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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Adaptação às mudanças climáticas no Brasil: o papel do investimento privado]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Given the intensifying effects of climate change, and limitations of mitigation strategies to address them, the issue of adaptation has become increasingly important. This article presents some results of an extensive research that mapped the initiatives and projects implemented by the public sector, by nongovernmental organizations and the private sector in all sectors of economic activity in all regions of the country, analyzing in particular the fate of the investments of private financial system. It sets out the main vectors of adaptation projects, concluding that the binomial water-climate concentrates most of the financing of this sector, and that the challenges require coordination between finance, government and academia.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>CLIMA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas no Brasil:    o papel do investimento privado<a name="tx01"></a><a href="#nt01"><sup>1</sup></a> </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Peter H. May e Val&eacute;ria da Vinha</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em face da intensifica&ccedil;&atilde;o dos efeitos das mudan&ccedil;as    clim&aacute;ticas, e das limita&ccedil;&otilde;es das estrat&eacute;gias de mitiga&ccedil;&atilde;o em enfrent&aacute;-los, a    tem&aacute;tica da adapta&ccedil;&atilde;o vem ganhando crescente import&acirc;ncia. Este artigo apresenta    parte dos resultados de uma ampla pesquisa que mapeou as iniciativas e os projetos    em adapta&ccedil;&atilde;o implementados pelo setor p&uacute;blico, por organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais    e pelo setor privado, em todos os segmentos da atividade econ&ocirc;mica e em todas    as regi&otilde;es do país, analisando em particular o destino dos investimentos do    sistema financeiro privado. Aponta os principais vetores dos projetos de adapta&ccedil;&atilde;o,    concluindo que o bin&ocirc;mio &aacute;gua-clima concentra a maior parte dos financiamentos    desse segmento, e que os desafios colocados requerem uma coordena&ccedil;&atilde;o articulada    entre financiamento, governo e comunidade acad&ecirc;mica.&nbsp;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> Adapta&ccedil;&atilde;o, Mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas,    Recursos hídricos, Bacias hidrogr&aacute;ficas, Investimento privado, Brasil.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Given the&nbsp;intensifying&nbsp;effects of climate    change,&nbsp;and limitations of mitigation strategies&nbsp;to&nbsp;address them,&nbsp;the    issue of adaptation&nbsp;has become increasingly important.&nbsp;This article&nbsp;presents    some results of&nbsp;an&nbsp;extensive research&nbsp;that mapped&nbsp;the initiatives    and&nbsp;projects implemented by the public sector,&nbsp;by&nbsp;nongovernmental    organizations&nbsp;and the private sector&nbsp;in&nbsp;all sectors&nbsp;of economic    activity&nbsp;in all regions&nbsp;of the country,&nbsp;analyzing in particular&nbsp;the    fate&nbsp;of the investments of&nbsp;private financial system.&nbsp;It sets    out the&nbsp;main vectors&nbsp;of&nbsp;adaptation projects, concluding&nbsp;that    the binomial&nbsp;water-climate&nbsp;concentrates most&nbsp;of the financing&nbsp;of    this sector,&nbsp;and that the challenges&nbsp;require coordination between    finance,&nbsp;government and&nbsp;academia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords: </b>Adaptation, Climate change,    Water resources, River basins, Private investiment, Brazil. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 2008, a ONG Vitae Civilis, em parceria com    WWF, publicou a pesquisa "Panorama de Atores e Iniciativas no Brasil sobre Mudan&ccedil;as    do Clima", que identificou institui&ccedil;&otilde;es do poder p&uacute;blico, universidades e centros    de pesquisa, da sociedade civil e do setor privado com atua&ccedil;&atilde;o no tema das mudan&ccedil;as    clim&aacute;ticas. &Agrave; &eacute;poca, a tem&aacute;tica da adapta&ccedil;&atilde;o aparecia no &acirc;mbito do discurso,    mas n&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es concretas, focadas na mitiga&ccedil;&atilde;o. Passados apenas tr&ecirc;s anos,    as a&ccedil;&otilde;es e investimentos voltados &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o registram um avan&ccedil;o significativo,    refletindo a intensifica&ccedil;&atilde;o dos efeitos perversos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas em    diferentes ecossistemas e países de graus variados de desenvolvimento, ampliando    a percep&ccedil;&atilde;o de que as medidas de mitiga&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ser&atilde;o suficientes para conter    o ritmo e o alcance desses impactos. Por conseguinte, a tem&aacute;tica &eacute; formalmente    incorporada na agenda dos agentes p&uacute;blicos e privados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Mas como identificar as a&ccedil;&otilde;es de adapta&ccedil;&atilde;o e    distingui-las das relacionadas &agrave; mitiga&ccedil;&atilde;o? E como avaliar sua natureza e temporalidade;    suas condicionantes e dificuldades?; podem ser transacion&aacute;veis em um mercado    qualquer, como acontece com o carbono? Haver&aacute; recursos suficientes para adapta&ccedil;&atilde;o?    S&atilde;o perguntas novas, de difícil resposta, mas acreditamos que, ao mapear a tend&ecirc;ncia    dos investimentos e financiamentos em projetos com alto componente de adapta&ccedil;&atilde;o    &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, temos em m&atilde;os um poderoso indicador da efetividade e    alcance da mudan&ccedil;a do discurso em pr&aacute;tica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O que apresentaremos a seguir reproduz parte    dos resultados de uma ampla pesquisa patrocinada pelo WWF-Brasil, com o objetivo    de subsidiar programas e a&ccedil;&otilde;es futuras em adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas,    priorizando iniciativas em est&aacute;gio de implementa&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o apenas no plano conceitual    e ret&oacute;rico, no setor p&uacute;blico e privado, e em todos os segmentos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">No &acirc;mbito da pesquisa reproduzida neste artigo,    enfatizamos o papel do setor privado que tem adotado uma estrat&eacute;gia de parcerias    com entidades da sociedade civil e comunidades vulner&aacute;veis para pilotar iniciativas    em prol da adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. Mais adiante, apresentaremos alguns    resultados desse estudo, com &ecirc;nfase nos financiamentos do setor privado, que    elegeram a <i>&aacute;gua</i> como principal recurso de adapta&ccedil;&atilde;o, e em duas vari&aacute;veis    que se revelaram altamente eficazes para adapta&ccedil;&atilde;o da agricultura em regi&otilde;es    brasileiras particularmente vulner&aacute;veis &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas: <i>agroecologia</i><b>    </b>e<b> </b><i>bacia hidrogr&aacute;fica</i> (com &ecirc;nfase na microbacia). A op&ccedil;&atilde;o por    esse recorte facilitou a identifica&ccedil;&atilde;o de alternativas e projetos, os quais,    mesmo sem se nomear como tal, s&atilde;o de natureza adaptativa, entre outros motivos,    porque se apoiam em sistemas produtivos reconhecidamente mais resilientes e    funcionais, a exemplo dos m&eacute;todos agroecol&oacute;gicos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>A problem&aacute;tica conceitual </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diferentemente de "mitiga&ccedil;&atilde;o", o termo "adapta&ccedil;&atilde;o"    n&atilde;o encontrou uma defini&ccedil;&atilde;o &uacute;nica, precisa. No texto da Política Nacional de    Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas (2008), &eacute; definida como "conjunto de iniciativas e estrat&eacute;gias    que permitem a adapta&ccedil;&atilde;o, nos sistemas naturais ou criados pelos homens, a um    novo ambiente, em resposta &agrave; mudan&ccedil;a do clima atual ou esperada". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para efeito deste artigo, optamos por usar como    eixo norteador as defini&ccedil;&otilde;es adotadas pelo Minist&eacute;rio do Meio Ambiente (MMA/SBF,    2007), por apresentar uma abordagem mais focada nos resultados pr&aacute;ticos e por    incorporar os distintos tipos de adapta&ccedil;&atilde;o, conforme definido pelo IPCC (2007),    a saber: a adapta&ccedil;&atilde;o antecipada e reativa, a adapta&ccedil;&atilde;o privada e p&uacute;blica e a    adapta&ccedil;&atilde;o aut&ocirc;noma e planejada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><i>Adapta&ccedil;&atilde;o</i></b><b> </b>&#150; Ajuste em sistemas    naturais ou humanos a um ambiente novo ou em mudan&ccedil;a. A adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; mudan&ccedil;a    de clima se refere ao ajuste de sistemas naturais ou humanos em resposta a estímulos    clim&aacute;ticos reais ou esperados, ou seus efeitos, que modera danos ou explora    oportunidades ben&eacute;ficas (MMA/SBF, 2007).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo o IPCC (2007), existem v&aacute;rias categorias    de adapta&ccedil;&atilde;o, com destaque para a adapta&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea, a pr&eacute;via ou proativa,    e a adapta&ccedil;&atilde;o planejada, seja ela privada ou p&uacute;blica. A adapta&ccedil;&atilde;o aut&ocirc;noma ou    espont&acirc;nea &eacute; aquela em que os eventos extremos j&aacute; come&ccedil;aram a acontecer. A adapta&ccedil;&atilde;o    pr&eacute;via ou proativa diz respeito &agrave;s a&ccedil;&otilde;es que governos e sociedades adotam antes    mesmo dos efeitos das mudan&ccedil;as serem percebidos. A adapta&ccedil;&atilde;o planejada s&atilde;o medidas    resultantes de decis&otilde;es políticas, a exemplo dos Planos de Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas,    Nacional e Estaduais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">At&eacute; certo ponto, essa imprecis&atilde;o dificultou a    pesquisa, exigindo uma busca cruzada, onde v&aacute;rios subtemas foram testados. Optamos    neste mapeamento por buscar as iniciativas de "adapta&ccedil;&atilde;o" nos financiamentos    destinados a projetos executivos, visando gerar um produto final concreto, monitor&aacute;vel,    verific&aacute;vel e, idealmente, replic&aacute;vel.  H&aacute; um reconhecimento, por outro lado,    deque a mitiga&ccedil;&atilde;o pode ter efeitos apenas pontuais, sendo em alguns casos constituídos    por modifica&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas de menor alcance e de curta durabilidade, enquanto    os efeitos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas s&atilde;o cada vez mais percebidos como inevit&aacute;veis,    em raz&atilde;o das dificuldades de implementa&ccedil;&atilde;o das diretrizes da Conven&ccedil;&atilde;o-Quadro    das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas, definidas em 1992 por ocasi&atilde;o da    Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, realizada    no Rio de Janeiro. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com base nas lacunas apontadas na literatura,    priorizamos os seguintes crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o: projetos que aumentem a resili&ecirc;ncia    dos ecossistemas naturais e a seguran&ccedil;a clim&aacute;tica e hídrica da popula&ccedil;&atilde;o; projetos    que reduzam as vulnerabilidades regionais a partir da prote&ccedil;&atilde;o e/ou recupera&ccedil;&atilde;o    dos recursos hídricos, em geral adotando a bacia hidrogr&aacute;fica como unidade preferencial    de an&aacute;lise. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Situando o debate sobre adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as    clim&aacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No seu 4º Relat&oacute;rio de Avalia&ccedil;&atilde;o, o Painel Intergovernamental    de Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas (Intergovernamental Panel of Climate Change &#150; IPCC, 2007)    &#150; grupo criado pela ONU e pela Organiza&ccedil;&atilde;o Meteorol&oacute;gica Mundial, em 1988, envolvendo    2.500 cientistas de mais de 130 países &#150; foi categ&oacute;rico ao afirmar com uma margem    de 90% de certeza que, apesar de o clima global sofrer altera&ccedil;&otilde;es naturais,    o incremento de gases de efeito estufa emitidos por fontes antropog&ecirc;nicas afeta    seu equilíbrio, recomendando medidas preventivas imediatas. O IPCC (2007) faz    uma avalia&ccedil;&atilde;o negativa dos avan&ccedil;os conseguidos em capacidade adaptativa e aumento    da resili&ecirc;ncia, desde que os princípios do desenvolvimento sustent&aacute;vel foram    lan&ccedil;ados, em 1987, no Relat&oacute;rio Brundtland. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora recomende a combina&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias    de mitiga&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o, o IPCC afirma que a primeira sempre ser&aacute; necessariamente    complementar, n&atilde;o podendo substituir, ou dispensar, as medidas de adapta&ccedil;&atilde;o.    Segundo o documento, </font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana">mesmo os mais rigorosos esfor&ccedil;os de mitiga&ccedil;&atilde;o      n&atilde;o poder&atilde;o evitar impactos adicionais das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas nas pr&oacute;ximas      d&eacute;cadas, os quais tornar&atilde;o a adapta&ccedil;&atilde;o essencial, particularmente aquela voltada      aos impactos de curto prazo. Mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas n&atilde;o mitig&aacute;veis, no longo      prazo, provavelmente excederiam a capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o dos sistemas natural,      manejado e humano. (ibidem, p.20)</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">A grande repercuss&atilde;o desse relat&oacute;rio contribuiu    para colocar a estrat&eacute;gia de adapta&ccedil;&atilde;o no centro do debate sobre mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas    no &acirc;mbito dos acordos multilaterais, mas ao mesmo tempo confirmou a pouca capacidade    tecnol&oacute;gica e financeira dos países pobres n&atilde;o industrializados em enfrentarem    a variabilidade clim&aacute;tica, conforme j&aacute; apontado no relat&oacute;rio anterior, de 2000.    Portanto, o processo de desenvolvimento nacional estaria condicionado, em grande    medida, ao sucesso das a&ccedil;&otilde;es de adapta&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em seu balan&ccedil;o sobre a literatura dedicada &agrave;s    mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e seus impactos no Brasil, o documento Economia do Clima,    um dos mais completos sobre o tema, concluiu que as an&aacute;lises t&eacute;cnicas e econ&ocirc;micas    sobre adapta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o bastante limitadas (Margulis &amp; Dubeux, 2010). O estudo    atribui essa lacuna &agrave; complexidade em conceituar adapta&ccedil;&atilde;o, sobretudo do ponto    de vista econ&ocirc;mico, dada a dificuldade em separar medidas de adapta&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es    gerais de desenvolvimento e ao alto grau de incerteza envolvido, uma vez que    "&eacute; necess&aacute;rio adaptar-se sem saber com certeza a que se adaptar" (ibidem, p.44).    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outros estudos focados no caso brasileiro que    merecem destaque s&atilde;o os do WWF. No documento <i>Adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas    e os desafios da gest&atilde;o ambiental integrada no Brasil</i>, de 2009, o WWF ressalta    a import&acirc;ncia de se trabalhar com as vulnerabilidades, especialmente dos recursos    hídricos, pois as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas tornar&atilde;o a oferta de &aacute;gua cada vez menos    possível e confi&aacute;vel, exigindo medidas urgentes de adapta&ccedil;&atilde;o. Ao fazer uma an&aacute;lise    das lacunas do estado da arte no mapeamento das vulnerabilidades, critica a    falta de esfor&ccedil;os no sentido de compreender a <i>resili&ecirc;ncia dos ambientes naturais    (especialmente os de &aacute;gua doce), embora reconhe&ccedil;a que a vulnerabilidade social    seja bem conhecida. O fato de os estudos sobre vulnerabilidade priorizarem o    recorte de &aacute;reas urbanas e n&atilde;o de bacias hidrogr&aacute;ficas representa uma falha    grave, pois impossibilita uma vis&atilde;o de conjunto, precondi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para    o poder p&uacute;blico antecipar-se &agrave; emerg&ecirc;ncia de trag&eacute;dias como as que ocorreram    no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, e na Regi&atilde;o Serrana do Rio de Janeiro    (</i>WWF<i>, </i>2009<i>).</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; consenso entre os estudiosos que as medidas    de adapta&ccedil;&atilde;o devem atacar as vulnerabilidades numa perspectiva sist&ecirc;mica, na    qual as dimens&otilde;es ecol&oacute;gica, geofísica e socioecon&ocirc;mica t&ecirc;m igual import&acirc;ncia,    tendo em vista sua natureza multicausal e n&atilde;o linear. Consequentemente, as políticas    p&uacute;blicas devem contemplar a&ccedil;&otilde;es coordenadas de planejamento, procurando atuar    nos limites da transversalidade existentes nos diferentes setores (agrícola,    energia, transporte, florestal etc.), e procurar integrar as políticas e instrumentos    de gest&atilde;o territorial j&aacute; existentes com os especificamente voltados &agrave;s mudan&ccedil;as    clim&aacute;ticas. Para tanto, o WWF (2009) cita como prioridade a articula&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o    dos planos de ordenamento territorial, de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo, de bacias    hidrogr&aacute;ficas, urbanísticos, e de zoneamentos ecol&oacute;gico-econ&ocirc;micos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando focamos no impacto das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas    nos diferentes setores, observamos mais chances de sinergia nos segmentos de    agricultura e energia, em grande medida porque existem mais dados sobre eles,    tornando possível a compara&ccedil;&atilde;o dos custos envolvidos nas medidas de adapta&ccedil;&atilde;o    com os benefícios gerados (representando redu&ccedil;&atilde;o de danos). No outro extremo,    a biodiversidade florestal e a zona costeira s&atilde;o apontadas como os segmentos    mais carentes de informa&ccedil;&atilde;o prim&aacute;rio e conhecimento t&eacute;cnico-científico, resultando    em fraca base de an&aacute;lise para a defini&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es de adapta&ccedil;&atilde;o (Margulis &amp;    Dubeux, 2010).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Infelizmente, o ambiente de incerteza e ignor&acirc;ncia    acerca da resili&ecirc;ncia de ecossistemas, e os "<i>tipping points</i>" ou limiares    associados &agrave;s mudan&ccedil;as nesses sistemas representar&atilde;o sempre obst&aacute;culos para    a elabora&ccedil;&atilde;o de políticas de adapta&ccedil;&atilde;o eficazes. Numa primeira avalia&ccedil;&atilde;o, parece    ser prudente errar por precau&ccedil;&atilde;o, uma vez que as consequ&ecirc;ncias n&atilde;o intencionais,    ou imprevisíveis de atividades humanas, podem causar perdas irreversíveis, provocando    danos ao pr&oacute;prio bem-estar humano. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Adapta&ccedil;&atilde;o e investimento p&uacute;blico</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, a internaliza&ccedil;&atilde;o do tema adapta&ccedil;&atilde;o    nas políticas p&uacute;blicas &eacute; ainda bastante tímida, mesmo quando comparada com outros    países da Am&eacute;rica Latina, como a Col&ocirc;mbia e o Peru, de indicadores socioecon&ocirc;micos    significativamente piores. Uma das hip&oacute;teses que explicam essa lideran&ccedil;a &eacute; que    s&atilde;o sociedades que comportam expressivo contingente de popula&ccedil;&atilde;o rural indígena,    em cujas &aacute;reas agrícolas predominam pr&aacute;ticas agroflorestais conservacionistas    (Altieri &amp; Nicholls, 2011). Por conseguinte, a quest&atilde;o da adapta&ccedil;&atilde;o imp&otilde;e-se    como tema central no planejamento do desenvolvimento entre essas popula&ccedil;&otilde;es    e como reflexo da sua maior organicidade, nas políticas p&uacute;blicas nacionais.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A posi&ccedil;&atilde;o do Brasil como grande celeiro mundial,    seja de mat&eacute;rias-primas para a ind&uacute;stria, seja de alimentos, contribui decisivamente    para desviar a problem&aacute;tica da adapta&ccedil;&atilde;o do foco das políticas macroecon&ocirc;micas    e de desenvolvimento. Quando muito, a quest&atilde;o &eacute; tratada no &acirc;mbito estadual ou    regional, com &ecirc;nfase nos Estados do Sul, particularmente Santa Catarina, e em    algumas &aacute;reas do semi&aacute;rido nordestino, por serem as vitimas mais frequentes    dos eventos clim&aacute;ticos extremos. Na Amaz&ocirc;nia, por sua vez, s&atilde;o praticamente    nulas as iniciativas nessa dire&ccedil;&atilde;o, muito embora seja um bioma mundialmente    recomendado para prote&ccedil;&atilde;o, sobretudo porque o desmatamento resiste a estabilizar-se    num patamar que o permita manter-se resiliente e capaz de sustentar um nível    satisfat&oacute;rio de regenera&ccedil;&atilde;o natural.  </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os estudiosos em economia do clima s&atilde;o un&acirc;nimes    em apontar o semi&aacute;rido e a Amaz&ocirc;nia como dois biomas altamente impactados pelo    crescimento econ&ocirc;mico. O grau de vulnerabilidade aos efeitos de curto e longo    prazo das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas &eacute; t&atilde;o elevado na Amaz&ocirc;nia e no Nordeste que alguns    estudos j&aacute; admitem a hip&oacute;tese de ser necess&aacute;rio realizar migra&ccedil;&otilde;es de parte    da sua popula&ccedil;&atilde;o (MMA/SBF, 2007; Margulis &amp; Dubeux, 2010).  </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como os resultados das políticas de adapta&ccedil;&atilde;o    adotadas no presente rea- lizam-se, em grande medida, no futuro, al&eacute;m de n&atilde;o    ser compatível com o calend&aacute;rio político-eleitoral, produz uma profunda assimetria    entre custos e benefícios oriundos das políticas p&uacute;blicas. Uma das estrat&eacute;gias    para contornar essas dificuldades e atrair os governantes a investirem em projetos    de adapta&ccedil;&atilde;o seria priorizar iniciativas de &acirc;mbito local, estruturadas de forma    a gerar benefícios tamb&eacute;m de curto prazo. Nessa perspectiva, a inova&ccedil;&atilde;o teria    um papel fundamental, oferecendo produtos e processos especificamente concebidos    para atender a esse objetivo. Contudo, n&atilde;o &eacute; perceptível que os principais programas    de ci&ecirc;ncia &amp; tecnologia de &acirc;mbito nacional<a name="tx02"></a><a href="#nt02"><sup>2</sup></a> estejam seriamente    envolvidos no estudo dos efeitos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, sendo cobertas em    geral pelas ONG de perfil agroecol&oacute;gico e nos segmentos que atuam nos nichos    da produ&ccedil;&atilde;o científica e tecnol&oacute;gica e/ou na extens&atilde;o rural, a exemplo da chamada    tecnologia social. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Conv&eacute;m refletir sobre o raciocínio que est&aacute; por    tr&aacute;s da hip&oacute;tese recorrente de que os custos de adapta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o vultosos. Identificamos    v&aacute;rias iniciativas que demonstraram que o custo da adapta&ccedil;&atilde;o pode ser bem menor    do que se sup&otilde;e, entre outros motivos porque a&ccedil;&otilde;es pontuais com tecnologia de    baixo custo caracterizam-se por gerar benefícios ampliados, desde que se elejam    arranjos institucionais adequados a produzir gest&atilde;o compartilhada/correspons&aacute;vel,    num espa&ccedil;o territorial-geogr&aacute;fico apropriado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um dos produtos emblem&aacute;ticos desse nicho s&atilde;o    as cisternas,<a name="tx03"></a><a href="#nt03"><sup>3</sup></a> tecnologia preferida de algumas das principais fontes    de financiamentos em adapta&ccedil;&atilde;o como o Pronaf-Eco.<b> </b>A r&aacute;pida dissemina&ccedil;&atilde;o    dessa tecnologia no semi&aacute;rido nordestino foi possível a partir do lan&ccedil;amento    do Programa Um Milh&atilde;o de Cisternas, implantado, em 2003, pela Articula&ccedil;&atilde;o no    Semi&aacute;rido Brasileiro (ASA), que re&uacute;ne 700 entidades da sociedade civil em torno    do proposta "conviv&ecirc;ncia com o semi&aacute;rido". Consiste em instalar cisternas, e    outras formas de coletar &aacute;gua da chuva, em pequenas unidades familiares e comunit&aacute;rias,    tendo construído, at&eacute; o momento, mais de 300 mil cisternas e beneficiado cerca    de 1,5 milh&atilde;o de pessoas.<a name="tx04"></a><a href="#nt04"><sup>4</sup></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Abordagem metodol&oacute;gica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por projeto de adapta&ccedil;&atilde;o entendemos todo e qualquer    projeto que visa atacar, simultaneamente, no imediato e no longo prazo, as assimetrias    e fragilidades de uma determinada popula&ccedil;&atilde;o e/ou ecossistema que contribuem    para mant&ecirc;-los em condi&ccedil;&otilde;es de vulnerabilidade limítrofe ou extrema, ao mesmo    tempo que busca fortalecer sua resili&ecirc;ncia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Concordamos com a concep&ccedil;&atilde;o da Care, segundo    a qual a cria&ccedil;&atilde;o de capacidade adaptativa dos sistemas humanos &eacute; "um processo    que requer o envolvimento de uma vasta gama de partes interessadas, atuando    em níveis m&uacute;ltiplos em quase todos os setores". Sendo assim, </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">requer an&aacute;lises da exposi&ccedil;&atilde;o presente aos choques    e press&otilde;es clim&aacute;ticas, bem como an&aacute;lises baseadas em modelos dos futuros impactos    clim&aacute;ticos. Exige um entendimento da vulnerabilidade existente entre os indivíduos,    agregados familiares e comunidades, bem como do seu ambiente institucional,    político, social e biofísico. (Care, 2011) </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A pesquisa cujos resultados sumarizamos a seguir    mapeou os mecanismos, modelos e estrat&eacute;gias, direta ou indiretamente relacionados    &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas em todos os segmentos produtivos e financeiros,    tanto p&uacute;blicos quanto privados, bem como nas principais organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais,    nacionais e internacionais. No entanto, no escopo deste artigo, apresentaremos    apenas os resultados relativos ao papel do setor privado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com base nos resultados desses estudos, priorizamos    os seguintes crit&eacute;rios na nossa pesquisa: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#8226; projetos que aumentem a resili&ecirc;ncia dos    ecossistemas naturais e a seguran&ccedil;a clim&aacute;tica e hídrica da popula&ccedil;&atilde;o; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#8226; projetos que reduzam as vulnerabilidades    regionais a partir da prote&ccedil;&atilde;o e/ou recupera&ccedil;&atilde;o dos recursos hídricos; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#8226; bacia hidrogr&aacute;fica como unidade preferencial    de an&aacute;lise; e</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#8226; sistemas de gest&atilde;o eficientes, particularmente    os m&eacute;todos agroecol&oacute;gicos e agroflorestais. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>A ambiguidade dos planos e das a&ccedil;&otilde;es setoriais    </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Mesmo n&atilde;o tendo obriga&ccedil;&otilde;es de redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es    pela Conven&ccedil;&atilde;o-Quadro das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Mudan&ccedil;a do Clima, o Brasil aprovou    o Plano Nacional sobre Mudan&ccedil;a do Clima, em dezembro de 2008, para atender a    compromissos assumidos no cen&aacute;rio internacional e &agrave; press&atilde;o da sociedade civil,    e um ano depois promulgou a Lei da Política Nacional sobre Mudan&ccedil;a do Clima    (PNMC; Lei n.12.187, de 29 de dezembro de 2009). Desde ent&atilde;o, o Estado brasileiro    reconhece sua responsabilidade na redu&ccedil;&atilde;o dos impactos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas,    focando suas a&ccedil;&otilde;es especialmente nas medidas mitigadoras impostas aos setores    econ&ocirc;micos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Conforme estabelecido no PNMC, cada setor deveria    preparar seu plano setorial. Uma particularidade do Plano diz respeito a essa    divis&atilde;o, por setores, entre a&ccedil;&otilde;es de mitiga&ccedil;&atilde;o e a&ccedil;&otilde;es de adapta&ccedil;&atilde;o. O &uacute;nico    setor recomendado a elaborar medidas em ambas as frentes &eacute; o da Agropecu&aacute;ria.    Outros setores indicados &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o: Sa&uacute;de, Recursos hídricos, Zona costeira    e Marinha, Assentamentos humanos e Ecossistemas naturais, enquanto o eixo mitiga&ccedil;&atilde;o    &eacute; orientado a florestas, energia, resíduos, edifica&ccedil;&otilde;es, ind&uacute;stria, transporte,    al&eacute;m da agropecu&aacute;ria. Atendendo a essa delibera&ccedil;&atilde;o, o Plano Setorial da Agricultura    saiu na frente, divulgado em 17 de maio de 2011. Est&aacute; sendo chamado de Plano    ABC (Agricultura de Baixo Carbono) e ser&aacute; detalhado mais adiante.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao mapearmos as centenas de projetos e programas    em cujos objetivos inclui-se o enfrentamento &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, observamos    que a fronteira que separa mitiga&ccedil;&atilde;o de adapta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; rígida, pois, na maioria    deles, h&aacute; uma combina&ccedil;&atilde;o dessas a&ccedil;&otilde;es, embora nem sempre claramente explicitada,    indicando a preocupa&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es proponentes em familiarizar-se com    a problem&aacute;tica da adapta&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, preparar-se para gerenciar    riscos crescentes decorrentes dos efeitos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, n&atilde;o confiando    apenas nas possibilidades provenientes da mitiga&ccedil;&atilde;o (May &amp; Vinha, 2011).    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um dos exemplos mais evidentes &eacute; o do semi&aacute;rido    nordestino, cujas condi&ccedil;&otilde;es geomorfol&oacute;gicas e clim&aacute;ticas obrigam qualquer projeto    de desenvolvimento a eleger a &aacute;gua como principal recurso, raz&atilde;o pela qual a    maior parte dos projetos implementados nessa regi&atilde;o j&aacute; &eacute; de natureza adaptativa,    h&aacute; algum tempo, tais como os do Minist&eacute;rio da Integra&ccedil;&atilde;o Nacional, voltados    &agrave; preven&ccedil;&atilde;o de riscos, embora n&atilde;o se denominem como tal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outro exemplo de modelo de adapta&ccedil;&atilde;o &eacute; o plano    setorial para a agricultura. O Plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono), lan&ccedil;ado    em 2010 pelo Mapa, adota o conceito de sistema Integra&ccedil;&atilde;o-Lavoura-Pecu&aacute;ria-Floresta    desenvolvido pela Embrapa em colabora&ccedil;&atilde;o com a FAO e o IICA, que consiste na    combina&ccedil;&atilde;o de atividades agrícolas, florestais e pecu&aacute;rias, promovendo a recupera&ccedil;&atilde;o    de pastagens em degrada&ccedil;&atilde;o. Esse modelo, provavelmente inspirado nos princípios    da agroecologia, pode ser considerado dentro do leque de op&ccedil;&otilde;es de financiamento    p&uacute;blico como um mecanismo de transi&ccedil;&atilde;o para uma agricultura de natureza adaptativa,    baseada na l&oacute;gica sist&ecirc;mica adotada nos m&eacute;todos mais eficientes em produtividade    da terra. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; consenso entre os estudiosos do clima e gestores    p&uacute;blicos que os esfor&ccedil;os de mitiga&ccedil;&atilde;o devem ser empreendidos em escala global,    ao passo que as medidas de adapta&ccedil;&atilde;o devem destinar-se, obrigatoriamente, &agrave;s    localidades que sofrem mais intensamente seus efeitos (Unep, 2006; IPCC, 2007;    Margulis &amp; Dubeux, 2010). Em geral, s&atilde;o as popula&ccedil;&otilde;es mais pobres e com    os piores &Iacute;ndices de Desenvolvimento Humano (IDH) as mais vulner&aacute;veis &agrave;s mudan&ccedil;as    clim&aacute;ticas. Para elas, voltam-se as principais medidas de adapta&ccedil;&atilde;o, entendidas    numa perspectiva integrada, com vistas a promover melhorias nas condi&ccedil;&otilde;es sociais    (moradia, alimenta&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o) e na gera&ccedil;&atilde;o de renda e emprego. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; preciso, entretanto, conhecer os cen&aacute;rios clim&aacute;ticos    nos quais essas a&ccedil;&otilde;es ser&atilde;o projetadas, pois neles ser&atilde;o mapeadas as vulnerabilidades    regionais. Idealmente, para o PNMC, esses cen&aacute;rios deveriam estar disponíveis    a partir de 2009, como resultado de investimentos em modelagem clim&aacute;tica do    Inpe. Outras medidas de adapta&ccedil;&atilde;o altamente recomendadas no PNMC incluem desenvolvimento    de sistemas de alerta, investimentos em estruturas contra enchentes e em abastecimento    humano de &aacute;gua. Em rela&ccedil;&atilde;o a esta &uacute;ltima, identificamos diversas modalidades    de financiamento, muitas delas seguindo modelos de atua- &ccedil;&atilde;o tradicionais, mas    tamb&eacute;m arranjos institucionais inovadores apoiados em parceria p&uacute;blico-privada,    com forte predomínio da participa&ccedil;&atilde;o de empresas do setor banc&aacute;rio, como veremos    mais adiante.   </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>A bacia hidrogr&aacute;fica como unidade territorial     para medidas de adapta&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Gradativamente, os cons&oacute;rcios e comit&ecirc;s de bacias    hidrogr&aacute;ficas existentes no Brasil est&atilde;o se adequando &agrave; tem&aacute;tica da Adapta&ccedil;&atilde;o.    Dos 70 pesquisados, cerca de um ter&ccedil;o desenvolve a&ccedil;&otilde;es ou projetos especificamente    voltados &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o, e a maioria deles reporta iniciativas em andamento, em    geral no espa&ccedil;o de uma microbacia, confirmando a hip&oacute;tese anteriormente citada    de que as a&ccedil;&otilde;es de adapta&ccedil;&atilde;o acontecem na escala local.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Do ponto de vista físico, microbacia hidrogr&aacute;fica    &eacute; uma unidade geogr&aacute;fica delimitada por uma rede de drenagem (c&oacute;rregos) que    des&aacute;gua em um rio principal. Se ficarmos restritos somente ao aspecto geogr&aacute;fico,    a microbacia n&atilde;o se diferencia da defini&ccedil;&atilde;o de bacia hidrogr&aacute;fica, podendo at&eacute;    ser classificada como uma pequena bacia. O diferencial &eacute; que a microbacia est&aacute;&nbsp;associada    &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de programas de desenvolvimento sustent&aacute;vel, tendo as comunidades    rurais como benefici&aacute;rios diretos. A&ccedil;&otilde;es integradas de conserva&ccedil;&atilde;o de solos    e &aacute;gua no &acirc;mbito das microbacias do meio rural desdobram-se, em geral, em duas    vertentes: a) projetos demonstrativos em &aacute;reas selecionadas, agregando conhecimento    sobre pr&aacute;ticas bem-sucedidas, de car&aacute;ter preventivo ou orientadas para a recupera&ccedil;&atilde;o    de &aacute;reas j&aacute; degradadas; b) difus&atilde;o de projetos e experi&ecirc;ncias j&aacute; implementadas,    com potencial de transforma&ccedil;&atilde;o em políticas p&uacute;blicas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O WWF defende a tese de que a bacia hidrogr&aacute;fica    funciona como uma "infraestrutura natural" e que, para conserv&aacute;-la, &eacute; necess&aacute;rio    implementar uma boa governan&ccedil;a das medidas voltadas &agrave; resili&ecirc;ncia, pressupondo    a defini&ccedil;&atilde;o de diretrizes gerais de adapta&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito nacional e de diretrizes    específicas no &acirc;mbito regional, bem como a ado&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias transversais    auxiliares, nas &aacute;reas de educa&ccedil;&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o, capacita&ccedil;&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o de redes    e capta&ccedil;&atilde;o de recursos. Com rela&ccedil;&atilde;o ao monitoramento, a entidade prop&otilde;e a defini&ccedil;&atilde;o    de Indicadores de Adaptabilidade do Sistema, tais como indicadores de redu&ccedil;&atilde;o    de riscos/vulnerabilidade; indicadores de aumento de resili&ecirc;ncia ambiental e    social, e indicadores econ&ocirc;micos, entre outros (WWF, 2009). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os cons&oacute;rcios de bacia hidrogr&aacute;fica s&atilde;o institui&ccedil;&otilde;es    grandes, heterog&ecirc;neas e complexas, resultando em certa inefici&ecirc;ncia em raz&atilde;o    das dificuldades em administrar interesses diversos em diferentes escalas geogr&aacute;ficas.    Quando o comit&ecirc; e a ag&ecirc;ncia est&atilde;o estruturados h&aacute; algum tempo, e a cobran&ccedil;a    implementada, suas a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o planejadas e eficientemente executadas. Mas, esses    casos ainda s&atilde;o minoria, e concentram-se na Regi&atilde;o Sudeste, onde a sociedade    civil est&aacute; mais organizada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As críticas aos parcos resultados dos cons&oacute;rcios    concentram-se em duas frentes: na necessidade de supera&ccedil;&atilde;o da oposi&ccedil;&atilde;o campo-cidade,    de modo a estreitar a alian&ccedil;a entre a popula&ccedil;&atilde;o rural e a urbana (Ortega, 1997),    e no reconhecimento da sua legitimidade na formula&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o de políticas,    o que pressup&otilde;e um aprendizado político por parte dos grupos sociais de maneira    a aproveitarem os mecanismos democr&aacute;ticos oferecidos pelos cons&oacute;rcios para planejarem    a&ccedil;&otilde;es de longo prazo (Jacobi et al., 2002). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por sua vez, proliferam iniciativas em adapta&ccedil;&atilde;o    em projetos pontuais, executados nas microbacias, e alavancados pelos cons&oacute;rcios    aos quais pertencem. Um bom exemplo foi a sele&ccedil;&atilde;o dos Projetos de Adapta&ccedil;&atilde;o    &agrave;s Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas de 2010 do Instituto de Solidariedade, vinculado ao HSBC.    N&atilde;o por acaso, dos seis selecionados, metade deles acontece em territ&oacute;rio definido    como microbacia ou como sub-bacia (HSBC, 2008-2010).  </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Fontes de financiamento para adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s    mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Conforme apontado na primeira parte do artigo,    elegemos algumas prioridades para a an&aacute;lise dos financiamentos em adapta&ccedil;&atilde;o,    s&atilde;o elas: &ecirc;nfase na conserva&ccedil;&atilde;o e/ou produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua, e nos sistemas agroecol&oacute;gicos    e agroflorestais, com abordagem de bacia hidrogr&aacute;fica. Partimos do pressuposto    de que os m&eacute;todos agroecol&oacute;gicos s&atilde;o comprovadamente superiores em promover    resili&ecirc;ncia nos ecossistemas mais vulner&aacute;veis aos efeitos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas,    particularmente em regi&otilde;es onde a &aacute;gua &eacute; o recurso mais escasso. Portanto, a    an&aacute;lise que segue contempla apenas as iniciativas que atendem a esse recorte.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b><i>Programa Nacional de Fortalecimento da    Agricultura Familiar (Pronaf)</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Criado em 1996, o Pronaf &eacute; o principal instrumento    de apoio &agrave; agricultura familiar. Executado pelo Minist&eacute;rio do Desenvolvimento    Agr&aacute;rio (MDA), tem como objetivo o fortalecimento das atividades produtivas    geradoras de renda das unidades familiares de produ&ccedil;&atilde;o, com linhas de financiamento    rural adequadas &agrave;s suas necessidades. Financia projetos individuais ou coletivos,    que gerem renda aos agricultores familiares e assentados da reforma agr&aacute;ria,    praticando as mais baixas taxas de juros dos financiamentos rurais, e as menores    taxas de inadimpl&ecirc;ncia entre os sistemas de cr&eacute;dito do país. O cr&eacute;dito &eacute; operacionalizado    pelos agentes financeiros que comp&otilde;em o Sistema Nacional de Cr&eacute;dito Rural (SNCR)    e s&atilde;o agrupados em b&aacute;sicos (Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Banco da Amaz&ocirc;nia)    e vinculados (BNDES, Bancoob, Bansicredi e associados &agrave; Febraban).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Das oito linhas de financiamento do Pronaf, quatro    financiam projetos de investimento particularmente apropriados a fortalecer    a capacidade adaptativa do produtor familiar. S&atilde;o elas: 1) <i>Semi&aacute;rido</i>:    projeto de conviv&ecirc;ncia com o semi&aacute;rido, priorizando a infraestrutura hídrica;    2) <i>Agroecologia</i>: projetos de sistemas de produ&ccedil;&atilde;o agroecol&oacute;gicos ou org&acirc;nicos,    incluindo os custos de implanta&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o dos empreendimentos; 3) <i>Florestal</i>:    projetos de implanta&ccedil;&atilde;o de sistemas agroflorestais; 4) <i>Eco</i>:<b> </b>projetos    de tecnologias de energia renov&aacute;vel e ambientais, silvicultura, armazenamento    hídrico, pequenos aproveitamentos hidroenerg&eacute;ticos e ado&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas conservacionistas    e de corre&ccedil;&atilde;o da acidez e fertilidade do solo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>An&aacute;lise dos projetos financiados pelo setor    privado </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para identificar tend&ecirc;ncias com rela&ccedil;&atilde;o a projetos    de adapta&ccedil;&atilde;o idealizados pelo setor privado, foi realizado um levantamento junto    a grandes empresas brasileiras. Para sele&ccedil;&atilde;o da amostra, foram utilizados os    seguintes crit&eacute;rios: publica&ccedil;&atilde;o de Relat&oacute;rio de Sustentabilidade no modelo GRI    (Global Reporting Initiative) e atua&ccedil;&atilde;o em um ou mais dos seis setores de uso    intensivo de recursos hídricos (Energia, Minera&ccedil;&atilde;o, Papel e celulose, Siderurgia,    Bebidas, Cosm&eacute;ticos, em raz&atilde;o da sua grande depend&ecirc;ncia a ativos da biodiversidade,    al&eacute;m do setor Servi&ccedil;os Financeiros, por seu papel no financiamento aos projetos    de adapta&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram selecionadas 23 empresas com projetos passíveis    de enquadramento no tema adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, entre elas: AES Eletropaulo,    AES Tiet&ecirc;, Alcoa, Ambev, Banco do Brasil, Banco Santander, Bradesco, Celulose    Irani, Citibank Brasil, Coca-Cola Brasil, Copel, CPFL Energia, Eletrobr&aacute;s Eletrosul,    Eletrobr&aacute;s Furnas, HSBC, Itaipu Binacional, Ita&uacute;, Klabin, Natura, Usiminas,    Vale e Votorantim. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com base na an&aacute;lise dos relat&oacute;rios GRI, foram    identificados 40 projetos/fundos com impacto em adapta&ccedil;&atilde;o, analisados segundo    crit&eacute;rios: foco geogr&aacute;fico, natureza do impacto em adapta&ccedil;&atilde;o, foco de atua&ccedil;&atilde;o    e uso de parceiros na execu&ccedil;&atilde;o. Apenas 18 dos 40 projetos/fundos divulgaram    or&ccedil;amento. Os valores variaram entre R$ 0,5 milh&atilde;o at&eacute; R$ 200 milh&otilde;es, com a    m&eacute;dia em torno de R$ 26,7 milh&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A natureza do impacto foi classificada em direta,    quando o projeto contribui diretamente para adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas    (recupera&ccedil;&atilde;o de matas ciliares, prote&ccedil;&atilde;o de encostas, desenvolvimento de atividades    alternativas para popula&ccedil;&otilde;es vulner&aacute;veis etc.); ou indireta, quando contribui    apenas indiretamente (forma&ccedil;&atilde;o de agentes multiplicadores, estudos e publica&ccedil;&otilde;es,    programas educativos etc.). &Agrave; semelhan&ccedil;a do que encontramos nas ag&ecirc;ncias e financiamentos    p&uacute;blicos, nem sempre o objetivo dos projetos de impacto direto &eacute; explicitamente    a adapta&ccedil;&atilde;o. &Eacute; comum encontrar projetos de mitiga&ccedil;&atilde;o que tamb&eacute;m contemplem a&ccedil;&otilde;es    de adapta&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab01">Tabela 1</a> mostra a quantidade    de projetos e soma dos or&ccedil;amentos disponíveis por natureza do impacto e regi&atilde;o.    Nota-se relativa concentra&ccedil;&atilde;o de projetos no Sudeste e no Sul, o que era esperado    em raz&atilde;o da grande concentra&ccedil;&atilde;o de empresas oriundas dessas regi&otilde;es. Talvez    o mais preocupante seja o pequeno n&uacute;mero de projetos, e ínfimo  or&ccedil;amento, na    Regi&atilde;o Nordeste, que ser&aacute; sabidamente uma das mais afetadas pelas mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ea/v26n74/a16tab01.jpg" width="526" height="279"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto ao foco de atua&ccedil;&atilde;o do projeto/fundo, adotou-se    a seguinte tipologia, considerando que podia ser classificado em mais de uma    categoria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Preserva&ccedil;&atilde;o: projetos de preserva&ccedil;&atilde;o de ecossistemas    visando a manuten&ccedil;&atilde;o de seus servi&ccedil;os ambientais, com um enfoque de prote&ccedil;&atilde;o    total.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Conserva&ccedil;&atilde;o: projetos que visam o uso sustent&aacute;vel    dos recursos e ecossistemas, conservando seus servi&ccedil;os ambientais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recupera&ccedil;&atilde;o: projetos de recupera&ccedil;&atilde;o de ecossistemas    para restabelecimento de seus servi&ccedil;os ambientais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Desenvolvimento Local: projetos de gera&ccedil;&atilde;o de    renda, capacita&ccedil;&atilde;o ou prepara&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&otilde;es vulner&aacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com a <a href="#tab02">Tabela 2</a>,    predomina o foco em conserva&ccedil;&atilde;o (71% dos projetos), enquanto a&ccedil;&otilde;es de desenvolvimento    local est&atilde;o presentes em pelo menos metade desses. A &ecirc;nfase em recupera&ccedil;&atilde;o &eacute;    perceptível na Regi&atilde;o Sudeste, em raz&atilde;o do maior grau de degrada&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica    de seus ecossistemas, enquanto no Nordeste 100% dos projetos t&ecirc;m um vi&eacute;s de    desenvolvimento local, o que &eacute; justific&aacute;vel pelas condi&ccedil;&otilde;es de renda da regi&atilde;o.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ea/v26n74/a16tab02.jpg" width="481" height="241"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por &uacute;ltimo, buscou-se verificar em que medida    os fundos/projetos eram executados em parceria com outras organiza&ccedil;&otilde;es. A <a href="#tab03">Tabela    3</a> mostra que 74% dos projetos s&atilde;o executados por ou com parceiros, tanto    do setor p&uacute;blico quanto entidades da sociedade civil. Uma an&aacute;lise qualitativa    aponta para uma predomin&acirc;ncia de parceiros relativamente conhecidos. Parece    haver uma clara oportunidade para capta&ccedil;&atilde;o de recursos junto a esses fundos/projetos,    especialmente para institui&ccedil;&otilde;es com equipe t&eacute;cnica qualificada e hist&oacute;rico de    realiza&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab03"></a></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ea/v26n74/a16tab03.jpg" width="523" height="193"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As organiza&ccedil;&otilde;es identificadas como parceiras    foram: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>Setor p&uacute;blico</i>: ICMBio, IEF/MG, Polícia    Ambiental, UFMG, UFRJ, UFRRJ, USP, Esalq, Governo da Amaz&ocirc;nia, BNDES, Ag&ecirc;ncia    Nacional de &Aacute;guas, Governo do Amazonas, Governo do Par&aacute;, Smithsonian Tropical    Research Institute.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>Empresas</i>: Itaipu Binacional, Eletrobr&aacute;s,    Funda&ccedil;&atilde;o Banco do Brasil, Fibria, Coca-Cola, The Climate Group.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>Sociedade civil</i>: F&oacute;rum Brasileiro de Mudan&ccedil;as    Clim&aacute;ticas, F&oacute;rum Paulista de Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas e Biodiversidade, SOS Mata    Atl&acirc;ntica, CI, Funbio, WWF, Instituto Thomie Othake, Ethos, Oikos, Instituto    Bioatl&acirc;ntica, Sociedade de Preserva&ccedil;&atilde;o dos Muriquis, Instituto Amigos da Biosfera    da Mata Atl&acirc;ntica, IESB, Earthwatch Institute, Apremavi, Instituto Perene, Or&eacute;ades,    ISA, ICV, FAS, Funda&ccedil;&atilde;o Relictos, Imazon, Imaflora, IEB, IFT, TNC, Instituto    Peabiru.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Procuramos analisar no artigo os principais vetores    de enfrentamento da adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, seja em a&ccedil;&otilde;es, projetos    e iniciativas com potencial de replica&ccedil;&atilde;o, seja em arranjos institucionais.    Demonstramos que o bin&ocirc;mio &aacute;gua-clima tem concentrado a maior parte dos financiamentos,    e que os anos de 2010 e de 2011 ficar&atilde;o conhecidos como os que mais iniciativas    relacionadas a &aacute;gua e clima foram lan&ccedil;adas, tanto no setor p&uacute;blico quanto no    setor privado, conforme recomenda&ccedil;&otilde;es da COP-16.<a name="tx05"></a><a href="#nt05"><sup>5</sup></a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o e novas tecnologias    que permitam aumentar a disponibilidade de &aacute;gua natural e reduzir a procura    poder&atilde;o representar parte da solu&ccedil;&atilde;o no que se refere ao consumo crescente de    &aacute;gua. A cria&ccedil;&atilde;o de reservat&oacute;rios de &aacute;gua, a constru&ccedil;&atilde;o de desvios que canalizam    a &aacute;gua de regi&otilde;es onde ela &eacute; abundante para outras onde &eacute; escassa, e a extra&ccedil;&atilde;o    de &aacute;gua dos aquíferos representam parte das estrat&eacute;gias em desenvolvimento com    a finalidade de disponibilizar &aacute;gua para onde e quando for necess&aacute;ria. Al&eacute;m    disso, para captar &aacute;gua &eacute; necess&aacute;rio recorrer a processos simples e inovadores    que promovam a utiliza&ccedil;&atilde;o de fontes naturais como a &aacute;gua da chuva, como &eacute; o    caso das cisternas e das barragens subterr&acirc;neas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A percep&ccedil;&atilde;o generalizada entre os estudiosos    das estrat&eacute;gias empresariais relacionadas &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas &eacute; que as "solu&ccedil;&otilde;es    de adapta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o uma oportunidade at&eacute; o momento pouco explorada pelas institui&ccedil;&otilde;es".    Atribuem esse <i>gap</i> em parte ao fraco engajamento dos <i>stakeholders</i>,    al&eacute;m da falta de transpar&ecirc;ncia, requisito necess&aacute;rio para reduzir a assimetria    de informa&ccedil;&otilde;es entre grupos de interesse diferenciados e estabelecer um di&aacute;logo    construtivo (FGV-Ces, 2011).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No tocante &agrave;s iniciativas promovidas pelas institui&ccedil;&otilde;es    financeiras p&uacute;blicas mapeadas, concluímos que, embora ainda muito associadas    &agrave; mitiga&ccedil;&atilde;o, a tem&aacute;tica da adapta&ccedil;&atilde;o est&aacute; em franco processo de internaliza&ccedil;&atilde;o    e v&aacute;rias iniciativas est&atilde;o em andamento. Por serem muito recentes, ainda n&atilde;o    produziram resultados. Contudo, considerando que a oferta de cr&eacute;dito no Brasil    cresce em ritmo acelerado, tudo leva a crer que haver&aacute; recursos para os programas    voltados &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Este &eacute; o momento, portanto, para construir a    linha de base (<i>baseline</i>), definir o sistema de acompanhamento e os indicadores    de desempenho. Mas essa tarefa n&atilde;o &eacute; do setor financeiro, depende da lideran&ccedil;a    dos &oacute;rg&atilde;os ambientais em estreita colabora&ccedil;&atilde;o com a comunidade acad&ecirc;mica. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Notas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="nt01"></a><a href="#tx01">1</a> Os autores agradecem a colabora&ccedil;&atilde;o de    Renato Maluf (CPDA/UFRRJ), Glauco Kimura (WWF) e Gustavo Pimentel (consultor),    assim como das doutorandas Francine Damasceno Pinheiro e Sandra Kitakawa Lima    (CPDA/UFRRJ) e Liandra Peres Caldasso (PPED/IE/UFRJ). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="nt02"></a><a href="#tx02">2</a> Em 2.7.2010, o CNPq lan&ccedil;ou um documento    b&aacute;sico para a montagem do Sistema Nacional de Pesquisa em Biodiversidade (Sisbiota-Brasil),    com a participa&ccedil;&atilde;o de representantes de CNPq, MCT, FAP, MMA e pesquisadores    de v&aacute;rias institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa. Com esse programa, as ag&ecirc;ncias brasileiras    de C&amp;T sinalizam para a comunidade acad&ecirc;mica a necessidade de se realizarem    pesquisa de amplo espectro e alcance visando construir a linha de base (<i>baseline</i>)    que permitir&aacute; acompanhar os efeitos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas nos biomas brasileiros.    Distribuídos em tr&ecirc;s editais, ser&atilde;o alocados R$ 52.060 milh&otilde;es para financiar    projetos de 36 meses, em itens referentes a capital, custeio e bolsas (CNPq,    Sala de Imprensa, notícias de 21.12.2010).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="nt03"></a><a href="#tx03">3</a> Segundo o Minist&eacute;rio do Desenvolvimento    Social, a implanta&ccedil;&atilde;o de uma tecnologia hídrica tradicional (barragem, a&ccedil;ude,    adutora) n&atilde;o se resume a uma constru&ccedil;&atilde;o porque existem elementos n&atilde;o t&eacute;cnicos    que fazem parte da tecnologia social, como a valoriza&ccedil;&atilde;o dos saberes tradicionais    e o interc&acirc;mbio do conhecimento coletivo. Com base nas experi&ecirc;ncias positivas,    reaplicam-se e adaptam-se as tecnologias sociais &agrave; realidade local (MDS, Programa    Cisternas, Brasília-DF, 2008). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="nt04"></a><a href="#tx04">4</a> Site ASA. Disponível em: &lt;<a href="http://www.asabrasil.org.br/Portal/Informacoes.asp?COD_%20MENU=1150" target="_blank">http://www.asabrasil.org.br/Portal/Informacoes.asp?COD_    MENU=1150</a>&gt;. Acesso em: 10 set. 2011.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="nt05"></a><a href="#tx05">5</a> Somente os desembolsos do BNDES entre    2008 e 2009 apresentaram eleva&ccedil;&atilde;o de 50% (em milh&otilde;es: 2008, R$ 90.877,9; 2009,    R$ 136.356,4). Draft decision -/CP.16 - Outcome of the work of the Ad Hoc Working    Group on long-term Cooperative Action under the Convention.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ALTIERI, M. A.; NICHOLLS, C. I. O potencial agroecol&oacute;gico    dos sistemas agroflorestais na Am&eacute;rica Latina. <i>Agriculturas,</i> v.8, n.2,    p.31-4, jun. 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0103-4014201200010001600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ANA. Programa Nacional de Avalia&ccedil;&atilde;o da Qualidade    da &Aacute;gua - PNQA.  BSB. Outubro 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0103-4014201200010001600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BRASIL. Casa Civil da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica;    Minist&eacute;rio da Agricultura, Pecu&aacute;ria e Abastecimento (MAPA); Minist&eacute;rio do Desenvolvimento    Agr&aacute;rio (MDA). Plano Setorial de Mitiga&ccedil;&atilde;o e de Adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas    para a Consolida&ccedil;&atilde;o de uma Economia de Baixa Emiss&atilde;o de Carbono na Agricultura.    Plano de Agricultura de Baixa Emiss&atilde;o de Carbono (Plano ABC). Vers&atilde;o Preliminar,    Brasília DF, maio de 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0103-4014201200010001600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BRASIL. Governo Federal, Comit&ecirc; Interministerial    Sobre Mudan&ccedil;a do Clima. Decreto nº 6.263, de 21-11-2007. Plano Nacional sobre    Mudan&ccedil;a do Clima. BSB, dezembro de 2008. Centro de Previs&atilde;o do Tempo e Estudos    do Clima (CPTEC/INPE), vinculado ao Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, p.86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0103-4014201200010001600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CARE. O que &eacute; adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas?    Outubro de 2010. Disponível em: &lt;<a href="http://www.careclimatechange.org/files/adaptation/O_que_e_%20a_adaptacao_a_mudanca_climatica.pdf" target="_blank">http://www.careclimatechange.org/files/adaptation/O_que_e_%20a_adaptacao_a_mudanca_climatica.pdf</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0103-4014201200010001600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">FGV-Ces, PNUMA. <i>Financiamentos P&uacute;blicos e    Mudan&ccedil;a do Clima</i>: an&aacute;lise das estrat&eacute;gias e pr&aacute;ticas de bancos p&uacute;blicos    e fundos constitucionais brasileiros na gest&atilde;o da mudan&ccedil;a do clima. S&atilde;o Paulo:    FGV, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0103-4014201200010001600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">HSBC. <i>Investimento Social</i>. Apresenta&ccedil;&atilde;o    de projetos financiados. 2008-2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0103-4014201200010001600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">HUQ, S. <i>Climate change and the big question    we have not yet tried to answer, </i>International Institute for Environment    and Development, Parliamentary Brief, April 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0103-4014201200010001600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">IISD &#150; INTERNATIONAL INSTITUTE FOR SUSTAINABLE    DEVELOPMENT. Community Based Adaptation to Climate Change Bulletin. A Summary    of the Second International Workshop on Community Based Adaptation to Climate    Change. IISD Reporting Services, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0103-4014201200010001600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">IPCC, Climate Change 2007: <i>The Physical Science    Basis, </i>Summary for Policy Makers, February 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0103-4014201200010001600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">IPCC Fourth Assessment, Impacts &#91;2007&#93;. Intergovernmental    Panel On Climate Change, <i>Climate Change 2007: Impacts, Adaptation and Vulnerability,    Working Group II Contribution to the Intergovernmental Panel on Climate Change,    Summary for</i> <i>Policymakers, </i>April. Disponível em: &lt;<a href="http://www.ipcc.ch/" target="_blank">http://www.ipcc.ch/</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0103-4014201200010001600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">JACOBI, P. et al. <i>Capital social e desempenho    institucional</i> &#150; reflex&otilde;es te&oacute;rico-metodol&oacute;gicas sobre estudos no comit&ecirc;    de bacia hidrogr&aacute;fica do Alto Tiet&ecirc;. S&atilde;o Paulo: s. n., 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0103-4014201200010001600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MARGULIS, S.; DUBEUX. (Ed.) <i>Economia da mudan&ccedil;a    do clima no Brasil</i>: custos e Oportunidades. Coordena&ccedil;&atilde;o geral Jacques Marcovitch.    S&atilde;o Paulo: Ibep Gr&aacute;fica, 2010. 82p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0103-4014201200010001600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MAY, P.; VINHA,V. <i>Fontes de financiamento    para adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas</i>: estado das artes, tend&ecirc;ncias de financiamento    e modelos de projetos. Relat&oacute;rio de Pesquisa. WWF-Brasil. Junho de 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0103-4014201200010001600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MMA/SBF. <i>Inter-rela&ccedil;&otilde;es entre biodiversidade    e mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas</i>. S&eacute;rie Biodiversidade n.28. Brasilia, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0103-4014201200010001600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">M&Uuml;LLER, B. <i>Trust and the future of adaptation    funding.</i> Nairobi:<i> </i>Oxford Institute for Energy Studies EV38, January    2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0103-4014201200010001600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">NCAP &#150; NETHERLANDS CLIMATE ASSISTANCE PROGRAMME.    <i>Poverty at Risk, Managing the impacts of Climate Change on Poverty Alleviation    Activities, </i>March 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0103-4014201200010001600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ORTEGA, A. C. <i>A rela&ccedil;&atilde;o rural-urbana na nova    forma de governan&ccedil;a estabelecida pelos comit&ecirc;s de bacias hidrogr&aacute;ficas</i>:    o caso do comit&ecirc; da bacia hidrogr&aacute;fica do rio Paranaíba. Departamento de Economia    da UFU. 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0103-4014201200010001600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">PEW Centre on Global Climate Change, <i>Adaptation    to Climate Change, International Policy Options, </i>November 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0103-4014201200010001600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">RABOBANK BRASIL. <i>Manual de boas pr&aacute;ticas socioambientais    no agroneg&oacute;cio. </i>S&atilde;o Paulo, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0103-4014201200010001600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">_______. <i>Política socioambiental</i>. S&atilde;o    Paulo: s. n., s. d.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0103-4014201200010001600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SANTANDER. <i>Responsabilidade Social e Ambiental</i>    &#150; Política Global do Grupo Santander. Mimeo, s. d.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0103-4014201200010001600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">TEARFUND/INSTITUTE FOR DEVELOPMENT STUDIES (IDS).    <i>Overcoming the barriers, Mainstreaming climate change adaptation in developing    countries, </i>Tearfund Climate Change Briefing Paper 1, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0103-4014201200010001600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">UNEP. Financing Initiative, <i>Adaptation and    vulnerability to climate change: The role of the private sector. </i>CEO Briefing,    November 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0103-4014201200010001600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">UNFCCC. Impacts, vulnerabilities and adaptation    in developing countries. Bonn, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0103-4014201200010001600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">_______. Outcome of the work of the Ad Hoc Working    Group on long-term Cooperative Action under the Convention. Draft decision.    COP16, Canc&uacute;n, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0103-4014201200010001600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">VITAE CIVILIS. <i>Panorama de atores e iniciativas    no Brasil sobre mudan&ccedil;as de clima.</i> S&atilde;o Paulo, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0103-4014201200010001600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">WWF-BRASIL. <i>Adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas    e os desafios da gest&atilde;o ambiental integrada no Brasil</i>. Workshop realizado    em 3-4 de agosto de 2009. Brasilia-DF.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0103-4014201200010001600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 22.9.2011 e aceito em 28.9.2011.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>Peter H. May</i> &eacute; Ph.D em Economia dos Recursos    Naturais na Universidade Cornell, professor associado do Departamento de Desenvolvimento,    Agricultura e Sociedade da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (DDAS/ICHS/UFRRJ)    e pesquisador do Instituto Nacional de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia em Políticas P&uacute;blicas    e Estrat&eacute;gias do Desenvolvimento (INCT-PPED).  @ &#150; <a href="mailto:peter.may@amazonia.org.br">peter.may@amazonia.org.br</a>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><i>Val&eacute;ria da Vinha</i> &eacute; doutora em Desenvolvimento,    Agricultura e Sociedade, professora associada do Instituto de Economia da Universidade    Federal do Rio de Janeiro (IE/UFRJ) e pesquisadora do Instituto Nacional de    Ci&ecirc;ncia e Tecnologia em Políticas P&uacute;blicas e Estrat&eacute;gias do Desenvolvimento    (INCT-PPED).  @ &#150; <a href="mailto:valeriavinha@globo.com">valeriavinha@globo.com</a></font></p>      ]]></body><back>
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