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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Caracterização das alterações de linguagem em crianças com histórico de intoxicação por chumbo]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Characterization of language disorders in children with lead poisoning]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[BACKGROUND: lead poisoning can have a negative impact on the neuropsychological functions, including language, due to the damage it causes to the development of the Central Nervous System. AIM: to verify the occurrence of language disorders in children who suffered from led poisoning and to verify the correlation between the lead concentration level in the blood and the language disorders presented by the children. METHOD: language evaluation of 20 preschoolers, with lead concentration level in the blood above 10µg/dl. RESULTS: 13 children presented language impairment involving only phonology or more than one language subsystem. The statistical analysis indicated that no correlation exists between the severity of the language impairment and the concentration levels of lead. CONCLUSION: the number of children with language impairment indicates lead poisoning as a risk factor for the present alterations, even though other risk factors for language disorders were found and the absence of correlation between the investigated variables.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Intoxicação por Chumbo]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Transtornos do Desenvolvimento da Linguagem]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO ORIGINAL DE PESQUISA </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><a name="topo"></a> Caracteriza&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es de linguagem em crian&ccedil;as com hist&oacute;rico de intoxica&ccedil;&atilde;o por chumbo<a href="#obs"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>D&aacute;phine Luciana Costa Gahyva<sup>I,</sup><a href="#end"><sup>1</sup></a>; Patr&iacute;cia de Abreu Pinheiro Crenitte<sup>II</sup>; Magali de Lourdes Caldana<sup>III</sup>; Simone Rocha de Vasconcellos Hage<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Fonoaudi&oacute;loga. Mestre em    Fonoaudiologia pela Faculdade de    Odontologia de Bauru da Universidade    de S&atilde;o Paulo    <br>   <sup>II</sup>Fonoaudi&oacute;loga. Doutora em    Neuroci&ecirc;ncias pela Universidade de    Campinas. Professora do Curso de    Fonoaudiologia da Faculdade de    Odontologia de Bauru da Universidade    de S&atilde;o Paulo    <br>   <sup>III</sup>Fonoaudi&oacute;loga. Doutora em    Ling&uuml;&iacute;stica pela Universidade    Estadual Paulista de Araraquara.    Professora do Curso de    Fonoaudiologia da Faculdade de    Odontologia de Bauru da Universidade    de S&atilde;o Paulo</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>TEMA:</b> a intoxica&ccedil;&atilde;o por chumbo pode causar defici&ecirc;ncias neuropsicol&oacute;gicas, que incluem a linguagem, devido aos danos provocados no desenvolvimento do SNC.    <br>   <b>OBJETIVO:</b> verificar a ocorr&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es de linguagem em crian&ccedil;as com hist&oacute;rico de intoxica&ccedil;&atilde;o por chumbo e a correla&ccedil;&atilde;o entre o &iacute;ndice de chumbo sang&uuml;&iacute;neo e as altera&ccedil;&otilde;es de linguagem apresentadas pelas crian&ccedil;as.    <br>   <b>M&Eacute;TODO:</b> avalia&ccedil;&atilde;o da linguagem de 20 crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar, com &iacute;ndice de chumbo sang&uuml;&iacute;neo acima de 10 &#181;g/dl.    <br>   <b>RESULTADOS:</b> 13 crian&ccedil;as apresentaram dist&uacute;rbio de linguagem envolvendo somente a Fonologia ou mais de um subsistema ling&uuml;&iacute;stico. A an&aacute;lise estatistica revelou n&atilde;o existir correla&ccedil;&atilde;o entre a gravidade das altera&ccedil;&otilde;es e os &iacute;ndices de chumbo apresentado.    <br>   <b>CONCLUS&Atilde;O:</b> a ocorr&ecirc;ncia de crian&ccedil;as com dist&uacute;rbio de linguagem aponta a contamina&ccedil;&atilde;o por chumbo como um fator de risco para as altera&ccedil;&otilde;es apresentadas, mesmo tendo sido encontrados outros fatores que levem &agrave; defasagem no desenvolvimento da linguagem e aus&ecirc;ncia de correla&ccedil;&atilde;o entre as referidas variav&eacute;is. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-Chave: </b>Intoxica&ccedil;&atilde;o por Chumbo; Transtornos do Desenvolvimento da Linguagem; Cogni&ccedil;&atilde;o. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A literatura especializada tem apontado evid&ecirc;ncias de disfun&ccedil;&otilde;es neuropsicol&oacute;gicas causadas pela exposi&ccedil;&atilde;o ao chumbo, que incluem d&eacute;ficit de aten&ccedil;&atilde;o, mem&oacute;ria, intelig&ecirc;ncia, aprendizagem, linguagem, comportamento psicomotor, al&eacute;m de retardo no crescimento e efeitos neuroend&oacute;crinos, especialmente nos casos em que a concentra&ccedil;&atilde;o do metal no organismo ultrapassa o valor estabelecido como toler&aacute;vel, de at&eacute; 10mg/dl<sup>(1, 2, 3)</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar de uma s&eacute;rie de estudos apontar que n&iacute;veis elevados de chumbo exercem influ&ecirc;ncia no desenvolvimento das distintas habilidades cognitivas, tendo alguns encontrado, inclusive, associa&ccedil;&atilde;o entre a concentra&ccedil;&atilde;o do metal e o desempenho nas habilidades cognitivas avaliadas <sup>(4, 5, 6)</sup>, os resultados ainda s&atilde;o incongruentes. Alguns autores sugerem que mesmo as taxas de plumbemia inferiores &agrave;quelas aceit&aacute;veis pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de representam riscos para defasagem nas referidas habilidades <sup>(3, 7, 8, 9)</sup>. Por outro lado, determinados estudos n&atilde;o encontraram correla&ccedil;&atilde;o entre o &iacute;ndice de chumbo sang&uuml;&iacute;neo e as disfun&ccedil;&otilde;es neuropsicol&oacute;gicas manifestadas por crian&ccedil;as contaminadas, evidenciando que determinados fatores gen&eacute;ticos e ambientais podem acentuar os efeitos prejudiciais da subst&acirc;ncia no desenvolvimento neural, tornando determinadas crian&ccedil;as mais vulner&aacute;veis aos seus efeitos neurot&oacute;xicos, ou ainda que, apesar do chumbo ter influ&ecirc;ncia no desenvolvimento infantil, outros fatores ambientais podem ser preponderantes <sup>(10, 11, 12)</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando que as crian&ccedil;as em idade pr&eacute;escolar constituem um grupo com grande susceptibilidade aos efeitos do metal <sup>(8)</sup>, este trabalho verificou a ocorr&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es de linguagem em crian&ccedil;as com hist&oacute;rico de intoxica&ccedil;&atilde;o por chumbo, e ainda, a exist&ecirc;ncia de correla&ccedil;&atilde;o entre o &iacute;ndice de chumbo sang&uuml;&iacute;neo e as altera&ccedil;&otilde;es de linguagem apresentadas pelas mesmas. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M&eacute;todo </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta pesquisa teve a aprova&ccedil;&atilde;o do Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa (CEP) da Universidade de S&atilde;o Paulo, campus de Bauru (processo nº: 040/2003) e todos os respons&aacute;veis pelos sujeitos envolvidos consentiram na sua realiza&ccedil;&atilde;o e na divulga&ccedil;&atilde;o de seus resultados conforme resolu&ccedil;&atilde;o 196/96. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um acidente ambiental envolvendo uma empresa de baterias num determinado bairro da cidade de Bauru - SP levou &agrave; contamina&ccedil;&atilde;o do solo local e assim, parte dessa popula&ccedil;&atilde;o sofreu intoxica&ccedil;&atilde;o pelo metal chumbo, detectada atrav&eacute;s de exame hematol&oacute;gico, realizado pela Secretaria Municipal de Sa&uacute;de da cidade de Bauru por meio do Instituto Adolfo Lutz (IAL/SES-SP). Esse resultado indicou a necessidade de se realizar uma investiga&ccedil;&atilde;o visando avaliar as condi&ccedil;&otilde;es de desenvolvimento de todas as crian&ccedil;as de 0 a 12 anos residentes em &aacute;rea pr&oacute;xima &agrave; empresa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Especificamente na faixa et&aacute;ria dos 3:1 aos 6:11, 67 crian&ccedil;as que apresentaram n&iacute;vel de chumbo sang&uuml;&iacute;neo acima do valor estabelecido como toler&aacute;vel (de at&eacute; 10mg/dl) foram submetidas &agrave; triagem fonoaudiol&oacute;gica, que envolveu o uso do protocolo de triagem fonoaudiol&oacute;gica da disciplina Fonoaudiologia Preventiva do Departamento de Fonoaudiologia da USP - Bauru. Das 67 crian&ccedil;as, 40 falharam na triagem e foram convocadas para a realiza&ccedil;&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica. Destas 40 crian&ccedil;as, 20 compareceram para avalia&ccedil;&atilde;o de linguagem e constitu&iacute;ram a casu&iacute;stica deste trabalho, sendo doze do g&ecirc;nero masculino e oito do g&ecirc;nero feminino, com idade entre 3:1 a 6:11 anos (m&eacute;dia de idade de 5:1 anos). Elas apresentaram &iacute;ndice de chumbo sang&uuml;&iacute;neo entre 10,5 a 35,8mg/dl e tamb&eacute;m foram submetidas &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o audiol&oacute;gica, cujos limiares indicaram audi&ccedil;&atilde;o normal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As 20 crian&ccedil;as foram submetidas &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o de linguagem envolvendo os seguintes instrumentos: </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. Prova de fonologia do ABFW - Teste de Linguagem Infantil <sup>(13)</sup>.    <br>   2. Prova de vocabul&aacute;rio do ABFW - Teste de Linguagem Infantil <sup>(14)</sup>.    <br>   3. Teste de vocabul&aacute;rio por imagens Peabody, para avalia&ccedil;&atilde;o do vocabul&aacute;rio receptivo <sup>(15)</sup>.    <br>   4. Protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o da morfossintaxe <sup>(16)</sup>. Foi realizado registro em v&iacute;deo de amostra de linguagem de 20 minutos, sendo utilizados os seguintes crit&eacute;rios de an&aacute;lise: tipo de ora&ccedil;&atilde;o e de per&iacute;odo utilizados pelos sujeitos; extens&atilde;o das ora&ccedil;&otilde;es e ocorr&ecirc;ncia de desvios de flexionamento verbal e nominal.    <br>   5. Protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o de habilidades pragm&aacute;ticas <sup>(16)</sup>. Foi realizado registro em v&iacute;deo de amostra de linguagem por 20 minutos, sendo utilizados os seguintes crit&eacute;rios de an&aacute;lise: total de turnos verbais; total de turnos n&atilde;o verbais, n&uacute;mero de ocorr&ecirc;ncias em que a crian&ccedil;a iniciou turnos de conversa&ccedil;&atilde;o, n&uacute;mero de ocorr&ecirc;ncias de turnos em que a crian&ccedil;a respondeu e/ou manteve o t&oacute;pico de conversa&ccedil;&atilde;o, n&uacute;mero de ocorr&ecirc;ncias em que a crian&ccedil;a fez uso de turnos simples, n&uacute;mero de ocorr&ecirc;ncias em que a crian&ccedil;a fez uso de turnos expansivos. Foram elencadas as seguintes fun&ccedil;&otilde;es comunicativas para registro: instrumental; heur&iacute;stica, nomea&ccedil;&atilde;o, informativa, narrativa, de protesto e interativa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A avalia&ccedil;&atilde;o de linguagem foi complementada com as seguintes provas: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. Protocolo de Praxias Articulat&oacute;rias e Bucofaciais <sup>(17)</sup>.    <br>   2. Mem&oacute;ria auditiva imediata, por meio do subteste Mem&oacute;ria Seq&uuml;encial Auditiva do Teste Illinois de Habilidades Psicoling&uuml;&iacute;sticas - ITPA <sup>(18)</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram selecionadas especificamente essas provas por envolverem habilidades importantes para a aquisi&ccedil;&atilde;o lexical, recep&ccedil;&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o fonol&oacute;gica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise do desempenho dos pr&eacute;-escolares baseou-se nas pontua&ccedil;&otilde;es e escores obtidos nos diversos procedimentos de avalia&ccedil;&atilde;o de linguagem, o que possibilitou caracterizar o desenvolvimento de linguagem dos sujeitos como normal ou comprometido. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi tamb&eacute;m aplicado question&aacute;rio com o(s) respons&aacute;vel(is), contendo quest&otilde;es fechadas e abertas sobre gesta&ccedil;&atilde;o, intercorr&ecirc;ncias pr&eacute;, peri e p&oacute;s-natal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para investigar a exist&ecirc;ncia de correla&ccedil;&atilde;o entre o &iacute;ndice de chumbo sang&uuml;&iacute;neo e as altera&ccedil;&otilde;es de linguagem apresentadas pelas crian&ccedil;as, foi utilizado o Teste de Correla&ccedil;&atilde;o de Pearson (Programa PACOTICO) e adotado o n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5%. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todos os procedimentos foram realizados na Cl&iacute;nica de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de S&atilde;o Paulo. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na <a href="#tab1">Tabela 1</a> &eacute; poss&iacute;vel observar o desempenho geral apresentado pelas crian&ccedil;as para cada habilidade ling&uuml;&iacute;stica avaliada, ou seja, a porcentagem de crian&ccedil;as que apresentou desempenho considerado normal e alterado em cada subsistema ling&uuml;&iacute;stico avaliado, assim como nas provas complementares. </font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/pfono/v20n1/a10tab01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Analisando o desempenho individual, constatou-se que treze crian&ccedil;as (65%) apresentaram altera&ccedil;&otilde;es de linguagem, as quais envolveram somente a Fonologia (simplifica&ccedil;&otilde;es fonol&oacute;gicas n&atilde;o mais esperadas para a idade) ou mais de um subsistema ling&uuml;&iacute;stico (em geral, altera&ccedil;&otilde;es de vocabul&aacute;rio e de fonologia). O comprometimento da mem&oacute;ria auditiva imediata n&atilde;o esteve presente em apenas uma delas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como j&aacute; relatado, os respons&aacute;veis pelas crian&ccedil;as foram entrevistados a fim de obter informa&ccedil;&otilde;es referentes ao desenvolvimento e sa&uacute;de geral, especialmente aquelas mais relevantes para o prop&oacute;sito deste trabalho. Do total de crian&ccedil;as avaliadas (n = 20), sete (35%) apresentaram hist&oacute;rico de intercorr&ecirc;ncias que podem afetar o desenvolvimento da linguagem, como otites recidivas (n = 2), prematuridade (n = 1), antecedentes familiares para altera&ccedil;&otilde;es de linguagem (n = 2), intercorr&ecirc;ncias ao nascimento (n = 2). Vale ressaltar que todas essas crian&ccedil;as fazem parte do grupo com altera&ccedil;&otilde;es de linguagem. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="#tab2">Tabela 2</a> apresenta a distribui&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as quanto &agrave; idade, &iacute;ndice de chumbo apresentado, hist&oacute;rico de outras intercorr&ecirc;ncias (al&eacute;m do chumbo) e presen&ccedil;a ou n&atilde;o de altera&ccedil;&otilde;es de linguagem. </font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/pfono/v20n1/a10tab02.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Procurou-se investigar tamb&eacute;m a exist&ecirc;ncia de correla&ccedil;&atilde;o entre o &iacute;ndice de chumbo sang&uuml;&iacute;neo e as altera&ccedil;&otilde;es de linguagem apresentadas pelas crian&ccedil;as. O Teste de Correla&ccedil;&atilde;o de Pearson demonstrou n&atilde;o existir, neste caso, correla&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis referidas. Ou seja, o aumento da concentra&ccedil;&atilde;o do metal no sangue n&atilde;o determinou um pior desempenho de linguagem (r = 0,0421 e p = 0,860). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o </b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar de muitos estudos relacionados ao chumbo indicarem a ocorr&ecirc;ncia de preju&iacute;zos cognitivos gerais e de linguagem na popula&ccedil;&atilde;o contaminada, a literatura pertinente ainda n&atilde;o chegou a um consenso relativo aos efeitos neurot&oacute;xicos do metal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste estudo, 65% (n = 13) das crian&ccedil;as contaminadas pelo chumbo apresentaram altera&ccedil;&otilde;es de linguagem, sendo que destas, tr&ecirc;s apresentaram defasagens especificamente fonol&oacute;gicas. J&aacute; as outras dez apresentaram defasagem em mais de um sistema ling&uuml;&iacute;stico, prevalecendo a combina&ccedil;&atilde;o fonologia e vocabul&aacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No que tange ao aspecto do vocabul&aacute;rio, um n&uacute;mero superior de crian&ccedil;as apresentou pior desempenho na prova de vocabul&aacute;rio receptivo (n = 15) em rela&ccedil;&atilde;o ao expressivo (n = 8). Apesar de ser conhecido que o ser humano utiliza (l&eacute;xico expressivo) um n&uacute;mero bem inferior de palavras do que pode compreender (l&eacute;xico receptivo), isto nem sempre &eacute; constatado pelos instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o. O motivo para isso &eacute; que a avalia&ccedil;&atilde;o de linguagem por meio de testes n&atilde;o foge a certo grau de artificialidade, ou seja, muitas vezes, a forma como averigua-se a compreens&atilde;o de uma palavra depende do entendimento da crian&ccedil;a do que se quer. No caso do teste Peabody, o vocabul&aacute;rio receptivo &eacute; verificado pela escolha de uma figura,    dentre quatro que represente a palavra dita pelo avaliador. Muitas vezes, observamos que o sujeito, em especial as crian&ccedil;as, parece n&atilde;o entender na verdade o que &eacute; solicitado, o que torna a avalia&ccedil;&atilde;o da compreens&atilde;o mais dif&iacute;cil que sua express&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de vari&aacute;veis envolvidas. De qualquer forma, considerando os objetivos deste estudo, das 15 quinze crian&ccedil;as que apresentaram desempenho deficit&aacute;rio no Teste Peabody, somente dez foram classificadas como tendo altera&ccedil;&atilde;o de linguagem, por apresentarem dificuldades em outras provas al&eacute;m do referido teste.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como descrito na introdu&ccedil;&atilde;o, diversos trabalhos v&ecirc;m encontrando altera&ccedil;&otilde;es no desenvolvimento infantil, incluindo o de linguagem, causadas pela exposi&ccedil;&atilde;o ao chumbo, em especial nos casos em a concentra&ccedil;&atilde;o do metal no organismo ultrapassa o valor estabelecido como toler&aacute;vel, de 10mg/dl <sup>(1, 5, 6)</sup>. Apesar deste trabalho n&atilde;o ter encontrado uma correla&ccedil;&atilde;o significante entre &iacute;ndice de contamina&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de linguagem, n&atilde;o se pode deixar de apontar a contamina&ccedil;&atilde;o pelo chumbo como um fator de risco para altera&ccedil;&otilde;es no desenvolvimento da linguagem das crian&ccedil;as estudadas. Assim como em outros trabalhos realizados em que n&atilde;o foi poss&iacute;vel fazer tal correla&ccedil;&atilde;o <sup>(10, 11)</sup>, os autores n&atilde;o deixaram de apontar a influ&ecirc;ncia que a contamina&ccedil;&atilde;o por chumbo pode ter sobre o desenvolvimento infantil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por outro lado, muitos outros estudos encontraram uma correla&ccedil;&atilde;o entre o &iacute;ndice de chumbo e o desempenho cognitivo, inclusive em provas de linguagem, considerando crian&ccedil;as em idades variadas <sup>(1, 2, 4, 5, 6, 7)</sup>. Ou seja, ao comparar o desempenho de crian&ccedil;as com maiores e menores &iacute;ndices do metal, evidenciaram que aquelas que apresentaram maior &iacute;ndice tiveram pior desempenho nas habilidades avaliadas, o que torna mais evidente os efeitos da subst&acirc;ncia no neurodesenvolvimento infantil. Um deles, inclusive, verificou a presen&ccedil;a de associa&ccedil;&atilde;o inversa entre o n&iacute;vel de contamina&ccedil;&atilde;o e o desempenho de crian&ccedil;as pr&eacute;-escolares, em provas que avaliam o processamento auditivo central, mesmo controlando os fatores culturais/ambientais <sup>(4)</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; fato que outros fatores, al&eacute;m dos agentes neurot&oacute;xicos, podem levar &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es no sistema nervoso, e por conseq&uuml;&ecirc;ncia no desenvolvimento infantil, como os fatores gen&eacute;ticos e as diversas intercorr&ecirc;ncias pr&eacute;, peri e p&oacute;s-natais. Neste sentido, este estudo buscou tamb&eacute;m colher dados a respeito destes outros aspectos por meio de entrevista com os pais ou respons&aacute;veis. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Das 20 crian&ccedil;as avaliadas, sete (35%) apresentaram hist&oacute;rico de intercorr&ecirc;ncias que podem afetar o desenvolvimento infantil, incluindo o desenvolvimento de linguagem. Vale ressaltar que todas as sete pertenciam ao grupo com altera&ccedil;&otilde;es ling&uuml;&iacute;sticas. Estes achados nos remetem &agrave;s afirma&ccedil;&otilde;es de que fatores gen&eacute;ticos e ambientais podem acentuar os efeitos prejudiciais do chumbo no desenvolvimento neural, tornando determinadas crian&ccedil;as mais vulner&aacute;veis aos seus efeitos neurot&oacute;xicos <sup>(12)</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No que tange especificamente ao aspecto ambiental, &eacute; importante comentar que as crian&ccedil;as deste estudo pertencem a um meio s&oacute;cio-cultural carente, aspecto este que tamb&eacute;m pode ser um fator de risco para a defasagem observada no desenvolvimento da linguagem das mesmas. Este dado associado aos demais apresentados, n&atilde;o torna poss&iacute;vel atribuir as altera&ccedil;&otilde;es de linguagem encontradas unicamente aos efeitos neurot&oacute;xicos do chumbo. Como referenciado anteriormente, apesar do chumbo ter uma significativa influ&ecirc;ncia no desenvolvimento infantil, a presen&ccedil;a de fatores ambientais - como o n&iacute;vel cultural, n&iacute;vel de escolaridade dos pais e qualidade das escolas pode ser ainda mais agravante <sup>(10, 12)</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um outro dado que chama a aten&ccedil;&atilde;o e deve ser levantado quando se discute a linguagem, diz respeito &agrave; porcentagem de crian&ccedil;as que apresentaram altera&ccedil;&atilde;o na prova de mem&oacute;ria de curto prazo. Especificamente no caso da mem&oacute;ria auditiva imediata, 13 sujeitos (55%) manifestaram capacidade de memorizar limitada. Vale ressaltar que doze destas treze apresentaram altera&ccedil;&atilde;o em um ou mais dos subsistemas ling&uuml;&iacute;sticos, o que sugere uma rela&ccedil;&atilde;o entre dificuldades de linguagem e mem&oacute;ria. Sabe-se que no caso de crian&ccedil;as com dist&uacute;rbio espec&iacute;fico de linguagem (as quais est&atilde;o geralmente atrasadas no conhecimento de vocabul&aacute;rio e/ou outros subsistemas de linguagem, al&eacute;m da compreens&atilde;o) uma das hip&oacute;teses explicativas para algumas das dificuldades de linguagem observadas, refere-se a um sistema de mem&oacute;ria com capacidade limitada, enfatizando aqui as altera&ccedil;&otilde;es fonol&oacute;gicas e lexicais. Essa rela&ccedil;&atilde;o poderia estar ligada &agrave; proximidade entre os &iacute;ndices de altera&ccedil;&atilde;o de mem&oacute;ria, fonologia e vocabul&aacute;rio expressivo (75%, 65% e 55%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao falar em mem&oacute;ria, &eacute; poss&iacute;vel pensar numa fun&ccedil;&atilde;o cognitiva estreitamente relacionada &agrave; linguagem, a qual foi referenciada como sendo afetada prejudicialmente pela intoxica&ccedil;&atilde;o por chumbo, assim como outras fun&ccedil;&otilde;es cognitivas, mesmo em n&iacute;veis abaixo de 10mg/dl <sup>(3, 8, 9)</sup>. Os achados do presente estudo s&atilde;o compat&iacute;veis com os citados acima, visto que foi encontrado um valor consider&aacute;vel de preju&iacute;zo nessa fun&ccedil;&atilde;o. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar deste estudo ter se concentrado nas 20 crian&ccedil;as que compareceram para avalia&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, n&atilde;o se pode deixar de salientar que das 67 crian&ccedil;as que foram triadas, 40 falharam na triagem fonoaudiol&oacute;gica. Esses resultados, assim como outros encontrados na literatura apresentada, sugerem e refor&ccedil;am a necessidade de encarar o problema da exposi&ccedil;&atilde;o ao chumbo como um dos muito fatores de risco que interferem no neurodesenvolvimento infantil. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conclus&atilde;o </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo n&atilde;o encontrou correla&ccedil;&atilde;o entre a gravidade das altera&ccedil;&otilde;es de linguagem e o n&iacute;vel de chumbo apresentado pelos pr&eacute;-escolares. Por outro lado, a ocorr&ecirc;ncia de 13 (65%) crian&ccedil;as com dist&uacute;rbio de linguagem aponta a contamina&ccedil;&atilde;o pelo metal como um fator de risco para as altera&ccedil;&otilde;es encontradas, mesmo tendo sido observado outros fatores que levem &agrave; defasagem no desenvolvimento de linguagem. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas </b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Wasserman GA, Graziano JH, Factor-Litvak P, Popovac D, Morina N, Musabegovic A. Consequences of lead exposure and iron supplementation on childhood development at age 4 years. Neurotoxicol Teratol. 1993 May-Jun;16(3):233-40.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4739301&pid=S0104-5687200800010001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Schnaas L, Rothenberg SJ, Perroni E, Hern&aacute;ndez RM, Hernandez C, Martinez S. Relaci&oacute;n entre la exposici&oacute;n prenatal y postnatal al plomo y el desarrollo intelectual del ni&ntilde;o a los 42 meses de edad. Perinatol Reprod Hum. 1999;13(3): 214-20.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4739302&pid=S0104-5687200800010001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Lanphear BP, Dietrich K, Auinger P, Cox C.  Cognitive deficits associated with blood lead concentrations &lt; 10mg/dl in US children and adolescents. Public Health Rep. 2000 nov-dec;115(6):521-29.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4739303&pid=S0104-5687200800010001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Dietrich KN, Succop PA, Berger OG, Keith RW. Lead exposure and the central auditory processing abilities and cognitive development of urban children: the cincinnati lead study cohort at age 5 years. Neurotoxicol Teratol. 1992 janfeb;14(1):51-6.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4739304&pid=S0104-5687200800010001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Campb&eacute;ll TF, Needleman HL, Riess JA, Tobin MJ.  Bone lead levels and language processing performance. Dev Neuropsychol. 2000;18(2):171-86.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4739305&pid=S0104-5687200800010001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Bellinger DC, Hu H, Kalaniti K, Thomas N, Rajan P, Sambandam S, et al. A pilot study of blood lead levels and neurobehavioral function in children living in Chennai, India. Int J Occup Environ Health. 2005 apr-jun;11(2):138-43. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4739306&pid=S0104-5687200800010001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Wang CL, Chuang HY, Ho CK, Yang CY, Tsai JL, Wu TS, et al. Relationship between blood lead concentrations and learning achievement among primary school children in Taiwan.  Environ Res. 2002 may;89(1):12-8.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4739307&pid=S0104-5687200800010001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Kordas K, Canfield RL, L&oacute;pez P, Rosado JL, Vargas GG, Cebri&aacute;n ME, et al. Deficits in cognitive function and achievement in Mexican first-graders with low blood lead concentrations. Environ Res. 2006 mar;100(3):371-86.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4739308&pid=S0104-5687200800010001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Tellez-Rojo MM, Bellinger DC, Arroyo-Quiroz C, Lamadrid-Figueroa H, Mercado-Garcia A, Schnaas-Arrieta L, et al. Longitudinal associations between blood lead concentrations lower than 10 microg/dL and neurobehavioral development in environmentally exposed children in Mexico City. Pediatrics. 2006 aug;118(2):323-30.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4739309&pid=S0104-5687200800010001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Wasserman GA, Liu X, Lolacono NJ, Factor-Litvac P, Kline JK, Popovac D. Lead exposure and intelligence in 7year-old children: the yugoslavia prospective study.  Environ Health Perspect. 1997 sep;105(9):956-61.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4739310&pid=S0104-5687200800010001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 11. Prpic-Majic D, Bobicc J, Simicc D, House DE, Otto DA, Jurasovicc J, et al. Lead absorption and psychological function in Zagreb (Croatia) school children. Neurotoxicol Teratol. 2000 may-jun;22(3):347-56.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4739311&pid=S0104-5687200800010001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 12. Lidsky TI, Schneider JS. Lead neurotoxicity in children: basic mechanisms and clinical correlates. Brain. 2003 jan;126(pt.1):5-19.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4739312&pid=S0104-5687200800010001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Wertzner HF. Fonologia. In: Andrade CRF, B&eacute;fi-Lopes DM, Fernandes FDM, Wertzner HF.  ABFW: Teste de linguagem infantil nas &aacute;reas de fonologia, vocabul&aacute;rio, flu&ecirc;ncia e pragm&aacute;tica. 2ª ed. Barueri: Pr&oacute;-Fono; 2004. 1-40. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4739313&pid=S0104-5687200800010001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 14. B&eacute;fi-Lopes DM. Vocabulario.  In: Andrade CRF, B&eacute;fi-Lopes DM, Fernandes FDM, Wertzner HF.  ABFW: Teste de linguagem infantil nas &aacute;reas de fonologia, vocabul&aacute;rio, flu&ecirc;ncia e pragm&aacute;tica. 2ª ed. Barueri: Pr&oacute;-Fono; 2004. 41-59.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4739314&pid=S0104-5687200800010001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 15. Capovilla FC, Capovilla AGS. Desenvolvimento ling&uuml;&iacute;stico na crian&ccedil;a Brasileira dos dois aos seis anos: tradu&ccedil;&atilde;o e estandardiza&ccedil;&atilde;o do Peabody Picture Vocabulary Test de Dunn &amp; Dunn  e da Language Development Survey de Rescorla. Ci&ecirc;ncia Cognitiva: teoria, pesquisa e aplica&ccedil;&atilde;o. 1997 jan-jun;1(1):353-80.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4739315&pid=S0104-5687200800010001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 16. Hage SRV.  Protocolo de anamnese e avalia&ccedil;&atilde;o fonoaudiol&oacute;gica. Bauru; 2000. 27 p.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4739316&pid=S0104-5687200800010001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 17. Hage SRV. Dispraxia Articulat&oacute;ria: Correla&ccedil;&otilde;es Com o Desenvolvimento da Linguagem. In: Marchesan I, Zorzi J. Anu&aacute;rio CEFAC de Fonoaudiologia. 1ª ed. Rio de Janeiro: Revinter; 1999. p. 119-30. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4739317&pid=S0104-5687200800010001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Bogossian MA, Santos MJ. Adapta&ccedil;&atilde;o Brasileira (edi&ccedil;&atilde;o revisada) Teste Illinois de Habilidades Psicoling&uuml;&iacute;sticas. Rio de Janeiro: EMPSI - Empr. Psicologia Ltda; 1977. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4739318&pid=S0104-5687200800010001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em 03.07.06.    <br>   Revisado em 03.08.07; 15.10.07;    04.01.2008.    <br>   Aceito para Publica&ccedil;&atilde;o em 11.01.2008. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Artigo Submetido a Avalia&ccedil;&atilde;o por Pares     <br>   Conflito de Interesse: n&atilde;o     <br>   <a name="obs"></a><a href="#topo">*</a> Trabalho Realizado na Faculdade    de Odontologia de Bauru -   Universidade de S&atilde;o Paulo -   Departamento de Fonoaudiologia.     <br>   <a name="end"></a><a href="#topo">1</a> Endere&ccedil;o para    correspond&ecirc;ncia: QRSW 07, Bloco B9,    Apto. 106 - Setor Sudoeste - Bras&iacute;lia DF - CEP 70675-729    (<a href="mailto:daphiusp@yahoo.com">daphiusp@yahoo.com</a>). </font></p>      ]]></body><back>
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