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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana">Repercuss&otilde;es do XII Congresso Paulista de Sa&uacute;de P&uacute;blica!</font></b><font size="2" face="Verdana"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma vez mais, a "Sa&uacute;de e Sociedade" nos ajuda a   revisitar um Congresso Paulista de Sa&uacute;de P&uacute;blica disseminando confer&ecirc;ncias   selecionadas e mantendo na agenda o esp&iacute;rito cr&iacute;tico e democr&aacute;tico dos nossos   congressos. Dessa vez est&aacute; em foco o XII Congresso, que teve como guia para o   debate o lema "Sa&uacute;de e Direitos: escolhas para fazer o SUS".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O chamamento para o Congresso era de que "o tempo &eacute; de mudan&ccedil;as   na sociedade brasileira, em que o crescimento econ&ocirc;mico e o aumento do cr&eacute;dito   e do consumo entram na agenda pol&iacute;tica e no cotidiano de cada cidad&atilde;o" e que o   setor sa&uacute;de n&atilde;o est&aacute; imune a este contexto. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">J&aacute; cont&aacute;vamos na &eacute;poca da realiza&ccedil;&atilde;o do Congresso, outubro de   2011, com dez meses de novos governos e novas agendas na esfera federal e   estadual. A Emenda Consti&shy;tucional 29 fora aprovada e a sociedade questionava   como financi&aacute;-la. A grande imprensa pautava (e ainda pauta) de maneira   siste&shy;m&aacute;tica as "defici&ecirc;ncias" do SUS. Lembr&aacute;vamos que crescia (e ainda cresce)   o n&uacute;mero de usu&aacute;rios de planos de sa&uacute;de e que se modelavam (e ainda se modelam)   alternativas de gest&atilde;o e de parcerias p&uacute;blico-privado. O debate era tenso e   assim permanece at&eacute; hoje. Nas universidades e nos servi&ccedil;os havia, e ainda h&aacute;,   alguns movimentos de mudan&ccedil;a na forma&ccedil;&atilde;o, nos modos de fazer pesquisa, nas   pr&aacute;ticas e no cuidado e a quest&atilde;o &eacute; como sustentar pequenas mudan&ccedil;as induzidas   por recursos p&uacute;blicos. A 14ª Confer&ecirc;ncia Nacional de Sa&uacute;de pautou o SUS como   patrim&ocirc;nio nacional de todos. A luta por este desiderato continua!</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste sentido, a Carta de S&atilde;o Bernardo do Campo, l&oacute;cus do XII   Congresso, anunciou alguns clamores para a continuidade do intenso trabalho de   fazer do SUS um patrim&ocirc;nio nacional de todos: antes de tudo, (1) a sa&uacute;de como   direito de cidadania, articulada com a agenda de prote&ccedil;&atilde;o social, e (2) a   defesa da vida como princ&iacute;pio decisivo para orientar nossas escolhas   t&eacute;cnico-pol&iacute;ticas, pois a vida de cada um, no contexto da vida de todos, vale a   pena &#150; n&atilde;o apenas as vidas de alguns. Reafirmamos (3) o nosso incondicional   compromisso com o acesso sem privil&eacute;gios aos servi&ccedil;os p&uacute;blicos de sa&uacute;de, em   posi&ccedil;&atilde;o contr&aacute;ria &agrave; lei estadual que instaura a 'dupla porta', favorecedora do   acesso de usu&aacute;rios de planos privados de sa&uacute;de, em servi&ccedil;os estaduais sob   gest&atilde;o de organiza&ccedil;&otilde;es sociais de sa&uacute;de; (4) o SUS como um projeto   &eacute;tico-pol&iacute;tico vitorioso de produ&ccedil;&atilde;o de sujeitos ativos, construtores de cidadania   e sa&uacute;de em defesa da dignidade e da liberdade, e como uma constru&ccedil;&atilde;o social,   portanto, a exigir permanente compromisso e luta de todos, como condi&ccedil;&atilde;o de sua   continuidade hist&oacute;rica; (5) a necessidade imperiosa da amplia&ccedil;&atilde;o do   financiamento do SUS, nos marcos da Seguridade Social, condi&ccedil;&atilde;o de garantia de   um sistema p&uacute;blico de acesso universal, Reconhecemos (6) a gest&atilde;o do trabalho e   educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de como agenda estrat&eacute;gica para a consolida&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento   do SUS e (7) a necessidade de uma incorpora&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica que seja feita a   partir da ado&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios baseados na efic&aacute;cia, efici&ecirc;ncia e perspectiva de   efetividade em cada realidade concreta, para garantir a equidade e n&atilde;o segundo   a l&oacute;gica de mercado. Entendemos a import&acirc;ncia (8) da manuten&ccedil;&atilde;o da luta   macropol&iacute;tica articulada e em di&aacute;logo com a produ&ccedil;&atilde;o micropol&iacute;tica do cotidiano   e (9) do apoio aos espa&ccedil;os locais para ampliar suas possibilidades de produzir   pol&iacute;ticas e respostas &agrave;s diferentes necessidades e realidades loco-regionais.   Declaramos (10) a urg&ecirc;ncia na produ&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas e na organiza&ccedil;&atilde;o de redes   de aten&ccedil;&atilde;o que potencializem a aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica em sa&uacute;de, colocando-a no centro   da aten&ccedil;&atilde;o de forma a levar em conta as diversas dimens&otilde;es da sa&uacute;de, e que   promovam ativamente a equidade, al&eacute;m da universalidade e integralidade da   aten&ccedil;&atilde;o; (11) a necessidade de estabelecer mecanismos regulat&oacute;rios estatais em   defesa do interesse p&uacute;blico e coletivo, considerando a disputa p&uacute;blico-privada   que atravessa a produ&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Parece-nos necess&aacute;rio (12) assumir as   inadi&aacute;veis rupturas com os modelos predominantes, ao fazer escolhas inovadoras   para o SUS em suas v&aacute;rias agendas, bem como (13) o compromisso com os   princ&iacute;pios da Reforma Psiqui&aacute;trica Brasileira, antimanicomial, com o fortalecimento   de uma rede orientada pela convic&ccedil;&atilde;o de que s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel cuidar em liberdade e   que rejeite a comunidade terap&ecirc;utica e a interna&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As quatro confer&ecirc;ncias principais do Congresso retrataram muito   deste clamor. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Emerson Merhy explorou certos campos de tens&otilde;es que operam no   campo da sa&uacute;de "sob o perspectivismo de que qualquer vida vale a pena trazendo   o lugar da pr&aacute;tica como chave para a produ&ccedil;&atilde;o efetiva de novos modos de se   produzir as vidas". Lan&ccedil;a m&atilde;o de autores da micropol&iacute;tica e da esquizoan&aacute;lise e   procura conduzir uma reflex&atilde;o sobre as implica&ccedil;&otilde;es desse "olhar construtivo". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Rud&aacute; Ricci fez uma an&aacute;lise cr&iacute;tica da participa&ccedil;&atilde;o social no   governo Lula, delineando diferen&ccedil;as entre mobiliza&ccedil;&atilde;o social, movimentos   sociais e organiza&ccedil;&otilde;es sociais; ele lan&ccedil;ou a hip&oacute;tese de que a luta genu&iacute;na por   direitos empreendida no passado por movimentos sociais estava em queda,   substitu&iacute;da agora por "organiza&ccedil;&otilde;es sociais" em competi&ccedil;&atilde;o no "mercado" de   recursos p&uacute;blicos fazendo da luta por direitos um objetivo secund&aacute;rio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Helv&eacute;cio Miranda fez a Confer&ecirc;ncia "Gest&atilde;o t&eacute;cnica e pol&iacute;tica do   SUS: quais escolhas devem ser feitas e que escolhas devem ser evitadas?".   Enfatizou que devemos evitar uma l&oacute;gica do sistema de sa&uacute;de em que suas   unidades componentes n&atilde;o se comunicam para escolher uma Rede de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de   que seja integrada, a partir de rela&ccedil;&otilde;es horizontais entre os pontos de   aten&ccedil;&atilde;o. A aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica deve ser o centro de comunica&ccedil;&atilde;o; a rede deve estar   centrada nas necessidades de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o, responsabilizando-se por   aten&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua, coordenada, compartilhada e integral. Finalmente, ela deve   atuar sob a &eacute;gide do cuidado multiprofissional, com compartilhamento de   objetivos e compromisso com os resultados para a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o, com   efetividade e equidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Luis Cec&iacute;lio refletiu sobre como n&atilde;o fazermos mais do mesmo   buscando escolhas para inovarmos na produ&ccedil;&atilde;o do cuidado, das pr&aacute;ticas e do   conhecimento. Ele percorreu cinco quest&otilde;es te&oacute;rico-pr&aacute;ticas: (1) a quimera da   aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica em sa&uacute;de; (2) o "usu&aacute;rio-fabricado" e o "usu&aacute;rio-fabricador";   (3) a disjun&ccedil;&atilde;o entre o tempo dos gestores, o tempo da equipe de sa&uacute;de e o   tempo dos usu&aacute;rios; (4) o sentimento de estranhamento dos gestores com o espa&ccedil;o   micropol&iacute;tico na gest&atilde;o em sa&uacute;de; (5) os m&uacute;ltiplos sistemas que regulam o acesso   e consumo de servi&ccedil;os de sa&uacute;de, ou o funcionamento do SUS real como uma   produ&ccedil;&atilde;o social. Luis Cec&iacute;lio nos faz colocar na agenda a afirma&ccedil;&atilde;o e as   implica&ccedil;&otilde;es de que, queiramos ou n&atilde;o, todos governam! </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os Editores da Sa&uacute;de e Sociedade e a APSP selecionaram as   confer&ecirc;ncias de Emerson Merhi e Luis Cec&iacute;lio para serem compartilhadas em   formato de artigos com os leitores da Revista. Fa&ccedil;am bom proveito!</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Marco Akerman</b></font>    <br>     <font size="2" face="Verdana"><b>Mar&iacute;lia C. Prado Louvison</b></font>    <br>     <font size="2" face="Verdana"><b>Lucia Y. Izumi Nichiata</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Coordena&ccedil;&atilde;o Comiss&atilde;o Cient&iacute;fica   do Congresso</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Jorge Harada</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Coordenador do Congresso</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Paulo Fernando Capucci</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Presidente   da APSP</font></p>      ]]></body>
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