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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper aims to contribute to the environment literature by providing some answers to the worldwide researchers' agenda concerning the deforestation in the Brazilian Amazon, whose average rate in recent years is over 20.000 km² per year. The main purpose is to test the effectiveness of surveillance action of public entities, as well as the effects of socioeconomic factors on the deforestation of the Amazon region. Initially, the deforestation of 749 municipalities of Legal Amazon is compared with 130 selected countries along the period 1988-2002. Ipeadata, IBGE and Inpe supplied the information on the political-social-economic and environmental characteristics of the municipalities. Based upon three orderly levels of deforestation with world observations provided by World Development Indicators - WDI (2006) of the World Bank, the application of a discrete choice ordered multinomial model allowed to infer the following conclusions: the presence of an environmental government representation in the municipalities is effective to reduce the deforestation rate in the Amazon region turning it comparable to the average of developed countries. Likewise, increasing education level, reducing income inequality and executing regulation laws to delimit the expansion of the agriculture and cattle ranching border are actions equally relevant to lower the deforestation of the region.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="verdana"><B>Causas do desmatamento no Brasil e seu ordenamento no contexto mundial</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Ronaldo de Albuquerque e Arraes<sup>I</sup>; Francisca Zilania Mariano<sup>II</sup>;    Andrei Gomes Simonassi<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Professor do curso de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Economia do Caen/UFC. E-mail: <a href="mailto:ronald@ufc.br">ronald@ufc.br</a>    <br>   <sup>II</sup>Doutoranda do Caen/UFC E-mail: <a href="mailto:ainaliz@yahoo.com.br">ainaliz@yahoo.com.br</a>    <br>   <sup>III</sup>Professor do curso de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Economia do Caen/UFC. E-mail: <a href="mailto:agsimonassi@gmail.com">agsimonassi@gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="VERDANA"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Este trabalho busca prover algumas respostas a quest&otilde;es persistentes nas agendas de pesquisadores do meio ambiente sobre o desmatamento no Brasil, notadamente na regi&atilde;o amaz&ocirc;nica, cuja taxa de devasta&ccedil;&atilde;o florestal recente ultrapassa uma &aacute;rea de 20.000 km<SUP>2</SUP> por ano. Objetiva-se testar a efic&aacute;cia da a&ccedil;&atilde;o de &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos fiscalizadores, bem como os efeitos de fatores socioecon&ocirc;micos sobre as causas do desmatamento. Inicialmente, comparam-se as taxas de desmatamento acumuladas em 749 munic&iacute;pios da Amaz&ocirc;nia Legal com as taxas de desmatamento de 130 pa&iacute;ses ao longo do per&iacute;odo 1988-2002. Ipeadata, IBGE e Inpe forneceram as informa&ccedil;&otilde;es sobre as caracter&iacute;sticas pol&iacute;tico-socioecon&ocirc;micas e ambientais dos munic&iacute;pios. A partir de tr&ecirc;s n&iacute;veis ordenados de desmatamento com observa&ccedil;&otilde;es mundiais fornecidas pelo <I>World Development Indicators &#150; WDI</I> (2006) do Banco Mundial, referentes &agrave; ordena&ccedil;&atilde;o dos graus de desenvolvimento dos pa&iacute;ses, a aplica&ccedil;&atilde;o de um modelo de escolha discreta multinomial ordenado permitiu extrair as seguintes conclus&otilde;es: a presen&ccedil;a de um &oacute;rg&atilde;o ambiental oficial em cada munic&iacute;pio &eacute; eficaz na redu&ccedil;&atilde;o do desmatamento, tornando os n&iacute;veis de desmatamento equiparados aos n&iacute;veis dos pa&iacute;ses desenvolvidos. Aumento do n&iacute;vel educacional, redu&ccedil;&atilde;o da desigualdade de renda e o cumprimento de leis regulat&oacute;rias para delimitar a expans&atilde;o da fronteira agropecu&aacute;ria s&atilde;o a&ccedil;&otilde;es igualmente relevantes para conter o desmatamento da regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chaves: </b>desmatamento no Brasil, Amaz&ocirc;nia, contexto mundial, desenvolvimento econ&ocirc;mico.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">This paper aims to contribute to the environment literature by providing some answers to the worldwide researchers' agenda concerning the deforestation in the Brazilian Amazon, whose average rate in recent years is over 20.000 km<SUP>2</SUP> per year. The main purpose is to test the effectiveness of surveillance action of public entities, as well as the effects of socioeconomic factors on the deforestation of the Amazon region. Initially, the deforestation of 749 municipalities of Legal Amazon is compared with 130 selected countries along the period 1988-2002. Ipeadata, IBGE and Inpe supplied the information on the political-social-economic and environmental characteristics of the municipalities. Based upon three orderly levels of deforestation with world observations provided by World Development Indicators - WDI (2006) of the World Bank, the application of a discrete choice ordered multinomial model allowed to infer the following conclusions: the presence of an environmental government representation in the municipalities is effective to reduce the deforestation rate in the Amazon region turning it comparable to the average of developed countries. Likewise, increasing education level, reducing income inequality and executing regulation laws to delimit the expansion of the agriculture and cattle ranching border are actions equally relevant to lower the deforestation of the region. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key-words: </b>Deforestation in Brazilian, Amazon, worldwide deforestation, economic development.    <br> <b>Classifica&ccedil;&atilde;o JEL: </b>Q23, Q28.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A redu&ccedil;&atilde;o dos tamanhos das florestas naturais em todo o mundo tem ocorrido como resultado, principalmente, de inc&ecirc;ndios, corte de &aacute;rvores para prop&oacute;sitos comerciais, devasta&ccedil;&atilde;o de terras para utiliza&ccedil;&atilde;o da agropecu&aacute;ria, ou at&eacute; fen&ocirc;menos naturais. Ao longo da hist&oacute;ria, indiv&iacute;duos t&ecirc;m sempre se beneficiado da remo&ccedil;&atilde;o de &aacute;rvores para usos diversos como fonte de energia, constru&ccedil;&otilde;es de habita&ccedil;&otilde;es e tornar terra dispon&iacute;vel para agricultura. Em muitos aspectos, os desmatamentos que ocorrem atualmente em regi&otilde;es tropicais n&atilde;o s&atilde;o significativamente diferentes dos que ocorreram em regi&otilde;es temperadas s&eacute;culos atr&aacute;s. Recentemente, o com&eacute;rcio de madeira em pa&iacute;ses desenvolvidos tem sido uma atividade sustent&aacute;vel, embora o mesmo possa n&atilde;o ocorrer em pa&iacute;ses em desenvolvimento. Segundo Castro (2005), a explora&ccedil;&atilde;o de madeiras na Amaz&ocirc;nia brasileira foi respons&aacute;vel pelo desaparecimento de esp&eacute;cies de &aacute;rvores que produziam madeiras nobres, tais como: mogno, acapu e virola. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Desde o in&iacute;cio da d&eacute;cada de 70, altas taxas de desmatamento v&ecirc;m sendo observadas na Amaz&ocirc;nia. Em 1995, a taxa de desmatamento atingiu seu maior n&iacute;vel e, ap&oacute;s esse ano, a taxa vem apresentando diferentes oscila&ccedil;&otilde;es decorrentes de diversas causas, tais como inc&ecirc;ndios, com&eacute;rcio de madeiras, expans&atilde;o de atividade agropecu&aacute;ria, aumento da densidade populacional e incentivos fiscais. Ainda como extens&atilde;o da consequ&ecirc;ncia, a degrada&ccedil;&atilde;o contribui para a perda de biodiversidade, redu&ccedil;&atilde;o da ciclagem de &aacute;gua e para o aquecimento global, principalmente atrav&eacute;s das queimadas, ao emitir gases que contribuem para acelerar o processo do efeito estufa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> De acordo com a proje&ccedil;&atilde;o realizada pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe), o desmatamento na Amaz&ocirc;nia Legal<a name="tx01"></a><a href="#nt01"><sup>1</sup></a> cresce a um ritmo de mais de 20.000 km<SUP>2</SUP> por ano. Entre 2003 e 2004 o desmatamento atingiu uma &aacute;rea de 27.423 km<SUP>2</SUP>, superado apenas pelo ocorrido em 1995 com uma devasta&ccedil;&atilde;o de 29.059 km<SUP>2</SUP>. O territ&oacute;rio desmatado acumulou, de 1988 at&eacute; 2008, o total de 354.261 km<SUP>2</SUP>. Identificar as causas para a ocorr&ecirc;ncia desse elevado volume de desmatamento em per&iacute;odo recente no Brasil, al&eacute;m de permitir a simula&ccedil;&atilde;o de cen&aacute;rios comparativos dessa ocorr&ecirc;ncia com as verificadas nos pa&iacute;ses que apresentam florestas em sua &aacute;rea geogr&aacute;fica, constitui o problema a ser focado neste trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A persist&ecirc;ncia na ocorr&ecirc;ncia desses problemas torna relevante a manuten&ccedil;&atilde;o de debates sobre as causas e os fatores relacionados ao desmatamento no Brasil, detentor da maior floresta mundial, visto que s&atilde;o vastos os trabalhos encontrados na literatura que se complementam quanto &agrave;s causas da degrada&ccedil;&atilde;o ambiental, entre elas, a busca pelo crescimento econ&ocirc;mico como uma das principais causas de cunho macroecon&ocirc;mico da degrada&ccedil;&atilde;o ambiental (LOPEZ, 1992; SACHS e WARNER, 1997; STOKEY, 1998), a constru&ccedil;&atilde;o de estradas (PFAFF, 1997; SHERRIL, 1999; SOARES et al., 2005), a pecu&aacute;ria em larga escala (MARGULIS, 2003; CASTRO, 2005), a expans&atilde;o da fronteira agr&iacute;cola (JARAMILLO e KELLY, 1999; CASTRO, 2005) e a densidade populacional (PFAFF, 1997; SCRIECIU, 2007; IGLIORI, 2008). Nesse sentido, combinar as causas no amplo campo pol&iacute;tico-socioecon&ocirc;mico e contextualizar o ordenamento dos n&iacute;veis de desmatamento no Brasil com o resto do mundo real&ccedil;a a relev&acirc;ncia e contribui&ccedil;&atilde;o do estudo para a literatura.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma das principais solu&ccedil;&otilde;es a serem adotadas para a preserva&ccedil;&atilde;o do meio ambiente tem sido direcionada com base na implanta&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas que visem o desenvolvimento sustent&aacute;vel, atrav&eacute;s do fortalecimento do com&eacute;rcio de carbono (CHOMITZ, 2007; FEIJ&Oacute; e PORTO JR., 2008), assim como o estabelecimento de uma ampla e eficaz governan&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fiscaliza&ccedil;&atilde;o e &agrave; regula&ccedil;&atilde;o dos desmatamentos na floresta amaz&ocirc;nica (SHERRIL, 1999; BORGES e IWANAGA, 2007; CHOMITZ, 2007).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como resultado das falhas governamentais e de mercado &eacute; aceito mundialmente que as atuais taxas de desmatamento das florestas, principalmente as tropicais, s&atilde;o excessivas. Neste sentido, a conserva&ccedil;&atilde;o de florestas tropicais envolve elevados custos de oportunidades decorrentes das priva&ccedil;&otilde;es de benef&iacute;cios pelo com&eacute;rcio de madeira e o subsequente retorno &agrave; agricultura.  Cabe questionar se haveria um estoque &oacute;timo, ou minimamente satisfat&oacute;rio, de floresta que um pa&iacute;s deveria proteger para o futuro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este trabalho procura contribuir com a literatura ao fornecer algumas respostas ao debate mundial sobre a degrada&ccedil;&atilde;o ambiental no Brasil, notadamente na regi&atilde;o amaz&ocirc;nica, atrav&eacute;s da formula&ccedil;&atilde;o de um modelo com aplica&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica que agregue os poss&iacute;veis fatores pol&iacute;tico-socioecon&ocirc;micos e demogr&aacute;ficos determinantes do desmatamento nessa regi&atilde;o. Al&eacute;m disso, objetiva-se determinar os efeitos de fatores socioecon&ocirc;micos, bem como a efic&aacute;cia da a&ccedil;&atilde;o governamental sobre o desmatamento e estabelecer cen&aacute;rios probabil&iacute;sticos de compara&ccedil;&otilde;es com o verificado em pa&iacute;ses desenvolvidos, em desenvolvimento e subdesenvolvidos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em sequ&ecirc;ncia, o artigo est&aacute; organizado com as seguintes se&ccedil;&otilde;es: aspectos te&oacute;ricos e emp&iacute;ricos da literatura sobre crescimento e desenvolvimento; as causas do desmatamento; a abordagem metodol&oacute;gica; resultados; conclus&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b><font face="verdana">2. Crescimento e    desenvolvimento sustent&aacute;vel</font></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>2.1. Crescimento</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A rela&ccedil;&atilde;o entre crescimento econ&ocirc;mico e desigualdade de renda tem sido um t&oacute;pico debatido em pesquisas econ&ocirc;micas recentes. A experi&ecirc;ncia contrastante ap&oacute;s a segunda grande guerra entre alguns pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina, os quais detinham uma elevada concentra&ccedil;&atilde;o de renda e crescimento econ&ocirc;mico de longo prazo, e alguns pa&iacute;ses da &Aacute;sia, que apresentavam baixa desigualdade de renda e alto crescimento econ&ocirc;mico, acirraram os debates sobre a rela&ccedil;&atilde;o inversa entre desigualdade de renda e crescimento econ&ocirc;mico. Muitos trabalhos emp&iacute;ricos envolvendo pa&iacute;ses, tais como: Persson e Tabelini (1994) e Alesina e Rodrick (1994), t&ecirc;m apoiado tal rela&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, outros estudos contradizem isso ao obter uma rela&ccedil;&atilde;o direta (FORBES, 2000). Recentemente, tem-se buscado uma explica&ccedil;&atilde;o alternativa via rela&ccedil;&atilde;o entre distribui&ccedil;&atilde;o inicial de renda e crescimento econ&ocirc;mico de longo prazo, tendo como proposi&ccedil;&atilde;o a curva de Kuznets formatada em U-invertido (CHEN, 2003).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">N&atilde;o obstante essas controv&eacute;rsias quanto &agrave; rela&ccedil;&atilde;o do crescimento com determinadas vari&aacute;veis, duas quest&otilde;es parecem consensuais. A primeira delas &eacute; que uma economia em crescimento &eacute; desej&aacute;vel devido aos seus efeitos, sociais e econ&ocirc;micos, positivos em termos de bem-estar, o que se traduz muitas vezes em melhoras de indicadores ambientais (e.g. aumento da oferta de amenidades ambientais &#150; &aacute;gua pot&aacute;vel, coleta de lixo, entre outros). A segunda delas diz respeito &agrave; conex&atilde;o entre pobreza e meio ambiente e que se manifesta sob os seguintes aspectos:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana">1. Para pa&iacute;ses pobres, muitos problemas ambientais s&atilde;o conectados &agrave; pobreza;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">2. Pa&iacute;ses pobres exercem maior press&atilde;o sobre sua base de recursos naturais com repercuss&otilde;es ambientais imediatas;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">3. Indiv&iacute;duos mais ricos, com maior estoque de capital humano e capital social, atingem uma consci&ecirc;ncia ambiental e, por isso, exercem maior demanda por controle da polui&ccedil;&atilde;o; </font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">4. Crescimento populacional decresce com o crescimento da renda (GOODSTEIN, 1999).</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">Todavia, quando o prisma volta-se &agrave; qualidade do meio ambiente, a quest&atilde;o relativa ao crescimento, definitivamente, n&atilde;o &eacute; consensual. Alguns pesquisadores como Georgescu-Roegen (1971) e Hall et al. (1986) lan&ccedil;aram inicialmente a hip&oacute;tese de que quanto maior o n&iacute;vel de renda de um pa&iacute;s, maior seria a degrada&ccedil;&atilde;o ambiental. Por outro lado, outros, como Lopez (1992), Beckerman (1993) e, segundo o relat&oacute;rio "Nosso futuro comum (1991)", pa&iacute;ses com maiores n&iacute;veis de renda tenderiam a reduzir a degrada&ccedil;&atilde;o ambiental, e s&atilde;o taxativos ao afirmar que a maneira mais certa de um pa&iacute;s melhorar a qualidade do meio ambiente no longo prazo &eacute; tornar-se rico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em vista dessas discuss&otilde;es, um ponto pol&ecirc;mico inevit&aacute;vel seria se a rela&ccedil;&atilde;o entre crescimento econ&ocirc;mico e qualidade ambiental se comporta de forma estritamente monot&ocirc;nica ou n&atilde;o. Ou, ainda, se o crescimento econ&ocirc;mico &eacute; parte da solu&ccedil;&atilde;o ou a causa dos problemas ambientais. &Eacute; plaus&iacute;vel pensar que a qualidade ambiental se deteriore a cada unidade de produto produzido. Por&eacute;m, resta saber se n&atilde;o haveria decl&iacute;nio do &iacute;ndice de deteriora&ccedil;&atilde;o ambiental a partir de determinado n&iacute;vel elevado de renda.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma controv&eacute;rsia acentuada sobre crescimento econ&ocirc;mico e prote&ccedil;&atilde;o ambiental foi gerada pela evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica sugerida por Grossman e Krueger (1995, 1996), onde a rela&ccedil;&atilde;o entre PIB per capita e emiss&atilde;o de poluentes toma a forma de um U-invertido, sendo esta denominada de curva ambiental de Kuznets. A explica&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica para essa rela&ccedil;&atilde;o &eacute; que, inicialmente, o desmatamento &eacute; considerado a for&ccedil;a motriz para o crescimento econ&ocirc;mico e, quando o n&iacute;vel de renda aumenta, os indiv&iacute;duos tendem a demandar mais das amenidades e benef&iacute;cios associados &agrave;s florestas naturais. Assim, quando os indiv&iacute;duos elevam seu bem-estar, atinge-se um est&aacute;gio onde a demanda por tais amenidades excede o desejo de permitir o desmatamento para o desenvolvimento econ&ocirc;mico. O motivo da varia&ccedil;&atilde;o da curva de Kuznets entre os estudos &eacute; devido &agrave;s diferen&ccedil;as nas especifica&ccedil;&otilde;es dos modelos emp&iacute;ricos e defini&ccedil;&atilde;o de desmatamento. Santos et al. (2008) investigam se a hip&oacute;tese da Curva Ambiental de Kuznets (CAK) &eacute; verdadeira para os 782 munic&iacute;pios da Amaz&ocirc;nia Legal brasileira entre os anos 2000 e 2004 atrav&eacute;s de tr&ecirc;s diferentes formas funcionais encontradas na literatura e afirmam que a hip&oacute;tese para a CAK &eacute; atendida. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Uma quest&atilde;o a ser real&ccedil;ada por tal fato estilizado &eacute; se o crescimento econ&ocirc;mico gera, por si s&oacute;, uma prote&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica ao meio ambiente. Tal questionamento encontra resposta afirmativa para aqueles que sugerem que a pol&iacute;tica de crescimento &eacute; sempre a melhor a ser seguida, tal como comprovam Jorgenson e Wilcoxen (1990) e Hazilla e Kopp (1990). Por outro lado, essa quest&atilde;o &eacute; rebatida por diversos trabalhos, por exemplo, Margulis (1992), El Serafy e Goodland (1996) e Clark (1996), que consideram que o crescimento econ&ocirc;mico segue uma conduta indiscriminada com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; prote&ccedil;&atilde;o do meio ambiente, prescrevendo a necessidade de interven&ccedil;&atilde;o governamental direta pela tributa&ccedil;&atilde;o do uso dos recursos naturais a fim de proteger o meio ambiente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>2.2. Desenvolvimento sustent&aacute;vel</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Atingir n&iacute;veis mais elevados de desenvolvimento &eacute; o principal objetivo de qualquer pa&iacute;s. N&atilde;o obstante, os meios utilizados nessa trajet&oacute;ria podem trazer danos de dif&iacute;cil revers&atilde;o &agrave;s sociedades presente e futura do Pa&iacute;s, notadamente aqueles de cunho social e ambiental. Em vista disso, os processos e pol&iacute;ticas de crescimento econ&ocirc;mico t&ecirc;m se baseado no desenvolvimento sustent&aacute;vel<a name="tx02"></a><a href="#nt02"><sup>2</sup></a>. Para esse novo modelo de desenvolvimento, o crescimento econ&ocirc;mico &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria, mas n&atilde;o suficiente para atingir o desenvolvimento. Faz-se necess&aacute;rio que haja uma combina&ccedil;&atilde;o entre a produ&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e a capacidade de abastecimento da natureza, juntamente com uma melhor distribui&ccedil;&atilde;o do crescimento, buscando erradicar a pobreza e atender as necessidades b&aacute;sicas dos indiv&iacute;duos, como alimenta&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o, energia e saneamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As pol&iacute;ticas de desenvolvimento aplicadas &agrave; Amaz&ocirc;nia Brasileira desde a d&eacute;cada de 60 foram de car&aacute;ter puramente econ&ocirc;mico, visando apenas o crescimento da economia e a ocupa&ccedil;&atilde;o do imenso territ&oacute;rio ainda pouco habitado, sem nenhuma forma eficiente de planejamento que visasse alcan&ccedil;ar o desenvolvimento sem prejudicar as gera&ccedil;&otilde;es futuras e a preserva&ccedil;&atilde;o das florestas. Essa forma de pol&iacute;tica desenvolvimentista tradicional tornou-se impr&oacute;pria para a regi&atilde;o amaz&ocirc;nica, e a &uacute;nica solu&ccedil;&atilde;o vi&aacute;vel para controlar as altas taxas de desmatamento seria atrav&eacute;s do desenvolvimento moderno baseado na sustentabilidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Castro (2007, p. 91) define desenvolvimento sustent&aacute;vel na Amaz&ocirc;nia como "um modelo de produ&ccedil;&atilde;o e ocupa&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o que minimize os impactos ambientais negativos e o desperd&iacute;cio de recursos; respeite os climas e as popula&ccedil;&otilde;es locais; desenvolva e explore racionalmente as riquezas existentes". E isto pode ser alcan&ccedil;ado, uma vez que a Amaz&ocirc;nia tem um potencial enorme para o desenvolvimento sustent&aacute;vel baseado no desenvolvimento da sua voca&ccedil;&atilde;o florestal e pela intensifica&ccedil;&atilde;o da agricultura e recupera&ccedil;&atilde;o florestal nas &aacute;reas j&aacute; abertas. Para que isso ocorra, fazem-se necess&aacute;rias pol&iacute;ticas criativas que combinem alta produtividade da terra e uso intensivo de m&atilde;o de obra qualificada. Essa forma de ocupa&ccedil;&atilde;o permite um adensamento populacional que minimiza os aspectos ambientais negativos, abrindo espa&ccedil;o para a realiza&ccedil;&atilde;o de outros projetos importantes para a regi&atilde;o. Al&eacute;m disso, &eacute; de grande relev&acirc;ncia uma coerente a&ccedil;&atilde;o por parte do Estado, uma vez que o reconhecimento dos direitos de propriedades pode enfraquecer suas a&ccedil;&otilde;es. Portanto, refor&ccedil;ar a presen&ccedil;a do Estado, mobilizar a sociedade e assumir o planejamento como instrumento priorit&aacute;rio s&atilde;o tarefas imprescind&iacute;veis para alcan&ccedil;ar tal desenvolvimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na pr&oacute;xima se&ccedil;&atilde;o discutem-se os fatores causais do desmatamento na literatura que servir&atilde;o de base para se testar e mensurar seus efeitos sobre o desmatamento da Amaz&ocirc;nia atrav&eacute;s da formula&ccedil;&atilde;o do modelo emp&iacute;rico, especificado de forma a estabelecer um comparativo ordenado com os pa&iacute;ses desenvolvidos e subdesenvolvidos. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>3. Causas do desmatamento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As causas do desmatamento tropical s&atilde;o complexas e ainda n&atilde;o completamente compreendidas. A identifica&ccedil;&atilde;o dessas causas pode ser afetada por in&uacute;meros fatores, como a baixa qualidade dos dados, a abordagem metodol&oacute;gica (normativa, positiva, estat&iacute;stica, estrutural), n&iacute;vel de an&aacute;lise (local, nacional, entre pa&iacute;ses), distin&ccedil;&atilde;o entre desmatamento e expans&atilde;o da fronteira agr&iacute;cola e identifica&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas pr&oacute;prias para extra&ccedil;&atilde;o de madeira. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Geist e Lambin (2001) afirmam que as causas dos desmatamentos nas florestas tropicais n&atilde;o podem ser reduzidas a uma &uacute;nica vari&aacute;vel pelo contr&aacute;rio, existem combina&ccedil;&otilde;es de v&aacute;rios fatores que favorecem a degrada&ccedil;&atilde;o ambiental, tais como: a intera&ccedil;&atilde;o entre a expans&atilde;o agr&iacute;cola, o com&eacute;rcio de madeiras, crescimento populacional e a constru&ccedil;&atilde;o de estradas, governan&ccedil;a p&uacute;blica, e que podem interagir de maneira diferente, dependendo da din&acirc;mica temporal e espacial de cada regi&atilde;o. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Devido a esses m&uacute;ltiplos e complexos fatores que acarretam em desmatamento nas florestas tropicais, torna-se dif&iacute;cil desenvolver pol&iacute;ticas de cunho universal que busquem controlar esse processo (FOLMER e KOOTEN, 2006). Scrieciu (2004) investiga as causas dos desmatamentos nas florestas tropicais atrav&eacute;s de uma regress&atilde;o global entre 50 pa&iacute;ses durante um per&iacute;odo de 18 anos e mostra que existem v&aacute;rias defici&ecirc;ncias associados aos modelos de regress&atilde;o universal, uma vez que os processos de desmatamento diferem de um n&iacute;vel local para um n&iacute;vel global e dependem das situa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas de cada pa&iacute;s. Ele sugere que as causas dos desmatamentos s&atilde;o dif&iacute;ceis de ser identificadas e quantificadas em n&iacute;veis mundiais e devem ser analisadas de forma mais desagregada, posi&ccedil;&atilde;o esta tamb&eacute;m compartilhada por Geist e Lambin (2001) e Folmer e Kooten (2006).  Por isso, alguns dos fatores principais t&ecirc;m sido questionados atrav&eacute;s de: com&eacute;rcio de madeira, expans&atilde;o da fronteira agropecu&aacute;ria, distribui&ccedil;&atilde;o de renda e governan&ccedil;a (ALGELSEN e KAIMOWITZ, 1999).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>3.1. Densidade populacional</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O efeito do crescimento e densidade populacional na taxa de desmatamento ainda &eacute; d&uacute;bio ou pouco explorado na literatura em vista das distintas abordagens apresentadas. Em um grupo, h&aacute; autores que defendem a hip&oacute;tese neomalthusiana por encontrarem evid&ecirc;ncias de uma rela&ccedil;&atilde;o positiva entre popula&ccedil;&atilde;o e desmatamento, assumindo que o crescimento populacional contribui para expans&atilde;o da fronteira agr&iacute;cola (SCRIECIU, 2007)<a name="tx03"></a><a href="#nt03"><sup>3</sup></a>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pfaff (1997), ao analisar os determinantes do desmatamento na Amaz&ocirc;nia brasileira para o per&iacute;odo de 1970 a 1988, considerando a densidade populacional, constru&ccedil;&atilde;o de estradas, cr&eacute;dito e a qualidade do solo como vari&aacute;veis de controle, concluiu que o aumento da densidade rodovi&aacute;ria e a qualidade do solo est&atilde;o associados a maiores desmatamentos. Referente &agrave; densidade populacional, o autor mostra, atrav&eacute;s de um modelo econom&eacute;trico, que as primeiras pessoas a entrarem em um munic&iacute;pio ter&atilde;o mais impacto sobre o desmatamento que o mesmo n&uacute;mero de pessoas adicionais a um munic&iacute;pio j&aacute; densamente povoado, o que sugere a import&acirc;ncia da distribui&ccedil;&atilde;o espacial da popula&ccedil;&atilde;o. J&aacute; Igliori (2008) enfatiza os efeitos da aglomera&ccedil;&atilde;o, representada pela densidade populacional sobre a Amaz&ocirc;nia Brasileira ao longo do per&iacute;odo de 1985 a 1995, e que resulta em um <I>trade-off</I> entre desmatamento e crescimento econ&ocirc;mico, uma vez que elementos respons&aacute;veis por impulsionar a rentabilidade agr&iacute;cola s&atilde;o geralmente reivindicados como fontes de desmatamento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em um segundo grupo, estudos que apresentam uma vis&atilde;o mais otimista do problema sustentam que o aumento da densidade populacional reduz a eros&atilde;o da terra e aumento de florestas, e que a escassez de madeira leva ao crescimento de atividades florestais (TIFFEN e MORTIMORE, 1994). Similarmente, Cropper e Griffiths (1994) verificam que tanto crescimento quanto densidade populacional n&atilde;o afeta desmatamentos. Para Angelsen e Kaimowitz (1999), a indefini&ccedil;&atilde;o do efeito populacional se origina, primariamente, devido &agrave; falta de identifica&ccedil;&atilde;o da dire&ccedil;&atilde;o de causalidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>3.2. Expans&atilde;o da fronteira agropecu&aacute;ria</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os desmatamentos s&atilde;o primariamente causados pela necessidade de se transformar florestas em terras para atividades agropecu&aacute;rias. Isso tem ocorrido principalmente em regi&otilde;es da &Aacute;frica e Am&eacute;rica do Sul. Entretanto, h&aacute; que se distinguir os processos desta convers&atilde;o, que podem ser conduzidas por agricultores de transi&ccedil;&atilde;o, desbravadores de florestas<a name="tx04"></a><a href="#nt04"><sup>4</sup></a> ou por outras in&uacute;meras possibilidades intermedi&aacute;rias<a name="tx05"></a><a href="#nt05"><sup>5</sup></a>. No primeiro processo, agricultores desmatam a floresta, cultivam a terra apenas por um curto ou m&eacute;dio per&iacute;odo de tempo, deixando a terra se restaurar ao estado natural de floresta. No segundo processo, por outro lado, o desmatamento &eacute; feito com a inten&ccedil;&atilde;o de se estabelecer permanentemente atividades agropecu&aacute;rias (MYERS, 1991; NAIDOO, 2004). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Margulis (2003) e Castro (2005) concebem a pecu&aacute;ria como a principal atividade respons&aacute;vel pela maior parte do desmatamento, enfatizando que a pecu&aacute;ria de m&eacute;dia e grande escala, por ser altamente rent&aacute;vel do ponto de vista privado, apresenta taxas de retornos superiores &agrave;s da pecu&aacute;ria tradicional. Nesse sentido, existe a id&eacute;ia de que a pecu&aacute;ria est&aacute; ligada &agrave;s pr&aacute;ticas de desenvolvimento da regi&atilde;o amaz&ocirc;nica, gerando ganhos para a economia brasileira com a diminui&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o da carne no mercado nacional e, aliado ao aumento das exporta&ccedil;&otilde;es, proporcionam benef&iacute;cios sociais. Entretanto, para Margulis (2003), esses benef&iacute;cios s&atilde;o menores do que as perdas ambientais, uma vez que a ocupa&ccedil;&atilde;o para a pecu&aacute;ria responde em cerca de 75% dos desmatamentos e, que no per&iacute;odo de 1970 a 1995, realmente houve um crescimento significativo da renda regional. Contudo, os indicadores sociais e econ&ocirc;micos regionais mostraram que a maior parcela da renda originou-se nas &aacute;reas urbanas e n&atilde;o nos setores rurais; com isso, as melhorias nas condi&ccedil;&otilde;es sociais n&atilde;o estariam intimamente ligadas aos desmatamentos propiciados pela pecu&aacute;ria, argumento compartilhado por Ferreira et al. (2005).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>3.3. Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas ou "falhas governamentais" s&atilde;o geralmente indutoras mais importantes para o desmatamento do que "falhas de mercado". Mendelsohn (1994) demonstra que pol&iacute;ticas governamentais, sejam deliberadas ou inadvertidas, podem resultar em desmatamento ao custo de redu&ccedil;&atilde;o do bem-estar da sociedade. As formas principais de falhas de pol&iacute;ticas incluem as seguintes:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana">1. subs&iacute;dios diretos para devastar florestas;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">2. cria&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o de uma ineficiente ind&uacute;stria florestal dom&eacute;stica;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">3. subs&iacute;dios a pecuaristas para gerar saldo na balan&ccedil;a comercial;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">4. impostos e cr&eacute;ditos facilitados;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">5. isen&ccedil;&atilde;o de impostos na renda agr&iacute;cola;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">6. cr&eacute;dito agr&iacute;cola subsidiado;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">7. regras sobre aloca&ccedil;&atilde;o de terras p&uacute;blicas que favorecem latifundi&aacute;rios, ou requerimento de benfeitorias nas terras para demonstrar sua posse;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">8. pol&iacute;ticas de migra&ccedil;&atilde;o (BINSWANGER, 1989).</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">Para uma economia de mercado funcionar adequadamente deveria haver, al&eacute;m dos direitos de propriedade, institui&ccedil;&otilde;es que permitam mudan&ccedil;as de pol&iacute;ticas quando necess&aacute;rias. Em tese, os governos deveriam garantir os direitos de propriedade, prover um satisfat&oacute;rio n&iacute;vel de bens p&uacute;blicos e serem administrados por burocratas competentes e incorrupt&iacute;veis. Em pa&iacute;ses em desenvolvimento s&atilde;o observadas irregularidades institucionais que reduzem o desenvolvimento econ&ocirc;mico sustent&aacute;vel e o bem-estar da popula&ccedil;&atilde;o, tais como: as ag&ecirc;ncias reguladoras protegem entrada no mercado; o poder judici&aacute;rio resolve, em geral, disputas judiciais de forma arbitr&aacute;ria; pol&iacute;ticos usam propriedades do governo para beneficiar classes de apoiadores ao inv&eacute;s da popula&ccedil;&atilde;o como um todo. Consequentemente, desmatamentos ilegais s&atilde;o comuns nesses pa&iacute;ses (LA PORTA et al., 1999; FUKUYAMA, 2002).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, o tipo de pol&iacute;tica adotada na regi&atilde;o amaz&ocirc;nica no inicio da d&eacute;cada de 60 era de car&aacute;ter desenvolvimentista, atrav&eacute;s de programas de desenvolvimento que visavam integrar a Amaz&ocirc;nia ao resto do Pa&iacute;s. Com isso, houve incentivos para indiv&iacute;duos migrarem para a regi&atilde;o, concess&atilde;o de cr&eacute;dito com taxas de juros negativos e, principalmente, o governo concedia benef&iacute;cios fiscais atraentes aos empres&aacute;rios que se dispusessem a implantar estabelecimentos agr&iacute;colas na regi&atilde;o. Isso levou ao aumento populacional e contribuiu para acelerar o desmatamento na Amaz&ocirc;nia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com o objetivo de analisar o impacto desse tipo de pol&iacute;tica sobre o desmatamento durante o per&iacute;odo de 1970-1985, Andersen e Reis (1997) mostraram que o aumento do desmatamento de 9,6 milh&otilde;es de hectares pode ser atribu&iacute;do &agrave;s agressivas pol&iacute;ticas de desenvolvimento, sendo 72% explicados pela constru&ccedil;&atilde;o de estradas e 28%, por cr&eacute;ditos subsidiados. Na d&eacute;cada de 90, as pol&iacute;ticas destinadas &agrave; Amaz&ocirc;nia n&atilde;o visavam mais a ocupa&ccedil;&atilde;o e a integra&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m, as taxas de desmatamento observadas nesta regi&atilde;o continuavam alarmantes. A fim de se verificar a efic&aacute;cia das pol&iacute;ticas de "boa governan&ccedil;a" proposta pelo governo, Godoy (2004) analisou os resultados obtidos pelo plano plurianual nesse per&iacute;odo e concluiu que para alcan&ccedil;ar um desenvolvimento sustent&aacute;vel &eacute; necess&aacute;rio, em primeiro lugar, erradicar a pobreza.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma das solu&ccedil;&otilde;es apontadas por Chomitz (2007) para conter os desmatamentos seria a melhoria da governan&ccedil;a florestal, buscando equilibrar interesses entre grupos, melhores monitoramentos p&uacute;blicos, regular os direitos de propriedade, regulamentar a explora&ccedil;&atilde;o de florestas p&uacute;blicas e privadas. Nesse mesmo sentido, Sherrill (1999) e Soares (2005) estabeleceram um modelo de simula&ccedil;&atilde;o espacial de desmatamento em toda a bacia amaz&ocirc;nica, sens&iacute;vel a diferentes cen&aacute;rios de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. A tend&ecirc;ncia prevista de desmatamento para o cen&aacute;rio "mesmo de sempre" levaria a uma perda de mais de 50% dos atuais 3,3 milh&otilde;es de km<SUP>2</SUP> da Amaz&ocirc;nia brasileira, por&eacute;m, em um cen&aacute;rio de "ampla governan&ccedil;a", esse quadro poderia se reverter, reduzindo o desmatamento previsto em at&eacute; 62%.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>4. Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com o prop&oacute;sito de atender aos objetivos propostos, optou-se por uma estrutura metodol&oacute;gica atrav&eacute;s da formula&ccedil;&atilde;o de um modelo econom&eacute;trico de escolha discreta policot&ocirc;mica ordenado. A adequa&ccedil;&atilde;o na escolha de um modelo multinomial ordenado &eacute; justificada pelo objetivo de buscar determinar n&iacute;veis de desmatamento no Brasil comparados com os observados em outros pa&iacute;ses, estes classificados nas tr&ecirc;s poss&iacute;veis categorias de desenvolvimento, quais sejam, desenvolvido, em desenvolvimento e subdesenvolvido. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O modelo &eacute; especificado a partir de uma rela&ccedil;&atilde;o linear entre uma vari&aacute;vel latente cont&iacute;nua Y e um vetor de regressores, o qual assume a seguinte forma geral:</font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/resr/v50n1/a07frm01.jpg"></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Onde <I>Y</I> representa a taxa de desmatamento acumulada, no per&iacute;odo de 1988 a 2002, com a seguinte formata&ccedil;&atilde;o: <i>Y<sub>i</sub> = j</i> se </font><font>&#952;</font><font size="2" face="verdana"><sub><i>j</i>-1</sub> &lt;<img src="/img/revistas/resr/v50n1/a07img01.jpg" align="absmiddle"> &lt; </font><font>&#952;</font><font size="2" face="verdana"><i><sub>j</sub></i>, ou seja, </font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/resr/v50n1/a07frm02.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <font size="2" face="Verdana"></font><font>&#946;</font><font size="2" face="verdana"> &eacute; um vetor de par&acirc;metros; X, um vetor de vari&aacute;veis explicativas e  </font><font>&#949;</font><font size="2" face="verdana"> &eacute; o erro aleat&oacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O crit&eacute;rio adotado para estabelecer os limites dos intervalos das taxas de desmatamento em (2) teve por base o grau de desenvolvimento dos pa&iacute;ses, medido a partir do &Iacute;ndice de Desenvolvimento Humano (IDH). De acordo com o Relat&oacute;rio de Desenvolvimento Humano (2007/2008), os pa&iacute;ses s&atilde;o classificados em tr&ecirc;s grupos de desenvolvimento: elevado (IDH <u>&gt;</u> 0,8; m&eacute;dio (0,5 <u>&lt;</u> IDH &lt; 0,8); baixo (IDH &lt; 0,5). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para encontrar esses limites, calculou-se a taxa m&eacute;dia anual de desmatamento para cada grupo de pa&iacute;ses; em seguida, computou-se a taxa acumulada para o per&iacute;odo de 1988 a 2002. Para o corte dos grupos de pa&iacute;ses extraiu-se o IDH dos respectivos pa&iacute;ses e observou-se a rela&ccedil;&atilde;o existente entre desmatamento e IDH. Os n&iacute;veis para  </font><font>&#952;</font><font size="2" face="verdana"><sub>1</sub> e </font><font>&#952;</font><font size="2" face="verdana"><sub>2</sub> foram imputados, conforme mostrado adiante, com base nos dados fornecidos pelo WDI (World Development Indicators, 2006) do Banco Mundial, o qual fornece uma taxa anual m&eacute;dia de desmatamento para 151 pa&iacute;ses. Destes, foram exclu&iacute;dos os pa&iacute;ses que apresentavam, em sua geografia natural, a maior parte do territ&oacute;rio dotada de regi&otilde;es des&eacute;rticas ou montanhosas, consequentemente, destitu&iacute;dos de florestas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Inicialmente constatou-se existir uma rela&ccedil;&atilde;o inversa entre IDH e desmatamento, ou seja, pa&iacute;ses com elevados IDH tendem a possuir menores taxas de desmatamento. Atrav&eacute;s da estima&ccedil;&atilde;o de uma equa&ccedil;&atilde;o de regress&atilde;o envolvendo essas duas vari&aacute;veis, constatou-se haver entre elas uma correla&ccedil;&atilde;o negativa e significante no valor de 63% (<a href="#taba1">Anexo A.1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para dar suporte ao crit&eacute;rio adotado em utilizar o IDH para estabelecer os limites das taxas de desmatamento nos pa&iacute;ses e compar&aacute;-los com as taxas observadas nos munic&iacute;pios da Amaz&ocirc;nia Legal, buscou-se tamb&eacute;m mostrar a rela&ccedil;&atilde;o existente entre a taxa de desmatamento e o IDH nesses munic&iacute;pios. Os resultados (<a href="#taba2">Tabela A2</a> em anexo) comprovam haver uma correla&ccedil;&atilde;o negativa e significante entre desmatamento e IDH para os munic&iacute;pios da Amaz&ocirc;nia Legal, indicando que 52% das varia&ccedil;&otilde;es no desmatamento nos munic&iacute;pios s&atilde;o explicados pelas varia&ccedil;&otilde;es no IDH-M, refor&ccedil;ando o argumento aqui utilizado para definir os padr&otilde;es de desenvolvimento dos pa&iacute;ses.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tendo estabelecido o crit&eacute;rio para escolha dos limites com base no IDH, o trabalho defronta-se com um problema metodol&oacute;gico quanto &agrave; classifica&ccedil;&atilde;o do grau de desenvolvimento dos pa&iacute;ses. N&atilde;o h&aacute; consenso dentro da literatura a esse respeito, uma vez que existem pa&iacute;ses considerados em desenvolvimento pela CIA (2008) &#150; Central Intelligence Agency, por&eacute;m, com IDH variando entre elevado e m&eacute;dio, assim como no Relat&oacute;rio de Desenvolvimento Humano (2007/2008), que classifica os pa&iacute;ses somente pelo IDH, inserindo pa&iacute;ses considerados desenvolvidos e em desenvolvimento no mesmo grupo de classifica&ccedil;&atilde;o. Com isso, este trabalho optou por combinar as duas classifica&ccedil;&otilde;es, procurando, assim, comparar as taxas de desmatamento dos munic&iacute;pios da Amaz&ocirc;nia Legal com as verificadas nos pa&iacute;ses desenvolvidos e nos pa&iacute;ses em desenvolvimento com IDH elevado, grupo que se encontra o Brasil, e pa&iacute;ses que apresentam IDH m&eacute;dio e baixo, inclusive os subdesenvolvidos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Portanto, os limites dos par&acirc;metros especificados na equa&ccedil;&atilde;o (2) foram estabelecidos a partir do seguinte crit&eacute;rio: </font></p> <ul>       <li>         <p><font size="2" face="Verdana"></font><font>&#952;</font><font size="2" face="verdana"><sub>1</sub> &#150; limite superior de desmatamento no per&iacute;odo de 1988 a 2002, observados nos pa&iacute;ses desenvolvidos, cujo valor m&aacute;ximo &eacute; 3,45%; </font></p>   </li>       <li>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"></font><font>&#952;</font><font size="2" face="verdana"><sub>2</sub> &#150; representa o limite superior da taxa de desmatamento dos pa&iacute;ses em desenvolvimento que possuem IDH elevado, exclusive o Brasil, cujo valor &eacute; 8,85%.</font></p>   </li>     </ul>     <p><font size="2" face="Verdana">Dadas as especifica&ccedil;&otilde;es dos par&acirc;metros </font><font>&#952;</font><font size="2" face="verdana"><sub>1</sub> e </font><font>&#952;</font><font size="2" face="verdana"><sub>2</sub> (ver <a href="#taba4">Tabela A4</a> em anexo), a equa&ccedil;&atilde;o (2) se torna:</font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/resr/v50n1/a07frm03.jpg"></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Isso permite a compara&ccedil;&atilde;o entre os n&iacute;veis de desmatamento dos munic&iacute;pios da Amaz&ocirc;nia Legal com os dos pa&iacute;ses, indicando que os munic&iacute;pios que apresentarem taxas de desmatamento inferior a 3,45%, entre 3,45% e 8,85%, e acima de 8,85%, ser&atilde;o atribu&iacute;dos os valores 1, 2 e 3, respectivamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dessa forma, este modelo possibilita estimarem-se probabilidades de Y assumir os valores 1, 2 e 3, as quais, com base na hip&oacute;tese da distribui&ccedil;&atilde;o log&iacute;stica<a name="tx06"></a><a href="#nt06"><sup>6</sup></a>, s&atilde;o dadas por:</font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/resr/v50n1/a07frm04.jpg"></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os efeitos marginais das vari&aacute;veis, os quais fornecem seus impactos sobre a probabilidade de Y assumir os tr&ecirc;s n&iacute;veis de desmatamento, s&atilde;o calculados como seguem:</font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/resr/v50n1/a07frm07.jpg"></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma vez que a vari&aacute;vel que denota a a&ccedil;&atilde;o do setor p&uacute;blico para medir a efic&aacute;cia contra a expans&atilde;o do desmatamento &eacute; discreta do tipo bin&aacute;ria (ver <a href="/img/revistas/resr/v50n1/a07qdr01.jpg">Quadro 1</a>), o tratamento ao efeito marginal &eacute; diferenciado das vari&aacute;veis cont&iacute;nuas e poderia ser expresso por </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Efeito Marginal:</font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/resr/v50n1/a07frm10.jpg"></p>     <p><font size="2" face="Verdana">onde <img src="/img/revistas/resr/v50n1/x3_barra.jpg" align="absmiddle"> denota os valores predeterminados de todas as vari&aacute;veis no modelo, os quais s&atilde;o especificados em suas m&eacute;dias. Este efeito mede a mudan&ccedil;a na probabilidade prevista.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Partindo do pressuposto que n&atilde;o existe nenhuma teoria dentro da literatura do meio ambiente que indiquem incisivamente quais vari&aacute;veis devem ser inseridas em um modelo para determinar as causas do desmatamento nas florestas tropicais (SCRIECIU, 2004), uma vez que esses processos podem diferir de acordo com as especificidades de cada pa&iacute;s ou regi&atilde;o (GEIST e LAMBIN, 2001; FOLMER e KOOTEN, 2006), foram escolhidas vari&aacute;veis de caracter&iacute;sticas socioecon&ocirc;micas, demogr&aacute;ficas, ambientais e pol&iacute;ticas focalizando os munic&iacute;pios da Amaz&ocirc;nia Legal, atendendo ao pressuposto de an&aacute;lise local e n&atilde;o global, cujas defini&ccedil;&otilde;es e abrevia&ccedil;&otilde;es est&atilde;o descritas no <a href="/img/revistas/resr/v50n1/a07qdr01.jpg">Quadro 1</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Essas vari&aacute;veis foram inseridas no modelo para serem testadas e, posteriormente, selecionadas apenas as que tiverem seus coeficientes significantes para determina&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de desmatamento. Para tanto, elas foram testadas por categoria<a name="tx07"></a><a href="#nt07"><sup>7</sup></a> e, em seguida, realizadas diversas combina&ccedil;&otilde;es entre as categorias, de onde resultou a escolha das seguintes vari&aacute;veis: varia&ccedil;&atilde;o do PIB agropecu&aacute;rio, densidade populacional, IDH-M e a presen&ccedil;a de uma secretaria ou &oacute;rg&atilde;o do meio ambiente, cuja especifica&ccedil;&atilde;o final da regress&atilde;o &eacute; dada por: </font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/resr/v50n1/a07frm11.jpg"></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A partir das estimativas ser&atilde;o gerados cen&aacute;rios probabil&iacute;sticos, com base em atribui&ccedil;&otilde;es a essas vari&aacute;veis, e feitas previs&otilde;es sobre os n&iacute;veis de desmatamento no Brasil, comparados aos dos demais est&aacute;gios de desenvolvimento dos outros pa&iacute;ses. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>5. Resultados e discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>5.1. Descri&ccedil;&atilde;o da amostra</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A amostra resultante foi constitu&iacute;da a partir de caracter&iacute;sticas sociais, econ&ocirc;micas, demogr&aacute;ficas e pol&iacute;ticas de 749 munic&iacute;pios da Amaz&ocirc;nia Legal. Essas informa&ccedil;&otilde;es foram extra&iacute;das das bases de dados do Ipeadata, IBGE e Inpe, cujas caracteriza&ccedil;&otilde;es dos valores m&eacute;dios das vari&aacute;veis utilizadas no modelo por estado encontram-se dispostos na <a href="/img/revistas/resr/v50n1/a07tab01.jpg">Tabela 1</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Observa-se que existe uma desigualdade socioecon&ocirc;mica entre os estados que comp&otilde;em a Amaz&ocirc;nia Legal. O diferencial do IDH-m entre os estados chega a quase 20% se comparados os estados de Mato Grosso e Maranh&atilde;o. Al&eacute;m disso, este &uacute;ltimo estado possui a maior taxa de desmatamento e o menor &iacute;ndice de desenvolvimento humano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; presen&ccedil;a de uma secretaria do meio ambiente, o estado do Tocantins congregou a menor propor&ccedil;&atilde;o de munic&iacute;pios dotados de um &oacute;rg&atilde;o fiscalizador, com um diferencial de 300% em rela&ccedil;&atilde;o ao Amap&aacute;, estado mais bem assistido, proporcionalmente, com &oacute;rg&atilde;os de meio ambiente. Em m&eacute;dia, a Amaz&ocirc;nia Legal possui apenas 50% dos munic&iacute;pios que apresentam um &oacute;rg&atilde;o de fiscaliza&ccedil;&atilde;o ambiental. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Referente &agrave; densidade populacional observada nos estados da Amaz&ocirc;nia, existe um diferencial de 93% se comparados os estados de Roraima e Par&aacute; e, relacionando com o desmatamento nestes estados, pode-se observar que este &uacute;ltimo possui a segunda maior taxa de desmatamento, enquanto Roraima apresenta uma das menores taxas. O estado do Maranh&atilde;o tamb&eacute;m apresentou uma elevada densidade populacional e a maior taxa de desmatamento. Al&eacute;m disso, observa-se que a maior varia&ccedil;&atilde;o no PIB agropecu&aacute;rio est&aacute; associada a maiores taxas de desmatamento, indicando que atividades agr&iacute;colas e pecu&aacute;rias tendem a contribuir para a degrada&ccedil;&atilde;o ambiental.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>5.2. Resultados da estima&ccedil;&atilde;o</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="/img/revistas/resr/v50n1/a07tab02.jpg">Tabela 2</a> encontram-se os resultados da estima&ccedil;&atilde;o do modelo (equa&ccedil;&atilde;o (11)), cujos coeficientes foram estimados de forma robusta, implicando, com isso, que sua matriz de vari&acirc;ncia-covari&acirc;ncia foi corrigida com base em erro da regress&atilde;o robusto<a name="tx08"></a><a href="#nt08"><sup>8</sup></a>. As vari&aacute;veis selecionadas apresentaram os coeficientes estatisticamente significantes ao n&iacute;vel de no m&aacute;ximo 1%, exce&ccedil;&atilde;o da vari&aacute;vel IDHm com p-valor de 6,4%, permitindo, como decorr&ecirc;ncia, que previs&otilde;es probabil&iacute;sticas confi&aacute;veis sejam geradas a partir do modelo estimado. Comprovou-se a signific&acirc;ncia da regress&atilde;o, expressa pelo teste de Wald atrav&eacute;s da estat&iacute;stica </font><font>&#967;</font><font size="2" face="verdana"><sup>2</sup>, cujo n&iacute;vel de signific&acirc;ncia do valor-p pr&oacute;ximo a zero rejeita a hip&oacute;tese de que todos os coeficientes da regress&atilde;o sejam iguais a zero. Os sinais dos coeficientes est&atilde;o de acordo com a expectativa te&oacute;rica, com destaque para o efeito redutor do desmatamento advindo da presen&ccedil;a de um &oacute;rg&atilde;o de fiscaliza&ccedil;&atilde;o ambiental, vari&aacute;vel pol&iacute;tica chave na determina&ccedil;&atilde;o das taxas de desmatamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tendo em vista a variedade de proposi&ccedil;&otilde;es para o c&aacute;lculo de pseudos-R<SUP>2</SUP> como medida de ajustamento em modelos com vari&aacute;vel dependente limitada, alguns autores, tais como Veall e Zimmermann Klaus (1996) e Cameron e Trivedi (2005), defendem que a abordagem correta para uma escolha &eacute; simplesmente aquela que forne&ccedil;a um resultado t&atilde;o compar&aacute;vel quanto poss&iacute;vel para obten&ccedil;&atilde;o do R<SUP>2</SUP> em regress&otilde;es que utilizam o m&eacute;todo dos m&iacute;nimos quadrados. Ao conduzirem experimento de Monte Carlo, os primeiros autores citados comprovam que, para modelos probit ou logit ordenado, o pseudo-R<SUP>2</SUP> de Mckelvey e Zanoina, denominado <img src="/img/revistas/resr/v50n1/a07img02.jpg" align="absmiddle">, &eacute; o que mais se aproxima dos m&iacute;nimos quadrados, al&eacute;m da vantagem de incorporar em seu c&aacute;lculo as vari&acirc;ncias dos valores previstos e do erro da regress&atilde;o. Ao optar por esta escolha, a <a href="/img/revistas/resr/v50n1/a07tab02.jpg">Tabela 2</a> exp&otilde;e o valor de 92% para esta medida, indicando um elevado grau de confiabilidade nos valores previstos pelas estimativas das probabilidades a partir dos coeficientes estimados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os impactos das vari&aacute;veis explicativas na probabilidade da Amaz&ocirc;nia Legal estar inserida nos tr&ecirc;s intervalos definidos na metodologia est&atilde;o apresentados na <a href="/img/revistas/resr/v50n1/a07tab03.jpg">Tabela 3</a>. Como esperado, o risco da Amaz&ocirc;nia Legal apresentar maiores taxas de desmatamento diminui com a presen&ccedil;a de um &oacute;rg&atilde;o p&uacute;blico fiscalizador no munic&iacute;pio ao, se n&atilde;o evitar, reduzir o volume de cortes ilegais de &aacute;rvores. Ou seja, as secretarias municipais ou &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos t&ecirc;m um efeito de, pelo menos, inibir o desmatamento. Ent&atilde;o, a fiscaliza&ccedil;&atilde;o ambiental aumenta a probabilidade da taxa de desmatamento na Amaz&ocirc;nia Legal aproximar-se dos pa&iacute;ses desenvolvidos em, aproximadamente, 10%, enquanto que diminui a chance de apresentar taxas mais elevadas em 12%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados encontrados neste trabalho indicam que, quanto maior o IDH dos munic&iacute;pios, ou seja, quanto melhor os indicadores de desenvolvimento humano, maior a probabilidade da Amaz&ocirc;nia Legal apresentar menores taxas de desmatamento, cujo efeito marginal para vir a se enquadrar no primeiro intervalo &eacute; de 35,64%, enquanto que diminui as chances de apresentar taxas maiores de desmatamento em, aproximadamente, 45%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A rela&ccedil;&atilde;o entre o IDHm e o desmatamento pode ser explicada atrav&eacute;s das tr&ecirc;s vari&aacute;veis que o comp&otilde;e: renda, educa&ccedil;&atilde;o e longevidade. Pela &oacute;tica da renda, espera-se que, quanto maior a renda dos indiv&iacute;duos, menor a taxa de desmatamento na Amaz&ocirc;nia Legal, confirmando os resultados encontrados na literatura que indicam existir uma liga&ccedil;&atilde;o entre desmatamento e pobreza (RELAT&Oacute;RIO NOSSO FUTURO COMUM, 1991; LOPEZ ,1992), significando que pa&iacute;ses em desenvolvimento, principalmente os mais pobres, apresentam taxas maiores de desmatamento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Observa-se, pela &oacute;tica da educa&ccedil;&atilde;o, a import&acirc;ncia desta na determina&ccedil;&atilde;o das taxas de desmatamento, sugerindo que munic&iacute;pios que apresentam n&iacute;veis educacionais mais elevados desmatam menos e preservam mais o meio ambiente. Resultados semelhantes foram encontrados por Loening e Markussen (2003), ao verificar as causas para o desmatamento e a perda da biodiversidade na Guatemala e concluir que um dos par&acirc;metros mais importantes para se diminuir o desmatamento seria o n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o, mostrando uma rela&ccedil;&atilde;o negativa entre educa&ccedil;&atilde;o e desmatamento per capita.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma explica&ccedil;&atilde;o plaus&iacute;vel para a rela&ccedil;&atilde;o negativa entre o IDH, representado pelo n&iacute;vel educacional, e maiores taxas de desmatamento seria o fato de que indiv&iacute;duos que apresentam n&iacute;veis mais elevados de educa&ccedil;&atilde;o possuem maior conscientiza&ccedil;&atilde;o do impacto que o desmatamento acarreta sobre o meio ambiente para gera&ccedil;&otilde;es futuras. Al&eacute;m disso, esses indiv&iacute;duos t&ecirc;m melhor capacidade de desenvolver t&eacute;cnicas que tornem o impacto da agricultura e da pecu&aacute;ria sobre a floresta menos prejudicial, principalmente para as &aacute;reas em que predomina a pecu&aacute;ria em larga escala e/ou agricultura intensiva.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">J&aacute; pela &oacute;tica da longevidade, os indiv&iacute;duos teriam uma maior expectativa de vida ao nascer se providas melhores condi&ccedil;&otilde;es ambientais atrav&eacute;s de sistema de saneamento b&aacute;sico e abastecimento de &aacute;gua de boa qualidade, entre outras. Al&eacute;m disso, o aumento do desmatamento implica em mais polui&ccedil;&atilde;o, visto que o CO<SUB>2</SUB> &eacute; liberado na atmosfera atrav&eacute;s, principalmente, das queimadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Refor&ccedil;ando a afirma&ccedil;&atilde;o feita por Margulis (2003) e Castro (2005) de que as principais causas do desmatamento na Amaz&ocirc;nia Legal sejam a pecu&aacute;ria em larga escala e a agricultura intensa, os resultados aqui presentes mostram que atividades agr&iacute;colas e pecu&aacute;rias contribuem para eleva&ccedil;&atilde;o do desmatamento na regi&atilde;o. Com isso, um aumento na varia&ccedil;&atilde;o do PIB agropecu&aacute;rio diminui a probabilidade de ocorrerem taxas menores de desmatamento em 9,6%, enquanto que aumentam, em aproximadamente 12,2%, as chances de apresentar taxas mais elevadas e incluir-se no terceiro intervalo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Referente ao efeito da densidade populacional observa-se que, embora com efeito marginal inferior &agrave;s demais vari&aacute;veis, tamb&eacute;m influencia positivamente a taxa de desmatamento, pois se espera que, com o aumento da densidade populacional nos munic&iacute;pios, a terra se torne cada vez mais escassa, contribuindo para a eleva&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os da terra (ANDERSEN e REIS, 1997), tornando, assim, a especula&ccedil;&atilde;o um neg&oacute;cio atrativo atrav&eacute;s da substitui&ccedil;&atilde;o das florestas por pastagens e agricultura (FEARNSIDE, 2005).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><a href="/img/revistas/resr/v50n1/a07tab04.jpg">Tabela 4</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para mostrar os efeitos das vari&aacute;veis da equa&ccedil;&atilde;o (11), fez-se necess&aacute;ria a utiliza&ccedil;&atilde;o de cen&aacute;rios de previs&otilde;es probabil&iacute;sticas para que os munic&iacute;pios da Amaz&ocirc;nia Legal apresentassem menores taxas de desmatamento, equiparando-se &agrave;s taxas dos pa&iacute;ses desenvolvidos. Vale ressaltar que, em cada cen&aacute;rio, ser&aacute; estipulado o valor 1 ou 0 para as vari&aacute;veis <I>dummies</I> e o pr&oacute;prio valor atribu&iacute;do para as vari&aacute;veis cont&iacute;nuas, e por fim, especifica-se o valor das probabilidades encontradas para os tr&ecirc;s n&iacute;veis. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pressup&otilde;e-se, inicialmente, o cen&aacute;rio (1), tido como pessimista em termos de expectativa de menores taxas de desmatamento, constitu&iacute;do de caracter&iacute;sticas socioecon&ocirc;micas, demogr&aacute;ficas e pol&iacute;tica. Tal vetor de caracter&iacute;sticas mostra que as vari&aacute;veis utilizadas para os munic&iacute;pios da Amaz&ocirc;nia Legal apresentam a m&eacute;dia observada na Amaz&ocirc;nia Legal (Ver <a href="/img/revistas/resr/v50n1/a07tab01.jpg">Tabela 1</a>) e sem a presen&ccedil;a de uma secretaria do meio ambiente. Ent&atilde;o, possuindo estas caracter&iacute;sticas, a probabilidade dos munic&iacute;pios apresentarem menores taxas de desmatamento, inserindo-se no n&iacute;vel 1, &eacute; de aproximadamente 15%.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Por&eacute;m, este cen&aacute;rio n&atilde;o necessariamente precisa permanecer se ao inv&eacute;s de uma m&eacute;dia de 8,65, o PIB agropecu&aacute;rio da Amaz&ocirc;nia fosse reduzido a 7,5, menor m&eacute;dia observada entre os estados da Amaz&ocirc;nia Legal. Mantendo as demais vari&aacute;veis constantes, a probabilidade de enquadrar-se ao n&iacute;vel 1 aumentaria para 28%, enquanto que reduziria em 61% a probabilidade de apresentar maiores taxas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para o cen&aacute;rio (3), mantendo-se a nova m&eacute;dia do PIB agropecu&aacute;rio e as demais vari&aacute;veis variando somente a densidade populacional, assumindo-se a menor m&eacute;dia entre os estados, que foi de 3,47 no caso do estado de Roraima, a probabilidade de a Amaz&ocirc;nia Legal apresentar taxas menores de desmatamento aumentaria para 51%, aproximando-se do n&iacute;vel observado nos pa&iacute;ses desenvolvidos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No cen&aacute;rio (4), a probabilidade de equiparar-se ao n&iacute;vel 1, variando o IDH, elevando-se para uma m&eacute;dia de 0,7, a maior observada entre os estados, foi de 53%; isso se permanecerem as demais vari&aacute;veis constantes no cen&aacute;rio (3).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o ao cen&aacute;rio 5, tido como otimista, mantendo-se as vari&aacute;veis constantes ao cen&aacute;rio (4), por&eacute;m, com a presen&ccedil;a de uma secretaria, a probabilidade de apresentar taxas menores de desmatamento eleva-se para 68%, enquanto reduz a probabilidade de maiores taxas, distanciando-se do n&iacute;vel 3, para 23%. Se compararmos o cen&aacute;rio pessimista com o cen&aacute;rio otimista, observa-se um aumento na probabilidade da Amaz&ocirc;nia Legal apresentar menores taxas de mais de 400%, indicando que melhorias nos indicadores socioecon&ocirc;micos e demogr&aacute;ficos, bem como interven&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, s&atilde;o necess&aacute;rias para a redu&ccedil;&atilde;o das taxas de desmatamento na Amaz&ocirc;nia Legal.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>6. Conclus&otilde;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este trabalho procura ampliar o debate existente na literatura do Meio Ambiente sobre os poss&iacute;veis determinantes da degrada&ccedil;&atilde;o ambiental, ao agregar vetores de fatores causais de cunhos socioecon&ocirc;micos, pol&iacute;ticos, demogr&aacute;ficos e ambientais, especificamente nos efeitos sobre o desmatamento da Amaz&ocirc;nia Legal, com &ecirc;nfase especial na execu&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, aqui representadas pela presen&ccedil;a ou n&atilde;o de &oacute;rg&atilde;os fiscalizadores permanentes nos munic&iacute;pios da regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao se comparar taxas de desmatamento acumuladas, de 1988 a 2002, da Amaz&ocirc;nia Legal com as taxas de desmatamento de 130 pa&iacute;ses, atrav&eacute;s de tr&ecirc;s n&iacute;veis ordenados de desmatamento, definidos com base no IDH, computou-se, inicialmente, a proximidade entre essas taxas com as observadas em pa&iacute;ses desenvolvidos, em desenvolvimento com IDH elevado e pa&iacute;ses que apresentam IDH m&eacute;dio ou baixo, inclusive os subdesenvolvidos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A partir das estimativas realizadas, concluise que os determinantes do desmatamento se comportam de acordo com a teoria, tendo a vari&aacute;vel que denota a presen&ccedil;a de &oacute;rg&atilde;o fiscalizador demonstrado ser eficaz na regula&ccedil;&atilde;o do meio ambiente, ao aumentar a probabilidade de munic&iacute;pios dotados desta a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica atingir n&iacute;veis de desmatamento equiparados aos de pa&iacute;ses desenvolvidos. Conclui-se sobre a necessidade de uma expans&atilde;o de secretarias governamentais de vigil&acirc;ncia ambiental na regi&atilde;o, uma vez que apenas 50% dos munic&iacute;pios que comp&otilde;em a Amaz&ocirc;nia Legal s&atilde;o dotados da presen&ccedil;a de um &oacute;rg&atilde;o fiscalizador.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A vari&aacute;vel IDH-m mostrou possuir um efeito positivo e estatisticamente significante para redu&ccedil;&atilde;o da degrada&ccedil;&atilde;o ambiental, ou seja, melhores condi&ccedil;&otilde;es de desenvolvimento humano nos munic&iacute;pios da Amaz&ocirc;nia Legal tendem a aumentar a probabilidade para a ocorr&ecirc;ncia de menores taxas de desmatamento. Por outro lado, densidade populacional e expans&atilde;o do PIB agropecu&aacute;rio apresentaram-se relevantes para explicar seus efeitos contributivos para o aumento do desmatamento na regi&atilde;o. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Acredita-se na relev&acirc;ncia dos resultados aqui encontrados ao mostrar a efic&aacute;cia da presen&ccedil;a de &oacute;rg&atilde;os fiscalizadores para inibir o desmatamento e preservar o meio ambiente, bem como reduzir os n&iacute;veis de desmatamento e refor&ccedil;ar os trabalhos da literatura que mostram como medida eficiente o estabelecimento de uma "boa governan&ccedil;a". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Portanto, implanta&ccedil;&atilde;o de unidades governamentais voltadas para o meio ambiente em munic&iacute;pios que n&atilde;o as possuem, juntamente com pol&iacute;ticas direcionadas para o aumento do n&iacute;vel educacional, redu&ccedil;&atilde;o da desigualdade de renda e o cumprimento de leis regulat&oacute;rias, visando delimitar a expans&atilde;o desordenada da fronteira agropecu&aacute;ria, s&atilde;o a&ccedil;&otilde;es imperativas relevantes para, se n&atilde;o conter, arrefecer o desmatamento da Amaz&ocirc;nia Brasileira. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>7. Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ALESINA, A. e RODRIK, D. Distributive Politcs and Economic Growth. <I>Quaterly Jounal of Economics</I>, v. 109, n.2, p.465-490, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0103-2003201200010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ANDERSEN, L. E. e REIS, E. J. <I>Deforestation, Development, and Government Policy in the Brazilian Amazon:</I> An Econometric Analysis. Texto para Discuss&atilde;o n. 513. Rio de Janeiro: IPEA, set. 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0103-2003201200010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ANGELSEN, A. e KAIMOWITZ, D. Rethinking the Causes of Deforestation: Lessons from Economic Models. <I>World Bank Research Observer</I>, v.14, n.1, p.73-98, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0103-2003201200010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BECKERMAN, W. The Environmental Limits to Growth: a fresh look. In: H. Giersch (Ed.). <I>Economic Progress and Environmental Concerns</I>. Springer, Berlin, 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0103-2003201200010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BINSWANGER, H.P. <I>Brazilian Policies that Encourage Deforestation in the Amazon</I>. Working Paper n.16, World Bank, 24 p., 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0103-2003201200010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BORGES, S. H. e IWANAGA S. O Desafio de Proteger a Amaz&ocirc;nia. <I>Revista Ci&ecirc;ncia Hoje</I>, v. 41, p. 73-75, dez. 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0103-2003201200010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CAMERON, A. C. e TRIVEDI, P. K. <I>Microeconometrics</I> &#150; Methods and Applications. Cambridge University Press, Cambridge, 1058 p., 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0103-2003201200010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CASTRO, E. Din&acirc;mica socioecon&ocirc;mica e desmatamento na Amaz&ocirc;nia. <I>Novos Cadernos NAEA</I>, v. 8, n. 2, p. 5-39, Par&aacute;: dez. 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0103-2003201200010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CASTRO, M. H. M. <I>Amaz&ocirc;nia:</I> Soberania e Desenvolvimento Sustent&aacute;vel. Bras&iacute;lia: Confea, 2007. 120p. &#150; (Pensar Brasil).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0103-2003201200010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CENTRAL INTELLIGENCE AGENCY &#150; CIA. 2008. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/appendix/appendix-b.html" target="_blank">https://www.cia.gov/library/ publications/the-world-factbook/appendix/appendix-b.html</a>&gt;. Acesso em: 10.03.2009</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0103-2003201200010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CHEN, B-L. An Inverted-U Relationship between Inequality and Long-Run Growth. <I>Economic Letters</I>, v. 78, p. 205-212, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0103-2003201200010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CHOMITZ, K. M. Em desacordo? Expans&atilde;o Agr&iacute;cola, Redu&ccedil;&atilde;o da Pobreza e Meio Ambiente nas Florestas Tropicais. <I>Relat&oacute;rio do Banco Mundial</I>, 2007. Dispon&iacute;vel em:  &lt;<a href="http://siteresources.worldbank.org/INTTROPICALFOREST/Resources/2463822/PTpt_Main_Low_with_cover_portuguese.pdf" target="_blank">http://siteresources.worldbank.org/ INTTROPICALFOREST/Resources/2463822/ PTpt_Main_Low_with_cover_portuguese.pdf</a>&gt; Acesso em: 16 out. 2008 </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0103-2003201200010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CLARK, C. W. Operational Environmental Policies. <I>Environment and Development Economics</I>, v. 1, p. 110-13, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0103-2003201200010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CROPPER, M. e GRIFFITHS, C. The Interaction of Population Growth and Environmental Quality. <I>American Economic Review</I>, v. 84, may, p. 250-254, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0103-2003201200010000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">EL SERAFY, S., GOODLAND, R.The Importance of Accurately Measuring Growth. <I>Environment and Development Economics</I>, v. 1, p. 116-119, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0103-2003201200010000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">FEARNSIDE, P. M. <I>Desmatamento na Amaz&ocirc;nia brasileira:</I> hist&oacute;ria, &iacute;ndices e consequ&ecirc;ncias. Manaus: INPA, jul. 2005. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.unifap.br/ppgbio/doc/16_Fearnside.pdf" target="_blank">http://www.unifap.br/ ppgbio/doc/16_Fearnside.pdf</a>&gt;. Acesso em: 03 nov. 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0103-2003201200010000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">FEIJ&Oacute;, F. T. e PORTO JR., S. S. Protocolo de Quioto e o Bem-Estar Econ&ocirc;mico no Brasil: Uma an&aacute;lise utilizando equil&iacute;brio geral comput&aacute;vel. <I>An&aacute;lise Econ&ocirc;mica</I>. Rio Grande do Sul: UFRGS, 2008. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.bancodonordeste.com.br/content/aplicacao/Eventos/ForumBNB2007/docs/protocolo-de-quioto.pdf" target="_blank">http://www.bancodonordeste.com.br/content/ aplicacao/Eventos/ForumBNB2007/docs/protocolo-de-quioto.pdf</a>&gt;. Acesso em: 13 nov. 2008</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0103-2003201200010000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font size="2" face="Verdana">FERREIRA, L. V., VENTICINQUE, E. e ALMEIDA, S. S. de. O Desmatamento na Amaz&ocirc;nia e a import&acirc;ncia das &aacute;reas protegidas. <I>Estudos Avan&ccedil;ados</I>, S&atilde;o Paulo, v. 19, n. 53, p. 1-10, 2005. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-00010&script=sci_arttext" target="_blank">http://www.scielo.br/ scielo.php?pid=S0103-00010&script=sci_arttext</a>&gt;. Acesso em: 10 fev. 2008</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">FOLMER, H. e KOOTEN, G. C. <I>Deforestation</I>. University of Victoria, Department of Economics. Resource Economics and Policy Analysis (REPA). Working paper 2006. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://ideas.repec.org/p/rep/wpaper/2006-06.html" target="_blank">http://ideas.repec.org/p/rep/wpaper/2006-06.html</a>&gt;. Acesso em 23 jan. 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0103-2003201200010000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">FORBES, K. A Reassessment of the Relationship between Inequality and Growth. <I>American Economic Review</I>, v. 90, p. 869-887, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0103-2003201200010000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">FUKUYAMA, F. Social Capital and Development: The Coming Agenda. <B>SAIS Review</B>, v.22, n.1, p.23-37, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0103-2003201200010000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GEIST, H. J. e LAMBIN, E. F. <I>What drives tropical deforestation?</I> LUCC Report Series No. 4. Land Use and Land Cover Change, International Geosphere-Biosphere Programme. 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0103-2003201200010000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GEORGESCU-ROEGEN, N. <I>The Entropy Law and the Economic Process</I>. Harvard University Press, Cambridge, Mass, 1971.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0103-2003201200010000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GODOY, A. M. G. <I>Desequilibrios ambientais na agricultura brasileira:</I> avan&ccedil;os ou continuidade no Plano Plurianual do governo Lula?. In: Encontro da ANPPAS, Indaiatuba- SP. Anais do II Encontro da ANPPAS, v. 1. p. 1-20, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0103-2003201200010000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GOODSTEIN, E. S. <I>Economics and Environment</I>, 2. ed. New York: Jonh Wiley &amp; Sons, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S0103-2003201200010000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GREENE, W. H. <I>Econometric Analysis</I>. Prentice Hall, fifth ed., New Jersey, 802 p., 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S0103-2003201200010000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GROSSMAN, G. M. e KRUEGER, A. B. Economic Growth and The Environment. <I>Quarterly Journal of Economics</I>, v. 110, n. 2, may, p. 353-377, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S0103-2003201200010000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">______. The Inverted-U: What does it Mean? <I>Environment and Development Economics</I>, v. 1, p. 119-122, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0103-2003201200010000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">HAZILLA, M. e KOPP, R. J. Social Cost of Environmental Quality Regulations: A General Equilibrium Analysis. <I>Journal of Political Economy</I>, v. 98, p. 853-873, 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S0103-2003201200010000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">HALL, C.A.S. et al. <I>Energy and Resource Quality &#150; The Ecology of the Economic Process.</I> John Wiley &amp; Sons, New York, 1986.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S0103-2003201200010000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">IGLIORI, D.C. <I>Deforestation, Growth and Agglomeration Effects:</I> Evidence from Agriculture in the Brazilian Amazon. University of Cambridge, Department of Land Economy (Texto para Discuss&atilde;o, 28) 2008. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://ideas.repec.org/p/wiw/wiwrsa/ersa06p719.html" target="_blank">http://ideas.repec.org/p/ wiw/wiwrsa/ersa06p719.html</a>&gt;. Acesso em: 23 jan. 2009</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S0103-2003201200010000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS &#150; INPE. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.obt.inpe.br/prodes/index.html" target="_blank">http://www.obt.inpe.br/prodes/index.html</a>&gt;. Acesso em: 10 nov. 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S0103-2003201200010000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">JARAMILLO, C. F. e KELLY, T. <I>Deforestation ad Property Rights in forest Resource Policy in Latin America</I>. Washington, D.C.: Inter-American Development Bank. 1999. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://idbdocs.iadb.org/wsdocs/getdocument.aspx?docnum=359769" target="_blank">http://idbdocs.iadb.org/wsdocs/ getdocument.aspx?docnum=359769</a>&gt;. Acesso em: 19 Set. 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S0103-2003201200010000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">KENNEDY, P. <I>A Guide to Econometrics</I>. The MIT Press, fourth ed., 468 p., Cambridge, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000208&pid=S0103-2003201200010000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">LA PORTA, R. et al. The Quality of Government. <I>Economics &amp; Organization</I>, v.15, p.222-279, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000210&pid=S0103-2003201200010000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">LOENING, L. J. e MARKUSSEN, M. <I>Pobreza, Deforestaci&oacute;n y P&eacute;rdida de la Biodiversidad en Guatemala.</I> Discussion Papers. ISSN 1431-181X, n. 41. jan. 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000212&pid=S0103-2003201200010000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">LONG J. S. e FREESE, J. <I>Regression Models for Categorical Dependent Variables Using Stata</I>. Stata Press, ed. 2. College Station, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000214&pid=S0103-2003201200010000700037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">LOPEZ, R. Environmental Degradation and Economic Openness in LDCs: The Poverty Linkage. <I>American Journal of Agricultural Economics, </I>v. 74, n. 5, p. 1138-50, 1992. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.jstor.org/pss/1242771" target="_blank">http://www.jstor.org/pss/1242771</a>&gt;. Acesso em: 17 dez. 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000216&pid=S0103-2003201200010000700038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MADDALA, G.S. <I>Limited Dependent and Qualitative Variables in Econometrics.</I> Cambridge University Press, Cambridge, 1983.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000218&pid=S0103-2003201200010000700039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MARGULIS, S.<I> Causas do Desmatamento da Amaz&ocirc;nia Brasileira.</I> Banco Mundial &#150; Bras&iacute;lia: julho, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000220&pid=S0103-2003201200010000700040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">_______. <I>Meio ambiente</I>: aspectos t&eacute;cnicos e econ&ocirc;micos. Bras&iacute;lia: IPEA; PNUD, 1990. 242p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000222&pid=S0103-2003201200010000700041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">_______. <I>Back-of-the-Envelope Estimates of Environmental Damage Costs in Mexico</I>. Policy Research Working Papers, The World Bank, Washington, January, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000224&pid=S0103-2003201200010000700042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MENDELSOHN, R. Property Rights and Tropical Deforestation. <I>Oxford Economic Papers,</I> v. 46, p. 750-756, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000226&pid=S0103-2003201200010000700043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MYERS, E. N. <I>Policies to Reduce Emissions from Deforestation and Degradation (REDD):</I> An examination of the issues facing the incorporation of REDD into market-based climate policies in Tropical Forests. Discussion Paper RFF DP 07-50. dez. 2007</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000228&pid=S0103-2003201200010000700044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">NAIDOO, R. Economic Growth and Liquidation of Natural Capital: The Case of Forest Clearance. <I>Land Economics</I>, v. 80, p. 194-208, may, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000229&pid=S0103-2003201200010000700045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">NOSSO FUTURO COMUM. Editora da Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas &#150; FGV, ed. 2, p. 1-26. Rio de janeiro: 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000231&pid=S0103-2003201200010000700046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">PERSSON, T. e TABELLINI, G. Is inequality Harmful for Growth? <I>American Economic Review</I>, v. 84, n. 3, p. 600-621, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000233&pid=S0103-2003201200010000700047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">PFAFF, AS.P. <I>What Drives Deforestation in the Brazilian Amazon?</I> Evidence fromsatellite and Socioeconomic Data. 1997 (Working Paper, 1772). Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www-wds.worldbank.org/servlet/WDSContentServer/WDSP/IB/1997/05/01/000009265_3980313101835/Rendered/PDF/multi_page.pdf" target="_blank">http://www-wds.worldbank.org/servlet/ WDSContentServer/WDSP/IB/1997/05/01/000009265_3980313101835/Rendered/PDF/multi_page.pdf</a>&gt;. Acesso em: 10 nov. 2007,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000235&pid=S0103-2003201200010000700048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">RELAT&Oacute;RIO DE DESNVOLVIMENTO HUMANO. Combater as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas: Solidariedade humana num mundo dividido. ISBN 978-972-40-3313-6. PNUD-IPAD. 2007/2008</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000237&pid=S0103-2003201200010000700049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">RIVAS, A. A. F., KAHN, J.R. e CASEY, J. <I>A preserva&ccedil;&atilde;o ambiental &eacute; um bem de luxo?</I> Um estudo sobre o valor de ecossistemas de v&aacute;rzea na Amaz&ocirc;nia. Planejamento e Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas - IPEA. 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000238&pid=S0103-2003201200010000700050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SACHS, J. D. e WARNER, A. M. <I>Natural Resource Abundance and Economic Growth</I>, NBER (Working Paper, 5398) Cambridge, dec. 1997. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.cid.harvard.edu/ciddata/warner_files/natresf5.pdf" target="_blank">http://www.cid.harvard.edu/ ciddata/warner_files/natresf5.pdf</a>&gt;. Acesso em: 25 mar. 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000240&pid=S0103-2003201200010000700051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SANTOS, R. B. N. et al. <I>Estimativa da Curva de Kuznets Ambiental para a Amaz&ocirc;nia Legal</I>.  Rio Branco: jul. 2008. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.sober.org.br/palestra/9/716.pdf" target="_blank">http://www.sober.org.br/palestra/9/716.pdf</a>&gt;. Acesso em: 10.03.2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000242&pid=S0103-2003201200010000700052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SCRIECIU, S. S. <I>Economic Causes of Tropical Deforestation</I> &#150; A Global Empirical Application. University of Manchester, (Working Paper, 4). 2004. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://ideas.repec.org/p/wpa/wuwpot/0410008.html" target="_blank">http://ideas.repec.org/p/wpa/wuwpot/0410008.html</a>&gt;. Acesso em: 17 mar. 2008</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000244&pid=S0103-2003201200010000700053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">_______. Can Economic Causes of Tropical Deforestation be Identified at a Global Level? <I>Ecological Economics</I>, v. 62, n. 3-4, p. 603-612, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000245&pid=S0103-2003201200010000700054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SHERRIL, E. I. Padr&otilde;es de Uso do Solo, Desmatamento na Amaz&ocirc;nia e seus Impactos Globais: Um modelo Econ&ocirc;mico-Ecol&oacute;gico de Din&acirc;mica Regional. In: III Encontro da Sociedade Brasileira de Economia Ecol&oacute;gica. <I>Anais...</I> Recife: Nov. 1999, p. 1- 18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000247&pid=S0103-2003201200010000700055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SOARES FILHO, B. S. et al. Cen&aacute;rio de Desmatamento para a Amaz&ocirc;nia. <I>Estudos Avan&ccedil;ados</I>,  v. 19, n. 54, p. 137-152, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000249&pid=S0103-2003201200010000700056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">STOKEY, N. Are There Limits to Growth?. <I>International Economic Review</I>, v. 39, n. 1, p. 1-31, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000251&pid=S0103-2003201200010000700057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">TIFFEN, M. e MORTIMORE, M. Malthus Converted: The Role of Capital and Technology and Environmental Recovery in Kenya. <I>World Development</I>, v. 22, p. 997-1010, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000253&pid=S0103-2003201200010000700058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">VEALL, Michael R. e ZIMMERMANN K. F. <I>Pseudo-R2 Measures for Some Common Limited Dependent Variable Models.</I> Institut F&uuml;r Statistik Sonderforschungsbereich, Paper n.18, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000255&pid=S0103-2003201200010000700059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="nt01"></a><a href="#tx01">1</a> A Amaz&ocirc;nia legal &eacute; formada pelos estados do Acre, Amazonas, Amap&aacute;, Rond&ocirc;nia, Roraima, Par&aacute;, Mato Grosso, Tocantins e parte do Maranh&atilde;o.    <br>   <a name="nt02"></a><a href="#tx02">2</a> Definido no Relat&oacute;rio Nosso Futuro Comum da "Brundtland Commision" (Comiss&atilde;o Mundial para Meio Ambiente e Desenvolvimento), em 1987, como "desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gera&ccedil;&otilde;es de satisfazer as suas pr&oacute;prias necessidades mantendo a biodiversidade e os demais atributos ecol&oacute;gicos, de forma socialmente justa e economicamente vi&aacute;vel".    <br>   <a name="nt03"></a><a href="#tx03">3</a> O autor desconsidera a possibilidade real para alguns pa&iacute;ses da necessidade de realizarem desmatamentos para fins energ&eacute;ticos.    <br>   <a name="nt04"></a><a href="#tx04">4</a> O termo aqui aplicado se refere &agrave;queles indiv&iacute;duos, al&eacute;m de agricultores e pecuaristas, que se instalam de forma permanente em &aacute;reas de florestas para desenvolver atividades agropecu&aacute;rias permanentes.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a name="nt05"></a><a href="#tx05">5</a> Um exemplo seriam os denominados ribeirinhos na Amaz&ocirc;nia brasileira, cuja atividade nas florestas &eacute; predominantemente de subsist&ecirc;ncia, sem causar danos significativos ao meio ambiente com suas atividades agr&iacute;colas (RIVAS et al., 2007).    <br>   <a name="nt06"></a><a href="#tx06">6</a> A literatura econom&eacute;trica &eacute; clara em afirmar que a escolha entre as hip&oacute;teses logit e probit, ou qualquer outra alternativa, &eacute; uma quest&atilde;o secular, pois testar sobre a melhor distribui&ccedil;&atilde;o de probabilidade &eacute; sempre problem&aacute;tico. Portanto, em termos pr&aacute;ticos n&atilde;o h&aacute; supremacia de uma sobre a outra. (MADDALA, 1983; KENNEDY, 1998; GREENE, 2002; CAMERON e TRIVEDI, 2005).    <br>   <a name="nt07"></a><a href="#tx07">7</a> Ver <a href="#taba3">Tabela A3</a> em anexo.    <br> <a name="nt08"></a><a href="#tx08">8</a> A estima&ccedil;&atilde;o foi feita atrav&eacute;s do STATA9.0, utilizando-se a rotina ologit com a op&ccedil;&atilde;o <I>robust</I>, cujo procedimento prov&ecirc; robustez do erro, corrigindo-o para eventuais problemas de heterocedasticidade, j&aacute; que trata-se de dados em <I>cross-section</I> (LONG e FREESE, 2006).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Anexos</b></font></p>     <p><a name="taba1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/resr/v50n1/a07taba1.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="taba2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/resr/v50n1/a07taba2.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="taba3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/resr/v50n1/a07taba3.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="taba4"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/resr/v50n1/a07taba4.jpg"></p>      ]]></body><back>
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