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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: To determine the prevalence of cardiovascular risk in patients undergoing liver transplantation according to the Framingham score, and to evaluate possible associations with traditional and non-traditional risk factors. METHODS: Cross-sectional study in which patients undergoing liver transplantation were stratified by cardiovascular risk according to the Framingham score. Demographic, socioeconomic, clinical, and anthropometric variables were collected to assess the association with cardiovascular risk factors using univariate and multivariate statistical analyses. RESULTS: A total of 115 patients were evaluated, of which 46.1% showed medium or high risk for the occurrence of cardiovascular events over ten years. The mean percentage risk of evaluated patients was of 9.5 ± 7.8%. Male gender (OR: 4.97; CI: 1.92-12.85; p < 0.01), older age (OR: 1,09; CI: 1.04-1.13; p < 0.01), and higher BMI at the moment of assessment (1.09; CI: 0.99-1.20; p = 0.03) were factors associated with medium and high cardiovascular risk. A higher percentage of cardiovascular risk was also associated with cyclosporine use (p = 0.01). CONCLUSION: The probability of occurrence of cardiovascular events in the assessed patients undergoing liver transplantation was higher than that in the Brazilian population. Special attention should be paid to this population, especially in relation to potentially modifiable factors associated to higher BMI and cyclosporine use.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="enda"></a><b>Risco cardiovascular em pacientes submetidos ao transplante hep&aacute;tico </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b> H&eacute;lem de Sena Ribeiro<sup>I</sup>; Lucilene Rezende Anast&aacute;cio<sup>II</sup>; L&iacute;via Garcia Ferreira<sup>III</sup>; Agnaldo Soares Lima<sup>IV</sup>;  Maria Isabel Toulson Davisson Correia<sup>V</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Bacharel em Nutri&ccedil;&atilde;o, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Mestranda em Ci&ecirc;ncia de Alimentos, UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil     <br>   <sup>II</sup>Mestre em Ci&ecirc;ncia de Alimentos, UFMG; Doutoranda em Ci&ecirc;ncias Aplicadas &agrave; Sa&uacute;de do Adulto; Professora do Centro Universit&aacute;rio de Sete Lagoas, Sete Lagoas, MG, Brasil    <br>   <sup>III</sup>Mestre em Ci&ecirc;ncia de Alimentos, UFMG; Doutoranda em Ci&ecirc;ncias Aplicadas &agrave; Cirurgia e &agrave; Oftalmologia; Professora da Universidade de Ita&uacute;na, Ita&uacute;na, MG, Brasil     <br>   <sup>IV</sup>Doutor em Medicina (Gastroenterologia), UFMG; Professor Adjunto, UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>V</sup>P&oacute;s-doutora, University of Pittsburgh Medical Center; Professora Titular de Cirurgia, UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#end">Correspond&ecirc;ncia para</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>OBJETIVO: </b> Determinar a preval&ecirc;ncia de risco cardiovascular em pacientes submetidos ao transplante hep&aacute;tico de acordo com o escore de Framingham e avaliar poss&iacute;veis associa&ccedil;&otilde;es com fatores de risco tradicionais e n&atilde;o tradicionais.     <br>   <b>M&Eacute;TODOS: </b> Estudo transversal em que pacientes submetidos ao transplante hep&aacute;tico foram estratificados quanto ao risco cardiovascular pelo escore de Framingham. Vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas, socioecon&ocirc;micas, cl&iacute;nicas e antropom&eacute;tricas foram coletadas para verificar associa&ccedil;&atilde;o com risco cardiovascular utilizando-se an&aacute;lises estat&iacute;sticas uni e multivariada.     <br>   <b>RESULTADOS: </b> Foram avaliados 115 pacientes, dos quais 46,1% apresentaram m&eacute;dio ou alto risco para ocorr&ecirc;ncia de eventos cardiovasculares em 10 anos. O risco percentual m&eacute;dio dos pacientes avaliados foi de 9,5% ± 7,8%. Sexo masculino (OR: 4,97; IC 95% 1,92-12,85; p &lt; 0,01), idade avan&ccedil;ada (OR: 1,09; IC 95% 1,04-1,13; p &lt; 0,01) e maior IMC no momento da avalia&ccedil;&atilde;o (1,09; IC 95% 0,99-1,20; p = 0,03) foram fatores associados ao m&eacute;dio e ao alto riscos cardiovasculares. Maior percentual de risco cardiovascular tamb&eacute;m esteve associado ao uso de ciclosporina (p = 0,01).     <br>   <b>CONCLUS&Atilde;O: </b>A probabilidade de ocorr&ecirc;ncia de evento cardiovascular nos pacientes submetidos ao transplante hep&aacute;tico avaliados &eacute; superior &agrave; da popula&ccedil;&atilde;o brasileira. Aten&ccedil;&atilde;o especial deve ser dedicada a essa popula&ccedil;&atilde;o, principalmente em rela&ccedil;&atilde;o aos fatores potencialmente modific&aacute;veis associados como maior IMC e uso de ciclosporina. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Unitermos: </b>fatores de risco; doen&ccedil;as cardiovasculares; transplante de f&iacute;gado. </font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O transplante hep&aacute;tico &eacute; o tratamento de escolha para pacientes com insufici&ecirc;ncia hep&aacute;tica irrevers&iacute;vel aguda ou cr&ocirc;nica. A combina&ccedil;&atilde;o de avan&ccedil;os na t&eacute;cnica cir&uacute;rgica, na sele&ccedil;&atilde;o de pacientes, nos melhores cuidados perioperat&oacute;rios e na adequada disponibilidade de agentes imunossupressores resultou em significante melhora da sobrevida global ap&oacute;s o transplante<sup>1</sup>. Atualmente, quase 90% dos pacientes sobrevivem um ano ap&oacute;s o transplante<sup>2</sup> e at&eacute; 75%, ap&oacute;s 5 anos<sup>3</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entretanto, o aumento da sobrevida de pacientes submetidos ao transplante hep&aacute;tico veio acompanhado do aumento na preval&ecirc;ncia de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas, geralmente superior &agrave;s preval&ecirc;ncias encontradas na popula&ccedil;&atilde;o geral<sup>4</sup>. Obesidade, <i>diabetes mellitus</i>, hipertens&atilde;o arterial, dislipidemias e s&iacute;ndrome metab&oacute;lica s&atilde;o amplamente diagnosticados nesses pacientes<sup>5-6</sup>, e, consequentemente, a incid&ecirc;ncia de doen&ccedil;as cardiovasculares tamb&eacute;m tem sido cada vez mais descrita nessa popula&ccedil;&atilde;o<sup>7</sup>. A doen&ccedil;a cardiovascular j&aacute; foi apontada como a terceira causa de &oacute;bito ap&oacute;s o transplante hep&aacute;tico<sup>8</sup>. Alguns autores demonstraram que o risco desses pacientes sofrerem eventos card&iacute;acos isqu&ecirc;micos e de morte cardiovascular &eacute;, respectivamente, 3,07 e 2,56 vezes maior em receptores de enxerto hep&aacute;tico em compara&ccedil;&atilde;o com mesma popula&ccedil;&atilde;o de idade-pareada n&atilde;o submetida ao transplante<sup>9</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os imunossupressores utilizados no p&oacute;s-transplante (geralmente tacrolimus ou ciclosporina e prednisona - pelo menos nas fases iniciais), apesar de amplamente descritos como respons&aacute;veis pelo aumento do risco cardiovascular<sup>10</sup>, nem sempre tiveram essa associa&ccedil;&atilde;o demonstrada<sup>9,11</sup>. Embora grande aten&ccedil;&atilde;o tenha sido devotada ao estudo da medica&ccedil;&atilde;o imunossupressora como associada &agrave;s doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas apresentadas por esses pacientes, poucos fatores de risco al&eacute;m desse t&ecirc;m sido estudados, e at&eacute; o momento, o risco cardiovascular em popula&ccedil;&atilde;o brasileira submetida ao transplante hep&aacute;tico ainda &eacute; desconhecido. O presente trabalho teve como objetivo determinar a preval&ecirc;ncia de risco cardiovascular em pacientes submetidos ao transplante hep&aacute;tico de acordo com o escore de Framingham, e avaliar poss&iacute;veis associa&ccedil;&otilde;es com outras vari&aacute;veis n&atilde;o inclu&iacute;das nesse escore. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M&Eacute;TODOS </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Trata-se de estudo transversal em que o risco cardiovascular conforme o escore de Framingham foi avaliado em pacientes submetidos ao transplante hep&aacute;tico acompanhados no ambulat&oacute;rio de transplantes do Instituto Alfa de Gastroenterologia do Hospital das Cl&iacute;nicas da Universidade Federal de Minas Gerais (Belo Horizonte - MG). Os dados foram coletados no per&iacute;odo de mar&ccedil;o a outubro de 2008. Pacientes que realizaram transplante hep&aacute;tico com pelo menos 18 anos de idade foram inclu&iacute;dos no estudo. Mulheres gr&aacute;vidas e pacientes com ascite foram exclu&iacute;dos da amostra, pois estas condi&ccedil;&otilde;es prejudicariam a identifica&ccedil;&atilde;o de portadores de obesidade abdominal. Da mesma forma, pacientes com tempo menor que um ano de transplante tamb&eacute;m n&atilde;o foram inclu&iacute;dos, pois com frequ&ecirc;ncia apresentam desordens metab&oacute;licas recentes e transit&oacute;rias em consequ&ecirc;ncia do implante do enxerto e das altas doses de imunossupressores. O estudofoi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica da Universidade Federal de Minas Gerais sob o parecer nº ETIC 44/2008. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os pacientes foram abordados e questionados sobre o interesse em participar do trabalho durante a espera para a consulta m&eacute;dica no ambulat&oacute;rio. Ap&oacute;s assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido, foi aplicado question&aacute;rio contemplando dados demogr&aacute;ficos, socioecon&ocirc;micos, de estilo de vida, cl&iacute;nicos e antropom&eacute;tricos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dados demogr&aacute;ficos e socioecon&ocirc;micos inclu&iacute;ram idade, sexo, estado marital, atividade profissional remunerada, escolaridade e renda. Vari&aacute;veis relacionadas ao estilo de vida foram compostas por horas habituais de sono por noite, tabagismo e ex-tabagismo e n&iacute;vel de atividade f&iacute;sica. Os pacientes foram questionados sobre as atividades f&iacute;sicas di&aacute;rias e as respostas foram transformadas em correspondentes MET (Metabolic Equivalent Energy)<sup>12</sup>. As atividades di&aacute;rias transformadas em MET foram multiplicadas pelo respectivo tempo gasto em fra&ccedil;&atilde;o de hora e os resultados foram somados e depois divididos por 24 horas. Esse valor foi categorizado de acordo com o n&iacute;vel de atividade realizada (&lt; 1,3: sedent&aacute;rios; 1,3-1,5: pouco ativo; 1,5-1,8: ativo; &gt; 1,9: muito ativo)<sup>13</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados cl&iacute;nicos inclu&iacute;ram indica&ccedil;&atilde;o para o transplante, tempo de uso e dose acumulada de corticoides p&oacute;s-transplante, uso de tacrolimus ou ciclosporina, hipertens&atilde;o arterial pr&eacute;via ao transplante e no momento da entrevista, <i>diabetes mellitus</i> anterior ao transplante e no momento da entrevista, excesso de peso e obesidade anterior &agrave; doen&ccedil;a hep&aacute;tica (a partir do peso informado pelo paciente durante a entrevista) e hist&oacute;ria familiar de hipertens&atilde;o arterial, <i>diabetes mellitus</i>, excesso de peso e doen&ccedil;a cardiovascular. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados antropom&eacute;tricos foram constitu&iacute;dos por peso, altura, c&aacute;lculo do &iacute;ndice de massa corporal (IMC), circunfer&ecirc;ncia de cintura (CC), circunfer&ecirc;ncia de quadril (CQ) e c&aacute;lculo da raz&atilde;o entre circunfer&ecirc;ncia de cintura e quadril (RCQ). O IMC foi calculado pela divis&atilde;o do peso (Kg) pela altura ao quadrado (m<sup>2</sup>), e os pacientes classificados em portadores de sobrepeso (IMC <u>&gt;</u> 25 Kg/m<sup>2</sup>) e obesidade (IMC <u>&gt;</u> 30 Kg/m<sup>2</sup>)<sup>14</sup>. A medida da circunfer&ecirc;ncia de cintura (dois dedos acima da cicatriz umbilical) foi classificada como indicativa de obesidade abdominal segundo defini&ccedil;&otilde;es da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (<u>&gt;</u> 88 cm para mulheres e <u>&gt;</u> 102 cm para homens)<sup>14</sup> e International Diabetes Federation (IDF) (<u>&gt;</u> 80 cm e <u>&gt;</u> 90 cm, respectivamente)<sup>15</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O escore de risco de Framingham foi calculado e estratificado de acordo com sexo, idade, colesterol total (CT), lipoprote&iacute;na de alta densidade (HDL), tabagismo, press&atilde;o arterial sist&oacute;lica (PAS) e press&atilde;o arterial diast&oacute;lica (PAD). Os pacientes foram classificados em grupos quanto ao risco cardiovascular de acordo com a pontua&ccedil;&atilde;o obtida no escore (&lt; 10%, baixo risco; 10% a 20%, m&eacute;dio risco; <u>&gt;</u> 20% alto risco) e por meio de manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas da doen&ccedil;a ateroscler&oacute;tica ou de equivalentes - como a presen&ccedil;a de <i>diabetes mellitus</i> tipos 1 ou 2 (indiv&iacute;duos assim identificados possuem risco maior que 20% em apresentar novos eventos cardiovasculares ao longo de 10 anos)16.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As an&aacute;lises estat&iacute;sticas foram realizadas com aux&iacute;lio do programa <i>Statistical Package for the Social Sciences </i>(SPSS) <i>for Windows</i> (vers&atilde;o 17.0), adotando-se a de 5% para signific&acirc;ncia estat&iacute;stica. As vari&aacute;veis foram apresentadas sob a forma de m&eacute;dia e desvio-padr&atilde;o, e vari&aacute;veis com distribui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o normal foram apresentadas sob a forma de mediana, m&iacute;nimo e m&aacute;ximo (teste de Kolmogorov- Smirnov). Pacientes com m&eacute;dio (10% a 20%) e alto riscos (<u>&gt;</u> 20%) foram agrupados e comparados aos de baixo risco (&lt; 10%) para as an&aacute;lises estat&iacute;sticas, uma vez que o grupo de m&eacute;dio risco apresentou reduzido n&uacute;mero de pacientes. Fatores associados ao risco cardiovascular m&eacute;dio/alto foram testados por meio de an&aacute;lise uni e multivariada. Os testes estat&iacute;sticos utilizados na an&aacute;lise univariada foram qui-quadrado, teste exato de Fisher, teste T de Student e Mann-Whitney. Vari&aacute;veis com p &lt; 0,2 na an&aacute;lise univariada foram inclu&iacute;das no modelo de regress&atilde;o log&iacute;stica m&uacute;ltipla. O modelo foi posteriormente ajustado de acordo com o m&eacute;todo de <i>stepwise backward.</i> O teste de Hosmer e Lemeshow foi utilizado para se verificar o ajuste do modelo (p &gt; 0,05). Ainda, o teste de regress&atilde;o linear m&uacute;ltipla foi utilizado para a identifica&ccedil;&atilde;o de fatores associados ao maior percentual de risco cardiovascular.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A amostra foi composta por 115 indiv&iacute;duos, sendo 58,2% do sexo masculino (n = 67). A m&eacute;dia de idade dos pacientes no momento da avalia&ccedil;&atilde;o foi de 52,5 ± 13,1 anos. O tempo m&eacute;dio de transplante foi de 56,8 ± 34,7 meses. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; escolaridade, grande parte dos avaliados possu&iacute;a 3º (39,1%; n = 45), 2º (26,1%; n = 30) e 1º (26,1%, n = 30) graus incompletos. Al&eacute;m disso, 11,3% (n = 13) dos avaliados declararam serem analfabetos. A caracteriza&ccedil;&atilde;o geral dos pacientes est&aacute; descrita na <a href="/img/revistas/ramb/v58n3/a16tab01m.jpg">Tabela 1</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As indica&ccedil;&otilde;es mais frequentes para o transplante foram cirrose etan&oacute;lica (31,3%, n = 36), cirrose por v&iacute;rus da hepatite C (27,8%, n = 32), cirrose por hepatite autoimune (14,8%, n = 17), cirrose criptog&ecirc;nica (12,2% n = 14) e cirrose com carcinoma hepatocelular (7%, n = 8). Outras indica&ccedil;&otilde;es foram observadas em 20,9% (n = 24) dos casos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Hist&oacute;rico familiar de hipertens&atilde;o arterial, <i>diabetes mellitus</i>, sobrepeso e doen&ccedil;a cardiovascular foi relatado por 74,3% (n = 84), 49,6% (n = 56), 64,6% (n = 73) e 61,1% (n = 59) dos pacientes, respectivamente. Hist&oacute;rico pessoal de sobrepeso anterior &agrave; doen&ccedil;a hep&aacute;tica foi observado em 42,6% (n = 49) e de obesidade, em 13,9% (n = 16) dos pacientes. No momento da avalia&ccedil;&atilde;o, a preval&ecirc;ncia de sobrepeso foi de 58,2% (n = 96) e de obesidade, em 20,9% (n = 24) dos pacientes. Obesidade abdominal foi observada em 44,3% (n = 51) dos pacientes de acordo com a classifica&ccedil;&atilde;o da OMS e em 71,1% (n = 82) de acordo com a IDF.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Segundo o escore do risco de Framingham, 53,9% (n = 62) dos pacientes estudados apresentaram baixo risco para ocorr&ecirc;ncia de eventos cardiovasculares em 10 anos e 46,1% (n = 53) de m&eacute;dio a alto risco, sendo 16,5% (n = 19) dos pacientes classificados com m&eacute;dio e 29,6% (n = 34), com alto risco para ocorr&ecirc;ncia de eventos cardiovasculares em 10 anos. O risco percentual m&eacute;dio foi de 9,5% ± 7,8%. Sexo masculino, idade avan&ccedil;ada, indica&ccedil;&atilde;o ao transplante por cirrose etan&oacute;lica, sobrepeso, obesidade, maior IMC anterior &agrave; doen&ccedil;a hep&aacute;tica; maiores valores de IMC, circunfer&ecirc;ncia da cintura e raz&atilde;o cintura/quadril no momento da avalia&ccedil;&atilde;o estiveram estatisticamente associados, de forma univariada, &agrave; probabilidade maior que 10% de ocorr&ecirc;ncia evento coronariano em 10 anos nesses pacientes (<a href="/img/revistas/ramb/v58n3/a16tab02m.jpg">Tabelas 2</a> e <a href="/img/revistas/ramb/v58n3/a16tab03m.jpg">3</a>). Fatores que direta ou indiretamente fazem parte do c&aacute;lculo do escore de Framingham tamb&eacute;m estiveram associados ao risco na an&aacute;lise univariada (glicemia, colesterol total, HDL e triglic&eacute;rides), mas n&atilde;o foram inseridos no modelo de regress&atilde;o log&iacute;stica m&uacute;ltipla ou linear.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O modelo de regress&atilde;o log&iacute;stica m&uacute;ltipla criado para identifica&ccedil;&atilde;o de fatores independentemente associados ao risco cardiovascular m&eacute;dio e alto obteve um bom ajuste (teste de Hosmer e Lemeshow = 0,88) e resultou nas seguintes vari&aacute;veis: idade (OR: 1,09; IC:1,04-1,13; p &lt; 0,01); sexo masculino (OR: 4,97; IC: 1,92-12,85; p &lt; 0,01) e IMC no momento da avalia&ccedil;&atilde;o (OR: 1,09, IC: 0,99-1,20; p = 0,09). Vari&aacute;veis independentemente associadas ao maior percentual de risco cardiovascular por meio do teste de regress&atilde;o linear m&uacute;ltipla foram: idade (p &lt; 0,01), sexo masculino (p &lt; 0,01), uso de ciclosporina (p = 0,01) e maior &iacute;ndice de massa corporal no momento da avalia&ccedil;&atilde;o (p = 0,03).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O escore do risco de Framingham foi utilizado no presente estudo por ser preconizado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia16 e &eacute; o escore cl&aacute;ssico para estratifica&ccedil;&atilde;o do risco coronariano mais utilizado mundialmente. A estimativa do risco de doen&ccedil;a cardiovascular em indiv&iacute;duos assintom&aacute;ticos e a identifica&ccedil;&atilde;o de fatores associados podem ser &uacute;teis para classifica&ccedil;&atilde;o de grupos vulner&aacute;veis e possibilitar o desenvolvimento de estrat&eacute;gias para a preven&ccedil;&atilde;o desses agravos. Por&eacute;m, &eacute; importante ressaltar que esse algoritmo tem limita&ccedil;&otilde;es, pois considera apenas fatores de risco tradicionais: idade, colesterol total, press&atilde;o arterial sist&oacute;lica e diast&oacute;lica, presen&ccedil;a de <i>diabetes mellitus </i>e tabagismo. Outros fatores de risco importantes na epidemiologia da doen&ccedil;a cardiovascular n&atilde;o s&atilde;o considerados, como n&iacute;veis plasm&aacute;ticos de triglic&eacute;rides e LDL, hist&oacute;rico familiar de incid&ecirc;ncia de doen&ccedil;a cardiovascular precoce, hist&oacute;rico familiar de hipertens&atilde;o, IMC (sobrepeso, obesidade), obesidade abdominal, h&aacute;bitos alimentares e n&iacute;vel de atividade f&iacute;sica. A natureza transversal tamb&eacute;m &eacute; um fator limitante do presente trabalho, uma vez que realizou-se avalia&ccedil;&atilde;o da estimativa do risco de desenvolvimento de doen&ccedil;a cardiovascular em 10 anos, e n&atilde;o a verifica&ccedil;&atilde;o direta dos eventos. Outro fator limitante foi a associa&ccedil;&atilde;o dos grupos m&eacute;dio e alto risco para an&aacute;lise estat&iacute;stica, j&aacute; que a grande vantagem dos escores &eacute; seu poder discriminat&oacute;rio. No presente estudo, pacientes do grupo de m&eacute;dio risco poderiam ter evolu&ccedil;&atilde;o semelhante &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o dos pacientes do grupo de baixo risco, por outro lado, associ&aacute;-los ao grupo de baixo risco poderia subestimar a chance de desenvolvimento de doen&ccedil;a cardiovascular nesse grupo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O risco absoluto m&eacute;dio de ocorr&ecirc;ncia de evento cardiovascular nos pr&oacute;ximos dez anos na amostra estudada foi de 9,5%, valor acima do referido na literatura para popula&ccedil;&atilde;o brasileira. Em estudo realizado com 329 executivos no munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo, Rodrigues e Phillip<sup>17</sup> encontraram baixa probabilidade de ocorr&ecirc;ncia de eventos cardiovasculares em 10 anos (m&eacute;dia de risco de 5,7%). Valores similares tamb&eacute;m foram encontrados em estudo conduzido no estado do Amazonas (m&eacute;dia de risco de 5,4 a 5,7%, dependendo da localidade)<sup>18</sup>. Outro estudo, envolvendo 1.712 indiv&iacute;duos com idade entre 30 e 59 anos residentes na cidade de Bambu&iacute;, estado de Minas Gerais, tamb&eacute;m evidenciou baixo risco cardiovascular (mais da metade da popula&ccedil;&atilde;o estudada n&atilde;o ultrapassou o risco de 5%)<sup>19</sup>. Os dados encontrados na popula&ccedil;&atilde;o estudada mostram-se em concord&acirc;ncia com os valores m&eacute;dios de risco cardiovascular descritos nas popula&ccedil;&otilde;es submetidas a transplante hep&aacute;tico, 7,9% no estudo de Johnston <i>et al.</i><sup>9</sup> e 11,5% no estudo de Neal <i>et al.</i><sup>20</sup>, corroborando a premissa de que esses pacientes possuem risco mais elevado de desenvolverem doen&ccedil;as cardiovasculares. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O risco m&eacute;dio encontrado (9,5%) &eacute; muito pr&oacute;ximo do valor de 10% (considerado risco intermedi&aacute;rio) e quase metade da popula&ccedil;&atilde;o estudada (46,1%) apresentou m&eacute;dio a alto risco, sendo que desses, aproximadamente 30% foram classificados com alto risco. Portanto, esses resultados alertam a necessidade para as metas de interven&ccedil;&atilde;o propostas na &uacute;ltima Diretriz brasileira sobre dislipidemias e preven&ccedil;&atilde;o da aterosclerose<sup>16</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O n&iacute;vel de atividade f&iacute;sica e a categoriza&ccedil;&atilde;o dos pacientes em sedent&aacute;rios, pouco ativos e ativos n&atilde;o foram associados ao risco cardiovascular no presente trabalho. Embora baixos n&iacute;veis de atividade f&iacute;sica e sedentarismo sejam fatores de risco cl&aacute;ssicos para doen&ccedil;as cardiovasculares<sup>16</sup>, deve-se ressaltar que o presente c&aacute;lculo do n&iacute;vel de atividade f&iacute;sica di&aacute;ria sofreu limita&ccedil;&otilde;es, j&aacute; que o tempo dispon&iacute;vel para descri&ccedil;&atilde;o detalhada das atividades di&aacute;rias na coleta de dados foi pequeno. Al&eacute;m disso, o c&aacute;lculo foi efetuado com base nas atividades realizadas por aquele paciente no momento pr&oacute;ximo &agrave; &eacute;poca da coleta de dados, e isso pode n&atilde;o ser reflexo de todo tempo transcorrido desde o transplante (ou desde que a doen&ccedil;a hep&aacute;tica limitou as atividades di&aacute;rias e reduziu o n&iacute;vel de atividade f&iacute;sica di&aacute;ria) at&eacute; a data da avalia&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste estudo, sexo masculino, idade avan&ccedil;ada e maior IMC no momento da avalia&ccedil;&atilde;o foram considerados fatores preditivos para m&eacute;dio e alto riscos de ocorr&ecirc;ncia de eventos cardiovasculares na popula&ccedil;&atilde;o submetida ao transplante hep&aacute;tico. &Eacute; sabido que a mortalidade por doen&ccedil;a cardiovascular &eacute; maior na popula&ccedil;&atilde;o masculina em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; feminina, em todas as condi&ccedil;&otilde;es e faixas et&aacute;rias, e a ocorr&ecirc;ncia dos eventos aumenta progressivamente com a idade<sup>21</sup>. A maior incid&ecirc;ncia de doen&ccedil;as cardiovasculares em indiv&iacute;duos do sexo masculino em rela&ccedil;&atilde;o aos do sexo feminino de idade similar tem sido atribu&iacute;da n&atilde;o apenas &agrave;s diferen&ccedil;as de sexo relacionadas aos horm&ocirc;nios sexuais, mas tamb&eacute;m &agrave;s diferen&ccedil;as celulares e teciduais vasculares que medeiam respostas sexuais espec&iacute;ficas<sup>22</sup>. Al&eacute;m disso, &eacute; atribu&iacute;da maior pontua&ccedil;&atilde;o no escore de Framingham tanto &agrave; maior idade quanto ao sexo masculino. Entretanto, a perman&ecirc;ncia dessas vari&aacute;veis no modelo auxiliaria na elimina&ccedil;&atilde;o de fatores de confus&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na popula&ccedil;&atilde;o estudada, o &iacute;ndice de massa corporal foi a medida antropom&eacute;trica mais relacionada &agrave; maior probabilidade de incid&ecirc;ncia de eventos cardiovasculares. Nos resultados encontrados, o maior IMC no momento da avalia&ccedil;&atilde;o tendeu &agrave; signific&acirc;ncia estat&iacute;stica (p = 0,09) na an&aacute;lise multivariada como fator independente para o risco cardiovascular. Por outro lado, a retirada dessa vari&aacute;vel promoveria preju&iacute;zos ao ajuste do modelo e, em raz&atilde;o disso, optou-se pela sua perman&ecirc;ncia nas an&aacute;lises. A rela&ccedil;&atilde;o entre o grau de obesidade e a incid&ecirc;ncia de eventos cardiovasculares tem sido bem descrita na literatura<sup>23-24</sup>. H&aacute; alguns anos j&aacute; se sabe que o ganho de peso ap&oacute;s a idade adulta resulta em aumento do risco de incid&ecirc;ncia de doen&ccedil;as cardiovasculares em ambos os sexos<sup>25</sup>. Sobrepeso e obesidade s&atilde;o apontados tamb&eacute;m na popula&ccedil;&atilde;o submetida ao transplante hep&aacute;tico como relacionados ao risco cardiovascular<sup>6,11</sup>. A circunfer&ecirc;ncia de cintura e raz&atilde;o cintura/quadril foram associadas &agrave; maior probabilidade de desenvolvimento de eventos cardiovasculares apenas de forma univariada. Embora o IMC no momento da avalia&ccedil;&atilde;o tenha sido melhor fator preditivo do risco cardiovascular, a circunfer&ecirc;ncia da cintura e raz&atilde;o cintura/quadril avaliam a quantidade de tecido adiposo central, que &eacute; metabolicamente mais ativo do que o tecido adiposo perif&eacute;rico e confere maior fator de risco para a s&iacute;ndrome metab&oacute;lica, resist&ecirc;ncia &agrave; a&ccedil;&atilde;o da insulina e doen&ccedil;a cardiovascular na popula&ccedil;&atilde;o geral<sup>26-27</sup>. Elevado &iacute;ndice de massa corporal reflete grande massa de tecido adiposo. Este, principalmente quando visceral, influencia na regula&ccedil;&atilde;o de adipocinas. A adiponectina &eacute; uma adipocina anti-inflamat&oacute;ria (antagonizador do desenvolvimento de aterosclerose e inflama&ccedil;&atilde;o vascular) que tem suas concentra&ccedil;&otilde;es s&eacute;ricas diminu&iacute;das em indiv&iacute;duos obesos. As concentra&ccedil;&otilde;es s&eacute;ricas de leptina, respons&aacute;vel pelo controle da ingest&atilde;o alimentar, est&atilde;o aumentadas nesses indiv&iacute;duos, influenciando o balan&ccedil;o energ&eacute;tico e comprometendo a resposta imunol&oacute;gica. As evid&ecirc;ncias sugerem que a leptina aumenta a press&atilde;o arterial, a atividade nervosa simp&aacute;tica, estimula a gera&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cie reativa de oxig&ecirc;nio, induz a agrega&ccedil;&atilde;o plaquet&aacute;ria e promove trombose arterial, sendo considerada fator de risco independente para doen&ccedil;a cardiovascular. Al&eacute;m disso, a express&atilde;o de resistina nos adip&oacute;citos &eacute; reduzida, mas elevada nos macr&oacute;fagos e mon&oacute;citos, o que sugere um importante papel inflamat&oacute;rio. Os n&iacute;veis de resistina est&atilde;o aumentados em indiv&iacute;duos obesos e, portanto, est&atilde;o ligados a resist&ecirc;ncia insul&iacute;nica associada &agrave; obesidade. A resistina possui grande a&ccedil;&atilde;o aterog&ecirc;nica pelo aumento da express&atilde;o de mol&eacute;culas de ades&atilde;o intercelular. Concomitantemente, h&aacute; aumento da secre&ccedil;&atilde;o de citocinas pr&oacute;inflamat&oacute;rias, que, em conjunto, danificam o endot&eacute;lio, estimulando rea&ccedil;&atilde;o inflamat&oacute;ria/proliferativa na parede vascular<sup>28</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m do maior IMC, os pacientes classificados com m&eacute;dio/alto risco possu&iacute;am valores significantemente superiores de triglic&eacute;rides e glicose, e inferiores de HDL. Esses achados sugerem que esses pacientes possuem maior preval&ecirc;ncia de s&iacute;ndrome metab&oacute;lica que os demais. A s&iacute;ndrome metab&oacute;lica &eacute; descrita em aproximandamente metade dos indiv&iacute;duos submetidos ao transplante hep&aacute;tico<sup>29</sup> e tamb&eacute;m foi descrita como fator de risco para incid&ecirc;ncia de doen&ccedil;as cardiovasculares nessa popula&ccedil;&atilde;o<sup>30</sup> bem como na popula&ccedil;&atilde;o geral<sup>31</sup>. Esses resultados j&aacute; eram esperados, pois triglic&eacute;rides, glicose e HDL fazem parte do escore de Framigham direta ou indiretamente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise de regress&atilde;o linear m&uacute;ltipla revelou que a utiliza&ccedil;&atilde;o de ciclosporina, em detrimento do uso de tacrolimus, esteve associada ao maior percentual de risco de desenvolvimento de eventos cardiovasculares. Outros trabalhos tamb&eacute;m apontaram para essa associa&ccedil;&atilde;o<sup>32-33</sup>. Tal fato pode ser explicado pela influ&ecirc;ncia desse medicamento sobre a press&atilde;o arterial, sendo a ciclosporina considerada mais hipertensiva que o tacrolimus<sup>6,20,32</sup>. Apesar desses resultados estarem de acordo com dados da literatura, &eacute; importante ressaltar que, no momento da avalia&ccedil;&atilde;o, poucos pacientes faziam uso de ciclosporina (11,3%, n = 13), uma vez que o atual protocolo de imunossupress&atilde;o do grupo de transplantes no qual o trabalho foi conduzido &eacute; baseado no uso de tacrolimus. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir dos resultados obtidos, conclui-se que o risco de incid&ecirc;ncia de evento cardiovascular nos pr&oacute;ximos dez anos nos pacientes submetidos ao transplante hep&aacute;tico &eacute; superior ao da popula&ccedil;&atilde;o geral brasileira. Esses aspectos apontam para a necessidade de maior aten&ccedil;&atilde;o das equipes multiprofissionais envolvidas no cuidado desses pacientes. Estes devem ser precocemente introduzidos em programas de modifica&ccedil;&atilde;o do estilo de vida, principalmente aqueles do sexo masculino e de mais idade. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS </b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Orozco J, Vargas H. Liver transplantation: from child to MELD. Med Clin North Am. 2009;93(4):931-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000058&pid=S0104-4230201200030001600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Laba M, Pszenny A, Gutowska D,  Jonas M, Durlik M, Paczek L <i>et al.</i> Quality of life after liver transplantation--preliminary report. Ann Transplant. 2008;13(4):67-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000060&pid=S0104-4230201200030001600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Roberts MS, Angus DC, Bryce CL, Valenta Z, Weissfeld L. Survival after liver transplantation in the United States: a disease-specific analysis of the UNOS database. Liver Transplant. 2004;10(7):886-97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000062&pid=S0104-4230201200030001600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Simo KA, Sereika S, Bitner N, Newton KN, Gerber DA. Medical epidemiology of patients surviving ten years after liver transplantation. Clin Transplant. 2010;25(3):360-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000064&pid=S0104-4230201200030001600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Anastacio LR, Lima AS, Toulson Davisson Correia MI. Metabolic syndrome and its components after liver transplantation: incidence, prevalence, risk factors, and implications. Clin Nutr. 2010;29(2):175-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S0104-4230201200030001600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Bianchi G, Marchesini G, Marzocchi R, Pinna AD, Zoli M. Metabolic syndrome in liver transplantation: relation to etiology and immunosuppression. Liver Transplant. 2008;14(11):1648-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S0104-4230201200030001600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Desai S, Hong JC, Saab S. Cardiovascular risk factors following orthotopic liver transplantation: predisposing factors, incidence and management. Liver Int. 2010;30(7):948-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S0104-4230201200030001600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Guckelberger O, Mutzke F, Glanemann M,  Neumann UP, Jonas S, Neuhaus R <i>et al.</i> Validation of cardiovascular risk scores in a liver transplant population. Liver Transplant. 2006;12(3):394-401.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S0104-4230201200030001600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Johnston SD, Morris JK, Cramb R, Gunson BK, Neuberger J. Cardiovascular morbidity and mortality after orthotopic liver transplantation. Transplantation. 2002;73(6):901-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0104-4230201200030001600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Mells G, Neuberger J. Long-term care of the liver allograft recipient. Semin Liver Dis. 2009;29(1):102-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0104-4230201200030001600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Aberg F, Jula A, Hockerstedt K, Isoniemi H. Cardiovascular risk profile of patients with acute liver failure after liver transplantation when compared with the general population. Transplantation. 2010;89(1):61-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0104-4230201200030001600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Ainsworth BE, Haskell WL, Whitt MC,  Irwin ML, Swartz AM, Strath SJ <i>et al.</i> Compendium of physical activities: an update of activity codes and MET intensities. Med Sci Sports Exerc. 2000;32(9 Suppl):S498-504.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0104-4230201200030001600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. World Health Organization W. Energy and protein requirements. Geneva: WHO; 1985.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0104-4230201200030001600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. WHO. Obesity: preventing and managing the global epidemic. Genebra: World Health Organization; 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0104-4230201200030001600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Alberti KG, Zimmet P, Shaw J. Metabolic syndrome: a new world-wide definition. A Consensus Statement from the International Diabetes Federation. Diabet Med. 2006;23(5):469-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0104-4230201200030001600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Sposito AC, Caramelli B, Fonseca FAH, Bertolami MC. IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Preven&ccedil;&atilde;o da Aterosclerose Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arq Bras Cardiol. 2007;8(Supl 1):1-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0104-4230201200030001600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Rodrigues TF, Philippi ST. Avalia&ccedil;&atilde;o nutricional e risco cardiovascular em executivos submetidos a <i>check-up</i>. Rev Assoc Med Bras. 2008;54(4):322-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0104-4230201200030001600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Feio CM, Fonseca FA, Rego SS,  Feio MN, Elias MC, Costa EA <i>et al</i>. Lipid profile and cardiovascular risk in two Amazonian populations. Arq Bras Cardiol. 2003;81(6):596-9, 592-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0104-4230201200030001600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Barreto SM, Passos VM, Cardoso AR, Lima-Costa MF. Quantifying the risk of coronary artery disease in a community: the Bambui project. 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Transplantation. 2004;77(1):93-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0104-4230201200030001600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Farias N, Souza JM, Laurenti R, Alencar SM. Cardiovascular mortality by gender and age range in the city of Sao Paulo, Brazil: 1996 to 1998, and 2003 to 2005. Arq Bras Cardiol. 2009;93(5):498-505.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0104-4230201200030001600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Vitale C, Mendelsohn ME, Rosano GM. Gender differences in the cardiovascular effect of sex hormones. Nat Rev Cardiol. 2009;6(8):532-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0104-4230201200030001600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Calle EE, Thun MJ, Petrelli JM, Rodriguez C, Heath CW Jr. Body-mass index and mortality in a prospective cohort of U.S. adults. N Engl J Med. 1999;341(15):1097-105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0104-4230201200030001600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 24. Foster MC, Hwang SJ, Larson MG, Lichtman JH, Parikh NI, Vasan RS <i>et al. </i>Overweight, obesity, and the development of stage 3 CKD: the Framingham Heart Study. Am J Kidney Dis. 2008;52(1):39-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0104-4230201200030001600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Hubert HB, Feinleib M, McNamara PM, Castelli WP. Obesity as an independent risk factor for cardiovascular disease: a 26-year follow-up of participants in the Framingham Heart Study. Circulation. 1983;67(5):968-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0104-4230201200030001600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Executive Summary of The Third Report of The National Cholesterol Education Program (NCEP). Expert panel on detection, evaluation, and treatment of high blood cholesterol in adults (Adult Treatment Panel III). JAMA. 2001;285(19):2486-97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0104-4230201200030001600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Ashwell M, Gibson S. Waist to height ratio is a simple and effective obesity screening tool for cardiovascular risk factors: analysis of data from the British National Diet And Nutrition Survey of adults aged 19-64 years. Obes Facts. 2009;2(2):97-103.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0104-4230201200030001600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Marinou K, Tousoulis D, Antonopoulos AS, Stefanadi E, Stefanadis C. Obesity and cardiovascular disease: from pathophysiology to risk stratification. Int J Cardiol. 2010;138(1):3-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0104-4230201200030001600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Anast&aacute;cio LR, Ferreira LG, Ribeiro HS, Liboredo JC, Lima AS, Correia MITD. Metabolic syndrome after liver transplantation: prevalence and predictive factors. Nutrition. 2011;27(9):931-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0104-4230201200030001600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. Laryea M, Watt KD, Molinari M,  Walsh MJ, McAlister VC, Marotta PJ <i>et al. </i>Metabolic syndrome in liver transplant recipients: prevalence and association with major vascular events. Liver Transpl. 2007;13(8):1109-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0104-4230201200030001600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">31. Girman CJ, Rhodes T, Mercuri M, Py&ouml;r&auml;l&auml; K, Kjekshus J, Pedersen TR <i>et al. </i>The metabolic syndrome and risk of major coronary events in the Scandinavian Simvastatin Survival Study (4S) and the Air Force/Texas Coronary Atherosclerosis Prevention Study (AFCAPS/TexCAPS). Am J Cardiol. 2004;93(2):136-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0104-4230201200030001600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">32. Canzanello VJ, Schwartz L, Taler SJ,  Textor SC, Wiesner RH, Porayko MK <i>et al.</i> Evolution of cardiovascular risk after liver transplantation: a comparison of cyclosporine A and tacrolimus (FK506). Liver Transpl Surg. 1997;3(1):1-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0104-4230201200030001600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">33. Rabkin JM, Corless CL, Rosen HR, Olyaei AJ. Immunosuppression impact on long-term cardiovascular complications after liver transplantation. Am J Surg. 2002;183(5):595-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0104-4230201200030001600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="end"></a><a href="#enda"><img src="/img/revistas/ramb/v58n3/seta.jpg" border="0"></a><b> Correspond&ecirc;ncia para: </b>    <br>   H&eacute;lem de Sena Ribeiro     <br>   Av. Alfredo Balena, 110 - Sl. 208    <br>   30130-110 Belo Horizonte - MG, Brasil     <br>   <a href="mailto:helemsena@gmail.com">helemsena@gmail.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Artigo recebido:  24/10/2011     <br>   Aceito para publica&ccedil;&atilde;o: 13/01/2012     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Suporte Financeiro:  Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento Pessoal do Ensino Superior (Capes). H&eacute;lem de Sena Ribeiro &eacute; bolsista de mestrado e Lucilene Rezende Anast&aacute;cio &eacute; bolsista de doutorado. Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). L&iacute;via Garcia Ferreira &eacute; bolsista de doutorado. Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq). Maria Isabel T. D. Correia &eacute; bolsista de produtividade em pesquisa     <br>   Conflito de interesse:  N&atilde;o h&aacute;. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Trabalho realizado no Instituto Alfa de Gastroenterologia, Hospital das Cl&iacute;nicas da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brasil </font></p>      ]]></body><back>
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