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<article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0103-863X2012000100012</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Personalidade paterna como fator prognóstico no tratamento da tendência antissocial]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Paternal personality as a prognostic factor in the treatment for antisocial tendency]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Personalidad paterna como factor de pronóstico en el tratamiento de la tendencia antisocial]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Most studies addressing the importance of the family environment on children’s emotional development and psychological treatment associate the characteristics of the mother’s personality with the child’s pathology, disregarding the characteristics of the father’s personality. Therefore, this study’s objective was to investigate the personality characteristics of fathers of children with antisocial tendencies by means of the psychodiagnosis interventive method and to investigate the potential relationship of such characteristics to the treatment results obtained for children. Six fathers of seven children were evaluated by the Rorschach test. Follow-up of the cases indicated five therapeutic successes and two failures. The paternal personality characteristics associated with success included the absence of severe impairment in the test of reality, control of impulses, and interpersonal relationships, in addition to a neurotic organization of personality. The results show the importance of including information concerning the father’s personality when prescribing therapies and establishing prognoses.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[La mayoría de los estudios sobre la importancia del ambiente familiar en el desarrollo emocional y en el tratamiento psicológico de niños busca asociar las características de la madre a la patología del niño, en detrimento del padre. Así, la finalidad de esta investigación fue analizar las características de personalidad de padres de niños con tendencia antisocial, sometidos al psicodiagnóstico de intervención, y su relación con los resultados terapéuticos de los hijos. Se evaluó a seis padres de siete niños por el Test de Rorschach. El seguimiento indicó la ocurrencia de cinco éxitos y dos fracasos terapéuticos. Las características paternas asociadas al éxito fueron ausencia de compromisos severos en el test de la realidad, control pulsional y relaciones interpersonales y una organización neurótica de personalidad. Los resultados muestran la importancia de incluir informaciones sobre la personalidad paterna en la realización de indicación terapéutica para niños y en la proposición de pronósticos.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><a name="endereco"></a><a name="notatop1"></a>Personalidade paterna   como fator prognóstico no tratamento da tendência antissocial<a href="#nota1"><sup>1</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Valéria Barbieri; Jamila de Godoy Pavelqueires</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Universidade de São   Paulo, Ribeirão Preto-SP, Brasil</font></p>     <p><font size="2"><a href="#enderecofim"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Endereço para correspondência</font></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maior parte dos estudos, sobre a importância do   ambiente familiar no desenvolvimento emocional e no tratamento psicológico de   crianças, busca associar as características da mãe à patologia da criança, em   detrimento da figura do pai. Tendo isso em vista, este estudo teve como   objetivo investigar as características de personalidade de pais de crianças com   tendência antissocial, submetidas ao psicodiagnóstico interventivo, e sua   possível relação com os resultados terapêuticos dos filhos. Seis pais de sete   crianças foram avaliados pelo Teste de Rorschach, e o <i>follow-up</i> dos   casos indicou a ocorrência de cinco sucessos e dois fracassos terapêuticos. As   características paternas associadas ao sucesso foram ausência de   comprometimentos severos no teste da realidade, controle pulsional e   relacionamentos interpessoais, além de uma organização neurótica de personalidade.   Sendo assim, os resultados mostram a importância de incluir informações sobre a   personalidade paterna na realização de indicação terapêutica de crianças e na   proposição de prognósticos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Psicodiagnóstico,   Personalidade Antissocial, Avaliação Terapêutica, Pai, Teste de Rorschach.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A importância do papel da família vem sendo reconhecida   no desenvolvimento emocional da criança, tanto no estudo dos processos   etiológicos das patologias quanto no seu tratamento. Atualmente uma avaliação   infantil que não inclua a família pode ser vista como incompleta (Mishima,   Pavelqueires, Parada, &amp; Barbieri, 2009; Pratta &amp; Santos, 2007).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Freud (1917/1976), ao definir a etiologia das neuroses, ressalta   a importância das experiências infantis, pois elas acontecem numa época em que   o desenvolvimento da pessoa ainda está incompleto e, por isso, suscetível a   efeitos traumáticos. As causas da neurose estariam, então, relacionadas a uma   série, denominada por Freud (1917/1976), como “série complementar”, na qual a   constituição sexual e a experiência, ou seja, a fixação da libido e a   frustração interagiriam dispostas em maior ou menor grau. Sendo assim, os   cuidados recebidos do ambiente, representado, no início do desenvolvimento,   essencialmente pela família, seriam de grande relevância para a saúde mental da   criança, devendo, portanto, ser levados em conta nas tarefas de diagnóstico e   nas psicoterápicas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tendo em vista a   relevância do ambiente familiar no desenvolvimento emocional, estudos   envolvendo a associação entre características familiares e patologia infantil   são comuns, debatendo, em sua maioria, a relação entre as características da   personalidade materna e os distúrbios psicológicos da criança (Bueno, 2008;   Calkins &amp; Keane, 2009; Fracalozzi, 2009; Thornberry, Freeman-Gallant, &amp;   Lovegrove, 2009).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O papel do pai é considerado com menor frequência   (Barbieri, 2009a; Mishima, 2007; Selan, 2009), sendo abordado principalmente no   caso dos transtornos antissociais infantis. Frick, Lahey, Loeber, Christ e   Hanson (1992) verificam uma associação entre o transtorno de conduta e vários   aspectos do funcionamento familiar, como tipo de supervisão e exigência de   disciplina por parte da mãe; transtorno de personalidade antissocial no pai e   abuso de substâncias por parte dele. Janson e Stattin (2003) afirmam que o   desenvolvimento da delinquência está associado à falta de calor parental, a   problemas psicossociais dos pais, à disciplina inconsistente, à negligência nos   cuidados da criança e à discórdia nos relacionamentos. As práticas de   socialização violentas e coercitivas, a exposição a modelos de adultos   violentos, os conflitos parentais e o desafeto materno também são apontados   como fatores significativos na etiologia do comportamento antissocial por   Patterson, DeBaryshe e Ramsey (1989). Blazei, Iacono e McGue (2008) sugerem que   o comportamento antissocial pode ser “transmitido” de pai para filho, quando o   primeiro encontra-se presente na maior parte da vida da criança.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em razão da   existência de práticas terapêuticas voltadas à população infantil em que a boa   qualidade do ambiente familiar é primordial para a obtenção e a   manutenção dos benefícios alcançados, como as consultas terapêuticas de Winnicott (1971/1984), conhecimentos relativos às   características parentais promotoras do desenvolvimento humano tornam-se tão   relevantes quanto aqueles referentes aos efeitos adversos das influências do   meio (Cia &amp; Barham, 2009; Ferreira &amp; Aiello-Vaisberg, 2006; Gomes &amp;   Resende, 2004).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em seu texto sobre a função do pai na teoria   psicanalítica, Etchegoyen (2002) frisa o seu papel no desenvolvimento infantil   e como um construto intrapsíquico no Complexo de Édipo (o “pai interno”).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Freud (1924/1976, 1925/1976, 1931/1976) atribui grande   importância ao Complexo de Édipo, como uma fantasia organizadora nuclear no   desenvolvimento sexual. Para o menino, o pai tem o poder de castrar, sendo   assim, a sua posse sobre a mãe deve ser obedecida, o que eventualmente torna o   pai um objeto de identificação. Para a menina, a mãe é considerada responsável   pela sua castração, sendo então substituída pelo pai como objeto de desejo, com   o intuito de possuir um pênis e um bebê. Portanto, a castração representa o   final do complexo edípico no menino e o seu começo no caso da menina. Freud   (1924/1976, 1925/1976, 1931/1976) argumenta que a identificação do menino com o   pai e o seu desejo pela menina levam à sublimação dos desejos edípicos, pois ambos   os sexos atribuem ao pai poder e autoridade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O desenrolar do Complexo de Édipo resulta em uma mudança   mental. Anteriormente, a autoridade era exercida externamente por meio da voz   de um dos pais que prescrevia certas ações e proibia outras. A partir desse   momento, a autoridade passa a vir de dentro da mente da criança por meio do   superego que seria, segundo Freud (1924/1976, 1925/1976, 1931/1976), o herdeiro   do Complexo de Édipo, tendo sido a autoridade dos pais internalizada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando se trata da influência do ambiente no   desenvolvimento infantil, a contribuição de Winnicott é inegável. Segundo ele,   as tendências à maturação herdadas só poderiam ocorrer na presença de um   ambiente propiciador que teria uma importância absoluta no começo, tornando-se   aos poucos relativa (Winnicott, 1960/2005). Quanto às características parentais   que proporcionariam um desenvolvimento harmonioso, embora haja ênfase nos   predicados da “mãe suficientemente boa” (Winnicott, 1945/1993, 1951/1993,   1956/1993, 1960/1983, 1971/1984) que já foi detalhada em Barbieri, Jacquemin e   Biasoli-Alves (2005), o papel do pai também é contemplado nos escritos de   Winnicott (1945/1982) e nos de seus seguidores que organizam e ampliam seu   pensamento a esse respeito, como Outeiral (1997).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os atributos de ambos os pais e desse ambiente desejável   variam de acordo com o estágio evolutivo da criança. Segundo Winnicott, no   primeiro estágio, de <i>dependência absoluta</i>, o ego do bebê necessita ser   fortalecido pelo ego materno através do <i>holding</i> e de uma rotina de   cuidados que gere na criança uma sensação de continuidade de existência, até   que seja possível atingir as três tarefas principais do desenvolvimento   emocional primitivo infantil: a integração, a personalização e a realização.   Nesse estágio de dependência total, o papel do pai seria proteger a díade   mãe-bebê, lidando com as exigências externas, a fim de que a mãe possa se   dedicar integralmente aos cuidados com o filho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No segundo estágio, de <i>dependência relativa</i>, é   preciso que a mãe possibilite ao bebê o preenchimento do espaço vazio entre seu   próprio corpo e o dela por meio da fantasia, do pensamento incipiente e dos   fenômenos e objetos transicionais. É nesse estágio que o pai (a terceira   pessoa) começa a desempenhar um papel importante. Ele é apresentado à criança   pela mãe, que pode promover essa relação, impedi-la ou desfigurá-la; é nesse   contexto que ele passa a fornecer a realidade externa a ela e ao bebê. Essas   experiências de externalidade preparam o terreno para o ingresso no terceiro   estágio, conhecido como <i>rumo à independência</i>. Nele, segundo Barbieri   (2009b),</font></p>     <blockquote>    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">com a   maior integração obtida pelo bebê e a aquisição da habilidade para   triangulação e relacionamento edípico, é tarefa de ambos os pais auxiliar a   criança no manejo da angústia de castração, da ambivalência e dos sentimentos   de exclusão. Nesse contexto, a ajuda proporcionada por eles depende   fundamentalmente de suas próprias condições defensivas, da aceitação de sua   identidade sexual e da transformação de seus sentimentos de rivalidade em solidariedade   (p. 1169).</font></p> </blockquote>    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse estágio, se o   pai e a mãe são felizes em suas relações, o vínculo formado entre pai e   filha e o estado de rivalidade entre pai e filho não despertarão angústias ou   ciúmes excessivos (Winnicott, 1945/1982). Segundo Abram (2000), Winnicott   divide o papel do pai em três áreas principais: o relacionamento entre ele e a   mãe, o apoio à autoridade materna, e o “ser ele mesmo”. Winnicott (1945/1982)   afirma que a união sexual dos pais representa um fato concreto sobre o qual a   criança poderá construir uma fantasia, bem como oferece bases para que ela   solucione o problema das relações triangulares.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No que diz respeito ao apoio moral à autoridade da mãe,   o pai se apresenta como um ser humano que sustenta a lei e a ordem por ela   implantadas na vida do filho. Segundo Winnicott (1945/1982), a criança está   constantemente predisposta a odiar alguém e, se o pai não estiver presente para   assumir esse lugar no ódio, esse sentimento dirigir-se-á à mãe, confundindo,   assim, a criança, pois a mãe é a pessoa que ela mais ama. Ao se referir ao   papel paterno de “ser ele mesmo”, Winnicott (1945/1982) argumenta que o filho <i>precisa</i> do pai por suas qualidades positivas, pela vivacidade da sua personalidade, ou   seja, pelo que o distingue de outros homens.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo Newman (1995), o pai funciona como um ambiente   indestrutível, permitindo que os impulsos livres e agressivos da criança sejam   seguros e desfrutáveis, uma vez que ele apresenta a capacidade de dizer “não” e   de permanecer firme. A criança, então, se sente confiante o suficiente para   experimentá-los, sendo que a segurança proporcionada pela presença do pai   gradualmente dá lugar ao autocontrole.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Davis e Wallbridge (1982) afirmam que é com o pai que a   criança aprende, pela primeira vez, o que é ser singular, isto é, um ser humano   diferente dos demais, o que a auxilia em sua própria integração. O pai abriria,   então, um mundo para o filho, pois, enquanto a mãe representaria a estabilidade   do lar, o pai representaria a vivacidade das ruas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Target e Fonagy (2002), em sua revisão bibliográfica   sobre a função paterna, assim como Winnicott (1945/1982), apresentam o papel do   pai como indireto, no início da vida do filho, ou seja, intermediado pela mãe.   A possibilidade de a criança internalizar uma relação triangular seria   determinada pelas atitudes maternas conscientes e inconscientes direcionadas ao   pai de seu filho. McDougall (1989) afirma que, dependendo do modo de a mãe   falar sobre o pai, um pai morto poderia permanecer como uma figura muito viva   na mente da criança, assim como um pai presente fisicamente poderia ser vivido   como simbolicamente ausente ou morto, no mundo interno infantil. Atkins (1984)   sugere que a mãe pode potencializar a presença do pai e o vitalizar em sua   ausência. É a mãe que alimenta o interesse de seu filho por outras pessoas,   especialmente pelo pai. Ela pode facilitar ou inibir o direcionamento da   criança para o genitor, ao mesmo tempo em que pode ou não incentivar o seu   engajamento com a criança, por exemplo, sorrindo quando esta olha para o pai,   fala com ele ou tenta alcançá-lo. Ela pode significar essas interações ao   combiná-las com amor, atenção ou rejeição e afastamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Target e Fonagy   (2002) também afirmam que o pai introduzido pela mãe contribui para o   desenvolvimento do aparelho psíquico da criança, como a origem da função   simbólica. Segundo Lebovici (1982), a triangulação ajuda a criança a   desenvolver um sistema de representação que a afasta das fantasias diádicas   onipotentes e permite a integração dos desejos agressivos e libidinais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Enquanto a função materna envolve os cuidados com o   filho, a função paterna abarca os elementos que eventualmente possibilitariam à   criança assumir seu lugar na sociedade como ser humano (Target &amp; Fonagy,   2002). Ao se colocar entre a díade mãe-bebê e estabelecer limites, o pai   proporcionaria ao filho adiar a gratificação, controlar os impulsos e tolerar a   frustração o suficiente para permitir o desenvolvimento do pensamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Além de seu papel indireto como suporte emocional da   díade mãe-bebê, a função mais direta de constituir-se como uma figura   alternativa de apego e de ponte com o mundo externo tem sido reconhecida (Muir,   1989).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diante dessas   considerações, é inegável a relevância do papel do pai no “ambiente desejável   médio”, seja em estágios precoces em que ele possibilita que a mãe desempenhe   suas funções em relação ao bebê, seja quando ele já pode ser percebido pelo   filho como uma pessoa completa e diferenciada da mãe. Adicionalmente, o   reconhecimento da literatura sobre a importância das características do pai   como fator etiológico no desenvolvimento dos Transtornos de Conduta e   Desafiador-Opositivo infantis justifica a busca de associações entre a sua   personalidade e o resultado terapêutico do filho, em diversas práticas   clínicas, entre elas o psicodiagnóstico interventivo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um estudo dessa natureza, mas considerando as   características maternas, foi realizado por Barbieri et al. (2005). Nessa   pesquisa, mães de crianças apresentando tendências antissociais foram avaliadas por meio do Teste de Rorschach, averiguando   as associações entre suas características de personalidade e o sucesso   terapêutico do filho no psicodiagnóstico interventivo. Entre os resultados   encontrados, os autores verificaram que a ausência de prejuízos severos no   controle pulsional e nos relacionamentos pessoais das mães estava vinculada ao   bom prognóstico da criança. A despeito da clareza dessa associação, Barbieri et   al. (2005) também verificaram que as crianças com mães apresentando   dificuldades psicológicas leves ou moderadas tiveram êxito no psicodiagnóstico   interventivo. Diante desses resultados, consideraram que a eficácia   terapêutica, entre outros fatores, dependia não apenas da integridade da   personalidade materna, mas também da forma como as dificuldades das mães eram   absorvidas e manejadas pelo restante da família.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sendo assim, o   presente estudo teve como objetivo investigar as características de   personalidade de pais de crianças com tendência antissocial, submetidas ao   psicodiagnóstico interventivo, e sua possível relação com os resultados   terapêuticos dos filhos. As características das mães foram avaliadas em estudo   anterior (Barbieri et al., 2005), assim como as características das crianças   (Barbieri, Jacquemin &amp; Biasoli-Alves, 2004).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Método</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Participantes</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Participaram do   estudo seis pais biológicos de sete crianças, entre 5 e 10 anos (seis meninos e   uma menina), submetidas ao psicodiagnóstico interventivo, devido a queixas de   comportamentos antissociais, como mentiras, furtos, agressividade física ou   verbal e comportamento desafiador, apresentadas pela diretora de uma escola   pública de ensino fundamental em que elas estudavam. Com exceção de um dos   pais, todos os outros concordavam com a queixa da diretora. A condição   socioeconômica dos pais variou entre média e baixa. A faixa etária estendeu-se   de 26 a 56 anos, e o nível de escolaridade, da 4ª série do ensino fundamental   até o ensino médio completo. Todos os pais residiam sob o mesmo teto que as   mães e as crianças. Foram excluídos da amostra pais com histórico de   comportamentos auto e heteroagressivos, internação psiquiátrica ou uso de   drogas. Cinco crianças apresentaram diagnóstico de pré-estrutura de   personalidade neurótica e duas de pré-estrutura psicótica, conforme informado   pela aplicação a elas do Teste de Rorschach (Barbieri et al., 2004).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na <a href="/img/revistas/paideia/v22n51/a12t1.gif">Tabela 1</a> , é apresentada uma sucinta caracterização   das crianças participantes do estudo, bem como da constituição geral de suas   famílias, o motivo do encaminhamento e a avaliação dos resultados terapêuticos.   Os nomes dos participantes são fictícios, a fim de manter o sigilo quanto a sua identidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Instrumentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os pais foram   avaliados por meio do Teste de Rorschach com exceção de um caso, em que, devido   ao daltonismo do participante, optou-se pela utilização do Teste do Desenho da Figura   Humana (DAP) (Hammer, 1926/1991). A codificação do Teste de Rorschach foi feita   segundo o referencial da escola francesa (Traubenberg, 1998), tendo sido   utilizadas normas brasileiras para a interpretação dos resultados (Pasian,   2000). O processo de atendimento da criança incluiu, além do Teste de   Rorschach, a entrevista de anamnese, sessões lúdicas, entrevista familiar   diagnóstica, a Bateria Gráfica de Hammer e o Teste de Apercepção Temática para Crianças - Forma Animal (CAT-A).   Para determinar o resultado de sucesso ou fracasso terapêutico da criança,   entrevistas de <i>follow-up</i> foram realizadas com ambos os pais de forma   conjunta.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Procedimento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Coleta de Dados</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi realizada a   entrevista de anamnese, e os pais (masculinos) foram submetidos à aplicação individual,   não interventiva, do Teste de Rorschach ou do DAP. O atendimento da criança foi   iniciado logo após esse procedimento. Ao final do processo de psicodiagnóstico   interventivo do filho, os pais e as mães foram convidados para a entrevista   devolutiva seguida de orientação, e então as famílias foram dispensadas. O   período de <i>follow-up </i>dos casos variou entre três e oito meses e foi   feito por meio de entrevistas com os pais. Em um único caso, não foi possível   aos pais comparecerem pessoalmente à entrevista, e, assim, o seguimento foi   feito por telefone.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Análise dos Dados</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A análise dos dados   seguiu o modelo utilizado por Barbieri et al. (2004, 2005), com relação às   crianças e às mães da mesma amostra. Os dados foram descritivamente analisados,   relacionando-se os resultados dos pais no Teste de Rorschach com o sucesso ou   fracasso terapêutico dos filhos, avaliado por meio das entrevistas de <i>follow-up</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os indicadores do   Psicograma do Teste de Rorschach foram abordados de modo integrado, conforme os   grupos representativos das funções egoicas, sistematizados por Loureiro e   Romaro (1985): produção, ritmo, pensamento, teste da realidade, controle   pulsional, funcionamento defensivo e relacionamentos interpessoais. O nível de   integridade dessas funções foi estimado como preservado ou comprometido em grau   leve, moderado ou severo, complementando-se a análise pelo indicador natureza   da relação de objeto e pelo diagnóstico da estrutura de personalidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto aos resultados terapêuticos, foram considerados   bem-sucedidos os casos em que foi relatada, no <i>follow-up</i>, a melhora   acentuada dos sintomas, mesmo que houvesse necessidade de encaminhamento   posterior à ludoterapia. Os casos em que não houve melhora da criança, ao final   da intervenção, foram considerados malsucedidos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considerações Éticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Após a aprovação do   projeto pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Filosofia, Ciências e   Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (protocolo no.   021/2001- 2001.1.600.59.0), os pais das crianças indicadas pela diretora da   escola foram contatados e convidados para participar do estudo. Aqueles que   aceitaram o convite assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido,   autorizando sua participação e a do filho no trabalho.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados e Discussão</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com um dos   participantes (pai de Michael) foi aplicado o Teste do Desenho da Figura Humana   (DAP) em vez do Rorschach, devido ao seu daltonismo. A despeito da utilização   de uma técnica de avaliação diferente para esse caso, foi feita a opção de   incluí-lo na análise dos resultados por duas razões principais. A primeira   refere-se a que tanto o Teste de Rorschach como o DAP informam sobre o mesmo   constructo, ou seja, a organização da personalidade, constituindo-se, assim, em   técnicas estruturais. Esse fato aliado a que o diagnóstico da estrutura da   personalidade nesta pesquisa foi feito em acordo com uma avaliação clínica dos   instrumentos, baseado na teoria de Jean Bergeret (1998) e não em indicadores   específicos dos testes, o que leva a uma uniformidade em termos   interpretativos, tornando os resultados das duas técnicas comparáveis. A   segunda razão refere-se a que a inclusão desse participante enriquece a   qualidade informativa da pesquisa, já que na amostra houve somente duas   crianças que apresentaram estrutura de personalidade psicótica, uma delas o   filho desse participante (<a href="/img/revistas/paideia/v22n51/a12t1.gif">Tabela 1</a>). Dessa maneira sua inserção possibilitou um   debate mais profundo a respeito dos fatores envolvidos no prognóstico da criança.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar dessa decisão,   a inclusão desse participante foi realizada de forma relativa, em razão de um   limite referente à proposta de avaliação do nível de integridade das funções   egoicas de Loureiro e Romaro (1985). Como essas autoras organizaram os   critérios de avaliação dessas funções somente para o HTP como um todo, e não   especificamente para o DAP, os resultados do pai de Michael foram considerados   somente na análise da relação entre sua estrutura de personalidade e o resultado terapêutico do filho. Portanto, na análise   das condições das funções egoicas,   somente o protocolo do pai de Daniel foi   inserido na categoria de malogro terapêutico.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As variáveis de personalidade dos pais, conforme   avaliadas pelo Teste de Rorschach e pelo DAP, e os resultados dos filhos no   psicodiagnóstico interventivo são apresentados na <a href="/img/revistas/paideia/v22n51/a12t2.gif">Tabela 2</a> .</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="/img/revistas/paideia/v22n51/a12t2.gif">Tabela 2</a>  mostra que as variáveis de personalidade   paternas que discriminaram entre os sucessos e os fracassos terapêuticos das   crianças foram: a estrutura de personalidade e a qualidade dos relacionamentos   interpessoais, do controle pulsional (incluindo o funcionamento defensivo) e do teste da realidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, em todas as situações de sucesso terapêutico   (total ou parcial), os pais apresentaram organização neurótica de   personalidade, enquanto, nos dois casos de fracasso, a natureza do ordenamento   foi psicótica (pai de Daniel) ou limítrofe (pai de Michael). Essa verificação,   aliada à de que nos dois casos malsucedidos as crianças dispunham de estrutura   psicótica de personalidade (<a href="/img/revistas/paideia/v22n51/a12t1.gif">Tabela 1</a>) e às afirmações de Rosenfeld (2000) de   que o papel do pai só se efetiva quando ele consegue conter as angústias   primitivas da criança, conduz a hipóteses sobre dificuldades para indivíduos psicóticos e <i>borderline</i> cumprirem a função paterna.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando que o   papel do pai, no estágio de dependência absoluta, é o de proteger a díade   mãe-bebê, ou seja, lidar com as exigências da realidade externa, permitindo   assim que a mãe se entregue à preocupação materna primária (Ferreira &amp;   Aiello-Vaisberg, 2006; Outeiral, 1997; Selan, 2009; Target &amp; Fonagy, 2002),   é compreensível que pais apresentando ordenamento limítrofe ou psicótico de personalidade   evidenciem dificuldades no desempenho da função paterna, visto que seu   relacionamento com o ambiente é permeado pelo narcisismo e pela   autorreferência. Nessas condições, a mãe precisará preocupar-se com as   exigências do mundo externo a seu relacionamento com o bebê; com isso ela se   tornaria sobrecarregada, o que poderia comprometer seu trabalho de contenção   das angústias primitivas do filho. De qualquer modo, não parece ser essa a   única dificuldade encontrada por pais com tais disposições de personalidade no cumprimento de seu   papel, no primeiro estágio de vida do filho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda no período de dependência absoluta, constitui-se   como função paterna conferir coerência afetiva às sensações e percepções da   criança, a respeito dos objetos do mundo exterior (Davis &amp; Wallbridge,   1982; Rosenfeld, 2000). Essa tarefa é mediada pela mãe, sendo, portanto,   indissociável da função materna, visto que é ela quem apresenta ao filho os   primeiros sinais da presença ou da ausência do pai, influenciada pela relação   com seu marido. Esses sinais posteriormente poderão ser descartados pela   criança, quando esta construirá sua concepção própria do pai que pode estar em   acordo ou desacordo com tais indícios preliminares. É plausível considerar que   essa mediação pela mãe ocorre por meio do elemento masculino materno, formado   na sua realidade psíquica inicialmente por fatores hereditários e por sua   experiência com os próprios pais. Ulteriormente esse elemento masculino da mãe   sofre alterações em função da relação estabelecida com o pai do bebê   (Rosenfeld, 2000). É a integração dos elementos masculinos e femininos da mãe   que a tornaria capaz tanto de espelhar a singularidade de seu filho quanto de   organizar o conteúdo de suas projeções, colocando-lhe limites, separando os   dados da realidade que podem ou não ser apresentados a ele. Em suma, o   desempenho a contento da função materna, mesmo nos estágios mais primitivos da   vida do bebê, é indissociável do relacionamento dela com o pai de seu filho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como a mãe encontra-se imersa no estado de preocupação   materna primária, o pai é o responsável por fornecer a realidade externa a ela   e, indiretamente, ao bebê. Portanto, a qualidade de sua função está vinculada   às condições de seu teste de realidade. Em acordo com essa pressuposição, a   <a href="/img/revistas/paideia/v22n51/a12t2.gif">Tabela 2</a>  revela que os pais das crianças bem-sucedidas no psicodiagnóstico   interventivo apresentaram, no máximo, comprometimentos moderados no teste de   realidade. O pai de Daniel demonstrou severo prejuízo na apreensão do real,   principalmente devido ao uso dos mecanismos de negação (F + % = 0) e de   forclusão; com isso, ele não era capaz de utilizar os dados da realidade para   limitar, de maneira direta ou mediada pela mãe, as fantasias de destruição do   objeto do filho (Winnicott, 1945/1993; Newman, 1995), e assim liberá-lo da   necessidade de empregar defesas primitivas e violentas para controlar a   angústia. Não apoiando o elemento masculino materno, ele colaborava com a   identificação entre mãe e filho (elemento feminino), sem incentivar a separação   entre ambos (elemento masculino), mantendo, dessa forma, o vínculo simbiótico   (Lebovici, 1982) cuja descontinuidade gradual seria sua tarefa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Além da dificuldade de apresentar o mundo externo ao   filho, a impossibilidade de se perceber como indivíduo singular e independente,   característica das personalidades psicóticas e <i>borderline</i>, prejudicaria   os vínculos diretos do pai com a criança, a partir do segundo semestre de vida,   quando ele começa a despontar como figura distinta e separada da mãe. Nesse   momento, denominado estágio de dependência relativa, o pai passa a servir como   modelo de integração para a criança, um primeiro vislumbre da totalidade   pessoal (Abram, 2000). Sendo assim, um pai com dificuldades de conceber a si   mesmo como pessoa separada e independente do outro não teria condição de   contribuir para o desenvolvimento das capacidades de integração, personalização   e realização do bebê (Winnicott, 1945/1993). A esse respeito, a <a href="/img/revistas/paideia/v22n51/a12t2.gif">Tabela 2</a>  também   revela que o pai de Daniel demonstrou prejuízos severos nos relacionamentos   interpessoais, com H = 0% no Teste de Rorschach, indicando perda do contato   humano em nível profundo e incapacidade de se identificar com o outro (Anzieu,   1961/1988). Nesse contexto, em um vínculo de natureza narcísica, a percepção do   filho como um “duplo de si mesmo” substituiria uma relação de empatia genuína.   Embora a empatia pressuponha certo grau de narcisismo, como mostrado no   trabalho de Misès (2000), em que o narcisismo de um pai limítrofe era o que lhe   possibilitava interessar-se pelo filho, sustenta-se que quando o narcisismo se   transforma no polo organizador da personalidade do pai, este fica   impossibilitado de se apresentar à criança como pessoa real e objetiva e,   assim, cumprir sua função. Portanto, uma característica importante para um pai   “suficientemente bom”, capaz de auxiliar o filho em um processo terapêutico,   seria certo grau de narcisismo aliado a uma percepção de si mesmo como separado   do outro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A despeito da clareza da associação entre a qualidade do   teste da realidade e dos relacionamentos interpessoais dos pais com o   prognóstico terapêutico dos filhos, esses indicadores não devem ser   considerados de forma isolada, mas sim abordados de modo integrado, caso   contrário há o risco de a melhora da criança ser apenas parcial ou temporária,   como aconteceu com Paulinho. O pai deste menino, apesar de dispor de uma   personalidade de estrutura neurótica e de um teste de realidade intacto,   apresentou sérias dificuldades em seus relacionamentos interpessoais, incluindo   H = 0%. Esses resultados podem ser compreendidos, considerando-se que sua   ressonância afetiva era de tipo coartada e suas tendências latentes   coartativas. Essa condição revela que as chances de contato com os elementos   infantis de sua personalidade eram empobrecidas por um acentuado controle   restritivo-inibidor das pulsões, que embora lhe permitisse adaptar-se ao mundo   externo, comprometia sua capacidade de compreender a criança. Dessa maneira, o   grau de preservação do teste da realidade e dos relacionamentos interpessoais   também forma um conjunto indissociável com o nível de integridade e a natureza   do controle pulsional dos pais, na definição do prognóstico do filho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Especificamente com   relação ao controle pulsional e ao funcionamento defensivo, enquanto os pais   das crianças bem-sucedidas no psicodiagnóstico interventivo exibiram, no   máximo, prejuízos moderados nessa função, o pai de Daniel (fracasso   terapêutico) apresentou importantes comprometimentos, devido a um domínio   insuficiente das pulsões (<a href="/img/revistas/paideia/v22n51/a12t2.gif">Tabela 2</a>). Embora não avaliado nessa função de modo   tão sistemático como o foram os outros genitores, o pai de Michael, o   outro caso de fracasso terapêutico, revelou no inquérito do DAP um controle   pulsional escasso e bastante comprometido. Os dados obtidos com o pai de Michel demonstraram a existência de condutas de <i>acting-out</i>,   algumas delas de natureza antissocial, que se desenrolavam no contexto de uma   personalidade limítrofe de ordenamento perverso. Nesses casos, o indivíduo   encontra-se na obrigação de buscar satisfações incompletas e urgentes, com   objetos e zonas erógenas parciais, uma vez que não conseguiu reparar   convenientemente seu narcisismo, nem encontrar um objeto total ou elaborar   processos secundários eficazes (Bergeret, 1998).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora essa busca por satisfação possa ser verificada no   DAP do pai de Michael, existem pouquíssimos indicadores de uma tendência ao <i>acting-out</i> no Teste de Rorschach do pai de Daniel (há apenas uma resposta CF em todo o protocolo e nenhuma C).   No entanto, uma tendência a voltar os afetos (inclusive os hostis) para si   mesmo foi sinalizada por sua ressonância afetiva coartativa e seu potencial   latente introversivo. Essa tendência o exporia a uma série de riscos, visto que   uma energia violenta que não dispõe de um caminho socializado para se expressar   (presença de respostas <i>kob</i>) permaneceria autodirigida.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em termos gerais, os resultados desta pesquisa indicam   que o bom prognóstico de uma criança antissocial no psicodiagnóstico   interventivo vincula-se, entre outros fatores (Barbieri et al., 2004, 2005), à   existência de um pai capaz de empregar os elementos advindos de seu contato com   a realidade externa para conter, ponderar e organizar as próprias pulsões e as   angústias decorrentes delas. Nessas condições, ele possibilita ao filho abandonar   a onipotência, integrar as próprias pulsões e passar da relação de objeto para   o “uso do objeto” (Abram, 2000; Lebovici,   1982). Se o pai não oferece ao filho um meio apropriado de assimilação   das pulsões, permanece para a criança um sentimento constante de ameaça por   parte delas, passível de conduzir ora à atuação, ora à inibição.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse sentido, os dados deste estudo sugerem que, se os   pais apresentaram comprometimentos de natureza estrutural no teste de realidade   e no controle pulsional, incluindo o funcionamento defensivo, pode ser muito   difícil contar com a ajuda deles no tratamento da criança antissocial pelo   psicodiagnóstico interventivo, já que só lhes restaria se identificar de   maneira narcísica com a angústia dela, sem conseguir conferir-lhe forma ou   limites.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em relação às funções egoicas da produtividade e do   pensamento paternos, a <a href="/img/revistas/paideia/v22n51/a12t2.gif">Tabela 2</a>  mostra que as chances de êxito do filho no   psicodiagnóstico interventivo não são necessariamente restritas por certa   rigidez associativa por parte dos pais, nem pela presença de inibição ou   empobrecimento do pensamento deles; todavia há indícios de que a ausência de   respostas de cinestesia humana parece diminuí-las um pouco.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">É fundamental considerar que, apesar de os resultados   desta pesquisa apontarem para uma associação clara e importante entre as   características de personalidade dos pais e o resultado terapêutico da criança,   esse vínculo não deve ser considerado como exclusivo, linear ou monotônico.   Conforme apontado anteriormente, principalmente no início da vida, a figura do   pai é apresentada para a criança por intermédio da mãe; nesse contexto a   qualidade da função paterna depende indiscutivelmente da qualidade da realidade   psíquica materna. Além disso, a formação da personalidade da criança inicia-se a   partir de uma relação simbiótica estabelecida com a mãe. Portanto, antes que o   pai apareça para o bebê como uma pessoa em si mesma, muito já foi percorrido em   termos do desenvolvimento emocional infantil, em que o pai desempenhou sua   função como um elemento presente na realidade psíquica da mãe. Assim, do mesmo   modo que o desempenho da função materna depende do suporte oferecido à mãe pelo   pai, também o cumprimento da função paterna depende da natureza da função   materna, bem como do potencial inato e pessoal da criança (<i>self</i>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">É importante   considerar também que, conforme exposto na <a href="/img/revistas/paideia/v22n51/a12t1.gif">Tabela 1</a> e debatido em   Barbieri et al. (2004), existe um vínculo entre a pré-estrutura de   personalidade da criança e o prognóstico terapêutico no psicodiagnóstico   interventivo. Contudo, como o desenvolvimento da organização da personalidade   infantil depende das relações da criança com os pais, a ponto de Bergeret   (1998) estabelecer para cada classificação estrutural uma gênese da relação   parental, esse critério não pode ser considerado como específico da criança e independente do seu grupo familiar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dessa maneira, no processo de estabelecimento do   prognóstico de crianças antissociais no psicodiagnóstico interventivo, é   fundamental considerar os fatores de personalidade dos pais e da criança   conjuntamente, fazendo parte de uma interação dinâmica, numa compreensão   holística de toda a família.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considerações Finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentro dos limites da casuística pequena e da   diversidade de casos, considera-se que, de acordo com o Teste de Rorschach, as   características paternas vinculadas aos bons resultados no psicodiagnóstico   interventivo de crianças com tendência   antissocial foram: (a) apresentar estrutura neurótica de personalidade,   (b) emitir pelo menos uma resposta K e pouca, ou nenhuma, <i>kob</i>, (c) dispor   de um controle pulsional preservado ou, no máximo, moderadamente comprometido;   (d) ausência de prejuízos severos no teste da realidade, (e) ausência de   comprometimentos graves nos relacionamentos interpessoais e capacidade para   empatia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados apresentados neste estudo confirmam a   importância das características de personalidade dos pais (masculinos), no   resultado terapêutico do psicodiagnóstico interventivo, em crianças   apresentando tendência antissocial. Contudo, essa influência deve ser considerada   em conjunto com outros determinantes do prognóstico, entre eles a personalidade   da mãe, pelo fato de que esta pode potencializar, aprimorar ou comprometer o   desempenho da função paterna. Dessa maneira, considera-se fundamental a   compreensão das características do grupo familiar de modo integrado e dinâmico,   no estabelecimento do prognóstico de tendência antissocial por meio do   psicodiagnóstico interventivo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Referências</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Abram, J. (2000). <i>A linguagem de Winnicott:   Dicionário de palavras e expressões utilizadas por Donald W. Winnicott</i> (J. Outeiral, Trad.). Rio de Janeiro: Revinter.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0103-863X201200010001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Anzieu, D. (1988). <i>Os métodos projetivos</i> (M. L. E. Silva, Trad.). Rio de Janeiro: Campus. (Original publicado em 1961)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0103-863X201200010001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atkins, R. N. (1984). Transitive   vitalization and its impact on father-representation. <i>Contemporary     Psychoanalysis, 20</i>(4), 663-676.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0103-863X201200010001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Barbieri, V. (2009a). A influência da   personalidade materna e paterna na etiologia da tendência antissocial. In S. N.   Jesus, M. M. Rezende, &amp; I. Leal (Orgs.), <i>Experiências e intervenções em     psicologia da saúde</i> (pp. 1183-1198). Faro, Portugal: Universidade do   Algarve.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0103-863X201200010001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Barbieri, V. (2009b). A personalidade paterna como   fator prognóstico no tratamento da tendência antissocial. In S. N. Jesus, M. M.   Rezende, &amp; I. Leal (Orgs.), <i>Experiências e intervenções em psicologia da     saúde</i> (pp. 1167-1182). Faro, Portugal: Universidade do Algarve.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0103-863X201200010001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Barbieri, V., Jacquemin, A., &amp; Biasoli-Alves,   Z. M. M. (2004). Alcances e limites do psicodiagnóstico interventivo no   tratamento de crianças antissociais. <i>Paidéia (Ribeirão Preto), 14</i>(28),   153-167. doi: 10.1590/S0103-863X2004000200005</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0103-863X201200010001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Barbieri, V., Jacquemin, A., &amp; Biasoli-Alves,   Z. M. M. (2005). Personalidade materna e resultados de crianças no   psicodiagnóstico interventivo: O que significa mãe suficientemente boa? <i>Psico     (PUC-RS), 36</i>(2), 117-125.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0103-863X201200010001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bergeret, J. (1998). <i>Personalidade normal e   patológica</i> (M. E. V. Flores, Trad.). Porto Alegre: Artes Médicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0103-863X201200010001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Blazei, R. W., Iacono, W., &amp; McGue, M. (2008). Father-child transmission of antisocial 'letter-spacing:-.1pt'>Bueno,   L. M. A. C. (2008). <i>Procedimento     de desenho de família com estórias em crianças com tendência antissocial</i>. Monografia de iniciação científica não   publicada, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto-SP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0103-863X201200010001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Calkins, S. D., &amp; Keane, S.   P. (2009). Developmental origins of early antisocial behavior. <i>Development     and Psychopathology, 21</i>(4), 1095-1109.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0103-863X201200010001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cia, F., &amp;   Barham, J. (2009). O envolvimento paterno e o desenvolvimento social de   crianças iniciando as atividades escolares. <i>Psicologia em Estudo, 14</i>(1),   67-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0103-863X201200010001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Davis, M., &amp; Wallbridge, D. (1982). <i>Limite   e espaço: Uma introdução à obra de D. W. Winnicott</i> (E. Nick, Trad.). Rio de Janeiro: Imago.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0103-863X201200010001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Etchegoyen, A. (2002).   Psychoanalytic ideas about fathers. In J. Trowell &amp; A. Etchegoyen (Eds.), <i>The     importance of fathers. A psychoanalytic re-evaluation</i> (pp. 20-41). New   York: Taylor &amp; Francis Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0103-863X201200010001200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ferreira, M. C., &amp; Aiello-Vaisberg, T. M. J.   (2006). O pai suficientemente bom: algumas considerações sobre o cuidado na   psicanálise winnicottiana. <i>Mudanças - Psicologia da Saúde, 14</i>(2),   136-142.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0103-863X201200010001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Fracalozzi, N. M. N. (2009). <i>Psicodinamismos de   mães de crianças com tendência antissocial</i>. Monografia de iniciação   científica não publicada, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, SP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0103-863X201200010001200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Freud, S. (1976). Algumas ideias sobre   desenvolvimento e regressão – etiologia. In <i>Edição standard das obras     psicológicas completas de Sigmund Freud</i> (J. Salomão, Trad., Vol. 16, pp.   397-417). Rio de Janeiro: Imago. (Original publicado em 1917)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0103-863X201200010001200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Freud, S. (1976). A dissolução do Complexo de   Édipo. In <i>Edição standard das obras psicológicas completas de Sigmund Freud</i> (J. Salomão, Trad., Vol. 19, pp. 217-228). Rio de Janeiro: Imago. (Original   publicado em 1924)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0103-863X201200010001200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Freud, S. (1976). Algumas consequências psíquicas   da distinção anatômica entre os sexos. In <i>Edição standard das obras     psicológicas completas de Sigmund Freud</i> (J. Salomão, Trad., Vol. 19, pp.   303-320). Rio de Janeiro: Imago. (Original publicado em 1925)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0103-863X201200010001200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Freud, S. (1976). Sexualidade feminina. In <i>Edição   standard das obras psicológicas completas de Sigmund Freud</i> (J. Salomão,   Trad., Vol. 21, pp. 259-282). Rio de Janeiro: Imago. (Original publicado em   1931)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0103-863X201200010001200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Frick, P. J., Lahey, B. B.,   Loeber, M. S., Christ, M. A., &amp; Hanson, K. (1992). Familial risk factors to   oppositional defiant disorder and conduct disorder: Parental psychopathology   and maternal parenting. <i>Journal of Consulting and Clinical Psychology, 60</i>(1),   49-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0103-863X201200010001200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Gomes, A. J. S., &amp; Resende, V. R. (2004). O   pai presente: O desvelar da paternidade em uma família contemporânea. <i>Psicologia:     Teoria e Pesquisa, 20</i>(2), 119-125.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0103-863X201200010001200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hammer, E. F. (1991). <i>Aplicações clínicas dos   desenhos projetivos</i> (E. Nick, Trad.). São Paulo: Casa do Psicólogo.   (Original publicado em 1926)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0103-863X201200010001200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Janson, H., &amp; Stattin, H.   (2003). Prediction of adolescent and adult delinquency from childhood Rorschach   ratings. <i>Journal of Personality Assessment, 81</i>(1), 51-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0103-863X201200010001200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lebovici, S. (1982). The origins   and development of the Oedipus complex. <i>International Journal of     Psycho-Analysis, 63</i>(Pt 2), 201-215.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0103-863X201200010001200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Loureiro, S. R., &amp; Romaro, R. A. (1985). A   utilização das técnicas projetivas, Bateria de Grafismo de Hammer e   Desiderativo como instrumentos de diagnóstico – estudo preliminar. <i>Arquivos Brasileiros de Psicologia, 37</i>(3),   132-141.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0103-863X201200010001200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">McDougall, J. (1989). The dead   father: On early psychic trauma and its relation to disturbance in sexual   identity and in creative activity. <i>International     Journal of Psycho-Analysis, 70</i>(Pt 2), 205-219.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0103-863X201200010001200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Misès, R. (2000). La fonction   paternelle. In C. Geissman &amp; D. Houzel (Orgs.), <i>L’enfant, ses parents et     le psychanalyste</i> (pp. 253-262). Paris: Bayard Éditions.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0103-863X201200010001200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mishima, F. K. T. (2007). <i>Investigação das   características psicodinâmicas de crianças obesas e de seus pais</i>.   Dissertação de mestrado não publicada, Universidade de São Paulo, Ribeirão   Preto-SP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0103-863X201200010001200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mishima, F. K. T., Pavelqueires, J. G., Parada, A.   P., &amp; Barbieri, V. (2009). Apresentação do Setor de Triagem e Atendimento   Infantil e Familiar (STAIF) do Centro de Pesquisa e Psicologia Aplicada (USP):   Uma experiência em formação. In S. N. Jesus, M. M. Rezende, &amp; I. Leal   (Orgs.), <i>Experiências e intervenções em psicologia da saúde</i> (pp.   596-606). Faro, Portugal: Universidade do Algarve.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0103-863X201200010001200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Muir, R. (1989). Fatherhood from   the perspective of object relations theory and relational systems theory. In   S.H. Cath, A. Gurwitt, &amp; L. Gunsberg (Eds.), <i>Fathers and their families</i> (pp. 47-61). Hillsdale, N.J.: The Analytic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0103-863X201200010001200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Newman, A. (1995). <i>Non-compliance   in Winnicott’s words: A companion to the writings of D. W. Winnicott</i>. New   York: New York University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0103-863X201200010001200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outeiral, J. (1997). Sobre a concepção de pai na   obra de D. W. Winnicott. In I. F. M. Catafesta (Org.), <i>A clínica e a     pesquisa no final do século: Winnicott e a universidade</i> (pp. 91-104). São   Paulo: Lemos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0103-863X201200010001200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pasian, S. R. (2000). <i>O</i> <i>Psicodiagnóstico   de Rorschach em adultos: Atlas, normas, reflexões</i>. São Paulo: Casa do   Psicólogo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0103-863X201200010001200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Patterson, G., DeBaryshe, D.,   &amp; Ramsey, E. (1989). A developmental perspective on antisocial behavior. <i>American     Psychologist, 44</i>(2), 329-335.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0103-863X201200010001200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pratta, E. M. M., &amp; Santos, M. A. (2007).   Família e adolescência: A influência do contexto familiar no desenvolvimento   psicológico de seus membros. <i>Psicologia em Estudo, 12</i>(2), 247-256.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0103-863X201200010001200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Rosenfeld, D. (2000). Lê role du   père dans la psychose. In C. Geissman &amp; D. Houzel (Orgs.), <i>L’enfant ses     parents et le psychanalyste</i> (pp. 907-925). Paris: Bayard Éditions.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0103-863X201200010001200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Selan, B. (2009). <i>Psicodinamismos de pais de   crianças com tendência antissocial</i>. Monografia de iniciação científica não   publicada, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto-SP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0103-863X201200010001200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Target, M., &amp; Fonagy, P.   (2002). Fathers in modern psychoanalysis and in society. The role of the father   and child development. In J. Trowell &amp; A. Etchegoyen (Eds.), <i>The     importance of fathers. A psychoanalytic re-evaluation</i> (pp. 45-66). New   York: Taylor &amp; Francis Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0103-863X201200010001200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Thornberry, T. P.,   Freeman-Gallant, A., &amp; Lovegrove, P. J. (2009). The impact of parental   stressors on the intergenerational transmission of antisocial behavior. <i>Journal     of Youth and Adolescence, 38</i>(3), 312-322.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0103-863X201200010001200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Traubenberg, N. R. (1998). <i>A   prática do Rorschach</i> (A. J. Lelé, Trad.). São Paulo: Vetor.   (Original publicado em 1970)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0103-863X201200010001200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Winnicott, D. W. (1982). E o pai? In D. W.   Winnicott, <i>A criança e o seu mundo</i> (A. Cabral, Trad., pp. 127-133). Rio   de Janeiro: LTC. (Original publicado em 1945)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0103-863X201200010001200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Winnicott, D. W. (1983). Teoria do relacionamento   paterno-infantil. In D. W. Winnicott, <i>O ambiente e os processos de maturação:     Estudos sobre a teoria do desenvolvimento emocional</i> (I. C. S. Ortiz, Trad.,   pp. 38-54). Porto Alegre: Artmed. (Original publicado em 1960)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0103-863X201200010001200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Winnicott, D. W. (1984). <i>Consultas terapêuticas   em psiquiatria infantil</i> (J. M. X. Cunha, Trad.). Rio de Janeiro: Imago.   (Original publicado em 1971)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0103-863X201200010001200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Winnicott, D. W. (1993). Desenvolvimento emocional   primitivo. In D. W. Winnicott, <i>Textos selecionados: Da pediatria à     psicanálise</i> (J. Russo, Trad., pp. 269-285). Rio de Janeiro: Francisco   Alves. (Original publicado em 1945)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0103-863X201200010001200045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Winnicott, D. W. (1993). Objetos transicionais e   fenômenos transicionais. In D. W. Winnicott, <i>Textos selecionados: Da     pediatria à psicanálise</i> (J. Russo, Trad., pp. 389-408). Rio de Janeiro:   Francisco Alves. (Original publicado em 1951)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0103-863X201200010001200046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Winnicott, D. W. (1993). Preocupação materna   primária. In D. W. Winnicott, <i>Textos selecionados: Da pediatria à     psicanálise</i> (J. Russo, Trad., pp. 491-498). Rio de Janeiro: Francisco Alves.   (Original publicado em 1956)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0103-863X201200010001200047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Winnicott, D. W. (2005). O relacionamento inicial   entre uma mãe e seu bebê. In D.W. Winnicott, <i>A família e o desenvolvimento     individual</i> (M. B. Cipolla, Trad., pp. 21-28). São Paulo: Martins Fontes.   (Original publicado em 1960)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0103-863X201200010001200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="enderecofim"></a><a href="#endereco"><img src="/img/revistas/paideia/v22n51/seta.jpg" border="0"></a><b>Endere&ccedil;o   para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>Valéria Barbieri</font>    <br>   <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto    <br> </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Departamento de Psicologia</font>    <br> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Av. Bandeirantes, 3900    <br> </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CEP 14.040-901. Ribeirão Preto-SP, Brasil</font>    <br> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>E-mail</i>: <a href="mailto:valeriab@ffclrp.usp.br">valeriab@ffclrp.usp.br</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Recebido: </i>25/09/2010</font>    <br>   <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>1ª revisão: </i>17/02/2011</font>    <br>   <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Aceite final: </i>09/10/2011</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Valéria Barbieri</i> é   Professora Doutora da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão   Preto da Universidade de São Paulo e pós-doutoranda do Centre de Recherche Psychanalyse,   Médecine et Societé da Universidade de Paris VII.</font>    <br>   <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Jamila de   Godoy Pavelqueires</i> é psicóloga graduada pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="nota1"></a><a href="#notatop1">1</a> Artigo derivado da Tese de Doutorado da   primeira autora <i>A Família e o Psicodiagnóstico como Recursos Terapêuticos no     Tratamento dos Transtornos de Conduta Infantis,</i> defendida em 2002 no   Programa de Pós-graduação em Psicologia Clínica do Instituto de Psicologia da   Universidade de São Paulo.</font></p>      ]]></body><back>
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