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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Massa marginal na América Latina: mudanças na conceituação e enfrentamento da pobreza 40 anos após uma teoria]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Approaches to, and expressions of, social issues as poverty involve discussing how social fractures connected with the process of capitalist restructuring are shaped and to be addressed in several dimensions (economic, political, cultural and social). This paper aims to review this debate 40 years after Jose Nun's marginality theory turned a fresh eye to Latin American poverty. It highlights singularities over that period in ways of looking at poverty as a social issue in Latin America and the approximation with French theorists of social exclusion. After the 1990's the debate is steered by the theoretical perspective of social exclusion, operationalised as a category capable of revealing the weakening and breakdown of social cohesion in terms of multiple levels and relational dimensions.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[ciências sociais]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">TEMAS LIVRE </font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Massa marginal na Am&eacute;rica Latina: mudan&ccedil;as   na conceitua&ccedil;&atilde;o e enfrentamento da pobreza 40 anos ap&oacute;s uma teoria </font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Marginal Mass in Latin America: changes in how   poverty is conceptualised and addressed 40 years after the theory</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Hayda   Alves</b><sup><b>I</b></sup><b>; Sarah Escorel</b></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Doutoranda em Sa&uacute;de P&uacute;blica (Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica Sergio   Arouca da Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz; professora assistente, Curso de gradua&ccedil;&atilde;o em   Enfermagem, Polo Universit&aacute;rio de Rio das Ostras (Universidade Federal   Fluminense). Endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico: <a href="mailto:haydaenf@gmail.com">haydaenf@gmail.com</a>    <br>   <sup>II</sup>M&eacute;dica sanitarista; doutora em     Sociologia (UnB), pesquisadora titular (Ensp/Fiocruz). Endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico: <a href="mailto:sescorel@ensp.fiocruz.br">sescorel@ensp.fiocruz.br</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As abordagens e express&otilde;es da quest&atilde;o social como   pobreza envolvem discuss&otilde;es acerca da configura&ccedil;&atilde;o e do enfrentamento de   fraturas sociais, vinculadas ao processo de reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva   capitalista, em diversas dimens&otilde;es: econ&ocirc;micas, pol&iacute;ticas, culturais e sociais.   O objetivo do artigo &eacute; rever esse debate, passados 40 anos da teoria de   marginalidade latino-americana, que inaugurou um olhar espec&iacute;fico sobre a   pobreza a partir da tese de massa marginal de Jose Nun.&nbsp; Ao longo desse   per&iacute;odo, s&atilde;o destacadas singularidades dos olhares sobre a pobreza como quest&atilde;o   social na Am&eacute;rica Latina e a aproxima&ccedil;&atilde;o com os te&oacute;ricos franceses da exclus&atilde;o   social.&nbsp; Ap&oacute;s a d&eacute;cada de 1990, observa-se o direcionamento do debate na   perspectiva te&oacute;rica da exclus&atilde;o social, operacionalizada como uma categoria   capaz de revelar processos de fragiliza&ccedil;&atilde;o e ruptura da coes&atilde;o social a partir   de m&uacute;ltiplos n&iacute;veis e dimens&otilde;es relacionais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> pobreza; iniquidade; ci&ecirc;ncias sociais.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Approaches to, and expressions of, social   issues as poverty involve discussing how social fractures connected with the   process of capitalist restructuring are shaped and to be addressed in several   dimensions (economic, political, cultural and social). This paper aims to   review this debate 40 years after Jose Nun's marginality theory turned a fresh   eye to Latin American poverty. It highlights singularities over that period in   ways of looking at poverty as a social issue in Latin America and the   approximation with French theorists of social exclusion. After the 1990's the   debate is steered by the theoretical perspective of social exclusion, operationalised   as a category capable of revealing the weakening and breakdown of social   cohesion in terms of multiple levels and relational dimensions.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key   words:</b> poverty; social inequity; social sciences.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diversos autores, especialmente de   filia&ccedil;&atilde;o marxista, destacam que a quest&atilde;o social &eacute; indissoci&aacute;vel do processo de   acumula&ccedil;&atilde;o capitalista, sendo produto das contradi&ccedil;&otilde;es existentes entre a   concentra&ccedil;&atilde;o de riqueza das classes dominantes e a explora&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a de   trabalho. O desenvolvimento dessa forma de produ&ccedil;&atilde;o teve como repercuss&atilde;o   social o aumento da pobreza generalizada, em especial, da classe trabalhadora   (NETTO, 2001; IAMAMOTO, 2001).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir de meados dos anos 1970, a quest&atilde;o social   adquiriu outras express&otilde;es. A crise da sociedade salarial e a amplia&ccedil;&atilde;o do   desemprego estrutural no esgotamento da chamada Era de Ouro do P&oacute;s-Segunda   Guerra Mundial fizeram emergir o que foi denominada uma nova pobreza   (ROSANVALLON, 1998; CASTEL, 2008). Esta &eacute; resultante das transforma&ccedil;&otilde;es na   economia pol&iacute;tica do capitalismo com desdobramentos nos processos de trabalho,   h&aacute;bitos de consumo, configura&ccedil;&otilde;es geopol&iacute;ticas, poderes e pr&aacute;ticas dos Estados   nacionais (HARVEY, 2009). Nesse cen&aacute;rio, as an&aacute;lises sobre o crescimento da   pobreza referem-se &agrave;s repercuss&otilde;es da crise do modelo desenvolvimentista na   Am&eacute;rica Latina e do colapso dos sistemas de <i>welfare state</i> nos pa&iacute;ses   desenvolvidos (UG&Aacute;, 2004; IVO, 2008). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dessa   forma, a express&atilde;o da pobreza na cena p&uacute;blica adquire novas conota&ccedil;&otilde;es   ideol&oacute;gicas e de interven&ccedil;&atilde;o por parte do Estado, singularizadas a partir de   distintos modelos interpretativos nos Estados Unidos, na Am&eacute;rica Latina e na   Europa (KOWARICK, 2003). Enquanto na Am&eacute;rica Latina os estudos sobre   marginalidade ganham for&ccedil;a, triunfou nos Estados Unidos, por volta da d&eacute;cada de   1960, um pensamento conservador condenat&oacute;rio acerca da pobreza e dos pobres que   habitavam os guetos, classificados como componentes de um novo grupo social: <i>underclass</i> (MARKS, 1991; KOWARICK, 2003). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">J&aacute;   na Fran&ccedil;a, as discuss&otilde;es sobre a responsabiliza&ccedil;&atilde;o do Estado frente &agrave;   pauperiza&ccedil;&atilde;o gerada pela crise da sociedade salarial, com a implos&atilde;o do pleno   emprego e do sistema de <i>welfare     state</i>, a partir do   final dos anos de 1970 e do in&iacute;cio de 1980, fizeram emergir as discuss&otilde;es sobre   a nova pobreza que endossaram as teorias da exclus&atilde;o social (DONZELOT, 1991;   CASTEL, 1991; 2008). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir da   d&eacute;cada de 1990, o enfrentamento da pobreza ganha centralidade no &acirc;mbito das   pol&iacute;ticas p&uacute;blicas em dimens&atilde;o global como um problema inaceit&aacute;vel ao   desenvolvimento do capitalismo no final do s&eacute;culo XX.&nbsp; Aliadas a esse debate,   as estrat&eacute;gias de combate &agrave; pobreza corporificam, a partir de ent&atilde;o, uma nova   institucionalidade das pol&iacute;ticas sociais, que passam a ser direcionadas pelas   orienta&ccedil;&otilde;es das ag&ecirc;ncias internacionais. Isso ocorre em fun&ccedil;&atilde;o do papel   decisivo das mesmas para financiamento de a&ccedil;&otilde;es de car&aacute;ter nacional para a   redu&ccedil;&atilde;o da pobreza, especialmente entre os pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina (UG&Aacute;, 2004;   2008). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Passados 40 anos da teoria da marginalidade   latino-americana, o objetivo deste trabalho &eacute; analisar as mudan&ccedil;as na   conceitua&ccedil;&atilde;o de pobreza urbana. Ao longo desse per&iacute;odo, verifica-se que o   debate foi redefinido na perspectiva te&oacute;rica da exclus&atilde;o social. O   enfrentamento da exclus&atilde;o, mesmo impl&iacute;cito em estrat&eacute;gias institucionais   globais endere&ccedil;adas aos problemas sociais contempor&acirc;neos, foi direcionado para   a elabora&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas voltadas ao combate &agrave; pobreza em uma   perspectiva multidimensional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Marginalidade: o debate originado na Am&eacute;rica   Latina</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A   literatura recente que emprega o termo <i>marginaldade</i> (WACQUANT, 1999; 2008; PEN&Atilde;, 2005;   WATT, 2003; LEE<i>, </i>WONG, LAW, 2007) n&atilde;o o vincula   diretamente &agrave; produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica latino-americana do final da d&eacute;cada de 1960, a   qual contextualizava o debate em uma perspectiva cr&iacute;tica, de orienta&ccedil;&atilde;o   marxista, sobre o cen&aacute;rio de pauperiza&ccedil;&atilde;o gerado pela moderniza&ccedil;&atilde;o do processo   produtivo capitalista em pa&iacute;ses perif&eacute;ricos, com a precariza&ccedil;&atilde;o do trabalho e a   forma&ccedil;&atilde;o de grandes contingentes de ex&eacute;rcito industrial de reserva (NUN, 1969;   QUIJANO, 1973). A utiliza&ccedil;&atilde;o do termo nessa perspectiva caiu em desuso tanto por   seu abandono como teoria interpretativa da pobreza, quanto pela emerg&ecirc;ncia de   novos conceitos e crit&eacute;rios de interven&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, ligados &agrave; globaliza&ccedil;&atilde;o e &agrave;   reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva em escala mundial (UG&Aacute;, 2008).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar   das interpreta&ccedil;&otilde;es acerca da pobreza urbana presentes nos estudos sobre   marginalidade convergirem nas cr&iacute;ticas &agrave;s fraturas sociais resultantes do   capitalismo contempor&acirc;neo, as perspectivas te&oacute;ricas se distanciam pela filia&ccedil;&atilde;o   do "novo regime de marginalidade urbana" (WACQUANT, 1999) ao enfoque   socioantropol&oacute;gico de tratamento da pobreza a partir de sua configura&ccedil;&atilde;o   socioespacial, &eacute;tnico-racial e de segrega&ccedil;&atilde;o intimamente ligada &agrave; viol&ecirc;ncia   urbana, dificultando, desse modo, a plena integra&ccedil;&atilde;o social (WATT, 2003; PEN&Atilde;,   2005; LEE; WONG; LAW, 2007; ZALUAR, 1985; 2004; WACQUANT, 2008).&nbsp; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Escorel   (1999, p. 39) destaca que, em todas "as abordagens do fen&ocirc;meno da   marginalidade, o aspecto relacional e relativo da oposi&ccedil;&atilde;o centro/periferia &eacute;   mantido"; no entanto, o que muda s&atilde;o valores, comportamentos, atitudes,   localiza&ccedil;&atilde;o espacial e posi&ccedil;&atilde;o no sistema produtivo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo   L&uacute;cio Kowarick (1985), ap&oacute;s a Segunda Guerra Mundial, a marginalidade urbana   apareceu como importante problema te&oacute;rico e pr&aacute;tico. As primeiras abordagens ao   tema eram de cunho "f&iacute;sico-ecol&oacute;gico" e centravam-se na an&aacute;lise da precariedade   habitacional. Posteriormente, acrescentou-se uma gama de interpreta&ccedil;&otilde;es acerca   das condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas e culturais que caracterizavam as popula&ccedil;&otilde;es   residentes em &aacute;reas de pobreza. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A   segunda abordagem, hegem&ocirc;nica entre os estudiosos latino-americanos,   centrava-se em duas correntes de pensamento: sociocultural-funcionalista e   hist&oacute;rico-estrutural. A primeira privilegiava a integra&ccedil;&atilde;o social como   express&atilde;o da dualidade da estrutura social (marginal/integrado); a segunda   analisava a marginalidade sob o prisma das rela&ccedil;&otilde;es sociais de produ&ccedil;&atilde;o, dada a   inser&ccedil;&atilde;o marginal dos trabalhadores no processo produtivo, evidenciada pela   emerg&ecirc;ncia do desemprego e da subocupa&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Jos&eacute;   Nun (1969) foi importante expoente do pensamento hist&oacute;rico-estrutural nos   estudos sobre marginalidade e pioneiro ao tratar o tema como um conceito   relativo ao lugar ocupado por determinados grupos sociais na esfera produtiva.   Em uma perspectiva cr&iacute;tica de recorte marxista, Nun denunciou a forma&ccedil;&atilde;o de uma   "subclasse" dentro do proletariado latino-americano composta pelo (i) ex&eacute;rcito   industrial de reserva, popula&ccedil;&atilde;o excedente de trabalhadores &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o do   capitalismo, com possibilidade de incorpora&ccedil;&atilde;o ao processo produtivo, e   pela (ii) superpopula&ccedil;&atilde;o relativa, constitu&iacute;da pela popula&ccedil;&atilde;o que excede os   limites da incorpora&ccedil;&atilde;o do sistema produtivo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os meios de produ&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o os meios de subsist&ecirc;ncia,   s&atilde;o os que fazem os trabalhadores ingressar na categoria de superpopula&ccedil;&atilde;o. Nun   sublinhou, ainda, a exist&ecirc;ncia de um contingente populacional que n&atilde;o   interessava ao mercado, constituindo-se na parte afuncional ou disfuncional do   ex&eacute;rcito industrial de reserva. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Partindo do conceito de Nun (1969), An&iacute;bal Quijano (1978)   contribuiu para o debate sobre "informalidade" no trabalho, ao definir como   "polo marginal" o conjunto de ocupa&ccedil;&otilde;es ou atividades estabelecidas geralmente   em torno do uso de recursos residuais, ou desligadas da produ&ccedil;&atilde;o, de car&aacute;ter   disfuncional ao sistema de acumula&ccedil;&atilde;o capitalista. Quijano ampliou a discuss&atilde;o   da tese de massa marginal ao problematizar a realidade carencial crescente no   tecido social urbano. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aderindo   em grande medida &agrave; perspectiva te&oacute;rica de Nun e Quijano, o soci&oacute;logo brasileiro   L&uacute;cio Kowarick (1985) estudou a marginalidade urbana, destacando para seu   delineamento o pauperismo e o cen&aacute;rio de faveliza&ccedil;&atilde;o; a estratifica&ccedil;&atilde;o   econ&ocirc;mico-ocupacional inferior, dificuldades enfrentadas pelas minorias raciais   e &eacute;tnicas nos grandes centros urbanos; al&eacute;m do &ecirc;xodo rural, compreendido como   fen&ocirc;meno migrat&oacute;rio gerador de uma perversa marginalidade cultural. Os estudos   de Kowarick evidenciaram que o n&iacute;vel de marginalidade variava de parcial a   generalizada em fun&ccedil;&atilde;o da precariedade do v&iacute;nculo &agrave; sociedade urbana. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A   integra&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores de maneira marginal, como ex&eacute;rcito industrial de   reserva, ou ainda de forma prec&aacute;ria e desigual &agrave;s engrenagens produtivas do   capitalismo, tamb&eacute;m foi objeto de an&aacute;lise de Berlink (1975) no trabalho <i>Marginalidade social e rela&ccedil;&otilde;es de     classe em S&atilde;o Paulo</i>.   Kowarick (1985) e Berlink (1975) questionavam a perda de clareza conceitual e   anal&iacute;tica do termo <i>marginalidade</i>, que rapidamente havia acolhido uma   variedade de situa&ccedil;&otilde;es e problemas vivenciados pela popula&ccedil;&atilde;o pobre &agrave; margem   das sociedades urbano-industriais. Nesse sentido, defendiam a utiliza&ccedil;&atilde;o do   termo na perspectiva do estruturalismo hist&oacute;rico, de modo a especificar a   inser&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o dos trabalhadores no processo produtivo capitalista (MAIOLINO;   MANCEBO, 2005). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Contrariamente,   em trabalho mais recente, Nun (2000) destaca que sua an&aacute;lise e a de seus   colaboradores sobre a massa marginal n&atilde;o foi centrada nos "trabalhadores sem   trabalho", nem no plano te&oacute;rico nem no campo das pesquisas emp&iacute;ricas, mas de   fato objetivava: (i) enfatizar a rela&ccedil;&atilde;o estrutural entre o processo de   acumula&ccedil;&atilde;o capitalista que prevaleceu na Am&eacute;rica Latina e os fen&ocirc;menos da   pobreza e da desigualdade social, em contraste com as tend&ecirc;ncias   interpretativas da "cultura da pobreza" (LEWIS, 2006), que responsabilizavam os   pobres por sua condi&ccedil;&atilde;o; (ii) destacar a fragmenta&ccedil;&atilde;o e a heterogeneidade   crescente da estrutura ocupacional da Am&eacute;rica Latina e suas consequ&ecirc;ncias na   forma&ccedil;&atilde;o de identidades sociais; e (iii) chamar a aten&ccedil;&atilde;o tanto para a disfuncionalidade   da popula&ccedil;&atilde;o excedente ao capitalismo, como tamb&eacute;m para os mecanismos de   dualiza&ccedil;&atilde;o e segrega&ccedil;&atilde;o remanescentes de uma conjuntura hist&oacute;rica passada,   cujas express&otilde;es ainda marcam o presente. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar da import&acirc;ncia hist&oacute;rica da teoria da   marginalidade, essa matriz explicativa foi abandonada em virtude da emerg&ecirc;ncia   do conceito de exclus&atilde;o social para enunciar e tratar a express&atilde;o contempor&acirc;nea   da quest&atilde;o social em escala global, a qual analisa o fen&ocirc;meno para al&eacute;m da   dualidade de um polo social marginal versus integrado, relacionando-o a   mudan&ccedil;as culturais, pol&iacute;ticas e econ&ocirc;micas vinculadas aos processos de   globaliza&ccedil;&atilde;o e reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva que deram origem a uma "nova pobreza"   (ROSANVALLON, 1998).&nbsp; Provavelmente, a teoria da marginalidade tamb&eacute;m foi   relegada pelos limites geogr&aacute;ficos das an&aacute;lises latino-americanas, tanto em   fun&ccedil;&atilde;o de uma poss&iacute;vel barreira lingu&iacute;stica, quanto pelo desinteresse dos   pa&iacute;ses centrais em discutir teorias acerca de um problema que os afligia em uma   escala muito menor, ou apenas em car&aacute;ter residual, diferentemente do car&aacute;ter   hist&oacute;rico da pobreza de massa nos pa&iacute;ses latino-americanos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>&nbsp;</i></b></font></p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i><b>Underclass</b></i><b> e Exclus&atilde;o Social como categorias de pobreza: singularidades e influ&ecirc;ncias no   debate latino-americano</b></font></p>     <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Although it is not always   acknowledged, the Latin American debate on marginality foreshadowed the current   concerns with social exclusion.<a id="tx1"></a><a href="#nt1"><sup>1</sup></a> </i></font></p>     <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(KAY, 2006, p. 460)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Durante a d&eacute;cada de 1960, as explica&ccedil;&otilde;es sobre o   pauperismo adquiriram forte conota&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica nos EUA, classificando o pobre   em uma subcategoria: a <i>underclass</i>, a qual compreendia a popula&ccedil;&atilde;o expelida por um tipo de   "darwinismo social", que premia com o sucesso os trabalhadores competitivos,   geralmente brancos, e pune os pobres "passivos", os "desqualificados",   geralmente afro-americanos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O debate inclu&iacute;a os que defendiam a responsabiliza&ccedil;&atilde;o   individual pela situa&ccedil;&atilde;o de pobreza, os que acreditavam que a categoria era   formada por v&iacute;timas de suas pr&oacute;prias atitudes, e os que consideravam os pobres   como v&iacute;timas de for&ccedil;as sociais e econ&ocirc;micas as quais demandavam pol&iacute;ticas   p&uacute;blicas de combate &agrave; pobreza urbana &#150; uma responsabilidade parcial do Estado   (MARKS, 1991; KOWARICK, 2003).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo   Wacquant (1996), o termo surgiu a partir dos trabalhos do economista sueco   Gunnar Myrdal entre 1962 e 1963, em meio ao otimismo da economia   norte-americana, para designar "fam&iacute;lias e indiv&iacute;duos subempregados, sem   emprego e gradualmente inimpreg&aacute;veis, situados no mais baixo da escala social"   (ESCOREL, 1999, p. 45).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Carole   Marks (1991), ao revisar o conceito de "<i>urban underclass</i>",   destaca o mosaico de categorias sociais que o comp&otilde;e a partir das defini&ccedil;&otilde;es   empregadas em revistas das d&eacute;cadas de 1970 e 1980 (<i>Newsweek</i>, <i>Fortune</i>, <i>Reader's Digest</i>), incorporando quest&otilde;es de ra&ccedil;a, g&ecirc;nero,   emprego e estrutura familiar. Uns destacavam a <i>underclass</i> como sendo constitu&iacute;da por   indiv&iacute;duos sem forma&ccedil;&atilde;o, habilidade, experi&ecirc;ncia profissional, ou, ainda, por   desempregados de longa dura&ccedil;&atilde;o ou exclu&iacute;dos do mercado de trabalho. Outros   afirmavam que o grupo incorporava preponderantemente indiv&iacute;duos pobres e sem   instru&ccedil;&atilde;o escolar, homens jovens de 14 a 27 anos, adolescentes gr&aacute;vidas   solteiras e pessoas dependentes de aux&iacute;lio financeiro do Estado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Citando   Ken Auletta (1982), Marks (1991) destaca quatro elementos definidores da   categoria <i>underclass</i>: hostilidade das ruas, carreira   criminosa, depend&ecirc;ncia de apoio governamental e indiv&iacute;duos gravemente   traumatizados. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A segrega&ccedil;&atilde;o impl&iacute;cita na categoria <i>urban underclass</i> tinha duas   bases importantes: racial (KOWARICK, 2003) e socioespacial (GREENE, 1991). Para   Greene (1991), a concentra&ccedil;&atilde;o territorial da pobreza em determinados pontos da   cidade poderia favorecer o isolamento social, influenciar o comportamento e   limitar as oportunidades de trabalho e de educa&ccedil;&atilde;o, entre outros aspectos da   vida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As   estrat&eacute;gias de enfrentamento da pobreza nos Estados Unidos, nas d&eacute;cadas de 1960   e 1970, por meio do que ficou conhecido como "<i>war on poverty</i>",   constitu&iacute;do por programas sociais como o "<i>Aid To Families With Dependent Children</i>", eram criticadas sob as alega&ccedil;&otilde;es&nbsp;   de: favorecer a depend&ecirc;ncia dos pobres aos benef&iacute;cios estatais;&nbsp; estimular a   desobriga&ccedil;&atilde;o com o desenvolvimento econ&ocirc;mico da sociedade;&nbsp; e incitar   comportamentos "ilegais", como querer permanecer desempregado ou tornar-se m&atilde;e   solteira, entre outros.&nbsp; Essas estrat&eacute;gias demandavam, portanto, pol&iacute;ticas que   exigissem contrapartidas &#150; obriga&ccedil;&otilde;es sociais de cidadania (KOWARICK, 2003). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sob   diversas perspectivas, os valores impl&iacute;citos na denomina&ccedil;&atilde;o "<i>underclass"</i> podem ser considerados uma forma de   express&atilde;o do pensamento conservador norte-americano, tanto no que se refere &agrave;   individualiza&ccedil;&atilde;o da responsabilidade por uma situa&ccedil;&atilde;o social, quanto nas   cr&iacute;ticas relacionadas &agrave; media&ccedil;&atilde;o e &agrave; interven&ccedil;&atilde;o institucional do Estado endere&ccedil;adas   ao combate da pobreza. Nesse caso, aos desqualificados que comp&otilde;em outra classe   social abaixo dos pobres, a <i>underclass, </i>uma subclasse.&nbsp; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir de 1980, com a persist&ecirc;ncia dos efeitos   da crise do petr&oacute;leo de 1973 e os processos de reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva, a   pobreza, at&eacute; ent&atilde;o residual nos pa&iacute;ses desenvolvidos, ganha amplitude em   virtude da queda da taxa de lucro do capital, do baixo crescimento da produ&ccedil;&atilde;o   e da produtividade com repercuss&otilde;es no mundo do trabalho, do crescente   desemprego, da queda dos investimentos, do aumento do capital financeiro, e da   acelera&ccedil;&atilde;o geral dos pre&ccedil;os com endividamento dos governos (HARVEY, 2009).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os problemas   sociais advindos da crescente precariza&ccedil;&atilde;o e vulnerabilidade da classe   trabalhadora, bem como a fragmenta&ccedil;&atilde;o dos sistemas de prote&ccedil;&atilde;o social fundados   na sociedade salarial, enunciam uma nova express&atilde;o da quest&atilde;o social na Europa,   expl&iacute;cita na emerg&ecirc;ncia de "novos pobres", "novos exclu&iacute;dos", desfiliados,   sobrantes, in&uacute;teis ao mundo (DONZELOT, 1991; ROSANVALLON, 1998; CASTEL, 2008).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse   contexto, h&aacute; uma metamorfose da quest&atilde;o social, como afirma Robert Castel   (2008), a partir da crise da sociedade salarial, com a instabilidade ou a   expuls&atilde;o do emprego de grandes contingentes de trabalhadores, ocasionando   mudan&ccedil;as na inser&ccedil;&atilde;o relacional, fragiliza&ccedil;&atilde;o dos suportes protetores, e um   processo de isolamento social dos novos exclu&iacute;dos. Assim, os problemas sociais   emergentes na "nova quest&atilde;o social" francesa foram enunciados como exclus&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diferentemente   das antigas conota&ccedil;&otilde;es do termo <i>exclus&atilde;o</i> usadas para referenciar a situa&ccedil;&atilde;o   de grupos marginalizados historicamente como <i>handicap&eacute;s sociaux </i>(doentes mentais, alco&oacute;latras, entre outros que   deveriam beneficiar-se de pol&iacute;ticas espec&iacute;ficas de prote&ccedil;&atilde;o social), a nova   pobreza transformava em exclu&iacute;dos, desfiliados, desintegrados socialmente,   pessoas de baixa qualifica&ccedil;&atilde;o em virtude da precariza&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e social dos   novos desempregados (<i>handicap&eacute;s     l&eacute;gers</i>) (DONZELOT,   1991; CASTEL, 2008). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo Zioni (2006), o termo <i>exclus&atilde;o</i> aparece pela   primeira vez nas obras de Pi&eacute;rre Mass&eacute; - <i>Les dividendes du progr&egrave;s</i>, em 1960 - e <i>L'exclusion     sociale</i>, de Jean Kanfler, em 1965. Em meados da d&eacute;cada de 1970, Ren&eacute; Lenoir deu   maior visibilidade ao fen&ocirc;meno da exclus&atilde;o no universo discursivo e pol&iacute;tico   franc&ecirc;s a partir da obra <i>Les exclus: un fran&ccedil;ais sur dix</i>, publicada em   1974 (ESCOREL, 1999; KOWARICK, 2003; LEAL, 2008).&nbsp; Ainda que a obra de Lenoir   n&atilde;o contenha qualquer elabora&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica do conceito de exclus&atilde;o social, traz &agrave;   tona um problema social que at&eacute; ent&atilde;o parecia ser residual e super&aacute;vel   (ESCOREL, 1999).&nbsp; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Robert   Castel (1991; 2008) inaugura uma matriz te&oacute;rica para an&aacute;lise das mudan&ccedil;as da   quest&atilde;o social. Nela, os processos de exclus&atilde;o social passam a ser tratados a   partir de dois eixos anal&iacute;ticos de integra&ccedil;&atilde;o e desfilia&ccedil;&atilde;o: o mundo do   trabalho e o mundo das rela&ccedil;&otilde;es sociofamiliares (ESCOREL, 1999).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O cruzamento de tais eixos origina quatro zonas: (i)   zona da integra&ccedil;&atilde;o, na qual os indiv&iacute;duos possuem trabalho est&aacute;vel e forte   inser&ccedil;&atilde;o relacional; (ii) zona de vulnerabilidade, que associa trabalho   prec&aacute;rio a manuten&ccedil;&atilde;o dos apoios relacionais; (iii) zona da desfilia&ccedil;&atilde;o,   marcada pela aus&ecirc;ncia de participa&ccedil;&atilde;o em qualquer atividade produtiva e   isolamento relacional; e (iv) zona da assist&ecirc;ncia social, circunscrita aos   inaptos para o trabalho, inv&aacute;lidos de todo tipo, como idosos, doentes sem   recursos, crian&ccedil;as abandonadas, miser&aacute;veis, entre outros, com fr&aacute;gil inser&ccedil;&atilde;o   social e dependentes de mecanismos e programas de assist&ecirc;ncia social. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Frente &agrave; densidade do conceito de   exclus&atilde;o social, Martine Xiberras (1996, p. 18-19; 33) destaca que </font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">os exclu&iacute;dos n&atilde;o s&atilde;o rejeitados apenas     fisicamente (racismo), geograficamente (gueto) ou materialmente (pobreza). Eles     n&atilde;o s&atilde;o simplesmente exclu&iacute;dos das riquezas materiais, isto &eacute;, do mercado e da     sua troca &#91;...&#93; s&atilde;o exclu&iacute;dos tamb&eacute;m das riquezas espirituais: seus valores n&atilde;o     s&atilde;o reconhecidos e s&atilde;o ausentes ou banidos do universo simb&oacute;lico. Logo que     come&ccedil;am a aparecer, esses valores figuram decisivamente nas representa&ccedil;&otilde;es     coletivas, mas numa forma inversa: &#91;...&#93; atributos negativos que os classifica     na categoria do estigma &#91;...&#93;. A exclus&atilde;o pode ser vis&iacute;vel e materializada     atrav&eacute;s de comportamentos e atitudes de evita&ccedil;&atilde;o, desconfian&ccedil;a, rejei&ccedil;&atilde;o, &oacute;dio,     como tamb&eacute;m pode assumir formas dissimuladas de ruptura de v&iacute;nculo social.</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Xiberras   (1996) analisa o conceito de coes&atilde;o social em Durkheim, Simmel e Weber, e as   teorias do desvio (Becker) e estigma (Goffman) da Escola de Chicago, e formula   um conceito de exclus&atilde;o social como um processo multidimensional configurado   por rupturas dos v&iacute;nculos sociais e simb&oacute;licos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Serge Paugam (1997) destaca as transforma&ccedil;&otilde;es imputadas   pela condi&ccedil;&atilde;o de exclus&atilde;o na perspectiva da identidade social dos indiv&iacute;duos e   dos v&iacute;nculos familiares, por meio de um processo denominado "desqualifica&ccedil;&atilde;o   social". Na obra <i>La desqualification sociale: essai sur la nouvelle     pauvret&eacute;</i>, realizada a partir de uma enquete com 70 pessoas na cidade francesa de   Saint-Brieuc, localidade fortemente marcada pelo desemprego, o autor descreve o   processo de desqualifica&ccedil;&atilde;o social iniciado pela fragilidade conferida por uma   ruptura inicial, passando por quebras de novos la&ccedil;os sociais e encerrando-se na   percep&ccedil;&atilde;o de uma aus&ecirc;ncia de utilidade social e de sentidos atribu&iacute;dos &agrave; vida   pelo pr&oacute;prio indiv&iacute;duo.&nbsp; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse   processo de desqualifica&ccedil;&atilde;o social se desdobra no &acirc;mbito do sujeito face aos   servi&ccedil;os de assist&ecirc;ncia p&uacute;blica, permitindo distinguir tr&ecirc;s tipos segundo o   momento no qual se encontram (PAUGAM, IBIDEM): fragilizados (situados no ponto   de partida em virtude de desemprego, dificuldades de inser&ccedil;&atilde;o profissional,   perda de moradia etc., s&atilde;o sujeitos que mant&ecirc;m dist&acirc;ncia dos servi&ccedil;os),   assistidos (passaram do <i>status</i> de trabalhador e denotam   depend&ecirc;ncia dos servi&ccedil;os) e marginalizados (momento no qual rompem com os   v&iacute;nculos sociais). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">V&eacute;ras   (2003) destaca a import&acirc;ncia das an&aacute;lises de Paugam, ao sinalizar que as   pol&iacute;ticas sociais tanto podem integrar os assistidos como estigmatizar as   pessoas e pesar de forma negativa na constru&ccedil;&atilde;o de suas identidades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diversos   autores como Robert Castel, Serge Paugam, Martine Xiberras, entre outros - os   quais t&ecirc;m produzido estudos sobre exclus&atilde;o social com pontos convergentes nas   quest&otilde;es relativas &agrave; fragilidade e &agrave; ruptura do la&ccedil;o social - t&ecirc;m exercido   grande influ&ecirc;ncia na produ&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica internacional para al&eacute;m do cen&aacute;rio   franc&ecirc;s (LEAL, 2008). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O   mesmo ocorreu entre os autores brasileiros ap&oacute;s a d&eacute;cada de 1990 (ESCOREL,   1999; OLIVEIRA, 1997; OLIVEIRA, 2001; WANDERLEY, 2001). Estes discutem a   especificidade do fen&ocirc;meno da exclus&atilde;o como resultado da precariza&ccedil;&atilde;o das   rela&ccedil;&otilde;es de trabalho e das fragilidades do sistema de seguridade social no   Brasil, haja vista, nesse pa&iacute;s, a prote&ccedil;&atilde;o social nunca ter alcan&ccedil;ado a   configura&ccedil;&atilde;o de um <i>welfare     state </i>a exemplo dos   pa&iacute;ses europeus.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para Escorel (1999, p. 81), o processo de   exclus&atilde;o social envolve trajet&oacute;rias de vulnerabilidade, fragilidade ou   precariedade, e at&eacute; ruptura dos v&iacute;nculos, considerando cinco dimens&otilde;es da   exist&ecirc;ncia humana em sociedade: econ&ocirc;mico-ocupacional, sociofamiliar, pol&iacute;tica,   cultural e da vida. Assim, no fim do processo, quando se configura um estado de   exclus&atilde;o social, este</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">se caracteriza n&atilde;o s&oacute; pela extrema priva&ccedil;&atilde;o     material, mas, principalmente, porque esta mesma priva&ccedil;&atilde;o material     "desqualifica" seu portador, no sentido de que lhe retira a qualidade de cidad&atilde;o,     de brasileiro (nacional), de sujeito e de ser humano, de portador de desejos,     vontades e interesses leg&iacute;timos que o identificam e diferenciam. </font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para   a autora, a compreens&atilde;o da categoria <i>exclus&atilde;o social</i> como um estado e um processo possibilita </font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">perceber a heterogeneidade das hist&oacute;rias de     vida de pessoas que, no limite, na situa&ccedil;&atilde;o polar negativa, na condi&ccedil;&atilde;o de     exclu&iacute;do, s&atilde;o jogadas numa 'vala comum' que homogene&iacute;za sob um estigma, a     pluralidade e a diversidade humanas e de grupos sociais (ESCOREL, 2000, p.     141-142)</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No limite da condi&ccedil;&atilde;o de exclu&iacute;do, ao fim de um processo   de ruptura dos v&iacute;nculos nas diferentes dimens&otilde;es, a autora identifica uma gama   de situa&ccedil;&otilde;es de n&atilde;o pertencimento social, de n&atilde;o suprimento das necessidades   vitais e de limites &agrave; exist&ecirc;ncia humana, resultando em formas de sobreviv&ecirc;ncia   singulares e desumanizadoras, marcadas pela falta de suportes de vida est&aacute;veis,   materiais e simb&oacute;licos. Dessa forma, o cotidiano dos exclu&iacute;dos &eacute; cercado por um   misto de indiferen&ccedil;a e hostilidade. Assim, a exclus&atilde;o social &eacute; tanto um   processo quanto um estado marcado por m&uacute;ltiplas formas de vulnerabilidade em   diferentes dimens&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Partindo da conceitua&ccedil;&atilde;o de Escorel, a SEKN &#150; <i>Social Exclusion   Knowledge Network</i> (POPAY et al., 2008), uma das nove redes de   conhecimentos criadas pela Comiss&atilde;o de Determinantes Sociais da Sa&uacute;de (CDSS) da   Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS), elaborou um modelo conceitual de exclus&atilde;o   social, visando &agrave; formula&ccedil;&atilde;o de recomenda&ccedil;&otilde;es sobre as rela&ccedil;&otilde;es entre&nbsp; exclus&atilde;o   social e sa&uacute;de. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para   a SEKN (POPAY et al., 2008, p. 36), a</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">exclus&atilde;o     consiste em processos din&acirc;micos e multidimensionais orientados por rela&ccedil;&otilde;es de     poder desiguais. Tais processos operam conjuntamente e interativamente atrav&eacute;s     de quatro dimens&otilde;es (cultural, econ&ocirc;mica, pol&iacute;tica e social) e em diferentes     n&iacute;veis, incluindo o n&iacute;vel individual, grupal, familiar, comunit&aacute;rio, nacional e     regional global.</font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essas dimens&otilde;es relacionais s&atilde;o constructos   anal&iacute;ticos que, na realidade social, das rela&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, econ&ocirc;micas e   culturais, est&atilde;o interligados e se sobrep&otilde;em. Tais dimens&otilde;es s&atilde;o utilizadas   como instrumentos para auxiliar a compreens&atilde;o dos processos de exclus&atilde;o, para   iluminar percursos entre esses processos, a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o e as   desigualdades de sa&uacute;de e para prover um quadro de avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas e   a&ccedil;&otilde;es visando &agrave; interven&ccedil;&atilde;o nesses processos. As caracter&iacute;sticas-chave de cada   dimens&atilde;o s&atilde;o (POPAY et al., 2008, p.37): </font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">I. Dimens&atilde;o social:     constitu&iacute;da por rela&ccedil;&otilde;es proximais de apoio e solidariedade (amizade, fam&iacute;lia,     comunidade, movimentos sociais) que geram um sentimento de perten&ccedil;a no &acirc;mbito     dos sistemas sociais. Ao longo desta dimens&atilde;o, os suportes podem ser     enfraquecidos ou fortalecidos.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">II. Dimens&atilde;o     pol&iacute;tica: constitu&iacute;da por uma din&acirc;mica de poder nas rela&ccedil;&otilde;es as quais geram     padr&otilde;es desiguais tanto nos direitos formais incorporados na legisla&ccedil;&atilde;o,     constitui&ccedil;&otilde;es, pol&iacute;ticas e pr&aacute;ticas quanto nas condi&ccedil;&otilde;es em que os direitos s&atilde;o     exercidos - incluindo o acesso &agrave; &aacute;gua pot&aacute;vel, saneamento, habita&ccedil;&atilde;o,     transporte, alimenta&ccedil;&atilde;o e servi&ccedil;os tais como sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o etc. Ao longo     desta dimens&atilde;o, existe uma distribui&ccedil;&atilde;o desigual de oportunidades para     participar na vida p&uacute;blica, para expressar desejos e interesses, ou     relacionadas ao acesso aos servi&ccedil;os.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">III. Dimens&atilde;o     cultural: constitu&iacute;da pelas diversas formas em que valores, normas e modos de     vida s&atilde;o aceitos e respeitados. Em um extremo ao longo desta dimens&atilde;o, a     diversidade &eacute; aceita em toda a sua riqueza, e, no outro, h&aacute; situa&ccedil;&otilde;es extremas     de estigma e discrimina&ccedil;&atilde;o.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">IV. Dimens&atilde;o econ&ocirc;mica: constitu&iacute;da pelo     acesso e distribui&ccedil;&atilde;o material dos recursos necess&aacute;rios para sustentar a vida     (renda, emprego, moradia, terra, condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, meios de subsist&ecirc;ncia     etc.).</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As   desigualdades em sa&uacute;de podem ser analisadas a partir de um <i>continuum</i> de processos de inclus&atilde;o/exclus&atilde;o   (POPAY et al., 2008, p. 37). Tal <i>continuum</i> &eacute; caracterizado por uma gama de   situa&ccedil;&otilde;es injustas no que se refere &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o de recursos e a   oportunidades para o desenvolvimento de capacidades e direitos. O enfrentamento   das quest&otilde;es torna-se imprescind&iacute;vel para a compreens&atilde;o e a supera&ccedil;&atilde;o de um   patamar de atendimento &agrave;s necessidades b&aacute;sicas dos cidad&atilde;os. Dessa forma, visa   impulsionar a participa&ccedil;&atilde;o e a coes&atilde;o social, valorizar a diversidade, garantir   a paz e os direitos humanos e manter ambientes sustent&aacute;veis. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O termo <i>exclus&atilde;o social</i> &eacute; ainda objeto de cr&iacute;tica de diversos autores, que   destacam: </font></p> <ul>       <li><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Banaliza&ccedil;&atilde;o     do termo pelo uso abusivo, de modo a expressar mais conte&uacute;dos ideol&oacute;gicos do     que explicativos (PAUGAM, 1997; ZIONI, 2006);</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Fomento     do esvaziamento da dimens&atilde;o pol&iacute;tica da a&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica voltada &agrave; supera&ccedil;&atilde;o da     pobreza e desigualdades (DEMO, 2002; 2003);</font></li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Imprecis&otilde;es     como categoria anal&iacute;tica, vista a inclus&atilde;o de grupos extremamente     diversificados numa mesma categoria (trabalhadores, desempregados, doentes,     etc.) (ZALUAR, 1997; MARTINS, 2003);</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Fetichiza&ccedil;&atilde;o     da ideia de exclus&atilde;o e reducionismo interpretativo, de modo a mascarar as rela&ccedil;&otilde;es     contradit&oacute;rias entre o sistema produtivo capitalista e a sociedade, entre     determinantes econ&ocirc;micos e os problemas sociais (MARTINS, 1997; DEMO, 2003); </font></li>       <li><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma categoria de equa&ccedil;&atilde;o bin&aacute;ria (inclu&iacute;do/exclu&iacute;do)     filiada aos estudos da antropologia estrutural de l&oacute;gica classificat&oacute;ria,     portanto inadequada para compreender todos os tipos de comunidades e processos     sociais (ZALUAR, 1997);&nbsp; </font></li>       <li><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma     categoria fr&aacute;gil para apreens&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es de pertencimento e identidades     comuns partilhadas entre os exclu&iacute;dos, acentuando ainda, a perda de <i>status</i> de um grupo social espec&iacute;fico, a     anula&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica da classe trabalhadora e, por conseguinte, o enfraquecimento     do seu poder de transforma&ccedil;&atilde;o enquanto grupo (MARTINS, 2008);</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Termo     utilizado em decorr&ecirc;ncia da falta de uma teoria de classe social adequada para     expressar as fraturas sociais produzidas pelo capitalismo na atualidade     (MARTINS, 2008); </font></li>       <li><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma categoria conservadora, que toma     como refer&ecirc;ncia os integrados na sociedade do consumo, fragilizando a an&aacute;lise     sobre os modos degradados de inser&ccedil;&atilde;o social, inclus&atilde;o marginal, prec&aacute;ria e     perversa (MARTINS, 2008). </font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um   dos maiores cr&iacute;ticos da "exclus&atilde;o social", Jos&eacute; de Souza Martins (2008, p. 17),   afirma que a utiliza&ccedil;&atilde;o desse termo, para classificar as desigualdades sociais,   evidencia um dos aspectos da crise da sociedade de classes. "Revela-nos que a   classe oper&aacute;ria j&aacute; n&atilde;o est&aacute; no centro das explica&ccedil;&otilde;es e dos combates sociais   dos que atuam politicamente atrav&eacute;s dos chamados movimentos populares".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essa   perspectiva adere &agrave; tese de que a perda relativa da centralidade da categoria <i>trabalho</i> (OFFE, 1994) impulsiona o   deslocamento das conceitua&ccedil;&otilde;es sobre pobreza urbana para outras dimens&otilde;es da   vida, como demonstram os trabalhos de Castel (1991; 2008), Escorel (1999) e   Popay et al. (2008). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse sentido, o abandono da tese da massa marginal, como   uma matriz explicativa da pobreza, deve-se ao seu limite para caracterizar as   express&otilde;es da quest&atilde;o social na atualidade que conjuga a amplia&ccedil;&atilde;o da   desigualdade social, para al&eacute;m dos efeitos perversos do capitalismo na esfera   do trabalho, com a exposi&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos &agrave;s vulnerabilidades sociais   resultantes de diversas desprote&ccedil;&otilde;es sociais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Passados   40 anos de elabora&ccedil;&atilde;o da Teoria da Marginalidade, verifica-se que a tem&aacute;tica da   pobreza retoma sua relev&acirc;ncia tanto no debate acad&ecirc;mico quanto no &acirc;mbito da   formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas na Am&eacute;rica Latina. No entanto, o tratamento da   quest&atilde;o social como pobreza parece ser insuficiente para abranger os diferentes   processos desencadeados pela priva&ccedil;&atilde;o material e simb&oacute;lica, melhor   compreendidos pela categoria <i>exclus&atilde;o</i>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Destacam-se, no entanto, a import&acirc;ncia e a atualidade do   termo <i>marginalidade</i> para designar a dimens&atilde;o espacial da pobreza e a   estigmatiza&ccedil;&atilde;o do pobre, embora em uma perspectiva te&oacute;rica distanciada da tese   de massa marginal latino-americana (WACQUANT, 1999; 2008; PE&Ntilde;A, 2005; WATT,   2003; LEE, WONG, LAW, 2007).&nbsp; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Exclus&atilde;o   social</i> tem sido a   categoria utilizada para compreender as express&otilde;es contempor&acirc;neas da quest&atilde;o   social na atualidade, em uma perspectiva te&oacute;rica mais ampla do que a enunciada   inicialmente no debate franc&ecirc;s, tanto por expressar as fraturas sociais   advindas das mudan&ccedil;as no processo de acumula&ccedil;&atilde;o capitalista, como por apontar   os processos que impossibilitam o indiv&iacute;duo de "realizar plenamente a condi&ccedil;&atilde;o   humana &#91;...&#93;, ser cidad&atilde;o, ser/estar   inclu&iacute;do numa comunidade, pertencer a uma Na&ccedil;&atilde;o, ser protegido pela lei e pelo   governo, ser membro de uma sociedade" (ESCOREL, 1993, p. 50). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar   das cr&iacute;ticas endere&ccedil;adas &agrave; categoria <i>exclus&atilde;o social</i>,   esta tem se mostrado importante na an&aacute;lise das express&otilde;es contempor&acirc;neas da   quest&atilde;o social a partir do reconhecimento de novos problemas que afligem a   sociedade, ao adotar uma perspectiva multidimensional e relacional conforme   destacado por Popay et al.<i> (</i>2008), e, dessa   forma, n&atilde;o limitar o exame do processo a um campo disciplinar ou corrente de   pensamento, dada a complexidade de temas e atores que abrange. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A banaliza&ccedil;&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o do termo <i>exclus&atilde;o social</i> e os   poss&iacute;veis limites explicativos da categoria sobre as express&otilde;es da quest&atilde;o   social na atualidade indicam a necessidade de desenvolvimento dessa perspectiva   te&oacute;rica, de modo a problematizar os processos de fragiliza&ccedil;&atilde;o e rupturas dos v&iacute;nculos   sociais, al&eacute;m de impulsionar sobre estes a a&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. Por outro lado, a   utiliza&ccedil;&atilde;o corrente do termo aponta para um consenso: "a constata&ccedil;&atilde;o da   exist&ecirc;ncia emp&iacute;rica do fen&ocirc;meno e sua relev&acirc;ncia em termos quantitativos e   qualitativos" (ZIONI, 2006, p. 27).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De fato, os processos de exclus&atilde;o partem,   majoritariamente, da exposi&ccedil;&atilde;o dos sujeitos e grupos &agrave;s vulnerabilidades   econ&ocirc;micas e &agrave;s precariedades da prote&ccedil;&atilde;o social, express&otilde;es sociopol&iacute;ticas do   processo produtivo capitalista contempor&acirc;neo e seus efeitos na sociedade. No   entanto, "o combate &agrave; exclus&atilde;o n&atilde;o se reduz &agrave; dimens&atilde;o econ&ocirc;mica, que, apesar   de ser a dimens&atilde;o fundamental, n&atilde;o existe isolada do contexto sociocultural que   a legitima e a reproduz" (FLEURY, 2007, p. 1422-1423). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m de revelar a magnitude de determinantes econ&ocirc;micos, a   categoria <i>exclus&atilde;o social</i> amplia as possibilidades anal&iacute;ticas ao incorporar outras   dimens&otilde;es, como a desigualdade no usufruto de direitos sociais, a troca de   valores simb&oacute;licos e culturais, a subjetividade, o status social, o papel das   redes de apoio social e de diversos atores, etc. Essa vis&atilde;o possibilita a   reconstru&ccedil;&atilde;o do debate de maneira reflexiva &agrave; complexidade dos problemas   sociais para al&eacute;m do <i>status </i>do inclu&iacute;do <i>versus</i> o exclu&iacute;do.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tomando a exclus&atilde;o social como fen&ocirc;meno a ser enfrentado   por pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, distintos atores, esferas de governo, organismos   internacionais e setores p&uacute;blicos e privados, Popay et al. (2008) enumeram as   vantagens de an&aacute;lises baseadas na exclus&atilde;o social: reconhecer a rela&ccedil;&atilde;o subjacente   entre inclus&atilde;o social e direitos humanos, possibilitando o desenvolvimento de   medidas para a promo&ccedil;&atilde;o e a prote&ccedil;&atilde;o dos direitos, de modo a reverter os   processos de exclus&atilde;o e promover a coes&atilde;o social; partir da   diversidade/complexidade de processos de exclus&atilde;o para priorizar os alvos de   interven&ccedil;&atilde;o, bem como propiciar um debate p&uacute;blico a fim de orientar a forma&ccedil;&atilde;o   de pol&iacute;ticas e o desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es, e n&atilde;o apenas a melhoria das   condi&ccedil;&otilde;es experimentadas por grupos rotulados como "exclu&iacute;dos sociais"   <aq id="tx2">   </a><a href="#nt2"><sup>2</sup></a>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Agradecemos ao Prof. Luiz Ant&ocirc;nio de   Castro Santos &#150; IMS/UERJ, por suas valiosas contribui&ccedil;&otilde;es na an&aacute;lise da tese de   massa marginal desenvolvida na parte inicial do artigo.&nbsp;&nbsp; </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">AULETTA,   K. The Underclass, 1982 In: MARKS, C. The urban underclass. <i>Annual Reviews of Sociology</i>, v.17, p.445-466, 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0103-7331201200010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BERLINK,   M.T. <i>Marginalidade     social e rela&ccedil;&otilde;es de classes em S&atilde;o Paulo</i>. Petr&oacute;polis: Vozes, 1975.152p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0103-7331201200010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CASTEL,   R. <i>As metamorfoses da     quest&atilde;o social: </i>uma   cr&ocirc;nica do sal&aacute;rio. 7ª ed. Petr&oacute;polis: Vozes, 2008. 611p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0103-7331201200010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">______.   De l&acute;indigence &agrave; l&acute;exclusion, la d&eacute;saffiliation. In&nbsp;: DONZELOT, J. (dir.). <i>Face &agrave;     l&acute;exclusion</i>.   Paris, Ed. Esprit,   1991.p.137-168.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0103-7331201200010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DEMO,   P. <i>Charme da exclus&atilde;o</i>. 2ed. Campinas: Autores associados,   2002. 125p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0103-7331201200010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">______. <i>Pobreza da pobreza</i>. Petr&oacute;polis: Vozes, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0103-7331201200010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DONZELOT,   J. Le social du troisi&egrave;me type. In: DONZELOT, J. (dir.). <i>Face &agrave; l'exclusion.</i> Paris: &Eacute;ditions Esprit, 1991.   p.15-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0103-7331201200010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ESCOREL,   S. Exclus&atilde;o social: fen&ocirc;meno totalit&aacute;rio na democracia brasileira. <i>Rev. Sa&uacute;de &amp; Sociedade. </i>S&atilde;o Paulo, v.2, n.1, p. 41-57, 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0103-7331201200010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">______. <i>Vidas ao l&eacute;u: </i>trajet&oacute;rias de exclus&atilde;o social. Rio   de Janeiro: Fiocruz, 1999. 275p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0103-7331201200010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">______.   Vivendo de teimosos: moradores de rua da cidade do Rio de Janeiro. In:   BURSZTYN, M. (org.) <i>No     meio da rua: </i>n&ocirc;mades,   exclu&iacute;dos e viradores. Rio de Janeiro: Garamond, 2000, p. 139-171.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0103-7331201200010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FLEURY,   S. Pobreza, desigualdades ou exclus&atilde;o? <i>Ci&ecirc;nc.     sa&uacute;de coletiva</i>. Rio   de Janeiro, v.12, n.6, 2007, p. 1422-1425.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0103-7331201200010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">GREENE,   R. Poverty concentration measures and the urban underclass. <i>Economic Gergraphy</i>, v.67, n.3, p.240-253, 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0103-7331201200010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">HARVEY,   D. <i>Condi&ccedil;&atilde;o     p&oacute;s-moderna</i>: uma   pesquisa sobre as origens da mudan&ccedil;a cultural. 18ed. S&atilde;o Paulo: Loyola, 2009.   349p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0103-7331201200010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">HOBSBAWM,   E.J. <i>Era dos extremos. O breve s&eacute;culo XX &#150; 1914-1991</i>. Rio de Janeiro: Cia. das Letras,   1995. 632p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0103-7331201200010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">IAMAMOTO,   M.V. A quest&atilde;o social no capitalismo. <i>Temporalis</i>, n. 3, p. 9-32, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0103-7331201200010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">IVO,   A.B.L. <i>Viver por um     fio</i>: pobreza e   pol&iacute;tica social. S&atilde;o Paulo: Annablume, 2008. 258p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0103-7331201200010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">KAY,   C. Rural poverty and development strategies in Latin America. <i>Journal of Agrarian Change</i>, v.6, n.4, p. 455-508, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0103-7331201200010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">KOWARICK,   L. <i>Capitalismo e     marginalidade urbana na Am&eacute;rica Latina</i> 4ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra,1985. 188p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0103-7331201200010000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">______.   Sobre a vulnerabilidade socioecon&ocirc;mica e civil: Estados Unidos, Fran&ccedil;a e   Brasil. <i>Rev. bras. Ci.     Soc</i>. S&atilde;o Paulo,   v.18, n.51, p.61-85. 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0103-7331201200010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LEAL,   G.F. <i>Exclus&atilde;o social e     rupturas dos la&ccedil;os sociais</i>:   an&aacute;lise cr&iacute;tica do debate contempor&acirc;neo. Tese &#91;Doutorado em Sociologia&#93; &#150;   Instituto de Filosofia e Ci&ecirc;ncias Humanas, Universidade Estadual de Campinas,   Campinas, S&atilde;o Paulo, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0103-7331201200010000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LEE,   K-M.; WONG, H.; LAW, K-Y. Social polarization and poverty in the global city:   the case of Hong Kong. <i>China     Report</i>, v.43, n.1,   p.1-30, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0103-7331201200010000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LEWIS,   O. <i>Antropolog&iacute;a de la     pobreza</i>: cinco   familias. M&eacute;xico: Fondo de Cultura Econ&oacute;mica, 2006. 302p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0103-7331201200010000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MAIOLINO,   A.L., MANCEBO, D. An&aacute;lise hist&oacute;rica da desigualdade: marginalidade, segrega&ccedil;&atilde;o   e exclus&atilde;o. <i>Psicologia   &amp; Sociedade</i>,      v.17, n.2, p.14-20, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0103-7331201200010000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MARKS,   C. The urban underclass. <i>Annual     Reviews of Sociology</i>,   v.17, p.445-466, 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0103-7331201200010000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MARTINS,   J.S. <i>A sociedade vista     do abismo: </i>novos   estudos sobre exclus&atilde;o, pobreza e classes sociais. 3ed. Petr&oacute;polis: Vozes,   2008. 228p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0103-7331201200010000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MARTINS,   J.S. <i>Exclus&atilde;o social e     a nova desigualdade</i>.   S&atilde;o Paulo: Paulus, 1997.140p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0103-7331201200010000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">NETTO,   J.P. Cinco notas a prop&oacute;sito da "quest&atilde;o social". <i>Temporalis</i>, n.3, p.41-49, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0103-7331201200010000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">NUN,   J. Marginalidad y ostras cuestiones. <i>Revista     Latinoamericana de Ciencias Sociales, </i>n.4,   p.366-398, 1972.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0103-7331201200010000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">NUN,   J. Superoblaci&oacute;n relativa, ejercito industrial de reserva y masa marginal. <i>Revista Latinoamericana de Sociolog&iacute;a</i>, Santiago, v. 5, n. 2, p.180-225,   1969.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0103-7331201200010000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">NUN,   J. The end of work and the "Marginal Mass" Thesis. <i>Latin American Perspectives</i>, v.27, n.1, p.6-32, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0103-7331201200010000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">OFFE,   C. Capitalismo <i>Desorganizado</i>: transforma&ccedil;&otilde;es contempor&acirc;neas do   trabalho e da pol&iacute;tica. S&atilde;o Paulo: Brasiliense, 1994. 322p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0103-7331201200010000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">OLIVEIRA,   L. Os exclu&iacute;dos "existem"? Notas sobre a elabora&ccedil;&atilde;o de um novo conceito. <i>Revista Brasileira de Ci&ecirc;ncias Sociais</i>, S&atilde;o Paulo, n.33, v.12, p.49-51,   1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0103-7331201200010000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">OLIVEIRA.   M.C. (org). <i>Demografia     da Exclus&atilde;o Social</i>.   Campinas: Unicamp, 2001. 190p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0103-7331201200010000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">PAUGAM,   S. <i>La desqualification     sociale: essai sur la nouvelle pauvret&eacute;</i>. 4ª &Eacute;d. Paris, Presses Universitaires de France, 1997.   256p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0103-7331201200010000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">PE&Ntilde;A,   S. Recent developments in urban marginality along Mexico's northern border <i>Habitat International</i>, <a href="http://www.sciencedirect.com/science?_ob=PublicationURL&amp;_tockey=%23TOC%235899%232005%23999709997%23530725%23FLA%23&amp;_cdi=5899&amp;_pubType=J&amp;view=c&amp;_auth=y&amp;_acct=C000036919&amp;_version=1&amp;_urlVersion=0&amp;_userid=685730&amp;md5=a98248fe69d2acf7952431ca424083ad">v.29, n.2</a>, p.285-301, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0103-7331201200010000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">POPAY, J., ESCOREL, S., HERN&Aacute;NDEZ, M., JOHNSTON, H.,   MATHIESON, J., RISPEL, L. <em><i>Understanding     and Tackling Social Exclusion</i></em><i>.</i> Final Report   to the WHO Commission on Social Determinants of Health from the Social   Exclusion Knowledge Network, 2008. 207p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0103-7331201200010000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">QUIJANO,   A. Notas sobre o conceito de marginalidade. In: PEREIRA, L. (Org.). <i>Popula&ccedil;&otilde;es marginais</i>. S&atilde;o Paulo: Duas Cidades,   1978.p.11-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0103-7331201200010000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">QUIJANO, A. Redefinici&oacute;n de la dependencia y proceso de   marginalizaci&oacute;n social. In: WEFFORT, F., y QUIJANO, A. <i>Populismo,     marginalizaci&oacute;n y dependencia. Ensayos de interpretaci&oacute;n sociol&oacute;gica</i>, San Jos&eacute;,   Costa Rica, Universidad Centroamericana, 1973, pp. 180-213.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S0103-7331201200010000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ROSANVALLON,   P. A nova quest&atilde;o social: repensando o estado provid&ecirc;ncia. Bras&iacute;lia, DF:   Instituto Teot&ocirc;nio Vilela, 1998. 170p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S0103-7331201200010000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">UG&Aacute;,   V. D. A categoria "pobreza" nas formula&ccedil;&otilde;es de pol&iacute;tica social do Banco   Mundial. <i>Revista de     Sociologia e Pol&iacute;tica</i>,   v.23, p.55-62, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S0103-7331201200010000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">UG&Aacute;,   V&iacute;vian, D. <i>A quest&atilde;o     social como "pobreza": cr&iacute;tica &agrave; conceitua&ccedil;&atilde;o neoliberal</i>. Tese &#91;Doutorado em Ci&ecirc;ncia   Pol&iacute;tica&#93; - Instituto Universit&aacute;rio de Pesquisa do Rio de Janeiro, Rio de   Janeiro, Rio de Janeiro, 2008. 232p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S0103-7331201200010000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">V&Eacute;RAS,   MPB. Pref&aacute;cio &agrave; edi&ccedil;&atilde;o brasileira. IN: PAUGAM, S. Desqualifica&ccedil;&atilde;o social:   ensaio sobre a nova pobreza. S&atilde;o Paulo: Educ/Cortez, 2003. p.13-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S0103-7331201200010000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">WACQUANT, L. L'underclass urbaine dans l'imaginaire   social et scientifique am&eacute;ricain. IN: PAUGAM, S. (orgs) <i>L'exclusion:     l'etat des savoirs</i>. Paris: La D&eacute;courverte, 1996. p.248-262.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S0103-7331201200010000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">WACQUANT,   L. The Militarization of Urban Marginality: Lessons from the Brazilian   Metropolis. <i>International     Political Sociology</i>,   v.2, p.56-74, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S0103-7331201200010000600044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">WACQUANT,   L. Urban Marginality in the Coming Millennium. <i>Urban Studies</i>, v. 36, n. 10, p.1639-1647, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S0103-7331201200010000600045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">WANDERLEY, M. B. Refletindo sobre a no&ccedil;&atilde;o de   exclus&atilde;o. In: SAWAIA, op. cit, 2004. p.16-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000208&pid=S0103-7331201200010000600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">WATT,   P. Urban Marginality and Labour Market Restructuring: Local Authority Tenants   and Employment in an Inner London Borough. <i>Urban Studies</i> , v. 40, p. 1769-1789, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000210&pid=S0103-7331201200010000600047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">XIBERRAS,   M. <i>As teorias da     exclus&atilde;o: para uma constru&ccedil;&atilde;o do imagin&aacute;rio do desvio</i>. Lisboa:Instituto Piaget, Portugal,   1996. 251p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000212&pid=S0103-7331201200010000600048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ZALUAR,   A. Exclus&atilde;o e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas: dilemas te&oacute;ricos e alternativas pol&iacute;ticas. <i>Rev. bras. Ci. Soc</i><b>.</b>,&nbsp;v.12,&nbsp;   n.35, p.29-47, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000214&pid=S0103-7331201200010000600049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ZALUAR,   A. M. <i>A m&aacute;quina e a     revolta</i>. S&atilde;o Paulo   : Brasiliense; 1985. 265p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000216&pid=S0103-7331201200010000600050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ZALUAR,   A. M. <i>Integra&ccedil;&atilde;o     perversa: pobreza e tr&aacute;fico de drogas</i>.   Rio de Janeiro: Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas, 2004. 438p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000218&pid=S0103-7331201200010000600051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ZIONI, F. Exclus&atilde;o social: no&ccedil;&atilde;o ou conceito? <i>Rev. Sa&uacute;de &amp; Sociedade</i>, v.15, n.3,   p.15-29, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000220&pid=S0103-7331201200010000600052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Notas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a id="nt1"></a><a href="#tx1">1</a> "Embora nem sempre reconhecido,   o   debate   latino-americano sobre a marginalidade   prenunciava   as   preocupa&ccedil;&otilde;es atuais com a exclus&atilde;o   social"   (tradu&ccedil;&atilde;o livre).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a id="nt2"></a><a href="#tx2">2</a> As autoras participaram igualmente em todas as etapas da elabora&ccedil;&atilde;o do artigo. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em: 12/01/2011    <br> Aprovado em: 11/09/2011</font></p>      ]]></body><back>
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