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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Setor e emprego informal no Brasil: análise dos resultados da nova série do sistema de contas nacionais - 2000/07]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The informal sector and informal employment in Brazil: an analysis of the results of the new series from the national account system (2000/07)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The central objective of this paper is to present the informal sector in Brazil in face of new possibilities resulting from the revision of the Brazilian SNA series in 2007. The results concerning the generation of value added and the number of occupations by sector of production and type of employment for Brazil in a recent period, are presented in the study. The SNA new series database was used, where the reference year is 2000 and the available data cover the years 2000 to 2007. In the last year of the series, the informal sector, which accounts for 27.2% of jobs in the country, displayed a contribution of 9.9% in the generation of value added. In turn, informal employment as a whole reached 56.4% of total employment.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Setor    e emprego informal no Brasil: an&aacute;lise dos resultados da nova s&eacute;rie    do sistema de contas nacionais - 2000/07</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>The informal    sector and informal employment in Brazil: an analysis of the results of the    new series from the national account system (2000/07)</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Jo&atilde;o    Hallak Neto<sup>I</sup>; Katia Namir<sup>II</sup>; Luciene Kozovits<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Analista    do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica) e doutorando    em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro,    RJ, Brasil. E-mail: <a href="mailto:joao.hallak@gmail.com">joao.hallak@gmail.com</a>    <br>   <sup>II</sup>Analistas da Coordena&ccedil;&atilde;o de Contas Nacionais do IBGE.    E-mails: <a href="mailto:katia.namir@ibge.gov.br">katia.namir@ibge.gov.br</a>;    <a href="mailto:luciene.kozovits@ibge.gov.br">luciene.kozovits@ibge.gov.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr size="1" noshade>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O objetivo central deste texto &eacute; retratar o setor informal brasileiro &agrave; luz das novas possibilidades de an&aacute;lise que se constitu&iacute;ram a partir da revis&atilde;o da s&eacute;rie do Sistema de Contas Nacionais (SCN), realizada em 2007. S&atilde;o apresentados os resultados referentes &agrave; gera&ccedil;&atilde;o de valor adicionado e ao n&uacute;mero de ocupa&ccedil;&otilde;es por setor produtivo e tipo de emprego para o Brasil no per&iacute;odo recente, considerando a metodologia revista do novo manual internacional de contas nacionais. A base de dados utilizada foi a nova s&eacute;rie do SCN, cujo ano de refer&ecirc;ncia &eacute; 2000 e os dados dispon&iacute;veis compreendem os anos 2000 a 2007. Em 2007, o setor informal, que empregava 27,7% dos postos de trabalho do pa&iacute;s, teve uma contribui&ccedil;&atilde;o de 9,9% na gera&ccedil;&atilde;o do valor adicionado. O emprego informal como um todo, por sua vez, alcan&ccedil;ou 56,4% das ocupa&ccedil;&otilde;es totais.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>      Setor informal; Trabalho informal; Sistema de Contas Nacionais; Valor adicionado.</font></p>  <hr size="1" noshade>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">The central objective    of this paper is to present the informal sector in Brazil in face of new possibilities    resulting from the revision of the Brazilian SNA series in 2007. The results    concerning the generation of value added and the number of occupations by sector    of production and type of employment for Brazil in a recent period, are presented    in the study. The SNA new series database was used, where the reference year    is 2000 and the available data cover the years 2000 to 2007. In the last year    of the series, the informal sector, which accounts for 27.2% of jobs in the    country, displayed a contribution of 9.9% in the generation of value added.    In turn, informal employment as a whole reached 56.4% of total employment.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>      System of National Accounts; Informal economy; Informal sector; Informal labor;    Gross value added.</font></p>  <hr size="1" noshade>    <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) apresentou, em mar&ccedil;o de 2007, os resultados da nova s&eacute;rie do Sistema de Contas Nacionais (SCN) - refer&ecirc;ncia 2000. Essencialmente, seu objetivo foi atualizar os dados relativos &agrave; economia brasileira, utilizando o novo sistema de informa&ccedil;&otilde;es estat&iacute;sticas dispon&iacute;vel no pa&iacute;s juntamente &agrave; incorpora&ccedil;&atilde;o de alguns aperfei&ccedil;oamentos metodol&oacute;gicos e com a ado&ccedil;&atilde;o de uma nova classifica&ccedil;&atilde;o de produtos e atividades. Ao contr&aacute;rio da revis&atilde;o anterior, realizada em 1997, essa nova reformula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi motivada por altera&ccedil;&otilde;es na estrutura do sistema de contas nacionais que permaneceu baseado nas Tabelas de Recursos e Usos (TRU) e nas Contas Econ&ocirc;micas Integradas (CEI).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A principal altera&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; s&eacute;rie at&eacute; ent&atilde;o vigente foi a introdu&ccedil;&atilde;o de novas fontes estat&iacute;sticas como as pesquisas econ&ocirc;micas anuais do IBGE nas &aacute;reas de Ind&uacute;stria, Constru&ccedil;&atilde;o Civil, Com&eacute;rcio e Servi&ccedil;os e de pesquisas domiciliares como a Pesquisa de Or&ccedil;amentos Familiares (POF), a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios (Pnad) e a Pesquisa de Economia Informal Urbana de 2003 (Ecinf). Tamb&eacute;m, passaram a integrar a base de dados do sistema as informa&ccedil;&otilde;es anuais de outras institui&ccedil;&otilde;es como a Declara&ccedil;&atilde;o de Informa&ccedil;&otilde;es Econ&ocirc;mico-Fiscais da Pessoa Jur&iacute;dica (DIPJ) obtidas atrav&eacute;s da Secretaria da Receita Federal e os balan&ccedil;os fornecidos pelas Ag&ecirc;ncias Reguladoras. Esse conjunto de informa&ccedil;&otilde;es refor&ccedil;a a qualidade do SCN na medida em que possibilita a exist&ecirc;ncia de marcos estruturais anuais para seus resultados n&atilde;o s&oacute; no ano base, mas tamb&eacute;m nos anos correntes.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outra considera&ccedil;&atilde;o a respeito das mudan&ccedil;as incorporadas ao SCN refere-se &agrave; atualiza&ccedil;&atilde;o de conceitos e defini&ccedil;&otilde;es em conformidade &agrave;s &uacute;ltimas recomenda&ccedil;&otilde;es dos organismos internacionais<a name="top4"></a><a href="#back4"><sup>4</sup></a>. A introdu&ccedil;&atilde;o de novas fontes de dados e as altera&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas no SCN do Brasil permitiu maior detalhamento dos componentes do Produto Interno Bruto (PIB) tanto pela &oacute;tica de bens e servi&ccedil;os produzidos pelas atividades econ&ocirc;micas, quanto pela reparti&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o da renda entre os setores institucionais.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sobre tal segmento, os avan&ccedil;os obtidos na mensura&ccedil;&atilde;o do setor institucional fam&iacute;lias, com a identifica&ccedil;&atilde;o e a desagrega&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es sem fins de lucro a servi&ccedil;o das fam&iacute;lias e a transfer&ecirc;ncia da agricultura empresarial e das microempresas para o setor empresarial tornaram poss&iacute;vel aperfei&ccedil;oar a an&aacute;lise do setor fam&iacute;lias como um todo e de suas subdivis&otilde;es, em particular, a do setor informal.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O objetivo central do texto &eacute; realizar um primeiro estudo do setor informal brasileiro diante das novas possibilidades de an&aacute;lise que se constitu&iacute;ram a partir desta revis&atilde;o de s&eacute;rie que, por ser recente, ainda se encontra pouco explorada. A mensura&ccedil;&atilde;o do setor e do emprego informal torna indispens&aacute;vel uma discuss&atilde;o preliminar sobre as diferen&ccedil;as entre tais conceitos. Apresentam-se, assim, os principais aspectos metodol&oacute;gicos no &acirc;mbito das discuss&otilde;es da Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho (OIT), considerando, tamb&eacute;m, a rec&eacute;m-publicada revis&atilde;o do manual internacional de contas nacionais, realizada pelas Na&ccedil;&otilde;es Unidas em conjunto &agrave; Comiss&atilde;o Internacional das Comunidades Europ&eacute;ias, o Fundo Monet&aacute;rio Internacional, a Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&ocirc;mico e o Banco Mundial no final do ano passado (SNA, 2008).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desse modo, s&atilde;o apresentados os resultados referentes &agrave; gera&ccedil;&atilde;o de valor adicionado e ao n&uacute;mero de ocupa&ccedil;&otilde;es por setor de produ&ccedil;&atilde;o e tipo de emprego para o Brasil entre os anos de 2000 e 2007. A base de dados utilizada foi a nova s&eacute;rie do SCN, cujo ano de refer&ecirc;ncia &eacute; 2000 e os dados dispon&iacute;veis compreendem o per&iacute;odo assinalado.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O estudo est&aacute;    dividido em quatro se&ccedil;&otilde;es al&eacute;m da introdu&ccedil;&atilde;o.    A primeira destaca as concep&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas de setor e emprego    informal e no &acirc;mbito das discuss&otilde;es na OIT desde a d&eacute;cada    de 1970. A seguir, &eacute; realizada uma breve descri&ccedil;&atilde;o dos    conceitos de setor e emprego adotados pelo SCN do Brasil de modo a fundamentar    a an&aacute;lise dos resultados apresentada na se&ccedil;&atilde;o 3. As considera&ccedil;&otilde;es    finais constam da &uacute;ltima se&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>1 A concep&ccedil;&atilde;o do setor informal e sua rela&ccedil;&atilde;o com o emprego informal</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O termo setor informal foi inicialmente identificado nos estudos voltados para o Programa Mundial de Emprego, realizados pela OIT j&aacute; no in&iacute;cio dos anos 1970. O relat&oacute;rio sobre emprego, renda e igualdade para o Qu&ecirc;nia tornou-se um marco para a discuss&atilde;o a respeito do conceito de setor informal e teve grande influ&ecirc;ncia sobre trabalhos realizados posteriormente pela OIT em pa&iacute;ses africanos e asi&aacute;ticos (ILO, 1972). O debate prosseguiu com os trabalhos para o Programa Regional de Emprego &agrave; Am&eacute;rica Latina e ao Caribe e outras miss&otilde;es, sendo que, a partir desse marco, uma vasta produ&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e acad&ecirc;mica passou a destacar o tema (Cacciamali, 1983).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O relat&oacute;rio sobre emprego para o Qu&ecirc;nia foi pioneiro ao reconhecer o setor informal como uma fonte de oportunidades de trabalho e rendimento para um grande n&uacute;mero de pessoas, a despeito de ser considerado frequentemente como improdutivo e estagnado e de n&atilde;o obter o apoio governamental que tradicionalmente &eacute; dedicado a diversas firmas do setor formal. Levando em conta estes aspectos, o relat&oacute;rio prop&otilde;e uma atitude positiva do governo no sentido de promover pol&iacute;ticas p&uacute;blicas direcionadas a este setor<a name="top5"></a><a href="#back5"><sup>5</sup></a>. Assim, a express&atilde;o setor informal esteve, pela primeira vez, vinculada ao modo de organiza&ccedil;&atilde;o da unidade produtiva em um programa que tinha entre seus principais objetivos a "proposta de estudos sobre estrat&eacute;gias de desenvolvimento econ&ocirc;mico que observassem como vari&aacute;vel chave a cria&ccedil;&atilde;o de empregos, ao inv&eacute;s do crescimento r&aacute;pido do produto" (Cacciamali, 1983).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os objetivos e caracter&iacute;sticas diferenciados de cada pa&iacute;s contribu&iacute;ram para que n&atilde;o houvesse concord&acirc;ncia quanto ao conceito de economia informal, entendido como o agrupamento dos dois conceitos introduzidos pelos estat&iacute;sticos do trabalho: o setor informal e o trabalho informal. De acordo com Rocha (1989), esse fato permitiu o desenvolvimento de outras abordagens ao longo dos anos 1970, como a de estrutura produtiva e a de mercado de trabalho. Cacciamalli (2000) avan&ccedil;a ao reconhecer que a utiliza&ccedil;&atilde;o do termo setor informal para representar propriet&aacute;rios e trabalhadores de micro ou pequenas unidades produtivas com rela&ccedil;&otilde;es de trabalho e capital precariamente delimitadas, tamb&eacute;m, admitiu m&uacute;ltiplas abordagens e diferentes objetos de estudos como microempresas e ocupa&ccedil;&otilde;es por conta pr&oacute;pria entre outros.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sob a perspectiva da estrutura produtiva existem duas no&ccedil;&otilde;es diferentes de setor informal. A primeira "parte da concep&ccedil;&atilde;o da empresa em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; estrutura legal e administrativa e assume que existe uma rela&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca entre o n&atilde;o registro e a no&ccedil;&atilde;o de informalidade" (ILO, 2002). A segunda reconhece o setor informal como uma maneira particular de produ&ccedil;&atilde;o e o define quanto &agrave; forma em que os empreendimentos est&atilde;o organizados e executam suas atividades. Assegura que o setor informal n&atilde;o &eacute; o setor n&atilde;o registrado e admite o n&atilde;o registro como caracter&iacute;stica do setor informal e n&atilde;o com crit&eacute;rio para defini-lo (ILO, 2002).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em 1993, durante a 15ª Confer&ecirc;ncia Internacional de Estat&iacute;sticos do Trabalho (CIET), a OIT adotou uma defini&ccedil;&atilde;o internacional de setor informal a partir do funcionamento e organiza&ccedil;&atilde;o das unidades produtivas. A Resolu&ccedil;&atilde;o sobre Estat&iacute;sticas de Emprego no Setor Informal (ILO, 2000) recomendou que pa&iacute;ses onde tal setor cumprisse um papel importante como fonte de emprego e renda e como fator de desenvolvimento econ&ocirc;mico e social deveriam estabelecer um sistema de informa&ccedil;&otilde;es de emprego no setor informal<a name="top6"></a><a href="#back6"><sup>6</sup></a>. O aperfei&ccedil;oamento das estat&iacute;sticas foi considerado estrat&eacute;gico para permitir o desenvolvimento de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de maneira mais eficiente para o setor informal.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m disso, a resolu&ccedil;&atilde;o incorporou a conceitua&ccedil;&atilde;o do setor informal como parte do setor institucional fam&iacute;lias no SCN e classificou as unidades produtivas do setor informal em dois componentes. O primeiro compreende os empreendimentos informais de pessoas que trabalham por conta pr&oacute;pria. O segundo refere-se aos empreendimentos informais dos empregadores<a name="top7"></a><a href="#back7"><sup>7</sup></a>. Subsequentemente, este documento da OIT foi inserido no manual internacional de contas nacionais - System of National Accounts, publicado em 1993 (SNA-93) - no cap&iacute;tulo 4, sobre unidades e setores institucionais. A inclus&atilde;o da defini&ccedil;&atilde;o de setor informal no SNA-93, segundo Hussmanns (2004), "foi considerada essencial porque tornou poss&iacute;vel identificar separadamente o setor informal nas contas nacionais e, portanto, quantificar a contribui&ccedil;&atilde;o deste setor no Produto Interno Bruto".</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A defini&ccedil;&atilde;o de setor informal da 15ª CIET admitiu as duas dimens&otilde;es consideradas na abordagem da estrutura produtiva, ao permitir que tanto o n&atilde;o registro quanto o tamanho do empreendimento pudessem ser utilizados como crit&eacute;rio para distinguir os empreendimentos do setor informal dos demais.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quanto &agrave;s quest&otilde;es relacionadas especificamente ao mercado de trabalho, a resolu&ccedil;&atilde;o da OIT de 1993, ao se limitar ao emprego no setor informal, trouxe novas discuss&otilde;es a respeito da constru&ccedil;&atilde;o de uma categoria anal&iacute;tica para o tema da informalidade<a name="top8"></a><a href="#back8"><sup>8</sup></a>. No Brasil, por exemplo, Ramos e Ferreira (2005) analisaram a evolu&ccedil;&atilde;o do mercado de trabalho no per&iacute;odo entre 1991 e 2003, apresentando um indicador denominado "grau de informalidade" para designar a propor&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores assalariados sem carteira de trabalho assinada ou aut&ocirc;nomos sobre o total dos trabalhadores, exclusos os n&atilde;o remunerados. J&aacute;, Menezes Filho, Mendes e Almeida (2004), ao investigarem os diferenciais de sal&aacute;rios entre os setores formal e informal, consideram como crit&eacute;rio para definir tais setores a contribui&ccedil;&atilde;o &agrave; previd&ecirc;ncia social ou a posse de carteira de trabalho assinada. Saboia e Saboia (2004) tamb&eacute;m utilizaram uma defini&ccedil;&atilde;o semelhante para uma an&aacute;lise regional da popula&ccedil;&atilde;o ocupada informal com base no Censo Demogr&aacute;fico 2000.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em 2003, durante a 17ª CIET, a OIT divulgou novas diretrizes que complementaram a resolu&ccedil;&atilde;o de 1993 sobre emprego no setor informal, com a inclus&atilde;o da concep&ccedil;&atilde;o de economia informal e a ado&ccedil;&atilde;o de uma defini&ccedil;&atilde;o para o emprego informal. Assim, mais uma vez ficou estabelecido que, quando se trata do setor informal, parte-se da perspectiva de unidade produtiva, enquanto o emprego informal est&aacute; associado a postos de trabalho<a name="top9"></a><a href="#back9"><sup>9</sup></a>.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De acordo com a 17ª CIET, as modalidades de inser&ccedil;&atilde;o no trabalho que se constituem em emprego informal s&atilde;o as seguintes: trabalhadores por conta pr&oacute;pria e empregadores propriet&aacute;rios de unidades produtivas no setor informal, trabalhadores em ajuda a membro do domic&iacute;lio e assalariados (se a rela&ccedil;&atilde;o de trabalho n&atilde;o est&aacute; sujeita &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o trabalhista nacional e &agrave; prote&ccedil;&atilde;o social), membros de cooperativas de produtores informais e trabalhadores que produzem bens prioritariamente para o pr&oacute;prio uso.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A defini&ccedil;&atilde;o do trabalho informal apresentada pela 17ª CIET representa um consider&aacute;vel avan&ccedil;o na medida em que passa a contemplar como emprego informal todas as modalidades de inser&ccedil;&atilde;o no trabalho acima descritas, independentemente do tipo de sua unidade produtiva, seja ela, formal, informal ou outras unidades familiares (OIT, 2003).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Matriz de Emprego reproduzida a seguir ilustra as possibilidades de emprego nos setores e sua classifica&ccedil;&atilde;o como emprego formal ou informal. A tabela foi originalmente apresentada pela OIT na publica&ccedil;&atilde;o de 2002, <i>Decent Work and the Informal Economy</i> (ILO, 2002).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desse modo, de acordo com as determina&ccedil;&otilde;es da 17ª CIET, o emprego no setor informal compreenderia as situa&ccedil;&otilde;es representadas nas c&eacute;lulas numeradas de 3 a 8, ou seja, na linha correspondente &agrave;s unidades do setor informal. O emprego informal, por sua vez, abarcaria as c&eacute;lulas de 3 a 6 e 8 e tamb&eacute;m as c&eacute;lulas 1, 2, 9 e 10 que representam modalidades de trabalho informal em outras unidades produtivas e n&atilde;o, nas unidades informais.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma vers&atilde;o    simplificada da matriz, com a mesma proposta de desagrega&ccedil;&atilde;o das    unidades produtivas, mas reunindo as categorias ocupacionais apenas em duas    colunas - empregos formais e informais - encontra-se na revis&atilde;o do Manual    de Contas Nacionais (SNA, 2008, p. 83), j&aacute; mencionada neste estudo. O    citado modelo de matriz ser&aacute; utilizado na se&ccedil;&atilde;o seguinte    em que s&atilde;o apresentados os resultados para o caso brasileiro.</font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>2 Setor e emprego no Sistema de Contas Nacionais do Brasil</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A metodologia adotada pelo Sistema de Contas Nacionais do Brasil incorpora as recomenda&ccedil;&otilde;es internacionais tanto no que diz respeito ao c&aacute;lculo dos agregados por setor produtivo quanto ao de emprego. A classifica&ccedil;&atilde;o de setor relaciona-se &agrave; forma de organiza&ccedil;&atilde;o da unidade de produ&ccedil;&atilde;o, enquanto a abordagem sobre o emprego refere-se &agrave; qualifica&ccedil;&atilde;o do v&iacute;nculo empregat&iacute;cio ou da ocupa&ccedil;&atilde;o do trabalhador.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A obten&ccedil;&atilde;o do valor adicionado segundo os setores de produ&ccedil;&atilde;o (formal, informal e de outras unidades familiares) tem, como fundamento, a classifica&ccedil;&atilde;o do SCN por setor institucional. O SNA-93 (e tamb&eacute;m o novo SNA-2008) define cada setor institucional como um conjunto de unidades institucionais que possuem objetivos, fun&ccedil;&otilde;es e fontes de recursos semelhantes. Estas, por sua vez, s&atilde;o definidas como unidades capazes de possuir bens e ativos, contrair responsabilidades e envolver-se em atividades econ&ocirc;micas e opera&ccedil;&otilde;es com outras unidades, por direito pr&oacute;prio. Para fins do SCN, tais unidades s&atilde;o agrupadas e organizadas em cinco grandes setores institucionais: empresas n&atilde;o financeiras, empresas financeiras, institui&ccedil;&otilde;es sem fins de lucro a servi&ccedil;o das fam&iacute;lias, administra&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e fam&iacute;lias.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os quatro primeiros setores institucionais s&atilde;o entidades jur&iacute;dicas ou sociais espec&iacute;ficas cuja exist&ecirc;ncia &eacute; reconhecida pela lei. No caso brasileiro, as unidades que comp&otilde;em tais setores possuem inscri&ccedil;&atilde;o no Cadastro Nacional de Pessoa Jur&iacute;dica (CNPJ) e podem ser consideradas constituintes do setor formal da economia. Embora o SNA n&atilde;o utilize a express&atilde;o "setor formal", n&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil conceber que todas as unidades do setor empresarial, da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e das Institui&ccedil;&otilde;es sem Fins Lucrativos a Servi&ccedil;o das Fam&iacute;lias (ISFLSF) fa&ccedil;am parte do setor formal da economia, conforme menciona a revis&atilde;o do manual no par&aacute;grafo 25.53 (SNA, 2008).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O setor institucional fam&iacute;lias abrange as fam&iacute;lias as fam&iacute;lias enquanto unidades de consumo e unidades produtoras. Tanto a vers&atilde;o do SNA de 1993 quanto &agrave; de 2008 definem fam&iacute;lia como um pequeno grupo de indiv&iacute;duos que partilham o mesmo domic&iacute;lio e re&uacute;nem parte, ou a totalidade, de seu rendimento e patrim&ocirc;nio, consumindo coletivamente certos tipos de bens e servi&ccedil;os, principalmente de habita&ccedil;&atilde;o e alimenta&ccedil;&atilde;o. O setor inclui as unidades produtivas constitu&iacute;das por trabalhadores por conta pr&oacute;pria e empregadores de empresas mercantis n&atilde;o constitu&iacute;das em sociedade. A express&atilde;o "n&atilde;o constitu&iacute;da em sociedade" real&ccedil;a o fato de que a unidade de produ&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; societ&aacute;ria como unidade jur&iacute;dica separada da pr&oacute;pria fam&iacute;lia.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O titular tem duplo papel, atuando como empres&aacute;rio respons&aacute;vel pela cria&ccedil;&atilde;o da empresa e como trabalhador, podendo desenvolver qualquer tipo de atividade produtiva: agricultura, ind&uacute;stria extrativa, ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o, constru&ccedil;&atilde;o, com&eacute;rcio ou produ&ccedil;&atilde;o de outros tipos de servi&ccedil;os (SNA, 1993, 4.144). Tamb&eacute;m, contribuem para a produ&ccedil;&atilde;o do setor institucional fam&iacute;lias, as unidades agr&iacute;colas que produzem bens para o autoconsumo, o aluguel imputado aos im&oacute;veis residenciais ocupados por seus propriet&aacute;rios, o aluguel efetivo recebido por pessoas f&iacute;sicas e o servi&ccedil;o dom&eacute;stico remunerado.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O setor informal da economia pode ser entendido assim como uma subdivis&atilde;o do setor institucional fam&iacute;lias em que s&atilde;o classificadas as unidades produtivas n&atilde;o agr&iacute;colas as quais se caracterizam por um baixo n&iacute;vel de organiza&ccedil;&atilde;o e por n&atilde;o possu&iacute;rem uma clara divis&atilde;o entre trabalho e capital enquanto fatores produtivos, cuja produ&ccedil;&atilde;o &eacute; destinada prioritariamente ao mercado (ONU, 2008).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As demais unidades familiares produtoras - as quais desenvolvem atividades de agricultura mercantil ou para o pr&oacute;prio consumo, que produzem aluguel efetivo e imputado e as fam&iacute;lias que empregam trabalhadores dom&eacute;sticos remunerados - complementam o setor institucional fam&iacute;lias e ser&atilde;o agrupadas no artigo em outro subgrupo denominado "outras unidades familiares". S&atilde;o, tamb&eacute;m, representadas por empreendimentos n&atilde;o constitu&iacute;dos em sociedade, a exemplo do que ocorre no setor informal. Diferenciam-se das unidades do setor informal, no entanto, pelo fato de que sua produ&ccedil;&atilde;o n&atilde;o agr&iacute;cola n&atilde;o seja voltada prioritariamente ao mercado, mas ao uso pr&oacute;prio, ou no caso do aluguel, porque a produ&ccedil;&atilde;o &eacute; um rendimento predominantemente do capital.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No que se refere ao emprego, o SCN admite o conceito de ocupa&ccedil;&otilde;es ou postos de trabalho, o que, para uma pessoa ativa, consiste em ter um de tais postos de trabalho em unidade de produ&ccedil;&atilde;o, ou seja, poder&aacute; ter mais de uma ocupa&ccedil;&atilde;o, sendo uma dentre elas, considerada principal. Cada emprego ou ocupa&ccedil;&atilde;o no sistema est&aacute; associado a uma categoria ocupacional ou tipo de inser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ressalta-se que, segundo o SNA-1993, ser&aacute; classificado como ocupado quem exercer atividade dentro da fronteira de produ&ccedil;&atilde;o. Sendo assim, est&atilde;o considerados os empregados e os trabalhadores aut&ocirc;nomos e exclu&iacute;dos os indiv&iacute;duos desempregados e aqueles que n&atilde;o fazem parte da for&ccedil;a de trabalho<a name="top10"></a><a href="#back10"><sup>10</sup></a>. A determina&ccedil;&atilde;o da categoria de empregados pressup&otilde;e, entre um indiv&iacute;duo e uma unidade produtiva, a exist&ecirc;ncia de um acordo formal ou n&atilde;o, normalmente volunt&aacute;rio para a presta&ccedil;&atilde;o de trabalho em contrapartida de uma remunera&ccedil;&atilde;o por um per&iacute;odo definido. Por outro lado, o conceito de trabalhadores aut&ocirc;nomos compreende aqueles que s&atilde;o propriet&aacute;rios individuais ou em conjunto a outros de empreendimentos n&atilde;o constitu&iacute;dos em sociedade nos quais trabalham. Essa classe de trabalhadores n&atilde;o recebe remunera&ccedil;&atilde;o, que seria exclusiva ao fator trabalho, mas rendimento misto. Importa ainda lembrar que trabalhadores familiares n&atilde;o remunerados, incluindo os que trabalham nas empresas n&atilde;o constitu&iacute;das em sociedade, exercendo exclusiva ou parcialmente atividades de produ&ccedil;&atilde;o mercantil, s&atilde;o tamb&eacute;m entendidos como aut&ocirc;nomos.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O SCN do Brasil    divulga resultados de emprego desagregados em ocupa&ccedil;&otilde;es com e    sem v&iacute;nculo forma. Ocupa&ccedil;&otilde;es com v&iacute;nculo re&uacute;nem    os assalariados com carteira de trabalho assinada, os militares, funcion&aacute;rios    p&uacute;blicos estatut&aacute;rios e empregadores de empresas formais, isto    &eacute;, as constitu&iacute;das em sociedade. Ocupa&ccedil;&otilde;es sem v&iacute;nculo    formal incluem os assalariados sem carteira de trabalho assinada e trabalhadores    aut&ocirc;nomos os quais, por sua vez, agregam trabalhadores por conta pr&oacute;pria    e n&atilde;o remunerados al&eacute;m dos empregadores informais.Tendo como base    as novas diretrizes adotadas pela OIT na 17ª CIET, o SCN considera que o emprego,    seja ele formal ou informal, pode inserir-se nos diferentes setores de produ&ccedil;&atilde;o.    De fato, de acordo com a <a href="/img/revistas/ecos/v21n1/04F01.jpg">Figura 1</a> - matriz de    emprego proposta pela 17ª CIET - constata-se que o setor informal no SCN registra,    al&eacute;m dos empregos informais (trabalhadores por conta pr&oacute;pria,    empregadores informais, trabalhadores n&atilde;o remunerados e empregados sem    carteira - correspondentes &agrave;s c&eacute;lulas 3, 4, 5 e 6), uma parcela    do emprego formal (empregados com carteira de unidades n&atilde;o constitu&iacute;das    formalmente - c&eacute;lula 7). Por outro lado, parcelas do emprego informal    tamb&eacute;m s&atilde;o encontradas tanto no setor formal quanto nas outras    unidades familiares.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quanto aos marcos    conceitual e metodol&oacute;gico abordados, s&atilde;o apresentados, a seguir,    os resultados relativos aos setores de produ&ccedil;&atilde;o e tipos de emprego    para a economia brasileira, em n&iacute;vel nacional, no per&iacute;odo de 2000    a 2007.</font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>3 Resultados</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esta se&ccedil;&atilde;o apresenta resultados do valor adicionado, desagregados pelos setores de produ&ccedil;&atilde;o propostos, isto &eacute;, formal, informal e outras unidades familiares, bem como a composi&ccedil;&atilde;o do trabalho no Brasil, nos anos recentes.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os agregados selecionados foram obtidos a partir do SCN, que permite calcular a contribui&ccedil;&atilde;o do setor informal no valor bruto da produ&ccedil;&atilde;o (VBP) e no valor adicionado bruto (VAB)<a name="top11"></a><a href="#back11"><sup>11</sup></a> relativamente a de outros setores da economia, bem como o emprego por tipo de inser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho. A mensura&ccedil;&atilde;o do emprego informal tamb&eacute;m poderia ser obtida por interm&eacute;dio de outras fontes como as pesquisas domiciliares. O uso do SCN, entretanto, al&eacute;m de apresentar uma s&eacute;rie com periodicidade anual e cobertura geogr&aacute;fica nacional, viabiliza o cruzamento dos dados relativos ao setor e ao tipo de emprego conforme recomenda&ccedil;&atilde;o da OIT<a name="top12"></a><a href="#back12"><sup>12</sup></a>.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A an&aacute;lise    do setor informal da economia brasileira <i>vis &agrave; vis</i> os demais setores    selecionados foi realizada, considerando-se o per&iacute;odo entre 2000 e 2007.    A evolu&ccedil;&atilde;o desses tr&ecirc;s setores indica que, desde o in&iacute;cio    da nova s&eacute;rie do SCN, existe uma tend&ecirc;ncia de redu&ccedil;&atilde;o    da propor&ccedil;&atilde;o tanto do setor informal quanto de outras unidades    familiares no valor adicionado da economia (<a href="/img/revistas/ecos/v21n1/04t01.jpg">Tabela    1</a>). Tais setores, que representavam respectivamente 12,7% e 14,5% do valor    adicionado em 2000, reduziram-se para 9,9% e 11,5%, em 2007. Assim, o setor    institucional fam&iacute;lias sofreu uma redu&ccedil;&atilde;o de 27,2% para    21,4% na participa&ccedil;&atilde;o do valor adicionado bruto da economia. Como    consequ&ecirc;ncia, no mesmo per&iacute;odo, houve crescimento da parcela do    setor formal no valor adicionado, que passou de 72,8% para 78,6%.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Incentivos ao aumento da formaliza&ccedil;&atilde;o como a expans&atilde;o do cr&eacute;dito para micro e pequenas empresas formais e medidas de simplifica&ccedil;&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o de impostos aos pequenos empreendimentos contribu&iacute;ram para o resultado obtido<a name="top13"></a><a href="#back13"><sup>13</sup></a>. Por outro lado, a perda de peso do valor da atividade de aluguel, causada fundamentalmente pela redu&ccedil;&atilde;o de seus pre&ccedil;os no per&iacute;odo, determinou a redu&ccedil;&atilde;o do setor outras unidades familiares na gera&ccedil;&atilde;o do valor adicionado<a name="top14"></a><a href="#back14"><sup>14</sup></a>.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A <a href="/img/revistas/ecos/v21n1/04t02.jpg">Tabela    2</a> exibe os resultados do setor informal segundo os grupos de atividades    econ&ocirc;micas nos dois anos lim&iacute;trofes da s&eacute;rie investigada.    Ao longo desses oito anos, percebeu-se que n&atilde;o houve altera&ccedil;&atilde;o    significativa na estrutura de distribui&ccedil;&atilde;o do valor adicionado    gerado pelas atividades, cabendo, tanto em 2000 quanto em 2007, ao grupamento    Outros servi&ccedil;os o maior peso no setor informal (34,5% e 32,8%, respectivamente)<a name="top15"></a><a href="#back15"><sup>15</sup></a>,    seguida pelo Com&eacute;rcio (24,8% e 25,8%) e pela Constru&ccedil;&atilde;o    Civil (13,4% e 13,0%).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A <a href="/img/revistas/ecos/v21n1/04t03.jpg">Tabela    3</a> re&uacute;ne as estat&iacute;sticas de trabalho por tipo de inser&ccedil;&atilde;o    no mesmo per&iacute;odo. As categorias de assalariados com carteira assinada,    militares, funcion&aacute;rios p&uacute;blicos estatut&aacute;rios e empregadores    de empresas formais est&atilde;o agregadas na ocupa&ccedil;&atilde;o com v&iacute;nculo    formal<a name="top16"></a><a href="#back16"><sup>16</sup></a>. A estimativa aqui apresentada de trabalho informal constitui-se    do agrupamento dos resultados de assalariados sem carteira assinada e dos trabalhadores    aut&ocirc;nomos, ou seja, compostos de trabalhadores por conta pr&oacute;pria,    empregadores informais e trabalhadores n&atilde;o remunerados.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os dados mostram    que o total de ocupa&ccedil;&otilde;es elevou-se em 15,7 milh&otilde;es (de    78,9 milh&otilde;es para 94,7 milh&otilde;es) ao longo dos oito anos da s&eacute;rie,    o que equivale a um aumento de 19,9%. Este crescimento da ocupa&ccedil;&atilde;o    apresentou comportamento distinto entre as categorias, sobretudo nos anos finais    da s&eacute;rie, quando o emprego formal obteve um ganho de participa&ccedil;&atilde;o    em rela&ccedil;&atilde;o ao informal, isto &eacute;, frente &agrave;s ocupa&ccedil;&otilde;es    sem v&iacute;nculo. Com efeito, entre 2000 e 2007 o crescimento apurado para    o emprego formal foi de 36,9%, enquanto a expans&atilde;o do emprego informal,    9,5%.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A crescente formaliza&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho nos anos recentes reverteu o movimento anterior de deteriora&ccedil;&atilde;o da qualidade do trabalho percebido pelo consider&aacute;vel aumento da participa&ccedil;&atilde;o das formas de inser&ccedil;&atilde;o mais prec&aacute;rias <b>-</b> assalariados sem carteira e trabalhadores por conta pr&oacute;pria, caracter&iacute;stico da d&eacute;cada de 1990<a name="top17"></a><a href="#back17"><sup>17</sup></a> que, juntamente ao aumento do desemprego, sustentaram fortes press&otilde;es pol&iacute;ticas pela desregula&ccedil;&atilde;o trabalhista como condi&ccedil;&atilde;o para eleva&ccedil;&atilde;o do emprego formal no Brasil. Nessa dire&ccedil;&atilde;o, as propostas de flexibiliza&ccedil;&atilde;o das leis do trabalho ganharam, sobretudo nos anos 1990, uma grande repercuss&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica brasileira ligada ao tema<a name="top18"></a><a href="#back18"><sup>18</sup></a>.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Contrariando essa suposi&ccedil;&atilde;o, a trajet&oacute;ria ascendente assumida pelo emprego formal e a queda relativa da informalidade no mercado de trabalho brasileiro, sobretudo a partir de 2004, pode estar associada &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o positiva da atividade econ&ocirc;mica, uma vez que a taxa de crescimento do PIB em volume atingiu a m&eacute;dia anual de 5,7% nos quadri&ecirc;nio 2004-2007. De fato, no per&iacute;odo, o incremento do emprego e em particular do emprego com carteira assinada foram significativos<a name="top19"></a><a href="#back19"><sup>19</sup></a>, a despeito da aus&ecirc;ncia de mudan&ccedil;as relevantes na legisla&ccedil;&atilde;o trabalhista. Diante de tais evid&ecirc;ncias, o argumento em favor da desregula&ccedil;&atilde;o do mercado de trabalho com vistas &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da informalidade perdeu peso no debate econ&ocirc;mico atual. Ainda assim, o tipo de associa&ccedil;&atilde;o, vez ou outra, &eacute; identificado em distintas formas de abordagens como em recente artigo apresentado na &uacute;ltima Confer&ecirc;ncia Internacional sobre Economia Informal<a name="top20"></a><a href="#back20"><sup>20</sup></a>. Analisando dados do mercado de trabalho em regi&otilde;es da It&aacute;lia e Brasil, no per&iacute;odo de 1992/2002 e 1982/2002, respectivamente, os autores sustentam que modelos econom&eacute;tricos indicam implica&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, sendo "<i>The most important is quite simple: <u>in order to reduce shadow employment, it is necessary to deregulate the labor market. Deregulation reduces unemployment, and shadow employment is reduced as a by-product.</u></i>" (Boeri; Garibaldi, 2009, p. 31, grifo no original). A cita&ccedil;&atilde;o defende a ideia de que a desregula&ccedil;&atilde;o trabalhista reduziria tanto o desemprego quanto o emprego informal (chamado pelo autor de <i>shadow employment</i>), uma afirma&ccedil;&atilde;o comum embora controversa<a name="top21"></a><a href="#back21"><sup>21</sup></a>.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os &uacute;ltimos    resultados positivos expressos nos indicadores de emprego do pa&iacute;s no    per&iacute;odo pesquisado sugerem novas explica&ccedil;&otilde;es ao comportamento    do mercado    de trabalho. Na realidade, a regula&ccedil;&atilde;o e a garantia de direitos,    bem como o crescimento do sal&aacute;rio m&iacute;nimo e seu efeito sobre massa    salarial, entre outros, devem ser considerados como determinantes do aumento    do emprego formal<a name="top22"></a><a href="#back22"><sup>22</sup></a>. A primeira hip&oacute;tese a amparar tal proposi&ccedil;&atilde;o    &eacute; que o crescimento econ&ocirc;mico oferece a alternativa de um emprego    de maior qualidade ao trabalhador sem carteira ou ao trabalhador aut&ocirc;nomo,    qualificado nesse tipo de inser&ccedil;&atilde;o por necessidade, afastando-os    das condi&ccedil;&otilde;es do trabalho informal. As eleva&ccedil;&otilde;es    da massa salarial real e da demanda interna permitem, por outro lado, a gera&ccedil;&atilde;o    de oportunidades de trabalho, criando um efeito multiplicador de renda, decisivo    em uma trajet&oacute;ria de crescimento econ&ocirc;mico.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esse entendimento &eacute; o mesmo observado em outros estudos, como o trabalho emp&iacute;rico de Feij&oacute; et al. (2009). Para os autores, a "persist&ecirc;ncia de um setor informal com peso expressivo na economia &eacute; entendida como resultado de uma estrat&eacute;gia de sobreviv&ecirc;ncia por parte de trabalhadores que n&atilde;o encontram coloca&ccedil;&atilde;o no mercado formal de trabalho" e assim, as pol&iacute;ticas de emprego devem estar associadas a pol&iacute;ticas macroecon&ocirc;micas que promovam o crescimento econ&ocirc;mico. Segundo Feij&oacute; et al. (2009: p. 348), Salm (2005) tamb&eacute;m alerta para os efeitos da aplica&ccedil;&atilde;o de medidas de pol&iacute;tica econ&ocirc;mica com o objetivo de promo&ccedil;&atilde;o do crescimento econ&ocirc;mico como uma estrat&eacute;gia de combate &agrave; informalidade e ao subdesenvolvimento.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outra hip&oacute;tese relacionada ao per&iacute;odo em an&aacute;lise &eacute; o impacto das pol&iacute;ticas sociais distributivas e de prote&ccedil;&atilde;o social. Por meio delas, integrantes de fam&iacute;lias dos estratos de renda mais baixos passam a obter maior rendimento com a amplia&ccedil;&atilde;o dos benef&iacute;cios sociais e podem preterir as formas mais prec&aacute;rias de ingresso no mercado de trabalho, reduzindo a parcela do emprego informal em rela&ccedil;&atilde;o ao formal.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A <a href="/img/revistas/ecos/v21n1/04t04.jpg">Tabela    4</a> relaciona os resultados de valor adicionado e de emprego segundo os setores    de produ&ccedil;&atilde;o. O exame simult&acirc;neo de tais dados indica que    o setor informal contribuiu com 9,9% da gera&ccedil;&atilde;o do valor adicionado    e respondeu pelo uso de 27,7% das ocupa&ccedil;&otilde;es da economia <b>-</b>    evidenciando sua relev&acirc;ncia em termos de absor&ccedil;&atilde;o m&atilde;o    de obra, caracter&iacute;stica comum aos pa&iacute;ses em desenvolvimento. No    setor outras unidades familiares, a participa&ccedil;&atilde;o no valor adicionado    foi de 11,5% e, na ocupa&ccedil;&atilde;o, de 21,1%. Coube ao setor formal,    que apresentou um peso bem mais significativo na gera&ccedil;&atilde;o do valor    adicionado total (78,6%), a utiliza&ccedil;&atilde;o de mais da metade dos postos    de trabalho existentes no pa&iacute;s.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A explica&ccedil;&atilde;o    para expressiva participa&ccedil;&atilde;o do setor formal no valor adicionado    com menor utiliza&ccedil;&atilde;o em termos relativos de postos de trabalho    est&aacute; relacionada &agrave; predomin&acirc;ncia de fatores - capital e    trabalho - mais produtivos em tais unidades. As atividades industriais mais    din&acirc;micas que empregam trabalhadores com maior qualifica&ccedil;&atilde;o    tais como extrativa mineral, ind&uacute;stria qu&iacute;mica, siderurgia e servi&ccedil;os    industriais de utilidade p&uacute;blica, est&atilde;o totalmente ou em sua maior    parte inseridas naquele setor.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A distribui&ccedil;&atilde;o    do valor adicionado pelo n&uacute;mero de ocupa&ccedil;&otilde;es, uma op&ccedil;&atilde;o    de indicador de produtividade (terceira coluna da <a href="/img/revistas/ecos/v21n1/04t04.jpg">Tabela    4</a>), mostra que o resultado do setor formal supera em mais de quatro vezes    o do setor informal (R$37,1 mil contra R$ 8,6 mil por ocupa&ccedil;&atilde;o,    em 2007). Esse resultado inferior para as unidades informais n&atilde;o causa    surpresa, pois, al&eacute;m das diferen&ccedil;as no tocante &agrave;s atividades    econ&ocirc;micas em que atuam, seus respons&aacute;veis possuem, de maneira    geral, baixa escolaridade e restrito acesso aos mercados financeiros, o que    reduz os ganhos potenciais de produ&ccedil;&atilde;o<a name="top23"></a><a href="#back23"><sup>23</sup></a>.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A <a href="/img/revistas/ecos/v21n1/04t05.jpg">Tabela    5</a>, a seguir, corresponde a uma simplifica&ccedil;&atilde;o da matriz de    emprego proposta pela 17ª CIET, apresentada na se&ccedil;&atilde;o 1 deste artigo,    que permite melhor visualiza&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es entre    as categorias de an&aacute;lise e consiste em um interessante recurso para a    compreens&atilde;o das diferen&ccedil;as de abordagem por setor produtivo e    emprego. O cruzamento adotado ocorre entre os tr&ecirc;s setores de produ&ccedil;&atilde;o    e as tr&ecirc;s categorias ocupacionais abordadas: com v&iacute;nculo formal,    empregados    sem carteira e aut&ocirc;nomos, essas duas &uacute;ltimas, correspondendo &agrave;s    ocupa&ccedil;&otilde;es sem v&iacute;nculo formal. O ano escolhido para a apresenta&ccedil;&atilde;o    foi o de 2007 por ser o &uacute;ltimo dispon&iacute;vel na s&eacute;rie do SCN<a name="top24"></a><a href="#back24"><sup>24</sup></a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="/img/revistas/ecos/v21n1/04t05.jpg"><img src="/img/revistas/ecos/v21n1/05t01thumb.jpg" border="0"></a>    <br>   <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="/img/revistas/ecos/v21n1/04t05.jpg">Tabela    5 - Clique para ampliar</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os dados da &uacute;ltima    linha da <a href="/img/revistas/ecos/v21n1/04t05.jpg">Tabela 5</a> evidenciam que, do total de    94,7 milh&otilde;es de ocupa&ccedil;&otilde;es em 2007, 43,5% eram formais,    21,8% referiam-se aos empregos sem carteira de trabalho assinada e 34,6%, aos    trabalhadores aut&ocirc;nomos. A desagrega&ccedil;&atilde;o das citadas categorias    ocupacionais entre os setores de produ&ccedil;&atilde;o revela que a quase totalidade    dos 26,2 milh&otilde;es de empregos no setor informal (97,4%) n&atilde;o possui    o v&iacute;nculo formal de trabalho<a name="top25"></a><a href="#back25"><sup>25</sup></a>, cabendo apenas a 2,7% desse    grupo o v&iacute;nculo formal. Essa reduzida parcela &eacute; representada pelo    contingente de empregados com carteira assinada, obtido a partir do Cadastro    Espec&iacute;fico do Instituto Nacional de Seguro Social que permite ao empregador    a contrata&ccedil;&atilde;o formal de empregados e o recolhimento de contribui&ccedil;&otilde;es    sociais sem que seja necess&aacute;rio constituir-se formalmente uma empresa.    O grupo &eacute; composto em grande parte por trabalhadores das atividades de    constru&ccedil;&atilde;o civil e das relacionadas &agrave; sa&uacute;de.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Contr&aacute;rio ao setor informal em que a absoluta maioria de trabalhadores tradicionalmente se insere em ocupa&ccedil;&otilde;es informais, a distribui&ccedil;&atilde;o do emprego por tipo de inser&ccedil;&atilde;o no setor formal assinalou propor&ccedil;&otilde;es distintas. Nesse setor, 20,9% dos empregos eram informais e, em sua maioria, constitu&iacute;ram-se de trabalho sem carteira assinada e pequena parcela de trabalho aut&ocirc;nomo, especificamente, de ajudantes e membros da fam&iacute;lia n&atilde;o remunerados que exerceram suas atividades em empresas constitu&iacute;das de maneira formal. O subsetor de outras unidades familiares, que, por sua vez, emprega o menor n&uacute;mero de ocupa&ccedil;&otilde;es, registrou 10,9% de ocupa&ccedil;&otilde;es com v&iacute;nculo formal, sendo a maioria delas compostas por trabalhadores dom&eacute;sticos remunerados. As demais categorias - trabalhadores por conta pr&oacute;pria e empregadores informais - desempenharam atividades em empreendimentos do setor informal ou outras unidades familiares, conforme o esperado.</font></p>      <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este trabalho teve como objetivo principal analisar o setor informal brasileiro, utilizando como refer&ecirc;ncia a nova s&eacute;rie do SCN. Discutiram-se, tamb&eacute;m, diferen&ccedil;as entre setor de produ&ccedil;&atilde;o e emprego, a partir das abordagens conceituais e metodol&oacute;gicas no &acirc;mbito das discuss&otilde;es promovidas pela OIT e incorporadas na recente revis&atilde;o internacional do SCN (ONU, 2008).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entende-se que a classifica&ccedil;&atilde;o de setor est&aacute; voltada para a forma de organiza&ccedil;&atilde;o das unidades produtivas (<i>enterprise approach</i>) enquanto o conceito de emprego refere-se ao tipo de v&iacute;nculo empregat&iacute;cio do trabalhador (<i>labor approach</i>). A compreens&atilde;o de tais distin&ccedil;&otilde;es conceituais viabilizou o dimensionamento desses agregados para o pa&iacute;s a partir da base de dados da nova s&eacute;rie do Sistema de Contas Nacionais entre 2000 e 2007.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os resultados anuais da participa&ccedil;&atilde;o do setor informal no valor adicionado foram comparados com os obtidos para o setor formal da economia e para o restante do setor institucional fam&iacute;lias aqui outras unidades familiares. Os dados de emprego, por sua vez, foram desagregados por tipo de inser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho no mesmo per&iacute;odo.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As rela&ccedil;&otilde;es entre setores de produ&ccedil;&atilde;o e emprego, no entanto, foram apresentadas apenas para o &uacute;ltimo ano dispon&iacute;vel (2007), a partir de um modelo simplificado da matriz de emprego proposto pela OIT que consta na nova vers&atilde;o do SNA, tendo em vista a aus&ecirc;ncia de mudan&ccedil;as significativas em sua composi&ccedil;&atilde;o ao longo da s&eacute;rie.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Concluiu-se primeiro que, ao longo da s&eacute;rie, o setor informal teve uma perda gradual de participa&ccedil;&atilde;o no valor adicionado da economia, passando de 12,7% para 9,9% entre 2000 e 2007. O movimento inverso foi observado para o setor formal que passou a ter presen&ccedil;a mais expressiva no mesmo per&iacute;odo (de 72,8% para 78,6% do VAB), motivado, em particular, pelos efeitos da redu&ccedil;&atilde;o e da simplifica&ccedil;&atilde;o de impostos, da expans&atilde;o do microcr&eacute;dito e do aumento da fiscaliza&ccedil;&atilde;o.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Do ponto de vista do emprego, confirmou-se o avan&ccedil;o da formaliza&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho em detrimento das ocupa&ccedil;&otilde;es sem v&iacute;nculo formal. Os resultados mostraram que foram criados mais de 11 milh&otilde;es de postos de trabalho com o v&iacute;nculo formal entre 2000 e 2007, elevando de 38,2% para 43,5% a propor&ccedil;&atilde;o da categoria no total de ocupa&ccedil;&otilde;es. Entre os fatores que podem ser relacionados a essa expans&atilde;o, especialmente a partir de 2004, encontram-se a eleva&ccedil;&atilde;o da massa salarial real e o maior dinamismo do mercado consumidor dom&eacute;stico que impulsionaram o processo de crescimento econ&ocirc;mico no quadri&ecirc;nio 2004-2007. Adicionalmente, destacam-se os impactos da amplia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas sociais distributivas e de prote&ccedil;&atilde;o social que contribuem para reduzir a inser&ccedil;&atilde;o de forma prec&aacute;ria no mercado de trabalho.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A an&aacute;lise das rela&ccedil;&otilde;es entre produ&ccedil;&atilde;o e emprego, segundo os setores selecionados para o ano de 2007, como esperado, mostrou a reduzida efici&ecirc;ncia do trabalho no setor informal, em virtude de sua pequena contribui&ccedil;&atilde;o na gera&ccedil;&atilde;o do valor adicionado (9,9%) referente ao significativo n&uacute;mero de ocupa&ccedil;&otilde;es (26 milh&otilde;es), ou seja, 27,7% dos postos de trabalho do pa&iacute;s. Verificou-se ainda que 97,4% do total de empregos do setor informal s&atilde;o assalariados sem carteira ou aut&ocirc;nomos (ocupa&ccedil;&otilde;es informais). De outro lado, o setor formal, que responde por cerca de 48 milh&otilde;es de postos de trabalho, apresentou uma distribui&ccedil;&atilde;o do emprego por tipo de inser&ccedil;&atilde;o menos concentrada, registrando uma frequ&ecirc;ncia expressiva de emprego informal equivalente a 10,1 milh&otilde;es ou 20,9% dos empregos no setor.</font></p>      <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BOERI, T.; GARIBALDI, P. Shadow sorting. Special IARIW-SAIM Conference on "Measuring the Informal Economy in Developing Countries" Kathmandu, Nepal, Sept. 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0104-0618201200010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CACCIAMALI, M. C. <i>Setor informal urbano e formais de participa&ccedil;&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o</i>. Tese (Doutorado)- USP/IPE/FEA, S&atilde;o Paulo, 1983.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0104-0618201200010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">________. Globaliza&ccedil;&atilde;o e processo de informalidade. <i>Economia e Sociedade</i>, Campinas, n. 14, p. 153-174, jun. 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0104-0618201200010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CAMARGO, J. M. Flexibilidade do mercado de trabalho no Brasil. Rio de Janeiro: Editora da Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0104-0618201200010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CARDOSO JR., J. C. <i>De volta para o futuro</i>? As fontes de recupera&ccedil;&atilde;o do emprego formal no Brasil e as condi&ccedil;&otilde;es para sua sustentabilidade temporal. Bras&iacute;lia: Ipea, nov. 2007. (Texto para Discuss&atilde;o, n. 1310).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0104-0618201200010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">DIEESE. Mercado de trabalho no Brasil. In: A SITUA&Ccedil;&Atilde;O do trabalho no Brasil. S&atilde;o Paulo, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0104-0618201200010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">FEIJ&Oacute;, C. A.; NASCIMENTO E SILVA, D. B.; SOUZA, A. C. Qu&atilde;o heterog&ecirc;neo &eacute; o setor informal brasileiro? Uma proposta de classifica&ccedil;&atilde;o de atividades baseada na Ecinf. <i>Revista de Economia Contempor&acirc;nea/UFRJ</i>. Rio de Janeiro, v. 13, n. 2, p. 329-354, maio/ago. 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0104-0618201200010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">FONTES, A.; PERO, V. <i>Determinantes do desempenho dos microempreendedores no Brasil</i>. Semin&aacute;rio de Pesquisa, IE/UFRJ, jun. 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0104-0618201200010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">HUSSMANNS, R. <i>Informal sector and informal employment</i>: elements of a conceptual framework. Paper presented at the Fifth Meeting of the Expert Group on Informal Sector Statistics (Delhi Group), New Delhi, 19-21 Sept. 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0104-0618201200010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">________. <i>Measuring the informal economy</i>: from employment in the informal sector to informal employment. Geneva, 2001. (Working Paper, n. 53).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0104-0618201200010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">IARIW. Special Conference on Measuring the Informal Economy in Developing Countries, Kathmandhu, Nepal, Sept. 23-26, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0104-0618201200010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">IBGE (2003). <i>Economia Informal Urbana 2003</i>. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0104-0618201200010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">________. <i>Sistema    de Contas Nacionais - Brasil - refer&ecirc;ncia 2000</i>. Rio de Janeiro: IBGE.    Nota metodol&oacute;gica, n. 8: Setores institucionais. 2006. Dispon&iacute;vel    em:<a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/contasnacionais/referencia2000%20/2005/default_SCN.shtm" target="_blank">    http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/ contasnacionais/referencia2000    /2005/default_SCN.shtm</a>. Acesso em: 14 mar. 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0104-0618201200010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">________. <i>Sistema    de Contas Nacionais - Brasil - refer&ecirc;ncia 2000</i>. Rio de Janeiro: IBGE.    Nota metodol&oacute;gica, n. 23: Expans&atilde;o da Produ&ccedil;&atilde;o.    2006. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/contasnacionais/referencia2000/2005/default_SCN.shtm" target="_blank">http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/contasnacionais/    referencia2000/2005/default_SCN.shtm</a>. Acesso em: 14 mar. 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0104-0618201200010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">________. <i>Sistema de Contas Nacionais Brasil</i> - S&eacute;ries Relat&oacute;rios Metodol&oacute;gicos, n. 24. Rio de Janeiro, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0104-0618201200010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">________. <i>Sistema de Contas Nacionais</i> - Brasil 2005-2007. Rio de Janeiro: IBGE. Coordena&ccedil;&atilde;o de Contas Nacionais, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0104-0618201200010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ILO. <i>Employment, incomes and equality in Kenya.</i> Geneva: International Labour Office, 1972.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0104-0618201200010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ILO. <i>Resolution concerning statistics of employment in the informal sector,</i> adopted by the Fifteenth International Conference of Labour Statisticians (Jan. 1993). In: CURRENT International Recommendations on Labour Statistics. Geneva: International Labour Office, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0104-0618201200010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">________. <i>Decent work and the informal economy</i>; Report of the Director-General; International Labour Conference, 90th Session; Report VI. Geneva: International Labour Office, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0104-0618201200010000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ILO. <i>Guidelines concerning a statistical definition of informal employment,</i> endorsed by the Seventeenth International Conference of Labour Statisticians (Nov./Dec. 2003). In: SEVENTEENTH International Conference of Labour Statisticians (Geneva, 24 Nov./3 Dec. 2003). Report of the Conference. 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0104-0618201200010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MATA-GREENWOOD, A.; HOFFMANN, E. <i>Developing a conceptual framework for a typology of atypical forms of employment</i>: outline of a strategy. Invited paper prepared for the Joint UNECE-Eurostat-ILO Seminar on Measurement of the Quality of Employment, Geneva, 27-29 May 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0104-0618201200010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MATTOS, F. <i>Flexibiliza&ccedil;&atilde;o do trabalho</i>: sintomas da crise. S&atilde;o Paulo: Annablume; Fapesp, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0104-0618201200010000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MENEZES FILHO, N. A.; MENDES, M.; ALMEIDA, E. S. O diferencial de sal&aacute;rios formal-informal no Brasil: segmenta&ccedil;&atilde;o ou vi&eacute;s de sele&ccedil;&atilde;o? <i>Revista Brasileira de Economia</i>, Rio de Janeiro, v. 58, n. 2, abr./jun. 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0104-0618201200010000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ONU. <i>System of National Accounts 1993 &#91;SNA-93&#93;. Rev. 4.</i> 2007. New York: United Nations. Dispon&iacute;vel em: <u><a href="http://unstats.un.org/unsd/sna1993/introduction.asp" target="_blank">http://unstats.un.org/unsd/sna1993/introduction.asp</a></u> . Acesso em: 14 mar. 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0104-0618201200010000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">________. <i>System of National Accounts 2008 &#91;SNA-2008&#93;.</i> Pre-edit white-cover version of the 2008 SNA. 2008. New York: United Nations. Dispon&iacute;vel em: <u><a href="http://unstats.un.org/unsd/sna1993/draftingphase/volume1and2.asp" target="_blank">http://unstats.un.org/unsd/sna1993/draftingphase/volume1and2.asp</a></u> . Acesso em: 14 mar. 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0104-0618201200010000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">PASTORE, J. <i>Emprego, competitividade e lei trabalhista</i>. Rio de Janeiro: CNI, set./out. 1997. (Rela&ccedil;&otilde;es do Trabalho, n. 69).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0104-0618201200010000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">RAMOS, L.; FERREIRA, V. <i>Padr&otilde;es espacial e setorial da evolu&ccedil;&atilde;o da informalidade no Brasil - 1991-2003</i>. Bras&iacute;lia: Ipea, jun. 2005. (Texto para Discuss&atilde;o, n. 1099).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0104-0618201200010000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ROCHA, S. <i>Economia informal</i>: algumas considera&ccedil;&otilde;es sobre conceitua&ccedil;&atilde;o e mensura&ccedil;&atilde;o. Rio de Janeiro: Ipea/Inpes, dez. 1989. (Texto para Discuss&atilde;o Interna, n. 181).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0104-0618201200010000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SABOIA, J.; SABOIA, A. L. Caracteriza&ccedil;&atilde;o do setor informal a partir dos dados do Censo Demogr&aacute;fico do Brasil de 2000. In: POL&Iacute;TICA geral de emprego: necessidades, op&ccedil;&otilde;es, prioridades. Bras&iacute;lia. Trabalho Decente. Bras&iacute;lia: OIT, 2004. v. 1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0104-0618201200010000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SALM, C. <i>Flexibilidade</i>: solu&ccedil;&atilde;o ou precariza&ccedil;&atilde;o do trabalho? Texto do Semin&aacute;rio: "Desemprego - Desafios e perspectivas na virada do s&eacute;culo. Rio de Janeiro: Corecon/RJ, IERJ, Sidecon, Cofecon, Abet, Clube de Engenharia, IE-UFRJ e Dieese, 8 e 9 set. 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0104-0618201200010000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">________. Estagna&ccedil;&atilde;o    econ&ocirc;mica, desemprego e exclus&atilde;o social. In: SICSU, J. de PAULA,    L. F.; MICHEL, R. (Coord.). <i>Novo-desenvolvimentismo.</i> Manole e Funda&ccedil;&atilde;o    Konrad Adenauer, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0104-0618201200010000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trabalho recebido    em 15 de mar&ccedil;o de 2009    <br>   Aprovado em 10 de dezembro de 2010</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back4"></a>(<a href="#top4">4</a>)    Como exemplos, podem ser citadas a reclassifica&ccedil;&atilde;o de alguns impostos,    a modifica&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de volume da administra&ccedil;&atilde;o    p&uacute;blica, a mudan&ccedil;a de &acirc;mbito e do &iacute;ndice de volume    para o setor financeiro e a contabiliza&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de    ocupa&ccedil;&otilde;es em vez de pessoas ocupadas para a mensura&ccedil;&atilde;o    do fator trabalho. Detalhes sobre as revis&otilde;es espec&iacute;ficas na nova    s&eacute;rie do SCN encontram-se no relat&oacute;rio metodol&oacute;gico do    SCN do Brasil (IBGE, 2008) e nas 25 notas metodol&oacute;gicas dispon&iacute;veis    em:<u> <a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/contasnacionais/referencia2000/2005/default_SCN.shtm" target="_blank">http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/    contasnacionais/referencia2000/2005/default_SCN.shtm</a></u> . Acesso em: 14    mar. 2011.    <br>   (<a name="back5"></a><a href="#top5">5</a>) A este respeito, ver as recomenda&ccedil;&otilde;es    para o alcance desta meta em ILO (1972).    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   (<a name="back6"></a><a href="#top6">6</a>) Cabe destacar que a quest&atilde;o    do emprego nessa resolu&ccedil;&atilde;o limitou-se &agrave; sua aloca&ccedil;&atilde;o    no setor produtivo. Assim, o emprego no setor informal refere-se &agrave;s pessoas    que estavam ocupadas em unidades produtivas daquele setor.    <br>   (<a name="back7"></a><a href="#top7">7</a>) Tais empreendimentos    s&atilde;o unidades produtivas familiares que pertencem e s&atilde;o geridas    por empregadores individuais ou em associa&ccedil;&atilde;o com outros membros,    empregam um ou mais trabalhadores de forma cont&iacute;nua. As unidades produtivas    familiares, por seu turno, s&atilde;o reconhecidas pelo Sistema de Contas Nacionais    como unidades distintas das empresas que se ocupam da produ&ccedil;&atilde;o    de bens ou servi&ccedil;os e n&atilde;o se constituem como entidades jur&iacute;dicas    distintas e independentes dos agregados familiares ou de seus propriet&aacute;rios    (ILO, 2000).    <br>   (<a name="back8"></a><a href="#top8">8</a>)Ver a respeito: Mata    Greenwood (2002) e Hussmanns (2004).    <br>   (<a name="back9"></a><a href="#top9">9</a>) Ao contr&aacute;rio do enfoque sobre    o emprego formal, poucos s&atilde;o os trabalhos desenvolvidos na literatura    brasileira que tratam da informalidade no &acirc;mbito do setor de produ&ccedil;&atilde;o.    Um exemplo &eacute; a proposta de Feij&oacute; et al. (2009), de uma grada&ccedil;&atilde;o    de informalidade, segundo as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho observadas    nos diversos setores de atividade.    <br>   (<a name="back10"></a><a href="#top10">10</a>) A for&ccedil;a de trabalho de    uma economia consiste naqueles que est&atilde;o preparados para disponibilizar    seu trabalho durante um determinado per&iacute;odo de refer&ecirc;ncia para    a produ&ccedil;&atilde;o de bens e servi&ccedil;os inclu&iacute;dos na fronteira    de produ&ccedil;&atilde;o do Sistema de Contas Nacionais (ONU, 2008: <i>System    of National Accounts 2008 SNA-2008</i>).    <br>   (<a name="back11"></a><a href="#top11">11</a>) Como valor adicionado, entende-se    o valor que a atividade agrega aos bens e servi&ccedil;os consumidos no processo    produtivo. A soma dos valores adicionados pelas atividades aos impostos sobre    produtos equivale ao PIB da economia.    <br>   (<a name="back12"></a><a href="#top12">12</a>) A Pesquisa de Economia Informal    (Ecinf) do IBGE que tem como objetivo delimitar o &acirc;mbito do setor informal,    utilizando como ponto de partida a unidade de produ&ccedil;&atilde;o &eacute;    realizada em intervalos irregulares de aproximadamente cinco anos, apenas para    a regi&atilde;o urbana do pa&iacute;s. J&aacute;, a Pesquisa Nacional por Amostra    de Domic&iacute;lios (PNAD) fornece dados de ocupa&ccedil;&atilde;o (emprego    formal e informal). N&atilde;o permite, contudo, a associa&ccedil;&atilde;o    desses dados &agrave;s unidades de produ&ccedil;&atilde;o.    <br>   (<a name="back13"></a><a href="#top13">13</a>) Como exemplos, podem ser citadas    a intensifica&ccedil;&atilde;o da oferta de microcr&eacute;dito pelas institui&ccedil;&otilde;es    financeiras p&uacute;blicas e privadas aos empreendedores e a implanta&ccedil;&atilde;o    e difus&atilde;o de programas como o Sistema Integrado de Pagamento de Impostos    e Contribui&ccedil;&otilde;es das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte    (Simples) pela Secretaria da Receita Federal.    <br>   (<a name="back14"></a><a href="#top14">14</a>) As Tabelas 10, 11 e 12 da publica&ccedil;&atilde;o    do IBGE: SCN 2005-2007 (IBGE, 2009) detalham respectivamente participa&ccedil;&atilde;o,    varia&ccedil;&atilde;o de volume e varia&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;o do    valor adicionado para 56 atividades do SCN.    <br>   (<a name="back15"></a><a href="#top15">15</a>) Esse grupamento compreende as    atividades de servi&ccedil;os de manuten&ccedil;&atilde;o e repara&ccedil;&atilde;o,    alojamento e alimenta&ccedil;&atilde;o, servi&ccedil;os prestados &agrave;s    empresas, servi&ccedil;os prestados &agrave;s fam&iacute;lias, educa&ccedil;&atilde;o    e sa&uacute;de mercantil.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   (<a name="back16"></a><a href="#top16">16</a>) A tabela 14 da publica&ccedil;&atilde;o    do IBGE: SCN 2003-2007 (IBGE, 2008) mostra o total de ocupa&ccedil;&otilde;es    por tipo de inser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho segundo 12 setores    de atividades.    <br>   (<a name="back17"></a><a href="#top17">17</a>) Segundo Dieese (2001), a d&eacute;cada    de 1990 foi marcada pela redu&ccedil;&atilde;o dos postos de trabalhos formais,    pela desvaloriza&ccedil;&atilde;o da renda do trabalhador e significativa queda    do poder de negocia&ccedil;&atilde;o dos sindicatos.    <br>   (<a name="back18"></a><a href="#top18">18</a>) Mundialmente, desde os anos 1980,    foram produzidos estudos nesse sentido. Para uma resenha da literatura internacional,    ver Mattos (2009, cap 2). Para o caso brasileiro, ver, por exemplo, Pastore    (1997) e Camargo (1996). Um exemplo de vis&atilde;o contr&aacute;ria &agrave;    proposta de flexibiliza&ccedil;&atilde;o do mercado de trabalho encontra-se    em Salm (1998).    <br>   (<a name="back19"></a><a href="#top19">19</a>) A expans&atilde;o do emprego    formal segundo &agrave; Rela&ccedil;&atilde;o Anual de Informa&ccedil;&otilde;es    Sociais (RAIS) do Minist&eacute;rio de Trabalho e Emprego (MTE) entre 2003 e    2007 foi de 27,3%. Para a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios    (Pnad), o n&uacute;mero de ocupados no trabalho principal nas categorias de    empregados com carteira de trabalho assinada, militares e estatut&aacute;rios    cresceu 25,0% entre 2004 e 2007.    <br>   (<a name="back20"></a><a href="#top20">20</a>) Iariw (2009). Todos os artigos    apresentados na confer&ecirc;ncia est&atilde;o dispon&iacute;veis no site do    evento: <u><a href="http://www.iariw.org/c2009.php" target="_blank">http://www.iariw.org/c2009.php</a></u>    . Acesso em: 14 mar. 2011.    <br>   <sup>(</sup><a name="back21"></a><a href="#top21">21</a>) Mattos    (2009), por exemplo, evidencia que o processo de flexibiliza&ccedil;&atilde;o    do mercado de trabalho nos pa&iacute;ses europeus n&atilde;o promoveu queda    do desemprego desde as duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX.    Al&eacute;m do mais, o desmonte do "modelo social" europeu foi o respons&aacute;vel    pela amplia&ccedil;&atilde;o do desemprego no Velho Continente. Essas conclus&otilde;es    refutam o discurso dos defensores da flexibiliza&ccedil;&atilde;o dos mercados    de trabalho como solu&ccedil;&atilde;o para a crise do desemprego (Mattos, 2009,    p. 24).    <br>   (<a name="back22"></a><a href="#top22">22</a>) Para se ter uma ideia, a m&eacute;dia    anual do sal&aacute;rio m&iacute;nimo elevou-se, em termos reais, em 34,2% entre    os anos de 2003 e 2007. Conv&eacute;m destacar o impacto do crescimento n&atilde;o    s&oacute; sobre a massa salarial, mas tamb&eacute;m sobre os benef&iacute;cios    das aposentadorias, uma vez que o piso deles tem o sal&aacute;rio m&iacute;nimo    como indexador.    <br>   (<a name="back23"></a><a href="#top23">23</a>) Para uma caracteriza&ccedil;&atilde;o    do setor informal urbano no Brasil, incluindo a desagrega&ccedil;&atilde;o por    atividade econ&ocirc;mica, ver IBGE (2003). Para uma an&aacute;lise dos determinantes    do desempenho dos microempreendedores no Brasil, ver Fontes e Pero (2009).    <br>   (<a name="back24"></a><a href="#top24">24</a>) Para a an&aacute;lise dos setores    de produ&ccedil;&atilde;o, como a realizada neste estudo, &eacute; necess&aacute;ria    a abertura da conta de produ&ccedil;&atilde;o pela &oacute;tica da renda e das    contas econ&ocirc;micas integradas por setores institucionais o que ocorre com    defasagem de dois anos quando &eacute; divulgada a vers&atilde;o definitiva    do SCN do Brasil. Em novembro de 2009, portanto, tornaram-se dispon&iacute;veis    os dados referentes a 2007. A vers&atilde;o provis&oacute;ria do SCN &eacute;    divulgada com aproximadamente 65 dias de defasagem, mas, por ser simplificada,    n&atilde;o fornece os elementos necess&aacute;rios para a an&aacute;lise do    setor informal. Maiores detalhes sobre a rotina de divulga&ccedil;&atilde;o    do SCN, ver IBGE (2008, p. 15).    <br>   (<a name="back25"></a><a href="#top25">25</a>) A maioria dessas ocupa&ccedil;&otilde;es    faz parte das atividades de com&eacute;rcio (26,8%), constru&ccedil;&atilde;o    (16,9%), servi&ccedil;os de alimenta&ccedil;&atilde;o (7,1%), servi&ccedil;os    pessoais (15,5%) e confec&ccedil;&atilde;o de artigos do vestu&aacute;rio e    acess&oacute;rios (4,6%) (IBGE, 2008).</font></p>     ]]></body>
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