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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DOSSI&Ecirc;</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Desenvolvimento e coopera&ccedil;&atilde;o internacional</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Elsa Sousa Kraychete</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Doutora em Administra&ccedil;&atilde;o. Professora do Instituto de Humanidades, Artes e Ci&ecirc;ncias Professor Milton Santos e o do N&uacute;cleo de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Administra&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal da Bahia. Rua Bar&atilde;o de Geremoabo, s/n. Ondina. Cep: 40170-240 Salvador - Bahia - Brasil. <a href="mailto:ekraychete@gmail.com">ekraychete@gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Depois de ultrapassar mais de duas d&eacute;cadas como um assunto pouco visitado pelos debates acad&ecirc;micos e tamb&eacute;m pelas agendas governamentais, a tem&aacute;tica do desenvolvimento reaparece entre pesquisadores de &aacute;reas como a economia, a sociologia e a ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica, como tamb&eacute;m nos discursos e pr&aacute;ticas de governo, como espa&ccedil;o de interesse de forma a reacender os debates sobre o tema. A no&ccedil;&atilde;o de desenvolvimento, constitu&iacute;da como disciplina e adotada por governos dos pa&iacute;ses centrais do capitalismo, quando se referiam ao reordenamento do mundo, data da conjuntura p&oacute;s-segunda Guerra Mundial e tem como primeiro ber&ccedil;o a academia e <i>think tanks</i> americanas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Teoricamente, a nova disciplina sustentase, em fundamentos keynesianos e neocl&aacute;ssicos. Dos primeiros fundamentos &eacute; tomada, em especial, a import&acirc;ncia do Estado como garantidor da demanda efetiva, a partir de investimentos estatais e, posteriormente, numa leitura genero sa da obra do economista ingl&ecirc;s, como um dos fundamentos do <i>welfare state</i>. Da teoria neocl&aacute;ssica, ser&aacute; mantido o fundamento que orienta para o livre jogo das for&ccedil;as de mercado. A livre circula&ccedil;&atilde;o de bens, de servi&ccedil;os e das finan&ccedil;as, em mercado autorregulador e autootimizador, n&atilde;o sujeito &agrave;s restri&ccedil;&otilde;es colocadas pelos estados nacionais, constitui-se, nessa perspectiva, em um dos mais importantes vetores do crescimento e do desenvolvimento das na&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A teoria da sociol&oacute;gica da moderniza&ccedil;&atilde;o, outro importante suporte para a conforma&ccedil;&atilde;o da nova disciplina, contribuiu para, a partir da no&ccedil;&atilde;o dicot&ocirc;mica (tradicional e moderno), firmar o ide&aacute;rio do desenvolvimento, principalmente, quando a an&aacute;lise estava voltada para o entendimento da din&acirc;mica socioecon&ocirc;mica dos pa&iacute;ses subdesenvolvidos. A oposi&ccedil;&atilde;o entre o tradicional e o moderno - predomin&acirc;ncia da produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola sobre a ind&uacute;stria, como o exemplo mais citado - distinguia o est&aacute;gio de desenvolvimento entre as na&ccedil;&otilde;es. A teoria da moderniza&ccedil;&atilde;o passou a ser refer&ecirc;ncia te&oacute;rica para entender a rela&ccedil;&atilde;o entre o a tradicional e o moderno no interior dos espa&ccedil;os nacionais, como tamb&eacute;m, para estabelecer compara&ccedil;&otilde;es internacionais, entre os pa&iacute;ses classificados como moderno (desenvolvido) e atrasado (subdesenvolvido). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os diagn&oacute;sticos comparativos que passam a classificar as sociedades como desenvolvidas e subdesenvolvidas, por essa &oacute;tica, t&ecirc;m dois desdobramentos: colocar as economias capitalistas avan&ccedil;adas como horizonte - um espelho - a ser alcan&ccedil;ado pelas sociedades dispostas a trilhar o caminho do progresso e, ao mesmo tempo, abrir espa&ccedil;o para a assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica,<a name="not1"></a><a href="#not1a"><sup>1</sup></a> como uma miss&atilde;o a ser desempenhada pelos pa&iacute;ses desenvolvidos nos pa&iacute;ses atrasados. Nessas bases, a terapia a ser indicada inclui a reformula&ccedil;&atilde;o e ou cria&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es capazes de implementar a&ccedil;&otilde;es reformadoras. A t&eacute;cnica do planejamento - cient&iacute;fica, neutra e, por suposto, isenta de disputas ideol&oacute;gicas - foi constitu&iacute;da em ferramenta que orientava para a resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas que caracterizavam o subdesenvolvimento como resultado de eficiente "aloca&ccedil;&atilde;o de recursos". O paradigma da objetividade anunciava-se como substituto da "escassez" (no&ccedil;&atilde;o cara a certo modo de pensar a economia) para dar lugar &agrave; abund&acirc;ncia decorrente da efici&ecirc;ncia t&eacute;cnica. A efici&ecirc;ncia, decorrente da moderniza&ccedil;&atilde;o por meio da introdu&ccedil;&atilde;o de novas t&eacute;cnicas de produ&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o, elevaria o excedente econ&ocirc;mico em tal magnitude que tornava desnecess&aacute;ria a discuss&atilde;o sobre os modos de produzir e distribuir. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Repensar o mundo - entrecortado pelas disputas da guerra fria, pelo surgimento de novos pa&iacute;ses desmembrados do sistema colonial, como tamb&eacute;m de um grande n&uacute;mero de na&ccedil;&otilde;es mais antigas que almejavam modificar os termos de suas inser&ccedil;&otilde;es internacionais - a partir de uma ordem -, contou com importante aparato institucional internacional e nacional. No &acirc;mbito nacional as sucessivas reformula&ccedil;&otilde;es no aparelho de estado, mas que se estendem &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o estatais. As organiza&ccedil;&otilde;es intergovernamentais resultantes das concerta&ccedil;&otilde;es do final da Segunda Guerra se encarregaram do ordenamento internacional. Da ordem econ&ocirc;mica se incumbiram as organiza&ccedil;&otilde;es de Bretton Woods: Banco Mundial, o Fundo Monet&aacute;rio Internacional e o Acordo Geral de Tarifas (GATT), com atribui&ccedil;&otilde;es, respectivamente, de fornecer cr&eacute;ditos para o financiamento da infraestrutura, conceder empr&eacute;stimos a pa&iacute;ses que enfrentavam dificuldades em equilibrar as suas contas externas e defini&ccedil;&atilde;o de normas para que o com&eacute;rcio entre as na&ccedil;&otilde;es ocorresse sem os entraves que n&atilde;o fossem decorrentes das leis do mercado. A Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, com seu grande n&uacute;mero de ag&ecirc;ncias (FAO, UNESCO, OMS, OIT...) tamb&eacute;m participa do ordenamento desenvolvimentista diagnosticando e recomendando interven&ccedil;&otilde;es na sa&uacute;de, higiene, educa&ccedil;&atilde;o, alimenta&ccedil;&atilde;o, rela&ccedil;&otilde;es de trabalho, para citar alguns exemplos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; tamb&eacute;m parte dessa ordem a constitui&ccedil;&atilde;o do Sistema de Coopera&ccedil;&atilde;o Internacional para o Desenvolvimento que, iniciado com a ajuda com o Plano Marshall voltado para a reconstru&ccedil;&atilde;o da Europa, teve prosseguimento com os programas de assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica dirigidos para os pa&iacute;ses pobres, a exemplo da Alian&ccedil;a para o Progresso, dirigido para a Am&eacute;rica Latina. Parte das rela&ccedil;&otilde;es entre pa&iacute;ses do Norte e pa&iacute;ses do Sul, alcan&ccedil;ou institucionalizar-se a partir da cria&ccedil;&atilde;o da <i>Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&ocirc;mico - OCDE</i>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A crise dos anos 1970 - expressa no desempenho dos indicadores macroecon&ocirc;micos e, em seus aspectos mais estruturais, as modifica&ccedil;&otilde;es no modo de produzir, com a emerg&ecirc;ncia de novas tecnologias, e nas rela&ccedil;&otilde;es de trabalho - n&atilde;o deixa inc&oacute;lumes os paradigmas e o aparato institucional que conduziu o ordenamento desenvolvimentista desde o fim da Segunda Guerra. O momento passa a demandar novas estrat&eacute;gias e modo de regula&ccedil;&atilde;o. O per&iacute;odo que se abre a partir desse marco, testemunha sucessivos intentos de inova&ccedil;&atilde;o institucional. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No decorrer das d&eacute;cadas de 70 e 80, j&aacute; eram vis&iacute;veis as mudan&ccedil;as no discurso das Organiza&ccedil;&otilde;es Internacionais sobre a tem&aacute;tica do desenvolvimento. Num primeiro movimento, essas mudan&ccedil;as se manifestaram na cr&iacute;tica ao desenvolvimentismo guiada por concep&ccedil;&otilde;es anteriores, em especial, sobre a presen&ccedil;a do Estado na economia, e pela reafirma&ccedil;&atilde;o do pensamento neocl&aacute;ssico, expresso na competi&ccedil;&atilde;o baseada no livre-com&eacute;rcio, na estabiliza&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os e na desregulamenta&ccedil;&atilde;o dos mercados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As medidas voltadas para a retomada do crescimento econ&ocirc;mico se fazem acompanhar da elei&ccedil;&atilde;o da pobreza como a tem&aacute;tica mais importante dentre as que ir&atilde;o constituir a nova agenda em prol do desenvolvimento. Sob o argumento de que o crescimento econ&ocirc;mico n&atilde;o conduziria ao bem-estar das grandes maiorias das popula&ccedil;&otilde;es dos pa&iacute;ses subdesenvolvidos, aparecem os primeiros delineamentos de pol&iacute;ticas de minora&ccedil;&atilde;o da pobreza, inspiradas na ideia de <i>justi&ccedil;a como equidade</i>. Predomina no debate os princ&iacute;pios do liberalismo econ&ocirc;mico e pol&iacute;tico, que vai apresentar-se com renova&ccedil;&otilde;es na dire&ccedil;&atilde;o da redefini&ccedil;&atilde;o do trato da quest&atilde;o social. O discurso das Organiza&ccedil;&otilde;es Internacionais &eacute; perpassado pelos princ&iacute;pios liberais dos direitos, da liberdade e da justi&ccedil;a. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A concep&ccedil;&atilde;o liberal que passa a comandar as an&aacute;lises das institui&ccedil;&otilde;es da coopera&ccedil;&atilde;o internacional considera a exist&ecirc;ncia das necessidades b&aacute;sicas a serem prioritariamente atendidas e que tais necessidades podem ser medidas, definidas e classificadas. Da&iacute; a import&acirc;ncia atribu&iacute;da &agrave;s t&eacute;cnicas de mensura&ccedil;&atilde;o da pobreza que visam definir car&ecirc;ncias em itens tais como, alimenta&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o e habita&ccedil;&atilde;o. A partir do n&iacute;vel de car&ecirc;ncias, ser&atilde;o definidas pol&iacute;ticas orientadas para grupos espec&iacute;ficos. Essa concep&ccedil;&atilde;o, Organiza&ccedil;&otilde;es da Coopera&ccedil;&atilde;o Internacional envidam esfor&ccedil;os em detectar os pobres por meio de tecnologias que n&atilde;o s&oacute; d&ecirc;m conta do n&uacute;mero destes, como distinga entre eles os mais pobres entre os pobres. Esse procedimento orienta a focaliza&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas, com os mais pobres devendo ser atendidos por pol&iacute;ticas de car&aacute;ter compensat&oacute;rio e os demais por pol&iacute;ticas orientadas pelo mercado. Enquanto as pol&iacute;ticas compensat&oacute;rias devem agir em favor do fortalecimento das capacidades individuais, com o prop&oacute;sito de fortalecer os indiv&iacute;duos, de forma a que possam competir em igualdade de condi&ccedil;&otilde;es com outros grupos, as pol&iacute;ticas orientadas para o grupo dos pobres, sustentam-se nos valores expressos no empreendedorismo competitivo. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tamb&eacute;m o modo de regula&ccedil;&atilde;o passa por altera&ccedil;&otilde;es significativas. O ajuste institucional sob a ideia de <i>boa governan&ccedil;a</i> prop&otilde;e a adequa&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es &agrave;s exig&ecirc;ncias da conjuntura econ&ocirc;mica e pol&iacute;tica. A <i>boa governan&ccedil;a</i> deve garantir, segundo as diretrizes do Banco Mundial, o funcionamento de uma economia de mercado em que os direitos de propriedade sejam est&aacute;veis, os contratos sejam cumpridos, haja transpar&ecirc;ncia das pr&aacute;ticas institucionais. O Estado e o mercado s&atilde;o levados a praticar a&ccedil;&otilde;es com vista ao estabelecimento de parcerias entre si, como tamb&eacute;m atuem de forma capaz de estabelecer pactos com a sociedade civil. Esse enfoque orienta na dire&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;as internas nas institui&ccedil;&otilde;es e de emerg&ecirc;ncia de novos arranjos interinstitucionais. Nos desdobramentos para a formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas, a ideia &eacute; que os mercados e os governos atuem como parceiros e, juntos, promovam o aprimoramento institucional para implementar reformas que venham conceber e conduzir novos modos de regula&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m estabelecer os limites decorrentes da explicita&ccedil;&atilde;o dos conflitos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Coopera&ccedil;&atilde;o Internacional para o Desenvolvimento tamb&eacute;m passa por reorienta&ccedil;&otilde;es. A realiza&ccedil;&atilde;o de um conjunto de conferencias, reuni&otilde;es de c&uacute;pula intergovernamentais, f&oacute;runs, orientadas pelas no&ccedil;&otilde;es de <i>efici&ecirc;ncia</i> e <i>efic&aacute;cia</i> buscam sintonizar a ajuda oficial para o desenvolvimento com as metas definidas nos Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio. A reconfigura&ccedil;&atilde;o geopol&iacute;tica com a emerg&ecirc;ncia de pa&iacute;ses como Brasil, M&eacute;xico, &Iacute;ndia, China, Turquia ou &Aacute;frica do Sul, tamb&eacute;m inaugura outra forma de coopera&ccedil;&atilde;o internacional para o desenvolvimento, a coopera&ccedil;&atilde;o entre pa&iacute;ses do Sul. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O conjunto de artigos que comp&otilde;em este dossi&ecirc; trata da problem&aacute;tica do desenvolvimento e do sistema de coopera&ccedil;&atilde;o internacional que o acompanha. O primeiro artigo, <i>Paradigma do desenvolvimento: controv&eacute;rsias e inflex&otilde;es contempor&acirc;neas</i>, de Anete L. B. Ivo, recupera o debate que acompanha a trajet&oacute;ria da ideia de desenvolvimento, buscando, "&#91;...&#93; oferecer um fio condutor sobre os sentidos do desenvolvimento brasileiro." Para isso, recupera o debate , primeiro, a trajet&oacute;ria das primeiras d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX, quando a quest&atilde;o central girava em torno dos dilemas entre tradi&ccedil;&atilde;o e modernidade, passa pelas principais teses do nacionaldesenvolvimentismo, carater&iacute;sticas do debate entre os anos 50 e 70, e alcan&ccedil;a as inflex&otilde;es do paradigma do desenvolvimento, a partir dos anos 1980, em contexto de democratiza&ccedil;&atilde;o e reajuste estrutural. Perpassa toda a an&aacute;lise a presen&ccedil;a do conflito, da integra&ccedil;&atilde;o social e das classes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Carlos Milani, no artigo <i>Aprendendo com a hist&oacute;ria: cr&iacute;ticas &agrave; experi&ecirc;ncia da Coopera&ccedil;&atilde;o Norte-Sul e atuais desafios &agrave; Coopera&ccedil;&atilde;o Sul-Sul,</i> a partir da hip&oacute;tese "... de que a diferencia&ccedil;&atilde;o entre CNS e CSS &eacute; fundamentalmente emp&iacute;rica, devendo, no entanto, ser pensada &agrave; luz do legado do ativismo multilateral de alguns pa&iacute;ses e do novo papel econ&ocirc;mico e pol&iacute;tico que desempenham no cen&aacute;rio internacional", conduz o argumento alertando para os riscos que correm os pa&iacute;ses do Sul, hoje doadores, de reproduzir o modelo de coopera&ccedil;&atilde;o Norte-Sul, objeto de cr&iacute;ticas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O artigo <i>Transforma&ccedil;&otilde;es globais, pot&ecirc;ncias emergentes e coopera&ccedil;&atilde;o Sul-Sul: desafios para a coopera&ccedil;&atilde;o europeia</i>, de Bruno Ayll&oacute;n Pino, analisa a mudan&ccedil;a na distribui&ccedil;&atilde;o de poder e gera&ccedil;&atilde;o de riquezas em n&iacute;vel mundial, que redefinem o sistema de coopera&ccedil;&atilde;o e desafiam os pa&iacute;ses do norte, em particular os que comp&otilde;em a Uni&atilde;o Europeia, a repensar as suas modalidades de cooperar. Recomenda, nessa dire&ccedil;&atilde;o, a ado&ccedil;&atilde;o de formas complementares de coopera&ccedil;&atilde;o que contemplem o interc&acirc;mbio de conhecimentos e difus&atilde;o de experi&ecirc;ncias exitosas. Considera que a coopera&ccedil;&atilde;o Sul-Sul, promovida pelas pot&ecirc;ncias emergentes segue aumentando presen&ccedil;a no cen&aacute;rio da coopera&ccedil;&atilde;o, legitimada pelas recentes e exitosas experi&ecirc;ncias de redu&ccedil;&atilde;o da pobreza. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Analisar o espa&ccedil;o sociorganizativo que envolve o mercado, o Estado e a sociedade civil nos arranjos institucionais propostos por organiza&ccedil;&otilde;es internacionais como espa&ccedil;o de busca de consenso para a condu&ccedil;&atilde;o da agenda de desenvolvimento &eacute; o objetivo do artigo <i>O lugar das organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais no entrecruzamento entre as no&ccedil;&otilde;es de desenvolvimento e coopera&ccedil;&atilde;o internacional</i>, de Elsa Sousa Kraychete. A posi&ccedil;&atilde;o atribu&iacute;da &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais e as empresas, passam a ser consideradas como importantes nas concerta&ccedil;&otilde;es que visam a formula&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas &eacute; questionada a partir da vis&atilde;o que a no&ccedil;&atilde;o de direitos pode estar sendo substitu&iacute;da por a&ccedil;&otilde;es volunt&aacute;rias e tempor&aacute;rias. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Daniel Maur&iacute;cio de Arag&atilde;o, no artigo <i>O controle global da solidariedade: transnacionaliza&ccedil;&atilde;o e privatiza&ccedil;&atilde;o na adapta&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica de ONGs brit&acirc;nicas no Brasil</i> analisa a mudan&ccedil;a de estrat&eacute;gia de ONGs brit&acirc;nicas de solidariedade internacional, com hist&oacute;rica presen&ccedil;a no Brasil como doadoras de recursos, v&ecirc;m identificando o Brasil como um espa&ccedil;o potencial para a capta&ccedil;&atilde;o de recursos, especialmente em parceria com o setor privado. Com base nos exemplos da <i>OXFAM</i> e da <i>Save the Children</i>, conclui que o novo cen&aacute;rio da coopera&ccedil;&atilde;o internacional n&atilde;o governamental marcado por processos associados de transnacionaliza&ccedil;&atilde;o e privatiza&ccedil;&atilde;o deixa marcas no perfil e na agenda tais organiza&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em 27 de julho de 2012)    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> (Aceito em 02 de agosto de 2012</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Elsa Sousa Kraychete -</b> Economista. Doutora em Administra&ccedil;&atilde;o. Professora do Instituto de Humanidades, Artes e Ci&ecirc;ncias Professor Milton Santos e do N&uacute;cleo de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Administra&ccedil;&atilde;o - NPGa, da Universidade Federal da Bahia - UFBA. Coordena o Laborat&oacute;rio de An&aacute;lise Pol&iacute;tica Mundial - LABMUNDO/Antena Salvador. Membro da C&acirc;mara de Assessoramento de Ci&ecirc;ncias Humanas da FAPESB. Editora cient&iacute;fica do Caderno CRH. Trabalha centralmente com as seguintes tem&aacute;ticas: desenvolvimento, organiza&ccedil;&otilde;es internacionais e coopera&ccedil;&atilde;o internacional para o desenvolvimento, organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="not1a"></a><a href="#not1">1</a> Hoje denominada Coopera&ccedil;&atilde;o Internacional para o Desenvolvimento. </font></p>      ]]></body>
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