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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Psicologia positiva e o estudo do bem-estar subjetivo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The proposal of the this paper was to present the emerging of the Positive Psychology as a new important field of the contemporary Psychology, in a moment when new studies has focused the understanding of human strengths and values. One of its main components gave special attention, subjective well-being, also known as happiness. Searching to elucidate the involved aspects in the study of subjective well-being, this article looked for to approach some of its most important correlates. The best agreement of the involved factors with the sprouting of positive and negative emotions allows a better understanding of the human being's condition up against the adversities.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Psicologia positiva e o estudo do bem-estar subjetivo</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Positive psychology and the subjective well-being study </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Paola Moura Passareli<sup>I</sup>; Jos&eacute; Aparecido da Silva<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Universidade de S&atilde;o Paulo, Faculdade de Filosofia, Ci&ecirc;ncias e Letras de Ribeir&atilde;o Preto, Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Psicobiologia. Av. Bandeirantes,  3900, Bloco 6, Monte Alegre, 14040-901, Ribeir&atilde;o Preto, SP, Brasil. Correspond&ecirc;ncia para/<i>Correspondence to</i>: P.M. PASSARELI. <i>E-mail</i>: &lt;<a href="mailto:paola@hmtr.com.br">paola@hmtr.com.br</a>&gt;</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O presente artigo visou apresentar o surgimento da Psicologia Positiva como um importante novo campo de estudos da Psicologia contempor&acirc;nea, em um momento em que novos estudos t&ecirc;m focado a compreens&atilde;o das for&ccedil;as e virtudes humanas. Especial aten&ccedil;&atilde;o &eacute; dada a um de seus principais componentes - o bem-estar subjetivo -, tamb&eacute;m conhecido como felicidade. Buscando elucidar os aspectos envolvidos no estudo do bem-estar subjetivo, este artigo procurou abordar alguns de seus principais correlatos. O melhor entendimento dos fatores envolvidos com o surgimento tanto de emo&ccedil;&otilde;es positivas quanto de negativas permite uma maior compreens&atilde;o da condi&ccedil;&atilde;o humana diante das adversidades. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Unitermos:</b> emo&ccedil;&otilde;es positivas; bem-estar subjetivo; psicologia positiva. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The proposal of the this paper was to present the emerging of the Positive Psychology as a new important field of the contemporary Psychology, in a moment when new studies has focused the understanding of human strengths and values. One of its main components gave special attention, subjective well-being, also known as happiness. Searching to elucidate the involved aspects in the study of subjective well-being, this article looked for to approach some of its most important correlates. The best agreement of the involved factors with the sprouting of positive and negative emotions allows a better understanding of the human being's condition up against the adversities. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Uniterms:</b> positive affect; subjectivity; positive psychology. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A revista cient&iacute;fica <i>American Psychologist</i>  dedicou, no ano 2000, sua edi&ccedil;&atilde;o especial a um novo    ramo de estudos da Psicologia, a Psicologia Positiva - o    estudo da emo&ccedil;&atilde;o positiva, do car&aacute;ter positivo, e de    institui&ccedil;&otilde;es positivas (Seligman &amp; Csikszentmihalyi,    2000), reconhecendo a import&acirc;ncia do desenvolvimento    de pesquisas sobre esse tema.  </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O novo foco em estudos sobre as for&ccedil;as e as    potencialidades humanas significa uma mudan&ccedil;a em    interesses concentrados apenas em emo&ccedil;&otilde;es negativas,    t&atilde;o freq&uuml;entes em pesquisas emp&iacute;ricas at&eacute; o presente    momento, e o surgimento de um novo grupo de    pesquisas interessadas em emo&ccedil;&otilde;es positivas, at&eacute; ent&atilde;o     realizadas de maneira muito escassa. Os estudos sobre    pessoas infelizes s&atilde;o abundantes na literatura, enquanto    s&atilde;o deixados de lado os aspectos positivos do potencial    humano (Myers, 2000; Seligman, 2004).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Diener e Seligman (2002) v&atilde;o mais al&eacute;m quando    afirmam que os estudos sobre pessoas felizes s&atilde;o raros    na literatura cient&iacute;fica, enquanto investiga&ccedil;&otilde;es sobre pessoas muito felizes n&atilde;o existem. Segundo Myers e Diener (1995), artigos psicol&oacute;gicos referentes a estados negativos excedem aqueles que estudam estados positivos em uma propor&ccedil;&atilde;o de 17 artigos para um. A diferen&ccedil;a observada entre o n&uacute;mero de artigos &eacute; surpreendente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando ent&atilde;o a import&acirc;ncia da Psicologia Positiva, faz-se necess&aacute;ria uma maior compreens&atilde;o sobre o tema. Esse novo ramo da Psicologia pode ser definido como o estudo cient&iacute;fico de emo&ccedil;&otilde;es positivas, for&ccedil;as e virtudes humanas (Bacon, 2005; Seligman &amp; Csikszentmihalyi, 2000; Sheldon &amp; King, 2001). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os achados das pesquisas envolvendo a Psicologia Positiva t&ecirc;m a inten&ccedil;&atilde;o de suplementar, n&atilde;o remover ou substituir, o que se conhece sobre sofrimento, fraqueza e desordens humanas. A inten&ccedil;&atilde;o &eacute; ter uma compreens&atilde;o cient&iacute;fica mais completa e mais equilibrada sobre as experi&ecirc;ncias humanas, e n&atilde;o considerar uma maior relev&acirc;ncia de uma experi&ecirc;ncia sobre as outras (Seligman, Steen, Park &amp; Peterson, 2005). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os estudos envolvendo a Psicologia Positiva convidam psic&oacute;logos de todas as orienta&ccedil;&otilde;es e interesses a se juntar &agrave; explora&ccedil;&atilde;o do lado positivo da vida (Simonton &amp; Baumeister, 2005). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Psicologia n&atilde;o deve se ater apenas ao estudo da doen&ccedil;a, da fraqueza e das perdas; semelhante aten&ccedil;&atilde;o deve ser dada ao estudo de for&ccedil;as e virtudes humanas. O tratamento psicol&oacute;gico n&atilde;o envolve apenas um reparo de algo que est&aacute; quebrado, mas o cultivo do que h&aacute; de melhor em cada indiv&iacute;duo. A Psicologia n&atilde;o deve ser concebida apenas como uma filial da Medicina preocupada com a doen&ccedil;a ou a sa&uacute;de, ela &eacute; muito mais abrangente, pois envolve o trabalho, a educa&ccedil;&atilde;o, a introspec&ccedil;&atilde;o, o amor e o crescimento (Seligman &amp; Csikszentmihalyi, 2000). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2002, Seligman publicou o livro intitulado <i>Authentic Happiness</i> - traduzido para o portugu&ecirc;s no ano de 2004 -, onde o autor relata suas reflex&otilde;es sobre a Psicologia Positiva e sua rela&ccedil;&atilde;o com a felicidade. Para esse autor, a Psicologia Positiva teria tr&ecirc;s pilares. O primeiro seria o estudo da emo&ccedil;&atilde;o positiva; o segundo, o estudo dos tra&ccedil;os positivos,"principalmente as for&ccedil;as e as virtudes, mas tamb&eacute;m as habilidades, como a intelig&ecirc;ncia e a capacidade atl&eacute;tica", e o terceiro, "o estudo das institui&ccedil;&otilde;es positivas, como a democracia, a  fam&iacute;lia e a liberdade, que d&atilde;o suporte &agrave;s virtudes que, por sua vez, ap&oacute;iam as emo&ccedil;&otilde;es positivas" (Seligman, 2004, p.13). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Seligman (2004, p.287) afirmou que ambos os termos - felicidade e bem-estar subjetivo -, que podem ser utilizados de maneira intercambi&aacute;vel, descrevem" os objetivos de todos os esfor&ccedil;os da Psicologia Positiva", incluindo "sentimentos positivos (&ecirc;xtase e conforto, por exemplo) e atividades positivas (absor&ccedil;&atilde;o e dedica&ccedil;&atilde;o, por exemplo)". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O bem-estar subjetivo como componente da psicologia positiva </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O bem-estar subjetivo &eacute; um importante componente da Psicologia Positiva. &Eacute; um aspecto que pode favorecer a maneira como vemos a n&oacute;s mesmos e as outras pessoas, o que pode resultar em maior prazer em vivenciar as situa&ccedil;&otilde;es cotidianas e o relacionamento com nossos pares. Torna-se importante, cada vez mais, conhecer os aspectos relacionados a esse tema. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O bem-estar subjetivo, tamb&eacute;m chamado de felicidade (Diener, 2000; Seligman, 2004), pode ser nomeado de extrovers&atilde;o est&aacute;vel, parecendo o afeto positivo na felicidade estar relacionado &agrave; f&aacute;cil sociabilidade, o que propicia uma intera&ccedil;&atilde;o natural e agrad&aacute;vel com outras pessoas. Faz sentido, assim, comparar a felicidade com a extrovers&atilde;o (Francis, 1999). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Seligman (2004) afirmou que as pessoas felizes t&ecirc;m mais amigos, tanto amigos casuais como amigos &iacute;ntimos, permanecem casadas por um maior per&iacute;odo e participam de mais atividades de grupo. Todos esses fatores indicam uma facilita&ccedil;&atilde;o de contatos sociais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pessoas com o bem-estar elevado parecem ter melhores rela&ccedil;&otilde;es sociais do que pessoas que apresentam o bem-estar rebaixado. Rela&ccedil;&otilde;es sociais positivas mostram-se necess&aacute;rias para o bem-estar. Existem diferentes dados sugerindo que o bem-estar leva ao desenvolvimento de boas rela&ccedil;&otilde;es sociais e n&atilde;o &eacute; meramente seguido por elas (Diener &amp; Seligman, 2004). Muitos estudos t&ecirc;m indicado que, comparadas &agrave;s pessoas solteiras, as pessoas casadas t&ecirc;m melhor sa&uacute;de f&iacute;sica e psicol&oacute;gica, al&eacute;m de viverem mais (Burman &amp; Margolin, 1992). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Confirmando esses estudos, evid&ecirc;ncias experimentais indicam que as pessoas tendem a apresentar sofrimento quando n&atilde;o fazem parte de nenhum tipo de grupo ou quando t&ecirc;m rela&ccedil;&otilde;es pobres dentro dos  grupos a que pertencem (Diener &amp; Seligman, 2004). Verificou-se, assim, que participar de grupos, como grupos de amigos, de trabalho, de apoio, &eacute; um fator favor&aacute;vel para o bem-estar subjetivo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudos indicam, por outro lado, que o aumento da renda produziria pouco benef&iacute;cio adicional ao bem-estar - fato j&aacute; observado por estudos realizados em diferentes na&ccedil;&otilde;es -, o que sugere uma baixa correla&ccedil;&atilde;o entre indicadores econ&ocirc;micos e diferentes componentes e formas de bem-estar, como felicidade, satisfa&ccedil;&atilde;o de vida e afeto positivo (Diener &amp; Biswas-Diener, 2002). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diener e Seligman (2004) relataram que nos &uacute;ltimos 50 anos os rendimentos aumentaram de forma constante nos Estados Unidos, triplicando a renda <i>per capita</i>, mas no mesmo per&iacute;odo n&atilde;o se observou um crescimento proporcional de satisfa&ccedil;&atilde;o de vida. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diener e Biswas-Diener (2002) sustentaram que uma renda mais elevada auxiliaria as avalia&ccedil;&otilde;es de bem-estar subjetivo no caso de pessoas extremamente pobres, por&eacute;m a partir de uma determinada renda n&atilde;o se verificaria a correla&ccedil;&atilde;o entre aumento da riqueza e aumento do bem-estar subjetivo (Diener, 2004). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De fato, constata-se que felicidade, ou bem-estar subjetivo, n&atilde;o &eacute; apenas a aus&ecirc;ncia de depress&atilde;o, mas tamb&eacute;m a presen&ccedil;a de um n&uacute;mero de emo&ccedil;&otilde;es e estados cognitivos positivos (Joseph, Linley, Harwood, Lewis &amp; McCollam, 2004). Segundo Diener, Suh e Oishi (1997), o campo do bem-estar subjetivo inclui os estados indesej&aacute;veis tratados pelos psic&oacute;logos cl&iacute;nicos, embora n&atilde;o se limite apenas ao estudo desses estados indesej&aacute;veis. Para esses autores, o bem-estar subjetivo tamb&eacute;m se refere aos fatores que diferem as pessoas ligeiramente felizes daquelas moderadamente e extremamente felizes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DeNeve e Cooper (1998) sugeriram que a import&acirc;ncia dada para a extrovers&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao bem-estar subjetivo tem sido exagerada em revis&otilde;es realizadas anteriormente sobre o tema, enquanto muitos tra&ccedil;os de personalidade pouco examinados mereceriam uma aten&ccedil;&atilde;o especial. Ao mesmo tempo, os autores indicaram que n&atilde;o podiam concluir que a personalidade fosse a &uacute;nica vari&aacute;vel importante para o bem-estar subjetivo, embora autores como Brebner, Donaldson, Kirby e Ward (1995) afirmassem que a estrutura b&aacute;sica de personalidade forma a base para a pessoa ser caracteristicamente feliz ou n&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Buscando definir felicidade, &eacute; comum a associa&ccedil;&atilde;o entre a freq&uuml;&ecirc;ncia e a intensidade de emo&ccedil;&otilde;es agrad&aacute;veis, ou seja, consideram-se mais felizes as pessoas que se apresentam intensamente felizes a maior parte do tempo. Diener (2000) abordou que experimentar emo&ccedil;&otilde;es agrad&aacute;veis a maior parte do tempo, e n&atilde;o experimentar emo&ccedil;&otilde;es desagrad&aacute;veis freq&uuml;entemente, mesmo se as emo&ccedil;&otilde;es agrad&aacute;veis forem apenas leves, j&aacute; &eacute; um fato suficiente para altos relatos de felicidade. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lyubormirsky (2001) mostrou que a felicidade pode realmente estar'em nossas cabe&ccedil;as', como a teoria popular tem afirmado h&aacute; tanto tempo. Pessoas felizes apreciariam o que elas j&aacute; t&ecirc;m, sem se prender &agrave;quilo que n&atilde;o t&ecirc;m. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Finalmente, o bem-estar subjetivo &eacute; associado &agrave; sa&uacute;de e &agrave; longevidade, embora os caminhos ligando essas vari&aacute;veis estejam longe de inteira compreens&atilde;o (Diener &amp; Seligman, 2004). Seligman (2004, p.55) trouxe que "a emo&ccedil;&atilde;o positiva funciona como previs&atilde;o de sa&uacute;de e longevidade, que s&atilde;o bons indicadores de reservas f&iacute;sicas". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Estudos j&aacute; realizados envolvendo o bem-estar subjetivo </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diferentes estudos envolvendo o bem-estar subjetivo j&aacute; foram realizados, principalmente fora do Brasil. Alguns est&atilde;o descritos nos par&aacute;grafos abaixo, assim como os resultados obtidos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Brebner et al. (1995) investigaram as rela&ccedil;&otilde;es existentes entre medidas de felicidade e personalidade. Para isso contaram com a participa&ccedil;&atilde;o de 95 estudantes volunt&aacute;rios. Seus resultados indicaram que a estrutura b&aacute;sica de personalidade delineia a tend&ecirc;ncia de uma pessoa ser caracteristicamente feliz ou n&atilde;o. O neuroticismo mostrou-se negativamente associado a medidas de felicidade, enquanto a extrovers&atilde;o mostrou-se positivamente relacionada a elas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">J&aacute; Vitters&oslash; e Nilsen (2002) almejavam analisar e explorar a estrutura do bem-estar subjetivo, neuroticismo e extrovers&atilde;o e comparar os efeitos dos n&iacute;veis do neuroticismo e da extrovers&atilde;o como preditores do bem-estar subjetivo. Atrav&eacute;s de uma popula&ccedil;&atilde;o de 461 participantes adultos da Noruega, encontraram que o bem-estar subjetivo parece ser sustentado por tr&ecirc;s dimens&otilde;es - a satisfa&ccedil;&atilde;o de vida, o afeto positivo e o afeto negativo - e tamb&eacute;m perceberam que o neuroticismo explicaria oito vezes mais a vari&acirc;ncia no bem-estar subjetivo do que a extrovers&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lyubomirsky e Lepper (1999) realizaram estudos com um total de 2.732 participantes, procurando validar uma medida global de felicidade subjetiva. Participaram do estudo estudantes universit&aacute;rios dos Estados Unidos e da R&uacute;ssia. Seus resultados indicaram consist&ecirc;ncia interna para os itens do instrumento, assim como uma correla&ccedil;&atilde;o significativa quando avaliaram o teste-reteste. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Danner, Snowdon e Friesen (2001) trouxeram em seu estudo com freiras uma forte associa&ccedil;&atilde;o entre a emo&ccedil;&atilde;o positiva nas autobiografias escritas e a longevidade observada seis d&eacute;cadas depois. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma interessante explica&ccedil;&atilde;o para a rela&ccedil;&atilde;o entre bem-estar subjetivo, sa&uacute;de e longevidade seria o fato de que o afeto positivo estaria relacionado a perfis favor&aacute;veis de funcionamento em diversos sistemas biol&oacute;gicos e poderia, dessa maneira, ser relevante ao reduzir  o risco de desenvolvimento de doen&ccedil;as f&iacute;sicas (Steptoe, Wardle &amp; Marmot, 2005). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um estudo de Cha (2003) buscou examinar o bem-estar subjetivo de 350 estudantes universit&aacute;rios da Cor&eacute;ia, assim como sua rela&ccedil;&atilde;o com construtos de personalidade, auto-estima, auto-estima coletiva e otimismo. A an&aacute;lise fatorial das medidas de bem-estar subjetivo indicou tr&ecirc;s fatores: satisfa&ccedil;&atilde;o de vida, afeto positivo e afeto negativo. Os estudantes mostraram resultados semelhantes aos de outros pa&iacute;ses, contradizendo os estudos de Diener, Suh, Smith e Shao (1995) e os estudos de Pavot e Diener (1993), que indicavam que os estudantes coreanos apresentavam valores mais baixos referentes &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o de vida e bem-estar afetivo quando comparados a estudantes de outras na&ccedil;&otilde;es. Al&eacute;m disso, todos os construtos referentes &agrave; personalidade mostraram-se significativamente correlacionados com satisfa&ccedil;&atilde;o de vida, afeto positivo e afeto negativo. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em seu artigo, Abdel-Khalek (2004) avaliou a felicidade de 141 estudantes Kuwaitianos, e encontrou que as m&eacute;dias de felicidade apresentadas por eles pareceram ser baixas quando comparadas com as apresentadas por estudantes de outros pa&iacute;ses. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lever (2004) teve como objetivo comparar o bem-estar subjetivo de tr&ecirc;s grupos socioecon&ocirc;micos - extremamente pobres, moderadamente pobres e n&atilde;o pobres. Para isso, contou com a participa&ccedil;&atilde;o de 918 participantes residentes no M&eacute;xico. Seus resultados  indicavam diferen&ccedil;as estat&iacute;sticas significativas em todos  os fatores do bem-estar subjetivo em rela&ccedil;&atilde;o ao grupo socioecon&ocirc;mico a que os indiv&iacute;duos pertenciam. E, por fim, a pesquisadora tamb&eacute;m encontrou diferen&ccedil;as relacionadas a sexo e idade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, poucos estudos sobre o bem-estar subjetivo foram realizados. Arteche e Bandeira (2003) focaram seu trabalho em avalia&ccedil;&otilde;es sobre o bem-estar subjetivo de 193 adolescentes divididos em tr&ecirc;s grupos: o primeiro formado por 58 adolescentes trabalhadores em regime regular; o segundo por 58 adolescentes trabalhadores em regime educativo, e o terceiro por 77 adolescentes que n&atilde;o trabalhavam. Os resultados indicaram bons n&iacute;veis de bem-estar nos tr&ecirc;s grupos, e mostraram que o trabalho na adolesc&ecirc;ncia pode ser positivo, principalmente para os adolescentes que realizam um trabalho educativo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Albuquerque e Tr&oacute;ccoli (2004) desenvolveram um instrumento para mensurar a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida,  o afeto positivo e o afeto negativo, sendo esses os tr&ecirc;s componentes mais importantes do bem-estar subjetivo, segundo os autores. Um total de 795 policiais civis do Distrito Federal participou do estudo. Por meio da an&aacute;lise dos componentes principais e da an&aacute;lise fatorial, os autores encontraram em seu instrumento de 69 itens os tr&ecirc;s fatores esperados (satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, afeto positivo e afeto negativo), explicando 44,1% da vari&acirc;ncia total do constructo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Percebe-se, assim, a import&acirc;ncia do desenvolvimento de outros estudos que abordem a import&acirc;ncia do bem-estar subjetivo tanto para conhecer mais profundamente o tema como para adequ&aacute;-lo &agrave; realidade  brasileira. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es Finais </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Psicologia Positiva surge como um ineg&aacute;vel campo de estudos e como uma nova perspectiva para a Psicologia. O estudo das emo&ccedil;&otilde;es positivas torna-se cada vez mais freq&uuml;ente em estudos fora do Brasil. Cada vez mais estudos trazem contribui&ccedil;&otilde;es acerca dos conte&uacute;dos da Psicologia Positiva, como, por exemplo,  o bem-estar subjetivo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tendo em vista seu grande n&uacute;mero de correlatos,  o bem-estar subjetivo desperta grande interesse de pesquisadores empenhados em ampliar seus conhecimentos sobre as contribui&ccedil;&otilde;es de aspectos positivos no  dia-a-dia dos indiv&iacute;duos. Abrem-se, dessa forma, as portas para um novo ramo de estudos da Psicologia que busca a compreens&atilde;o das for&ccedil;as e virtudes humanas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Poucos estudos foram realizados no Brasil at&eacute; o presente momento sobre esse tema, indicando que grande parte da aten&ccedil;&atilde;o dos pesquisadores brasileiros ainda est&aacute; voltada para aspectos relacionados ao afeto negativo. Reside a&iacute;, ent&atilde;o, uma interessante possibilidade de mudan&ccedil;a de rumos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m de ser uma perspectiva atraente para aqueles que acreditam na import&acirc;ncia do afeto positivo, estudos envolvendo o bem-estar subjetivo abrem as portas para novas contribui&ccedil;&otilde;es que busquem o entendimento do ser humano a partir de suas potencialidades, e n&atilde;o apenas de suas fraquezas, como acontece t&atilde;o fortemente at&eacute; o momento. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias </b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Abdel-Khalek, A.    M., &amp; Bandeira, D. R. (2004). Happiness among Kuwaiti college students.    <i>Journal of Happiness Studies, 5 </i>(1), 93-97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S0103-166X200700040001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Albuquerque, A.    S., &amp; Tr&oacute;ccoli, B. T. (2004). Desenvolvimento de uma escala de bem-estar    subjetivo. <i>Psicologia: Teoria e Pesquisa, 20 </i>(2), 153-164.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S0103-166X200700040001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Arteche, A. X.    (2003). Bem-estar subjetivo: um estudo com adolescentes trabalhadores. <i>Psico-USF,    8 </i>(2), 193-201.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S0103-166X200700040001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bacon, S. F. (2005).    Positive psychology's two cultures. <i>Review of General Psychology, 9 </i>(2),    181-192.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S0103-166X200700040001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Burman, B., &amp;    Margolin, G. (1992). Analysis of the association between marital relationships    and health problems: an interactional perspective. <i>Psychological Bulletin,    112 </i>(1), 39-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0103-166X200700040001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Brebner, J., Donaldson,    J., Kirby, N., &amp; Ward, L. (1995). Relationships between happiness and personality.    <i>Personality and Individual Differences, 19</i> (2), 251-258.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0103-166X200700040001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cha, K. H. (2003).    Subjective well-being among college students. <i>Social Indicators Research,    62 </i>(1), 455-477.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0103-166X200700040001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Danner, D. D.,    Snowdon, D. A., &amp; Friesen, W. V. (2001). Positive emotions in early life    and longevity: findings from the nun study. <i>Personality Processes and Individual    Differences, 80 </i>(5), 804-813.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0103-166X200700040001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DeNeve, K. M.,    &amp; Cooper, H. (1998). The happy personality: traits and a meta-analysis of    137 Personality Subjective Well-Being. <i>Psychological Bulletin, 124 </i>(2),    197-229.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0103-166X200700040001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diener, E. (2000).    Subjective well-being: the science of happiness and a proposal for a national    index. <i>American Psychologist, 55</i> (1), 34-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0103-166X200700040001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diener, E., &amp;    Biswas-Diener, R. (2002). Will money increase subjective well-being? A literature    review and guide to needed research. <i>Social Indicators Research, </i>57 (2),    119-169.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0103-166X200700040001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diener, E., &amp;    Seligman, M. E. P. (2004). Beyond money: toward an economy of well-being. <i>Psychological    Science in the Public Interest, 5 </i>(1), 1-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0103-166X200700040001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diener, E., Suh,    E., Smith, H., &amp; Shao, L. (1995). National differences in reported subjective    well-being: why do they occur? <i>Social Indicators Research, 34 </i>(1), 7-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0103-166X200700040001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diener, E., Suh,    E., &amp; Oishi, S. (1997). Recent findings on subjective well-being. <i>Indian    Journal of Clinical Psychology, 24 </i>(1), 25-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0103-166X200700040001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Francis, L. J.    (1999). Happiness is a thing called stable extraversion: a further examination    of the relationship between the Oxford Happiness Inventory and Eysenck's dimensional    model of personality and gender. <i>Personality and Individual Differences,    26 </i>(1), 5-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0103-166X200700040001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Joseph, S., Linley,    P. A., Hardwood, J., Lewis, C. A., &amp; McCollam, </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">P.    (2004). Rapid assessment of well-being: The Short Deppression-Happiness Scale    (SDHS). <i>Psychology and Psychotherapy: Theory, Research and Practice</i>,    77 (4), 463-478.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0103-166X200700040001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lever, J. P (2004).    Poverty and subjective well-being in M&eacute;xico. <i>Social Indicators Research,    68 </i>(1), 1-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0103-166X200700040001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lyubomirsky, S.    (2001). Why are some people happier than others? The role of cognitive and motivational    processes in well-being. <i>American Psychologist, 56 </i>(3), 239-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0103-166X200700040001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lyubomirsky, S.,    &amp; Lepper, H. S. A. (1999). Measure of subjective happiness: preliminary    reliability and construct validation. <i>Social Indicators Research, 46 </i>(2),    137-155.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0103-166X200700040001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Myers, D. G. (2000).    The funds, friends, and faith of happy people. <i>American Psychologist, 55    </i>(1), 56-67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0103-166X200700040001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pavot, W., &amp;    Diener, E. (1993). Review of the satisfaction with life scale. <i>Psychological    Assessment, 5 </i>(2), 164-172.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0103-166X200700040001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Seligman, M. E.    P., &amp; Csikszentmihalyi, M. (2000). Positive psychology: an introduction.    <i>American Psychologist, 55 </i>(1),5-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0103-166X200700040001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Seligman, M. E.    P. (2004). <i>Felicidade aut&ecirc;ntica: usando a nova psicologia positiva    para a realiza&ccedil;&atilde;o permanente.</i> Rio de Janeiro: Objetiva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0103-166X200700040001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Seligman, M. E.    P., Steen, T. A., Park, N., &amp; Peterson, C. (2005). 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