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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Construindo a participação social no SUS: um constante repensar em busca de equidade e transformação]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Building social participation on the Brazilian Health System: a constant rethinking that seeks fairness and transformation]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[It concerns an essay that presents reflections on the search and the practice of the social participation in the Brazilian Unified Health System (SUS), including the understanding of its concept as to how the different actions of the social groups influence the formularization, execution, fiscalization and evaluation of the public policies. Therefore the participation of the community in the health system is considered an essential condition for the full exercise of the health, capable of promoting fairness and to transforming the health attention. The building of citizenship and the formation of collective citizens are taken as beddings for the conquest of democratic spaces and social rights. The current normalization of the public participation has been mapped considering its advances, but also stating its fragilities, mainly those that concerning the participation out of health councils and conferences. In the institutional environment, some elements where pointed as necessary to consolidate and effect the communitarian participation, like the relation between the actors and the communication for the socialization of health information and knowledge. Questions of the subject are also sought by bringing to attention some of the critical obstacles in relation to the social participation. This essay is intended to collaborate in behalf of the real democratization of the different spaces where the civil society can be heard, transforming these places in more appropriate locations to make decisions concerning the construction of health policies and services. The population can benefit from these spaces collectively surpassing the simple bureaucratic obligatoriness of the participation and contributing for the health and quality of life.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Participação comunitária]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="top"></a>Construindo    a participa&ccedil;&atilde;o social no SUS: um constante repensar em busca de    equidade e transforma&ccedil;&atilde;o<a href="#back"><sup>1</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Building social    participation on the Brazilian Health System: a constant rethinking that seeks    fairness and transformation</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Juliana Sousa    Coelho</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Especialista em    Sa&uacute;de P&uacute;blica. Farmac&ecirc;utica do Centro de Refer&ecirc;ncia    em Sa&uacute;de Mental J&eacute;ferson Peres Pereira da Prefeitura de Betim,    MG. Endere&ccedil;o: Rua Jos&eacute; Hemet&eacute;rio Andrade, nº 485, ap. 203,    Bloco 2, Bairro Buritis, CEP 30455-770, Belo Horizonte, MG, Brasil. E-mail:    <a href="mailto:jsousacoelho@yahoo.com.br">jsousacoelho@yahoo.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trata-se de um    ensaio que exp&otilde;e reflex&otilde;es sobre a busca e o exerc&iacute;cio    da participa&ccedil;&atilde;o social no Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de    (SUS), compreendendo seu conceito como as diferentes a&ccedil;&otilde;es dos    grupos sociais que influenciam a formula&ccedil;&atilde;o, execu&ccedil;&atilde;o,    fiscaliza&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas.    Por isso o fato de a comunidade participar no sistema de sa&uacute;de &eacute;    visto como condi&ccedil;&atilde;o fundamental para o exerc&iacute;cio pleno    da sa&uacute;de, capaz de promover equidade e de transformar a aten&ccedil;&atilde;o    &agrave; sa&uacute;de. As a&ccedil;&otilde;es de construir a cidadania e formar    sujeitos coletivos s&atilde;o tomadas como fundamentos para a conquista de espa&ccedil;os    democr&aacute;ticos e de direitos sociais. Mapeou-se a normatiza&ccedil;&atilde;o    atual referente &agrave; participa&ccedil;&atilde;o popular, considerando seus    avan&ccedil;os, mas explicitando tamb&eacute;m suas fragilidades, principalmente    no que tange aos conselhos e confer&ecirc;ncias de sa&uacute;de. No ambiente    dos espa&ccedil;os institucionais de participa&ccedil;&atilde;o, foram destacados    elementos necess&aacute;rios para consolidar e efetivar a participa&ccedil;&atilde;o    popular, como a rela&ccedil;&atilde;o entre os atores e a comunica&ccedil;&atilde;o    para a socializar as informa&ccedil;&otilde;es e conhecimentos em sa&uacute;de.    Busca-se tamb&eacute;m problematizar o assunto, trazendo &agrave; tona alguns    dos obst&aacute;culos e cr&iacute;ticas relativos &agrave; participa&ccedil;&atilde;o    social. Pretende-se, com este ensaio, colaborar para a democratiza&ccedil;&atilde;o    dos diferentes espa&ccedil;os de escuta da sociedade civil, tornando-os locais    cada vez mais apropriados para as tomadas de decis&atilde;o sobre a constru&ccedil;&atilde;o    de pol&iacute;ticas e servi&ccedil;os de sa&uacute;de, dos quais a popula&ccedil;&atilde;o    se apropria coletivamente, superando a simples obrigatoriedade burocr&aacute;tica    da participa&ccedil;&atilde;o e contribuindo para a sa&uacute;de e qualidade    de vida.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>    Participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria; Participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde;;    Participa&ccedil;&atilde;o social; Participa&ccedil;&atilde;o do paciente.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">It concerns an    essay that presents reflections on the search and the practice of the social    participation in the Brazilian Unified Health System (SUS), including the understanding    of its concept as to how the different actions of the social groups influence    the formularization, execution, fiscalization and evaluation of the public policies.    Therefore the participation of the community in the health system is considered    an essential condition for the full exercise of the health, capable of promoting    fairness and to transforming the health attention. The building of citizenship    and the formation of collective citizens are taken as beddings for the conquest    of democratic spaces and social rights. The current normalization of the public    participation has been mapped considering its advances, but also stating its    fragilities, mainly those that concerning the participation out of health councils    and conferences. In the institutional environment, some elements where pointed    as necessary to consolidate and effect the communitarian participation, like    the relation between the actors and the communication for the socialization    of health information and knowledge. Questions of the subject are also sought    by bringing to attention some of the critical obstacles in relation to the social    participation. This essay is intended to collaborate in behalf of the real democratization    of the different spaces where the civil society can be heard, transforming these    places in more appropriate locations to make decisions concerning the construction    of health policies and services. The population can benefit from these spaces    collectively surpassing the simple bureaucratic obligatoriness of the participation    and contributing for the health and quality of life.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>    Consumer Participation; Citizen Participation; Social Participation; Patient    Participation.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O processo de constru&ccedil;&atilde;o    do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) envolveu a participa&ccedil;&atilde;o    de diversos atores sociais unidos no Movimento de Reforma Sanit&aacute;ria que    defendia o projeto de um sistema de sa&uacute;de, um plano abrangente de pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas capazes de incidir sobre as condi&ccedil;&otilde;es de vida    e de trabalho da popula&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de prover a prote&ccedil;&atilde;o    coletiva contra agravos, garantindo a sua sa&uacute;de em todos os aspectos    (Valla e Stotz, 1994).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desse projeto de    sistema de sa&uacute;de e de muitas lutas e debates, nasceu, na Constitui&ccedil;&atilde;o    de 1988, o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS). A sua defini&ccedil;&atilde;o    legal instituiu formalmente princ&iacute;pios e diretrizes de universalidade,    equidade, integralidade do atendimento com prioridade &agrave; preven&ccedil;&atilde;o,    descentraliza&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o da comunidade, que    devem nortear as atividades em sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Talvez devido &agrave;    influ&ecirc;ncia do imenso desejo por democracia difundido &agrave; &eacute;poca    da constru&ccedil;&atilde;o do SUS, caracterizada pelo processo de abertura    pol&iacute;tica, a participa&ccedil;&atilde;o tornou-se pauta fundamental de    reivindica&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Sua institucionaliza&ccedil;&atilde;o    obrigou, ao menos teoricamente, &agrave; democratiza&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas    e servi&ccedil;os de sa&uacute;de e do debate sobre esta.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Neste ensaio pretende-se    abordar algumas quest&otilde;es sobre a busca e concretiza&ccedil;&atilde;o    da participa&ccedil;&atilde;o social no SUS. Para isso dialoga-se com pesquisadores    que veem na participa&ccedil;&atilde;o uma forma de promover a equidade e de    transformar a aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de. Nesse contexto, encara-se    a participa&ccedil;&atilde;o como um objetivo a ser perseguido, por&eacute;m    n&atilde;o de forma cega e acr&iacute;tica, &eacute; necess&aacute;rio constantemente    refletir como tem ocorrido para que seja avaliada e aprimorada, tornando-se    abertura real do sistema de sa&uacute;de &agrave; popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tomou-se o conceito    de Valla (1998, p. 9) para participa&ccedil;&atilde;o social, compreendendo    "as m&uacute;ltiplas a&ccedil;&otilde;es que diferentes for&ccedil;as sociais    desenvolvem para influenciar a formula&ccedil;&atilde;o, execu&ccedil;&atilde;o,    fiscaliza&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas    e/ou servi&ccedil;os b&aacute;sicos na &aacute;rea social".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como premissa para    discutir sobre participa&ccedil;&atilde;o social, foi feita uma reflex&atilde;o    sobre a forma&ccedil;&atilde;o dos sujeitos coletivos e a constru&ccedil;&atilde;o    da cidadania, considerando esses elementos como fundamentais para a conquista    de espa&ccedil;os democr&aacute;ticos e de direitos sociais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A normatiza&ccedil;&atilde;o    atual referente &agrave; participa&ccedil;&atilde;o popular foi analisada, procurando-se    ressaltar os avan&ccedil;os que trouxe e as quest&otilde;es para as quais a    abordagem mant&eacute;m-se superficial e vaga, constituindo alguns dos pontos    fr&aacute;geis da participa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse contexto    institucional, destacam-se elementos necess&aacute;rios para uma participa&ccedil;&atilde;o    social efetiva. Os atores envolvidos com a quest&atilde;o da sa&uacute;de passaram    a ter maior contato entre si. As rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas entre    esses diferentes sujeitos, representantes do Estado ou dos diversos grupos da    sociedade, s&atilde;o trabalhadas aqui como determinantes das decis&otilde;es    pol&iacute;ticas. A forma como cada um defende os seus interesses coloca-os    ora em posi&ccedil;&otilde;es opostas, ora como parceiros. Outro elemento importante    da participa&ccedil;&atilde;o relaciona-se &agrave; essencialidade da comunica&ccedil;&atilde;o,    da informa&ccedil;&atilde;o e do conhecimento em sa&uacute;de para a autonomia    dos atores, tendo a educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de como principal estrat&eacute;gia    de a&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao final, o presente    ensaio dedica-se a problematizar o tema da participa&ccedil;&atilde;o social    no SUS, trazendo &agrave; tona alguns dos obst&aacute;culos e cr&iacute;ticas    relativos ao assunto. &Eacute; debatida a ideia de que os Conselhos e Confer&ecirc;ncias    de Sa&uacute;de sejam as formas predominantes de participa&ccedil;&atilde;o    da sociedade na sa&uacute;de. Essas inst&acirc;ncias representam experi&ecirc;ncias    concretas de gest&atilde;o participativa que trouxeram melhorias nesse campo    no Pa&iacute;s e servem de exemplo de democratiza&ccedil;&atilde;o do sistema    de sa&uacute;de. Por&eacute;m a participa&ccedil;&atilde;o social para construir    o SUS vai al&eacute;m desses espa&ccedil;os. Conselhos e Confer&ecirc;ncias    n&atilde;o bastam para contemplar a diversidade de opini&otilde;es da sociedade    em toda a sua complexidade de atores, tornando-se insuficientes quando representam    a &uacute;nica abertura da gest&atilde;o &agrave; participa&ccedil;&atilde;o    popular.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Existem problemas    estruturais e pol&iacute;ticos que dificultam a organicidade de Conselhos e    Confer&ecirc;ncias. Principalmente no &acirc;mbito municipal, h&aacute;, em    geral, baixa representatividade, pouca renova&ccedil;&atilde;o de membros, domina&ccedil;&atilde;o    por grupos mais organizados, enfraquecimento da luta em outras frentes participativas    e de comunica&ccedil;&atilde;o (Dominguez, 2007).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Essas fragilidades    democr&aacute;ticas e outras tens&otilde;es relacionadas aos conselhos e confer&ecirc;ncias    de sa&uacute;de levam &agrave; necessidade de busca e valoriza&ccedil;&atilde;o    de outras formas de participa&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o est&atilde;o t&atilde;o    bem definidas e nem s&atilde;o da mesma forma priorizadas. O processo de participa&ccedil;&atilde;o    democr&aacute;tica constitui-se tamb&eacute;m por iniciativas de car&aacute;ter    coletivo e individual, como conselhos locais ou conselhos gestores, f&oacute;runs    de trabalhadores, Minist&eacute;rio P&uacute;blico, ouvidorias, gest&atilde;o    participativa, press&atilde;o popular sobre o Congresso, e at&eacute; a <i>judicializa&ccedil;&atilde;o</i>    da sa&uacute;de pode ser compreendida como um tipo de controle social, entre    outros.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dessa forma pretende-se    contribuir para a reflex&atilde;o sobre a participa&ccedil;&atilde;o e a organiza&ccedil;&atilde;o    do SUS, visando a real democratiza&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os de escuta    da sociedade civil, tornando-os locais cada vez mais apropriados para as tomadas    de decis&atilde;o sobre a constru&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas e servi&ccedil;os    de sa&uacute;de, dos quais a popula&ccedil;&atilde;o se apropria coletivamente    superando a simples obrigatoriedade burocr&aacute;tica da participa&ccedil;&atilde;o    e contribuindo para uma sa&uacute;de p&uacute;blica gratuita e de qualidade    para todos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>A Constru&ccedil;&atilde;o    da Cidadania e a Forma&ccedil;&atilde;o de Sujeitos Coletivos: fundamentos para    a participa&ccedil;&atilde;o social em sa&uacute;de</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Falar em participa&ccedil;&atilde;o    social nos remete ao conceito de cidadania e de direitos sociais. Lembramos    de valores de uso coletivo, do papel do Estado e da rela&ccedil;&atilde;o Estado/Sociedade.    A reflex&atilde;o sobre todos esses processos &eacute; pressuposto para uma    sociedade democr&aacute;tica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para se pensar    em cidadania e na rela&ccedil;&atilde;o Estado/Sociedade, um t&oacute;pico relevante    &eacute; a constitui&ccedil;&atilde;o dos sujeitos coletivos. &Eacute; preciso    abordar as manifesta&ccedil;&otilde;es dos sujeitos pol&iacute;ticos que se    realizam atrav&eacute;s dos movimentos sociais (Nunes, 1995). A forma&ccedil;&atilde;o    dos sujeitos coletivos &eacute; condicionada pelos processos hist&oacute;ricos,    pol&iacute;ticos, sociais, econ&ocirc;micos e culturais. O processo hist&oacute;rico    do Brasil, caracterizado por um longo per&iacute;odo como col&ocirc;nia, imp&eacute;rio    e ditadura, fundamenta a pouca experi&ecirc;ncia da sociedade com a democracia    e a concep&ccedil;&atilde;o de cidadania, determinando a forma&ccedil;&atilde;o    pol&iacute;tica e cidad&atilde; dos brasileiros.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mesmo numa sociedade    carente de maturidade pol&iacute;tica, a busca por melhores condi&ccedil;&otilde;es    sociais est&aacute; presente, &eacute; algo que se d&aacute; numa concep&ccedil;&atilde;o    dial&eacute;tica, de forma simult&acirc;nea ao estabelecimento da precariedade,    mas condicionada &agrave;s possibilidades de cada momento hist&oacute;rico.    Da mesma maneira, a exist&ecirc;ncia de um Estado pressup&otilde;e a exist&ecirc;ncia    de tens&otilde;es na rela&ccedil;&atilde;o Estado-sociedade, principalmente,    devido ao Estado ser, em princ&iacute;pio, um aparato da classe dominante para    a manuten&ccedil;&atilde;o da ordem (Canesqui, 1995).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hoje, no Brasil,    apesar da democracia pol&iacute;tica t&atilde;o almejada, convive-se com uma    grande desigualdade social e p&eacute;ssimas condi&ccedil;&otilde;es de vida.    Essa situa&ccedil;&atilde;o leva a uma descren&ccedil;a no Estado e em qualquer    possibilidade de mudan&ccedil;a, fato que, conciliado a valores neoliberais    incorporados pela sociedade, cria uma vis&atilde;o imobilizadora que tende a    reproduzir as injusti&ccedil;as e n&atilde;o transform&aacute;-las. Outra quest&atilde;o    que abala significativamente a possibilidade da constitui&ccedil;&atilde;o dos    sujeitos sociais s&atilde;o as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas neoliberais    de car&aacute;ter compensat&oacute;rio e n&atilde;o preventivo e redistributivo,    focal e n&atilde;o universal (Stotz, 1995).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A participa&ccedil;&atilde;o    da sociedade civil em reivindica&ccedil;&otilde;es e mobiliza&ccedil;&otilde;es    pol&iacute;ticas &eacute; volunt&aacute;ria, e, muitas vezes, n&atilde;o h&aacute;    para isso suporte estrutural ou mesmo incentivo moral (Serapioni e Roman&iacute;,    2006). Essa quest&atilde;o, somada &agrave; falta de tempo dos cidad&atilde;os,    em meio a um sistema capitalista que promove valores individuais e restringe    a sociedade ao consumo e &agrave; acumula&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m da frustra&ccedil;&atilde;o    pelo n&atilde;o reconhecimento da import&acirc;ncia da a&ccedil;&atilde;o social    pol&iacute;tica, configuram importantes obst&aacute;culos para a mobiliza&ccedil;&atilde;o    social.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A sociedade desigual    em que vivemos leva &agrave; desestrutura&ccedil;&atilde;o do conceito de cidadania,    ou seja, o sentido dado &agrave; cidadania &eacute; diferente de acordo com    a condi&ccedil;&atilde;o social, a situa&ccedil;&atilde;o de trabalho, o pertencimento    a sistemas de seguridade social (Stotz, 1995). Dessa forma, Valla e Stotz (1994)    prop&otilde;em duas categorias para cidadania, segundo a condi&ccedil;&atilde;o    de reprodu&ccedil;&atilde;o social de camadas ou de grupos sociais: "cidadania    de vigil&acirc;ncia", quando servi&ccedil;os b&aacute;sicos j&aacute; existem    e a popula&ccedil;&atilde;o precisa apenas vigiar para que continuem, e "cidadania    de escassez", referente &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es que precisam estar    continuamente pressionando e lutando politicamente para garantir servi&ccedil;os    b&aacute;sicos que s&atilde;o tidos como concess&otilde;es do Estado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A partir dos anos    1970, surgiram diversos movimentos sociais no Brasil, e muitas das lutas elegeram    a sa&uacute;de seu objeto de reivindica&ccedil;&otilde;es (Ribeiro, 1989; Stotz,    1995). Uma circunst&acirc;ncia de transi&ccedil;&atilde;o se caracteriza pela    incerteza e tens&atilde;o, mas possibilita mudan&ccedil;as (P&ecirc;go, 1993).    O fim do regime militar renovou a utopia de uma sociedade democr&aacute;tica    e justa, incentivando mobiliza&ccedil;&otilde;es e buscas por alternativas diante    das concep&ccedil;&otilde;es vigentes de cidadania.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para Contandriopoulos    (1995), uma forma de fomentar a mobiliza&ccedil;&atilde;o &eacute; construir    uma Utopia, como uma forma de visualizar os objetivos aos quais se quer chegar.    A Utopia facilitaria a apreens&atilde;o no ide&aacute;rio das pessoas de que    os objetivos proclamados seriam vi&aacute;veis. Dessa forma, a Utopia ajuda    a agregar as for&ccedil;as sociais favor&aacute;veis &agrave; transforma&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No processo de    redemocratiza&ccedil;&atilde;o do Pa&iacute;s nos anos 1980, os movimentos sociais,    como o Movimento de Reforma Sanit&aacute;ria, foram determinadores da matura&ccedil;&atilde;o    de um novo sujeito social brasileiro, consciente dos conceitos de sociedade    e de cidadania e da import&acirc;ncia de sua pr&aacute;tica cotidiana para transforma&ccedil;&atilde;o    da realidade (P&ecirc;go, 1993).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hoje os movimentos    sociais s&atilde;o muitos e diversos. Consequ&ecirc;ncia, dentre muitos fatores,    do processo hist&oacute;rico de amadurecimento da cidadania e constru&ccedil;&atilde;o    da democracia, da diversidade do Pa&iacute;s e de interesses dos distintos atores.    Esses diversos movimentos sociais expressam diferentes formas de luta, de acordo    com as dificuldades para a reprodu&ccedil;&atilde;o social da vida que os atores    enfrentam nos ambientes f&iacute;sico, pol&iacute;tico e cultural em que est&atilde;o    imersos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para L&uacute;cia    Ribeiro (1989), o surgimento de um movimento social est&aacute; atrelado &agrave;    constru&ccedil;&atilde;o de uma identidade social. Esta se baseia numa dimens&atilde;o    estrutural, referente &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es objetivas da situa&ccedil;&atilde;o    de car&ecirc;ncia e exclus&atilde;o, e na dimens&atilde;o cultural, ou seja,    o reconhecimento da situa&ccedil;&atilde;o de precariedade (tomada de consci&ecirc;ncia    coletiva) e a percep&ccedil;&atilde;o da possibilidade de busca cotidiana por    melhores condi&ccedil;&otilde;es que aos poucos v&atilde;o constituindo valores    sociais e uma vis&atilde;o de mundo, formando sujeitos de sua pr&oacute;pria    hist&oacute;ria.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No setor sa&uacute;de,    as condi&ccedil;&otilde;es objetivas predisponentes de mobiliza&ccedil;&otilde;es    s&atilde;o: sistema de sa&uacute;de com cobertura insuficiente e qualidade prec&aacute;ria    e diferen&ccedil;as nas condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de segundo a classe    social. A tomada de consci&ecirc;ncia dessa situa&ccedil;&atilde;o, o reconhecimento    da possibilidade de enfrent&aacute;-la, o compartilhamento da hist&oacute;ria    pessoal com outros indiv&iacute;duos (constru&ccedil;&atilde;o de identidade),    o sentido de pertencimento e a participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria    levam &agrave;s a&ccedil;&otilde;es transformadoras. A resist&ecirc;ncia brota    da pr&oacute;pria necessidade que as pessoas t&ecirc;m de sobreviver, de n&atilde;o    serem oprimidas pelo cansa&ccedil;o, pela doen&ccedil;a e pelo poder hegem&ocirc;nico    (Valla e Stotz, 1994). Assim, surge a politiza&ccedil;&atilde;o de demandas,    na qual a sa&uacute;de passa a ser vista como um direito social, as reivindica&ccedil;&otilde;es,    e tamb&eacute;m a constru&ccedil;&atilde;o de princ&iacute;pios relacionados    ao conceito ampliado de sa&uacute;de, &agrave; gratuidade, &agrave; equidade    e &agrave; participa&ccedil;&atilde;o ampla nas decis&otilde;es. Dessa forma,    a consci&ecirc;ncia sanit&aacute;ria colabora na amplia&ccedil;&atilde;o dos    limites da cidadania, configurando-se como causa e consequ&ecirc;ncia de uma    consci&ecirc;ncia social (Valla e Stotz, 1994).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma fragilidade    de muitos dos movimentos sociais &eacute; a restri&ccedil;&atilde;o de suas    decis&otilde;es, pr&aacute;ticas e reivindica&ccedil;&otilde;es a demandas desconectadas    de um projeto global de sociedade (Ribeiro, 1989). Conquistas imediatas podem    ser mobilizadoras de um movimento popular, mas &eacute; preciso amadurecer os    objetivos buscados para lutar por conquistas mais abrangentes, pois quando as    possibilidades de ganhos imediatos diminuem, o grupo tende a esvaecer.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Seguindo apenas    uma consci&ecirc;ncia imediata e superficial dos problemas sociais, as revoltas    e manifesta&ccedil;&otilde;es populares est&atilde;o arriscadas a seguirem a    l&oacute;gica da aceita&ccedil;&atilde;o do modelo, lutando apenas para incluir-se    nele e n&atilde;o para transform&aacute;-lo (Valla e Stotz, 1994). O investimento    te&oacute;rico junto do contato com a realidade amplia o espa&ccedil;o de luta    para al&eacute;m das institui&ccedil;&otilde;es, tornando a sociedade o principal    objeto para transforma&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No complexo cen&aacute;rio    da sa&uacute;de, que envolve in&uacute;meros atores, &eacute; preciso reconhecer    que cada um ocupa uma posi&ccedil;&atilde;o diferente, singular e importante.    N&atilde;o se deve tentar tra&ccedil;ar uma rela&ccedil;&atilde;o hier&aacute;rquica    entre essas posi&ccedil;&otilde;es e sim perceber a necessidade de troca e coopera&ccedil;&atilde;o    (Valla e Stotz, 1994). A interface dos movimentos populares com outros atores,    como os profissionais de sa&uacute;de, partidos pol&iacute;ticos, igrejas, Estado,    favorece maiores conquistas, pois integra saberes e for&ccedil;as em sa&uacute;de,    e permite a constru&ccedil;&atilde;o de um novo conhecimento/saber.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nessas parcerias,    as contribui&ccedil;&otilde;es do movimento popular s&atilde;o suas experi&ecirc;ncias,    aspira&ccedil;&otilde;es e valores adquiridos os quais s&atilde;o enriquecidos    e modificados na rela&ccedil;&atilde;o, por exemplo, com profissionais de sa&uacute;de    que podem agir como educadores, facilitadores e mobilizadores, mesmo sendo,    de acordo com Valla (1998), inevit&aacute;vel em alguns momentos a dificuldade    de compreens&atilde;o entre estes. Bodstein (1993) sublinha que o n&iacute;vel    local &eacute; um espa&ccedil;o privilegiado para constitui-se atores e construir    identidades coletivas, pois &eacute; palco de quest&otilde;es concretas sobre    sa&uacute;de e da intera&ccedil;&atilde;o entre agentes sociais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; poss&iacute;vel    apontar duas quest&otilde;es primordiais para se pensar em mobiliza&ccedil;&atilde;o    popular pelo direito &agrave; sa&uacute;de. A primeira &eacute; superar a vis&atilde;o    de que as a&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas em sa&uacute;de s&atilde;o como    concess&otilde;es/benesses/favores do governo &agrave; popula&ccedil;&atilde;o    e n&atilde;o um direito (Valla e Stotz, 1994). Tarefa dif&iacute;cil para nossa    sociedade t&atilde;o acostumada &agrave;s pr&aacute;ticas de clientelismo. A    segunda quest&atilde;o tamb&eacute;m depende de superar uma vis&atilde;o, de    que a sa&uacute;de &eacute; uma responsabilidade individual. &Eacute; preciso    compreender a inter-rela&ccedil;&atilde;o dos processos sa&uacute;de-doen&ccedil;a    com a din&acirc;mica da sociedade. Sendo assim, as causas dos problemas de sa&uacute;de    escapam ao controle dos indiv&iacute;duos (Valla e Stotz, 1994). As solu&ccedil;&otilde;es    precisam ser buscadas no coletivo, considerando que, como afirmam Valla e Stotz    (1994, p. 140), muitas vezes a "efetiva&ccedil;&atilde;o dos direitos sociais    para todos implica inclusive em restringir alguns direitos individuais".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O processo de luta    pelo direito &agrave; sa&uacute;de &eacute; um exemplo claro da forma&ccedil;&atilde;o    de atores sociais, simult&acirc;neo &agrave; constru&ccedil;&atilde;o e amplia&ccedil;&atilde;o    da cidadania.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No in&iacute;cio    do s&eacute;culo XX, o direito &agrave; sa&uacute;de foi colocado na agenda    p&uacute;blica na forma de assist&ecirc;ncia m&eacute;dica e servi&ccedil;os    hospitalares como pol&iacute;ticas sociais. Isso ocorreu n&atilde;o somente    devido aos interesses capitalistas de reprodu&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a    de trabalho e de transforma&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de em bem de consumo;    tamb&eacute;m n&atilde;o foi devido apenas ao ato de consolidar a institui&ccedil;&atilde;o    m&eacute;dica por meio da prioriza&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia e tecnologia    que favoreceu a cultura da <i>medicaliza&ccedil;&atilde;o.</i> A oferta de recursos    m&eacute;dico-assistenciais pelo Estado brasileiro deve ser analisada tamb&eacute;m    como resposta a uma demanda social leg&iacute;tima, mesmo esta n&atilde;o respondendo    satisfatoriamente &agrave; maioria da popula&ccedil;&atilde;o (Bodstein, 1993).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O direito &agrave;    sa&uacute;de evoluiu significativamente com a concep&ccedil;&atilde;o ampliada    de sa&uacute;de-doen&ccedil;a trazida pelo Movimento de Reforma Sanit&aacute;ria.    Novas pr&aacute;ticas, al&eacute;m da assistencial, foram englobadas ao cuidado    com a sa&uacute;de e tamb&eacute;m passaram a ser dever do Estado. O direito    &agrave; sa&uacute;de para al&eacute;m dos consult&oacute;rios passou a integrar    as reivindica&ccedil;&otilde;es populares. A descentraliza&ccedil;&atilde;o    foi vista como uma aproxima&ccedil;&atilde;o entre poder e popula&ccedil;&atilde;o,    dando condi&ccedil;&otilde;es para constru&ccedil;&atilde;o da democracia e    permitindo desenvolver os princ&iacute;pios fundamentais da cidadania (Bodstein,    1993). Por&eacute;m consolidar essas conquistas do plano legal e transform&aacute;-las    em conquistas reais no cotidiano da sociedade brasileira &eacute; um grande    desafio.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>O Ambiente Institucional    da Participa&ccedil;&atilde;o Social</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Hist&oacute;rico    da normatiza&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o social no SUS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O SUS foi institu&iacute;do    na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988 e desde seu nascimento legal &eacute;    organizado, dentre outras, pela diretriz da participa&ccedil;&atilde;o social    (Brasil, 1988). As leis org&acirc;nicas reafirmam e d&atilde;o maior detalhamento    &agrave; diretriz de participa&ccedil;&atilde;o. A Lei 8.080/90 (Brasil, 1990a)    explicita esse princ&iacute;pio e traz a ideia de controle social.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Lei 8.142/90    (Brasil, 1990b) disp&otilde;e sobre a participa&ccedil;&atilde;o da comunidade    na gest&atilde;o do SUS, definindo as inst&acirc;ncias colegiadas, Confer&ecirc;ncia    de Sa&uacute;de e Conselho de Sa&uacute;de. Ambos com regimento pr&oacute;prio,    a primeira, com periodicidade de quatro anos, &eacute; composta por diversos    segmentos sociais, deve avaliar a situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e propor    diretrizes. Os conselhos t&ecirc;m car&aacute;ter permanente e deliberativo,    devem formular estrat&eacute;gias e controlar amplamente a execu&ccedil;&atilde;o    de pol&iacute;ticas, s&atilde;o compostos por 50% de usu&aacute;rios e a outra    metade dividida entre representantes do governo, prestadores de servi&ccedil;o    e profissionais da sa&uacute;de. Essa lei tamb&eacute;m vincula a transfer&ecirc;ncia    de recursos &agrave; exist&ecirc;ncia dos conselhos de sa&uacute;de em cada    esfera.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Conselho Nacional    de Sa&uacute;de (CNS) existe desde 1937, mas at&eacute; 1990 era um &oacute;rg&atilde;o    consultivo do Minist&eacute;rio e seus conselheiros eram indicados pelo governo.    De 1990 at&eacute; 2006, a organiza&ccedil;&atilde;o e compet&ecirc;ncias do    CNS foram alteradas, aproximando-o da legisla&ccedil;&atilde;o do SUS (CNS,    s.d.). Hoje o CNS &eacute; composto por quarenta e oito membros titulares, cada    um com dois suplentes, indicados pelas entidades eleitas a cada tr&ecirc;s anos.    A composi&ccedil;&atilde;o segue a paridade estabelecida na Lei 8.142/90, sendo    cinquenta por cento formada por representantes de entidades e dos movimentos    sociais de usu&aacute;rios do SUS; e cinquenta por cento, representantes de    entidades de profissionais de sa&uacute;de, inclu&iacute;da a comunidade cient&iacute;fica,    representantes do governo, entidades prestadoras de servi&ccedil;os, Conselho    Nacional de Secret&aacute;rios de Sa&uacute;de - CONASS, Conselho Nacional de    Secret&aacute;rios Municipais de Sa&uacute;de - CONASEMS e entidades empresariais    com atividade na &aacute;rea de sa&uacute;de (Brasil, 2006a).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Resolu&ccedil;&atilde;o    333, de 04 de novembro de 2003 (Brasil, 2003) do Conselho Nacional de Sa&uacute;de    estabelece as recomenda&ccedil;&otilde;es e diretrizes para criar, estruturar,    reformular e tamb&eacute;m para o funcionamento dos conselhos estaduais e municipais    de sa&uacute;de. Nessa resolu&ccedil;&atilde;o s&atilde;o consideradas as amplia&ccedil;&otilde;es    dos conselhos de sa&uacute;de, como os Conselhos Regionais, Conselhos Locais,    Conselhos Distritais de Sa&uacute;de, incluindo os Conselhos Distritais Sanit&aacute;rios    Ind&iacute;genas, sob a coordena&ccedil;&atilde;o dos Conselhos de Sa&uacute;de    da esfera correspondente. Ainda de acordo com esse documento, a cria&ccedil;&atilde;o    dos conselhos e o n&uacute;mero de conselheiros s&atilde;o definidos pela lei    de cada ente federado e o presidente deve ser eleito por seus membros. As vagas    de conselheiros devem ser distribu&iacute;das de forma parit&aacute;ria. S&atilde;o    dados crit&eacute;rios e exemplos para as representa&ccedil;&otilde;es, al&eacute;m    da sugest&atilde;o de mandatos com dura&ccedil;&atilde;o de dois anos e os motivos    para substitui&ccedil;&atilde;o de conselheiros. O documento tamb&eacute;m direciona    a forma&ccedil;&atilde;o e o funcionamento da estrutura administrava dos conselhos,    das comiss&otilde;es e as compet&ecirc;ncias do plen&aacute;rio, sendo o governo    respons&aacute;vel por garantir a dota&ccedil;&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria    e autonomia do conselho.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nos anos 1990,    os instrumentos de regulamenta&ccedil;&atilde;o utilizados para o avan&ccedil;o    dos processos de rompimento com o antigo modelo de sa&uacute;de, centralizado    e verticalizado, e de constru&ccedil;&atilde;o do SUS foram as Normas Operacionais    B&aacute;sicas (NOB).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As NOB 93 e 96    e a NOAS definem um n&uacute;mero maior de requisitos, em rela&ccedil;&atilde;o    aos instrumentos anteriores, para a habilita&ccedil;&atilde;o de munic&iacute;pios    e Estados nas diferentes condi&ccedil;&otilde;es de gest&atilde;o. Por&eacute;m,    no que se refere &agrave; participa&ccedil;&atilde;o da comunidade, princ&iacute;pio    fundamental do sistema de sa&uacute;de assim como a descentraliza&ccedil;&atilde;o    e a regionaliza&ccedil;&atilde;o, essas normas exigem apenas que se comprove    o funcionamento dos conselhos de sa&uacute;de. Elas buscam o avan&ccedil;o da    administra&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e s&atilde;o incipientes para construirem    uma gest&atilde;o participativa efetiva (Brasil, 1993, 1996, 2002; Levcovitz    e col., 2001).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em 2006, foi publicado    o Pacto pela Sa&uacute;de (Brasil, 2006b). De seus tr&ecirc;s componentes, o    Pacto em Defesa do SUS, por abordar a busca pelos princ&iacute;pios basilares    do sistema de sa&uacute;de, &eacute; o mais voltado para a participa&ccedil;&atilde;o    social. Isso fica claro nas suas prioridades de busca pela repolitiza&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de, como estrat&eacute;gia de mobiliza&ccedil;&atilde;o social,    e pelo avan&ccedil;o no processo de institucionalizar a sa&uacute;de como direito    de cidadania, al&eacute;m de se elaborar e divulgar a Carta dos Direitos dos    Usu&aacute;rios do SUS. Dentre as a&ccedil;&otilde;es do Pacto em Defesa do    SUS, encontram-se o estabelecimento de di&aacute;logo com a sociedade, al&eacute;m    dos limites institucionais, e fortalecimento das rela&ccedil;&otilde;es com    os movimentos sociais. O Pacto de Gest&atilde;o tamb&eacute;m aborda esse tema    ao reiterar a import&acirc;ncia da participa&ccedil;&atilde;o e do controle    social, fazendo deles diretrizes da gest&atilde;o do SUS e comprometendo-se    com sua qualifica&ccedil;&atilde;o. A exist&ecirc;ncia de um sub-bloco de financiamento    espec&iacute;fico para participa&ccedil;&atilde;o e controle social e a explicita&ccedil;&atilde;o    das responsabilidades de cada esfera de gest&atilde;o relativas a essa dimens&atilde;o    do SUS promovem o fortalecimento dos espa&ccedil;os e mecanismos onde ela se    d&aacute;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A&nbsp;Carta dos    Direitos dos Usu&aacute;rios da Sa&uacute;de (Brasil, 2006c) foi criada com    a inten&ccedil;&atilde;o de informar ao cidad&atilde;o sobre os seus direitos    e deveres como usu&aacute;rio do SUS. Ela &eacute; um esclarecimento de seis    princ&iacute;pios de cidadania destacados a partir da legisla&ccedil;&atilde;o.    A maioria desses princ&iacute;pios relaciona-se ao atendimento m&eacute;dico.    Quanto &agrave; participa&ccedil;&atilde;o e ao controle social, o documento    declara o direito de acesso &agrave;s devidas institui&ccedil;&otilde;es onde    podem ser feitas sugest&otilde;es, reclama&ccedil;&otilde;es e den&uacute;ncias,    al&eacute;m do direito de participar de confer&ecirc;ncias, conselhos de sa&uacute;de    e conselhos gestores, seja como representante, seja indicando seus representantes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Reconhecendo-se    a gest&atilde;o participativa como uma das estrat&eacute;gias transversais para    a consolida&ccedil;&atilde;o do SUS, foi criada em 2003 a Secretaria de Gest&atilde;o    Estrat&eacute;gica e Participativa - SGEP, tendo como primeiro secret&aacute;rio    o sanitarista Ant&ocirc;nio S&eacute;rgio da Silva Arouca, um dos construtores    do ide&aacute;rio da Reforma Sanit&aacute;ria brasileira<a name="top2"></a><a href="#back2"><sup>2</sup></a>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A SGEP foi respons&aacute;vel    por formular a pol&iacute;tica nacional de gest&atilde;o estrat&eacute;gica    e participativa no SUS (PNGEP) - PARTICIPASUS (Brasil, 2007). Segundo essa pol&iacute;tica,    a SGEP tem a responsabilidade de "acelerar e aperfei&ccedil;oar a implementa&ccedil;&atilde;o    das pr&aacute;ticas de gest&atilde;o estrat&eacute;gica e participativa nas    tr&ecirc;s esferas de gest&atilde;o do SUS".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A PNGEP ressalta,    no &acirc;mbito da gest&atilde;o participativa, a import&acirc;ncia de pr&aacute;ticas    e mecanismos que formulem e deliberem coletivamente pol&iacute;ticas em sa&uacute;de    e considera como um desafio efetivar a participa&ccedil;&atilde;o popular, que    deve ser alcan&ccedil;ada por meio da amplia&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os    p&uacute;blicos e coletivos para o exerc&iacute;cio do di&aacute;logo e da <i>pactua&ccedil;&atilde;o</i>    das diferen&ccedil;as. Quanto &agrave; ouvidoria, a pol&iacute;tica prop&otilde;e    a cria&ccedil;&atilde;o de alternativas eficientes de informa&ccedil;&atilde;o    e de escuta da popula&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de aumentar a divulga&ccedil;&atilde;o    das presta&ccedil;&otilde;es de contas e dos relat&oacute;rios de gest&atilde;o    como uma forma de fomentar a gest&atilde;o do SUS. Em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; auditoria, h&aacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o com o acompanhamento    dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, das a&ccedil;&otilde;es preventivas, da    qualidade de assist&ecirc;ncia e da gest&atilde;o de an&aacute;lise dos resultados,    contribuindo para a garantia do acesso e da aten&ccedil;&atilde;o aos usu&aacute;rios    e em defesa da vida. Por fim, o monitoramento, avalia&ccedil;&atilde;o e controle    da gest&atilde;o do SUS s&atilde;o tidos como uma forma de qualifica&ccedil;&atilde;o    da gest&atilde;o do sistema e como importante eixo para integra&ccedil;&atilde;o    de todos os outros (Brasil, 2007).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pol&iacute;tica    divide as a&ccedil;&otilde;es de gest&atilde;o participativa em sete tipos:    mecanismos institucionalizados de controle social, processos participativos    de gest&atilde;o, inst&acirc;ncias de <i>pactua&ccedil;&atilde;o</i> entre gestores,    mecanismos de mobiliza&ccedil;&atilde;o social, processos de educa&ccedil;&atilde;o    popular em sa&uacute;de, reconstru&ccedil;&atilde;o do significado da educa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de, a&ccedil;&otilde;es articuladas entre diferentes setores de    governo e a sociedade civil (Brasil, 2007).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As a&ccedil;&otilde;es    a serem desenvolvidas explicitadas na pol&iacute;tica em rela&ccedil;&atilde;o    ao aprimoramento das inst&acirc;ncias e processos de participa&ccedil;&atilde;o    social no SUS abordam a realiza&ccedil;&atilde;o e fortalecimento das confer&ecirc;ncias    e dos conselhos de sa&uacute;de, mas s&atilde;o muito vagas quanto aos outros    mecanismos de participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica direta na formula&ccedil;&atilde;o    e encaminhamento de pol&iacute;ticas de sa&uacute;de. Dentre essas a&ccedil;&otilde;es,    &eacute; citada a busca por novos canais de escuta da popula&ccedil;&atilde;o,    mas n&atilde;o garante a for&ccedil;a dessas falas nos efetivos processos de    constru&ccedil;&atilde;o do SUS.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Elementos da    participa&ccedil;&atilde;o social no sistema de sa&uacute;de brasileiro</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Participa&ccedil;&atilde;o    pol&iacute;tica da sociedade significa que ela mesma defina o que deve ou n&atilde;o    ser objeto de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e os rumos que essas pol&iacute;ticas    ir&atilde;o tomar. Essa concep&ccedil;&atilde;o diverge de outra forma de orienta&ccedil;&atilde;o    da sociedade, na qual setores com recursos e hegemonia apontam o caminho a ser    seguido pelas classes populares (Valla, 1998).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A participa&ccedil;&atilde;o    &eacute; determinante fundamental da democracia. N&atilde;o &eacute; concess&atilde;o    nem exig&ecirc;ncia burocr&aacute;tica, mas uma conquista social. Participa&ccedil;&atilde;o    plena significa decidir, acompanhar e avaliar a organiza&ccedil;&atilde;o dos    servi&ccedil;os, ou seja, exercer o controle social. Ela se constitui de forma    politizada e permite que um coletivo decida sobre assuntos de interesse geral.    Assim, as diferentes realidades da popula&ccedil;&atilde;o podem ser contempladas    na constru&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas. Para isso o debate amplo e    intenso torna-se essencial e as disputas s&atilde;o inevit&aacute;veis.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Santos Filho e    Gomes (2007) afirmam que o maior fomento &agrave; participa&ccedil;&atilde;o    comunit&aacute;ria pelos governos locais deve-se &agrave; obrigatoriedade legal,    &agrave; assinatura de acordos internacionais comprometendo-se a firmar parcerias    com a comunidade e &agrave; percep&ccedil;&atilde;o dos gestores de que as pol&iacute;ticas    s&atilde;o mais eficientes quando a popula&ccedil;&atilde;o est&aacute; envolvida.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Comparando modelos    de participa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de da It&aacute;lia, Inglaterra e    Brasil, Serapioni e Roman&iacute; (2006) afirmam que o fato de pa&iacute;ses    t&atilde;o diferentes buscarem por participa&ccedil;&atilde;o social deve-se    &agrave;s mudan&ccedil;as na rela&ccedil;&atilde;o Estado/sociedade e &agrave;    percep&ccedil;&atilde;o que esse &eacute; um fator fundamental para a qualidade    de vida, por&eacute;m sua pr&aacute;tica ainda &eacute; incipiente, pois existe    uma dificuldade de estrutura&ccedil;&atilde;o desse conceito. Os Comit&ecirc;s    Consultivos Mistos (CCM) italianos, formados por associa&ccedil;&otilde;es da    sociedade civil, profissionais e administradores, s&atilde;o &oacute;rg&atilde;os    que apenas sugerem mudan&ccedil;as nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Estes    comit&ecirc;s s&atilde;o vistos de forma positiva por permitirem o entendimento    entre os diferentes atores. Os Conselhos Comunit&aacute;rios de Sa&uacute;de    (CHC) da Inglaterra existem desde 1974, s&atilde;o formados exclusivamente por    representantes dos usu&aacute;rios escolhidos de diversas formas e t&ecirc;m    car&aacute;ter controlador/vigilante do sistema de sa&uacute;de. Essa composi&ccedil;&atilde;o    pode representar uma perda em intera&ccedil;&atilde;o entre diferentes atores,    mas ganha em autonomia. Os Conselhos Municipais de Sa&uacute;de brasileiros    diferenciam-se dos demais principalmente por seu car&aacute;ter deliberativo    previsto na legisla&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os canais institucionais    de cogest&atilde;o com o Estado por si representam apenas um potencial democr&aacute;tico.    A busca sistem&aacute;tica das refer&ecirc;ncias que se dedicam a estudar o    exerc&iacute;cio da participa&ccedil;&atilde;o popular no SUS permite levantar    alguns dos elementos relevantes para a participa&ccedil;&atilde;o tornar-se    um processo realmente vantajoso &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. Existem requisitos    a serem cumpridos pelo Estado e pela popula&ccedil;&atilde;o que v&atilde;o    al&eacute;m da institucionaliza&ccedil;&atilde;o legal, al&eacute;m do acesso    dos agentes sociais ao processo decis&oacute;rio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Imprescind&iacute;vel    para a participa&ccedil;&atilde;o, segundo P&ecirc;go (1993) &eacute; diminuir    a dist&acirc;ncia entre sociedade e pol&iacute;tica, compreendendo esta como    algo constante na vida de todos. S&oacute; assim entende-se que pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas n&atilde;o s&atilde;o iniciativas exclusivas do aparelho estatal,    mas fruto de interlocu&ccedil;&atilde;o e <i>pactua&ccedil;&atilde;o</i> entre    atores sociais com diversidade de interesses e necessidades.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O fato de institucionalizar    a participa&ccedil;&atilde;o promoveu a inclus&atilde;o de uma s&eacute;rie    de novos atores no debate da sa&uacute;de, ampliando seus poderes para reivindica&ccedil;&otilde;es    e tamb&eacute;m sua responsabilidade sobre a defini&ccedil;&atilde;o de quest&otilde;es    ligadas &agrave; &aacute;rea.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando a    heterogeneidade da popula&ccedil;&atilde;o e o car&aacute;ter da rela&ccedil;&atilde;o    Estado-Sociedade, a configura&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas    &eacute; resultante das for&ccedil;as sociais em luta pela hegemonia (P&ecirc;go,    1993). Os diferentes grupos sociais constroem projetos distintos e, &agrave;s    vezes, contradit&oacute;rios, em que cada um busca impor a sua perspectiva na    esfera decis&oacute;ria pol&iacute;tica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Atualmente existe    uma clara diferencia&ccedil;&atilde;o e fragmenta&ccedil;&atilde;o da demanda    social por sa&uacute;de, o grupo mais pobre e, portanto, com pouca organiza&ccedil;&atilde;o    e for&ccedil;a pol&iacute;tica, lutando pelo servi&ccedil;o p&uacute;blico de    sa&uacute;de e um outro grupo social, politicamente melhor estruturado, reivindicando    planos de sa&uacute;de privados. Essa desigualdade de for&ccedil;as e projetos    entre grupos sociais relaciona-se &agrave; estrutura social do capitalismo que    separa a popula&ccedil;&atilde;o em classes, situa&ccedil;&atilde;o que afeta    a capacidade de express&atilde;o pol&iacute;tica de cada grupo (Stotz, 1995).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A capacidade de    um grupo social impor suas demandas nas pautas de negocia&ccedil;&atilde;o,    ou seja, ter assegurado pelo Estado o enfrentamento de seus problemas por meio    de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, depende da conjuntura pol&iacute;tica e    econ&ocirc;mica. Contudo tamb&eacute;m &eacute; importante nesse processo formar    sujeitos coletivos, constituindo-se autonomamente na esfera pol&iacute;tica    para integrarem a base de sustenta&ccedil;&atilde;o e imporem projetos contr&aacute;rios    ao do capital.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A autonomia dos    movimentos populares nas rela&ccedil;&otilde;es com o Estado &eacute; essencial,    s&oacute; assim &eacute; poss&iacute;vel avaliar, fiscalizar e apresentar mudan&ccedil;as    quanto aos servi&ccedil;os e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas sociais (Valla    e Stotz, 1994). A participa&ccedil;&atilde;o social efetiva necessita que haja    o direito de exercer oposi&ccedil;&atilde;o. Para avaliar a participa&ccedil;&atilde;o    social &eacute; preciso considerar o grau de contesta&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica    ou competi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica existente. De acordo com Perissinotto    (2002), se n&atilde;o houver debate, conflito, publiciza&ccedil;&atilde;o das    quest&otilde;es, altern&acirc;ncia no comando da institui&ccedil;&atilde;o,    a participa&ccedil;&atilde;o pode traduzir-se em aclama&ccedil;&atilde;o ou    em decis&atilde;o sobre assuntos de menor import&acirc;ncia ou ainda em discuss&atilde;o    sobre "objetivos predefinidos".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Formas avan&ccedil;adas    de prote&ccedil;&atilde;o social expressam maior capacidade de organiza&ccedil;&atilde;o    e de press&atilde;o da sociedade (Bodstein, 1993). Da mesma forma, a sa&uacute;de    &eacute; um direito social cuja express&atilde;o depende do grau de consci&ecirc;ncia    e de organiza&ccedil;&atilde;o das classes e grupos sociais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nessa arena de    disputa, que representa o setor sa&uacute;de, um fator respons&aacute;vel por    desequilibrar as for&ccedil;as &eacute; o acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o    e ao conhecimento. A difus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es e de conhecimentos    &eacute; essencial para incitar a luta pelo direito social &agrave; sa&uacute;de    e a uma vida digna. Esse ponto tamb&eacute;m &eacute; importante tanto para    a constru&ccedil;&atilde;o de atores e de uma identidade coletiva, quanto para    estruturar, solidificar e renovar um movimento social.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; necess&aacute;ria    a comunica&ccedil;&atilde;o entre os diferentes setores e segmentos da sociedade    para se reconhecer e considerar as diverg&ecirc;ncias e semelhan&ccedil;as entre    os grupos sociais. Para Oliveira (1996) o exerc&iacute;cio da alteridade melhora    a rela&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o entre os seguimentos. Avan&ccedil;os    s&atilde;o alcan&ccedil;ados quando h&aacute; uma diversidade de olhares e espa&ccedil;os    de articula&ccedil;&atilde;o entre Estado/sociedade, sociedade/sociedade e Estado/Estado,    pois se aproxima das diversas realidades e encontram-se solu&ccedil;&otilde;es    mais concretas, adequadas e vi&aacute;veis.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Portanto a comunica&ccedil;&atilde;o    como um processo dial&oacute;gico &eacute; fundamental ao controle social. Por    isso &eacute; importante assegurar o acesso adequado e suficiente &agrave;s    informa&ccedil;&otilde;es produzidas pelo SUS e o direito de cada um se expressar,    ser ouvido e considerado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O conhecimento    contribui para a tomada de decis&otilde;es, sem ele n&atilde;o h&aacute; como    a popula&ccedil;&atilde;o organizada exercer o seu papel de fiscalizadora e    avaliadora dos servi&ccedil;os, e consequentemente de conseguir a melhoria real    de sua sa&uacute;de. Por isso a comunica&ccedil;&atilde;o est&aacute; relacionada    ao poder, e sua apropria&ccedil;&atilde;o pelas camadas populares &eacute; um    importante instrumento de luta contra a hegemonia, retirando a popula&ccedil;&atilde;o    do papel de ref&eacute;m do saber t&eacute;cnico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Formar constantemente    os atores envolvidos no controle social por meio de a&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de amplia a capacidade da popula&ccedil;&atilde;o de vocalizar    suas necessidades e desejos. Essas a&ccedil;&otilde;es colaboram na forma&ccedil;&atilde;o    pol&iacute;tica, aumentando a efetividade do controle social sobre as pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas atrav&eacute;s da politiza&ccedil;&atilde;o dos movimentos e    pr&aacute;ticas populares.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para Westphal (1994),    o processo educativo se d&aacute; com a participa&ccedil;&atilde;o ativa dos    sujeitos em dois momentos: a aprendizagem pela pr&aacute;tica da luta social    em contato com o Estado e sua burocracia; e a aprendizagem formal por meio de    cursos que propiciem forma&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, acesso a informa&ccedil;&otilde;es    e conhecimentos, colaborando na interpreta&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica da    realidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Benzaken e colaboradores    (2007) mostraram que a coopera&ccedil;&atilde;o da sociedade junto de outros    atores, desde a constru&ccedil;&atilde;o dos programas pol&iacute;ticos at&eacute;    a avalia&ccedil;&atilde;o, mant&eacute;m a popula&ccedil;&atilde;o envolvida    e permite a sustentabilidade da a&ccedil;&atilde;o, partindo do princ&iacute;pio    que as quest&otilde;es da sa&uacute;de est&atilde;o al&eacute;m da atmosfera    t&eacute;cnica, passam por fatores culturais e pol&iacute;ticos. Tamb&eacute;m    se afirma que, de forma dial&eacute;tica, a participa&ccedil;&atilde;o e a mobiliza&ccedil;&atilde;o    social tornam-se reciprocamente causa e consequ&ecirc;ncia, construindo a identidade    social que fortalece o coletivo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Dilemas e Desafios    da Participa&ccedil;&atilde;o Institucional no SUS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hoje uma grande    parcela da participa&ccedil;&atilde;o social se d&aacute; atrav&eacute;s dos    espa&ccedil;os institucionais, fato que exige uma an&aacute;lise criteriosa.    A amplitude do poder deliberativo desses espa&ccedil;os &eacute; limitada pelas    fragilidades pr&aacute;ticas dos &oacute;rg&atilde;os. A participa&ccedil;&atilde;o    prevista na legisla&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute;, necessariamente, a    garantia de participa&ccedil;&atilde;o no cotidiano do sistema. A conquista    de representa&ccedil;&atilde;o popular nos espa&ccedil;os deliberativos &eacute;    sem d&uacute;vida um avan&ccedil;o, por&eacute;m deve-se questionar se a a&ccedil;&atilde;o    institucional que os movimentos sociais privilegiam tem permitido a constru&ccedil;&atilde;o    de um efetivo controle social dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de (Valla e Stotz,    1994).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo Gastal    e Gutfreind (2007), para a participa&ccedil;&atilde;o ativa da popula&ccedil;&atilde;o    &eacute; necess&aacute;ria a percep&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de como um    direito. Para eles a obrigatoriedade institucional da participa&ccedil;&atilde;o    torna-a menos efetiva se comparada &agrave; participa&ccedil;&atilde;o socialmente    constru&iacute;da, al&eacute;m de experi&ecirc;ncias coletivas serem mais prop&iacute;cias    para a forma&ccedil;&atilde;o de sujeitos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A participa&ccedil;&atilde;o    popular pode servir simplesmente como uma forma de legitimar a pol&iacute;tica    de Estado diante da popula&ccedil;&atilde;o (Valla, 1998). &Eacute; uma distor&ccedil;&atilde;o    da participa&ccedil;&atilde;o e serve para adequar o discurso participativo    &agrave;s antigas formas de exercer o poder (Oliveira, 1996).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Santos Filho e    Gomes (2007) notaram a resist&ecirc;ncia de institui&ccedil;&otilde;es governamentais    em trabalhar com os novos atores sociais, o que se deve &agrave; falta de pr&aacute;tica    nesta forma de gest&atilde;o e, de acordo com Oliveira (1996), a uma concep&ccedil;&atilde;o    de gestores e profissionais de que o usu&aacute;rio seria incapaz de contribuir.    Guizardi e Pinheiro (2006) tamb&eacute;m afirmam a dificuldade de interven&ccedil;&atilde;o    nas pol&iacute;ticas pelo setor popular apesar da participa&ccedil;&atilde;o    institu&iacute;da. Essa pouca influ&ecirc;ncia nas decis&otilde;es, segundo    Serapioni e Roman&iacute; (2006), possivelmente se deve a uma sociedade ainda    politicamente imatura ou a um sistema de sa&uacute;de ainda fechado para o ambiente    social.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Oliveira (1996)    tamb&eacute;m chama a aten&ccedil;&atilde;o para o qu&atilde;o etnoc&ecirc;ntrica    &eacute; a participa&ccedil;&atilde;o institucionalizada. Esses espa&ccedil;os    s&atilde;o criados &agrave; maneira de gestores e profissionais, a popula&ccedil;&atilde;o    depois &eacute; convidada a comp&ocirc;-los e a aderir a uma cultura, muitas    vezes, estranha &agrave;s culturas dos diferentes grupos sociais. Os segmentos    detentores de conhecimento e capacita&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m maior peso    nas decis&otilde;es, imp&otilde;em uma linha t&eacute;cnica &agrave; discuss&atilde;o    e excluem os n&atilde;o familiarizados ao jarg&atilde;o cient&iacute;fico (Serapioni    e Roman&iacute;, 2006).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m da    posi&ccedil;&atilde;o de desvantagem dos usu&aacute;rios nos conselhos, aqueles    ainda n&atilde;o contam com disponibilidade de tempo, transporte, assessoria    institucional, enfim, toda uma infraestrutura que geralmente est&aacute; presente    para a participa&ccedil;&atilde;o dos demais segmentos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outro questionamento    importante est&aacute; relacionado &agrave; forma como o Estado responde de    modo mais favor&aacute;vel &agrave;queles grupos mais organizados e familiarizados    &agrave; burocracia p&uacute;blica (Valla e Stotz, 1994). Dessa forma a institucionaliza&ccedil;&atilde;o    dos mecanismos de participa&ccedil;&atilde;o pode se tornar instrumento de manuten&ccedil;&atilde;o    das rela&ccedil;&otilde;es de poder na sociedade, pois os mais organizados s&atilde;o    favorecidos e os menos organizados, mais vulner&aacute;veis, s&atilde;o mantidos    assim.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma situa&ccedil;&atilde;o    que tamb&eacute;m se torna obst&aacute;culo significativo no tema da participa&ccedil;&atilde;o    institucionalizada &eacute; a disputa de projetos e por assento nos conselhos    entre as muitas organiza&ccedil;&otilde;es populares existentes (Bodstein, 1993).    Essa situa&ccedil;&atilde;o cria um clima de conflito dentro do pr&oacute;prio    segmento, al&eacute;m daquele j&aacute; existente com os outros segmentos componentes    dos conselhos de sa&uacute;de. Os pontos de diverg&ecirc;ncia s&atilde;o supervalorizados    no cen&aacute;rio institucional e as semelhan&ccedil;as nas lutas de cada entidade,    muitas vezes, s&atilde;o negadas. Isso dificulta a constru&ccedil;&atilde;o    de agendas comuns dos movimentos populares para a articula&ccedil;&atilde;o    de lutas pol&iacute;ticas e institucionais visando o acesso de todos a bens,    servi&ccedil;os e direitos sociais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m da    exist&ecirc;ncia dos conselhos de sa&uacute;de depender da vontade do gestor,    a reprodu&ccedil;&atilde;o dos procedimentos administrativos estatais implica    numa forte depend&ecirc;ncia das entidades representativas populares perante    o Estado (Valla; Stotz,1994). Existe a probabilidade de essas entidades passarem    a ser vistas e agirem como um poder local do Estado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os conselhos e    confer&ecirc;ncias de sa&uacute;de s&atilde;o nitidamente priorizados nos textos    oficiais e tamb&eacute;m pela maioria dos atores sociais. Adotados praticamente    como as &uacute;nicas formas de partilha de poder de decis&atilde;o entre gestores,    trabalhadores e usu&aacute;rios do SUS, muitas vezes esses espa&ccedil;os s&atilde;o    encarados de forma pouco reflexiva, impedindo avan&ccedil;os no controle social.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A maioria dos conselhos    municipais de sa&uacute;de brasileiros enfrenta problemas estruturais e pol&iacute;ticos    que dificultam sua organicidade e autonomia. H&aacute; dificuldades quanto &agrave;    falta de paridade, representatividade, or&ccedil;amento pr&oacute;prio e autonomia    no gerenciamento de recursos, alguns n&atilde;o possuem sede ou linha telef&ocirc;nica    pr&oacute;pria, al&eacute;m da informatiza&ccedil;&atilde;o e acesso &agrave;    internet n&atilde;o fazer parte da realidade de muitos (Dominguez, 2007). Essas    quest&otilde;es explicitam o comum n&atilde;o cumprimento da Resolu&ccedil;&atilde;o    do CNS nº 333/03 (Brasil, 2003).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O processo de escolha    de representantes para os espa&ccedil;os institucionais de decis&atilde;o em    sa&uacute;de influencia a credibilidade destes. A representa&ccedil;&atilde;o    &eacute; uma forma de participa&ccedil;&atilde;o que possui importantes limita&ccedil;&otilde;es.    Ela se torna fr&aacute;gil quando o grupo representado est&aacute; fragmentado    e n&atilde;o h&aacute; mecanismos que propiciem o debate. S&atilde;o necess&aacute;rias    formas adequadas para a escolha do representante e para a comunica&ccedil;&atilde;o    direta entre ele e seus representados. O aumento do v&iacute;nculo com a base    legitima a representa&ccedil;&atilde;o e aumenta a for&ccedil;a pol&iacute;tica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De acordo com a    Resolu&ccedil;&atilde;o 333/03 (Brasil, 2003), os membros dos conselhos de sa&uacute;de    s&atilde;o escolhidos para representar a sociedade como um todo, mesmo assim,    geralmente, cada organiza&ccedil;&atilde;o procura que seus pr&oacute;prios    membros se tornem os conselheiros. Tal fato levanta o debate sobre a que interesses    o conselheiro est&aacute; vinculado: interesses gerais ou particulares, al&eacute;m    de quem e de que forma o conselheiro representa (Bodstein, 1993). As marcas    indel&eacute;veis da cultura do clientelismo e paternalismo, presentes na hist&oacute;ria    do Pa&iacute;s, geram a ideia de que a posi&ccedil;&atilde;o de representante    pode trazer algum privil&eacute;gio para o grupo espec&iacute;fico que representa    (Bodstein, 1993). &Eacute; natural que um conselheiro leve as reivindica&ccedil;&otilde;es    de seus pares, mas estas n&atilde;o podem ser mais importantes que as do conjunto.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outra distor&ccedil;&atilde;o    na constru&ccedil;&atilde;o de um projeto de sa&uacute;de baseado em valores    democr&aacute;ticos e justos para Bodstein (1993) &eacute; a interfer&ecirc;ncia    de press&otilde;es de outros atores na pretens&atilde;o de usar a for&ccedil;a    de um movimento popular para seus interesses pr&oacute;prios. Para que essa    forma de coopta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ocorra, a popula&ccedil;&atilde;o    deve estar organizada e sua participa&ccedil;&atilde;o em conselhos e confer&ecirc;ncias    bem embasada e atrelada &agrave;s necessidades em sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Todas essas quest&otilde;es    tornam pol&ecirc;mica a participa&ccedil;&atilde;o social institucionalizada.    Tamb&eacute;m pol&ecirc;mico &eacute; o discurso da participa&ccedil;&atilde;o    social na pol&iacute;tica de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Carvalho    (2004) traz a discuss&atilde;o das m&uacute;ltiplas interpreta&ccedil;&otilde;es    do chamado <i>empowerment</i>, que pode ser uma forma de promover a sensa&ccedil;&atilde;o    de controle do indiv&iacute;duo sobre o processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a    sem que sejam necess&aacute;rias transforma&ccedil;&otilde;es no modo de produ&ccedil;&atilde;o    vigente e nas rela&ccedil;&otilde;es sociais, ou significar o que esse autor    chamou de "<i>empowerment</i> comunit&aacute;rio", objetivando maior justi&ccedil;a    social que se d&aacute; atrav&eacute;s da divulga&ccedil;&atilde;o/populariza&ccedil;&atilde;o    de informa&ccedil;&otilde;es sobre sa&uacute;de e seus determinantes, desenvolvimento    da consci&ecirc;ncia cr&iacute;tica e o aumento da capacidade de interven&ccedil;&atilde;o    sobre a realidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esses problemas    e questionamentos quanto &agrave; participa&ccedil;&atilde;o social institucionalizada    n&atilde;o s&atilde;o exclusividade brasileira, Serapioni e Roman&iacute; (2006)    tamb&eacute;m reconhecem muitos deles nos espa&ccedil;os de participa&ccedil;&atilde;o    social de outros pa&iacute;ses, como CCM da It&aacute;lia e CHC da Inglaterra.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Espa&ccedil;os    institucionalizados de participa&ccedil;&atilde;o popular contribuem para formar    identidades coletivas por meio da dimens&atilde;o pol&iacute;tica. Mas n&atilde;o    podem ser esquecidas as formas de luta pr&oacute;prias dos movimentos sociais,    que tamb&eacute;m provocam os sujeitos a se mobilizarem e lutarem para atender    suas car&ecirc;ncias vividas e sentidas coletivamente. A restri&ccedil;&atilde;o    do campo de reivindica&ccedil;&atilde;o aos espa&ccedil;os institucionalizados    torna os movimentos populares vulner&aacute;veis e obedientes ao aparelho estatal,    por isso &eacute; preciso impedir que ocorra o enfraquecimento da luta em outras    frentes de participa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o (Bodstein,    1993). &Eacute; necess&aacute;rio ampliar o conceito de participa&ccedil;&atilde;o    e seus arranjos pol&iacute;ticos para que n&atilde;o se perca a riqueza do pensamento    popular dentro dos padr&otilde;es do sistema (Feuerwerker, 2005).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es    Finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quando se adota    o conceito ampliado de sa&uacute;de, a participa&ccedil;&atilde;o social torna-se    condi&ccedil;&atilde;o <i>sine qua non</i> para seu exerc&iacute;cio pleno.    N&atilde;o se pode considerar saud&aacute;vel uma popula&ccedil;&atilde;o alijada    do processo de decis&atilde;o sobre os rumos da sa&uacute;de p&uacute;blica,    por isso uma das bandeiras defendidas pelo Movimento de Reforma Sanit&aacute;ria    foi a institucionaliza&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O envolvimento    da popula&ccedil;&atilde;o permite a ela se apropriar de sua sa&uacute;de e    conduz &agrave; forma&ccedil;&atilde;o da consci&ecirc;ncia sanit&aacute;ria    que se estende &agrave;s demais quest&otilde;es sociais. Nesse processo, alcan&ccedil;a-se    amadurecimento pol&iacute;tico e amplia&ccedil;&atilde;o da cidadania, essenciais    ao desenvolvimento de uma sociedade justa e distante das tradicionais pr&aacute;ticas    opressivas de poder.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A decis&atilde;o    pol&iacute;tica institucional de fortalecer a participa&ccedil;&atilde;o social    na gest&atilde;o das pol&iacute;ticas de sa&uacute;de deve ser valorizada de    acordo com sua potencialidade em permitir avan&ccedil;os na universaliza&ccedil;&atilde;o    e na equidade do acesso &agrave; sa&uacute;de, al&eacute;m de ser uma forma    de qualifica&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o p&uacute;blica. A abertura da    gest&atilde;o aos diversos olhares e vozes democratiza e compatibiliza as a&ccedil;&otilde;es    em sa&uacute;de p&uacute;blica &agrave;s reais demandas sociais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A reflex&atilde;o    cr&iacute;tica e constante sobre a <i>praxis</i> da participa&ccedil;&atilde;o    popular n&atilde;o pode em momento algum ser abandonada. &Eacute; preciso n&atilde;o    esquecer o que representa em nossa sociedade atual o exerc&iacute;cio do poder.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Retomando o conceito    de participa&ccedil;&atilde;o social de Valla (1998), as "m&uacute;ltiplas a&ccedil;&otilde;es"    das "diferentes for&ccedil;as sociais" s&atilde;o relevantes e se complementam.    A pr&aacute;tica institucional n&atilde;o substitui as conhecidas formas de    press&atilde;o pol&iacute;tica dos movimentos sociais. Ela se soma &agrave;s    demais manifesta&ccedil;&otilde;es dos sujeitos coletivos em busca de sa&uacute;de    e qualidade de vida.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BENZAKEN, A. S.    et al. Interven&ccedil;&atilde;o de base comunit&aacute;ria para a preven&ccedil;&atilde;o    das DST/Aids na regi&atilde;o amaz&ocirc;nica, Brasil. <i>Revista de Sa&uacute;de    P&uacute;blica</i>, v. 41, p. 118-26, 2007. Suplemento 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0104-1290201200050001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BODSTEIN, R. C.    A. (Org.). <i>Servi&ccedil;os locais de sa&uacute;de:</i> constru&ccedil;&atilde;o    de atores e pol&iacute;ticas. Rio de Janeiro: Relume-Dumar&aacute;, 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0104-1290201200050001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BRASIL. Constitui&ccedil;&atilde;o    (1988). <i>Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil</i>.    Bras&iacute;lia, DF: Senado, 1988. T&iacute;tulo VIII - Da Ordem Social. Se&ccedil;&atilde;o    II - Da Sa&uacute;de. Arts. 196-200.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0104-1290201200050001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BRASIL. Lei n&#176;    8.080, de 19 de setembro de 1990. Disp&otilde;e sobre as condi&ccedil;&otilde;es    para a promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de, a organiza&ccedil;&atilde;o e o funcionamento dos servi&ccedil;os    correspondentes e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. <i>Di&aacute;rio Oficial    da Uni&atilde;o</i>, Bras&iacute;lia, DF, 20 set., 1990a. Se&ccedil;&atilde;o    1, p. 18055.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0104-1290201200050001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BRASIL. Lei n&#176;    8.142, de 28 de dezembro de 1990. Disp&otilde;e sobre a participa&ccedil;&atilde;o    da comunidade na gest&atilde;o do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS)    e sobre as transfer&ecirc;ncias intergovernamentais de recursos financeiros    na &aacute;rea da sa&uacute;de e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. <i>Di&aacute;rio    Oficial da Uni&atilde;o</i>, Bras&iacute;lia, DF, 31 dez., 1990b. Se&ccedil;&atilde;o    1, p. 25694</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0104-1290201200050001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BRASIL. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Portaria n&#186; 545, de 20 de maio de 1993. Estabelece normas    e procedimentos reguladores do processo de descentraliza&ccedil;&atilde;o da    gest&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os de sa&uacute;de, atrav&eacute;s    da Norma Operacional B&aacute;sica - SUS 01/93. <i>Di&aacute;rio Oficial da    Uni&atilde;o</i>. Bras&iacute;lia, DF, 24 maio, 1993. Se&ccedil;&atilde;o 1,    p. 6961.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0104-1290201200050001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BRASIL. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Portaria n&#186; 2.203, de 5 de novembro de 1996. <i>Di&aacute;rio    Oficial da Uni&atilde;o</i>. Bras&iacute;lia, DF, 6 nov., 1996. Se&ccedil;&atilde;o    1, p. 22932.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0104-1290201200050001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BRASIL. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Portaria n&#186; 373, de 27 de fevereiro de 2002. <i>Di&aacute;rio    Oficial da Uni&atilde;o</i>. Bras&iacute;lia, DF, 28 fev., 2002. Se&ccedil;&atilde;o    1, p. 52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0104-1290201200050001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BRASIL. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Conselho Nacional de Sa&uacute;de. Resolu&ccedil;&atilde;o    n&#186; 333, de 4 de novembro de 2003. Aprova as diretrizes para cria&ccedil;&atilde;o,    reformula&ccedil;&atilde;o, estrutura&ccedil;&atilde;o e funcionamento dos Conselhos    de Sa&uacute;de. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i>. Bras&iacute;lia,    DF, 4 dez., 2003. Se&ccedil;&atilde;o 1, p. 57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0104-1290201200050001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BRASIL. Decreto    n&#186; 5.839, de 11 de julho de 2006. Disp&otilde;e sobre a organiza&ccedil;&atilde;o,    as atribui&ccedil;&otilde;es e o processo eleitoral do Conselho Nacional de    Sa&uacute;de&nbsp;- CNS e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. <i>Di&aacute;rio    Oficial da Uni&atilde;o</i>. Bras&iacute;lia, DF, 12 jul., 2006a. Se&ccedil;&atilde;o1,    p. 1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0104-1290201200050001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BRASIL. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Portaria n&#186; 399, de 22 de fevereiro de 2006. Divulga o    Pacto pela Sa&uacute;de 2006 - Consolida&ccedil;&atilde;o do SUS e aprova as    Diretrizes Operacionais do referido pacto. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i>.    Bras&iacute;lia, DF, 23 fev., 2006b. Se&ccedil;&atilde;o 1, p. 43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0104-1290201200050001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BRASIL. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. <i>Carta dos direitos dos usu&aacute;rios da sa&uacute;de</i>.    Bras&iacute;lia, DF: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 2006c.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0104-1290201200050001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BRASIL. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. <i>Pol&iacute;tica nacional de gest&atilde;o estrat&eacute;gica    e participativa no SUS</i> - ParticipaSUS. Bras&iacute;lia, DF: Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0104-1290201200050001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CANESQUI, A. M.    Ci&ecirc;ncias sociais, a sa&uacute;de e a sa&uacute;de coletiva. In: CANESQUI,    A. M. (Org.). <i>Dilemas e desafios das ci&ecirc;ncias sociais na sa&uacute;de    coletiva</i>. S&atilde;o Paulo: Hucitec/Abrasco, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0104-1290201200050001200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CARVALHO, S. R.    Os m&uacute;ltiplos sentidos da categoria "<i>empowerment</i>" no projeto de    promo&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de. <i>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>,    Rio de Janeiro, v. 20, n. 4, p. 1088-1095, jul./ago. 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0104-1290201200050001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CONSELHO NACIONAL    DE SA&Uacute;DE - CNS. <i>Hist&oacute;ria do CNS</i>. Bras&iacute;lia, DF: Conselho    Nacional de Sa&uacute;de, s/d. Dispon&iacute;vel em:&nbsp;<a href="http://www.conselho.saude.gov.br/apresentacao/historia.htm" target="_blank">http://www.conselho.saude.gov.br/apresentacao/historia.htm</a>.    Acesso em 25 mar. 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0104-1290201200050001200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CONTANDRIOPOULOS,    A. P. Reformar o sistema de sa&uacute;de: uma utopia para sair de um <i>status    quo</i> inaceit&aacute;vel. <i>Sa&uacute;de em Debate</i>, Londrina, n. 49-50,    p. 53-64, dez./95-mar./96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0104-1290201200050001200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">DOMINGUEZ, B. C.    A gest&atilde;o autorit&aacute;ria cede espa&ccedil;o, pouco a pouco, &agrave;    pr&aacute;xis democr&aacute;tica. <i>RADIS Comunica&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de</i>,    Rio de Janeiro, n. 53, p. 12-19, jan. 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0104-1290201200050001200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">FEUERWERKER, L.    Modelos tecnoassistenciais, gest&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho    em sa&uacute;de: nada &eacute; indiferente no processo de luta para a consolida&ccedil;&atilde;o    do SUS. <i>Revista Interface - Comunica&ccedil;&atilde;o, Sa&uacute;de, Educa&ccedil;&atilde;o</i>,    Botucatu,&nbsp;v. 9,&nbsp; n. 18, p. 489-506, set./dez.&nbsp;2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0104-1290201200050001200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">GASTAL, C. L. da    C.; GUTFREIND, C. Um estudo comparativo de dois servi&ccedil;os de sa&uacute;de    mental: rela&ccedil;&otilde;es entre participa&ccedil;&atilde;o popular e representa&ccedil;&otilde;es    sociais relacionadas ao direito &agrave; sa&uacute;de. <i>Cadernos de Sa&uacute;de    P&uacute;blica</i>, Rio de Janeiro, v. 23, n.8, p.1835-1844, ago. 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0104-1290201200050001200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">GUIZARDI, F. L.;    PINHEIRO, R. Dilemas culturais, sociais e pol&iacute;ticos da participa&ccedil;&atilde;o    dos movimentos sociais nos Conselhos de Sa&uacute;de. <i>Ci&ecirc;ncia &amp;    Sa&uacute;de Coletiva</i>, Rio de Janeiro, v. 11, n. 3, p. 797-805, set. 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0104-1290201200050001200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">LEVCOVITZ, E.;    LIMA, L. D.; MACHADO, C. V. Pol&iacute;tica de sa&uacute;de nos anos 90: rela&ccedil;&otilde;es    intergovernamentais e o papel das normas operacionais b&aacute;sicas. <i>Ci&ecirc;ncia    &amp; Sa&uacute;de Coletiva</i>, Rio de Janeiro, v. 6, n. 2, p. 269-291, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0104-1290201200050001200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">NUNES, E. D. As    ci&ecirc;ncias sociais e a sa&uacute;de: o pensamento recente de alguns pesquisadores.    In: CANESQUI, A. M. (Org.). <i>Dilemas e desafios das ci&ecirc;ncias sociais    na sa&uacute;de coletiva</i>. S&atilde;o Paulo: Hucitec/Abrasco, 1995. p. 53-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0104-1290201200050001200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">OLIVEIRA, F. J.    A. Participa&ccedil;&atilde;o popular em sa&uacute;de: as dimens&otilde;es da    cultura. <i>Sa&uacute;de em Debate</i>, Londrina, n. 52, p. 67-73, set. 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0104-1290201200050001200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">P&Ecirc;GO, R.    A. Movimentos sociais na sa&uacute;de e identidades coletivas (um estudo de    caso). In: BODSTEIN, R. C. A. (Org.). <i>Servi&ccedil;os locais de sa&uacute;de</i>:    constru&ccedil;&atilde;o de atores e pol&iacute;ticas. 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Rio de Janeiro: Relume Dumar&aacute;,    2002. v. 1, p. 211-244.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0104-1290201200050001200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">RIBEIRO, L. Os    movimentos sociais e sua rela&ccedil;&atilde;o com a quest&atilde;o da sa&uacute;de.    <i>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, Rio de Janeiro, v. 5, n. 3,    p. 264-275, jul./set. 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0104-1290201200050001200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SANTOS FILHO, E.    T. dos; GOMES, Z. M. dos S. Estrat&eacute;gias de controle da tuberculose no    Brasil: articula&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o da sociedade    civil. <i>Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, S&atilde;o Paulo, v. 41,    p.111-116, 2007. Suplemento 1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0104-1290201200050001200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SERAPIONI, M.;    ROMAN&Iacute;, O. Potencialidades e desafios da participa&ccedil;&atilde;o em    inst&acirc;ncias colegiadas dos sistemas de sa&uacute;de: os casos de It&aacute;lia,    Inglaterra e Brasil. <i>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, Rio de    Janeiro, v. 22, n. 11, p. 2411-2421, nov. 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0104-1290201200050001200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">STOTZ, E. N. Movimentos    sociais e sa&uacute;de: das dificuldades em incorporar a tem&aacute;tica &agrave;s    inflex&otilde;es te&oacute;rico-metodol&oacute;gicas das ci&ecirc;ncias sociais.    In: CANESQUI, A. M. (Org.). <i>Dilemas e desafios das ci&ecirc;ncias sociais    na sa&uacute;de coletiva</i>. S&atilde;o Paulo: Hucitec/Abrasco, 1995. p. 99-125.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0104-1290201200050001200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">VALLA, V. V. Sobre    participa&ccedil;&atilde;o popular: uma quest&atilde;o de perspectiva. <i>Cadernos    de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, Rio de Janeiro, v. 14, p. 7-18, 1998. Suplemento    2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0104-1290201200050001200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">VALLA, V. V.; STOTZ,    E. N. (Org.). <i>Educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de e cidadania</i>. Petr&oacute;polis:    Vozes, 1994. p. 142.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0104-1290201200050001200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">WESTPHAL, M. F.    Movimentos sociais e comunit&aacute;rios no campo da sa&uacute;de como sujeitos    e objetos de experi&ecirc;ncias educativas. <i>Sa&uacute;de e Sociedade</i>,    S&atilde;o Paulo, v. 3, n. 2, p. 127-148, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0104-1290201200050001200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em: 29/05/2011    <br>   Aprovado em: 07/10/2011</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back"></a><a href="#top">1</a>    Este artigo foi baseado no trabalho apresentado &agrave; 3ª edi&ccedil;&atilde;o    do Pr&ecirc;mio S&eacute;rgio Arouca de Gest&atilde;o Participativa da Secretaria    de Gest&atilde;o Estrat&eacute;gica e Participativa do Minist&eacute;rio da    Sa&uacute;de, 2008, tendo recebido pr&ecirc;mio na categoria de "Trabalhos Acad&ecirc;micos".    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a name="back2"></a><a href="#top2">2</a> Outras informa&ccedil;&otilde;es sobre    a SGEP, acesse: <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/saude/Gestor/visualizar_texto.cfm?idtxt=26599&amp;janela=1" target="_blank">http://portal.saude.gov.br/portal/saude/Gestor/visualizar_texto.cfm?idtxt=26599&amp;janela=1</a></font></p>      ]]></body><back>
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