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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Uma abordagem centrada no usuário para o projeto de máquinas agrícolas de tração animal]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper presents a study conducted as a part of the design of an Animal Traction Sewing Machine using principles related to Usability, Ergonomics, and Antropotechnology focusing on Design for Sustainability (DfS) and product development suitable for the Base of the Pyramid (BoP). The present study provided information for a series of design changes in the equipment in order to improve working conditions in small family farming properties. From this approach to the analysis of an existing implement, ways of adjusting the product are suggested, and a proposal for a novel Animal Traction Sowing Machine is presented.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Uma abordagem centrada no   usu&aacute;rio para o projeto de m&aacute;quinas agr&iacute;colas de tra&ccedil;&atilde;o animal</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>An user centered approach   to the design of animal traction agricultural machinery</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Eduardo Romeiro Filho</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Departamento de Engenharia de Produ&ccedil;&atilde;o &#150; DEP, Laborat&oacute;rio   Integrado de Design e Engenharia do Produto &#150; LIDEP, Universidade   Federal de Minas Gerais &#150; UFMG,  Av. Presidente Ant&ocirc;nio Carlos, 6627, Campus da   Pampulha, CEP 31270-901, Belo Horizonte, MG, Brasil, e-mail: <a href="mailto:romeiro@ufmg.br">romeiro@ufmg.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este artigo   apresenta um estudo realizado como parte do projeto de uma semeadora-adubadora   &agrave; tra&ccedil;&atilde;o animal, utilizando princ&iacute;pios relacionados a disciplinas como   Usabilidade, Ergonomia e Antropotecnologia, dentro de uma perspectiva de <i>Design</i> para Sustentabilidade (DfS) e desenvolvimento de produtos adequados &agrave; Base da   Pir&acirc;mide (BoP). O estudo forneceu subs&iacute;dios para uma s&eacute;rie de altera&ccedil;&otilde;es a   serem introduzidas no equipamento, tendo em vista a melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de   trabalho em pequenas propriedades de agricultura familiar. A partir desta   abordagem na an&aacute;lise de um implemento existente, s&atilde;o sugeridas formas de   adequa&ccedil;&atilde;o do produto e apresentada uma proposta para uma nova   semeadora-adubadora &agrave; tra&ccedil;&atilde;o animal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Ergonomia.   Antropotecnologia. Semeadora-adubadora &agrave; tra&ccedil;&atilde;o animal. Projeto do produto. <i>Design</i> para sustentabilidade. <i>Design</i> para a base da pir&acirc;mide.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">This paper   presents a study conducted as a part of the design of an Animal Traction Sewing   Machine using principles related to Usability, Ergonomics, and   Antropotechnology focusing on Design for Sustainability (DfS) and product   development suitable for the Base of the Pyramid (BoP). The present study   provided information for a series of design changes in the equipment in order   to improve working conditions in small family farming properties. From this   approach to the analysis of an existing implement, ways of adjusting the   product are suggested, and a proposal for a novel Animal Traction Sowing   Machine is presented.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords:</b> Ergonomics.   Antropotechnology. Animal traction sowing machine. Product design. Design for   sustainability. Design for the base of the pyramid.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>1 Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As   m&aacute;quinas agr&iacute;colas representaram importantes ferramentas, visto que a for&ccedil;a   humana ainda &eacute; a principal fonte de energia para o trabalho agr&iacute;cola em pa&iacute;ses   em desenvolvimento (JAFRY; O'NEILL, 2000) e respons&aacute;vel por aproximadamente   metade da &aacute;rea cultivada no mundo (RAMASWAMY, 1994). No atual cen&aacute;rio   brasileiro (e de outros pa&iacute;ses na Am&eacute;rica Latina, &Aacute;frica e &Aacute;sia), diante da   necessidade de cria&ccedil;&atilde;o de formas de desenvolvimento sustent&aacute;vel e gera&ccedil;&atilde;o de   renda para a popula&ccedil;&atilde;o mais pobre, a cria&ccedil;&atilde;o de empregos no campo por meio do   incentivo &agrave; agricultura familiar &eacute; uma interessante alternativa. Nestes casos   em que a pequena propriedade &eacute; uma caracter&iacute;stica mercante, a utiliza&ccedil;&atilde;o de   ferramentas de baixo custo e forte adequa&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica &eacute; essencial. A   possibilidade de aplica&ccedil;&atilde;o de recursos renov&aacute;veis, dentre os quais a energia da   tra&ccedil;&atilde;o animal, usada em diversas situa&ccedil;&otilde;es incompat&iacute;veis com m&aacute;quinas de tra&ccedil;&atilde;o   mec&acirc;nica (al&eacute;m de representar um baixo investimento) deve ser tamb&eacute;m sempre   considerada. Em meados dos anos 1990, animais de tra&ccedil;&atilde;o economizavam o   equivalente a US$ 6 bilh&otilde;es em combust&iacute;veis f&oacute;sseis, com   mais de 300 milh&otilde;es de animais utilizados (WILSON, 2003). Somente no M&eacute;xico,   por exemplo, s&atilde;o mais de 3.765.000 animais utilizados na agricultura (ORTIZ-LAUREL, R&Ouml;SSEL, 2007).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entretanto,   as ferramentas e implementos de tra&ccedil;&atilde;o animal dispon&iacute;veis no mercado brasileiro   caracterizam-se primordialmente por solu&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas e de projeto   defasadas (DE ARA&Uacute;JO;   CAS&Atilde;O JUNIOR; DE FIGUEIREDO, 1999), como no caso de   semeadoras (<a href="/img/revistas/gp/v19n1/a07fig01.jpg">Figura 1</a>). Sendo assim, tendo em vista a necessidade de novas   solu&ccedil;&otilde;es adequadas ao pequeno produtor rural, deve-se compreender as   necessidades e caracter&iacute;sticas bastante peculiares deste agricultor, que, na   maior parte das vezes, n&atilde;o possui dom&iacute;nio sobre sistemas tecnol&oacute;gicos   considerados avan&ccedil;ados e apresenta restri&ccedil;&otilde;es importantes em termos de   condi&ccedil;&otilde;es temporais para o trabalho no campo. As ind&uacute;strias brasileiras de   m&aacute;quinas agr&iacute;colas, no que pese sua import&acirc;ncia para o Pa&iacute;s e seu potencial   exportador, ainda carecem em sua maioria de um sistema de desenvolvimento do   produto sistematizado (ROMANO et al.<i>,</i> 2005), apresentando   oportunidades para aplica&ccedil;&atilde;o de novas ferramentas e abordagens de projeto. Em   se tratando de bens de capital que muitas vezes envolvem investimentos   relevantes por parte de seus compradores, a preocupa&ccedil;&atilde;o com padr&otilde;es de   efici&ecirc;ncia que garantam o retorno financeiro em tempo adequado mostra-se   fundamental. A esta preocupa&ccedil;&atilde;o deve-se unir um enfoque voltado para o usu&aacute;rio   destes equipamentos, tendo em vista aspectos de seguran&ccedil;a, conforto e efic&aacute;cia,   caracter&iacute;sticos de uma abordagem de ergonomia e <i>design</i> industrial.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir do exposto, este artigo tem por   objetivo apresentar a contribui&ccedil;&atilde;o ao projeto de uma semeadora-adubadora (de   gr&atilde;os) &agrave; tra&ccedil;&atilde;o animal a partir de uma abordagem que considere princ&iacute;pios de   Usabilidade, Ergonomia e Antropotecnologia, com vistas &agrave; adequa&ccedil;&atilde;o do produto &agrave;   agricultura sustent&aacute;vel e sua aplica&ccedil;&atilde;o em pequenas propriedades,   caracter&iacute;sticas da Base da Pir&acirc;mide (PRAHALAD, 2009). Este estudo foi   desenvolvido a partir de um prot&oacute;tipo de um "chassi porta-implementos",   constru&iacute;do pelo Instituto Agron&ocirc;mico de Campinas (<a href="#fig02">Figura 2</a>), e descrito   por Peche Filho et al. (1987). O projeto do chassi&nbsp;   porta-implementos foi desenvolvido pelo IAC com o objetivo de prover ao pequeno   produtor um equipamento de baixo custo &agrave; tra&ccedil;&atilde;o animal (<a href="#fig02">Figura 2</a>).   Partindo-se de uma base comum (o chassi), diferentes ferramentas poderiam ser   acopladas, atendendo a diversas demandas existentes nos processos de cultivo, a   partir de uma proposta de produto modular. Desta forma, foram desenvolvidas   solu&ccedil;&otilde;es para arados, cultivadores, gradeadores e, neste caso, uma semeadora   adubadora, base para este estudo. O sistema t&eacute;cnico utilizado como base para o   projeto da nova semeadora adubadora foi tamb&eacute;m desenvolvido pelo IAC   (<a href="#fig03">Figura 3</a>). </font></p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/gp/v19n1/a07fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/gp/v19n1/a07fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A   escolha pela semeadora-adubadora decorre do fato de esta apresentar uma s&eacute;rie   de problemas relacionados ao uso, como necessidades posturais advindas do peso   do equipamento e da necessidade de equil&iacute;brio durante o movimento (os dep&oacute;sitos   elevam o centro de gravidade da m&aacute;quina), al&eacute;m da constante tomada de   informa&ccedil;&atilde;o, seja na condu&ccedil;&atilde;o do animal, nas condi&ccedil;&otilde;es do terreno, na velocidade   e dire&ccedil;&atilde;o da trajet&oacute;ria, bem como no funcionamento do sistema de alimenta&ccedil;&atilde;o e   sa&iacute;da de sementes e adubo. Por fim, foi determinante para a escolha o fato de   tratar-se de um equipamento destinado ao pequeno produtor rural, que possui   normalmente menor capacidade de investimento, seja em equipamentos como em   novos sistemas de cultivo. Al&eacute;m disso, a moderniza&ccedil;&atilde;o de equipamentos &agrave; tra&ccedil;&atilde;o   animal pode contribuir positivamente para o desenvolvimento em extensas regi&otilde;es   ainda carentes em diversas partes do mundo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2 Demanda por melhores interfaces produto-usu&aacute;rio</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora   o termo UCD tenha maior aplica&ccedil;&atilde;o no campo de engenharia de <i>software</i>,   nos estudos da interface homem-computador (NIELSEN, 1993), seus princ&iacute;pios   podem ser aplicados a qualquer equipamento ou produto, pelo reconhecimento da   import&acirc;ncia dos usu&aacute;rios, suas necessidades, capacidades e limita&ccedil;&otilde;es, e dos   contextos em que estes se relacionar&atilde;o com o produto. Importante tamb&eacute;m, como   salienta Rubin (1994), ter-se em conta que UCD n&atilde;o representa apenas t&eacute;cnicas,   m&eacute;todos, processos e procedimentos para projetar produtos e sistemas "us&aacute;veis",   mas, principalmente, a filosofia que coloca o usu&aacute;rio como centro do processo   de projeto. Neste aspecto, Ergonomia e Usabilidade podem ser consideradas   conceitos importantes em uma vis&atilde;o de UCD. Adler e Winograd (1992) definem   usabilidade como a habilidade de um produto ou equipamento tirar vantagem das   compet&ecirc;ncias de seus usu&aacute;rios, funcionando de forma eficaz em uma dada gama de   situa&ccedil;&otilde;es reais de trabalho. Neste sentido, o conceito aproxima-se dos   princ&iacute;pios adotados em ergonomia. Desta forma, acredita-se que, embora n&atilde;o   possam ser consideradas como disciplinas semelhantes (a exemplo da discuss&atilde;o   acerca das diferen&ccedil;as entre ergonomia e fatores humanos), ambas podem ser   incorporadas a uma perspectiva de projeto que traga como preocupa&ccedil;&atilde;o central o   usu&aacute;rio em situa&ccedil;&atilde;o real de atividade com o produto. Tamb&eacute;m s&atilde;o considerados   relevantes neste trabalho fatores ligados &agrave; Antropotecnologia (WISNER, 1985),   visando avaliar os impactos resultantes da transfer&ecirc;ncia de tecnologia entre   regi&otilde;es distintas, seja por suas caracter&iacute;sticas geogr&aacute;ficas como tamb&eacute;m   econ&ocirc;micas, sociais e culturais. No caso do trabalho agr&iacute;cola, este aspecto &eacute;   ainda mais importante, tendo em vista as diferen&ccedil;as de forma&ccedil;&atilde;o, tradi&ccedil;&atilde;o,   condi&ccedil;&otilde;es de uso e conhecimento t&eacute;cnico entre agricultores. A solu&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica   (ou conjunto de solu&ccedil;&otilde;es) a ser adotada deve considerar estes fatores em seu   desenvolvimento, a partir de uma abordagem "Antropotecnol&oacute;gica". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atualmente,   dentre os v&aacute;rios campos dedicados ao aperfei&ccedil;oamento da interface   produto-usu&aacute;rio, a Usabilidade &eacute; talvez uma das mais utilizadas e que podem   proporcionar resultados neste sentido. Nielsen (1993) afirma que &eacute; poss&iacute;vel que   qualquer objeto, produto, sistema, ou servi&ccedil;o que seja utilizado por seres   humanos possua potenciais problemas em seu uso, e que estes deveriam ser   submetidos a alguma forma de "Engenharia de Usabilidade". Apesar de terem sido   observadas na revis&atilde;o de literatura mais refer&ecirc;ncias a respeito de estudos   relacionados &agrave; interface produto-usu&aacute;rio para o desenvolvimento de <i>software</i>,   foram levantados estudos dedicados a equipamentos, bens dur&aacute;veis e de capital,   tais como equipamentos para transmiss&atilde;o de energia (COSTA, 2006), m&aacute;quinas de   usinagem CNC (SHINNO, 2002), aparafusadeiras el&eacute;tricas (FREUND; TAKALA;   TOIVONEN, 2000) e principalmente equipamentos m&eacute;dicos (ROSE et al., 2005, GARMER et al., 2002, CARROL et al., 2002, GARMER; YLV&Eacute;N; KARLSSON, 2004, LIU;   OSVALDER, 2004). A literatura sugere que, apesar dos operadores destes   equipamentos receberem treinamento, a aplica&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos para melhorar a   usabilidade destes produtos &eacute; pertinente e ben&eacute;fica ao projeto destes e aos   seus usu&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste caso,   a aplica&ccedil;&atilde;o de princ&iacute;pios da Ergonomia no desenvolvimento de solu&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas   &eacute; especialmente recomendada, seja em uma abordagem voltada ao dimensionamento   humano (DREYFUSS, 2001), aos aspectos fisiol&oacute;gicos do trabalho (KROEMER;   GRADJEAN, 2005; IIDA, 2005) ou Fatores Humanos (NEMETH, 2004). Tamb&eacute;m   metodologias de car&aacute;ter participativo s&atilde;o citadas como &uacute;teis ao desenvolvimento   de solu&ccedil;&otilde;es adequadas ao ambiente rural (KOGI, 2006), em especial em pa&iacute;ses   pouco desenvolvidos industrialmente (JAFRY; O'NEILL, 2000). A ergonomia tamb&eacute;m   oferece oportunidades interessantes como contribui&ccedil;&atilde;o ao desenvolvimento de   equipamentos agr&iacute;colas a partir da aplica&ccedil;&atilde;o da AET - An&aacute;lise Ergon&ocirc;mica do   Trabalho (descrita por GU&Eacute;RIN et al., 2001; WISNER, 1987). Embora o   agricultor seja (na situa&ccedil;&atilde;o avaliada) propriet&aacute;rio dos meios de produ&ccedil;&atilde;o,   ainda assim as formas de organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho (em especial aquelas   relacionadas ao "tempo &oacute;timo" para plantio) s&atilde;o reguladas por fatores que fogem   a seu controle, de forma muito mais evidente do que no trabalho realizado em   f&aacute;bricas, por exemplo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m   disso, &eacute; natural que tecnologias (bem como estruturas organizacionais) de   determinados pa&iacute;ses n&atilde;o sejam facilmente adapt&aacute;veis a outros, conforme Wisner   (1985, 1987, 1991), em seus estudos relacionados &agrave; Antropotecnologia. Shahnavaz   (1991) inclui nesta avalia&ccedil;&atilde;o uma abordagem mais ligada a Fatores Humanos <i>("Human     Factors") </i>e a impactos da transfer&ecirc;ncia de tecnologia entre pa&iacute;ses de   diferentes n&iacute;veis de desenvolvimento. V&aacute;rias experi&ecirc;ncias demonstram que   tecnologias concebidas em determinada realidade, ao serem transferidas para   outra, em um contexto distinto, devem sofrer modifica&ccedil;&otilde;es significativas, com o   intuito de adapt&aacute;-las &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es peculiares &agrave; regi&atilde;o a que se destinam e &agrave;   sua popula&ccedil;&atilde;o. Popula&ccedil;&otilde;es com culturas e tradi&ccedil;&otilde;es pr&oacute;prias, diferentes n&iacute;veis   de educa&ccedil;&atilde;o formal, conhecimento tecnol&oacute;gico e formas de produ&ccedil;&atilde;o requerem   solu&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas peculiares. Este problema &eacute; ainda mais grave na agricultura,   na qual fatores clim&aacute;ticos, geogr&aacute;ficos e de cultivares influenciam diretamente   a adequa&ccedil;&atilde;o (ou n&atilde;o) de tecnologias importadas. Dentro de um mesmo pa&iacute;s podem   existir grandes diferen&ccedil;as regionais que devem ser consideradas na concep&ccedil;&atilde;o,   planejamento e implanta&ccedil;&atilde;o de tecnologias, aspecto particularmente importante   no Brasil. A quest&atilde;o, nestes casos, reside na investiga&ccedil;&atilde;o sobre a real   situa&ccedil;&atilde;o do trabalho rural, incluindo vari&aacute;veis normalmente n&atilde;o previstas pelos   projetistas, como situa&ccedil;&otilde;es de "utiliza&ccedil;&atilde;o degradada" ou restri&ccedil;&otilde;es de   manuten&ccedil;&atilde;o comuns em situa&ccedil;&otilde;es de campo. A abordagem voltada para o usu&aacute;rio   busca contribuir, desta forma, na investiga&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es reais de utiliza&ccedil;&atilde;o   do equipamento, fornecendo novos elementos para a equipe de projeto. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3 A tra&ccedil;&atilde;o animal</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A   energia animal foi adotada como par&acirc;metro neste estudo por ser de grande   import&acirc;ncia para o desenvolvimento da agricultura, principalmente nas pequenas   e m&eacute;dias propriedades, em regi&otilde;es pioneiras ou em condi&ccedil;&otilde;es desfavor&aacute;veis de   topografia. Isto indica que h&aacute; grande potencial para a utiliza&ccedil;&atilde;o desta forma   de energia, sendo este um segmento pouco atendido pelas f&aacute;bricas de   implementos, mais voltadas no desenvolvimento de equipamentos adequados &agrave;   utiliza&ccedil;&atilde;o em grandes propriedades. Apesar de restri&ccedil;&otilde;es de ordem econ&ocirc;mica e   t&eacute;cnica ao aproveitamento da energia animal, esta apresenta vantagens   relevantes, que merecem ser analisadas: trata-se de fonte de energia abundante,   renov&aacute;vel, descentralizada e m&oacute;vel, que n&atilde;o depende de insumos (como   combust&iacute;veis) ou equipamentos importados que ocasionem depend&ecirc;ncia externa. O   custo do investimento &eacute; baixo, se comparado com alternativas tecnol&oacute;gicas como   o trator mec&acirc;nico, que n&atilde;o &eacute; acess&iacute;vel &agrave; maioria dos agricultores em pequenas   propriedades em diferentes regi&otilde;es do mundo. Al&eacute;m disso, ela se presta ao uso   em regi&otilde;es de topografia acidentada para a qual a mecaniza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; apropriada.   Tamb&eacute;m a gera&ccedil;&atilde;o de empregos, em confronto com a moto-mecaniza&ccedil;&atilde;o, &eacute; muito   maior, sendo este um fator importante a se considerar onde h&aacute; grande   disponibilidade de m&atilde;o de obra e a necessidade de gera&ccedil;&atilde;o de renda. Por fim, a   utiliza&ccedil;&atilde;o da tra&ccedil;&atilde;o animal como fonte de energia em estabelecimentos servidos   apenas pela for&ccedil;a humana representa sem d&uacute;vida um substancial progresso   tecnol&oacute;gico e grandes ganhos em produtividade. Al&eacute;m disso, h&aacute; uma ineg&aacute;vel   melhoria nas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho do agricultor a partir da utiliza&ccedil;&atilde;o deste   tipo de tra&ccedil;&atilde;o, visto que grande parte do esfor&ccedil;o f&iacute;sico &eacute; transferida para o   animal.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>4 A metodologia de pesquisa</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A primeira   fase da pesquisa foi realizada a partir de observa&ccedil;&otilde;es livres (n&atilde;o   sistem&aacute;ticas), etapa do m&eacute;todo de AET (GU&Eacute;RIN et al., 2001). Estas observa&ccedil;&otilde;es demonstraram que as vari&aacute;veis   relevantes &agrave; compreens&atilde;o da atividade eram o deslocamento, postura, tomada de   informa&ccedil;&atilde;o e dire&ccedil;&atilde;o do olhar, o que foi verificado em observa&ccedil;&otilde;es detalhadas.   De fato, as observa&ccedil;&otilde;es posteriores, bem como refer&ecirc;ncias consultadas (SANTOS,   1986) demonstraram que o acompanhamento do fluxo de sementes e adubo &eacute;   essencial &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o satisfat&oacute;ria da tarefa proposta. Sendo assim, definiu-se   que a localiza&ccedil;&atilde;o mais adequada para o condutor seria atr&aacute;s do mecanismo da   semeadora, em tal situa&ccedil;&atilde;o que fosse poss&iacute;vel o acompanhamento constante do   funcionamento da m&aacute;quina.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a   concep&ccedil;&atilde;o da nova semeadora a partir de uma abordagem centrada no usu&aacute;rio,   foram realizadas diversas observa&ccedil;&otilde;es em campo (<a href="#fig02">Figura 2</a>) com o uso do chassi em outras   aplica&ccedil;&otilde;es (como cultivadores de mola), ao longo de aproximadamente um m&ecirc;s, uma   vez que o prot&oacute;tipo da semeadora n&atilde;o havia sido constru&iacute;do. Al&eacute;m disso, foram   levantadas as principais caracter&iacute;sticas (t&eacute;cnicas e dimensionais) de algumas   das semeadoras &agrave; tra&ccedil;&atilde;o animal dispon&iacute;veis no mercado brasileiro, tendo sido   tamb&eacute;m acompanhado o uso de um destes modelos em situa&ccedil;&atilde;o de plantio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tendo em   vista o fato de que as condi&ccedil;&otilde;es de uso de semeadoras apresentam   caracter&iacute;sticas muito distintas daquelas observadas em outras etapas do   processo de cultivo, foi realizada tamb&eacute;m uma revis&atilde;o de literatura sobre o   tema, levantando especialmente as necessidades posturais e de tomada de   informa&ccedil;&atilde;o no uso de equipamentos agr&iacute;colas. Este aspecto foi especialmente   importante, tendo em vista o fato de que o projeto foi conduzido a partir da   adapta&ccedil;&atilde;o de um sistema t&eacute;cnico originalmente desenvolvido para tra&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica   (<a href="#fig03">Figura 3</a>) para a tra&ccedil;&atilde;o animal. Foi constru&iacute;do um prot&oacute;tipo da semeadora,   mas somente para a avalia&ccedil;&atilde;o do funcionamento do sistema t&eacute;cnico proposto   (<a href="#fig04">Figura 4</a>). </font></p>     <p><a name="fig04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/gp/v19n1/a06fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A   ergonomia (em especial a AET) pressup&otilde;e uma an&aacute;lise detalhada da atividade em   situa&ccedil;&atilde;o real, realizada a partir das observa&ccedil;&otilde;es de campo. Entretanto, n&atilde;o   existia uma situa&ccedil;&atilde;o anterior de uso de semeadora em semelhante chassi, mais   largo do que outros modelos existentes no mercado. Com efeito, o projeto previa   a utiliza&ccedil;&atilde;o da semeadora em duas linhas, o que tornava a m&aacute;quina mais est&aacute;vel   do que outras existentes, que funcionam em apensa uma linha. N&atilde;o foi   identificada, na pesquisa de similares no mercado, nenhuma semeadora com tais   caracter&iacute;sticas. A interven&ccedil;&atilde;o configura-se, desta forma, em uma abordagem   situada entre aquelas denominadas por Iida (2005) como "ergonomia de corre&ccedil;&atilde;o"   (visto que tratava da adequa&ccedil;&atilde;o do chassi existente) e "ergonomia de concep&ccedil;&atilde;o"   (visto que a semeadora apresentou diversos aspectos in&eacute;ditos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s   demais existentes no mercado). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste caso, a abordagem ergon&ocirc;mica foi   complementada por algumas ferramentas adaptadas a partir das descritas nas   normas ISO/TR 13407: <i>Human-Centred Design Process for Interactive     Systems</i> (INTERNATIONAL.., 1999), e ISO/TR 18529 (INTERNATIONAL..., 2000): Observa&ccedil;&atilde;o de   usu&aacute;rios; Question&aacute;rios; Entrevistas; e Avalia&ccedil;&atilde;o de Perito. A forma de   aplica&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rios, em especial, diferiu das entrevistas e   verbaliza&ccedil;&otilde;es previstas na AET. Foram dirigidas a pesquisadores (neste caso   considerados "peritos") e buscavam abordar aspectos t&eacute;cnicos relacionados &agrave;   utiliza&ccedil;&atilde;o do equipamento, como, por exemplo, a compatibilidade de diferentes   sistemas de plantio &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de determinado sistema de sulcagem de solo, o   que acabava por interferir com o esfor&ccedil;o demandado e com o per&iacute;odo "&oacute;timo" para   plantio. Desta forma, foi poss&iacute;vel a constru&ccedil;&atilde;o de uma base de informa&ccedil;&otilde;es que   serviu &agrave; constru&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o a ser abordada no projeto em v&aacute;rios aspectos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como   elemento essencial para a complementa&ccedil;&atilde;o da abordagem, foi utilizada uma   revis&atilde;o de literatura acerca das implica&ccedil;&otilde;es da transfer&ecirc;ncia de tecnologia   entre realidades distintas, para que a antropotecnologia fosse incorporada como   "filosofia de projeto" ao processo de concep&ccedil;&atilde;o da solu&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica. Este   aspecto revelou-se especialmente importante, pois ressaltou a import&acirc;ncia da   adequa&ccedil;&atilde;o da solu&ccedil;&atilde;o final &agrave;s diferentes realidades encontradas no campo   brasileiro como elemento essencial &agrave; aceita&ccedil;&atilde;o do produto pelos usu&aacute;rios   finais. Neste caso, mais uma vez a utiliza&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rios enviados aos   pesquisadores mostrou-se pertinente ao desenvolvimento da nova m&aacute;quina. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por   fim, para o dimensionamento dos comandos da m&aacute;quina e determina&ccedil;&atilde;o de &acirc;ngulos   de vis&atilde;o necess&aacute;rios ao alcance das informa&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias &agrave; atividade de   trabalho, foram utilizadas tabelas antropom&eacute;tricas dispon&iacute;veis, como Dreyfuss   (2001) e Ferreira (1988). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>5 A semeadora-adubadora</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para   o desenvolvimento da semeadora&#8209;adubadora de   tra&ccedil;&atilde;o animal, parte-se do princ&iacute;pio de que &eacute; imprescind&iacute;vel considerar as   reais necessidades da popula&ccedil;&atilde;o usu&aacute;ria e os dados geogr&aacute;ficos, clim&aacute;ticos,   demogr&aacute;ficos, culturais e sociol&oacute;gicos de cada regi&atilde;o, sob pena de n&atilde;o se   conseguir de forma adequada a transfer&ecirc;ncia e difus&atilde;o da nova solu&ccedil;&atilde;o,   principalmente em se tratando de tecnologias ligadas ao meio rural,   tradicionalmente mais conservador. Neste caso espec&iacute;fico, em se tratando da   implanta&ccedil;&atilde;o de equipamentos agr&iacute;colas &agrave; tra&ccedil;&atilde;o animal em diversas regi&otilde;es do   Brasil, conv&eacute;m considerar que:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149; A exist&ecirc;ncia de diversos n&iacute;veis de compet&ecirc;ncia entre uma     popula&ccedil;&atilde;o e outra (alguns trabalhadores mais familiariz&shy;ados que outros com     aspectos mec&acirc;nicos, alguns analfabetos, alguns mais habilitados ao adestramento     de diferentes esp&eacute;cies animais) pode implicar no planejamento de processos de     forma&ccedil;&atilde;o diferen&shy;ciados, de     forma a atender satisfatoriamente aos v&aacute;rios grupos;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149; As diferen&ccedil;as geogr&aacute;ficas, os diferentes tipos de solo, as     caracter&iacute;sticas do terreno, podem fazer com que alguns equipamentos sejam bem     mais aceitos e tenham um melhor desempenho em uma regi&atilde;o que em outra.</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As   diferen&ccedil;as clim&aacute;ticas podem implicar em uma organiza&ccedil;&atilde;o de trabalho espec&iacute;fica   (n&uacute;mero de pausas, repouso) para cada situa&ccedil;&atilde;o. Em regi&otilde;es onde o trabalhador &eacute;   exposto a temperaturas mais elevadas, os equipamentos mais pesados e/ou que   impliquem num maior disp&ecirc;ndio f&iacute;sico por parte do agricultor podem apresentar   maiores inconvenientes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua aceita&ccedil;&atilde;o pelos usu&aacute;rios;</font></p>     <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149; As diferen&ccedil;as demogr&aacute;ficas (disponibilidade de m&atilde;o de obra), os     meios de comunica&ccedil;&atilde;o existentes, o acesso aos programas de forma&ccedil;&atilde;o podem     exigir uma dupla de operadores para conduzir o equipamento e os animais ao     inv&eacute;s de uma &uacute;nica pessoa. Al&eacute;m disso, o animal (ou animais) utilizado pode     requerer uma segunda pessoa para dire&ccedil;&atilde;o deste animal.</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m destes,   outros fatores que influenciam no aumento dos custos do trabalho com a tra&ccedil;&atilde;o   animal (SANTOS, 1986):</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149; O clima;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149; As restri&ccedil;&otilde;es temporais (prazos de execu&ccedil;&atilde;o de trabalhos em     fun&ccedil;&atilde;o da condi&ccedil;&atilde;o &oacute;tima do ambiente f&iacute;sico, per&iacute;odos de ponta);</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149; Os esfor&ccedil;os f&iacute;sicos demandados pelo equipamento, bem como as     posturas necess&aacute;rias para captar informa&ccedil;&otilde;es;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149; O animal utilizado (e consequentemente a velocidade e for&ccedil;a de     tra&ccedil;&atilde;o) e condi&ccedil;&otilde;es de marcha que demandam maiores esfor&ccedil;os f&iacute;sicos por parte     do operador (ex. terreno arcado, com pedras, etc.);</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149; As dif&iacute;ceis manobras impostas ao final das linhas por certos     equipamentos e pela utiliza&ccedil;&atilde;o de juntas de animais;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149; A experi&ecirc;ncia e compet&ecirc;ncia dos operadores (durante a fase de     aprendizagem de opera&ccedil;&atilde;o da nova m&aacute;quina ele poder&aacute; ter um disp&ecirc;ndio energ&eacute;tico     maior).</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>5.1 A   quest&atilde;o da fadiga</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A   fadiga pode ser considerada como uma diminui&ccedil;&atilde;o revers&iacute;vel da capacidade   funcional de um &oacute;rg&atilde;o ou de um organismo em consequ&ecirc;ncia de uma atividade   (IIDA, 2005). Ela pode ser normalmente recuperada ap&oacute;s um per&iacute;odo de pausa ou   descanso. O conceito de fadiga inclui tanto a redu&ccedil;&atilde;o objetiva da capacidade   dos mecanismos neuromusculares, quanto os sentimentos subjetivos de desconforto   e cansa&ccedil;o. No caso do trabalhador rural, quando este utiliza a semeadora de   tra&ccedil;&atilde;o animal, a fadiga prov&eacute;m principalmente de determinados fatores,   apontados a seguir:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149; Esfor&ccedil;o de estabiliza&ccedil;&atilde;o da m&aacute;quina, pois as semeadoras     convencionais, de apenas uma linha, s&atilde;o bastante altas, o que as torna muito     inst&aacute;veis. Mesmo estando paradas, &eacute; muitas vezes dif&iacute;cil mant&ecirc;-las de p&eacute;. Este     &eacute; um item que requer esfor&ccedil;o e aten&ccedil;&atilde;o constantes por parte do operador, sob o     risco de tombamento da m&aacute;quina;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149; Realiza&ccedil;&atilde;o de manobras ao final de cada linha de plantio. A     m&aacute;quina deve ter sua parte traseira levantada e girar 180º sobre a roda     dianteira. Quando h&aacute; utiliza&ccedil;&atilde;o de uma junta de bois este trabalho &eacute; ainda mais     dif&iacute;cil, dadas as caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas destes animais. Se for levado em     considera&ccedil;&atilde;o o peso destas m&aacute;quinas, que chega a setenta quilos estando vazias,     ter-se-&aacute; uma ideia do esfor&ccedil;o despendido;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149; Levantamento da m&aacute;quina para retirada da palha do dispositivo de     plantio, quando h&aacute; embuchamento;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149; Corre&ccedil;&otilde;es da trajet&oacute;ria da m&aacute;quina com a estabiliza&ccedil;&atilde;o. O     operador tem que estar atento tamb&eacute;m &agrave; trajet&oacute;ria assumida pela m&aacute;quina, tendo     que realizar constantemente corre&ccedil;&otilde;es, visando manter a qualidade do trabalho e     o paralelismo das linhas de plantio;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149; Abastecimento dos dep&oacute;sitos de semente e fertilizante, realizado     v&aacute;rias vezes por hectare, de acordo com o tamanho das sementes e/ou densidade     do plantio. O agricultor leva para o campo v&aacute;rios sacos de sementes,     deixando-os em pontos estrat&eacute;gicos para o reabastecimento da m&aacute;quina no momento     adequado;</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>5.2 O   aspecto postural</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em termos de   avalia&ccedil;&atilde;o da atividade, a postura assume uma import&acirc;ncia central, pois &eacute; uma   vari&aacute;vel facilmente observ&aacute;vel (GU&Eacute;RIN et al<i>., </i>2001) e   relacionada diretamente &agrave;s necessidades da atividade, como aplica&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as   e tomada de informa&ccedil;&otilde;es relevantes ao desenvolvimento do trabalho. Pheasant e   Harris (1982 apud IIDA, 2005) analisam as mudan&ccedil;as ocorridas ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o   de sistemas de tra&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nicos na agricultura. A invers&atilde;o da posi&ccedil;&atilde;o do   agricultor (colocado agora &agrave; frente do implemento) leva &agrave; necessidade de   cont&iacute;nua tor&ccedil;&atilde;o do tronco, de maneira a acompanhar a evolu&ccedil;&atilde;o do cultivo pelo   implemento puxado pelo trator. Trata-se de uma clara inadequa&ccedil;&atilde;o, visto que a   a&ccedil;&atilde;o do implemento no solo &eacute; uma fundamental fonte de tomada de informa&ccedil;&atilde;o para   que a tarefa seja conduzida de forma adequada. Curiosamente, mesmo em an&uacute;ncios   antigos, datados do in&iacute;cio do s&eacute;culo passado, as semeadoras em duas ou mais   linhas &agrave; tra&ccedil;&atilde;o animal previam o agricultor sentado sobre o equipamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir da   AET com a semeadora-adubadora, pode-se perceber que as posturas assumidas   durante o trabalho de semeadura denotam a grande import&acirc;ncia do controle, pelo   operador, da sa&iacute;da de sementes do dep&oacute;sito. Como consequ&ecirc;ncia da explora&ccedil;&atilde;o   visual necess&aacute;ria &agrave; execu&ccedil;&atilde;o da semeadura, o operador da semeadora-adubadora   (posicionado atr&aacute;s do implemento) assume uma postura inclinada para frente   durante mais de 50% do tempo de trabalho. Com a observa&ccedil;&atilde;o, verificou-se que o   operador controla de maneira cont&iacute;nua a sa&iacute;da de sementes e que a cada dez   minutos, em m&eacute;dia, verifica o n&iacute;vel de sementes no dep&oacute;sito. Outro dado   importante no que se refere &agrave; postura &eacute; a posi&ccedil;&atilde;o das rabi&ccedil;as (instrumentos de   pega do operador nos implementos &agrave; tra&ccedil;&atilde;o animal), nem sempre em regulagens que   permitam altura e/ou largura adequadas. Seu melhor dimensionamento poderia   reduzir bastante os custos posturais do operador.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>6 Recomenda&ccedil;&otilde;es para melhoria no equipamento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma melhoria   dos equipamentos se faz necess&aacute;ria, portanto, de maneira a aumentar seu   desempenho, e ao mesmo tempo propiciar aos usu&aacute;rios melhores condi&ccedil;&otilde;es de   trabalho. Deve-se prever sempre que poss&iacute;vel que o usu&aacute;rio trabalhe em postura   adequada, sem a necessidade de esfor&ccedil;o exagerado e com boas condi&ccedil;&otilde;es de   visibilidade para controle de seu sistema &agrave; tra&ccedil;&atilde;o animal. Cabe ainda aos novos   projetos de equipamentos agr&iacute;colas &agrave; tra&ccedil;&atilde;o animal:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149; Melhorar o desenho da barra de tra&ccedil;&atilde;o do implemento, de forma     que este possa "pivotar" e facilitar as manobras, grandes fontes de disp&ecirc;ndio     energ&eacute;tico;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149; Simplificar e aprimorar os sistemas de regulagem da m&aacute;quina, de     maneira que a manuten&ccedil;&atilde;o seja realizada de forma mais r&aacute;pida e eficiente;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149; Priorizar e facilitar o acesso &agrave;s formas de informa&ccedil;&atilde;o     necess&aacute;rias &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o de suas estrat&eacute;gias de a&ccedil;&atilde;o (por exemplo, &aacute;rea de     sa&iacute;da de sementes). Nestes casos, a avalia&ccedil;&atilde;o do operador sobre os resultados     alcan&ccedil;ados pelo equipamento &eacute; essencial ao desenvolvimento da atividade;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149; Evitar o trabalho nas horas mais quentes do dia, seja por meio     de formas de organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho como pela ado&ccedil;&atilde;o de cultivares (ou     variedades) que permitam um per&iacute;odo de plantio mais longo;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149; Informar aos agricultores n&atilde;o somente a l&oacute;gica de utiliza&ccedil;&atilde;o das     m&aacute;quinas, mas tamb&eacute;m a l&oacute;gica de seu funcionamento mec&acirc;nico, capacitando-os a     diagnosticar defeitos e efetuar pequenos reparos do material em campo;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149; Desenvolver implementos a partir de elementos incorporados pelo     agricultor, de seu <i>"saber fazer",</i> de maneira que estes possam ser mais     bem adaptados e mais aceitos pelos agricultores; </font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149; Desenvolver solu&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas alternativas de maneira a atender     a diferentes demandas apresentadas por usu&aacute;rios distintos. Neste caso, a     concep&ccedil;&atilde;o de uma base comum (o chassi) permite uma forma de "projeto modular",     reduzindo os custos de produ&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o de equipamentos amplamente adaptados     &agrave;s diferen&ccedil;as regionais ou mesmo &agrave;s caracter&iacute;sticas de cada agricultor;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149; Capacitar os fornecedores dos equipamentos, sejam empresas     privadas ou p&uacute;blicas (como servi&ccedil;os de extens&atilde;o rural), no diagn&oacute;stico da     solu&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica (e dimensional) mais adequada a cada agricultor, com base no     conceito de modularidade dos implementos acoplados ao chassi;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149; Divulgar novas t&eacute;cnicas agr&iacute;colas aos produtores, de forma que     estes tenham maior quantidade de op&ccedil;&otilde;es para elabora&ccedil;&atilde;o de seu trabalho,     utilizando cultivares ou variedades que permitam, por exemplo, uma &eacute;poca de     plantio mais longa;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149; Difundir manuais de opera&ccedil;&atilde;o das m&aacute;quinas aos operadores (estes     devem ser adequados de maneira a atender de maneira satisfat&oacute;ria mesmo os     analfabetos).</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No caso do   projeto proposto, a partir do sistema t&eacute;cnico de semeadura inicialmente   previsto para uso com tra&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica, foi constru&iacute;da uma vers&atilde;o mais leve e   compacta, a ser acoplada no chassi original (<a href="#fig04">Figura 4</a>). N&atilde;o foi constru&iacute;do,   por outro lado, um prot&oacute;tipo com as caracter&iacute;sticas propostas a partir do   estudo para testes de campo em situa&ccedil;&atilde;o real. Em se lugar, foi constru&iacute;da uma   maquete com as altera&ccedil;&otilde;es propostas (<a href="#fig05">Figura 5</a>). Embora seja uma limita&ccedil;&atilde;o   para a avalia&ccedil;&atilde;o dos resultados do estudo, podem ser observadas altera&ccedil;&otilde;es   interessantes no projeto, no sentido de tornar o equipamento mais adequado &agrave;s   situa&ccedil;&otilde;es reais de trabalho no campo, considerando os diferentes componentes da   carga de trabalho (WISNER, 1987).</font></p>     <p><a name="fig05"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/gp/v19n1/a06fig05.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como   exemplo para a redu&ccedil;&atilde;o do componente f&iacute;sico da carga de trabalho, chama-se a   aten&ccedil;&atilde;o (<a href="/img/revistas/gp/v19n1/a07fig06.jpg">Figura 6</a>) para o dimensionamento e curvatura das rabi&ccedil;as, visando   uma empunhadura confort&aacute;vel em situa&ccedil;&otilde;es extremas. Foram propostas rabi&ccedil;as mais   longas do que as tradicionais, que permitem maior facilidade nas manobras e   mudan&ccedil;as de dire&ccedil;&atilde;o do equipamento. A utiliza&ccedil;&atilde;o de duas ou at&eacute; tr&ecirc;s linhas de   plantio d&aacute; tamb&eacute;m maior estabilidade ao equipamento, diminuindo ainda mais os   esfor&ccedil;os do usu&aacute;rio. As rabi&ccedil;as mais longas permitem tamb&eacute;m uma melhor e   cont&iacute;nua fiscaliza&ccedil;&atilde;o do trabalho executado, sem maiores esfor&ccedil;os posturais. O   di&acirc;metro adotado para empunhadura foi de 25 mm (definidos a partir de   DREYFUSS, 2001), considerando-se a utiliza&ccedil;&atilde;o de cobertura emborrachada.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um aspecto importante para o componente   cognitivo do trabalho &eacute; que o agricultor tenha acesso cont&iacute;nuo &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es   de funcionamento da m&aacute;quina, como fluxo de sementes, funcionamento de   mecanismos e condi&ccedil;&otilde;es de execu&ccedil;&atilde;o do plantio. Foram consideradas as tomadas de   informa&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de sa&iacute;da das sementes e dist&acirc;ncia de vis&atilde;o do solo &agrave; frente   da m&aacute;quina, tendo em vista altura total do dep&oacute;sito de sementes. Neste caso   espec&iacute;fico, foi levantada uma quest&atilde;o importante, pois a vis&atilde;o &agrave; frente da   m&aacute;quina &eacute; reduzida &agrave; medida que a estatura do condutor decresce. Por outro   lado, deve-se considerar a exist&ecirc;ncia do animal de tra&ccedil;&atilde;o, o que traria de   qualquer forma a impossibilidade de vis&atilde;o do terreno &agrave; frente da m&aacute;quina.   Optou-se por manter o usu&aacute;rio em sua postura tradicional de trabalho, em p&eacute; e   atr&aacute;s da semeadora ainda que isso possa levar a um maior disp&ecirc;ndio f&iacute;sico. Por   outro lado, esta decis&atilde;o pode ser justificada pela pequena &aacute;rea de cultivo   prevista para situa&ccedil;&otilde;es de uso da m&aacute;quina.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por fim,   aspectos mec&acirc;nicos do implemento tamb&eacute;m devem ser observados para uma maior   adequa&ccedil;&atilde;o ao usu&aacute;rio. A utiliza&ccedil;&atilde;o de sistemas de plantio menos vulner&aacute;veis ao   embuchamento (acumulo de palha e restos de cultura no sistema de plantio)   facilita a opera&ccedil;&atilde;o de plantio e diminui o esfor&ccedil;o do operador, reduzindo a   necessidade de limpeza da m&aacute;quina, encurtando o tempo e facilitando todo o   processo de plantio, o que acaba por trazer benef&iacute;cios sobre a carga de   trabalho. Al&eacute;m disso, a ado&ccedil;&atilde;o de sistemas mec&acirc;nicos simples permite maior   facilidade para difus&atilde;o do implemento, visto que um maior n&uacute;mero de   agricultores poder&aacute; compreend&ecirc;-lo e utiliz&aacute;-lo sem maiores dificuldades.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>7 Conclus&otilde;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tendo   por base a revis&atilde;o de literatura e as observa&ccedil;&otilde;es realizadas durante a pesquisa   de campo, bem como em entrevistas junto a t&eacute;cnicos e agricultores, um conjunto   de sugest&otilde;es para melhoria de um modelo de semeadora-adubadora de tra&ccedil;&atilde;o animal   foi apresentado. Este visa atender ao maior n&uacute;mero poss&iacute;vel de recomenda&ccedil;&otilde;es   para satisfa&ccedil;&atilde;o das necessidades do usu&aacute;rio e minimiza&ccedil;&atilde;o de sua consider&aacute;vel   carga de trabalho. Neste caso, as conclus&otilde;es deste trabalho indicam que existem   in&uacute;meras oportunidades de melhoria nos equipamentos agr&iacute;colas existentes no   mercado, em especial em se tratando de implementos destinados aos pequenos propriet&aacute;rios   rurais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Durante muito tempo, tendo em vista um maior retorno financeiro   e as pr&oacute;prias pol&iacute;ticas de incentivo governamental, as empresas fabricantes   concentraram esfor&ccedil;os no desenvolvimento de implementos destinados a grandes   propriedades rurais, fazendo com que a tecnologia destinada ao pequeno produto   permanecesse "estagnada". Demonstra-se, portanto, a oportunidade para melhoria   destes equipamentos. Entretanto, procurou-se enfatizar neste trabalho que as   diferen&ccedil;as culturais, sociais, geogr&aacute;ficas e econ&ocirc;micas existentes entre as   diferentes regi&otilde;es do Pa&iacute;s, al&eacute;m da diversidade clim&aacute;tica e de cultivares,   levam &agrave; necessidade de desenvolvimento de solu&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas de caracter&iacute;sticas   bastante peculiares, de forma a atender satisfatoriamente &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es   existentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por   outro lado, ressalta-se que este trabalho esteve centrado na apresenta&ccedil;&atilde;o de   oportunidades de aplica&ccedil;&atilde;o de princ&iacute;pios de UCD no projeto de uma m&aacute;quina   agr&iacute;cola, e n&atilde;o no aprimoramento de sistemas mec&acirc;nicos de plantio. Este &eacute; um   desafio que depende tamb&eacute;m de outras ferramentas de projeto do produto, como,   por exemplo, formas de projeto para modularidade. A partir de um chassi b&aacute;sico,   podem ser desenvolvidas in&uacute;meras solu&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas e de usabilidade, que podem   ser adequadas &agrave;s diferentes condi&ccedil;&otilde;es observadas, bem como &agrave;s diferentes   caracter&iacute;sticas dos usu&aacute;rios. Utilizando-se um sistema de produto modular, os   custos de produ&ccedil;&atilde;o e aquisi&ccedil;&atilde;o seriam reduzidos, enquanto os servi&ccedil;os de   extens&atilde;o rural poderiam ser os respons&aacute;veis pela orienta&ccedil;&atilde;o aos agricultores   sobre as melhores op&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis em cada situa&ccedil;&atilde;o. Seria assim poss&iacute;vel a   constru&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es adequadas &agrave;s diferen&ccedil;as regionais em termos de clima,   terreno, necessidades de cultura e mesmo com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s distintas caracter&iacute;sticas   dos usu&aacute;rios. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No   caso apresentado, a escolha de uma m&aacute;quina &agrave; tra&ccedil;&atilde;o animal decorre   principalmente de um maior n&uacute;mero de vari&aacute;veis envolvidas, visto que os   profissionais envolvidos com m&aacute;quinas de tra&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica normalmente possuem   (ou deveriam possuir) forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica para a tarefa. Desta forma,   acredita-se que, no caso da tra&ccedil;&atilde;o animal, exista maior relev&acirc;ncia dos saberes   tradicionais, n&atilde;o formais, ligados &agrave; experi&ecirc;ncia do agricultor. Este aspecto   acabou por tornar a pesquisa mais ampla e rica em seus resultados. Naturalmente   os princ&iacute;pios de UCD podem e devem ser aplicados ao desenvolvimento de qualquer   solu&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica ligada &agrave; atividade rural, seja em pequenas propriedades com   fortes restri&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas e/ou financeiras como em grandes empreendimentos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ressalta-se   que a principal contribui&ccedil;&atilde;o do estudo apresentado concentra-se em uma   abordagem te&oacute;rica sobre o problema, bem como a proposi&ccedil;&atilde;o de uma s&eacute;rie de   recomenda&ccedil;&otilde;es baseadas em: 1) revis&atilde;o de literatura, e 2) observa&ccedil;&otilde;es do uso de   outros implementos em campo, que contribu&iacute;ram para a elabora&ccedil;&atilde;o de uma solu&ccedil;&atilde;o   t&eacute;cnica que incorporasse as caracter&iacute;sticas de adequa&ccedil;&atilde;o aos usu&aacute;rios   propostos, bem como atendesse &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es observadas em campo. Entretanto, n&atilde;o   foi poss&iacute;vel a constru&ccedil;&atilde;o de um prot&oacute;tipo completo da semeadora a partir das   sugest&otilde;es de melhoria, o que n&atilde;o permite uma compara&ccedil;&atilde;o dos resultados   alcan&ccedil;ados em termos de, por exemplo, redu&ccedil;&atilde;o do tempo ou do esfor&ccedil;o f&iacute;sico   requerido para as diversas opera&ccedil;&otilde;es de plantio, ou avalia&ccedil;&otilde;es de natureza mais   qualitativa, como a percep&ccedil;&atilde;o do conforto pelos usu&aacute;rios em situa&ccedil;&atilde;o real de   uso da m&aacute;quina em compara&ccedil;&atilde;o com outros implementos de fun&ccedil;&atilde;o similar. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; importante   observar que a abordagem utilizada e os resultados propostos demonstram ser   adequados para o desenvolvimento de implementos agr&iacute;colas destinados a pequenos   produtores rurais. S&atilde;o, portanto, v&aacute;rios os aspectos que devem ser analisados   diante de um projeto ligado ao meio agr&iacute;cola, a partir de uma abordagem   centrada no usu&aacute;rio. Esta deve considerar aspectos espec&iacute;ficos do trabalho e da   vida rural, que apresentam grandes diferen&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o ao ambiente de   trabalho urbano, que &eacute; normalmente objeto de estudo pela ergonomia. O n&uacute;mero de   vari&aacute;veis aplicadas ao trabalho rural, ligadas a fatores clim&aacute;ticos,   geogr&aacute;ficos e de cultivares, por exemplo, torna mais complexa a an&aacute;lise,   demandando estrat&eacute;gias e ferramentas metodol&oacute;gicas espec&iacute;ficas na busca de   solu&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas que atendam &agrave;s necessidades do setor. A aplica&ccedil;&atilde;o desta   abordagem no projeto de m&aacute;quinas agr&iacute;colas pode contribuir para a solu&ccedil;&atilde;o de   diversas demandas do campo e na melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e de vida da   popula&ccedil;&atilde;o rural.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Agradecimentos </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O autor   agradece &agrave; equipe da Se&ccedil;&atilde;o de M&aacute;quinas de Colheita e Processamento de Produtos   Agr&iacute;colas da Divis&atilde;o de Engenharia Agr&iacute;cola do Instituto Agron&ocirc;mico de   Campinas, por meio do Dr. Claudio Alves Moreira, sem a qual seria imposs&iacute;vel a   realiza&ccedil;&atilde;o deste trabalho. O autor agradece tamb&eacute;m &agrave; Professora Maria Cec&iacute;lia   Pereira a gentileza do aux&iacute;lio na revis&atilde;o do texto e a pertin&ecirc;ncia das   observa&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias </b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ADLER, P. S.;   WINOGRAD, T. A. <b>Usability: </b>turning technologies into tools. Oxford:   Oxford University Press, Inc., 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0104-530X201200010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CARROL, C. et   al. Involving users in the design and usability evaluation of a clinical   decision support system. <b>Computer Methods and Programs in Biomedicine,</b> v. 69, n. 2, p.123-135, 2002. <a href="http://www.dx.doi.org/10.1016/S0169-2607(02)00036-6" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/S0169-2607(02)00036-6</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0104-530X201200010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">COSTA, S. F. <b>Usabilidade no projeto de produto: </b>um estudo   de caso na &aacute;rea de transmiss&atilde;o de energia. 2006. Disserta&ccedil;&atilde;o. (Mestrado em   Engenharia de Produ&ccedil;&atilde;o)- Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, Belo   Horizonte, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0104-530X201200010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DE ARA&Uacute;JO, A. G.; CAS&Atilde;O JUNIOR, R;   DE FIGUEIREDO, P. R. A. Field evaluation of animal traction equipment for soil   tillage in Brazil. <b>Agricultural Mechanization in Asia, Africa and Latin     America &#150; AMA, </b>v. 30, n. 3, p. 23-27, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0104-530X201200010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DREYFUSS, H. <b>Design for people</b>. New York: Allworth Press,   1955.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0104-530X201200010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DREYFUSS, H.The<b> measure of man and woman: </b>human factors in   design. New York: Dreyfuss Associates, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0104-530X201200010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FERREIRA, D. M. P. (Coord.). <b>Pesquisa antropom&eacute;trica e   biodin&acirc;mica dos oper&aacute;rios da ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o &#150; RJ. </b>Rio de   Janeiro: Instituto Nacional de Tecnologia, 1988. v. 1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0104-530X201200010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FREUND, J.; TAKALA, E-P; TOIVONEN, R. Effects of two ergonomic   aids on the usability of an in-line screwdriver. <b>Applied Ergonomics</b>, v.   31, n.4, p. 371-376,   2000. <a href="http://www.dx.doi.org/10.1016/S0003-6870(00)00005-3" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/S0003-6870(00)00005-3</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0104-530X201200010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">GARMER, K. et al. Application of usability testing to the   development of medical equipment: usability testing of a frequently used   infusion pump and a new user interface for an infusion pump developed with a   human factors approach. <b>International Journal of Industrial Ergonomics</b>, v. 29, n. 3, p. 145-159, 2002. <a href="http://www.dx.doi.org/10.1016/S0169-8141(01)00060-9" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/S0169-8141(01)00060-9</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0104-530X201200010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">GARMER, K.; YLV&Eacute;N, J. I. C.; KARLSSON, M. User participation in   requirements elicitation comparing focus group interviews and usability tests   for eliciting usability for medical equipment: a case study. <b>International     Journal of Industrial Ergonomics,</b> v.33, n.2, p. 85-98, 2004. <a href="http://www.dx.doi.org/10.1016/j.ergon.2003.07.005" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.ergon.2003.07.005</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0104-530X201200010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">GU&Eacute;RIN, F. et al. <b>Compreender o trabalho para transform&aacute;-lo: </b>a   pr&aacute;tica da ergonomia<b>.</b> S&atilde;o Paulo: Edgard Bl&uuml;cher, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0104-530X201200010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">IIDA, I. <b>Ergonomia: </b>projeto e produ&ccedil;&atilde;o. 2. ed. S&atilde;o Paulo:   Edgard Bl&uuml;cher, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0104-530X201200010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARTZATION &#150; ISO. <b>ISO/TR   13407</b>: Human-centred design process for interactive systems. Gen&egrave;ve:   International Organization for Standartzation, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0104-530X201200010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARTZATION &#150; ISO.<b> ISO/TR 18529:</b> Ergonomics of human-system interaction. Human-centred   lifecycle process descriptions. Gen&egrave;ve: International Organization for   Standartzation, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0104-530X201200010000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">JAFRY, T.; O'NEILL, D. H. The application of ergonomics in rural   development: a review.<b> Applied Ergonomics,</b> v. 31, n. 3, p.   263-268, 2000. <a href="http://www.dx.doi.org/10.1016/S0003-6870(99)00051-4" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/S0003-6870(99)00051-4</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0104-530X201200010000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">KOGI, K. Participatory methods effective for ergonomic   workplace improvement.<b> Applied Ergonomics,</b> v. 37, n. 4, p.   547-554, 2006. PMid:16756940. <a href="http://www.dx.doi.org/10.1016/j.apergo.2006.04.013" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.apergo.2006.04.013</a> </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0104-530X201200010000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">KROEMER, K. H. E.; GRANDJEAN, E. <b>Manual de ergonomia: </b>adaptando   o trabalho ao homem. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0104-530X201200010000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LIU, Y.; OSVALDER, A-L. Usability evaluation of a GUI prototype   for a ventilator machine. <b>Journal of Clinical Monitoring and Computing,</b> v. 18, n. 5-6, 2004. PMid:15957628. <a href="http://www.dx.doi.org/10.1007/s10877-005-7997-9" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1007/s10877-005-7997-9</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0104-530X201200010000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">NEMETH, C. P. <b>Human factors methods for design: </b>making systems human-centered. New   York: CRC Press, 2004. <a href="http://www.dx.doi.org/10.1201/9780203643662" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1201/9780203643662</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0104-530X201200010000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">NIELSEN, J. <b>Usability   engineering.</b> London: Academic Press, 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0104-530X201200010000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ORTIZ-LAUREL,   H.; R&Ouml;SSEL, D. 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New   York: John Wiley &amp; Sons, Inc., 1994, p.11</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0104-530X201200010000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SANTOS, V. <b>A   abordagem ergon&ocirc;mica da utiliza&ccedil;&atilde;o da tra&ccedil;&atilde;o animal em pequenas explora&ccedil;&otilde;es   agr&iacute;colas brasileiras.</b> Paris: Conservatoire National des Arts e M&eacute;tiers,   1986. 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SHAHNAVAZ, H. <b>Transfer of technology to industrial developing countries and human factors   considerations.</b> Lulea University (Sweden), Center for Ergonomics of   Developing Countries, 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0104-530X201200010000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SHINNO, H. et   al. <b>Product development methodology for machine tools</b>. Tokyo: Japanese   Society of Mechanical Engineering, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0104-530X201200010000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">WILSON, R. T.   The environmental ecology of oxen used for draught power. <b>Agriculture,     Ecosystems &amp; Environment</b>, v. 97, n. 1-3, p. 21-37, 2003. <a href="http://www.dx.doi.org/10.1016/S0167-8809(03)00118-X" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/S0167-8809(03)00118-X</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0104-530X201200010000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">WISNER, A. <b>Consecuencias   de la transfer&ecirc;ncia de tecnicas sobre as condiciones de trabajo.</b> Paris:   CNAN, 1985.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0104-530X201200010000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">WISNER, A. <b>Por   dentro do trabalho &#150; </b>ergonomia: m&eacute;todo &amp; t&eacute;cnica. S&atilde;o Paulo: FTD/Obor&eacute;,   1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0104-530X201200010000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">WISNER, A. <b>A   f&aacute;brica do futuro nos pa&iacute;ses de industrializa&ccedil;&atilde;o recente</b>: transfer&ecirc;ncia de   tecnologia ou reconcep&ccedil;&atilde;o global? Rio de Janeiro: COPPE/UFRJ, 1991. Texto de   palestra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0104-530X201200010000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em   18/6/2009     <br>   Aceito em 17/2/2011</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Suporte   financeiro: CNPq e FINEP.</font></p>      ]]></body><back>
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