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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Novas regras e velhos desafios na regulação da propaganda de medicamentos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aimed to analyze the process of regulation of drug advertising by ANVISA (National Health Surveillance Agency) in 2008 and to identify its results on the regulatory model in this area. We analyzed the changes in 2008 with the publication of RDC No. 96/2008, based on three data sources. The first was a comparative analysis with the previous rules, the RDC No. 102/2000. Then, the changes were related to two technical papers in different scopes: the Ethical Criteria for Drug Promotion of the World Health Organization, with global reach; and the Contribution to the Debate and Proposals for Public Consultation 84/2005, nationwide , issued by ANVISA, on drug advertising in Brazil. The analysis of 11 content changes in the legal order established by RDC No. 96/2008 points to a closer relationship with the Ethical Criteria for Promotion of Medicines of the World Health Organization, but a clear separation of proposals for changing the regulatory model currently established. It was concluded that the adoption of measures amending the regulatory model in this field, the regulation of drug advertising, requires more substantial changes in the management model and the regulatory action of ANVISA, especially regarding the role of social regulation.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[propaganda de medicamentos]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>TEMAS LIVRE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Novas regras e velhos desafios na</font> <font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">regula&ccedil;&atilde;o da propaganda de medicamentos</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">New rules and old challenges in the regulation of   drug advertising</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Regina   C&eacute;lia Borges Lucena </font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mestre em Sa&uacute;de P&uacute;blica pela   Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz (2000); doutoranda em Pol&iacute;tica Social da Universidade de   Bras&iacute;lia. Especialista em Regula&ccedil;&atilde;o e Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria da Ag&ecirc;ncia Nacional   de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria. Endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico: <a href="mailto:reginalucena@unb.br">reginalucena@unb.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Este   estudo teve como objetivo analisar o processo de regulamenta&ccedil;&atilde;o da propaganda   de medicamentos pela Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (Anvisa) ocorrido   em 2008 e identificar os seus resultados quanto ao modelo regulador nessa &aacute;rea   de atua&ccedil;&atilde;o. Foram analisadas as mudan&ccedil;as ocorridas em 2008, com a publica&ccedil;&atilde;o da   RDC nº 96/2008, a partir de tr&ecirc;s fontes de dados. A primeira foi a an&aacute;lise   comparativa com a normativa anterior, a RDC nº 102/2000. Em seguida, as   mudan&ccedil;as foram relacionadas a dois documentos t&eacute;cnicos, de escopos diferentes:   os Crit&eacute;rios &Eacute;ticos para a Promo&ccedil;&atilde;o de Medicamentos da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de   Sa&uacute;de, de alcance mundial; e a Contribui&ccedil;&atilde;o ao Debate e Proposi&ccedil;&otilde;es &agrave; Consulta   P&uacute;blica 84/2005, de &acirc;mbito nacional, da Anvisa, relativa &agrave; propaganda de   medicamentos no Brasil. A an&aacute;lise de onze mudan&ccedil;as de conte&uacute;do na ordena&ccedil;&atilde;o   legal estabelecida pela RDC nº 96/2008 aponta para uma maior proximidade com os   Crit&eacute;rios &Eacute;ticos para a Promo&ccedil;&atilde;o de Medicamentos da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de   Sa&uacute;de, mas um claro distanciamento de proposi&ccedil;&otilde;es para a altera&ccedil;&atilde;o do modelo   regulador atualmente estabelecido. Concluiu-se que a ado&ccedil;&atilde;o de medidas que   alterem o modelo regulador nesse campo de atua&ccedil;&atilde;o, o da regula&ccedil;&atilde;o da propaganda   de medicamentos, requer mudan&ccedil;as mais substanciais no modelo de gest&atilde;o e da   a&ccedil;&atilde;o regulat&oacute;ria da Anvisa, especialmente quanto ao seu papel de regula&ccedil;&atilde;o   social.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Palavras-chave:</b> propaganda de medicamentos; vigil&acirc;ncia sanit&aacute;ria; regula&ccedil;&atilde;o.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">This study aimed to analyze the process of   regulation of drug advertising by ANVISA (National Health Surveillance Agency)   in 2008 and to identify its results on the regulatory model in this area. We   analyzed the changes in 2008 with the publication of RDC No. 96/2008, based on   three data sources. The first was a comparative analysis with the previous   rules, the RDC No. 102/2000. Then, the changes were related to two technical   papers in different scopes: the Ethical Criteria for Drug Promotion of the   World Health Organization, with global reach; and the Contribution to the   Debate and Proposals for Public Consultation 84/2005, nationwide , issued by   ANVISA, on drug advertising in Brazil. The analysis of 11 content changes in   the legal order established by RDC No. 96/2008 points to a closer relationship   with the Ethical Criteria for Promotion of Medicines of the World Health   Organization, but a clear separation of proposals for changing the regulatory   model currently established. It was concluded that the adoption of measures   amending the regulatory model in this field, the regulation of drug   advertising, requires more substantial changes in the management model and the   regulatory action of ANVISA, especially regarding the role of social   regulation.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Key words:</b> drug   advertizing; health surveillance; regulation.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A   complexifica&ccedil;&atilde;o do cuidado &agrave; sa&uacute;de no per&iacute;odo posterior &agrave; 2ª Guerra Mundial   representou uma importante press&atilde;o sobre o aumento de custos dos sistemas de   sa&uacute;de em escala mundial. Desde ent&atilde;o, diferentes fatores t&ecirc;m impactado ainda   mais sobre esses custos, como a emerg&ecirc;ncia de novas tecnologias, o   envelhecimento populacional e aumento das expectativas da popula&ccedil;&atilde;o sobre os   servi&ccedil;os de sa&uacute;de (DANIELS; SABIN, 2002). Ao lado disso, a   mercantiliza&ccedil;&atilde;o do cuidado &agrave; sa&uacute;de levou &agrave; redefini&ccedil;&atilde;o do papel dos indiv&iacute;duos,   quanto aos bens e servi&ccedil;os de sa&uacute;de, de usu&aacute;rios para consumidores.   Considera-se que essa mudan&ccedil;a tem um impacto t&atilde;o ou mais expressivo para o   crescimento dos custos em sa&uacute;de quanto os determinantes usualmente   reconhecidos, como o envelhecimento (SYRETT, 2007).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; nesse   contexto que os medicamentos assumiram, na l&oacute;gica capitalista de produ&ccedil;&atilde;o, o   papel de mercadoria, que, para al&eacute;m do uso terap&ecirc;utico, cumpre a fun&ccedil;&atilde;o de   satisfazer expectativas de m&eacute;dicos e usu&aacute;rios (BARROS, 1983). A   medicaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; definida como "a expans&atilde;o progressiva do campo de interven&ccedil;&atilde;o   da biomedicina por meio da redefini&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias e comportamentos humanos   como se fossem problemas m&eacute;dicos" (TESSER, 2006, p. 62). O conceito de   medicaliza&ccedil;&atilde;o se popularizou na d&eacute;cada de 70, em refer&ecirc;ncia &agrave; apropria&ccedil;&atilde;o, pela   medicina, de todas as etapas da vida humana, mesmo aquelas em que n&atilde;o h&aacute;   morbidade, como o parto e nascimento (CUNHA, 2008; SEIBERT et al.,   2002).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O fen&ocirc;meno da medicaliza&ccedil;&atilde;o, enquanto   interven&ccedil;&atilde;o na vida humana, estende-se aos medicamentos, potencializando o seu   uso indiscriminado. Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, o uso racional &#150; e   relacionado &agrave; necessidade &#150; de medicamentos envolve requisitos como orienta&ccedil;&atilde;o   e responsabilidade, qualidade dos medicamentos e condi&ccedil;&otilde;es para a sua adequa&ccedil;&atilde;o   &agrave;s necessidades dos usu&aacute;rios, tais como condi&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas, dose e per&iacute;odo   apropriados, al&eacute;m de custo acess&iacute;vel (CUNHA, 2008). Portanto, est&aacute; vinculado a   quest&otilde;es de seguran&ccedil;a e &agrave; ocorr&ecirc;ncia de efeitos adversos, que correspondem a   respostas prejudiciais a doses normalmente utilizadas, al&eacute;m de outros agravos &agrave;   sa&uacute;de relacionados ao uso irracional de medicamentos, como as intoxica&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O perfil epidemiol&oacute;gico dos efeitos adversos a   medicamentos ainda &eacute; pouco estudado no debate brasileiro em sa&uacute;de p&uacute;blica (PFAFFENBACH   et al., 2002). Ainda assim, diversos estudos, em diferentes per&iacute;odos, confirmam   o impacto dos medicamentos na sa&uacute;de humana, relacionando-o com seu uso   indiscriminado (AQUINO, 2008; MENDON&Ccedil;A; MARINHO, 2005; NASCIMENTO, 2003;   ROZENFELD, 2007). A magnitude do problema das intoxica&ccedil;&otilde;es &eacute; sinalizada, ainda,   pelo n&uacute;mero de casos de intoxica&ccedil;&otilde;es humanas por medicamentos, segundo   registros no Sistema Nacional de Informa&ccedil;&otilde;es Toxico-Farmacol&oacute;gicas (Sinitox),   da Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz/Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Os dados do sistema em 2007   mostram que os medicamentos continuam representando parcela significativa das   intoxica&ccedil;&otilde;es humanas, com 21.375 casos registrados naquele ano, que correspondem   a mais de 30% do total de registros. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m dos agravos &agrave; sa&uacute;de, a crescente demanda   judicial por medicamentos ap&oacute;s a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988 revela outro   impacto decorrente do aumento do consumo de medicamentos sobre o sistema de   sa&uacute;de brasileiro. Por um lado, a garantia judicial do fornecimento de   medicamentos reflete a legitimidade do Poder Judici&aacute;rio na tutela do direito &agrave;   sa&uacute;de (SILVA, 2006). Por outro, a judicializa&ccedil;&atilde;o traz riscos &agrave;   pol&iacute;tica de sa&uacute;de, inerentes &agrave; individualiza&ccedil;&atilde;o de direitos coletivos, como a   possibilidade de distanciamento de crit&eacute;rios t&eacute;cnicos, o que implica no   fornecimento, por via judicial, de medicamentos sem efic&aacute;cia ou seguran&ccedil;a   comprovadas (BARROSO, 2007; BORGES, 2005).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A propaganda exerce um papel importante quanto   ao uso de medicamentos, por influenciar diretamente prescritores e usu&aacute;rios.   Com rela&ccedil;&atilde;o ao primeiro grupo, dois problemas interferem na atividade de   prescri&ccedil;&atilde;o. O primeiro &eacute; a hegemonia da ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica como fonte de   informa&ccedil;&atilde;o sobre medicamentos, com investimentos vultosos em propagandas   direcionadas aos m&eacute;dicos. Essa influ&ecirc;ncia, embora quase nunca reconhecida pelos   m&eacute;dicos, interfere na prescri&ccedil;&atilde;o, que passa a ser guiada por outras   finalidades, que n&atilde;o a terap&ecirc;utica (BARROS; JOANY, 2002; BRASIL, 2005). O   segundo problema &eacute; o crescente financiamento de atividades acad&ecirc;micas pela   ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica, o que introduz um conflito de interesses nos resultados   das investiga&ccedil;&otilde;es e, portanto, na elabora&ccedil;&atilde;o de guias terap&ecirc;uticos (BRASIL,   2005). Assim, a demanda por medicamentos de alto custo sem efic&aacute;cia comprovada,   presente nos mandados judiciais, pode estar submetida a uma prescri&ccedil;&atilde;o   conduzida, ora expl&iacute;cita, ora implicitamente, pela propaganda.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A propaganda   de medicamentos est&aacute; prevista como um dos campos de aplica&ccedil;&atilde;o dos Crit&eacute;rios   &Eacute;ticos para a Promo&ccedil;&atilde;o de Medicamentos, documento formulado em 1988 pela   Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, com o objetivo de melhorar a aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de no   que tange ao uso racional de medicamentos (ORGANIZA&Ccedil;&Atilde;O MUNDIAL DA SA&Uacute;DE, 1988).   No Brasil, a propaganda de medicamentos est&aacute; regulamentada, especificamente,   com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vigil&acirc;ncia sanit&aacute;ria, no Decreto nº 79.094/1977, que submete os   medicamentos e outros produtos de interesse para sa&uacute;de a um sistema de   vigil&acirc;ncia sanit&aacute;ria. A Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (Anvisa)   publicou, ao longo dos dez anos desde a sua cria&ccedil;&atilde;o, dois marcos regulat&oacute;rios   nesse campo: a Resolu&ccedil;&atilde;o de Diretoria Colegiada (RDC) nº 102, de 30 de novembro   de 2000, que foi substitu&iacute;da posteriormente pela RDC nº 96, de 17 de dezembro   de 2008. Elas constituem regulamentos t&eacute;cnicos na &aacute;rea de propaganda,   publicidade, promo&ccedil;&atilde;o e informa&ccedil;&atilde;o de medicamentos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Observa-se, portanto, que o pa&iacute;s possui ampla   regulamenta&ccedil;&atilde;o sobre propaganda de medicamentos, que inclui desde dispositivos   constitucionais de garantia do direito &agrave; sa&uacute;de at&eacute; regulamentos t&eacute;cnicos   espec&iacute;ficos. Entretanto, na pr&aacute;tica, problemas como a tend&ecirc;ncia de crescimento   da ocorr&ecirc;ncia de intoxica&ccedil;&otilde;es medicamentosas e o alto percentual de propagandas   de medicamentos com irregularidades demonstram que as a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia   sanit&aacute;ria n&atilde;o t&ecirc;m sido capazes de assegurar o controle necess&aacute;rio &agrave; prote&ccedil;&atilde;o da   sa&uacute;de nesse campo de atua&ccedil;&atilde;o (NASCIMENTO, 2007). Este estudo tem por   objetivo analisar o processo de regulamenta&ccedil;&atilde;o da propaganda de medicamentos   pela Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria ocorrido em 2008 e identificar os   seus resultados quanto ao modelo regulador nessa &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Procedimentos e universo de pesquisa</font></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As mudan&ccedil;as ocorridas em 2008, com a   publica&ccedil;&atilde;o da RDC nº 96/2008, foram estudadas a partir de tr&ecirc;s fontes de dados.   No primeiro, foi realizada uma an&aacute;lise comparativa com a normativa anterior, a   RDC nº 102/2000. As mudan&ccedil;as mais expressivas foram listadas em duas classes,   segundo o conte&uacute;do das normas. Em seguida, as mudan&ccedil;as foram relacionadas a   dois documentos t&eacute;cnicos, de escopos diferentes: o primeiro, de alcance   mundial, os Crit&eacute;rios &Eacute;ticos para a Promo&ccedil;&atilde;o de Medicamentos da Organiza&ccedil;&atilde;o   Mundial de Sa&uacute;de; e o segundo, de &acirc;mbito nacional, a Contribui&ccedil;&atilde;o ao Debate e   Proposi&ccedil;&otilde;es &agrave; Consulta P&uacute;blica 84/2005 da Anvisa, relativa &agrave; Propaganda de   Medicamentos no Brasil (OFICINA DE TRABALHO SOBRE REGULA&Ccedil;&Atilde;O DA   PROPAGANDA DE MEDICAMENTOS NO BRASIL, 2005).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os Crit&eacute;rios &Eacute;ticos da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de   Sa&uacute;de nesse tema constituem princ&iacute;pios gerais, a serem adaptados pelos   governos, de acordo com as realidades locais. Embora n&atilde;o constituam obriga&ccedil;&atilde;o   jur&iacute;dica, oferecem indicativos importantes para a tomada de decis&atilde;o quanto &agrave;s   pr&aacute;ticas publicit&aacute;rias em medicamentos, pois est&atilde;o guiados pela busca da   melhoria da aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de, por meio do uso racional de medicamentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Oficina de Trabalho sobre Regula&ccedil;&atilde;o da   Propaganda de Medicamentos no Brasil ocorreu em 2005, com a participa&ccedil;&atilde;o de   gestores e trabalhadores das inst&acirc;ncias federal e estadual da vigil&acirc;ncia   sanit&aacute;ria, e de pesquisadores do setor. Em linhas gerais, a oficina teve por   objetivo avaliar o modelo regulador vigente de propaganda de medicamentos e   propor iniciativas com vistas ao seu aprimoramento. Os resultados foram   sistematizados num documento de contribui&ccedil;&atilde;o &agrave; Consulta P&uacute;blica 84/2005, que   teve o apoio de 146 especialistas e de 12 institui&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas e entidades   de representa&ccedil;&atilde;o da sociedade civil. A oficina elaborou propostas de altera&ccedil;&atilde;o   do modelo regulador, a partir da an&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o de propaganda de   medicamentos no pa&iacute;s, inclusive por meio da compara&ccedil;&atilde;o da realidade brasileira   &agrave; de outros pa&iacute;ses. O documento representa, portanto, um subs&iacute;dio para a   atividade regulat&oacute;ria, a partir do diagn&oacute;stico e da proposi&ccedil;&atilde;o fundamentados a   partir de enfoque cient&iacute;fico, e das expectativas da sociedade civil quanto &agrave;   regula&ccedil;&atilde;o da propaganda de medicamentos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dois tipos de mudan&ccedil;as foram   identificados a partir da an&aacute;lise comparativa entre a RDC 96/2008 e a normativa   anterior, a RDC 102/2000, categorizadas em duas classes, de acordo com o tipo   de conte&uacute;do. Os itens n&atilde;o previstos na norma anterior foram considerados como   novo conte&uacute;do. Quando se tratou de detalhamento, explicita&ccedil;&atilde;o ou readequa&ccedil;&atilde;o de   regras que j&aacute; existiam, os itens foram classificados como reformula&ccedil;&atilde;o de   conte&uacute;do. Os resultados segundo as duas classes de conte&uacute;do dessa ordena&ccedil;&atilde;o   legal s&atilde;o apresentados no <a href="#qua01">Quadro 1</a>.</font></p>     <p><a name="qua01" id="qua01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/physis/v22n2/a16qua01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Das sete   mudan&ccedil;as de novo conte&uacute;do, apenas duas n&atilde;o est&atilde;o diretamente relacionadas &agrave;   propaganda dirigida &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, que correspondem aos novos requisitos para   amostras gr&aacute;tis, campanhas sociais e material informativo de medicamentos   manipulados. Nas demais, h&aacute; uma evidente aten&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; propaganda voltada   para o p&uacute;blico. Essas medidas aproximam a nova Resolu&ccedil;&atilde;o dos Crit&eacute;rios &Eacute;ticos   para a Promo&ccedil;&atilde;o de Medicamentos da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, em seu   crit&eacute;rio de publicidade para o p&uacute;blico em geral, que estabelece que os an&uacute;ncios   a ele dirigidos "devem contribuir para que a popula&ccedil;&atilde;o possa tomar decis&otilde;es   racionais sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o de medicamentos" (OMS, 1988, p. 8). Na RDC   96/2008, h&aacute; um extenso detalhamento quanto a express&otilde;es e palavras que podem ou   n&atilde;o ser utilizadas nos an&uacute;ncios, o que indica a ado&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios restritivos   que tornem a propaganda mais pr&oacute;xima de algumas caracter&iacute;sticas desej&aacute;veis   segundo os crit&eacute;rios da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de: fidedigna, verdadeira,   equilibrada e de bom gosto, o que significa que ela n&atilde;o deve conter declara&ccedil;&otilde;es   ou omiss&otilde;es que possam induzir &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o indiscriminada de medicamentos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Duas das   reformula&ccedil;&otilde;es no conte&uacute;do da norma est&atilde;o mais relacionadas aos medicamentos de   venda sob prescri&ccedil;&atilde;o e, portanto, aos profissionais habilitados para a sua   prescri&ccedil;&atilde;o ou dispensa&ccedil;&atilde;o. Forma e conte&uacute;do estabelecidos para esse aspecto da   propaganda est&atilde;o em conson&acirc;ncia com os crit&eacute;rios da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de   Sa&uacute;de quanto &agrave; publicidade destinada aos profissionais de sa&uacute;de. O texto e as   ilustra&ccedil;&otilde;es de an&uacute;ncios dirigidos a profissionais de sa&uacute;de devem ser   inteiramente compat&iacute;veis com os dados cient&iacute;ficos que constem do registro do   medicamento. Isso atende, em alguma medida, &agrave;s demais caracter&iacute;sticas   recomendadas pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de para a propaganda de   medicamentos: exata, informativa, atualizada e suscet&iacute;vel de comprova&ccedil;&atilde;o (OMS,   1988).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com rela&ccedil;&atilde;o ao documento com as contribui&ccedil;&otilde;es   resultantes &agrave; Consulta P&uacute;blica nº 84/2005, da Oficina de Trabalho sobre   Regula&ccedil;&atilde;o da Propaganda de Medicamentos no Brasil, constata-se que nenhuma das   proposi&ccedil;&otilde;es foi atendida. O documento apresenta 19 proposi&ccedil;&otilde;es, com as   respectivas justifica&ccedil;&otilde;es, que levam em conta delibera&ccedil;&otilde;es anteriores &agrave;   Consulta P&uacute;blica, como a I Confer&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria,   realizada em 2001. Algumas proposi&ccedil;&otilde;es exigem medidas robustas e de alto   impacto regulat&oacute;rio, como a proibi&ccedil;&atilde;o da propaganda de medicamentos, ou o   estabelecimento de mecanismos para a sua aprova&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via pelo Estado. Outras   medidas t&ecirc;m dimens&atilde;o de longo prazo e exigiriam uma profunda reorienta&ccedil;&atilde;o do   modelo regulador, como a educa&ccedil;&atilde;o continuada dos profissionais de sa&uacute;de nesse   campo e o envolvimento dos conselhos de sa&uacute;de das tr&ecirc;s esferas do governo no   controle da propaganda (OFICINA..., 2005).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m das   proposi&ccedil;&otilde;es, o documento apontou cinco problemas graves que deveriam ter sido   enfrentados quando da publica&ccedil;&atilde;o de nova regulamenta&ccedil;&atilde;o para a propaganda de   medicamentos: regula&ccedil;&atilde;o <i>a posteriori</i>;   magnitude das irregularidades cometidas; multas de valor irris&oacute;rio;   transfer&ecirc;ncia dos valores das multas para o pre&ccedil;o dos medicamentos; e uso   incorreto de advert&ecirc;ncia na propaganda (OFICINA..., 2005). Tendo em   vista a baixa correla&ccedil;&atilde;o entre a RDC nº 96/2008 e as referidas proposi&ccedil;&otilde;es, &eacute;   poss&iacute;vel afirmar que a normativa n&atilde;o enfrentou essas quest&otilde;es do modelo   regulador da propaganda de medicamentos, limitando-se a efetuar melhorias ou   atualiza&ccedil;&atilde;o no modelo. Nos &uacute;ltimos anos, a Anvisa tem substitu&iacute;do a&ccedil;&otilde;es ligadas   ao poder de pol&iacute;cia por a&ccedil;&otilde;es educativas, no campo da regula&ccedil;&atilde;o da propaganda.   Entretanto, essas a&ccedil;&otilde;es, por seu limitado alcance geogr&aacute;fico e baixo impacto   sobre o conte&uacute;do das pe&ccedil;as publicit&aacute;rias, parecem ser insuficientes para   enfrentar os problemas mencionados (NASCIMENTO, 2007). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise de onze mudan&ccedil;as de conte&uacute;do na   ordena&ccedil;&atilde;o legal estabelecida pela RDC nº 96/2008 aponta para uma maior   proximidade com os Crit&eacute;rios &Eacute;ticos para a Promo&ccedil;&atilde;o de Medicamentos da   Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, mas tamb&eacute;m para um claro distanciamento de   proposi&ccedil;&otilde;es para a altera&ccedil;&atilde;o do modelo regulador atualmente estabelecido. Nesse   sentido, &eacute; necess&aacute;rio que a estrat&eacute;gia regulat&oacute;ria avance para garantir, entre   outros, a promo&ccedil;&atilde;o de medicamentos a partir de informa&ccedil;&otilde;es fidedignas,   equilibradas e pass&iacute;veis de comprova&ccedil;&atilde;o, nos termos dos Crit&eacute;rios &Eacute;ticos da   Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (ORGANIZACI&Oacute;N MUNDIAL DE LA SALUD,   1988). Por outro lado, modifica&ccedil;&otilde;es mais profundas no modelo ser&atilde;o necess&aacute;rias   para, al&eacute;m das mudan&ccedil;as de regras, alterar a l&oacute;gica de veicula&ccedil;&atilde;o da propaganda   de medicamentos, atualmente orientada pelo mercado e descolada de princ&iacute;pios de   prote&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados aqui apresentados dizem   respeito n&atilde;o apenas ao modelo regulador da propaganda de medicamentos, mas &agrave;   pr&oacute;pria a&ccedil;&atilde;o regulat&oacute;ria da Anvisa, que, por sua vez, expressam os conflitos   sobre o papel a ser desempenhado pelo Estado. Eles est&atilde;o, muitas vezes,   relacionados &agrave; falta de conex&atilde;o entre os argumentos te&oacute;ricos utilizados para   justificar a cria&ccedil;&atilde;o de ag&ecirc;ncias reguladoras e o seu desempenho na pr&aacute;tica.   Assim &eacute; que o conceito de regula&ccedil;&atilde;o social - definido como a prote&ccedil;&atilde;o do   interesse p&uacute;blico nas &aacute;reas de sa&uacute;de, seguran&ccedil;a, meio ambiente e em quest&otilde;es   nacionais pode colidir com a pr&oacute;pria atua&ccedil;&atilde;o das ag&ecirc;ncias, em seu compromisso   com a credibilidade junto ao mercado, que muitas vezes resulta em subservi&ecirc;ncia   &agrave;s suas regras (CRUZ, 2009). A n&atilde;o ado&ccedil;&atilde;o de medidas mais vigorosas,   como a proibi&ccedil;&atilde;o ou a anu&ecirc;ncia pr&eacute;via para a propaganda de medicamentos, parece   expressar essa dificuldade de conciliar os interesses p&uacute;blico e de mercado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As no&ccedil;&otilde;es de participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e de   transpar&ecirc;ncia como requisitos quase que inerentes &agrave;s ag&ecirc;ncias v&ecirc;m se deparando   com a precariedade de utiliza&ccedil;&atilde;o efetiva de mecanismos de controle p&uacute;blico de   suas decis&otilde;es (CRUZ, 2009). Entre esses, a consulta p&uacute;blica, tida   como garantia de participa&ccedil;&atilde;o efetiva dos cidad&atilde;os, apresenta, na pr&aacute;tica, um   baixo n&iacute;vel de participa&ccedil;&atilde;o social e baixa representa&ccedil;&atilde;o da sociedade civil nos   resultados, o que imp&otilde;e a sua cr&iacute;tica e revis&atilde;o. No caso da Consulta P&uacute;blica nº   84/2005, que antecedeu a RDC nº 96/2008, a longa discuss&atilde;o da proposta, por um   per&iacute;odo de tr&ecirc;s anos, n&atilde;o implicou a assimila&ccedil;&atilde;o das proposi&ccedil;&otilde;es advindas de   t&eacute;cnicos e gestores da &aacute;rea. A permeabilidade &agrave; participa&ccedil;&atilde;o da sociedade e a   transpar&ecirc;ncia na divulga&ccedil;&atilde;o dos resultados da an&aacute;lise das contribui&ccedil;&otilde;es &agrave;s   consultas p&uacute;blicas s&atilde;o desafios a serem enfrentados para o aperfei&ccedil;oamento   desse mecanismo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A referida Consulta P&uacute;blica sofreu muitas   cr&iacute;ticas por parte de ag&ecirc;ncias de publicidade, ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o,   ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica e pol&iacute;ticos. Os argumentos variaram desde o cerceamento   &agrave; liberdade de express&atilde;o comercial at&eacute; a suposta incompet&ecirc;ncia da Anvisa para   legislar sobre publicidade. Ao mesmo tempo, diversas entidades participaram do   debate, propondo altera&ccedil;&otilde;es mais substanciais no modelo regulador da   propaganda. Essa tens&atilde;o resultou na paraliza&ccedil;&atilde;o do processo de publica&ccedil;&atilde;o, e,   certamente, interferiu nos seus resultados (NASCIMENTO, 2007). A   resolu&ccedil;&atilde;o atualiza as regras sobre propaganda de medicamentos isentos de   prescri&ccedil;&atilde;o e sobre vendas sob prescri&ccedil;&atilde;o. Traz, ainda, requisitos para   propaganda ou publicidade em amostras gr&aacute;tis, material informativo de   medicamentos manipulados, visitas de propagandistas, eventos cient&iacute;ficos e   campanhas sociais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O processo de descentraliza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es de   vigil&acirc;ncia sanit&aacute;ria para estados e munic&iacute;pios ocorreu de forma mais lenta que   no sistema de sa&uacute;de, por suas dificuldades doutrin&aacute;rias e de pr&aacute;ticas (BRITO,   2007). Isso tamb&eacute;m se reflete nas atividades de regula&ccedil;&atilde;o da propaganda,   atualmente concentradas na Anvisa, o que repercute no seu alcance populacional   e resultados. Um caso ilustrativo dessa dificuldade &eacute; a implementa&ccedil;&atilde;o do   projeto "Educa&ccedil;&atilde;o para o Consumo Respons&aacute;vel de Medicamentos e de outros   Produtos Sujeitos &agrave; Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria" &#150; Educanvisa. Uma simula&ccedil;&atilde;o de seu   alcance mostra que seus resultados, caso atingissem seus objetivos em todos os   habitantes dos munic&iacute;pios onde foi executado, atingiria cerca de 4% da popula&ccedil;&atilde;o   do pa&iacute;s (NASCIMENTO, 2007). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Conclui-se que a ado&ccedil;&atilde;o de medidas que alterem o   modelo regulador nesse campo de atua&ccedil;&atilde;o, o da regula&ccedil;&atilde;o da propaganda de   medicamentos, requer mudan&ccedil;as mais substanciais. Elas pressup&otilde;em a revis&atilde;o do   modelo de gest&atilde;o e da a&ccedil;&atilde;o regulat&oacute;ria da Anvisa, especialmente quanto ao seu   papel de regula&ccedil;&atilde;o social. Para isso, &eacute; necess&aacute;rio que os mecanismos de   transpar&ecirc;ncia e de controle social sejam aperfei&ccedil;oados e efetivamente   utilizados, de forma a qualificar e legitimar a tomada de decis&atilde;o na regula&ccedil;&atilde;o   em sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ANVISA. Resolu&ccedil;&atilde;o de Diretoria Colegiada (RDC)   102/2000. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.anvisa.gov.br/legis/resol/2000/102_00rdc.htm" target="_blank">http://www.anvisa.gov.br/legis/resol/2000/102_00rdc.htm</a>. Acesso em: 01 maio   2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000057&pid=S0103-7331201200020001600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ANVISA. Resolu&ccedil;&atilde;o de Diretoria Colegiada (RDC)   96/2008. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.anvisa.gov.br/propaganda/rdc/rdc_96_2008_consolidada.pdf" target="_blank">http://www.anvisa.gov.br/propaganda/rdc/rdc_96_2008_consolidada.pdf</a>. Acesso em:   01 maio 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S0103-7331201200020001600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">AQUINO, D.S. Por que o uso   racional de medicamentos deve ser uma prioridade? <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva</i>, Rio de Janeiro, v. 13 (Supl.), p. 733-736, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S0103-7331201200020001600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BARROS, J.A.C. Estrat&eacute;gias   mercadol&oacute;gicas da ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica e o consumo de medicamentos. <i>Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, S&atilde;o Paulo, v. 17, p. 377-86, 1983.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S0103-7331201200020001600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BARROS, J.A.C.; JOANY, S.   An&uacute;ncios de medicamentos em revistas m&eacute;dicas: ajudando a promover a boa prescri&ccedil;&atilde;o? <i>Ci&ecirc;ncia   &amp; Sa&uacute;de Coletiva</i>, Rio de Janeiro, v. 7, p.   891-898, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S0103-7331201200020001600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BARROSO, R.L. Da falta de   efetividade &agrave; judicializa&ccedil;&atilde;o excessiva: direito &agrave; sa&uacute;de, fornecimento gratuito   de medicamentos e par&acirc;metros para a atua&ccedil;&atilde;o judicial. <i>Revista Interesse P&uacute;blico</i>, Belo Horizonte, v. 46, p. 1-36, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S0103-7331201200020001600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BORGES, D.C.L. <i>Uma an&aacute;lise das a&ccedil;&otilde;es   judiciais para o fornecimento de medicamentos no &acirc;mbito do SUS</i>: o caso do Estado do Rio de Janeiro no ano de 2005. 2007. 117 p.   Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Sa&uacute;de P&uacute;blica) &#150; Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica   S&eacute;rgio Arouca, Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S0103-7331201200020001600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BRASIL. MINIST&Eacute;RIO DA SA&Uacute;DE.   Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria. <i>Estudo comparado</i>: regulamenta&ccedil;&atilde;o da propaganda de medicamentos. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio   da Sa&uacute;de, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S0103-7331201200020001600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BRITO, R.L. <i>An&aacute;lise da pol&iacute;tica de   descentraliza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria no Brasil</i>: do debate sobre o repasse de recursos ao compromisso com a   responsabilidade sanit&aacute;ria. Recife. 205 p. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Sa&uacute;de   P&uacute;blica) &#150; Centro de Pesquisas Aggeu Magalh&atilde;es, Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz, Recife,   2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S0103-7331201200020001600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CRUZ, V. Estado e regula&ccedil;&atilde;o:   fundamentos te&oacute;ricos. In: RAMALHO, P.I.S. (Org.). <i>Regula&ccedil;&atilde;o e ag&ecirc;ncias     reguladoras</i>: governan&ccedil;a e an&aacute;lise de impacto   regulat&oacute;rio. Bras&iacute;lia: Anvisa, 2009. p. 53-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0103-7331201200020001600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CUNHA, M.F.C. <i>A racionalidade da   mercantiliza&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a</i>. 2008. 159 p. Disserta&ccedil;&atilde;o   (Mestrado em Sa&uacute;de P&uacute;blica) &#150; Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Universidade de S&atilde;o   Paulo, S&atilde;o Paulo, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0103-7331201200020001600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DANIELS, N.; SABIN, J.E. Our   lives in whose hands? In: _____. <i>Setting limits fairly</i>: can   we learn to share medical resources. New York: Oxford   University Press, 2002. p. 1-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0103-7331201200020001600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MENDON&Ccedil;A, R.T.; MARINHO, J.L.   Discuss&atilde;o sobre intoxica&ccedil;&otilde;es por medicamentos e agrot&oacute;xicos no Brasil de 1999 a   2002. <i>Revista     Eletr&ocirc;nica de Farm&aacute;cia</i>, Goi&acirc;nia, v. 2, p. 45-63,   2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0103-7331201200020001600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">NASCIMENTO, A.C. <i>A persistirem os   sintomas o m&eacute;dico dever&aacute; ser consultado</i>: isto &eacute;   regula&ccedil;&atilde;o? 2003. 124 p. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Sa&uacute;de P&uacute;blica) &#150; Instituto de   Medicina Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,   2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0103-7331201200020001600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">NASCIMENTO, A.C. <i>Propaganda de   Medicamentos</i>. &Eacute; poss&iacute;vel regular? Rio de Janeiro.   289 p. Tese (Doutorado em Sa&uacute;de Coletiva) &#150; Instituto de Medicina Social,   Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0103-7331201200020001600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">OFICINA DE TRABALHO SOBRE   REGULA&Ccedil;&Atilde;O DA PROPAGANDA DE MEDICAMENTOS NO BRASIL. <i>Contribui&ccedil;&atilde;o ao debate e     proposi&ccedil;&otilde;es &agrave; CP 84/2005 da Anvisa</i>. Rio de Janeiro:   Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica S&eacute;rgio Arouca, Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz, 2005.   Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="http://www.fiocruz.br/ccs/media/alvaro_nascimento.pdf" target="_blank">http://www.fiocruz.br/ccs/media/alvaro_nascimento.pdf</a>&gt;.   Acesso em: 26 maio 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0103-7331201200020001600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ORGANIZACI&Oacute;N MUNDIAL DE LA   SALUD. <i>Criterios   &eacute;ticos para la promoci&oacute;n de medicamentos</i>. Genebra:   WHO, 1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0103-7331201200020001600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">PFAFFENBACH, G.; CARVALHO,   O.M.; BERGSTEN-MENDES, G. Rea&ccedil;&otilde;es adversas a medicamentos como determinantes da   admiss&atilde;o hospitalar. <i>Revista     da Associa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica Brasileira</i>, S&atilde;o Paulo, v. 48,   p. 237-241, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0103-7331201200020001600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ROZENFELD, S. Agravos   provocados por medicamentos em hospitais do Estado do Rio de Janeiro, Brasil. <i>Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, S&atilde;o Paulo, v. 41, p. 1-8, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0103-7331201200020001600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SEIBERT, S.L. et al.   Medicaliza&ccedil;&atilde;o x humaniza&ccedil;&atilde;o: o cuidado ao parto na hist&oacute;ria. <i>Revista de Enfermagem</i>, Rio de Janeiro, v. 13, p. 245-251, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0103-7331201200020001600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SILVA, F.V.N. Considera&ccedil;&otilde;es   sobre a judicializa&ccedil;&atilde;o do acesso &agrave; sa&uacute;de. <i>Revista da Escola de Direito</i>, Pelotas, v. 68, p. 67-93, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0103-7331201200020001600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SYRETT, K. Why 'Ration'   Healthcare Resources? In: _____. <i>Law, legitimacy and the rationing of health care</i>. Cambridge: Cambridge University Press,   2007. p. 15-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0103-7331201200020001600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">TESSER, C.D. Medicaliza&ccedil;&atilde;o   social (I): o excessivo sucesso do epistemic&iacute;dio moderno na sa&uacute;de. <i>Interface</i> &#150; <i>Comunica&ccedil;&atilde;o,     Sa&uacute;de, Educa&ccedil;&atilde;o</i>, S&atilde;o Paulo, v. 9, p. 61-76, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0103-7331201200020001600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em: 08/12/2010.<br />   Aprovado em: 17/04/2012.</font></p>      ]]></body><back>
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