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<publisher-name><![CDATA[Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O mais jovem instituto da USP]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><B>HISTÓRICO</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b><font size="4">O    mais jovem Instituto da USP</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em fevereiro de    1986, no início de sua gestão, o reitor José Goldemberg começou a definir junto    à comunidade acadêmica da USP as condições necessárias para a implantação do    Instituto de Estudos Avançados. Para tanto, foram convidados os integrantes    do primeiro Grupo de Estudos encarregado de refletir sobre o que poderia ser    esta nova Unidade acadêmica. Os professores convidados foram Alberto Carvalho    da Silva, Alberto Luiz da Rocha Barros, Roberto Leal Lobo e Silva Filho e Carlos    Guilherme Mota.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No decorrer do primeiro semestre de    1986, o Grupo desenvolveu consultas à comunidade, análises de propostas anteriores    e realizou levantamentos históricos sobre outros institutos similares existentes    internacionalmente. Com a saída do prof. Roberto Lobo, que assumiu a Vice-Reitoria    da USP, o Grupo passou a contar com o nome do prof. Gerhard Malnic e, em 23    de julho, através de portaria, ocorreu a nomeação formal dos integrantes, sob    a coordenação do prof. Carlos Guilherme Mota. Em agosto, sintetizando os trabalhos    empreendidos pelo Grupo de Estudos, foi apresentado à comunidade acadêmica um    documento de trabalho, que se constitui no norteador da filosofia geral que    preside o Instituto de Estudos Avançados da USP.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Após várias atividades iniciais, que    foram definindo os mecanismos de funcionamento do Instituto, o IEA foi oficialmente    criado em 29 de outubro de 1986, através da Resolução np 3.269. Seu Conselho    Diretor é atualmente composto dos seguintes professores: Carlos Guilherme Mota    (diretor), Gerhard Malnic (vice-diretor), Alfredo Bosi, Herch Moyses Nussenzveig,    José Galizia Tundisi e Paul Israel Singer.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estatutariamente, competem ao Instituto    de Estudos Avançados da USP as seguintes atribuições:</font></p>     <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">I — Realizar      trabalhos de pesquisa e atividades pertinentes a questões fundamentais do      pensamento científico e da cultura em geral, privilegiando a interdisciplinaridade,      visando ao aprimoramento e à atualização da docência e da pesquisa.</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">II — Promover      conferências, colóquios, programas, seminários e atividades análogas, buscando      colaborar com as unidades e demais órgãos da Universidade, visando incentivar      a integração entre pesquisadores e docentes da USP e de outras universidades,      outros centros de cultura e intelectuais do País e do Exterior.</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">III — Estimular      pesquisas e atividades que intensifiquem contatos dos pesquisadores, docentes      e alunos da USP com as correntes intelectuais mais significativas de nosso      tempo, do País e do Exterior.</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">IV — Incentivar      estudos sobre políticas de desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da      cultura em geral, bem como sobre o uso social do conhecimento, tendo em conta      a melhor articulação entre a Universidade e a sociedade.</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">V — Oferecer      estágios, por período determinado, a docentes e pesquisadores da USP e outros      intelectuais do Brasil e do Exterior, para a realização de atividades que      resultem em obra original.</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">VI — Favorecer      novas idéias, resultantes do convívio, do confronto e da interação entre as      diversas áreas de trabalho intelectual.</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&sect; 1º — O      IEA procurará abranger todas as disciplinas do conhecimento, inclusive as      que não constem dos atuais currículos da USP.</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&sect; 2ª — O IEA buscará obter o equilíbrio entre especialistas das Ciências e      das Humanidades em geral.</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Transcrevemos a    seguir dois dos muitos artigos e matérias publicados na imprensa nacional e    internacional, onde são apresentados uma visão geral e um balanço do primeiro    ano de existência do Instituto de Estudos Avançados da USP.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b><a name="not2"></a>AMID    POLITICAL TURMOIL, BRAZIL'S UNIVERSITIES REFLECT NEW SPIRIT OF INQUIRY AND INNOVATION    (<a href="#back2">*</a>)</b></font></p>     <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>by    Daniela Hart    <br>   </i>S&atilde;o Paulo, Brazil</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As a fragile young democracy struggles    to find its way m Brazil after 20 years of military dictatorship, the country's    universities are beginning to reflect a new spirit of inquiry and innovation.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Signs of change and turmoil are everywhere.    Just this month, in the face of a staggering foreign debt and massive poverty,    the government devalued the currency by nearly 8.5 per cent, as part of a sweeping    new austerity program.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">At the same time, however, a new constitution    is in the works, and many of the limitations that military rule used to impose    on cultural life are gone. Previously censored books are reappearing in libraries    and bookstores, and once again it is acceptable to discuss all kinds of ideas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">In a general climate of political uncertainty,    officials also are considering farreaching university reforms, including giving    individual departments the right to choose their curricula. Although it is too    soon to know how much change is likely, the system is clearly in flux.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">One indication    is a newly created Institute of Advanced Studies at the University of São Paulo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>First in South    America</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">With 50,000 students and 4,500 faculty    members, the university is Brazil's largest and most important center of higher    education. The institute, for its part, is the first of its kind in South America.    Its aims are to encourage interdisciplinary echanges and high-level discussions    of broad issues, to counter the effects of a bureaucracy that has weighed the    university down in recent times, and to end the isolation of academic departments.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">The institute also will help students    and scholars stay in touch with leading thinkers throughout the world and give    participants a place to do research and reflect on issues outside specific curricula.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">For the University of São Paulo, those    are important developments. Under the military dictatorship, the university    lost all of its autonomy. Rigid curricula were set up by the Ministry of Education    and Culture, and each university department had to follow a fixed program. Few    courses were determined by the academic staff, no interdisciplinary courses were taught,    and all academic plans had to be ratified by military censors.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">More generally,    when the military controlled Brazil between 1964 and 1984, there was no free    speech. Many people, including students and faculty members, were imprisoned,    tortured, killed, or exiled for expressing ideas unpalatable to the government.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Massive Investments    Made</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">The military also made massive investments    in the country's infra-structure, helping to modernize the country and producing    enormous economic growth. But the growth was financed largely by foreign loans,    leaving Brazil with a debt it cannot handle today. Personal wealth, meanwhile,    is unevenly distributed, with two-thirds of the people living below the poverty    line.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Inevitably, higher education is feeling    the effects of that legacy. All public universities in Brazil are short of funds    — a circumstance that prompted a strike by faculty members at all 47 federal    universities in the country over the past two months.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Last week, just after a new salary agreement    had ended that strike, faculty members at the University of São Paulo, a state    institution, called an indefinite walkout of their own over related issues,    particularly salaries.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">At the Institute of Advanced Studies,    which received an initial government grant of $43,100 for 1987, officials say    they need additional support from private sources to operate effectively.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Money aside, the    institute is expected to help the university recapture an essential part of    its character that was lost under military rule. When the university was founded    in 1934; pulling together existing faculties in such fields as medicine and    law, a new faculty of philosophy, sciences, and letters was established to provide    an interdisciplinary core.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Humanities Were    Gutted</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">During the dictatorship, that core was    lost. The university stressed engineering and business administration, and the    humanities were gutted.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Now São Paulo hopes to <i>"regain    the real meaning of a university", </i>says Carlos Guilherme Mota, a historian    who heads the new Institute of Advanced Studies. <i>"We want to regain    interdisciplinary contact and discussion, and the more universal approach to    issues."</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">José Goldemberg, rector of the University    of São Paulo, says he supports the institute's approach because <i>"in    the real world, problems do not come split up into subjects. Real-world problems    are multidisciplinary".</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">The idea for the institute originated    in 1979, Mr. Mota notes, after an amnesty declared by the military government    raised the possibility that many professors would be returning from exile without    any assurance that they could get their old jobs back.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">With the military    still controlling the University of São Paulo, their former colleagues thought    an interdisciplinary institute would enable them to work around strict hiring    criteria for classroom teachers and still get back into academic life.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Booked-up Conference    Agenda</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">But many returning professors were soon    reinstated in regular university departments, and the institute idea, facing    a hostile political climate, failed to get off the ground.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"It <i>is only now that it is possible    to set up such an institute in Brazil", </i>says Edgard Luiz de Barros,    the institute's academic secretary. <i>"Up until q year ago. we still had    military police at the university, controlling our movements One could not organize    a controversial or far-reaching public conference."</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">The initial plan was enthusiastically    approved by an academic congress at the university in 1984, and the institute    began operations last August on a trial basis. Today it is functioning regularly    with interdisciplinary research and a booked up-agenda of conferences and small    seminars. It also has a program for visiting professors, scientists, writers,    and artists, who are invited for a month to a year to work on approved research    projects.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Long-term study    groups at the institute will tackle such issues as <i>''What are the specific    characteristics of scientific thought in the Third World?"; "Where    is capitalism going?"</i>; and <i>"The new democratic society".</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Promoting Science    and Culture</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">In addition, the institute, which offers    no degrees of its own, is expected to make policy recommendations for the nation    and promote science and culture.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"Here we can look at issues    that give no immediate results and are therefore not usually part of any course    curriculum", </i>says Alberto Luiz da Rocha Barros, a physicist who helped    set up the institute. <i>"It is important to have highly skilled specialists,    but a basic intellectual grounding is vital for autonomous thinking. Otherwise    people only learn to be good copiers Here the emphasis will be on creative thought"</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b><a name="not3"></a>IEA:    UMA PROPOSTA EM BUSCA DA MODERNIDADE(<a href="#back3">**</a>)</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>José    A Iberto Sheik Pereira</i></font></p>     <p align="center"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Trabalho    do IEA resulta em linhas de reflexão    <br>   não previstas no currículo da USP</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Antiga aspiração do corpo acadêmico    — um centro de reflexão multidisciplinar —, o Instituto de Estudos Avançados    (IEA) da USP encerrou seu primeiro ano de atividades com um saldo positivo.    Inaugurado em 25 de agosto de 1986 com a conferência <i>"Existe um pensamento    brasileiro?", </i>do jurista Raymundo Faoro, o IEA, segundo a avaliação    do seu diretor, prof. Carlos Guilherme Mota, <i>"ultrapassou    a expectativa inicial ao permitir o surgimento de novas linhas de reflexão não    previstas no currículo da Universidade".</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A busca da interdisciplinaridade    tinha dois propósitos baseados em experiência como a do <b>Institute for Advanced    Study, </b>de Princeton, onde o reitor José Goldemberg se inspirou para sugerir    a criação do IEA. Um dos propósitos era romper o isolamento da vida cotidiana    de algumas escolas. O outro era diminuir barreiras que, por vezes, são criadas    pelos títulos. Extrapolada a proposta inicial, o Instituto    prepara-se, ao entrar em seu segundo ano, para tentar evitar que teses afins    se dividam.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para tanto, já criou três áreas de concentração    biologia molecular, ciências ambientais e, dentro das humanidades, a história    das mentalidades no Brasil e na América Latina.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tomando como exemplo a área de biologia    molecular, área considerada carente no Brasil, o prof. Gerhar Malnic, vice-diretor    do Instituto, explica que os trabalhos serão desenvolvidos em duas fases. Numa    primeira, reunidos pesquisadores das diversas unidades de interesse da questão,    é feito um diagnóstico para verificar o que está faltando e onde estão as deficiências    para o avanço da matéria.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A segunda fase é para decidir o que    fazer. Aí entra o IEA como agente catalisador, para elaborar a política científica    da área — que servirá inclusive de diretriz para o reitor — e patrocinar o desenvolvimento    de novas pesquisas através da organização de cursos e simpósios que serão ministrados    por especialistas convidados. O prof. Malnic ressalta que o patrocínio de novas    pesquisas não significa seu financiamento, mas a promoção da interação entre    os interessados. Isto porque o IEA não tem como propósito repetir atividades    de instituições ou órgãos já existentes na USP.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Novas áreas</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apesar de inspirado    em institutos congêneres existentes no Exterior, como o de Princeton ou o IEA    do México, o IEA não pretende criar departamentos com o estabelecimento de áreas    de concentração. Para isso, não há uma demarcação rígida de cada área, buscando-se    facilitar a interdisciplinaridade que estará sempre servindo como fonte de fermentação    para o desenvolvimento de áreas novas Como exemplo, o secretário    acadêmico do Instituto, prof. Edgard Luiz de Barros, cita o evento <i>"O    Mundo da Música Eletrônica", </i>onde um dos maiores especialistas no assunto,    Hans Ulrich Humpert, da Escola Superior de Música de Colônia, na Alemanha, falou    de suas experiências. A partir daí, um núcleo de música eletrônica poderá surgir    na USP. O que o secretário acadêmico do IEA faz questão de ressaltar é que este    núcleo, necessariamente, terá que se originar na unidade afim. No caso, a ECA,    que tem sua escola de música.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entusiasmado com a participação da <i>nova    sociedade civil </i>nos eventos do Instituto, o prof. Mota lembra que uma das    razões dessa procura é o caráter de abertura da entidade. <i>"O público    presente às conferências do mês nem sempre é composto por acadêmicos'', </i>ressalta.    Para ele, isso se deve à não-exigência de titulação para participação dos interessados    nos programas da instituição.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"Numa universidade    que não é muito econômica nos títulos e a preocupação interdisciplinar é apenas    ideológica </i>—<i> e ainda regida pelo corporativismo dos departamentos —,    ao não dar nem receber títulos, o IEA está mais preocupado em recolocar aquilo    que deve ser essencial à vida universitária a reflexão em busca da contemporaneidade    perdida", </i>afirma Guilherme Mota ao ressaltar que, <i>"com a abertura    do IEA a todos, o propósito é permitir que o Instituto continue oferecendo respostas    à sociedade, de onde também retira indagações". </i>Para isso, já está    em formação uma quarta área de concentração, a de economia e política, que terá    seu início programado para julho do próximo ano com o evento "<i>Ressocialização    da economia". </i>O acontecimento vai se realizar em conjunto com o Woodrow    Wilson Center, de Washington, uma das muitas instituições internacionais que    firmaram acordo com o IEA.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="back2"></a>(<a href="#not2">*</a>)    <i>Texto publicado no jornal especializado. </i>The Chronicle of Higher Education,    <i>v. XXXIII, n&deg; 35. may 13, 1987.</i></b>    <br><a name="back3"></a>(<a href="#not3">**</a>) <i>Texto publicado    no </i><b>Jornal da USP, </b><i>Ano III, nº 18, 1º a 7 de outubro de 1987.</i></font></p>      ]]></body>
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