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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Produção agropecuária em municípios de Minas Gerais (1996-2006): padrões de distribuição, especialização e associação espacial]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present paper aims to analyze the recent spatial dynamics of the agricultural farming and cattle raising sector in the State of Minas Gerais. The focus is on the sector GDP in 1996 and 2006. First, we develop a general characterization of the agricultural farming and cattle raising production in Minas Gerais, including the sector GDP distribution among municipalities. Next, we analyze the relation between the relative municipality's participation and the specialization level in the sector production. Furthermore, we try to identify patterns of spatial association and cluster formation for the largest municipalities in terms of participation in the sector GDP. Finally, we suggest some public policy recommendation to achieve higher agricultural farming and cattle raising output and to consolidate the identified municipality's clusters.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria em munic&iacute;pios de Minas Gerais (1996-2006): padr&otilde;es de distribui&ccedil;&atilde;o, especializa&ccedil;&atilde;o e associa&ccedil;&atilde;o espacial</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Guilherme Jonas Costa da Silva<sup>I</sup>; Esdras Cardoso Souza<sup>II</sup>; Humberto Eduardo de Paula Martins<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Professor Adjunto do Instituto de Economia da Universidade Federal de Uberl&acirc;ndia. E-mail: <a href="mailto:guilhermejonas@ie.ufu.br">guilhermejonas@ie.ufu.br</a>    <br>   <sup>II</sup>Graduado em Economia pela Universidade Federal de Uberl&acirc;ndia. E-mail: <a href="mailto:esdrascs@gmail.com">esdrascs@gmail.com</a>    <br>   <sup>III</sup>Professor Associado do Instituto de Economia da Universidade Federal de Uberl&acirc;ndia. E-mail: <a href="mailto:hmartins@ufu.br">hmartins@ufu.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O presente trabalho tem por objetivo analisar a din&acirc;mica espacial recente da produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria em Minas Gerais, mais especificamente, do Produto Interno Bruto Agropecu&aacute;rio em 1996 e 2006. Primeiramente, &eacute; feita uma caracteriza&ccedil;&atilde;o geral da produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria de Minas Gerais, incluindo a distribui&ccedil;&atilde;o do PIB agropecu&aacute;rio de Minas Gerais em n&iacute;vel municipal. Em seguida, aborda-se a rela&ccedil;&atilde;o entre a participa&ccedil;&atilde;o relativa dos munic&iacute;pios e seu n&iacute;vel de especializa&ccedil;&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria. Ademais, buscam-se identificar padr&otilde;es de associa&ccedil;&atilde;o espacial e a forma&ccedil;&atilde;o de <i>clusters</i> com munic&iacute;pios de maior participa&ccedil;&atilde;o no PIB agropecu&aacute;rio de Minas Gerais no per&iacute;odo. Por fim, s&atilde;o apontadas algumas diretrizes de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas voltadas para o aumento da produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria e consolida&ccedil;&atilde;o dos <i>clusters</i> de munic&iacute;pios identificados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chaves:</b> produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria, especializa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, econometria espacial, Minas Gerais. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The present paper aims to analyze the recent spatial dynamics of the agricultural farming and cattle raising sector in the State of Minas Gerais. The focus is on the sector GDP in 1996 and 2006. First, we develop a general characterization of the agricultural farming and cattle raising production in Minas Gerais, including the sector GDP distribution among municipalities. Next, we analyze the relation between the relative municipality's participation and the specialization level in the sector production. Furthermore, we try to identify patterns of spatial association and cluster formation for the largest municipalities in terms of participation in the sector GDP. Finally, we suggest some public policy recommendation to achieve higher agricultural farming and cattle raising output and to consolidate the identified municipality's clusters. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key-words:</b> agricultural farming and cattle raising production, economic specialization, spatial econometrics, Minas Gerais.    <br>   <b>Classifica&ccedil;&atilde;o JEL:</b> R12, C21. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A agricultura e a pecu&aacute;ria sempre foram importantes para a economia brasileira. Com o tempo houve grandes mudan&ccedil;as que culminaram em melhorias no padr&atilde;o de produ&ccedil;&atilde;o do setor agropecu&aacute;rio do Pa&iacute;s. Esta melhoria est&aacute; disseminada no campo desde a d&eacute;cada de 1970, podendo ser observada pelo uso mais intensivo de tecnologias no processo produtivo, mais especificamente, pelo uso de m&aacute;quinas agr&iacute;colas modernas, adequa&ccedil;&atilde;o de novas culturas ao clima e ao solo, entre outros fatores, que acarretaram em um aumento significativo da produtividade. Ademais, os incentivos governamentais com planejamento econ&ocirc;mico espec&iacute;fico tamb&eacute;m contribu&iacute;ram para a melhoria da competitividade do setor agropecu&aacute;rio brasileiro (SOUZA, 2010). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Gasques et al. (2004) mostram que, na d&eacute;cada de 1990, as taxas de crescimento do PIB agropecu&aacute;rio, calculadas pelo IBGE, foram superiores &agrave;s taxas de crescimento do PIB total: no per&iacute;odo de 1990 a 2002<a name="1b"></a><a href="#1a"><sup>1</sup></a>. Nesse per&iacute;odo, a venda de insumos (defensivos agr&iacute;colas, fertilizantes, tratores de rodas e m&aacute;quinas agr&iacute;colas) apresentou um significativo crescimento, melhorando a posi&ccedil;&atilde;o do Brasil no mercado mundial de a&ccedil;&uacute;car, carne e soja entre 1996 e 2002. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A mudan&ccedil;a no padr&atilde;o de produ&ccedil;&atilde;o do setor agropecu&aacute;rio brasileiro melhorou a competitividade de alguns estados, notadamente, Minas Gerais e Paran&aacute;. Conforme destacado pela literatura te&oacute;rica e emp&iacute;rica, os ganhos de produtividade no setor agropecu&aacute;rio do Pa&iacute;s e, em particular, do estado de Minas Gerais, decorreram basicamente do uso mais intenso de novas tecnologias no meio rural, do aumento da profissionaliza&ccedil;&atilde;o e dos incentivos &agrave;s pesquisas direcionadas para o setor. Essa nova configura&ccedil;&atilde;o da economia agropecu&aacute;ria mineira consolidou o estado como um dos maiores produtores agropecu&aacute;rios do Pa&iacute;s (SOUZA, 2010). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Trabalhos recentes, como FJP/BDMG (2003), identificam uma tend&ecirc;ncia de concentra&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria na por&ccedil;&atilde;o oeste de Minas Gerais, em que munic&iacute;pios das regi&otilde;es do Tri&acirc;ngulo Mineiro e Alto Parana&iacute;ba, Sul/Sudoeste, e Noroeste do estado t&ecirc;m apresentado as maiores participa&ccedil;&otilde;es relativas: trabalhando com dados de 1999, o trabalho de FJP/BDMG (2003) mostra que o maior percentual correspondia &agrave; regi&atilde;o Sul/Sudoeste de Minas, com 23,8%, seguida das regi&otilde;es do Tri&acirc;ngulo Mineiro (14,5%) e Alto Parana&iacute;ba (12,2%), consideradas separadamente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A hip&oacute;tese deste trabalho &eacute; a de que h&aacute; depend&ecirc;ncia espacial entre munic&iacute;pios no estado de Minas Gerais, sinalizando a exist&ecirc;ncia de externalidades espaciais positivas intermunicipais. Mais especificamente, h&aacute; forma&ccedil;&atilde;o de <i>clusters</i> significativos associados ao maior dinamismo do setor agropecu&aacute;rio nas regi&otilde;es mais produtivas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diante dessa constata&ccedil;&atilde;o, o presente trabalho tem por objetivo analisar a din&acirc;mica espacial da produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria em munic&iacute;pios de Minas Gerais no per&iacute;odo recente, mais especificamente, do Produto Interno Bruto Agropecu&aacute;rio entre 1996 e 2006. Essa an&aacute;lise engloba todos os 853 munic&iacute;pios mineiros e consiste em tr&ecirc;s aspectos fundamentais, que se configuram como tr&ecirc;s "objetivos espec&iacute;ficos" do trabalho, a saber: a) caracterizar a distribui&ccedil;&atilde;o espacial do PIB agropecu&aacute;rio em n&iacute;vel municipal no per&iacute;odo 1996/2006; b) examinar os n&iacute;veis de especializa&ccedil;&atilde;o dos munic&iacute;pios na atividade agropecu&aacute;ria em conjunto com sua participa&ccedil;&atilde;o no PIB agropecu&aacute;rio de Minas Gerais no per&iacute;odo; e c) identificar padr&otilde;es de associa&ccedil;&atilde;o espacial entre os munic&iacute;pios, buscando a configura&ccedil;&atilde;o de <i>clusters</i> de munic&iacute;pios de maior participa&ccedil;&atilde;o no PIB agropecu&aacute;rio de Minas Gerais no per&iacute;odo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cada um desses aspectos constitui uma se&ccedil;&atilde;o do presente trabalho, apresentados na seguinte estrutura: na se&ccedil;&atilde;o 2, uma caracteriza&ccedil;&atilde;o geral da produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria de Minas Gerais &eacute; feita, observando sua posi&ccedil;&atilde;o no contexto do Brasil e destacando seus principais produtos. Na se&ccedil;&atilde;o 3 examina-se a distribui&ccedil;&atilde;o do PIB agropecu&aacute;rio de Minas Gerais em n&iacute;vel municipal nos anos de 1996 e 2006. Na se&ccedil;&atilde;o 4 aborda-se a rela&ccedil;&atilde;o entre a participa&ccedil;&atilde;o relativa dos munic&iacute;pios e seu n&iacute;vel de especializa&ccedil;&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria no per&iacute;odo destacado, medida pelo quociente locacional da produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria dos munic&iacute;pios. Na se&ccedil;&atilde;o 5 buscam-se identificar padr&otilde;es de associa&ccedil;&atilde;o espacial e a forma&ccedil;&atilde;o de <i>clusters</i> com munic&iacute;pios de maior participa&ccedil;&atilde;o no PIB agropecu&aacute;rio de Minas Gerais no per&iacute;odo, utilizando-se a Estat&iacute;stica I de Moran, em suas dimens&otilde;es local e global. Nas considera&ccedil;&otilde;es finais, a partir da s&iacute;ntese dos principais resultados do trabalho, s&atilde;o apontadas algumas diretrizes de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas voltadas para o aumento da produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria e consolida&ccedil;&atilde;o dos <i>clusters</i> de munic&iacute;pios identificados. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2. A produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria de Minas Gerais no contexto do Brasil</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As mudan&ccedil;as que ocorreram na agricultura e pecu&aacute;ria brasileira moldaram a estrutura produtiva do setor nos padr&otilde;es que podem ser observados atualmente. O Brasil saiu da condi&ccedil;&atilde;o de economia prim&aacute;rio-exportadora para um Pa&iacute;s em desenvolvimento, com um mercado interno claramente estabelecido e industrializado, mas mantendo forte liga&ccedil;&atilde;o com a agropecu&aacute;ria, que ainda &eacute; considerada importante para a economia brasileira. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Barros et al. (2006) destacam o papel da agropecu&aacute;ria na gera&ccedil;&atilde;o de emprego e renda, no crescimento das exporta&ccedil;&otilde;es e na estabiliza&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os da economia. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para que a estrutura produtiva do setor prim&aacute;rio brasileiro se tornasse um modo de produ&ccedil;&atilde;o mais din&acirc;mico, foi necess&aacute;ria uma mudan&ccedil;a estrutural no setor, o que rompeu com o padr&atilde;o colonial de monocultura. Ap&oacute;s tal ruptura, pr&aacute;ticas modernas come&ccedil;aram a ser implantadas simultaneamente a um aumento cont&iacute;nuo de m&aacute;quinas agr&iacute;colas e insumos nos campos, possibilitando um consider&aacute;vel aumento na produtividade do setor agropecu&aacute;rio brasileiro. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse aumento na produ&ccedil;&atilde;o e na produtividade pode ser observado mais fortemente nas regi&otilde;es Sul, Sudeste e, mais recentemente, Centro-Oeste do Brasil. Minas Gerais reflete as mudan&ccedil;as estruturais do setor agropecu&aacute;rio brasileiro, tendo sua produ&ccedil;&atilde;o aumentada e tornando-se um dos estados com maior representatividade no cen&aacute;rio nacional (SOUZA, 2010). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essas mudan&ccedil;as possibilitaram que o estado de Minas Gerais apresentasse aumentos significativos, em termos absolutos e relativos, na sua produ&ccedil;&atilde;o estadual e na participa&ccedil;&atilde;o no total do Brasil. Segundo dados do Cepea-USP/Faemg/ Seapa (2011), a participa&ccedil;&atilde;o do PIB agropecu&aacute;rio de Minas Gerais no PIB agropecu&aacute;rio brasileiro passou de 9,5% em 2001, para 12,8% em 2010. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Observando-se os principais produtores agropecu&aacute;rios estaduais, verifica-se que Minas Gerais ocupa posi&ccedil;&atilde;o relevante, disputando o posto de segundo maior produtor com o Paran&aacute;, conforme apresentado na <a href="/img/revistas/resr/v50n2/a08tab01.jpg">Tabela 1</a><a name="2b"></a><a href="#2a"><sup>2</sup></a>: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Percebe-se que o Estado de S&atilde;o Paulo &eacute; o de maior participa&ccedil;&atilde;o no PIB agropecu&aacute;rio brasileiro, mesmo n&atilde;o tendo participa&ccedil;&atilde;o elevada da agropecu&aacute;ria em seu PIB total (essa participa&ccedil;&atilde;o &eacute; ligeiramente inferior ao que ocorre no Brasil). Com base em Guilhoto et al. (2007, p. 47-48) pode-se explicar esta caracter&iacute;stica pela natureza econ&ocirc;mica do estado, que apresenta o maior parque industrial do Brasil, e neste parque est&aacute; inserida uma grande gama de ind&uacute;strias aliment&iacute;cias, as quais necessitam de mat&eacute;ria-prima advinda das demais regi&otilde;es brasileiras: </font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <blockquote>S&atilde;o Paulo possui uma agricultura vigorosa, destacando-se principalmente a cana, o caf&eacute; e a fruticultura (&eacute; o maior produtor nacional de laranja). Na ind&uacute;stria processadora da agricultura, o destaque fica por conta da produ&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&uacute;car e &aacute;lcool, na qual o estado &eacute; respons&aacute;vel por mais de 60% do total produzido no Brasil (na safra 2005/2006, as propor&ccedil;&otilde;es de &aacute;lcool e a&ccedil;&uacute;car de S&atilde;o Paulo foram, respectivamente, de 62% e 65% do total). Destaque-se tamb&eacute;m a produ&ccedil;&atilde;o de papel e celulose, cuja participa&ccedil;&atilde;o paulista foi de 41% em 2004. Na pecu&aacute;ria, os maiores destaques est&atilde;o no setor av&iacute;cola e de bovinos (GUILHOTO et al., 2007, p. 48). </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="/img/revistas/resr/v50n2/a08tab01.jpg">Tabela 1</a> mostra, ainda, que houve queda nas participa&ccedil;&otilde;es do Paran&aacute; e Mato Grosso e, por outro lado, eleva&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o de Minas Gerais, fazendo a produ&ccedil;&atilde;o mineira respons&aacute;vel por mais de 12% da produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria brasileira em 2006 e ocupando o segundo lugar na participa&ccedil;&atilde;o no PIB agropecu&aacute;rio do Brasil. Assim como S&atilde;o Paulo, Minas Gerais apresenta uma participa&ccedil;&atilde;o do PIB agropecu&aacute;rio no PIB total em patamares pouco inferiores &agrave; m&eacute;dia do Brasil, mas responde por significativo percentual da produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria brasileira. Conforme Guilhoto et al. (2007, p. 48): </font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <blockquote>Dado o tamanho das economias mineira e paulista, e as fortes inter-rela&ccedil;&otilde;es de seus setores prim&aacute;rios com os setores industrial - a montante e a jusante - e de servi&ccedil;os, Minas Gerais e S&atilde;o Paulo contribuem com pouco mais que 1/3 do PIB do agroneg&oacute;cio nacional. Juntos possu&iacute;am, em 2004, um PIB do agroneg&oacute;cio da ordem de R$ 190 bilh&otilde;es, sendo que a evolu&ccedil;&atilde;o entre 2002 e 2004 n&atilde;o implicou altera&ccedil;&atilde;o na participa&ccedil;&atilde;o dos mesmos no PIB do agroneg&oacute;cio do Pa&iacute;s. </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No tocante aos principais produtos agr&iacute;colas, verifica-se que a pauta de produtos agropecu&aacute;rios mineira &eacute; ampla e diversificada. Entre os principais produtos, destacam-se: batata inglesa, caf&eacute;, feij&atilde;o, laranja, mandioca e tomate, com &aacute;rea total de plantio de 4,1 milh&otilde;es de hectares e mais de 500 mil produtores rurais em 2005. De acordo com dados do IBGE, vale ressaltar tamb&eacute;m a grande import&acirc;ncia do estado na produ&ccedil;&atilde;o de leite e caf&eacute;, sendo o maior produtor nacional destes dois &uacute;ltimos produtos (CRUZ, 2008), conforme demonstrado nas <a href="#tab2">Tabelas 2</a> e <a href="#tab3">3</a>. </font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/resr/v50n2/a08tab02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/resr/v50n2/a08tab03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estado de Minas Gerais, em 1996 e 2006, apresentou-se como l&iacute;der nacional na cultura do caf&eacute; e da pecu&aacute;ria leiteira. A produ&ccedil;&atilde;o de leite pode ser considerada uma tradi&ccedil;&atilde;o no estado e, em fun&ccedil;&atilde;o disto, detecta-se um ac&uacute;mulo expressivo de latic&iacute;nios, empresas respons&aacute;veis por coletar e industrializar o leite, nas regi&otilde;es onde se concentra o manejo da pecu&aacute;ria leiteira. Este fato &eacute; central para a compreens&atilde;o dos elevados n&iacute;veis dessa produ&ccedil;&atilde;o no estado, j&aacute; que os latic&iacute;nios t&ecirc;m elevada demanda por leite. Com efeito, as fazendas produtoras de leite t&ecirc;m estreita rela&ccedil;&atilde;o com os latic&iacute;nios, pautadas por contratos de compra e venda do leite <i>in natura</i>, impulsionando de maneira positiva toda a cadeia produtiva, que se estende desde a manipula&ccedil;&atilde;o da gen&eacute;tica bovina at&eacute; &agrave;s g&ocirc;ndolas dos supermercados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="#tab2">Tabela 2</a> revela o volume, em bilh&otilde;es de litros de leite, dos principais estados produtores no Brasil. Fica evidente a import&acirc;ncia de Minas Gerais que, em 1996, j&aacute; se responsabilizava por 30,2% da produ&ccedil;&atilde;o nacional. Em 2006, a produ&ccedil;&atilde;o do estado, embora crescente em termos absolutos, diminuiu sua participa&ccedil;&atilde;o para 28,1%, j&aacute; que o conjunto do Pa&iacute;s teve uma taxa de crescimento maior. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No tocante ao caf&eacute;, em 1996 e em 2006, a produ&ccedil;&atilde;o de Minas Gerais respondeu por mais da metade da produ&ccedil;&atilde;o nacional. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="#tab3">Tabela 3</a> demonstra que, entre 1996 e 2006, a produ&ccedil;&atilde;o mineira de caf&eacute; aumentou de R$ 3,7 bilh&otilde;es para R$ 6,43 bilh&otilde;es, ampliando sua participa&ccedil;&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o brasileira e consolidando-se como o principal produtor do Pa&iacute;s. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3. Distribui&ccedil;&atilde;o espacial recente da produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria de Minas Gerais</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Minas Gerais &eacute; um estado marcado por forte desigualdade regional, com clara concentra&ccedil;&atilde;o espacial de atividades produtivas. Embora bem menos concentrado que a ind&uacute;stria, o setor agropecu&aacute;rio tamb&eacute;m apresenta concentra&ccedil;&atilde;o. Segundo Silva et al. (2005): </font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <blockquote>&#91;...&#93; atrav&eacute;s dos dados do Censo Agropecu&aacute;rio (1995-96), pode-se verificar uma forte concentra&ccedil;&atilde;o espacial da produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria. Duas das doze mesorregi&otilde;es mineiras, o Tri&acirc;ngulo Mineiro/Alto Parana&iacute;ba e Sul/Sudeste, concentravam naquele ano 46,63% do valor da produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria do estado. No caso da produ&ccedil;&atilde;o vegetal essa concentra&ccedil;&atilde;o era ainda maior, 50,07%, enquanto que no caso da pecu&aacute;ria a participa&ccedil;&atilde;o das duas foi de 39,6% do valor da produ&ccedil;&atilde;o animal total (SILVA et al., 2005). </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O processo de moderniza&ccedil;&atilde;o pelo qual a agropecu&aacute;ria brasileira passou tamb&eacute;m ocorreu no interior de Minas Gerais, fato observado pelo aumento do uso de tecnologias no campo, com uma necessidade cada vez menor de m&atilde;o de obra nas atividades agr&iacute;colas, implicando em libera&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o de obra para outros setores da regi&atilde;o, modificando a demanda por trabalho no meio rural, alterando a composi&ccedil;&atilde;o de ocupa&ccedil;&atilde;o no estado e deflagrando a desigualdade regional (SILVA et al., 2005). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A hist&oacute;rica integra&ccedil;&atilde;o do estado de Minas Gerais com S&atilde;o Paulo e com a regi&atilde;o Centro-Oeste d&aacute; ind&iacute;cios de que a forma&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica estadual transcendeu as delimita&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas oficiais. As regi&otilde;es do Sul de Minas e do Tri&acirc;ngulo Mineiro e Alto Parana&iacute;ba, em particular, evidenciam que a din&acirc;mica setorial n&atilde;o ocorreu apenas pelas pr&oacute;prias for&ccedil;as do estado, mas por um car&aacute;ter regionalista apregoado na iniciativa de expans&atilde;o para regi&otilde;es centrais do Pa&iacute;s (GUIMAR&Atilde;ES, 2004). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A distribui&ccedil;&atilde;o espacial vem configurando um movimento de concentra&ccedil;&atilde;o na por&ccedil;&atilde;o oeste do estado, como identificado em estudo anterior (FJP/BDMG, 2003) que utilizou, basicamente, dados do final da d&eacute;cada de 1990: </font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <blockquote>Assim, como se pode observar, apesar do setor agropecu&aacute;rio apresentar um padr&atilde;o espacial relativamente diversificado, &eacute; n&iacute;tida a maior import&acirc;ncia das &aacute;reas Sudoeste/Oeste do estado na gera&ccedil;&atilde;o de seu PIB, fen&ocirc;meno que vem se acentuando ao longo do tempo, e particularmente nos &uacute;ltimos anos, em decorr&ecirc;ncia das caracter&iacute;sticas do processo de desenvolvimento por que t&ecirc;m passado as diversas culturas e segmentos da agropecu&aacute;ria... (FJP/BDMG, 2003, p. 140). </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Padr&otilde;es tecnol&oacute;gicos e de especializa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o indicados como a base explicativa dessa tend&ecirc;ncia de concentra&ccedil;&atilde;o na por&ccedil;&atilde;o oeste de Minas Gerais: </font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>H&aacute; um n&iacute;tido movimento de concentra&ccedil;&atilde;o de atividade em produtos de maior valor de mercado, integrado a cadeias produtivas complexas espacialmente na &aacute;rea de dom&iacute;nio do Cerrado, onde as regi&otilde;es do Tri&acirc;ngulo Mineiro, Alto Parana&iacute;ba e Noroeste do estado ir&atilde;o apresentar os melhores indicadores de produ&ccedil;&atilde;o e produtividade - em especial para os produtos de maior valor agregado - como resultado da maior incorpora&ccedil;&atilde;o de tecnologias de produ&ccedil;&atilde;o (FJP, 2003, p.141).</blockquote> </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bastos e Gomes (2011) analisam as transforma&ccedil;&otilde;es ocorridas na composi&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola de Minas Gerais no per&iacute;odo de 1994 e 2008, com aten&ccedil;&atilde;o para os produtos definidos como din&acirc;micos, ou seja, que cresceram acima da m&eacute;dia da produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola do estado no per&iacute;odo: banana, caf&eacute;, cana-de-a&ccedil;&uacute;car, feij&atilde;o e milho. As autoras examinam a taxa m&eacute;dia anual de crescimento desses produtos, decompondo-a nos efeitos &aacute;rea, rendimento e localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As autoras verificaram que a taxa anual de crescimento desses produtos foi de 8,08%, com aumento na &aacute;rea cultivada (efeito &aacute;rea) de 2,52% e na produtividade (efeito rendimento), de 1,96%, indicando que a "varia&ccedil;&atilde;o positiva da produ&ccedil;&atilde;o pode ser resultado de mudan&ccedil;as tecnol&oacute;gicas devido &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de novos insumos, novas t&eacute;cnicas de produ&ccedil;&atilde;o e melhoria do capital humano" (BASTOS e GOMES, 2011, p. 19). O efeito localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica tamb&eacute;m foi positivo (3,61% a.a.), "indicando a presen&ccedil;a de vantagens locacionais e mostrando ser ben&eacute;fico investir no estado". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise de Bastos e Gomes (2011) corrobora o movimento recente, identificado pelos trabalhos citados, de concentra&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria na por&ccedil;&atilde;o oeste do estado, pois as taxas m&eacute;dias de crescimento dos produtos considerados din&acirc;micos nas mesorregi&otilde;es analisadas no trabalho foram: noroeste de Minas (20,96%), norte de Minas (14,28%); Tri&acirc;ngulo Mineiro e Alto Parana&iacute;ba (19,29%); sul/sudoeste de Minas (13,08%); Campos das Vertentes (31,83%). J&aacute; a Zona da Mata, situada a leste do estado, apresentou taxa negativa (-19,36%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nessa perspectiva, cabe analisar como tem evolu&iacute;do a distribui&ccedil;&atilde;o espacial da produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria no per&iacute;odo mais recente. As <a href="/img/revistas/resr/v50n2/a08tab04.jpg">Tabelas 4</a> e <a href="/img/revistas/resr/v50n2/a08tab05.jpg">5</a> apresentam os principais munic&iacute;pios de Minas Gerais com maior PIB agropecu&aacute;rio 1996 e 2006, respectivamente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As <a href="#fig1">Figuras 1</a> e <a href="#fig2">2</a> mostram essa distribui&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria em Minas Gerais em 1996 e 2006 para todos os 853 munic&iacute;pios. Os mapas foram elaborados com base na distribui&ccedil;&atilde;o do PIB agropecu&aacute;rio, com a constitui&ccedil;&atilde;o de cinco classes de munic&iacute;pios, estabelecidas automaticamente pelo software ArcViewGIS: </font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/resr/v50n2/a08fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/resr/v50n2/a08fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Observa-se que houve uma concentra&ccedil;&atilde;o crescente de 1996 a 2006 na parte oeste do estado, envolvendo fundamentalmente tr&ecirc;s mesorregi&otilde;es, denominadas Tri&acirc;ngulo Mineiro e Alto Parana&iacute;ba, Sul de Minas e Noroeste de Minas. No per&iacute;odo inicial (1996), a distribui&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria mineira j&aacute; se concentrava principalmente na por&ccedil;&atilde;o oeste do estado, entretanto, esse processo se intensificou em 2006. Verifica-se que alguns munic&iacute;pios situados na por&ccedil;&atilde;o leste do estado (sobretudo nas mesorregi&otilde;es Zona da Mata e Vale do Rio Doce), que apareciam entre os 50 maiores produtores em 1996, deixaram de figurar nessa lista em 2006 (<a href="/img/revistas/resr/v50n2/a08tab04.jpg">Tabelas 4</a> e <a href="/img/revistas/resr/v50n2/a08tab05.jpg">5</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dessa maneira, houve tend&ecirc;ncia de eleva&ccedil;&atilde;o da concentra&ccedil;&atilde;o e de adensamento da produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria em uma faixa cont&iacute;nua composta por munic&iacute;pios vizinhos na por&ccedil;&atilde;o oeste de Minas Gerais, nas tr&ecirc;s regi&otilde;es referidas. Dentro da pr&oacute;pria por&ccedil;&atilde;o oeste, observa-se redistribui&ccedil;&atilde;o: amplia&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o de munic&iacute;pios da regi&atilde;o do Tri&acirc;ngulo Mineiro e Alto Parana&iacute;ba, que tinha seis munic&iacute;pios entre os dez maiores produtores de 1996 e passou para sete em 2006, e da regi&atilde;o do Noroeste de Minas, que passou a contar com dois munic&iacute;pios entre os dez maiores de 2006, enquanto a regi&atilde;o Sul/Sudoeste de Minas, com quatro munic&iacute;pios entre os dez maiores de 1996, apresentou apenas um em 2006. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, percebe-se que as regi&otilde;es do Noroeste de Minas, Tri&acirc;ngulo Mineiro e Alto Parana&iacute;ba e Sul de Minas apresentam maior participa&ccedil;&atilde;o relativa na produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria, confirmando a tend&ecirc;ncia identificada pela bibliografia a respeito da d&eacute;cada de 1990. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>4. Especializa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica  dos munic&iacute;pios na atividade  agropecu&aacute;ria de Minas Gerais</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em fun&ccedil;&atilde;o dessa tend&ecirc;ncia de concentra&ccedil;&atilde;o na por&ccedil;&atilde;o oeste do estado de Minas Gerais, torna -se fundamental avaliar se esta ocorreu com uma eleva&ccedil;&atilde;o da especializa&ccedil;&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o agro pecu&aacute;ria, haja vista que uma constata&ccedil;&atilde;o dessa natureza poderia indicar uma maior vulnera bilidade do estado de Minas Gerais frente &agrave;s incertezas, econ&ocirc;micas ou n&atilde;o, com rela&ccedil;&atilde;o ao futuro. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para se analisar o n&iacute;vel de especializa&ccedil;&atilde;o de cada munic&iacute;pio na atividade agropecu&aacute;ria, utilizou -se o <i>Quociente Locacional</i>, calculado com base nos dados do PIB agropecu&aacute;rio obtidos no Ipeadata (<a href="http://www.ipeadata.gov.br" target="_blank">www.ipeadata.gov.br</a>). Esse &iacute;ndice mede a especializa&ccedil;&atilde;o do munic&iacute;pio em compara&ccedil;&atilde;o com a distribui&ccedil;&atilde;o se torial do PIB em n&iacute;vel estadual (ver HADDAD, 1989), focalizando os anos de 1996 e 2006, de acordo com a f&oacute;rmula: </font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/resr/v50n2/a08tex01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="/img/revistas/resr/v50n2/a08fig03.jpg">Figura 3</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="/img/revistas/resr/v50n2/a08fig04.jpg">Figura 4</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lima e Sim&otilde;es (2010) trabalham com os seguintes par&acirc;metros: se QL &gt; 4, h&aacute; especializa&ccedil;&atilde;o produtiva; se o valor QL est&aacute; entre 1 e 4, h&aacute; ind&iacute;cios de especializa&ccedil;&atilde;o; se QL &lt; 1, n&atilde;o h&aacute; especializa&ccedil;&atilde;o. O presente trabalho utiliza estes par&acirc;metros como refer&ecirc;ncia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados tamb&eacute;m podem ser observados nas <a href="/img/revistas/resr/v50n2/a08tab04.jpg">Tabelas 4</a> e <a href="/img/revistas/resr/v50n2/a08tab05.jpg">5</a>. Nota-se que a maioria dos munic&iacute;pios apresenta QL maior do que a unidade, revelando ind&iacute;cios de especializa&ccedil;&atilde;o no setor agropecu&aacute;rio, j&aacute; que os setores de ind&uacute;stria e servi&ccedil;os, em especial aqueles com maior valor de produ&ccedil;&atilde;o, est&atilde;o presentes em maior propor&ccedil;&atilde;o nos principais centros urbanos de Minas Gerais, como mostram Martins, Bertolucci e Oliveira (2009). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando se observa a intensidade dessa especializa&ccedil;&atilde;o, verifica-se que, entre os maiores n&iacute;veis de especializa&ccedil;&atilde;o (QL acima de 4,0), novamente h&aacute; maior presen&ccedil;a na por&ccedil;&atilde;o oeste de Minas Gerais, caracter&iacute;stica refor&ccedil;ada ao longo do per&iacute;odo.<a name="3b"></a><a href="#3a"><sup>3</sup></a> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por outro lado, percebe-se uma queda, em geral, da intensidade da especializa&ccedil;&atilde;o na atividade agropecu&aacute;ria dos munic&iacute;pios com maior produ&ccedil;&atilde;o: em 1996, oito dos dez munic&iacute;pios com maior produ&ccedil;&atilde;o apresentavam QL maior do que 4,0; j&aacute; em 2006, apenas dois munic&iacute;pios enquadram-se nessa situa&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>5. Associa&ccedil;&atilde;o espacial e <i>clusters</i> de munic&iacute;pios na agropecu&aacute;ria em Minas Gerais</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>5.1. Metodologia e base de dados para an&aacute;lise de associa&ccedil;&atilde;o espacial</i> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A hip&oacute;tese do trabalho &eacute; que essa concentra&ccedil;&atilde;o espacial na por&ccedil;&atilde;o oeste do estado de Minas Gerais decorre da elevada depend&ecirc;ncia espacial intermunicipal no setor agropecu&aacute;rio, que produz externalidades positivas em algumas regi&otilde;es, notadamente, aquelas mais produtivas no setor agropecu&aacute;rio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A An&aacute;lise Explorat&oacute;ria dos Dados Espaciais (Aede) permite descrever a distribui&ccedil;&atilde;o espacial, compreender os padr&otilde;es de associa&ccedil;&atilde;o espacial (<i>clusters</i> espaciais) e verificar a exist&ecirc;ncia e as formas de instabilidade espacial. Segundo Almeida (2004), uma an&aacute;lise explorat&oacute;ria dos dados espaciais parece apropriada para estudos setoriais, j&aacute; que as vari&aacute;veis que determinam o Produto Interno Bruto (PIB) do setor podem apresentar intera&ccedil;&otilde;es espaciais multidirecionais que beneficiam a pr&oacute;pria din&acirc;mica setorial. A an&aacute;lise espacial trata diretamente de efeitos decorrentes da depend&ecirc;ncia espacial e heterogeneidade espacial. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A depend&ecirc;ncia espacial significa que o valor de uma vari&aacute;vel de interesse numa certa regi&atilde;o depende do valor dessa vari&aacute;vel nas regi&otilde;es vizinhas <i>j.</i> O objetivo da constru&ccedil;&atilde;o dos pesos &eacute; encontrar novas vari&aacute;veis, as defasagens espaciais (<i>spatial lags</i>), tanto para a vari&aacute;vel dependente quanto para as vari&aacute;veis explicativas e para os termos de erro do modelo. As novas vari&aacute;veis incorporam a depend&ecirc;ncia espacial atrav&eacute;s da m&eacute;dia dos valores dos vizinhos. Por isso, cria-se uma nova vari&aacute;vel que &eacute; a m&eacute;dia ponderada dos vizinhos, ou seja, dos elementos da matriz de pesos que n&atilde;o s&atilde;o zero (ALMEIDA, 2004). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Anselin (1988) argumenta que a heterogeneidade espacial se manifesta quando ocorre instabilidade estrutural no espa&ccedil;o, fazendo com que haja diferentes respostas, dependendo da localidade espacial. A consequ&ecirc;ncia &eacute; a possibilidade de provocar a instabilidade estrutural sobre os resultados da regress&atilde;o, causando a perda da efici&ecirc;ncia e, em alguns casos, estimativas viesadas e inconsistentes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A econometria espacial &eacute; a sub&aacute;rea da econometria que trata da depend&ecirc;ncia espacial e da heterogeneidade espacial nos modelos econom&eacute;tricos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A metodologia empregada neste trabalho permite analisar o comportamento das vari&aacute;veis no espa&ccedil;o, sendo capaz de identificar e tratar a heterogeneidade espacial e diagnosticar, controlar e analisar a depend&ecirc;ncia espacial em determinadas regi&otilde;es. Os dados utilizados na an&aacute;lise s&atilde;o do IBGE (censos agropecu&aacute;rios), mas foram extra&iacute;dos do Instituto de Pesquisas Econ&ocirc;micas e Aplicadas (Ipeadata). Ademais, referem-se ao PIB agropecu&aacute;rio municipal dos anos de 1996 e 2006. Para an&aacute;lise dos dados, utiliza-se a Estat&iacute;stica I de Moran, em duas dimens&otilde;es: global e local. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>5.1.1. Estat&iacute;stica I de Moran Global</i> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Estat&iacute;stica Global do Indicador de Moran &eacute; utilizada para mensurar a autocorrela&ccedil;&atilde;o espacial, pois atrav&eacute;s desta estat&iacute;stica pode-se obter o padr&atilde;o exato de associa&ccedil;&atilde;o presente nos dados de um determinado local (i) com respeito &agrave; m&eacute;dia ponderada dos valores da vizinhan&ccedil;a (j), estabelecendo-se as defasagens espaciais ou <i>lags</i> espaciais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O c&aacute;lculo do indicador &eacute; dado pela seguinte f&oacute;rmula: </font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/resr/v50n2/a08tex02.jpg"></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">com - 1<i>&lt;I</i>&lt;1 e m&eacute;dia E(I) = &#91;1/<i>n</i>-1&#93;. A letra <i>n</i> refere-se ao n&uacute;mero de observa&ccedil;&otilde;es; no caso deste trabalho s&atilde;o 853 munic&iacute;pios; A letra <i>y</i> &eacute; a vari&aacute;vel objeto de an&aacute;lise, ou seja, o PIB agropecu&aacute;rio; j&aacute; as letras <i>i</i> e <i>j</i> s&atilde;o os (munic&iacute;pios) distintos onde h&aacute; observa&ccedil;&atilde;o desta mesma vari&aacute;vel <i>y</i>, em que os valores atribu&iacute;dos a um determinado munic&iacute;pio (i) dependem dos valores dos vizinhos imediatos (j), de modo que<i> yi=f(y<sub>j</sub>)</i>, estabelecendo-se, assim, um grau de intera&ccedil;&atilde;o dos distintos munic&iacute;pios <i>i</i> e <i>j</i>. Finalmente, a vari&aacute;vel <i>w</i> &eacute; o crit&eacute;rio de vizinhan&ccedil;a estabelecido para dois munic&iacute;pios distintos, mais especificamente, &eacute; a matriz de peso (peso &eacute; formado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; produ&ccedil;&atilde;o) dos munic&iacute;pios <i>i</i> e <i>j</i> (ALMEIDA, 2004). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Se a estat&iacute;stica apresentar um valor negativo, indica que os fatores observados n&atilde;o s&atilde;o homog&ecirc;neos; caso contr&aacute;rio, se apresentar um valor positivo, sinaliza que h&aacute; homogeneidade entre os valores e, assim, uma associa&ccedil;&atilde;o espacial. Com base na teoria econom&eacute;trica espacial, s&atilde;o estabelecidos quatro tipos de associa&ccedil;&atilde;o linear, quais sejam: </font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <blockquote>       <p>1. <i>High - High</i> (Alto-Alto): Significa que os munic&iacute;pios que comp&otilde;em este <i>cluster</i> (agrupamento), e tamb&eacute;m seus vizinhos, apresentam valores altos no tocante &agrave; vari&aacute;vel em quest&atilde;o;</p>       <p><i>2. Low - Low</i> (Baixo-Baixo): Significa que os munic&iacute;pios que comp&otilde;em este cluster (agrupamento), e tamb&eacute;m seus vizinhos, apresentam valores baixos no tocante &agrave; vari&aacute;vel em quest&atilde;o;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>3. High - Low</i> (Alto-Baixo): Situa&ccedil;&atilde;o em que a unidade ou um determinado agrupamento espacial apresenta(m) valor(es) alto(s), mas os valores da vari&aacute;vel em estudo nos munic&iacute;pios circunvizinhos s&atilde;o baixos;</p>       <p><i>4. Low - High</i> (Baixo-Alto): Situa&ccedil;&atilde;o em que a unidade ou um determinado agrupamento espacial apresenta(m) baixo(s) valor(es) em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vari&aacute;vel de interesse, mas os valores da vari&aacute;vel em estudo nos munic&iacute;pios circunvizinhos s&atilde;o altos. </p> </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essa estat&iacute;stica discutida refere-se &agrave; an&aacute;lise global; entretanto, o resultado global muitas vezes &eacute; consequ&ecirc;ncia de um resultado local. Com efeito, deve-se analisar adicionalmente a estat&iacute;stica local de associa&ccedil;&atilde;o espacial. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>5.1.2. Estat&iacute;stica I de Moran Local</i> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Estat&iacute;stica Local do Indicador de Moran ser&aacute; intensamente utilizada no trabalho para diagnosticar os graus de associa&ccedil;&otilde;es presentes no setor agropecu&aacute;rio do estado de Minas Gerais. Este &eacute; calculado da seguinte forma: </font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/resr/v50n2/a08tex03.jpg"></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os termos<i> z<sub>i</sub></i> e <i>z<sub>j</sub></i> s&atilde;o vari&aacute;veis padronizadas e o somat&oacute;rio sobre a vari&aacute;vel <i>j</i> indica que somente os vizinhos diretos de um determinado munic&iacute;pio s&atilde;o de fato considerados na an&aacute;lise, atendendo, assim, o sentido de ser local. Essa estat&iacute;stica demonstra a signific&acirc;ncia do agrupamento existente em determinado local. Essa estat&iacute;stica <i>I de Moran Local</i> est&aacute; indicando o grau de associa&ccedil;&atilde;o existente entre o valor de uma vari&aacute;vel <i>i</i> em um determinado local e a m&eacute;dia da outra vari&aacute;vel nos munic&iacute;pios circunvizinhos (ANSELIN et al., 2003, 7 apud ALMEIDA, 2004, p. 11). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>5.2. Resultados e an&aacute;lise explorat&oacute;ria</i> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados da an&aacute;lise espacial no setor agropecu&aacute;rio mineiro mostram que os padr&otilde;es mais elevados de autocorrela&ccedil;&atilde;o espacial concentram-se principalmente nas regi&otilde;es do Tri&acirc;ngulo Mineiro e Alto Parana&iacute;ba; Sul de Minas e Noroeste do estado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As <a href="/img/revistas/resr/v50n2/a08fig05.jpg">Figuras 5</a> e <a href="/img/revistas/resr/v50n2/a08fig06.jpg">6</a> demonstram a consolida&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia da produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria no oeste do estado de Minas Gerais. As &aacute;reas em vermelho possuem valores elevados no tocante &agrave; produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria, indicando que munic&iacute;pios situados na parte oeste de Minas Gerais consolidaram-se como os maiores produtores no estado. Observa-se que os munic&iacute;pios com n&iacute;vel elevado e positivo de autocorrela&ccedil;&atilde;o espacial global (classifica&ccedil;&atilde;o <i>high-high</i> ou alto-alto) est&atilde;o concentrados na por&ccedil;&atilde;o oeste do estado, caracter&iacute;stica refor&ccedil;ada ao longo do per&iacute;odo, com a conforma&ccedil;&atilde;o n&iacute;tida de uma "faixa oeste", reunindo munic&iacute;pios do Tri&acirc;ngulo Mineiro e Alto Parana&iacute;ba, Sul/Sudoeste de Minas e Noroeste de Minas. Ao lado dessa faixa, esbo&ccedil;a-se outra, com classifica&ccedil;&atilde;o predominante <i>high-low</i> ou alto-baixo, que s&atilde;o aqueles munic&iacute;pios vizinhos que est&atilde;o, de alguma forma, come&ccedil;ando a se beneficiar dessa proximidade com os maiores produtores do setor agropecu&aacute;rio do estado. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Noroeste de Minas, mais especificamente os munic&iacute;pios de Una&iacute;, Paracatu, Buritis e Jo&atilde;o Pinheiro apresentam o mesmo padr&atilde;o. No Sul de Minas, destacam-se os munic&iacute;pios de Po&ccedil;os de Caldas, C&aacute;ssia, Itapecerica, Formiga e Alfenas. No Tri&acirc;ngulo Mineiro e Alto Parana&iacute;ba, os munic&iacute;pios de Araguari, Uberl&acirc;ndia e Uberaba formam um <i>cluster</i> significativo, fato ratificado pelo Indicador de Associa&ccedil;&atilde;o Espacial Local. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Estat&iacute;stica <i>I de Moran Local</i>, indicada nas<a href="/img/revistas/resr/v50n2/a08fig07.jpg"> Figuras 7</a> e <a href="/img/revistas/resr/v50n2/a08fig08.jpg">8</a>, tamb&eacute;m tem grande import&acirc;ncia para a an&aacute;lise, por evidenciar o grau de signific&acirc;ncia de determinados<i> clusters</i>. Pelo Indicador Local de Associa&ccedil;&atilde;o Espacial (Lisa), os principais munic&iacute;pios produtores foram Araguari e Uberl&acirc;ndia, localizados em um <i>cluster</i> de destaque na produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise identificou os <i>clusters</i> setoriais signifi cativos a partir do Indicador Local de Associa&ccedil;&atilde;o Espacial (Lisa). A signific&acirc;ncia deste indicador no per&iacute;odo em considera&ccedil;&atilde;o implica em dizer que existem externalidades positivas multidirecionais da produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria nos munic&iacute;pios de algumas mesorregi&otilde;es do estado de Minas Gerais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A compara&ccedil;&atilde;o entre as <a href="/img/revistas/resr/v50n2/a08fig07.jpg">Figuras 7</a> e <a href="/img/revistas/resr/v50n2/a08fig08.jpg">8</a> mostra, ainda, a amplia&ccedil;&atilde;o desses <i>clusters</i> de maior signific&acirc;ncia: de uma faixa mais estreita em 1996, consolida-se uma faixa mais ampla em 2006, envolvendo mais munic&iacute;pios do Tri&acirc;ngulo Mineiro, Alto do Parana&iacute;ba e Noroeste de Minas em um grande <i>cluster</i> que se aproxima do Sul de Minas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este fato pode ser observado na <a href="/img/revistas/resr/v50n2/a08fig08.jpg">Figura 8</a>, em que alguns munic&iacute;pios aparecem em 2006 consolidados como os maiores produtores e outros beneficiados pela proximidade com estes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esses resultados tamb&eacute;m ressaltam elevada desigualdade regional do setor agropecu&aacute;rio no estado. Ademais, nota-se uma amplia&ccedil;&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o de <i>clusters</i> significativos em Minas Gerais, com destaque para as regi&otilde;es de maior produ&ccedil;&atilde;o. Isso implica dizer que o estado pode estimular eficientemente a din&acirc;mica do setor, com pol&iacute;ticas de incentivo apropriadas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, as evid&ecirc;ncias mostram a maior produ&ccedil;&atilde;o das regi&otilde;es do Tri&acirc;ngulo Mineiro/Alto do Parana&iacute;ba, Sul de Minas e Noroeste de Minas. Ademais, os munic&iacute;pios respons&aacute;veis pela maior produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria no estado apresentam proximidade e associa&ccedil;&atilde;o espacial, indicando sinergia e presen&ccedil;a de externalidades positivas e significativas nessas regi&otilde;es do estado. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>6. Considera&ccedil;&otilde;es finais</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O presente trabalho teve por objetivo analisar a din&acirc;mica espacial recente da produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria em Minas Gerais, com o intuito de contribuir para o debate e a compreens&atilde;o desta, haja visto que trabalhos recentes t&ecirc;m destacado a crescente concentra&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o na por&ccedil;&atilde;o oeste do estado. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados das an&aacute;lises realizadas sobre a din&acirc;mica espacial da produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria de Minas Gerais nos anos de 1996 e 2006 podem ser sintetizados assim: </font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <blockquote>       <p>a) A distribui&ccedil;&atilde;o espacial da produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria caracteriza-se, de fato, pela concentra&ccedil;&atilde;o dos munic&iacute;pios com maior produ&ccedil;&atilde;o na por&ccedil;&atilde;o oeste de Minas Gerais, caracter&iacute;stica que se refor&ccedil;ou ao longo do per&iacute;odo; </p>       <p>b) Embora haja ind&iacute;cios de especializa&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria na maior parte dos munic&iacute;pios de Minas Gerais, os munic&iacute;pios com n&iacute;veis mais elevados dessa especializa&ccedil;&atilde;o concentram-se na parte oeste do estado, caracter&iacute;stica tamb&eacute;m refor&ccedil;ada ao longo do per&iacute;odo. Entretanto, a intensidade de especializa&ccedil;&atilde;o em agropecu&aacute;ria dos munic&iacute;pios com maior produ&ccedil;&atilde;o reduziu-se ao longo do per&iacute;odo, indicando a import&acirc;ncia da articula&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria com outros setores da economia;</p>       <p>c) Os munic&iacute;pios que apresentaram n&iacute;vel elevado de autocorrela&ccedil;&atilde;o espacial global positiva, com a forma&ccedil;&atilde;o de <i>clusters</i>, est&atilde;o >concentrados na por&ccedil;&atilde;o oeste do estado, sendo que estes <i>clusters</i> est&atilde;o agregando novos munic&iacute;pios e cada vez mais se integrando entre si. </p> </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A hip&oacute;tese do trabalho, de que esta tend&ecirc;ncia &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria seja resultado da depend&ecirc;ncia espacial, foi confirmada, indicando a exist&ecirc;ncia de externalidades espaciais positivas intermunicipais. Em outras palavras, essa an&aacute;lise mostra que h&aacute; forma&ccedil;&atilde;o de <i>clusters</i> significativos associados ao maior dinamismo do setor agropecu&aacute;rio nas regi&otilde;es mais produtivas, sinalizando que os fatores espaciais (depend&ecirc;ncia espacial ou estrat&eacute;gias produtivas interdependentes) afetaram positiva e significativamente a din&acirc;mica do setor agropecu&aacute;rio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Indicador Local de Associa&ccedil;&atilde;o Espacial mostrou que existem dois <i>clusters</i> consolidados no setor agropecu&aacute;rio: um que re&uacute;ne munic&iacute;pios do Tri&acirc;ngulo Mineiro/Alto Parana&iacute;ba e Noroeste de Minas e outro presente no Sul de Minas. Entre esses <i>clusters</i> consolidados tem se constitu&iacute;do uma faixa de munic&iacute;pios com alto n&iacute;vel de autocorrela&ccedil;&atilde;o, que pode integrar as regi&otilde;es mais din&acirc;micas do estado nesse setor e, inclusive, configurar um novo <i>cluster</i>. Esse processo de integra&ccedil;&atilde;o das maiores regi&otilde;es produtoras do estado de Minas Gerais pode ser resultado da infraestrutura de transporte rodovi&aacute;rio e dos recentes investimentos realizados nessa &aacute;rea. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados sugerem, ainda, que os <i>clusters</i> de munic&iacute;pios identificados devem receber mais aten&ccedil;&atilde;o por parte do setor p&uacute;blico, para que desenvolva e estimule novos ingressos naquele(s) polo(s) agropecu&aacute;rio(s) de crescimento. Assim, como proposi&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;tica, acredita-se que novos investimentos em infraestrutura, em especial infraestrutura de transporte que reforce a liga&ccedil;&atilde;o entre esses dois <i>clusters</i>, podem contribuir para a consolida&ccedil;&atilde;o desse novo <i>cluster</i> setorial em forma&ccedil;&atilde;o no estado, uma vez que s&atilde;o centrais para a maior integra&ccedil;&atilde;o e crescimento estadual. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dessa maneira, entende-se que esses resultados s&atilde;o &uacute;teis tanto para o setor p&uacute;blico quanto para o setor privado, uma vez que ambos podem se beneficiar dessas informa&ccedil;&otilde;es: o setor privado, por saber os locais em que a atividade agropecu&aacute;ria est&aacute; mais aquecida, e o setor p&uacute;blico, por identificar as regi&otilde;es mais e menos din&acirc;micas no estado, o que permite elaborar pol&iacute;ticas espec&iacute;ficas para intensificar as externalidades locais nas regi&otilde;es din&acirc;micas ou para atenuar os problemas nas regi&otilde;es menos produtivas. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>7. Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ALMEIDA, E. S. <i>Curso de Econometria Espacial Aplicada</i>. Piracicaba-SP, Ed. ESALQ, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0103-2003201200020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ANSELIN, L. <i>Spatial Econometrics: methods and models</i>. Boston: Kluwer Academic, p. 284. 1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0103-2003201200020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BARROS, G. S. C. <i>Agroneg&oacute;cio brasileiro: perspectivas, desafios e uma agenda para seu desenvolvimento</i>. Piracicaba, jul. 2006. 52 p. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.cepea.esalq.usp.br/especialagro/EspecialAgroCepea_all.doc" target="_blank">http://www.cepea.esalq.usp.br/especialagro/EspecialAgroCepea_all.doc</a>&gt;. Acesso em: 10 set. 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0103-2003201200020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BASTOS, S. e GOMES, J. <i>Mudan&ccedil;a na Composi&ccedil;&atilde;o da Produ&ccedil;&atilde;o Agr&iacute;cola Mineira</i>: An&aacute;lise das culturas din&acirc;micas (1994-2008). Encontro Nacional de Economia Pol&iacute;tica, 16. Anais...Uberl&acirc;ndia, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0103-2003201200020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CEPEA-USP/FAEMG /SEAPA Perfil do Agroneg&oacute;cio Mineiro (2011).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0103-2003201200020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CRUZ, A. C. <i>Composi&ccedil;&atilde;o do Agroneg&oacute;cio no Estado de Minas Gerais</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.tede.ufv.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=796" target="_blank">http://www.tede.ufv.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=796</a>. Acesso em: 20 dezembro 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0103-2003201200020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">EMBRAPA. <i>Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&aacute;ria</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.embrapa.br" target="_blank">http://www.embrapa.br</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0103-2003201200020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FUNDA&Ccedil;&Atilde;O JO&Atilde;O PINHEIRO. <i>O Padr&atilde;o Espacial do Setor Produtivo.</i> In: Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). Minas Gerais do S&eacute;culo XXI, Belo Horizonte, 2003. Vol. II, Cap. 4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0103-2003201200020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">GASQUES, J. G., REZENDE, G. C., VERDE; C. M. V., SALERNO, M. S., CONCEI&Ccedil;&Atilde;O, J. C. P. R. e CARVALHO, J. C. S. <i>Desempenho e crescimento do agroneg&oacute;cio do Brasil</i>. Bras&iacute;lia: IPEA, fev. 2004. p. 39 (Texto para discuss&atilde;o, n. 1009).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0103-2003201200020000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">GUILHOTO, J. et al. <i>PIB da Agricultura familiar: Brasil-Estados Bras&iacute;lia</i>: MDA, 2007, p. 172. - (NEAD Estudos; 19).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0103-2003201200020000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">GUIMAR&Atilde;ES, E. N. <i>A Influ&ecirc;ncia Paulista na Forma&ccedil;&atilde;o Econ&ocirc;mica e Social do Tri&acirc;ngulo Mineiro</i>. In: Anais do XI Semin&aacute;rio Sobre a Economia Mineira. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.cedeplar.ufmg.br/diamantina2004/textos/D04A065.PDF" target="_blank">http://www.cedeplar.ufmg.br/diamantina2004/textos/D04A065.PDF</a>. Acessado em: 16 de Mar&ccedil;o de 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0103-2003201200020000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">HADDAD, P. <i>Medidas de localiza&ccedil;&atilde;o e de especializa&ccedil;&atilde;o</i>. In: HADDAD, Paulo. Economia Regional: Teorias e M&eacute;todos de An&aacute;lise. Fortaleza: BNB/ETENE, p. 67-206, 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0103-2003201200020000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">IBGE - Censo Agropecu&aacute;rio do Brasil 2005. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ibge.gov.br" target="_blank">www.ibge.gov.br</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0103-2003201200020000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">IPEA. <i>Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ipea.gov.br" target="_blank">http://www.ipea.gov.br</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0103-2003201200020000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LIMA, A. C. C. e SIM&Otilde;ES, R. <i>Centralidade e emprego na regi&atilde;o Nordeste do Brasil</i>. Belo Horizonte: Nova Economia, 20 (1), p. 39-83, jan./abr. 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0103-2003201200020000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MARTINS, H., BERTOLUCCI  JUNIOR, L. e OLIVEIRA, P. Crescimento populacional, evolu&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica recente e capacidade de polariza&ccedil;&atilde;o: um estudo em munic&iacute;pios de Minas Gerais. <i>Revista An&aacute;lise Econ&ocirc;mica</i>, Porto Alegre, ano 27, n. 52, p. 25-50, set. 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0103-2003201200020000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SILVA, H., RESENDE, A., ROSA, C. e SIM&Otilde;ES, R. <i>Din&acirc;mica Agropecu&aacute;ria e Urbaniza&ccedil;&atilde;o: Uma An&aacute;lise Multivariada para Minas Gerais</i>, 1995-2000. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.anpec.org.br/encontro2005/artigos/A05A140.pdf" target="_blank">http://www.anpec.org.br/encontro2005/artigos/A05A140.pdf</a>. Acesso em: 10 janeiro 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0103-2003201200020000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SOUZA, E. C. <i>Din&acirc;mica Recente do Setor Agropecu&aacute;rio de Minas Gerais: Uma An&aacute;lise Econom&eacute;trica Espacial</i>. Monografia de Gradua&ccedil;&atilde;o: Instituto de Economia (Universidade Federal de Uberl&acirc;ndia), p. 66. 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0103-2003201200020000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="1a"></a><a href="#1b">1</a> A taxa de crescimento do PIB agropecu&aacute;rio foi de 3,18% a.a., contra 2,71% a.a. do PIB total.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a name="2a"></a><a href="#2b">2</a> Para maiores detalhes sobre a composi&ccedil;&atilde;o por produto do PIB agropecu&aacute;rio dos estados brasileiros, consultar Guilhoto et al. (2007).    <br>   <a name="3a"></a><a href="#3b">3</a> Por conveni&ecirc;ncia metodol&oacute;gica, os mapas apresentam  os valores inteiros, tal como descritos por Lima e Sim&otilde;es (2010). Entretanto, os intervalos efetivamente considerados nas an&aacute;lises espaciais foram: QL &lt; 1; 1 &lt; QL &lt; 4; e QL &gt; 4. </font></p>      ]]></body><back>
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