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<publisher-name><![CDATA[Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto / Universidade de São Paulo]]></publisher-name>
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<article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0104-11692006000300007</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo sobre os acidentes de trabalho com exposição aos líquidos corporais humanos em trabalhadores da saúde de um hospital universitário]]></article-title>
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<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Estudio sobre los accidentes de trabajo con exposicíon a líquidos corporales humanos en trabajadores de la salud de un hospital universitario]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This descriptive and exploratory study from a quantitative approach aimed to characterize workers who were victims of work accidents related to human body fluids exposure and to evaluate the accident victim care protocol. The population consisted of 48 workers who were victims of work accidents involving exposure to human body fluids, from July 2000 to June 2001. Data were collected through a form and interviews. Results showed that nursing workers presented higher accident risk levels and that 87.50% involved piercing and cutting material, such as needles and butterflies (70%). As to the accident-related situation/activity, the workers indicated that 25% were due to an "inadequate act during the procedure"; 19.64% mentioned that "it happened" and 29.17% answered that they did not have any suggestion. This study provided important tools to review and elaborate strategies to prevent accidents involving exposure to human body fluids.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Este estudio tuvo como objetivos caracterizar a los trabajadores que sufrieron accidente de trabajo con exposición a líquidos corporales humanos y evaluar el procedimiento de atención a los accidentados. La población estudiada fue de 48 trabajadores que sufrieron accidentes, en el período de julio de 2000 hasta junio de 2001. Para la recogida de datos fue elaborado un formulario y realizada una entrevista. Los resultados mostraron que los trabajadores del Departamento de Enfermería fueron los que presentaron mayor riesgo con relación a estos accidentes y que el 87,50% ocurrió con materiales punzantes o cortantes. Respecto a la situación/actividad relacionada con el accidente, los trabajadores informaron que el 25% fue debido a "acción inadecuada durante la realización del procedimiento", el 19,64% de los trabajadores declaró que el accidente "simplemente aconteció" y el 29,17% no tenía sugerencias. Este estudio aportó herramientas importantes para la revisión y elaboración de estrategias de prevención de los accidentes con exposición a los líquidos corporales humanos.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font size="2" face="verdana">ARTIGO ORIGINAL</font> </b></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b><font size="4" face="verdana"><a name="topo1"></a>Estudo sobre os acidentes de trabalho com exposi&ccedil;&atilde;o aos l&iacute;quidos corporais humanos em trabalhadores da sa&uacute;de de um hospital universit&aacute;rio<sup><a href="#nota1">1</a></sup></font></b></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b><font size="3" face="verdana">Study of work accidents related to human body fluids exposure among health workers at a university hospital</font></b></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b><font size="3" face="verdana">Estudio sobre los accidentes de trabajo con exposic&iacute;on a l&iacute;quidos corporales humanos en trabajadores de la salud de un hospital universitario</font></b></p>       <p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><font size="2" face="verdana"><b>Ana Cristina Balsamo<sup>I</sup>; Vanda Elisa Andres Felli<sup>II</sup></b></font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Mestre em Enfermagem, Enfermeira da Comiss&atilde;o de Controle de Infec&ccedil;&atilde;o Hospitalar do Hospital Universit&aacute;rio da Universidade de S&atilde;o Paulo    <br>     <sup>II</sup>Doutor em Enfermagem, Professor Associado da Escola de Enfermagem da Universidade de S&atilde;o Paulo</font></p>       <p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>   <hr size="1" noshade>       <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>       <p><font size="2" face="verdana">Este estudo descritivo explorat&oacute;rio, de abordagem quantitativa, teve como objetivos caracterizar os trabalhadores do Hospital Universit&aacute;rio da Universidade de S&atilde;o Paulo que sofreram acidente de trabalho com exposi&ccedil;&atilde;o aos l&iacute;quidos corporais humanos, e avaliar o protocolo de atendimento aos acidentados. A popula&ccedil;&atilde;o consistiu de 48 trabalhadores que sofreram acidente, no per&iacute;odo de julho de 2000 a junho de 2001. Para a coleta dos dados, foi elaborado um formul&aacute;rio e realizada entrevista. Os resultados mostraram que os trabalhadores do Departamento de Enfermagem foram os que apresentaram maior risco desses acidentes e 87,50% ocorreram com os materiais perfurocortantes. Quanto &agrave; situa&ccedil;&atilde;o/atividade, relacionada ao acidente, os trabalhadores informaram que 25% foram devido ao "ato inadequado durante a realiza&ccedil;&atilde;o do procedimento" 19,64% dos trabalhadores referiram que o acidente simplesmente "aconteceu" e 29,17% responderam que n&atilde;o tinham sugest&otilde;es. Este estudo forneceu ferramentas importantes para a revis&atilde;o e elabora&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o dos acidentes com exposi&ccedil;&atilde;o aos l&iacute;quidos corporais humanos.</font></p>       <p><font size="2" face="verdana"><b>Descritores:</b> acidentes de trabalho; riscos ocupacionais; sa&uacute;de ocupacional; enfermagem ocupacional</font></p>   <hr size="1" noshade>       <p><font size="2" face="verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>       <p><font size="2" face="verdana">This descriptive and exploratory study from a quantitative approach aimed to characterize workers who were victims of work accidents related to human body fluids exposure and to evaluate the accident victim care protocol. The population consisted of 48 workers who were victims of work accidents involving exposure to human body fluids, from July 2000 to June 2001. Data were collected through a form and interviews. Results showed that nursing workers presented higher accident risk levels and that 87.50% involved piercing and cutting material, such as needles and butterflies (70%). As to the accident-related situation/activity, the workers indicated that 25% were due to an "inadequate act during the procedure"; 19.64% mentioned that "it happened" and 29.17% answered that they did not have any suggestion. This study provided important tools to review and elaborate strategies to prevent accidents involving exposure to human body fluids.</font></p>       <p><font size="2" face="verdana"><b>Descriptors:</b> accidents; occupational; occupational risk; occupational health; occupational health nursing</font></p>   <hr size="1" noshade>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMEN</b></font></p>       <p><font size="2" face="verdana">Este estudio tuvo como objetivos caracterizar a los trabajadores que sufrieron accidente de trabajo con exposici&oacute;n a l&iacute;quidos corporales humanos y evaluar el procedimiento de atenci&oacute;n a los accidentados. La poblaci&oacute;n estudiada fue de 48 trabajadores que sufrieron accidentes, en el per&iacute;odo de julio de 2000 hasta junio de 2001. Para la recogida de datos fue elaborado un formulario y realizada una entrevista. Los resultados mostraron que los trabajadores del Departamento de Enfermer&iacute;a fueron los que presentaron mayor riesgo con relaci&oacute;n a estos accidentes y que el 87,50% ocurri&oacute; con materiales punzantes o cortantes. Respecto a la situaci&oacute;n/actividad relacionada con el accidente, los trabajadores informaron que el 25% fue debido a "acci&oacute;n inadecuada durante la realizaci&oacute;n del procedimiento", el 19,64% de los trabajadores declar&oacute; que el accidente "simplemente aconteci&oacute;" y el 29,17% no ten&iacute;a sugerencias. Este estudio aport&oacute; herramientas importantes para la revisi&oacute;n y elaboraci&oacute;n de estrategias de prevenci&oacute;n de los accidentes con exposici&oacute;n a los l&iacute;quidos corporales humanos.</font></p>       <p><font size="2" face="verdana"><b>Descriptores:</b> accidentes de trabajo; riesgos laborales; salud ocupacional; enfermer&iacute;a en salud ocupacional</font></p>   <hr size="1" noshade>       <p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><font size="3" face="verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>       <p><font size="2" face="verdana">Os hospitais s&atilde;o considerados locais tipicamente insalubres na medida em que propiciam a exposi&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores da &aacute;rea da sa&uacute;de a in&uacute;meros riscos. Esses podem ser caracterizados em f&iacute;sicos, qu&iacute;micos, fisiol&oacute;gicos, ps&iacute;quicos, mec&acirc;nicos e principalmente os biol&oacute;gicos, inerentes ao trabalho nessa institui&ccedil;&atilde;o<sup>(1)</sup>. A exposi&ccedil;&atilde;o aos riscos biol&oacute;gicos &eacute; preocupante, uma vez que s&atilde;o causadores de muitos problemas de sa&uacute;de dos trabalhadores, pois, ao executarem atividades que envolvem o cuidado direto e indireto aos pacientes, est&atilde;o freq&uuml;entemente expostos &agrave;s infec&ccedil;&otilde;es transmitidas por microorganismos presentes no sangue ou outros fluidos org&acirc;nicos. Dentre os acidentes prov&aacute;veis de ocorrerem no ambiente hospitalar, os que envolvem os materiais perfurocortantes, em especial as agulhas, t&ecirc;m sido reconhecidos como um dos principais problemas de exposi&ccedil;&atilde;o para os trabalhadores na aquisi&ccedil;&atilde;o de infec&ccedil;&atilde;o, expondo-os tamb&eacute;m aos riscos mec&acirc;nicos<sup>(2-8)</sup>.</font></p>       <p><font size="2" face="verdana">Conforme dados registrados pelo <i>Centers for Disease Control and Prevention</i> (CDC), 57 trabalhadores apresentaram soroconvers&atilde;o ao HIV ap&oacute;s exposi&ccedil;&atilde;o ocupacional e 139 foram considerados como casos suspeitos at&eacute; dezembro de 2001. O acidente percut&acirc;neo foi respons&aacute;vel por 48 casos, seguido da mucocut&acirc;nea, cinco casos. Em dois casos, houve associa&ccedil;&atilde;o dessas exposi&ccedil;&otilde;es e, em dois casos, ela aconteceu com material desconhecido. Os fluidos envolvidos foram sangue (49 casos), fluido com sangue vis&iacute;vel (1 caso), fluido inespec&iacute;fico (4 casos) e concentrado de v&iacute;rus em laborat&oacute;rio (3 casos). Descrevem ainda que 27 trabalhadores desenvolveram AIDS<sup>(9)</sup>.</font></p>       <p><font size="2" face="verdana">Muitas institui&ccedil;&otilde;es adotaram as precau&ccedil;&otilde;es padr&atilde;o como medidas de prote&ccedil;&atilde;o aos trabalhadores, por&eacute;m, estudos recentes realizados, tanto no Brasil como no exterior, t&ecirc;m demonstrado que, mesmo assim, a exposi&ccedil;&atilde;o e a infec&ccedil;&atilde;o continuam ocorrendo de maneira elevada<sup>(2-4, 9-10)</sup>. De fato, a aplica&ccedil;&atilde;o das precau&ccedil;&otilde;es n&atilde;o &eacute; suficiente para garantir as medidas de preven&ccedil;&atilde;o, devendo fazer parte das estrat&eacute;gias as reflex&otilde;es a respeito das mudan&ccedil;as de comportamento e as causas dos acidentes. A n&atilde;o ades&atilde;o ou a baixa ades&atilde;o &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es da utiliza&ccedil;&atilde;o de barreiras de prote&ccedil;&atilde;o &eacute; uma realidade, o que leva a indagar sobre outros fatores que podem estar contribuindo para esse tipo de comportamento.</font></p>       <p><font size="2" face="verdana">Quando se consegue coletar todas as informa&ccedil;&otilde;es a respeito de um acidente, pode-se analisar os dados para priorizar metas e esfor&ccedil;os em unidades de maior risco, identificando a sua real causa, no sentido de determinar se as ocorr&ecirc;ncias requerem aperfei&ccedil;oamento t&eacute;cnico na realiza&ccedil;&atilde;o dos procedimentos, aquisi&ccedil;&atilde;o de dispositivos mais seguros, mudan&ccedil;a de comportamento dos funcion&aacute;rios, ou se h&aacute; falhas no suprimento de equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o individual e coletiva<sup>(11)</sup>. Toda institui&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de deve ter um protocolo quando se tem ocorr&ecirc;ncia de acidentes ocupacionais com exposi&ccedil;&atilde;o a sangue e fluidos corp&oacute;reos em que constem recomenda&ccedil;&otilde;es profil&aacute;ticas p&oacute;s-exposi&ccedil;&atilde;o e acompanhamento desse trabalhador, pelo menos, durante seis meses ap&oacute;s a exposi&ccedil;&atilde;o.</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Nesse contexto, analisou-se o Hospital Universit&aacute;rio da Universidade de S&atilde;o Paulo (HU-USP) onde, at&eacute; abril de 2000, n&atilde;o havia norma quanto aos cuidados necess&aacute;rios a serem adotados no momento do acidente, bem como a solicita&ccedil;&atilde;o de sorologias, tanto do trabalhador, quanto do paciente-fonte. Ficava a crit&eacute;rio do m&eacute;dico que atendesse a ocorr&ecirc;ncia a iniciativa de acompanhamento desses trabalhadores ap&oacute;s a exposi&ccedil;&atilde;o ocupacional. O hospital n&atilde;o dispunha de quimioprofil&aacute;ticos para o pronto atendimento aos trabalhadores acidentados, lembrando a necessidade de ingest&atilde;o dos mesmos em um per&iacute;odo de at&eacute; 2 horas, preferencialmente, podendo estender-se at&eacute; 72 horas.</font></p>       <p><font size="2" face="verdana">Diante dessa situa&ccedil;&atilde;o, a Comiss&atilde;o de Controle de Infec&ccedil;&atilde;o Hospitalar, juntamente com o Servi&ccedil;o Especializado de Sa&uacute;de e Medicina do Trabalho, e contando com a colabora&ccedil;&atilde;o de profissionais do servi&ccedil;o de farm&aacute;cia e laborat&oacute;rio, criaram uma comiss&atilde;o e elaboraram um protocolo de atendimento aos acidentados com exposi&ccedil;&atilde;o aos l&iacute;quidos corporais humanos, com base nas recomenda&ccedil;&otilde;es e condutas sugeridas pela literatura pesquisada<sup>(11-16)</sup>.</font></p>       <p><font size="2" face="verdana">O protocolo consiste em orienta&ccedil;&otilde;es quanto aos cuidados locais, imediatamente ap&oacute;s o acidente, atendimento m&eacute;dico para avalia&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o e da exposi&ccedil;&atilde;o, recomenda&ccedil;&otilde;es profil&aacute;ticas ap&oacute;s exposi&ccedil;&atilde;o, solicita&ccedil;&atilde;o de sorologias do acidentado e paciente-fonte quando poss&iacute;vel e acompanhamento sorol&oacute;gico do acidentado ap&oacute;s exposi&ccedil;&atilde;o. Estabelecido o protocolo e com a aprova&ccedil;&atilde;o da superintend&ecirc;ncia do hospital, foram realizadas reuni&otilde;es com a equipe de enfermagem e equipe m&eacute;dica da unidade de emerg&ecirc;ncia para explicar o fluxograma de atendimento e palestras para todos os trabalhadores da institui&ccedil;&atilde;o.</font></p>       <p><font size="2" face="verdana">Esse procedimento motivou a realiza&ccedil;&atilde;o do estudo que teve como finalidade obter dados relacionados aos acidentes com exposi&ccedil;&atilde;o aos l&iacute;quidos corporais humanos, para o reconhecimento da necessidade de estrat&eacute;gias espec&iacute;ficas de preven&ccedil;&atilde;o, e oferecer subs&iacute;dios para avalia&ccedil;&atilde;o da efici&ecirc;ncia das condutas recomendadas no protocolo, objetivando seguran&ccedil;a e qualidade no atendimento aos trabalhadores da Institui&ccedil;&atilde;o.</font></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><font size="3" face="verdana"><b>OBJETIVOS</b></font></p>       <p><font size="2" face="verdana">1. Caracterizar os trabalhadores do Hospital Universit&aacute;rio que sofreram acidente de trabalho com exposi&ccedil;&atilde;o aos l&iacute;quidos corporais humanos, segundo os dados pessoais, profissionais, a exposi&ccedil;&atilde;o propriamente dita e as circunst&acirc;ncias relacionadas aos acidentes.    <br>   2. Avaliar o protocolo de atendimento aos trabalhadores que sofreram acidente com exposi&ccedil;&atilde;o aos l&iacute;quidos corporais humanos, segundo os cuidados realizados, encaminhamentos, orienta&ccedil;&otilde;es recebidas, ades&atilde;o ao tratamento e acompanhamento sorol&oacute;gico.</font></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><font size="3" face="verdana"><b>TRAJET&Oacute;RIA METODOL&Oacute;GICA</b></font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Este estudo caracteriza-se como descritivo, de abordagem quantitativa e foi desenvolvido com os trabalhadores de sa&uacute;de do Hospital Universit&aacute;rio da Universidade de S&atilde;o Paulo (HU-USP). Os sujeitos foram todos os trabalhadores desse hospital que sofreram acidente de trabalho com exposi&ccedil;&atilde;o aos l&iacute;quidos corporais humanos, notificados, a partir da implanta&ccedil;&atilde;o do protocolo de atendimento, totalizando 53 trabalhadores.</font></p>       <p><font size="2" face="verdana">Os dados foram coletados pela pesquisadora no per&iacute;odo de julho de 2000 a junho de 2001, utilizando a entrevista como instrumento para a obten&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es sobre os acidentes, ap&oacute;s o consentimento da Comiss&atilde;o de &Eacute;tica da Institui&ccedil;&atilde;o e ap&oacute;s assinatura do Termo de Consentimento Informado pelos trabalhadores envolvidos no estudo. Para tanto, foi elaborado formul&aacute;rio para a realiza&ccedil;&atilde;o da entrevista, contendo perguntas abertas e fechadas, dividido em quatro partes: dados pessoais e profissionais dos acidentados (fun&ccedil;&atilde;o, unidade onde ocorreu o acidente), dados sobre a exposi&ccedil;&atilde;o (tipo de acidente, fluido envolvido, uso dos equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o individual), dados sobre a profilaxia, com uma quest&atilde;o relacionada ao resultado das sorologias e tr&ecirc;s perguntas do tipo aberta, para verifica&ccedil;&atilde;o dos fatores determinantes do acidente.</font></p>       <p><font size="2" face="verdana">Para an&aacute;lise das informa&ccedil;&otilde;es, foi criado um banco de dados utilizando o programa Microsoft Excel 1997, onde esses dados foram inseridos. Os resultados s&atilde;o apresentados em forma de tabelas, segundo as freq&uuml;&ecirc;ncias absoluta e relativa e, para alguns, segundo o coeficiente de risco (CR). O CR estima a probabilidade ou o risco dos trabalhadores sofrerem acidentes de trabalho.</font></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><font size="3" face="verdana"><b>RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>       <p><font size="2" face="verdana">Dos 53 trabalhadores que sofreram um acidente com exposi&ccedil;&atilde;o a l&iacute;quidos corporais humanos no HU-USP, 48 dispuseram-se a participar da pesquisa, o que representa 90,56%. Desses, 83,3% (40) eram do sexo feminino e 16,7% (8) do sexo masculino.</font></p>       <p><font size="2" face="verdana">Verifica-se predom&iacute;nio de acidentes com os trabalhadores do sexo feminino, com coeficiente de risco (CR) de 3,73, enquanto para os homens o CR foi de 1,89. Mesmo constatando que a for&ccedil;a de trabalho &eacute; predominantemente feminina nas unidades estudadas, isso significa que as mulheres acidentam-se duas vezes mais do que os homens, fato que deve ser melhor analisado. Identifica-se, na literatura consultada, tanto nacional quanto internacional, que h&aacute; predom&iacute;nio de acidentes de trabalho com exposi&ccedil;&atilde;o aos l&iacute;quidos corporais humanos em trabalhadores do sexo feminino<sup>(5)</sup>. A mulher, de maneira geral, insere-se no mercado de trabalho como forma de contribuir para o aumento da renda familiar, submetendo-se a dupla ou tripla jornada de trabalho, o que propicia desgaste f&iacute;sico e emocional, expondo-a a maior risco de acidentes. A <a href="#tabela1">Tabela 1</a> demonstra a caracteriza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores, segundo &aacute;rea de trabalho e fun&ccedil;&atilde;o.</font></p>   <a name="tabela1"></a>       <p>&nbsp;</p>         <p align="center"><img src="/img/revistas/rlae/v14n3/a07t1.gif"></p>       <p align="center">&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">O Departamento de Enfermagem foi o que mais se destacou pelo n&uacute;mero de acidentes com exposi&ccedil;&atilde;o a l&iacute;quidos corporais humanos, somando 35 acidentes (73%), seguido do Servi&ccedil;o de Higieniza&ccedil;&atilde;o Especializada.</font></p>       <p><font size="2" face="verdana">Observa-se que os auxiliares de enfermagem foram os que mais se acidentaram, correspondendo a 52% dos acidentes desse grupo de trabalhadores. Isso pode ser explicado pelo fato de os auxiliares de enfermagem estarem mais expostos a esse tipo de acidente, por permanecerem a maior parte do tempo na assist&ecirc;ncia direta aos pacientes e executarem v&aacute;rios procedimentos invasivos, sendo os materiais perfurocortantes um dos principais instrumentos de trabalho na pr&aacute;tica di&aacute;ria. Esses achados foram semelhantes ao descrito na literatura, com &iacute;ndice de 62,9%<sup>(5)</sup>.</font></p>       <p><font size="2" face="verdana">Constata-se que os trabalhadores do Servi&ccedil;o de Higieniza&ccedil;&atilde;o Especializada aparecem em segundo lugar na ocorr&ecirc;ncia dos acidentes. No Hospital Universit&aacute;rio, esses trabalhadores permanecem fixos para executar a limpeza nos diversos setores. Freq&uuml;entemente encontram agulhas que foram descartadas no lixo comum, ou no ch&atilde;o, em locais, muitas vezes, de dif&iacute;cil visualiza&ccedil;&atilde;o, expondo-os aos acidentes perfurantes. Os acidentes t&ecirc;m ocorrido quando da coleta do lixo ou durante a limpeza di&aacute;ria, quando utilizam panos de limpeza para remo&ccedil;&atilde;o da sujidade dos pisos. Comparando os coeficientes de risco entre as &aacute;reas de trabalho, observa-se que os trabalhadores do Servi&ccedil;o de Higieniza&ccedil;&atilde;o Especializada apresentam maior risco de exposi&ccedil;&atilde;o aos acidentes, com CR = 8,64, destacando-se o auxiliar de lavanderia com CR = 12,5. Os acidentes que ocorrem com esses trabalhadores s&atilde;o predominantemente do tipo perfurocortante e, na maioria das vezes, n&atilde;o se conhece a proced&ecirc;ncia do objeto que causou o acidente.</font></p>       <p><font size="2" face="verdana">Entre os trabalhadores da Divis&atilde;o de Farm&aacute;cia e Laborat&oacute;rio Cl&iacute;nico, o t&eacute;cnico de laborat&oacute;rio &eacute; o mais exposto aos acidentes, com CR = 12,5, o que se justifica pela atividade exercida, que consiste, predominantemente, da coleta de exames laboratoriais.</font></p>       <p><font size="2" face="verdana">Nesse contexto, verifica-se que o risco de exposi&ccedil;&atilde;o ao sangue e outros fluidos corporais humanos varia entre as categorias profissionais, conforme as atividades que os trabalhadores exercem, freq&uuml;&ecirc;ncia dos procedimentos com exposi&ccedil;&atilde;o, bem como os instrumentos de trabalho e a forma de organiza&ccedil;&atilde;o do mesmo, sendo o auxiliar de lavanderia, o t&eacute;cnico de laborat&oacute;rio e o atendente de enfermagem os que apresentam maior risco de exposi&ccedil;&atilde;o, com CR de 12,5, 11,11 e 10, respectivamente. Assim, outros trabalhadores que n&atilde;o exercem o cuidado direto aos pacientes tamb&eacute;m t&ecirc;m sido v&iacute;timas de acidentes com exposi&ccedil;&atilde;o a material biol&oacute;gico<sup>(6)</sup>.</font></p>       <p><font size="2" face="verdana">A Unidade de Emerg&ecirc;ncia foi o local com maior percentual de acidentes (16,67%), seguido da Cl&iacute;nica M&eacute;dica e Unidade de Terapia Intensiva (12,5%). Essas unidades apresentam ritmo diferenciado na assist&ecirc;ncia aos pacientes, seja pela necessidade de rapidez na execu&ccedil;&atilde;o dos procedimentos, como no caso do atendimento na unidade de emerg&ecirc;ncia, ou a execu&ccedil;&atilde;o de atividades repetitivas, devido &agrave;s pr&oacute;prias caracter&iacute;sticas dos pacientes como, por exemplo, a perda freq&uuml;ente do acesso venoso daqueles que est&atilde;o internados na Cl&iacute;nica M&eacute;dica. Deve-se destacar que o risco de exposi&ccedil;&atilde;o est&aacute; relacionado &agrave;s tarefas que o trabalhador executa, bem como ao tipo e complexidade do cuidado proporcionado nas diferentes &aacute;reas<sup>(17)</sup>.</font></p>       <p><font size="2" face="verdana">A <a href="#tabela2">Tabela 2</a> mostra a caracteriza&ccedil;&atilde;o dos acidentes de trabalho com exposi&ccedil;&atilde;o aos l&iacute;quidos corporais humanos, segundo o tipo de acidente e agente causador.</font></p>   <a name="tabela2"></a>       <p>&nbsp;</p>         <p align="center"><img src="/img/revistas/rlae/v14n3/a07t2.gif"></p>       <p align="center">&nbsp;</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Constata-se que h&aacute; predom&iacute;nio dos acidentes perfurocortantes (87,50%), sendo o escalpe e a agulha de inje&ccedil;&atilde;o os objetos respons&aacute;veis por 35% dos casos, representando 70% do total dos acidentes. Outros estudos nacionais e internacionais corroboram com esses achados<sup>(2-4,10-11,13-17)</sup>. &Eacute; interessante ressaltar o n&uacute;mero elevado de acidentes com a agulha de escalpe.</font></p>       <p><font size="2" face="verdana">Verifica-se que, em 73% dos acidentes, houve a presen&ccedil;a de sangue e 20,83% dos trabalhadores informaram que n&atilde;o estavam usando o equipamento de prote&ccedil;&atilde;o individual (EPI), quando na ocorr&ecirc;ncia do acidente. Nas situa&ccedil;&otilde;es em que o trabalhador informou que n&atilde;o utilizou o EPI, justificaram que o procedimento realizado teoricamente n&atilde;o continha em si o risco de exposi&ccedil;&atilde;o aos l&iacute;quidos corporais humanos. Os acidentes ocorreram devido aos fatores n&atilde;o previs&iacute;veis. Esse dado demonstra que os trabalhadores n&atilde;o percebem ou desconhecem o risco de exposi&ccedil;&atilde;o associado aos procedimentos em que existe a probabilidade de contato com sangue. Sabe-se que apenas o uso desses equipamentos n&atilde;o s&atilde;o suficientes para garantir a seguran&ccedil;a aos trabalhadores, mas podem estar contribuindo para a ado&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas mais seguras<sup>(11)</sup>.</font></p>       <p><font size="2" face="verdana">Identifica-se que quase a totalidade dos trabalhadores (97,92%) executaram algum tipo de cuidado local logo ap&oacute;s o acidente (97,92%). Embora n&atilde;o haja estudos que comprovem a efic&aacute;cia de lavar o local com &aacute;gua e sab&atilde;o na redu&ccedil;&atilde;o do risco de infec&ccedil;&atilde;o, tem sido uma pr&aacute;tica rotineiramente recomendada. Ressalta-se que 65% dos trabalhadores responderam que n&atilde;o receberam as tr&ecirc;s doses da vacina contra a Hepatite B e, ao serem questionados acerca do porqu&ecirc;, justificaram em suas respostas a "falta de tempo", "estar gr&aacute;vida", "falta de ocasi&atilde;o".</font></p>       <p><font size="2" face="verdana">Esses resultados implicam em reflex&otilde;es e questionamentos acerca da situa&ccedil;&atilde;o sobre a falta de conhecimento ou de conscientiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores quanto aos riscos de exposi&ccedil;&atilde;o ocupacional aos agentes do sangue, e da import&acirc;ncia de receber o esquema completo da vacina como medida de prote&ccedil;&atilde;o. Houve indica&ccedil;&atilde;o de profilaxia com os anti-retrovirais em 43,75% dos acidentes com exposi&ccedil;&atilde;o aos l&iacute;quidos corporais humanos e verificou-se que, do total das 21 ocorr&ecirc;ncias em que foi indicado o seu uso, cerca de 43% dos trabalhadores n&atilde;o terminaram a profilaxia recomendada devido aos efeitos colaterais. Esses medicamentos requerem cuidadosa considera&ccedil;&atilde;o dos poss&iacute;veis riscos e benef&iacute;cios.</font></p>       <p><font size="2" face="verdana">Apenas um trabalhador n&atilde;o se submeteu &agrave; coleta de sorologia logo ap&oacute;s o acidente. Constatou-se que a freq&uuml;&ecirc;ncia de trabalhadores que continuaram o esquema sorol&oacute;gico recomendado foi diminuindo &agrave; medida em que a data de coleta foi se distanciando da data do acidente de trabalho, o que corresponde a 62,5% para a coleta ap&oacute;s 45 dias, 41,67% ap&oacute;s tr&ecirc;s meses e apenas 20,83% dos trabalhadores terminaram o esquema sorol&oacute;gico estabelecido pelo protocolo. Dentre as justificativas dos trabalhadores, quanto &agrave; interrup&ccedil;&atilde;o do seguimento sorol&oacute;gico, pode-se citar: "n&atilde;o chamaram", "n&atilde;o retornou ao Servi&ccedil;o Especializado de Seguran&ccedil;a e Medicina do Trabalho para agendar", "n&atilde;o continuou porque esqueceu", "n&atilde;o sabia como proceder".</font></p>       <p><font size="2" face="verdana">Os dados demonstrados na tabela seguinte dizem respeito &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es e/ou atividades que o trabalhador estava executando quando o acidente ocorreu, categorizados por semelhan&ccedil;a tem&aacute;tica.</font></p>   <a name="tabela3"></a>       <p>&nbsp;</p>         <p align="center"><img src="/img/revistas/rlae/v14n3/a07t3.gif"></p>       <p align="center">&nbsp;</p>       <p><font size="2" face="verdana">Verifica-se que os acidentes ocorreram predominantemente na situa&ccedil;&atilde;o categorizada como "ato inadequado na realiza&ccedil;&atilde;o do procedimento". Nessa categoria est&atilde;o descritas as situa&ccedil;&otilde;es em que o comportamento do trabalhador foi, em parte, o respons&aacute;vel pelo desencadeamento do acidente.</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A segunda maior propor&ccedil;&atilde;o dos acidentes ocorreram "durante o procedimento", e est&aacute; relacionada &agrave; atividade propriamente dita. Nesse item h&aacute; os acidentes em que a imprevisibilidade esteve presente. Os acidentes relacionados ao "descarte inadequado por outro trabalhador" leva a pensar que, diante da magnitude dos problemas que envolvem os acidentes com materiais perfurocortantes descartados em locais impr&oacute;prios, faz-se necess&aacute;rio sensibilizar os trabalhadores para o problema, buscando a sua mudan&ccedil;a de comportamento. Os acidentes que foram "decorrentes de movimento inesperado do paciente", apontam que as rea&ccedil;&otilde;es dos pacientes frente a um procedimento invasivo devem ser antecipadamente avaliadas, objetivando proporcionar maior seguran&ccedil;a a todos. &Eacute; importante ressaltar que o risco existe e que nem s&oacute; o conhecimento t&eacute;cnico sobre os procedimentos &eacute; suficiente para sua execu&ccedil;&atilde;o segura. Esses resultados mostram que &eacute; imprescind&iacute;vel o estabelecimento de mudan&ccedil;as na pr&aacute;tica em que o trabalho ocorre e a revis&atilde;o dos procedimentos desenvolvidos, no sentido de considerar esse tipo de exposi&ccedil;&atilde;o.</font></p>       <p><font size="2" face="verdana">A <a href="#tabela4">Tabela 4</a> apresenta as respostas referentes a quais condi&ccedil;&otilde;es o trabalhador atribui a ocorr&ecirc;ncia dos acidentes. Salienta-se que o total de respostas n&atilde;o corresponde ao n&uacute;mero total de acidentes, pois cada trabalhador relatou mais de uma condi&ccedil;&atilde;o que propiciou o acidente, portanto, as propor&ccedil;&otilde;es de cada item foram calculadas utilizando o n&uacute;mero total de respostas fornecidas por cada trabalhador.</font></p>   <a name="tabela4"></a>       <p>&nbsp;</p>         <p align="center"><img src="/img/revistas/rlae/v14n3/a07t4.gif"></p>       <p align="center">&nbsp;</p>         <p><font size="2" face="verdana">Na pergunta ao trabalhador a quais condi&ccedil;&otilde;es ele atribu&iacute;a a ocorr&ecirc;ncia do acidente, verifica-se que 19,64% responderam que o acidente "aconteceu", sugerindo que, no seu entender, n&atilde;o houve uma causa definida. Esses trabalhadores atribuem assim uma "naturalidade" &agrave; ocorr&ecirc;ncia do acidente como se ele fosse inerente &agrave; atividade. Essa naturalidade pode ser justificada pelo desconhecimento, ou "fatalidade", ou conhecimento parcial dos riscos presentes no ambiente de trabalho, durante os procedimentos di&aacute;rios e a responsabilidade institucional na sua preven&ccedil;&atilde;o.</font></p>       <p><font size="2" face="verdana">A segunda maior freq&uuml;&ecirc;ncia apresentada demonstra que a causa atribu&iacute;da foi a "falta de aten&ccedil;&atilde;o/falta de cuidado do trabalhador". Essa, em conson&acirc;ncia com a "naturalidade", evidencia que eles assumem sozinhos a "culpa" pela ocorr&ecirc;ncia do acidente. Provavelmente n&atilde;o percebem o desempenho de suas fun&ccedil;&otilde;es em determinadas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, que comprometem a sua sa&uacute;de.</font></p>       <p><font size="2" face="verdana">Em seq&uuml;&ecirc;ncia, os trabalhadores atribu&iacute;ram "&agrave; pressa", "sobrecarga de trabalho", "n&atilde;o viu o perfurocortante" e "falta de funcion&aacute;rio", a ocorr&ecirc;ncia de alguns acidentes com exposi&ccedil;&atilde;o aos l&iacute;quidos corporais humanos. Essas quatro condi&ccedil;&otilde;es, se somadas, representam cerca de 36% do total das respostas e est&atilde;o diretamente relacionadas ao processo de trabalho na Institui&ccedil;&atilde;o, no que diz respeito &agrave; sua organiza&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o.</font></p>       <p><font size="2" face="verdana">Os acidentes de trabalho s&atilde;o "formas de express&atilde;o do desgaste do trabalhador" . O desgaste &eacute; provocado pela exposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s cargas de trabalho, que consistem na intera&ccedil;&atilde;o do trabalhador com o objeto de trabalho, com os meios/instrumentos utilizados na execu&ccedil;&atilde;o de suas atividades e com as formas de organiza&ccedil;&atilde;o do mesmo. Os trabalhadores da enfermagem consideram que as situa&ccedil;&otilde;es em que ocorreram as maiores exposi&ccedil;&otilde;es &agrave;s cargas, denominadas biol&oacute;gicas (contato do trabalhador com os microorganismos patog&ecirc;nicos), foram devido ao ritmo acelerado, &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e de como ocorre o gerenciamento do trabalho. Essas dizem respeito &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o das atividades<sup>(16)</sup>. Verifica-se que a maioria dos motivos relatados refere-se &agrave; intera&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores com as formas de organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho, favorecendo o seu desgaste. Nesse sentido, entende-se a necessidade da reflex&atilde;o dos gerentes e trabalhadores do hospital a respeito das condi&ccedil;&otilde;es e da din&acirc;mica do processo de trabalho.</font></p>       <p><font size="2" face="verdana">Outra observa&ccedil;&atilde;o importante &eacute; que, quando o n&uacute;mero de pacientes internados excede a m&eacute;dia di&aacute;ria, ocorre sobrecarga do servi&ccedil;o nas unidades de interna&ccedil;&atilde;o. A utiliza&ccedil;&atilde;o de um instrumento de classifica&ccedil;&atilde;o dos pacientes internados, no que diz respeito &agrave; complexidade da assist&ecirc;ncia, para monitorar as cargas de trabalho, subsidia a redistribui&ccedil;&atilde;o das atividades di&aacute;rias e, assim, a manuten&ccedil;&atilde;o da qualidade de assist&ecirc;ncia sem sobrecarga para a equipe<sup>(18)</sup>. Cabe ressaltar a import&acirc;ncia de se atentar para os procedimentos que s&atilde;o executados de forma repetitiva e mon&oacute;tona e em ritmo acelerado, pois s&atilde;o geradores de desgaste do trabalhador, expondo-o aos riscos de acidentes, o que sugere a reorganiza&ccedil;&atilde;o das atividades.</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A exposi&ccedil;&atilde;o a esses acidentes, portanto, &eacute; atribu&iacute;da pelos trabalhadores a tr&ecirc;s condi&ccedil;&otilde;es principais, ou seja, &agrave; "naturalidade" ou "fatalidade", &agrave; "culpa" e &agrave; "organiza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o".</font></p>       <p><font size="2" face="verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s sugest&otilde;es citadas pelos trabalhadores para reduzir ou prevenir as ocorr&ecirc;ncias dos acidentes, 29,17% responderam que n&atilde;o tinham sugest&otilde;es para minimizar e/ou preveni-los. &Eacute; prov&aacute;vel que muitos, ao vivenciarem diversas situa&ccedil;&otilde;es de risco no trabalho, acabam por incorpor&aacute;-las, aceitando-as como "normais" e "inerentes" aos procedimentos que executam. Esses profissionais inserem-se na carreira e s&atilde;o treinados para executar o trabalho, sem apresentarem resist&ecirc;ncias organizadas de maneira coletiva<sup>(19)</sup>.</font></p>       <p><font size="2" face="verdana">Os trabalhadores referiram que deveriam prestar mais aten&ccedil;&atilde;o na execu&ccedil;&atilde;o de suas atividades, indicando que tendem a responsabilizar-se, isoladamente, pelos acidentes que sofrem. Citaram tamb&eacute;m, como sugest&otilde;es, "ter orienta&ccedil;&atilde;o", "levar material adequado para descarte" e "n&atilde;o exceder o conte&uacute;do da caixa de perfurocortante" o que correspondeu a 35,42% do total de respostas. Esse dado pode ser interpretado como a necessidade de treinamentos e/ou reciclagens, objetivando normatizar as condutas frente aos procedimentos realizados, o que minimizaria os acidentes com exposi&ccedil;&atilde;o aos l&iacute;quidos corporais humanos. Cerca de 6% dos trabalhadores sugeriram o aumento de pessoal, indicando que o ac&uacute;mulo de atividades e o ritmo de trabalho mais intenso podem estar propiciando a ocorr&ecirc;ncia de acidentes.</font></p>       <p><font size="2" face="verdana">A maioria das sugest&otilde;es descritas apontam para a necessidade de se rever a forma como o trabalho &eacute; organizado, no que diz respeito, principalmente, &agrave; sua distribui&ccedil;&atilde;o, adequa&ccedil;&atilde;o dos meios, instrumentos utilizados e ao comportamento dos trabalhadores no descarte dos materiais. &Eacute; necess&aacute;rio reconhecer que eles est&atilde;o inseridos nesse processo, n&atilde;o como meros executores de atividades, mas como profissionais que podem e devem colaborar para identifica&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es geradoras de risco de acidentes e propor alternativas que visem a preserva&ccedil;&atilde;o da sua sa&uacute;de.</font></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><font size="3" face="verdana"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></font></p>       <p><font size="2" face="verdana">Este estudo possibilitou caracterizar os trabalhadores que sofreram acidente de trabalho com exposi&ccedil;&atilde;o aos l&iacute;quidos corporais humanos e avaliar o protocolo de atendimento nos aspectos relacionados aos cuidados locais, encaminhamento, sorologia do paciente-fonte e do acidentado, orienta&ccedil;&otilde;es recebidas e ader&ecirc;ncia ao tratamento proposto, conforme especificado anteriormente nos objetivos. Forneceu ferramentas importantes para a revis&atilde;o das estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o desses acidentes, bem como revis&atilde;o do protocolo de atendimento aos acidentados, para o alcance de melhores condi&ccedil;&otilde;es e seguran&ccedil;a no trabalho. Evidenciou tamb&eacute;m a necessidade de interven&ccedil;&atilde;o nessa realidade, tornando-se necess&aacute;rio o estabelecimento de um plano de a&ccedil;&atilde;o, baseado no diagn&oacute;stico das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho que oportunizam a preven&ccedil;&atilde;o da exposi&ccedil;&atilde;o ao risco de ocorr&ecirc;ncia dos acidentes em trabalhadores das diversas &aacute;reas do Hospital.</font></p>       <p><font size="2" face="verdana">A an&aacute;lise detalhada dos dados dos acidentes em cada institui&ccedil;&atilde;o permite apontar as medidas espec&iacute;ficas de preven&ccedil;&atilde;o, os locais de maior risco, compartilhar dados, colaborando na constru&ccedil;&atilde;o de conhecimento e no dimensionamento do problema.</font></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><font size="3" face="verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. Laurell AC, Noriega M. Processo de produ&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de: trabalho e desgaste oper&aacute;rio. S&atilde;o Paulo (SP): Hucitec; 1989.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0104-1169200600030000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. Balsamo AC, Barrientos DS, Rossi JCB. Estudo retrospectivo dos acidentes de trabalho com exposi&ccedil;&atilde;o a l&iacute;quidos corporais humanos ocorridos nos funcion&aacute;rios de um hospital universit&aacute;rio. Rev Med HU-USP 2000; 10 (1): 39-45.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0104-1169200600030000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Basso M. Acidentes ocupacionais com sangue e outros fluidos corp&oacute;reos em profissionais de sa&uacute;de. [disserta&ccedil;&atilde;o]. S&atilde;o Paulo (SP): Escola de Enfermagem/USP; 1999.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0104-1169200600030000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. Sarquis LMM. Acidentes de trabalho com instrumentos perfurocortantes: ocorr&ecirc;ncia entre os trabalhadores de enfermagem. [disserta&ccedil;&atilde;o]. S&atilde;o Paulo (SP): Escola de Enfermagem/USP; 1999.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0104-1169200600030000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Canini SRMS, Gir E, Hayashida M, Machado AA. Acidentes perfurocortantes entre trabalhadores de enfermagem de um hospital universit&aacute;rio do interior paulista. Rev Latino-am Enfermagem 2002 mar&ccedil;o-abril; 10 (2): 172-8.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0104-1169200600030000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Canini SRMS, Gir E, Machado AA. Accidents with potentially hazardous biological material among workers in hospital supporting services. Rev Latino-am Enfermagem 2005 julho-agosto; 13 (4): 486-500.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0104-1169200600030000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. Nishide VM, Benatti MCC, Alexandre NMC. Ocorr&ecirc;ncia de acidente do trabalho em uma unidade de terapia intensiva. Rev Latino-am Enfermagem 2004 mar&ccedil;o-abril; 12 (2):204-11.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0104-1169200600030000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8. Marziale MHP, Nishimura KYN, Ferreira MM. Riscos de contamina&ccedil;&atilde;o ocasionados por acidentes de trabalho com material p&eacute;rfuro-cortante entre trabalhadores de enfermagem. Rev Latino-am Enfermagem 2004 janeiro-fevereiro; 12 (1):36-42.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0104-1169200600030000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font size="2" face="verdana">9. Centers for Disease Control and Prevention.    Division of Healthcare Quality Promotion. Surveillance of helathcare personnel    with HIV/AIDS, as of december 2002: [monograph online] [cited 2005 Set 26].    Available from: <a href="http://www.cdc.gov/ncidod/hip/Blood/hivpersonnel.htm" target="_blank">http://www.cdc.gov/ncidod/hip/Blood/hivpersonnel.htm</a></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">10. Souza M. Acidentes ocupacionais e situa&ccedil;&otilde;es de risco para a equipe de enfermagem: um estudo em cinco hospitais do Munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo [tese]. S&atilde;o Paulo (SP): Escola de Enfermagem/USP; 1999.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0104-1169200600030000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">11. Murphy D. The development of a risk management program in response to the spread of bloodborne pathogen illnesses. J Intraven Nurs 1995; 18 Supl 6: p. S43-S7.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0104-1169200600030000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12. Sassi SJG. Acidente com material biol&oacute;gico: o que h&aacute; em preven&ccedil;&atilde;o. Bol Epidemiol 2004; 2(1):3-7.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0104-1169200600030000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">13. Bolyard EA, Tablan O, Williams WW, Pearson L, Shapiro CN, Deitchman SD, et al. Guideline for infection control in healthcare personnel. Infect Control Hosp Epidemiol 1998; 19 (6): 407-63.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0104-1169200600030000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">14. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (BR). Secretaria    de Pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de. Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de DST    e AIDS. Manual de Condutas em exposi&ccedil;&atilde;o ocupacional a material    biol&oacute;gico. [monograph online] 1999 [citado 2002 Mar 3]. Dispon&iacute;vel    em: URL: <a href="http://www.aids.gov.br/assist&ecirc;ncia/manual_exposi&ccedil;&atilde;o_ocupa.htm" target="_blank">http://www.aids.gov.br/assist&ecirc;ncia/manual_exposi&ccedil;&atilde;o_ocupa.htm</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0104-1169200600030000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">15. Chiarello LA, Cardo DM, Panlelio AL, Bell DM, Kaplan JE, Martin LS, et al. Public health service guidelines for the management of health-care worker exposures to HIV and recommendations for post exposure prophylaxis. MMWR 1998; 47 (RR-7): 1-30.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0104-1169200600030000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">16. Monteiro ALC, Ruiz EAC, Paz RB. Recomenda&ccedil;&otilde;es e condutas ap&oacute;s exposi&ccedil;&atilde;o ocupacional de profissionais de sa&uacute;de. Bol Epidemiol 1999; 17 (1): 3-23.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0104-1169200600030000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">17. Puro V, Carli GD, Petrosillo N, Ippolito G. Risk of healthcare exposure to bloodborne infection for italian workers, by job category and work area. Infect Control Hosp Epidemiol 2001; 22 (4): 206-10.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0104-1169200600030000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">18. Fugulin FMT. Dimensionamento de pessoal de enfermagem. Avalia&ccedil;&atilde;o do quadro de pessoal das unidades de interna&ccedil;&atilde;o de um hospital de ensino.[tese]. S&atilde;o Paulo (SP): Escola de Enfermagem/USP; 2002.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0104-1169200600030000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">19. Silva VEF. O desgaste do trabalhador de enfermagem - rela&ccedil;&atilde;o trabalho de enfermagem e sa&uacute;de do trabalhador.[tese]. S&atilde;o Paulo (SP): Escola de Enfermagem/USP; 1996.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0104-1169200600030000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><font size="2" face="verdana">Recebido em: 31.1.2005    <br>   Aprovado em: 6.3.2006</font></p>       <p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><font size="2" face="verdana"><a name="nota1"></a><a href="#topo1">1</a> Trabalho extra&iacute;do da Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado</font></p>      ]]></body><back>
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