudo o    que dizia o te&oacute;logo Navarro (El Padre &#91;Nobrega&#93; &#91;...&#93; como ve qualquiera cosa    en su maestro Navarro, luego la queria poner em pl&aacute;tica) (1552 apud Leite 1956:t.I:    361).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Quando da chegada do bispo em 1552, a confiss&atilde;o    dos &iacute;ndios era intermediada com a ajuda de mesti&ccedil;os. O &uacute;nico jesu&iacute;ta que confessava    sem ajuda de int&eacute;rprete era Juan Azpilcueta, sobrinho do te&oacute;logo com o mesmo    sobrenome. Os int&eacute;rpretes dos jesu&iacute;tas eram crian&ccedil;as de 10 anos ou ent&atilde;o mulheres,    todos mesti&ccedil;os.  Maria Rosa era considerada melhor int&eacute;rprete do que muitos    homens, na avalia&ccedil;&atilde;o do padre Ant&ocirc;nio Pires, que n&atilde;o dominava tupi ("Com esta    molher &#91;confesso algumas &iacute;ndias christ&atilde;s&#93; e creo que h&eacute; melhor confessora que    eu, porque h&eacute; muito virtuosa" )(1552 apud Leite 1956:t.I.326). A aceita&ccedil;&atilde;o de    mulheres como int&eacute;rpretes n&atilde;o estava distante da posi&ccedil;&atilde;o de Azpilcueta Navarro.    Mas o bispo Fernandes se opunha &agrave; escolha de mulheres mesti&ccedil;as ou crian&ccedil;as como    int&eacute;rpretes:</font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">"Tambi&eacute;n hall&eacute; que el Padre N&oacute;brega confessava      ciertas mugeres misti&ccedil;as por int&eacute;rprete, lo que a mi me fu&eacute; muy estra&ntilde;o, y      di&oacute; que hablar y que mormurar por ser cosa tan nueva y nunqua usada en la      Yglesia (1552 apud Leite 1956:I:361)</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Fernandes deu ordem para que os colonos ensinassem    portugu&ecirc;s a suas mulheres mesti&ccedil;as ou ind&iacute;genas a fim de que n&atilde;o houvesse necessidade    de intermedi&aacute;rios na confiss&atilde;o. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Outra diverg&ecirc;ncia entre o jesu&iacute;ta e o bispo era    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; forma de escolher o intermedi&aacute;rio lingu&iacute;stico. Para o bispo, este    deveria ser escolhido pelo pr&oacute;prio penitente. J&aacute; N&oacute;brega considerava que o importante    era manter o controle sobre os int&eacute;rpretes. No caso das crian&ccedil;as, N&oacute;brega as    defendia porque eram "feytos a nossa m&atilde;o" (1552 apud Leite 1956:t.I: 339). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Apesar das cr&iacute;ticas do bispo, os jesu&iacute;tas continuaram    usando int&eacute;rprete no s&eacute;culo XVI, por&eacute;m este passou a ser um indiv&iacute;duo bil&iacute;ngue    absorvido na Ordem como irm&atilde;o para auxiliar na confiss&atilde;o.  Alguns foram ordenados    posteriormente como padre por serem falantes de tupi, ainda que n&atilde;o tivessem    dom&iacute;nio de latim (Barros 1995).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A presen&ccedil;a de int&eacute;rprete na l&iacute;ngua tupi durante    a confiss&atilde;o deixa de ser necess&aacute;ria na medida em que surgiu um formul&aacute;rio de    perguntas, com sim ou n&atilde;o, como na vers&atilde;o de Anchieta (s&eacute;culo XVI apud Cardoso    1992) e na de Ara&uacute;jo (1618/1686).  Esta &eacute; a segunda conjuntura a ser examinada.    Em particular, analisaremos a situa&ccedil;&atilde;o do s&eacute;culo XVIII na Amaz&ocirc;nia, quando as    miss&otilde;es possuem um grande n&uacute;mero de &iacute;ndios de diferentes l&iacute;nguas. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O jesu&iacute;ta Jo&atilde;o Daniel (1976) deixa ind&iacute;cios de    que nesse per&iacute;odo a Companhia de Jesus utilizaria confession&aacute;rios tupi (como    o de 1751) como formul&aacute;rios de evangeliza&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m para os &iacute;ndios n&atilde;o tupi.    Tal situa&ccedil;&atilde;o pode ser acompanhada pela hist&oacute;ria da evangeliza&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndios    nheenga&iacute;bas. Esse era um etn&ocirc;nimo de origem tupi que significava "os de fala    ruim" (nheeng &#91;fala&#93; +aiba &#91;ruim&#93;). A designa&ccedil;&atilde;o inclu&iacute;a diferentes grupos &eacute;tnicos    com l&iacute;nguas diversas, como afirma Ant&ocirc;nio Vieira ("por serem de l&iacute;nguas differentes,    e difficultosas, s&atilde;o chamados geralmente Nheenga&iacute;bas") (Vieira &#91;1660&#93; 1735:t.II:    22). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Esses &iacute;ndios foram evangelizados pelos jesu&iacute;tas    desde o s&eacute;culo XVII. Houve tradu&ccedil;&atilde;o do di&aacute;logo de doutrina para uma das l&iacute;nguas    referidas como nheenga&iacute;ba, desde a chegada dos primeiros jesu&iacute;tas na Amaz&ocirc;nia    ("Padre Manuel Nunes &#91;...&#93; foi o primeiro mission&aacute;rio dos Ingaybas, cujo catecismo    compoz em lingua delles, que at&eacute; hoje se ensina") (Bettendorff 1990:311), por&eacute;m    sem a preocupa&ccedil;&atilde;o de elaborar confession&aacute;rios nessa l&iacute;ngua. Depois de serem    evangelizados em suas l&iacute;nguas, os &iacute;ndios batizados deveriam usar o tupi durante    a confiss&atilde;o obrigat&oacute;ria.  Daniel menciona o uso de castigo f&iacute;sico quando as    mulheres nheenga&iacute;ba n&atilde;o aceitavam serem confessadas na l&iacute;ngua geral. O uso de    for&ccedil;a nessa situa&ccedil;&atilde;o era para evitar a presen&ccedil;a de intermedi&aacute;rios entre o padre    e a penitente:</font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">"Como por&eacute;m as confiss&otilde;es das tapuia por int&eacute;rprete      trazem consigo muitos inconvenientes, tem-se empenhado muitos mission&aacute;rios      a desterrar este abuso, j&aacute; com pr&aacute;ticas, e j&aacute; com castigos: e posto que j&aacute;      vai em muita diminui&ccedil;&atilde;o, contudo ainda h&aacute; algumas, que nem a pao querem  largar      este abuso: tanto que j&aacute; houve algumas, &agrave;s quaes o seu mission&aacute;rio mandou      dar palmatoadas at&eacute; elas dizerem basta ao menos, pela l&iacute;ngua geral, antes      se deixavam dar at&eacute; lhes inchar as m&atilde;os, e arrebentar o sangue, at&eacute; que se      resolviam a fazer, o que deviam logo, que era o falar a l&iacute;ngua comum" (Daniel      1976:vol.I:272) .</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">As posi&ccedil;&otilde;es assumidas pelos jesu&iacute;tas na confiss&atilde;o    dos nheenga&iacute;ba na primeira metade do s&eacute;culo XVIII indicam que a pol&iacute;tica ling&uuml;&iacute;stica    da Ordem estava baseada na diversidade ling&uuml;&iacute;stica at&eacute; o batismo, mas depois    dessa fase o &iacute;ndio crist&atilde;o deveria ser socializado por meio do tupi, para participar    dos demais rituais crist&atilde;os obrigat&oacute;rios. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com a expuls&atilde;o dos jesu&iacute;tas em 1759 pelo governo    pombalino, oficializou-se um discurso contr&aacute;rio ao uso da  l&iacute;ngua geral na evangeliza&ccedil;&atilde;o,    por&eacute;m essa oposi&ccedil;&atilde;o foi uma discuss&atilde;o mais da  metr&oacute;pole  e menos de p&aacute;rocos    na Amaz&ocirc;nia. Estes &uacute;ltimos mantiveram o uso desta l&iacute;ngua na confiss&atilde;o, com apoio    dos governadores pombalinos, como  testemunha o Padre Manuel da Penha do Ros&aacute;rio,    em 1773: </font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">E, por mandado do Ilmo. e Exmo Sr. Fernando      da Costa de Ata&iacute;de e Teive e do ministro a quem pertencia a cadeia, me n&atilde;o      mandariam com outros, em o ano de 1770  aos c&aacute;rceres desta e aos do arsenal,      e tamb&eacute;m ao Hospital Real, de prop&oacute;sito pedidos, por lhes por lhes entendermos      a l&iacute;ngua, e para nela ouvirmos as suas confiss&otilde;es do preceito anual" (Penha      do Ros&aacute;rio 1773 apud Pereira 1993:43).</font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="3">6. Conclus&atilde;o</font></b></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os confession&aacute;rios em l&iacute;nguas ind&iacute;genas e as    discuss&otilde;es teol&oacute;gicas sobre a confiss&atilde;o em contextos multil&iacute;ngues  foram definidos    como express&otilde;es de pol&iacute;ticas lingu&iacute;sticas da Igreja. Ambos explicitavam op&ccedil;&otilde;es    sobre como agir no di&aacute;logo da confiss&atilde;o. Essas escolhas ocorreram em n&iacute;vel micro,    pelas prefer&ecirc;ncias adotadas pelos confessores no momento da confiss&atilde;o, guiados    pelas suas leituras, e em n&iacute;vel macro, pelos discursos elaborados em tratados    teol&oacute;gicos sobre o tema e pelos confession&aacute;rios.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O trabalho tinha como proposta abordar o n&iacute;vel    macro da discuss&atilde;o sobre o int&eacute;rprete entre os s&eacute;culos XVI e XVIII. Foram apresentadas    as discuss&otilde;es teol&oacute;gicas sobre o tema desenvolvidas por alguns te&oacute;logos, como    Azpilcueta Navarro e Pe&ntilde;a Montenegro, autores que tiveram repercuss&atilde;o entre    os mission&aacute;rios da evangeliza&ccedil;&atilde;o ib&eacute;rica.  Os mission&aacute;rios absorveram o debate    europeu, mas incorporaram-lhe especificidades. Uma delas foi a diferencia&ccedil;&atilde;o    lingu&iacute;stica entre l&iacute;nguas gerais e l&iacute;nguas particulares: na vis&atilde;o de Pe&ntilde;a Montenegro,    era vi&aacute;vel o uso do int&eacute;rprete apenas nos casos das l&iacute;nguas particulares. Para    os &iacute;ndios de l&iacute;ngua geral, dever-se-ia usar os confession&aacute;rios, estruturados    como sequ&ecirc;ncia de perguntas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Outra especificidade da pol&iacute;tica lingu&iacute;stica    dos mission&aacute;rios no que se refere &agrave; confiss&atilde;o foi que nas col&ocirc;nias tomaram-se    medidas para a cria&ccedil;&atilde;o de grupos auxiliares formados por pessoas que estavam    submetidas &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es de poder dos padres. As ordens religiosas estabeleceram    instrumentos para a forma&ccedil;&atilde;o de um grupo de int&eacute;rpretes, como ocorreu com os    jesu&iacute;tas no Brasil, que absorveram colonos bil&iacute;ngues, ainda que esses n&atilde;o apresentassem    as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para serem ordenados (Barros 1995). Na Europa, o penitente    trazia o seu int&eacute;rprete, como no caso do mudo, que poderia escolher algu&eacute;m que    estivesse habituado a compreend&ecirc;-lo (Petite 1817:35).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por fim, foi analisado o caso particular da pol&iacute;tica    lingu&iacute;stica dos jesu&iacute;tas no Brasil em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; confiss&atilde;o dos &iacute;ndios em duas    conjunturas. No s&eacute;culo XVI, quando o confession&aacute;rio tupi ainda n&atilde;o estava fixado,    os jesu&iacute;tas fizeram uso do int&eacute;rprete. No s&eacute;culo XVIII, quando os confession&aacute;rios    j&aacute; estavam elaborados, os jesu&iacute;tas afastaram os int&eacute;rpretes tamb&eacute;m da confiss&atilde;o    dos &iacute;ndios n&atilde;o tupi, que passaram a ser confessados pelos roteiros de perguntas    da l&iacute;ngua geral. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="3">Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</font></b></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Aguirre, Manuel.1765. <i>Doctrina christiana,    y platicas doctrinales, traducidas em lengua opata por el P.Rector Manuel Aguirre    de la Compa&ntilde;ia de Jesus</i>. M&eacute;xico: Imprenta del Real, y mais antiguo Colegio    de San Ildefonso de Mexico.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0102-4450201100020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Almeida, Angela Mendes.1992. <i>O gosto do pecado.    Casamento e sexualidade nos manuais de confessores dos s&eacute;culos XVI e XVII</i>.    Rio de Janeiro: Editora Rocco.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0102-4450201100020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Anchieta, Jos&eacute; de. 1992. <i>Doutrina crist&atilde;.    Tomo 2: Doutrina aut&oacute;grafa e confession&aacute;rio. </i>Obras Completas 10º    vol. Introdu&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rico-liter&aacute;ria, tradu&ccedil;&atilde;o e notas do Pe. Armando Cardoso    SJ. S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0102-4450201100020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">An&ocirc;nimo 1751. <i>Vocabulario de lingoa brasilica</i>.    Rio de Janeiro: Funda&ccedil;&atilde;o Biblioteca Nacional.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0102-4450201100020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">An&ocirc;nimo 1750. <i>Gram&aacute;tica da lingua geral do    Brasil. Com hum Diccionario dos voc&aacute;bulos mais uzuaes para a intelligencia da    dita L&iacute;ngua</i>. Coimbra: Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0102-4450201100020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ara&uacute;jo, Ant&ocirc;nio de. &#91;1618&#93; 1952. <i>Catecismo    na L&iacute;ngua Bras&iacute;lica</i>. Rio de Janeiro: Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do    Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0102-4450201100020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ara&uacute;jo, Ant&ocirc;nio de<i>. </i>1686. <i>Catecismo    Brasilico da doutrina Christ&atilde;a, com o cerimonial dos Sacramentos, &amp; mais    actos Parochiaes</i>. Lisboa: Officina Miguel Deslandes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0102-4450201100020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Azoulai, Martine. 1993. <i>Les p&eacute;ch&eacute;s du Nouveau    Monde. Les manuels pour la confession des Indien XVI-XVII si&egrave;cle</i>. Paris:    Biblioth&eacute;que Albin Michel.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0102-4450201100020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bacieiro, C. 1995.  La obra y sus fuentes. in    Pe&ntilde;a Montenegro, Alonso de la. <i>Itinerario para p&aacute;rrocos de indios</i>. Edici&oacute;n    cr&iacute;tica por C. Baciero ... &#91;et al.&#93;.  Madrid : Consejo Superior de Investigaciones     Cient&iacute;ficas, 1995-1996  2 v.; Corpus Hispanorum de Pace.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0102-4450201100020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Barros, C&acirc;ndida. 1995. Os 'L&iacute;nguas' e a gram&aacute;tica    tupi no Brasil (S&eacute;culo XVI). <i>Amerindia</i>/ . Paris: CNRS, v.19/20, p.3-14.    <a href="http://celia.cnrs.fr/FichExt/Am/A_19-20_01.htm" target="_blank">http://celia.cnrs.fr/FichExt/Am/A_19-20_01.htm</a>.    Consultado em 31 de janeiro de 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0102-4450201100020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Barros, C&acirc;ndida, Ruth Monserrat, Mota Jaqueline.    2008. <i>Edi&ccedil;&atilde;o, tradu&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise do Sexto mandamento em confession&aacute;rios jesu&iacute;ticos    tupi: resultados preliminares.</i> Relat&oacute;rio final do Programa de Bolsa PCI/MCT    (manuscrito).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0102-4450201100020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bettendorff, Jo&atilde;o Felipe. 1990. <i>Cr&ocirc;nica dos    Padres da Companhia de Jesus no Estado do Maranh&atilde;o</i>. Bel&eacute;m: SECULT.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0102-4450201100020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cardoso, Armando. 1992. Introdu&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rico-liter&aacute;ria,    tradu&ccedil;&atilde;o e notas. In: Jos&eacute; de Anchieta. <i>Doutrina crist&atilde;</i>. <i>Tomo 2: Doutrina    aut&oacute;grafa e confession&aacute;rio.</i> Obras Completas 10º vol. S&atilde;o Paulo:    Edi&ccedil;&otilde;es Loyola.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0102-4450201100020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Daniel, Jo&atilde;o. 1976. <i>Tesouro Descoberto no    Rio Amazonas.</i>. 2 volumes, Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0102-4450201100020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Delumeau, Jean. 1991. <i>A</i><i> confiss&atilde;o e    o perd&atilde;o.</i> S&atilde;o Paulo: Companhia das Letras.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0102-4450201100020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Duran, Juan Guillermo. 1990. <i>Monumenta catechetica    hispanoamericana.(siglos XVI-XVIII) </i>Buenos Aires: Facultad de Teolog&iacute;a de    la Pontificia Universidad Cat&oacute;lica Argentina "Santa Mar&iacute;a de los&nbsp;Buenos    Aires".    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0102-4450201100020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Garc&iacute;a, Bartolom&eacute;. 1760. <i>Manual para administrar    los Santos Sacramentos de Penitencia, Eucharistia, Extrema-uncion, y Matrimonio,    dar gracias despues de comulgar y ayudar a bien morir &nbsp;a los Indios de    las Naciones , Pajalates, Orejones, Pacaos ... y otras muchas diferentes, que se hallan en las Missiones del    Rio de San Antonio, y Rio Grande ... &nbsp;/ compuesto por el P.FR. Bartholome     Garcia ... Missionero de ... N.S.P.S. Francisco ...  </i>&#91;S.l.&#93; : en la Imprenta    de los Herederos de Do&ntilde;a Mar&iacute;a de Rivera.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0102-4450201100020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gay, Jesus Lopez. 1960. La primera biblioteca    de los Jesu&iacute;tas en el Jap&oacute;n (1556). Su contenido y su influencia. <i>Monumenta    Nipponica</i>. vol. 15. n.3/4, pags. 350-379. Roma, Institutum Historicum Societatis    Iesu.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0102-4450201100020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hernaez, Francisco Javier. 1879. Coleccion de    bulas, breves y otros documentos relativos a la Iglesia de America y Filipinas,    dispuesto, anotado e ilustrada por el P.f. Javier Hernazes. Bruselas: Alfredo    Vromant.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0102-4450201100020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Leite, Serafim. 1956-60. <i>Monumenta Brasiliae    (=<u>.</u> Monumenta Historica S.I)</i>. Vols. 79/80/81/ 87. Roma: Institutum    Historicum Societatis Iesu.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0102-4450201100020000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mamiani, Lui Vincencio. 1698. <i>Catecismo da    doutrina christ&atilde;a na l&iacute;ngua bras&iacute;lica da na&ccedil;&atilde;o kiriri.</i> Lisboa: Oficina de    Miguel Deslandes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S0102-4450201100020000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Medina, Bartolom&eacute; de. 1582.  <i>Breve instruction    de como se ha de administrar el sacramento de  la penitencia: diuidida en dos    libros  compuesta por el padre    maestro F.    Bartolome de Medina ... ; en la qual se contiene todo lo que ha de saber y hazer    el sabio confessor para curar  almas, y todo lo que deue hazer el penitente    para conseguir el fruto de tan admirable medicina ; con vn indice copiosisimo    y prouechoso.</i> Lisboa: Antonio Ribeiro. <a href="http://bibliotecadigital.fl.ul.pt/ULFL036949/ULFL036949_item1" target="_blank">http://bibliotecadigital.fl.ul.pt/ULFL036949/ULFL036949_item1</a>.    Consultado em 20 de outubro de 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S0102-4450201100020000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Navarro, Martin de Azpilcueta. 1560. Manual de    confessores &amp; penitentes que clara &amp; brevemente contem a universal decisam    de quase todas as duvidas q em as confiss&otilde;es soem ocorrer dos peccados. Coymbra:    Ioan de Barreyra. &lt;<a href="http://bibliotecadigital.fl.ul.pt/ULFL037741-1/ULFL037741-1_item1/index.html" target="_blank">http://bibliotecadigital.fl.ul.pt/ULFL037741-1/ULFL037741-1_item1/index.html</a>&gt;    Consultado em 31 de Outubro de 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S0102-4450201100020000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pardo, Osvaldo F. 2004.  <i>The Origins of Mexican    Catholicism: Nahua rituals and Christian sacraments in sixteenth-century Mexico</i>.    Ann Arbor: University of Michigan Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0102-4450201100020000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pascual, Manuel Corrales. 1995. Personalidad    de Alonso de la Pe&ntilde;a Montenegro in. in Pe&ntilde;a Montenegro, Alonso de la. <i>Itinerario    para p&aacute;rrocos de indios. Eedici&oacute;n cr&iacute;tica </i>por C. Baciero ... &#91;et al.&#93;.     Madrid : Consejo Superior de Investigaciones  Cient&iacute;ficas, 1995-1996  2 v.;    Corpus Hispanorum de Pace.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S0102-4450201100020000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">P&eacute;rez, Manuel. 1713.&nbsp;<i>Farol indiano y    gvia de curas de indios: summa de los cinco sacramentos que &nbsp; administran    los Ministros Evang&eacute;licos en esta Am&eacute;rica : con todos los casos morales que    suceden &nbsp; entre Indios. Deducidos de los mas clasicos Authores, y amoldados    a las costumbres, y privilegios de los Naturales.</i>  M&eacute;xico : Francisco de    Rivera Calder&oacute;n.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S0102-4450201100020000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pe&ntilde;a Montenegro, Alonso de la.1995-1996. <i>Itinerario    para p&aacute;rrocos de indios  edici&oacute;n cr&iacute;tica</i> por C. Baciero ... &#91;et al.&#93;.  Madrid    : Consejo Superior de Investigaciones  Cient&iacute;ficas, 1995-1996  2 v.; Corpus    Hispanorum de Pace. &#91; 1º  edi&ccedil;&atilde;o 1668&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S0102-4450201100020000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Petite, Anselmo.1817. <i>Conducta de confesores    en el tribunal de la penitencia seg&uacute;n las instrucciones de San Carlos Borromeo    y la doctrina de San  Francisco de Sales</i>. Edici&oacute;n 4ª imp. corr. Madrid:    Viuda. de Barco L&oacute;pez.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000205&pid=S0102-4450201100020000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sandoval, Alonso.1627. <i>Naturaleza, policia    sagrada i profana, costumbres i ritos, disciplina I catechismo evangelico de    todos etiopes, por el P. Alonso de Sandoval natural de Toledo, de la Compa&ntilde;ia    de Jesus. Rector del Collegio de Cartagena de las Indias.</i> Sevilla: Francisco    de Lira Impressor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000207&pid=S0102-4450201100020000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sell, Barry David. 1993. <i>Friars, Nahuas, and    books: language and expression in colonial Nahuatl publications.</i> Ann Arbor:    UMI.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000209&pid=S0102-4450201100020000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Silva, Jos&eacute; Pereira da. 1993. Introdu&ccedil;&atilde;o, leitura    cr&iacute;tica e notas . L&iacute;ngua vulgar versus l&iacute;ngua portuguesa. A defesa do Pe. Manuel    da Pena do Ros&aacute;rio contra a imposi&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua portuguesa aos &iacute;ndios por meio    de mission&aacute;rios e p&aacute;rocos. 1773 Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro    vol. 113: 7-62. <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/anais/anais_113_1993.pdf" target="_blank">http://objdigital.bn.br/acervo_digital/anais/anais_113_1993.pdf</a>.    Consultado em 31 de janeiro de 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000211&pid=S0102-4450201100020000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sol&oacute;rzano Pereyra, Juan. 1996. <i>Pol&iacute;tica indiana</i>.    Madrid :Biblioteca Castro/Fundaci&oacute;n Jose Antonio de Castro. (1º edi&ccedil;&atilde;o 1648).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000213&pid=S0102-4450201100020000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><i>Summa Caietana teasladada em portugues c&otilde;    muytas annota&ccedil;&otilde;es &amp; casos de consci&ecirc;ncia &amp; decretos do sagrado Concilio    Tridentino polo padre frey Diogo do Rosayio da ordem de Sam Domingos. </i>1566.    Braga: por Antonio de Maris. &lt;<a href="http://purl.pt/15034/1/" target="_blank">http://purl.pt/15034/1/</a>&gt;    Consultada em 31 de Outubro de 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000215&pid=S0102-4450201100020000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tapia, Diego de. 1723. <i>Confessonario de lengua    cumanagota y de otras naciones &nbsp; &nbsp;de Indios de la provincia de Cuman&aacute;:    &nbsp;con unas advertencias previas al confessonario para &nbsp;los confessores    / por Fray Diego de Tapia</i>. &#91;S.l&#93; : &#91;s.n.&#93;, (Madrid):Pedro Fern&aacute;ndez.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000217&pid=S0102-4450201100020000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Torres Rubio, Diego. 1754. <i>Arte, y vocabulario    de la lengua quichua general de los indios de el Per&uacute;  que compuso el Padre    Diego de Torres Rubio... y a&ntilde;adio el P. Juan de Figueredo. Ahora nuevamente    corregido, y aumentado </i>&#91;S.l&#93; : &#91;s.n.&#93;, (Lima):Imprenta de la Plazuela de    &nbsp;San Christoval &#91;1º  edi&ccedil;&atilde;o 1619&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000219&pid=S0102-4450201100020000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vieira, Ant&ocirc;nio. 1735. <i>Cartas do P.Ant&ocirc;nio    Vieyra da Companhia de Jesu</i>. Lisboa: Officina da Congrega&ccedil;&atilde;o do Orat&oacute;rio.    3 volumes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000221&pid=S0102-4450201100020000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Villavicencio, Diego Jaime Ricardo. 1692. <i>Luz    y methodo de confesar, idolatrar y destierro de idolatrices, debajo del tratado    siguinte. Tratados de avisos y pontos importantes de la abominable Seta de la    Idolatria; para examinar por ellos al penitente en el fuero interior de la conciencia,    y exterior judicial</i>. Puebla de los Angeles: Diego Fernandes. de Leon.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000223&pid=S0102-4450201100020000500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wicki, Ioseph. 1972.  <i>Documenta Indica</i>,    vol. 12 , Roma: Institutum Historicum Societatis Iesu.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000225&pid=S0102-4450201100020000500038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Recebido em setembro de 2010    <br>   </font><font face="Verdana" size="2">Aprovado em fevereiro de 2011 (vers&atilde;o revisada)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="">1</a>. A    pesquisa foi realizada com o apoio do CNPq e da Funda&ccedil;&atilde;o Carolina (setembro-novembro    de 2008). O professor Joaqu&iacute;n Sueiro (Universidade de Vigo) orientou a pesquisa    nos acervos espanh&oacute;is.</font></p>      ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Aguirre]]></surname>
<given-names><![CDATA[Manuel]]></given-names>
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<source><![CDATA[Doctrina christiana, y platicas doctrinales, traducidas em lengua opata por el P Rector Manuel Aguirre de la Compañia de Jesus]]></source>
<year>1765</year>
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<source><![CDATA[O gosto do pecado]]></source>
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<publisher-name><![CDATA[Editora Rocco]]></publisher-name>
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<source><![CDATA[Doutrina cristã. Tomo 2: Doutrina autógrafa e confessionário]]></source>
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