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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[On certain occasions the Rio Grande do Sul State is affected by atypical weather systems events which are in the category of mesoscale phenomena. The inability of global forecast models to appropriately simulate several localized effects, which occurs over the most different regions, associated to the fast increase of computational resource, is facilitating and increasingly inducing the use of mesoscale models to improve the understanding of anomalous and severe events and also as a necessary and indispensable operational tool. In order to evaluate the skill of mesoscale model to provide precipitation forecasts, with space and time scales compatible with those of a Doppler meteorological radar, a mesoscale modeling system, the MM5, is implemented to explore the occurrence of the relatively severe precipitation event; occurred near the city of Canguçu / RS, on January 11, 2008. The event was arbitrarily selected; to evaluate the model skill in inferring the reflectivity of the meteorological radar, installed in Canguçu / RS, running the MM5 model with and without conventional data assimilations, as well as to get an approach of the thermo-hydrodynamics and synoptic conditions analysis.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="verdana"><b>Valida&ccedil;&atilde;o da assimila&ccedil;&atilde;o de dados na infer&ecirc;ncia da refletividade de um radar com o sistema MM5</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Validation of data assimilation in the inference of a radar reflectivity with the MM5 system</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Gustavo Leite da Silva; Alex Santos da Silva; Yoshihiro Yamasaki </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Faculdade de Meteorologia, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, RS, Brasil, <A HREF="mailto:gustavoufpel@gmail.com">gustavoufpel@gmail.com</A>, <a href="mailto:alex.meteorologia@gmail.com">alex.meteorologia@gmail.com</a>, <A HREF="mailto:yamasaki@fis.ua.pt">yamasaki@fis.ua.pt</A></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em certas ocasi&otilde;es o Estado do Rio Grande do Sul &eacute; assolado por sistemas meteorol&oacute;gico com manifesta&ccedil;&otilde;es atmosf&eacute;ricas at&iacute;picas e que se enquadram entre os fen&ocirc;menos de mesoescala. A impossibilidade dos modelos globais simularem adequadamente diversos efeitos localizados, que ocorrem nas mais variadas regi&otilde;es do globo, associada ao r&aacute;pido aumento dos recursos computacionais, vem facilitando e induzindo, cada vez mais, o emprego de modelos de mesoescala para melhorar os conhecimentos sobre eventos an&ocirc;malos e severos e at&eacute; mesmo para utiliza&ccedil;&atilde;o como ferramenta operacional em alguns centros de previs&atilde;o do tempo. Para se avaliar a destreza de um modelo de mesoescala em prover previs&otilde;es de precipita&ccedil;&atilde;o, em escala espacial e temporal compat&iacute;vel com &agrave;quelas de um radar meteorol&oacute;gico Doppler, &eacute; implantado todo o sistema de modelagem de mesoescala, que constitui o MM5 na explora&ccedil;&atilde;o da ocorr&ecirc;ncia de um evento relativamente severo de precipita&ccedil;&atilde;o, ocorrido na regi&atilde;o pr&oacute;xima da cidade de Cangu&ccedil;u/RS, no dia 11 de janeiro de 2008. O evento foi arbitrariamente selecionado para avalia&ccedil;&atilde;o do modelo  em inferir a refletividade do radar meteorol&oacute;gico instalado na cidade de Cangu&ccedil;u/RS, processando&#45;se com e sem a assimila&ccedil;&atilde;o de dados convencionais; bem como para abordar a an&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o termo&#45;hidrodin&acirc;mica e sin&oacute;tica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Palavras Chave:</B> PCA, PSA, refletividade, sistema MM5.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">On certain occasions the Rio Grande do Sul State is affected by atypical weather systems events which are in the category of mesoscale phenomena. The inability of global forecast models to appropriately simulate several localized effects, which occurs over the most different regions, associated to the fast increase of computational resource, is facilitating and increasingly inducing the use of mesoscale models to improve the understanding of anomalous and severe events and also as a necessary and indispensable operational tool. In order to evaluate the skill of mesoscale model to provide precipitation forecasts, with space and time scales compatible with those of a Doppler meteorological radar, a mesoscale modeling system, the MM5, is implemented to explore the occurrence of the relatively severe precipitation event; occurred near the city of Cangu&ccedil;u / RS, on January 11, 2008. The event was arbitrarily selected; to evaluate the model skill in inferring the reflectivity of the meteorological radar, installed in Cangu&ccedil;u / RS, running the MM5 model with and without conventional data assimilations, as well as to get an approach of the thermo&#45;hydrodynamics and synoptic conditions analysis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Keywords:</B> PCA, PSA, reflectivity, MM5 system.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>1. INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Devido &agrave; inerente natureza localizada de alguns tipos de eventos meteorol&oacute;gicos de mesoescala, eles podem induzir tempestades anomalamente severas (TAS). Esses eventos v&ecirc;m apresentando grandes desafios &agrave; meteorologia, na capacidade de prover a previs&atilde;o detalhada, com anteced&ecirc;ncia suficiente que possibilite a tomada de medidas preventivas contra os eventuais danos econ&ocirc;micos e sociais. Alguns autores como Doviak e Zrnic (1993), Wilson e Mueller (1993), Handwerker (2002) mostraram que, em alguns momentos do ciclo de desenvolvimento dos sistemas de mesoescala, que produzem a TAS, a precipita&ccedil;&atilde;o provocada por essas tempestades podem ser detectadas por radares meteorol&oacute;gicos, bem como, para se proceder a avalia&ccedil;&atilde;o das evolu&ccedil;&otilde;es das estruturas tanto espaciais como temporais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A evolu&ccedil;&atilde;o dos radares meteorol&oacute;gicos Doppler tem disponibilizado observa&ccedil;&otilde;es da atmosfera com alta resolu&ccedil;&atilde;o temporal e espacial, e vem se tornando imprescind&iacute;vel &agrave; an&aacute;lise e compreens&atilde;o da din&acirc;mica de fen&ocirc;menos meteorol&oacute;gicos de mesoescala, bem como, condi&ccedil;&atilde;o inicial e ferramenta comparativa para modelos num&eacute;ricos de previs&atilde;o de tempo. Apesar dessa evolu&ccedil;&atilde;o, os radares s&atilde;o ainda pouco utilizados nas pr&aacute;ticas operacionais por apresentarem coberturas espaciais restritas, al&eacute;m do elevado custo operacional.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">H&aacute; in&uacute;meros modelos de mesoescala atualmente dispon&iacute;veis, a dom&iacute;nio p&uacute;blico, dentro da comunidade meteorol&oacute;gica. O sistema MM5 (Dudhia, et al., 2005) &eacute;, em particular, o que foi e que ainda vem sendo mais utilizado a n&iacute;vel mundial, tanto para fins cient&iacute;ficos como t&eacute;cnicos e at&eacute; mesmo operacionais, embora alguns centros venham migrando para o sistema WRF. Para se proceder a avalia&ccedil;&atilde;o da destreza de um modelo de mesoescala em prover previs&otilde;es de precipita&ccedil;&atilde;o, na forma de refletividade, em escala espacial e temporal compat&iacute;vel com aquelas de um radar meteorol&oacute;gico Doppler, &eacute; implantado o sistema MM5.  A ocorr&ecirc;ncia do evento relativamente severo de precipita&ccedil;&atilde;o, ocorrido nas proximidades da cidade de Cangu&ccedil;u/RS, do dia 11 de janeiro de 2008 foi arbitrariamente selecionada, para a avalia&ccedil;&atilde;o do modelo com e sem a assimila&ccedil;&atilde;o de dados convencionais, bem como, para proceder &agrave; abordagem da an&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o termo&#45;hidrodin&acirc;mica e sin&oacute;tica.</font>  </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>2. MATERIAL E M&Eacute;TODOS</b></font>  </p>      <p><font size="2" face="Verdana">O foco principal &eacute; envolvido pela regi&atilde;o do Estado do Rio Grande do Sul e suas vizinhan&ccedil;as, delimitada entre as latitudes 26ºS46'12" e 35ºS10'48" e longitudes 47ºW05'24" e 60ºW48'00" (<a href="#fig01">Figura 1</a>).</font>  </p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbmet/v27n1/a08fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados que serviram de suporte &agrave;s an&aacute;lises do evento s&atilde;o: Temperatura do ar, temperatura do ponto de orvalho, press&atilde;o atmosf&eacute;rica, dire&ccedil;&atilde;o e velocidade do vento de 70 esta&ccedil;&otilde;es sin&oacute;ticas de superf&iacute;cie, de 6 em 6 horas, do dia 11 de janeiro de 2008, foram obtidas na <a href="http://www.atmos.e" target="_blank">http://www.atmos.e</a>. As esta&ccedil;&otilde;es de radiossondagem, com dados das 0000 e 1200 UTC, obtidos no <A HREF="http://weather.uwyo.edu" target="_blank">http://weather.uwyo.edu</A>, s&atilde;o apresentadas, com as respectivas altitudes, longitudes, latitudes e n&uacute;mero OMM na <a href="/img/revistas/rbmet/v27n1/a08tab01.jpg">Tabela 1</a>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">An&aacute;lise do modelo espectral <I>Global Forecasting System</I> (GFS) do <I>National Center for Environmental Prediction </I>(NCEP) utilizados para a inicializa&ccedil;&atilde;o e de contorno na integra&ccedil;&atilde;o do modelo foram obtidos no <A HREF="http://dss.ucar.edu/datasets/ds083.2" target="_blank">http://dss.ucar.edu/datasets/ds083.2</A>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Informa&ccedil;&otilde;es do radar Doppler de Cangu&ccedil;u, no formato CAPPI, dos 15 n&iacute;veis de altura, de 2 km a 16 km, e resolu&ccedil;&atilde;o horizontal de 3 km por 3 km, processados pelo DAS/INPE.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Imagens do canal infravermelho do sat&eacute;lite GOES&#45;12, do dia 11 de janeiro de 2008, armazenadas no <A HREF="http://www.sat.dundee.ac.uk" target="_blank">http://www.sat.dundee.ac.uk</A>.  </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>2.1 Sistema de modelagem MM5</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>2.1.1 Assimila&ccedil;&atilde;o de dados</b></font>  </p>      <p><font size="2" face="Verdana">Uma forma de aumentar o realismo das informa&ccedil;&otilde;es, que s&atilde;o, muitas vezes ou at&eacute; mesmo quase sempre, coletadas e observadas em diferentes locais ou n&atilde;o dos pontos gradeados de um modelo, &eacute; dispor de informa&ccedil;&otilde;es sobre os erros das medi&ccedil;&otilde;es de suporte, normalmente designados como erro background, e modificados de forma que dependa do escoamento, pelas equa&ccedil;&otilde;es din&acirc;micas do modelo, durante o per&iacute;odo de assimila&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O sistema de assimila&ccedil;&atilde;o de dados consiste basicamente na combina&ccedil;&atilde;o de todas as informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis sobre o estado da atmosfera em uma determinada janela de tempo. Ele produz uma estimativa sobre as condi&ccedil;&otilde;es atmosf&eacute;ricas, v&aacute;lidas para um determinado instante de tempo referido como de an&aacute;lise. As informa&ccedil;&otilde;es empregadas para produzir essa an&aacute;lise incluem, tanto as observa&ccedil;&otilde;es, como as previs&otilde;es anteriores, que comumente s&atilde;o referidas como o estado de suporte ou de primeira aproxima&ccedil;&atilde;o, assim como os seus respectivos erros e as leis das f&iacute;sicas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As an&aacute;lises, sobre o aspecto bem amplo, podem ser empregadas de distintas formas na meteorologia. Elas podem prover as condi&ccedil;&otilde;es iniciais, ou seja, de inicializa&ccedil;&atilde;o para os modelos de previs&otilde;es de tempo. Da mesma forma, podem tamb&eacute;m ser empregadas para se proceder as pesquisas clim&aacute;ticas pela re&#45;an&aacute;lise, com a inclus&atilde;o de observa&ccedil;&otilde;es e resultados de modelos num&eacute;ricos. Dentre muitos outros, podem ainda ser utilizadas para prever o potencial, bem como, avaliar e simular o impacto dos componentes individuais de uma rede de observa&ccedil;&otilde;es em um sistema de previs&atilde;o de tempo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O sucesso do processamento do modelo, com assimila&ccedil;&atilde;o de dados (PCA) e previs&atilde;o num&eacute;rica do tempo, depende crucialmente da precis&atilde;o com que as condi&ccedil;&otilde;es iniciais s&atilde;o fornecidas ao mesmo. A relativa import&acirc;ncia dos erros das previs&otilde;es, que se devem &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es iniciais, comparada com as de outras fontes de erros, tais como aquelas devidas &agrave;s parametriza&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas, condi&ccedil;&otilde;es de contorno e previs&otilde;es din&acirc;micas, dependem de in&uacute;meros fatores, como a da resolu&ccedil;&atilde;o espacial e temporal, &aacute;reas dos dom&iacute;nios das integra&ccedil;&otilde;es, densidade de dados dispon&iacute;veis, orografias, al&eacute;m do pr&oacute;prio produto da previs&atilde;o propriamente dito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As aplica&ccedil;&otilde;es iniciais do sistema 3DVAR no MM5 t&ecirc;m sido focadas, para prover as condi&ccedil;&otilde;es iniciais, para a integra&ccedil;&atilde;o das previs&otilde;es do MM5. Despende&#45;se grande esfor&ccedil;o no desenvolvimento do sistema de assimila&ccedil;&atilde;o variacional de dados para substituir o esquema, por exemplo, o de Cressman (MM5) e o de "nudging" Newtoniano (FDDA &#150; MM5).      </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considera&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas t&ecirc;m levado a uma variedade de implementa&ccedil;&otilde;es alternativas do sistema VAR. O principal objetivo do sistema b&aacute;sico 3DVAR do MM5 &eacute; produzir uma estimativa &oacute;tima do estado real da atmosfera no instante da an&aacute;lise, atrav&eacute;s da solu&ccedil;&atilde;o iterativa de uma fun&ccedil;&atilde;o custo prescrita (Ide et al., 1997). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rbmet/v27n1/a08frm01.jpg"></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O problema do VAR resume&#45;se na solu&ccedil;&atilde;o iterativa da Equa&ccedil;&atilde;o 1. Ele consiste na obten&ccedil;&atilde;o do estado x que minimiza a fun&ccedil;&atilde;o custo J(x). A solu&ccedil;&atilde;o representa desta forma, o valor final do m&aacute;ximo da possibilidade (ou seja, com o m&iacute;nimo de vari&acirc;ncia) estimada para o estado verdadeiro da atmosfera, ao fornecer duas fontes de dados a priori: o de suporte, tomado como sendo aquela do progn&oacute;stico anterior x<SUP>b</SUP> e as observa&ccedil;&otilde;es y<SUP>0</SUP> (Lorenc, 1986). Para se ajustar aos pontos de dados individuais da grade, os valores s&atilde;o ponderados pelas estimativas de seus erros: B, E e F, que s&atilde;o as covari&acirc;ncias, respectivamente das matrizes de suporte, da observacional (instrumental) e do erro representativo. A fun&ccedil;&atilde;o custo quadr&aacute;tica, dada pela Equa&ccedil;&atilde;o 1, sup&otilde;e que as covari&acirc;ncias dos erros das observa&ccedil;&otilde;es e dos suportes s&atilde;o estatisticamente descritos por fun&ccedil;&otilde;es Gaussianas de densidade de probabilidade, com erro m&eacute;dio nulo. Alternativamente as fun&ccedil;&otilde;es custo podem ser usadas para relaxar essas suposi&ccedil;&otilde;es, conforme apresentado por (Dharssi et al., 1992). O emprego das opera&ccedil;&otilde;es adjuntas, que pode ser vista como uma aplica&ccedil;&atilde;o multidimensional da regra em cadeia &#150; para a diferencia&ccedil;&atilde;o parcial permite calcular, de forma eficiente, o gradiente da fun&ccedil;&atilde;o custo. O problema te&oacute;rico da minimiza&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o custo J(x) &eacute; equivalente &agrave; da gera&ccedil;&atilde;o anterior, da t&eacute;cnica da interpola&ccedil;&atilde;o &oacute;tima (OI) do caso linear.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#fig02">Figura 2</a> &eacute; apresentada uma vis&atilde;o geral do sistema 3DVAR usado no MM5. A configura&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica apresenta o modo comumente referido como "cold start', onde a previs&atilde;o de suporte &eacute; resultante do produto de algum outro modelo, tais como, os progn&oacute;sticos dos modelos globais da atmosfera, como o do GFS/NCEP, ECNWF, CPTEC, etc. O outro modo &eacute; o c&iacute;clico, em que a previs&atilde;o de suporte &eacute; a da pr&oacute;pria previs&atilde;o de curto prazo do MM5, produzida com o processamento da an&aacute;lise com 3DVAR anterior. As tr&ecirc;s formas de arquivos de entrada de dados, o first guess, observa&ccedil;&atilde;o e erro de suporte, e as sa&iacute;das (an&aacute;lises) s&atilde;o apresentadas em c&iacute;rculos. Os ret&acirc;ngulos n&atilde;o hachureados apresentam c&oacute;digos fontes destinados a serem usados com o 3DVAR e o MM5, os demais representam os c&oacute;digos pr&eacute;&#45;existentes no MM5 sem o 3DVAR. No primeiro modo o processamento &eacute; o padr&atilde;o normal, que se processa mesmo sem a assimila&ccedil;&atilde;o de dados. No modelo c&iacute;clico, o processamento de suporte n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio, pois o campo de suporte x<SUP>b</SUP> para o 3DVAR j&aacute; est&aacute; na pr&oacute;pria grade do MM5.          </font></p>       <p><a name="fig02"></a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p align="center"><img src="/img/revistas/rbmet/v27n1/a08fig02.jpg"></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><font size="2" face="Verdana">O pr&eacute;&#45;processador fornece as observa&ccedil;&otilde;es y<SUP>0</SUP> para serem ingeridas pelo 3DVAR. O programa 3DVAR_OBSPROC apresenta distintas fun&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas. Ele l&ecirc; os dados das observa&ccedil;&otilde;es em um formato especial conhecido como formato MM5 LITTLE&#45;R (Dudhia, et al., 2005), faz a verifica&ccedil;&atilde;o espacial e temporal dos dados observados, obt&eacute;m as alturas, das observa&ccedil;&otilde;es em coordenadas de press&atilde;o, une os dados duplicados e seleciona as observa&ccedil;&otilde;es que apresentam diferentes valores em distintos tempos, al&eacute;m de estimar os erros de cada observa&ccedil;&atilde;o e produzir dados no formato adequado para o processamento do MM5.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> As estat&iacute;sticas das covari&acirc;ncias de erros de suporte s&atilde;o empregadas na fun&ccedil;&atilde;o custo do 3DVAR para ponderar os erros relacionados com os campos de suporte. O sistema de assimila&ccedil;&atilde;o filtra as estruturas de suporte e de observa&ccedil;&atilde;o, que apresentam altos erros relativos &agrave;quele mais corretamente conhecidos. Na realidade os erros dos campos de suporte ser&atilde;o sinoticamente dependentes, ou seja, variam de dia para dia dependendo da situa&ccedil;&atilde;o e condi&ccedil;&atilde;o do tempo (Parrish e Derber, 1992). </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>2.1.2 Configura&ccedil;&atilde;o e processamento</b></font>  </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O modelo MM5 foi configurado sobre o dom&iacute;nio que envolve toda a regi&atilde;o do Rio Grande do Sul, Uruguai, o sul de Santa Catarina e o nordeste da Argentina (<a href="#fig03">Figura 3</a>). O primeiro m&oacute;dulo do MM5 (TERRAIN) foi configurado com 3 grades aninhadas conforme apresentado na <a href="#fig03">Figura 3</a>. O espa&ccedil;amento horizontal, entre os pontos de grade do dom&iacute;nio maior (D1) foi estabelecido em 27km, no sub&#45;dom&iacute;nio intermedi&aacute;rio (D2) foi de 9 km e o dom&iacute;nio menor (D3) foi de 3km. Os dois maiores dom&iacute;nios do sistema foram centrados na latitude de 31º S e longitude 54º W, e, o dom&iacute;nio menor foi centralizado na latitude e longitude de instala&ccedil;&atilde;o do radar meteorol&oacute;gico de Cangu&ccedil;u, localizado em 31º24'14" S e 52º42'06" W. </font></p>     <p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbmet/v27n1/a08fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O REGRID &eacute; o segundo m&oacute;dulo do sistema MM5 e foi processado para condicionar os campos meteorol&oacute;gicos de acordo com as grades dos dom&iacute;nios de integra&ccedil;&atilde;o. Ele foi configurado para o processamento durante o per&iacute;odo compreendido entre as 0000 UTC do dia 11/01/08 at&eacute; &agrave;s 0000 UTC do dia 12/01/08, utilizando previs&otilde;es do modelo GFS. O m&oacute;dulo LITTLE_R, que interpola espacial e temporalmente, bem como, disp&otilde;e os dados de esta&ccedil;&otilde;es convencionais nos pontos de grade de cada um dos dom&iacute;nios de integra&ccedil;&atilde;o do modelo foi processado para cada um dos dom&iacute;nios de integra&ccedil;&atilde;o. Nesse m&oacute;dulo foram incorporados os dados das observa&ccedil;&otilde;es convencionais de superf&iacute;cie e altitude para proceder ao PCA. Os dados foram tamb&eacute;m preparados para o processamento do caso sem assimila&ccedil;&atilde;o de dados (PSA). O programa INTERPF foi posteriormente processado para interpolar os campos meteorol&oacute;gicos, dos n&iacute;veis de press&atilde;o produzidos pelo m&oacute;dulo LITTLE_R, para n&iacute;veis sigma, que &eacute; a coordenada vertical do modelo MM5.  Esse m&oacute;dulo n&atilde;o apenas perfaz a interpola&ccedil;&atilde;o vertical, como tamb&eacute;m proporciona os diagn&oacute;sticos computacionais e a re&#45;formata&ccedil;&atilde;o dos dados para o modelo MM5. Tendo em vista que o interesse principal est&aacute; condicionado, principalmente nos baixos n&iacute;veis da atmosfera, foram selecionados 26 n&iacute;veis sigma na vertical, com grande resolu&ccedil;&atilde;o vertical pr&oacute;ximos &agrave; superf&iacute;cie.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O m&oacute;dulo MM5 que perfaz a previs&atilde;o num&eacute;rica do tempo do sistema de modelagem propriamente dita, foi configurado com parametriza&ccedil;&otilde;es da microf&iacute;sica, convec&ccedil;&atilde;o, camada limite planet&aacute;ria, radia&ccedil;&atilde;o e de temperatura de solo. Na <a href="/img/revistas/rbmet/v27n1/a08tab02.jpg">Tabela 2</a> s&atilde;o apresentadas as parametriza&ccedil;&otilde;es estabelecidas, para cada dom&iacute;nio de integra&ccedil;&atilde;o do modelo. O modelo foi processado para o per&iacute;odo de 24 horas, a partir das 0000h do dia 11/01/2008, provendo previs&otilde;es, devidamente armazenados,  com intervalos de 30 minutos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>2.2 Radar meteorol&oacute;gico</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O radar meteorol&oacute;gico est&aacute; instalado na cidade de Cangu&ccedil;u (RS), a 466,57 metros de altitude, localizado na latitude 31ºS24'14" e longitude 52ºW42'06" e &eacute; operado pelo Departamento de Controle do Espa&ccedil;o A&eacute;reo (DECEA). Trata&#45;se de um radar Doppler que opera em banda S (2,7 &#150; 3 GHz), com comprimento de onda de 10 cm e apresenta uma abertura do feixe de microondas de aproximadamente 2º. Ele leva 15 minutos para executar 15 varreduras volum&eacute;tricas, e &eacute; operado por 24 horas por dia. Na <a href="#fig04">Figura 4</a> &eacute; apresentada a &aacute;rea de cobertura do radar de Cangu&ccedil;u, para um raio de 250 km. Entretanto, para todo o m&ecirc;s de janeiro de 2008, o DECEA disponibilizou apenas os dados com alcance m&aacute;ximo delimitado em 69 km, para todos os &acirc;ngulos de eleva&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p><a name="fig04"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbmet/v27n1/a08fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), por um conv&ecirc;nio estabelecido com o DECEA, acessa os dados brutos do radar de Cangu&ccedil;u e perfaz o processamento dos mesmos. No processamento eles s&atilde;o colocados no formato CAPPI ("Constant Altitude Plan Position Indicator") e formatados em 15 n&iacute;veis verticais, de 2 km a 16 km. O produto CAPPI &eacute; obtido a partir da refletividade do radar, coletados de cada azimute e eleva&ccedil;&atilde;o. No final do processo da varredura eletr&ocirc;nica, o volume tridimensional de dados do radar &eacute; o que possibilita obter todo o perfil vertical da refletividade do radar em dBz, dentro da &aacute;rea de cobertura. O CAPPI &eacute; obtido com os dados da varredura completa do radar, em todas as eleva&ccedil;&otilde;es da antena, na altura desejada. Ap&oacute;s fixar a altura, &eacute; feita a interpola&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es, contidas em cada uma das eleva&ccedil;&otilde;es da PPI ("Plan Position Indicator"), formando assim um campo de refletividade em um plano de altitude constante.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como a resolu&ccedil;&atilde;o horizontal dos dados do radar (1 km por 1 km) &eacute; maior que a do terceiro dom&iacute;nio do modelo (3 km por 3 km), eles foram devidamente processados para apresenta&ccedil;&atilde;o compat&iacute;vel com a do modelo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>3. RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No dia 11 de janeiro de 2008 ocorreu a entrada de uma frente fria sobre o Rio Grande do Sul, combinado com a presen&ccedil;a de uma massa de ar quente e &uacute;mida que atuava sobre o Estado. Esse sistema provocou ventos fortes, pancadas de chuva e descargas el&eacute;tricas em v&aacute;rias localidades. De acordo com informa&ccedil;&otilde;es do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), foram registradas, entre as 10h do dia 10 e 10h do dia 11, precipita&ccedil;&atilde;o acumulada de 21,2mm em Porto Alegre; 29,4mm em Encruzilhada do Sul e 76,5mm em Rio Grande. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A imagem, do canal infravermelho, do sat&eacute;lite GOES&#45;12 das 0600UTC, do dia 11/01/2008 (<a href="/img/revistas/rbmet/v27n1/html/a08fig05.htm">Figura 5a</a>), apresenta claramente uma frente fria caracterizada por uma banda de nuvens espessas, em forma de v&iacute;rgula, que se estende desde o Nordeste da Argentina at&eacute; o Atl&acirc;ntico Sul. Tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel observar, mais ao Sul do Oceano Atl&acirc;ntico, uma circula&ccedil;&atilde;o, no sentido hor&aacute;rio, associada a um ciclone extratropical. Na imagem, das 2100UTC (<a href="/img/revistas/rbmet/v27n1/html/a08fig05.htm#fig5b">Figura 5b</a>), &eacute; n&iacute;tida a presen&ccedil;a do sistema convectivo que se desenvolveu durante o dia, atuando em todo Estado do Rio Grande do Sul. Posteriormente, com a oclus&atilde;o do sistema sobre o Oceano, a frente fria perdeu sua intensidade e se afastou do continente. O ret&acirc;ngulo, apresentado em ambas as figuras, representa uma amplia&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de interesse, onde o quadrado preto representa a &aacute;rea de cobertura do radar, localizado na cidade de Cangu&ccedil;u.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="/img/revistas/rbmet/v27n1/html/a08fig06.htm">Figura 6</a> &eacute; apresentada uma seq&uuml;&ecirc;ncia, de 3 em 3 horas, de imagens de alta resolu&ccedil;&atilde;o, do canal infravermelho do sat&eacute;lite GOES&#45;12, das 0300UTC &agrave;s 1200UTC do dia 11/01/2008. O ponto preto, situado no Estado do Rio Grande do Sul, representa a cidade de Cangu&ccedil;u. A an&aacute;lise da seq&uuml;&ecirc;ncia de imagens apresentadas revela claramente a ocorr&ecirc;ncia do avan&ccedil;o da frente fria, proveniente do Sul do Uruguai. Esse sistema frontal se desenvolve ao avan&ccedil;ar em dire&ccedil;&atilde;o do Rio Grande do Sul e chega at&eacute; a fronteira entre o Brasil e o Uruguai. &Agrave;s 0600UTC a frente fria j&aacute; se destaca na regi&atilde;o Sul e Oeste do Estado do Rio Grande do Sul (<a href="/img/revistas/rbmet/v27n1/html/a08fig06.htm">Figura 6b</a>). Tanto na imagem das 0600UTC, como na das 0900UTC (<a href="/img/revistas/rbmet/v27n1/html/a08fig06.htm#fig6c">Figura 6c</a>), &eacute; poss&iacute;vel notar que a nebulosidade causada pelo sistema frontal em superf&iacute;cie, atingiu n&iacute;veis mais elevados at&eacute; ent&atilde;o, com uma vis&iacute;vel forma&ccedil;&atilde;o de aglomerados de nuvens do tipo Cb, que s&atilde;o nuvens de grande desenvolvimento vertical, que provocam intensa precipita&ccedil;&atilde;o, fortes rajadas de vento e descargas el&eacute;tricas, principalmente na regi&atilde;o Noroeste do Rio Grande do Sul e Nordeste da Argentina. O deslocamento da frente fria, do continente em dire&ccedil;&atilde;o ao Oceano Atl&acirc;ntico, &eacute; percebido no instante seguinte, onde pode&#45;se perceber a configura&ccedil;&atilde;o de um Sistema Convectivo de Mesoescala (SCM) que se desenvolveu na regi&atilde;o do Nordeste da Argentina e Noroeste do Rio Grande do Sul.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Nas <a href="#fig07">Figuras 7</a> e <a href="#fig08">8</a> s&atilde;o apresentados os campos simulados de &aacute;gua precipit&aacute;vel, vento a 10m e temperatura a 2m, para o Processamento Com Assimila&ccedil;&atilde;o de dados (PCA) (a) e Processamento sem assimila&ccedil;&atilde;o de dados (PSA) (c) e as imagens do canal infravermelho do sat&eacute;lite GOES&#45;12 (b), das 0300UTC e &agrave;s 0600UTC. Na <a href="#fig07">Figura 7</a> &eacute; poss&iacute;vel observar que no hor&aacute;rio das 0300UTC, os dois processamentos mostram&#45;se condizentes com a imagem de sat&eacute;lite. Essa imagem mostra o avan&ccedil;o da frente fria pelo Uruguai em dire&ccedil;&atilde;o ao Rio Grande do Sul e por conseq&uuml;&ecirc;ncia, a chegada desse sistema na fronteira entre Brasil e Uruguai. As linhas isot&eacute;rmicas dos dois processamentos conseguem simular a frente fria, situada na regi&atilde;o onde o gradiente de temperatura &eacute; mais forte. A invers&atilde;o no sentido do vento para a dire&ccedil;&atilde;o Norte, pr&oacute;ximo a superf&iacute;cie, com a passagem do sistema frontal, tamb&eacute;m pode ser observada nos dois processos. Comparando nebulosidade da imagem do sat&eacute;lite com o campo de &aacute;gua precipit&aacute;vel simulada, pode&#45;se perceber que as &aacute;reas de maior quantidade de &aacute;gua precipit&aacute;vel correspondem &agrave;s &aacute;reas de maior nebulosidade. No PCA e PSA as &aacute;reas de maior quantidade de &aacute;gua precipit&aacute;vel correspondem a regi&atilde;o onde est&aacute; localizada a frente fria, sendo que o PSA mostra uma pequena regi&atilde;o com valores m&aacute;ximos de &aacute;gua precipit&aacute;vel (acima de 55 mm) no Nordeste da Argentina, que o PCA n&atilde;o apresenta. </font></p>     <p><a name="fig07"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbmet/v27n1/a08fig07.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig08"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbmet/v27n1/a08fig8a.jpg">    <br>   <a name="fig8b"></a><img src="/img/revistas/rbmet/v27n1/a08fig8b.jpg">    <br>   <a name="fig8c"></a><img src="/img/revistas/rbmet/v27n1/a08fig8c.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com o avan&ccedil;o do sistema frontal, a nebulosidade chega ao Rio Grande do Sul deixando o c&eacute;u encoberto em todo o sul do Estado (<a href="#fig8b">Figura 8b</a>). Os dois processamentos s&atilde;o bem semelhantes e conseguem mostrar o avan&ccedil;o da frente fria sobre o Rio Grande do Sul, mostrando que as regi&otilde;es com maior nebulosidade correspondem &agrave;s regi&otilde;es de maior quantidade de &aacute;gua precipit&aacute;vel. Nesse instante, o PCA apresenta um n&uacute;cleo bem definido de intensos valores de &aacute;gua precipit&aacute;vel no Oeste do Estado ga&uacute;cho (acima de 55 mm), diferentemente do PSA que n&atilde;o mostra esse n&uacute;cleo.      </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Comprovada a lisura do modelo, em prover simula&ccedil;&otilde;es da atmosfera, necessita&#45;se de um sistema para comparar a refletividade simulada com os dados observados por radar. Os dados da refletividade do radar est&atilde;o em formato CAPPI; ou seja, esses dados est&atilde;o dispostos em alturas constantes em rela&ccedil;&atilde;o ao radar. Sabe&#45;se que o radar est&aacute; localizado a uma altura de 466m acima da superf&iacute;cie do mar, e que o modelo de previs&atilde;o num&eacute;rica MM5 &eacute; configurado em coordenadas verticais sigma (&#963;) que, portanto, acompanha o contorno do relevo. Na <a href="#fig09">Figura 9</a> &eacute; apresentado, como exemplo, os efeitos da topografia nas superf&iacute;cies que podem ser inferidos sobre uma is&oacute;bara. O exemplo mostra que n&atilde;o &eacute; somente a press&atilde;o que sofre a influ&ecirc;ncia dos efeitos da topografia. A temperatura, o vento e a umidade, por exemplo, tamb&eacute;m tendem a seguir um comportamento similar na propor&ccedil;&atilde;o em que a altitude aumenta, mostrando que para comparar a refletividade simulada com a refletividade observada, muitos fatores devem ser levados em considera&ccedil;&atilde;o. O erro cometido na compara&ccedil;&atilde;o entre a refletividade simulada com a observada, na rela&ccedil;&atilde;o altura e press&atilde;o, &eacute; inversamente proporcional a altitude. Entretanto, o fato &eacute; que em altos n&iacute;veis da atmosfera h&aacute; um aumento na depress&atilde;o, ou seja, na diferen&ccedil;a entre a temperatura e a temperatura do ponto de orvalho, o que implica em uma diminui&ccedil;&atilde;o expressiva da umidade nos n&iacute;veis mais elevados. Ent&atilde;o, n&atilde;o adianta reduzir o erro, meramente adotando um n&iacute;vel de press&atilde;o em altitudes elevadas se a atmosfera estiver seca, pois, em uma atmosfera com baixa umidade n&atilde;o h&aacute; forma&ccedil;&atilde;o de nuvens e por conseq&uuml;&ecirc;ncia n&atilde;o haver&aacute; part&iacute;culas de chuva.</font></p>     <p><a name="fig09"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbmet/v27n1/a08fig09.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nas <a href="#fig10">Figuras 10</a> e <a href="#fig11">11</a> s&atilde;o apresentadas a refletividade simulada com PCA (a) e PSA (c) em 600hPa e a refletividade observada no n&iacute;vel de 4 km (b), para os hor&aacute;rios das 0600UTC e 1200UTC, respectivamente. Nas figuras da refletividade observada pelo radar, &eacute; poss&iacute;vel notar que &agrave;s 0600UTC (<a href="#fig10b">Figura 10b</a>) o radar come&ccedil;a a registrar valores significativos de refletividade (da ordem de 40, 45 e 50dBz), avan&ccedil;ando do setor oeste/sudoeste em dire&ccedil;&atilde;o ao da localiza&ccedil;&atilde;o do radar. O per&iacute;odo compreendido entre 0600UTC a 1200UTC, nas figuras observadas, corresponde &agrave;quele em que se constata a maior quantidade de part&iacute;culas e valores mais elevados de refletividade. Nas imagens de sat&eacute;lite, para os mesmos hor&aacute;rios correspondentes, o intervalo de maior nebulosidade sobre a &aacute;rea observada, tamb&eacute;m corresponde aos mesmos hor&aacute;rios com valores mais elevados de refletividade observada pelo radar, evidenciando n&atilde;o apenas a rela&ccedil;&atilde;o entre a refletividade e a nebulosidade, como tamb&eacute;m, mostrando que os dados apresentam coerentes com a observa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><a name="fig10"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rbmet/v27n1/a08fig10a.jpg">    <br>   <a name="fig10b"></a><img src="/img/revistas/rbmet/v27n1/a08fig10b.jpg">    <br>   <a name="fig10c"></a><img src="/img/revistas/rbmet/v27n1/a08fig10c.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig11"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbmet/v27n1/a08fig11a.jpg">    <br>   <a name="fig11b"></a><img src="/img/revistas/rbmet/v27n1/a08fig11b.jpg">    <br>   <a name="fig11c"></a><img src="/img/revistas/rbmet/v27n1/a08fig11c.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A compara&ccedil;&atilde;o entre a refletividade observada e as simuladas (<a href="#fig10">Figura 10</a>), que se refere ao instante em que s&atilde;o observados valores significativos da refletividade no setor oeste/sudoeste da &aacute;rea de alcance do radar, mostra que os dois processamentos (PCA e PSA) n&atilde;o registraram as refletividades apresentadas pelo radar meteorol&oacute;gico. O PCA apresenta algumas refletividades com valores variando de 20 a 40dBz a leste do radar; o que &eacute; tamb&eacute;m apresentado pelo PSA; mas, com valores inferiores e locais igualmente distintos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#fig11b">Figura11b</a>, &agrave;s 1200UTC, mostra que a observa&ccedil;&atilde;o apresenta os maiores valores de refletividade, pr&oacute;ximos aos extremos da &aacute;rea do alcance do radar, e valores m&iacute;nimos e medianos espalhados por todas as demais &aacute;reas. Os dois processamentos (PSA e PCA) n&atilde;o apresentaram os valores extremos nos setores observados e, em praticamente toda &aacute;rea, subestimam os valores das refletividades observadas, exceto nos locais com valores elevados da refletividade. </font></p>     <p>&nbsp;</p>         <p><font size="3" face="Verdana"><b>4. CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O sistema MM5 foi configurado com tr&ecirc;s dom&iacute;nios aninhados de integra&ccedil;&atilde;o, de forma que aquele com maior resolu&ccedil;&atilde;o espacial (D3) apresenta uma resolu&ccedil;&atilde;o espacial de 3 km, e inclui todo o range de cobertura do radar meteorol&oacute;gico Doppler, com alcance m&aacute;ximo estabelecido em 69 km, para fins de compara&ccedil;&atilde;o da refletividade simulada com a refletividade observada nos dados do radar meteorol&oacute;gico de Cangu&ccedil;u/RS. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As diferen&ccedil;as das refletividades, entre os processamentos PCA e PSA s&atilde;o bastante evidentes em todos os processos empregados na compara&ccedil;&atilde;o dos resultados; mas nenhum deles apresentou uma real e inequ&iacute;voca efici&ecirc;ncia em simular a refletividade do radar. Entretanto, na compara&ccedil;&atilde;o entre as refletividades simuladas, &eacute; vis&iacute;vel a grande diferen&ccedil;a entre os dois processos, mostrando que o fato de processar o modelo com dados de esta&ccedil;&otilde;es locais e com alta resolu&ccedil;&atilde;o &eacute; um fator relevante para a refletividade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As an&aacute;lises desenvolvidas revelaram que o modelo de mesoescala MM5 permite prognosticar e proporcionar previs&otilde;es que possibilitam a infer&ecirc;ncia das refletividades de um radar meteorol&oacute;gico, sobretudo quando da assimila&ccedil;&atilde;o de dados convencionais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>5. AGRADECIMENTOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Agrave;s institui&ccedil;&otilde;es, INPE, NCEP, DECEA,DUNDEE e NCAR, pela disponibiliza&ccedil;&atilde;o dos dados. &Agrave; CAPES  pela concess&atilde;o da bolsa de mestrado e &agrave; Universidade Federal de Pelotas pelo apoio &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o dessa pesquisa.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>6. REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">DHARSSI, I.; LOREN, A. C.; INGLEBY, N. (1992). Treatment of gross errors using maximum probability theory. Quaterly Journal of the Royal Meteorological Society, 118:1017&#45;1036.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0102-7786201200010000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> DOVIAK, R. J.; ZRNIC, D. S. <B>Doppler radar and weather observations.</B> Academic Press, Inc., San Diego, 458pp. 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0102-7786201200010000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> DUDHIA, J.; GILL, D.; MANNING,K.; WANG, W.; BRUYERE, C. <B>PSU/NCAR Mesoscale Modeling System Tutorial Class Notes and User's Guide (MM5 Modeling System Version 3.7). </B>Mesoscale and Microscale Meteorology Division. National Center for Atmospheric Research. 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0102-7786201200010000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> HANDWERKER, J. Cell tracking with TRACE3D &#150; a new algorithm. <B>Atmospheric Research</B>, v.61, n.1, p.15&#45;34, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0102-7786201200010000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> IDE, K., P. COURTIER, M. GHIL;  A. LORENC, 1997: Unified notation for data assimilation: Operational, sequential and variational. J. Meteor. Soc. Japan, 75, 181&#45;189.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0102-7786201200010000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> LORENC, A. C., 1986: Analysis methods for numerical weather prediction. Q. J. R. Meteorol. Soc., 112, 1177&#45;1194.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0102-7786201200010000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> PARRISH, D. F.; J. DERBER, 1992: The National Meteorological Center's spectral statistical Interpolation analysis system. Mon. Wea. Rev., 120, 1747&#45;1763.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0102-7786201200010000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> WILSON, J. W.; MUELLER, C.K. Nowcasts of Thunderstorm Initiation and Evolution. Weather Forecasting, v.8, n.1, p.113&#45;131, 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0102-7786201200010000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Recebido Setembro de 2009    <br> Aceito Maio de 2011</font></p>      ]]></body><back>
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