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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Economia verde: por que o otimismo deve ser aliado ao ceticismo da razão]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The green economy initiative carries with it the optimistic view that the economy can and should be driven by investments in clean activities as opposed to the extraction of natural resources and polluting industries. However there are limits to the emphasis that is often put on efficiency improvements and on the substitution between sectors of an economy. For the economy to be green, the reduction in environmental impact per unit of GDP should be higher than GDP growth over a period. Even though recent evidence shows that some countries aparently passed the peak in the use of materials and energy, global extraction of natural resources and CO2 emissions has increased. A probable cause is that rich countries have outsourced polluting activities to poorer countries. It is time to bring the skepticism of reason to the debate and seriously discuss degrowth, not of GDP or of opportunities for human development, but of the global resource extration and carbon emissions.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font size="2" face="Verdana">DOSSI&Ecirc; SUSTENTABILIDADE</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Economia   verde: por que o otimismo   deve ser aliado ao ceticismo da raz&atilde;o<a name="tx01"></a><a href="#nt01"><sup>1</sup></a></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>&nbsp;</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Andrei Cechin; Henrique Pacini</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   iniciativa da economia verde carrega consigo o otimismo da vontade de que a   economia pode e deve ser impulsionada por investimentos em atividades limpas em   contraposi&ccedil;&atilde;o &agrave; extra&ccedil;&atilde;o de recursos naturais e &agrave; ind&uacute;stria poluente. No   entanto, existem limites &agrave; &ecirc;nfase que se coloca nos aumentos de efici&ecirc;ncia e na   substitui&ccedil;&atilde;o entre setores de uma economia. Para ser verde de fato, a redu&ccedil;&atilde;o   no impacto ambiental por unidade do PIB   deve ser maior do que o aumento do PIB   num per&iacute;odo. Mesmo que evid&ecirc;ncias recentes mostrem que alguns pa&iacute;ses j&aacute;   passaram do pico no uso de materiais e energia, globalmente a extra&ccedil;&atilde;o de   recursos naturais e a emiss&atilde;o de CO<sub>2</sub> s&oacute; tem aumentado.<b> </b>Uma   prov&aacute;vel causa &eacute; porque pa&iacute;ses ricos t&ecirc;m terceirizado as atividades poluentes   para pa&iacute;ses mais pobres. &Eacute; hora de trazer o ceticismo da raz&atilde;o para o debate e   discutir seriamente o decrescimento, n&atilde;o do PIB ou das oportunidades de   desenvolvimento humano, mas da extra&ccedil;&atilde;o de recursos e da emiss&atilde;o de carbono   globais. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> Economia verde, Curva de   Kuznets Ambiental, Desmaterializa&ccedil;&atilde;o, Decrescimento.</font></p> <hr size="1" noshade>    <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The green economy initiative carries with it the optimistic view   that the economy can and should be driven by investments in clean activities as   opposed to the extraction of natural resources and polluting industries.   However there are limits to the emphasis that is often put on efficiency   improvements and on the substitution between sectors of an economy. For the   economy to be green, the reduction in environmental impact per unit of GDP should be   higher than GDP growth over a period. Even though recent evidence shows that some   countries aparently passed the peak in the use of materials and energy, global   extraction of natural resources and CO<sub>2</sub> emissions has increased. A probable cause is that rich countries have   outsourced polluting activities to poorer countries. It is time to bring the   skepticism of reason to the debate and seriously discuss degrowth, not of GDP or of   opportunities for human development, but of the global resource extration and   carbon emissions.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords: </b>Green economy, Environmental Kuznets Curve, Dematerialization,   Degrowth.</font></p>   <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em meio a in&uacute;meras crises sist&ecirc;micas   pelas quais a sociedade moderna est&aacute; passando, a iniciativa da "Economia Verde"   prop&otilde;e uma alternativa específica: a dinamiza&ccedil;&atilde;o da economia deve se dar pela expans&atilde;o de setores de baixo impacto ambiental. A defini&ccedil;&atilde;o   de Economia Verde proposta pelo Pnuma<a name="tx02"></a><a href="#nt02"><sup>2</sup></a> &eacute; a de um sistema econ&ocirc;mico   dominado por investimento, produ&ccedil;&atilde;o, comercializa&ccedil;&atilde;o, distribui&ccedil;&atilde;o e consumo,   de maneira a respeitar os limites dos ecossistemas, mas tamb&eacute;m como um sistema   que produz bens e servi&ccedil;os que melhoram o ambiente, ou seja, que tenham um   impacto ambiental positivo. Nesse sentido, o meio ambiente n&atilde;o &eacute; mais visto   como impositor de restri&ccedil;&otilde;es em uma economia; em vez disso, ele &eacute; considerado   como uma for&ccedil;a que gera novas oportunidades econ&ocirc;micas. Segundo essa l&oacute;gica, o   crescimento da renda e do emprego &eacute; impulsionado por investimentos que reduzam   as emiss&otilde;es de carbono e a polui&ccedil;&atilde;o, melhoram a efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica e de   recursos e evitam a perda de biodiversidade e servi&ccedil;os ambientais. Um grande   desafio &eacute; conciliar as concorrentes aspira&ccedil;&otilde;es de desenvolvimento econ&ocirc;mico dos   países ricos e pobres em uma economia mundial que est&aacute; a enfrentar mudan&ccedil;as   clim&aacute;ticas crescentes, inseguran&ccedil;a energ&eacute;tica e degrada&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas. A   iniciativa da economia verde pretende enfrentar esse desafio reduzindo a   perversa correla&ccedil;&atilde;o entre o crescimento econ&ocirc;mico e a liquida&ccedil;&atilde;o dos ativos   ambientais, de forma a permitir que ambos os países ricos e pobres possam continuar   crescendo e se desenvolvendo. Trata-se da reitera&ccedil;&atilde;o de ideias velhas em roupagem nova. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na d&eacute;cada de 1990, um trabalho empírico conferiu novo <i>status </i>ao crescimento   econ&ocirc;mico ao considerar que esse seria ben&eacute;fico ao meio ambiente a partir de   certo nível de riqueza aferida pela renda <i>per     capita</i>. O trabalho examinou a rela&ccedil;&atilde;o entre o comportamento da renda   <i>per capita </i>e   quatro tipos de indicadores de deteriora&ccedil;&atilde;o ambiental local. Segundo os autores   (Grossman &amp; Krueger, 1995), h&aacute; uma   forte tend&ecirc;ncia de aumento nos níveis de polui&ccedil;&atilde;o durante o período inicial de   crescimento econ&ocirc;mico, mas essa polui&ccedil;&atilde;o cairia gradativamente &agrave; medida que os   países iam se tornando mais ricos. Em suma, &eacute; a ideia de que o crescimento   inicial degrada o meio ambiente, por&eacute;m a continuidade do crescimento resolve os   problemas ambientais. Esse modelo ficou conhecido como Curva de Kuznets   Ambiental (CKA).<a name="tx03"></a><a href="#nt03"><sup>3</sup></a> Embora seja   base do argumento de que países ricos devem continuar a crescer para reduzir o   impacto ambiental, da perspectiva dos países pobres ou emergentes a iniciativa   da economia verde rejeita que as perdas ambientais sejam um custo necess&aacute;rio   para o desenvolvimento econ&ocirc;mico (Young, 2011).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Depredar o ambiente para crescer?</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo a l&oacute;gica da CKA,   em países pobres e/ou emergentes, os formuladores de políticas p&uacute;blicas t&ecirc;m que   decidir entre aumentar o nível de emprego e renda ou debilitar o crescimento   econ&ocirc;mico em busca da preserva&ccedil;&atilde;o ambiental. Para contrapor essa hip&oacute;tese,   Young (2011) construiu cen&aacute;rios usando a   matriz insumo produto de 2005 do Brasil,   comparando diferentes possibilidades de crescimento econ&ocirc;mico, usando a gera&ccedil;&atilde;o   de empregos e sal&aacute;rios como medida de crescimento da economia. O artigo   procurou responder qual setor gera maior crescimento de empregos e sal&aacute;rios: a   expans&atilde;o do setor prim&aacute;rio, intensivo em recursos naturais, ou dos setores de bens manufaturados e servi&ccedil;os.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para fazer que os cen&aacute;rios   construídos sejam compar&aacute;veis, todos eles devem se basear em expans&otilde;es   similares da demanda final, mediante um crescimento ex&oacute;geno das exporta&ccedil;&otilde;es. A   economia foi dividida em tr&ecirc;s grandes setores (produtos prim&aacute;rios,   manufaturados e servi&ccedil;os) e a expans&atilde;o total da demanda final (R$ 40 bi) foi distribuída de acordo com os seguintes   cen&aacute;rios: (1) a expans&atilde;o da demanda final deu-se somente nas   atividades prim&aacute;rias; (2) a expans&atilde;o da demanda final ocorreu apenas nos   produtos manufaturados; e (3) a expans&atilde;o da demanda   final foi distribuída entre os setores de servi&ccedil;os, utilidades industriais e constru&ccedil;&atilde;o civil (Young, 2011).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A expans&atilde;o no cen&aacute;rio 3   mostrou um bom desempenho do emprego (o segundo maior volume de empregos   criados) e o maior aumento do sal&aacute;rio total. Esse cen&aacute;rio seria o mais   identificado com o "esverdeamento" da economia, j&aacute; que expande a constru&ccedil;&atilde;o   civil (saneamento, por exemplo) e o setor de servi&ccedil;os, que possibilita a   "desmaterializa&ccedil;&atilde;o" do crescimento com base no conhecimento, cultura e   tecnologia (Young, 2011). Os cen&aacute;rios que   apresentaram os resultados mais consistentes para melhorar a atividade   econ&ocirc;mica, medida pelo emprego e a cria&ccedil;&atilde;o de sal&aacute;rio, s&atilde;o exatamente aqueles   em que a depend&ecirc;ncia no consumo de recursos naturais e a degrada&ccedil;&atilde;o s&atilde;o   reduzidas. Portanto, n&atilde;o haveria raz&atilde;o para acreditar que, como previsto pela   "Curva de Kuznets Ambiental", a piora na qualidade ambiental &eacute; uma trajet&oacute;ria   necess&aacute;ria para aumentar o produto econ&ocirc;mico at&eacute; determinado nível de renda:   cen&aacute;rios com mais polui&ccedil;&atilde;o e esgotamento dos recursos levariam &agrave; redu&ccedil;&atilde;o do   crescimento do emprego e sal&aacute;rios se comparados com cen&aacute;rios de crescimento "verde".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A an&aacute;lise de Young (2011) &eacute;, sem d&uacute;vida, atraente, al&eacute;m de l&oacute;gica, se gera   mais emprego e renda nos setores de servi&ccedil;os, pois eles est&atilde;o no topo da cadeia   alimentar da sociedade moderna, limpeza, constru&ccedil;&atilde;o, <i>banking</i>, medicina, pesquisa, ind&uacute;stria aeron&aacute;utica,   farmac&ecirc;utica, todas atividades intensivas em trabalho e c&eacute;rebros. Seu ponto &eacute;   que a proposi&ccedil;&atilde;o de que para termos qualidade ambiental devemos sacrificar o   emprego &eacute; falaciosa e jamais foi comprovada empiricamente de forma sist&ecirc;mica.   Daí a import&acirc;ncia de seu trabalho, j&aacute; que tal proposi&ccedil;&atilde;o &eacute; provavelmente o maior obst&aacute;culo no caminho de uma boa política ambiental. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A an&aacute;lise &eacute; l&oacute;gica, pois os   possíveis usos ou fun&ccedil;&otilde;es do ambiente s&atilde;o bens escassos que exigem o uso do   fator trabalho para a sua restaura&ccedil;&atilde;o, conserva&ccedil;&atilde;o e substitui&ccedil;&atilde;o. Ou seja, &eacute;   necess&aacute;rio usar trabalho extra para manter as fun&ccedil;&otilde;es ambientais escassas. Dada   uma tecnologia baseada em recursos f&oacute;sseis, via de regra, &eacute; preciso mais tempo   (horas de trabalho) para atingir um determinado objetivo sem degradar o   ambiente do que seria necess&aacute;rio se a degrada&ccedil;&atilde;o fosse permitida. Ou seja, o   problema ambiental pode ser concebido como um processo que envolve a   substitui&ccedil;&atilde;o constante de tempo, ou horas de trabalho, pela deple&ccedil;&atilde;o do meio   ambiente (Hueting, 1996). Se a conserva&ccedil;&atilde;o do meio ambiente se desse &agrave;   custa do emprego, ent&atilde;o a produ&ccedil;&atilde;o e consumo "limpa" deveria exigir menos tempo   e seria mais barata do que a produ&ccedil;&atilde;o e consumo "suja". N&atilde;o haveria, ent&atilde;o,   nenhum problema ambiental! Quando, na verdade, h&aacute; um problema ambiental   exatamente porque a produ&ccedil;&atilde;o limpa gera mais emprego estruturalmente do que a   produ&ccedil;&atilde;o suja, fazendo que seja mais cara. Esse maior custo &eacute; o que nos leva a produzir e consumir de uma forma que sobrecarrega o meio ambiente (ibidem). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Al&eacute;m da atratividade e da   l&oacute;gica da an&aacute;lise de Young (2011), o argumento baseado   nos cen&aacute;rios transmite uma ideia implícita de substitui&ccedil;&atilde;o, uma vez que setores   da economia s&atilde;o comparados, dando a impress&atilde;o de que esses setores seriam   "substituíveis", e que se poderia escolher crescer "em servi&ccedil;os" em vez de   crescer em atividades intensivas no uso de recursos naturais (Daly, 2000). A dificuldade de se realmente substituir o   crescimento de um setor pelo crescimento de outro setor &eacute;, portanto, o primeiro   limite da economia verde. Em termos puramente monet&aacute;rios &eacute; at&eacute; possível   conseguir uma quase-substitui&ccedil;&atilde;o entre setores que comp&otilde;em o PIB, mas trata-se de um v&eacute;u que esconde a real import&acirc;ncia do setor prim&aacute;rio independentemente de sua contribui&ccedil;&atilde;o nominal ao PIB.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   ideia implícita na Curva de Kuznets Ambiental, de que com o tempo o crescimento   econ&ocirc;mico, por si s&oacute;, leva &agrave; melhora do ambiente, ou seja, &agrave; redu&ccedil;&atilde;o do impacto   ambiental, n&atilde;o encontra evid&ecirc;ncia para problemas ambientais globais com   possíveis consequ&ecirc;ncias irreversíveis. Embora melhoras ambientais tenham se   mostrado verdadeiras para um conjunto pequeno de países desenvolvidos e   para alguns problemas ambientais locais e reversíveis, certamente n&atilde;o o &eacute; para   problemas globais e permanentes como mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e perda de   biodiversidade (Stern, 2003; Stern et   al., 1996). Mesmo que n&atilde;o haja nada de   determinista na trajet&oacute;ria de desenvolvimento de cada país que fa&ccedil;a que esse   seja necessariamente sujo, h&aacute; s&eacute;rios limites para se crescer sem aumentar a   extra&ccedil;&atilde;o de recursos energ&eacute;ticos e materiais e a gera&ccedil;&atilde;o de residuos, em   especial CO<sub>2</sub>, em termos   absolutos. Por isso, o segundo limite da economia verde est&aacute; na dificuldade de   a economia global continuar crescendo sem extrapolar os limites do sistema ecol&oacute;gico global.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>A armadilha da m&eacute;trica monet&aacute;ria</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A redu&ccedil;&atilde;o tanto dos impactos ecol&oacute;gicos quanto dos setores   econ&ocirc;micos a valores monet&aacute;rios faz que se esque&ccedil;a, por exemplo, de que a   energia &eacute; um dos fatores mais críticos na hist&oacute;ria da humanidade. E faz que os   limites biofísicos da renova&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais e da assimila&ccedil;&atilde;o dos   resíduos sejam mascarados por n&atilde;o afetarem o PIB de maneira significativa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A impress&atilde;o de que os setores da economia seriam   "substituíveis", e que se poderia escolher crescer "em servi&ccedil;os" em vez de   crescer em atividades intensivas no uso de recursos naturais &eacute; uma esp&eacute;cie de   ilus&atilde;o criada pela m&eacute;trica monet&aacute;ria que compara toda e qualquer atividade   econ&ocirc;mica em termos de pre&ccedil;o do bem ou servi&ccedil;o produzido. O argumento dos   economistas para mostrar a insignific&acirc;ncia relativa dos recursos e servi&ccedil;os da   natureza se baseia sempre na import&acirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o ao PIB. Uma vez que a ind&uacute;stria do petr&oacute;leo representa apenas 1% do produto econ&ocirc;mico global, a energia   representa apenas 5% dos custos de   produ&ccedil;&atilde;o e o custo energ&eacute;tico como percentagem do PIB   est&aacute; declinando, dando a entender que tal recurso n&atilde;o seria t&atilde;o importante   (Gowdy, 2006). Se a import&acirc;ncia da   agricultura &eacute; medida somente pela sua porcentagem do PIB, isso faz que se menosprezem a import&acirc;ncia e a singularidade   dessa no sistema econ&ocirc;mico. Os setores da ind&uacute;stria e de servi&ccedil;os dependem das   atividades do setor prim&aacute;rio como agricultura e minera&ccedil;&atilde;o. E mais importante,   n&atilde;o &eacute; possível tratar todas as atividades que comp&otilde;em o PIB como substituíveis (Daly, 2000),   como est&aacute; implícito na simula&ccedil;&atilde;o de Young (2011).   Nesse raciocínio, n&atilde;o h&aacute; nenhuma distin&ccedil;&atilde;o entre os tipos de bens e servi&ccedil;os   que geram utilidade para o consumidor. &Eacute; o mesmo que dizer que, como o cora&ccedil;&atilde;o   humano representa apenas 5% do peso do corpo, pode-se viver sem ele.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O mesmo raciocínio est&aacute; na base da formula&ccedil;&atilde;o de políticas para   se avaliar o aspecto econ&ocirc;mico das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. O tipo de modelo mais   utilizado tem como foco descobrir o resultado mais eficiente de quanto se deve   emitir. O resultado economicamente eficiente ocorre quando os custos de uma   redu&ccedil;&atilde;o adicional de emiss&otilde;es s&atilde;o iguais aos benefícios adicionais de um clima   um pouco menos quente (Nordhaus, 2001). A   utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos escassos da sociedade, para tentar mitigar a mudan&ccedil;a   clim&aacute;tica, s&oacute; &eacute; justificada se isso resultar num aumento líquido do produto   econ&ocirc;mico. A justifica&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica &eacute; que assim h&aacute; possibilidade de melhorar a   situa&ccedil;&atilde;o de alguns indivíduos sem piorar a situa&ccedil;&atilde;o de outros. Nesse tipo de   abordagem, as &uacute;nicas consequ&ecirc;ncias da mudan&ccedil;a clim&aacute;tica que contam s&atilde;o aquelas que afetam o PIB. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas podem aumentar o custo de se produzir   alimentos, encarecendo o processo produtivo em raz&atilde;o de uma menor   produtividade. Como a agricultura &eacute; praticamente o &uacute;nico setor da economia   afetado pelo clima, e contribui somente com 3% do   produto dos Estados Unidos, se a produtividade agrícola fosse drasticamente   reduzida pela mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, o custo de vida aumentaria apenas 1% ou 2%,   numa &eacute;poca em que a renda <i>per     capita</i> ter&aacute; provavelmente dobrado (Schelling, 1997). Tal l&oacute;gica linear pode levar a conclus&otilde;es err&ocirc;neas e at&eacute; perigosas (Daly, 2000).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Essa &eacute; a principal raz&atilde;o da   dificuldade de se pensar proposi&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave; sustentabilidade: nem tudo   o que importa pode ser medido com uma unidade de valor apenas. E a armadilha em   se comparar tudo na m&eacute;trica monet&aacute;ria est&aacute; na falsa impress&atilde;o de   substitutibilidade. Embora o dinheiro seja intercambi&aacute;vel, tanto bens e   servi&ccedil;os reais produzidos quanto recursos naturais e servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos n&atilde;o o s&atilde;o com a mesma facilidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Crescer para melhorar o ambiente? </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Curva de Kuznets Ambiental tem outra faceta que n&atilde;o foi   mencionada por Young (2011), que &eacute; a   proposi&ccedil;&atilde;o implícita de que a produ&ccedil;&atilde;o deve aumentar para que o impacto   ambiental diminua. &Eacute; a ideia de que os danos ambientais seguem uma rela&ccedil;&atilde;o   previsível com o crescimento econ&ocirc;mico. No entanto, o trabalho que deu origem &agrave;   hip&oacute;tese da curva de Kuznets Ambiental tem sofrido severas críticas (Stern, 2003; Stern et al., 1996), sobretudo aquelas que apontam insufici&ecirc;ncia metodol&oacute;gica   e a fraca previsibilidade de resultados, se aplicado aos in&uacute;meros países que   ficaram de fora da pesquisa original, diga-se mais de 97% do planeta. Al&eacute;m disso, os problemas ambientais globais n&atilde;o foram contemplados nesse modelo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Algumas evid&ecirc;ncias empíricas para o Reino Unido parecem   sustentar a hip&oacute;tese de que o pico no uso de recursos naturais teria sido no   come&ccedil;o da d&eacute;cada passada, antes da desacelera&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica que come&ccedil;ou em 2008, e que a tend&ecirc;ncia agora seria de decrescimento   na extra&ccedil;&atilde;o de recursos (Goodall, 2011).   As evid&ecirc;ncias apresentadas s&atilde;o para produtos como autom&oacute;veis, cimento e   fertilizantes, que est&atilde;o entre os que t&ecirc;m maior intensidade de energia e   materiais entre todos os bens. Goodall (2011)   conclui que o crescimento em economias maduras pode reduzir impactos ambientais, alinhando-se &agrave; hip&oacute;tese da Curva de Kuznets Ambiental.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Muito mais pesquisas, no entanto, ser&atilde;o necess&aacute;rias antes que se   possa concluir algo sobre o nexo de causalidade. Se o crescimento do PIB ajuda a reduzir o uso de recursos, n&atilde;o   seria de esperar que a recess&atilde;o ajudasse a aument&aacute;-lo? N&atilde;o &eacute; isso que os   n&uacute;meros mostram durante a recente recess&atilde;o e durante as recess&otilde;es dos anos 1980 e início de 1990.   Pelo contr&aacute;rio, o uso de recursos teve um declínio mais acentuado durante esses   períodos. Al&eacute;m disso, enquanto a produ&ccedil;&atilde;o de energia prim&aacute;ria atingiu o pico em   2001 segundo as evid&ecirc;ncias levantadas por   Goodall, as emiss&otilde;es de gases de efeito estufa do Reino Unido aumentaram ao   longo dos anos de crescimento ininterrupto entre 2000   e 2006 (Monbiot, 2011). E isso sem levar em conta as emiss&otilde;es transfronteiri&ccedil;as   (aquelas produzidas por outros países durante a fabrica&ccedil;&atilde;o dos produtos   consumidos no Reino Unido). Assim, enquanto a an&aacute;lise de Goodall &eacute; valiosa, a   ideia de que as melhoras ambientais s&atilde;o um resultado espont&acirc;neo do crescimento da economia continua muito provavelmente falsa (Jackson, 2011).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Infelizmente o relat&oacute;rio <i>Living Planet</i> de 2010 corrobora o aumento da press&atilde;o sobre o   sistema ecol&oacute;gico global. A Pegada Ecol&oacute;gica<a name="tx04"></a><a href="#nt04"><sup>4</sup></a> da humanidade mais que   duplicou desde 1966. Em 2007, o &uacute;ltimo ano para o qual se t&ecirc;m dados, a   humanidade usava o equivalente a um planeta e meio para suportar suas   atividades (WWF, 2010). Para sustentar o estilo de vida de uma parcela da   popula&ccedil;&atilde;o mundial est&atilde;o sendo utilizados mais recursos e servi&ccedil;os naturais do   que a capacidade do planeta tem de renov&aacute;-los e absorv&ecirc;-los. E a maior causa da   exacerbada pegada ecol&oacute;gica &eacute; a acumula&ccedil;&atilde;o de gases de efeito estufa na   atmosfera, cuja maior contribui&ccedil;&atilde;o nos &uacute;ltimos quarenta anos &eacute; dos países que   hoje t&ecirc;m alta renda <i>per capita</i>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Aumentos na efici&ecirc;ncia v&atilde;o nos salvar?</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Países desenvolvidos t&ecirc;m alta participa&ccedil;&atilde;o do setor de servi&ccedil;os   em suas economias, e s&atilde;o geralmente mais eficientes no uso de energia e   materiais do que países pobres e emergentes. Ainda assim, h&aacute; uma dificuldade de   se "desmaterializar" a economia a partir de certo ponto. O progresso t&eacute;cnico   resulta em uma menor utiliza&ccedil;&atilde;o de fluxos   de energia e materiais para produzir uma unidade de um bem. N&atilde;o &eacute;   possível, por&eacute;m, alcan&ccedil;ar uma efici&ecirc;ncia produtiva total. Segundo a   termodin&acirc;mica, a quantidade de mat&eacute;ria e energia incorporada aos bens finais &eacute;   menor do que aquela contida nos recursos utilizados na sua produ&ccedil;&atilde;o. Uma vez   alcan&ccedil;ado o limite termodin&acirc;mico da efici&ecirc;ncia, a produ&ccedil;&atilde;o fica totalmente   dependente da exist&ecirc;ncia do provedor de recursos adicionais, que &eacute; o capital   natural. &Agrave; medida que se chega mais perto desse limite a dificuldade e o custo de cada avan&ccedil;o tecnol&oacute;gico aumentam (Georgescu-Roegen, 1976, 1979; Cechin &amp; Veiga, 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A tecnologia permite que bens e servi&ccedil;os sejam produzidos com   menos recursos naturais e menos emiss&otilde;es, e algumas evid&ecirc;ncias sugerem essa   hip&oacute;tese. Por exemplo, a quantidade de energia prim&aacute;ria necess&aacute;ria para   produzir cada unidade de produ&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica mundial caiu mais ou menos   continuamente durante a maior parte dos &uacute;ltimos cinquenta anos. A "intensidade   energ&eacute;tica" global &#150; quantidade de energia necess&aacute;ria para produzir uma unidade   de valor monet&aacute;rio do PIB global &#150; &eacute;   agora 33% menor do que era em 1970 (IEA, 2010).   Bem entendido, isso vale quando se est&aacute; na m&eacute;trica monet&aacute;ria e a extra&ccedil;&atilde;o de   recursos e emiss&atilde;o de poluentes &eacute; um quociente do PIB. Ou seja, confunde-se a desmaterializa&ccedil;&atilde;o relativa ao PIB com a desmaterializa&ccedil;&atilde;o absoluta da economia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A desmaterializa&ccedil;&atilde;o absoluta est&aacute; ancorada na ideia de que   aumentos na efici&ecirc;ncia no uso da energia e materiais poder&atilde;o desconectar o   crescimento econ&ocirc;mico do uso desses em termos absolutos. Contudo, apesar das   redu&ccedil;&otilde;es na intensidade do uso de energia e materiais, as economias continuam a   crescer em velocidades maiores do que a redu&ccedil;&atilde;o nas intensidades. Os ganhos de   efici&ecirc;ncia trazidos pelas tecnologias foram compensados negativamente pelo aumento da escala do crescimento econ&ocirc;mico (Polimeni et al., 2008). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O descolamento do PIB do   uso de energia n&atilde;o &eacute; algo t&atilde;o novo. A Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial foi acompanhada por   contínuos melhoramentos tecnol&oacute;gicos, em que cada nova m&aacute;quina a vapor era mais   eficiente no uso de energia do que as anteriores. Aumentos de efici&ecirc;ncia no uso   do carv&atilde;o resultavam em aumento da demanda por aquele recurso, e n&atilde;o na redu&ccedil;&atilde;o   desta. Tal melhora na efici&ecirc;ncia ou na economia de um combustível &eacute; o que faz   da ind&uacute;stria o que &eacute;. Foi o que mostrou Stanley Jevons em 1865 no livro <i>The     Coal question</i>. A economia no uso da energia que leva a um uso maior   da fonte energ&eacute;tica, e n&atilde;o &agrave; sua conserva&ccedil;&atilde;o, ficou conhecida como efeito Jevons ou efeito bumerangue.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O argumento de Goodall (2011) &eacute; que suas evid&ecirc;ncias s&atilde;o compatíveis   com uma hip&oacute;tese muito mais forte do que a da desmaterializa&ccedil;&atilde;o relativa. O   Reino Unido pode ter come&ccedil;ado um processo de desmaterializa&ccedil;&atilde;o absoluta em que   o uso de recursos diminui mesmo em períodos de crescimento. No entanto, quando   se considera o aumento da intensidade de carbono em parceiros de importa&ccedil;&atilde;o,   tais como China, essa suposta desmaterializa&ccedil;&atilde;o absoluta desaparece. O impacto   líquido da economia globalizada &eacute; pouco contest&aacute;vel: a extra&ccedil;&atilde;o de recursos   global est&aacute; aumentando inexoravelmente em quase todas as categorias, assim como   as emiss&otilde;es de carbono (Jackson, 2011).   Foi exatamente o que aconteceu nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas. Embora a intensidade   material tenha diminuído 26% de 1980 a 2007,   o PIB global aumentou em 120% e a popula&ccedil;&atilde;o mundial aumentou em 50%, o   que resultou em aumento absoluto de 62% na   extra&ccedil;&atilde;o global de recursos (Seri, 2010).   Isso significa que o impacto ambiental global continua a crescer em termos absolutos. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Economia verde: al&eacute;m da boa vontade </b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O crescimento econ&ocirc;mico &eacute; convencionalmente entendido como um   aumento do PIB real ou, &agrave;s vezes, do PIB real <i>per     capita</i>, geralmente de um ano para o pr&oacute;ximo. Enquanto o PIB &eacute; muitas vezes interpretado como o tamanho   de uma economia, na melhor das hip&oacute;teses &eacute; s&oacute; a medida do valor da produ&ccedil;&atilde;o da   economia e n&atilde;o da economia em si (Victor, 2010).   Aumentos no PIB, no passado, t&ecirc;m sido   associados com o aumento do uso de materiais e energia. Embora nos &uacute;ltimos anos   tenha havido exemplos de dissocia&ccedil;&atilde;o relativa, isto &eacute;, uma queda de materiais e   energia por unidade de PIB, n&atilde;o ocorreu o mesmo com a quantidade absoluta de materiais e energia utilizados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A extens&atilde;o das exig&ecirc;ncias colocadas por uma economia em seu   ambiente &eacute; essencialmente uma quest&atilde;o de <i>escala,     tecnologia e composi&ccedil;&atilde;o</i><b>   </b>(Victor, 2010). Uma economia   grande exigir&aacute; espa&ccedil;o ambiental maior do que uma economia pequena se ambas   produzem e consomem misturas semelhantes de bens e servi&ccedil;os e empregam   tecnologias compar&aacute;veis. Mudan&ccedil;as na composi&ccedil;&atilde;o de bens e servi&ccedil;os produzidos   em uma economia e mudan&ccedil;as nas tecnologias de produ&ccedil;&atilde;o, distribui&ccedil;&atilde;o,   utiliza&ccedil;&atilde;o e descarte dos materiais e energia associados a esses bens e servi&ccedil;os oferecem a possibilidade, em princípio, para o crescimento do PIB mesmo num ambiente finito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">N&atilde;o &eacute; incomum que os   par&acirc;metros composi&ccedil;&atilde;o e tecnologia sejam reduzidos &agrave; intensidade. Para definir   o que seria crescimento "verde" e distingui-lo de v&aacute;rias outras cores de crescimento,   Victor (2010) usa dois par&acirc;metros: escala e intensidade.   Escala se refere ao tamanho da economia medido pelo PIB, e a intensidade do impacto ambiental por   unidade do PIB &eacute; uma fun&ccedil;&atilde;o da composi&ccedil;&atilde;o e da tecnologia. A   ideia de crescimento verde &eacute; ter simultaneamente impacto ambiental reduzido e   crescimento econ&ocirc;mico. Em termos de escala e intensidade, o crescimento verde   exige que a taxa de redu&ccedil;&atilde;o do impacto por unidade do PIB exceda a taxa de aumento do PIB, de modo que o impacto ambiental, que &eacute;   determinada pela multiplica&ccedil;&atilde;o das duas vari&aacute;veis&#8203;&#8203;, diminua ao   longo do tempo. Se a taxa de redu&ccedil;&atilde;o da intensidade for menor que a taxa de   aumento do PIB, o impacto ambiental aumenta. Isso pode ser   considerado como crescimento "marrom". Crescimento "preto" acontece quando   crescimento econ&ocirc;mico se d&aacute; simultaneamente com aumento da intensidade, isto &eacute;, do impacto ambiental por unidade do PIB. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para que a iniciativa da economia verde v&aacute; al&eacute;m da boa vontade,   o impacto ambiental deve ser reduzido a uma taxa superior &agrave; taxa de crescimento   econ&ocirc;mico, e isso requer mudan&ccedil;as r&aacute;pidas e significativas na composi&ccedil;&atilde;o do PIB (aumento na participa&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os) e na   efici&ecirc;ncia no uso dos recursos naturais. Tomemos a redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de CO<sub>2</sub> como exemplo. &Eacute; uma quest&atilde;o de   aritm&eacute;tica simples que qualquer futura redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de CO<sub>2</sub> pode ser alcan&ccedil;ada por meio de   uma variedade de combina&ccedil;&otilde;es de mudan&ccedil;as no PIB   e mudan&ccedil;as na intensidade. Quanto maior a taxa de crescimento do PIB, maior deve ser a redu&ccedil;&atilde;o da intensidade para atingir uma dada meta de redu&ccedil;&atilde;o no total de emiss&otilde;es (Victor, 2010). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De fato, se a escala &eacute; aumentada com as mesmas tecnologias, mais   recursos naturais ser&atilde;o necess&aacute;rios, mais descarte de resíduos e polui&ccedil;&atilde;o ser&aacute;   gerado, e mais terras ser&atilde;o ocupadas e transformadas proporcionalmente. Um   ponto que deveria parecer &oacute;bvio &eacute; que para mitigar a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica global,   o que &eacute; relevante &eacute; a quantidade total de emiss&otilde;es na atmosfera, n&atilde;o   necessariamente as emiss&otilde;es associadas a cada unidade de produ&ccedil;&atilde;o   (intensidade). A intensidade de carbono das economias, ou seja, as emiss&otilde;es por   d&oacute;lar do PIB, n&atilde;o &eacute; um indicador adequado   para analisar perfis e tend&ecirc;ncias de desenvolvimento e seus impactos sobre a   mudan&ccedil;a clim&aacute;tica por ao menos tr&ecirc;s motivos ligados &agrave; composi&ccedil;&atilde;o e &agrave; tecnologia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Primeiro, &eacute; fato que tecnologias novas e melhoradas permitem   fazer mais com menos, mas aumentos na efici&ecirc;ncia podem resultar em efeito   bumerangue, ou seja, impulsionar um aumento na escala da utiliza&ccedil;&atilde;o desse   recursos, como foi discutido na se&ccedil;&atilde;o anterior (Polimeni et al., 2008). Segundo, se por um lado, uma economia   que tem uma grande parte do PIB composta   por servi&ccedil;os pode ter baixa intensidade de carbono, essa pode ter emiss&otilde;es <i>per capita</i> altíssimas em   termos abolutos. Ou seja, o nível de materializa&ccedil;&atilde;o relativo ao PIB determina grande parte da sua intensidade   de carbono, mas n&atilde;o das emiss&otilde;es <i>per     capita</i>. Aumentos na efici&ecirc;ncia no uso de recursos e na participa&ccedil;&atilde;o   do setor de servi&ccedil;os, no entanto, n&atilde;o podem por si s&oacute;s explicar a menor   intensidade de carbono de uma economia. Por isso, o terceiro motivo pelo qual a   intensidade de carbono n&atilde;o &eacute; um indicador adequado para analisar perfis e   tend&ecirc;ncias de desenvolvimento e seus impactos sobre a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica &eacute; que   as economias n&atilde;o s&atilde;o isoladas, o com&eacute;rcio mundial desempenha um papel   importante na maneira como os setores industriais e os padr&otilde;es de emiss&otilde;es se comportam. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na maioria das vezes, ganhos m&uacute;tuos s&atilde;o alcan&ccedil;ados quando h&aacute;   com&eacute;rcio, mas as emiss&otilde;es s&atilde;o atribuidas ao país de produ&ccedil;&atilde;o. Logo, &eacute; possível   "terceirizar" as emiss&otilde;es a outros países. Se uma economia rica substitui sua   pr&oacute;pria produ&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;o por importa&ccedil;&otilde;es, os impactos ambientais da produ&ccedil;&atilde;o de   a&ccedil;o tamb&eacute;m ser&atilde;o "tercerizados" ao país de onde as importa&ccedil;&otilde;es se originaram.   Altera&ccedil;&otilde;es como essa na composi&ccedil;&atilde;o do com&eacute;rcio mundial podem dar a impress&atilde;o de   que o crescimento de um país rico est&aacute; sendo bom para o ambiente, mas isso   somente se visto a partir da perspectiva do país rico e se os impactos ambientais transfronteiri&ccedil;os forem ignorados (Martinez-Alier, 2007). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Taxas de crescimento econ&ocirc;mico   maiores exigem redu&ccedil;&otilde;es mais r&aacute;pidas em intensidade para atender a qualquer   redu&ccedil;&atilde;o desejada nas emiss&otilde;es. Qualquer falha em reconhecer isso torna as   ambiciosas metas de redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es (IPCC,   2007) ainda mais difíceis, sen&atilde;o   impossíveis, de serem cumpridas. Mesmo assim, como o processo nos países ricos   tem se baseado tamb&eacute;m na terceiriza&ccedil;&atilde;o de atividades poluentes, para países   mais pobres n&atilde;o se pode apenas olhar para o baixo impacto ambiental de na&ccedil;&otilde;es isoladas e continuar a ignorar os efeitos transfronteiri&ccedil;os.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Decrescimento...</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A combina&ccedil;&atilde;o do crescimento da   produ&ccedil;&atilde;o e consumo global com a sustentabilidade ambiental &eacute; altamente incerta   e pouco plausível. Exigiria tecnologias que, simultaneamente, sejam   suficientemente limpas, n&atilde;o esgotem os recursos naturais renov&aacute;veis, encontrem   substitutos para recursos n&atilde;o renov&aacute;veis, deixem o solo intacto, deixem espa&ccedil;o   suficiente para a sobreviv&ecirc;ncia de plantas e animais e sejam mais baratas em   termos reais do que as atuais tecnologias disponíveis, porque se forem mais   caras em termos reais, o crescimento seria reduzido. &Eacute; quase impossível   conceber a reuni&atilde;o de todas as seis condi&ccedil;&otilde;es para todo o espectro das   atividades humanas, o que significa que a sustentabilidade ambiental muito provavelmente n&atilde;o poder&aacute; ser alcan&ccedil;ada com aumento global da produ&ccedil;&atilde;o e consumo (Hueting, 2010).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana">...<b>do </b><b>PIB</b><b>?</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Essa &eacute; a interpreta&ccedil;&atilde;o mais l&oacute;gica   no sentido de que &eacute; prov&aacute;vel que seja entendida como tal pela maioria dos   economistas, políticos e leitores de jornais. A raz&atilde;o para isso &eacute; que soa como   o oposto do crescimento (econ&ocirc;mico), que no uso comum e nos meios de   comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; sin&ocirc;nimo de crescimento do PIB.   No entanto, n&atilde;o faz sentido colocar o decrescimento do PIB como prioridade com a esperan&ccedil;a de que o resultado ser&aacute;   ambientalmente positivo, pois nada impede que o decrescimento do PIB venha a ser sujo. Tal foco acaba   negligenciando o papel importante da composi&ccedil;&atilde;o do consumo e produ&ccedil;&atilde;o, que   podem ser consideravelmente alterados em resposta &agrave; regulamenta&ccedil;&atilde;o ambiental   rigorosa (Van de Bergh, 2011). Pior,   continuar-se-ia dando muita import&acirc;ncia ao indicador PIB sem que se perceba que esse n&atilde;o &eacute; um bom indicador nem da   pr&oacute;pria riqueza. O PIB como indicador de   crescimento econ&ocirc;mico n&atilde;o esclarece o que cresceu, como cresceu e para quem   foram os frutos do crescimento. Al&eacute;m disso, esse indicador n&atilde;o pode ser uma boa   medida da riqueza, pois essa est&aacute; relacionada a estoques, enquanto o PIB mede fluxos monet&aacute;rios (Van de Bergh, 2010). Isso significa que pode haver   crescimento com diminui&ccedil;&atilde;o da riqueza se esse crescimento ocorrer, por exemplo,   &agrave; custa da depreda&ccedil;&atilde;o de florestas inteiras ou dos dep&oacute;sitos de petr&oacute;leo que   demoraram milh&otilde;es de anos para se formarem. N&atilde;o &eacute;, pois, eficaz nem inteligente insistir no decrescimento do PIB. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>...do tamanho físico?</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A grande e crescente popula&ccedil;&atilde;o, a urbaniza&ccedil;&atilde;o crescente e o   aumento da produ&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica mudaram a face do planeta, muitas vezes em detrimento   de pessoas e outras esp&eacute;cies. A ideia de decrescimento, portanto, quando   surgiu, n&atilde;o se referia ao PIB, e sim ao   tamanho do sistema econ&ocirc;mico em rela&ccedil;&atilde;o ao sistema ecol&oacute;gico. Foi   Georgescu-Roegen quem fez a provoca&ccedil;&atilde;o em resposta &agrave; ideia de condi&ccedil;&atilde;o estacion&aacute;ria. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Herman E. Daly, o mais importante economista ecol&oacute;gico da   atualidade, resgatou uma ideia cara aos economistas cl&aacute;ssicos: a Condi&ccedil;&atilde;o   Estacion&aacute;ria (CE). Ela &eacute; entendida como   aquele estado em que a quantidade de recursos da natureza utilizada seria   suficiente apenas para manter constantes o capital e a popula&ccedil;&atilde;o. Os recursos   prim&aacute;rios s&oacute; seriam usados para melhorar qualitativamente os bens de capital.   Uma boa analogia &eacute; a de uma biblioteca lotada em que a entrada de um novo livro   deve exigir o descarte de outro de qualidade inferior. A biblioteca melhora sem   aumentar de tamanho. Transposta para a sociedade, essa l&oacute;gica significa obter desenvolvimento   sem crescimento material: o tamanho da economia &eacute; mantido constante enquanto   ocorrem melhorias qualitativas (Daly, 1973,   1997; Daly &amp; Townsend, 1993).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O problema dessa proposta &eacute; que ela transmite a ideia de que   seria possível manter indefinidamente os padr&otilde;es de vida e de conforto j&aacute;   alcan&ccedil;ados nos países abastados, e d&aacute; a falsa impress&atilde;o de que o fim do   crescimento e a manuten&ccedil;&atilde;o de um determinado padr&atilde;o de vida, com capital e   popula&ccedil;&atilde;o constantes, n&atilde;o implicam escassez progressiva das fontes terrestres   de energia e materiais e press&atilde;o sobre os ecossistemas. Georgescu-Roegen (1976, 1977,   1995) a considerou um "mito de salva&ccedil;&atilde;o   ecol&oacute;gica", e prop&ocirc;s que um processo de decrescimento seja voluntariamente   iniciado nos países ricos, em vez de vir a ser uma decorr&ecirc;ncia da escassez de recursos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">S&atilde;o limitados os materiais e a energia indispens&aacute;veis para que   todos tenham acesso &agrave; sa&uacute;de, &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, ao lazer e a uma vida que vale a pena   ser vivida. Por mais que a inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica avance e o setor de servi&ccedil;os   cres&ccedil;a, tais limites ainda existem. Portanto, uma política ambiental eficaz   deve ter a redu&ccedil;&atilde;o no uso de energia, materiais e espa&ccedil;o ecol&oacute;gico como   objetivo. Uma vez que h&aacute; um abismo entre a parcela da popula&ccedil;&atilde;o mundial   consumindo conspicuamente e a parcela da popula&ccedil;&atilde;o sem acesso aos bens e   servi&ccedil;os mais b&aacute;sicos para se ter uma vida digna, a quest&atilde;o em debate &eacute; muito mais o "como?". </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Seria necess&aacute;rio que os países de   alta renda <i>per capita</i>   e alto desenvolvimento humano come&ccedil;assem uma transi&ccedil;&atilde;o rumo ao decrescimento da   produ&ccedil;&atilde;o e consumo de modo a liberar espa&ccedil;o ecol&oacute;gico para que os países de   baixa renda <i>per capita</i>   e baixo desenvolvimento humano possam transformar seus recursos naturais em   melhorias de vida para a popula&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, seria necess&aacute;rio que   decrescessem em termos absolutos tanto os setores e atividades econ&ocirc;micas de   maior impacto ambiental quanto aqueles voltados ao consumo conspícuo da parcela   da popula&ccedil;&atilde;o com alta renda <i>per     capita</i>, tratando o decrescimento do PIB como eventual consequ&ecirc;ncia. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Conclus&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A iniciativa da economia verde carrega consigo o otimismo da   vontade de que a economia pode e deve ser impulsionada por investimentos em   setores, atividades e tecnologias limpos, em contraposi&ccedil;&atilde;o &agrave; extra&ccedil;&atilde;o de   recursos naturais e &agrave; ind&uacute;stria poluente. No entanto, n&atilde;o h&aacute; garantia de que   aumentos na efici&ecirc;ncia no uso de recursos resultem em conserva&ccedil;&atilde;o desses, e h&aacute;   s&eacute;rios limites para a substitui&ccedil;&atilde;o entre setores de uma economia em termos   reais. Por isso, n&atilde;o se pode deixar enganar por aparentes baixas intensidades   de carbono nos países ricos, uma vez que &eacute; possivel se obter um menor uso de energia   e menos emiss&otilde;es por unidade do PIB, e   simultaneamente ter altas emiss&otilde;es <i>per     capita</i>. Al&eacute;m disso, como o processo tem se baseado na terceiriza&ccedil;&atilde;o   de atividades poluentes para países mais pobres, &eacute; preciso ter cautela antes de   decretar a desmaterializa&ccedil;&atilde;o absoluta de algum país rico mesmo que as   evid&ecirc;ncias mostrem redu&ccedil;&atilde;o absoluta na extra&ccedil;&atilde;o de recursos naturais nesse   país. Um dos maiores desastres ambientais t&ecirc;m sido a ignor&acirc;ncia proposital dos efeitos transfronteiri&ccedil;os. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pode uma sociedade baseada no crescimento realmente fazer essa   desmaterializa&ccedil;&atilde;o r&aacute;pido o suficiente para evitar uma cat&aacute;strofe ecol&oacute;gica?   Esse &eacute; o tipo de an&aacute;lise que est&aacute; faltando para que se monitore se de fato os   esfor&ccedil;os de uma economia verde resultam em redu&ccedil;&atilde;o do uso de recursos e emiss&atilde;o   de carbono em termos absolutos. O importante &eacute; ter em mente que o crescimento   de setores econ&ocirc;micos com baixo impacto ambiental como o de servi&ccedil;os ou at&eacute; os   mais diretamente ligados &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o s&oacute; resultaria numa economia verde se n&atilde;o   fosse possivel terceirizar a produ&ccedil;&atilde;o suja para outros países via com&eacute;rcio   internacional, e se os novos setores estivessem substituindo em termos reais os   setores com alto impacto ambiental a uma velocidade maior que a do pr&oacute;pio   crescimento da economia como um todo, algo que n&atilde;o ocorre facilmente dada a interdepend&ecirc;ncia entre os setores. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O decrescimento das atividades emissoras de carbono no mundo &eacute;   uma necessidade inadi&aacute;vel. E fica claro que reduzir as emiss&otilde;es para atingir as   metas fortemente sugeridas pela comunidade científica internacional parece   tarefa impossível com m&oacute;dico ou crescimento nulo do PIB, que dir&aacute; com altas taxas de crescimento. &Eacute; preciso que o   otimismo da vontade contido na iniciativa da economia verde seja aliado ao   ceticismo da raz&atilde;o. Ser&aacute; necess&aacute;rio aprofundar a discuss&atilde;o sobre decrescimento   sem que se ignore a diversidade das situa&ccedil;&otilde;es em que se encontram os países, e   que dentro de um país al&eacute;m das atividades que j&aacute; precisam/podem decrescer, existem as atividades que   precisam crescer mais para se avan&ccedil;ar onde mais importa: no desenvolvimento humano. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Notas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="nt01"></a><a href="#tx01">1</a>  Agradecemos os coment&aacute;rios e as sugest&otilde;es de Jos&eacute; Eli da Veiga e Carlos Eduardo   Frickmann Young, que, evidentemente, n&atilde;o s&atilde;o respons&aacute;veis pelos erros e omiss&otilde;es do trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="nt02"></a><a href="#tx02">2</a>  O tema "Economia Verde" foi adotado em 2009 pela Assembleia Geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas como um dos temas da confer&ecirc;ncia Rio+20.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a name="nt03"></a><a href="#tx03">3</a>  Kuznets et al. (1955) lan&ccedil;aram a hip&oacute;tese de que a rela&ccedil;&atilde;o entre o PIB <i>per capita </i>e a   desigualdade de renda tem formato de "U" invertido no gr&aacute;fico. Haveria uma fase   inicial em que a desigualdade de renda aumentaria junto com o aumento do PIB <i>per capita</i>. A partir de   certo patamar de PIB <i>per     capita</i>, novos aumentos diminuiriam a desigualdade de renda. &Eacute; a ideia de que &eacute; preciso "crescer o bolo" antes de dividi-lo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="nt04"></a><a href="#tx04">4</a>  Instrumento que traduz em hectares globais (ha) a quantidade de terra e &aacute;gua que seria necess&aacute;ria para sustentar o consumo de uma popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CECHIN, A. <i>A   natureza como limite da economia</i>: a contribui&ccedil;&atilde;o de Nicholas Georgescu-Roegen. S&atilde;o Paulo: Senac; Edusp, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0103-4014201200010000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CECHIN, A.; VEIGA, J. E. da. O fundamento central da   economia ecol&oacute;gica. In: MAY, P. H. (Org.) <i>Economia     do meio ambiente</i>: teoria e pr&aacute;tica. 2.ed. Rio de Janeiro: Elsevier; Campus, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0103-4014201200010000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">DALY, H. <i>Towards a steady state economy</i>. San Francisco: W. H. Freeman &amp; Co, 1973.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0103-4014201200010000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">_______. <i>Beyond growth</i>. San Francisco: Freeman, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0103-4014201200010000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">_______. When smart people make dumb   mistakes. <i>Ecological Economics</i>, v.34, n.1, p.1-3, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0103-4014201200010000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">DALY, H. E.; TOWNSEND, K. (Org.) <i>Valuing the Earth</i>: economics, ecology, ethics. Cambridge MA: MIT Press, 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0103-4014201200010000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GEORGESCU-ROEGEN, N. <i>Energy and economic myths</i>. New York: Permagon Press, 1976.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0103-4014201200010000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">_______. The steady state and ecological salvation: a thermodynamic analysis. <i>BioScience</i>, v.27, n.4, p.266-70, 1977.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0103-4014201200010000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GEORGESCU-ROEGEN, N.Comments on Stiglitz and Daly. In: SMITH, V. K. <i>Scarcity and Growth reconsidered</i>. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 1979.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0103-4014201200010000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">_______. <i>La d&eacute;croissance</i>: entropie, &eacute;cologie, &eacute;conomie. Trad. et apres. Jaques   Grinevald e Ivo Rens. Paris: Sang de la Terre, 1995. Disponível em:   &lt;<a href="http://classiques.uqac.ca/contemporains/georgescu_roegen_nicolas/decroissance.html" target="_blank">http://classiques.uqac.ca/contemporains/georgescu_roegen_nicolas/decroissance.html</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0103-4014201200010000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GOODALL, C. "Peak Stuff": Did the UK   reach a maximum use of material resources in the early part of the last decade?   <i>A research   paper for Carbon Commentary</i>, 13 October, 2011   Disponível em: &lt;<a href="http://www.carboncommentary.com/wp-content/uploads/2011/10/Peak_Stuff_17.10.11.pdf" target="_blank">http://www.carboncommentary.com/wp-content/uploads/2011/10/Peak_Stuff_17.10.11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0103-4014201200010000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->pdf</a>&gt;.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GOWDY, J. M. Production theory and   peak oil: collapse or sustainability? <i>International Journal of Transdisciplinary Research</i>, v.1, n.1, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0103-4014201200010000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GROSSMAN, G. M.; KRUEGER, A. B. Economic growth and the environment. <i>Quarterly Journal of Economics</i>, v.110, n.2, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0103-4014201200010000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">HUETING, R. Three persistent myths in   the environmental debate. <i>Ecological Economics</i>, Elsevier, v.18, n.2, p.81-8, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0103-4014201200010000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">_______. Why environmental   sustainability can most probably not be attained with growing production. <i>Journal of Cleaner Production</i>, v.18, p.525-30, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0103-4014201200010000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">INTERNATIONAL ENERGY AGENCY (IEA). <i>CO<sub>2</sub> emission   from fuel combustion highlights</i>, 2010. Disponível em: &lt;<a href="http://www.iea.org/co2highlights/co2highlights.pdf" target="_blank">http://www.iea.org/co2highlights/co2highlights.pdf</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0103-4014201200010000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">INTERGOVERNMENTAL PANEL ON CLIMATE   CHANGE (IPCC). Summary for Policymakers. In: CLIMATE CHANGE 2007: Mitigation.   Contribution of Working Group III to the Fourth Assessment Report of the   Intergovernmental Panel on Climate Change. B. Metz; O. R. Davidson; P. R.   Bosch; R. Dave; L. A. Meyer (Ed.). New York; Cambridge UK: Cambridge University   Press, 2007. Disponível em: &lt;<a href="http://www.ipcc.ch/pdf/assessment-report/ar4/wg3/ar4-wg3-spm.pdf" target="_blank">http://www.ipcc.ch/pdf/assessment-report/ar4/wg3/ar4-wg3-spm.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0103-4014201200010000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->pdf</a>&gt;.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">JACKSON, T. <i>Prosperity without growth?</i> London: Sustainable Development Commission, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0103-4014201200010000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">_______. "Peak stuff": message is   cold comfort &#150; we need to embrace green technology. <i>The Guardian</i>, 1st of November, 2011. Disponível em: &lt;<a href="http://www.guardian.co.uk/environment/2011/nov/01/peak-stuff-message-green-technology" target="_blank">http://www.guardian.co.uk/environment/2011/nov/01/peak-stuff-message-green-technology</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0103-4014201200010000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">JEVONS, W. S. The Coal question: an   inquiry concerning the progress of the nation, and the probable exhaustion of our Coal-Mines. New York: A. M. Kelley, 1865.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0103-4014201200010000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">KUZNETS, S. S. et al. <i>Economic growth: Brazil,   India, Japan</i>. Durham: Duke University Press, 1955</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0103-4014201200010000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MARTINEZ-ALIER, J. <i>O   ecologismo dos pobres</i>: conflitos ambientais e linguagens de valora&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Contexto, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0103-4014201200010000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MONBIOT, G. "Peak Stuff": could it be   true that resource use is reduced by economic growth? <i>The Guardian</i>, November, 2011. Disponível em: &lt;<a href="http://www.monbiot.com/2011/11/03/peak-stuff/" target="_blank">http://www.monbiot.com/2011/11/03/peak-stuff/</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0103-4014201200010000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">NORDHAUS, W. D. Global warming economics. <i>Science</i>, v.294, n.5545, p.1283-4, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0103-4014201200010000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">POLIMENI, J. M. et al. <i>The Jevons paradox and the myth of   resource efficiency improvements</i>. London; Sterling, VA: Earthscan, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0103-4014201200010000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SCHELLING, T. C. The cost of   combating global warming. <i>Foreign Affairs</i>, v.76, n.6, p.9, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0103-4014201200010000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SCHNEIDER, F. et al. Crisis or   opportunity? Economic degrowth for social equity and ecological sustainability. Introduction to this special issue. <i>Journal of Cleaner Production</i>, v.18, p.511-18, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0103-4014201200010000900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SERI. Trends in global resource   extraction, GDP and material intensity" 1980-2007. The online portal for material flow data, 2010. Disponível em: &lt;<a href="http://www.materialflows.net/index.php?option=com_content&task=view&id=32&Itemid=48" target="_blank">http://www.materialflows.net/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=32&amp;Itemid=48</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0103-4014201200010000900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">STERN, D. I. The Environmental   Kuznets Curve. <i>Internet     Encyclopaedia of Ecological Economics</i>, Junho de 2003. Disponível em: &lt;<a href="http://www.ecoeco.org/pdf/stern.pdf" target="_blank">http://www.ecoeco.org/pdf/stern.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0103-4014201200010000900029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->pdf</a>&gt;. </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">STERN, D. I. et al. Economic growth   and environmental degradation: the environmental Kuznets curve and sustainable   development. <i>World Development</i>, n.24, p.1151-60, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0103-4014201200010000900030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">VAN DEN BERGH, J. C. J. M. Relax   about GDP growth: implications for climate and crisis policies. <i>Journal of Cleaner Production</i>, v.18, n.6, p.540-3, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0103-4014201200010000900031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">_______. Environment versus growth -   A criticism of "degrowth" and a plea for "a-growth". <i>Ecological Economics</i>, v.70, n.5, p.881-90, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0103-4014201200010000900032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">VEIGA, J. E. da. <i>Sustentabilidade:   a legitima&ccedil;&atilde;o de um novo valor</i>. S&atilde;o Paulo: Senac, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0103-4014201200010000900033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">VICTOR, P. <i>Managing without growth</i>: slower by design, not disaster. Northampton, MA: Edward Elgar, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0103-4014201200010000900034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">VICTOR, P. A. Ecological economics   and economic growth. <i>Annals     of the New York Academy of Sciences</i>, n.1185, p.237-45, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0103-4014201200010000900035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">WORLD WILDLIFE FUND (WWF). Living   Planet Report 2010: Biodiversity, biocapacity and development. Disponível   em: &lt;<a href="http://wwf.panda.org/about_our_earth/all_publications/living_planet_report/2010_lpr/" target="_blank">http://wwf.panda.org/about_our_earth/all_publications/living_planet_report/2010_lpr/</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0103-4014201200010000900036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">YOUNG, C. E. F. Potencial de crescimento da economia   verde no Brasil. <i>Política     Ambiental: Economia Verde: Desafios e Oportunidades</i>, n.8, p.90-9, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0103-4014201200010000900037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 12.12.2011 e aceito em 15.12.2011.</font></p>     ]]></body>
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