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<publisher-name><![CDATA[Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Departamento de História]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Uma história das práticas alimentares de trabalhadores paulistanos em dois momentos do século XX]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A history of practices in nourishment among workers in São Paulo city in two moments of the 20th century]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Based on studies about food issues in the Humanities, this article indicates the possibilities of the Living Standards Research as sources for a social history of nourishment between workers living in Sao Paulo during the first half of the 20th century. I present the methods of application, the intentions of this research and the profile of families analyzed. After, I analyze the products and quantities consumed by families in different times, trying to understand the impact of industrialization, wage income and advertisement.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DOSSI&Ecirc;:    ELEMENTOS MATERIAIS DA CULTURA E PATRIM&Ocirc;NIO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Uma    hist&oacute;ria das pr&aacute;ticas alimentares de trabalhadores paulistanos    em dois momentos do s&eacute;culo XX<a href="#back"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>A history of    practices in nourishment among workers in S&atilde;o Paulo city in two moments    of the 20<sup>th</sup> century</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Jaime Rodrigues</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Departamento de    Hist&oacute;ria. Escola de Filosofia, Letras e Ci&ecirc;ncias Humanas, Universidade    Federal de S&atilde;o Paulo/UNIFESP. Estrada Caminho Velho, 333. CEP 07252-312,    Guarulhos. SP. Brasil. <a href="mailto:jaimerod@uol.com.br">jaimerod@uol.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A partir de uma    discuss&atilde;o sobre estudos que lidaram com os temas alimentares nas Ci&ecirc;ncias    Humanas, este artigo aponta as possibilidades das Pesquisas de Padr&atilde;o    de Vida como fontes para uma hist&oacute;ria social da alimenta&ccedil;&atilde;o    entre trabalhadores que viviam em S&atilde;o Paulo durante a primeira metade    do s&eacute;culo XX. Apresento os m&eacute;todos de aplica&ccedil;&atilde;o,    as inten&ccedil;&otilde;es dessas pesquisas e o perfil das fam&iacute;lias.    Em seguida, os produtos e as quantidades consumidas pelas fam&iacute;lias s&atilde;o    analisados em temporalidades distintas, tentando verificar o impacto da industrializa&ccedil;&atilde;o,    da renda e da propaganda.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>    hist&oacute;ria da alimenta&ccedil;&atilde;o, pesquisas de padr&atilde;o de    vida, hist&oacute;ria social</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Based on studies    about food issues in the Humanities, this article indicates the possibilities    of the Living Standards Research as sources for a social history of nourishment    between workers living in Sao Paulo during the first half of the 20<sup>th</sup>    century. I present the methods of application, the intentions of this research    and the profile of families analyzed. After, I analyze the products and quantities    consumed by families in different times, trying to understand the impact of    industrialization, wage income and advertisement.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>    history of nourishment, living standards research, social history</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Estudos e quest&otilde;es</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No campo das Ci&ecirc;ncias    Sociais, autores do porte de Josu&eacute; de Castro, Lu&iacute;s da C&acirc;mara    Cascudo e Gilberto Freyre debru&ccedil;aram-se longamente sobre o tema da alimenta&ccedil;&atilde;o.<a name="top1"></a><a href="#back1"><sup>1</sup></a>    Por&eacute;m, o mesmo interesse n&atilde;o ecoou com for&ccedil;a igual entre    os historiadores contempor&acirc;neos. Ainda hoje, a alimenta&ccedil;&atilde;o    &eacute; um objeto historiogr&aacute;fico relativamente limitado no Brasil,    como reconheceram alguns dos poucos estudiosos recentes do assunto.<a name="top2"></a><a href="#back2"><sup>2</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao proceder a um    balan&ccedil;o recente, focado em S&atilde;o Paulo e nos paradoxos de sua narrativa    hist&oacute;rica, pude identificar um longo intervalo de quase completa aus&ecirc;ncia    de estudos sobre a tem&aacute;tica. Pouca produ&ccedil;&atilde;o historiogr&aacute;fica    veio &agrave; luz entre o j&aacute; cinquenten&aacute;rio interesse expressado    por S&eacute;rgio Buarque de Holanda em <i>Caminhos e fronteiras</i> (1957)    quanto &agrave; assimila&ccedil;&atilde;o dos h&aacute;bitos (alimentares, inclusive)    dos ind&iacute;genas pelos colonizadores portugueses para sobreviver na terra,    de um lado, e a era da metropoliza&ccedil;&atilde;o, mais precisamente o s&eacute;culo    XX,<a name="top3"></a><a href="#back3"><sup>3</sup></a> de outro. Talvez parte    do reduzido interesse dos historiadores do tema pelo s&eacute;culo passado ainda    possa ser creditado &agrave; pol&iacute;tica de recolhimento da documenta&ccedil;&atilde;o    aos arquivos hist&oacute;ricos, mas isso n&atilde;o explica tudo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na primeira metade    do s&eacute;culo XX, a capital paulista tornou-se uma imensa metr&oacute;pole    multicultural, onde se reuniram numerosas comunidades estrangeiras e de outros    estados do Brasil, em meio &agrave;s quais podiam ser encontrados h&aacute;bitos    e pr&aacute;ticas alimentares os mais variados. Apesar desse potencial, n&atilde;o    aflorou entre os historiadores um interesse especial em abordar a hist&oacute;ria    da alimenta&ccedil;&atilde;o, ainda que haja um v&iacute;nculo evidente entre    alimenta&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de p&uacute;blica e este &uacute;ltimo    tema tenha sido objeto de uma vasta produ&ccedil;&atilde;o historiogr&aacute;fica    centrada, em particular, nas institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de regulamenta&ccedil;&atilde;o    e interven&ccedil;&atilde;o social e nas pr&aacute;ticas populares - aut&ocirc;nomas    ou em rea&ccedil;&atilde;o &agrave;s pol&iacute;ticas emanadas do poder p&uacute;blico.<a name="top4"></a><a href="#back4"><sup>4</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estudos mais recentes    destacaram as transforma&ccedil;&otilde;es pelas quais passou o ambiente dom&eacute;stico,    sobretudo o espa&ccedil;o da cozinha. Boa parte dessas transforma&ccedil;&otilde;es    se deu <i>pari passu</i> &agrave; industrializa&ccedil;&atilde;o, tendo os estudiosos    desse processo trabalhado no interior do recorte temporal que vai de fins do    s&eacute;culo XIX &agrave;s primeiras d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX. Jo&atilde;o    M&aacute;ximo da Silva, por exemplo, ressaltou que a organiza&ccedil;&atilde;o    das cozinhas ganhou mais import&acirc;ncia no Brasil a partir da d&eacute;cada    de 1930, tendo por marco o I Congresso de Habita&ccedil;&atilde;o. Naquele evento,    o par&acirc;metro</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">era justamente      o debate da arquitetura europ&eacute;ia, sobre a interven&ccedil;&atilde;o      na vida das classes trabalhadoras por interm&eacute;dio da constru&ccedil;&atilde;o      de moradias. Mas, antes disso, as preocupa&ccedil;&otilde;es com a cozinha      e o trabalho dom&eacute;stico foram introduzidas com a medicina sanit&aacute;ria      e a oferta de g&aacute;s e eletricidade para uso dom&eacute;stico no in&iacute;cio      do s&eacute;culo XX.<a name="top5"></a><a href="#back5"><sup>5</sup></a></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outro foco de interesse    refere-se &agrave; cultura visual, especialmente &agrave; propaganda.<a name="top6"></a><a href="#back6"><sup>6</sup></a>    Consciente das tenta&ccedil;&otilde;es visuais produzidas a partir da veicula&ccedil;&atilde;o    de propagandas em diferentes m&iacute;dias, a nascente ind&uacute;stria aliment&iacute;cia    investiu maci&ccedil;amente em divulga&ccedil;&atilde;o. Os fabricantes empenharam-se    em v&aacute;rias frentes e as campanhas publicit&aacute;rias em m&iacute;dia    impressa, como as de <i>Maizena</i> at&eacute; os anos 1950, s&atilde;o exemplares:</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O produto foi      representado no centro da cena, na forma de pudim sobre o prato, havendo ao      seu redor crian&ccedil;as de diversas nacionalidades ou etnias (...). Nesse      exemplo, as gera&ccedil;&otilde;es foram identificadas a toda a humanidade,      como se o artigo agradasse &agrave;s pessoas dos mais diversos lugares do      mundo e isso fosse um motivo a mais para ser adotado pelos consumidores brasileiros.<a name="top7"></a><a href="#back7"><sup>7</sup></a></font></p> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="img/revistas/vh/v27n46/07f01.jpg">Figura    1</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m da    m&iacute;dia impressa, a partir de 1950 havia no Brasil a novidade representada    pela televis&atilde;o. Com o advento televisivo, produtos aliment&iacute;cios    compravam espa&ccedil;o de publicidade n&atilde;o apenas nos intervalos comerciais:    as marcas tamb&eacute;m passaram a ser associadas aos t&iacute;tulos dos programas,    como nas <i>Sabatinas Maizena</i> e na <i>Gincana Kibon</i> (1955), transmitidas    pela TV Tupi dos primeiros tempos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Todavia, o impacto    da industrializa&ccedil;&atilde;o sobre as pr&aacute;ticas alimentares entre    os trabalhadores de S&atilde;o Paulo nas d&eacute;cadas de 1930 a 1960 poder    ser superestimado se nos prendermos exclusivamente ao que sugere a propaganda    de alimentos ou de equipamentos de cozinha. Para embasar essa afirma&ccedil;&atilde;o    e sugerir alguns cuidados aos historiadores interessados no tema, apresentarei    alguns dados referentes &agrave;s Pesquisas de Padr&atilde;o de Vida (PPVs)    aplicadas entre fam&iacute;lias de trabalhadores em dois momentos desse intervalo    temporal: 1937 e 1963.<a name="top8"></a><a href="#back8"><sup>8</sup></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>As Pesquisas    de Padr&atilde;o de Vida</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Antes de prosseguir,    cabe uma explica&ccedil;&atilde;o acerca das PPVs. Tratava-se de amplas coletas    de dados cujo objetivo oficial e declarado era subsidiar a defini&ccedil;&atilde;o    do valor do sal&aacute;rio m&iacute;nimo, institu&iacute;do no Brasil em meados    da d&eacute;cada de 1930.<a name="top9"></a><a href="#back9"><sup>9</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma vez escolhido    o universo da amostragem, as fam&iacute;lias de trabalhadores recebiam uma caderneta,    e nela a mulher/m&atilde;e deveria anotar diariamente os gastos feitos na manuten&ccedil;&atilde;o    da casa e de seus moradores. Al&eacute;m de instruir acerca do preenchimento    da caderneta, os pesquisadores tinham que convencer o "indicado" (o homem, chefe    de fam&iacute;lia e principal provedor do lar) ou sua mulher (na maior parte    das vezes esta &uacute;ltima) a responder um question&aacute;rio bastante detalhado    sobre os itens de despesas dom&eacute;sticas. O principal interesse voltava-se    aos custos mais vultosos e relativamente fixos - como aluguel, &aacute;gua,    luz, combust&iacute;veis, alimenta&ccedil;&atilde;o, artigos de limpeza e vestu&aacute;rio    -, mas os pesquisadores tamb&eacute;m queriam saber o quanto as fam&iacute;lias    gastavam com o pagamento de d&iacute;vidas e credi&aacute;rios, educa&ccedil;&atilde;o    formal, rem&eacute;dios, assist&ecirc;ncia m&eacute;dica e cria&ccedil;&atilde;o    de animais. Um terceiro bloco de despesas referia-se &agrave; vida fora da casa:    gastos com bonde ou outros meios de transporte, lazer e pagamentos a associa&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A perman&ecirc;ncia    do item "despesas com cria&ccedil;&atilde;o" indica que a metr&oacute;pole paulistana    estava em pleno processo de forma&ccedil;&atilde;o, nela ainda havendo moradias    com terrenos espa&ccedil;osos o suficiente para abrigarem cercados onde eram    criados galinhas ou outros animais de pequeno porte - isso ao menos at&eacute;    que as geladeiras se popularizassem entre as fam&iacute;lias brasileiras com    membros numerosos. Pelo menos at&eacute; a d&eacute;cada de 1970, havia galinheiros    em algumas casas e tamb&eacute;m era comum a exist&ecirc;ncia das "granjas",    nome dado aos estabelecimentos de bairros onde se fazia o com&eacute;rcio de    animais vivos, que ali eram abatidos e levados para casa, onde eram depenados    (ou despelados, conforme o caso) e cozidos. Frangos e coelhos eram comprados    nessas granjas, sendo lavados e escaldados no tanque de lavar roupas dos quintais    dom&eacute;sticos. A pr&aacute;tica deveria ser comum, a julgar pelas edi&ccedil;&otilde;es    do in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1960 do popular livro de receitas <i>Dona    Benta - Comer Bem</i>, que inclu&iacute;am, nas instru&ccedil;&otilde;es de    preparo de frangos, ensinamentos precisos sobre como retirar com efici&ecirc;ncia    as penas da ave.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O question&aacute;rio    da pesquisa de padr&atilde;o de vida inquiria os nomes dos membros da fam&iacute;lia,    quantos eram, de que idade, cor, nacionalidade ou naturalidade, escolaridade    e renda, al&eacute;m de interessar-se pela condi&ccedil;&atilde;o geral de higiene    da moradia. Os tipos de dados colhidos revelam que, para al&eacute;m da fixa&ccedil;&atilde;o    do valor do sal&aacute;rio m&iacute;nimo, o Estado tinha outros interesses,    censit&aacute;rios e sociol&oacute;gicos, ao aplicar tais pesquisas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O item "renda"    era decisivo. Anotava-se o valor dos sal&aacute;rios dos membros da fam&iacute;lia,    dos parentes ou estranhos que vivessem temporariamente na moradia, a renda obtida    com pensionistas, os donativos recebidos de parentes ou amigos e as d&iacute;vidas    contra&iacute;das. Via de regra, apontavam-se nas cadernetas os ordenados de    cada integrante do grupo familiar. Mas a suposi&ccedil;&atilde;o de que moradores    "estranhos" vivendo no domic&iacute;lio tamb&eacute;m ajudavam a compor a renda    indica a persist&ecirc;ncia do "agregado" na composi&ccedil;&atilde;o da renda    mediante aluguel ou subloca&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os na casa - uma    pens&atilde;o, um corti&ccedil;o ou apenas uma casa na qual os propriet&aacute;rios    ou inquilinos eventualmente alugassem um ou mais c&ocirc;modos para pagar as    despesas, em situa&ccedil;&otilde;es como o desemprego do "chefe da fam&iacute;lia".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse sentido,    a habita&ccedil;&atilde;o popular entre as d&eacute;cadas de 1930 e 1960 se    transformara em rela&ccedil;&atilde;o ao que fora em fins do s&eacute;culo XIX,    mas ainda guardava certa semelhan&ccedil;a com a S&atilde;o Paulo do in&iacute;cio    da industrializa&ccedil;&atilde;o. Uma comiss&atilde;o nomeada para fiscalizar    a higiene das moradias no distrito de Santa Efig&ecirc;nia em 1893 categorizou    as habita&ccedil;&otilde;es em "<i>corti&ccedil;os</i> (habita&ccedil;&otilde;es    acessadas atrav&eacute;s de um corredor que leva ao interior da quadra), <i>casinhas</i>    (pr&eacute;dios independentes com entrada pela via p&uacute;blica), <i>hotel-corti&ccedil;o</i>    (usado especialmente por oper&aacute;rios solteiros que dividiam vagas em quartos)    e <i>pr&eacute;dios de sobrados</i> (constru&ccedil;&otilde;es adaptadas e subdivididas)".    Os t&eacute;cnicos dessa comiss&atilde;o apontaram, ainda, a exist&ecirc;ncia    de dois tipos de submoradias em condi&ccedil;&otilde;es ainda mais preocupantes:    "as <i>vendas</i> com aposentos alugados nos fundos do com&eacute;rcio, e os    <i>corti&ccedil;os improvisados</i>, de t&aacute;buas ou de zinco, nos fundos    de dep&oacute;sitos comerciais de madeira e materiais de constru&ccedil;&atilde;o,    ou nos canteiros de obras, est&aacute;bulos ou cocheiras".<a name="top10"></a><a href="#back10"><sup>10</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A escolha das fam&iacute;lias    e das moradias pautava-se pela atividade dos "indicados", mas as cadernetas    remanescentes das PPVs tamb&eacute;m indicam as possibilidades de inser&ccedil;&atilde;o    das mulheres no mundo do trabalho, exercido na casa e fora dela. Entre outras    ocupa&ccedil;&otilde;es, s&atilde;o mencionadas as de costureira, lavadeira,    oper&aacute;ria, empregada dom&eacute;stica, bordadeira, feirante, banc&aacute;ria,    cabeleireira, escrituraria e passadeira.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na PPV de 1937,    os question&aacute;rios n&atilde;o assinalaram endere&ccedil;os ou &aacute;reas    da cidade onde a pesquisa foi aplicada. J&aacute; para a de 1963, restaram question&aacute;rios    e cadernetas dos bairros de Aclima&ccedil;&atilde;o, Bela Vista, Bom Retiro,    Casa Verde, Cidade Ademar, Itaim, Jabaquara, Liberdade, Pinheiros, Santana,    Sa&uacute;de, Tucuruvi, Vila Clementino e Vila Guilherme.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A aplica&ccedil;&atilde;o    da PPV de 1937 foi coordenada por Samuel Lowrie, professor da Escola Livre de    Sociologia e Pol&iacute;tica de S&atilde;o Paulo e pioneiro da Sociologia Aplicada    no Brasil. Essa pesquisa serviu de base para a elabora&ccedil;&atilde;o do primeiro    &iacute;ndice de custo de vida da Prefeitura de S&atilde;o Paulo.<a name="top11"></a><a href="#back11"><sup>11</sup></a>    J&aacute; a PPV de 1963 foi coordenada pelo economista uruguaio radicado no    Brasil Authos Pagano, tamb&eacute;m no &acirc;mbito da prefeitura paulistana,    sendo ambas levadas a cabo pela Divis&atilde;o de Estat&iacute;stica e Documenta&ccedil;&atilde;o    Social do Departamento de Cultura, ent&atilde;o dirigida por Pagano.<a name="top12"></a><a href="#back12"><sup>12</sup></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Pr&aacute;ticas    alimentares: produtos e consumo</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como avaliar o    consumo popular de alimentos em S&atilde;o Paulo em momentos distintos do s&eacute;culo    XX? Al&eacute;m da disponibilidade dos produtos no com&eacute;rcio e do acesso    &agrave;s m&iacute;dias, &eacute; preciso considerar, principalmente, o fator    "renda" nessa avalia&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nas Pesquisas de    Padr&atilde;o de Vida, a maior parte das anota&ccedil;&otilde;es feitas nas    cadernetas referia-se aos gastos di&aacute;rios com alimenta&ccedil;&atilde;o.    Assim, revisitei essas anota&ccedil;&otilde;es em busca de dados que me permitissem    comparar dois momentos - 1937 e 1963 - no interior de uma amostragem homog&ecirc;nea    no quesito "renda". Embora n&atilde;o se possa perder de vista as transforma&ccedil;&otilde;es    pelas quais a cidade passou no intervalo que separa as duas pesquisas, &eacute;    poss&iacute;vel comparar os padr&otilde;es de consumo alimentar de trabalhadores    com rendas semelhantes e verificar o que, afinal, essas fam&iacute;lias comiam.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As pr&aacute;ticas    alimentares seriam, assim, informadas pela origem dos grupos sociais - se nacionais    ou estrangeiros, por exemplo - e pela disponibilidade de bens de consumo no    sistema de abastecimento alimentar da cidade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Infelizmente, nas    8 cadernetas restantes da PPV Lowrie, de 1937, n&atilde;o foram registradas    informa&ccedil;&otilde;es sobre o n&uacute;mero de membros das fam&iacute;lias,    como podemos encontrar nas 34 cadernetas restantes da PPV Pagano, de 1963. Por    isso, estabelecer uma m&eacute;dia de consumo alimentar <i>per capita</i> torna-se    invi&aacute;vel. Mas minha inten&ccedil;&atilde;o &eacute; identificar perman&ecirc;ncias    e prefer&ecirc;ncias entre os consumidores, bem como avaliar as transforma&ccedil;&otilde;es    no que se refere &agrave; disponibilidade e compra de produtos aliment&iacute;cios    industrializados. O ponto de partida para isso n&atilde;o s&atilde;o as evid&ecirc;ncias    representadas pela propaganda ou pelos dados de produ&ccedil;&atilde;o, mas    sim o consumo anotado pelas fam&iacute;lias nas cadernetas das PPVs.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em 1937 a presen&ccedil;a    de estrangeiros na popula&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o Paulo era bem mais    sens&iacute;vel do que em 1963. Dados dos censos revelam que, em 1940, o estado    tinha 7.180.316 habitantes, sendo 6.363.320 brasileiros natos (88%), 5.613.781    nascidos no estado (78%); italianos eram 213.091 (3%).<a name="top13"></a><a href="#back13"><sup>13</sup></a>    Em 1960, eram 12.823.806 habitantes, sendo 12.030.025 brasileiros natos (94%),    10.161.742 dos quais nascidos no pr&oacute;prio estado (79%); italianos totalizavam    136.332 (0,1%) moradores.<a name="top14"></a><a href="#back14"><sup>14</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outra diferen&ccedil;a    est&aacute; na quantidade de itens consumidos pelas fam&iacute;lias de trabalhadores,    bem maior e mais diversa na pesquisa feita em 1963, sinal da oferta ampliada    de produtos aliment&iacute;cios na rede comercial de abastecimento urbano, muitos    deles provenientes das ind&uacute;strias especializadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A expectativa de    consumo alimentar me fazia supor que produtos mais comumente ligados aos h&aacute;bitos    de italianos (massas, por exemplo) aparecessem com maior frequ&ecirc;ncia na    pesquisa de 1937. Em 1940, a partir dos estudos de Lowrie e de outras experi&ecirc;ncias    com inqu&eacute;ritos alimentares, Oscar Eg&iacute;dio de Ara&uacute;jo<a name="top15"></a><a href="#back15"><sup>15</sup></a>    investigou os problemas da alimenta&ccedil;&atilde;o dos oper&aacute;rios em    S&atilde;o Paulo. Em suas investiga&ccedil;&otilde;es, ele atentou para o peso    do fator <i>nacionalidade</i> nos comportamentos alimentares. Constatando que    a popula&ccedil;&atilde;o da cidade era composta por grupos de origens nacionais    bastante diferenciadas, Ara&uacute;jo percebeu as diferen&ccedil;as que isso    introduzia no consumo, notando a import&acirc;ncia desse fator e a complexidade    da quest&atilde;o na capital paulista. De acordo com ele, era poss&iacute;vel    identificar pr&aacute;ticas alimentares diferentes conforme os grupos nacionais    reunidos em S&atilde;o Paulo na segunda metade da d&eacute;cada de 1930. Brasileiros    consumiam mais a&ccedil;&uacute;car, arroz e feij&atilde;o, e menos p&atilde;o,    batata e leite. Portugueses e italianos aproximavam-se de brasileiros na m&eacute;dia    de consumo da maior parte dos alimentos, mas os primeiros destacavam-se no consumo    de batata, bacalhau e farinha de trigo, enquanto os segundos compravam mais    macarr&atilde;o, com pouco consumo de batata e peixe. Espanh&oacute;is, por    sua vez, destacavam-se pelo consumo de p&atilde;o, gordura, tomate, batata e    leite associados a pouca farinha de trigo, enquanto lituanos eram grandes consumidores    de carne bovina, batatas, peixe, farinha de trigo, queijo e manteiga, pouco    consumindo arroz, feij&atilde;o e macarr&atilde;o.<a name="top16"></a><a href="#back16"><sup>16</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O macarr&atilde;o    foi anotado como produto consumido entre 7 das 8 fam&iacute;lias cujas cadernetas    foram conservadas a partir da Pesquisa Lowrie.<a name="top17"></a><a href="#back17"><sup>17</sup></a>    Arroz e feij&atilde;o, itens b&aacute;sicos do card&aacute;pio dos brasileiros,    foram assinalados nas mesmas 7 cadernetas, todavia em quantidades bem maiores    do que as de macarr&atilde;o.<a name="top18"></a><a href="#back18"><sup>18</sup></a>    Assim, pela simples observa&ccedil;&atilde;o do tipo de alimento consumido,    n&atilde;o se pode deduzir a origem nacional das fam&iacute;lias e extrair da&iacute;    tradi&ccedil;&otilde;es alimentares seguidas &agrave; risca na nova terra.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/vh/v27n46/07t01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O macarr&atilde;o,    consumido em quantidades bem menores que os demais itens b&aacute;sicos do prato    a cada refei&ccedil;&atilde;o, era um produto industrializado, comprado a granel    ou em embalagens com peso definido. Se seu pre&ccedil;o era maior, isso poderia    ajudar a explicar o menor consumo. Mas as cadernetas podem conter pistas de    que a massa fosse feita na pr&oacute;pria casa. Para isso, seria preciso que    as fam&iacute;lias consumissem farinha e ovos mais abundantemente. Vejamos o    que as anota&ccedil;&otilde;es informam a esse respeito.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Farinha aparece    como item de consumo alimentar entre quatro fam&iacute;lias. Apenas uma delas    comprou uma quantidade relativamente grande (7 kg) e as demais compraram apenas    1 kg ou n&atilde;o especificaram os volumes. Ovos, por sua vez, apareceram como    item em tr&ecirc;s cadernetas, variando entre uma e duas d&uacute;zias. Por&eacute;m,    seria preciso descobrir se esse produto era mais comumente adquirido em mercados    ou mercearias ou se advinha da cria&ccedil;&atilde;o de galinhas nos quintais    das pr&oacute;prias casas - e, neste caso, n&atilde;o seria assinalado como    despesa nas cadernetas das PPVs.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Partindo destas    observa&ccedil;&otilde;es, fica claro que o consumo de macarr&atilde;o industrializado    ou feito em casa n&atilde;o superava o de arroz e feij&atilde;o, na amostragem    de 1937. Isso, por&eacute;m, n&atilde;o significa que os italianos tenham deixado    menos marcas do que os nacionais na defini&ccedil;&atilde;o de card&aacute;pios    no dia a dia de fam&iacute;lias trabalhadoras na S&atilde;o Paulo da segunda    metade dos anos 1930. Os casos, pouco numerosos, n&atilde;o permitem conclus&atilde;o    t&atilde;o abrangente, e a influ&ecirc;ncia desse grupo estrangeiro sobre as    formas da alimenta&ccedil;&atilde;o do conjunto dos moradores da cidade deixou    marcas que as evid&ecirc;ncias aqui utilizadas n&atilde;o deixam entrever.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De acordo com Rosa    Belluzzo, ao mesmo tempo em que aderiram &agrave;s "pr&aacute;ticas alimentares    paulistas" - ao consumirem carne de porcos e frangos, por exemplo, ao que poder&iacute;amos    acrescentar arroz e feij&atilde;o -, os italianos introduziram entre os paulistas    o cultivo e o h&aacute;bito consumir verduras.<a name="top19"></a><a href="#back19"><sup>19</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Lidando com fontes    como as que venho mencionando, dentre outras, os estudos acerca das pr&aacute;ticas,    dos comportamentos e dos h&aacute;bitos alimentares das comunidades de estrangeiros    e seus descendentes na cidade poder&atilde;o ser aprofundados. Evidentemente,    n&atilde;o se trata aqui de uma discuss&atilde;o sobre gastronomia, entendida    como "arte de cozinhar proporcionando prazer. Influi sobre a imagina&ccedil;&atilde;o    e o esp&iacute;rito humano, sendo seus conhecimentos necess&aacute;rios para    o conv&iacute;vio social".<a name="top20"></a><a href="#back20"><sup>20</sup></a>    Se fosse o caso, talvez dev&ecirc;ssemos lidar com uma concep&ccedil;&atilde;o    de gastronomia n&atilde;o apenas como arte de cozinhar e prazer de comer,</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">mas tamb&eacute;m      a sua rela&ccedil;&atilde;o com os recursos alimentares dispon&iacute;veis,      pois as condi&ccedil;&otilde;es naturais de vida s&atilde;o extremamente variadas:      influ&ecirc;ncia da latitude, natureza dos solos, proximidade do mar, clima      etc.<a name="top21"></a><a href="#back21"><sup>21</sup></a></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De outro lado,    se atentarmos para a adapta&ccedil;&atilde;o gastron&ocirc;mica dos imigrantes    estrangeiros aos produtos dispon&iacute;veis em S&atilde;o Paulo, veremos que    ao longo do processo certamente modificaram-se os h&aacute;bitos e os comportamentos    alimentares tanto dos que chegavam quanto dos moradores da cidade que os recebiam.<a name="top22"></a><a href="#back22"><sup>22</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De todo modo, n&atilde;o    se deve perder de vista que o crescimento de S&atilde;o Paulo a partir de fins    do s&eacute;culo XIX e in&iacute;cio do XX, em raz&atilde;o da presen&ccedil;a    de imigrantes italianos, ib&eacute;ricos e asi&aacute;ticos, mas tamb&eacute;m    de ind&iacute;genas e descendentes de africanos, foi marcado sobremaneira pela    cultura caipira: "portanto, n&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida: S&atilde;o Paulo    tamb&eacute;m &eacute; interior, tamb&eacute;m &eacute; caipira, mant&eacute;m    h&aacute;bitos tradicionais; &eacute; uma metr&oacute;pole caipira".<a name="top23"></a><a href="#back23"><sup>23</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mas &eacute; plaus&iacute;vel    supor que consumos t&atilde;o elevados de arroz e feij&atilde;o tenham uma rela&ccedil;&atilde;o    com o pre&ccedil;o mais acess&iacute;vel desses alimentos e/ou com a dificuldade    de abastecimento de itens como farinha de trigo, sujeita a varia&ccedil;&otilde;es    sazonais e circunstanciais. Sinais disso foram os novos ingredientes experimentados    durante a Segunda Guerra Mundial na misturas de panifica&ccedil;&atilde;o -    sendo cl&aacute;ssico o caso do P&atilde;o de Guerra.<a name="top24"></a><a href="#back24"><sup>24</sup></a>    Em 1943, foi constitu&iacute;da uma <i>Comiss&atilde;o do P&atilde;o de Guerra    dos Fundos Universit&aacute;rios</i>, cuja proposta de uma mistura contendo    farinha de trigo, leite em p&oacute; e fosfato tric&aacute;lcico, entre outros    ingredientes, foi aprovada: "panificou bem e houve aumento do valor nutritivo".<a name="top25"></a><a href="#back25"><sup>25</sup></a>    Diferentes misturas foram testadas no preparo do p&atilde;o no contexto da Segunda    Guerra Mundial ou &agrave;s suas v&eacute;speras, com ingredientes como a soja    e outros.<a name="top26"></a><a href="#back26"><sup>26</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Do mesmo modo,    &eacute; plaus&iacute;vel que o fator <i>nacionalidade</i> tenha sido superestimado    nos estudos sociol&oacute;gicos e que italianos, em uni&otilde;es matrimoniais    onde um dos c&ocirc;njuges n&atilde;o era <i>oriundi</i>, bem como seus descendentes,    nessa altura tivessem se adaptado aos produtos que o com&eacute;rcio de alimentos    paulistano era capaz de oferecer aos consumidores. No abastecimento da cidade,    arroz e feij&atilde;o eram oferecidos desde muito tempo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Vejamos o que ocorreu    com o consumo desses tr&ecirc;s produtos - arroz, feij&atilde;o e macarr&atilde;o    - em 1963. Dos 34 casos da PPV Pagano, 33 mencionam o consumo de arroz, 31 o    de feij&atilde;o e 32 o de macarr&atilde;o. Quanto a este &uacute;ltimo produto,    a pr&oacute;pria forma de anotar as quantidades consumidas indica o avan&ccedil;o    da industrializa&ccedil;&atilde;o, a&iacute; inclu&iacute;do o setor de embalagens.    Se na pesquisa de 1937 era comum a anota&ccedil;&atilde;o na caderneta dos quilogramas    comprados - sinal de com&eacute;rcio a granel disseminado, com mobili&aacute;rio    apropriado nos armaz&eacute;ns e quitandas para o acondicionamento dos diferentes    tipos de produto -, em 1963 a unidade mais comum era o "pacote". Em um dos casos,    especificou-se o espaguete e, em outros dois, mencionou-se o "macarr&atilde;ozinho"    ou "macarr&atilde;o para sopa", sempre em quantidades menores, mas denotando    a diversifica&ccedil;&atilde;o dos itens industrializados. Nessa pesquisa, tamb&eacute;m    foi mais comum a anota&ccedil;&atilde;o das marcas - como o macarr&atilde;o    Adria, fabricado no Rio Grande do Sul desde 1951 por uma fam&iacute;lia de imigrantes    italianos.<a name="top27"></a><a href="#back27"><sup>27</sup></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Diferentemente    da PPV Lowrie, na Pagano podemos quantificar o consumo <i>per capita</i> dos    produtos, pois as anota&ccedil;&otilde;es informam o n&uacute;mero de membros    das fam&iacute;lias pesquisadas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/vh/v27n46/07t02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m do    macarr&atilde;o, outros poucos itens industrializados compunham a dieta dos    trabalhadores paulistanos em 1937. Os mais &oacute;bvios, ainda que hoje quase    n&atilde;o pensemos neles como bens industriais ao consumi-los, eram o p&atilde;o    (de trigo e, em poucos casos, de centeio ou integral), o leite (engarrafado    ou em p&oacute;) e seus derivados (manteiga e queijo), o caf&eacute; torrado    e mo&iacute;do, farinhas e a&ccedil;&uacute;car.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A estes itens b&aacute;sicos,    somavam-se poucos outros, como o vinho (mencionado em dois casos), a banha (seis    casos), aguardente (um caso), o vinagre (cinco casos), ch&aacute;s (incluindo    preto e mate, em tr&ecirc;s casos), mortadela (quatro casos), &oacute;leo e    azeite (seis casos), refrigerante (um caso de consumo de guaran&aacute;) e a    massa ou extrato de tomate (tr&ecirc;s casos). Quanto a este &uacute;ltimo produto,    o apelo da propaganda vinculava-se &agrave; promessa de rapidez no preparo,    entre outras vantagens<a name="top28"></a><a href="#back28"><sup>28</sup></a>    - e seu consumo entre fam&iacute;lias de trabalhadores j&aacute; em 1937, ampliado    na pesquisa de 1963, demonstra a resson&acirc;ncia da propaganda e a efetiva    utilidade do produto entre o p&uacute;blico de menor renda e com menos tempo    para o preparo de molhos.<a name="top29"></a><a href="#back29"><sup>29</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Vinte e seis anos    depois, os produtos industrializados tornaram-se muito mais comuns, e as marcas    passaram a ser mencionadas com maior frequ&ecirc;ncia. Primeiramente, vejamos    o caso do p&atilde;o. Um sinal da sofistica&ccedil;&atilde;o das padarias pode    ser notado a partir da nomenclatura utilizada para definir o produto. Na PPV    Lowrie, as fam&iacute;lias anotavam nas cadernetas de consumo simplesmente a    palavra "p&atilde;o" (em tr&ecirc;s casos seguida dos adjetivos descritores    "de centeio", "integral" ou "doce") e as quantidades, definidas em quilogramas    ou unidades cujo peso n&atilde;o foi indicado. J&aacute; na PPV Pagano, o p&atilde;o    continuou a ser comprado em unidades cuja especificidade vinha anotada: eram    principalmente fil&otilde;es ou bengalas, p&atilde;es mais compridos e pr&oacute;prios    para serem cortados em fatias divididas entre os membros da fam&iacute;lia,    com eventuais disputas dom&eacute;sticas pelos bicos - mais crocantes e com    menos miolo. A partir dos ind&iacute;cios representados pelas cadernetas, &eacute;    dif&iacute;cil saber se os fil&otilde;es n&atilde;o eram produzidos na &eacute;poca    da primeira PPV ou se o mesmo tipo de p&atilde;o que j&aacute; era consumido    anteriormente apenas ganhou novos designativos populares.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O leite continuou    a ser consumido <i>in natura</i> ou em p&oacute;, este &uacute;ltimo industrializado    a partir da descoberta do m&eacute;todo da desidrata&ccedil;&atilde;o em 1911    e comercializado no Brasil desde 1923. Essa descoberta, juntamente com o processo    mais geral de industrializa&ccedil;&atilde;o e da urbaniza&ccedil;&atilde;o    e o novo papel da mulher no mercado de trabalho "foram os principais respons&aacute;veis    pela diminui&ccedil;&atilde;o do aleitamento materno no s&eacute;culo XX, com    repercuss&otilde;es desastrosas para a sa&uacute;de das crian&ccedil;as e, tamb&eacute;m,    para as mulheres".<a name="top30"></a><a href="#back30"><sup>30</sup></a> Na    d&eacute;cada de 1960, as cadernetas permitem apontar um aumento no consumo    e tamb&eacute;m a men&ccedil;&atilde;o &agrave;s marcas - neste caso, <i>Gl&oacute;ria    e Ninho</i>, sendo o &uacute;ltimo fabricado com esse nome a partir de 1944.<a name="top31"></a><a href="#back31"><sup>31</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os queijos, mencionados    em 1937 apenas pelo nome gen&eacute;rico, tamb&eacute;m ganharam espa&ccedil;o    na mesa dos trabalhadores em S&atilde;o Paulo em 1963. Al&eacute;m do gen&eacute;rico,    apareciam nas formas "ralado", "para ralar", "duro" e "parmes&atilde;o" - certamente    para acompanhar as massas, como os italianos faziam havia s&eacute;culos -,<a name="top32"></a><a href="#back32"><sup>32</sup></a>    fresco e minas - consumidos com p&atilde;o. Genericamente tamb&eacute;m era    denominada a farinha, que suponho seja a de trigo, em 1937, sendo que em 1963    era poss&iacute;vel saber se se tratava de farinha de trigo, de mandioca, de    milho ou de rosca, fruto da diversifica&ccedil;&atilde;o industrial e de concess&otilde;es    ao gosto dos consumidores.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com o caf&eacute;    torrado e mo&iacute;do, a men&ccedil;&atilde;o &agrave;s marcas foi o processo    mais evidente a diferenciar o consumo no intervalo entre as duas pesquisas.    Se anteriormente a marca n&atilde;o importava ou n&atilde;o remetia &agrave;    qualidade do produto, na PPV Pagano os consumidores revelavam suas prefer&ecirc;ncias    e possibilidades de compra: <i>Caboclo</i> (de 1930),<a name="top33"></a><a href="#back33"><sup>33</sup></a>    <i>Tiradentes</i> (1915),<a name="top34"></a><a href="#back34"><sup>34</sup></a>    <i>Seleto</i> e <i>Americano</i> foram as marcas assinaladas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No quesito "gorduras",    a banha aparece nos dois momentos pesquisados. A julgar pelas quantidades marcadas    - entre um e sete quilogramas mensais - pode-se imaginar que o produto era utilizado    em frituras e especular acerca da longevidade de um m&eacute;todo de conserva&ccedil;&atilde;o    de carnes cozidas ou defumadas, sobretudo naquelas fam&iacute;lias que tinham    por h&aacute;bito esse tipo de conserva e/ou que n&atilde;o possu&iacute;am    geladeiras com termostatos eficientes, bem como liga&ccedil;&atilde;o &agrave;    rede de distribui&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O azeite foi mencionado    nas duas pesquisas, com destaque para a marca <i>Maria</i>, citada em um lar    dos anos 1960.<a name="top35"></a><a href="#back35"><sup>35</sup></a> Tratava-se    de &oacute;leo misto, com pequeno percentual de azeite de oliva - ingrediente    tido como pilar da cozinha mediterr&acirc;nica. Neste caso, o h&aacute;bito    arraigado pode ter se adaptado &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de renda das    fam&iacute;lias e &agrave; oferta de produto - embora "azeite d'oliveira pur&iacute;ssimo"    fosse vendido na cidade havia d&eacute;cadas.<a name="top36"></a><a href="#back36"><sup>36</sup></a>    Azeite era um produto caro tamb&eacute;m na Europa, e seu uso para frituras    e como tempero de verduras e legumes em saladas conjugava-se ao da banha de    porco no cozimento de alimentos desde muito tempo.<a name="top37"></a><a href="#back37"><sup>37</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O &oacute;leo para    frituras, que em 1937 aparecia apenas pela designa&ccedil;&atilde;o gen&eacute;rica    (n&atilde;o sabemos se de milho ou de soja, os mais comuns), tamb&eacute;m ganhou    detalhamento nos tipos e nas marcas em 1963: <i>S&aacute;, Mindol, Del&iacute;cia    e Salada</i> (fabricado desde 1929),<a name="top38"></a><a href="#back38"><sup>38</sup></a>    al&eacute;m dos &oacute;leos de algod&atilde;o e de amendoim, sem refer&ecirc;ncia    &agrave;s marcas, foram mencionados. Margarina, que n&atilde;o era mencionada    na primeira pesquisa, surge em 1963 com refer&ecirc;ncias &agrave;s marcas <i>Sa&uacute;de</i>    (fabricada a partir dos anos 1950),<a name="top39"></a><a href="#back39"><sup>39</sup></a>    <i>Claybom e Del&iacute;cia</i> (lan&ccedil;adas no Brasil em 1948),<a name="top40"></a><a href="#back40"><sup>40</sup></a>    al&eacute;m da <i>Matarazzo</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nas instru&ccedil;&otilde;es    que os pesquisadores das PPVs davam &agrave;s mulheres para preencherem as cadernetas,    n&atilde;o h&aacute; nenhuma men&ccedil;&atilde;o &agrave; necessidade de assinalar    as marcas dos produtos consumidos. Considerando que essas instru&ccedil;&otilde;es    foram praticamente as mesmas e que a metodologia das pesquisas n&atilde;o se    alterou entre 1937 e 1963,<a name="top41"></a><a href="#back41"><sup>41</sup></a>    a men&ccedil;&atilde;o mais constante &agrave;s marcas deve ser entendida como    fruto da diversifica&ccedil;&atilde;o industrial e da penetra&ccedil;&atilde;o    da propaganda nos meios populares. As fam&iacute;lias consumiam chocolates,    mas uma delas comprou <i>Bis</i>, fabricado desde 1942; consumiam "massa" (tamb&eacute;m    chamada de "extrato" ou "pur&ecirc;") de tomate, e citaram a marca <i>Elefante</i>,    "o melhor e mais procurado" e "o preferido em todo o Brasil",<a name="top42"></a><a href="#back42"><sup>42</sup></a>    nos termos da propaganda. Leite condensado das marcas <i>Gl&oacute;ria</i> e    <i>Mo&ccedil;a</i> - este &uacute;ltimo importado desde 1921 e fabricado no    Brasil desde 1930<a name="top43"></a><a href="#back43"><sup>43</sup></a> - e    fermento em p&oacute; <i>Royal</i> - importado desde 1923 e produzido no Brasil    a partir de 1934<a name="top44"></a><a href="#back44"><sup>44</sup></a> - j&aacute;    estavam dispon&iacute;veis na &eacute;poca da PPV Lowrie, mas nem os produtos    nem as marcas foram anotados nas cadernetas remanescentes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O sal de cozinha,    produto dispon&iacute;vel havia tempos, ganhara maior visibilidade comercial    em meados da d&eacute;cada de 1950, quando decreto federal tornou obrigat&oacute;ria    sua ioda&ccedil;&atilde;o, para combater o b&oacute;cio end&ecirc;mico.<a name="top45"></a><a href="#back45"><sup>45</sup></a>    O da marca <i>Cisne</i>, fabricada desde 1953,<a name="top46"></a><a href="#back46"><sup>46</sup></a>    foi o &uacute;nico citado (em seis casos) entre os consumidores na PPV Pagano.    No rol das marcas referentes a outros produtos, tamb&eacute;m foram citadas    as do amido de milho <i>Maizena</i>, complemento alimentar <i>Vic Maltema</i>,    achocolatado <i>Nescau</i>,<a name="top47"></a><a href="#back47"><sup>47</sup></a>    aveia <i>Quaker</i>,<a name="top48"></a><a href="#back48"><sup>48</sup></a>    bolo <i>Pulman</i>,<a name="top49"></a><a href="#back49"><sup>49</sup></a> preparado    para massa de bolo <i>Santista</i>, ervilhas <i>Etti</i> e <i>Jurema</i> e sorvete    <i>Kibon</i>, ind&uacute;stria que iniciou suas atividades no Brasil em 1942.    A linha de montagem brasileira da f&aacute;brica de sorvetes foi instalada no    Rio de Janeiro a partir da desmontagem da fabrica de Xangai, para proteger o    capital do estadunidense Ulysses Severin Harkson, quando da invas&atilde;o japonesa    na China.<a name="top50"></a><a href="#back50"><sup>50</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No &acirc;mbito    das bebidas, as cadernetas das PPVs tamb&eacute;m permitem vislumbrar timidamente    as prefer&ecirc;ncias populares. Em 1937, o consumo dom&eacute;stico declarado    limitava-se &agrave; pinga (1 litro em apenas um caso) e ao vinho (2 litros,    divididos em dois casos). Certamente seria ing&ecirc;nuo se acredit&aacute;ssemos    que as fam&iacute;lias pesquisadas eram quase abst&ecirc;mias: ocorre que o    consumo de bebidas alco&oacute;licas podia ser entendido como exterior ao consumo    alimentar e os gastos com elas poderiam representar distor&ccedil;&otilde;es    na pesquisa do padr&atilde;o de vida.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Isso sem contar    que, por resguardo da privacidade, muitas fam&iacute;lias talvez optassem por    n&atilde;o declarar a quantidade realmente consumida, ou mesmo privilegiar o    consumo de &aacute;lcool fora de casa, em sociabilidade mais ampla. Daisy de    Camargo inventariou bebidas e lugares populares do consumo e produ&ccedil;&atilde;o    delas na S&atilde;o Paulo entre a segunda metade do s&eacute;culo XIX e a d&eacute;cada    de 1920, tratando do funcionamento de tascas e entreveros envolvendo seus frequentadores    e a pol&iacute;cia, al&eacute;m de elaborar uma "cartografia ordin&aacute;ria"    das regi&otilde;es onde se instalava esse com&eacute;rcio no centro da cidade.<a name="top51"></a><a href="#back51"><sup>51</sup></a>    Ampliar esse estudo para outras regi&otilde;es e temporalidades no s&eacute;culo    XX traria uma contribui&ccedil;&atilde;o relevante para a hist&oacute;ria do    cotidiano entre os populares durante a metropoliza&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o    Paulo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No in&iacute;cio    da d&eacute;cada de 1960, o consumo dom&eacute;stico de bebidas alco&oacute;licas    sofreu um impacto semelhante ao dos demais produtos aliment&iacute;cios industrializados.    Vinho e pinga continuaram a ser mencionados genericamente, ao lado de destilados    como vermout e das marcas <i>Cinzano</i> e <i>Martini</i>. No caso das cervejas,    <i>Brahma</i>, <i>Caracu</i> e <i>Malzbier</i> foram as marcas mencionadas.    As duas &uacute;ltimas, cervejas pretas, eram tidas, no imagin&aacute;rio popular,    como fortificantes para gr&aacute;vidas e nutrizes. Espertamente, esse imagin&aacute;rio    foi apropriado e estimulado pelos publicit&aacute;rios, que divulgavam <i>Malzbier</i>    na m&iacute;dia impressa com um desenho de pai, m&atilde;e e crian&ccedil;a    observando a garrafa do produto e a legenda "a cerveja para todas as idades".<a name="top52"></a><a href="#back52"><sup>52</sup></a>    As gr&aacute;vidas das classes populares eram dadas &agrave; "malfadada cerveja    preta domingueira", para irrita&ccedil;&atilde;o dos intelectuais que defendiam    a racionaliza&ccedil;&atilde;o do consumo alimentar entre os populares desde    pelo menos o Estado Novo.<a name="top53"></a><a href="#back53"><sup>53</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mas o consumo de    bebidas nos lares n&atilde;o se restringia aos alco&oacute;is. Os refrigerantes,    embora fabricados desde fins do s&eacute;culo XIX - como o guaran&aacute; Antarctica,    de 1921 -, n&atilde;o apareceram na lista de itens consumidos nas cadernetas    remanescentes de 1937. A palavra "refrigerante" tamb&eacute;m n&atilde;o apareceu    nas 34 cadernetas restante do ano de 1963, mas sim as marcas e tipos guaran&aacute;    (13 casos), Coca Cola (5 casos) e tuba&iacute;na.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os ch&aacute;s,    gen&eacute;ricos ou nas variedades <i>preto e mate</i>, aparecerem em 3 dos    oito casos restantes da PPV Lowrie. Na PPV Pagano, o mate supera as men&ccedil;&otilde;es    ao ch&aacute; preto, sendo mencionada a marca <i>Le&atilde;o</i>.<a name="top54"></a><a href="#back54"><sup>54</sup></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es    finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quais seriam as    condi&ccedil;&otilde;es de abastecimento existentes em S&atilde;o Paulo nos    dois per&iacute;odos assinalados neste estudo? Nessa altura, tudo o que posso    dizer &eacute; que se tratava de condi&ccedil;&otilde;es muito diferentes, dos    pontos de vista da produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, da organiza&ccedil;&atilde;o    empresarial, da distribui&ccedil;&atilde;o, da visibilidade do poder p&uacute;blico    como agente regulamentador e, sobretudo, das pr&aacute;ticas alimentares dos    consumidores. A vereda aberta por uma historiografia social como a que Maria    Luiza Ferreira de Oliveira fez para a cidade da segunda metade do s&eacute;culo    XIX, entendendo que "a vida comercial da cidade concorria mesmo para formar    sua identidade", est&aacute; em busca de outros que a alarguem.<a name="top55"></a><a href="#back55"><sup>55</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Propagandas, embalagens,    artes gr&aacute;ficas e ind&iacute;cios textuais preservados a partir do recolhimento    documental aos arquivos hist&oacute;ricos s&atilde;o fontes importantes para    se estudar a alimenta&ccedil;&atilde;o entre grupos sociais ou concentra&ccedil;&otilde;es    populacionais dos mais variados tamanhos e composi&ccedil;&otilde;es. Neste    caso, privilegiei a cidade de S&atilde;o Paulo nos anos 1930 e 1960, mas outros    estudos s&atilde;o poss&iacute;veis, sob a abordagem que dei aqui ou outras.    Al&eacute;m desses vest&iacute;gios materiais, &eacute; preciso considerar a    perspectiva das tradi&ccedil;&otilde;es nacionais ou regionais e as transforma&ccedil;&otilde;es    ocorridas no processo hist&oacute;rico que levariam &agrave; reinven&ccedil;&atilde;o    dessas mesmas tradi&ccedil;&otilde;es, para podermos analisar as pr&aacute;ticas    alimentares como partes constituintes do patrim&ocirc;nio hist&oacute;rico,    ampliando a pr&oacute;pria concep&ccedil;&atilde;o deste &uacute;ltimo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sabemos ser poss&iacute;vel    o estudo e a exposi&ccedil;&atilde;o dos apetrechos de cozinha como objetos    museol&oacute;gicos e hist&oacute;ricos, sendo o Museu do P&atilde;o (em Il&oacute;polis,    Rio Grande do Sul) e a &aacute;rea tem&aacute;tica de of&iacute;cios de cozinha    do Museu de Artes e Of&iacute;cios (Belo Horizonte) bons exemplos disso. Em    espa&ccedil;os expositivos, a antiguidade da tradi&ccedil;&atilde;o costuma    ser um grande atrativo para pesquisadores e tamb&eacute;m para o p&uacute;blico    n&atilde;o-especializado, sendo talvez necess&aacute;rio pensar-se em espa&ccedil;os    que consigam dar conta das transforma&ccedil;&otilde;es e incorporar processos    mais recentes. Ao mesmo tempo, s&atilde;o relevantes as rela&ccedil;&otilde;es    entre culin&aacute;ria e mem&oacute;ria, sobretudo no &acirc;mbito familiar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por tudo isso,    tornar a alimenta&ccedil;&atilde;o um tema de interesse mais amplo, extravasando    a privacidade e incluindo grupos sociais mais vastos, pode nos levar a uma melhor    compreens&atilde;o das transforma&ccedil;&otilde;es das pr&aacute;ticas alimentares    como express&atilde;o da din&acirc;mica da vida cotidiana. Tais transforma&ccedil;&otilde;es    s&atilde;o marcadas, eventualmente, por bruscas rupturas ou lentas altera&ccedil;&otilde;es,    estas &uacute;ltimas &agrave;s vezes impercept&iacute;veis para aqueles que    vivem o dia a dia e n&atilde;o veem a si mesmos como sujeitos hist&oacute;ricos.    A pr&oacute;pria concep&ccedil;&atilde;o de patrim&ocirc;nio hist&oacute;rico,    ou melhor, a atua&ccedil;&atilde;o dos &oacute;rg&atilde;os patrimoniais, poderia    ser revista &agrave; luz da hist&oacute;ria do cotidiano e da incorpora&ccedil;&atilde;o    de temporalidades mais recentes &agrave;s pol&iacute;ticas de preserva&ccedil;&atilde;o,    tendo em vista a acelera&ccedil;&atilde;o das mudan&ccedil;as nos dias que correm.    Encarada em perspectiva hist&oacute;rica, a alimenta&ccedil;&atilde;o, pelos    vest&iacute;gios materiais e imateriais que deixa, presta-se a uma reflex&atilde;o    ampla acerca dos costumes e pr&aacute;ticas sociais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Artigo recebido    em: 10/06/2011.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Organiza&ccedil;&atilde;o:    Jos&eacute; Newton Coelho Meneses    <br>   <a name="back"></a><a href="#top">*</a> Autor convidado.    <!-- ref --><br>   <a name="back1"></a><a href="#top1">1</a> CASTRO, Josu&eacute; de. <i>Geografia    da fome.</i> Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 1946;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0104-8775201100020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> CASCUDO, Luis da C&acirc;mara.    <i>Cozinha africana no Brasil.</i> Luanda: Museu de Angola, 1964;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0104-8775201100020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> CASCUDO, Luis    da C&acirc;mara. <i>Hist&oacute;ria da alimenta&ccedil;&atilde;o no Brasil</i>.    S&atilde;o Paulo: Cia. Ed. Nacional, 1967;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0104-8775201100020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> FREYRE, Gilberto. <i>Nordeste aspectos    da influencia da cana sobre a vida e a paisagem do nordeste do Brasil</i>. Rio    de Janeiro: Jos&eacute; Olympio, 1951.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0104-8775201100020000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back2"></a><a href="#top2">2</a> SANTOS, Carlos Alberto Antunes dos.    Por uma hist&oacute;ria da alimenta&ccedil;&atilde;o. <i>Hist&oacute;ria: Quest&otilde;es    &amp; Debates</i>, Curitiba, p.26-27: 1997;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0104-8775201100020000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> CARNEIRO, Henrique e MENESES, Ulpiano    Toledo Bezerra de. A hist&oacute;ria da alimenta&ccedil;&atilde;o: balizas historiogr&aacute;ficas.    Anais do Museu Paulista, S&atilde;o Paulo, v.5, p.9-91, jan./dez.1997;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0104-8775201100020000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> CARNEIRO,    Henrique. Comida e sociedade: uma hist&oacute;ria da alimenta&ccedil;&atilde;o.    2ª.ed. Rio de Janeiro: Campus, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0104-8775201100020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back3"></a><a href="#top3">3</a> RODRIGUES, Jaime. Por uma hist&oacute;ria    da alimenta&ccedil;&atilde;o na cidade de S&atilde;o Paulo (d&eacute;cadas de    1920 a 1950). Revista de Estudios Sociales, Santiago, v.33, p.118-128, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0104-8775201100020000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back4"></a><a href="#top4">4</a> Entre muitos outros estudos, podem    ser citados os de ROCHA, Helo&iacute;sa Helena Pimenta. <i>A higieniza&ccedil;&atilde;o    dos costumes</i>: educa&ccedil;&atilde;o escolar e sa&uacute;de no projeto do    Instituto de Higyene de S&atilde;o Paulo (1918-1925). Campinas: Mercado de Letras;    S&atilde;o Paulo: FAPESP, 2004; RESENDE, Eliana Almeida de S. <i>Imagens da    cidade, clich&ecirc;s em foco</i>: S&atilde;o Paulo e Lisboa, 1900-1928. Campinas:    IFCH/UNICAMP;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0104-8775201100020000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> CAMPOS, Cristina. <i>S&atilde;o Paulo pela lente da higiene</i>:    as propostas de Geraldo Hor&aacute;cio de Paula Souza para a cidade, 1925-1945.    S&atilde;o Paulo: Rima/FAPESP, 2001;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0104-8775201100020000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> SILVA, James Roberto. <i>Doen&ccedil;a,    fotografia e representa&ccedil;&atilde;o</i>: revistas m&eacute;dicas em S&atilde;o    Paulo e Paris, 1869-1925. S&atilde;o Paulo: Edusp, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0104-8775201100020000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back5"></a><a href="#top5">5</a> SILVA, Jo&atilde;o Luiz M&aacute;ximo    da. <i>Cozinha modelo</i>: o impacto do g&aacute;s e da eletricidade na casa    paulistana (1870-1930). S&atilde;o Paulo: Edusp, 2008, p.96-97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0104-8775201100020000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Ver tamb&eacute;m    CARVALHO, V&acirc;nia Carneiro de. G&ecirc;nero e artefato: o sistema dom&eacute;stico    na perspectiva da cultura material (S&atilde;o Paulo, 1870-1920). S&atilde;o    Paulo: Edusp/FAPESP, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0104-8775201100020000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Sobre o uso de apetrechos de cozinha na Argentina,    ver DE LAZZARI, Gast&oacute;n. Carb&oacute;n, kerosene, gas. Artefactos de cocina    en la publicidad gr&aacute;fica argentina (1940/1970). <i>Revista de Ciencias    Humanas y Sociales</i>, Maracaibo, v.21, n.46, p.39-54, jan. 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0104-8775201100020000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back6"></a><a href="#top6">6</a> Ver, entre outros, BARBOSA, L&iacute;via.    Feij&atilde;o com arroz e arroz com feij&atilde;o: o Brasil no prato dos brasileiros.    Horizontes Antropol&oacute;gicos, Porto Alegre, v.13, n.28: dez.2007. Dispon&iacute;vel    em <u><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-71832007000200005&amp;lng=pt&amp;nrm=iso" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-71832007000200005&amp;lng=pt&amp;nrm=iso</a></u>    (acesso em 30 maio 2011).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0104-8775201100020000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back7"></a><a href="#top7">7</a> BRITES, Olga. <i>Imagens da inf&acirc;ncia</i>:    S&atilde;o Paulo e Rio de Janeiro, 1930 a 1950. S&atilde;o Paulo: PUCSP, 1999,    p. 230. (Hist&oacute;ria, Tese de Doutorado)    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0104-8775201100020000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back8"></a><a href="#top8">8</a> Para as d&eacute;cadas posteriores,    ver MONDINI, Lenise; MONTEIRO, Carlos A. Mudan&ccedil;as no padr&atilde;o de    alimenta&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o urbana brasileira (1962-1988).    <i>Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, S&atilde;o Paulo, v.28, n.6,    dez. 1994. Dispon&iacute;vel em <u><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0034-89101994000600007&amp;lng=pt&amp;nrm=iso" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0034-89101994000600007&amp;lng=pt&amp;nrm=iso</a></u>    (acesso em 30 mar.2011).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0104-8775201100020000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back9"></a><a href="#top9">9</a> Cf. Lei n&#186; 185, de 14 jan.1936.    Dispon&iacute;vel em <u><a href="http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=21191" target="_blank">http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=21191</a></u>.    Regulamentada pelos decretos-leis n&#186; 399, de abril de 1938 e n&#186; 2.162,    de 1&#186; de maio de 1940. Dispon&iacute;veis em <u><a href="http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=12746&amp;tipoDocumento=DEL&amp;tipoTexto=PUB" target="_blank">http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=12746&amp;tipoDocumento=DEL&amp;tipoTexto=PUB</a></u>    e <a href="http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=37717&tipoDocumento=DEL&tipoTexto=PUB" target="_blank">http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=37717&amp;tipoDocumento=DEL&amp;tipoTexto=PUB</a>.    <!-- ref --><br>   <a name="back10"></a><a href="#top10">10</a> Ver RODRIGUES, Jaime. Da "chaga    oculta" aos dormit&oacute;rios suburbanos: notas sobre higiene e habita&ccedil;&atilde;o    oper&aacute;ria na S&atilde;o Paulo de fins do s&eacute;culo XIX. In: CORDEIRO,    Simone Lucena. (org.) <i>Os corti&ccedil;os de Santa Ifig&ecirc;nia</i>: sanitarismo    e urbaniza&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: IMESP/Arquivo P&uacute;blico    do Estado de S&atilde;o Paulo, 2010, p.82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0104-8775201100020000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back11"></a><a href="#top11">11</a> Lowrie utilizou os dados para escrever    o artigo LOWRIE. Padr&atilde;o de vida dos oper&aacute;rios da limpeza p&uacute;blica    de S&atilde;o Paulo. <i>Revista do Arquivo Municipal de S&atilde;o Paulo</i>,    v.51, out.1938.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0104-8775201100020000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back12"></a><a href="#top12">12</a> Ver <u><a href="http://www.apaacultural.org.br/authospagano/espaco.php" target="_blank">http://www.apaacultural.org.br/authospagano/espaco.php</a></u>    (acesso em 25 maio 2011).    <!-- ref --><br>   <a name="back13"></a><a href="#top13"><sup>13</sup></a> IBGE. <i>Recenseamento    Geral do Brasil (1&#186; de setembro de 1940)</i>. S&eacute;rie Regional, parte    VII. S&atilde;o Paulo. Rio de Janeiro: IBGE 1950, t I. p.1, 7. Dispon&iacute;vel    em <a href="http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/monografias/GEBIS%20-%20RJ/CD1940/Censo%20Demografico%201940_pt_XVII_t1_SP.pdf" target="_blank">http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/monografias/GEBIS%20-%20RJ/CD1940/Censo%20Demografico%201940_pt_XVII_t1_SP.pdf</a>    (acesso em 25 maio 2011).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0104-8775201100020000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back14"></a><a href="#top14">14</a> IBGE. Censo Demogr&aacute;fico    de 1960. S&atilde;o Paulo. In: <i>VII Recenseamento Geral do Brasil</i>. S&eacute;rie    Regional. Rio de Janeiro: IBGE, s/d. v. 1, t. XIII, p.10, 12, 14. Dispon&iacute;vel    em <a href="http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/monografias/GEBIS%20-%20RJ/CD1960/CD_1960_SP.pdf" target="_blank">http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/monografias/GEBIS%20-%20RJ/CD1960/CD_1960_SP.pdf</a>    (acesso em 25 maio 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0104-8775201100020000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back15"></a><a href="#top15">15</a> Oscar Eg&iacute;dio de Ara&uacute;jo    (1908-1973), "formado em direito pela USP, foi professor de estat&iacute;stica    e de pesquisas sociais da Escola de Servi&ccedil;o Social e assistente de m&eacute;todos    e pesquisas sociais da Escola Livre de Sociologia e Pol&iacute;tica de S&atilde;o    Paulo. Foi diretor da Divis&atilde;o de Pesquisas Sociais do SESI". Cf. PINHEIRO    FILHO, Fernando Antonio e MICELI, Sergio. Entrevista com M&aacute;rio Wagner    Vieira da Cunha. <i>Tempo Social</i>, S&atilde;o Paulo, v.20, n.2, nov.2008.    (dispon&iacute;vel em <u><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-20702008000200013&amp;lng=en&amp;nrm=iso" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-20702008000200013&amp;lng=en&amp;nrm=iso</a></u>    (acesso em 30 maio 2011).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0104-8775201100020000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Como t&eacute;cnico de estat&iacute;stica da Divis&atilde;o    de Estat&iacute;stica e Documenta&ccedil;&atilde;o Social do Departamento de    Cultura da Prefeitura de S&atilde;o Paulo, ele coordenou a aplica&ccedil;&atilde;o    de uma PPV na cidade entre 1951 e 1952. Lecionou, ainda, na Escola de Enfermagem    do Hospital S&atilde;o Paulo.    <!-- ref --><br>   <a name="back16"></a><a href="#top16">16</a> ARA&Uacute;JO, Oscar Eg&iacute;dio    de. A alimenta&ccedil;&atilde;o da classe obreira de S&atilde;o Paulo. <i>Revista    do Arquivo Municipal de S&atilde;o Paulo</i>, v.69, p.99-101, ago.1940.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0104-8775201100020000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back17"></a><a href="#top17">17</a> As cadernetas e os demais documentos    referentes &agrave;s Pesquisas de Padr&atilde;o de Vida encontram-se no <i>Arquivo    Hist&oacute;rico Municipal de S&atilde;o Paulo</i>, fundo Prefeitura Municipal,    grupo <i>Departamento de Cultura</i>, subgrupo <i>Divis&atilde;o de Estat&iacute;stica    e Documenta&ccedil;&atilde;o Social</i>.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a name="back18"></a><a href="#top18">18</a> Uma &uacute;nica fam&iacute;lia    n&atilde;o consumiu nenhum dos tr&ecirc;s tipos de alimentos, Cf. PPV Lowrie,    caso 1044 (anota&ccedil;&otilde;es em 29 abr.1937).    <!-- ref --><br>   <a name="back19"></a><a href="#top19">19</a> BELLUZZO, Rosa. <i>S&atilde;o Paulo</i>:    mem&oacute;ria e sabor. S&atilde;o Paulo: Ed. da Unesp, 2008, p.61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0104-8775201100020000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back20"></a><a href="#top20">20</a> PHILIPPI, Sonia Tucunduva e COLUCCI,    Ana Carolina Almada. S&atilde;o Paulo. In: FISBERG, Mauro et alii. <i>Um, dois,    feij&atilde;o com arroz</i>: a alimenta&ccedil;&atilde;o no Brasil de norte    a sul. S&atilde;o Paulo: Atheneu, 2002, p.211.    <!-- ref --><br>   <a name="back21"></a><a href="#top21">21</a> ABREU, Edeli Simioni de et alii.    Alimenta&ccedil;&atilde;o mundial: uma reflex&atilde;o sobre a Hist&oacute;ria.    <i>Sa&uacute;de e Sociedade</i>, S&atilde;o Paulo, v.10, n.2, ago./dez.2001.    Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-2902001000200002&lng=pt&nrm=iso" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-2902001000200002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0104-8775201100020000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.    <!-- ref --><br>   <a name="back22"></a><a href="#top22">22</a> As adapta&ccedil;&otilde;es e intera&ccedil;&otilde;es    alimentares das comunidades em deslocamento e dos residentes em S&atilde;o Paulo    havia mais tempo s&atilde;o um objeto a ser explorado. Marinna Heck e Rosa Belluzzo    colheram depoimentos de imigrantes e seus descendentes e, ao menos em um caso,    o assunto veio &agrave; tona: no registro da fala da Sra. Marisa, lemos que    "em casa s&oacute; ficou um caderno de receitas que foi da minha av&oacute;    paterna. N&atilde;o tem s&oacute; receitas piemontesas. Esse livro &eacute;    um misto de receitas italianas e americanas, pois meus av&oacute;s paternos    moraram por algum tempo nos Estados Unidos". HECK, Marinna e BELLUZZO, Rosa    Cozinha dos imigrantes: mem&oacute;rias &amp; receitas. S&atilde;o Paulo: DBA/Melhoramentos,    1998, p.39. Existem alguns estudos, por exemplo, sobre a comunidade japonesa,    como o de ISHII, Midori. <i>H&aacute;bitos alimentares de segmentos populacionais    japoneses</i>: hist&oacute;rico da natureza e dire&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;a.    S&atilde;o Paulo: FSP/USP, 1986.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0104-8775201100020000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Para a comunidade italiana, ver OLIVEIRA, Fl&aacute;via    Arlanch Martins de. Padr&otilde;es alimentares em mudan&ccedil;a: a cozinha    italiana no interior paulista. Revista Brasileira de Hist&oacute;ria, S&atilde;o    Paulo, v.26, n.51, jun. 2006. Dispon&iacute;vel em <u><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0102-01882006000100004&amp;lng=pt&amp;nrm=iso" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0102-01882006000100004&amp;lng=pt&amp;nrm=iso</a></u>    (acesso em 20 fev.2011).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0104-8775201100020000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back23"></a><a href="#top23">23</a> FRANCISCO, Lu&iacute;s Roberto    de. A gente paulista e a vida caipira. In: SET&Uacute;BAL, Maria Alice. (coord.)    <i>Terra Paulista</i> - Modos de vida dos paulistas: identidades, fam&iacute;lias    e espa&ccedil;os dom&eacute;sticos. S&atilde;o Paulo: IMESP; CENPEC, 2004, v.2,    p.44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0104-8775201100020000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back24"></a><a href="#top24">24</a> Em 1937 - antes, portanto, do in&iacute;cio    da guerra -, o Decreto n.26 institui o "p&atilde;o misto", incluindo trigo,    milho e raspas de mandioca na mistura. Ver SILVA, Benedito Bruno da. A soja:    sua import&acirc;ncia na alimenta&ccedil;&atilde;o, seu emprego no p&atilde;o.    S&atilde;o Paulo: Ed. Revista dos Tribunais, 1941, p.9, 97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0104-8775201100020000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back25"></a><a href="#top25">25</a> CAMPOS, Franklin A. de Moura. <i>Problemas    brasileiros de alimenta&ccedil;&atilde;o</i>. Rio de Janeiro: Servi&ccedil;o    de Alimenta&ccedil;&atilde;o da Previd&ecirc;ncia Social, 1949, p.160-166.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0104-8775201100020000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back26"></a><a href="#top26">26</a> SILVA, <i>A soja</i>. Em <i>O problema    da carestia do p&atilde;o em S&atilde;o Paulo</i>, Gustavo Zalecki tratou da    mistura do chamado "p&atilde;o do povo", feito com metade de farinha de trigo    e metade de farinha de mandioca. Ver ZALECKI, Gustavo. O problema da carestia    do p&atilde;o em S&atilde;o Paulo. <i>Revista do Arquivo Municipal de S&atilde;o    Paulo</i>, v.44, p.42-44, fev.1938.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0104-8775201100020000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back27"></a><a href="#top27">27</a> Cf. <u><a href="http://www.adria.com.br/empresa/" target="_blank">http://www.adria.com.br/empresa/</a></u>    (acesso em 22 abr.2011).    <!-- ref --><br>   <a name="back28"></a><a href="#top28">28</a> Cf. OLIVEIRA, D&eacute;bora Santos    de Souza. <i>A transmiss&atilde;o do conhecimento culin&aacute;rio no Brasil    urbano do s&eacute;culo XX. S&atilde;o Paulo</i>: FFLCH/USP, 2010, p.168. (Disserta&ccedil;&atilde;o    de Mestrado).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0104-8775201100020000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back29"></a><a href="#top29">29</a> Quatro dentre oito cadernetas da    PPV Lowrie e 23 dentre as 34 cadernetas da PPV Pagano assinalaram o consumo    de massa ou extrato de tomate.    <!-- ref --><br>   <a name="back30"></a><a href="#top30">30</a> VINAGRE, Roberto Diniz; DINIZ,    Edna Maria A. e VAZ, Fl&aacute;vio Adolfo Costa.Leite humano: um pouco de sua    hist&oacute;ria. <i>Pediatria</i>, S&atilde;o Paulo, v.23, n.4, p.342, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0104-8775201100020000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back31"></a><a href="#top31">31</a> Cf. <u><a href="http://www.nestle.com.br/site/anestle/historia.aspx" target="_blank">http://www.nestle.com.br/site/anestle/historia.aspx</a></u>    (acesso em 25 abr.2011). Ver tamb&eacute;m OLIVEIRA, D&eacute;bora Santos de    Souza. <i>A transmiss&atilde;o do conhecimento culin&aacute;rio no Brasil urbano    do s&eacute;culo XX</i>, p. 96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0104-8775201100020000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back32"></a><a href="#top32">32</a> No in&iacute;cio dos tempos modernos,    o consumo de queijo sofrera queda, "encontrando-se praticamente limitado a uma    presen&ccedil;a quase irrecus&aacute;vel na cobertura das massas italianas e,    de um modo geral, ralado". AGUILERA, C&eacute;sar. <i>Hist&oacute;ria da alimenta&ccedil;&atilde;o    mediterr&acirc;nica</i>. Lisboa: Terramar, 2001, p.128.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0104-8775201100020000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back33"></a><a href="#top33">33</a> Cf. <u><a href="http://www.cafecaboclo.com.br/a-marca.aspx" target="_blank">http://www.cafecaboclo.com.br/a-marca.aspx</a></u>    (acesso em 25 abr.2011).    <br>   <a name="back34"></a><a href="#top34">34</a> Cf. <u><a href="http://www.cafetiradentesaltinopolis.com.br/brasil.htm" target="_blank">http://www.cafetiradentesaltinopolis.com.br/brasil.htm</a></u>    (acesso em 25 abr.2011).    <br>   <a name="back35"></a><a href="#top35">35</a> PPV Pagano, caso 208, 13 ago. a    8 set.1963.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a name="back36"></a><a href="#top36">36</a> Ver an&uacute;ncio da marca Bertolli,    "o preferido", em <i>O Cruzeiro</i>, 10 jan.1931, n&#186; 10, p.6.    <!-- ref --><br>   <a name="back37"></a><a href="#top37">37</a> AGUILERA, C&eacute;sar. <i>Hist&oacute;ria    da alimenta&ccedil;&atilde;o mediterr&acirc;nica</i>, p.129 e ss.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0104-8775201100020000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back38"></a><a href="#top38">38</a> Cf. <u><a href="http://www.salada.com.br/novosalada/Produtos/OleoCompostoSalada.aspx" target="_blank">http://www.salada.com.br/novosalada/Produtos/OleoCompostoSalada.aspx</a></u>    (acesso em 25 abr.2011). Em an&uacute;ncio da d&eacute;cada de 1940, a marca    vendia-se como "o famoso azeite". Ver: <i>Viver! Mens&aacute;rio de for&ccedil;a,    sa&uacute;de e beleza</i>, v.4, n.47, p.1, 1942.    <br>   <a name="back39"></a><a href="#top39">39</a> Cf. <u><a href="http://blcamargo.blogspot.com/2009/07/imagens-alimentobebida-margarina-saude.html" target="_blank">http://blcamargo.blogspot.com/2009/07/imagens-alimentobebida-margarina-saude.html</a></u>    (acesso em 25 abr.2011).    <br>   <a name="back40"></a><a href="#top40">40</a> Cf. <u><a href="http://www.unilever.com.br/Images/HISTORIA_DA_UNILEVER_FINAL_tcm95-112364.pdf#search=%22claybom%22" target="_blank">http://www.unilever.com.br/Images/HISTORIA_DA_UNILEVER_FINAL_tcm95-112364.pdf#search=%22claybom%22</a></u>    (acesso em 25 abr.2011).    <!-- ref --><br>   <a name="back41"></a><a href="#top41">41</a> Sobre os m&eacute;todos e instrumentos    de pesquisa acerca do consumo alimentar em perspectiva hist&oacute;rica, ver    VASCONCELOS, Francisco de Assis Guedes de. Tend&ecirc;ncias hist&oacute;ricas    dos estudos diet&eacute;ticos no Brasil. <i>Hist&oacute;ria, Ci&ecirc;ncias,    Sa&uacute;de</i>: Manguinhos, Rio de Janeiro, v.14, n.1, mar.2007. Dispon&iacute;vel    em <u><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-59702007000100010&amp;lng=pt&amp;nrm=iso" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-59702007000100010&amp;lng=pt&amp;nrm=iso</a></u>    (acesso em 30 maio 2011).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0104-8775201100020000700037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back42"></a><a href="#top42">42</a> Cf. an&uacute;ncio em <i>O Cruzeiro</i>,    10 jan.1931, p.6 e 25 fev.1950, p.61.    <br>   <a name="back43"></a><a href="#top43">43</a> Cf. <u><a href="http://www.nestle.com.br/site/anestle/historia.aspx" target="_blank">http://www.nestle.com.br/site/anestle/historia.aspx</a></u>    (acesso em 26 abr.2011). Para uma hist&oacute;ria desse produto, consultar OLIVEIRA,    <i> A transmiss&atilde;o</i>, p.82 e ss.    <br>   <a name="back44"></a><a href="#top44">44</a> Cf. <u><a href="http://www.mundodasmarcas.blogspot.com/2006/08/fermento-royal-um-cone-da-culinria.html" target="_blank">http://www.mundodasmarcas.blogspot.com/2006/08/fermento-royal-um-cone-da-culinria.html</a></u>    (acesso em 26 abr.2011).    <br>   <a name="back45"></a><a href="#top45">45</a> Decreto n&#186; 39.314, de 17 de    agosto de 1956: delimita-se as &aacute;reas boc&iacute;genas do Brasil, disp&otilde;e    sobre o uso do sal iodetado e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. Dispon&iacute;vel    em <a href="http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=171092&tipoDocumento=DEC&tipoTexto=PUB" target="_blank">http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=171092&amp;tipoDocumento=DEC&amp;tipoTexto=PUB</a>    (acesso em 26 abr.2011).    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a name="back46"></a><a href="#top46">46</a> Cf. <u><a href="http://www.salcisne.com.br/institucional.html" target="_blank">http://www.salcisne.com.br/institucional.html</a></u>    (acesso em 26 abr.2011).    <br>   <a name="back47"></a><a href="#top47">47</a> Desenvolvido no Brasil e comercializado    desde 1932, cf. <u><a href="http://www.mundodasmarcas.blogspot.com/2006/05/nescau-energia-que-d-gosto.html" target="_blank">http://www.mundodasmarcas.blogspot.com/2006/05/nescau-energia-que-d-gosto.html</a></u>    (acesso em 26 abr.2011).    <br>   <a name="back48"></a><a href="#top48">48</a> Produzida no Brasil desde 1952,    cf. <u><a href="http://www.mundodasmarcas.blogspot.com/2006/05/quaker-oats-alimentao-saudvel.html" target="_blank">http://www.mundodasmarcas.blogspot.com/2006/05/quaker-oats-alimentao-saudvel.html</a></u>    (acesso em 26 abr.2011).    <br>   <a name="back49"></a><a href="#top49">49</a> Comercializado desde 1953, Cf.    <u><a href="http://www.mundodasmarcas.blogspot.com/2006/06/pullman-o-po-gostoso.html" target="_blank">http://www.mundodasmarcas.blogspot.com/2006/06/pullman-o-po-gostoso.html</a></u>    (acesso em 26 abr.2011).    <!-- ref --><br>   <a name="back50"></a><a href="#top50">50</a> C. CAVALCANTI, Pedro &amp; CHAGAS,    Carmo. <i>Hist&oacute;ria da embalagem no Brasil</i>. S&atilde;o Paulo: Grifo,    2005, p.136.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0104-8775201100020000700038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back51"></a><a href="#top51">51</a> Cf. CAMARGO, Daisy de. <i>Alegrias    engarrafadas</i>: os alco&oacute;is e a embriaguez na cidade de S&atilde;o Paulo    no final do s&eacute;culo XIX e come&ccedil;o do XX. Assis: UNESP, 2010. (Hist&oacute;ria,    Tese de Doutorado).    <br>   <a name="back52"></a><a href="#top52">52</a> <i>Viver! Mens&aacute;rio de for&ccedil;a,    sa&uacute;de e beleza</i>, v.2, n.20, p.3, 2 mar.1940.    <!-- ref --><br>   <a name="back53"></a><a href="#top53">53</a> BOTELHO, Thalino. <i>Acesso &agrave;    alimenta&ccedil;&atilde;o racional</i>. 2ªed. Rio de Janeiro: s/e, 1955, p.134-135.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0104-8775201100020000700039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back54"></a><a href="#top54">54</a> PPV Pagano, casos 104 e 208.    <!-- ref --><br>   <a name="back55"></a><a href="#top55">55</a> OLIVEIRA, Maria Luiza Ferreira    de. <i>Entre a casa e o armaz&eacute;m:</i> rela&ccedil;&otilde;es sociais e    experi&ecirc;ncia da urbaniza&ccedil;&atilde;o (S&atilde;o Paulo, 1850-1900).    S&atilde;o Paulo: Alameda, 2005, p.211.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0104-8775201100020000700040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body><back>
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